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MÓDULO DE:

O MERCADO E O PROBLEMA AMBIENTAL

AUTORIA:

JOSÉ CARLOS DOS SANTOS

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Copyright © 2014, ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil
Módulo de: O Mercado e o Problema Ambiental
Autoria: Me. José Carlos dos Santos

Primeira edição: 2007


Primeira revisão: 2010
Segunda revisão: 2014

CITAÇÃO DE MARCAS NOTÓRIAS

Várias marcas registradas são citadas no conteúdo deste módulo. Mais do que simplesmente listar esses nomes
e informar quem possui seus direitos de exploração ou ainda imprimir logotipos, o autor declara estar utilizando
tais nomes apenas para fins editoriais acadêmicos.
Declara ainda, que sua utilização tem como objetivo, exclusivamente na aplicação didática, beneficiando e
divulgando a marca do detentor, sem a intenção de infringir as regras básicas de autenticidade de sua utilização
e direitos autorais.
E por fim, declara estar utilizando parte de alguns circuitos eletrônicos, os quais foram analisados em pesquisas
de laboratório e de literaturas já editadas, que se encontram expostas ao comércio livre editorial.

Todos os direitos desta edição reservados à


ESAB – ESCOLA SUPERIOR ABERTA DO BRASIL LTDA
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A presentação

O módulo trata de assuntos pertinentes à compreensão do universo econômico moderno


(Smith, Marx, etc.) – discutindo o que é economia, etc. A linguagem é simples - uma vez que
o módulo pretende ser usado como material de apoio para o educado ambiental em seu
trabalho com os mais variados tipos de destinatários que encontrar (crianças, idosos,
profissionais, estudantes...). Em seguida, começa a estabelecer os pontos e os contrapontos
na relação mercado e meio ambiente – aspectos que caminham pelo viés da crítica. O texto
possui muitos exercícios usando notícias de jornais de grande circulação. É indicado o
estudo de vídeos (documentários) que se encontram livremente na internet sobre o assunto
em questão. Por fim, o módulo apresenta algumas propostas de economia que são
desenvolvidas atualmente, como por exemplo: economia solidária e economia de comunhão.

Obs.: Este módulo possui as seguintes características:

- Textos selecionados pelo viés de fácil compreensão e profundidade,

- São dispostos para leitura em fragmentos e, na sequência, discorrem baterias de exercícios


e dicas complementares.

- O material produzido não serve somente como estudo para o aluno da ESAB, mas foi
pensado e desenvolvido para que sirva de apoio didático na prática cotidiana da Educação
Ambiental (por isto a opção por uma linguagem clara e simples em sua realização).

- O módulo incentiva a pesquisa e a compreensão do uso da internet como forma de


conhecer e interagir em rede com instituições e espaços acadêmicos e cidadãos que
abordam a questão ambiental. Visto que a importância do uso do computador e de textos da
internet e das multimídias (e-livros, etc.), em todas as esferas, é um componente que não
poderia deixar de ser incentivado no que tange a questão da preservação da Natureza.

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O bjetivo

Discutir os problemas e apontar alternativas frente aos inúmeros problemas ambientais


ocasionados pelo mercado.

E menta

Entendendo o universo do Mercado; a oposição Mercado, homem e meio ambiente; o caos


ambiental promovido pelo mercado; as implicações e as consequências à vida humana;
caminhos de esperança.

S obre o Autor

José Carlos dos Santos:

 Doutorando em Ciências da Religião (PUC-SP);


 Licenciado em Filosofia (PUC-MG);
 Sócio fundador da Associação Brasileira de Serviço Social Ecológico.

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S UMÁRIO

UNIDADE 1 .............................................................................................................................. 8
Introdução: começo de conversa. .................................................................... 8
UNIDADE 2 ............................................................................................................................ 13
O Pai da Economia: Adam Smith (I) .............................................................. 13
UNIDADE 3 ............................................................................................................................ 17
O Pai da Economia: Adam Smith (II) ............................................................. 17
UNIDADE 4 ............................................................................................................................ 20
Os Críticos da Economia Capitalista: Karl Marx e Engels (I). ........................ 20
UNIDADE 5 ............................................................................................................................ 24
Os Críticos da Economia Capitalista: Karl Marx e Engels (II). ....................... 24
Objetivo: Continuação da unidade anterior. ................................................... 24
UNIDADE 6 ............................................................................................................................ 27
O que é Sistema Econômico ......................................................................... 27
UNIDADE 7 ............................................................................................................................ 29
O que é Economia de Mercado. .................................................................... 29
UNIDADE 8 ............................................................................................................................ 31
Mercantilizar o Descuido Ambiental ............................................................... 31
UNIDADE 9 ............................................................................................................................ 36
O Discurso e o Descaso dos Desenvolvidos em Relação ao Meio Ambiente 36
UNIDADE 10 .......................................................................................................................... 42
Abordando o Conceito Desenvolvimento e Meio ambiente: relações entre
mercado e vida (I). ......................................................................................... 42
UNIDADE 11 .......................................................................................................................... 46
Abordando o Conceito Desenvolvimento e Meio Ambiente: relações entre
mercado e vida (II) ......................................................................................... 46
UNIDADE 12 .......................................................................................................................... 50

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Olhares contra o Mercado Capitalista: “O câncer capitalista à beira da
metástase?” ................................................................................................... 50
UNIDADE 13 .......................................................................................................................... 52
Olhares contra o Mercado Capitalista: “O aquecimento global vira negócio
capitalista” ..................................................................................................... 52
UNIDADE 14 .......................................................................................................................... 54
Olhares contra o Mercado Capitalista: “O grande muro do capital” ................ 54
UNIDADE 15 .......................................................................................................................... 56
Olhares sobre o mercado e o meio ambiente:“Depois da ‘Onda Verde’”. ...... 56
UNIDADE 16 .......................................................................................................................... 58
Olhares sobre o Mercado e o Meio Ambiente: “Democracia Econômica” ...... 58
UNIDADE 17 .......................................................................................................................... 60
Convergências sobre as Questões Teóricas Ambientais acerca do Mercado.
...................................................................................................................... 60
UNIDADE 18 .......................................................................................................................... 61
Fichamento das Críticas mais Severas ao Mercado em sua Relação com a
Questão Ambiental. ....................................................................................... 61
UNIDADE 19 .......................................................................................................................... 62
O investimento do Mercado na África: qualidade de vida e meio ambiente. .. 62
UNIDADE 20 .......................................................................................................................... 66
Panoramas para um Mercado Sustentável: o álcool como questão energética
(material de carpintaria). ................................................................................ 66
UNIDADE 21 .......................................................................................................................... 70
Panoramas para um Mercado Sustentável: a produção de carros elétricos
recarregáveis (material de carpintaria). ......................................................... 70
UNIDADE 22 .......................................................................................................................... 73
Panoramas para um Mercado Sustentável: empresas numa perspectiva
ciberverde (material de carpintaria). .............................................................. 73
UNIDADE 23 .......................................................................................................................... 77
Panoramas para um Mercado Sustentável: o lixo como energia e os
eletrodomésticos ecologicamente corretos (material de carpintaria). ............. 77
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UNIDADE 24 .......................................................................................................................... 82
Panoramas para um Mercado Sustentável: incentivos fiscais para despoluir
(material de carpintaria). ................................................................................ 82
UNIDADE 25 .......................................................................................................................... 85
TV Mercado Ético: análise de vídeo. ............................................................. 85
Vicky Robin: a microeconomia do cuidar ....................................................... 85
UNIDADE 26 .......................................................................................................................... 87
TV Mercado Ético – análise de vídeo. ........................................................... 87
Eduardo Gianetti: O valor do amanhã ............................................................ 87
UNIDADE 27 .......................................................................................................................... 89
Novas Propostas Econômicas: a Economia de Comunhão ........................... 89
UNIDADE 28 .......................................................................................................................... 91
Novas Propostas Econômicas: a Economia solidária. ................................... 91
UNIDADE 29 .......................................................................................................................... 94
Aspectos Comparativos entre a Economia de Comunhão e a Economia
Solidária. ....................................................................................................... 94
UNIDADE 30 .......................................................................................................................... 95
Avaliação do Módulo ..................................................................................... 95
GLOSSÁRIO .......................................................................................................................... 99
BIBLIOGRAFIA .................................................................................................................... 100

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U NIDADE 1
Introdução: começo de conversa.

Objetivo: Levantar questionamentos que possibilitam o nosso entendimento de economia de


mercado.

Caríssimos (as)

Sejam muito bem-vindos ao estudo do módulo “O Mercado e o Problema Ambiental”.

Sabe-se, de maneira clara, que o Mercado é o principal responsável pela crise ambiental.
Portanto, se faz necessário entendê-lo para que a proposta de Educação Ambiental seja
clara e eficiente – despojada de críticas desprovidas da realidade. Por isto, o grande mérito
deste módulo é fazer com que você observe alguns tópicos sobre o movimento do mercado e
como eles se referem a questão ambiental. Para tanto este módulo assim está organizado:

- Em seu início são tratados os assuntos pertinentes à compreensão do universo econômico


moderno (Smith, Marx, etc.) – discutindo o que é economia, etc. A linguagem é simples -
uma vez que o módulo pretende ser usado como material de apoio para o educador
ambiental em seu trabalho, com os mais variados tipos de destinatários que encontrar
(crianças, idosos, profissionais, estudantes...)

- Em seguida, começa a se estabelecer os pontos e os contrapontos na relação Mercado e


Meio Ambiente – aspectos que caminham pelo viés da crítica. O Módulo possui muitos
exercícios a partir de notícias de jornais de grande circulação. Bem como a indicação de de
vídeos (documentários), sobre o tema, para estudos, que se encontram livremente na
internet.

- Por fim, o Módulo apresenta algumas propostas de economia desenvolvidas atualmente


como, por exemplo, economia solidária e economia de comunhão.

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O Objetivo geral é discutir os problemas e as possibilidades de saídas dos problemas
ambientais ocasionados pelo mercado.

Uma observação válida para a leitura de todos os textos selecionados neste nosso
módulo:

As referências bibliográficas das citações encontram-se na página virtual


BIBLIOGRAFIA. As citações no corpo deste módulo vêm sinaladas por um asterisco (*)
Solicito que observe as citações e se dirija à página virtual para conferir, por unidades,
o que foi lançado.

Para início de discussão, segue uma atividade diagnóstica acerca de questões referentes ao
mercado. Este estudo (na forma de tempestade de ideias pode ser aplicado em seu trabalho
junto aos seus destinatários) com a finalidade de gerar conhecimentos sobre a temática.

Estudo-pesquisa

1. O que entendo por economia?

__________________________________________________________________________

__________________________________________________________________________

2. O que é troca e como ela acontece?

__________________________________________________________________________

__________________________________________________________________________

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3. O que é dinheiro?

__________________________________________________________________________

__________________________________________________________________________

4. Quais as vantagens em usar o dinheiro no lugar da troca?

__________________________________________________________________________

__________________________________________________________________________

5. O que é uma Economia de Mercado?

__________________________________________________________________________

__________________________________________________________________________

6. O que caracteriza uma Economia de Mercado?

__________________________________________________________________________

__________________________________________________________________________

7. Quem e como se constitui uma autoridade, num Sistema de Economia de Mercado?

__________________________________________________________________________

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__________________________________________________________________________

8. O que é preço de equilíbrio?

__________________________________________________________________________

__________________________________________________________________________

9. O que você entende por: Curva de Demanda em um Mercado?

__________________________________________________________________________

__________________________________________________________________________

10. Porque o mercado deseja o equilíbrio?

__________________________________________________________________________

__________________________________________________________________________

11. Como acontece a inter-relação dos mercados?

__________________________________________________________________________

__________________________________________________________________________

12. Quem estabelece os preços, em uma Economia de Mercado?

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__________________________________________________________________________

__________________________________________________________________________

Em qualquer livro de Introdução à Economia você poderá pesquisar e encontrar estas


respostas. Você pode, também, se remeter diretamente à internet para fazer este
exercício de anamnese.

As questões levantadas podem ser respondidas com o auxílio das unidades VI e VII.
Onde estes tópicos voltarão a ser abordados.

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U NIDADE 2
O Pai da Economia: Adam Smith (I)

Objetivo: Conhecer a dinâmica histórica da contribuição de Adam Smith para a questão


política e econômica.

Este texto pertence a Richard Ybars e é parte integrante do módulo “História das Ciências
Políticas” da Escola Superior Aberta. Ele terá continuidade na Unidade III.

O estudo acerca do pensamento econômico de Adam Smith em sua interface política é de


extrema importância.

“O nome de Adam Smith está indissoluvelmente ligado a um de seus livros, intitulado A


riqueza das nações (1987, publicado originalmente em 1784). Grosso volume de quase mil
páginas que levou mais de um quarto de século para ser escrito. Sua significação é múltipla.
Revolucionou o pensamento político da época e fundou uma nova ciência, a Economia
Política.

Essa obra alcançou desde logo considerável sucesso, dela tendo sido tiradas nada menos
que cinco edições, com o autor ainda em vida. Além de pequenas correções, em todas as
edições, Smith fez alterações e acréscimos significativos na terceira, sendo considerada
como a edição definitiva.

