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CENTRO UNIVERSITÁRIO FUNDAÇÃO ASSIS GURGACZ – FAG

Bruna Cristina Ianze, Dayane Maciel dos Santos, Geovana Finco da Silva, Karine de
Mello Pin, Kelim Cristina Hubner Bittencourt e Jucelia Garcia da Silva

Pesquisa Bibliográfica sobre Atraso Simples de Linguagem e Transtorno do


Desenvolvimento da Linguagem ( TDL)
Cascavel 2021

Atraso Simples
O que é?

O Atraso Simples é encontrado em crianças que apresentam defasagem no


desenvolvimento da linguagem; essas crianças demoram a falar e parecem imaturas,
porém a compreensão se apresenta boa. Aparentemente, esse atraso pode ser ocasionado
por dores de ouvido e complicações respiratórias no período de aquisição da linguagem
e/ou estímulos inadequados para o desenvolvimento da mesma, o contexto social em
que a criança está inserida também pode contribuir para este atraso. Seu padrão de
linguagem é compatível com crianças mais novas (menor idade cronológica), mas
seguindo a mesma ordem de aquisição. Algumas crianças podem recuperar o atraso
inicial com orientação adequada.
Algumas Características apresentadas:
 Frases Simples, mas sem alteração na ordem das palavras;
 Podem combinar sílabas de fonemas diferentes;
 Vocabulário reduzido por falta de experiência;
 Trocas na fala;
 Boa compreensão;
Atrasos e/ou dificuldades para começar a utilizar a linguagem são uma das
causas mais comuns de preocupação que os pais de crianças pequenas trazem ao
pediatra e a outros profissionais.
O desenvolvimento da nossa linguagem implica na aquisição plena do sistema
linguístico, condição inata dos seres humanos, que nos possibilita a inserção no meio
social nos comunicando, a possibilidade de assumir a nossa identidade, além do
desenvolvimento dos aspectos cognitivos.
Dentre todas as questões complexas que envolvem esse processo, o atraso
"simples" na aquisição da linguagem dificulta o amadurecimento e a experimentação da
linguagem necessária para a aquisição formal da leitura/escrita. Sua imaturidade
linguística irá refletir no vocabulário reduzido e no conhecimento de mundo restrito.
Tais falhas na aquisição e no desenvolvimento fonológico, como problemas na
produção dos sons da fala ou discriminação dos mesmos, podem levar a criança, por
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exemplo, a trocar, omitir ou transpor fonemas ou grafemas. A criança demoraria


a adquirir a autonomia dos processos de leitura e escrita ou podem culminar com
problemas maiores futuramente.
Porém nesses casos, com a adequada estimulação e pouco tempo de intervenção
fonoaudiológica, a criança atinge o nível esperado de linguagem.

Principais Características

Dentro das principais características do atraso simples de linguagem, deve ser


lembrado que uma criança sem essa dificuldade começa a falar aproximadamente com 1
ano e meio de idade (“papa”, “mama”, “não”, ...), deve se preocupar quando a criança
tem cerca de 2 anos e não fala nada. Antes mesmo da criança falar, existe uns
comportamentos que devem ser observados em relação ao desenvolvimento da
linguagem dela. Ex: se alguém pede pra essa criança dar tchau, mandar beijo...
Suas possíveis causas são os fatores externos, fatores emocionais, ambientes e /ou
familiares, dor de ouvido (otites) e complicações respiratórias no período da aquisição
da linguagem, estímulos inadequados para o desenvolvimento da mesma (aqui podemos
incluir a falta de estimulação adequada e as horas seguidas e sem limites em frente as
telas de celular, entre outros.
O atraso simples da linguagem e suas causas:
- Antecedentes familiares de atraso simples da linguagem.
- Certos fatores ambientais: vocabulário pobre ou deficiente no ambiente familiar,
falta de estimulação, superproteção.
- Conflitos e violência em casa.
As sugestões mais indicadas para tratar esses casos de atraso simples da
linguagem em crianças é, por exemplo, vocalizar adequadamente, não falar de
pressa, evitar o vocabulário infantil, etc. Ainda, se recomenda que procure uma
creche e avise que caso aconteça de se iniciar uma conversa com a criança, tenha-se
que se respeitar sua emissão e tempo de intervenção.
Entanto dentro disso existe essas caraterísticas onde se baseia para saber se a criança
tem esse atraso de linguagens.
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Algumas características:
- Frases simples, mas sem alteração na ordem das palavras;
- Podem combinar sílabas de fonemas diferentes;
- Vocabulário reduzido por falta de experiência;
- Trocas na fala;
- Boa compreensão.
No ambiente familiar, o primeiro passo a ser dado é diminuir a exposição da criança
à telas (televisão, celular e tablet).

