Você está na página 1de 12

1

Aplicação do ultrassom de 3MHz no tratamento de lipodistrofia


genoide

Sumara Clivea da Costa Rente¹


su_clive@hotmail.com
Dayana Priscila Maia Mejia ²
Pós-Graduação em Fisioterapia Dermato Funcional
Faculdade FAIPE

Resumo
A maioria dos equipamentos de ultrasom tem a mesma finalidade, é um produtor de ultrasom
que pode ter como fonte geradora de energia, a eletricidade convencional ou até mesmo uma
bateria. O gerador é formado por um cabo coaxial ligado ao instrumento aplicador do
produto abrigando o transdutor que produz o ultrassom, que é ativado pela voltagem
oscilatória, proveniente do gerador. Normalmente os equipamentos são adquiridos com uma
serie de aplicadores do tratamento, cada um possibilitando a capacidade de gerar uma
freqüência de saída diferente. A intensidade pode ser variada, e também a escolha da saída
pode ser regulada do modo pulsado ou continuo. A lipodistrofia genóide, mas conhecida
como celulite trata – se de um edema não inflamatório do tecido conjuntivo subcutâneo,
podendo ter como principal origem as alterações hormonais e obesidade. Os efeitos da
aplicação do ultrassom de 3MHz no tratamento de lipodistrofia genoide promovem a pressão
de radiação e a cavitação estável exercerem nas membranas e no interior dos tecidos
possibilitando o aumento da permeabilidade da membrana aumentando a circulação local.
Palavras - chave: Lipodistrofia genóide; Ultrassom; Aplicação.

1 Introdução
A beleza tornou-se alvo das sociedades humanas, a busca do corpo perfeito, se tornou uma
necessidade de todos, mas principalmente para as mulheres. As ciências médicas modernas e
contemporâneas tratam o corpo como objetivo de pesquisa e ação com o alvo da vaidade
( Schnneider, 2009).
Buscando tratamentos invasivos e métodos indolores, como aplicações de técnicas não
invasivas com aparelhos específicos de finalidades profundas e satisfatório ao corpo, sem ter a
preocupação de reações sofríveis e cicatrizes permanentes se torna o objetivo de grande parte
da população.
A chamada popularmente de celulite, é que mais atormenta a beleza estética corporal. E as
mulheres são as principais vitimas. A celulite é uma alteração da topografia da pele que
acontece principalmente nas mulheres na região pélvica, MMII e abdômen. A lipodistrofia
ginoide é a nomenclatura cientifica da celulite. ´´ lipo = gordura, distrofia = desordem nas
trocas metabólicas do tecido e ginoide = biótipo da mulher (Costa, 2009)´´. Ocorrendo uma
alteração no tecido adiposo subcutâneo desequilibrando histofisiologia local.

¹ Pós Graduando do curso em dermato funcional da faculdade FAIPE.


² Orientadora especialista em metodologia do ensino superior, mestra em bioética, direito e
doutorando em Saúde Pública.
2

2. Pele
Apresentando aspecto visual de casca de laranja, com diferentes graus podendo dividir em
fases, a primeira fase seria a evolução da lipodistrofia ginóide. A primeira fase não é
percebida visualmente, acomete mais na parte circulatória, estase venosa e linfática, devido o
estresse, distúrbios hormonais, gravidez e alterações circulatórias a segunda fase é a dilatação
arteriocapilar não inflamatória provocada por estas, e a terceira fase encontra-se nódulos,
formando arcabouso visualmente perceptivo. Justifica-se pela enorme importância que a
analise do problema central da pesquisa proporciona ao aluno do curso de dermato funcional e
com o objetivo de proporcionar qualidade de vida aos pacientes submetidos ao procedimento.
A metodologia utilizada no trabalho foi a da pesquisa bibliográfica em material tradicional,
em função desse tipo de leitura encontrou – se todos os elementos necessários para a
elaboração final deste. O sistema tegumentar é constituído pela pele e tela subcutânea,
juntamente com os anexos cutâneos. O tegumento recobre toda a superfície do corpo e
apresenta-se constituído por uma porção epitelial de origem ectodérmica, a epiderme, e uma
porção conjuntiva de origem mesodérmica, a derme. Abaixo e em continuidade com a derme
está a hipoderme que, embora tenha a mesma origem e morfologia da derme,segundo a
maioria dos autores não faz parte da pele, a qual é formada apenas por duas camadas. A
hipoderme serve de suporte e união da derme com os órgãos subjacentes, além de permitir à
pele uma considerável amplitude de movimento (GUIRRO e GUIRRO, 2002)Segundo Guirro
(2004), a pele é um órgão externo que reveste o organismo humano e dá proteção às
estruturas internas com relação ao meio exterior. A pele desempenha inúmeras funções no
organismo humano como por exemplo a eliminação de toxinas através das glândulas
sudoríparas, proteção do organismo, termoregulação, sensorial, imunológica, renovação dos
tecidos de revestimento. Técnica cirúrgica, normalmente realizada em ambulatório, usada
para tratar depressões do relevo cutâneo decorrentes do quadro avançado de celulite. Atua no
nível dermo-hipodermo, deslocando as fibras de alto teor fibrótico. Como se sabe, a pele é
constituída por três camadas de fora para dentro que são epiderme, derme e hipoderme. A
epiderme, formada por tecido epitelial estratificado córneo tem uma estrutura diversificada
que é constituída por células como queratinócitos (responsáveis pela produção da queratina),
melanócitos (responsáveis pela pigmentação da pele), cutâneos (pêlos, unhas, glândulas)
apresentando, ainda, cinco camadas como camada basal ou germinativa: é a região onde estão
as células jovens com intensa capacidade de reprodução ou mitose.
É a camada da pele que protege o organismo contra agressões físicas, químicas e biológicas
do meio ambiente (VILELA, 2006). A renovação constante da epiderme ocorre para manter a
sua integridade e se inicia a partir das células basais que levam de 60 a 75 dias para chegar até
a camada córnea. Além do sistema queratínico a pele também é formada pelo sistema
melanocítico que tem como célula de importância primordial o melanócito, responsável pela
síntese da melanina que é o pigmento da pele. Estes melanócitos estão em nível da camada
basal e se encontram na proporção de 1 para cada 10 queratinócitos basais nos indivíduos da
raça branca podendo existir em maior quantidade nos indivíduos mulatos e negros. A luz solar
auxilia no processo de ativação da síntese de melanina na pele tornando-a mais bronzeada.
Ainda na epiderme e derme estão presentes as células de Langherans que tem função
imunológica porque atuam como fagócito nos processos alérgicos e infecciosos como micoses
provocadas por fungos. Os anexos da epiderme são os folículos e pilos sebáceos. O folículo
pilos sebáceo é composto pelo pêlo, glândula sebácea e músculo eretor do pêlo que tem
estrutura muscular.
Os folículos pilos sebáceos estão dispersos por várias regiões do organismo sendo que
existem regiões como barba e couro cabeludo onde os pêlos são mais espessos, porém as
glândulas sebáceas são menores enquanto que na face há predomínio de pêlos finos, mas com
glândulas sebáceas bem desenvolvidas. As unhas são lâminas de queratina que recobrem as
3

