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UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO

CAMPUS ACADÊMICO DO AGRESTE (CAA)

NÚCLEO DE FORMAÇÃO DOCENTE

CURSO DE PEDAGOGIA – 3º PERÍODO

DISCENTE: MARIA DE FÁTIMA DANTAS SANTOS

DISCIPLINA: DIDÁTICA

SÍNTESE 2

GIESTA, N.C. Prática reflexiva no cotidiano escolar: o quê, para quê,


quem e como? . In: Cotidiano escolar e prática reflexiva do professor: moda ou
valorização do saber docente? - Araraquara: JM editora, 2001.

O texto intitulado “Prática reflexiva no cotidiano escolar: o quê, para quê,


quem e como?” tem como objetivo examinar a prática docente que se desenvolve a
partir da reflexão deste mesmo docente, desta forma, Giesta inicia o texto afirmando
que a ação pedagógica do professor é um processo contínuo de tomada de
decisões, porém nem sempre este está preparado para assumir estas escolhas e,
na verdade, não identifica este saber como próprio de sua profissão. Assim, seria de
suma importância, segundo Giesta, que o professor passasse a considerar que as
questões que se desencandeiam na sua prática docente não são motivos para
desestímulo, mas que podem ser incentivos para busca de soluções.

A sociedade, de fato, se complexificou nos contextos sociais, econômicos,


políticos, etc. e a profissão docente consequentemente também, deste modo, criam-
se concepções, crenças, valores e conhecimentos que devem ser relevantes nas
decisões tomadas no cotidiano escolar, justifica-se, então, a partir desta
complexificação:

“(1) a defesa do estudo do cotidiano na pesquisa educacional e (2) a


formação do profissional docente reflexivo, no sentido de permitir ao
educador voltar a sentir-se mais valorizado, enxergando-se capaz de
planejar e executar um trabalho educacional coerente com as ideias
e teorias por ele estudadas e explicitadas, sentindo-se mais
autônomo e seguro quanto ao seu saber, seu fazer, enfim, quanto a
ser professor.” (p. 18)

A prática docente no cotiano escolar, instigando o professor a ser


questionador, então, seria de grande valia para que fossem proporcionadas a
evolução e continuidade da prática pedagógica, tornando a prática do professor algo
mais natural e gratificante.

No subtítulo “Cursos de formação inicial e prática reflexiva” Giesta irá discutir


sobre para que realmente o professor é formado em um curso de formação inicial
nos dias atuais e qual o papel da prática reflexiva nesses cursos. Afirma, de início,
que os cursos de formação inicial servem ao professor como base para seu
exercício docente, porém não encoraja-o a possuir um papel de “intelectual
transformador” (p. 18), apesar desta afirmação ser defendida pela maioria dos
professores, estes acreditam que apenas seguir de modo acrítico os programas
curriculares vise mudanças significativas e autônomas no ensino. Defende-se,
portanto, que já nos cursos de licenciatura desenvolva-se no futuro profissional uma
atitude que lhe permitar reconhecer a importância do professor na sociedade,
podendo criar neste o pensamento que “o educador que, corajosa e honestamente,
analisa sua prática e as respostas que dela obtém evita, também, a alienação e a
apatia frente às situações emergentes da educação escolarizada e do exercício do
magistério.” (p. 19).

No posterior subtítulo “O sentido da reflexão no cotidiano escolar” Giesta


objetiva focar no docente universitário e principalmente aos dois chamamentos que
caracterizam sua prática:

“(1) saber como se aprende e como se ensina concretizando ma


comunicação e que se estabeleça produtiva “negociação” de
significados entre estudantes e educadores; (2) compreender os
fundamentos do conteúdo específico da disciplina ministrada,
habilidades cognitivas, atitudes e estratégias a serem ensinadas e
aprendidas para melhor atuar frente à informação veiculada em
fontes variadas.”

A universidade, deste modo deve promover um ambiente de “efervescência


intelectual” (p.21), proporcionando ao futuro profissional docente a capacidade de
lidar com as diversas questões que porventura possam surgir na sua prática docente
e que este possa refletir sempre sobre sua própria prática e avaliá-la da melhor
forma.
É importante ressaltar, também, que a busca pela emancipação do
profissional docente pode ser desviada em várias situações em que o professor não
esteja certo das suas razões e procedimentos, Giesta cita, então Zeichner (1993)
para exemplicar algumas atitudes que manipular esta emancipação, dentre elas: 1.
Negligenciar teorias e práticas próprias para cumprir práticas propostaas; 2. O
ensino como atividade essencialmente técnica; 3. Refletir sobre a prática
desprezando o contexto social em que esta deve se basear; 4. Promover a reflexão
individual, desconsiderando que a reflexão é algo social. Para se desenvolver, então
uma prática realmente reflexiva é necessário que se entenda três pontos: a
compreensão das matérias pelo aluno, a interação interpessoal professor/aluno e a
burocracia da prática, criando assim, profissionais com o olhar mais dirigido,
facilitando a aprendizagem de seus alunos, e evitando denúncias de ações
pedagógicas inadequadas.

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