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Plantas invasoras, ervas daninhas ou plantas ruderais

1. O que são?

Quando nos referimos à espécies invasoras relacionando-as com a denominação


ervas daninhas e plantas ruderais, pode-se chegar a seguinte definição: são espécies
exóticas com alta capacidade de crescimento, proliferação e dispersão, capazes de
modificar a composição, estrutura ou função do ecossistema, por causar a extinção de
espécies nativas e a perda direta da biodiversidade e que crescem em locais não
desejados. Em geral, crescem em ambientes urbanos, como em ruas, terrenos baldios,
sobre muros e telhados, etc.
As plantas daninhas podem ser classificadas de acordo com o meio em que elas
vivem. As parasíticas são aquelas que vivem sobre outras plantas, delas extraindo seus
elementos vitais. Entre as mais comuns estão o cipó-chumbo (Cuscuta racemosa).
Também existe o grupo das hemiparasitas que embora vivam sobre outras plantas e
suguem seus elementos vitais, possuem clorofila e realizam fotossíntese. Entre elas
destacam-se a erva-de-passarinho (Psittacanthus robustus). Ainda neste grupo
encontram-se as epífitas como a barba-de-velho (Thillandsia usneoides) que utilizam as
outras plantas somente como apoio para sua sustentação (LORENZI, 2000).

2. Por que apresentam grau elevado de invasão?

Em geral as plantas invasoras trem sucesso na colonização de novos espaços pelos


seguintes motivos:

- São mais eficientes no uso dos recursos necessários para o desenvolvimento vegetal,
como água, luz, nutrientes e espaço, do que a vegetação nativa (grande agressividade
competitiva).
- Muitas, ainda são heliófilas e têm metabolismo C4
- Apresentam altas taxas de crescimento,
- Tolerância ao desfolhamento e à herbivoria,
- Alta capacidade de brotamento e regeneração
- Alta capacidade reprodutiva (reprodução sexuada, assexuada (caso das samambaias) e
vegetativa)
- Ciclo reprodutivo rápido
- Intensa produção de sementes de fácil dispersão – as sementes da maioria das
espécies daninhas são dotadas de formas geométricas especiais que favorecem suas
dispersões pelos agentes do meio.
- Alta capacidade de germinação - grande produção de sementes e longevidade das
sementes (a maior parte das sementes das plantas daninhas não germina logo após sua
maturação, vindo a fazê-la somente muitos anos mais tarde, devido à existência de uma
dormência temporária (LORENZI, 2000).
- Possuem um sistema radicular mais profundo, o que as favorece na busca de água e
nutrientes, nas camadas mais profundas do solo.
- Possuem uma arquitetura foliar mais eficiente na captação da luz solar e transformação
em energia, essencial para o desenvolvimento da planta (VITÓRIA FILHO, 1985).

As plantas ruderais ao formarem uma densa camada de biomassa reduzem a


luminosidade na superfície do solo, impedindo os processos de germinação e o
recrutamento de espécies nativas presentes no banco de sementes. Ainda em função da
alta biomassa formada pelas plantas invasoras, o regime de fogo das áreas invadidas
pode sofrer alterações posto que a grande quantidade de biomassa, altamente inflamável
na época seca, propicia a ocorrência de incêndios.

3. Métodos de controle

Os principais métodos de controle utilizados no Brasil são: cultural, fogo, controle manual,
mecânico e químico. Os melhores resultados são obtidos quando há integração dos
diversos métodos.