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Caro aluno

Ao elaborar o seu material inovador, completo e moderno, o Hexag considerou como principal diferencial sua exclusiva metodologia em pe-
ríodo integral, com aulas e Estudo Orientado (E.O.), e seu plantão de dúvidas personalizado. O material didático é composto por 6 cadernos
de aula e 107 livros, totalizando uma coleção com 113 exemplares. O conteúdo dos livros é organizado por aulas temáticas. Cada assunto
contém uma rica teoria que contempla, de forma objetiva e transversal, as reais necessidades dos alunos, dispensando qualquer tipo de
material alternativo complementar. Para melhorar a aprendizagem, as aulas possuem seções específicas com determinadas finalidades. A
seguir, apresentamos cada seção:

incidência do tema nas principais provas vivenciando

De forma simples, resumida e dinâmica, essa seção foi desenvol- Um dos grandes problemas do conhecimento acadêmico é o seu
vida para sinalizar os assuntos mais abordados no Enem e nos distanciamento da realidade cotidiana, o que dificulta a compreensão
principais vestibulares voltados para o curso de Medicina em todo de determinados conceitos e impede o aprofundamento nos temas
o território nacional. para além da superficial memorização de fórmulas ou regras. Para
evitar bloqueios na aprendizagem dos conteúdos, foi desenvolvida
a seção “Vivenciando“. Como o próprio nome já aponta, há uma
preocupação em levar aos nossos alunos a clareza das relações entre
aquilo que eles aprendem e aquilo com que eles têm contato em
teoria seu dia a dia.

Todo o desenvolvimento dos conteúdos teóricos de cada coleção


tem como principal objetivo apoiar o aluno na resolução das ques-
tões propostas. Os textos dos livros são de fácil compreensão, com-
pletos e organizados. Além disso, contam com imagens ilustrativas aplicação do conteúdo
que complementam as explicações dadas em sala de aula. Qua-
dros, mapas e organogramas, em cores nítidas, também são usados Essa seção foi desenvolvida com foco nas disciplinas que fazem
e compõem um conjunto abrangente de informações para o aluno parte das Ciências da Natureza e da Matemática. Nos compilados,
que vai se dedicar à rotina intensa de estudos. deparamos-nos com modelos de exercícios resolvidos e comenta-
dos, fazendo com que aquilo que pareça abstrato e de difícil com-
preensão torne-se mais acessível e de bom entendimento aos olhos
do aluno. Por meio dessas resoluções, é possível rever, a qualquer
momento, as explicações dadas em sala de aula.
multimídia
No decorrer das teorias apresentadas, oferecemos uma cuidadosa
seleção de conteúdos multimídia para complementar o repertório
do aluno, apresentada em boxes para facilitar a compreensão, com áreas de conhecimento do Enem
indicação de vídeos, sites, filmes, músicas, livros, etc. Tudo isso é en-
contrado em subcategorias que facilitam o aprofundamento nos Sabendo que o Enem tem o objetivo de avaliar o desempenho ao
temas estudados – há obras de arte, poemas, imagens, artigos e até fim da escolaridade básica, organizamos essa seção para que o
sugestões de aplicativos que facilitam os estudos, com conteúdos aluno conheça as diversas habilidades e competências abordadas
essenciais para ampliar as habilidades de análise e reflexão crítica, na prova. Os livros da “Coleção Vestibulares de Medicina” contêm,
em uma seleção realizada com finos critérios para apurar ainda mais a cada aula, algumas dessas habilidades. No compilado “Áreas de
o conhecimento do nosso aluno. Conhecimento do Enem” há modelos de exercícios que não são
apenas resolvidos, mas também analisados de maneira expositiva
e descritos passo a passo à luz das habilidades estudadas no dia.
Esse recurso constrói para o estudante um roteiro para ajudá-lo a
apurar as questões na prática, a identificá-las na prova e a resolvê-
conexão entre disciplinas -las com tranquilidade.