falanges e originam-se da matriz ungueal e seu crescimento é contínuo servindo como um


elemento de proteção das pontas dos dedos. As glândulas sudoríparas são de dois tipos:
apócrinas e écrinas. Piemonte (2001) define a LDG anatomicamente como uma alteração dos
diversos elementos do tecido conjuntivo subcutâneo, que leva a hiperviscosidade da
substância fundamental, estase venulocapilar e linfática.

Fonte: http://www.alltecbrasil.com.br/segur_e_saud.html
Figura 1 – epiderme, derme e hipoderme

Ocorre uma alteração nos diversos elementos do tecido conjuntivo subcutâneo, juntamente
como uma infiltração edematosa, de caráter não-inflamatório, que leva á polimerização da
substância fundamental, mecanismo esse gerado como uma forma de defesa do organismo,
produzindo uma reação fibrótica ao infiltrar-se nas tramas do tecido, ocorrendo, assim,
deformação do tecido conjuntivo subcutâneo, com transformações fibronoides das fibras
conjuntivas, vaso dilatação com estase venosa e linfática.
A epiderme é a camada avascular da pele e a mais externa do corpo. Suas células são do tipo
estratificado, de forma pavimentosa. É impermeável devido à sua camada superficial morta e
queratinizada, denominada como capa córnea, podendo suas células se apresenta de forma
compacta ou em disjunção. Quanto as suas inúmeras funções, conferem proteção ao
organismo contra os agentes físico-químicos do ambiente e os microorganismos parasitas.
Embora não apresente vasos sanguíneos, sua nutrição ocorre através da difusão de leitos
presentes na derme. Quando submetida à pressão contínua, sofre espessamento, formando
calos e calosidades, sendo esta uma forma de defesa aos atritos extrínsecos (BORGES, 20)
Guirro e Guirro (2004) citam que a epiderme é constituída de quatro ou cinco camadas ou
estratos, devido ao fato da camada lúcida estar ou não incluída, sendo somente encontrada em
regiões de pele espessa. Fazem parte da epiderme as camadas germinativas (basal), espinhosa,
granulosa, lúcida e córnea. A derme é uma espessa camada de tecido conjuntivo sobre a qual
se apóia a epiderme, comunicando esta com a hipoderme. É suprida por vasos sanguíneos,
vasos linfáticos e terminações nervosas. Também contém glândulas especializadas órgãos dos
sentidos (GUIRRO e GUIRRO, 2002). É dividida em duas regiões, uma que se encontra em
contato direto com a epiderme, a derme papilar, e outra logo abaixo, a derme reticular
(RIBEIRO, 2010).
A Hipoderme tecido sobre o qual a pele repousa, formado por tecido conjuntivo que varia do
tipo frouxo ou adiposo ao tipo denso nas várias localizações e nos diferentes indivíduos.
Funcionalmente a hipoderme, além de depósito nutritivo de reserva, participa no isolamento
4

térmico e na proteção mecânica do organismo às pressões e traumatismos externos (GUIRRO


e GUIRRO, 2002; GARTNER e HIATT, 1999; SAMPAIO, CASTRO e RIVITTI, 1992).
Existem dois tipos de tecido adiposo identificáveis pela estrutura, localização, cor, função,
inervação e vascularização de suas células, sendo classificados em tecido adiposo amarelo (ou
unilocular) e tecidos adiposos pardos (ou multilocular) (BORGES, 2006). De acordo com
Junqueira e Carneiro (1995), a hipoderme une de maneira pouco firme a derme aos órgãos
subjacentes, sendo essa camada responsável pelo deslizamento da pele sobre as estruturas na
qual se apóia, atuando também como isolamento efetivo do calor, como armazenamen-to de
alimentos, além de absorver choques. O acúmulo de gordura é diferente nos dois sexos,
contribuindo para a modelagem do corpo (FARIAS 2004).
De acordo com Guirro (2002), nos indivíduos normais, algumas regiões nunca acumulam
gordura, como a pálpebra, a cicatriz umbilical, a região esternal, o pênis e as dobras
articulares. Em outras regiões, ao contrário, há maior acúmulo de tecido adiposo: a porção
proximal dos membros, a parede abdominal e especialmente as porções laterais.

