Você está na página 1de 7

RESUMOS SOBRE TEMAS DOS QUESTIONÁRIOS

Síndrome do corredor ou do trato iliotibial - Teste de Ober: Dores na lateral do joelho pois pode ocorrer por causa
da tensão excessiva na banda iliotibial por não ter alongamentos correto, numero elevado de km, pouco descanso,
fraqueza muscular dos extensores e flexores dos joelhos e dos abdutores do quadril, alterações excessivas no arco
plantar, calçados inadequados, treinos sem orientação correta. A dor pode irradiar para a face lateral da coxa ou
para a panturrilha. A dor lateral também pode ocorrer devido à outros tipos de lesões, como meniscais ou condrais.
Condropatias é o amolecimento da cartilagem que reveste a patela e ocorre o aumento da pressão de contato entre
a patela e a tróclea. Teste de ober é positivo quando o fisioterapeuta flete o joelho e estende o quadril com o
paciente em dec.lateral, e o pct deixa a perna flutuando indicando contratura. Tratamento pode usar a crioterapia
4x, alongamentos da região e repouso. A cirurgia será indicada quando tiver falha no tto conservador e necessita de
uma bursitectomia.

Dores na parte medial do joelho pode ser tenditine da pata de ganso, lesão ligamentar colateral medial ou ruptura
menisco medial.

Dor na parte de trás do joelho: pode ser suspeita de cisto de Baker, um pequeno inchaço
que surge atrás do joelho e que provoca aumento da dor quando o paciente faz
agachamento ou quando dobra o joelho.

Dor na frente do joelho: pode ser uma condromalacia patelar.

Dor no joelho ao acordar: é mais comum após os 40 anos e, geralmente, está relacionado
com a existência de artrite reumatoide na articulação, sendo que a dor é mais frequente durante os primeiros
minutos da manhã, e melhora com movimento

Dor no joelho ao agachar: uma das causas comuns é a condropatia patelar, que é o desgaste da articulação em volta
da patela, ou lesão no menisco.

Dor no joelho ao caminhar, ao final do dia ou ficar muito tempo de pé: pode ser artrose, que causa desgaste do
joelho, e a medida que a doença se agrava, há rigidez do joelho ao levantar de manhã e melhora com repouso.

Dor no joelho ao dobrar a perna: pode indicar lesão no menisco.

Dor no joelho ao esticar a perna: pode indicar lesão no tendão ou rompimento do ligamento patelar.

Dor em todo joelho: depende se houve algum trauma direto como cair de joelhos no chão, o que pode indicar
contusão, torção no joelho, ruptura parcial de um músculo ou ligamento.

 Dor no joelho e estalido ao movimentar o joelho lateralmente: pode indicar lesão nos ligamentos cruzado anterior,
posterior, ligamento coronário, ruptura do menisco ou fratura osteocondral.

 Dor no joelho ao subir escada: pode ser artrose, lesão no menisco ou lesão osteocondral, por exemplo.

 Dor no joelho ao descer escada: pode indicar lesão na patela.

 Dor no joelho e inchaço sem trauma: pode indicar hemofilia, artrite reumatoide, infecção ou gota.

 Dor profunda, bem no meio do joelho: Pode ser ruptura dos ligamentos cruzado anterior ou posterior.
CENTRALIZAÇÃO DA DOR (MÉTODO MKZ)
 .Centralização (da dor): é considerado um sinal de diminuição da dor, e corresponde a uma mudança do ponto
mais distal (mais próximo de uma extremidade corporal) para um ponto mais central (mais próximo da coluna,
ou mais próximo ao meio da coluna) da dor que se origina da coluna. Geralmente a verificação da centralização é
feita utilizando-se movimentos repetidos de tronco (geralmente para flexão ou extensão da coluna).
 .Periferalização (da dor): é o oposto da centralização, considerado um sinal de piora/agravamento, e consiste na
dor passar a afetar regiões mais distais (próximas de uma extremidade).
 .Preferência Direcional: é a direção do movimento (geralmente flexão ou extensão) da coluna que promove a
centralização da dor, melhoria dos sintomas e/ou aumento da amplitude de movimento.

Centralização e Prognóstico

DONELSON ET al (1990) afirmaram que a ocorrência da centralização na avaliação é um preditor de bom prognóstico


do tratamento, além de estabelecer a direção dos exercícios no tratamento, e sua ausência prediz um mal
prognóstico e eventual necessidade de cirurgia.

