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Índice

emi (Electomagnetic Interference, Interferência Electromagnética)............................................................. 2


Principais Fontes De Emi.......................................................................................................................... 4
Emc (Eletromagnetic Compatibility, Compatibilidade Eletromagnética) .................................................... 6
Filtros De Emi ............................................................................................................................................... 6
Aplicações Do Filtro Emi ......................................................................................................................... 7
Resumindo: ............................................................................................................................................... 9
Diodo Schottky ........................................................................................................................................... 10
Vantagens E Desvantagens ................................................................................................................. 11
Aplicações ............................................................................................................................................... 11
Como Testar Diodos Schottky ................................................................................................................ 12
Diodo Shockley........................................................................................................................................... 13
Funcionamento Do Diodo Shockley ....................................................................................................... 14
Características V-I Do Diodo Shockley .................................................................................................. 15
Vantagens E Desvantagens Do Díodo Shockley .................................................................................... 15
Aplicações Do Diodo Shockley .............................................................................................................. 16
Como Testar ............................................................................................................................................ 17
Bibliografia ................................................................................................................................................. 19

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EMI (ELECTOMAGNETIC INTERFERENCE, INTERFERÊNCIA
ELECTROMAGNÉTICA)

Com certeza todos nós já tivemos problemas de funcionamento nos nossos dispositivos
electrónicos ou já vimos em alguns filmes, bombas de pulso electromagnético que danificam ou
inutilizam dispositivos electrónicos através da interferência electromagnética. Mas o que é
exactamente interferência electromagnética? É algo palpável? Um dispositivo? A seguir temos
uma explicação detalhada sobre este fenómeno.

César Cassiolato1 define a interferência electromagnética como “um campo ou onda eléctrica ou
magnética que pode ou não alterar o funcionamento ou danificar um equipamento, dispositivo ou
aparelho.”

Figura 1: Onda electromagnética

Enquanto isso, para a Dell2, interferência electromagnética (EMI) é qualquer emissão ou sinal,
irradiado no espaço livre ou conduzido por cabos de alimentação ou de sinal, que coloca em

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Gerente de Produtos - Smar Equipamentos Industriais Ltda
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www.dell.com

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perigo o funcionamento de um serviço de radionavegação ou outro serviço de segurança ou
degrada, obstrui ou interrompe seriamente e de forma repetida um serviço licenciado de
comunicação de rádio. Os serviços de comunicação de rádio incluem (mas não se limitam a)
transmissão comercial AM/FM, televisão, serviços de celular, radar, controle de tráfego aéreo,
pager e PCS (Personal Communication Services [serviços de comunicações pessoais]). Estes
serviços de rádio licenciados e os serviços de rádio não licenciados, como WLAN ou Bluetooth,
juntamente com os emissores não-intencionais, como dispositivos digitais, incluindo sistemas de
computadores, contribuem para o ambiente electromagnético.

Figura 2: Onda electromagnética

A interferência pode ser proposital ou acidental e pode ser de origem natural ou artificial. O
campo magnético terrestre (campo geomagnético) é de origem natural e, por exemplo, causa
interferência em sistemas eléctricos de potência pela influência de sua força. As descargas
atmosféricas e os ventos são exemplos de causas naturais de EMIs. As manchas solares também
causam interferência em sinais de telecomunicação pela geração de radiação cósmica.

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Figura 3: Campo magnético terrestre

A interferência electromagnética pode ser radiada (via ar), conduzida (via condutores), induzida
(normalmente acima de 30MHz) ou combinação das mesmas.

PRINCIPAIS FONTES DE EMI

A EMI é a energia que causa resposta indesejável a qualquer equipamento e que pode ser gerada
por centelhamento nas escovas de motores, chaveamento de circuitos de potência, em
accionamentos de cargas indutivas e resistivas, accionamentos de relés, chaves, disjuntores,
lâmpadas fluorescentes, aquecedores, ignições automotivas, descargas atmosféricas e mesmo as
descargas electrostáticas entre pessoas e equipamentos, aparelhos de microondas, equipamentos
de comunicação móvel, etc. Tudo isto pode provocar alterações causando sobretensão,
subtensão, picos, transientes, etc.