Instrumentos de Avaliação

O atraso simples de linguagem, em todos os seus tipos e graus de


comprometimento, podem causar dificuldades sociais, emocionais e cognitivas, sendo
indicado, inclusive, como fator causal dos distúrbios de aprendizagem.

A avaliação clínica de linguagem é uma das etapas do processo que envolve a


atuação fonoaudiológica, sendo imprescindível o conhecimento e o uso de ferramentas
técnicas, especificamente ligadas a Fonoaudiologia e à comunicação humana. Esta
avaliação é realizada com ênfase nos aspectos de linguagem, onde são avaliadas as
habilidades: fonologia, sintática, semântica, vocabulário, pragmática, competências
metalinguísticas (incluindo leitura, escrita, interpretação de inferência, ambiguidade e
metáfora, dentre outras), maturidade simbólica e atenção compartilhada.

Atualmente há escassez no Brasil de instrumentos formais e objetivos


disponíveis comercialmente e indicados para avaliação e diagnóstico na Fonoaudiologia
na área de linguagem infantil.Temos comercialmente disponíveis o Teste ABFW
(ANDRADE et al., 2004) (avaliação das áreas de fonologia, vocabulário, fluência e
pragmática), e um

Protocolo de Observação Comportamental (PROC) (ZORZI; HAGE, 2004)


(avaliação da linguagem e dos aspectos cognitivos infantis) (GIUSTI; BEFI-LOPES,
2008).

Com isso foi estudado e criado alguns métodos, testes e avaliações para se
trabalhar e identificar o atraso simples de linguagem:

Early Language Milestone Scale (ELM)18,19 A Escala ELM - Early Language


Milestone Scale18,19 - avalia as áreas auditiva-receptiva, auditiva-expressiva e
auditiva-receptiva visual relacionadas à linguagem e se destinam a crianças de 0 a 36
meses de idade. Essa escala permite avaliar se a criança apresenta desempenho
adequado ou alterado.

Denver20,21 A Triagem do Desenvolvimento de Denver - Revisado (TTDD-


R ou Denver II) 20,21 - é um teste de rastreio de risco de desenvolvimento infantil que
avalia quatro áreas, a saber: pessoal-social, motor fino adaptativo, linguagem e motor
grosso, e é indicada para crianças de zero a seis anos de idade. Cada item é
correlacionado com a idade e o percentual da população padronizada que realizou tal
item, sendo classificado como normal, “atraso” ou “cautela/ cuidado”.
O Teste de Linguagem Infantil – ABFW25 − é um instrumento sistemático,
direcionado à avaliação da linguagem de Vocabulário, Fluência e Pragmática, destinado
a crianças de 2 a 12 anos de idade.

A LAVE - Lista de avaliação do vocabulário expressivo − é uma versão


adaptada para o Português da Language Development Survey (LDS)27,28 e tem como
intuito investigar a linguagem expressiva e identificar atrasos no desenvolvimento do
vocabulário. É formada por uma lista de 307 palavras divididas em 14 categorias
semânticas, baseadas em estudos do desenvolvimento lexical e consideradas frequentes
no Português brasileiro

Test of Early Language Development (TELD-3)31,32 − é destinado a crianças com


idade entre 2 anos e 7 anos e 11 meses, e tem o intuito de identificar precocemente
alterações no processo de desenvolvimento de habilidades receptivas e expressivas da
linguagem oral tem o intuito de detectar possíveis alterações no desenvolvimento, por
meio de 52 comportamentos divididos em áreas, a saber: (1) Coordenação, constituída
por 16 comportamentos que avaliam a motricidade manual, respostas gráficas,
coordenação viso-motora e manipulação de objetos em diversas situações; (2)
Linguagem, composta por 24 comportamentos que avaliam habilidades receptiva e
expressiva da linguagem oral e a capacidade de usar conceitos básicos, compreender e

executar ordens; (3) e Motricidade, constituída por 12 comportamentos que avaliam o


equilíbrio, o movimento e o controle de partes e o corpo como um todo. O desempenho
é classificado como Normal, Risco ou Atraso, tanto para o teste total quanto para cada
área avaliada. Esse instrumento é destinado a crianças na faixa etária de 2 a 5 anos.

