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UNIÃO DINÂMICA DE FACULDADES CATARATAS

CENTRO UNIVERSITÁRIO DINÂMICA DAS CATARATAS


CURSO DE ARQUITETURA E URBANISMO

Missão: “Formar Profissionais capacitados, socialmente responsáveis e aptos a


promoverem as transformações futuras”

ESPAÇO CULTURAL

DÉBORA CANOVA

Foz do Iguaçu - PR
2015
i

DÉBORA CANOVA

ESPAÇO CULTURAL

Trabalho Final de Graduação


apresentado ao Prof. Msc. Ricardo
Albuquerque, como requisito parcial de
avaliação da disciplina de Trabalho
Final de Graduação II, do Curso de
Arquitetura e Urbanismo do Centro
Universitário Dinâmica das Cataratas
(UDC).

Foz do Iguaçu – PR
2015
ii

" Onde o mundo interior e o exterior se tocam, aí se


encontra o centro da alma."
(Novalis)
iii

Dedico este trabalho primeiramente à Deus, pai


soberano que por meio da fé esteve comigo em todos
os momentos, sempre me ensinando a confiar,
persistir e nunca desistir mesmo contra todas as
adversidades da vida. Dedico segundamente à toda
minha família, em especial à meus pais e meu
esposo, bem como à todos que de alguma forma
acreditaram em meu sonho, e em meu potencial para
alcançá-lo.
iv

AGRADECIMENTOS

Sinceros agradecimentos à todos os docentes da instituição que fizeram


parte de minha formação acadêmica, e aos orientadores que conduziram os
ensinamentos do último semestre, findando esta longa trajetória.
v

RESUMO

Este trabalho tem por objetivo, comprovar a viabilidade de implantação de um


espaço cultural no município de Foz do Iguaçu, demonstrando por meio de
pesquisas bibliográficas os estudos e conceituações sobre a temática, apontando a
importância do desenvolvimento cultural para a sociedade, e através das pesquisas
de campo buscar o embasando necessário ao trabalho, por meio de entrevista,
questionários de opinião e visitas técnicas. Os correlatos temáticos colaboraram
quanto aos estudos de setorização e funcionalidade de espaços de cultura, bem
como os teóricos embasaram a pesquisa relativa a escola de arquitetura Moderna
Racionalista. O estudo da realidade, apresentou características importantes do
município de Foz do Iguaçu, a respeito da localização, população, e atrativos
turísticos, baseando a proposta, por meio do turismo cultural. As análises ainda
permitiram a escolha de um terreno para a implantação da proposta, e avaliação de
suas condicionantes, partindo assim para a conceituação projetual fundamentada na
diversidade cultural, fluxogramas e organogramas da concepção, onde as pesquisas
apontaram a importância do projeto de um espaço cultural para o município.

Palavra-chave: Conhecimento, Arte, Lazer.


vi

ABSTRACT

This work aims to substantiate the implantation feasibility of a cultural space in the
city of Foz do Iguaçu, demonstrating through bibliographic research, studies and
concepts on the subject, pointing out the importance of cultural development to
society, and through field research give essence to job through, interviews, opinion
surveys and technical visits. The related projects collaborated as sectorization
studies and functionality of spaces for culture as well as the theoretical provided the
basis for research on school Modern Rationalist architecture. The study of reality,
presented important characteristics of the city of Foz do Iguaçu, about location,
population, and tourist attractions, based on the proposal through cultural tourism.
The analysis also allowed the choice of land for the implantation of the proposal, and
evaluation of their conditions, conceptualizing the project on cultural diversity,
flowcharts and organizational charts of conception, where research showed the
importance of the design of a cultural space to the municipality.

Keyword: Knowledge, Art, Leisure.


vii

SUMÁRIO

INTRODUÇÃO .......................................................................................................... 12
1 REFERENCIAL TEÓRICO..................................................................................... 14
1.1 CULTURA ........................................................................................................... 14
1.1.1 Manifestações culturais humanas ................................................................ 14
1.1.2 Cultura no Brasil ............................................................................................ 15
1.2 ARTE ................................................................................................................... 16
1.3 INCLUSÃO SOCIAL ATRAVÉS DE CULTURA E ARTE..................................... 17
1.4 ATIVIDADES CULTURAIS E ARTÍSTICAS ........................................................ 18
1.4.1 Música ............................................................................................................. 18
1.4.2 Dança............................................................................................................... 19
1.4.3 Teatro .............................................................................................................. 19
1.4.4 Artes Visuais ................................................................................................... 20
1.4.5 Literatura ......................................................................................................... 20
1.5 ESPAÇOS CULTURAIS ...................................................................................... 21
1.5.1 Espaço cultural no Brasil/ Sesc Pompéia .................................................... 21
1.5.2 Espaço cultural no Exterior/ Centro Pompidou ........................................... 22
1.6 ESCOLA DE ARQUITETURA MODERNISTA .................................................... 23
1.6.1 Arquitetura Moderna Racionalista ................................................................ 24
2 METODOLOGIA .................................................................................................... 26
2.1 PESQUISA BIBLIOGRÁFICA.............................................................................. 26
2.2 PESQUISA DOCUMENTAL ................................................................................ 26
2.3 PESQUISA DE CAMPO/COLETA DE DADOS ................................................... 27
2.3.1 Questionário ................................................................................................... 27
2.3.2 Entrevista ........................................................................................................ 28
2.3.3 Observação/Visita Técnica ............................................................................ 28
3 ANÁLISE DE CORRELATOS ................................................................................ 30
3.1 CORRELATO TEMÁTICO................................................................................... 30
3.1.1 Centro Cultural de Sedan .............................................................................. 30
3.1.1.1 Ficha Técnica ................................................................................................ 30
3.1.1.2 Descrição da Edificação ................................................................................ 31
3.1.1.3 Análise da Forma .......................................................................................... 31
3.1.1.4 Análise da Função ......................................................................................... 33
3.1.1.5 Análise da Tecnologia ................................................................................... 34
3.1.2 Centro Educativo Burle Marx ........................................................................ 36
3.1.2.1 Ficha Técnica ................................................................................................ 36
3.1.2.2 Descrição da Edificação ................................................................................ 37
3.1.2.3 Análise da Forma .......................................................................................... 37
3.1.2.4 Análise da Função ......................................................................................... 39
3.1.2.5 Análise da Tecnologia ................................................................................... 40
3.2 CORRELATO TEÓRICO ..................................................................................... 41
3.2.1 Museu de Arte de Tianjin ............................................................................... 41
3.2.1.1 Ficha Técnica ................................................................................................ 41
3.2.1.2 Descrição da Edificação ................................................................................ 42
3.2.1.3 Análise da Forma .......................................................................................... 42
3.2.1.4 Análise da Função ......................................................................................... 44
3.2.1.5 Análise da Tecnologia ................................................................................... 45
3.2.2 Biblioteca de São Paulo ................................................................................. 46
3.2.2.1 Ficha Técnica ................................................................................................ 46
viii

3.2.2.2 Descrição da Edificação ................................................................................ 47


3.2.2.3 Análise da Forma .......................................................................................... 47
3.2.2.4 Análise da Função ......................................................................................... 48
3.2.2.5 Análise da Tecnologia ................................................................................... 50
3.3 ANÁLISE GERAL DOS CORRELATOS .............................................................. 50
4 INTERPRETAÇÃO DA REALIDADE .................................................................... 52
4.1 FOZ DO IGUAÇU - PARANÁ .............................................................................. 52
4.2 HISTÓRICO DE FOZ DO IGUAÇU .................................................................... 53
4.3 PERFIL SOCIO CULTURAL E SOCIOECONÔMICO ......................................... 54
4.4 RESULTADOS DA PESQUISA ........................................................................... 55
4.4.1 Questionário ................................................................................................... 55
4.4.2 Entrevista ........................................................................................................ 59
4.4.3 Visita técnica .................................................................................................. 60
4.4.3.1 Memorial de Curitiba ..................................................................................... 61
4.4.3.2 Centro Juvenil de Artes Plásticas .................................................................. 63
4.6 INTERPRETAÇÃO DOS DADOS ....................................................................... 65
4.7 CONSIDERAÇÃO SOBRE A VIABILIDADE ....................................................... 67
5 ESTUDO DO OBJETO .......................................................................................... 69
5.1 JUSTIFICATIVA DA ESCOLHA DO TERRENO ................................................. 69
5.2 LOCALIZAÇÃO DO TERRENO .......................................................................... 70
5.3 ENTORNO IMEDIATO ........................................................................................ 73
5.3.1 Região de Influência....................................................................................... 76
5.3.2 Sistema viário circundante ............................................................................ 77
5.3.3 Equipamentos Urbanos e Infraestrutura ...................................................... 77
5.4 CARACTERÍSTICA DO TERRENO .................................................................... 78
5.4.1 Orientação Solar ............................................................................................. 79
5.4.2 Ventos Predominantes................................................................................... 80
5.4.3 Topografia ....................................................................................................... 81
5.4.4 Edificações Existentes................................................................................... 82
5.4.5 Vegetação Existente....................................................................................... 82
6 DIRETRIZES PROJETUAIS .................................................................................. 83
6.1 CONCEITUAÇÃO ............................................................................................... 83
6.2 PROGRAMA DE NECESSIDADES .................................................................... 85
6.3 ORGANOGRAMA ............................................................................................... 88
6.4 FLUXOGRAMA ................................................................................................... 91
6.5 ZONEAMENTO ................................................................................................... 93
CONCLUSÃO ........................................................................................................... 94
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ......................................................................... 96
ix

LISTA DE FIGURAS

Figura 1: Sesc pompéia. ........................................................................................... 22


Figura 2: Centro Pompidou Paris .............................................................................. 23
Figura 3: Villa Savoye, Le Corbusier ......................................................................... 25
Figura 4: Centro Cultural de Sedan ........................................................................... 30
Figura 5: Implantação e fachada - Análise de simetria e equilíbrio ........................... 31
Figura 6: Imagem fachada sul - Análise de hierarquia e massa ................................ 32
Figura 7: Plantas baixas - Análise de hierarquia e massa ......................................... 32
Figura 8: Plantas baixas - Análise de forma geratriz e adição .................................. 33
Figura 9: Planta baixa térreo - Análise de setores, circulações e acessos ................ 33
Figura 10: Planta baixa pavimento superior - Análises setores e circulações ........... 34
Figura 11: Corte do edifício - Análise esquemática da iluminação natural ................ 35
Figura 12: Planta baixa pavimento superior - Análise esquemática ventilação ......... 35
Figura 13: Centro Educativo Burle Marx, Inhotim ...................................................... 36
Figura 14: Implantação - Análise de simetria e equilíbrio .......................................... 38
Figura 15: Elevação sudeste - Análise de hierarquia e massa .................................. 38
Figura 16: Implantação/cobertura - Adição e subtração ............................................ 39
Figura 17: Planta baixa - Adição e subtração ............................................................ 39
Figura 18: Planta baixa - Análise espaços de uso, circulação e acessos ................. 39
Figura 19: Corte do edifício - Esquema de iluminação natural .................................. 40
Figura 20: Planta baixa - Esquema ventilação .......................................................... 40
Figura 21: Planta baixa - Esquema estrutura ............................................................ 40
Figura 22: Fachada principal do Museu de Arte de Tianjin ....................................... 41
Figura 23: Perspectiva do Museu de Arte de Tianjin ................................................. 42
Figura 24: Detalhes da fachada do museu ................................................................ 43
Figura 25: Fachada principal do museu .................................................................... 43
Figura 26: Planta baixa térreo ................................................................................... 44
Figura 27: Planta baixa primeiro pavimento .............................................................. 44
Figura 28: Escadarias entre os pavimentos e circulação .......................................... 44
Figura 29: Corte do museu ........................................................................................ 45
Figura 30: Hall de acesso e circulação ...................................................................... 45
Figura 31: Biblioteca de São Paulo ........................................................................... 46
Figura 32: Croqui perspectivo da Biblioteca de São Paulo ....................................... 47
Figura 33: Fachada e elementos de composição ...................................................... 48
Figura 34: Planta baixa térreo ................................................................................... 49
Figura 35: Planta baixa pavimento superior .............................................................. 49
Figura 36: Corte longitudinal da biblioteca ................................................................ 50
Figura 37: Teraço térreo ............................................................................................ 50
Figura 38: Espaço interno da biblioteca .................................................................... 50
Figura 39: Localização do município de Foz do Iguaçu ............................................ 52
Figura 40: Fachada principal Memorial de Curitiba ................................................... 61
Figura 41: Teatro Londrina ........................................................................................ 61
Figura 42: Escadaria principal ................................................................................... 61
Figura 43: Sala de exposições primeiro pavimento ................................................... 62
Figura 44: Sala de exposições segundo pavimento .................................................. 62
Figura 45: Sala de exposições terceiro pavimento .................................................... 62
Figura 46: Palco aberto e painel do descobrimento .................................................. 62
Figura 47: Fachada principal Centro Juvenil de Artes Plásticas................................ 63
Figura 48: Espaço de exposições ............................................................................. 64
x

Figura 49: Teatro ....................................................................................................... 64


Figura 50: Solário térreo ............................................................................................ 64
Figura 51: Atelier térreo. ............................................................................................ 64
Figura 52: Atelier segundo pavimento ....................................................................... 64
Figura 53: Terraço ..................................................................................................... 65
Figura 54: Mapa de Foz do Iguaçu com identificação do terreno .............................. 70
Figura 55: Trecho do mapa de Foz do Iguaçu com identificação do terreno ............. 71
Figura 56: Inserção do terreno para implantação da proposta .................................. 71
Figura 57: Entorno imediato e equipamentos urbanos inerentes ao terreno ............. 74
Figura 58: Adrena Kart .............................................................................................. 74
Figura 59: Cascata das Pedras Hotel e Spa ............................................................. 74
Figura 60: Escola Municipal ...................................................................................... 75
Figura 61: Estádio Pedro Basso ................................................................................ 75
Figura 62: Pousada Cataratas................................................................................... 75
Figura 63: Iguassu In Pousada.................................................................................. 75
Figura 64: Condomínio Residencial Quinta do Sol .................................................... 75
Figura 65: Churrascaria Rafain ................................................................................. 75
Figura 66: Hotel Monalisa ......................................................................................... 76
Figura 67: Iguassu Boulevard.................................................................................... 76
Figura 68: Praça Mustapha Ali Osman ...................................................................... 76
Figura 69: Sistema viário circundante ao terreno escolhido ...................................... 77
Figura 70: Entorno do terreno escolhido ................................................................... 78
Figura 71: Vista lateral .............................................................................................. 78
Figura 72: Vista fundos ............................................................................................. 78
Figura 73: Vista lateral .............................................................................................. 79
Figura 74: Vista frontal .............................................................................................. 79
Figura 75: Trajetória de incidência solar no terreno .................................................. 79
Figura 76: Estudo solar solstício de verão ................................................................ 80
Figura 77: Estudo solar solstício de inverno .............................................................. 80
Figura 78: Direcionamento e velocidade dos ventos ................................................. 80
Figura 79: Direcionamento e velocidade dos ventos no terreno................................ 81
Figura 80: Curvas de níveis....................................................................................... 81
Figura 81: Vegetação existente no terreno ............................................................... 82
Figura 82: Logomarca da candidatura de Zaragoza .................................................. 84
Figura 83: Croqui de evolução da forma ................................................................... 84
Figura 84: Croqui da proposta - vista frontal 1 .......................................................... 85
Figura 85: Croqui da proposta - vista frontal 2 .......................................................... 85
Figura 86: Croqui da proposta - vista fundos............................................................. 85
Figura 87: Organograma térreo ................................................................................. 89
Figura 88: Organograma primeiro pavimento ............................................................ 90
Figura 89: Fluxograma térreo .................................................................................... 91
Figura 90: Fluxograma primeiro pavimento ............................................................... 92
Figura 91: Zoneamento térreo ................................................................................... 93
Figura 92: Zoneamento primeiro pavimento .............................................................. 93
xi

LISTA DE GRÁFICOS

Gráfico 1: Gênero dos respondentes. ....................................................................... 57


Gráfico 2: Idade dos respondentes ........................................................................... 57
Gráfico 3: Gráfico referente a escolaridade dos respondentes ................................. 57
Gráfico 4: Participação em atividades culturais ......................................................... 58
Gráfico 5: Avaliação das opções culturais ................................................................. 58
Gráfico 6: Gráfico avaliação de ações culturais públicas .......................................... 58
Gráfico 7: Visitação ao espaço cultural ..................................................................... 59
Gráfico 8: Interesse em atividades artísticas ............................................................. 59
Gráfico 9: Gráfico referente a preferência por atividades artísticas ........................... 59
Gráfico 10: Importância do espaço cultural ............................................................... 60
Gráfico 11: Opinião sobre local de implantação ........................................................ 60

LISTA DE QUADROS

Quadro 1: Parâmetros Construtivos de Ocupação do Solo ZCS-3. .......................... 72


Quadro 2: Zonas Comerciais e de Serviços ZCS-3................................................... 73
Quadro 3: Setorização e pré-dimensionamento Setor Administrativo ...................... 86
Quadro 4: Setorização e pré-dimensionamento Setor Social .................................... 86
Quadro 5: Setorização e pré-dimensionamento Setor Atividades ............................. 87
Quadro 6: Setorização e pré-dimensionamento Setor Serviço ................................. 87
Quadro 7: Programa de necessidades - Total setores .............................................. 88
12