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Figura 4: Emissão e imunidade - Fontes de EMI

Alguns países/continentes definem níveis de interferência electromagnética que os dispositivos


precisam ter para estar de acordo com o padrão estabelecido.

Figura 5: Padrão europeu de níveis de interferência electromagnética

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EMC (ELETROMAGNETIC COMPATIBILITY, COMPATIBILIDADE
ELETROMAGNÉTICA)

A convivência de equipamentos em diversas tecnologias diferentes somada à inadequação das


instalações, facilitam a emissão de energia electromagnética e com isto podemos ter problemas
de compatibilidade electromagnética (também chamada e EMC, é a habilidade de um
equipamento funcionar satisfatoriamente sem interferir electromagneticamente nos equipamentos
próximos e ser imune à interferência externa de outros equipamentos e do ambiente), onde o
funcionamento de um equipamento pode afectar o outro. Isto é muito comum nas indústrias e
fábricas, onde a EMI é muito frequente em função do maior uso de máquinas (máquinas de
soldas, por exemplo) e motores e em redes digitais e de computadores próximas a essas áreas.

Segundo o site oficial da Dell, EMC é a capacidade que alguns equipamentos electrónicos têm de
funcionar adequadamente no ambiente electromagnético. Mesmo sendo este equipamento
projectado de acordo com os limites e considerado em conformidade com os padrões definidos
por órgãos de regulamentação para interferência electromagnética, não há garantia de que não
ocorrerá interferência em uma determinada instalação.

FILTROS DE EMI
Se o problema de interferência é causado pela sua propagação pela rede de energia, ele pode ser
resolvido com um simples filtro. Este filtro pode ser intercalado tanto entre o aparelho interferido
e a rede de energia como entre o aparelho interferente e a rede de energia.

Segundo a MURR Elektronik3 os filtros de interferência electromagnética são componentes


essenciais que previnem interferências em sistemas e máquinas. Eles reduzem as emissões das
interferências, ao mesmo tempo melhorando a imunidade de interferências internas e externas.

Filtros EMI, ou filtros de interferência electromagnética, também chamados de Filtros RFI ou


filtros de interferência de radiofrequência, são dispositivos / circuitos eléctricos que atenuam o
ruído electromagnético de alta frequência presente nas linhas de energia e sinal. Este ruído está

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Murrelektronik.com.br

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normalmente na faixa de frequência de 9KHz a 10GHz e pode degradar ou impedir as
transmissões de sinal e / ou o desempenho pretendido de um equipamento eléctrico / electrónico.

Figura 5: Actuação de um filtro de interferência electromagnético

Os componentes de frequências mais baixas do ruído EM também podem afectar a qualidade da


energia. Os Filtros EMI Industriais fornecem um caminho de baixa impedância para o ruído de
alta frequência e o reduzem cancelando seus componentes de linha e neutro ou aterrando-os.).
Um filtro EMI é geralmente mais útil para o ruído electromagnético na faixa de frequência de 9
KHz a 30 MHz que é conduzida através dos fios. As frequências acima de 30 MHz são
normalmente irradiadas (viajam pelo ar), exigindo blindagem e isolamento de entrada/saída. Os
filtros EMI são amplamente usados em aplicações como aparelhos, sistemas e subsistemas
militares / aeroespaciais, sistemas de gerenciamento de energia, computadores, equipamentos de
automação de fábricas, equipamentos industriais, imagens médicas / diagnósticos / dispositivos
de pacientes, equipamentos de exercícios, carregador de bateria automotiva, salas de ressonância
magnética, teste Câmaras / salas blindadas e muitos outros.

