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Introdução

1. Introdução ao Livro de Apocalipse


Apocalipse 1.1-3: “Revelação de jesus Cristo, que lhe deu para
mostrar aos seus servos o que em breve há de acontecer. Ele enviou o seu
anjo para torná-la conhecida ao seu servo João, que dá testemunho de tudo o
que viu, isto é, a palavra de Deus e o testemunho de Jesus Cristo. Feliz aquele
que lê as palavras desta profecia e felizes aqueles que ouvem e guardam o
que nela está escrito, porque o tempo está próximo. ”

O conceito de eternidade é incompreensível para a mente humana. Uma


tradução mais apropriada para “em breve” (grego en tachei) é “certamente”.
Apesar de um trecho do livro se referir a acontecimentos presentes, Apocalipse
trata, em sua maior parte, da consumação futura da história em Cristo. Do
ponto de vista da eternidade, os acontecimentos do fim dos tempos são
iminentes (próximo de acontecer), e os cristãos devem viver de acordo com
essa realidade.

1.1. Introdução às cartas


Apocalipse 1.4-8: “João, às sete igrejas da província da Ásia: A
vocês, graça e paz da parte daquele que é, que era e que há de vir, dos sete
espíritos que estão diante do seu trono, e de Jesus Cristo, que é a testemunha
fiel, o primogênito dentre os mortos e o soberano dos reis da terra. Ele nos ama
e nos libertou dos nossos pecados por meio do seu sangue, e nos constituiu
reino e sacerdotes para servir a seu Deus e Pai. A ele sejam a glória e poder
para todo sempre! Amém. Eis que ele vem com as nuvens, e todo olho verá,
até mesmo aqueles que o transpassaram; e todos os povos da terra se
lamentarão por causa dele. Assim será! Amém. “Eu sou o Alfa e Ômega” diz o
Senhor Deus, “o que é, o que era e o que há de vir, o Todo-poderoso” ”

Daquele que é, que era e que há de vir é uma adaptação do nome de


Deus revelado a Moisés na sarça ardente; enfatiza a natureza eterna de Deus
Pai (Êxodo 3.14). Os “sete espíritos” simbolizam o Espírito Santo. O fato de os
“sete Espíritos” se encontrarem diante do trono e de o cordeiro ter sete olhos
reforça que o Espírito também é Deus. A descrição de Jesus Cristo enfatiza
sua vitória sobre a morte, seu papel de Redentor e sua domínio sobre as
nações do mundo. Alfa e Ômega são a primeira e a última letra do alfabeto
grego, ressaltando que Deus é soberano e eterno. Em várias ocasiões, João
aplica ao Filho títulos usados para o Pai (Apocalipse 22.13).
Apocalipse 1.10-11: “No dia do Senhor achei-me no Espírito e ouvi
por trás de mim uma voz forte, como de trombeta, que dizia: “Escreva num livro
o que você vê e envie a estas sete igrejas: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira,
Sardes, Filadélfia e Laodiceia”.”

As sete igrejas são analisadas levando em consideração a vocação de


cada uma, individual e coletivamente e tendo em vista o sacerdócio universal
no qual o Senhor nos constituiu um Reino de Sacerdotes, ou seja, vidas
consagradas que em Cristo ministram diretamente, a Deus, sem a intercessão
de ninguém. Cada carta confronta a Igreja com o que ela é, em um mundo tão
hostil a Deus.

1.2. Lições da introdução

 A igreja é sempre vista antes de Jesus – cuidado com a


maneira de ser e viver;

 A mensagem do Evangelho é validada pelo testemunho e


experiência de cada um;

 A fé cristã se manifesta no encontro com o outro;

 Eu prego a Palavra de Deus, mas as pessoas enxergam é a


mim;

 João ouviu uma voz (de Jesus), mas quando ele se voltou, viu
os candelabros (a igreja); Jesus andava no meio dos
candelabros, da Igreja, independente de como ela seja.

As sete Igrejas
1. Por que as sete igrejas?
O número sete é muito representativo na construção do livro de Apocalipse.
Este número é aplicado explicitamente 54 vezes em todo o livro; incluindo: as
sete igrejas, sete estrelas, sete espíritos, sete selos, sete trombetas, sete taças
etc.
O número sete em Apocalipse simboliza a totalidade, algo completo, um
pacote perfeito dos perfis que tem caracterizado a Igreja durante todos estes
séculos. Ou seja, as sete igrejas indicam que o livro de Apocalipse é atual para
todas as igrejas de todas as épocas, porém, não se pode desconsiderar que as
sete igrejas descritas são as destinatárias primárias.