INTRODUÇÃO

A cultura é algo intrínseco a vida cotidiana, onde vários fatores


influenciam ações, comportamentos, condutas e formas de transmitir e ver o
conhecimento na sociedade. A transmissão do conhecimento das habilidades
humanas, e mesmo de normas morais se dá de forma muito natural, tanto entre
descendentes, quanto no próprio grupo social. Sendo a cultura ícone imprescindível
para manter vivo diversos ideais sociais de desenvolvimento humano, propõe-se no
município de Foz do Iguaçu, um espaço cultural que apresente ações sólidas e
unificadas dentro deste contexto para promover a área em questão.
Foz do Iguaçu, se localiza em uma região fronteiriça trinacional muito
importante, abrigando imigrantes de cerca de oitenta origens distintas, o que
caracteriza esta cidade de médio porte por sua grande pluralidade cultural. A
economia do município esta fundamentada no comércio, serviços, e em seu forte
turismo, sendo muito procurado devido a diversidade de atividades e locais de
passeios, lazer, compras e gastronomia ofertados na região. As informações
inerentes a localidade, trazem à proposta um objetivo de se tornar um atrativo
turístico de qualidade, onde a arquitetura agregue tanto valor em sua forma física
espacial, quanto em seu valor sociocultural.
A proposta é de um espaço cultural multiuso, em Foz do Iguaçu, o qual
abrigue diversas atividades culturais, onde através da parte educacional venha a
oferecer variadas oficinas, palestras, apresentações, se tornando um atrativo para
pessoas das mais variadas idades, que se interessam pela arte, como ela se
desenvolve, e que queiram ter um contato maior com este mundo de sensibilidade.
A ideia é, através da proposta buscar o resgate da cultura de uma forma
diferenciada, onde as pessoas se tornem integrantes de seu desenvolvimento,
podendo conhecer sua essência, e onde as artes se tornem um ponto fundamental
de transformação social.
A intenção é proporcionar um espaço de entretenimento com música,
dança, teatro, literatura, artes visuais, serviços de café, integrando a um local para
exposições, que se faz muito importante focado no forte turismo município de Foz do
Iguaçu e região, podendo se tornar um importante ponto de visitação cultural, tanto
para os que desejam conhecer as artes como elas acontecem, bem como, também
13

agregando valores ao desenvolvimento dos talentos regionais, e oportunizar a


visibilidade para os artistas que já trabalham na área, porém não contam com um
local adequado para exibição/apresentação de seus trabalhos. Além disso, um
espaço de auditório também deve compor a proposta, tornando o local mais
completo para atender as necessidades à que se propõe.
O objetivo geral deste trabalho é comprovar através das pesquisas,
averiguações de informações, de dados e fatos, a viabilidade da implantação de um
Espaço Cultural em Foz do Iguaçu, alcançando tanto a população do município,
quanto os turistas.
No município de Foz Iguaçu existem ações tanto do poder público, quanto
da iniciativa privada a respeito da área cultural, porém as mesmas são
independentes e desencontradas, o que é agravado por não haver um local físico
comum apropriado para a conjunção e desenvolvimento de atividades artísticas.
O trabalho será dividido em seis capítulos, que abordam assuntos
importantes para fundamentar a proposta e sua viabilidade. Desta forma, o primeiro
capítulo apresenta as teorias, definições e históricos inerentes ao tema, com relação
as artes, cultura e atividades neste contexto. Já o segundo capítulo, trata sobre a
metodologia utilizada no trabalho, relativas as fontes de pesquisas e coletas de
informações.
O capítulo três, é referente aos correlatos e suas análises, onde elegeu-
se duas obras temáticas relativas a espaços de uso e funcionalidade semelhante ao
espaço cultural, e duas teóricas relacionadas a escola de arquitetura Moderna
Racionalista, e as quatro foram analisadas quanto a forma, função e tecnologia.
No quarto capítulo, apresenta-se a da interpretação da realidade, e os
dados relativos ao município de Foz do Iguaçu, bem como as pesquisas e
questionários, e visita técnica, importantes para o embasamento da proposta, e
comprovação da viabilidade.
O quinto capítulo, é relativo ao estudo do objeto, referente ao terreno
escolhido para a implantação da proposta, com análises, observações e estudos do
local, do entorno, das vias, insolação, ventos predominantes e vegetação.
O sexto e último capítulo, apresenta as diretrizes projetuais, com a
definição do conceito, partido arquitetônico, bem como o programa de necessidades
e pré-dimensionamentos, organograma, fluxograma e macrozoneamento dos
setores no terreno.
14

1 REFERENCIAL TEÓRICO

1.1 CULTURA

Cultura remete a ação do homem inerente a natureza, sendo considerada


tudo que não faz parte integrante do meio natural, mas algo que fora criado pela
ação e necessidade humana. Em suma "tudo o que é produzido pelo ser humano é
cultura." (VANNUCCHI, 2002, p. 23)
Em síntese Freitas (2006), define cultura como padrões comportamentais
de uma sociedade - tradições, hábitos, usos e costumes. Já segundo Kuper (2002),
a cultura detém visões conceituais muito distintas pelo globo, entretanto todas
concordam em seu sentido de conservar identidades coletivas, preservando-a viva
no mundo.
De acordo com Vannucchi (2002), não há conceito absoluto para designar
cultura, deve-se levar em conta o contexto em que as informações estão inseridas.
Muitas disciplinas tematizam sobre o assunto, abordando no campo filosófico,
antropológico, humanista, etnológico e também do saber. A cultura ainda remete a
visão diferenciada dos indivíduos com relação à padrões comportamentais, ao
conhecimento, com enfoque estrutural cultural, bem como simbolismo de grupos.
Desta forma trata as definições culturais com menos rigidez teórica, através do
empirismo humano.
O homem é criador e mantenedor de sua cultura, desta forma se destaca
dentre os seres vivos. Cada agrupamento social contempla características
comportamentais exclusivas, o que difere uns dos outros em meio a sociedade
mundial. Mais do que padrão cultural, aspecto comportamental, ou até mesmo
características, cultura não é algo singular, está intrínseco a atitudes demonstradas
e associadas por grupos em meio a sociedade, podendo ser considerada patrimônio
social em eterna transmissão. (SHAPIRO, 1982)

1.1.1 Manifestações culturais humanas

O homem vem desenvolvendo sua história e cultura a milhões de anos, e


impondo sua predominância entre as espécie, a isso se deve a seu ilimitado
15

potencial de aprender e criar. Além do domínio do fogo e dos artefatos de usos


cotidiano, o indivíduo também procurava transmitir as experiências de técnicas bem
sucedidas a seus descendentes, buscando a perpetuação de sua espécie. Não
contente em apenas produzir objetos corriqueiros, o homem inicia a criação de obras
duráveis, monumentos, elabora uma organização social, de religião e folclore,
evoluindo em uma ampla riqueza cultural. (SHAPIRO, 1982)
O grande desenvolvimento de povos pelo mundo, têm marcado muitas
características de similaridade em suas ações e condutas. Para que esse
crescimento humano fosse possível, desde os antigos agrupamentos coletivos, até a
sociedade atual, existem leis que guiam à todos, juntamente com a evolução do
conhecimento, que foi determinante para as civilizações. Estudos mais abrangentes,
demonstram as particularidades do desenvolvimento de atividades sociais, como a
vida econômica, crenças religiosas, linguagem, estrutura coletiva e artes grupais,
como se fossem independentes, e sem inter-relações. Porém, as diversas
influências, e o consenso histórico social, mostram a importância das trocas, mesmo
que subjetivas, na formação de uma cultura única. (BOAS, 2010)
A cultura, bem como a arte por meio dela, tem respeitado cada vez mais
as manifestações pluriculturais em distintas sociedades pelo mundo. Desta forma
demonstram que não há princípios de superioridade entre clássico ou popular , mas
que cada qual tem sua individualidade, lidando assim, da melhor forma possível com
diferentes realidades socioculturais. (OSINSKI, 2001)

1.1.2 Cultura no Brasil

As condições geográficas e ambientais influenciaram muito a maneira de


povos e civilizações desenvolverem suas atividades, conforme suas necessidades e
disponibilidades locais, imprimindo assim aspectos culturais particulares a cada
lugar por meio destas limitações. (BOAS, 2010)
Os portugueses chegam ao Brasil por volta do ano 1500, em expedições.
Ao tomar posse das terras alguns desses imigrantes, efetuam contato com os povos
indígenas e as belezas locais, visando a exploração de ambos. Assim população
nativa brasileira fora vastamente dizimada, porém sua cultura permaneceu, e é de
extrema representatividade para o país. A cultura indígena, é vasta em termos
artísticos, e compõe uma grande representatividade principalmente em objetos de
16

uso cotidianos, e elementos para cerimônias religiosas e funerais. Difundidos em


vários locais do país, cada tribo conserva suas crenças e individualidades, porém
suas produções sempre usam elementos da natureza regional. (PROENÇA, 2008)

Identidade: todo cidadão brasileiro tem direito assegurado ao respeito da


sua realidade cultural; assim, devem ser garantidas todas as manifestações
heterogêneas e multiculturais, sem exceção, em que se exprime a
identidade cultural brasileira. (VANNUCCHI, 2002, p. 73)

O fato do Brasil ter percorrido épocas bastante conflituosas em seu


desenvolvimento, não abalou sua autenticidade de uma cultura miscigenada. Apesar
do carnaval, samba e futebol serem importantes manifestações populares do país,
não o caracterizam plenamente sozinhos. Essa terra sempre acolheu bem a todos
que aqui chegaram, e a partir de variadas migrações de povos portugueses,
africanos, italianos, alemães, japoneses e poloneses entre outros, formam um
emaranhado de culturas distintas em um mesmo país, caracterizando uma única
identidade que representa a nação brasileira como um todo. (VANNUCCHI, 2002)

1.2 ARTE

Nova Enciclopédia Barsa (2002a), conceitua arte como atividade


produtiva, artefato, ou peça, fruto dela, que se realize esteticamente, objetivando o
belo. As características elementares além da beleza, são a originalidade, e o lado
critico, de modo que a forma de exteriorizar quem detém é o artista. Sendo assim, a
história e estilos evoluíram ao longo do tempo, sempre buscando a expressividade
histórica e a comunicação.

Todas as formas de arte envolvem comunicação por parte de uma pessoa


(ou sujeito) para outra, através de um objeto simbólico que o primeiro sujeito
criou e que o segundo, de alguma maneira, é capaz de compreender,
apreciar ou a ele reagir. (GARDNER, 1997, p. 53)

Para Osinski (2001), arte estaria relacionada com a própria vida,


considerada a materialização das emoções. Se houvesse mais sensibilização no
meio, com mais atitudes, as formas de arte se afirmariam.
O autor Gardner (1997), relata que a arte, através de objetos materiais,
captura uma essência de comunicação, que está diretamente relacionada a
elementos abstratos e intangíveis da vida, concordando assim com Osinski (2001).
17

O mesmo afirma ainda, que por meio de indicações exteriores, a arte é capaz de
emanar nossa vivências a outros indivíduos, fazendo com que também a busquem.
Ao avaliar o que se entende por arte, muitos pensarão nas obras
clássicas consagradas pelo tempo, nos sentimentos que provocam e por sua beleza.
Mas arte está muito além disso, ela está ligada ao social, e faz relação com o
homem e o universo, onde desde os primórdios está ligada aos indivíduos como
uma tarefa crucial. Arte é aliar o útil ao belo, é o fazer, é a ação de converter matéria
natural em cultura. (BOSI, 2001)

1.3 INCLUSÃO SOCIAL ATRAVÉS DE CULTURA E ARTE

O conhecimento cultural, e a arte detém papel importante para o


desenvolvimento de um cidadão pleno nas variadas facetas da sociedade. Desta
forma, a valoração de condutas individuais humanas, deve ser comum aos
interesses no contexto de conjunto coletivo. A prática artística é um valioso
instrumento social de liberdade, inclusão e transformação, propiciando também
uma maior qualidade de vida as pessoas. Assim, mesmo que indiretamente, as
atividades culturais fazem parte da vida humana. Intrínsecos a isso, estão a arte, a
estética, e os conhecimentos, instruindo o cidadão na atualidade. (FUSARI;
FERRAZ, 1993)
De acordo com Almeida (2004), a arte imprime soberania à vida, e suas
práticas transmitem autoconhecimento e valorização pessoal. Desta maneira,
evidencia a o papel da arte na inclusão social, no desenvolvimento humano coletivo,
por meio de ações culturais.
A imaginação e a arte, são peças essenciais para formação de uma
criança até a alfabetização, expondo benefícios em seu desenvolvimento
psicomotor, bem como na adolescência assiste esta fase de autoafirmação. Da
mesma maneira, abrange as demais faixas etárias, auxiliando no resgate da
autoestima, vislumbrando as relações entre lúdico e realidade, capacitando a
criação, e abrindo espaço para socialização cultural. (BARBOSA, 2001)
Ao cidadão brasileiro se deve o direito a cultura, onde a mesma se faça
através da escola formal, bem como a inclusão da prática da arte em toda trajetória
de estudos, afirmando seu valor social, tanto no âmbito educativo, quanto na
sociedade. (VANNUCCHI, 2002)
18

1.4 ATIVIDADES CULTURAIS E ARTÍSTICAS

De acordo com Osinski (2001), cada civilização em sua época,


desenvolveu características próprias de arte, conforme suas necessidades e
crenças, bem como as formas de perpetuá-las passando ensinamentos uns para os
outros. O mesmo relata ainda, que o aprendizado de processos artísticos, tem
relação direta com nossos sentidos e reações mentais através deles, onde cada
atividade atentaria um ponto específico do intelecto.
As atividades desenvolvidas no campo cultural e artístico, são valiosas
ferramentas de função social, auxiliando na integração e no crescimento individual
do ser como cidadão, mas também como membro da sociedade. Nessas atividades
de artes como: música, dança, teatro, desenhos, artes plásticas etc., a
expressividade, imaginação e as habilidades são de fato estimulados e evoluídos,
exprimindo sua representatividade concreta ao mundo. (FUSARI; FERRAZ, 1993)
O ensino de arte, esteja ele inserido em meio a escola formal, ou em
atividades complementares de educação, tem grande relevância na formação do
cidadão. Porém, se faz importante uma formação acadêmica de fato, e não apenas
cursos livres, para os indivíduos que ministram essas atividade, valorizando tanto os
profissionais da área, quanto os ensinamentos a serem aplicados.
(STRAZZACAPPA; MORANDI, 2006)

1.4.1 Música

O surgimento da música, remete principalmente a duas linhas: uma


desenvolvida em manifestações religiosas e mais aprimorada, e outra popular,
apoiada no folclore e simplicidade, presente na maioria das culturas. (NOVA
ENCIPLOPÉDIA BARSA, 2002b)
Sendo o som um conjunto de vibrações em um plano físico , a arte
musical acontece através de oscilações de ondas, que se movem em variadas
direções, formando sensações sonoras audíveis e assim a melodia. (BOSI, 2001)
Sekeff (2002), refere-se sobre a importância da inserção da musicalidade,
tanto no ensino formal como no informal, para a evolução dos sentidos e da
sensibilidade. Porém, a música está além da experiência física, ela expressa a
cultura humana, através de sua estética e amplo poder comunicativo.
19

1.4.2 Dança

Siqueira (2006), afirma que a dança pode ser comparada com a estrutura
de uma sociedade, com princípios, posições, e hierarquias. Trata-se de uma
expressão cultural, estética e social exteriorizada através do corpo, sendo um modo
primário de comunicação humana sempre em modificação.
De acordo com Strazzacappa e Morandi (2006), a dança sozinha,
abrange conhecimentos de variadas áreas educativas e culturais, desenvolvendo o
indivíduo plenamente. Entre suas atividades trabalha a movimentação e expressão
corporal, o ritmo, bem como conceitos de espaço, beleza, imaginação e
sensibilidade.
A dança é uma composição de movimentos do corpo em plena sintonia, e
descobertas. Porém, sua essência está muito além disso, objetivando
constantemente o sentir e o transmitir de sensações emocionais, tanto para os que a
realizam, como para os que a contemplam. (BOSI, 2001)

1.4.3 Teatro

Muitas as civilização pelo mundo, usavam a representação teatral como


forma de reverenciar e honrar seus deuses, imprimindo sua religiosidade. Mas é de
fato com os gregos, que o teatro tem início, em ritos de estima ao deus Dionísio,
posteriormente se desenvolvendo e ganhando caráter de diversão, com
demonstrações do cotidiano. (SILVA, 2012)
Esta arte cênica é caracterizada por sua expressividade corporal. Através
do olhar, do gesto, da voz, como do corpo todo, o indivíduo transmite os emoções
interpretadas de um dado personagem ao público. (BOSI, 2001)
Gardner (1997) divide o trabalho artístico a partir de quadro sujeitos,
sendo eles: o criador idealizador da obra; o interprete que dá vida as instruções do
criador; o membro de audiência, o espectador; e o crítico que opina sobre o valor da
criação, culminando na arte da representação.
O teatro trabalha o desenvolvimento pessoal humano levando em conta
as noções de si mesmo, de grupo, e de espaço, sempre em prol do individual e
também do social. (COELHO, 1989)
20