APLICAÇÕES DO FILTRO EMI

De acordo com a Astrodyne4 Diferentes filtros EMI podem ser aplicados de várias maneiras para
proteger de forma mais eficaz contra danos de ruído electromagnético. Os filtros EMI bloqueiam
diferentes frequências de ruído e atendem a diversos regulamentos em diferentes sectores. Aqui
estão alguns tipos de filtros EMI em aplicações residenciais e industriais.

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Astrodynetdi.com

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• Electrodomésticos e máquinas de lavar: Os filtros EMI de linha branca suprimem o
ruído electromagnético em uma variedade de electrodomésticos, de máquinas de lavar a
esteiras. Esses filtros garantem que os dispositivos atendam aos regulamentos de
compatibilidade electromagnética e ajudam a protegê-los de danos EMI que podem
afectar seu desempenho.
• Monofásico: os filtros EMI monofásicos são eficazes para equipamentos menores, como
electrodomésticos e electrónicos, bem como para aplicações industriais, como
equipamentos de alimentação, fontes de alimentação e telecomunicações. Filtros EMI
monofásicos também podem ser compatíveis com equipamentos de fitness e controles de
motor.
• Trifásico: para uma supressão de EMI mais rigorosa, os filtros de EMI trifásicos podem
bloquear níveis mais altos de ruído por meio de um sistema de filtragem de três estágios.
Os filtros trifásicos EMI são para uso em aplicações de alta potência, como máquinas e
motores industriais, equipamentos médicos, equipamentos de teste e ferramentas
industriais.
• Militar: os filtros EMI para aplicações militares atendem especificamente aos
regulamentos e padrões de conformidade para EMC de dispositivos militares. Esses
filtros EMI confiáveis protegem contra danos aos sistemas de comunicação aeroespacial
e militar para operações seguras. Filtros EMI projectados para protecção HEMP também
estão disponíveis para protecção contra ameaças EMI.
• Filtros EMI de grau médico: Os filtros EMI de grau médico atendem aos requisitos
actuais para aplicações médicas e protegem equipamentos médicos sensíveis de danos.
Os filtros EMI para salas de ressonância magnética são projectados especificamente para
criar uma câmara de teste segura, livre de EMI de iluminação, intercomunicadores e
outras fontes de ruído externo. Filtros EMI eficazes e confiáveis para aplicações médicas
podem ser uma protecção que salva vidas contra a interferência de ruído
electromagnético.

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RESUMINDO:

O que um filtro EMI faz? Quando anexados a dispositivos ou circuitos, os filtros EMI podem
suprimir o ruído electromagnético transmitido por meio da condução. Esses filtros extraem
qualquer corrente indesejada conduzida através de fiação ou cabos, enquanto permitem que as
correntes desejáveis fluam livremente. Os filtros EMI que suprimem o ruído da rede eléctrica
também são chamados de filtros de linha de energia EMI.

Como funcionam os filtros EMI? A maior parte do ruído electromagnético está em uma faixa
de frequência mais alta, portanto, os filtros EMI costumam ser filtros passa-baixa que filtram as
frequências altas enquanto permitem a passagem das frequências mais baixas. Diferentes filtros
de linha EMI suprimem frequências específicas de ruído, enquanto permitem que outros fluam
desimpedidos. Após o processo de filtragem, o ruído electromagnético é desviado do dispositivo
para o solo. Alguns filtros EMI também podem direccionar correntes indesejadas de volta à fonte
de ruído ou absorvê-las. Como os filtros de EMI protegem apenas contra EMI conduzida, eles
costumam emparelhar com escudos que bloqueiam EMI irradiada. Um filtro EMI não blindado
ainda pode transmitir ruído pelo ar e danificar o dispositivo. O ruído pode ser emitido a partir de
um fio em um lado do filtro EMI e, em seguida, viajar para o dispositivo, se reconectando com o
fio do outro lado. Adicionar uma protecção no ponto de fixação do filtro de interferência
electromagnética pode bloquear efectivamente todas as formas de EMI. No entanto, se houver
apenas um pequeno comprimento de condutor entre o filtro e a fonte de EMI, o uso de um filtro
sozinho pode ser suficiente.