Antes de Smith, os problemas econômicos eram debatidos por Filósofos ou por homens
práticos. Os primeiros estudiosos a se ocuparem especificamente da Economia Política,
buscando enquadrar os conhecimentos num sistema de conceitos e de leis, foram os
Fisiocratas, que formavam uma escola de pensamento francês, liderada por François
Quesnay (1694-1774). Eles eram contemporâneos de Smith, tendo este travado
conhecimento com os seus principais representantes. No entanto, foi Smith quem lançou as

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bases da nova ciência, cujos princípios passou a se dedicar, sem intenção de continuidade,
toda uma nova classe de especialistas.

A política econômica predominante na Europa, na época de Smith, era baseada em um


conjunto de doutrinas conhecido pelo nome de Mercantilismo, que partia do pressuposto de
que a riqueza de uma nação dependia principalmente de seu comércio exterior. A riqueza
era concebida como sendo essencialmente constituída por moeda, e o volume de moeda
num país não produtor de metal precioso dependia de sua balança comercial. Na medida em
que um país importasse menos do que exportasse, haveria uma entrada líquida de moeda, o
que elevaria seu numerário, isto é, sua riqueza. Deduzia-se daí, que a política correta do
Soberano era estimular de todas as maneiras a exportação, inclusive formando companhias
privilegiadas de comércio e adquirindo colônias, e restringir ao máximo as importações.
Apesar da sua evidente unilateralidade, cumpre reconhecer que os mercantilistas tiveram o
grande mérito de colocar, em termos práticos e consistentes, o problema da riqueza
nacional, em contraposição aos interesses de indivíduos ou de grupos privados.

A crítica de Adam Smith à política mercantilista afirma que a riqueza de uma nação baseia-se
no seu produto per capita, o que é comumente aceito até hoje, e não na quantidade de metal
precioso entesourado nos cofres estatais e particulares. Um aspecto importante que Smith
ressalta é o fato de que, a utilidade de uma mercadoria, isto é, sua capacidade de satisfazer

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necessidades humanas, não é o fundamento de seu valor de troca, ou seja, da quantidade
de outras mercadorias que em troca dela poderiam ser obtidas. O valor de troca reflete o
trabalho1 gasto na produção da mercadoria, onde Smith conclui que “o trabalho anual de
cada nação é o fundo que originalmente a supre de todas as coisas necessárias e
convenientes à vida”.

Baseando-se na teoria do valor-trabalho, Smith mostra que o crescimento da riqueza de uma


nação depende essencialmente da produtividade do trabalho, que, por sua vez, é uma
função do seu grau de especialização, ou seja, da extensão atingida pela divisão do trabalho.
Não deixa de ser notável que Smith, escrevendo antes da Revolução Industrial, tenha sido
capaz de apresentar uma análise dos efeitos da divisão do trabalho sobre a produtividade em
que todos os elementos essenciais – o aumento da destreza, a economia de tempo e o
aperfeiçoamento do instrumental – já estão presentes. De fato, Smith tem em mente casos
como o de uma pequena manufatura de alfinetes, a partir dos quais concatena suas
reflexões, já vislumbrando, de certo modo, o futuro próximo das grandes fábricas:

“Tomemos, portanto, um exemplo de uma manufatura insignificante, mas na


qual a divisão do trabalho tem sido frequentemente notada, o fabrico de
alfinetes; um operário não treinado nesta atividade (que a divisão do trabalho
tornou num ofício distinto), e que não soubesse trabalhar com as máquinas nela
utilizadas (para cuja invenção a divisão do trabalho provavelmente contribuiu),
mal poderia talvez, ainda que com a maior diligência, produzir um alfinete num
dia e não seria, com certeza, capaz de produzir vinte. Mas, da forma como esta
atividade é atualmente levada a cabo, não só o conjunto do trabalho constitui
uma arte específica como a maior parte das fases em que está dividido constitui
de igual modo ofícios especializados. Um homem puxa o arame, outro o
endireita, um terceiro corta-o, um quarto aguça-o, um quinto afia-lhe o topo para

1
Lembremos que, conforme exposto acima, também, John Locke afirma ser o trabalho o componente
determinante do valor de uma dada mercadoria, bem como o fundamento que legitima a propriedade privada
dessa mesma mercadoria. De fato, a teoria do valor-trabalho é um dos pontos comuns a várias formulações do
Liberalismo.
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receber a cabeça; o fabrico da cabeça requer duas ou três operações distintas;
a sua colocação é um trabalho especializado como o é também o polimento do
alfinete; até mesmo a disposição dos alfinetes no papel é uma arte
independente; e a importante atividade de produzir um alfinete é, deste modo,
dividida em cerca de dezoito operações distintas, as quais, nalgumas fábricas,
são todas executadas por operários diferentes, embora noutras um mesmo
homem realize, por vezes, duas ou três dentre elas. Eu próprio vi uma pequena
fábrica deste tipo, que empregava apenas dez homens e onde, por
consequência, vários deles executavam duas ou três operações distintas. Mas,
embora fossem muito pobres e não se encontrassem, por isso, muito bem
apetrechados com a maquinaria necessária, eram capazes de produzir entre
eles, quando nisso se empenhavam, cerca de doze libras de alfinetes num dia.
Numa libra há mais de quatro mil alfinetes de tamanho médio. Assim, aqueles
dez homens produziam em conjunto mais de quarenta e oito mil alfinetes num
dia. Assim, cada homem, contribuindo com uma décima parte do total,
produziria quatro mil e oitocentos alfinetes num dia. Mas, trabalhassem eles em
separado e independentemente uns dos outros, e sem que nenhum tivesse sido
treinado nesta atividade peculiar, nenhum deles teria sido capaz de produzir
vinte alfinetes por dia, talvez até nem um; quer dizer, nem um duzentos e
quarenta avos, talvez nem a quatrimilésima octocentésima parte daquilo que
atualmente são capazes de produzir, graças à divisão e combinação adequadas
das diferentes tarefas” (Op. cit.: 79-80)”.

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U NIDADE 3
O Pai da Economia: Adam Smith (II)

Objetivo: Conhecer a dinâmica histórica da contribuição de Adam Smith para a Política


Econômica.

Este texto pertence a Richard Ybars e é parte integrante do módulo “História das Ciências
Políticas” da Escola Superior Aberta.

“A partir dessa demonstração, Smith prossegue com uma lógica rigorosa: a divisão do
trabalho depende da extensão do mercado, que é limitado por toda sorte de obstáculos
opostos ao comércio externo e interno de cada nação. Refuta, dessa maneira, a tese
mercantilista de que, no comércio internacional, o que um país ganha o outro perde. Na
verdade, à medida que o comércio expande a divisão do trabalho, todos os participantes
ganham porque se beneficiam do aumento da produtividade do trabalho. Smith conclui daí
que a política livre-cambista deve ser posta em prática, pois só ela conduz ao
desenvolvimento das forças produtivas. Do mesmo modo, cumpre remover também as
barreiras ao comércio interno: as regulamentações corporativas, que vedam o exercício de
numerosos ofícios aos que não passaram por longos períodos de aprendizado, as “leis dos
pobres” que impedem à migração dos trabalhadores de uma paróquia a outra, entre outras.

Smith é o primeiro de uma série de teóricos do liberalismo que representa o estágio


revolucionário da economia política burguesa. Suas formulações correspondiam aos
interesses dos capitalistas manufatureiros da época (e dos futuros capitalistas industriais),
que almejavam expandir suas atividades, cônscios de sua superioridade em mercados livres
e competitivos. Os que se lhe opunham representavam uma organização obsoleta de
produção, cuja hegemonia se escudava em privilégios políticos e legais, fundados apenas na
tradição. Smith, ao combatê-los, lança mão do racionalismo e da plena confiança na “ordem
natural”, o que se tornaria a base do liberalismo individualista até hoje. Essa posição traduz-

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se numa crítica radical a toda regulamentação que pretenda proteger determinadas
atividades ou grupos, pois ela tende a criar privilégios, impedindo que cada um cuide de si de
acordo com seus próprios interesses. Foi nesse contexto, que Adam Smith se referiu à
famosa mão invisível que faz com que a luta pelos interesses individuais por parte de cada
um traga benefícios a todos2:

“O esforço natural de cada indivíduo para melhorar a sua própria condição constitui, quando
lhe é permitido exercer-se com liberdade e segurança, um princípio tão poderoso que,
sozinho e sem ajuda, é não só capaz de levar a sociedade à riqueza e prosperidade, mas
também de ultrapassar centenas de obstáculos inoportunos que a insensatez das leis
humanas demasiadas vezes opõe à sua atividade” (Op. cit.: 841).

As formulações de Adam Smith não surtiram efeito imediatamente, mas abriram caminho ao
então novo empresário capitalista, cuja tarefa histórica era inaugurar a Revolução Industrial.
No seu devido tempo, durante o século XIX, o programa liberal de Smith encontrou plena
vigência, principalmente na Inglaterra e nos Estados Unidos: os obstáculos ao comércio
interno foram gradualmente eliminados e mesmo no comércio internacional chegou a reinar
com amplo grau de liberdade para as empresas, pelo menos durante a época vitoriana
(1819-1901). A burguesia tornou-se, afinal, a classe dominante, mas, paradoxalmente, os
princípios da política econômica formulada por Adam Smith e desenvolvida por seus
discípulos, deixaram de exprimir seus interesses históricos. A ameaça, agora, não provinha
mais das privilegiadas companhias de comércio nem das corporações, mas do proletariado,
a classe produzida pela Revolução Industrial, cujo clamor dava um tom excessivamente
concreto às vagas insinuações de exploração do trabalho presentes nas formulações de
Adam Smith. “Quando tais insinuações foram plenamente desenvolvidas por Karl Marx
(1818-1883), o establishment abandonou de vez a economia política”.

2
Neste ponto, Adam Smith, muito provavelmente, deixou-se influenciar pelo poema Fábula das abelhas, de
Mandeville, publicado em 1714, cujo lema famoso é “vícios privados, benefícios públicos”, e onde se lê que “não
é da bondade do homem do talho, do cervejeiro ou do padeiro que podemos esperar o nosso jantar, mas da
consideração em que eles têm os próprios interesses”.
18
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Qual a importância de Adam Smith para a economia?

__________________________________________________________________

Qual a crítica de Adam Smith com a política mercantilista?

__________________________________________________________________

Para o estudo complementar sobre Adam Smith acesse o site:

http://www.uff.br/econ/download/tds/UFF_TD184.pdf

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U NIDADE 4
Os Críticos da Economia Capitalista: Karl Marx e Engels (I).

Objetivo: Direcionar a reflexão para a crítica da economia de mercado (capitalista) elaborada


por Marx e Engels.

Esta unidade é parte integrante do módulo de “História das Ciências Políticas” da Escola
Superior Aberta escrito pelo Dr. Richard Ybars.

As noções de Socialismo e Materialismo Histórico

De modo a facilitar a leitura desta seção, serão apresentadas definições preliminares dos
termos socialismo e materialismo histórico3. De início, tais definições poderão parecer
demasiado abstratas, mas serão, sem dúvida, úteis neste primeiro contato com o tema. De
qualquer maneira, no término desta seção, o leitor estará apto a reavaliá-las à luz dos
conhecimentos que então terá obtido acerca da matéria. Assim:

Socialismo. Nome genérico das teorias que pretendem substituir o capitalismo por um
sistema planificado que conduza a resultados mais equitativos e mais favoráveis ao
pleno desenvolvimento dos membros da sociedade. Designação das correntes e
movimentos políticos da classe operária que visam a propriedade coletiva dos meios
de produção.

Entende-se por Materialismo histórico:

Concepção da história segundo a qual as ideias são realidades secundárias, não


no sentido de que tenham menor importância, mas no sentido de que derivam de
determinadas condições materiais. Dessa forma, as forças econômicas constituem

3
Sobre o Estatuto das definições preliminares, cf. a nota 1 na página 2.
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a estrutura material da sociedade (infraestrutura), que num determinado momento
determina a superestrutura política, social e ideológica. O materialismo histórico é,
ainda, um materialismo dialético, pois a história das relações sociais é concebida
como um processo real, contraditório e dinâmico.

As formulações de Marx (1818-1883) e Engels (1820-1895)

Em 1844, em Paris, Marx e Engels deram início à colaboração intelectual e política que se
prolongaria por quatro décadas. Dotado de exemplar modéstia, Engels nunca consentiu que
o considerassem senão o “segundo violino” junto a Marx. Mas este, sem dúvida, ficaria longe
de criar uma obra tão impressionante pela complexidade e extensão se não contasse, no
amigo e companheiro, com um incentivador, consultor e crítico. As centenas de cartas do
epistolário recíproco registram um intercâmbio de ideias como poucas vezes ocorreu entre
dois pesquisadores, explicitando, ao mesmo tempo, a importância da contribuição de Engels
e o respeito de Marx às críticas e conselhos do amigo.

As formulações de Marx e Engels interpretam o caráter contraditório ou antagônico da


sociedade capitalista. De certo modo, toda a obra de Marx é um esforço destinado a
demonstrar que esse caráter contraditório é inseparável da estrutura fundamental do regime

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capitalista e é, também, o motor do movimento histórico. Em 1848, no Manifesto comunista,
formulava-se o seguinte:

“A história de todas as sociedades que existiram até hoje tem sido a história da
luta de classes. Homem livre e escravo, patrício e plebeu, barão e servo, mestre
de corporação e companheiro, numa palavra, opressores e oprimidos, em
constante oposição, têm vivido numa guerra ininterrupta, ora aberta, ora
disfarçada; uma guerra que sempre terminou ou por uma transformação
revolucionária de toda a sociedade, ou pela destruição das duas classes em
luta” (Marx & Engels, 1988: 75-6)

Eis aí, portanto, a primeira ideia decisiva de Marx e Engels: a história humana se caracteriza
pela luta de grupos humanos que chamaremos classes sociais, cuja definição, que por
enquanto permanece equívoca, implica uma dupla característica. Por um lado, a de
comportar o antagonismo dos opressores e dos oprimidos e, por outro lado, de tender a uma
polarização em dois blocos, e somente em dois.