1.4.4 Artes Visuais

Sendo a visão o sentido mais significativo à contemplação artística, as


artes espaciais, incluindo integralmente as artes plásticas, também ficaram
conhecidas como "artes visuais". (NOVA ENCIPLOPÉDIA BARSA, 2002a)
As manifestações visuais humanas, desde primórdios até a atualidade,
sempre estiveram combinadas a expressividade, como forma de linguagem e de
cultura. As artes visuais remetem ao senso do desenvolvimento cognitivo, aliado a
percepção estética de arte como forma de imagens. (FUSARI; FERRAZ, 1993)
Diferente de outras artes, as que se encaixam neste campo, como
pintura, desenho e escultura, entre outras, exigem um certo talento manual
específico, ou mesmo de acuidade visual. Deste modo o homem também se destaca
na interpretação de imagens a partir de suas linhas e estilos. (GARDNER, 1997)
As obras artísticas sempre estão submetidas a diferentes exposições,
julgamentos, e interpretações. Estas análises dependem de quem as faz, e com que
intuito, sendo que a apreciação estética vai além da aptidão visual do observador, ou
mesmo de sua emocionalidade, ela também depende de seu conteúdo cultural,
permitindo-se a apropriação da mensagem que a obra deseja transmitir através de
sua forma. (PANOFSKY, 2007)

1.4.5 Literatura

Relacionada a arte gramatical, a literatura refere-se as expressões


verbais de cunho oral e escrito, sendo considerada uma forma de manifestação e
apresentação das problemáticas socioculturais, de um local e tempo. Desta forma, o
Ocidente, teve importante influência da literatura latina e grega, dissipadas pelo
cristianismo. (NOVA ENCIPLOPÉDIA BARSA, 2002c)
No Brasil, a iniciação a literatura, com a gramática, a poesia e o teatro, se
deram por meio dos jesuítas, com a finalidade de catequizar e educar os povos
locais. As demais maneiras que de comunicação escrita utilizadas por eles na
época, serviam para prestar informações a respeito das terras do país, bem como do
andamento das missões. (MOISÉS, 2012)
"A importância da literatura e a necessidade da leitura, tanto como forma
de prazer e de evasão quanto como meio de aumentar conhecimentos e de
21

desenvolver a capacidade intelectual, foram frequentemente afirmadas." (VIEIRA,


1989, p. 39)

1.5 ESPAÇOS CULTURAIS

Espaços culturais são locais que apresentam, abrigam e expandem as


artes e a cultura provenientes do homem. Entre as tipologias deste tipo de edificação
pode-se destacar: museus, teatros, bibliotecas, galerias, casas de cultura entre
outros, onde existem fundações de organização, apoio e expansão a estes bens
culturais. (PORTAL BRASIL, 2009)
Segundo Milanesi (1997), espaço cultural se define por uma edificação,
seja ela emblemática ou não, afim de cultuar atividades culturais, através de
variadas formas de conhecimento, e exposições e interação do público com o
espaço e entre si. É um ambiente democrático de socialização, e historicidade,
adaptado pela tradição regional e modernização. No Brasil, estes locais seguem
modelos do exterior, porém a realidade governamental do país dificulta que uma
edificação desta temática, ganhe vida, ou que seja realmente funcional ao uso.
São nos espaços culturais que o público tem importante contato com
tipologias de arte, pode também agregar conhecimentos sobre elas, e interagir com
o meio, incentivando o desenvolvimento intelectual. (BARBOSA; COUTINHO, 2009)

1.5.1 Espaço cultural no Brasil/ Sesc Pompéia

O Sesc Pompéia é uma obra marcante da zona oeste de São Paulo,


projetado por Lina Bo Bardi, a partir de uma fábrica de tambores, que muito comuns
entre as moradias do bairro. Inaugurado em 1982, e com ampliação do outro prédio
em 1986, formando um complexo de cultura e esportes. Os dois blocos são
interligados por passarelas, e a iluminação feita por buracos em todo edifício, sendo
esse um importante modelo de adaptação da robusta arquitetura industrial.
(PERRONE, 2004)
Um belo exemplar dos ideais de conservadorismo de Lina, o Sesc
Pompéia é uma de suas obras mais marcantes, que mostra a adequação da edifício
ao novo uso, a plena liberdade criativa da autora, que sempre buscava uma
arquitetura simples, e singular em benefício da sociedade. (LIMA, 2014)
22

Em 5 de março de 2015, houve a aprovação de tombamento do conjunto


edificado do Sesc Pompéia (figura 1), em São Paulo, pelo Iphan. A obra da ítalo-
brasileira, é de grande importância para capital paulista, tanto por sua estética,
quanto por sua função cultural. Projetado a partir da modificação de um espaço fabril
de trabalho, Lina adéqua seu uso, e implementa o projeto, preservando as memórias
históricas, e promovendo um espaço dinâmico para uso democrático. (VEIGA, 2015)

Figura 1: Sesc Pompéia


Fonte: ARCOWEB, 2015.

1.5.2 Espaço cultural no Exterior/ Centro Pompidou

Eleito por concurso internacional, o Centro de Cultura e Artes Nacionais


Georges Pompidou, faz aversão ao Estilo Internacional, porém mantendo o
funcionalismo. Com seu exterior expondo estruturas monumentais, e interior livre de
paredes fixas, completa a versatilidade de obra. (JANSON; JANSON, 1996)
Projetado pelos arquitetos Renzo Piano e Richard Rogers, foi inaugurado
em 1977, em Paris, onde a arquitetura fora idealizada para atender a cultura,
oferecendo ao público uma diversidade de atividades nesta área. O edifício é
diferenciado no ponto de vista físico, as estruturas metálicas são externas e visíveis,
e a fachada principal todo em vidro propicia interação do prédio com exterior.
(PROENÇA, 2008)
O Centro Pompidou (figura 2), é um dos mais destacados exemplares da
arquitetura high-tech. Sua singularidade é evidenciada pelo estilo único dos
23

arquitetos, pela agressividade com que as formas estruturais se apresentam


exteriorizadas, mas também pela representação orgânica dos componentes,
culminando em seu interior de uma atmosfera cultural. (GYMPEL, 2001)

Figura 2: Centro Pompidou Paris


Fonte: VENIVIDIVICI, 2015.

1.6 ESCOLA DE ARQUITETURA MODERNISTA

O movimento moderno surge a partir do posicionamento colaborativo de


diversos grupos e indivíduos espalhados pelo mundo, sendo difícil precisar uma só
origem ao mesmo, onde por volta de 1927, torna-se mais conciso, formando uma
unidade idealista de trocas. Entre as experiências arrojadas, destaca-se a obra
didática de Walter Gropius, e dos coautores da Bauhaus, bem como as obras de Le
Corbusier, e de Mies van der Rohe, sendo este um movimento inovador que
buscava acompanhar as transformações e necessidades mundiais desencadeadas
pela guerra. (BENEVOLO, 2009)
A arquitetura moderna ganha seu espaço após a Segunda Guerra
Mundial, na América que havia sido guardada das destruições da guerra, e dispunha
de recursos financeiros, tornando-se um polo de desenvolvimento, e abrigando os
ícones do movimento, que sofriam formas de perseguição na Europa, desmantelada
em virtude dos combates armados ocorridos então. No ocidente apenas a
arquitetura moderna se tornou valorizada, sobre os outras escolas que foram
consideradas antiquadas, onde as transparências, a leveza, e a ausência de cores
do racionalismo, traduziam os ideais do prosperidade e soberania. (GYMPEL, 2001)
24

A arquitetura moderna, demonstra duas vertentes espaciais, sendo o


modernismo funcionalista, e o modernismo organicista. As semelhanças de ambas
estão na internacionalidade, e na questão da planta livre, porém com entendimentos
diferenciados, a primeira segue firmemente o racionalismo, enquanto a outra tende a
forma mais orgânica e humanista. Quanto a seus representantes, a primeira tem o
arquiteto suíço-francês Le Corbusier e sua obra Vila Savoye, já a segunda é figurada
pelo norte americano Frank Lloyd Wright, e o trabalho da Falling Water. (ZEVI, 1996)
O movimento moderno no Brasil toma forma a partir da renovação literária
e das artes plásticas, juntamente com a Semana de Arte Moderna de 1922. Em
torno dos anos 1930, sob direção de Lúcio Costa, outros arquitetos brasileiros
analisam obras de profissionais consagrados na Europa, principalmente de Le
Corbusier, servindo de inspiração para novos moldes no país, que sofria reviravoltas
governamentais. (XAVIER, 2003)
De acordo com Bruand (2008), a inserção da arquitetura moderna no
Brasil, se deu pelo arquiteto e emigrante russo, Gregori Warchavchik, que implanta
em São Paulo, no ano de 1928, a primeira casa com carasterísticas do movimento.

1.6.1 Arquitetura Moderna Racionalista

O movimento moderno racionalista, buscava a quebra dos elos de ligação


com as outras tendências arquitetônicas existentes até então, impondo suas
inovações estéticas e de forma. A objetividade do estilo, também era demonstrado
por meio da escolha de materiais nobres, como o vidro, o aço, a pureza da cor,
conservando apenas o primordial. (GYMPEL, 2001)
Apostando na simplicidade formal e na razão construtiva, a arquitetura
moderna racionalista é apresentadas por meio de volumes puros e geométricos,
jogo de planos, composição regular, e isenção de elementos decorativos sem
funcionalidade, elementos definidores de sua linguagem. (MONTANER, 2001)
Segundo Benevolo (2009), o arquiteto Le Corbusier aponta preceitos
usados por ele em suas obras e na definição de seu ideal da "máquina de morar", a
serem seguidos pelos profissionais da elaboração projetual, como a simplicidade
dos volumes, superfícies subordinadas as linhas principais, e a formação da planta.
Assim, o próprio Le Corbusier, juntamente com P. Jeanneret, no ano de 1926,
formulam um documento, que expressa os cinco pontos para a nova arquitetura,
25

sendo pilotis que elevam a obras, o teto-jardim que apresenta usos para a cobertura,
a planta livre para elaboração e utilização mais cômoda de seu layout pois as
paredes não tem mais função de sustentação, janelas em fita que valorizam a
luminosidade e a integração do interior com exterior, e a fachada livre que se torna
uma leve membrana contínua de fechamento, princípios estes encontrados em
uma das principais obras do arquiteto, a Villa Savoye (figura 3).

Figura 3: Villa Savoye, Le Corbusier


Fonte: E- ARCHITECT, 2014.

Entre os principais ícones da arquitetura moderna racionalista e


funcionalista, estão Walter Gropius, Mies van der Rohe, e Le Corbusier,
representando o movimento e disseminando-o, pelo mundo no inicio do século XX
(MONTANER, 2001). No Brasil, os nomes que iniciaram estilo, foram Lúcio Costa e
Gregori Warchavchik, seguidos por discípulos de Le Corbusier, como Oscar
Niemeyer, e seu parceiro de trabalho paisagista Roberto Burle Marx. (FRAMPTON,
2008)
26

2 METODOLOGIA

2.1 PESQUISA BIBLIOGRÁFICA

A pesquisa bibliográfica, segundo Lakatos e Marconi (2010), se dá a partir


variadas obras publicadas, relativas ao tema, mediante as mais diversificadas
formas de publicação, comunicando diretamente ao pesquisador.
Este tipo de pesquisa parte de materiais já existentes, que sejam
impressos, de outros autores e pesquisadores, nas mais variadas fontes, norteando
o pesquisador, baseado nos textos. (SEVERINO, 2007)
Sobre pesquisa bibliográfica, Fachin (2006), aponta que a mesma,
representa uma fonte infinitamente vasta de sabedoria e informações, agregado a
todas as formas do conhecimento, relevantes ao pesquisador.
No presente trabalho, a pesquisa bibliográfica de fonte será de extrema
importância, sendo a mais utilizada. Dessa forma, a partir de informações
comprovadas de autores sobre o tema em questão, as fontes serão utilizadas no
referencial teórico, na metodologia, e nos correlatos, acrescentando valores, tanto
ao trabalho, quanto conhecimentos ao pesquisador.

2.2 PESQUISA DOCUMENTAL

A pesquisa documental e bibliográfica contém semelhanças, porém se


diferem especialmente no que tange suas fontes. Sendo que a documental usa
materiais e fontes, muitas vezes inéditos e sem tratamento de análise, utilizado-os
nos moldes da pesquisa. (GIL, 2007)
Nesta tipologia de pesquisa, amplia-se as possibilidades de fontes de
exploração além de impressas, em outros moldes, sendo estes originais,
necessitando de pesquisa e investigação. (SEVERINO, 2007)
De acordo com Fachin (2006), pesquisa documental se enquadra em
toda, e variadas fontes informativas, podendo estas serem apresentadas de forma
visual, oral ou escrita. Sua utilização é conveniente após avaliações e triagem.
A pesquisa documental neste trabalho será utilizada como fonte
complementar de conteúdo a pesquisa bibliográfica. Serão fontes secundárias de
27

pesquisa, porém não menos importantes, como busca imagens e fotos a respeito do
tema, auxílio de internet, avaliação e análise de correlatos e tecnologias.

2.3 PESQUISA DE CAMPO/COLETA DE DADOS

A pesquisa de campo é adotada para investigar problemáticas


conseguindo informações sobre elas, podendo assim responder os
questionamentos, fazer descobertas, e avaliar pontos inerentes ao assunto.
(LAKATOS; MARCONI, 2010)
Segundo Serevino (2007), a pesquisa de campo estuda o objeto em
questão em seu espaço, onde a coleta de dados se realiza através da observação, e
sem interferências do investigador, podendo apresentar estudos sistemáticos.
A autora Fachin (2006), reforça a posição dos demais autores sobre o
assunto, onde relata a detecção do problema, a partir de análises observatórias, e
sem interferências, para então estudá-lo.
As coletas de dados serão feitas a partir de questionários, entrevistas, e
da visita técnica em edificação de mesmo uso. Avaliação e visita ao terreno
proposto, analisando sua topografia, entorno e equipamentos urbanos, sistema
viário, capturando informações que serão utilizadas no embasamento do trabalho.

2.3.1 Questionário

Para Gil (2007), na elaboração de questionário, deve-se transpor a ideia


principal do tema em perguntas escritas e claras, sem regras rígidas para sua
composição.
Lakatos e Marconi (2010), definem questionário, como importante
instrumento de coleta de dados, onde se propõe uma serie que indagações sobre
determinado assunto, definidas pelo autor, e respondido pelo sujeito, sem a
presença do primeiro.
O questionário é uma ferramenta de pesquisa bastante comum, onde se
coleta dados por meio de uma gama de questões preestabelecidas, aplicadas a um
número de pessoas determinado, e que são preenchidas pelo pesquisado. (FACHIN,
2006)
28

Serão aplicados 100 questionários, a população de Foz do Iguaçu em


geral, potenciais usuários do Espaço Cultural, acumulando informações, sobre
interesses, opiniões, e aceitação desta proposta no município. (ver modelo no
Apêndice A).

2.3.2 Entrevista

A entrevista consiste em conversa profissional entre de dois sujeitos,


onde um deles tem função de coletar informações sobre um assunto definido.
(LAKATOS; MARCONI, 2010)
A entrevista refere-se ao método inerente a pesquisa de campo, pela
busca de dados, sobre certo assunto, realizada de forma objetiva ao individuo, ou
seja, com relação direta dos questionamentos entre investigador e o investigado.
(SEVERINO, 2007)
Gil (2007), expõe que a entrevista é uma das formas mais versáteis dos
métodos de interrogação, podendo ser informal como apenas uma coleta de
informações, focalizada ao tema específico, parcialmente estruturada com itens
relevantes de análise, ou totalmente estruturada com questões fixas, devendo haver
uma preocupação com a definição das perguntas, em relação as informações que se
deseja captar.
Para este trabalho, será aplicada entrevista, em relação ao tema, ao
responsável do departamento de cultura do município de Foz do Iguaçu. (ver modelo
no Apêndice B).

2.3.3 Observação/Visita Técnica

Conforme apresenta Fachin (2006), o método da observação deve ser


limitado a área especifica de estudo, e nunca confundido com uma observação
comum. É a observação sistemática, considera os fenômenos de ações rotineiras,
para aplicá-los no estudo científico.
Esse método compõe uma relação entre os eventos do cotidiano
analisados, e as possíveis soluções científicas, sendo a observação um processo
essencial para elaboração de teses. (GIL, 2007)
29

De acordo com Severino (2007, p. 125), a observação "é todo


procedimento que permite acesso aos fenômenos estudados. É etapa imprescindível
em qualquer tipo ou modalidade de pesquisa."
Será realizada visita técnica no Memorial de Curitiba e no Sesc Paço da
Liberdade, ambos na capital do estado, observando o espaço físico em si, e sua
dinâmica.
30

3 ANÁLISE DE CORRELATOS

3.1 CORRELATO TEMÁTICO

3.1.1 Centro Cultural de Sedan

A edificação (figura 4) está situada na região central da cidade de Sedan,


na França, as margens do Rio Meuse. Elaborado a partir de quatro volumes
suspensos, que se desenham através das formas delimitantes do terreno, se
ajustando perfeitamente ao meio de inserção, compondo através de seu teatro
centralizado. (ARCHDAILY, 2013)

Figura 4: Centro Cultural de Sedan.


Fonte: ARCHDAILY, 2013.