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DIODO SCHOTTKY

O díodo Schottky é um componente semicondutor e recebe este nome em homenagem ao físico


alemão Walter Hermann Schottky. O diodo Schottky têm como característica a comutação ultra-
rápida, e quando é polarizado directamente possui uma queda de tensão muito baixa. A
simbologia de um diodo schottky é muito parecida com a de um diodo comum, mas com uma
curvatura um pouco diferente, veja:

Figura 6: Simbologia do díodo Schottky

A principal diferença desse componente é a sua fabricação. Ao invés de utilizar uma junção com
um material semicondutor tipo P, utiliza-se um metal em sua construção. Dessa forma não
haverá uma camada com lacunas no componente. Essa camada metálica é colocada por meio de
processos químicos, sendo que é comum também existir uma camada de óxido para evitar efeitos
indesejados que um campo eléctrico mais intenso pode causar.

Por não haver lacunas, não há recombinação de cargas no diodo schottky. Assim, sua velocidade
de trabalho é muito maior que a de um diodo comum.

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Figura 6: Díodo Schottky

Essas características do diodo Schottky torna este tipo de diodo especial em muitas aplicações,
desenvolvido para atender as necessidades de circuitos de comutação e protecção como por
exemplo, circuitos chaveados e circuitos de protecção contra transientes.

VANTAGENS E DESVANTAGENS

Os díodos Schottky são componentes relativamente novos, As suas características especiais os


tornam ideais para certas aplicações, principalmente quando os díodos comuns não são capazes
de actuar em tais situações. O diodo Schottky de fato possui muitas vantagens, mas também tem
algumas desvantagens em relação a sua utilização e devem ser levadas em consideração. As
principais vantagens que podemos citar é a sua velocidade de comutação que é muito rápida,
além da sua queda de tensão no sentido directo, que é extremamente baixa se comparada com a
queda de tensão de outros díodos, como o diodo rectificador por exemplo. Podemos destacar que
as principais desvantagens do diodo Schottky são não suportar temperaturas elevadas, possuir
uma elevada corrente de fuga no sentido inverso e a sua tensão de ruptura reversa geralmente é
menor que 100V, que limita a sua utilização em circuitos de maior potência.

APLICAÇÕES

Em projectos com amplificadores de áudio, os transístores e díodos de silício começarem a


conduzir com uma tensão relativamente alta (0,7V), que pode causar distorções nos sinais.
Existem componentes modernos com tecnologias que são capazes de minimizar este problema
até um determinado nível de distorção que fica muito abaixo dos níveis que nossos ouvidos
podem detectar. Mas, é importante destacar que não são apenas nos circuitos amplificadores que
a presença do silício nos semicondutores pode afectar um circuito, pois podem gerar ruídos. O
diodo Schottky por ter um tempo de comutação extremamente rápido, da ordem de
nanossegundos e até menos, pode substituir perfeitamente díodos de silício comuns em fontes de
amplificadores, pré-amplificadores, CD players, processadores digitais, entre outros.

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COMO TESTAR DIODOS SCHOTTKY

O procedimento para se testar um diodo Schottky é bem parecido com o procedimento utilizado
para o diodo comum. Ajuste o multímetro para a função “diodo” e realize a medida com o
componente polarizado directamente, conforme a figura:

Figura 7: Teste Díodo Schottky, polarização directa.

A medida obtida deve ser menor do que 0,3V.

Repita o procedimento, agora com o díodo polarizado reversamente, conforme a figura:

Figura 8: Teste do Díodo Schottky, polarização reversa.

