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OUTDOOR SUPPLY LTDA.

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Informe sobre cordas Estáticas e Dinâmicas

• Introdução

Antes de selecionar uma corda para uso em altura, o mais importante a considerar é que não existe um único
tipo de corda para todo tipo de atividade. Antes de decidir qual corda utilizar, você deverá determinar o tipo de
situação em que a mesma deverá ser usada. Será em estruturas urbanas? Num jipe no meio de uma trilha? Para
resgate na água? Para montanhismo ou escalada? Em cavernas? Para segurança industrial?
Também deverá ser considerado o tipo de terreno onde a corda será utilizada: Pedras afiadas? Gelo e neve?
Água de mar? Produtos químicos? Todos estes fatores deverão ser analisados para poder selecionar a corda ou
cordas mais apropriadas para essas condições.
Existem diversos tipos de corda no mercado para uso em altura: a trançada, a trançada de 8 cabos, a
trançada dupla e a kernmantle (do alemão kern: alma e mantle: capa). Esta última é a tecnologia adotada pela
New England Ropes na fabricação de suas cordas Maxim (dinâmicas) e KMIII (estáticas).

• Tecnologia Kernmantle:

As cordas de construção Kernmantle apresentam diversos tipos de alma e de capa. A alma da corda é
confeccionada por milhares de fibras de nylon torcidas juntas, formando cordões. Estes cordões são torcidos em
direções opostas, metade à direita e metade à esquerda, para que a corda seja neutra, isto é, não torça quando
submetida a esforço.
A capa, geralmente colorida, é que proporciona a maioria das características de manuseio. Com referência a
construção da capa, quanto maior for seu número de fios, maior será sua resistência a abrasão. As capas das
cordas New England são trançadas com 48 fios, utilizando a tecnologia mais avançada do mercado. É justamente
por este motivo, por sua construção robusta, que as cordas Maxim e KMIII são reconhecidamente as de melhor
desempenho.

Cordas dinâmicas:

São cordas kernmantle de alto estiramento (elongação), usadas para fins esportivos em escalada em
rocha ou gelo. Elas são fabricadas para ter elasticidade de 6 % a 10% com uma carga de 80Kg e de 40% com
carga de ruptura. Esta característica lhe permite absorver o impacto em caso de queda do escalador sem
transferir a força do impacto, evitando assim lesões. É importante usar uma corda de boa construção para
conquista de novas vias de escalada ou em situações em que o fator de queda seja elevado.
Porém, uma corda que alonga pode ser uma desvantagem quando utilizada para resgate ou espeleologia,
ou quando se precisa descer uma carga do alto de um prédio ou uma maca suspensa por corda em operação de
resgate. Por outro lado, as cordas dinâmicas são menos resistentes à abrasão e desgaste, mas de qualquer
maneira, se você planeja usar a corda somente para escalada em gelo ou rocha ou para montanhismo, deverá
utilizar uma corda dinâmica.

Cordas estáticas:

É uma corda que possui uma alma de Nylon de baixo estiramento (elongação), sendo seus cordões
internos os que aportam a maior resistência ao esforço. Para que a resistência da corda seja consistente, estes
cordões devem ser contínuos, sem emendas ao longo de toda a corda. Ao mesmo tempo, para garantir uma
elasticidade mínima, estes cordões devem ser paralelos entre si, ao contrário das cordas dinâmicas em que são
torcidos. Ou seja, a alma (kern) é quem suporta a carga, sendo a capa (mantle) a responsável pela proteção
contra sujeira, abrasão e desgaste. Ao eleger uma corda é importante saber se a mesma receberá cargas
estáticas ou dinâmicas. As aplicações mais comuns das cordas estáticas KM III são: canioning, rapel, serviços em
fachadas de prédios, operações de resgate, linhas de vida, espeleologia, operações de resgate em espaços
confinados.