SUFKA ET al (1998) também observaram que a presença da centralização devido ao tratamento em indivíduos


tratados com o método de Terapia Mecânica e Diagnóstico estava relacionada à boa recuperação funcional, embora
o tempo levado até a centralização total dos sintomas não fosse relevante para isso. BROETZ et al (2010) concluíram
em seu estudo com pacientes que tinham prolapso discal lombar que a Centralização nas 5 primeiras sessões  de
tratamento era preditiva de melhoria a longo prazo.

KARAS ET al (1997) encontraram na ausência de centralização um preditor de mal prognóstico (no caso, retorno ao
trabalho), mas afirmaram que um alto valor na escala de Waddell (WADDELL ET al – 1990) como um melhor preditor.
Usaram como tratamento uma combinação de atividades estruturada previamente, que não levava em conta a
presença ou não de centralização, mas que incluía exercícios do método McKenzie. MAY ET al (2008), num estudo
que incluiu tanto indivíduos com dor lombar como dor cervical tratados com o método McKenzie, concluíram que,
embora a Centralização fosse um preditor de sucesso do tratamento (sendo sucesso definido como redução de 50%
na incapacidade funcional), a duração da dor era um preditor mais importante.

WERNEKE et al (1999), estudando tanto pacientes com dor lombar ou dor cervical cuja duração fosse menor que 6
semanas, também observaram que indivíduos que “centralizavam” (fosse na avaliação inicial e/ou ao longo do
tratamento) tinham melhor prognóstico (os pacientes foram tratados com um programa baseado no - mas não
restrito ao - método McKenzie), que indivíduos que não centralizavam corriam maior risco de terem limitações
crônicas e que, caso não houvesse centralização após a sétima sessão de tratamento, não eram conseguidas
melhoras posteriores na dor ou na função.  SKYTTE et al (2005), observaram que pacientes com dor ciática devido à
hérnia de disco, tratados com repouso e exercícios, que centralizaram na avaliação inicial tiveram um prognóstico
significativamente melhor que os que não centralizaram, sendo que estes tinham 6 vezes mais chance de vir a
necessitar de cirurgia. 

WERNEKE et al (2009) também encontraram a centralização (na avaliação inicial) como um dos fatores, juntamente
com nível baixo de medo pelo FABQ-PA (WADDELL et al – 1993), que prediziam a melhora de função e dor em
pacientes com dor lombar. 

WERNEKE & HART (2001) continuaram o estudo de WERNEKE et al (1999) reavaliando os indivíduos que tinham
dores lombares, e concluíram que os indivíduos que haviam sido classificados no estudo anterior como “não-
centralizadores” eram mais predispostos a desenvolver dor lombar crônica, não retornar ao trabalho e ter maiores
limitações funcionais, salientando  que estes indivíduos também poderiam ser facilmente identificáveis após uma
crise de dor aguda. WERNEKE et al (2008) encontraram , nos pacientes com dor lombar investigados, uma relação
entre não-centralização, maior dor e menor capacidade funcional. Adicionalmente, CHRISTIANSEN et al
(2009) encontraram uma correlação entre a “não-centralização” e alterações psicológicas, e  WERNEKE & HART
(2005) sugeriram uma triagem psicossocial nos “não-centralizadores”. WERNEKE et al (2011) também encontraram
melhores resultados em pacientes que centralizavam em comparação com aqueles que não centralizavam.
LISI (2001) identificaram que a centralização seria também preditora de sucesso em um tratamento com
manipulação articular (feita em decúbito lateral, conhecida como “lumbar-roll”).

Não houve sequer um estudo que não identificou a centralização como preditora de que haveria melhora (resolução
ou diminuição significativa dos sintomas, melhoras funcionais significativas, retorno ao trabalho, etc). Porém,
nenhum dos estudos comparou a melhora supostamente ligada à centralização com a melhora que pode ocorrer ao
longo do tempo nos casos de dores lombares. Dessa forma, é mais seguro dizer que a ausência de centralização é
que parece estar relacionada a um mal prognóstico, presença de dores crônicas e diminuição da função por mais
tempo, além de poder estar associada a alterações psicológicas. Parece que avaliar a presença ou não de
centralização é um procedimento útil para guiar o tratamento e, como vimos acima, também é um procedimento
confiável.