3.1.1.1 Ficha Técnica

Denominação da obra: Centro Cultural de Sedan


Autores do projeto: Richard + Schoeller Architectes
Escola de arquitetura: Moderna Racionalista
Local da obra: Sedan, França
Ano da obra: 2012
Área do terreno: Não consta
Área construída: 1897m²
Materiais: Concreto, aço e vidro
31

3.1.1.2 Descrição da Edificação

A cidade de Sedan apoia veementemente, e incentiva o desenvolvimento


de atividades de cunho cultural e artístico para toda sua comunidade, mas
principalmente entre os jovens, estimulando o surgimento de futuros talentos. O
Centro Cultural de Sedan abriga a EVAC, que é a associação organizadora das
atividades desenvolvidas no espaço, e acolhe também o MJC Calonne, um centro
de atividades artísticas muito bem conceituado, e um de seus maiores parceiros, na
valorização cultural local. (VILLE DE SEDAN D'ART E D'HISTOIRE, 2013)
Definido a partir do espaço central do teatro, do terreno triangular de
cruzamentos da cidade, e de sua proposta formal diferenciada, alia concreto, aço e
vidro, na criação de um espaço de cultura e arte, afim de inspirar a todos. (VILLE
DE SEDAN D'ART E D'HISTOIRE, 2013)
A obra agrega um local cultural multiuso para a comunidade, com praça,
teatro, ateliês, estúdio de dança e café. O edifício é versátil e inerente ao espaço
urbano, integrando-se as ruas de seu entorno de forma convidativa, em todas suas
fachadas. (ARCHDAILY, 2013)

3.1.1.3 Análise da Forma

É possível identificar o partido arquitetônico do conjunto, através das


formas puras e da assimetria, nascido a partir da forma principal do teatro. O edifício
possui pleno equilíbrio visual em suas formas, apesar que não possuir simetria, o
que pode ser percebido em sua planta de implantação e na elevação sul, conforme
figura 5.

IMPLANTAÇÃO ELEVAÇÃO SUL LEGENDA: EIXO DE SIMETRIA

Figura 5: Implantação e fachada - Análise de simetria e equilíbrio.


Fonte: ARCHDAILY, 2013; ADAPTADA PELA AUTORA, 2015.
32

O Centro Cultural de Sedan, não apresenta hierarquia ou massa em


destaque, tem sua plena predominância em linhas retas, e formatos retangulares,
(figura 6), exceto por um elemento semicircular na face norte do térreo, e pelas
terminações angulares que compõe as extremidades dos dois volumes em balanço
na face oeste do pavimento superior. (Figura 7).

LEGENDA

FORMAS DOMINANTES

Figura 6: Imagem da fachada sul - Análise de hierarquia e massa.


Fonte: ARCHDAILY, 2013; adaptada pela autora, 2015.

Figura 7: Plantas baixas - Análise de hierarquia e massa.


Fonte: ARCHDAILY, 2013; ADAPTADA PELA AUTORA, 2015.

Tanto na planta baixa do térreo quanto na do pavimento superior, pode-se


observar a forma geratriz criada pelo teatro da edificação, e suas adições de entorno
no primeiro piso, bem como as saliências diferenciadas no segundo, respeitando a
delimitação do terreno. (Figura 8).
33

Figura 8: Plantas baixas - Análise da forma geratriz e adição.


Fonte: ARCHDAILY, 2013; ADAPTADA PELA AUTORA, 2015.

3.1.1.4 Análise da Função

Apesar do edifício ser bastante convidativo, suas indicações de acessos


se distribuem discretamente em seu entorno, seguindo de certa forma a setorização,
que por sua vez demarca claramente as áreas destinadas a cada tipo de uso. Em
relação as circulações, estas são bem objetivas, conduzindo o indivíduo de forma
prática e acessível aos ambientes destinados. (Figura 9).

LEGENDA

1. TEATRO
2. ESCRITÓRIO/ADM
3. SANITÁRIO
4. COZINHA/CAFÉ
5. VESTIÁRIO
6. CIRCULAÇÃO
7. HALL
8. ATELIER
LEGENDA ACESSOS

AC. PRINCIPAL

AC. HALL TEATRO

AC. SEGUNDÁRIO

AC. FUNDOS TEATRO


Figura 9: Planta baixa térreo - Análise de setores, circulações e acessos.
Fonte: ARCHDAILY, 2013; ADAPTADA PELA AUTORA, 2015.
34

No térreo tem-se a predominância de áreas que compreendem o setor


público, com apenas alguns espaços relativos ao setor semi-público e privado. Já no
pavimento superior, observa-se o predomínio de áreas de uso do setor semi-público,
correspondendo aos ateliers de atividades.
Tanto no térreo, como no pavimento superior, os fluxos de setores são
bem separados, evitando conflitos, e onde, pela logicidade da obra, os ambientes de
uso semelhante se agrupam, ou detém certa proximidade no pavimento de inserção.
(Figura 10).

LEGENDA

1. TEATRO
2. ESCRITÓRIO/ADM
3. SANITÁRIO
4. COZINHA/CAFÉ
5. VESTIÁRIO
6. CIRCULAÇÃO
7. HALL
8. ATELIER

Figura 10: Planta baixa pavimento superior - Análise de setores, circulações.


Fonte: ARCHDAILY, 2013; ADAPTADA PELA AUTORA, 2015.

3.1.1.5 Análise da Tecnologia

A obra buscou a composição do concreto, e de grandes áreas


envidraçadas, primando por uma plena interação de interior e exterior, onde se pode
cultuar tanto as atividades em desenvolvimento, quanto seu belo entorno de
inserção. Os ambientes que trabalham com atividades sonoras, possuem tratamento
acústico, como em todo interior do teatro, e a forração adequada nos ateliers.
(ARCHDAILY, 2013)
35

A iluminação natural ganha ênfase com as grandes áreas de vitrais


coloridos, que além da luminosidade, proporcionam uma atmosfera cênica para o
desenvolvimento das atividades artísticas. (Figura 11).

LEGENDA
LEGENDA

1. TEATRO 4. COZINHA/CAFÉ ILUMINAÇÃO DIRETA


2. ATELIER DANÇA 5. VESTIÁRIO
3. ATELIER EXP.CORPORAL 6. HALL ILUMINAÇÃO INDIRETA

Figura 11: Corte do edifício - Análise esquemática da iluminação natural.


Fonte: ARCHDAILY, 2013; ADAPTADA PELA AUTORA, 2015.

A ventilação natural da obra não tem destaque em sua composição,


somente cumprindo seu papel básico, através de módulos de abertura nas faces
envidraçadas, e pequenos rasgos aleatórios nas faces de concreto, conforme figura
12. Assim, o edifício possui apenas pequenos vãos para ventilação natural cruzada,
o que atende às necessidades do clima ameno do local.

LEGENDA

VENTILAÇÃO NATURAL

Figura 12: Planta baixa pavimento superior - Análise esquemática da ventilação natural.
Fonte: ARCHDAILY, 2013; ADAPTADA PELA AUTORA, 2015.
36

3.1.2 Centro Educativo Burle Marx

Situado em Brumadinho, Minas Gerais, o Centro Educativo Burle Marx


(figura 13), compõe o Centro de Arte Contemporânea do Instituto Inhotim, o qual
prima pelo desenvolvimento e preservação das artes, e da natureza.
(FRACALOSSI, 2012)

Figura 13: Centro Educativo Burle Marx, Inhotim.


Fonte: CASA VOGUE, 2013.

3.1.2.1 Ficha Técnica

Denominação da obra: Centro Educativo Burle Marx


Tipo de projeto: Educacional
Autores do projeto: Arquitetos Associados
Escola de arquitetura: Moderna Racionalista
Local da obra: Brumadinho, Minas Gerais, Brasil
Ano da obra: 2009
Implantação no terreno: Isolado
Área do terreno: Não consta
Área construída: 1705 m²
Materiais: Concreto, aço e vidro
37

3.1.2.2 Descrição da Edificação

O Centro Educativo Burle Marx fora criado com o intuito de estruturar e


intensifica as atividades educacionais do Instituto Inhotim, atendendo toda a
comunidade através de seu espaço dinâmico, e ações propostas. (FRACALOSSI,
2012)
Tanto no espaço de entorno como na edificação propriamente dita,
buscou-se uma associação harmônica entre uma arquitetura simplificada,
apresentada pela linearidade e horizontalidade, e o envolvimento do paisagismo.
(FRACALOSSI, 2012)
A obra é marcada pela, diferenciação de níveis da implantação alocada
sobre um dos lagos artificiais, com acesso através de uma praça que contempla o
anfiteatro a céu aberto, e por um ambiente diferenciado na parte superior, sendo
este um emblemático jardim com espelho d'água. O programa se distribui por um
único pavimento, com espaços de convivência, biblioteca, locais de estudos, ateliês,
auditódio, sanitários e setor de serviço, bem como pela praça da cobertura, assim o
conjunto dispõe suas circulações entre áreas de convívio e varandas do edifício.
(FRACALOSSI, 2012)

3.1.2.3 Análise da Forma

A edificação se expressa através da forma horizontal de um pavilhão


único com recortes, sendo este claramente linear e padronizado, buscando a
integração dos materiais da proposta e do meio natural de maneira simplificada e
objetiva. (FRACALOSSI, 2012)
Apesar do conjunto edificado apresentar formas geométricas básicas e
puras, as mesmas expressam uma legibilidade projetual acessível a todos, com uma
implantação adequada ao local e seus condicionantes.
Ao analisar a planta de implantação do edifício, é possível perceber que a
obra não possui simetria, porém há um equilíbrio harmônico em seu contexto, pela
maneira da disposição dos blocos de forma similar mediante aos eixos de equilíbrio
centrais, bem como pela proporcionalidade de suas dimensões espaciais em ambas
as direções, transmitindo uma sensação de conforto visual em relação ao usuário.
(Figura 14).
38

LEGENDA

EIXO DE
SIMETRIA

Figura 14: Implantação - Análise de simetria e equilíbrio.


Fonte: ARCHDAILY, 2012a; ADAPTADA PELA AUTORA, 2015.

Nesta obra não há um elemento hierárquico marcante que se destaque no


conjunto, que prima pela regularidade. Porém na elevação sudeste pode-se
perceber a grandiosa massa retilínea e horizontal formada, a qual é quebrada
apenas pelo volume distinto pertencente ao auditório. (Figura 15).

Figura 15: Elevação sudeste - Análise de hierarquia e massa.


Fonte: ARCHDAILY, 2012a; ADAPTADA PELA AUTORA, 2015.

A figura 16, expõe a implantação com a área principal do terraço, as


circulações, e anfiteatro ao ar livre formados pelos diferentes níveis trabalhados no
conjunto. Já a figura 17, mostra a zona central da planta baixa, concebida por meio
da união de elementos e forma geratriz retangular, a adição que comporta
passarelas de ligação, e parte do auditório, e a subtração no canto superior e na
área medial, ligando os blocos, onde o lago passa sob a edificação.
39

Figura 16: Implat/cobertura - Adição e subtração. Figura 17: Planta baixa - Adição e subtração.
Fonte: ARCHDAILY, 2012a; ADAPTADA PELA Fonte: ARCHDAILY, 2012a; ADAPTADA PELA
AUTORA, 2015. AUTORA, 2015.

3.1.2.4 Análise da Função

A edificação agrega apenas espaços de uso comum a todo público, com


locais de serviço pontuais. As circulações acontecem pelas extremidades e áreas de
convívio da obra. Quanto aos acessos, se dão pela praça com anfiteatro ao prédio e
por dois pontos ao terraço ajardinado. (Figura 17).

LEGENDA
ACESSOS

AC. PRINCIPAL

AC. TERRAÇO

Figura 18: Planta baixa - Análise de espaços de uso, circulações e acessos.


Fonte: ARCHDAILY, 2012a; ADAPTADA PELA AUTORA, 2015.
40

3.1.2.5 Análise da Tecnologia

A obra exibe brises fixos horizontais, nas faces sudeste e noroeste,


amenizando a incidência solar direta, proporcionando conforto interno (figura 19).

LEGENDA: ILUMINAÇÃO DIRETA ILUMINAÇÃO INDIRETA


Figura 19: Corte do edifício - Esquema de iluminação natural .
Fonte: ARCHDAILY, 2012a; ADAPTADA PELA AUTORA, 2015.

O prédio apresenta ampla área aberta central, o que propicia ótima


ventilação natural, através de um corredor de ar que atravessa o local, conforme
figura 20. O complexo é elaborado em laje nervurada, padronizada em módulos de
80 cm, sendo três peças com juntas de dilatação entre si, e uma menor sobre a
parte elevada do auditório, executadas em concreto aparente (FRACALOSSI, 2012).
Ainda em relação a estrutura, a obra contém uma malha de pilares bem marcada
(figura 21), onde o encontro com a laje de cobertura é feito com capitéis.

LEGENDA: VENTILAÇÃO NATURAL LEGENDA: MALHA PILARES


Figura 20: Planta baixa - Esquema ventilação. Figura 21: Planta baixa - Esquema estrutura.
Fonte: ARCHDAILY, 2012a; ADAPTADA PELA Fonte: ARCHDAILY, 2012a; ADAPTADA PELA
AUTORA, 2015. AUTORA, 2015.
41

3.2 CORRELATO TEÓRICO

3.2.1 Museu de Arte de Tianjin

Elaborado pelo escritório KSP Jürgen Engel Architekten, o Museu de Arte


de Tianjin (figura 22), na China, está situado nas proximidades de um lago e compõe
a bela paisagem local, sendo implantado no centro cultural da cidade.
(CONCURSOS DE PROJETO, 2012)

Figura 22: Fachada principal do Museu de Arte de Tianjin.


Fonte: STONE IDEIAS, 2012.

3.2.1.1 Ficha Técnica

Denominação da obra: Museu de Arte de Tianjin


Autores do projeto: Projeto de Arquitetura - Jürgen Engel Architekten
Cliente: Tianjin Command Key Projects, Bureau of Urban Planning
Escola de arquitetura: Moderna Racionalista
Local da obra: Tianjin, China
Ano da obra: 2012
Área do terreno: Não consta
Área construída: 33.030m²
Materiais: Concreto e vidro
42

3.2.1.2 Descrição da Edificação

O projeto do Museu de Arte de Tianjin, é resultante de um concurso


efetuado no ano de 2009, vencido pelo escritório Jürgen Engel Architekten. O
mesmo faz parte de um complexo cultural da cidade, localizado as margem de um
lago, propondo interação entre obra e paisagem. (CONCURSOS DE PROJETO,
2012)
A obra é concebida pela simplicidade de uma forma cúbica, onde o
formato modelado e lapidado, cria movimentações reentrantes, e espaços ocos,
tanto nas faces externas, como em seu interior. A edificação contempla em especial
as áreas para exposições permanentes e temporárias, mas ainda conta com sala de
conferências, centro de restauro e biblioteca. (CONCURSOS DE PROJETO, 2012)

3.2.1.3 Análise da Forma

A edificação tem conceituação espacial, remetendo a um cubo sólido


elementar em pedra, sendo este quebrado por recortes em suas faces
(CONCURSOS DE PROJETO, 2012). Os rasgos geométricos retangulares na forma
pura, são extensões envidraçadas, favorecendo a comunicação com o meio de
inserção, e usuários. (Figura 23).

Figura 23: Perspectiva do Museu de Arte de Tianjin.


Fonte: CONCURSOS DE PROJETO, 2012.

O aspecto rígido formal da obra é desfeito, por meio do trabalhado em


laminas de pedras naturais travertinas, em composição com os vidros, nas
43

imponentes fachadas (CONCURSOS DE PROJETO, 2012). Assim a


horizontalidade das linhas da obra também é gerada pelos materiais que revestem
seu exterior, dando movimento as faces, e desfazendo a robustez do edifício.
(Figura 24).

Figura 24: Detalhes da fachada do museu.


Fonte: STONE IDEIAS, 2012.

Pode-se perceber o confortável equilíbrio visual, apresentado por todo o


conjunto do Museu de Arte de Tianjin, através de seu aspecto formal de bloco puro,
e continuidade causada pela intenção regular dos elementos geométricos. Ainda
assim, cada fachada e pavimento agrega características únicas, sem destoar do
todo.(Figura 25).

Figura 25: Fachada principal do museu.


Fonte: CONCURSOS DE PROJETO, 2012.
44

3.2.1.4 Análise da Função

Os espaços do museu são de modo geral amplamente abertos, por ter


foco maior em exposições, as mesmas se encontram mais centralizadas, enquanto o
restante dos ambientes com funções específicas estão nas áreas mais periféricas,
sendo de fato mais compartimentados, marcados e definidos. (Figura 26 e 27).

Figura 26: Planta baixa térreo. Figura 27: Planta baixa primeiro pavimento.
Fonte: CONCURSOS DE PROJETO, 2012. Fonte: CONCURSOS DE PROJETO, 2012.

As circulações são bem extensas e amplas proporcionais a magnitude e


a grande área do edifício, destacando os blocos de escadarias (figura 28), que
interligam os pavimentos direcionando os usuários, sendo elementos robustos e
imponentes como se incrustados no interior na construção.

Figura 28: Escadarias entre os pavimentos e circulação.


Fonte: CONCURSOS DE PROJETO, 2012.
45

3.2.1.5 Análise da Tecnologia

A edificação possui exímia valorização em relação a iluminação natural,


evidenciada pelas amplas áreas envidraçadas das fachadas, e pelo esquema de
abertura da cobertura, com elementos angulares que direcionam a incidência solar,
possibilitando a claridade interna adequada, à um espaço tão extenso, conforme
figura 29.

Figura 29: Corte do museu.


Fonte: CONCURSOS DE PROJETO, 2012.

O interior da obra, segue fielmente a mesma linha estética do exterior,


propiciando a ideia de conjunto da proposta. Destaca-se ainda, o pé direito
imponente do edifício, onde parte pertencendo ao hall ultrapassa a extensão dos
pavimentos livremente, bem como a estruturação dos robustos pilares em concreto
dispostos em malha. (Figura 30).

Figura 30: Hall de acesso e circulação.


