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RESOLUÇÃO – CME Nº 013, DE 20 DE ABRIL DE 2021.

Institui Diretrizes Operacionais para a


Modalidade de Educação Especial e
Educação Inclusiva no Sistema Municipal de
Ensino.

O CONSELHO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE PLANALTINA, no


uso de suas atribuições legais que lhe confere a Lei Municipal Nº 801, de 06 de maio de 2010;
o Art. 113 da Lei Orgânica do Município, de 17 de dezembro de 2013 e, tendo em vista o que
dispõe o Artigo 208, incisos III, IV, V e VI da Constituição Federal, os Artigos 32, 58, 59 e
60 da Lei 9.394/96- Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional; Inciso III do Artigo 54
da Lei Nº 8.069, de 13 de julho de 1990-Estatuto da Criança e do Adolescente-ECA,
Resolução CNE/CEB Nº 2, de 11 de setembro de 2001 e, a Resolução CNE/CEB Nº 4, de 2
de outubro de 2009 e Decreto nº 7.611, de 17 de novembro de 2011, Lei 13.146 de 06 de
julho de 2015 Lei Brasileira de Inclusão (Estatuto da Pessoa com Deficiência), Base Nacional
Comum Curricular - BNCC 2018, Resolução CEE/CP nº 08, de 06 de dezembro de 2018 -
Documento Curricular Ampliado para Goiás - DC Goiás,

RESOLVE:

CAPÍTULO I
Das Disposições Iniciais

Art. 1º A presente Resolução institui as Diretrizes Operacionais para o


atendimento da modalidade de Educação Especial no Sistema Municipal de Ensino, em todos
os níveis e/ou modalidades da Educação Básica ofertados, tendo o Atendimento Educacional
Especializado - AEE como parte integrante do processo educacional.

CAPÍTULO II
Da Educação Especial

Art. 2º Entende-se por Educação Especial a modalidade de educação escolar


oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para educandos com deficiência,
transtornos globais do desenvolvimento/transtorno do espectro autista e altas habilidades ou
superdotação, compreendendo:
I. crianças e/ou estudantes com deficiência: aqueles que têm impedimentos
de longo prazo de natureza física, intelectual, mental ou sensorial;
II. crianças e/ou estudantes com transtornos globais do desenvolvimento/
transtorno do espectro autista: aqueles que apresentam um quadro de alterações no
desenvolvimento neuropsicomotor, comprometimento nas relações sociais, na comunicação
ou estereotipias motoras;
III. crianças e/ou estudantes com altas habilidades ou superdotação: aqueles
que apresentam um potencial elevado e grande envolvimento com as áreas do conhecimento
humano, isoladas ou combinadas: intelectual, liderança, psicomotora, artes e criatividade.

Art. 3º Para a identificação das deficiências, transtornos globais do


desenvolvimento/transtorno do espectro autista e altas habilidades ou superdotação das
crianças e/ou estudantes e a tomada de decisões quanto ao atendimento necessário, a Unidade
Escolar deve realizar, com assessoramento multiprofissional e técnico, a avaliação do discente
no processo ensino aprendizagem, contando, para tal, com:
I. a experiência do Corpo Docente, do(a) Diretor(a), do Vice-Diretor(a),
do(a) Secretário(a) Escolar, do Coordenador(a) Pedagógico das Unidades Escolares e dos
Técnicos da Educação Especial da Secretaria Municipal de Educação;
II. a orientação e o incentivo do serviço responsável pela Educação Especial
no Sistema Municipal de Ensino;
III. a colaboração da família, equipe multiprofissional, a cooperação dos
serviços de Saúde, Assistência Social, Conselho Tutelar, bem como, do Ministério Público
quando necessário.

Art. 4o Como modalidade da Educação Básica, a Educação Especial


considerará as situações singulares, os perfis das crianças e/ou estudantes, suas características
biopsicossociais, faixas etárias e se pautará em princípios éticos, políticos e estéticos de modo
a assegurar:
I. a dignidade humana e a observância do direito de cada criança e/ou
estudante de realizar seus projetos de estudo, de trabalho e de inserção na vida social;
II. a busca da identidade própria de cada criança e/ou estudante, o
reconhecimento e a valorização das suas diferenças e potencialidades, bem como, de suas
necessidades no processo de ensino e aprendizagem, como base para a constituição e
ampliação de valores, atitudes, conhecimentos, habilidades e competências;
III. o desenvolvimento para o exercício da cidadania, da capacidade de
participação social, política e econômica e sua ampliação, mediante o cumprimento de seus
deveres e o usufruto de seus direitos.

Art. 5º A Educação Especial deve ser contemplada no Regimento Escolar e


na Proposta Político-Pedagógica das Unidades Escolares que integram o Sistema Municipal
de Ensino, bem como o Atendimento Educacional Especializado - AEE, atendendo aos
princípios da flexibilização e diversificação curricular, elaborados em conformidade ao que
estabelece a legislação em vigor.