1.1. O significado das sete igrejas


As sete igrejas do Apocalipse foram importantes para o estabelecimento da
igreja primitiva. Cada nome dado as cidades possui características espirituais
do período profético respectivo de cada igreja.
Existem duas linhas de interpretação principais sobre o significado das
cartas: a primeira defende que as sete igrejas do Apocalipse representam sete
períodos sucessivos da História da Igreja, mais conhecido como “As Sete
Eras da Igreja” (normalmente defendida pelos Dispensacionalistas, mas não é
uma regra). Nessa interpretação o significado das igrejas são:

a. Éfeso representa a igreja apostólica (30 – 100 d.C.)


b. Esmirna representa a igreja perseguida, a igreja dos mártires (100 – 312
d.C.)
c. Pérgamo representa a igreja que se uniu ao estado (313 – 590 d.C.)
d. Tiatira representa a igreja da Idade Média, corrupta e idolatra (590 –
1517 d.C.)
e. Sardes representa a igreja da reforma (1517 – 1730 d.C.)
f. Filadélfia representa a igreja missionária (1730 – 1900 d.C., sendo que
alguns estendem esse período até a volta de Cristo, ocorrendo
simultaneamente com a Igreja de Laodiceia)
g. Laodiceia representa a igreja apóstata (1900 d.C. – até a volta de Cristo)

A segunda interpretação defende que as igrejas do Apocalipse e o conteúdo


das cartas representam condições que se repetem muitas vezes durante o
período da História da Igreja, isto é, não descrevem um período específico da
História, mas a realidade que sempre estiveram presentes na Igreja.
1.2. Características espirituais e o período das
igrejas

Igrejas Características espirituais Período


Éfeso Desejável 30 – 100 d.C.
Esmirna Perfume suave 100 – 312 d.C.
Pérgamo Exaltação e Elevação 313 – 590 d.C.
Tiatira Sacrifício e Contrição 590 – 1517 d.C.
Sardes Remanescente 1517 – 1798 d.C.
Filadélfia Amor fraternal 1798 – 1900 d.C.
Laodiceia Povo do Juízo 1900 – até a volta

1.3. Estrutura das sete cartas


Todas as cartas seguem uma mesma estrutura que foi estabelecida pelo
próprio Jesus, a Testemunha fiel e verdadeira. As cartas são iniciadas com um
elogio, seguida de uma reprovação/advertência e sempre são encerradas com
uma promessa.

A. Saudação e destinatário: “Ao anjo da Igreja em...” (Ap 2.1, 8,


12, 18, 3.1, 7, 14);

B. Autodesignação de Cristo: “... daquele que...” (Ap 2.1, 8, 12,


18, 3.1, 7, 14). Repare que há um paralelo entre quase todos
estes títulos com a descrição simbólica de Cristo no capítulo
1.12-20;

C. Aprovação: “Conheço as tuas obras...” (somente a igreja de


Laodiceia não recebe aprovação);

D. Condenação: “Tenho, porém, contra ti...” (as igrejas de


Esmirna e Filadélfia não possuem condenação);

E. Advertência: “Lembra-te, pois, de onde caíste...” (as igrejas


de Esmirna e Filadélfia não possuem advertência);
F. Exortação: “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às
igrejas.”;

G. Promessa: “Ao vencedor dar-lhe-ei...”

2. As cartas
O Senhor Jesus ordenou a João que endereçasse cartas às igrejas com
recomendações para a correção de práticas que fariam com que futuramente
elas entrassem em colapso e fossem destruídas. Entretanto, as informações
presentes acerca das práticas de cada igreja e de certos grupos a elas são
capazes de demonstrar e explicar a situação espiritual de muitas igrejas atuais.

2.1. Éfeso:
A cidade de Éfeso, o porto marítimo mais importante e principal centro
cultural, comercial e religioso da Ásia Menor, era famosa por seu templo a
Artêmis (Filha de Leto e Zeus; irmã de Apolo; deusa da fertilidade; deusa da
Ásia Menor; auxiliadora nos partos; doadora da morte tranquila para as
mulheres; seu templo foi uma das sete maravilhas do mundo e objeto de
peregrinação; representada na escultura como uma figura feminina com
múltiplos seios; Paulo encontrou seus adoradores, em Éfeso), suas práticas
supersticiosas e sua magia (At 19.19, 35). Não fica claro quem eram os
nicolaítas*, nem quais eram suas práticas. O termo pode ser um trocadilho com
as palavras gregas nikao e laos “conquistadores de pessoas” ou “subjugadores
de povos”, e talvez enfatize o caráter autoritário desse grupo.
O apóstolo Paulo visitou várias vezes esta igreja (At 19.1-20) e Timóteo,
seu discípulo, provavelmente era o pastor dela nos dias de João. A presença
deles ajudou na manutenção de uma doutrina pura e no zelo pelos
missionários. Foi um tempo de enorme crescimento do evangelho.
Características da igreja:
 Prezavam pela doutrina verdadeira e eram poderosos defensores da fé;
 Igreja apostólica;
 Possuíam fé e perseverança;
 Possuíam um grande defeito: perderam o primeiro amor.