3 Lipodistrofia Genoide
O termo celulite foi descrito pela primeira vez em 1920. Palavra de origem latina, Celulite foi
utilizada para descrever uma alteração estética da superfície da pele. Celulite não seria o
termo mais apropriado, pois a derivação da palavra significa inflamação celular e estudos
sugerem que não foram encontrados sinais de inflamação no tecido em questão (Guirro 2002).
A pele, o maior órgão do corpo humano, reveste e delimita o organismo correspondendo a
15% do peso corporal e tem por objetivo básico manter o meio interno em constante
equilíbrio, protegendo e interagindo com o meio exterior, assim como os demais órgãos do
corpo humano sofre alterações que caracterizam o envelhecimento cutâneo. A celulite tem um
significado de inflamação do tecido celular, termo inadequado por se tratar de um edema não
inflamatório do tecido conjuntivo subcutâneo, seguindo de hiperpolimerização da substância
fundamental intersticial. Este quadro é mais bem caracterizado pelo termo fibro edema
genoide. Outras alterações incluem o metabolismo hídrico, causando uma saturação do tecido
conjuntivo pelos líquidos intersticiais.
Para Sandoval (2005) as alterações microcirculatórias figuram entre as hipóteses sobre a base
fisiológica do fibro edema genoide.Que seria a alteração do tecido conjuntivo perivascular
produzindo diminuição do tônus venoso e aumento da fragilidade capilar, favorecendo a
ruptura e o surgimento de micro-hemorragias, formam nódulos cutâneos, dando um aspecto
estético de relevo cutâneo.
Conforme Sampaio (2001) autores descreve a celulite como sendo uma alteração estética na
região superficial, caracterizada por uma distrofia celular complexa, acompanhada de
alterações do metabolismo hídrico, resultando em uma saturação do tecido conjuntivo. As
causas são mais diversas mais as principais são obesidade e distúrbios hormonais. As
mulheres são as mais acometidas, o corpo feminino tem tendência ao acúmulo graxo nos
glúteos e coxas, enquanto que nos homens se situa no abdome. O hormônio lipolítico tem o
seu deposito reativo no abdome e hormônios sexuais têm papel fundamental no processo de
localização de gordura no corpo. Todo aumento excessivo de peso devido a uma alimentação
hipercalórica, na mulher se dirige nas regiões chamada´ginoide ´´ no corpo. Silva (2014).
O fibro edema genoide pode atingir qualquer parte do corpo, exceto as palmas das mãos, as
plantas dos pés e o couro cabeludo. Classificam-se em três ou quatro graus, segundo Paula
(2008), dependendo do aspecto clínico e histopatologia. Ocorrendo assim deformações do
tecido conjuntivo subcutâneo com alterações fibrinoides das fibras conjuntivas, vasodilatação
com estenose venosa em escala validada para avaliação da Celulite para Hexsel et al. em um
estudo baseado em fotografias padronizadas de 55 pacientes com celulite, verificaram os
5

cinco principais aspectos morfológicos da celulite, e desenvolveram uma escala de gravidade


fotonumérica. Esta amplia a classificação já existente, adicionando quatro itens com
características morfológicas adicionais, para um melhor diagnóstico baseado na aparência da
pele. Para garantir o grau de celulite com precisão, são avaliados itens fotonuméricos como
número de depressões evidentes, profundidade das depressões, padrão morfológico, flacidez
da pele e classificação segundo escala já existente, para assim somar os escores mencionados
e classificar a gravidade da celulite.