Art. 6º Compete ao Poder Público Municipal, por meio da Secretaria


Municipal de Educação:
I. zelar pelo cumprimento das normas expressas nesta Resolução;
II. constituir e fazer funcionar serviço especializado responsável pela
Educação Especial no Sistema Municipal de Ensino, dotado de recursos humanos e materiais
necessários ao encaminhamento e acompanhamento das crianças e/ou estudantes com
deficiência, transtornos globais do desenvolvimento/transtorno do espectro autista e altas
habilidades ou superdotação;
III. assegurar profissionais de apoio escolar para assessoramento pedagógico
à criança e/ou estudante com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento/transtorno
do espectro autista e altas habilidades ou superdotação, nas classes comuns, conforme laudo
médico e liberação do serviço responsável pela Educação Especial da Secretaria Municipal de
Educação;
IV. desenvolver programas de formação inicial e continuada com vistas à
profissionalização e qualificação dos recursos humanos para a área de Educação Especial;
V. garantir assessoramento especializado à criança e/ou estudante com
transtorno do espectro autista de acordo com a legislação específica em vigor, após análise do
serviço responsável pela Educação Especial conforme laudo médico e avaliação;
VI. responsabilizar-se pelo planejamento, acompanhamento e avaliação da
modalidade de Educação Especial;
VII. firmar convênios com instituições públicas ou privadas nas áreas de
educação, saúde, trabalho, esporte, cultura e lazer, visando a qualidade do atendimento do
público-alvo da Educação Especial;
VIII. assegurar recursos financeiros, técnicos, humanos e materiais às
Unidades Escolares, provendo-as das condições necessárias ao Atendimento Educacional
Especializado-AEE, ou classes especiais sempre que ocorram condições mínimas das crianças
e/ou estudantes indicar possibilidade de ganho com a integração socioescolar;
IX. adotar práticas de ensino consensuais com as diferenças das crianças e/ou
estudantes em geral, oferecendo opções metodológicas que contemplem a diversidade;
X. oferecer acesso igualitário aos benefícios dos programas sociais
suplementares disponíveis para o respectivo nível do ensino regular;
XI. realizar levantamento anual das crianças e/ou estudantes com deficiência,
transtornos globais do desenvolvimento/transtorno do espectro autista e altas habilidades ou
superdotação no Sistema Municipal de Ensino, com finalidade de oferecer suporte
pedagógico, sendo: adaptações curriculares, cursos de formação continuada, avaliação
pedagógica no processo de ensino e aprendizagem, entre outros;
XII. oferecer cursos de formação continuada aos profissionais da educação
para atendimento da modalidade de Educação Especial, mediante levantamento anual das
necessidades específicas contidas no Sistema Municipal de Ensino;
XIII. acompanhar continuamente nas Unidades Escolares do Sistema
Municipal de Ensino o atendimento educacional realizado com as crianças e/ou estudantes
com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento/transtorno do espectro autista, e
altas habilidades ou superdotação com a finalidade de assegurar qualidade no processo
educativo;
XIV. compete à Mantenedora analisar e deliberar requerimentos dos
profissionais da educação que solicitarem a formação continuada na Educação Especial, com
finalidade de fortalecer o atendimento as crianças e/ou estudantes com deficiência, transtornos
globais do desenvolvimento/transtorno do espectro autista e altas habilidades ou superdotação
das Unidades Escolares públicas e privadas do Sistema Municipal de Ensino.
Art. 7º O Sistema Municipal de Ensino implementará articulação com órgãos
ou serviços governamentais voltados para a educação profissional, nos âmbitos Federal,
Estadual, Distrito Federal e na esfera privada, visando obter contribuições ao
encaminhamento, à qualificação e inserção das crianças e/ou estudantes com deficiência,
transtornos globais do desenvolvimento/transtorno do espectro autista, e altas habilidades ou
superdotação.

Art. 8º O Sistema Municipal de Ensino, nos termos da legislação vigente,


deve assegurar acessibilidade às crianças e/ou estudantes com deficiência, transtornos globais
do desenvolvimento/transtorno do espectro autista, altas habilidades ou superdotação,
mediante a eliminação de barreiras arquitetônicas urbanísticas, na edificação das Unidades
Escolares - incluindo instalações, equipamentos e mobiliário - e nos transportes escolares,
bem como, das barreiras nas comunicações, provendo às Unidades Escolares dos recursos
humanos e materiais necessários.
§1o Para atender aos padrões mínimos estabelecidos com respeito à
acessibilidade, deve ser realizada a adaptação das Unidades Escolares existentes e
condicionada à autorização de construção e funcionamento de novas Escolas ao
preenchimento dos requisitos de infraestrutura definidos pelas normas da legislação em vigor.
§2o Deve ser assegurada, no processo educativo das crianças e/ou estudantes
que apresentem condições de comunicação e sinalização diferenciadas dos demais,
acessibilidade aos conteúdos curriculares, mediante a utilização de linguagens e códigos
aplicáveis e tecnologias assistivas, sem prejuízo do aprendizado da Língua Portuguesa,
provendo às Unidades Escolares dos recursos humanos e materiais necessários.