Fonte: CONCURSOS DE PROJETO, 2012.
46

3.2.2 Biblioteca de São Paulo

Projeto de autoria do escritório Aflalo & Gasperini Arquitetos, a Biblioteca


de São Paulo (figura 31), está localizada no atual Parque da Juventude, na cidade
de São Paulo como o próprio nome já diz, onde antes funcionava uma área de
presídio, agora modificada e restaurada atende a cultura, o lazer e o conhecimento.
(ALVES, 2012)

Figura 31: Biblioteca de São Paulo


Fonte: ARCHDAILY, 2012b.

3.2.2.1 Ficha Técnica

Denominação da obra: Biblioteca São Paulo


Tipo do projeto: Cultural
Autores do projeto: Aflalo & Gasperini Arquitetos
Escola de arquitetura: Moderna Racionalista
Local da obra: São Paulo, SP, Brasil
Ano da obra: 2010
Área do terreno: 232.933m² (Parque da Juventude)
Área do terreno implantação: Não consta
Área construída: 4527m²
Materiais: Concreto, alumínio, vidro e madeira
47

3.2.2.2 Descrição da Edificação

A Biblioteca de São Paulo, foi implantada no antigo Complexo


Penitenciário do Carandiru, que após revitalização, ganhou o nome de Parque da
Juventude, sendo um espaço aberto que mescla grandes áreas livres e edificadas,
atendendo a toda comunidade com primazia em atividades culturais, educacionais e
de lazer. (ALVES, 2012)
A forma do edifício se dá pela padronização modular de seus
componentes estruturais, ainda assim garantindo maleabilidade de seu interior, e
otimização da iluminação natural. O conceito propõe que obras desta forma e
características sejam implantadas em diferentes municípios do estado, buscando
atingir os mais variados tipos de públicos. (ALVES, 2012)
O programa se dispõe pelo térreo abrangendo a recepção, acervo,
auditório e local para leitura infantojuvenil, o terraço coberto por tendas, com
cafeteria, estar e espaço para atividades. O pavimento superior abriga o acervo,
áreas de leitura e multimídia, atendendo todas as adequações de acessibilidade à
deficientes visuais e físicos, e ainda conta com terraços com pérgulas, amenizando
a insolação da orientação em que se encontra. (ALVES, 2012)

3.2.2.3 Análise da Forma

A edificação é concebida a partir de formas geométricas retangulares e


simplificadas, com elementos externos agregados ao longo das fachadas laterais,
dando sensação de movimento e horizontalidade ao conjunto. (Figura 32).

Figura 32: Croqui perspectivo da Biblioteca de São Paulo


Fonte: ARCHDAILY, 2012b.
48

De acordo com Alves (2012), as fachadas são revestidas por um


acabamento de placas de concreto pré-moldado, com textura e coloração
característicos. O terraço superior é recoberto por pérgulas pré-fabricadas com
laminados de eucalipto de reflorestamento e com policarbonato, controlando a
incidência solar nesta área aberta.

Figura 33: Fachada e elementos de composição.


Fonte: ARCHDAILY, 2012b.

O edifício está equilibrado em sua forma pura e geométrica, que é


realçada por elementos compositivos, subtrações e adições à massa central,
proporcionando cheios e vazios, gerando uma área de passagem coberta no térreo
com divisórias de vidro entre a parte externa e interna, e nichos envidraçados que se
repetem na face do primeiro pavimento, marcando assim a linearidade, e o ritmo da
obra. (Figura 33).

3.2.2.4 Análise da Função

Conforme figuras 34 e 35, tanto na planta baixa do térreo como na do


primeiro pavimento encontram-se os acervos literários e de mídia, bem como
espaços ativos para leitura e interações por vídeos, imagens e áudios para as
diversas faixas etárias participativas do local, dispondo de acessibilidade à todo o
tipo de público. O térreo ainda contém um auditório com capacidade para 90
pessoas, e terraço com cafeteria sobre um deck de madeira e cobertura, enquanto o
49

outro pavimento ainda apresenta terraços com áreas de estar, e mobília apropriada
a deficientes. (ALVES, 2012)

Figura 34: Planta baixa térreo.


Fonte: ARCHDAILY, 2012b.

As circulações são amplas e demarcadas pela disposição do mobiliário,


visto que a grande área principal da planta não possui paredes divisórias,
possibilitando assim dinamismo ao interior do ambiente. Destaque para o espaço do
mezanino central aberto entre os pavimentos, exibindo o pé direito duplo da
edificação. (Figura 35).

Figura 35: Planta baixa pavimento superior.


Fonte: ARCHDAILY, 2012b.
50

3.2.2.5 Análise da Tecnologia

De acordo com a figura 36, a edificação é estruturada por 20 pilares e 10


vigas, com espaço de 10 metros entre eles. A obra ainda contém ótima incidência de
claridade natural, proveniente de iluminação zenital da cobertura que permitem o
acesso da luz forma difusa, propiciando conforto ao ambiente e consequentemente
aos usuários, e sem agredir o acervo. (ALVES, 2012)

Figura 36: Corte longitudinal da biblioteca.


Fonte: ARCHDAILY, 2012b.

O térreo do edifício, ainda conta com uma extensão externa, um espaço


de convívio, coberto por membranas tencionadas, como tendas, (ALVES, 2012),
conforme figura 37. O interior contém forro ondulado, e pé direito duplo formado pelo
vão do mezanino. (Figura 38).

Figura 37: Terraço do térreo. Figura 38: Espaço interno da biblioteca.


Fonte: ARCHDAILY, 2012b. Fonte: ARCHDAILY, 2012b.

3.3 ANÁLISE GERAL DOS CORRELATOS

O estudo e análise mais detalhada dos correlatos escolhidos, foram de


suma importância para o melhor entendimento dos mesmos, tanto nos temáticos
compreendendo melhor a disposição de funcionalidade e de formas projetuais das
edificações, bem como nos teóricos observando os ideais de desenvolvimento
51

empregados na escola arquitetônica adotada. Os correlatos temáticos estudados


foram o Centro Cultural de Sedan, e o Centro Educativo Burle Marx.
O primeiro correlato o Centro Cultural de Sedan, escolhido pelo
movimento das formas em balanço, como conjunto que se abre para o entorno,
proporcionando interação com o meio através das grandes fachadas envidraçadas e
da praça aberta convidativa a comunidade, também pela objetividade da disposição
de seus setores na parte interna da edificação, pontos que deverão ser adotados na
proposta.
O Centro Educativo Burle Marx, selecionado por sua comunicação com o
exterior, e a forma que o complexo se agrega ao ambiente natural, através dos
níveis do terreno, e principalmente pelo elemento água, disposto na parte superior
do edifício e no lago de seu entorno. Em relação ao que será seguido, estão a forma
puras, e a maneira com que a obra se integra ao meio, o modo ordenado com que
os ambientes de dispõe na planta, o espaço aberto que permite ótima ventilação e
iluminação natural, privilegiando o convívio agradável do usuário.
As edificações analisadas como correlato teóricos, referentes a escola de
arquitetura moderna racionalista, são o Museu de Arte de Tianjin, juntamente com a
Biblioteca de São Paulo.
O Museu de Arte de Tianjin tem destaque em sua geometria pura, e como
são trabalhadas as subtrações no bloco único a fim de descaracterizar e minimizar
sua robustez, adicionando linearidade e faces envidraçadas que são convidativas,
proporcionando trocas entre o prédio, o usuário e o entorno, ideias relevantes à
proposta do espaço de cultura.
A Biblioteca de São Paulo, definida por possuir uma forma simplificada,
com componentes incorporados e balanço que agregam movimentação e dinamismo
ao conjunto, proporcionando horizontalidade e linearidade, também pela modulação
amplamente livre com circulações fluidas do interior, pé direito grandioso e
agradável, com abundante iluminação natural, princípios consideráveis na criação no
projeto.
52

4 INTERPRETAÇÃO DA REALIDADE

4.1 FOZ DO IGUAÇU - PARANÁ

O município de Foz do Iguaçu, situa-se no extremo oeste do Paraná, na


tríplice fronteira, entre Brasil, Paraguai e Argentina (figura 39), sendo um importante
polo da economia, e turismo regionais e nacional. Conforme censo do IBGE em
2010, a cidade possui território de 617,71 km², e uma população de 256.081
habitantes, com grande diversidade étnica. (PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE FOZ
DO IGUAÇU, 2013a)
O município detém grande diversidade hidrográfica, sendo os principais
rios o Paraná e o Iguaçu, também conta com atrativos turísticos variados, estes
focados na natureza e lazer. (FILHO; PARZYCH; DUMSCH, 2002)
Apontada como importante polo turístico nacional e internacional, Foz do
Iguaçu, destaca entre seus principais atrativos as Cataratas do Iguaçu no Parque
Nacional do Iguaçu, e o Lago e a Usina Hidroelétrica de Itaipu. (ÁVILA, 2005)

Figura 39: Localização do município de Foz do Iguaçu.


Fonte: PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE FOZ DO IGUAÇU, 2006.
53

4.2 HISTÓRICO DE FOZ DO IGUAÇU

Segundo estudos da Universidade Federal do Paraná, já houveram


variadas ocupações dos territórios onde hoje encontra-se Foz do Iguaçu,
destacando os povos europeus e indígenas (ÁVILA, 2005). O espanhol Álvar Nuñez
Cabeza de Vaca, chega ao rio Iguaçu, com ajuda dos índios locais, e fica conhecido
como descobridor das quedas das Cataratas, em 1542. (FILHO; PARZYCH;
DUMSCH, 2002)
No decorrer dos séculos XIX e XX, a cidade de Foz do Iguaçu, recebe
seus primeiros habitantes desenvolvendo exploração da erva-mate, evoluindo para
uma colônia militar aumentando sua população, e introduzindo atividades de
comércios e comunicações. A então localidade distrito de Guarapuava chamada
"Vila Iguassu", atinge o status de município, sendo emancipada como Vila Iguaçu, e
posteriormente adota o nome atual. (PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE FOZ DO
IGUAÇU, 2011)
Criado no ano de 1939, o Parque Nacional do Iguaçu, recebe a visita do
Pai da Aviação, Alberto Santos Dumont, que em 1916, mediou negociações junto ao
governo, para que as quedas das Cataratas do Iguaçu bem como todo o complexo,
se tornassem patrimônio público. Recebendo tombamento pela Unesco em 1986,
como Patrimônio Natural da Humanidade, o parque é uma das maiores reversas de
floresta da América do Sul. (ÁVILA, 2005)
Em meados da década de 70, a Ponte Internacional da Amizade (entre os
países Brasil e Paraguai), e posteriormente a BR-277 tem sua inauguração,
aumentando o crescimento local, e possibilitando a ligação do município de Foz do
Iguaçu ao resto do país, bem como a capital e ao litoral do estado (PREFEITURA
DO MUNICÍPIO DE FOZ DO IGUAÇU, 2011). Entre os anos de 1970 e 1980, dá-se
a construção da Hidroelétrica de Itaipu (Brasil - Paraguai), que trouxe uma expansão
significativa ao município, tanto no crescimento populacional por meio das
migrações, atraídas por novas oportunidades de trabalho na barragem ou algo que
se relaciona-se a ela, quanto ao que se refere o desenvolvimento local e regional. A
partir do meio da década de 80, se originam novos ciclos econômicos no município e
na região, baseados no comércio fronteiriço, no turismo ecológico, e em eventos nos
mais variados segmentos, amparados pela ampla rede de hospedagem do
município. (SALEH, 2001)
54

4.3 PERFIL SOCIO CULTURAL E SOCIOECONÔMICO

O município de Foz do Iguaçu, está dividido em 12 regiões sócio-político-


administrativas, que por sua ver se subdividem em 284 bairros, abrigando a toda
população (PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE FOZ DO IGUAÇU, 2011). A cidade
abriga diversas etnias distintas, sendo as principais de árabes, libaneses, bolivianos,
chilenos, chineses, japoneses paraguaios e argentinos, caracterizando a grandiosa
miscigenação cultural local. (ÁVILA, 2005)
Nos anos 70, com a tomada agrícola do Paraná, a cidade não
apresentava grandioso contingente populacional, o que muda significativamente com
a iniciação das obras da Usina Hidrelétrica de Itaipu. O panorama de crescimento
populacional se mantém de forma acentuada, entre os anos de 1970 a 2007.
(PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE FOZ DO IGUAÇU, 2011)
A população atual foi moldada a partir dos ciclos inerentes a economia
que se desenvolveram fortemente no município, sendo estes a construção de Itaipu,
e o turismo de compras. Assim, forma-se um contraponto, por um lado com uma
população qualificada em menor número, e de outro cidadão com pouca capacitação
profissional, e renda limitada. (PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE FOZ DO IGUAÇU,
2011)
A economia local e regional esta fortemente embasada no turismo, bem
como no comércio, na prestação de serviços, na agricultura e na importação e
exportação. A fronteira trinacional ainda conta com grande setor de negócios, e
transportes aduaneiros de cargas, almejando a implantação de uma área de livre
comércio.(SALEH, 2001)
A cidade de Foz do Iguaçu, possui grande variedade de atrações de
entretenimento aos turistas, entre elas estão as naturais, as compras, de na área
cultural, destacando como principais as Cataratas do Iguaçu, e a Usina Hidrelétrica
de Itaipu. (PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE FOZ DO IGUAÇU, 2013b)
Toda atividade turística que esteja focada em aspectos da cultura
humana, é caracterizada por turismo cultural. No Paraná, a miscigenação de povos
por todo território, contribuiu para ampliação deste segmento no estado, onde Foz
de Iguaçu destaca-se por possuir grande colônia de árabes, os quais compartilham
de seus hábitos e costumes culturais com turistas e população local. (FILHO;
PARZYCH; DUMSCH, 2002)
55

No âmbito cultural, o município evidencia a festa Fartal, bem como tem a


história local contata pelos museus e marcantes roteiros do turísticos. Um espaço de
destaque criado para abrigar atrativos culturais diversificados, é a Concha Acústica
no Gramadão da Itaipu. (SALEH, 2001)
O turismo histórico-cultural, também dispõe de atrativos, ao visitante que
deseja conhecer exemplares físicos, e hábitos que marcam o desenvolvimentos
local. Dentre estes pode-se destacar obras de cunho religioso de varias crenças,
como as cristãs Igreja Matriz e a Catedral Nossa Senhora de Guadalupe, a Mesquita
islâmica, e o Templo Budista; edificações históricas, entre eles como Gresfi que fora
o primeiro aeroporto da cidade, Colégio Bartolomeu Mitre e Praça das Nações, e
Marco das Três Fronteiras; e de caráter artístico e cultural, se pode ressaltar o
Ecomuseu, o Centro Cultural e Biblioteca da Fundação Cultural, bem como as feiras
de artesanatos, e o CEAEC - Centro de Altos Estudos da Conscienciologia.
(PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE FOZ DO IGUAÇU, 2012)

4.4 RESULTADOS DA PESQUISA

As pesquisas realizadas visam captar informações e dados, conhecendo


o perfil dos pesquisados, suas referências e posicionamentos quanto a implantação
de um espaço cultural no município. A mesma é composta por questionários
aplicados à população iguaçuence, uma entrevista realizada com a diretora da
Fundação Cultural de Foz do Iguaçu Rosli de Souza Rocha (Arinha), e por visita
técnica ocorrida ao Memorial de Curitiba e ao Centro Juvenil de Artes Plásticas,

4.4.1 Questionário

Objetivando a coleta de informações e dados inerentes a pesquisa para


comprovação de viabilidade da implantação de um espaço cultural em Foz do
Iguaçu, foram distribuídos 100 questionários (apêndice A), para a população do
município. Os questionários foram separados, sendo os mesmos aplicados e
deixados, em pontos comercias, instituição de ensino superior, e órgão público. Ao
findar-se o prazo para recolhimento de quinze dias (entre os dias 08 e 22 de abril de
2015), foram totalizados 88 questionários respondidos, do montante de 100
distribuídos.
56

Conforme o gráfico 1, dentre as 88 pessoas que responderam o


questionário, a maioria são do sexo masculino, e em relação a idade, como aponta o
gráfico 2, a maior parte se encontra na faixa etária de 21 a 30 anos, representando
43%, do total.

Gênero Idade

De 10 a 20 anos
Feminino 19% 12%
45% De 21 a 30 anos
55% Masculino 26% 43% De 31 a 45 anos
Mais de 45 anos

Gráfico 1: Gênero dos respondentes. Gráfico 2: Idade dos respondentes.


Fonte: ELABORADO PELA AUTORA, 2015. Fonte: ELABORADO PELA AUTORA, 2015.

O gráfico 3, aponta que a maior parte dos que responderam ao


questionário, foram estudantes do ensino superior (ensino superior incompleto),
seguidos por pessoas com ensino superior.

Escolaridade
0% 2%
Ensino Fundamental
24%
48%
Ensino Médio

Ensino Superior
26%
Ensino Superior Incompleto

Nenhuma

Gráfico 3: Gráfico referente a escolaridade dos respondentes.


Fonte: ELABORADO PELA AUTORA, 2015.

O gráfico 4, que demonstra os percentuais de participação da população


em atividades culturais no município de Foz do Iguaçu, obteve em sua maioria
respostas positivas à esta questão. Quanto as opções de atividades culturais
disponíveis no município, mais da metade dos questionados avaliou como
insuficientes, sendo 56% do total, já a segunda maior demanda dos respondentes
avaliaram as opções como boas. (Gráfico 5).
57

Participação em atividades Opções de atividades culturais


culturais no município
4% 1%
Ótimas
27% 39%
Sim Boas
73% Não 56%
Insucifientes
Ruins

Gráfico 4: Participação em atividades culturais. Gráfico 5: Avaliação das opções culturais.