Atento às constantes mudanças dos grandes vestibulares, é ela-


borada, a cada aula e sempre que possível, uma seção que trata
de interdisciplinaridade. As questões dos vestibulares atuais não
exigem mais dos candidatos apenas o puro conhecimento dos diagrama de ideias
conteúdos de cada área, de cada disciplina.
Cada pessoa tem sua própria forma de aprendizado. Por isso, cria-
Atualmente há muitas perguntas interdisciplinares que abrangem
mos para os nossos alunos o máximo de recursos para orientá-los
conteúdos de diferentes áreas em uma mesma questão, como Bio-
em suas trajetórias. Um deles é o ”Diagrama de Ideias”, para aque-
logia e Química, História e Geografia, Biologia e Matemática, entre
les que aprendem visualmente os conteúdos e processos por meio
outras. Nesse espaço, o aluno inicia o contato com essa realidade
de esquemas cognitivos, mapas mentais e fluxogramas.
por meio de explicações que relacionam a aula do dia com aulas
de outras disciplinas e conteúdos de outros livros, sempre utilizan- Além disso, esse compilado é um resumo de todo o conteúdo
do temas da atualidade. Assim, o aluno consegue entender que da aula. Por meio dele, pode-se fazer uma rápida consulta aos
cada disciplina não existe de forma isolada, mas faz parte de uma principais conteúdos ensinados no dia, o que facilita a organiza-
grande engrenagem no mundo em que ele vive. ção dos estudos e até a resolução dos exercícios.

Herlan Fellini
© Hexag Sistema de Ensino, 2018
Direitos desta edição: Hexag Sistema de Ensino, São Paulo, 2020
Todos os direitos reservados.

Autores
Herlan Fellini
Pedro Tadeu Batista
Vitor Okuhara

Diretor-geral
Herlan Fellini

Diretor editorial
Pedro Tadeu Batista

Coordenador-geral
Raphael de Souza Motta

Responsabilidade editorial, programação visual, revisão e pesquisa iconográfica


Hexag Sistema de Ensino

Editoração eletrônica
Arthur Tahan Miguel Torres
Matheus Franco da Silveira
Raphael de Souza Motta
Raphael Campos Silva

Projeto gráfico e capa


Raphael Campos Silva

Imagens
Freepik (https://www.freepik.com)
Shutterstock (https://www.shutterstock.com)

ISBN: 978-65-88825-01-3

Todas as citações de textos contidas neste livro didático estão de acordo com a legislação, tendo por fim único e exclusivo
o ensino. Caso exista algum texto a respeito do qual seja necessária a inclusão de informação adicional, ficamos à dis-
posição para o contato pertinente. Do mesmo modo, fizemos todos os esforços para identificar e localizar os titulares dos
direitos sobre as imagens publicadas e estamos à disposição para suprir eventual omissão de crédito em futuras edições.
O material de publicidade e propaganda reproduzido nesta obra é usado apenas para fins didáticos, não repre-
sentando qualquer tipo de recomendação de produtos ou empresas por parte do(s) autor(es) e da editora.

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SUMÁRIO
MATEMÁTICA
ÁLGEBRA
Aulas 1 e 2: Potenciação e radiciação 6
Aulas 3 e 4: Equações do primeiro grau e problemas clássicos 14
Aulas 5 e 6: Equações do segundo grau 22
Aulas 7 e 8: Teoria dos conjuntos 27

TRIGONOMETRIA E ARITMÉTICA
Aulas 1 e 2: Trigonometria no triângulo retângulo 36
Aulas 3 e 4: Produtos notáveis 41
Aulas 5 e 6: Fatoração 44
Aulas 7 e 8: Conjuntos numéricos 49

GEOMETRIA PLANA
Aulas 1 e 2: Introdução à geometria plana 56
Aulas 3 e 4: Ângulos num triângulo e ângulos numa circunferência 62
Aulas 5 e 6: Razão proporcional e teoremas de Tales e da bissetriz interna 70
Aulas 7 e 8: Pontos notáveis de um triângulo 75