New England - Informe s/ cordas - Cap.5 - Item 12


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Cordas Dry:

Existe uma necessidade no mercado, de ter cordas que se mantenham secas. Isto é comum em viagens
através de glaciares, escalada em gelo ou em zonas úmidas. O tratamento dry consiste em um banho químico
com flour-polímeros repelentes à água aderido às fibras. Este tratamento permite que a corda KMIII Dry flutue lhe
outorgando ainda uma maior resistência a abrasão. O tratamento dry não degrada antes da 3ª lavagem,
desaparecendo totalmente após a 7ª.

• Diâmetro da corda

Nem sempre um único diâmetro serve para todas as aplicações. Em primeiro lugar, uma corda de diâmetro
maior é mais pesada, sendo isto um empecilho para subir. Além disto, quanto maior o diâmetro mais difícil será o
manuseio em técnicas verticais. Além do problema do peso adicional, uma corda mais grossa poderá dificultar a
utilização de diversos equipamentos: na maioria dos casos, estes equipamentos (polias, ascenders, descenders,
freios, etc.) trabalham com cordas de até 12.5mm. Cordas mais grossas só trabalham com equipamentos
maiores, de tipo industrial, geralmente de maior especialização e mais caros.
Para escolher o diâmetro de corda, deve-se determinar antes a carga máxima de trabalho que a corda deverá
suportar. Será para uma pessoa só? Ou serão duas, incluindo por exemplo um acidentado, a maca e o
responsável pelo resgate?
Em todos os casos, o mais importante a considerar é a resistência da corda, ou seja, a sua carga de ruptura e
a conseqüente carga de trabalho. Para maiores informações, ver quadros de especificações técnicas na pág. 8.

• Resistência da corda

A corda deverá ter sempre uma carga de ruptura várias vezes maior que a carga que irá suportar. Esta
relação entre resistência e carga é conhecida como fator de segurança. Se a resistência da corda é de 2.500 lb.
(1.134Kg) e a carga de 500 lb. (226Kg), então o fator de segurança será 5:1.
Para se ter uma idéia, esse fator de 5:1 é considerado adequado para transportar equipamentos, mas
insuficiente quando vidas humanas dependem da resistência da corda. Por exemplo, nos EUA se recomenda um
fator de segurança bem mais conservador, de 15:1. Ou seja, que para a mesma carga de 500 lb. (226Kg) a corda
deverá ter uma resistência de no mínimo 7.500 lb. (3.402Kg). A corda de resgate KMIII de ½ polegada (12,5mm)
tem uma resistência mínima de ruptura de 9.700 lb. (4.403Kg). Usando o fator de segurança de 15:1, você obterá
uma carga de trabalho (em segurança) de 646 lb. (293Kg), superior a carga de 600 lb. fixada pela NFPA (National
Fire Protection Association, USA) para uma carga de duas pessoas em uma corda de vida do serviço de
bombeiros. As 9.100 lb. (4.127Kg) restantes constituem a margem de segurança para todos aqueles fatores que
reduzem a resistência de uma corda: nós, uso de equipamentos, cantos afiados de rocha ou prédios, dobras
agudas, etc. (ver quadro de especificações técnicas na pág. 8).
A resistência de uma corda é medida como carga de ruptura. É preciso lembrar também que a carga mínima
de ruptura de uma corda está baseada em provas feitas em cordas novas. Na medida que uma corda for usada,
sua resistência diminui e também diminuirá sua carga de trabalho.
Na hora de comprar uma corda é importante comparar o peso por cada 100m em diferentes cordas de um
mesmo diâmetro. Além do tipo de construção, a resistência da alma é dada pela quantidade de Nylon utilizado em
sua fabricação. Por isto, cordas do mesmo tipo de construção e do mesmo diâmetro devem possuir resistências
similares se possuem a mesma quantidade e qualidade de Nylon.