 Centralização, localização e duração dos sintomas

No estudo de SUFKA ET al (1998), os pacientes tratados foram divididos em 3 grupos de acordo com a duração dos
sintomas (agudo: 1 a 7 dias; subagudo: 8 dias a 7 semanas; crônico: mais que 7 semanas), e outros 3 grupos de
acordo com o ponto mais distal de dor (grupo I: dor até a prega glútea; grupo II: dor até a linha articular do joelho;
grupo III: dor abaixo do joelho). Observaram que a centralização completa ocorreu em mais de 80% dos indivíduos
com dor aguda, mais de 70% dos indivíduos com dor subaguda e 60% daqueles com dor crônica. Por outro lado, 80%
daqueles classificados no grupo I obtiveram centralização completa, mais de 70% do grupo II e pouco mais de 40%
do grupo III também. KARAS ET al (1997) obtiveram uma tendência 7 vezes maior de sucesso no tratamento
(melhora de 50% da dor) nos indivíduos com dor há menos de 12 semanas (esse estudo incluiu também pacientes
com dor cervical). WERNEKE et al (1999) observaram um maior número de pacientes que centralizavam com o
tratamento cuja dor era mais proximal (até região glútea) em relação àqueles com dor mais distal (alcançando a
perna), e um maior número de indivíduos que não centralizavam ou que periferalizavam a dor naqueles com dor
mais distal que proximal (esse estudo incluiu também pacientes que tinham dor cervical, sendo que todos tinham
dor a menos de 6 semanas).

 SKYTTE et al (2005) não encontraram relação entre a duração ou localização dos sintomas (medida pelo QTF –
Quebec Task Force -  veja aqui o link) e o prognóstico em pacientes com dor ciática. Este estudo contraria os estudos
acima que observaram uma relação entre o ponto mais distal da dor e um pior prognóstico. 

De forma geral, tanto o tempo de duração dos sintomas quanto a localização parecem afetar o prognóstico do
tratamento, embora não se possa dizer que haja consenso em relação a isso. Por outro lado, a ocorrência da
centralização parece estar mais relacionada à presença de sintomas mais proximais e presentes a menos tempo.

Centralização e Integridade dos Discos

DONELSON et al (1997) concluíram que a avaliação do método de Terapia e Diagnóstico Mecânico (McKenzie) foi
capaz de, confiavelmente, distinguir se as dores lombares eram de origem discogênica ou não, e se os anéis fibrosos
do disco eram competentes (íntegros) ou não e, além disso, foi superior à Ressonância Magnética em identificar
discos que estavam promovendo dor dos que não estavam. O raciocínio utilizado pelos autores é o de que a maior
parte dos pacientes do estudo teve alteração da dor (centralização ou periferalização) e dentro desse grupo, a maior
parte teve uma discografia positiva (ou seja, se houver alteração da dor identificaria-se uma discografia positiva,
portanto, a dor seria de origem discogênica). Por outro lado, de todos os pacientes com discografia positiva, a
incidência de ânulo intacto nos centralizadores era muito maior que nos que periferalizaram, e que era possível,
portanto, predizer se o ânulo estava intacto pela centralização. O texto completo do artigo está disponível na
internet aqui.

RAPAIA ET al (2006)encontraram uma relação com o fenômeno da Centralização com 1-) a presença de ânulos
(fibrosos) intactos na Ressonância Magnética e com 2-) hérnias extrusas cujo canal espinhal é largo e em que há
preservação de líquido no interior do disco. Por outro lado, a Periferalização dos sintomas foi relacionada a hérnias
extrusas e sequestradas com estenose ou estreitamento do canal espinhal. 
LASLETT ET al (2005) realizaram apenas uma avaliação utilizando o método McKenzie em pacientes com dor lombar
que, em seguida, foram examinados por Discografia. Concluíram que a Centralização é altamente específica em
identificar pacientes com Discografia positiva, mas que essa especificidade não é tão alta em indivíduos com muitas
limitações funcionais. 

Aparentemente é possível predizer a integridade dos ânulos fibrosos, assim como sugerir que a dor tem origem
discogênica, pela presença da centralização. Porém, sua ausência não significa que a dor não tenha origem no disco
ou que os ânulos tenham perdido sua integridade. Mais estudos correlacionando  a discografia com a centralização
poderiam ajudar a confirmar ainda mais essa hipótese. 

A presença da centralização parece estar relacionada com os casos em que um bom prognóstico é possível, cuja
origem da dor é discogênica e com a presença de ânulos fibrosos íntegros. Além disso, sua presença, em geral, está
vinculada a sintomas mais proximais e presentes a menos tempo. 