Fonte: ELABORADO PELA AUTORA, 2015. Fonte: ELABORADO PELA AUTORA, 2015.

No que se refere a avaliação das iniciativas do poder público em relação a


cultura e arte, parte significativa do montante de respondentes consideram as ações
atuais insuficientes totalizando 42%, conforme demonstra o gráfico 6.
Quanto a pergunta número 7 do questionário aplicado aos munícipes, que
questiona sobre a aprovação de um espaço cultural com múltiplas atividades de
cunho artístico para a população e turistas no município, todos os pesquisados
responderam sim à esta indagação.

Iniciativas culturais do poder público


8% 0%
Ótimas
27%
23% Boas

Insuficientes
42% Ruins

Não sei

Gráfico 6: Gráfico avaliação de ações culturais públicas.


Fonte: ELABORADO PELA AUTORA, 2015.

O gráfico 7, demonstra os anseios e opiniões relativas a de visitação ao


espaço cultural, onde a maior parte dos questionados respondeu positivamente a
esta pergunta.
No gráfico 8, que é referente ao interesse dos entrevistados na realização
e participação em atividades artísticas e culturais diversificadas, tendo a maioria das
respostas positivas à esta indagação, totalizando uma margem percentual de 48%
do montante.
58

Visitação ao espaço cultural Interesse em realizar atividades


artísticas

0% 23% Sim 41% Sim


48%
Não Não
77% 11%
Talvez Talvez

Gráfico 7: Visitação ao espaço cultural. Gráfico 8: Interesse em atividades artísticas.


Fonte: ELABORADO PELA AUTORA, 2015. Fonte: ELABORADO PELA AUTORA, 2015

Em relação ao questionamento sobre o interesse e preferência entre


atividades artísticas, e com liberdade de marcar quantas alternativas desejassem, a
opção música deteve a maioria das escolhas, seguida pela opção da dança, onde
cada alternativa foi relaciona-se separadamente ao total percentual, conforme
demonstra o gráfico 9.

Gráfico 9: Gráfico referente a preferência por atividades artísticas.


Fonte: ELABORADO PELA AUTORA, 2015.

O gráfico 10, aponta a opinião da população, quanto a importância de um


espaço cultural no município para incentivo e desenvolvimento da cultura e turismo,
sendo que parte significativa dos respondentes marcaram como muito importante,
não havendo marcações nas alternativas pouco importante, e nada importante.
A respeito da melhor localização para a implantação de um espaço
cultural no município, a região do Centro e da Avenida das Cataratas obtiveram
59

votações semelhantes neste questionamento, enquanto os outras opções não


alcançaram margens expressivas. (Gráfico 11).

Opinião sobre a importância do Melhor local para implantação


espaço cultural do espaço cultural
0% 0% 7%
Muito importante 7%
Região do Centro
30% 45%
Importante Av. das Cataratas
70% 41%
Pouco importante Vila A

Nada importante Outros

Gráfico 10: Importância do espaço cultural. Gráfico 11: Opinião sobre local de implantação.
Fonte: ELABORADO PELA AUTORA, 2015. Fonte: ELABORADO PELA AUTORA, 2015.

4.4.2 Entrevista

A entrevista (apêndice B), foi realizada no dia 17 de abril de 2015, com


Rosli de Souza Rocha (Arinha), diretora da Fundação Cultural de Foz do Iguaçu, e
atriz, onde tratou-se de assuntos pertinentes a ações, investimentos e
desenvolvimento da cultura no município.
A Fundação Cultural, ainda mantém o foco de suas ações, na produção
de eventos diversificados relacionados a área cultural, procurando cada vez mais o
desenvolvimento de um política cultural concisa, através do Sistema Municipal de
Cultura, que pensa na área de forma conjunta.
Em relação aos investimentos, o órgão conta com cerca de 5 milhões de
reais anuais em sua orçamentação, sendo que cerca de 50% deste total se destina a
folhas do funcionalismo, propondo a partir deste ano o calendário de planejamento e
programação da fundação para o ano todo.
A cidade, detém poucos e pontuais equipamentos no segmento,
destacando o Teatro Barracão, e centros de convivência, que não são efetivamente
barreiras para desenvolvimento de ações, porém existe um anseio idealizado de um
Teatro Municipal centralizado, que atenda atividades culturais diversas de forma
mais completa, espaços de atendimentos menores nos bairro, ressalta Rosli.
De acordo com a diretora, " a arte transforma o ser humano", trabalhando
com interação e respeito ao outro, e onde os investimentos em educação e cultura
60

deveriam ser priorizados, ao invés de penalizações de jovens e adultos envolvidos


com criminalidade, o que traria resultados melhores a sociedade como um todo. O
município de forma pública ou privada, incentiva a cultura na sociedade, onde a
relação com a arte independe da carreira profissional que se deseja seguir, mas é
uma ferramenta importante de desenvolvimento do individuo.
Hoje Foz do Iguaçu dispõe de 14 pontos de cultura, sendo um projeto de
Governo Federal em parceria com o município, para o desenvolvimento de
atividades culturais como artesanato, literatura, teatro, dança, de forma gratuita em
todas as regiões, atendendo principalmente pessoal de contraturno escolar.
Segundo Rosli, a população iguaçuense, tem participação efetiva em
atividades culturais desenvolvidas no município, como Fartal, Feira do Livro, Virada
Cultural, entre outros, ainda com carência atrações maiores. E de forma geral as
atividades que tem maior procura e presença, são as da área musical.
Ao que se trata de turismo cultural na cidade, a diretora da fundação,
aponta um grande potencial a ser expandido, e cita exemplos como o Festival de
Teatro de Curitiba, e Filo - Festival Internacional de Londrina, atraindo grande
público especificamente para esses eventos, e onde um espaço específico para a
cultura, daria suporte a todo este enfoque no município.
Conforme ponto de vista de Arinha, um espaço cultural completo, deveria
conter local para exposições de artes plásticas e visuais, sala de música e dança,
biblioteca, e um anfiteatro atendendo as oficinas propostas. Um espaço cultural de
excelência no município, contemplaria investimentos tanto do poder público como da
iniciativa privada, onde hoje além da disponibilidade dos recursos referentes ao
órgão, a Fundação Cultural, conta com uma rede de parceiros como ACIF e
Sindhotéis, apoiando a efetivação de atividades pontuais.

4.4.3 Visita técnica

Realizadas em Curitiba, capital do estado, a visitas técnicas fora no


Memorial de Curitiba localizado da Rua Dr. Claudino dos Santos, n.79, no Largo da
Ordem, e no Centro Juvenil de Artes Plásticas na Rua Mateus Lema, n.56, ao lado
do Conservatório de Música Popular Brasileira de Curitiba, no dia 26 de março de
2015. Ambas edificações estão situadas em área central e histórica da cidade, no
bairro São Francisco.
61

4.4.3.1 Memorial de Curitiba

O Memorial de Curitiba (figura 40), é um espaço público e dinâmico de


atividades culturais, e exposições, idealizado nos 300 anos, e inaugurado em 1996,
sob comando da Fundação Cultural de Curitiba, trata-se de uma edificação moderna
em meio ao setor histórico, com partido inspirado no pinheiro do Paraná.

Figura 40: Fachada principal Memorial de Curitiba.


Fonte: AUTORA, 2015.

A edificação compõe-se do térreo, que apresenta um ambiente aberto de


convívio comum a Praça Iguaçu, contemplando o chafariz com um grande mural em
tela ao lado e o Rio de Pinhões do artista Elvo Benito Damo, o palco aberto com
mural do descobrimento ao fundo criado por Sergio Ferro (figura 46), dentre outras
varias obras de arte dispostas pelo ambiente, bem como os acessos para o Teatro
Londrina com 144 lugares (figura 41), secretarias e hall de elevador, tendo uma
circulação vertical centralizada em forma helicoidal (figura 42), e outra secundária.

Figura 41: Teatro Londrina. Figura 42: Escadaria principal.


Fonte: FCC, 2011. Fonte: AUTORA, 2015.
62

O primeiro e segundo pavimentos contam com amplos espaços para


exposições interativas e de obras de arte (figuras 43 e 44), e o terceiro, uma extensa
área para atividades de uso administrativo (figura 45), e mirante que está fechado.

Figura 43: Sala exposições primeiro pavimento. Figura 44: Sala exposições segundo pavimento.
Fonte: AUTORA, 2015. Fonte: AUTORA, 2015.

Figura 45: Sala terceiro pavimento.


Fonte: AUTORA, 2015.

O local é amplo e formulado com predominância de estruturas metálicas


aparentes e vidros, entre elas as paredes laterais e cobertura, apresentando apenas
algumas paredes em alvenaria.

Figura 46: Palco aberto e painel do descobrimento.


Fonte: AUTORA, 2015.
63

O piso é de placas de cimento queimado nos três pavimentos, que serve


de forração para o então pavimento abaixo sustentados por estruturação em metal.
Já o térreo segue a mesma diagramação do piso externo do calçadão em
paralelepípedos, e o palco do externo é circular e tem assoalho em madeira (figura
46), e a iluminação artificial é aparente em todos os ambientes.

4.4.3.2 Centro Juvenil de Artes Plásticas

A figura 47, aponta a fachada principal do Centro Juvenil de Artes


Plásticas fora um espaço idealizado pelo artista Guido Viaro, através de sua
trajetória de incentivo a arte e educação.

Figura 47: Fachada principal Centro Juvenil de Artes Plásticas.


Fonte: AUTORA, 2015.

O espaço é ligado ao Departamento da Secretaria de Educação e Cultura


do Paraná, hoje conta com sede nova e própria, inaugurada em 2006, após o antigo
prédio entrar em ruínas.
O edifício é composto pelo térreo e mais dois pavimentos. Visto que, o
térreo abriga uma pequena guarita de controle de acessos, a cozinha, as circulações
por escada e elevador, um local para exposições em destaque na entrada (figura
48), ainda contém os sanitários com acessibilidade, um pequeno teatro (figura 49)
64

com sala de som e camarim também acessíveis, um solário semicoberto de convívio


comum (figura 50), dois ateliers (figura 51) para aulas, atividades, e um pequeno
jardim.

Figura 48: Espaço de exposições. Figura 49: Teatro.


Fonte: AUTORA, 2015. Fonte: CJAP, 2013.

Figura 50: Solário térreo.


Fonte: AUTORA, 2015.

O segundo pavimento detém a secretaria do centro e área administrativa


do centro, uma pequena biblioteca com materiais didático referente a artes, um
museu com artefatos do fundador, uma sala de vídeos, sala dos professores, e
outros dois ateliers (figura 52).

Figura 51: Atelier térreo. Figura 52: Atelier segundo pavimento.


Fonte: AUTORA, 2015. Fonte: AUTORA, 2015.
65

No terceiro pavimento está o terraço (figura 53), que é uma área de


convivência dos estudantes do local sendo parte coberta por uma tenda, onde
também estão abrigados os equipamentos de ar condicionados e caixa d' água,
porém uma deficiência do edifício é que o mesmo não contempla acesso por
elevador a este espaço, apenas por escadas.

Figura 53: Terraço.


Fonte: AUTORA, 2015.

O local é todo em alvenaria, com uma parte das esquadrias em metal e


vidro, e outra em madeira, os detalhes da fachada e piso também são amadeirados,
exceto nas áreas úmidas e descobertas.
Existente há 62 anos, atualmente atende em torno de 300 crianças e
jovens entre 06 e 17 anos de idade no contraturno escolar, separados em turmas de
15 pessoas cada, onde são oferecidos cursos de pintura, cerâmica, xilogravura,
desenho, pirogravura, gravura, tecelagem entre outros. O objetivo é promover o
interesse a cultura através do desenvolvimento das artes e criatividade.

4.6 INTERPRETAÇÃO DOS DADOS

Os dados referentes a realidade do Foz do Iguaçu, guiam o estudo para


um maior entendimento sobre como se deu o desenvolvimento da cidade, seus
ciclos e como a partir deles seus habitantes também se moldaram. Os variados
atrativos que a cidade dispõe, tornaram o município um grandioso polo turístico,
visto com bons olhos pelo mundo, porém segundo pontos relatados na entrevista,
ainda há muito que se desenvolver na área cultural, podendo assim trazer pessoas
66

especialmente interessadas em ações, eventos, e locais relacionados a cultura, bem


como aliar esses movimentos ao forte turismo já existente no município.
As informações acumuladas com a aplicação dos questionários com
moradores do município, e a realização da entrevista com a diretora do setor de
cultura, permitiram uma visão mais apurada sobre os anseios pelos quais primam a
população em relação a cultura, bem como as possibilidades e projetos
desenvolvidos pelo poder público, que venham de encontro a atender as
necessidades da sociedade quanto a essa temática.
A partir dos dados captados, nota-se a boa participação da população em
atividades relacionadas a cultura, o que a entrevista reafirma, demonstrando em
suma a necessidade de desenvolvimento da cultura, através da promoção de
atividades diversificadas aos cidadão, e como um espaço cultural apropriado
contribuiria para este fim, a seguir pelos exemplares da capital do estado, onde
através da visitação técnica pode-se perceber como a cidade de Curitiba valoriza as
artes em toda sua forma e essência. Da mesma forma, os questionários apontam
que a grande maioria dos entrevistados tem interesse em realizar atividades
artísticas, reforçando o posicionamento.
O que apresenta avaliação negativa segundo os questionados, são as
opções dispostas de atividades no município, bem como a insuficiência de
investimentos do poder público em relação a cultura e arte, o que o setor cultural
justifica pela falta de orçamentação e recursos financeiros dispostos ao órgão para
que se possa de fato efetivar seus planos e ideias de forma contundente. Já na visita
técnica, percebe-se o representativo investimento cultural tanto do governo estadual
no Centro Juvenil de Artes Plásticas afim de desenvolver crianças e jovens, como do
município no Memorial de Curitiba, apresentando um espaço disponível ao usufruto
de toda a população e turistas.
A aprovação da criação de um espaço cultural é unânime, de acordo com
os questionários, bem como a opinião do setor publico é favorável a esta proposta,
onde um local como este tem grande importância, podendo aprimorar e atrair o
turismo cultural e de eventos artísticos ao município, incentivando o
desenvolvimento da cultura, beneficiando a todos.
Em relação ao local para implantação, a área mais centralizada e o
corredor turístico da Avenida das Cataratas, dividem opiniões, principalmente no que
tange os respondentes do questionário, quanto a diretora cultural, a mesma aposta
67

na região central, sendo um ponto de convergência comum aos bairros, e a todos


que desejam participar de atividades, contendo também a infraestrutura necessária
para acomodação de um espaço deste porte.

4.7 CONSIDERAÇÃO SOBRE A VIABILIDADE

De acordo com referencial teórico, a cultura esta intrínseca a história da


humanidade, fora através da manutenção dela entre gerações que o homem
perpetuou o desenvolvimento de sua espécie, e por meio dela que os indivíduos
marcaram as condutas de seus povos. No Brasil não foi diferente, a nova terra de
um povo dito primitivo, influenciada pelas migrações, e imponências religiosas, se
tornou a pátria de costumes miscigenados que é hoje, tendo na cultura um ponto de
convergência positivista em relação a transformação e desenvolvimento da
sociedade, o que de fato os questionários e entrevista realizados reafirmam.
A realidade pesquisada, afirma que Foz do Iguaçu é representa pela
mistura de povos, e grande valorização natural, o que gerou e ainda gera expressivo
potencial de desenvolvimento local e regional, principalmente em setores de turismo
e comércio. Porém se faz necessário, um desenvolvimento de fato contundente na
área cultural como um todo, propiciando ainda mais expansão de vários campos no
município, o que as pesquisas atestam.
Tanto no Brasil como no exterior, há exemplares emblemáticos de
espaços que promovem o desenvolvimento da cultura através das artes, detendo
reconhecimentos e engajamento pela comunidade. De certa forma pode-se ver aqui
no município os anseios dos cidadãos e do poder público em interagir, incluir,
desenvolver meios de cultura que abrangem a toda sociedade, onde na visita
técnica percebe-se quão grande é a participatividade do povo curitibano em relação
a ações culturais.
A aceitação da implantação de um espaço cultural, é devidamente
comprovada, conforme constata-se com o resultado dos questionários e da
entrevista, onde tanto a população como o poder público almejam o
desenvolvimento consistente da cultura no município.
Em relação a cultura, as ações municipais são de fato ainda muito
pontuais, bem como os locais físicos que as abrigam, o que é sentido pela
população entrevistada, a qual anseia por mais opções no segmento, tendo em vista
68

que há um real interesse dos cidadãos em praticar e participar de atividades


artísticas e culturais. Dentre as inúmeras possibilidades de atividades artísticas
existentes, as mais procuradas e aceitas pela população segundo as pesquisas,
também são as mesmas que o referencial teórico abordou, possibilitando conhecer
melhor o caráter de cada atividade, e os benefícios propostos a seus participantes.
Ainda que os investimentos públicos dificultem o progresso dos projetos e
ações na área de forma mais completa, um espaço cultural, implantado em local
adequado, seria uma centralidade para o desenvolvimento de atividades diversas
relacionadas a cultura, exposições e eventos, favorecendo a todos. A aprovação da
proposta detectada através das pesquisas, é de fato positiva, o que demonstra sua
relevante importância para avanços culturais e turísticos no município, comprovando
que a visão popular acredita na cultura como um valioso instrumento de
transformação social, devendo ser cultuado, preservado e difundido.
Desta maneira, a implantação de um espaço cultural em Foz do Iguaçu é
apontada como viável, sendo de suma importância para o incentivo ao
desenvolvimento do turismo cultural no município, através da promoção de práticas
e atividades diversificadas que propiciem inclusão social e cultural, bem como uma
obra arquitetônica com caráter funcional, formal e estético, que agregue o devido
reconhecimento a proposta, tendo visto que a cultura é um elemento de suma
importância a todas os povos e nações, independentemente de como se apresenta
deve ser conservada e difundida, e é através dela que se transformam os indivíduos
e a sociedade.
69

