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RESOLUÇÃO CME Nº 018, DE 15 DE JUNHO DE 2021.

Institui Diretrizes Operacionais que


regulamentam e estabelecem normas para o
Nível de Ensino Fundamental no Sistema
Municipal de Ensino.

O CONSELHO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE PLANALTINA, no uso


de suas atribuições legais que lhe confere a Lei Municipal Nº 801, de 06 de maio de 2010; o
Art. 113 da Lei Orgânica do Município, de 17 de dezembro de 2013, tendo em vista o
disposto na Constituição Federal; na LDBEN nº 9.394/96; nas Leis Federais n os 11.114/05 e
11.274/06, Resolução nº 1 de 14 de janeiro de 2010 – CEB/CNE, Resolução nº 6 de 20 de
outubro de 2010 – CEB/CNE; Resolução nº 7, de 14 de dezembro de 2010 – CEB/CNE,
Resolução CEE/CP Nº 5, de 10 de junho de 2011, Base Nacional Comum Curricular – BNCC
2018, Resolução CEE/CP nº 08, de 06 de dezembro de 2018 - Documento Curricular
Ampliado- DC Goiás;

RESOLVE:

CAPÍTULO I
Das Disposições Iniciais

Art. 1º Regulamentar o Ensino Fundamental, no âmbito do Sistema Municipal de


Ensino, oportunizando aos estudantes maior tempo de escolarização e melhor rendimento
escolar, com base nos seguintes objetivos:
I. melhorar as condições de equidade e de qualidade da Educação Básica;
II. reestruturar o Ensino Fundamental para que os estudantes prossigam nos
estudos, alcançando maior nível de escolaridade;
III. assegurar que, ingressando mais cedo no Sistema Municipal de Ensino, os
estudantes tenham um tempo mais longo para as aprendizagens da alfabetização e do
letramento;
IV. respeitar as etapas de desenvolvimento do estudante, considerando seu
direito à educação associado às necessidades cognitivas e psicossociais de acordo com suas
fases de crescimento.

CAPÍTULO II
Do Ensino Fundamental

Art. 2º O Ensino Fundamental abrange a população na faixa etária dos 6 (seis) aos
14 (quatorze) anos de idade e se estende, também, a todos os que, na idade própria, não
tiveram condições de frequentá-lo.

Art. 3º Os dois anos iniciais do Ensino Fundamental será organizado em Ciclo de


Alfabetização Sequencial - CAS, devendo assegurar:
I. a alfabetização e o letramento;
II. o desenvolvimento das diversas formas de expressão, incluindo o
aprendizado da Língua Portuguesa, a Literatura, a Música, e demais artes, a Educação Física,
assim como o aprendizado da Matemática, da Ciência, da História e da Geografia;
III. a continuidade da aprendizagem.
§1º Os dois anos iniciais do Ensino Fundamental constituem um Ciclo de
Alfabetização Sequencial - CAS não passível de interrupção, voltado para ampliar a todos os
estudantes as oportunidades de sistematização e aprofundamento das aprendizagens básicas,
imprescindíveis para o prosseguimento dos estudos.
§2º As providências necessárias para que a operacionalização do princípio da
continuidade não seja traduzida como Promoção Automática do estudante de um ano para o
seguinte, devem ser adotadas, inclusive para que o combate à repetência não se transforme em
descompromisso com o ensino e a aprendizagem.
§3º A organização do trabalho pedagógico incluirá a mobilidade e a
flexibilização dos tempos e espaços escolares, a diversidade nos agrupamentos de estudantes,
as diversas linguagens artísticas, a diversidade de materiais, os variados suportes literários, as
atividades que mobilizem o raciocínio, as atitudes investigativas, as abordagens
complementares, e atividades de reforço, a articulação entre a escola e a comunidade e, o
acesso aos espaços de expressão cultural.
§4º Aos professores compete adotar formas de trabalho que proporcionem
maior mobilidade dos estudantes nas salas de aula e as levem a explorar mais intensamente as
diversas linguagens artísticas, a começar pela literatura, a utilizar materiais que ofereçam
oportunidade de raciocinar, manuseando-os e explorando as suas características e
propriedades, considerando o desenvolvimento dos estudantes.