 Tratamento com o método de Terapia e Diagnóstico Mecânico

CHERKIN et al (1998) realizaram um estudo onde comparam 3 formas de tratamento para pacientes com dor lombar
(por pelo menos 7 dias, sem ciática, sendo que a maioria tinha dores a menos de 6 semanas): método McKenzie,
manipulação articular (manipulação quiropráxica) e instruções (através de um livreto). Não observaram diferenças
significativas entre os grupos que realizaram McKenzie ou manipulação (tanto em recidiva da dor, dias de atividade
reduzida ou dias de trabalho perdido), mas havia uma tendência mais favorável no grupo de manipulação, sendo que
ambos foram apenas levemente melhores que o tratamento pelo livreto. De fato, a única diferença significativa
encontrada entre os dois grupos que sofreram intervenções em relação ao grupo que recebeu o livreto foi em
relação ao incômodo dos sintomas com 4 semanas de tratamento.

PETERSEN et al (2002) realizaram um estudo clínico randomizado, no qual compararam o método McKenzie com
fortalecimento dos músculos do tronco para tratamento de indivíduos com dor lombar (incluindo indivíduos com dor
irradiada até a perna, mas não indivíduos com compressão de raiz nervosa) por ao menos 8 semanas. Não
encontraram, entre os dois grupos, muitas diferenças, mas houve uma tendência a menor incapacidade funcional e a
menos dor, em algumas reavaliações após o fim do tratamento, no grupo McKenzie.

LONG ET al (2004) fizeram um teste clínico randomizado em pacientes com dor lombar, incluindo aqueles com dor
ciática, que apresentaram uma Preferência Direcional, e aplicaram os exercícios direcionais (exercícios de flexão ou
extensão repetida do tronco) nestes, sendo que num grupo foi respeitada a preferência direcional, no outro foi
realizado o exercício contrário a essa preferência e, num terceiro grupo, realizou exercícios “não-direcionais”
Observaram que, nos últimos dois grupos, um terço dos participantes se retirou devido à falta de melhora ou mesmo
piora dos sintomas. Em relação à intensidade da dor, local da dor, limitações funcionais, necessidade do uso de
medicamentos e outros itens, a melhora no grupo que realizou exercícios em que se respeitou a preferência
direcional foi significativamente maior que nos outros.

PAATELMA et al (2008) buscaram, num estudo clínico randomizado, comparar o tratamento McKenzie com Terapia
Manual e orientação em indivíduos que tinham dor lombar, com ou sem dor ciática. Não foram observadas
diferenças entre os 3 grupos aos 3 meses pós tratamento, sendo que todos obtiveram melhoras significativas tanto
em incapacidade e na dor.  Com 6 meses e 1 ano pós-tratamento observou-se melhora significativa do grupo
McKenzie em relação ao grupo que recebeu orientação, sem diferenças significativas entre o grupo McKenzie e o
grupo que recebeu Terapia Manual. 

MACHADO et al (2010), em mais um estudo clínico randomizado, não observaram benefícios em adicionar um
tratamento pelo método McKenzie a um tratamento com orientações imediatamente ao diagnóstico, em pacientes
com dor lombar inespecífica aguda. Porém, uma porcentagem maior dos pacientes que receberam o tratamento
com orientações apenas sentiu necessidade de procurar outros tratamentos após o final da intervenção.

PETERSEN et al (2011) compararam o método McKenzie com o uso de manipulação articular, ambos tendo
adicionado o uso de orientações, em pacientes com dor lombar (com ou sem dores na perna, sendo que a maioria
dos pacientes tinha dor crônica) que apresentavam centralização ou periferalização da dor. Houve maior melhora da
incapacidade funcional no grupo tratado com o método McKenzie, nas comparações de 2 e 12 meses após o
tratamento, sendo que nos 2 meses pós tratamento houve maior número de indivíduos relatando sucesso com o
tratamento do método McKenzie.

SCHENK et al (2012) compararam dois grupos de paciente com indivíduos com dor lombar que se enquadravam da
Regra de Predição Clínica para manipulação articular (para saber sobre isso, veja nosso artigo “Fisioterapia da Coluna
Lombar – uma nova proposta de avaliação” ou o artigo de FLYNN ET al - 2002), sendo que um grupo recebeu
tratamento com o método McKenzie, e o outro foi tratado com a mesma manipulação articular utilizada por FLYNN
ET al (2002) em seu estudo. Não houve diferenças nos resultados do tratamento entre os dois grupos, sendo que
ambos obtiveram melhoras significativas na dor e na função.