5 ESTUDO DO OBJETO

5.1 JUSTIFICATIVA DA ESCOLHA DO TERRENO

A escolha do terreno para a implantação da proposta, levou em


consideração principalmente a grande visibilidade que a local proporcionará a um
espaço cultural por se encontrar num importante corredor turístico no município de
Foz do Iguaçu, bem como os outros atrativos já estabelecidos na área e que
poderão agregar valor ao projeto, acatando ainda a opinião popular constatada nas
pesquisas sobre o melhor local para a inserção da edificação.
Deste modo o terreno situado as margens da Avenida das Cataratas,
detém um entorno favorável ao desenvolvimento da proposta de um espaço cultural,
tendo em vista a grande de promoção turística da área, havendo também espaços
de lazer (locais para jogos, atividades ao ar livre, e praça, contando ainda com
recintos edificados de entretenimento), ensino, área residencial e comercial
diversificadas (principalmente na área de hospedagem e gastronomia), em suas
proximidades, valorizando ainda mais uma expansão conjunta da localidade em
questão.
Em relação as leis de uso e ocupação do solo do município, pode-se
constatar que a localização do terreno é favorável a implantação de edificações
culturais e de lazer, positivando a escolha da área para tal finalidade. Além do
terreno contar com grande área física propícia à proposta, o mesmo ainda é
circundado por ruas em suas quatro faces, o que facilitará a disposições e
diferenciações de acessos ao conjunto, considerando também a facilidade das vias
de acessos que levam ao local, oriundos da área central da cidade, regiões turísticas
e diversos pontos da cidade, tal como disponibilidade de transporte urbano, por estar
em importante avenida do município.
Contudo, considerou-se a opinião popular obtida em pesquisa, em relação
a melhor localidade para implantação da proposta de um espaço cultural, a qual
apontou votações representativas, tanto na opção da área central da cidade, quanto
na Avenida das Cataratas, com diferenciação mínima de votos. Desta forma levando
em conta também a entrevista realizada, e os pontos abordados na etapa de
interpretação da realidade, a qual ressalta o turismo e a cultura como
70

complementares e promotores do desenvolvimento municipal, sendo assim, este


terreno é a opção que mais incorpora itens positivos, que favorecerão a implantação
proposta.

5.2 LOCALIZAÇÃO DO TERRENO

O terreno escolhido para a implantação do espaço cultural encontra-se


em um importante corredor turístico da cidade, situado de frente para Avenida das
Cataratas a nordeste, e circundado pelas ruas Bento Munhoz da Rocha a noroeste,
Heleno Schimmelpfeng a sudoeste, e Rua Carlos Welter a sudeste, dividido ao meio
entre os bairros Vila Yolanda e Vila Adriana, no município de Foz do Iguaçu, PR.
(Figuras 54 e 55).

Figura 54: Mapa de Foz do Iguaçu, com ponto do terreno para implantação proposta.
Fonte: GOOGLE MAPS, 2015; ADAPTADO PELA AUTORA, 2015.
71

Figura 55: Trecho do mapa de Foz do Iguaçu, com inserção do terreno para implantação proposta.
Fonte: GOOGLE MAPS, 2015; ADAPTADO PELA AUTORA, 2015.

O terreno é uma grande quadra urbana que compreende subdivisão por


vários lotes (figura 56), no entanto não há nenhum tipo de ocupação no local, apesar
de constituir uma área de valorização em potencial ao crescimento municipal.

Figura 56: Inserção do terreno para implantação da proposta.


Fonte: GOOGLE MAPS, 2015; ADAPTADO PELA AUTORA, 2015.
72

De acordo com o zoneamento do município de Foz do Iguaçu, o terreno


está localizado entre duas zonas distintas, sendo elas a ZR-4 (Zona Residencial de
Alta Densidade) e a ZCS-3 (Zona de Comércio e Serviço 3), (FOZ DO IGUAÇU,
2014). Assim serão adotados para o desenvolvimento da proposta os parâmetros
urbanísticos da zona ZCS-3 (quadro 1), que mais se enquadram com as atividades
relativas a esta concepção projetual.

Quadro 1 : Parâmetros Construtivos de Ocupação do Solo Urbano - ZCS-3

Zonas de Comércio e Serviço


ZONA DE COMÉRCIO E SERVIÇO 3 - ZCS-3

Testada Mínima (m) 15,00 m

Área Mínima (m²) 450,00 m²

Recuo Frontal (m) 3,00 (a) (b)

Facultado
Afastamento Lateral (m)
com abertura 2,00m
Facultado
Afastamento Fundos (m)
com abertura 2,00m (c)
70% (térreo +1)
Taxa de Ocupação Máxima (%)
50% (outros)

Coeficiente de Aproveitamento Máximo 4,4

Altura Máxima de Pavimentos 08

Taxa de Permeabilidade 7,5%

Observações:

a) em lotes de esquina, uma das testadas poderá ser de 3,00m, obrigatoriamente


na via secundária.
b) Para os lotes com testada para as Avenidas República Argentina, Felipe
Wandscheer e Cataratas; e para as Ruas Bartolomeu de Gusmão e Jorge Sanways,
o recuo frontal será facultado, desde que situado em trecho que a via já tenha sido
implantada de acordo com o Sistema Viário Básico.
c) Permitida a construção nos fundos do lote desde que não ultrapasse a altura de
5,50m (incluindo o telhado).
Fonte: FOZ DO IGUAÇU 2014; ADAPTADO PELA AUTORA, 2015.
73

Na Zona de Comércio e Serviço 3 (ZCS-3), conforme a quadro 2 referente


as atividades e usos do solo urbano nas zonas comerciais e de serviços, são
permitidos usos comunitários, sendo este Comunitário B - Lazer e Cultura , que
inclui centros culturais. (FOZ DO IGUAÇU, 2014).
Quanto a Zonas Comerciais e de Serviços:

“Parágrafo único: os diferentes tipos de zonas comerciais e mistas visam a


compartilhar a implantação destas atividades e usos complementares, com
a infra-estrutura e sistema viário existente, respeitar a vocação do lugar,
estimulando a implantação dos diferentes tipos de comércio e serviços em
locais cujo grau de adequabilidade seja mais aceitável." (FOZ DO IGUAÇU,
2014, p.22)

Quadro 2 : Zonas de Comerciais e de Serviços - ZCS-3


Zonas de Comerciais e de Serviços
ZONA DE COMÉRCIO E SERVIÇO 3 - ZCS-3

Permitidos Tolerados Permissíveis


- Habitação Coletiva
- Habitação Transitória 1
- Habitação Transitória 2
- Habitação Unifamiliar - Comunitário B - Culto religioso
- Comunitário A
- Habitação Geminada - Comércio e Serviço Setorial C
- Comunitário B - Lazer e Cultura
- Habitação Unifamiliar em série - Comércio e Serviço Geral B
- Comunitário B - Ensino
- Comércio e Serviço de Bairro C - Comércio e Serviço Específico A e B
- Comércio Vicinal A e B
- Comércio e Serviço Setorial B - Indústria do Tipo A e B
- Serviço Vicinal A e B
- Comércio e Serviço de Bairro A e B
- Comércio e Serviço Setorial A
- Comércio e Serviço Geral A
Fonte: FOZ DO IGUAÇU 2014; ADAPTADO PELA AUTORA, 2015.

5.3 ENTORNO IMEDIATO

Ao analisar as edificações e atividades desenvolvidas no entorno do


terreno em estudo, considera-se além da área residencial, variados locais de usos
de lazer, educacional e de turismo, mantendo uma proximidade com a Avenida das
Cataratas. Dentro do foco educacional está a Escola Municipal Professora Lucia
Marlene Pena Nieradka, em anexo ao complexo do Flamengo, bem como o futuro
campus da Faculdade Uniamérica, o Iguassu Bouvelard, que entrega o edifício à
instituição ainda no mês de maio de 2015, de acordo com Portal Clickfoz (2015).
Quanto a lazer e entretenimento enquadram-se o Estádio Pedro Basso (Flamengo
74

Esporte Clube), a Praça Mustapha Ali Osman, (antiga Praça da Amizade), Rafain
Churrascaria Show e Eventos, e o kartódromo Adrena Kart. No turismo e
hospedagem a área abriga o Hotel Monalisa, as Pousada Cataratas e Iguassu In, e
a Cascata das Pedras Hotel e Spa, já o restante da região de entorno é residencial,
contanto também com o Condomínio Residencial Quinta do Sol. (Figura 57).

Figura 57: Entorno imediato, e equipamentos urbanos inerentes ao terreno em estudo.


Fonte: GOOGLE MAPS, 2015; ADAPTADO PELA AUTORA, 2015.

Figura 58: Adrena Kart. Figura 59: Cascata das Pedras Hotel e Spa.
Fonte: AUTORA, 2015. Fonte: AUTORA, 2015.
75

Figura 60: Escola Municipal. Figura 61: Estádio Pedro Basso.


Fonte: AUTORA, 2015. Fonte: AUTORA, 2015.

Ao analisar os registros das áreas que circundam o terreno em estudo,


pode-se perceber a variedade de atividades que a localidade abrange, desde
comércios de bairro, hospedagem, lazer, escolares, educacionais, e habitacional.
Por ser uma região do município com forte turismo, havendo uma gama
de atividades distintas acontecendo no local, bem como é uma área com grande
concentração residencial, estes fatores influenciarão de forma positiva e trarão
valorização ao desenvolvimento da proposta, do mesmo modo que engrandecerão
a região de inserção, atraindo assim a população e turista interessados em usufruir
do novo espaço de cultura da cidade.

Figura 62: Pousada Cataratas. Figura 63: Iguassu In Pousada.


Fonte: AUTORA, 2015. Fonte: AUTORA, 2015.

Figura 64: Cond. Residencial Quinta do Sol. Figura 65: Churrascaria Rafain.
Fonte: AUTORA, 2015. Fonte: AUTORA, 2015.
76

Figura 66: Hotel Monalisa. Figura 67: Iguassu Boulevard.


Fonte: AUTORA, 2015. Fonte: AUTORA, 2015.

Figura 68: Praça Mustapha Ali Osman.


Fonte: AUTORA, 2015.

5.3.1 Região de Influência

Todo município, bem como a região de implantação serão amplamente


beneficiados pela proposta de implantação do espaço cultural. O turismo, o
comércio, as moradias e atrativos de entretenimento e de lazer encontra-se em
plena expansão no entorno de inserção da edificação, desta maneira a concepção
projetual terá uma maior valorização, assim a área continuará apresentando seu
caráter miscigenado em relação as atividades desenvolvidas, porém abrangendo
também o campo cultural, pouco desenvolvido no local até o presente momento.
Este crescimento da região, também acabará atraindo ao espaço cultural
turistas que estejam hospedados nas redondezas, ou mesmo que passagem pela
Avenida das Cataratas que é um grande ponto de visibilidade à proposta, a
população moradora das proximidades e de todo município, as crianças e
adolescentes que realizam tarefas em contraturno escolar nas mediações, sendo
este um espaço democrático para o uso comum da sociedade iguaçuense,
proporcionando a retomada de valores e convívios que andam dispersos nos dias
atuais.
77

5.3.2 Sistema viário circundante

A figura 69, apresenta a análise do sistema viário circundante ao terreno


da proposta, tendo a Avenida das Cataratas como importante circulação do
município, bem como as Avenidas Iguaçu e Imigrantes relevantes a ligações de
bairros, tal qual as demais vias locais.

Figura 69: Sistema viário circundante ao terreno escolhido.


Fonte: GOOGLE MAPS, 2015; ADAPTADO PELA AUTORA, 2015.

LEGENDA SISTEMA VIÁRIO


1. Avenida das Cataratas 8. Rua Francisco Guaraná de Menezes
2. Avenida Iguaçu 9. Rua Cândido Ferreira Via Estrutural
3. Avenida Imigrantes 10. Rua Verereador Moacir Pereira Via Coletora
4. Rua Oton Maeder 11. Rua Major Acilino de Castro Via Conectora
5. Rua Heleno Schimmelpfeg 12. Rua Parigot de Souza Via Local
6. Rua Cel. Caetano Rocha 13. Rua Bento Munhoz da Rocha
7. Rua Dr. Dirceu Lopes 14. Rua Carlos Welter

5.3.3 Equipamentos Urbanos e Infraestrutura

A região onde o terreno de implantação está localizado conta com ampla


infraestrutura urbana estabelecida, por ser uma área turística, e em expansão
residencial e comercial. A área possui sistema viário com grande predominância de
78

vias com pavimentação asfáltica, sinalizadas e adequadas à pedestres, trecho de


ciclovia e pista de caminhadas, ainda contendo pontos de ônibus e taxi nas
mediações, mobiliários e equipamentos urbanos, rede de esgoto, iluminação pública
e rede de águas pluviais.

5.4 CARACTERÍSTICA DO TERRENO

Os levantamentos e pesquisas, possibilitaram a realização de análises


das características relevantes do terreno, como orientação solar, incidência dos
ventos, topografia, solo, construções existentes, e vegetação. O local elegido
contém uma área de 12.000m², com dimensões de 150m por 80m (figura 70). As
figuras 71, 72, 73 e 74 demonstram as vistas do entorno do terreno.

Figura 70: Entorno do terreno escolhido.


Fonte: GOOGLE MAPS, 2015; ADAPTADO PELA AUTORA, 2015.

Figura 71: Vista lateral. Figura 72: Vista fundos.


Fonte: AUTORA, 2015. Fonte: AUTORA, 2015.
79

Figura 73: Vista lateral. Figura 74: Vista frontal.


Fonte: AUTORA, 2015. Fonte: AUTORA, 2015.

5.4.1 Orientação Solar

A rota do sol no terreno decorre entre os eixos nordeste e sudeste, desta


forma o mesmo recebe incidência solar mais anguladas em suas faces. A fachada
principal na Avenida das Cataratas, fica orientada para nordeste, conforme a figura
75, que demonstra a trajetória solar no terreno de escolha.

Figura 75: Trajetória de incidência solar no terreno.


Fonte: GOOGLE MAPS, 2015; ADAPTADO PELA AUTORA, 2015.

As figuras 76 e 77, demonstram o estudo da incidência solar em relação a


um volume que representa a edificação, em três horários do dia, sendo às 10, 12 e
16 horas, analisando o hemisfério sul, quanto os solstícios de verão que ocorre no
dia 21 de dezembro, e de inverno ocorrente no dia 21 de junho, devido aos
movimentos e rotações da terra, de acordo com Portal Estudo Kids (2014). Pode-se
80

perceber o diferente sombreamento gerado pelo sol na obra, tanto no solstício de


verão, quanto no solstício de inverno, devido a distinta angulação do astro.

Figura 76: Estudo solar solstício de verão 10 - 12 - 16 horas.


Fonte: GOOGLE MAPS, 2015; ADAPTADO PELA AUTORA, 2015.

Figura 77: Estudo solar solstício de inverno 10 - 12 - 16 horas.


Fonte: GOOGLE MAPS, 2015; ADAPTADO PELA AUTORA, 2015.

5.4.2 Ventos Predominantes

Em Foz do Iguaçu os ventos predominantes são oriundos do norte, leste e


nordeste, com média anual de 21,0 Km/h. (PARANÁ ONLINE, 2013). O mapa da
figura 78, demonstra a média dos ventos baseado em dados observados entre o ano
de 2011 até abril de 2015. (WINDFINDER, 2015).

Figura 78: Direcionamentos e velocidade dos ventos.


Fonte: WINDFINDER, 2015.
81

A figura 79, demonstra o direcionamento dos ventos no local e suas


porcentagens, baseando no Windfinder (2015), onde N: 6,7%, S: 6,5%, E: 15,9%, W:
2,4%, NE: 4,8%, SE: 6,3%, SW: 4,8%, e NW: 3,1%.

Figura 79: Direcionamentos e velocidade dos ventos no terreno


Fonte: GOOGLE MAPS, 2015; ADAPTADO PELA AUTORA, 2015.

5.4.3 Topografia

O terreno de estudo possui um desnível total de cinco metros, que vai da


cota 210 partindo da Avenida das Cataratas, até a cota 214 na Rua Heleno
Schimmelpfeng, conforme figura 80.

Figura 80: Curvas de níveis.


Fonte: GOOGLE MAPS, 2015; ADAPTADO PELA AUTORA, 2015.
82

De acordo com dados da Prefeitura do Município de Foz do Iguaçu


(2011), o solo local contém encostas onduladas, com textura argilosa, de
proveniente eruptiva, grandemente rico em matéria orgânica.

5.4.4 Edificações Existentes

O terreno de implantação da proposta de um espaço cultural, não


apresenta edificações em seu interior.

