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Revisão Abril 2021

A proposta deste material é fornecer informações básicas e


fundamentais aos iniciantes na prática do Voo Livre de Parapente. Um bom piloto
perceberá que está em contínuo processo de aprendizagem, uma vez que a
evolução do esporte conta com substancial contribuição dos avanços
tecnológicos, que têm permitido a fabricação de equipamentos cada vez mais
seguros, bem como o surgimento de novas técnicas de voo, através de
experimentos realizados com frequência pelos pilotos mais antigos.

Cabe ressaltar que a prática do vôo livre é um esporte classificado como


radical, oferecendo constante grau de risco à integridade física e à vida do
praticante.

Por tanto, esteja disposto a seguir rigorosamente às orientações do seu


Instrutor de Voo, para reduzir ao máximo as possibilidades de acidentes.
Programa de aulas para o Curso Básico de Parapente

1.Apresentação do equipamento

-condições psicológicas adequadas


-condições meteorológicas adequadas
2.Protocolos de segurança
-equipamentos adequados

-métodos de inflagem
3.Treinamento prático de inflagem -controle de pêndulos
-exercícios de direção

-postura ideal
4.Exercícios de decolagem -anda e pára
-subida do morrinho c/ vela inflada

-aproximação segura
5.Exercícios de pouso
-controle de stall

-comportamento do equipamento em
vôo
6.Voos duplo de instrução -controle de pêndulos, da direção etc.

-controle da vela e deslocamentos em


7.Prova inicial solo

-decolagem e pouso do morrinho


-Rampas Oficiais Supervisionado pelo
8.Voos Solo monitorado
instrutor

-Decolagem
9.Prova final -Comportamento de Voo ,Aproximação

-Pouso

10.Carteira de Piloto Desportivo

- Registro na CBVL Confederação Brasileira de Voo Livre

- Registro na FAI Federação Aérea Internacional

- Registro na ANAC Agencia Nacional de Aviação Civil

- Registro no XC Brasil Registros de Voos.

- Registro na FEGVL Federação Goiana de Voo Livre

- Registro no Clube Local CVLI Clube de Voo Livre de Iporá

- Registro na ANATEL Agencia Nacional de Telecomunicações


O Equipamento

-Velame É feito de materiais chamado como Nylon, Poliéster, Gelvenor,


Porcher Marine, Skytex, não porosos e impermeabilizados, para que o ar que
entra não saia através do tecido,mantendo assim a pressão interna e o velame
inflado.

Quanto mais horas de vôo e exposição ao sol,


mais desgastado fica o velame causando a perda
da impermeabilidade,aumentando a porosidade e
tendo assim uma diminuição da performance.

O velame varia de tamanho de acordo com o peso


do piloto mais o equipamento, e para voos
duplos a área da vela pode aumentarem até
50% o seu tamanho.

-Células São os gomos do parapente e variam de quantidade de um


modelo para outro,diferenciando assim a performance.

-Extradorso É a parte de cima do velame,ou seja,as costas.


-Intradorso É a parte de baixo do velame, ou seja,a barriga onde se
prendem as fileiras de linhas.

-Estabilizador É a ponta do velame e visa à estabilidade em torno do eixo


vertical.

Faz com que o parapente aproe


para o vento e funciona impedindo
a passagem de parte do ar do
intradorso, que tem pressão
maior,passe para o extradorso,que
tem pressão menor,diminuindo
assim o aumento do arrasto causado
pelo turbilhonamento da ponta da
asa.

-Bordo de ataque É a parte da frente das células do velame onde se


encontram as aberturas as Bocas do parapente por onde o ar entra.
-Bordo de fuga É a parte de traz do velame que é costurada para o ar não sair e
onde as linhas do freio atuam para que se possa fazer as curvas, através da
deformação de um dos lados,ou diminuir a velocidade,atuando dos dois lados
simultaneamente.

-Freios São a união dos batoques e linhas usadas para frear e direcionar o
parapente. São usados para aumentar a sustentação na decolagem e,no
pouso,para amortecer a chegada.

O freio é muito importante, pois através dele é que sentimos a variação de


pressão do velame em voos turbulentos é necessária uma pilotagem ativa
aumentando e diminuindo a tensão na linha de freio,para compensar a variação de
pressão.

-Batoques São as argolas que o piloto usa nas mãos para Comandar o Voo ,
ligadas às linhas de freio.
-Linhas São as linhas do parapente que unem o velame aos tirantes e são feitas
de vários materiais como o Dyneema , Poliamida ou Aramida, tecnora e kevlar.