Todas as sociedades sendo divididas em classes inimigas. A sociedade atual, capitalista,


não é diferente das que a precederam. No entanto, ela apresenta certas características
novas. Para começar:

“A burguesia só pode existir com a condição de revolucionar incessantemente


os instrumentos de produção, por conseguinte, as relações de produção e, com
isso, todas as relações sociais. (...) Essa revolução contínua da produção, esse
abalo constante de todo o sistema social, essa agitação permanente e essa
falta de segurança distinguem a época burguesa de todas as precedentes.
Dissolvem-se todas as relações sociais antigas e cristalizadas, com seu cortejo
de concepções e de ideias secularmente veneradas; as relações que as
substituem tornam-se antiquadas antes de terem um esqueleto que as sustente.
Tudo o que é sólido desmancha-se no ar, tudo o que é sagrado é profanado e

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os homens são, finalmente, obrigados a encarar com serenidade suas
condições de existência e suas relações recíprocas” (Op. cit.: 79).

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U NIDADE 5
Os Críticos da Economia Capitalista: Karl Marx e Engels (II).

Objetivo: Continuação da unidade anterior.

“Eis aí a primeira contradição identificada por Marx e Engels na sociedade capitalista. A


burguesia cria, incessantemente, meios de produção econômica; cada vez mais poderosos.
Mas as relações de produção, isto é, as relações de propriedade e a distribuição de rendas,
não se transformam nesse mesmo ritmo. O regime capitalista é capaz de produzir cada vez
mais. E a despeito desse aumento das riquezas, a miséria continua sendo a sorte da maioria.

Aparece assim uma segunda contradição da sociedade capitalista, a que existe entre o
aumento da riqueza de uma minoria e a miséria crescente de uma maioria. Dessa
contradição sairá; um dia ou outro, segundo Marx e Engels, uma crise revolucionária. O
proletariado, que constitui e constituirá cada vez mais a imensa maioria da população, se
constituirá em classe, isto é, numa unidade social aspirando à tomada do poder e à
transformação das relações sociais. Ora, a revolução do proletariado será diferente, por sua
natureza, de todas as revoluções do passado. Todas as revoluções do passado foram
realizadas por minorias, em benefício dessas mesmas minorias. A revolução do proletariado
será feita pela imensa maioria, em benefício de todos. A revolução proletária marcará assim
o fim das classes e do caráter antagônico da sociedade capitalista.

Essa revolução, que provocará a supressão simultânea do capitalismo e das classes, será
obra dos próprios capitalistas. Os capitalistas não podem deixar de transformar
permanentemente os meios de produção econômica e a organização social. Empenhados
numa concorrência inexpiável, não podem deixar de aumentar os meios de produção e de
ampliar, ao mesmo tempo, o número de proletários e sua miséria.

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Marx e Engels não negam a existência de muitos grupos intermediários entre os capitalistas
e os proletários, como artesãos, pequenos burgueses, comerciantes, camponeses e
proprietários de terras. Mas fazem duas afirmações: que à medida que evolui o sistema
capitalista, haverá uma tendência para a cristalização das relações sociais em dois – e
somente dois – grupos, os proletários e os capitalistas; que duas – e somente duas – classes
representam uma possibilidade de regime político, e uma ideia de regime social. As classes
intermediárias não têm iniciativa nem dinamismo histórico. Só duas classes têm condições
de imprimir sua marca na sociedade. A classe capitalista e a classe proletária. No dia do
conflito decisivo, todos serão obrigados a se alinhar seja com os capitalistas seja com os
proletários.

Quando a classe proletária tiver tomado o poder, haverá uma ruptura decisiva com o curso
da história precedente. Com efeito, o caráter contraditório de todas as sociedades
conhecidas, até o presente, terá desaparecido. Marx e Engels escrevem:

“Quando, no curso do desenvolvimento, os antagonismos de classe tiverem


desaparecido e toda a produção estiver concentrada nas mãos dos indivíduos
associados, o poder público perderá seu caráter político. No sentido estrito do
termo, o poder político é o poder organizado de uma classe para a opressão de
outra. Se, na luta contra a burguesia, o proletariado é forçado a se unir em uma
classe; se, através de uma revolução ele se constitui em classe dominante, e,
como tal, abole pela violência as antigas relações de produção – então, ao
suprimir o sistema de produção ele elimina ao mesmo tempo as condições de
existência do antagonismo de classe; então, ao suprimir as classes em geral,
ele elimina pelo mesmo ato sua própria dominação enquanto classe. A antiga
sociedade burguesa, com suas classes e seus conflitos de classe, será
substituída por uma associação em que o livre desenvolvimento de cada um
será a condição do livre desenvolvimento de todos” (Op. cit.: 83).

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Esse texto é bem característico de um dos temas essenciais do marxismo. A tendência dos
escritores do começo do século XIX era considerar a política ou o Estado como um
fenômeno secundário em relação aos fenômenos tidos como, essenciais, econômicos ou
sociais. Marx e Engels compartilhavam essa forma de abordagem externa da esfera
política4. Consideravam que a política e o Estado são fenômenos secundários, com relação
ao que acontece na esfera econômica. Por isso, apresenta o poder político como a
expressão dos conflitos sociais. O poder político é definido como o meio pelo qual a classe
dominante, a classe que detém a propriedade dos meios de produção econômica, mantém
seu domínio e sua exploração. Como se vê, nesta linha de raciocínio, a supressão das
contradições de classe deve levar, logicamente, à supressão da política e do Estado, pois
ambos seria apenas o subproduto ou a expressão dos conflitos sociais.

Os teóricos que começarão a repensar as formulações de Marx e Engels no século XX o


farão já a partir da Revolução Russa de 1917.

Elabore duas colunas e nelas exponha as divergências entre capitalismo e


socialismo segundo o pensamento de Marx.

4
Sobre a chamada abordagem externa da política, cf. a introdução deste texto.
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U NIDADE 6
O que é Sistema Econômico

Objetivo: Conceituar o entendimento de Sistema econômico.

Por Morcillo e Mochón (*).

“Entende-se por sistemas econômicos o conjunto de relações básicas, técnicas e


institucionais que caracterizam a organização de uma sociedade. Essas relações
condicionam o sentido geral das decisões fundamentais tomada em toda a sociedade e os
ramos predominantes de sua atividade. Os sistemas econômicos estão evoluindo com
tempo, fazendo-se cada vez mais complexos”.

“Todo sistema econômico deve ter dar resposta a três perguntas: o que produzir? Como
produzir? E para que produzir? Para responder a essas perguntas, existem basicamente dois
mecanismos de sistemas: o de economia de mercado e o de planificação centralizada”.

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Reprodução - sem valor -geocities

“As trocas existem porque trazem vantagens para os seus participantes. Possibilitam a
divisão de trabalho e dela derivam a especialização e a possibilidade de empregar
maquinarias, pois proporcionam aumento da produção, por pessoa. Quando se introduz o
dinheiro, o intercâmbio torna-se muito mais fácil e rápido”.

Qual a noção que você tinha, antes de ler estes breves trechos, sobre o entendimento de
sistema econômico?

A sua preocupação, em relação ao sistema econômico pode ser avaliada como constante ou
alheia?

Mediante o que você respondeu acima esboce uma análise dos problemas ou vantagens
ocasionadas pelo seu posicionamento.

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U NIDADE 7
O que é Economia de Mercado.

Objetivo: Conceituar o entendimento de Economia de Merado.

Fragmentos de: Richard Ybars e Morcillo e Mochón (*).

“O funcionamento de uma economia de mercado repousa num conjunto de regras, por meio
do qual se compram e se vendem os bens produzidos”.

“Em todo mercado que se utiliza do dinheiro, existem dois tipos de agentes bem
diferenciados: os compradores e os vendedores. O mercado é o lugar onde ambos os
agentes se põem em contato”.

“O preço de um bem é sua relação de troca por dinheiro, isto é, o número de reais
necessários para obter, em troca, uma unidade do bem”.

“A quantidade que os indivíduos demandam de um bem, em determinado momento, depende


fundamentalmente de seu preço. Quanto maior o preço de um bem, menor será a quantidade
que os indivíduos estarão dispostos a comprar. A demanda depende de outros fatores, tais
como: os gostos ou preferências dos indivíduos, a renda e os preços dos bens relacionados
etc.”.

“A oferta mostra, para diferentes preços, as quantidades que os produtos estariam dispostos
a apresentar. Quando são baixos, os preços seriam suficientes para cobrir os custos da
produção. Nesse caso, a oferta será reduzida. Conforme aumentam os preços, cresce a
quantidade oferecida”.

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“Preço de equilíbrio é aquele em que coincidem os planos dos demandantes e dos ofertantes
ou produtores”.

“No sistema de economia de mercado, todos os bens e serviços e os fatores produtivos te o


seu preço. Os preços atuam como guias para que livremente se designem os recursos
produtivos e se resolvam os três problemas básicos: o que produzir?; como produzir?; e para
quem produzir?”

“Ao fazer compras, os consumidores revelam suas preferências nos mercados. Isso
condiciona os produtores e, dessa forma, decide-se o que produzir. A concorrência entre os
produtores em busca do lucro determina como se deve produzir. A oferta e a demanda do
mercado de fatores produtivos determinam para quem se deve produzir”.

“Na economia de mercado, o livre funcionamento de preços, dos bens, serviços e fatores
produtivos resolve os problemas fundamentais”.

Reprodução - economiafinancas.com

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U NIDADE 8
Mercantilizar o Descuido Ambiental

Objetivo: Incentivar o debate sobre os cenários ideológicos acerca da privatização e


internacionalização da Amazônia.

Mesmo diante do alargamento do campo da desgraça ambiental, a temática do lucro e da


apropriação – própria da lógica acumulativa do capital - continua em alta. Estudaremos dois
artigos. A intenção é fazer com que você perceba como a ideia de mercantilização ambiental
é debatida por dois pólos de personagens planetários distintos – tendo como objeto de
análise o desejo de controle da Amazônia.

Observaremos dois artigos que revelam dois posicionamentos distintos sobre o modo como a
Amazônia está sendo pensada/tratada.

O primeiro artigo (*) é a visão do estrangeiro sobre a “privatização” da Amazônia”.

'Privatização' da Amazônia pode ser 'boa notícia', diz 'La Nación'

LONDRES - As concessões de partes da floresta amazônica para exploração privada,


regulamentadas na semana passada pelo governo brasileiro, "podem ser uma boa notícia",
na avaliação de reportagem publicada nesta terça-feira, 25, pelo diário argentino La Nación.

O jornal observa que o argumento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é de que "se isolar
a maior floresta do planeta do contato humano é uma utopia, pelo menos que aqueles que a
exploram o façam de forma sustentável".

A reportagem comenta que serão arrendados nos próximos meses 220 mil hectares no
Estado de Rondônia. "O grande problema da Amazônia é a falta de fiscalização", afirma o
jornal. "Por isso, 70% do arrecadado com a licitação se destinará aos órgãos de fiscalização

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da selva. Segundo o Greenpeace, cada fiscal é responsável por uma área do tamanho da
Suíça."

Segundo a reportagem, "a diferença entre o desmatamento e ‘o manejo florestal sustentável’


que deverão realizar as empresas que venham a obter as concessões pode ser medida
matematicamente".

"Segundo o Ministério do Meio Ambiente, enquanto no primeiro caso se extraem todas as


árvores para vendê-las ou para utilizar a terra, na utilização sustentável se extraem entre 5 e
6 árvores das 500 que pode haver em um hectare de selva", diz o texto.

O jornal comenta que "a decisão de lançar os contratos de gestão e desenvolvimento é parte
do Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento da Amazônia empreendido pela
ministra Marina Silva". "Com várias medidas, esta militante histórica pela preservação
reduziu em 49% o desmatamento desde 2004", diz a reportagem.

Segundo o diário argentino, "a falta de desenvolvimento nas regiões da selva termina
fomentando a destruição". "Por isso se licitarão áreas da selva. O trabalhador sem emprego
ou renda se converte em mão de obra para operações ilegais. Quando manter a selva de pé
é um bom negócio, a destruição se detém. O ambientalismo pragmático talvez seja mais
eficiente do que as utopias", conclui.

Quais são os principais problemas levantados pelos fragmentos do artigo de “La Nacion”?

Em sua opinião, como que o jornal aborda a competência brasileira ao lidar com a questão
da preservação ambiental?

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O segundo artigo (*) abordará o posicionamento do presidente Lula sobre a questão
levantada.

Lula quer 'exorcizar' ideia de Amazônia internacional, diz jornal.

Em meio a críticas de ecologistas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer "exorcizar" a
possibilidade de que a Amazônia venha a ser internacionalizada, afirma uma reportagem
publicada na página do jornal El País na Internet.

"Lula adverte ao mundo desenvolvido que 'a Amazônia tem dono'", titula o correspondente do
jornal no Brasil, fazendo o que o diário espanhol qualificou de um duro discurso contra os
que dão "lições de conservação".