• Força de impacto

Força de impacto e resistência são dois conceitos diferentes. As cordas absorvem a força do impacto de uma
queda quando elas esticam. A força de impacto enunciada nas especificações dos fabricantes é a quantidade de
energia que a corda não absorve e transmite aos usuários, tanto ao que está na ponta quanto aquele que a
segura. Quanto menor for a elongação, maior será a quantidade de força de impacto transmitida ao usuário. Os
escaladores devem utilizar cordas dinâmicas com baixa força de impacto para garantir sua segurança. No caso de

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cordas estáticas, este parâmetro não é tão importante já que as mesmas teoricamente não serão utilizadas em
situações de grandes forças de impacto, para quedas com um fator maior a 0.25 (ver quadro de especificações
técnicas na pág. 8).

• Fibras da corda

Antes da existência das fibras sintéticas, o tipo mais comum utilizado por muitos anos foram as cordas de
fibras naturais como o sisal. Mas a sua resistência se degrada rapidamente, elas não tem a capacidade de
absorver impactos, não possuem fibras contínuas e apresentam pouca resistência quando comparadas com
determinadas fibras sintéticas. Por isso, as fibras naturais não são apropriadas para nosso tipo de uso onde vidas
humanas estão em jogo.
Existem diversas fibras sintéticas utilizadas na construção de cordas:

1. Poliolefinas (polipropileno ou polietileno): são fibras utilizadas quando a propriedade de flutuar é importante,
como por exemplo, resgate na água. Porém as fibras poliolefinas se degradam rapidamente com a luz do sol.
Devido a sua baixa resistência a abrasão, tempo de vida curto e ponto de fusão baixo, não é uma boa escolha
para qualquer outro tipo de operação de resgate.

2. Kevlar: é uma fibra desenvolvida pela Dupont, resistente a altas temperaturas e extremadamente forte, porém
é muito susceptível a abrasão tanto interna quanto externa (as fibras são tão rígidas que se cortam entre si).
Além disso, como não pode absorver impactos e quebra quando dobrada (por exemplo, em um rapelador),
não deve ser usada em operações com risco de vida.

3. Spectra: é uma fibra desenvolvida pela Allied, extremadamente forte e leve. Possui maior resistência a
abrasão que o kevlar, porém apresenta baixa elasticidade para absorver impactos. Também possui um ponto
de fusão muito baixo para poder ser utilizada com a maioria dos equipamentos de rapel. A New England
possui dentro de sua linha, cordas de Spectra/Polipropileno em 3 diâmetros diferentes (9.5mm, 11mm e
16mm) nas cores vermelha ou amarela, para resgate na água.

4. Poliester: as fibras de polyester são usadas em muitas cordas. Dacron, a marca registrada da Dupont para
este tipo de poliester, tem um ponto de fusão de 249oC que é similar ao do Nylon 6.6 e superior ao Nylon 6.
As fibras de poliester tem uma alta resistência ainda quando úmidas, uma baixa elongação à carga de ruptura
e uma alta resistência à degradação produzida pelos raios UV. Estas características fazem com que as cordas
de poliester sejam recomendadas para uso náutico. Porém o poliester tem pouca capacidade de absorção de
impactos, o que significa que não pode se adequar a forças de impacto ou cargas contínuas de maneira tão
eficiente quanto as fibras de Nylon.

5. Nylon: o Nylon disponível para cordas é de dois tipos: tipo 6 e tipo 6.6. Ambas fibras possuem propriedades
semelhantes, mas o 6.6 apresenta um ponto de fusão mais elevado e uma resistência média maior que o
Nylon 6. Isto significa que as cordas construídas com Nylon 6.6 suportam melhor a abrasão e o uso que uma
similar construída com Nylon 6. O Nylon é 10% mais resistente que o poliester, mas perde entre 10-15% de
sua resistência quando está úmido. Porém, quando seca recupera sua resistência original. De acordo com a
informação técnica subministrada pela indústria, o Nylon absorve 15.600 lb. (7.076Kg) de força por libra
(0.454Kg) de fibra seca, de maneira que o Nylon pode absorver quase o dobro de energia de impacto que o
poliester quando ambas fibras estão úmidas.
O Nylon apresenta uma forte resistência à maioria dos agentes químicos, porém, alguns muito fortes como
bases, ácidos ou cloro o degradam. Um fator de risco muito comum provém do ácido das baterias de carro,
tanto as de chumbo quanto as seladas (baterias secas). Deve-se ter muito cuidado com que as cordas não
tenham contato direto com baterias, vapores e resíduos ácidos que podem se encontrar no porta-malas de
carros, garagens, etc. As equipes de resgate industrial devem ter em conta os produtos químicos específicos
que se encontram em determinados ambientes de trabalho. A New England utiliza Nylon 6.6 na fabricação de
suas cordas. Isto lhes proporciona resistência e capacidade de absorção de energia, assim como uma melhor
resistência ao calor, agentes químicos e abrasão.