Período profético (30 – 100 d.C.): A igreja passou por um período de


pureza doutrinaria e grandes avanços evangelísticos. Contudo, a profecia já foi
falada de um “abandono do primeiro amor” e da necessidade de
arrependimento.

2.2. Esmirna:
A palavra Esmirna vem de mirra, um aroma adocicado e suave. Foi um
importante centro comercial grego, fundada antes do ano 1000 a.C. Destruída
e reedificada já no ano de 400 a.C., tornou-se domínio romano. Policarpo, um
dos mais conhecidos mártires da igreja Primitiva, era bispo de Esmirna. Esta é
uma das duas igrejas a cerca das quais o Senhor não tem nenhuma crítica.

Características da igreja:

 Perseguida;
 Fiel;
 Pobre de recurso;
 Rica de Deus.

Período profético (100 – 312 d.C.): Na carta está escrito: “...o diabo
lançará alguns de vocês na prisão para prová-los, e vocês sofrerão
perseguição durante dez dias...” (Ap 2.10). Segundo o princípio dia/ano de
interpretação profética, estes dez dias se aplicam ao período de 303 d.C.,
quando fortes perseguições foram movidas contra o cristão pelo império
romano.

2.3. Pérgamo:
Desta cidade é que se deriva o nome “pergaminho” (pele especialmente
preparada por um processo de lavagem com cal, raspagem, estirada e
amaciada). Pérgamo foi a cidade onde se descobriu esse processo de
tratamento da pele de animais.

Hoje é a atual Bergama, e era a antiga capital da Ásia. Esse monte de


forma cônica que eleva a mais de 250 metros em relação aos vales ao seu
redor, abrigava diversos templos, sendo o mais famoso dedicado a Esculápio
(na mitologia grega e romana ele é tido como o “deus da medicina” e o “deus
da cura”). Também era um local proeminente de cultos ao imperador e de
outros deuses pagãos, como a Zeus Soter (é a junção de dois nomes: Zeus (o
pai dos deuses, que exercia a autoridade sobre os deuses do Olimpo, na
região grega) e Soter que significa salvador, libertador, ou seja, Zeus o
salvador).
É quase certo que o “trono de Satanás” (Ap 2.13) seja uma referência a
esses cultos. Antipas, um membro da igreja de Pérgamo, demonstrou seu
compromisso inabalável com Cristo ao se tornar o primeiro cristão martirizado
na Ásia. Cristo adverte a igreja para se arrependerem da sensualidade e
antinomianismo (aposição à lei), pois, do contrário, Ele lutaria contra eles com
a espada de sua boca (Ap 2.16).

Características da igreja:

 O trono de satanás se localiza ali;


 Um remanescente se manteve ali;
 Parte da igreja apoiava doutrinas semelhantes às de Balaão e dos
nicolaítas (agentes propagadores da imoralidade e da idolatria entre
os primeiros cristãos, alguns dizem que se tratava de discípulos de
Nicolau de Antioquia).

Período profético (313 – 590 d.C.): Pérgamo representa a história da


igreja cristã no período da queda da Roma Ocidental, onde sai o imperador e
começa o papado. A transigência entre o paganismo e o cristianismo neste
período resultou no desenvolvimento do “homem do pecado” (2 Ts 2.3),
opondo-se a Deus e exaltando-se em cima dos feitos que Ele fez, faz e fará.

2.4. Tiatira:
Nesta cidade viveu uma mulher que se denominava profetiza, cujo nome
era Jezabel (seu nome significa “sem coabitação”, ela se recusava a “viver
junto” com qualquer pessoa que fosse, não se sujeitava a nenhuma autoridade
a não ser a própria; incentivou o povo de Deus a cometer adultério físico e
espiritual cultuando a falsos deuses), repreendida por João em sua carta à
igreja. Tiatira foi fundada a princípio como posto militar e se tornou conhecida
por suas associações de artesãos e outras profissões. Era comum seus
membros participarem de banquetes consagrados a divindades pagãs, os
quais, com frequência, terminavam em orgias. A igreja de Tiatira tolerava
Jezabel, que ensinava a imoralidade sexual e, como os balaamitas, estavam
envolvidos com idolatria.

Características da igreja:

 Perseverantes, cheios de fé e amor;


 Contaminados pelos ensinamentos de Jezabel;
 Foram induzidos a conhecer as profundezas de satanás.

Período profético (590 – 1517 d.C.): O nome Tiatira significa “sacrifício de


contrição”. Representa o período da história da igreja em que a fé simples foi
mudada por meio da apostasia, ou sacrificada, sendo substituída por obras e
penitências. Foi um período difícil para a igreja, que, lentamente foi se
afastando da pura doutrina de Cristo e assimilando os dogmas e tradições do
paganismo.