3
Competência 1 – Construir significados para os números naturais, inteiros, racionais e reais.
H1 Reconhecer, no contexto social, diferentes significados e representações dos números e operações – naturais, inteiros, racionais ou reais.
H2 Identificar padrões numéricos ou princípios de contagem.
H3 Resolver situação-problema envolvendo conhecimentos numéricos.
H4 Avaliar a razoabilidade de um resultado numérico na construção de argumentos sobre afirmações quantitativas.
H5 Avaliar propostas de intervenção na realidade utilizando conhecimentos numéricos.
Competência 2 – Utilizar o conhecimento geométrico para realizar a leitura e a representação da realidade e agir sobre ela.
H6 Interpretar a localização e a movimentação de pessoas/objetos no espaço tridimensional e sua representação no espaço bidimensional.
H7 Identificar características de figuras planas ou espaciais.
H8 Resolver situação-problema que envolva conhecimentos geométricos de espaço e forma.
H9 Utilizar conhecimentos geométricos de espaço e forma na seleção de argumentos propostos como solução de problemas do cotidiano.
Competência 3 – Construir noções de grandezas e medidas para a compreensão da realidade e a solução de problemas do cotidiano.
H10 Identificar relações entre grandezas e unidades de medida.
H11 Utilizar a noção de escalas na leitura de representação de situação do cotidiano.
H12 Resolver situação-problema que envolva medidas de grandezas.
H13 Avaliar o resultado de uma medição na construção de um argumento consistente.
H14 Avaliar proposta de intervenção na realidade utilizando conhecimentos geométricos relacionados a grandezas e medidas.
Competência 4 – Construir noções de variação de grandezas para a compreensão da realidade e a solução de problemas do cotidiano.
H15 Identificar a relação de dependência entre grandezas.
H16 Resolver situação-problema envolvendo a variação de grandezas, direta ou inversamente proporcionais.
H17 Analisar informações envolvendo a variação de grandezas como recurso para a construção de argumentação.
H18 Avaliar propostas de intervenção na realidade envolvendo variação de grandezas.
Competência 5 – Modelar e resolver problemas que envolvem variáveis socioeconômicas ou técnico-científicas, usando representações
algébricas.
H19 Identificar representações algébricas que expressem a relação entre grandezas.
H20 Interpretar gráfico cartesiano que represente relações entre grandezas.
H21 Resolver situação-problema cuja modelagem envolva conhecimentos algébricos.
H22 Utilizar conhecimentos algébricos/geométricos como recurso para a construção de argumentação.
H23 Avaliar propostas de intervenção na realidade utilizando conhecimentos algébricos.
Competência 6 – Interpretar informações de natureza científica e social obtidas da leitura de gráficos e tabelas, realizando previsão de
tendência, extrapolação, interpolação e interpretação.
H24 Utilizar informações expressas em gráficos ou tabelas para fazer inferências.
H25 Resolver problema com dados apresentados em tabelas ou gráficos.
H26 Analisar informações expressas em gráficos ou tabelas como recurso para a construção de argumentos.
Competência 7 – Compreender o caráter aleatório e não determinístico dos fenômenos naturais e sociais e utilizar instrumentos ade-
quados para medidas, determinação de amostras e cálculos de probabilidade para interpretar informações de variáveis apresentadas em
uma distribuição estatística.
Calcular medidas de tendência central ou de dispersão de um conjunto de dados expressos em uma tabela de frequências de dados agrupados
H27
(não em classes) ou em gráficos.
H28 Resolver situação-problema que envolva conhecimentos de estatística e probabilidade.
H29 Utilizar conhecimentos de estatística e probabilidade como recurso para a construção de argumentação.
H30 Avaliar propostas de intervenção na realidade utilizando conhecimentos de estatística e probabilidade.

4
ÁLGEBRA: Incidência do tema nas principais provas

O Enem exigirá dos candidatos conceitos Potenciação e radiciação, por serem assuntos
básicos de potenciação e radiciação. Encon- básicos, dificilmente serão cobrados. Já para
traremos também situações problemas que equações do 1º e 2º grau, podemos encontrar
precisam de equações do 1º e 2º graus para alguma questão, na primeira fase, exigindo uma
serem resolvidas. leitura mais atenta.

Potenciação e radiciação, são cobrados em Esta prova possui questões dissertativas com Encontraremos propriedades de potenciação e
questões de variações de grandezas físicas. alto grau de dificuldade. Portanto, devemos radiciação em questões tanto de Matemática
Teoria dos conjuntos é cobrada com descrição somar os conteúdos deste livro com os como de Física e Química. Não é difícil encon-
no enunciado. Equações são assuntos básicos próximos para resolver os exercícios. trar alguma questão em ambas as fases da
que necessitam de outros tópicos para que Vunesp, exigindo do candidato a produção
tenham uma aplicação. de equações do 1º e 2º graus.