A reportagem se refere às palavras do presidente na abertura do 2º Encontro dos Povos da


Floresta, pronunciadas "com voz firme, em um discurso quase improvisado", nas palavras do
repórter.

Segundo o jornal, Lula disse que há 8 mil anos o Brasil tinha 9% das florestas mundiais.
Hoje, tem 29,5%, porque os países desenvolvidos derrubaram as suas.

Mas o El País lembra que a defesa que o presidente faz do seu projeto de desenvolvimento
amazônico trouxe junto críticas. "Lula foi criticado durante seu primeiro mandato por
ecologistas brasileiros e internacionais, pelo que consideravam falta de sensibilidade diante
dos problemas ambientais, e pela ausência de apoio à ministra do Meio Ambiente, Marina
Silva", diz o jornal.

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"O presidente foi acusado de priorizar o desenvolvimento econômico, inclusive na Amazônia,
por cima das exigências ecológicas. Por isto, em seu segundo mandato, tenta recuperar a
credibilidade nesse tema, sensíveis à opinião pública."

O dilema, afirma a reportagem, é conseguir isso e ao mesmo tempo garantir a autonomia do


país sobre o território amazônico. "O Brasil sempre rejeitou o slogan de que 'a Amazônia é
de todos', e chegou a temer mesmo que, sob o pretexto de não proteger seus bosques, os
Estados Unidos possam chegar a pedir sua internacionalização como patrimônio da Terra",
diz o El País.

"Este é o demônio que Lula, com seu discurso fervoroso e taxativo, tentou exorcizar."

Em que medida o discurso de presidente Lula rebate as ideias de privatização e


internacionalização da Amazônia?

Posicione-se frente a este desejo das grandes potencias de internacionalizar a Amazônia.


Seria viável, uma vez que em nome do lucro e do desenvolvimento eles mesmos
destruíram e devastaram as suas próprias terras? Como eles poderiam cuidar de algo
“tão bem” se, historicamente, falharam com a preservação de seus habitats?

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ATIVIDADE OPTATIVA

Sabemos que os povos nativos do amazonas são muito respeitosos com o


cuidado para com a terra. Quem devasta são aqueles que saem de outras partes
do Brasil e do mundo para explorar aquela região. Pesquise e desmistifique o
“mito” do descuido dos amazonenses para com aquela terra – argumento mais do
que saboroso na boca daqueles que anseiam a privatização e internacionalização
da Amazônia.

Veja mais sobre a questão governamental da preservação da Amazônia nos seguintes sites:

http://www.mma.gov.br/index.php?ido=conteudo.monta&idEstrutura=59&idMenu=3784

http://www.mma.gov.br/index.php?ido=conteudo.monta&idEstrutura=59&idMenu=3155

http://www.mma.gov.br/index.php?ido=conteudo.monta&idEstrutura=59&idMenu=2514

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U NIDADE 9
O Discurso e o Descaso dos Desenvolvidos em Relação ao Meio Ambiente

Objetivo: Comparar os posicionamentos dos países desenvolvidos e em desenvolvimento


com o posicionamento de seus cidadãos.

Os países desenvolvidos têm mantido constantes discursos sobre a questão ambiental.


Todavia, apesar do posicionamento de querer que os outros países reduzam as suas taxas
poluentes poucos efetivamente eles têm feito nesse sentido por causa própria.

Estados Unidos (mesmo não sendo desenvolvidos, incluem-se ai China e Índia) são os
grandes vilões da degradação ambiental. No entanto, o posicionamento destes é aparentado
pelo descaso – conforme denunciam muitas agências ambientais.

Neste sentido, esta unidade caminhará num duplo caminho. Primeiro, será tratado de um
alerta sobre a fala do ex-presidente Bush em sua nova “cruzadinha” ambiental. Esta
observação se fará mediada por um artigo da Agência do jornal Estadão (*). Em um segundo
momento, num sentido de estabelecer paralelos, o discurso dos países desenvolvidos e o
nível de consciência de seus cidadãos.

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Encontro sobre clima convocado por Bush alimenta dúvidas

WASHINGTON - Uma cúpula sobre clima convocada pelos Estados Unidos para setembro
já levanta dúvidas sobre a possibilidade de alguma medida ser tomada antes de o
presidente norte-americano, George W. Bush, concluir o mandato dele, no próximo ano.

Um grande ponto de interrogação paira sobre a questão de o que substituirá o Protocolo de


Kyoto quando esse acordo, que limita a emissão de gases do efeito estufa, deixar de
vigorar, em 2012. Os EUA nunca participaram do pacto de Kyoto, cujos custos econômicos,
segundo Bush, tornavam-no "falho em sua essência".

Mas o presidente norte-americano passou, recentemente, a dar declarações sobre a


necessidade de uma nova estratégia mundial para conter as emissões de gases
responsáveis pelo aquecimento da Terra.

Em maio, Bush anunciou planos de concluir a elaboração dessa estratégia até o final de
2008, mas especialistas logo notaram a proximidade entre a data e o final do mandato dele.

Na sexta-feira, o governo dos EUA convocou os maiores emissores de gases do efeito


estufa para um encontro como parte de uma estratégia capaz de envolver os países em
desenvolvimento nos esforços para cortar a emissão de poluentes. A reunião deve
acontecer nos dias 27 e 28 de setembro, em Washington.

Mas, mesmo antes desse anúncio, os participantes da primeira sessão plena da


Organização das Nações Unidas (ONU) sobre as mudanças climáticas, na semana
passada, questionaram o papel desempenhado pelos EUA no debate.
"A constante desculpa oferecida pelos EUA para não participar do regime mundial de
combate às mudanças climáticas, culpando a Índia e a China, não é apenas infeliz, mas
muito distante da verdade", afirmou Sunita Narain, diretora do Centro para a Ciência e o
Meio Ambiente da Índia.

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GRANDES POLUIDORES

A China e a Índia, países em franca expansão, não possuem atualmente limites de emissão
a serem observados.

Mas Narain afirmou que as emissões realizadas pelos países industrializados ao longo das
décadas passadas mais do que compensavam pelas emissões cada vez maiores dos dois
países asiáticos.

Como exemplo, Narain afirmou que a emissão anual de carbono per capita da China soma
3,5 toneladas. Nos EUA, essa cifra é de 20 toneladas. O dióxido de carbono integra a lista
de gases capazes de prender o calor dentro da atmosfera terrestre, aquecendo o planeta.

O governo Bush passou de uma postura na qual questionava a contribuição das atividades
humanas às mudanças climáticas para uma postura na qual aceita trabalhar com outros
países a fim de fixar metas globais.

Os EUA, no entanto, rejeitam a imposição de limites compulsórios de emissão e querem a


adoção voluntária de metas.

O encontro a ser realizado em Washington deve acontecer na mesma semana em que


líderes do mundo todo se reúnem na ONU para participar, entre outros eventos, de uma
sessão de um dia voltada para as mudanças climáticas (no dia 24 de setembro). A lista dos
participantes da conferência de Washington inclui Brasil, Grã-Bretanha, França, Alemanha,
Itália, Japão, China, Canadá, Índia, Coréia do Sul, México, Rússia, Austrália, Indonésia e
África do Sul. No convite, Bush diz que os EUA trabalharão com esses países na criação de
um "novo regime global" capaz de permitir a assinatura, até 2009, de um acordo dentro da
Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas.

A afirmativa da Casa Branca de que o encontro de setembro servirá de largada para um

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processo previsto para concluir-se em 2008 "pode dar a impressão, a outros países, de que
o governo (norte-americano) está tentando gastar tempo", afirmou Annie Petsonk, do grupo
Enviromental Defense.

Em que medida a palavra DÚVIDA é empregado neste artigo?

O segundo artigo (**) abordará o nível de consciência e envolvimento dos ingleses, segundo
uma pesquisa, sobre o desgaste e a compensação ambiental.

Britânicos rejeitam impostos ambientais

LONDRES - Metade dos consumidores britânicos não se considera preparada para pagar
mais impostos a fim de ajudar o meio ambiente, segundo uma pesquisa.

Apesar de muitos estarem dispostos a adotar um estilo de vida mais "verde", 50 por cento
não querem pagar mais para ajudar em questões ambientais, por acreditar que já
desembolsam impostos demais, segundo pesquisa do Unbiased.co.uk.

site, que promove a consultoria financeira independente, concluiu, por exemplo, que apenas
23 por cento dos britânicos estão preparados para pagar mais impostos sobre os carros para
reduzir a emissão de gases de carbono. E apenas um quinto dos usuários de aviões ficariam
satisfeitos de pagar "impostos verdes" sobre as passagens.

Sete por cento dos 2.610 entrevistados pelo instituto YouGov disseram não se importar
minimamente com as questões ambientais. David Elms, presidente-executivo da
Unbiased.co.uk, disse: "Lidar com as questões ambientais está provavelmente no topo da

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lista para a maioria dos consumidores, embora na realidade muitos não estejam preparados
para tocar no bolso a fim de ajudar a contribuir com a causa --principalmente porque
acreditam que já pagam impostos demais."

Muita gente, ironicamente, paga impostos demais por ignorância, segundo Elms. "Ninguém
gosta de pagar imposto, isso é evidente, com dois terços de nós dizendo que nos
ressentimos dos impostos. (Mas) há alguns passos simples que as pessoas podem dar para
reduzir a quantia que o ''Chancellor'' (ministro das Finanças) tira da gente."

"Preencher um formulário, fazer um testamento, ou se certificar de que as economias estão


protegidas numa caderneta de poupança são coisas que tomam relativamente pouco tempo,
mas provavelmente será um dos tempos mais efetivos que você terá gasto neste ano. Além
disso, o dinheiro que você economiza reduzindo seu desperdício tributário poderia lhe
permitir ser mais ''verde''."

Compare o posicionamento dos países desenvolvidos e emergentes com o artigo sobre o


nível de consciência dos cidadãos ingleses. O que há de diferentes? O que há de similar?

Faça uma pesquisa mais aprimorada e comente no Fórum da ESAB estes


posicionamentos. Pode ser de qualquer país citado nesta unidade. Lembre-se de fazer
um paralelo com um posicionamento político do Estado X posicionamento coletivo dos
cidadãos sobre o meio ambiente, de modo prático.

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Fórum II

Cite um descaso de comprometimento em relação ao meio ambiente que você tem


conhecimento e procure analisar discursivamente as causas de tal descaso. Faremos esta
atividade no intuito de dinamizar o senso crítico e a denuncia respaldada em argumentos.

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U NIDADE 10
Abordando o Conceito Desenvolvimento e Meio ambiente: relações entre mercado e
vida (I).

Objetivo: Articular, teoricamente, as relações existentes entre manutenção da vida, mercado


e recursos ambientais.

O artigo a seguir, foi publicado na Revista CB Juris - Ano I - nº 2 - Junho/99 – foi escrito pela
bióloga Valéria Leite Aranha. A autora faz uma exposição acerca das relações
desenvolvimento e meio ambiente de modo muito claro.

“A extensão do impacto humano sobre a Terra depende do número de pessoas existentes e


da quantidade de recursos utilizados. O uso máximo de recursos que o planeta ou uma
determinada região pode sustentar define a sua capacidade de provisão. Esta capacidade
pode ser aumentada pela agricultura e pela tecnologia, e geralmente isto ocorre à custa da
redução da diversidade biológica ou da perturbação de processos ecológicos. A capacidade
de provisão é limitada pela capacidade da natureza de se recompor ou absorver resíduos de
modo seguro. As nossas civilizações estão hoje ameaçadas porque utilizamos mal os
recursos e perturbamos os sistemas naturais. Estamos pressionando a Terra até os limites
de sua capacidade”.

E apresenta as evidências e os problemas, na sequência do aumento da população e a


diminuição diversidade biológica da terra, dos problemas que terra enfrenta como:

- “Em menos de duzentos anos, o Planeta perdeu seis milhões de quilômetros quadrados de
florestas”.

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- A “(...) grande quantidade de terras desgastadas pela erosão e o volume de sedimentos nos
rios cresceu três vezes nas principais bacias e oito vezes nas bacias menores e mais
utilizadas”.

- A perturbação dos sistemas atmosféricos que geram, desta forma “(...) uma ameaça ao
padrão climático; a poluição invadiu nosso ar, nossa terra e nossa água e tornou-se uma
ameaça crescente à saúde”.

E apresenta o cenário das populações empobrecidas neste processo:

“Centenas de milhões de pessoas lutam na pobreza, privadas de uma qualidade de vida


tolerável. A cada ano, milhões de pessoas morrem de desnutrição e de doenças que
podem ser evitadas. Esta situação não é apenas injusta, ela ameaça a paz e a estabilidade
de muitos países e do mundo.

Se tantas pessoas padecem hoje de uma qualidade de vida inadequada, como farão tantos
bilhões a mais para conseguir a comida, a água, os cuidados médicos e o abrigo de que
necessitam? Como poderemos sustentar este enorme aumento no número de seres
humanos sem causar danos irreversíveis à Terra? Com certeza não será continuando a
viver como fazemos hoje. É preciso encontrar novas maneiras de viver e se desenvolver,
maneiras que preservem a vitalidade da Terra e que sejam, portanto, sustentáveis a longo
prazo”.