2.5. Sardes:
Uma das sete igrejas da Ásia, a de Sardes recebeu uma menção específica
de João, dirigida ao bispo do lugar, partindo da ideia de que um anjo é um
mensageiro, tal qual aquele que pregava o evangelho.

A cidade se localizava na encruzilhada de várias estradas romanas. Seus


cidadãos eram adeptos zelosos do culto ao imperador e conhecidos por seu
estilo de vida luxuoso e licencioso. Sardes havia sido construída no alto de uma
colina íngreme e era considerada inatacável. Entretanto, por duas ocasiões, a
cidade foi capturada/dominada por falta de vigilância.

Característica da igreja:

 Falta de vigilância;
 Crentes mortos;
 Obras imperfeitas;
 Contaminação da fé;
 Mortos espiritualmente – sendo esta, a mais marcante e cruel.

Período profético (1517 – 1798 d.C.): A igreja de Sardes pegou um tempo


de grande perseguição devido a influência da Reforma Protestante, e devido a
essa influência deu-se o fim a supremacia do papado.

2.6. Filadélfia:
Atual Alaseir, ficava na entrada do planalto central da província da Ásia e
era uma cidade de grande importância comercial. Seu nome, que significa
“amor fraternal”, celebrava o amor e a lealdade do imperador Atalo II por seu
irmão Eumenes II.

A cidade foi fundada na intenção de ser um centro de civilização Greco-


asiática e um meio de espalhar a língua e os costumes gregos nas partes
ocidentais da Lídia e da Frígia. Por isso alguns a chamam de “cidade
missionária”.

Característica da igreja:

 Cristãos verdadeiros;
 Fiel.

Período profético (1798 – 1900 d.C.): Foi um período de atividades


notáveis na obra missionária e na distribuição da Bíblia. A Sociedade Bíblica
Britânica começo seu funcionamento em 1804 e a Americana em 1816. Mas foi
também um grande momento de interesse no cumprimento da profecia e do
breve retorno de Cristo.

2.7. Laodiceia:
Conhecida hoje como Pamucale, era a cidade mais rica da Frígia no tempo
do Império Romano. Famosa por seus bancos, escolas de medicina e indústria
têxtil, sua única deficiência séria era o abastecimento inadequado da água.

A igreja de Laodiceia é mencionada na carta de Paulo aos Colossenses:


“Saúdem os irmãos de Laodiceia, bem como Ninfa e a igreja que se reúne em
sua casa. Depois que esta carta for lida entre vocês, façam que também seja
lida na igreja dos laodicenses, e que vocês igualmente leiam a carta de
Laodiceia”. Há indícios de que Paulo teria escrito uma carta também à igreja de
Laodiceia, mas está se perdeu.

Característica da igreja:

 Inconstantes na fé;
 Sem posicionamento;
 Arrogantes;
 Presunçosos.

Período profético (1900 d.C. – até a volta de Cristo): Laodiceia é a última


das sete igrejas. Ela cobre o período da história da igreja em que nosso Sumo
Sacerdote, Jesus, realiza Seu ministério de juiz antes mesmo de Sua volta
gloriosa. Jesus iniciou Seu ministério como sacerdote logo após a sua subida
aos céus. Embora Jesus esteja no Santuário Celestial, intercedendo e julgando
Seus filhos, o estado espiritual dos membros da igreja é de profunda letargia.
Em Apocalipse eles são descritos como mornas e, a menos que haja mudança
de atitude, serão rejeitados, ou seja, “vomitados” (Ap 3.16).

3. Bibliografia
 A Bíblia da Mulher: leitura, devocional, estudo. 2ª ed. Barueri,
SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2014

 Bíblia de estudo facilitado / notas de Philip Yancey e Tim


Stanfford; traduzido por Daniel Faria – São Paulo: Mundo
Cristão, 2013.

 Dicionário Bíblico: um guia de estudos e entendimento do


Livro dos livros / Equipe DCL. – São Paulo: DCL, 2010.

“A mensagem profética de Apocalipse não visa satisfazer a curiosidade, mas


proclamar a vontade de Deus diretamente a seu povo para que este possa ser
encorajado a viver piedosamente.” –

Shari Lee Witt Hofstetter.

 http://ofimdomundo.com.br/as-7-igrejas/

 https://estiloadoracao.com/as-sete-igrejas-do-apocalipse/

 https://estiloadoracao.com/qual-o-significado-das-sete-igrejas-do-
apocalipse/

 https://testemunhasdecristo.wordpress.com/2012/06/22/as-sete-igrejas-
da-asia-e-o-perfil-das-igrejas-atuais/

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