Dentro dos temas abordados neste livro, o Esta prova exigirá de seu candidato alta habi- A PUC-Camp exige do candidato uma firme O vestibular da Santa Casa aborda as proprie-
equacionamentos do 1º e 2º graus possuem lidade em potenciação. A leitura de um texto análise das propriedades básicas de potencia- dades de potenciação e radiciação, dentro dos
maior incidência nesse vestibular. aliada a um raciocínio lógico-matemático será ção e radiciação, quando explora questões de exercícios de Exatas. Realizar equacionamen-
fundamental para resolver problemas clássicos exponenciais e logaritmos. tos do 1º ou 2º graus é imprescindível nas
de equações do 1º grau. questões objetivas.

UFMG

Apresenta questões bem elaboradas, que A UFPR possui um vestibular com questões Esse vestibular exige pontos específicos do
alinham os conteúdos deste livro com os dissertativas e objetivas, com alto grau de candidato, pois possui uma quantidade menor
próximos e outras áreas de Exatas. dificuldade. O candidato deve resolver com de questões. Assim, a resolução de equações
proeza questões de equação do 1º grau. do 1º e 2º graus e os outros temas abordados
neste livro são fundamentais.

Tanto no exame de qualificação, quanto O processo seletivo da Unigranrio possui O processo seletivo para Medicina da Souza
no exame discursivo, ocorrem questões de questões mais diretas, diferentemente do Marques possui questões contextualizadas,
equações do 1º e 2º graus. Conceitos de Enem. Assim, a álgebra possui grande inci- e os conteúdos abordados neste livro são
potenciação e radiciação estarão, em grande dência nessa prova e o candidato deve estar essenciais para suas resoluções.
parte, das questões de Exatas. muito bem esclarecido em relação a todos
os temas.

5
AULAS POTENCIAÇÃO E RADICIAÇÃO
1E2
COMPETÊNCIAS: 1e2 HABILIDADES: 1, 3, 4, 7, 10 e 11

()
3
ƒ Cálculo do valor de __2 , no qual a base é um núme-
1. POTENCIAÇÃO ro racional:
3

() ()()()
2 3 = __
__
3
2 ∙ __
2 ∙ __
3 3 3 27
8
2 = ___

No caso em que n < 2, definimos:


ƒ b0 = 1, para b ≠ 0;
ƒ b1 = b
Algebricamente, sendo x ℝ, a potenciação pode ser es-
crita da seguinte forma:
x = x¹ x ∙ x = x² x ∙ x ∙ x = x³

multimídia: vídeo 1.2. Potenciação com


FONTE: YOUTUBE expoente inteiro negativo
Introdução à potenciação Dada uma base b real não nula e um expoente n ℤ,
define-se:
1
b–n = __
bn
1.1. Potenciação com expoente natural
Assim, quando o expoente for um número inteiro negativo,
Representa-se por bn, sendo b (denominado base) um pode-se inverter a base a fim de tornar o expoente positivo
número real, e n (denominado expoente) um número e efetuar as operações como foi visto anteriormente.
natural maior que 2, o produto de n fatores iguais a b, o
seguinte produto:
Modelo
n
b = b ∙ b ∙ b ∙ ... ∙ b 1 = __1
ƒ 3–2 = __
n fatores 32 9
–2
1 = ___ 25
1 = ___
Modelo () ()
ƒ __2 = ____
5 4 4
__2 2 ___
5 25
ƒ Cálculo do valor de 25, no qual a base é um núme-
1 1
ƒ 10–2 = ___2 = ___ = 0,01
ro natural: 10 100
25 = 2 ∙ 2 ∙ 2 ∙ 2 ∙ 2 = 32
ƒ x–1 = __1x , sendo x ℝ e não nulo
ƒ Cálculo do valor de (–3)³, no qual a base é um número
inteiro negativo: 1.3. Potenciação com
(–3)³ = (–3) ∙ (–3) ∙ (–3) = –27 expoente racional
(–3)4 = (–3) ∙ (–3) ∙ (–3) ∙ (–3) = 81 Dado um número real a e um número racional _m_
n , sendo m
Atenção: Observe que, se a base for um número real ne- ℤ e n ℤ* (n ≠ 0), definimos a potenciação de base a
m da seguinte forma:
e expoente __
gativo, e o expoente for um número natural ímpar, o re- n
sultado será negativo; no entanto, se o expoente for um
número natural par, o resultado será positivo. a = ndXXX
am

6
()
2
Como podemos ver, quando temos um expoente racional 22 = __4
ƒ __2 = __
m, podemos reescrever a potência
na forma da fração __ 3 32 9
n
como uma raiz n-ésima de am. Definiremos as pro- ƒ __x = ____
3 3