Neste caso, a medida obtida deve ser de circuito aberto, com o multímetro indicando OL ou 1—-
Como no teste de díodos convencionais, o teste do díodo deve ser realizado com este
componente fora do circuito, a fim de evitar interferência dos demais componentes ao seu redor.

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DIODO SHOCKLEY

O diodo Shockley é um dispositivo de quatro camadas (P-N-P-N). Ele conduz quando é


polarizado directamente e para de conduzir quando é polarizado reversamente. A principal
diferença entre o diodo convencional e o diodo Shockley é que ele começa a conduzir quando a
tensão directa excede a tensão de interrupção. Foi inventado por William Bradford Shockley, e é
por isso que recebeu o nome de seu inventor.

O diodo Shockley não está amplamente disponível no mercado. Ainda assim, ele forma a espinha
dorsal de dispositivos como Diac, Triac, SCR. Ele opera em dois estados: ON ou OFF. Assim,
ele é usado como dispositivo de comutação. Também é chamado de diodo PNPN devido à sua
arquitectura de construção. É um dispositivo de dois terminais, por isso é classificado como
díodo. Ele é formado por sanduíche de quatro camadas de semicondutores tipo P, tipo N, tipo P e
mais um tipo N. Três junções são formadas devido à fusão de quatro camadas. Sua construção e
símbolo de circuito são descritos no diagrama abaixo.

Figura 9: Díodo Schockley

Está formado por quatro capas de semicondutor de tipo N e P, dispostas alternadamente. É um


tipo de tirístor.

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A construção do diodo Shockley também pode ser entendida pelo modelo de dois transístores.
As quatro camadas constituem internamente dois transístores T1 e T2 conectados juntos. A
junção base do emissor do Transístor T1 é a Junção-1 (J1). A base comum conectada e o colector
do transístor T1 e T2, respectivamente, constituem a junção -2 (J2). A junção base-emissor de T2
é a junção 3 (J3).

Figura 10: Construção do díodo Schockley

Quando o diodo deve ser operado em polarização directa, então J1 e J3 são polarizadas
directamente, e a junção J2 é polarizada reversamente. O diodo Shockley é operado apenas no
modo polarizado directo. Quando a junção 1 e a junção 3 são polarizadas reversamente e a
Junção 2 é polarizada directa, os dispositivos começam a operar no modo polarizado reverso.
Mas quando é operado em polarização reversa e a tensão excede a tensão de ruptura, o diodo é
danificado.

FUNCIONAMENTO DO DIODO SHOCKLEY


Quando o ânodo da junção J1 e J3 se torna positivo e o cátodo como negativo, a corrente começa
a aumentar gradualmente. Mas antes de atingir a tensão de break-over, a resistência oferecida
pelo diodo é bastante alta. Assim, apenas uma pequena quantidade de corrente de fuga flui
através do diodo.

Quando a tensão directa excede a tensão de interrupção VBo, a corrente começa a aumentar
significativamente. Quando a corrente aumenta de um determinado limite, o diodo muda para o
estado “ON”. Este valor de corrente é chamado de corrente de retenção no diodo Shockley. Para

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colocar o diodo no estado “OFF”, a tensão fornecida deve ser diminuída de forma que o valor da
corrente diminua abaixo do limite da corrente de retenção.

CARACTERÍSTICAS V-I DO DIODO SHOCKLEY


Conforme discutido acima, quando a junção J1 e J3 são polarizadas para frente, a corrente no
diodo começa a aumentar. Assim, pode-se observar na curva de Características que a corrente de
tensão de break-over está aumentando significativamente. E quando a corrente atinge um valor
igual a manter o valor da corrente (IH), o diodo Shockley está no estado “ON”.

Figura 11: Características do Díodo Shockley

Quando J2 é polarizado directo e J1, e J3 é polarizado reverso, o diodo opera no modo


polarizado reverso. Devido a que a corrente reversa começa a aumentar e se a tensão reversa
exceder a tensão de ruptura reversa, calor excessivo é produzido devido à grande magnitude da
corrente reversa. Isso leva à destruição do diodo. Portanto, ele nunca é operado no modo de
polarização reversa.