Para fechar este ciclo argumentativo da relação vida e recursos ambientais, as autoras
lançam algumas premissas que norteiam toda a sua reflexão. Após serem lançadas as
premissas, seguem algumas questões para análise e acompanhamento crítico da leitura:

1. “Os recursos naturais são à base do desenvolvimento econômico; proteção ambiental e


desenvolvimento econômico são inseparáveis”.

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Ao analisar as sociedades desenvolvidas como pós-agrícolas, Como fica a questão,
polêmica: Existe alguma sociedade pós-agrícola? O que implica este devaneio de
pensamento pós-agrícola?

2. “O desenvolvimento não pode ser sustentado com uma base de recursos naturais
deteriorados, e o meio ambiente não pode ser protegido quando os projetos teimam em
não levar em consideração o preço da destruição ambiental e em dispor de recursos para
preveni-la”.

Alguma sociedade pode se desenvolver sem recursos naturais? Qual a falácia deste
argumento?

3. “Este objetivo pode ser alcançado através do desenvolvimento sustentável, um programa


que satisfaz hoje as necessidades dos indivíduos, sem destruir os recursos que serão
necessários, no futuro, baseado em planejamento em longo prazo e no reconhecimento

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de que, para manter o acesso aos recursos que tornam a nossa vida diária possível,
devemos admitir os limites de tais recursos”.

È possível neste atual modelo educativo, onde a questão ambiental é sempre vista pelo
viés do lucro, pensar “um programa que satisfaz hoje as necessidades dos indivíduos,
sem destruir os recursos que serão necessários no futuro”?

Antes de dar continuidade aos seus estudos é fundamental que você acesse sua
SALA DE AULA e faça a Atividade 1 no “link” ATIVIDADES.

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U NIDADE 11
Abordando o Conceito Desenvolvimento e Meio Ambiente: relações entre mercado e
vida (II)

Objetivo: Articular, teoricamente, as relações existentes entre manutenção da vida, mercado


e recursos ambientais.

Continuação do estudo elaborado pela bióloga Valéria Leite Aranha publicado na Revista CB
Juris - Ano I - nº 2 - Junho/99.

4. “Desenvolvimento sustentável é, em essência, integrado. Integra a preocupação em


proteger a base dos recursos naturais com a preocupação em reduzir a pobreza, de
modo que as pessoas não sejam forçadas a, destruir o solo e as florestas para
sobreviverem”.

Como relacionar o termo INTEGRADO com a questão: políticas públicas e consciência


coletiva de cidadania da população? Visto que na Unidade sobre o posicionamento dos
países desenvolvidos e em desenvolvimento esta temática parece ser algo que não se
realiza no chão da existência das pessoas (políticos e cidadãos).

5. “O desenvolvimento sustentável apóia-se no reconhecimento de que: a) qualidade


ambiental e desenvolvimento econômico estão ligados, e o desenvolvimento e a
economia devem estar integrados desde o início dos processos de formulação de
decisões; b) desgastes ambientais estão inter-relacionados como, por exemplo, a

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derrubada de árvores que implica não apenas destruição de florestas, mas, também, uma
aceleração da erosão do solo e assoreamento de rios e lagos; c) problemas econômicos
e ambientais estão relacionados a muitos fatores sociais e políticos e o rápido
crescimento populacional, que causa um profundo efeito no desenvolvimento e meio
ambiente em muitas nações; é ocasionado, em parte, pela posição inferior das mulheres
em tais sociedades; d) ecossistemas, poluição e fatores econômicos não respeitam
fronteiras nacionais, tornando críticas a comunicação e cooperação internacionais”.

Em que medida estes tópicos são trabalhados no cotidiano. As pessoas já aprenderam,


em sua opinião e observação, o vocabulário (ecossistema, crescimento populacional,
integração...) acima disposto com as respectivas responsabilidades que ele carece?

6. “Tal integração deve, também, ser refletida em uma mudança institucional nas agências
e organizações que criam programas que afetam o desenvolvimento”.

Você conhece casos positivos de integração visando à mudança institucional em sua


região? Em caso positivo, responda: Como está o desenvolvimento das atividades? Se
não conhece, pesquise e responda: É por que não existiam ou por falta de procura de
conhecimento de sua parte?

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7. “À medida que sejam efetivamente implantadas, na sociedade, essas novas formas e a
bioética, por elas configurada, tenderiam a transformar atuais formas de ação
depredadoras sobre o mundo físico e biológico, mediante a incorporação de três
princípios básicos: a) a interdependência de todas as formas de vida; b) a complexidade e
a diversidade dos ecossistemas como garantia de sua estabilidade; c) o caráter finito dos
recursos biofísicos, como fator que limita a intensidade e a escala de sua exploração”.

Como anda a implantação destas medidas em sua região?

8. “Desenvolvimento sustentável refere-se, assim, à melhoria na qualidade de vida humana,


respeitando-se ao mesmo tempo os limites da capacidade de provisão dos ecossistemas
nos quais vivemos. Uma economia sustentável, por sua vez, é o produto do
desenvolvimento sustentável, ela conserva sua fonte de recursos naturais, mas consegue
se desenvolver pela adaptação e pelo aprimoramento no conhecimento, na organização,
na eficácia e, não menos importante, na sabedoria”.

 Em sua região você observa que este dado conceitual sobre desenvolvimento sustentável
esta adquirindo formato? Ou as empresas, ainda, nem sabem lidar com o conceito?
 Quais são os pontos importantes que você extraiu da leitura destes tópicos teóricos
estudados e que servirão para o seu trabalho, na perspectiva teórica de abordar a

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relação: Mercado, vida e recursos naturais?

Reprodução - greenpeace

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U NIDADE 12
Olhares contra o Mercado Capitalista: “O câncer capitalista à beira da metástase?”

Objetivo: Analisar os pressupostos e críticas marxistas acerca do mercado capitalista na


seguinte proposta:

1) Observar os impactos sociais do mercado (12, 13, 14) para, posteriormente:


2) Adentramos nos impactos ambientais que o atual modelo global de economia ocasiona
para o meio ambiente (unidade 15 e 16).

Dirija-se ao site (http://www.revolutas.net/index.php? INTEGRA=378), tire uma cópia e


responda as questões que seguem.

OBS: Guarde a cópia, pois você precisará dela para fazer o exercício proposto nas unidades
17 e 18. Bom trabalho!

Para este estudo, algumas questões para responder.

Após o bloco de questões, alguns fragmentos dos textos que se referem à reflexão proposta.

QUESTÕES PARA ANÁLISE

1) O autor começa a sua exposição acerca do artigo apresentando a afirmação do “The


Economist” e lançando uma perspectiva negativa sobre a afirmativa. Relacione a negativa
com a questão ambiental?
2) Apresente as contradições inerentes no raciocínio: “Os emergentes fazem crescer a
renda real no mundo rico, ao fornecer mercadorias mais baratas, como forno microondas
e computadores, permitindo que as empresas multinacionais alcancem maior economia
de escala e estimulando o crescimento da produtividade por meio de crescente
competição”.

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3) “Num dado momento, o autor apresenta uma crítica à seguinte parte do artigo do “The
Economist”, acerca dos “emergentes”: ”... Será, provavelmente, o maior estímulo
econômico na história, porque a Revolução Industrial envolveu, plenamente, apenas um
terço da população mundial. Em contraste, esta nova revolução cobre a maior parte do
globo, de modo que os ganhos econômicos, assim como as dores dos ajustes, serão
muito maiores”. Como um homem de negócios, ávido pelo lucro e pelo fluxo contínuo do
capital,rebateria esta critica?

Reprodução - Il y a peine quelques semaines,

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U NIDADE 13
Olhares contra o Mercado Capitalista: “O aquecimento global vira negócio capitalista”

Objetivo: Analisar os pressupostos e as críticas marxistas acerca do mercado capitalista na


seguinte proposta:

Observar os impactos sociais do mercado (12, 13, 14) para, posteriormente, adentrar nos
impactos ambientais que o atual modelo global de economia ocasiona para o meio
ambiente (unidade 15 e 16).

Dirija-se ao site (http://www.revolutas.net/index.php?INTEGRA=392), tire uma cópia,


responda as questões e guarde-a para fazer os exercícios propostos nas unidades 17 e 18.
Bom trabalho.

QUESTÕES PARA ANÁLISE

1) Como o autor trata, inicialmente, a questão e reconhecimento do tema: aquecimento


global por parte dos EUA?
2) Por que, segundo o texto, os economistas se viram obrigados a falar sobre o
aquecimento global? Esse sentido de obrigação atual na fala dos economistas revela o
quê, para a questão temática da responsabilidade global? Em outras palavras, como a
questão da consciência responsável se torna pesada, neste discurso tardio dos
economistas?
3) O que está implícito na jogada de responsabilidade sobre a humanidade e não sobre o
sistema capitalista por parte deste discurso? O que se pode esperar destes homens?
4) Como que a questão ambiental está sendo transformada pelos homens de negócios, em
espaço e tempo para o lucro? Exponha o processo.

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5) Você concorda com o autor sobre a responsabilidade dos movimentos coletivos nesta
luta? O que você pensa sobre o caso, visto que os movimentos sociais – sobretudo no
Brasil da década de 90, do século passado - sofreram processo de desmatamento?

REPRODUÇÃO - baixaki.ig.com.br

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U NIDADE 14
Olhares contra o Mercado Capitalista: “O grande muro do capital”

Objetivo: Analisar os pressupostos e as críticas marxistas, acerca do mercado capitalista, na


seguinte proposta:

1) Observar os impactos sociais do mercado (12, 13, 14) para, posteriormente, adentramos
nos impactos ambientais provocados pelo atual modelo global de economia ocasiona
para o meio ambiente (unidade 15 e 16).

Dirija-se ao site (http://www.revolutas.net/index.php?INTEGRA=11), tire uma cópia e


responda as questões que seguem. Como nas unidades anteriores, não a jogue fora, pois
você precisará dela para fazer o exercício proposto nas unidades 17 e 18. Bom trabalho.

QUESTÕES PARA ANÁLISE

1) Quais os problemas relacionados à exclusão que o autor levanta e onde eles estão
presentes, na atualidade, de modo mais claro?
2) O que sinaliza esses empenhos dos governantes focados pelo autor? Haveria,
segundo o seu conhecimento de causa/ou pesquisa, outras motivações além das
apresentadas pelo autor?
3) O que demonstra, além do cinismo comentado, às políticas dos países ricos para com
os imigrantes?
4) Como a questão da imigração/migração adentra no campo das preocupações
ambientais?
5) Você conhece cidades onde as prefeituras fazem projetos de “deportação” para
migrantes de outras regiões? Como este problema está sendo tratado por outras
instâncias dos poderes?
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Reprodução

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U NIDADE 15
Olhares sobre o mercado e o meio ambiente:“Depois da ‘Onda Verde’”.

Objetivo: Analisar os pressupostos e críticas marxistas acerca do mercado capitalista na


seguinte proposta:

Observar os impactos sociais do mercado (12, 13, 14) para, posteriormente, adentramos nos
impactos ambientais provocados pelo atual modelo global de economia ocasiona para o meio
ambiente (unidade 15 e 16).

Dirija-se ao site (http://www.espacoacademico.com.br/076/76rattner.htm), tire uma cópia e


responda as questões que seguem. Como nas unidades anteriores, não a jogue fora, pois
você precisará dela para fazer os exercícios propostos nas unidades 17 e 18. Bom trabalho.

QUESTÕES PARA ANÁLISE

1) Você não acha muito otimista o primeiro parágrafo do autor sobre a tomada de
consciência dos governantes, sobre a questão ambiental? O que você teria a dizer sobre
este olhar tendo em vista os textos um tanto pessimista anteriormente estudados?
2) O autor fala da tomada de conhecimento dos problemas ambientais, por parte da
população, por conta da mídia. Você certamente deve saber que há bem pouco tempo a
mídia brasileira divulgava notícias de que a maioria dos americanos não se sentia
culpados pelos problemas ambientais – assim como muitos ignoravam os problemas
novos decorrentes da intervenção desastrosa do homem no meio ambiente. O que
pensar desta tomada de conhecimento? Ela seria o mesmo que tomada de consciência?
Justifique.

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3) O problema ambiental não é tratado somente como algo pertencente ao futuro das
gerações. Qual à medida que o autor dá para a problemática em jogo?
4) O que demonstra as atitudes individuais de cada país/potência na tomada de
posicionamento diante do problema ambiental?
5) Como você avalia os casos dos países citados que vão à contramão do projeto poluidor
das potencias? Como as suas economias poderiam se manter sem sofrer grandes
prejuízos?
6) Qual a viabilidade de novas formas de uso das energias para o mercado global? Elas são
viáveis para o modelo econômico que vigora atualmente?

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U NIDADE 16
Olhares sobre o Mercado e o Meio Ambiente: “Democracia Econômica”

Objetivo: Analisar os pressupostos e críticas marxistas acerca do mercado capitalista na


seguinte proposta:

Observar os impactos sociais do mercado (12, 13, 14) para, posteriormente, adentramos nos
impactos ambientais provocados pelo atual modelo global de economia ocasiona para o meio
ambiente (unidade 15 e 16).