Um estudo publicado em 2015, por exemplo, coletou as amostras de fala


utilizando o instrumento: Avaliação Fonológica da Criança, um material de nomeação
espontânea de figuras (125 palavras representadas por meio de cinco desenhos
temáticos). Segundo os autores, com o objetivo de avaliar a linguagem foi realizada
aplicação do Protocolo de Observação Comportamental – PROC, bem como a avaliação
observacional da linguagem.

Percebe-se o uso de dois instrumentos diferentes para avaliar o que está sendo chamado

como fala e linguagem. Isso reforça a hipótese de uma concepção de fala e linguagem

como dois sistemas completamente distantes, sem conceber a fala (heterogênea e

multifacetada) como um instrumento de execução individual da linguagem.

O Papel da Fonoaudiologia no Atraso Simples de Linguagem

O atraso simples de linguagem se refere aos casos em que a linguagem oral não é
manifestada conforme a idade cronológica esperada. A linguagem compreensiva está
preservada bem como a pragmática e a comunicação não verbal, porém vai ter uma
desorganização na comunicação.
São muitos os transtornos que atingem o desenvolvimento da linguagem do ser humano,
sendo o atraso de linguagem um dos mais.
específicos. Diante disto há uma crescente procura ao atendimento fonoaudiológico,
com encaminhamentos de crianças que apresentam como queixa o “não falar” ou
produções de fala incompreensível.
O atraso de linguagem assume diferentes termos de profundidade e grau de extensão,
por meio disto a intervenção fonoaudiológica deve-se adequar a representação de
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desenvolvimento de cada criança, pois uma atividade que pode ser eficaz para uma pode
ser inútil para outra e essas atividades vão variar de acordo com o grupo que ela se
encaixa, a idade e as necessidades individuais de cada criança.
O fonoaudiólogo atua como mediador entre a criança e sua família, para que o paciente
apresente ganhos comunicativos e para que sua linguagem tenha funcionalidade social.
O que nós podemos indicar para os responsáveis por essas crianças que apresentam
atraso é : o primeiro passo a ser dado é diminuir a exposição da criança à telas
(televisão, celular e tablet). Vocalizar com a criança adequadamente, procurar nunca
falar com pressa, evitar o vocabulário infantil enquanto estiver falando com ela, e
sempre articulando bem as palavras a fim de que ela compreenda o que você está
dizendo.
As atividades vão variar de acordo com o grupo que a criança se encaixa, a idade e as
necessidades individuais de cada uma.
Essa patologia então é um fato que vai caber ao profissional investigar a causa para
estabelecer uma conduta ou intervenção adequada depois de fazer as avaliações.
Na intervenção terapêutica dessas crianças os aspectos estimulados em terapias são: as
dimensões da linguagem, habilidades cognitivas, uso e intencionalidade da linguagem e
interação associada à troca de turnos.
É papel do fonoaudiólogo, na intervenção em linguagem, ter ciência dos estágios de
desenvolvimento típico da comunicação e da linguagem, da forma de avaliar o avanço
da criança e dos parâmetros para indicar a abordagem mais apropriada.

Transtorno do Desenvolvimento da Linguagem

O que é ?
O Transtorno do Desenvolvimento da Linguagem ocorre quando uma
criança ou até mesmo um adulto possui dificuldades em produzir e/ou compreender a
linguagem, sem que haja e/ou seja percebido de momento qualquer causa que justifique-
o, sendo que aparentemente todas as condições necessárias estejam preservadas
e mesmo assim a criança não consegue desenvolver adequadamente.