Art. 9º São considerados serviços especializados os de caráter educacional


diversificados dos ofertados pela escola regular, pública ou privada, para atender as crianças
e/ou estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento/transtorno do
espectro autista e altas habilidades ou superdotação.
§1º Os profissionais que integram a equipe multiprofissional do serviço
especializado responsável pela Educação Especial no Sistema Municipal de Ensino, devem
apresentar comprovante de habilitação e especialização.
§2º Os profissionais que integram a equipe do serviço responsável pela
Educação Especial da Secretaria Municipal de Educação, devem ter no mínimo 03 (três) anos
de experiência em docência, sendo 02 (dois) anos exclusivamente na Educação Especial,
como professor regente e/ou atendimento especializado.

Art. 10. Para a escolarização das crianças e/ou estudantes com deficiência,
transtornos globais do desenvolvimento/transtorno do espectro autista e altas habilidades ou
superdotação, nas classes comuns, deverão ser previstos e providos pela Mantenedora, pública
ou privada, quando necessário e de acordo com a legislação pertinente, os serviços:
I. professor-intérprete das linguagens e códigos aplicáveis;
II. recursos técnicos, tecnológicos, físicos e materiais específicos;
III. serviço especializado responsável pela Educação Especial no Sistema
Municipal de Ensino;
IV. atuação de profissional de apoio escolar das Unidades Escolares e
profissionais do serviço responsável pela Educação Especial da Secretaria Municipal de
Educação;
V. atuação do profissional de apoio escolar in loco nas Unidades Escolares e
profissionais do serviço da Educação Especial para o acompanhamento pedagógico.
§1º Compete à Secretaria Municipal de Educação por meio do serviço
responsável pela Educação Especial, realizar visitas periódicas às Unidades Escolares
públicas e privadas.
§2º Realizar a análise dos laudos das crianças e/ou estudantes com deficiência,
transtornos globais do desenvolvimento/transtorno do espectro autista e altas habilidades ou
superdotação, com finalidade de assegurar professor-intérprete e códigos aplicáveis, professor
capacitado para atendimento especializado nas Unidades Escolares Públicas do Sistema
Municipal de Ensino.
§3º As Mantenedoras podem criar outros serviços e apoios pedagógicos
especializados afins, desde que obedecidas às normas das legislações pertinentes.