Fonte: http://www.tratamentecelulita.ro/
Figura 2 – Lipodistrofia genoide

O manejo nutricional na celulite, por ser considerada uma condição complexa, teve relatos
onde os tratamentos com o objetivo de emagrecimento podem ter efeitos positivos ou
negativos sobre esta condição, E que, apesar das várias recomendações existentes, ainda há
muita controvérsia a respeito da melhor composição dietética para auxiliar no tratamento da
celulite. Um estudo prospectivo que avaliou composição corporal da hidrolipodistrofia relata
que os pacientes portadores têm gordura corporal total ou regional aumentada. E sugere que
os parâmetros de determinação de peso corporal, tais como IMC, não são úteis para avaliar
deposição de gordura associada à celulite. Os achados desta casuística demonstram que esses
pacientes apresentam excesso de gordura corporal total, embora possam apresentar peso
normal ou mesmo abaixo do considerado normal. Embora, na prática clínica exista uma
relação importante da celulite com o sobrepeso e erros alimentares (Salgado 2002).
Os Graus, formas clínicas e classificação do LDG de acordo com Salgado (2002) o LDG
evolui com a formação de um tecido duro, firme, estanque, aprisionado nas suas malhas, sem
qualquer chance de libertação, ou seja, irreversível. Com o tecido muito denso é produzida
uma irritação contínua nas terminações nervosas resultando em dores à palpação. Para
Pariente (2001), esta alteração leva a hiperviscosidade da substância fundamental ligada a
estase capilovenular e linfática, desencadeiam-se, então uma serie de sinais com
transformação do tecido adiposo, em tecido celulitico. Conforme Draelos (1997) o LDG
quando apresenta certo grau de acometimento possui repercução circulatória periférica
apresenta sintomas gerais como fadiga, fraqueza, sensação de peso nas pernas e dores
espontâneas difusas que aumentam de intensidade com o repouso, podendo apresentar
câimbras noturnas. Derme com edema e feixes de fibras colágenas adelgaçadas; Hipoderme
com mucoidose edematosa dos lóbulos adiposos aliados a hipertrofia adipocitária. Borges
(2006) vem confirmando a existência de diversas alterações do tecido conjuntivo subcutâneo,
levando a hiperviscosidade da substância fundamental ligada à estase capilovenular e
linfática, desencadeando uma série de sinais com transformação do tecido adiposo em
celulítico, resultando em um círculo vicioso. Guirro e Guirro (2004) afirmam que alterações
na microcirculação aparecem nos estudos de diversos autores, dentre as hipóteses sobre a base
6

da fisiopatologia do fibro edema genoide. Inicialmente a matriz intersticial tem sua


viscosidade aumentada ocorrendo o prejuízo de suas principais funções (MEDEIROS, 2004).
Os graus, formas clínicas e classificação do fibro edema genoide de acordo com Salgado
(2002) o LDG evolui com a formação de um tecido duro, firme, estanque, aprisionado nas
suas malhas, sem qualquer chance de libertação, ou seja, irreversível. Com o tecido muito
denso é produzida uma irritação contínua nas terminações nervosas resultando em dores à
palpação. Para Pariente (2001), esta alteração leva a hiperviscosidade da substância
fundamental ligada a estase capilovenular e linfática, desencadeiam-se, então uma serie de
sinais com transformação do tecido adiposo, em tecido celulitico. Conforme Draelos (1997) o
FEG quando apresenta certo grau de acometimento possui repercução circulatória periférica
apresenta sintomas gerais como fadiga, fraqueza, sensação de peso nas pernas e às vezes
dores espontâneas difusas que aumentam de intensidade com o repouso, podendo apresentar
câimbras noturnas. Quanto à localização, Ulmann; Reis; Steibel (2008) afirma que apresenta
forma de classificação generalizada mais rara e afeta a mulheres com obesidade acentuada
localizada mais freqüente, onde as localizações preferenciais são por ordem de freqüência e
de incidência: fase medial e posterior de coxas, região glútea e face anterior.
Para obter um resultado satisfatório no tratamento da LDG, é preciso uma avaliação criteriosa,
como entrevista e imagens, para acompanhar a evolução do tratamento. São realizadas fichas
especificas para a LDG, contendo informações, como: nome, profissão, idade, endereço,
telefone e cidade como área de identificação. A ficha clínica contém: cor de pele, branca,
oleosa, parda, negra, seca, mista, amarela e normal. Faz-se uso de medicamentos a base de:
corticóides, antiinflamatório, anti-histamínico, esteróides ou outros. Uso de filtro solar,
produtos cosmecêuticos, apresenta algum tipo de disfunção hormonal, menopausa, transtorno
circulatórios ou de cicatrização, propensão a quelóides, patologias dérmicas, como, lesão,
manchas, acne ou tumor. Realizaram tratamentos anteriores, quais, resultados dos
tratamentos, tipo de alimentação, vegetariana ou normal.
Caracterização do quadro: período do aparecimento, 20 aos 30, 30 aos 40, 40 aos 50, com
medicamentos, outros. Inspeção inicial: rugas dinâmicas, rugas estáticas, flacidez facial,
flacidez corporal, celulite grau I, celulite grau II, celulite grau III, estrias, gordura localizada,
outros. Local a ser tratado: zona T, flancos, abdômen, glúteos, região posterior da coxa,
outros. Escala de satisfação pessoal (antes e após o tratamento): 0 = plena insatisfação10 =
plena satisfação, acompanhada com escala visual analógica (EVA). Datas da primeira sessão
e da última, com observações do fisioterapeuta. Perimetria: segmentos, cicatriz umbilical, 5
cm abaixo, 5 cm acima, glúteos, coxa esquerda e coxa direita e o plano de tratamento com
seus objetivos e condutas fisioterapêuticas (UNIPAR