( yz ) (yz)x = y___xz
3
3 3 3
priedades das raízes n-ésimas aritméticas no próxi-
mo capítulo.
Potência de uma potência
1.4. Propriedades Quando se tem uma potência em que sua base apresen-
De modo geral, sendo a e b números reais, e m e n núme- ta outra potência, mantém-se a base e multiplicam-se
ros inteiros, valem as seguintes propriedades: os expoentes:
P5: (am)n = am ∙ n
Produto de potências de mesma base ƒ (52)3 = 52 ∙ 3 = 56
Quando se tem o produto entre duas potências de mesma
ƒ (2 ∙ 32)4 = 24 ∙ (32)4 = 24 ∙ 32 ∙ 4 = 24 ∙ 38
base, somam-se os expoentes e conserva-se a base:
ƒ (x2 ∙ y5)3 = (x2)3 ∙ (y5)3 = x2 ∙ 3 · y5 ∙ 3 = x6 ∙ y15
m n m+n
P1: a ∙ a = a
n n n
Atenção: Observe que (am) ≠ am . No caso de (am) , a base
ƒ 2 ∙2 =2
3 5 3+5
=2 8 n
do expoente n é am, e, no caso de am , a base do expoente n
5
1 = __1 é m, e mn é o expoente da base a. Veja um exemplo:
()
ƒ __1 ∙ 23 = 2–5 ∙ 23 = 2–5+3 = 2–2 = __
2 22 4
(2²)³ = (2²) ∙ (2²) ∙ (2²) = 4 ∙ 4 ∙ 4 = 64
ƒ 16 ∙ 32 = 24 ∙ 25 = 24+5 = 29
22³ = 22 ∙ 2 ∙ 2 = 28 = 256
x()
ƒ x2 · __1 = x2 ∙ x–1 = x1 = x
Note, também, que, devido à propriedade comutativa da
n m
multiplicação, resulta que (am) = (an) .
Quociente de potências de mesma base
Quando se tem o quociente entre duas potências de mes- 1.4.1. Resumo das propriedades
ma base, subtraem-se os expoentes e conserva-se a base: Sendo a e b números reais, e m e n números inteiros,
am = am–n, se a ≠ 0 e m t n
P2: __ segue que:
an
7
5 = 57–3 = 54 ƒ P1: am ∙ an = am+n
ƒ __
53 m
a = am – n, se a ≠ 0 e m ≥ n
ƒ P2: __
() () () ()
__1 9 __1 5 __1 9–5 __1 4
ƒ 3 : 3 = 3 = 3
an
ƒ P3: (a ∙ b)m = am ∙ bm
7
x = x4
ƒ __ m
am , se b ≠ 0
ƒ P4: __a = __
x3
b() bm
Potência de um produto ƒ P5: (am)n = am ∙ n
A potência de um produto pode ser escrita como um pro-
duto de potências: 1.5. Número na forma de potência
P3: (a ∙ b)m = am ∙ bm Nas expressões numéricas em que é possível escrever to-
das as potências com uma base comum, é possível utilizar
ƒ (2 ∙ 5)³ = 2³ ∙ 5³ = 8 ∙ 125 = 1 000 as propriedades de potenciação descritas. Observe alguns
ƒ (x ∙ y)² = x² ∙ y² exemplos utilizando a base 2: __
ƒ 1 = 20 ƒ 1/2 = 2–1 ƒ √2 = 21/2
__
Potência de um quociente ƒ 2 = 2¹ ƒ 1/4 = 2–2 ƒ √4 = 22/2 = 2
__
A potência de um quociente pode ser escrita como um quo- ƒ 4 = 2² ƒ 1/8 = 2–3 ƒ √8 = 23/2
ciente de potências: ƒ 8 = 2³ ___
ƒ 1/16 = 2–4 ƒ √16 = 24/2 = 22
m
am , se b ≠ 0
P4: __a = __
()
b bm
ƒ 16 = 24