Art. 11. As Unidades Escolares públicas e privadas da Rede Regular de


Ensino, devem prever e prover na organização de suas classes comuns:
I. matrícula das crianças e/ou estudantes com deficiência, transtornos globais
do desenvolvimento/transtorno do espectro autista e altas habilidades ou superdotação nas
várias turmas de grupos, ano ou período, respeitadas as normas do Sistema Municipal de
Ensino, de modo que essas classes comuns se beneficiem da diversidade e das diferenças e
ampliem positivamente as experiências de todos, dentro do princípio de educar na diversidade
e para a diversidade em uma perspectiva inclusiva;
II. professores das classes comuns e da Educação Especial, capacitados e/ou
especializados, para o atendimento as crianças e/ou estudantes com deficiência, transtornos
globais do desenvolvimento/transtorno do espectro autista e altas habilidades ou
superdotação;
III. flexibilizações e adaptações curriculares que considerem de acordo com
BNCC e DC-Goiás, o significado prático e instrumental dos objetos de conhecimento
(conteúdos) básicos, metodologias de ensino e recursos didáticos diferenciados e processos de
avaliação adequados ao desenvolvimento das crianças e/ou estudantes com deficiência,
transtornos globais do desenvolvimento/transtorno do espectro autista e altas habilidades ou
superdotação, em consonância com a Proposta Político-Pedagógica da Unidade Escolar;
IV. implantação da sala de recursos multifuncionais, conforme necessidade do
atendimento às prioridades;
V. serviços de apoio pedagógico especializado em salas de recursos
multifuncionais, nas quais o professor especialista realize a complementação ou
suplementação curricular, conforme o caso, utilizando procedimentos, equipamentos e
materiais específicos;
VI. sustentabilidade do processo inclusivo, mediante aprendizagem
cooperativa em sala de aula, trabalho de equipe na Unidade Escolar e constituição de redes de
apoio, com a participação da família no processo educativo, bem como, de outros agentes e
recursos da comunidade;
VII. temporalidade flexível do ano letivo, para atender às necessidades das
crianças e/ou estudantes com alterações cognitivas, físicas e sociais de forma que possam
concluir em tempo maior o currículo previsto para o grupo, ano ou período escolar
respeitando suas prioridades principalmente nos anos finais do Ensino Fundamental,
conforme estabelecido por normas da legislação em vigor, procurando-se evitar grande
defasagem idade/ano;
VIII. atividades que favoreçam, as crianças e/ou estudantes que
apresentem altas habilidades ou superdotação, o aprofundamento e enriquecimento de
aspectos curriculares, mediante desafios suplementares nas classes comuns, em sala de
recursos multifuncionais ou em outros espaços definidos em legislação própria, inclusive para
conclusão, em menor tempo, do ano ou período escolar, nos termos da legislação em vigor;
IX. avaliação pedagógica no processo de ensino e
aprendizagem, inclusive para a identificação das crianças e/ou estudantes com deficiência,
transtornos globais do desenvolvimento/transtorno do espectro autista e altas habilidades ou
superdotação e a eventual indicação dos apoios pedagógicos adequados;
X. condições para reflexão, ação e elaboração teórica da
educação inclusiva, com protagonismo dos professores, articulando experiência e
conhecimento com as necessidades/possibilidades surgidas na relação pedagógica, inclusive
por meio de colaboração com Instituições de Ensino Superior e de pesquisa;
XI. as classes comuns do nível de Educação Infantil que atendem a
modalidade de Educação Especial obedecerão aos seguintes critérios:
a) nas turmas do nível de Educação Infantil na etapa Creche de 0 (zero) a 03
(três) anos será alocado um profissional de apoio escolar, segundo análise do serviço
responsável pela Educação Especial da Secretaria Municipal de Educação;
b) o profissional de apoio escolar na turma da Educação Infantil na etapa
Creche de 0 (zero) a 03 (três) anos será encaminhado para acompanhar no máximo 03 (três)
crianças da Educação Especial, conforme análise do serviço responsável pela Educação
Especial da Secretaria Municipal de Educação;
c) serão formadas turmas de Pré-Escola Grupo de 04 (quatro) anos, com o
máximo 20 (vinte) crianças e Grupo de 05 (cinco) anos com o máximo de 25 (vinte e cinco)
crianças, sendo até 03 (três) inclusivas com necessidades iguais e/ou compatíveis;
d) a alocação do profissional de apoio escolar no nível de Educação Infantil na
etapa Pré-Escola, Grupos de 04 (quatro) e 05 (cinco) anos, será realizada conforme análise do
serviço responsável pela Educação Especial da Secretaria Municipal de Educação;
XII. nas classes comuns do Ensino Fundamental serão formadas turmas de:
a) anos iniciais - no máximo 25 (vinte e cinco) estudantes, sendo até 04
(quatro) inclusivos com necessidades iguais ou compatíveis, conforme análise do serviço
responsável pela Educação Especial da Secretaria Municipal;
b) o encaminhamento do profissional de apoio escolar nos anos iniciais será
realizado conforme análise do serviço responsável pela Educação Especial da Secretaria
Municipal de Educação;
c) anos finais - no máximo 35 (trinta e cinco) estudantes, sendo até 03 (três)
com deficiência igual ou compatível, conforme análise do serviço responsável pela Educação
Especial da Secretaria Municipal de Educação;
d) o encaminhamento do profissional de apoio escolar nos anos finais será
realizado conforme análise do serviço responsável pela Educação Especial da Secretaria
Municipal de Educação.
Parágrafo único. As Unidades Escolares, por intermédio de suas
Mantenedoras, podem firmar convênios e parcerias com o Estado, Distrito Federal, Município
ou organizações não-governamentais, visando à melhoria do Atendimento Educacional
Especializado - AEE.

CAPÍTULO III
Do Atendimento Educacional Especializado - AEE

Art. 12. O Atendimento Educacional Especializado - AEE tem como função


complementar ou suplementar a formação das crianças e/ou estudantes por meio da
disponibilização de serviços, recursos de acessibilidade e estratégias que eliminem as
barreiras para sua plena participação na sociedade e desenvolvimento de sua aprendizagem.

Art. 13. As Unidades Escolares que integram o Sistema Municipal de Ensino


devem matricular as crianças e/ou estudantes com deficiência, transtornos globais do
desenvolvimento/transtorno do espectro autista e altas habilidades ou superdotação nas
classes comuns do ensino regular e no Atendimento Educacional Especializado - AEE,
ofertado em salas de recursos multifuncionais ou nos serviços de atendimento especializado
disponibilizados no Sistema Municipal de Ensino.
Parágrafo único. Consideram-se recursos de acessibilidade na educação,
aqueles que asseguram condições de acesso ao currículo das crianças e/ou estudantes com
deficiência ou mobilidade reduzida, promovendo a utilização dos materiais didáticos e
pedagógicos, dos espaços, dos mobiliários e equipamentos, dos sistemas de comunicação e
informação, dos transportes e dos demais serviços.