4 Ultrassom de 3 MHz (continuo e pulsado)


Ultrasom no tratamento da LDG e da gordura localizada o aparelho de ultrassom (US)
consiste de um gerador que produz uma corrente alternada de alta frequência (Lehmann e De
Lauter, 1994; ter Haar, 1987). Para tal, transdutores piezoelétricos são utilizados e consistem
em um disco de um material natural, como o quartzo, ou uma cerâmica sintética feita de uma
mistura de sais complexos, tais como o zirconato e o titanato, os quais podem ser polarizados
em processos de carga (Willians, 1987). Esse elemento piezoelétrico transforma energia
acústica em energia elétrica e seu reverso, energia elétrica em acústica (Kanh, 1991;
Hekkenberg e Oosterbaan, 1985; Cameron, 2009). A corrente alternada que alimenta o
elemento piezoelétrico pode ser modulada criando diferentes modalidades de insonação:
contínua ou pulsada. Deste modo, a intensidade é também dependente do tempo (Hekkenberg
7

e Osterbaan, 1985). No Brasil, para fins terapêuticos, utilizam-se mais comumente as fre-
qüências de 1 ou 3 MHz e o US têm sido utilizado no restabelecimento das funções e
promoção da cicatrização de tecidos musculares, tendinosos e ósseos lesionados (Cunha et al.,
2001; Gouvêa et al., 1998; Duarte, 1983; Melo et al., 2005).
Este equipamento é um gerador de ultrassom que como o nome já sugere produz ondas de
som (vibrações mecânicas) que são transformadas em energia atuante no tecido de forma
contínua ou pulsadas. Quando utilizado em seu modo contínuo a energia produzida pelo
transdutor pode gerar um leve calor, o que em casos de patologias agudas, pode ser
desconfortável, mesmo sendo nesse tipo de tratamento o resultado muito satisfatório.
Na terapia por ultrassom pulsado são gerados pulsos de onda com intervalos rápidos que são
suficientes para o resfriamento da circulação sanguínea da área tratada, onde os resultados são
causados pelos efeitos não térmicos do equipamento. O ultrassom pulsado oferece inúmeros
benefícios como, por exemplo, massagem mecânica, dispersa os fluidos do edema, dispersa
toxinas e provoca a quebra de calcificações. As correntes acústicas podem estimular a
atividade celular além de alterar a permeabilidade. A cavitação estável é fenômeno físico
produzido por ondas ultrasônicas de baixas frequências (de 20 a 70KHz) e altas amplitudes.
Em outras palavras, a cavitação produz microbolhas de vácuo (vazio), que vão se tornando
maiores e implodem. As microbolhas produzidas a partir da cavitação possuem elevado nível
de energia produzindo choque entre os adipócitos. As membranas dos adipocitos são muito
finas e não resistem a esse.Mello (2009) afirma que o ultrassom é um excelente recurso físico
para o tratamento de lesões de tecidos moles, podendo acelerar a reparação tecidual nos
diferentes aspectos.
Para Bolan (2009) defende que o ultrassom tem como beneficio aumentar a síntese e
regeneração da inervação periférica, aumentar a circulação sanguínea o metabolismo celular e
trazer aumento da síntese protéica dos fibroblastos além de aumentar a velocidade de
regeneração dos tecidos.
Devido a sua alta prevalência, pesquisadores têm investigado sua fisiopatologia e as hipóteses
para a origem da LDG se relacionar a arquitetura radial dos septos de gordura do tecido
conjuntivo feminino que predispõe ao desenvolvimento de uma extrusão irregular do tecido
adiposo para a derme, aumento da lipogênese e da resistência a lipólise promovida pela
ampliação da síntese de estrogeno pos-puberdade e ainda a liberação de insulina apos dieta
hipercalorica com conseqüente hipertrofia dos adipocitos e hiperplasia dos preadipocitos;
hiperpolimerizacao e esclerose do tecido conjuntivo e substâncias fundamental amorfa dos
septos de gordura que causam alterações circulatórias, vascular e linfática, desequilíbrio
osmótico, edema celular, compressão vascular, congestão e hipóxia tecidual.
Segundo Agne (2009) o tempo de tratamento está condicionado por alguns fatores, em
especial pela relação entre o tamanho da área a ser estimulada e a ERA. Podemos afirmar que
a ERA tem relação direta com o tempo a ser gasto na emissão do ultrassom, sendo que quanto
maior o transdutor menor será o tempo de tratamento.
Revital (2014) descrevem como efeitos terapêuticos do ultrassom, o aumento da circulação
tissular, com melhora na drenagem das substâncias irritativas tissulares. Dentre vários
benefícios que o ultra – som oferece aos pacientes também existe algumas contra – indicações
as quais o fisioterapeuta deve ter muito cuidado ao avaliar o paciente, investigar se o mesmo
não esta durante uma gestação, não possui gônodas, malignâncias e lesões pré-cancerosas, ou
até mesmo tenha sido submetido a tecidos anteriormente tratados por raio X profundo, ou por
outro tipo de radiação, anormalidades vasculares, trombose de veia profunda, êmbolos,
aterosclerose severa, infecções agudas, áreas cárdicas, em caso de cardiopatas avançados,
olho, gânglio estrelado, hemofílicos não cuidados pela reposição do fator, áreas sobre
saliência óssea subcutânea, placas epifisárias, medula espinhal em seguida de uma
laminectomia, grandes nervos subcutâneos, crânio, áreas anestésicas.
8