VANTAGENS E DESVANTAGENS DO DÍODO SHOCKLEY


O diodo Shockley possui alta velocidade de comutação. Ele pode fazer muito mais do que um
transístor, já que sua própria arquitectura de construção é composta por dois transístores
conectados a um terminal comum. Mas, sua construção é complexa devido ao envolvimento de
quatro camadas de material semicondutor.

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APLICAÇÕES DO DIODO SHOCKLEY
Diodo Shockley como interruptor de disparo: é usado para ligar o SCR ou disparar o SCR. No
circuito abaixo, a rede RC é alimentada para alimentação CC e o capacitor começa a carregar.
Quando a tensão no capacitor torna-se equivalente à sobretensão de interrupção do díodo
Shockley, o capacitor começa a descarregar. Em seguida, o diodo muda para o estado LIGADO e
liga o SCR fornecendo corrente de porta ao SCR.

Figura 12: Díodo Shockley como interruptor de disparo

Assim, o SCR é ligado e o alarme é iniciado. Quando a alimentação de tensão é interrompida, o


SCR também permanece na trava que está em estágio de condução por algum tempo. Assim, o
diodo Shockley é usado apenas para ligá-lo.

Díodo Shockley como Oscilador de Relaxamento: Neste, o capacitor carrega através de um


resistor e quando a tensão no capacitor é maior do que a tensão de interrupção, o díodo liga e
actua como um curto-circuito.

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Figura 12: Díodo Shockley como Oscilador de Relaxamento

E então o capacitor descarrega através do diodo Shockley, e assim o ciclo se repete. Mas o
capacitor não descarrega completamente. As formas de onda do oscilador de relaxamento podem
ser entendidas com a ajuda dos diagramas.

COMO TESTAR
Gire o dial do multímetro para a configuração de teste de continuidade, que você usa para dizer
se a corrente eléctrica flui de um fio de teste do multímetro digital para outro. A maioria dos
multímetros digitais usa o símbolo eléctrico de um díodo ou uma onda sonora para indicar a
configuração do teste de continuidade. Insira o fio de teste positivo (vermelho) no conector do
ohmímetro e, em seguida, coloque o outro fio de teste comum (preto) no conector comum do
multímetro. Identifique o cátodo e o ânodo do diodo. Você encontrará o cátodo mais próximo do
que o ânodo da linha pintada que envolve o diodo. Conecte o fio de teste positivo vermelho ao
ânodo do díodo Shockley e o fio de teste comum preto ao cátodo do díodo.

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Figura 13: Teste do Díodo Shockley

Ouça um “bipe” ou “zumbido” do multímetro. Se o diodo Schottky responder conforme o


esperado, o multímetro emitirá um tom. Se o multímetro não emitir um tom, o díodo Shockley
não está funcionando correctamente.

Inverta os fios de teste do multímetro, colocando o fio de teste positivo no cátodo e o fio de teste
comum no ânodo do diodo. Observe se o multímetro emite um tom. Se o multímetro não emitir
um tom, o díodo Shockley está funcionando correctamente.

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BIBLIOGRAFIA
• https://www.google.com/url?sa=t&source=web&rct=j&url=http://www.dell.com/downlo
ads/global/corporate/environ/comply/emc_dellemc_brazilianportuguese.pdf&ved=2ahU
KEwiDzuHBzPDvAhX1lFwKHZHsDCAQFjARegQIMRAC&usg=AOvVaw1eRmyDls
Rpkmrpkg5Bhn2_&cshid=1617953203241
• https://athoselectronics.com/diodo-schottky-o-que-e/
• https://versis.com.br/diodos-schottky/
• http://semiconductormuseum.com/PhotoGallery/PhotoGallery_Shockley4E30_Page3.htm
• https://electronicscoach.com/shockley-diode.html

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