Art. 14. O Atendimento Educacional Especializado - AEE é realizado,


prioritariamente, na sala de recursos multifuncionais da própria Unidade Escolar no turno
inverso ao da escolarização, não sendo substitutivo às classes comuns, podendo ser realizado,
nos serviços de atendimento especializado disponibilizados no Sistema Municipal de Ensino.
§1º Às crianças e/ou estudantes impossibilitados de frequentar as aulas em
razão de tratamento de saúde será assegurado o Atendimento Educacional Especializado -
AEE em ambiente hospitalar ou domiciliar, dentro das possibilidades da Unidade Escolar ou
serviços de atendimento especializado disponibilizados no Sistema Municipal de Ensino.
§2º O atendimento em classes hospitalares e ambientes domiciliares devem
dar continuidade ao processo de desenvolvimento e ao processo de aprendizagem das crianças
e/ou estudantes, com certificação de frequência realizada com base no relatório elaborado
pelo professor especializado que atende o estudante.
§ 3º As Unidades Escolares que não contemplam sala de recursos, deverão
encaminhar as crianças e/ou estudantes com deficiência, transtornos globais do
desenvolvimento/transtorno do espectro autista e altas habilidades ou superdotação, para o
atendimento no AEE na Unidade Escolar mais próxima, após análise do serviço responsável
pela Educação Especial da Secretaria Municipal de Educação.
§4º A Secretaria Municipal de Educação deve priorizar no seu planejamento
anual a construção das salas de recursos multifuncionais, contendo: espaço físico adequado,
mobiliários, materiais didáticos, recursos pedagógicos e de acessibilidade e equipamentos
específicos, em todas as Unidades Escolares Públicas Municipais para o Atendimento
Educacional Especializado - AEE.

Art. 15. O Atendimento Educacional Especializado - AEE será ofertado


mediante a elaboração e execução de um plano de ação, de competência dos profissionais que
atuam na sala de recursos multifuncionais ou nos serviços de atendimento especializado
disponibilizados no Sistema Municipal de Ensino, em articulação com os professores do
ensino regular, com a participação das famílias e em interface com os demais serviços
setoriais da saúde, assistência social, entre outros necessários ao atendimento.

Art. 16. O Regimento Escolar e a Proposta Político-Pedagógica das Unidades


Escolares que integram a Rede Municipal de Ensino devem institucionalizar a oferta do
Atendimento Educacional Especializado - AEE prevendo em sua organização:
I. sala de recursos multifuncionais: espaço físico, mobiliário, materiais
didáticos, recursos pedagógicos e de acessibilidade e equipamentos específicos;
II. matrícula no Atendimento Educacional Especializado - AEE das crianças
e/ou estudantes matriculados no ensino regular da própria Unidade Escolar ou de outra
Instituição de Ensino;
III. cronograma de atendimento às crianças e/ou estudantes;
IV. plano do Atendimento Educacional Especializado-AEE contendo:
identificação das deficiências, transtornos globais do desenvolvimento/transtorno do espectro
autista, e altas habilidades ou superdotação, definição dos recursos pedagógicos necessários e
das atividades a serem desenvolvidas;
V. profissionais do magistério para exercício da docência do Atendimento
Educacional Especializado- AEE;
VI. outros profissionais da educação: tradutor e intérprete de Língua
Brasileira de Sinais-LIBRAS, Braille, guia-intérprete e outros que atuem no apoio às crianças
e/ou estudantes com baixa visão, e também nas atividades de alimentação, higiene e
locomoção.
Parágrafo único. Os profissionais referidos no inciso VI, atuam com as
crianças e/ou estudantes público-alvo da Educação Especial em todas as atividades escolares
nas quais se fizerem necessárias.

Art. 17. Para atuação no Atendimento Educacional Especializado - AEE, o


profissional deve ter formação inicial que o habilite para o exercício da docência, no nível
médio, superior, cursos de capacitação na área de Educação Especial e/ou Pós-Graduação em
Educação Especial e Especialização em AEE.
Art. 18. São atribuições do professor do Atendimento Educacional
Especializado - AEE:
I. identificar, elaborar, produzir e organizar serviços, recursos pedagógicos,
de acessibilidade e estratégias considerando as necessidades específicas das crianças e/ou
estudantes público-alvo da Educação Especial;
II. elaborar e executar plano de Atendimento Educacional Especializado -
AEE, avaliando a funcionalidade e a aplicabilidade dos recursos pedagógicos e de
acessibilidade;
III. organizar o tipo e o número de atendimentos as crianças e/ou estudantes
na sala de recursos multifuncionais;
IV. acompanhar a funcionalidade e a aplicabilidade dos recursos pedagógicos
e de acessibilidade na sala de aula comum ao ensino regular, bem como, em outros ambientes
da Unidade Escolar;
V. estabelecer parcerias com as áreas intersetoriais na elaboração de
estratégias e na disponibilização de recursos de acessibilidade;
VI. orientar professores e famílias sobre os recursos pedagógicos e de
acessibilidade utilizados pelas crianças e/ou estudantes;
VII. ensinar e usar a tecnologia assistiva de forma a ampliar habilidades
funcionais das crianças e/ou estudantes, promovendo autonomia e participação;
VIII. estabelecer articulação com os professores da sala de aula comum,
visando à disponibilização dos serviços, dos recursos pedagógicos e de acessibilidade e das
estratégias que promovem a participação das crianças e/ou estudantes nas atividades
escolares, bem como orientar, acompanhar e realizar as devidas correções dos registros
descritivos das crianças e/ou estudantes com necessidades educativas especiais, preenchidos
pelos professores regentes;
IX. fazer acompanhamento individual das crianças e/ou estudantes atendidos
na sala do AEE, através de Portfólio, a saber: relatórios, fotos, laudos, atividades individuais
e/ou coletivas, atestados médicos, adaptação curricular, avaliação, ficha de anamnese, entre
outros;
X. participar do Conselho de Classe e/ou Conselho de Professores das
crianças e/ou estudantes dos quais acompanha na Unidade Escolar;
XI. os profissionais que atuam na sala de recursos multifuncionais no serviço
e atendimento especializado, participarão de encontros quinzenais na Secretaria Municipal de
Educação, no Departamento responsável pela Educação Especial para orientações e
formações do serviço prestado no atendimento de AEE. As Unidades Escolares que não
ofertam sala de recursos multifuncionais serão atendidas in loco pelo serviço responsável pela
Educação Especial da Secretaria Municipal de Educação.