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• Flexibilidade da corda

Nem sempre uma corda mais flexível é a melhor escolha. É importante lembrar o compromisso que se
assume quando se fabrica uma corda mais flexível: a) menor quantidade de material na alma ou na capa da
corda; b) os fios da capa são mais finos; c) a capa é mais folgada; d) menor número de entrelaçados dos fios por
unidade de longitude da corda.
Qualquer um destes métodos produzirá uma corda mais flexível. Mas dependendo da técnica ou combinação
de técnicas utilizadas pelo fabricante, as cordas poderão ter também sua resistência à abrasão e cortes e a
proteção da alma diminuídas.
É necessário então assumir um compromisso entre ter uma corda flexível com menor resistência e ter uma
corda super resistente mas de difícil manuseio.
A New England utiliza uma combinação das técnicas acima descritas para produzir suas cordas, que resultam
ser o suficientemente flexíveis para a maioria dos usos, mas garantem a sua já tradicional resistência.

• Cor da corda

A eleição da cor para sua corda não é somente uma questão de gosto. A cor da corda é importante em função
da sua utilização. Por exemplo, a cor laranja brilhante será mais visível em um ambiente mal iluminado (cavernas)
ou em ambientes com fundo claro (neve). Já uma unidade tática poderá usar uma corda preta para que a mesma
seja menos visível. A capa colorida que cobre a alma também pode servir de alerta para sinalizar desgaste ou
ruptura. Quando se utiliza mais do que uma corda, alguns profissionais de resgate usam cordas de cores
diferentes para facilitar o manuseio das mesmas. Cores contrastantes ajudam a distinguir as linhas individuais, de
maneira que os membros de uma equipe possam se comunicar entre si a respeito de quais linhas devem ser
subidas ou descidas.
O processo de tingimento do Nylon pode produzir alguns efeitos pouco significativos na resistência do fio
comparado aquela do Nylon branco natural. Outras caraterísticas como a resistência a raios UV podem aumentar
ou diminuir dependendo da cor do tingimento.
Na medida em que o rapel tem se convertido em uma técnica de rápido crescimento, a New England tem
recebido muitos pedidos para produzir mais cores. As cores básicas das cordas de resgate KMIII são o laranja,
preto, azul, vermelho e branco.

• Uso de equipamentos

As cordas New England podem ser utilizadas com todos os equipamentos disponíveis no mercado (Petzl,
Camp, Black Diamond, Faders, etc.), desde que sejam para o mesmo diâmetro da corda. Antes de fazer seu
pedido, você deve ter certeza de que a corda e os equipamentos encomendados tenham diâmetros compatíveis.
De um modo geral, as cordas de ½ polegada (12.5mm) devem operar com ascenders e polias de tamanho maior,
trabalhando melhor com freios tipo 8 também maiores. Todas as cordas KMIII são compatíveis com os racks da
PETZL, SMC, CMC e de outros fabricantes. Porém, deve-se ter cuidado quando se compra corda para
descenders especializados já que estes podem ter sido desenhados para um diâmetro específico de corda.