-Suspensão É composta pelas linhas que unem os Tirantes ao velame. A mais


comum nos dias de hoje é a suspensão linear, tendo cada tirante uma fileira
individual de linhas

.- Tirantes São as tiras que unem as linhas aos mosquetões e são


formadas por 2 a 5 elevadores. São classificados como tirantes A, B, C e D. O
tirante “A” pode se subdividir em dois: A e o chamado a(azinho), sendo este
utilizado para fazer orelhas.

-Acelerador É um dispositivo usado para encurtar o tirante A, mudando o


ângulo de ataque da vela,o que altera a velocidade horizontal e vertical do
parapente, fazendo com que ele voe mais rápido ou mais devagar.
-Trimmer É um tipo de acelerador usado para alongar o tirante do parapente.
Este dispositivo atua mudando o ângulo de ângulo de ataque da vela, o que
altera a velocidade horizontal e vertical do parapente, fazendo com que ele voe
mais rápido ou mais devagar. Não são todas as velas que possui Trimmer.

-Mosquetinhos Feitos de aço. Ligam as linhas aos tirantes.

-Selete É a cadeira de vôo e existem vários tipos:

Seletes Abertas são indicadas para iniciantes treino e fazer pequenos voos.
Também usadas para levar passageiros em voos duplos.
Seletes Carenadas são indicadas para Pilotos Com experiência de Voo são
projetadas para o piloto que deseja Conforto para voar vários quilometro e
percorrer grandes distancias . possuem espaço para ate dois paraquedas
reserva e Reservatório de Água para Lastro.

-Paraquedas reserva Equipamento de uso obrigatório para segurança em


voo. Usado para emergências no caso de colisão em voo,
desinflagem com engravatamento irrecuperável, causando a perda de
Comando e altitude irreversível.

O tamanho do paraquedas reserva varia com o peso a ser sustentado.O tipo


mais utilizado é o redondo, semelhante ao utilizado por militares,porém este
modelo possui pouca ou nenhuma dirigibilidade (levado pelo vento).

Existem outros tipos, como o Paraquedas que tem a forma semelhante a de um


triângulo e permite o controle do voo até o solo, podendo o piloto escolher
um melhor local para pouso.
-Óculos de sol Importante acessório para poder pilotar melhor sem que ao
olhar para a vela o sol atrapalhe o piloto. É importante que as lentes tenham
realmente proteção UV.

-Capacete de vôo tem obrigatório de voo, para proteção do piloto e


passageiro, caso haja algum acidente, ou incidente na decolagem e/ou pouso o
capacete precisa ter certificação para esportes radicais.

-Botas de vôo Geralmente tem proteção lateral para não torcer o tornozelo
no caso de pouso forte,ou caminhadas em terrenos irregulares.
-Rádio VHF O rádio para comunicação em frequência VHF é conhecido
como HT (handtransmitter), de comprimento de onda de 2 metros.

-Variômetro ou Vário Dispositivo que permite ao piloto identificar se está na


presença de uma massa de ar ascendente ou descendente(termal ou térmica)
através de um sinal sonoro e indicação no Display.

-GPS Equipamento de orientação e navegação.OGPS é a forma mais eficiente


do piloto ter uma noção da altura, direção e velocidade a que se desloca.
- Integrado E um conjunto de equipamentos embutido em um único dispositivo
como GPS, Variômetro e Registrador de Voo ou seja um equipamento ou
aplicativo, Software que pode ser instalado em vários dispositivos como
smartfones , tablets, PNA que faz a função de um computador de vôo te dando
dezenas de informações importantes para o vôo .

- SPOT E um Rastreador Via Satélite que funciona independentemente de sinal


de Celular envia a posição de GPS de 5 em 5 minutos informando onde o
dispositivo está e em Qual Altitude. Conta com vários Botões de Mensagens
SMS e Email Personalizados que são enviadas aos Contatos Registrado no
Dispositivo. E conta com um serviço de Emergência SOS dependendo do Plano
Adquirido.
Protocolos de Segurança

-condições psicológicas adequadas

O vôo Livre e um esporte considerado Radical e precisa ser tratado como tal o
piloto precisa ter um perfil afim de evitar que se exponha a riscos
desnecessários. O piloto precisa aprender a lidar com frustração pois o vôo em
vários momentos não sai como o esperado pois dependemos muito da natureza.

As vezes chegamos na rampa não esta bom para voar seja por falta de vento
ou excesso de vento as vezes esta com vento Lateral e não da pra decolar, e
temos que retornar para casa sem voar. Pode acontecer de achar que naquele
dia vai fazer um grande vôo e Pregar tudo isso faz parte do vôo.

-condições meteorológicas adequadas

No vôo Livre o piloto tem que estar em sintonia com a Natureza e saber prever os
acontecimentos. Saber analisar a condição.