Pode haver comprometimento da compreensão e/ou expressão dos domínios


linguísticos, podendo afetar dois ou mais aspectos (sistema de sons, vocabulário,
gramatica sintaxe e/ou habilidades pragmáticas).
O atraso no aparecimento da linguagem oral, muitas vezes pode ser devido a
problemas auditivos, falta de estímulos, ou até mesmo estar associados a transtornos
globais do desenvolvimento, como por exemplo o TEA ou a D. I., TDAH,
Apraxia da fala ou até mesmo devido a outros danos mais severos.
Estas condições já vêm sendo analisadas por muito tempo e por inúmeros
autores, que possuem diferentes posicionamentos acerca do tema, sendo que bem
recentemente é que se entrou em consenso sobre as terminologias usadas para se referir
a esses casos e sobre os critérios diagnósticos.
Esse atraso pode ser um indício de um quadro que era denominado de Distúrbio
Específico da Linguagem (Specific Language Impairment), já que se observava que a
criança possuía todas as condições de desenvolver a linguagem e a fala, porém não
ocorria conforme o adequado.
Porém recentemente, houve uma mudança nessa terminologia e o DEL, passou a
ser nomeado como Transtorno do Desenvolvimento da Linguagem (Language
Development Discorder), mas lembrando que ainda a conflitos e posicionamentos de
inúmeros autores em relação a isso. Além dos autores os sistemas classificatórios como
o CID-10 e o DSM-IV, também discorrem sobre o tema.
Foi publicada também uma recomendação do uso do termo diagnóstico
Transtorno do Desenvolvimento da Linguagem por Bishop, com uma descrição
detalhada de como se chegou ao consenso.
As principais causas do TDL tende a se repetir em famílias. Estudos realizados
indicam forte influência genética no TDL, mas isso parece refletir o impacto combinado
de muitos genes, e não uma mutação específica (Bishop, 2006). Parece não haver
evidências de qualquer lesão cerebral; podem haver diferenças sutis no tamanho de
diferentes regiões cerebrais e proporções de massa cinzenta, mas esses achados são
inconsistentes de criança para criança. Até o momento, não há um ‘biomarcador’ para o
TDL (Leonard et al, 2006).

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O TDL também gera consequências para o processo de aprendizagem da leitura e
escrita para as crianças, não se alfabetizando na idade esperada, acompanhadas de sérias
dificuldades em sala de aula, para compreender a relação entre o som e a escrita. Em
consequência a isso, problemas sócios emocionais também podem surgir, onde as
crianças se isolam dos amigos e apresentam prejuízos no processo de socialização.
Geralmente os pais começam a perceber os problemas no desenvolvimento linguístico
por volta dos dois ou três anos, quando algumas crianças não falam, utilizam gestos para
se comunicar, demoram para iniciar a produção das primeiras palavras, apresentam
lentidão para aprender palavras diferentes (vocabulário restrito) e apresentam grandes
dificuldades em combinar as palavras para formar a frases.
As dificuldades variam de acordo com a gravidade do quadro e podem persistir
até a vida adulta, quanto mais cedo for realizado o diagnóstico, mais resultados
positivos serão alcançados.

Principais Características do TDL

Pesquisas realizadas nos Estados Unidos revelam que cerca de 7 em cada 100 crianças
saudáveis apresentam algum grau de dificuldade de aquisição e de desenvolvimento da
linguagem.
O diagnóstico inicial é feito por uma exclusão, ou seja, primeiramente tem que ser
investigado se existe algum problema auditivo, se a dificuldade é específica da área da
linguagem ou se outros aspectos do desenvolvimento da criança também estão
alterados, se existe algum problema emocional grave, se em casa está faltando estímulos
para o desenvolvimento da fala e da linguagem.
Se todas essas causas forem excluídas e a partir de testes específicos, for confirmada
uma alteração no processo de desenvolvimento da fala e da linguagem, daí sim,
podemos estar diante de um quadro de TDL.
Sinais indicativos ‘’red flags’’:
- O aparecimento da fala é lento ou atrasado;
- A compreensão pode ser normal ou pode estar alterada;
- Dificuldade em combinar palavras para formar frases;
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- Presença de alteração fonológica (troca de sons na fala);


- Presença de alterações morfossintáticas: não consegue estruturar adequadamente uma
frase, dificuldade com verbos e preposições;
- Flexionamento verbal e nominal ou inadequado;
- Dificuldade na organização sequencial das palavras nas frases (invertem a ordem das
palavras);
- Fala ininteligível - os familiares não conseguem entender o que a criança está falando;
- Vocabulário restrito - dificuldade para aprender novas palavras;
- Pode aparecer disfluências, como hesitações, repetições de sílabas e de palavras (sinais
parecidos com uma gagueira);
- Não conseguem relatar fatos, recontar uma história;
- Dificuldade para compreender piadas, duplo sentido;
- Apresentar sérias dificuldades para aprender a leitura e escrita - transtorno de
aprendizagem;
- Se há problemas semelhantes na família.