• Vida útil

A vida útil de uma corda não pode ser preestabelecida. A sua duração depende de uma grande quantidade de
variáveis, incluindo o cuidado individual, a freqüência de uso, o tipo de equipamentos utilizados, a velocidade de
descida em rapel, a exposição a abrasão, o clima e o tipo de carga que é submetida.
Qualquer corda, inclusive a Maxim e KMIII, é vulnerável às forças destrutivas. Qualquer uma pode apresentar
falha após ter sido descuidada ou submetida a condições extremas como cargas de impacto ou bordas afiadas.
Você deve aposentar a corda quando ela apresentar cortes, quando a abrasão tenha causado um desgaste
significativo na capa, após uma queda forte (fator de queda maior que 0.25 em corda estática), quando existir
suspeita de contaminação por agentes químicos ou em qualquer outra situação em que existam dúvidas à
respeito.

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Em caso de cordas dinâmicas é praticamente impossível gerar uma carga que rompa a corda como resultado
de uma queda. Porém, pode ocorrer uma falha na corda como resultado do efeito de vários fatores acumulados,
por exemplo, uma queda extrema em uma corda que já tenha sido exposta a cantos afiados ou em corda que
tenha se deteriorado devido a uma manutenção deficiente. Como regra geral, uma corda dinâmica não deve ser
utilizada mais que quatro anos. Para uso normal, isto é, durante final de semana, dois anos é uma vida razoável.
Escaladores ativos calculam a expectativa de vida de suas cordas entre três meses e um ano.

Inspeção da corda: antes de cada uso deve-se inspecionar a corda palpando-a em todo seu comprimento.
Prestar atenção a qualquer irregularidade, caroço, encurtamento ou inconsistência. Em especial deve-se estar
atento ao efeito “ampulheta”, o emagrecimento da alma que indica que a corda se encontra perigosamente
debilitada.
Inspeção visual: verificar se a capa está desgastada até o ponto em que mais do que a metade dos fios externos
pareçam partidos, se a capa encontra-se acumulada em qualquer um dos extremos ou se a alma sair da capa.
Qualquer um destes indicadores significam que a corda deve ser aposentada. Além de palpar a corda e
inspeciona-la visualmente, é bom formar um semicírculo com a corda em toda sua extensão; se em algum local a
corda não formar uma curva uniforme, isso significa que a mesma encontra-se deteriorada, devendo ser cortada
naquele local.

• Como cuidar de sua corda

Manter a corda afastada dos agente químicos: apesar de serem utilizados os melhores materiais e tecnologia,
qualquer corda de kermantle Nylon deve ser protegida. Os agentes químicos são os piores inimigos da corda.
Gasolina, óleo, ácido de bateria, benzendo, formal de hído, tetracloreto de carbono e fenol (aquele dos limpadores
com cheiro de pinho) podem debilitar e destruir o nylon. Além disso, o concreto também possui alguns elementos
destrutivos, por isto, a corda não deve ser armazenada em piso de cimento.

Manter a corda limpa: as cordas também não devem ser armazenadas no chão, já que a sujeira pode danificá-las.
Pequenas partículas de terra podem introduzir-se entre as fibras e na seqüência, na hora de dar tensão a corda,
podem cortar as fibras causando desgaste na capa e na alma. Pisar na corda com sapatos sujos acelera e muito
este processo.
A melhor forma de manter a corda limpa é utilizando um limpador de corda que se ajuste a uma torneira comum.
Também pode-se usar uma simples bolsa de malha aberta em lavadora em ciclo delicado, tendo cuidado de não
danificar a lavadora. Pode-se utilizar sabão suave sem agentes químicos, nunca detergentes. Com as cordas Dry
deve-se usar somente água, já que os sabões e detergentes contém agentes que possuem afinidade com os
químicos utilizados para fazer que a corda seja resistente a água, podendo causar a perda desta propriedade.
Deixe secar a corda ao ar livre, longe da luz do sol.

Manter a corda longe do sol: os raios UV também são ruins. Sempre que possível deve-se deixar a corda em local
fresco, limpo e na sombra. Também não deve se deixar que a corda se aqueça; um armazenamento prolongado a
altas temperaturas pode provocar perda de resistência.