5.4.5 Vegetação Existente

A vegetação existente está localizada no interior do terreno, de apresenta


toda sua forração em gramíneas, e plantas arbóreas de pequeno e médio porte,
algumas estão dispersas pelo local e não são frondosas, o restante configura um
pequeno maciço com a mescla de suas copas, analisados pela vista aérea (figura
81). Assim, algumas poderão ser aproveitadas e remanejadas na proposta.
A área do terreno não apresenta nenhum curso d'água, córrego, riacho ou
mesmo rio.

Figura 81: Vegetação existente no terreno.


Fonte: GOOGLE MAPS, 2015; ADAPTADO PELA AUTORA, 2015.
83

6 DIRETRIZES PROJETUAIS

6.1 CONCEITUAÇÃO

A diversidade remete a agrupamentos de tudo que apresenta aspectos


variados, e que se diferenciam entre si. Desta forma, o conceito do projeto está
embasado na diversidade cultural, e nas formas artísticas que integradas, propiciam
a transmissão das manifestações humanas, demonstrando o multiculturalismo de
um dado local, e como através das artes a sociedade se expressa, cresce e evolui.
Foz do Iguaçu, se encaixa neste contexto conceitual, por ser uma região
fronteiriça, por acolher diferentes etnias, por receber turistas de todos os lugares do
mundo, e por deter notáveis atrativos de fauna e flora, todos estes elementos
unidos, demonstram a vastidão de sua cultura, e como essa diversidade contribui
ainda mais para que a mesma se torne cada vez mais rica.
A história, a arquitetura, a linguagem, a pintura, a dança, a música,
juntamente com a arte e a criatividade, são meios de expressar a diversidade
cultural, desta forma o homem vem perpetuando seus preceitos e ensinamentos
entre gerações, e difundindo-os pelo mundo através da mistura de raças.
O ser humano cria e também é a própria cultura, que transforma o
indivíduo por meio seus conhecimentos, aflorando a imaginação, o talento,
aguçando os sentidos, estabelecendo metas e focos, pontos que são revertidos em
valores éticos e qualidade de vida.
A cultura é a maior riqueza de um povo, por isso deve ser cultuada,
preservada, difundida e cada vez mais reinventada, sendo feita por todos e para
todos, objetivando que se as manifestações culturais sejam livres e expressivas
atingindo toda sociedade de forma pura e natural.
Para demonstrar de forma contundente o conceito descrito e seu objetivo,
as pesquisas realizadas levaram a escolha de uma imagem onde, a Prefeitura de
Zaragoza (2009), desenvolveu no ano de 2009 uma campanha publicitária, com uma
logomarca especialmente criada, para lançar e apresentar a cidade espanhola,
como candidata a Capital Europeia da Cultura em 2016, assim o município buscou
engajar toda sua população e turistas para que participem do desenvolvimento e
preservação da cultura e história local, onde a figura 82, símbolo dos trabalhos,
representa de forma claramente simples, a cultura e a multiplicidade.
84

Figura 82: Logomarca da candidatura cultural de Zaragoza.


Fonte: PREFEITURA DE ZARAGOZA, 2009.

Para o lançamento do partido arquitetônico, levou-se em conta os


preceitos de arquitetura Moderna Racionalista, optando pela forma geratriz
retangular, que permite equilíbrio interno e externo, para a melhor diagramação de
distribuição das funções dentro da edificação, bem como uma unidade formal, com
adição de elementos distintos, e marcação de ritmo externamente. Deste modo, o
conjunto e sua forma geratriz retangular, segundo Ching (1998), se enquadra em
uma forma linear, onde um único elemento, ou vários repetidos, são organizados
por meio de uma linha, compondo o todo.

Figura 83: Croquis de evolução da forma.


Fonte: ELABORADO PELA AUTORA, 2015.

A figura 83, apresenta como o volume deverá se transformar através da


subtração de partes, bem como da adição submissa ao elemento principal,
proporcionando movimentação a forma, demonstrada nos croquis de evolução e
criação do formato da edificação. De acordo com Ching (1998), o ritmo é
85

caracterizado pelo movimento e apresentação de elementos, seja em espaçamentos


regulares ou não, artifício que será agregado a fachada do volume, (figuras 84, 85 e
86).

Figura 84: Croqui da proposta - vista frontal 1.


Fonte: ELABORADO PELA AUTORA, 2015.

Figura 85: Croqui da proposta - vista frontal 2. Figura 86: Croqui da proposta - vista fundos.
Fonte: ELABORADO PELA AUTORA, 2015. Fonte: ELABORADO PELA AUTORA, 2015.

6.2 PROGRAMA DE NECESSIDADES

O programa de necessidades da edificação foi subdividido pelos setores


administrativo, social, atividades culturais e artísticas, e serviço, onde cada qual
apresenta uma de cor distinta referente a sua ocupação proposta, apresentados
pelos respectivos quadros 3, 4, 5 e 6, contando também com pré-dimensionamento
de áreas para cada ambiente. O quadro 7, representa as somatórias de áreas do
programa, bem como o acréscimo de 30% relativo as circulações.
86

Quadro 3: Programa de necessidades e pré-dimensionamento Setor Administrativo.


SETOR ADMINISTRATIVO
AMBIENTE DIMENSÃO (m²)
Recepção 47,77m²
Secretaria 21,06m²
Coordenação 27,50m²
Direção 21,06m²
Sala de reuniões 40,00m²
Apoio/ almoxarifado 8,25m²
Enfermaria 27,00m²
Sanitário masculino 6,97m²
Sanitário feminino 6,97m²
TOTAL: 206,58m²
Fonte: ELABORADO PELA AUTORA, 2015.

Quadro 4: Programa de necessidades e pré-dimensionamento Setor social.


SETOR SOCIAL
AMBIENTE DIMENSÃO (m²)
Hall externo 227,25m²
Hall interno ( com átrio) 317,32m²
Terraço jardim 287,85m²
Biblioteca 99,10m²
Cafeteria 123,80m²
Foyer auditório 133,27m²
Auditório 310,80m²
Sanitário masculino ( 2 conjuntos) 48,53m²
Sanitário feminino ( 2 conjuntos) 48,53m²
Exposições I 137,00m²
Exposições II 99,95m²
Circulação vertical 23,40m²
Elevador com hall 8,41m²
Estacionamento público 3.899,73m²
TOTAL: 5.764,94m²
Fonte: ELABORADO PELA AUTORA, 2015.
87

Quadro 5: Programa de necessidades e pré-dimensionamento Setor Atividades.


SETOR ATIVIDADES CULTURAIS E ARTÍSTICAS
AMBIENTE DIMENSÃO (m²)
Oficina de dança 58,50m²
Oficina de música 56,30m²
Sala apoio oficina música 18,80m²
Oficina de teatro 57,44m²
Sala apoio oficina teatro com camarim 49,84m²
Oficina de artes plásticas 45,22m²
Sala apoio oficina de artes plásticas 10,00m²
Oficina de artesanato 45,22m²
Sala apoio oficina de artesanato 10,00m²
Oficina de escrita e oratória 42,53m²
Sala de recursos audiovisuais 33,62m²
Sala multiuso 34,12m²
Sanitário masculino 27,20m²
Sanitário feminino 27,20m²
Vestiário masculino 27,10m²
Vestiário feminino 27,10m²
TOTAL: 570,19m²
Fonte: ELABORADO PELA AUTORA, 2015.

Quadro 6: Programa de necessidades e pré-dimensionamento Setor Serviço.


SETOR SERVIÇO
AMBIENTE DIMENSÃO (m²)
Sanitário/ vestiário masculino 20,10m²
Sanitário/ vestiário feminino 20,10m²
Copa/ estar funcionários 24,30m²
Lavanderia 17,77m²
Depósito de materiais de manutenção 14,00m²
Depósito de materiais de didáticos 18,87m²
Depósito acervo/ manutenção de obras 103,14m²
D.M.L. principal 14,00m²
88

D.M.L. secundário 4,70m²


Circulação vertical com elevador 15,97m²
Pátio de serviços 744,89m²
Ar condicionado 33,98m²
Gerador e transformador 51,40m²
Cisterna 15,97m²
Central de resíduos 6,30m²
G.L.P. 4,05m²
Estacionamento funcionários (18 vagas) 237,11m²
TOTAL:1.346,65m²
Fonte: ELABORADO PELA AUTORA, 2015.

O quadro 7, apresenta a totalidade das áreas de cada setor, bem como a


somatória de todos agregando 30% correspondente a circulações. A proposta
dividirá a área total atingida pelo pré-dimensionamento e programa de
necessidades, em dois pavimentos para melhor diagramação de setores e fluxos na
edificação.

Quadro 7: Programa de necessidades - Total setores.


TOTAL SETORES
SETOR DIMENSÃO (m²)
Setor Administrativo 206,58m²
Setor Social 5.764,94m²
Setor Atividades 570,19m²
Setor Serviço 1.346,65m²
Total setores 7.888,36m²
Total setores + 30% circulação 10.254,86m²
Fonte: ELABORADO PELA AUTORA, 2015.

6.3 ORGANOGRAMA

Por meio do organograma os ambientes foram distribuídos buscando as


melhores acessos, funcionalidade e organização que se objetiva no espaço interior
da edificação. O térreo concentra os ambientes de convívio social e grande
89

circulação, bem como o setor de serviços, que tem ligação com pátio externo,
conforme figura 87.

Figura 87: Organograma térreo.


Fonte: ELABORADO PELA AUTORA, 2015.
90

No organograma do primeiro pavimento, distribui-se os ambientes do


setor de atividades, setor administrativo, e de serviços que serve de apoio ao
espaço, lançados em meio a uma circulação central referência (figura 88).

Figura 88: Organograma primeiro pavimento.


Fonte: ELABORADO PELA AUTORA, 2015.
91

6.4 FLUXOGRAMA

O fluxograma demonstra os caminhos percorridos para o acesso dos


ambientes, subdividindo em ligações de fluxo social e de serviço, conforme figura 89
do térreo, e figura 90 no primeiro pavimento.

Figura 89: Fluxograma térreo.


Fonte: ELABORADO PELA AUTORA, 2015.
92

Figura 90: Fluxograma primeiro pavimento.


Fonte: ELABORADO PELA AUTORA, 2015.
93

6.5 ZONEAMENTO

O zoneamento aponta a proposta de implantação e distribuição dos


setores dentro do terreno, levando em consideração as condicionantes estudadas,
como orientação solar, predominância de ventos, níveis e acessos adequados,
conforme apontam as figuras 91 e 92.

Figura 91: Zoneamento térreo. Figura 92: Zoneamento primeiro pavimento.


Fonte: ELABORADO PELA AUTORA, 2015. Fonte: ELABORADO PELA AUTORA, 2015.
94

CONCLUSÃO

O presente trabalho, foi desenvolvido com intuito de comprovar a


viabilidade de implantação de um espaço cultural no município de Foz do Iguaçu,
para tanto, foram realizadas diversas pesquisas e coleta de informações com a
finalidade de embasar a proposta à temática de forma contundente. Desta maneira,
o referencial teórico, visou abordar aspectos do desenvolvimento da cultura no
mundo e no Brasil, bem como a importância da arte como instrumento de inclusão e
evolução social por meio de atividades de cunho cultural e artístico.
A metodologia utilizada fora de grande valia para a fundamentação do
trabalho, onde realizou-se diversas formas de pesquisas, afim de que a
comprovação da viabilidade fosse de fato comprovada por meio de todos os
levantamentos teóricos e práticos efetuados para o mesmo.
Para um melhor desenvolvimento da proposta, foram analisados edifícios
correlatos temáticos, que auxiliaram na compreensão da funcionalidade de um
espaço de cultura, suas setorizações, circulações e programa de necessidades,
bem como os teóricos que foram de grande valia para o entendimento da escola e
partido arquitetônico, bem como ambos serviram de embasamento para a
concepção formal e estética da proposta.
Os estudos da interpretação da realidade, permitiram um conhecimento
mais aprofundado do município, suas características, e pontos marcantes que
poderiam servir de apoio ao tema. Desta forma também, os anseios, opiniões e
aspectos relativos a população foram levados em conta por intermédio dos
questionários aplicados, e ainda em entrevista efetuada com representante de
cultura do município, onde fica claro o posicionamento positivo quanto a implantação
da proposta, e o interesse de todos em que a cidade detenha uma espaço
diferenciado que proporcione atividades artísticas e culturais aos munícipes e
visitantes.
As visitas técnicas executadas para este trabalho, na capital do estado,
foram de suma importância, permitindo uma observação e análise técnica mais
aguçadas de espaços culturais com apelo semelhante ao da proposta, onde pode-se
ver fisicamente as áreas que funciona ou não na realidade de seu uso diário.
95

O estudo do objeto proporcionou uma avaliação mais analítica do mapa


do município, a fim de eleger um terreno adequado a proposta do espaço cultural.
Após a escolha, foram feitos diversos estudos referentes ao local, e que poderiam
influenciar a implantação da proposta de alguma forma.
A conceituação do projeto, está embasada na diversidade cultural, e na
integração das diferentes formas de arte, que demonstram como o homem se
manifesta, se expressa e evolui na sociedade, assim perpetuando suas culturas para
as futuras gerações.
A proposta deverá atender a uma necessidade do município de Foz do
Iguaçu, de que haja um espaço completo e bem localizado para realização de
atividades artísticas, culturais e exposições, que seja acessível à todos que desejem
desenvolver, ou apenas contemplar a arte e a cultura. Desta maneira, conclui-se que
a proposta de implantação de um espaço cultural na cidade é apontada como viável,
sendo de suma importância para o incentivo social e da cultura local.
96

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101

APÊNDICES
102

CENTRO UNIVERSITÁRIO DINÂMICA DAS CATARATAS


CURSO SUPERIOR DE ARQUITETURA E URBANISMO

APÊNDICE A QUESTIONÁRIO PARA MORADORES DE FOZ DO IGUAÇU-PR.

Preenchendo este questionário, você estará contribuindo para a elaboração de um trabalho de


conclusão de curso, sobre a viabilidade de implantar um Espaço Cultural no município de Foz do
Iguaçu - PR. Sua participação é muito importante para a pesquisa e coleta de dados sobre o tema
proposto. Obrigado.

1. Gênero: ( ) Feminino ( ) Masculino 4. Você participa ou já participou de atividades


culturais no município?
( ) Sim ( ) Não
2. Faixa etária: ( ) de 10 à 20 anos
5. Como você avalia as opções de atividades
( ) de 21 à 30 anos
culturais no município?
( ) de 31 à 45 anos
( ) Ótimas ( ) Insuficientes
( ) mais de 45 anos
( ) Boas ( ) Ruins
3. Escolaridade:
6. Como você avalia as iniciativas do poder
( ) Ensino Fundamental ( ) Ensino Superior
público municipal em relação a cultura e arte?
( ) Ensino Médio incompleto
( ) Ótimas ( ) Insuficientes ( ) Não sei
( ) Ensino Superior ( ) Nenhum alternativa
( ) Boas ( ) Ruins

7. Você é a favor da criação de um espaço cultural que abrigue atividades educativas, exposições e
de entretenimento atendendo a população e turistas?
( ) Sim ( ) Não, porque__________________________________________________________

8. Você visitaria um espaço destinado a cultura, 10. Entre as seguintes atividades artísticas, por
artes e exposições no município? quais você se interessaria? (Marque quantas
( ) Sim ( ) Não ( ) Talvez alternativas desejar)
( ) Música ( ) Literatura
9. Você gosta ou teria interesse em realizar
( ) Dança ( ) Artes Visuais/ Artesanato
atividades artísticas?
( ) Teatro ( ) Outras ______________
( ) Sim ( ) Não ( ) Talvez
________________________________________

11. Opine sobre a importância de um Espaço Cultural no município de Foz do Iguaçu, para incentivo
e desenvolvimento da cultura e turismo:
( ) Muito importante ( ) Pouco importante
( ) Importante ( ) Nada importante

12. Na sua opinião qual seria a melhor localização para implantar este espaço no município de Foz do
Iguaçu?
( ) Região do Centro ( ) Vila A
( ) Avenida das Cataratas ( ) Outros __________________________________________________

OBRIGADO
103

CENTRO UNIVERSITÁRIO DINÂMICA DAS CATARATAS


CURSO SUPERIOR DE ARQUITETURA E URBANISMO

APÊNDICE B MODELO DE ENTREVISTA PARA O SETOR DE CULTURA.

DOCUMENTO DE APOIO PARA PESQUISA DE TFG I, RELATIVO A UM ESPAÇO CULTURAL EM


FOZ DO IGUAÇU-PR.

DATA:____/____/____ ENTREVISTADO _____________________________________________


____________

QUESTÕES AO ENTREVISTADO:

1. Quais as ações que o município de Foz do Iguaçu desempenha na área cultural?

2. Quais os investimentos, e planejamentos do município em relação a cultural?

3. A cidade de Foz do Iguaçu contempla local adequado para exposições, atividades


artísticas e culturais?

4. O que você considera sobre a importância da educação cultural na infância e juventude, e


na fase adulta?

5. Nos ambientes estudantis do município, e na sociedade há incentivo a cultura?

6. Existem locais que disponibilizem atividades de cunho artístico-cultural no contraturno


escolar, e à população interessada?

7. A população em geral costuma comparecer a eventos culturais, ou de desenvolvimento


artístico?

8. Um espaço cultural de excelência e múltiplo uso, seria uma atração a mais para vinda e
permanência de turistas na cidade?

9. Quais as atividades artísticas e culturais que apresentam mais demanda de interessados


no município?

10. Quais as principais atividades artísticas e culturais um espaço completo deveria conter?

11. Um espaço cultural, teria aceitação e apoio de investimentos tanto do poder público como
do privado?