CAPÍTULO III
Da Matrícula

Art. 4º A matrícula no Ensino Fundamental é obrigatória às crianças com 06


(seis) anos de idade, nos termos desta lei e da Legislação Nacional em vigor.
§1º As crianças que completarem 6 (seis) anos de idade após a data definida na
legislação em vigor, deverão ser matriculados na Pré-Escola.
§2º Os estudantes com idade de 7 (sete) anos ou mais, que ingressarem no
Ensino Fundamental devem ser matriculados no 1º ano, fortalecendo o primeiro contato com
o ambiente escolar.
§3º A matrícula no Ensino Fundamental realizar-se-á de acordo com as
seguintes normas de Classificação:
I. por promoção, para estudantes que cursaram, com aproveitamento, ano/período
ou fase anterior, na própria Unidade Escolar;
II. por transferência, para candidatos procedentes de outras Unidades Escolares;
III. mediante exame de Classificação em qualquer ano, período, ciclo, fase ou
etapa; exceto o 1º Ano do Ensino Fundamental e, independentemente de escolarização
anterior, aos candidatos que comprovem experiência e conhecimento adequados ao ano,
período, ciclo, fase ou etapa anterior na qual deseja matricular-se.
§4º É vedada a retenção do estudante no ciclo de alfabetização sequencial do
1º para o 2º ano e do 2º para o 3º ano do Ensino Fundamental, sendo que a promoção do 3º
para o 4º ano será feita conforme cumprimento da Matriz Curricular e das Habilidades e
Competências, definidas para cada um destes e processo específico de avaliação formativa e
informativa.
§5º As Unidades Escolares que matricularam os estudantes, para ingressarem
no 1º ano, que completaram 06 (seis) anos de idade após a data definida na legislação em
vigor, devem, em caráter excepcional, dar prosseguimento ao percurso destes estudantes.
§6º A excepcionalidade prevista no parágrafo anterior deverá ser aplicada
garantindo-se medidas especiais de acompanhamento e avaliação do desenvolvimento global
do estudante, para decisão sobre a pertinência do acesso ao Ensino Fundamental, dando início
aos estudos no 1º ano.

CAPÍTULO IV
Do Processo de Avaliação
Seção I
Avaliação do Estudante

Art. 5º Os estudantes matriculados no Ensino Fundamental, anos iniciais


serão submetidos à processos avaliativos elaborados, aplicados e corrigidos pela Unidade
Escolar e assessorados pela Equipe Pedagógica da Secretaria Municipal de Educação, com a
finalidade de avaliar e acompanhar o processo de ensino aprendizagem, obedecendo aos
critérios:
I. avaliação diagnóstica deverá ser elaborada, aplicada e corrigida pela Unidade
Escolar, com objetivo de verificar o nível da turma;
II. aplicação do teste da psicogênese bimestral, com finalidade de planejar ações e
definir metas, conforme orientações da Equipe Pedagógica da Secretaria Municipal de
Educação.

Seção II
Avaliação do Professor Alfabetizador 1º e 2º Ano

Art. 6º A avaliação do professor alfabetizador do 1º e 2º ano, elaborada, aplicada