Precisamos saber sobre Previsão do Tempo, conhecer sobre Nuvens e


fenômenos da Natureza que envolve o Voo.

Direções de Ventos,Áreas de Sustentação, Térmicas,Radiação Solar,Potencial


Térmico, Contraste de Terreno,Gatilhos, Lift Etc.

Na parte de Meteorologia Abordaremos estes temas.


-equipamentos adequados

Hoje existe mais de 50 fabricantes de Equipamentos de Voo no Mundo e cada vez mais
encontra-se uma grande variedade de Parapentes a venda.

Cada equipamento tem a sua personalidade de vôo seu comportamento em manobra e


fechamentos, uns são mais tranqüilos de voar mais seguros outros são muito perigosos
e precisa de um conhecimento técnico altíssimo para pilotar.

Em casa modelo de equipamento existe ate 5 tamanhos diferentes para cada peso de
Piloto.

Tem equipamento para pilotos


iniciantes,intermediários,avançado,profissional,Competição, Voo Duplo,Acro,Trikes e
Paramotores, velas de altas Velocidades etc.

Abaixo uma Tabela do nosso Principal Fabricante a SOL Sports Empresa Nacional e com
equipamentos de alta Qualidade com ótimos Preços.

Pergunte ao seu instrutor ele e o melhor caminho pra indicar o seu Equipamento Ideal.
As modalidades de vôo
Prego -Consiste em fazer uma decolagem e seguir diretamente para o pouso. É
a modalidade praticada pelos alunos e tem como objetivo treinar justamente
decolagem e pouso. É de curta, ou curtíssima duração.

Lift- É o voo realizado em encostas, ou obstáculos de altura razoável, como: serras,


morros e até prédios.

Cross Country- É a modalidade mais popular do parapente, tendo como objetivo voar
certa distância no menor espaço de tempo possível, ou apenas voar longas
distâncias sem se
preocupar com o
tempo gasto no voo.
Normalmente nos
campeonatos de
Croos Country existe
uma comissão
técnica que define
uma prova (trajeto)
com dois ou mais
pontos a serem
percorridos pelos pilotos.
Cada piloto utiliza um GPS/ Integrado para seguir a rota definida pela comissão técnica e
o vencedor é o piloto que chegar primeiro ao final da prova (goal).

Acrobacia -É uma modalidade extremante radical e que exige muita técnica do piloto para
ser realizada com segurança. O inicio da acrobacia como modalidade foi em meados
de 2001, quando o piloto espanhol Raul Rodriguez inventou a manobra conhecida
como SAT, onde o piloto gira de costas com um eixo vertical que fica entre o piloto e o
parapente.

A partir da
descoberta
desta manobra,
foram
inventadas
varias outras
manobras e
então
começaram a
surgir os
campeonatos
de acro. Todos
os campeonatos
de acro são

obrigatoriamente realizados sobre a água, onde os pilotos definem as manobras que


irão realizar e os juízes analisam a velocidade, ritmo e conexão entre as manobras
que o piloto realiza. Atualmente já existem cursos específicos para este tipo de
modalidade e aprender a fazer acrobacia está se tornando cada vez mais fácil e
seguro.
Treinamento Pratico de Inflagem
Metodos de Inflagem

-Alpina

Posição dos comandos. Verificar a maneira mais fácil de encontrar os batoques e tirantes.
Postura – corpo inclinado para frente, fazer peso para baixo e não para frente.
Braços esticados. Apenas os pulsos podem dobrar.

Pernas flexionadas
Tração nos tirantes
Velocidade e impulso.

-Reversa

Pegar todos os tirantes do lado direito e correr a mão até alcançar as linhas. Jogar por
cima da cabeça virando de frente para o velame.
Observar os tirantes. Pegar os batoque sempre por cima. Pegar os tirantes A.

Postura – pernas flexionadas colocando


peso para baixo. Não dobrar o braço.
Controle Pendular
-Pedulo Frontal

Objetivo e Provocar e Controlar o deslocamento do parapente em um determinado eixo


atrasando o Parapente sem desinflar e acelerando o Velame sem deixar fechar com um
Front. Utilizando comandos de freio e movimentos de Corrida e parada repentina.

-Pendulo Lateral

Objetivo e Provocar e Controlar o deslocamento do parapente em um determinado eixo


deslocando o centro de massa para um dos lados da vela ate que a orelha do parapente
encoste no chão e retornando o velame na posição de vôo utilizando o jogo de corpo
para executar a manobra .
-Slalom

Objetivo e Controlar o deslocamento do parapente em uma trajetória definida


estabelecendo uma Rota de vôo ou um percurso no Solo .

Exercício de Decolagem

-1. Caminhar em linha reta com o parapente inflado – primeiro contato.