Art. 19. A Equipe Gestora das Unidades Escolares públicas, juntamente com
o serviço responsável pela Educação Especial da Secretaria Municipal de Educação, deverá
realizar avaliação do desenvolvimento do trabalho pedagógico do professor do Atendimento
Educacional Especializado - AEE por bimestre.

CAPÍTULO IV
Dos Profissionais da Educação Especial

Art. 20. Será instituído no Sistema Municipal de Ensino profissional de apoio


escolar para assessorar a criança e/ou estudante com deficiência, transtornos globais do
desenvolvimento/transtorno do espectro autista e altas habilidades ou superdotação, conforme
análise técnica do serviço responsável pela Educação Especial e Equipe Multiprofissional da
Secretaria Municipal de Educação.
§1º De acordo com a Lei Brasileira de Inclusão - LBI, profissional de apoio
escolar: pessoa que exerce atividades de alimentação, higiene e locomoção das crianças e/ou
estudantes com deficiência e atua em todas as atividades escolares nas quais se fizer
necessária, em todos os níveis e modalidades de ensino, em instituições públicas e privadas,
excluídas as técnicas ou os procedimentos identificados com profissões legalmente
estabelecidas.
§2º São considerados profissionais de apoio escolar in loco aquele que exerce
suporte apenas em uma turma.
§3º É de competência e responsabilidade da Mantenedora estabelecer critérios
mínimos para perfil e seleção do profissional de apoio.
§4º É vedado ao profissional de apoio escolar exercer outra atividade dentro da
Unidade Escolar que não seja exclusivamente voltada para a criança e/ou estudante da
educação especial.

Art. 21. São atribuições do Departamento responsável pela Educação Especial


da Secretaria Municipal de Educação:
I. realizar visitas periódicas in loco às Unidades Escolares, que não
contemplam sala de recursos;
II. os atendimentos as demais Unidades Escolares que contemplem sala de
recursos será realizado quinzenalmente, na Secretaria Municipal de Educação no
Departamento responsável pela Educação Especial;
III. preencher os relatórios institucionais das visitas realizadas;
IV. orientar a Equipe Gestora como proceder ao encaminhamento para a
Secretaria Municipal de Saúde, Assistência Social, Cultura, Centro de Referência
Especializado de Assistência Social - CREAS, Conselho Tutelar e Ministério Público (quando
necessário) a demanda da Educação Especial que necessite de atendimento por parte desses
órgãos;
V. realizar levantamento das crianças e/ou estudantes da Educação Especial,
encaminhando-os para o atendimento educacional nas salas de recursos multifuncionais;
VI. viabilizar capacitações aos professores que atuam na Educação Especial;
VII. prestar orientações específicas à Equipe Pedagógica das Unidades
Escolares quanto aos recursos, estratégias pedagógicas, adaptações curriculares e avaliação
diferenciada;
VIII. orientar o preenchimento e auxiliar na correção dos registros descritivo
individual das crianças e/ou estudantes da Educação Especial;
IX. coordenar e acompanhar o processo pedagógico oferecidos nas salas de
AEE;
X. orientar e acompanhar os surdos/deficientes auditivos junto às Unidades
Escolares no que tange ao atendimento, orientação, adaptação, avaliação, contando para isso
com um técnico(a) com formação específica;
XI. participar das reuniões da coordenação geral realizados pelo Departamento
responsável pela Educação Especial;
XII. participar de cursos, seminários, fóruns, palestras no âmbito Federal,
Estadual e Municipal, com temas relativos à Educação Especial;
XIII. colaborar com ações, capacitações e projetos desenvolvidos por outros
setores e órgãos que visem o desenvolvimento do ensino aprendizagem na perspectiva
inclusiva, sendo previamente agendado e conforme disponibilidade de agenda dos técnicos do
serviço responsável pela Educação Especial;
XIV. coletar dados sobre a Educação Especial municipal para serem inseridos
no banco de dados referentes à modalidade;
XV. orientar as Unidades Escolares na construção do Regimento Escolar e da
Proposta Político-Pedagógica de forma a assegurar em sua organização o AEE, os princípios
de flexibilização e a diversificação curricular.