Instrumentos de Avaliação do TDL

A avaliação é uma etapa essencial na prática fonoaudiológica, ela auxilia no


diagnóstico diferencial, a compreender os aspectos que regem a comunicação de cada
indivíduo e ainda são a base para boas intervenções. Por isso é de extrema importância
que essa etapa seja feita cuidadosamente, com a escolha de roteiros ou instrumentos
adequados, com uma aplicação assertiva e por fim, com uma boa análise e interpretação
dos resultados que possibilitará o fonoaudiólogo a desenvolver um bom raciocínio
clínico para aquele caso.
Avaliar a linguagem não é tarefa simples. A linguagem é complexa por si só!
Em primeiro lugar é fundamental ter em mente que ela é composta por diferentes
aspectos relacionados a forma como se estrutura e a forma como é utilizada. Cada um
desses aspectos desempenha um importante papel de forma individual, mas é na
integração entre

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eles que a linguagem acontece nos tornando seres sociais e permitindo a troca de
informações, a expressão de sentimentos e a comunicação como um todo.

1. Escalas de desenvolvimento

Esse tipo de instrumento contribui com uma visão geral do desenvolvimento das
crianças em diferentes aspectos. A partir deles, é possível verificar em qual etapa do
desenvolvimento a criança está, elaborar uma intervenção e avaliar o seu progresso ao
longo e depois de um período de intervenção.

Entre os inúmeros instrumentos destinados a esse fim podemos citar


o Inventário Portage Operacionalizado. O Inventário Portage consiste em uma lista
de 580 comportamentos de crianças de 0 a 6 anos e se propõe a avaliar o
desenvolvimento motor, linguagem, cognição, socialização e autocuidados.

Conta ainda com uma área específica para bebês de 0-4 meses chamada de
Estimulação Infantil. O instrumento foi desenvolvido por Psicólogos e adaptado por
Psicólogos no Brasil, é amplamente utilizado no Brasil e pode ser aplicado por
diferentes profissionais da área da saúde como Fonoaudiólogos, Fisioterapeutas,
Terapeutas Ocupacionais uma vez que fornece dados a respeito do desenvolvimento da
criança de forma mais global.
Outra escala importante e amplamente utilizada no Brasil é o Denver
Developmental Screening Test (DDST). Esse teste foi criado em 1967 na cidade de
Denver, EUA e traduzido para diversos idiomas, inclusive para o português. É uma
escala de triagem que verifica o atraso no desenvolvimento infantil padronizado, de
aplicação fácil e rápida, que abrange diversas áreas do desenvolvimento infantil e pode
ser usado em crianças de 0 a 6 anos. É estruturado em 4 setores: o pessoal-social, que
envolve o relacionamento com as pessoas, auto cuidado e atividades de vida diária; o
motor-adaptativo que verifica a coordenação mão-olho, manipulação de objetos
pequenos e solução de problemas; a linguagem nos seus aspectos auditivo, receptivo e
expressivo e o motor-grosseiro que verifica habilidades como andar e sentar.

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Um ponto importante sobre a escala Denver é o fato de não ser um instrumento


específico de uma área, ou seja, pode ser aplicado por profissionais nas áreas da saúde,
educação, ciências sociais e de desenvolvimento humano. Em função de sua praticidade,
pode ser utilizado em vários locais, como unidades básicas de saúde, ambulatórios,
consultórios, clínicas, unidades pediátricas em hospitais, creches, pré-escolas e serviços
especializados em distúrbios do desenvolvimento infantil.

2. Avaliação da Linguagem

Alguns instrumentos têm como objetivo avaliar a linguagem de forma global


considerando seus aspectos receptivo e expressivo. Pode ser uma opção interessante
iniciar o processo de avaliação dessa forma uma vez que eles irão traçar um perfil geral
do desenvolvimento da linguagem da criança e fornecer informações a respeito dos
aspectos de deverão ser investigados de forma mais específica.

O ADL 2 – Avaliação do Desenvolvimento da Linguagem tem justamente esse


objetivo, ele é muito útil no contexto clínico por traçar um panorama geral da
linguagem de crianças em idade pré-escolar, ou seja, de 1 a 6 anos e 11 meses. É um
instrumento clínico, fácil e eficiente que fornece informações de Linguagem Expressiva
e Compreensiva em todos os níveis da linguagem. Ou seja, a partir dele, é possível
avaliar o aspecto semântico, a morfologia e a sintaxe da linguagem, contando, ainda,
com figuras direcionadas à observação fonológica e do vocabulário.