Dirija-se ao site (http://www.antonioviana.com.br/2009/site/ver_noticia.php?id=46625), tire


uma cópia e responda as questões que seguem. Como nas unidades anteriores, não a jogue
fora, pois você precisará dela para fazer os exercícios propostos nas unidades 17 e 18. Bom
trabalho

QUESTÕES PARA ANÁLISE

1) Enumere os problemas citados pelo autor, no segundo e no terceiro parágrafos e reflita


sobre: como estes problemas se relacionam com a questão ambiental.
2) Procure ampliar, com novos dados e reflexão, o ponto expositivo no qual o autor afirma:
“Em outros termos, coloca-se o problema do crescente desajuste entre os instrumentos
políticos, onde a democracia limita-se, essencialmente, a políticas tradicionais de
governo, com eleições a cada quatro anos e os instrumentos de poder do mundo
econômico, que envolvem tanto a apropriação das próprias políticas governamentais
através do financiamento dos candidatos, como o controle da mídia e o poder de
desestabilização financeira”.
3) Como o autor encara o conceito: “democracia econômica”? É importante pesquisar o
assunto.

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Reprodução - www.iica.org.br

Sobre a questão, consulte as seguintes obras

Bonelli, R. (1996) Ensaios Sobre Política Econômica e Industrialização no Brasil, Rio de


Janeiro: Senai. (cap. 2.7-2.8)

Lessa, C. (1983) Quinze Anos de Política Econômica, São Paulo: Editora Brasiliense.

Serra, J. (1982) “Ciclos e Mudanças Estruturais na Economia Brasileira dód-Guerra”, in


Belluzzo, L. G. M. & Coutinho, R. (orgs) Desenvolvimento Capitalista no Brasil, Vol. 1, São
Paulo: Editora Brasiliense.

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U NIDADE 17
Convergências sobre as Questões Teóricas Ambientais acerca do Mercado.

Objetivo: Estabelecer paralelos e convergências entre os teóricos estudados nas unidades


12 a 16, sobre as relações entre mercado e meio ambiente.

Esta unidade irá se deter em estabelecer paralelos comparativos entre os teóricos das
unidades 12 a 16. Neste exercício, você deve lançar nos quadrados, somente os pontos de
reflexão que mantêm uma similaridade reflexiva entre os teóricos. Este exercício servirá para
você organizar os dados teóricos abordados no discurso ambiental. Faça este paralelo em
seu caderno, uma vez que nesta página não teremos muito espaço para tal.

Tópicos para o Unidade 12 Unidade 13 Unidade 14 Unidade15 Unidade16


estudo das
convergências
Dados positivos das
empresas em seu
esforço ambiental
Dados negativos das
empresas em seu
esforço ambiental
Como é encarado o
empenho das
políticas econômicas

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U NIDADE 18
Fichamento das Críticas mais Severas ao Mercado em sua Relação com a Questão
Ambiental.

Objetivo: Fichar as críticas mais severas sobre o mercado

Você já estudou no Módulo “Metodologia da Pesquisa Científica” como se faz um fichamento.


Nesta unidade você deverá aliar o que aprendeu no referido módulo, ao que estudou neste.

É interessante que faça uma releitura das unidades anteriores e fiche as críticas mais
severas, em relação ao mercado e a política econômica, sob a ótica do que foi estudado.

Bom trabalho!

O filme Uma Verdade Inconveniente (de Al Gore) Foi reconhecido como o melhor
documentário sobre a conscientização ambiental, ganhando o Oscar nesta categoria.

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U NIDADE 19
O investimento do Mercado na África: qualidade de vida e meio ambiente.

Objetivo: Mapear o continente africano dentro da conjuntura do descaso do mercado e


ausência da qualidade de vida a que aquela população é submetida.

Nesta unidade você deverá elaborar uma pesquisa e enviar os dados para o Fórum da
Escola Superior Aberta.

Procedimentos:

O continente africano foi escolhido, para esta pesquisa, devido às disparidades e escândalo
humanitário a que ele é submetido, a longo tempo, pelas potencias mundiais.

Lista dos países africanos, extraídos do site:

http://www.girafamania.com.br/africano/entr Gabão (Libreville) Nigéria (Abuja)


ada. africana.html
Gâmbia (Banjul) Quênia (Nairóbi)
África do Sul (Cidade do Cabo)
Gana (Acra) República Centro-
Angola (Luanda) Africana (Bangui)
Guiné (Conacri)
Argélia (Argel) Ruanda (Kigali)
Guiné-Bissau (Bissau)
Benin (Porto Novo) Saara Ocidental
Guiné Equatorial
(Laâyoune?)
Botsuana (Gaborone) (Malabo)
Senegal (Dacar)
Burquina Fasso (Uagadugu) Lesoto (Maseru)
Serra Leoa

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Burundi (Bujumbura) Libéria (Monróvia) (Freetown)

Camarões (Iaundê) Líbia (Trípoli) Somália (Mogadíscio)

Chade (Ndjamena) Malauí (Lilongue) Suazilândia


(Lobamba)
Congo, ex-Zaire (Kinshasa) Mali (Bamaco)
Sudão (Cartum)
Congo, República (Brazzaville) Marrocos (Rabá)
Tanzânia (Dodoma)
Costa do Marfim (Abidjan) Mauritânia (Nuakchott)
Togo (Lomé)
Djibuti (Djibouti) Moçambique (Maputo)
Tunísia (Túnis)
Egito (Cairo) Namíbia (Windhoek)
Uganda (Campala)
Eritréia (Asmará) Níger (Niamei)
Zâmbia (Lusaka)
Etiópia (Addis Abeba)
Zimbábue (Harare)

Países Insulares

Ilha de Madagáscar (Antananarivo)

Ilhas de Cabo Verde (Cidade de Praia)

Ilhas de Comores (Moroni)

Ilhas Maurício (Port Louis)

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Ilhas São Tomé e Príncipe (São Tomé)

Ilhas Seychelles (Vitória)

1) Procure responder a anotar sistematicamente no quadro abaixo, em tópicos e usando de


dados estáticos (se possível) os seguintes itens de pesquisa:

(Nome do país a) Investimento b) c) d)Atual situação


escolhido) estrangeiro no da qualidade de
Campo de Principais
país (capital vida da
interesse para problemas
financeiro). população e a
investimento sociais,
influência da
econômicos,
questão
etc.
ambiental nesta.
Observe que a RESPOSTA RESPOSTA RESPOSTA RESPOSTA
pergunta acima
tem conexão com
a pergunta
estabelecida
abaixo:
a) Investimento b)Como os c) A medida d)Perspectiva
estrangeiro de recursos da relação dos para a situação
auxílio à naturais são problemas futura da
população extraídos e sociais, qualidade de
(quanto é usados. E, econômicos, vida da
investido em como a etc., com a população e o
educação, população lida questão destino do Meio
saúde...) com a extração ambiental. Ambiente no
citado país.
RESPOSTA RESPOSTA RESPOSTA RESPOSTA

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2) Envie a tabela para o Fórum da ESAB. Bom trabalho!

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U NIDADE 20
Panoramas para um Mercado Sustentável: o álcool como questão energética (material
de carpintaria).

Objetivo: Divulgar ações no campo do Mercado que vão de encontro com a perspectiva de
uma economia sustentável e ética.

OBS: Este conteúdo não será cobrado nas avaliações.

Álcool em abundância

Uma luz para o cenário da questão energética, sob a ótica de Thiago Romero (*)

Os carros flex fuel, movidos a álcool ou a gasolina, já representam 87,7% das vendas de
veículos leves no Brasil. Esse mercado é crescente e deverá crescer ainda mais no país, se
depender dos pesquisadores e empresários empenhados em somar a eficiência energética
do álcool à capacidade instalada na indústria automobilística movida pelo combustível.

O assunto foi discutido na sexta-feira (28/9), último dia de atividades da Conferência


Nacional de Bioenergia (Bioconfe), em São Paulo, onde foram apresentados os números das
vendas nacionais de veículos flex, que evoluíram de 48,2 mil unidades em 2003 para 376,6
mil em 2004, passando para 1,2 milhão em 2005 e 2 milhões em 2006. Desde o início de
2007 já foram vendidos 3,85 milhões de veículos, com previsão de 4 milhões até o final do
ano, de um total de 20 milhões de automóveis em circulação no país.

“O grande apelo para a venda de veículos flex no Brasil é ainda, sem dúvida, o baixo preço
do álcool combustível nos postos de gasolina”, disse Henry Joseph Júnior, presidente da
Comissão de Energia e Ambiente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos
Automotores (Anfavea). “Por isso, pela evolução das vendas, a frota de carros flex deve se

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equiparar à frota a gasolina no Brasil em 2012, quando teremos cerca de 12 milhões de
veículos flex rodando em território brasileiro”, apontou.

José Carlos da Silveira Pinheiro Neto, vice-presidente da General Motors do Brasil, disse
que, com exceção de dois modelos, que são movidos exclusivamente a gasolina, o restante
da produção da montadora vendida no país tem sua versão flex fuel.

“São mais de 1 milhão de veículos flex já produzidos em nossas fábricas. Passamos a


conveniência de escolha ao consumidor, que é o rei do nosso negócio. É claro que esse tipo
de produto é definitivo no mercado brasileiro e hoje nenhuma montadora global despreza
qualquer alternativa bioenergética”, afirmou.

Novo cenário energético

No painel Bioenergia e Indústria Automobilística no Brasil e no Mundo, Marcos Jank,


presidente da União da Agroindústria Canavieira de São Paulo (Unica), destacou a
importância da cadeia econômica do álcool combustível como vantagem competitiva para o
Brasil no cenário energético mundial.

“A cana-de-açúcar é a atividade agrícola mais antiga do Brasil e foi implementada em 1530


por Martim Afonso de Souza. E hoje ela está entre as atividades industriais mais modernas
do país, por ter sido a planta que mais avançou no mundo da energia. Não há nenhum outro
exemplo agrícola que tenha ido tão longe”, lembrou Jank.

Ele apresentou números que justificariam, no seu ponto de vista, a inserção global do álcool,
“de modo a tornar a cana-de-açúcar uma commodity mundial e os automóveis flex
produzidos no Brasil um padrão de referência para a indústria automobilística de outros
países”.

Com base em dados quantitativos das plantações, a estimativa da Unica é que haja uma
expansão da produção brasileira dos atuais 430 milhões de toneladas de cana para mais de
1 bilhão de toneladas em 2020. “A expectativa é que, de 2020 em diante, não seja mais
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necessário aumentar a área plantada com as novas tecnologias que surgirão, como a
hidrólise de bagaço e o melhoramento genético das plantas de cana”, prevê.

Jank também tranquilizou os empresários da indústria automobilística e os consumidores de


carros flex presentes no encontro na capital paulista. “Além da segurança energética em
tempos de crise do petróleo e de sua capacidade de reduzir emissões de gases do efeito
estufa, o Brasil terá sim álcool em abundância nas próximas décadas. Somos líderes
mundiais na produção agrícola e industrial desse combustível renovável”, explicou.

Segundo ele, que é professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade


(FEA) da Universidade de São Paulo (USP), com o aumento da área cultivada dos atuais 6,3
para 14 milhões de hectares em 2020, a produção anual de etanol deverá saltar de 18 para
65 bilhões de litros por ano.

“Hoje são produzidos 8 mil litros de álcool por hectare de cana, comparado a 3 mil litros do
etanol a partir do milho, cultivado para essa mesma finalidade nos Estados Unidos. E os
estudos científicos apontam ser possível chegar a 14 mil litros de álcool por hectare com a
aplicação das tecnologias que estão em fase de desenvolvimento”, concluiu” .

O Álcool é tido como uma forma limpa de combustível, no entanto, há muitas


controvérsias sobre a sua produção. Afinal, em sua totalidade (desde a produção até o
seu uso) o álcool é ou não um combustível limpo? Em que medida ele colabora com a
preservação ambiental?

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Antes de dar continuidade aos seus estudos é fundamental que você acesse sua
SALA DE AULA e faça a Atividade 2 no “link” ATIVIDADES.

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U NIDADE 21
Panoramas para um Mercado Sustentável: a produção de carros elétricos
recarregáveis (material de carpintaria).

Objetivo: Divulgar ações no campo do Mercado que vão de encontro com a perspectiva de
uma economia sustentável e ética.

OBS: Este conteúdo não será cobrado nas avaliações.

O primeiro artigo (*) comenta a produção de carros elétricos.

China produzirá carros elétricos recarregáveis a partir de 2009

A companhia chinesa BYD, com sede em Shenzhen (sul da China), começará a fabricar
carros elétricos recarregáveis a partir de 2009, graças à redução dos custos de produção
com materiais mais baratos para suas baterias.

A BYD, que fabricava baterias para telefones celulares, usa em seus veículos baterias de
ferro em lugar de lítio, para reduzir assim os custos. "As baterias de ferro demonstraram ter
um maior rendimento em segurança e maior capacidade", explicou a companhia em
comunicado.

Um primeiro modelo híbrido, alimentado a partir de gasolina e eletricidade e fruto de quatro


anos de pesquisa, será lançado no mercado chinês na segunda metade de 2008, segundo
os planos da firma. A BYD entrou na indústria automobilística como fabricante em 2005 e
espera comercializar 100 mil veículos neste ano.

O governo chinês encoraja os fabricantes de automóveis locais a trabalhar no


desenvolvimento de veículos que utilizem energias alternativas ou que apliquem
tecnologias híbridas. Algumas empresas chinesas mostraram protótipos de baterias

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elétricas que se recarregam 70% em 10 minutos.

O segundo artigo (**) refere-se às sugestões econômicas dadas pelo prêmio Nobel de Física
para a idealização de um novo modelo de sociedade sustentável.