7
Também é possível escrever alguns números racionais na (22 ∙ 26 ∙ 212)–1 _______
___________ (22+6+12)–1 _____
(220)–1
= =
forma de uma potência com base inteira: 2–8 ∙ 2–10 2–8+(–10) 2–18
= 2–20–(–18) = 2–2 = __1
5 = __1 = 2–1
ƒ 0,5 = ___ 4
10 2
25 = __1 = 2–2
ƒ 0,25 = ___ 1.6. Potências e notação científica
100 4
125 = __1 = 2–3 Como foi visto, potências do tipo bn podem ser utilizadas
ƒ 0,125 = ____ para simplificar um produto de n termos iguais a b. Quan-
1000 8
do se trata de grandezas muito grandes ou muito peque-
Veja como se pode simplificar o cálculo de uma expressão
nas, pode-se utilizar potências de base 10 para representar
numérica envolvendo potências de mesma base:
esses números. Esse tipo de representação é denominada
notação científica.
[_____________ ]
–2
4 ∙ ( __
8)
1 ∙ 16 3 –1

Observe a fórmula da notação científica:


1 2
0,58 ∙ ___
32 ( ) m ∙ 10e

Escrevendo cada fator como uma potência de base 2, na qual m é denominado mantissa, um número racional
segue que: maior que 1 e menor que 10, enquanto que e é denomi-
nado a ordem de grandeza, expoente da base 10.
[ (22) ∙ (2–3)–2 ∙ (24)3 ]–1
________________
(2–1)8 ∙ (2–5)2 Caso deseje escrever o número 2 500 000 (dois milhões
e quinhentos mil) de forma mais concisa:
Utilizando, agora, as propriedades da potenciação, pode-se
realizar as simplificações: 2 500 000 = 2,5 ∙ 1 000 000 = 2,5 ∙ 106

CONEXÃO ENTRE DISCIPLINAS

Imagine um grande prédio em construção, com todos os seus elementos e estruturas, fundações, vigas e tijolos.
Fazendo uma analogia com a construção de um prédio, a potenciação e a radiciação são a base para a construção
dos conhecimentos algébricos.
Você poderá utilizar os conhecimentos aprendidos de potenciação na disciplina de Física, no uso da notação científica,
e na área de Geografia, mais especificamente na área de cartografia, uma vez que trabalhar com potências facilita a
mudança de escalas.

8
2. RADICIAÇÃO 2.1.2. 2ª propriedade
Chama-se radical a raiz enésima de um número real D, Pode-se representar o número 2 por meio de diferentes radicais:
__
sendo D um número maior ou igual a zero, e n um número 5
2 = √ 25
natural maior ou igual a 2. ___
10
__ 2 = √ 210
n
√ D, em que D [ R+ e n [ N, com
__ ___
n ≥ 2, é chamado de radical. 5 10
Então: √25 = √210

Modelo Para obter a igualdade, é possível fazer:


__ ___
___ ___ ____ __
√16 5
√2 √36___1 __
10
√ 210 = 10 : 2√ 210 : 2 = 5√ 25
O termo radical também é representado pelo símbolo √0 . ___ ___
n:p
De modo geral, segue que √Dm = √Dm:p , para todo D [
n

2.1. Propriedades R+ e n [ N, com n ≥ 2, sendo p um número diferente de


zero e divisor comum de m e n.
2.1.1. 1ª propriedade Essa propriedade comumente é usada para simplificar al-
Observe um radical com índice ímpar: guns radicais.
____
3
√ 125 = 5 e 125 = 53 Modelos
____ __ __ ____ __
√ 125 = 3√ 53 = 5
3 8
√ 74 = 8 : 4√ 74 : 4 = 2√ 7
___ __ ____ __
Agora, veja um radical com índice par: √ 32 = 10√ 25 = 10 : 5√ 25 : 5 = 2√ 2
10

____
2
√ 121 = 11 e 121 = 112
____ ___ 2.1.3. 3ª propriedade
√ 121 = 2√ 112 = 11
2
_____ ___ __
3 3 3
___ Observe as expressões √27 ∙ 8 e √27 · √ 8 .
De modo geral, vale a igualdade √Dn = D, para todo D [
n

R+ e n [ N, com n ≥ 2.

