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Resumo da tese principal e demais argumentos levantados no

texto.

O Autor Júlio Paulo Tavares Zabatiero, no texto “TEXTO ESTRANHO


TEXTO”, traz como tese principal a aplicação prática do evangelho na vida cotidiana
em paralelo ao conhecimento puro e simples da letra.
A partir daí verifica-se que a sua análise retrata uma experiência pessoal onde
ele pôde perceber que a prática verdadeira não tem tido aplicação nos dias atuais, mas
que se faz necessário o retorno ao serviço de amparo aos mais necessitados, a fim de
aproximar o humano ao Sagrado.
Esse retorno faz com que se observe Jesus na face de pessoas simples e com
necessidades reais e para suprir estas necessidades precisamente deve-se conciliar
política com espiritualidade formando assim uma engrenagem ajustada.
Diante da reação das pessoas contra o desrespeito aos direitos individuais houve
a inserção da igreja nos movimentos democráticos, o que gerou a abertura de um novo
tempo trazendo oportunidades ao relacionamento com a Palavra de DEUS.
Essa transformação na igreja se deu em meio à revolução mundial que
culminou com a queda do muro de Berlim, simbolismo do desrespeito às
diferenças de crença e ideologias.
O autor pondera na segunda parte do texto que mesmo com toda a
mudança, valida e relevante, é necessário dar continuidade, “deixar fluir a veia
crítica”, não impedindo assim que a multiformidade das ações tornem-se uma única
maneira de fazer.
A partir do conhecimento da Palavra o homem passa a se enxergar, conhecendo
seus valores, que deve culminar em uma auto análise a fim de reconhecer suas mazelas
transformando as suas distorções em “janelas”, isto é, sem fechar-se para a proclamação
do evangelho e sim incluindo novamente o individuo, sem deixar, porém, que a letra
venha engessar a obra, invalidando o principal objetivo que é a revelação do amor de
DEUS.
Análise Crítica

De acordo com o texto percebi a dificuldade que a igreja tem em associar o texto
da palavra enquanto letra com a prática na conduta de vida.
Hoje somos chamados a entender que todo ensino, mesmo sendo um “espelho”
deve também ser “janela”, pois a escrita, o verbo, o fundamento, é irremovível frente a
uma política móvel em desenvolvimento que necessita de amor (espiritualidade) para o
equilíbrio humano e social, não mais vivendo a fé crista com mãos remissas,
indiferentes, mas sim chamados para fora, contribuindo com as necessidades reais
oferecendo uma verdadeira mudança, não sendo apenas um sino que soa, mas
percebendo o Kairos, tornando viva aquilo que mata, agindo com fé, trabalho,
militância e amor (Hb 4:12).
Entendo também que este espelho onde vejo minhas rugas e meus cravos, torna
possível, mesmo diante das imperfeição, deixar o sol entrar pela janela trazendo um
novo dia, transformando meus valores em valores superiores, amando para entender o
frágil.
Só será possível entender de fato tudo isso quando resolvermos ir, ficar, e só
então depois prosseguir, trazendo inovação para crescer encontrando novos rumos, sem
sair do Caminho, construindo sobre o fundamento, usando sim, novas ferramentas para
edificar valores eternos, deixando de lado dogmas humanos e conduzindo à prática ao
dom supremo. (I Cor 13)