Nobel de Física defende "nova sociedade" para conter mudanças no clima

Os efeitos socioeconômicos da mudança climática estão sendo tão devastadores que a única
maneira de impedir a catástrofe é inventar uma nova sociedade, afirmou o ganhador do
Prêmio Nobel de Física de 1984, o italiano Carlo Rubbia.

"Estamos de acordo com o diagnóstico: estamos em estado crítico. É preciso criar uma nova
sociedade", afirmou Rubbia. Ele é um dos 15 Nobel reunidos em Potsdam para debater com
30 economistas e cientistas as consequências da mudança climática.

O encontro, aberto e apoiado pela chanceler alemã, Angela Merkel, chega ao fim nesta
quarta-feira (10), com a adoção de um memorando para a Conferência sobre o Clima da
ONU (Organização das Nações Unidas). O evento será realizado em dezembro na Ilha de
Bali, na Indonésia.

Rubbia, que previu uma "revolução energética", argumentou que a solução para o problema
criado pela mudança climática é econômica, política, moral e científica.

Para ele, não basta somente reduzir as emissões nocivas, mas também desenvolver um
modelo energético novo.

"Precisamos de novas fontes de energia abundantes e baratas. Eu, pessoalmente, só vejo


duas: a energia solar e a nuclear", afirmou Rubbia.

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Reprodução - www.madeiratourism.corm

1. Procure notícias de formas alternativas de energia que estão sendo desenvolvidas no


mundo.
2. Busque saber o nível de difusão no mercado destas alternativas.
3. Posteriormente, detenha-se sobre as justificativas, apresentadas pelo mercado, pela
não divulgação e utilização das energias alternativas.

Obs.: É interessante desenvolver esta atividade junto aos seus. Lembre-se que a questão
energética é um dos principais problemas para o mundo contemporâneo e que o mercado
em breve terá que enfrentar a problemática e repensar as ambições do lucro pelo lucro. Bom
Trabalho!

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U NIDADE 22
Panoramas para um Mercado Sustentável: empresas numa perspectiva ciberverde
(material de carpintaria).

Objetivo: Divulgar ações no campo do Mercado que vão de encontro com a perspectiva de
uma economia sustentável e ética.

OBS: Este conteúdo não será cobrado nas avaliações.

Os artigos que seguem foram elaborados pela agência Folha.

O primeiro artigo, escrito por Marina Barros (*), apresenta uma panorâmica de empresas que
estão investindo em projetos ecológicos. A ideia de levar este artigo até você; é fazer com
que o seu olhar possa contemplar estratégias empresariais que estão acontecendo. Vale a
pena se informar!

Por mercado, empresas de tecnologia viram ciberverde

Embora seja difícil determinar até que ponto a política verde de uma empresa realmente
interfere na escolha de um produto, os consumidores são cada vez mais encorajados a optar
por empresas atentas aos problemas ambientais.

Um reflexo disso é o empenho de muitas companhias de informática em adotar programas


de reciclagem, em reduzir o consumo de energia de seus aparelhos e de dispensar o uso de
elementos tóxicos nos processos de produção.

Das oito fabricantes ouvidas pela Folha --Apple, Dell, HP, LG, Motorola, Nokia, Sony e Sony
Ericsson-- apenas uma disse não contar com programas relacionados com a preservação
ambiental, a LG (www. lge.com.br).

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Projetos

"Uma Apple Mais Verde" é o nome do projeto ecológico da Apple (www.apple.com.br), que
engloba o fim do uso de elementos químicos tóxicos e o aumento do número de toneladas
recicladas.

A Dell (www.dell.com.br) promove um programa de coleta de equipamentos usados que é


encadeado em projetos de inclusão digital. Em parceria com a Fundação Pensamento Digital
(www.pensamento.digital.org.br), as máquinas são recolhidas, recondicionadas e doadas,
criando uma opção ao descarte. Além disso, a empresa afirma seguir as normas de redução
de chumbo.

Já a HP conta com um programa de devolução de baterias usadas (www.hp.com.br/baterias)


e vem diminuindo o uso de resinas plásticas nos cartuchos de impressão e nas embalagens.
Há reciclagem para cartuchos de jato de tinta e toners, e papéis usados são revertidos em
embalagens.

A Motorola (www.motorola.com.br) investe na reciclagem de baterias e de celulares e dá


informações aos interessados em participar do programa pelos telefones: 4002-1244 ou
0800-773 1244.

Outra a investir na reciclagem é a Nokia (www.nokia.com.br), que afirma que as caixas de


seus produtos contêm explicações sobre como descartar baterias e usar a rede de coleta de
portáteis usados. A empresa também restringe o uso de substâncias tóxicas.

Mercúrio, cádmio e chumbo foram removidos dos produtos da Sony, que coleta pilhas e
baterias em postos autorizados. A Sony Ericsson (www.sonyericsson.com.br) conta com
sistema semelhante e recolhe baterias e aparelhos em assistências ou postos de coleta. A

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solicitação para retirada pode ser feita no www.gmcons.com.br/baterias.

O segundo artigo de Angela Lacerda (*) comenta as ações de projeto dos usineiros para com
a responsabilidade daquilo que no passado seus antecessores devastaram. O artigo é
interessante, pois pressupõe uma mudança de consciência por parte daqueles que sempre
foram olhados de maneira não tão branda pela crítica humanista.

Usineiros vão reflorestar mata atlântica

Responsáveis por boa parte da devastação da floresta na Zona da Mata pernambucana,


tomada pela cana-de-açúcar, 22 usineiros firmaram, no Recife, um termo de compromisso
com o governo estadual que é um início de resgate ambiental da área. Até 2009, deverão
ser plantadas 396 mil mudas nativas em 66 quilômetros ao longo das margens de rios da
região. Cada uma das 22 usinas de açúcar e álcool da região plantará 6.660 mudas/ano.

Segundo o presidente do Sindicato do Açúcar e do Álcool, Renato Cunha, haverá a melhoria


do bioma, a estabilização das safras, além de agregação de valor à produção exportável. O
secretário-executivo de Meio Ambiente, Ricardo Braga, destaca que as empresas também
se comprometeram a fazer um mapeamento da área, para saber o que resta de mata
atlântica, além de produzir as mudas. Ele confia que a parceria permitirá a adequação
ambiental das usinas, incluindo a mão de obra da Zona da Mata na produção e venda de
mudas. Algumas empresas já têm viveiros de essências nativas da mata atlântica, como a
Bom Jesus e Cucaú, que cultivam mais de 70 espécies nativas.

As safras de cana do Estado variaram entre 13,9 milhões (2005/2006) e 17,5 milhões

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(2003/2004). A topografia acidentada e a instabilidade climática são as causas da oscilação.
A meta é estabilizar a safra em 20 milhões de toneladas e expandir plantio para o sertão do
São Francisco. Para isso, contam com a preservação ambiental.

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U NIDADE 23
Panoramas para um Mercado Sustentável: o lixo como energia e os eletrodomésticos
ecologicamente corretos (material de carpintaria).

Objetivo: Divulgar ações no campo do Mercado que vão de encontro com a perspectiva de
uma economia sustentável e ética .

OBS: Este conteúdo não será cobrado nas avaliações.

Os artigos que seguem foram elaborados pela agência Folha (*).

O primeiro artigo, de autoria de Thiago Romero (*) da Agência FAPESP, trata sobre uma
técnica já muito divulgada pela mídia, mas pouco acolhida na prática do Brasil: a
transformação do lixo em energia.

Lixo energético

O desenho de um reator a plasma que integra um processo de conversão de resíduos de lixo


urbano em energia elétrica acaba de ser concluído por pesquisadores do Instituto de
Pesquisas Tecnológicas (IPT) e do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).

O equipamento, que funcionará acoplado a uma turbina a gás e a um gerador, deverá estar
pronto e em operação até o fim deste ano. Segundo um dos coordenadores do projeto,
Antonio Carlos da Cruz, pesquisador da Divisão de Mecânica e Eletricidade do IPT, a
fabricação mecânica de toda a estrutura física do reator está sendo realizada dentro do
instituto, com apoio da FAPESP por meio do programa Inovação Tecnológica em Pequenas
Empresas (Pipe).

O processo para a obtenção de energia elétrica por meio do reator, testado de maneira
preliminar em outro equipamento existente no IPT, utiliza plasma gasoso – gás aquecido por

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descarga elétrica em altíssimas temperaturas – como fonte de calor para degradar e
gaseificar o lixo que é inserido no equipamento.

“A energia do plasma gasoso é utilizada para transformar em gás os materiais volatilizáveis


do lixo, que envolvem todos os resíduos que viram fumaça. Esse processo é controlado para
a produção de um gás com alto poder calorífico, que será inserido em uma turbina”, disse
Cruz à Agência FAPESP. Acoplado a essa turbina, um gerador produz energia elétrica capaz
de realimentar todo o sistema.

“Pelos nossos cálculos teóricos, uma vez que o sistema completo ainda não existe, sabemos
que a energia gerada será suficiente para manter todo o processo em funcionamento”, disse
Cruz, que também integra o Grupo de Plasma do ITA. A possibilidade de gerar um excedente
de energia, cuja quantidade ainda é desconhecida, também não está descartada.

O pesquisador explica que resíduos do lixo que não se transformam em fumaça, e se


solidificam depois de serem removidos do reator e resfriados, podem ser usados para
pavimentação de ruas e calçadas. “Se tudo der certo, esse processo permitirá que o lixo
tenha uma destinação ecologicamente correta – ao se evitar que ele vá parar em aterros – e
ainda gere energia para outros tipos de uso”, explicou.

Plasma gasoso

Com o novo reator os primeiros estudos serão sobre a qualidade do gás que é produzido no
equipamento. Segundo Cruz, uma turbina a gás e um gerador também serão adquiridos por
meio de um projeto de pesquisa aprovado pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep),
para estudar também o tratamento de resíduos da indústria do petróleo.

“Estamos na fase de assinatura de contratos e nossa previsão é que os recursos sejam


liberados até o fim do ano. Com isso, teríamos, até meados de 2008, essa turbina adquirida

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para, com outros equipamentos existentes no IPT, operar uma unidade piloto para avaliar, a
partir do poder calorífico de diferentes resíduos presentes no lixo e ricos em hidrocarbonetos,
qual é o excedente de energia que pode ser gerado”, disse.

Cruz explica que o plasma gasoso vem sendo utilizado em aplicações semelhantes por
grupos de pesquisa em países como Japão e Alemanha. “Mas podemos dizer que ainda não
existe um domínio tecnológico desse tipo de reator a plasma. Se resolvêssemos comprar
hoje um reator com as características do que estamos desenvolvendo, não conseguiríamos.
Não há nenhum modelo pronto”, afirmou.

Segundo o pesquisador do IPT, o ideal é que esse tipo de processo de geração de energia
seja integrado a uma cadeia de coleta e de separação dos resíduos. O lixo passaria por uma
triagem para a seleção de materiais recicláveis. O que não pode ser mais reciclado, como
madeira e plásticos sujos – que, por já terem sido reciclados muitas vezes, não podem mais
ser reaproveitados –, é o melhor tipo de lixo para a geração de energia.

O projeto de desenvolvimento do reator, intitulado Desenvolvimento de unidade de


tratamento de resíduos municipais via plasma, com produção de gás de síntese, é
coordenado pela pesquisadora Maria Antonia dos Santos, da Multivácuo, empresa de
Campinas (SP) que pretende comercializar a tecnologia.

O segundo artigo (*) trata sobre os novos eletrodomésticos ecologicamente corretos. Ele é
de interesse de todos nós pelo motivo de praticidade e proximidade que nos une.

Eletrodomésticos ecológicos podem reduzir CO2 em 40%

TÓQUIO - Cada família poderia reduzir em até 40% a emissão de gases que provocam o
aquecimento global. Isso seria possível com o uso de eletrodomésticos ecológicos. A
informação consta em relatório divulgado pelo governo japonês nesta terça-feira, 5, que

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enfatiza a importância de desenvolver e popularizar o uso dos aparelhos "limpos".

O estudo foi feito em uma família média japonesa de quatro membros. A renovação de
eletrodomésticos por outros mais eficientes proporcionaria a redução da emissão de CO2.

O relatório divulgado pelo governo japonês recomenda a aceleração de medidas para conter
o aquecimento global. Além disso, defende que o Japão desempenhe um papel de liderança
na estratégia internacional para a conservação do meio ambiente e o desenvolvimento
sustentável.

Ao encontro da preocupação com o meio ambiente, o primeiro-ministro do Japão, Shinzo


Abe, anunciou recentemente uma nova proposta ambiental para a conferência do grupo dos
sete países mais industrializados do mundo e a Rússia (G8). O projeto visa substituir o
Protocolo de Kyoto, que vigora até 2012.

Reprodução

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Fórum III

Defenda ou critique a produção dita “ecológica”. Para tanto, pesquise e cite autores.

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U NIDADE 24
Panoramas para um Mercado Sustentável: incentivos fiscais para despoluir (material
de carpintaria).

Objetivo: Divulgar ações no campo do Mercado que vão de encontro com a perspectiva de
uma economia sustentável e ética.

OBS: Este conteúdo não será cobrado nas avaliações.

Os artigos que seguem foram elaborados pela agência Folha (*).O artigo proposto para a sua
prazerosa leitura aborda os incentivos tributários para projetos que caminham na mão da
preservação ambiental. Foi escrito por Gutemberg Pádua – do IBANA da Paraíba.