Mantenha a corda longe de cantos afiados: isto é muito importante, muitos escaladores se enganam com a
aparência robusta de uma corda kernmantle. De fato, ela é extremamente resistente ao logo de seu eixo
longitudinal, mas pode ser cortada muito facilmente ao aplicar uma faca transversalmente as fibras. Por isso,
sempre deve-se proteger a corda quando está corre por um canto afiado ou com protuberâncias. Deve-se ter
particular cuidado na utilização de piolet e crampons, os quais podem acabar abruptamente com a vida útil da
corda.

Manter o registro da corda: Não existe maneira não destrutiva de saber se a corda está boa ou não. Depende
somente do dono conhecer sua corda e saber a quais esforços a mesma foi submetida. Nunca empreste sua
corda; é aconselhável manter um registro com sua história.

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Torção: é uma das coisas mais incomodas que pode acontecer com uma corda. As cordas New England são
enroladas sem torção. Desenrolar erradamente a corda pode causar torções. Ela deve ser desenrolada dando
voltas ao carretel ou pacote, em vez de simplesmente levantar a corda por um extremo deixando o carretel ou
pacote no chão. O uso de descenders e outros equipamentos podem produzir torção na corda. A melhor forma de
tirar a torção é deixar a corda pendurada por um extremo, assim esta voltará ao normal.

• Normas

Nos últimos anos vem ocorrendo muitas discussões a respeito do estabelecimento de normas para atividades
em altura. Algumas organizações tem estabelecido normas na área de equipamentos para montanhismo, outras
tem se envolvido recentemente na fixação de normas para cordas e equipamentos de segurança. A New England
apoia o conceito de fixação de normas para cordas e equipamentos e todos os esforços que se orientem a
melhorar a segurança dos usuários destes equipamentos. Em concordância com esse conceito, é importante
entender as origens das normas antes de adotá-las para suas operações e saber para que tipo de operação foi
criada.

NFPA:
As normas NFPA (National Fire Protection Association) são adotadas pelos departamentos de bombeiros
dos EUA.
Em 1990 a Associação Nacional de Bombeiros dos EUA (NFPA) adotou uma norma revisada chamada
“NFPA 1983 Standard on Fire Service Safety Rope, Harnesses and Hardware, 1990 revision”. Esta norma está
dirigida aos departamentos de bombeiros e fixa as normas para uso de determinados equipamentos para trabalho
em altura quando utilizados por um bombeiro em operações de controle de incêndios. A revisão de 1990 exige
que um laboratório independente certifique que todos os equipamentos atingidos pelas normas de 1983 cumpram
realmente com estas exigências. A New England oferece suas cordas KMIII com o certificado NFPA.
A norma de 1983 da NFPA cobre também os equipamentos e cintos utilizados no combate a incêndios. Assim
como o faz para cordas, este regulamento fixa normas para a construção, etiquetagem e rendimento dos
equipamentos.
Para maiores informações escrever para National Fire Protection Agency, Batterymarch Park, Quincy, MA
02269, USA.

UIAA:
A União Internacional de Associações de Alpinismo (UIAA) tem estabelecido normas para os
equipamentos e a segurança dos montanhistas. Em geral essas normas cobrem cordas, mosquetões, pitons,
ascenders, piquetas, crampons, capacetes, cintos e peitorais de segurança. Todos os equipamentos aprovados
pela UIAA devem possuir sua etiqueta no equipamento.
Para uma corda de escalada, a prova máxima é resistir a queda de um escalador que se encontra por cima de
sua última proteção. Em cada prova a corda deve resistir, sem romper, cinco impactos sucessivos de uma carga
de 80Kg para cordas simples e 55Kg para cordas duplas.
Para mais informações escrever para UIAA, Post Box 237, CH 1211, Geneve 11, Suíça.