5 Aplicação do ultrassom de 3mhz


Segundo Clayto (1998) o tempo de aplicação e a intensidade da radiação ultra-sônica devem
ser de dois minutos para áreas 10 cm². A intensidade varia segundo o efeito desejável e o tipo
de tecido, sendo sua ação tanto mais profunda conforme a sua intensidade.
Garcia et AL (2006) demonstraram que o fluxo acústico gerado por uma freqüência de 20
KHz pode inativa enzimas. Mas para Dângelo (2004) relataram que soluções enzimáticas são
inativadas por ultra – sons com freqüência de 3 MHz, com intensidade entre 1 e 3 W cm².
Os efeitos que a pressão de radiação e a cavitação estável exercerem nas membranas e no
interior dos tecidos possibilitando o aumento da permeabilidade da membrana aumentando a
circulação local. A energia necessária para a atividade física no tratamento do fibro edema
genoide deve provir do sistema aeróbico. O efeito térmico aumenta o fluxo sanguíneo, a
permeabilidade da membrana e a extensibilidade dos tecidos ricos em fibras colágenas. A
ação fisiológica do ultrassom produz vibrações moleceular como uma micromassagem nas
junções tissulares, resultante da fricção térmica. Para o tratamento da LDG, a intensidade
varia de 0,8 a 1,2 W/cm², calculando 1 minuto por cm², proporcionando efeito térmico e
mecânico.
O grau de aumento da temperatura durante um tratamento com o ultrassom depende do modo
de aplicação (continuo ou pulsado), da intensidade e da freqüência de saída, da vascularização
e do tipo de tecido e da velocidade na qual a fonte sonora é movimentada sobre o tecido. As
alterações fisiológicas dentro dos tecidos dependem do aumento da temperatura, sendo
maiores quando o ultrassom é aplicado de modo contínuo. (ROBERTSON, 2009). Para
aumentar a temperatura no interior dos tecidos com o ultrassom de 3MHz, o tempo será de 3 a
5 minutos, sendo que o ultrassom de 3 MHz aquece três a quatro vezes mais rápido
comparado a de um 1 MHz, em tecidos até 2 cm de profundidade.
O ultrassom terapêutico, no mercado nacional, caracteriza-se por apresentar freqüências de
1,0 ou 3,0 megahertz (MHz), sendo disponível atualmente também em 5,0 megahertz (MHz).
A intensidade pode variar entre 0,1 e 3,0 watts por centímetro quadra do (W/cm²). Mais
recentemente, alguns equipamentos foram reprojetados para apresentar limites de intensidades
mais compatíveis com a prática clínica, as quais variam de 0,01 a 2, Wcm². Estes
equipamentos estão mais próximos da prática terapêutica, uma vez que raramente utilizam-se
doses superiores a 2 W/cm². A freqüência de 5 MHz é indicada exclusivamente para a área de
dermatologia por apresentar uma pequena capacidade de penetração nos tecidos biológico
(Guirro e Guirro 2004).

Fonte: http://www.futurasaude.com.br/sonopulse-iii-1-e-3-mhz-ultrassom
Figura 3 – Aplicação do ultrassom
9

A aplicação do ultrassom é contra indicado em quadro clínicos de útero durante a gestação,


gônadas, malignâncias e lesões pré-cancerosas, tecidos anteriormente tratado por raio – x
profundos, ou por outro tipo de radiação, infecção agudas, áreas cardíaca, ou seja, em casos
de cardiopatia avançadas, hemofílicos não cuidados pela reposição do fator, placas epifisárias,
medula espinhal, grandes nervos subcutâneos,crânio e áreas anestésicas. Conforme Lehninger
(1995) a precauções básicas devem serem tomadas antes da aplicação do ultrassom, para que
fique assegurado um uso efetivo e seguro do ultrassom. Por isso o treinamento prévio para
utilização do aparelho é fundamental, o uso de intensidade baixa que produza o efeito
desejado, porque intensidades mais elevadas podem ser lesivas, se o paciente sente alguma
dor adicional durante o tratamento, reduza a intensidade até um nível isento de dor, ou
abandone o tratamento, o equipamento deve estar sempre calibrado e com manutenção
adequada. Músculo tem capacidade de aquecimento mais alta que o tecido adiposo e osso;
assim, seu aumento de temperatura, para a mesma quantidade de energia térmica, é menor.
Em geral, quanto mais alto o conteúdo de água, mais alta a capacidade térmica (XAVIER,
2009).

6 Metodologia
Este estudo foi construído através do levantamento de dados encontrados na literatura já
existente. Foram realizadas pesquisas bibliográficas por meio de livros e artigos dispostos em
bases de dados, onde foram consultados artigos originais e de revisão sobre o tema ora
proposto.
A metodologia utilizada neste estudo foi pesquisa bibliográfica, pois a mesma oferece meios
que auxiliam na definição e resolução dos problemas já conhecidos, como também permite
explorar novas áreas onde os mesmos ainda não se cristalizaram suficientemente. Permite
também que um tema seja analisado sob novo enfoque ou abordagem, produzindo novas
conclusões. Além disso, permite a cobertura de uma gama de fenômenos muito mais ampla,
principalmente quando o problema da pesquisa requer a coleta de dados muito dispersos no
espaço.
A escolha desta metodologia, para o caso específico, deve-se ao fato de o material disponível
pesquisado, estar estruturado para situações e realidades diferentes viabilizando a abordagem
de novos conceitos.
Através da revisão bibliográfica puderam-se contornar problemas relacionados a tempo e
recursos financeiros, uma vez que um estudo dessa natureza necessariamente envolveria
pesquisa de campo e mais tempo para a coleta e análise de dados, mais característicos a um
estudo de caso. Deve-se ressaltar ainda que o material assim organizado constitua uma base
de dados consistente para a elaboração de estudos mais avançados proporcionando uma
pesquisa satisfatória ao tema abordado.
De acordo com Martins (2000) não existem regras fixas para a realização de pesquisas
bibliográficas, mas algumas tarefas que a experiência demonstra serem importantes. Dessa
forma, seguiu-se o seguinte roteiro de trabalho dividido em duas etapas:
a. Exploração das fontes bibliográficas: livros, revistas científicas, teses, relatórios de
pesquisa entre outros, que contêm não só informação sobre determinados temas, mas
indicações de outras fontes de pesquisa;
b. Leitura do material: conduzida de forma seletiva, retendo as partes essenciais para o
desenvolvimento do estudo;
Através da pesquisa bibliográfica, torna-se possível o exame do tema deste artigo sob uma
nova abordagem viabilizando agrupar em uma única base de dados todas as informações
coletadas, cujas fontes encontram-se em bibliotecas, coleções particulares , publicações, entre
outros. Assim sendo, consegue-se obter um panorama mais completo e satisfatório sobre a
10