BROWDER et al (2007), num estudo clínico randomizado, compararam dois grupos de indivíduos com dor lombar
cuja dor irradiava para abaixo dos glúteos e que obtinham centralização com movimentos de extensão, sendo que
um dos grupos recebeu tratamento baseado no método McKenzie (repetidas extensões em decúbito ventral e em pé
e outras atividades) e o outro realizou fortalecimento da musculatura de tronco. Houve uma melhoria da função
maior no grupo que realizou exercícios baseados no método McKenzie nas reavaliações (após 1 semana, 4 semanas
e 6 meses do fim do tratamento), enquanto somente na 1ª semana após o tratamento a melhora da dor foi
significativa em relação ao grupo que realizou fortalecimento.

SKIKIC et al (2004) comparou um tratamento baseado no método McKenzie com um baseado no método Brunkow
para melhorar a mobilidade da coluna, observando que o método McKenzie foi mais eficaz para atingir esse
objetivo. 

MOFFETT et al (2006) compararam dois grupos de pacientes que tinham dor lombar ou cervical, sendo que um
realizou tratamento baseado no método McKenzie, e o outro realizou tratamento fisioterapêutico baseado na
terapia comportamental-cognitiva, sendo que ambos os grupos obtiveram resultados semelhantes. Porém, o grupo
McKenzie apresentou maior satisfação com o tratamento, e uma análise posterior realizada por MANCA et al
(2007) concluiu que o método McKenzie tinha melhor custo-benefício. 

GARCIA et al (2011) obtiveram resultados semelhantes tanto na diminuição da dor quanto no desempenho funcional
de indivíduos tratados ou com o método McKenzie ou com a participação numa Escola de Coluna (que, dentre as
atividades, estavam inclusos alongamentos musculares e exercícios de fortalecimento abdominal). GARCIA et al
(2013) fizeram o mesmo, encontrando melhores resultados no desempenho funcional nos indivíduos que foram
tratados com o método McKenzie. 

Ao se analisar o conjunto de artigos apresentados, observa-se que o método McKenzie, quando comparado a outras
intervenções diretas, teve um resultado semelhante (terapias manuais, aqui incluindo as manipulações quiropráxicas
e manipulações articulares) ou levemente melhor (que o fortalecimento muscular). Não houve clareza também se os
positivos resultados obtidos com o uso do método McKenzie ocorriam a curto ou longo prazo. Porém, houve um
grau de consistência na obtenção de benefícios, seja a diminuição da dor, a satisfação ou melhora funcional, em
praticamente todas as pesquisas, o que nos permite dizer que o método traz benefícios e que, dessa forma, tem
utilidade clínica comprovada. Cabe ressaltar que não houve regularidade nos estudos no que concerne à
classificação das dores como agudas ou crônicas, de presença ou não de irradiação da dor ou compressão re raízes
nervosas, da intensidade inicial da dor ou de haver dor devido à herniação discal ou outro motivo particular, de
forma que os resultados das intervenções diante de situações específicas acabam ficando diluídos. Não fica claro
também se há um perfil adequado de paciente propício a se beneficiar com o uso do método em relação a outras
abordagens de tratamento. Por outro lado, a possibilidade de certos tratamentos terem um perfil específico de
pacientes que deles se beneficiam já vem sendo estudada (para saber mais, veja nosso artigo – “ Fisioterapia da
Coluna Lombar – uma nova proposta de avaliação"), sendo que o método McKenzie, ou parte dele, está incluso. 

O método de Terapia Mecânica e Diagnóstico (McKenzie) apresenta um processo de avaliação que tem se
demonstrado bastante confiável (exceto na avaliação da presença do “lateral shift”), do qual se destaca a avaliação
da existência ou não da centralização, cuja presença indica a tendência a um melhor prognóstico, assim como indica
também que a dor lombar se origina dos discos intervertebrais, e que estes apresentam ânulos fibrosos íntegros.
Como método de tratamento das dores lombares, tem apresentado resultados positivos similares ou superiores a
condutas como manipulações articulares ou exercícios de fortalecimento. Seu conhecimento é recomendával a
todos os fisioterapeutas que tratam dores de coluna.

TENDÕES JOELHO:

 Tendinite patelar – a dor está na frente e abaixo da patela;


 Tendinite quadricipital – dor em cima da patela;
 Tendinite semimembranosa – dor atrás e na região de dentro do joelho;
 Tendinite do bíceps femoral – dor atrás e na região externa do joelho;
 Tendinite da pata de Ganso – dor na região interna do joelho;
 Tendinite do Tendão Popliteo – outra causa muito frequente de dor na região externa e posterior do joelho.

O teste de lasegue pode indicar o estiramento do nervo ciático ao elevar a perna.

O teste de Galeazzi indica o encurtamento e diferença de comprimento do membro inferior em comparação com a
perna oposta.

Você também pode gostar