-3. Manter o parapente inflado sobre a cabeça sempre caminhando para debaixo dele,
tentando caminhar o mais lentamente possível.

Lembrar de virar de frente para a vela toda vez que aborta, revendo o movimento
dos tirantes por sobre a cabeça.

-4. Inflar reverso, virar e desvirar mais de uma vez. – Este exercício ajuda a
desenvolver o giro direita/esquerda.

-5. Caminhar fazendo zigue-zague em alta velocidade.


-6. Controle reverso. Inflar e manter o parapente inflado caminhando e parado.

-7. Inflar,controlar reverso,virar,correr,parar,desvirar e controlar novamente.

-8. Correr para a decolagem alcançando velocidade máxima.

Exercício de Pouso
-Aproximação segura

-1. Caminhar em curvas usando Cones como pilões. Começar com duas, uma para
curva e outra para gol. – primeiro contato com batoques em curva.

-2. Caminhar entre os pilões fazendo curvas em baixa velocidade. Lembrar de


caminhar para o lado de fora da curva para poder criar a inclinação do velame.

-Controle de Stall

-1. Caminhar, parar repentinamente e caminhar novamente. – primeiro contato com


batoque sem frenagem.

-2. Subir o morrote Caminhando com a parapente Inflado se deixar tirar do chão ou
Decolar Controlando nos Freios

Voo Duplo de Instrução

Comportamento de equipamento em Voo


-Controle de Pêndulos, da Direção Etc.

No vôo duplo de instrução será demonstrado os procedimentos básicos de vôo


como decolagem curvas pêndulos frontais e Laterais Manobras de Descida
Aproximação de Pouso o aluno executará algumas das manobras em vôo com
supervisão do Instrutor.

Prova Inicial
- Controle de vela e deslocamento no solo

O aluno será avaliado como estão os

- Cuidados Básicos com equipamento

- Analise de Condição

- Preparação do Equipamento

- Checagem de velame

- Procedimento de conexões

- Procedimento de Inflagem

- Controle de Vela no Solo e demonstração correta de exercícios

Obs. Após concluída esta fase o Aluno será Liberado para os vôos de Morrote.
-Decolagem e pouso do morrinho

Executará todos os Procedimentos de Decolagem curvas e Pouso do Morrote de


Instrução com auxilio do Radio entre o Instrutor.

Voos Solo Monitorado


Decolagem do Morro as Primeiras decolagens são feitas no Morro em 2 períodos ou de
Manhã ate 09:00 Hs. ou a tarde a partir das 16:00Hs. em horário sem turbulência.
Curvas em S

-1. Executar curvas Somente com o corpo em forma de S

-2. Executar curvas Somente com o freio em forma de S

-2. Executar curvas com o corpo e freio em forma de S

Giro 360

-1. Executar curvas Somente com o corpo ate atingir o giro completo de 360º

-2. Executar curvas Somente com o freio ate atingir o giro completo de 360º
-2. Executar curvas com o corpo e freio ate atingir o giro completo de 360º

Pêndulo Frontal

-1. O piloto atua nos freios simultaneamente provocando uma


redução de velocidade no aerofólio, liberando 100% em seguida a
partir do ponto máximo do pêndulo.
-2. Observar o avanço e acionar os freios novamente na posição
zero a fim de amplificar o pêndulo e assim sucessivamente quando
finalmente ele não atua nos freios e observa a estabilização do
parapente.

Pêndulo Lateral

-1. Somente com o corpo, produzir um pêndulo lateral até a


percepção de que se é capaz de amplificá-lo livremente.
-2. Com ajuda dos Freios, produzir um pêndulo lateral até a
percepção de que se é capaz de amplificá-lo livremente.
Orelhas
Executar o fechamento de orelha através do tirante orelhimetro o (azinho) ou
pelas linhas do estabilizador dependendo do modelo do Parapente

-1. Orelhinhas
-2. Curvas com orelhas utilizando o
corpo.
-3. Orelhinha com acelerador (este
exercício é feito após o treino do uso
do acelerador).
-4. Orelhão
-5. Orelhão com acelerador

Prova Final
A prova Final será uma Avaliação com o DTR diretor Técnico Regional e
Checador da CBVL que ira fazer uma serie de Avaliações teóricas e Praticas do
Piloto.

Feito a prova Teórica da CBVL com no mínimo 70% de Aproveitamento.

Feito a prova Pratica da CBVL com Checador Homologado.

Após a Aprovação no cheque Teórico e Pratico o piloto fica Homologado como


Nível 1 na CBVL

E receberá uma Habilitação Desportiva da CBVL

Obs. Os Custos de Homologação e por conta do Piloto.

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