e corrigida pela Equipe Pedagógica da Secretaria Municipal de Educação com o objetivo de
verificar o processo de ensino aprendizagem.
I. avaliação realizada em duas etapas por ano, sendo a primeira no 1º Semestre a
2ª no segundo Semestre;
II. serão duas avaliações por ano, sendo a avaliação de desempenho para turma,
visando observar o rendimento do estudante e resultados do trabalho do professor, e a
avaliação por equipe que será composta pelo (a) Diretor(a), Coordenador(a) Pedagógico e o
Representante do Conselho Escolar;
III. a avaliação será dividida em autoavaliação e avaliação de equipe;
IV. ao final de cada semestre será gerada uma média para o professor
baseada na junção dos índices da avaliação de equipe e na avaliação de desempenho da turma;
V. a avaliação de desempenho da turma corresponderá a 80% (oitenta) por cento e
a avaliação de equipe corresponderá a 20% (vinte) por cento da média final;
VI. para fins de consolidação do processo de avaliação do professor
alfabetizador, a pontuação obtida nos dois semestres será somada e dividido por 02 (dois),
chegando assim à média final do professor;
VII. a média final do professor corresponderá a pontuação que será utilizada
para contagem de pontos para o processo de escolha de turmas;
VIII. o processo de avaliação do professor alfabetizador estará submetido a
uma meta mínima de 70% (setenta) por cento que o professor precisa alcançar ao final dos
dois semestres;
IX. caso não alcance a meta mínima estipulada pela Secretaria Municipal de
Educação, o professor fica impedido de escolher, no ato da escolha de turma, o mesmo ano
em que trabalhou quando foi avaliado, podendo ele escolher qualquer outra turma que não
seja o mesmo ano em que esteve lotado quando foi avaliado;
X. o professor fica impedido de escolher o mesmo ano em que esteve lotado
quando foi avaliado, porém não altera seu momento de escolha que deve seguir o ranking da
Unidade Escolar normalmente;
XI. os resultados do processo de Avaliação do Professor Alfabetizador –
APA, deverão estar nas mãos dos gestores escolares em tempo hábil para que seja
contabilizada a pontuação dos professores avaliados na planilha de contagem de pontos para
ranqueamento a escolha de turma;
Parágrafo único. Após a aplicação e correção das avaliações de que trata o caput
do artigo pelas Unidades Escolares, a Equipe Pedagógica da Secretaria Municipal de
Educação realizará a consolidação e análise dos dados, emitindo Parecer Técnico sobre os
índices de desempenho obtidos e possíveis indicadores por Unidade Escolar, a ser divulgado
nas mesmas e ao Conselho Municipal de Educação.

CAPÍTULO V
Da Avaliação da Aprendizagem

Art. 7º A avaliação da aprendizagem escolar deve ser desenvolvida por um


processo diagnosticador, formador e emancipador devendo realizar-se contínua e
cumulativamente, e com absoluta prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos
e dos formativos sobre os informativos.
I. avaliação final das turmas do 3º ao 5º ano elaborada pela Equipe Pedagógica da
Secretaria Municipal de Educação, aplicada e corrigida pelas Unidades Escolares com a
finalidade de verificar se as metas propostas para a turma foram alcançadas;
II. avaliação elaborada pela Superintendência Técnico Pedagógica e aplicada na
Unidade de Ensino pela equipe formada pelo Diretor(a) e/ou Vice-Diretor(a), Coordenador(a)
Pedagógico, e 01(um) Representante do Conselho Escolar da Unidade Escolar;
III. deverá acontecer 02 (duas) vezes por ano, ao final de cada semestre.

Art. 8º Os estudantes matriculados no Ensino Fundamental anos finais do 6º ao 9º


ano, serão submetidos a processos avaliativos semestrais, bianuais e interdisciplinares,
elaborados e aplicados pelas Unidades Escolares, devendo estes ser uma das avaliações
informativas do 2º e do 4º bimestre do ano em curso, conforme orientações da Equipe
Pedagógica da Secretaria Municipal de Educação.

Art. 9º A Equipe Pedagógica da Secretaria Municipal de Educação ficará


responsável pela elaboração e correção da avaliação final no 7º e 9º anos, sendo a aplicação de
responsabilidade das Unidades Escolares, podendo ser realizada em toda a rede ou por
amostragem.

Art. 10. A Secretaria Municipal de Educação expedirá Portaria fixando as


diretrizes e metas das avaliações a serem aplicadas pelas Unidades Escolares Públicas
Municipais do Sistema de Ensino.

Art. 11. É de responsabilidade da Secretaria Municipal de Educação a ampla


divulgação dos resultados obtidos nas avaliações da primeira e segunda fase do Ensino
Fundamental, por Unidade Escolar, até a primeira quinzena do mês de novembro, propondo
adequações da Proposta Político-Pedagógica para o ano subsequente.