aplicação do ultra-som de 3MHz no tratamento de lipodistrofia genoide podendo analisar os


resultados e possibilitar novas teorias sobre o tema abordado.

7 Resultados e discussão
Este estudo objetivou analisar a aplicação e os resultados que proporciona o uso do ultra –
som de 3MHz para o tratamento de desordens do tecido adiposo, tais como a lipodistrofia
ginoide. A técnica é segura, efetiva e bem tolerada, tratando-se de procedimentos corporais
não invasivos e sem efeitos colaterais. (SILVA 1997)
O tratamento da LDG envolve vários tipos de outros tratamentos e recuso, que integrados
resultam em um resultado satisfatório. A LDG é um distúrbio de etiologia multifatorial em
particular os autores acreditam que os pacientes ideais para esse tipo de procedimento são
aqueles com celulite.
De acordo com Guirro; Guirro (2002), o FDG grau 1 é percebido pela compressão do tecido
entre os dedos ou da contração muscular voluntária. E o de grau 2 apresenta depressões
visíveis mesmo sem compressão dos tecidos, podendo ficar mais aparentes mediante a
compressão dos mesmos.
O ultrassom é aplicado para uma escala de situações, incluindo a lipodistrofia genoide, com o
modo de aplicação continuo, promove um aquecimento mecânico, estimulando síntese
protéica, através de estímulo térmico e acústico que aumenta a permeabilidade da membrana.
Ainda dentro dos efeitos não térmicos, aconselhasse que a energia acústica pode interagir com
proteínas e complexos de proteínas da membrana celular ativando mecanismos de sinalização
intracelular que podem culminar com síntese protéica, ativação ou inativação de enzimas intra
- celulares as quais denominaram essa teoria de freqüência de ressonância.
Protocolos dados como dose terapêutica que giram em torno de 1.5 W/cm² a 1,8 W/cm²
acompanhado com o tempo máximo de tratamento a necessidade e o objetivo proposto para
cada individuo.Na fisioterapia em dermato-funcional, o ultrassom está indicado nos processos
celulíticos avançados, sua eficácia pode ser potencializada com outros métodos
dermatológicos (ROBERTSON 2009).
O ultrssom no tratamento da lipodistrofia genoide promove resultados benéficos, produzindo
microvibrações moleculares, realizando uma micromassagem nas junções tissulares, e
juntamente com a ação térmica resultante das fricções estimula a microcirculação. A
aplicação de ondas ultrasônicas no tecido está vinculado aos seus efeitos fisiológicos,
associados a capacidade de veiculação de substâncias através da pele.
Os maus hábitos alimentares saão citados por diversos autores, como Guirro Francischelli,
sendo este fator um agravante para a maioria das alterações envolvidas no quadro da LDG
(Petter 2009).
Alterações microcirculatórios figuram entre as varias hipóteses sobre a base fisiopatológica
do fibro edema geloide. As alterações do tecido conjuntivo perivascular produzem diminuição
do tônus venoso e um aumento considerável da fragilidade capilar, dessa forma favorecendo a
ruptura e o surgimento de micro-hemorragias.
Segundo Guirro (2002 ) “Os estágios do fibro edema gelóide não são totalmente delimitados,
podendo ocorrer uma sobreposição de graus em uma mesma área de uma mesma paciente”.
Com isso o tratamento aplicado nas lipodistrofia genoide através do ultrassom, demonstra
grandes resultados, pelo fato de atuar nessas alterações no tecido conjuntivo como um todo.
Sendo assim o tratamento, mas eficaz e menos invasivo na redução ou extinção do
lipodistrofia genoide.
O tratamento associado, a prática de atividade física, reeducação e/ou controle alimentar
através de uma dieta apropriada, e a utilização de outros recursos, como a drenagem linfática
11

e até mesmo o tratamento através da fonoforese, poder-se-ia obter um resultado mais


imediato, mais significativo, no tratamento da LDG.