Art. 22. Deverá ser instituído no âmbito do Sistema Municipal de Ensino, sob
responsabilidade da Secretaria Municipal de Educação, banco de dados que reúna
informações sobre o atendimento das crianças e/ou estudantes com deficiência, transtornos
globais do desenvolvimento/transtorno do espectro autista e altas habilidades ou
superdotação, matriculados e, a demanda através do censo escolar.

Art. 23. A avaliação do desempenho escolar das crianças e/ou estudantes


com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento/transtorno do espectro autista e altas
habilidades ou superdotação, atendidos em classe comum, deverá ser contínua e cumulativa,
com prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos, respeitando as
possibilidades e limites das mesmas.
§1º As crianças e/ou estudantes com deficiência intelectual grave ou múltipla,
depois de esgotadas todas as possibilidades de apoio e adequações necessárias, que não
alcançarem os resultados de escolarização, terão sua avaliação pedagógica realizada por meio
de histórico descritivo das habilidades e competências desenvolvidas no decorrer do ano
cursado.
§2º O registro do desenvolvimento das habilidades e competências adquiridas
pelas crianças e/ou estudantes, deverá constar na pasta individual do mesmo, bem como o
relatório final quanto ao seu avanço ou não, com parecer pedagógico avaliativo conforme
estabelecido em legislação em vigor.

Art. 24. A prática da Educação Física e do Desporto reger-se-á pelo que


estabelece a legislação em vigor, considerando a natureza e o comprometimento da
deficiência apresentada, respeitando a avaliação clínica a que a criança e/ou estudante tenha
sido submetido.
Art. 25. À criança e/ou estudante que apresenta forma de comunicação
diferenciada dos demais será assegurado o acesso, na Unidade Escolar, tanto às informações
quanto aos conteúdos curriculares, bem como, o ensino de línguas e códigos aplicáveis de
comunicação, sinalização e tecnologias assistivas que atendam às suas necessidades
específicas.
§1º À criança e/ou estudante surdo será oportunizado o acesso à classe
bilíngue, tendo como língua de instrução a Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS e o ensino
de Língua Portuguesa escrita, como segunda língua.
§2º À criança e/ou estudante de baixa visão será oportunizado o acesso à
alfabetização em Braille ou materiais didáticos adequados à sua especificidade.

Art. 26. À criança e/ou estudante que possui altas habilidades ou superdotação
deverá ser oferecido serviço suplementar organizado para favorecer o aprofundamento e o
enriquecimento das atividades curriculares, em conformidade com a sua capacidade cognitiva,
visando o seu desenvolvimento global.
Parágrafo único. À criança e/ou estudante referido no caput do artigo será
permitido recurso do avanço progressivo, conforme o disposto em legislação em vigor.

Art. 27. Os pais e/ou responsáveis legais constituem-se parceiros


privilegiados no que concerne às necessidades educacionais de seus filhos, necessitando de
orientação e respaldo do serviço responsável pela Educação Especial no Sistema Municipal de
Ensino para que possam assumir suas responsabilidades e papéis.

CAPÍTULO V
Das Disposições Finais

Art. 28. Quando a criança e/ou estudante com grave comprometimento


intelectual e/ou múltiplos não possa beneficiar-se do Currículo da Base Nacional Comum,
deverá ser proporcionado um Currículo Funcional para atender às necessidades práticas da
vida.
Parágrafo único. Tanto o Currículo como a avaliação deve ser funcional,
buscando meios úteis e práticos para favorecer o desenvolvimento das competências sociais, o
acesso ao conhecimento, à cultura e as formas de trabalho valorizadas pela comunidade e a
inclusão da criança e/ou estudante na sociedade.

Art. 29. O Conselho Municipal de Educação, em parceria com a Secretaria


Municipal de Educação é responsável pela identificação, análise, avaliação da qualidade e da
idoneidade, bem como, pelo Credenciamento, Autorização e Renovação de Autorização de
Funcionamento das Unidades Escolares, Projetos de Educação Inclusiva ou serviços
educacionais, públicos ou privados, para garantir à qualidade do atendimento as crianças e/ou
estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento/transtorno do espectro
autista e altas habilidades ou superdotação, observados os princípios da educação inclusiva.
Art. 30. O Regimento Escolar e a Proposta Político-Pedagógica da Unidade
Escolar deverão estabelecer, sob acompanhamento e orientação do serviço especializado
responsável pela Educação Especial no Sistema Municipal de Ensino, um mecanismo de
registro do processo de ensino aprendizagem para viabilizar a prática pedagógica,
proporcionando aos professores conhecimentos da criança e/ou estudante a partir do seu
histórico social e desenvolvimento cognitivo, necessitando:
I. do preenchimento bimestral realizado pelos professores regentes de todas
as modalidades, grupos, anos e períodos;
II. do envolvimento dos pais e/ou responsáveis legais na colaboração com
dados referentes ao cotidiano do seu filho;
III. da atuação da equipe do serviço responsável pela Educação Especial da
Secretaria Municipal de Educação, compete o acompanhamento, verificação e correção dos
registros descritivos das Unidades Escolares que não contemplam a sala de recursos;
IV. a equipe do serviço responsável pela Educação Especial da Secretaria
Municipal de Educação, ficará responsável pela orientação ao professor da sala de recursos
quanto a verificação e correção dos registros descritivos das crianças e/ou estudantes com
deficiência, transtornos globais do desenvolvimento/transtorno do espectro autista e altas
habilidades ou superdotação;
V. compete ao professor da sala de recursos acompanhar as adaptações
curriculares, a verificação e correção dos registros descritivos referentes as modalidades,
grupos e anos e períodos.
Parágrafo único. Compete ao serviço responsável pela Educação Especial no
Sistema Municipal de Ensino, no âmbito de sua competência, orientar e acompanhar a
elaboração e execução da Proposta Político-Pedagógica, verificando sua legalidade e
respeitando a autonomia didático-pedagógica da Unidade Escolar.