O teste inclui um manual do examinador com as explicações detalhadas quanto a


forma de aplicação e análise do teste, um kit de objetos utilizados para avaliação nas
faixas etárias iniciais e manuais de figuras para a aplicação do teste um para a avaliação
da linguagem compreensiva e outro para expressiva. Vale ressaltar que o teste conta
ainda com valores de referência para cada faixa etária.

Conclui-se que dentro das intervenções o diagnóstico precoce possibilita intervenções


terapêuticas e educacionais mais produtivas. A escolha por um método de avaliação
facilita, e dar para o terapeuta ferramentas e embasamento teórico para elaboração de
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um diagnóstico. A avaliação e métodos no desenvolvimento da linguagem infantil nos


possibilita como profissionais a dá uma atenção maior para esse transtorno, que é
diferente em sua estrutura e característica do atraso simples de linguagem, sendo um
pouco mais complexo tendo que acompanhar o paciente até a sua vida adulta

O Papel da Fonoaudiologia no TDL


O fono é responsável por traçar, junto com as diretrizes da equipe pedagógica,
exercícios que trabalhem a oralidade. Sendo assim, o profissional utiliza materiais
gráficos para estimular a leitura e assim analisar os problemas apresentados pela
criança.

Um fator muito importante é a associação das funções do fonoaudiólogo ao


planejamento escolar, sendo que a comunicação do estudante é um detalhe primordial
de todo o processo pedagógico. Contudo, esses profissionais não pertencem à área
pedagógica, mas representam uma importante parceria na proposição de soluções que
visam dar à criança melhores resultados em sua linguagem.
O fonoaudiólogo procura exercer suas atividades por meio de técnicas que envolvem o
aspecto lúdico, como textos próprios para a infância e até jogos que estimulem a fala do
pequeno. Vale ressaltar que o profissional de fono também pode utilizar exercícios que
ajam diretamente na musculatura que estejam ligados à fala e à audição.
Em casos mais extremos, é de grande relevância que o profissional conte também com a
ajuda de uma equipe multi para ajudar na identificação dos problemas que afligem a
criança. Dentre esses episódios podem estar envolvidos os bloqueios de comunicação ou
qualquer outra alteração na fala.
Funções que o profissional de fonoaudiologia também podem exercer junto a
escolas:

-Promover análises no contexto escolar para proporcionar sondagens na escrita em


grupo e observar estratégias junto aos professores;

-Atuar no processo de inclusão escolar de alunos que apresentem necessidades


pedagógicas especiais;

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-Ajudar na elaboração de técnicas que ofereçam ao estudante uma experiência


satisfatória diante do medo de se comunicar de forma efetiva.

Quando o fonoaudiólogo estabelece uma determinada comunicação com a escola e a


família, o trabalho tende a ficar completo. Isso acontece, pois, junto com a equipe
pedagógica, ambas as partes podem desempenhar metodologias que compreendam
aspectos importantes no processo de aprendizagem, como a alfabetização.

O atraso persistente pode ser sinal de alerta para um TDL e precisa de investigação para
definição de um diagnóstico correto com início de uma terapia específica para cada
caso.
O ser humano se constitui muito pela linguagem, desta forma, crianças pequenas com
quadros severos de linguagem podem chegar na clínica olhando pouco, não
respondendo ao chamado e com uma brincadeira pouco estruturada e não serem
necessariamente autistas.

Devemos ter muito cuidado com terapias muito específicas para TEA para crianças
pequenas sem confirmação diagnóstica. Imaginar linguagem exclusivamente como
comportamento pode ser um erro grave para crianças com TDL.

Nem toda seletividade alimentar ocorre por alteração sensorial. Crianças com TDL
podem ter seletividade relacionada a dificuldades de mastigação por alteração de
planejamento e execução motora e isso é bem diferente de alteração sensorial. Não
pensar nessa possibilidade pode incluir uma criança com TDL dentro do TEA.

O diagnóstico se faz ao longo do processo terapêutico. Desta forma, criança com dois
anos de idade que não fala nada, pode até ter TDL, mas ainda não dá para afirmar isso.O
transtorno não é tão conhecido, portanto, a atenção deve ser redobrada.

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