CAPÍTULO VI
Da Organização

Art. 12. As salas de aula devem ser em número suficiente para atender os
estudantes, obedecendo-se a proporção de 1,20m2 por educando para organização das turmas,
devendo-se levar em conta a Proposta Político-Pedagógica e, preferencialmente, área igual ou
superior à 48m2, as modalidades que oferta e a localização da escola, observando-se o número
máximo de educandos por turma:

Ensino Fundamental
Anos Iniciais Anos Finais
Turmas 1 2 3 4 5 6 7 8 9
1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º 9º
Nº de Educandos por 3 3 3 3 3 3 3 3 3
turma 30 30 30 30 30 35 35 35 35
Idade correspondente 8 9
6 7 1 1 1 1 1
ao início do ano letivo 8 9
6 anos 7 anos 10 anos 11 anos 12 anos 13 anos 14 anos
sem distorção idade/ano anos anos

§1º Ao estudante com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento,


transtorno do espectro autista e altas habilidades ou superdotação, será assegurada a matrícula
aos 06 (seis) anos de idade, respeitando a data cortes de acordo com a legislação em vigor,
devendo seu representante legal informar no ato da mesma, qual a deficiência do estudante
para que possa ser efetuada a adequação da Unidade Escolar às suas necessidades.
§2º Nas classes comuns do Ensino Fundamental serão formadas turmas de:
I. anos iniciais - no máximo 25 (vinte e cinco) estudantes, sendo até 4 (quatro)
inclusivos com necessidades iguais ou compatíveis;
II. anos finais - no máximo 35 (trinta e cinco) estudantes, sendo até 3 (três)
inclusivos com necessidades iguais ou compatíveis.
§3º Quando atendido o estudante com deficiência, transtornos globais do
desenvolvimento, transtorno do espectro autista e altas habilidades ou superdotação, faz-se
necessária a redução do número de estudantes por turma, conforme determina a legislação em
vigor, de modo a tornar viável o atendimento em todos os aspectos do seu desenvolvimento.
§4º O quantitativo de estudantes a serem matriculados deverá respeitar a
compatibilidade de estudante e espaço físico, podendo haver variação no número de
estudantes matriculados.

CAPÍTULO VII
Dos Recursos Humanos

Art. 13. As Unidades Escolares devem contar com um quadro de professores


com formação compatível com a área específica de sua atuação, conforme determina a
legislação em vigor.
§1º Nos anos iniciais do Ensino Fundamental, atuam os docentes com
habilitação mínima em curso Normal de nível médio, em curso Normal Superior e em curso
de Pedagogia.
§2º Nos anos finais do Ensino Fundamental, atuam os docentes habilitados em
cursos de licenciatura plena e/ou em Programa Especial de Formação Pedagógica de Docentes
compatíveis com a(s) disciplina(s) que ministra.

Art. 14. O(A) Coordenador(a) Pedagógico das Unidades Escolares regulares da


zona urbana, Escolas do Campo e Escolas de Ensino Especial, da Rede Pública Municipal de
Ensino, será escolhido dentre os profissionais do magistério concursados no município de
Planaltina-GO, efetivos e estáveis, com licenciatura plena, preferencialmente, em Pedagogia,
e conforme regulamentação do Sistema Municipal de Ensino.

Art. 15. Compete ao Serviço Técnico Pedagógico da Secretaria Municipal de


Educação implementar um sistema de supervisão e avaliação periódica nas Unidades
Escolares, acompanhando o desenvolvimento do processo de ensino aprendizagem, bem
como, sugerir procedimentos que viabilizem o aprimoramento da qualidade do processo
educacional, priorizando as seguintes ações:
I. formação e aperfeiçoamento profissional dos docentes e gestores das
Unidades Escolares;
II. reorganização dos tempos e espaços escolares, destinando períodos para
estudos, planejamentos e avaliações;
III. garantia do cumprimento da obrigatoriedade dos estudos de recuperação;
IV. promoção da autoestima dos estudantes, primando pelo respeito às
diferenças e às diversidades no contexto escolar;
V. não aplicação de qualquer medida que possa ser interpretada como
retrocesso, o que poderia contribuir para o fracasso escolar;
VI. cientificar aos gestores do seu compromisso em manter o bom senso e a
razoabilidade, bem como, tratamento diferenciado sempre que a aprendizagem do estudante
assim o exigir;
VII. acompanhar sistematicamente o desenvolvimento dos processos de
avaliações aplicados pelo Ministério da Educação – MEC, sobretudo estimulando as Unidades
Escolares a efetuarem um trabalho de preparação dos docentes e discentes envolvidos;
VIII. oferecer suporte pedagógico às Unidades Escolares conforme necessidades
apresentadas pelos docentes.
CAPÍTULO VIII
Do Regimento Escolar, Da Proposta Político-Pedagógica, Do Currículo