Proprietários rurais podem reduzir seus impostos preservando o meio ambiente

João Pessoa - O IBAMA alerta aos proprietários rurais, que no dia 30 de setembro de 2007
se encerra o prazo para entrega do Ato Declaratório Ambiental - ADA, instrumento legal
através do qual o proprietário rural pode obter uma redução significativa, ou até mesmo de
até 100% no valor do Imposto Sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR.

Os proprietários rurais que tiverem dúvidas sobre a maneira mais adequada para declarar o
ADA, podem se dirigir à unidade do IBAMA mais próxima e obter os esclarecimentos
necessários. O objetivo do ADA, além de reduzir o ITR, é estimular a preservação e a
proteção das florestas, contribuindo para a conservação da natureza e melhor qualidade de
vida.

De acordo com a Lei 9.393/96 e seus complementos, todo proprietário de terras que mantiver
em sua propriedade, área de Reserva Legal ou de preservação permanente, Área Particular
de Patrimônio Natural, área de manejo florestal ou de reflorestamento, tem direito ao
benefício.

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O Ato Declaratório Ambiental é feito através de um formulário padrão impresso, mais
utilizado por pequenos proprietários ou por meio eletrônico, via Internet (ADA web), para as
pessoas jurídicas e pessoa física que possua imóvel rural com área igual ou superior a 500
hectares na região Norte e a partir de 100 hectares nas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e
Nordeste.

Abordagens sobre direito ambiental tributário. Vale a pena ler o livro do professor Paulo
Henrique do Amaral que aborda de modo fascinante a questão.

AMARAL, Paulo Henrique. Direito Tributário Ambiental. São Paulo: Editora Revista dos
Tribunais, 2007.

Divulgação

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U NIDADE 25
TV Mercado Ético: análise de vídeo.

Vicky Robin: a microeconomia do cuidar

Esta unidade abordará o conceito de microeconomia do cuidado – por Vicky Robin.

O vídeo a ser analisado é uma produção da TV Mercado Ético e vale à pena divulgar esta
instituição comprometida com o bem-estar planetário. Após assistir ao vídeo, responda os
exercícios propostos para a reflexão.

A duração é de 10min e 57 seg. E você deve acessá-lo na página da Escola Superior Aberta
ou no site indicado na midiateca.

1) Entre no SITE indicado:

http://mercadoetico.terra.com.br/tv-mercado-etico/

2) Depois digite no campo BUSCA o seguinte: microeconomia do cuidado Vicky Robin.

3) E ai! Você acessou a entrevista com a maravilhosa Vicky Robin.

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Estruture, em uma breve síntese, os passos teóricos da chamada microeconomia do cuidado
(micro-micro-economia) de Robin?

A microeconomia do cuidado possui duas qualidades que a economia de mercado perdeu.


Quais são e qual a importância delas num processo de educação ambiental?

Qual a crítica feita ao ideal contemporâneo de vida decente? Como fazer para superá-la?

Como a entrevistada resgata os fundamentos do dar e receber? E, como estes


fundamentos poderiam ser resgatados, numa estratégia educativa elaborada por você, em
seu trabalho?

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U NIDADE 26
TV Mercado Ético – análise de vídeo.

Eduardo Gianetti: O valor do amanhã

Esta unidade abordará algumas temáticas relacionadas a preocupação com o amanhã


sustentável, desenvolvidas por Eduardo Gianetti.

O vídeo é uma produção da TV Mercado Ético e, após assisti-lo, resolva os exercícios


propostos para a reflexão.

A duração é de 04min e 51 seg. E você deve acessá-lo na página da Escola Superior Aberta,
no link Estudo Complementar, ou no site indicado na midiateca.

http://www.youtube.com/watch?v=VkZtKqFo3f4

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1) Como o entrevistado pensa a estratégia do agir?
2) Qual o problema do tempo para a realização das ações ambientais previstas no relatório
de Kyoto?
3) Como o entrevistado nos convida a pensar na propaganda do amanhã?
4) Como o autor sugere a combinação Mercado e Estado?
5) Como a tributação é pensada pelo entrevistado?
6) O que ele diz sobre o trabalho integrado de todas as ciências.

7) Qual a crítica que ele faz as empresas que pensam somente no hoje?

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U NIDADE 27
Novas Propostas Econômicas: a Economia de Comunhão

Objetivo: Conhecer a proposta da Economia de Comunhão.

Nesta unidade e na próxima você terá a oportunidade de analisar dois modelos de economia
desenvolvidos sob o apelo humanista. A abordagem será feita por meio de um estudo
dirigido. Desta forma, prepare-se para a pesquisa.

ESTUDO DIRIGIDO

Esta atividade poderá ser feita com a colaboração da dissertação de mestrado de Ana Paula
Lemos Ribeiro intitulada “Economia de Comunhão, Gestão organizacional e desenvolvimento
Sustentável”: um estudo de caso de iniciativa do Pro Diet. Farmacêutica de Curitiba
(defendida na Universidade de Blumenau).

Dirija-se ao ambiente do aluno, módulo/estudo complementar anexado em PDF e responda


as perguntas utilizando como referencia as páginas 64 a 74 do texto.Segue anexo a
dissertação de mestrado em PDF para ser incluída no estudo complementar.

1. Qual a base da Economia de Comunhão?


2. Como se desenvolveu o Movimento dos Focolares e como, a partir de suas origens,
você percebe o delineamento do Projeto “Economia de Comunhão”?

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3. Como iniciou o Projeto Economia de Comunhão (EC)? Quais os fatores que
impulsionaram Chiara Lubich no então chamado PROJETO BRASIL?
4. Qual a novidade existente na distribuição dos lucros – segundo as finalidades?
5. Como a proposta se desenvolveu no Brasil?

“Uma das grandes virtudes da Economia de Comunhão é a abertura, que trará liberdade
para que essa experiência venha a ser renovada como qualquer organismo vivo que evolui.
É importante lembrar que o grande propulsor dessa experiência é a fé, e as dúvidas que
surgem, são elementos que irão fortalecê-la e criar vida nova, eliminando o passado e nos
colocando no momento presente”.

Rodolfo Leibholz

SAIBA MAIS

http://www.ihu.unisinos.br/509575-chiara-lubich-e-a-economia-de-comunhao

http://www.focolare.org/pt/news/2017/02/04/dare-fondamento-delleconomia-di-comunione/

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U NIDADE 28
Novas Propostas Econômicas: a Economia solidária.

Objetivo: Conhecer a proposta da Economia Solidária (ES).

A segunda proposta de economia com caráter humanista é o da Economia Solidária Abaixo


estão alguns recortes de um texto (*) explicativo sobre o projeto.

Leia o material e, depois, se dirija ao Estudo Complementar para mais informações sobre a
questão.

Economia Solidária é uma forma de produção, consumo e distribuição de riqueza (economia)


centrada na valorização do ser humano - e não do capital - de base associativista e
cooperativista, voltada para a produção, consumo e comercialização de bens e serviços, de
modo autogerido, tendo como finalidade a reprodução ampliada da vida. Assim, nesta
economia, o trabalho se transforma num meio de libertação humana dentro de um processo
de democratização econômica, criando uma alternativa à dimensão alienante e assalariada
das relações do trabalho capitalista.

Além disso, a Economia Solidária possui uma finalidade multidimensional, isto é, envolve a
dimensão social, econômica, política, ecológica e cultural. Isto porque, além da visão
econômica de geração de trabalho e renda, as experiências de Economia Solidária se
projetam no espaço público, no qual estão inseridas, tendo como perspectiva a construção
de um ambiente socialmente justo e sustentável; vale ressaltar: a Economia Solidária não se
confunde com o chamado "Terceiro Setor" que substitui o Estado nas suas obrigações legais

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e inibe a emancipação de trabalhadoras e trabalhadores, enquanto sujeitos protagonistas de
direitos. A Economia Solidária reafirma, assim, a emergência de atores sociais, ou seja, a
emancipação de trabalhadoras e trabalhadores como sujeitos históricos.

Sobre o Conceito:

A economia solidária é um modo específico de organização de atividades econômicas. Ela


se caracteriza pela autogestão, ou seja, pela autonomia de cada unidade ou
empreendimento e pela igualdade entre os seus membros.

Se o empreendimento solidário for de produção, o seu capital será constituído por cotas,
distribuídas por igual entre todos membros, que desta forma, são sócios do
empreendimento. O princípio geral da autogestão é que "todos os que trabalham são
donos do empreendimento e todos os que são donos trabalham no empreendimento."

Se o empreendimento solidário for de consumo, o seu capital será também constituído por
cotas, distribuídas por igual entre todos membros, que assim se tornam sócios do
empreendimento. Neste caso, o princípio geral da autogestão é que "todos os que
consomem são donos do empreendimento e todos os que são donos consomem no
empreendimento".

São exemplos de empreendimentos solidários produtivos: associações ou cooperativas


agropecuárias, industriais, de transporte, de educação escolar, de hotelaria, entre outros.
Exemplos de empreendimentos solidários de consumo são: cooperativas de consumo,
habitacionais, de crédito e mútuas de seguros gerais, de seguro de saúde, clubes de troca,
etc.

A administração de um empreendimento é coletiva e democrática. Todas as decisões mais


importantes são tomadas em assembleias de sócios, em que vigora o princípio "cada

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cabeça um voto". Se dirigentes são necessários eles são eleitos pelos sócios e podem ter
seu mandato revogado por eles, no caso do desempenho do dirigente for considerado não
aceitável por uma maioria dos membros.

Agora, busque os sites indicados para aprofundar a questão no Estudo Complementar.

Todavia, gostaria de alertar que melhor do que ler a respeito é experimentar, conhecer
pessoalmente e se envolver com as propostas. Para que a Educação Ambiental possa
acontecer verdadeiramente é necessário que você se envolva em redes. Por isto, lhe
aconselho: visite o Movimento do Focolares (Economia de Comunhão) e os espaços onde
são desenvolvidas as práticas de Economia Solidária. Somente ler, estudar, fazer exercícios,
não basta para que você aprenda verdadeiramente. Neste sentido, se envolva com algum
projeto maior.

Sugiro que, além de ler todo o conteúdo histórico e de realizações da ES no Brasil, busque,
também, os seguintes sites:

http://www.fbes.org.br/

http://www.mte.gov.br/ecosolidaria/prog_default.asp

http://www.itcp.usp.br/?q=taxonomy/term/38

http://www.ie.ufrj.br/prebisch/pdfs/16.pdf

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U NIDADE 29
Aspectos Comparativos entre a Economia de Comunhão e a Economia Solidária.

Objetivo: Estabelecer estudos comparativos

Estudando a história, o desenvolvimento, o conceito, a proposta e as articulações da EC e


ES, estabeleça paralelos comparativos para melhor clarear os aportes teóricos e de
perspectivas destes projetos. Perceber as diferenças e aproximações.

História Conceito teórico e Articulações Qualidade de vida


motivacional e dimensão ética.
Entre patrão,
operário,
sociedade
Economia de Diferenças Diferenças Diferenças Diferenças
Comunhão
APROXIMAÇÕES APROXIMAÇÕES APROXIMAÇÕES APROXIMAÇÕES APROXIMAÇÕES
Economia Diferenças Diferenças Diferenças Diferenças
Solidária

Reprodução

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U NIDADE 30
Avaliação do Módulo

Neste momento, chega-se ao fim da abordagem: Mercado e a questão ambiental. Conforme


você pode testemunhar o nosso módulo foi elaborado numa perspectiva humanista. A
linguagem não é a de um economista ou a de um executivo. A linguagem é proveniente do
campo da ética, das preocupações humanas mais urgentes. O que você estudou neste
módulo serve (assim como nos demais) somente para aquecer e fazer com que você tome
consciência dos núcleos de reflexões sobre a temática. O material disposto servirá para você
aplicar em seu cotidiano. Esperando que você use, aprimore – criando novas técnicas - para
o ensino do bem-viver no Planeta. Sucesso!

Conhecer é sempre um prazer. Por isto, expanda as reflexões aqui lançadas.

Por favor, envie para o site a sua avaliação, acerca do módulo, com nota e sugestões.

O seu posicionamento crítico será de grande serventia para o aperfeiçoamento do material,


na perspectiva de atender melhor os que virão.

Boa avaliação.

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Sobre a escolha dos textos usados no módulo.

Ruim Regular Bom Muito bom

Especificar críticas

Gerar sugestões

Sobre as perguntas dos exercícios e avaliações

Ruim Regular Bom Muito bom

Especificar críticas

Gerar sugestões

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Sobre as perguntas e orientações dadas ao longo dos textos

Ruim Regular Bom Muito bom

Especificar críticas

Gerar sugestões

Sobre o processo da aprendizagem.

Ruim Regular Bom Muito bom

Especificar críticas

Gerar sugestões

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Sobre os vídeos

Ruim Regular Bom Muito bom

Especificar críticas

Gerar sugestões

Antes de dar início à sua Prova Online é fundamental que você acesse sua SALA
DE AULA e faça a Atividade 3 no “link” ATIVIDADES.

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G LOSSÁRIO

Caso haja dúvidas sobre algum termo ou sigla utilizada, consulte o link Glossário em sua
sala de aula, no site da ESAB.

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B IBLIOGRAFIA

Caso haja dúvidas sobre algum termo ou sigla utilizada, consulte o link Bibliografia em sua
sala de aula, no site da ESAB.

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