ASTM:
Um esforço mais recente de estabelecer normas para equipamentos e técnicas de resgate está sendo conduzido
por uma organização conhecida como ASTM (American Society for Testing and Materials). É a maior organização
elaboradora de normas do mundo, tendo trabalhado no estabelecimento de normas para uma ampla variedade de
materiais e técnicas de trabalho, em áreas tão diversas como a indústria, a construção e a medicina. A ASTM
utiliza procedimentos de fixação de normas de consenso absoluto, isto é, as normas são fixadas através de um
longo procedimento democrático que envolve a todas as pessoas atingidas pela norma, incluindo tanto os
usuários como os fabricantes. Atualmente está se trabalhando na fixação de normas para busca e resgate através
do comitê F32 e na fixação de normas esportivas através do comitê F8. Qualquer pessoa interessada nestas
normas pode participar assistindo as reuniões ou enviando seus comentários por correio. Para mais informações
à respeito dessas normas escrever para: ASTM, 100 Bar Harbor Drive, West Conshohocken, PA 19428-2959,
USA.

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Teste de corda segundo a norma UIAA:

A força de impacto é a força transmitida ao escalador, aos mosquetões e ao ponto de ancoragem


quando ocorre uma queda. É o fator mais importante para a segurança do escalador.
Quanto menor for a força de impacto, menor será:
• O impacto que o escalador terá que suportar durante a sua queda.
• O risco de fadiga e de ruptura dos pontos de ancoragem, devido ao fato de que a força a ser
transmitida será mais baixa.
• A distância de frenagem, já que o segurador precisa de menos esforço para deter a queda.
• FORÇA DE IMPACTO MÍNIMA = SEGURANÇA MÁXIMA.

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Cordas dinâmicas MAXIM - Especificações técnicas

Diâmetro Peso Quedas Força de Elongação


(mm) (gr x metro) UIAA Impacto (%)
(kN)
8.5 51 6a8 7,4 7,5
9.0 52 9 a 11 7,2 7,4
9.8 62,4 7a9 8,7 7,3
9.8 Twill 65 7a8 9,8 6,5
10.5 67,1 8 a 10 9,8 7,3
10.5 Twill 69,5 8a9 9,6 5,6
10.8 DC 75,8 9 a 10 10,2 6,3
11 74,6 10 a 12 9,6 6,3

Cordas estáticas KMIII - Especificações técnicas

Diâmetro Peso Carga de Carga de Elongação


(gr x metro) Ruptura Trabalho p/ 204 Kg p/ 408 Kg
(Kg) (15:1)
3/8" (9.5 mm) 67 2966 197,73 2% 3%
7/16" (11 mm) 89,3 3632 242,13 2% 3%
1/2" (12.5 mm) 107,2 4403 293,53 2% 3%
5/8" (16 mm) 154,9 6174 411,60 2% 3%

Quadro comparativo de cordas dinâmicas

Marca Medida Quedas Força de Elongação Peso


UIAA Impacto % (Kg)
Maxim 10.5mm X 50m 8 a 10 9,8 kN 7,30% 3,350
Blue Water 10.5mm X 50m 9 8,5 kN 6,10% 3,500
Mammut 10.5mm X 50m 8 a 10 9,8 kN 7,30% 3,350

Quadro comparativo de cordas estáticas

Marca Diâmetro Resistência Peso


(gr x metro)
KM III 11 mm 36,3 kN 89,30
Blue Water 11 mm 25,2 kN 82,67
PMI 11 mm 30,8 kN 81,69

FONTES
Catálogos New England / Catálogos PMI / Catálogo Roca / Catálogo Sterling / Revista NUS, Barcelona, Espanha, 1993 /
Vertical Caving, Meredith e Martinez, Lyon Equipment, UK / Catálogo Black Diamond / Catálogo Edelweiss / Catálogo Beal /
Catálogo Climb High / Catálogo REI.

Em caso de dúvida entre em contato com o nosso Departamento Técnico: depto.tecnico@serelepe.com.br

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