Art. 16. As Unidades Escolares que integram o Sistema Municipal de Ensino


devem obrigatoriamente adaptar o seu Regimento Escolar e a Proposta Político-Pedagógica à
organização do Ensino Fundamental prevista nesta Resolução, observando o disposto na
legislação vigente que trata da efetiva participação da comunidade escolar no processo de
discussão e na elaboração destes documentos.

Art. 17. A Proposta Político-Pedagógica do Ensino Fundamental, das


Unidades Escolares que atendam estudantes filhos de agricultores familiares, extrativistas,
assentados e acampados da reforma agrária, devem:
I. reconhecer os modos próprios de vida no campo como fundamentais para a
constituição da identidade dos estudantes moradoras em territórios rurais;
II. flexibilizar, se necessário, calendário escolar, rotinas e atividades
respeitando as diferenças quanto à atividade econômica dessas populações;
III. valorizar e evidenciar os saberes e o papel dessas populações na produção
de conhecimentos sobre o mundo e sobre o ambiente natural.
Art. 18. A Proposta Político-Pedagógica da Unidade Escolar, ao contemplar o
Ensino Fundamental, deve considerar com primazia as condições socioculturais e
educacionais dos estudantes e da comunidade escolar, norteando-se para a melhoria da
qualidade do ensino, zelando pela oferta equitativa da aprendizagem e pelo alcance dos
objetivos propostos, atendendo as determinações da legislação em vigor.
Parágrafo único. A Proposta Político-Pedagógica deve ser revista e reformulada
no final de cada ano letivo, mediante processo de avaliação das ações executadas, e/ou
inserção de novas ações, contando com aprovação de todos os segmentos que integram a
comunidade escolar.
Art. 19. A Proposta Político-Pedagógica deve contemplar a organização
curricular, a partir do 1º ano, atendendo as Diretrizes Curriculares Nacionais, a ser organizada
em planos de estudo, em consonância com as determinações contidas no Regimento Escolar.
I. no 1º ano do Ensino Fundamental o processo de ensino deve privilegiar o
lúdico, respeitar a unicidade, a lógica e permitir um aprendizado de construção e reconstrução
do conhecimento em um ambiente alfabetizador, adequado à faixa etária atendida;
II. as adaptações necessárias na organização curricular do Ensino
Fundamental devem estar previstas no Regimento Escolar;
III. o currículo deve contemplar o desenvolvimento das habilidades e
competências nos aspectos físicos, emocionais, afetivos, cognitivos, linguísticos e sociais,
bem como, o exercício da maneira própria de pensar, sentir e ser do estudante, observando-se:
a) os objetivos a serem alcançados por meio do processo de ensino;
b) as áreas de conhecimento previstas na Matriz Curricular definida e
devidamente aprovada pelo órgão competente do Sistema Municipal de Ensino;
c) oferta equitativa de ensino e aprendizagem e consequente distribuição da
carga horária entre os componentes curriculares;
d) as diversas expressões do educando, valorizando suas experiências de
vida;
e) os conteúdos a serem ensinados e aprendidos;
f) os processos de avaliação que influenciam nos conteúdos e
procedimentos selecionados nos diferentes níveis e modalidades de ensino.

Art. 20. O currículo deve atender a três conceitos básicos:


I. currículo formal - Plano de Ensino e Proposta Político-Pedagógica;
II. currículo em ação - aquilo que efetivamente acontece nas salas de aula e
nas Unidades Escolares;
III. currículo oculto - o não-dito, aquilo que tanto estudantes quanto
professores trazem, carregado de sentido próprio, criando as formas de relacionamento e
convivência nas salas de aula.
§1º O currículo do Ensino Fundamental do 1º ao 5º Ano, tem uma Base
Nacional Comum Curricular, complementada por uma parte diversificada.
§2º A Base Nacional Comum Curricular e a parte diversificada do currículo do
Ensino Fundamental constituem um todo integrado e não podem ser consideradas como dois
blocos distintos.
§3º Os conteúdos curriculares que compõem a parte diversificada do currículo
serão definidos pelo Sistema Municipal de Ensino, consultadas as Unidades Escolares
jurisdicionadas, de modo a complementar e enriquecer o currículo, assegurando a
contextualização dos conhecimentos escolares em face das diferentes realidades.