Art. 31. Os procedimentos para exames de Classificação, Reclassificação e


Aproveitamento de Estudos, previstos nas normas que regem o Sistema Municipal de Ensino,
aplicam-se aos estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento/transtorno
do espectro autista e altas habilidades ou superdotação.

Art. 32. É facultado às Unidades Escolares, esgotadas as possibilidades,


viabilizar ao estudante com grave deficiência intelectual ou múltipla, que não apresentar
resultados de escolarização previstos na legislação em vigor, terminalidade específica do
Ensino Fundamental, por meio de certificação de conclusão de escolaridade, com Histórico
Escolar que apresente, de forma descritiva, as competências desenvolvidas pelo estudante,
bem como, o encaminhamento devido para a Educação de Jovens e Adultos - EJA e para a
Educação Profissional.
Parágrafo único. O Histórico Escolar dos estudantes com deficiência
intelectual grave ou múltipla, que não alcançarem os resultados de escolarização previstos na
legislação em vigor, deverá apresentar de forma descritiva as habilidades e competências
adquiridas de acordo com seu potencial, quando não lhes for possível atingir o nível de
conhecimento exigido para conclusão do Ensino Fundamental.
Art. 33. É de competência do Conselho Municipal de Educação, orientar,
acompanhar e encaminhar aos órgãos responsáveis a falta de atendimento aos padrões de
qualidade e a ocorrência de irregularidade de qualquer ordem nas Unidades Escolares e/ou do
serviço responsável pela Educação Especial da Secretaria Municipal de Educação.

Art. 34. As Unidades Escolares Privadas que compõem o Sistema Municipal


de Ensino adaptarão seu Regimento Escolar e Proposta Político-Pedagógica, de forma a
esclarecer a comunidade acerca de suas condições de atendimento à Educação Especial.

Art. 35. O atendimento as crianças e/ou estudantes em classes comuns do


ensino regular com necessidades educativas especiais, que não possuem laudo médico que os
possibilite receber assessoramento específico, ficará o professor regente responsável pela
adaptação curricular e preenchimento do registro descritivo caso haja necessidade, conforme
análise do serviço responsável pela Educação Especial da Secretaria Municipal de Educação.

Art. 36. A criança e/ou estudante que não tenha laudo médico, mas está
amparada pela legislação educacional nacional ou que apresenta transtornos funcionais poderá
ser matriculado para atendimento na sala de recursos, caso não sejam preenchidas as vagas.

Art. 37. A avaliação da criança e/ou estudante da modalidade de Educação


Especial deverá levar em consideração as especificidades e potencialidades de cada estudante,
utilizando-se o Relatório Descritivo.
Parágrafo único. Na avaliação dever-se-ão utilizar recursos pedagógicos
alternativos, tais como: extensão do tempo da prova, adaptações no formato das provas, prova
oral, utilização de recursos tecnológicos, materiais concretos, recursos humanos de apoio,
dentre outras modificações que se fizerem necessárias.

Art. 38. Os casos extraordinários e/ou omissos, não estabelecidos nesta


Resolução, observarão as orientações do Setor competente da Secretaria Municipal de
Educação, ouvido o Conselho Municipal de Educação.

Art. 39. Esta Resolução entra em vigor na data de sua homologação, sendo
revogadas a Resolução CME Nº 002, de 20 de janeiro de 2015 e as disposições em contrário.

PRESIDÊNCIA DO CONSELHO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE


PLANALTINA, em Planaltina - Goiás, aos 27 dias do mês de abril de 2021.

MARINALDA LOPES RIBEIRO


PRESIDENTE
Conselho Municipal de Educação
Decreto nº 1465/2020
CONSELHEIROS
ANGELA CRISTINA DE OLIVEIRA RODRIGUES
ANÍVEA ARAÚJO COSTA
APARECIDA FERREIRA DE SOUZA
BIATRIZ DIAS RODRIGUES BEZERRA
EVA MÁRCIA SILVA FONTES
GILMAR FRANCISCO BARRENSE
JOÃO PIRES NOGUEIRA
LUZIENE LOPES GOMES
MARIA LUIZA FERREIRA PIMENTEL SILVA
MARIA MÁRCIA SILVA
ROSENY PIRES RIOS
UZELINA DA SILVA LEAL BATISTA