Conclusão
A "celulite" atinge até 95% das mulheres, principalmente nas fases sujeitas a alterações
hormonais como a puberdade, gravidez e uso de pílulas anticoncepcionais, sendo uma das
queixas mais frequentes em relação à estética. O aspecto de "casca de laranja" causa
incômodo e insatisfação com o próprio corpo, levando à procura de uma solução para o
problema.
A LDG pode ser definido clinicamente como um espessamento não-inflamatório das camadas
sub dérmicas, causadas por hábitos de vida alimentares, psicológicos e sedentários, sua
fisiopatologia envolve mecanismos multifatoriais e seu aspecto desagradável promove,nas
mulheres acometidas, uma busca para o seu tratamento. Apesar da existência de numerosos
tratamentos, a endermologia se destaca como uma proposta de tratamento não-invasivo do
LDG. Diversos trabalhos experimentais e clínicos têm comprovado a eficiência da
endermologia no tratamento do LDG, diminuição e redistribuição da gordura localizada. Até
o momento não há relatos de efeitos adversos importantes, mas existe a necessidade de que
estudos futuros, com melhor delineamento, sejam realizados para comprovar sua eficácia e
ainda, determinar se os resultados obtidos são transitórios ou possuem maior duração. A falta
de exercício físico agrava tanto as alterações vasculares quanto as das fibras, ambos os fatores
concorrem para a deterioração do tecido conjuntivo, que não consegue mais desempenhar
suas funções. Por isso, o exercício físico regular e a alimentação adequada podem ajudar o
controle de peso e, consequentemente, o aparecimento de celulite.
Assim sendo, consegue-se obter um panorama mais completo e satisfatório sobre a aplicação
do ultrassom de 3MHz no tratamento de lipodistrofia genóide podendo analisar os resultados
e possibilitar novas teorias sobre o tema abordado. Por ser uma área de atuação muito recente,
a pesquisa científica efetuada por profissionais que aí atuam ainda é escassa. No entanto, este
levantamento bibliográfico permitiu observar que há na literatura científica embasamento para
justificar a escolha dos recursos utilizados na LDG englobadas por essa área da fisioterapia
em dermato funcional. Principalmente através de tratamentos eletroterapêuticos como o
ultrassom. Mas há necessidade de se ampliar o número de pesquisas científicas, consolidando
assim o tratamento dermato-funcional como uma área relevante no contexto da saúde
brasileira.

Referências

AGNE, J. E. Eu sei Eletroterapia. Santa Maria: Pallotti, Sociedade Vicente Pallotti, 2009

BOLAN, Gisele Apolinário. Os efeitos da aplicação da eletrolipoforese na adiposidade da região do


abdomem em mulheres jovens. 2009. 71 f. TCC (Graduação em Fisioterapia) - Universidade do Extremo Sul
Catarinense, Criciúma, 2009.

BORGES, Fábio dos Santos. Dermato-funcional: modalidades terapêuticas nas disfunções estéticas. São
Paulo: Phorte, 2006.

CLAYTON. Eletroterapia de Clayton. 10° Ed. São Paulo. Manole, 1998.

COSTA, Elisiê Rossi Ribeiro. Lipodistrofia Ginoide. Tratamento da Celulite. Rio de Janeiro: Revinter 2009.

DÂNGELO, José Geraldo; FATTINI, Carlos Américo. Anatomia Humana Sistêmicae Segmantar. 2ª São
Paulo: Atheneu, 2004.
12

GARCIA, P. G.; GARCIA, F. G.; BORGES, F. S.; O uso da eletrolipólise na correção da assimetria no contorno
corporal pós-lipoaspiração: Relato de caso. Revista Fisioterapia Ser – Ano 1 – nr 4 – out/nov/dez – 2006

GUIRRO, Elaine Caldeira de Oliveira; GUIRRO, Rinaldo. Fisioterapia dermato-funcional: fundamentos-


recursos-patologias. 3ª ed, São Paulo: Manole, 2004.

LEHNINGER, A. L. NELSON, D. L, COX, M.M. Princípios de Bioquímica. 2. ed. São Paulo, Servier, 1995.

MARTINS, G. de A. Guia para elaboração de monografia e trabalho de conclusão de curso. São Paulo:
Atlas, 2000.

MELLO, P. B.; PICCININI, A. M.; BATISTA, E.; ROSA, L. H.; ROSA, P. V. Tratamento da gordura localizada
através do uso de eletrolipólise e análise de ultra-sonografia. Nova Fisio, Rio de Janeiro , v.14, n.71 , p.20-23,
dez. 2009. 12

PAULA M. D.; PICHERH G. ; SIMÕES N. D. P. Efeitos da eletrolipoforese nas concentrações séricas do


glicerol e do perfil lipídico. Fisioterapia Brasil, ano 11 nº 87. Fevereiro de 2008.

PIEMONTE, Maria Elisa Pimental. Recursos Terapêuticos em Fisioterapia. 2° Ed. São Paulo , Manole 2001.

REVITAL. Criolipólise. Disponível em: http://www.revital.com.br/si/site/0513. Acesso em: 30 jan. 2014.

ROBERTSON, Val; et al. Eletroterapia Explicada, Princípios e práticas. 4° Ed. São Paulo Elsevier, 2009.

SAMPAIO, Sebastião A. P.; RIVITTI, Evandro A. Dermatologia. 2. ed. São Paulo:


Artmed, 2001.

SANDOVAL, A. E. P. Medicina do Esporte. Porto Alegre: Artmed, 2005.

SCHNEIDER, A. P. Nutrição Estética. São Paulo: Atheneu, 2009.

SILVA, Marizilda Toledo. Eletroterapia em estética corporal. São Paulo: Robe Editorial, 1997.

VILELA. Ana Luisa M. Anatomia e Fisiologia Humanas. Editora Moderna 2006

XAVIER, L. G.; PETRI, F. C. A gordura abdominal androide e a repercussão dos tratamentos estéticos
alternativos na redução de medidas. Jornada de Pesquisa e extensão, 2009. ULBRA – Santa Maria – RS.

Você também pode gostar