Art. 21. O Currículo da Base Nacional Comum Curricular do Ensino


Fundamental deve abranger, obrigatoriamente, o estudo da Língua Portuguesa e da
Matemática, o conhecimento do mundo físico e natural e da realidade social e política,
especialmente a do Brasil, bem como o ensino da Arte, a Educação Física.

Art. 22. Os componentes curriculares obrigatórios do Ensino Fundamental


serão assim organizados em relação às áreas de conhecimento:
I. Linguagens:
a) Língua Portuguesa;
b) Produção Textual;
c) Língua Inglesa;
d) Arte;
e) Educação Física.
II. Matemática:
a) Matemática.
III. Ciências da Natureza:
a) Ciências.
IV. Ciências Humanas:
a) História;
b) Geografia.

Art. 23. No tocante à organização administrativa compete à Unidade Escolar:


I. garantir condições de infraestrutura e cumprimento da carga horária
mínima anual de 800 (oitocentas) horas, distribuídas por um mínimo de 200 (duzentos) dias
letivos, com jornada escolar de pelo menos 04h (quatro horas) diárias de efetivo trabalho
escolar e 30 (trinta) minutos reservados às acomodações;
II. controlar a frequência conforme o disposto no seu Regimento Escolar,
exigida a frequência mínima de 75% (setenta e cinco por cento) do total de horas letivas para
aprovação;
III. expedir históricos escolares e/ou declarações de conclusão de ano, com as
especificações cabíveis, sobretudo, referenciando seus respectivos atos autorizativos, de
forma a legitimar sua legalidade.

CAPÍTULO V
Das Disposições Finais

Art. 24. A Unidade Escolar deve zelar, juntamente com os pais e/ou responsável
legal, pela frequência do estudante e pela participação da comunidade no processo de gestão
escolar, na forma da lei.

Art. 25. Cabe à Unidade Escolar informar aos pais e/ou ao responsável legal sobre
a frequência e rendimento do estudante, e no mesmo caso, sendo o estudante menor de
18(dezoito) anos idade, informar ao Conselho Tutelar o caso de ausência superior a 30%
(trinta por cento) do percentual permitido na legislação vigente.

Art. 26. O Ciclo de Alfabetização dos dois anos iniciais do Ensino


Fundamental – 1º e 2º Ano – será aplicado somente a partir de janeiro do ano letivo de 2022.

Art. 27. As dúvidas, os casos omissos e as questões normativas, que se fizerem


necessárias, serão resolvidos pelo Conselho Municipal de Educação.

Art. 28. A presente Resolução entra em vigor após homologação da Secretaria


Municipal de Educação e publicação no sítio da Prefeitura Municipal de Planaltina-Goiás,
revogadas a Resolução CME Nº 010, de 23 de abril de 2015 e as disposições em contrário.

PRESIDÊNCIA DO CONSELHO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE


PLANALTINA, em Planaltina, aos 28 dias do mês junho de 2021.

MARINALDA LOPES RIBEIRO


PRESIDENTE
Conselho Municipal de Educação
Decreto nº 1465/2020

CONSELHEIROS
ANGELA CRISTINA DE OLIVEIRA RODRIGUES
ANÍVEA ARAÚJO COSTA
APARECIDA FERREIRA DE SOUZA
BIATRIZ DIAS RODRIGUES BEZERRA
EVA MÁRCIA SILVA FONTES
GILMAR FRANCISCO BARRENSE
JOÃO PIRES NOGUEIRA
LUZIENE LOPES GOMES
MARIA LUIZA FERREIRA PIMENTEL SILVA
MARIA MÁRCIA SILVA
ROSENY PIRES RIOS
UZELINA DA SILVA LEAL BATISTA