Modelos
__ __ __
6 8
√ 42 = 4 √ 76 = 7 √ 78 = 7 n n
____ __ __
De modo geral, segue que: √a ∙ b =√n a · √ b , para todo a
Atenção: Essa propriedade é válida somente para D igual [ R+, b [ R+ e n [ N, com n ≥ 2.
a zero ou maior que zero.
4
____ Modelos
Caso ocorra, por ____ √(-2)4 , a expressão não equiva-
exemplo,___ _____ __ ___
4 4
lerá a – 2, pois √(-2)4 = √16 = 2. √4 ∙ 10 = √4 ∙ √10
__ _______ ___
Se, porém, o índice for ímpar, a propriedade √Dn = D ____
n

continuará válida. Veja: √


4 1 ∙ 100 = 4 ___
___
10 10 √
1 ∙ 4√100

____
3
√ (-1)3 = –1 2.1.4. 4ª propriedade
___ ___
3
√27
Dessa forma, para uma expressão com radicais, é preciso
impor a condição de existência:
27 e ____
Observe as expressões ___
8 3√ 8
__

3

ƒ Se o índice for ímpar (n é ímpar), o radicando poderá


ser
__qualquer número real:
x = x, x  R
n n

ƒ Se o índice for par (n é par), o radicando deverá ser um


número
__ real não negativo:
x = x, x t 0 (condição de existência)
n n

9
__ __
n
De modo geral, segue que __a = n___
√ a, ( dXX5 + 3 )2 = ( dXX5 )2 + 2 · dXX5 · 3 + 32 = 5 + 6dXX5 + 9 =
b √b
__

n

14 + 6dXX
5
para todo a [ R+, b [ R+* e n  N, com n ≥ 2.
Para entender o procedimento da radiciação com radicais,
Modelos ___ ___ compare as expressões:
√30
√ 30 = ____
___
7 √7
__
d d 729 = 2dXX9 = 3 e 6dXXXX
2 XXXXX
3 XXXX
729 = 3
______ __
_____ 3

3
3 √ 1.000
1 = ___
1 = ______
√ 0,001 = 3 _____ _____ 1
√ 1.000 10
Como as duas expressões são iguais a 3, então:

dd729 = 6dXXXX
2 3XXXXX
XXXX 729 = 3

De modo geral, para efetuar a radiciação com radicais, po-


de-se fazer mdXXX
n
d a = m · dn XX
XX a , em que a ≥ 0 e m e n são núme-
ros naturais maiores que 1.

Modelo 2
dXXX
3
2 = 3 · 2dXX
dXX 2 = 6dXX
2

ddXXXXX
XXXXXXX dXXX
d ___
6

d _____
1.000 = XXXX
1.000 = XXXXX dXXX 3
3_____ 2·3 10 = ____
10 = ____
6 10
3

64 64 2 d2
XX 2
6 6 6
multimídia: vídeo
FONTE: YOUTUBE
Uma Mente Brilhante 2.3. Racionalização de
História do matemático John Nash, criador do denominadores
“Equilíbrio de Nash”, uma teoria com aplica- O processo de racionalização do denominador consiste em
ção em Economia na área de Teoria de jogos, multiplicar a fração dada pelo número 1, escrito como fra-
teoria que acabou premiando Nash com o Prê- ção, de modo que o produto nos denominadores seja um
mio de Ciências Econômicas em Memória de número racional.
Alfred Nobel.
1 = ___
___ 1 · 1 = ___ dXX
1 · ___ 1 · dXX
2 = ______ dXX
2 = ____ dXX
2 = ___
2
dXX
2 dXX2 dXX
2 dXX2 dXX 2 dXX
2 · dXX 22 2

2.2. Potenciação e Observe que, depois da racionalização, escreve-se de outra


radiciação com radicais forma o número dado, agora com denominador racional.
dXX
2 é mais simples do que calcular ___
1.
Veja uma potenciação com radicais: Calcular ___
2 dXX
2
__ __ __ __ __ _________ __ Acompanhe a racionalização dos denominadores de alguns
( 5√ 2 )4 = 5√ 2 · 5√ 2 · 5√ 2 · 5√ 2 = 5√ 2 ∙ 2 ∙ 2 ∙ 2 5
= √ 24
números agrupados nas situações a seguir:
De modo geral, para efetuar a potenciação com um __
ra-
dical,
__ eleva-se o radicando ao expoente dado: ( m
√ a )n = Modelo 1
m n
√a , em que a ≥ 0, m é um número natural maior que 1, 2.
ƒ Racionalização do denominador de ____
e n é um número inteiro. d
3 XX
8
__ __
2 = ____
____ dXX 2√8 =___
8 = ____
2 · ___ √8
Modelo 1 3dXX
8 3dXX 8 3 ∙ 8 12
8 dXX
__ __
( √ 5 ) 3 = √ 53
__ 5 __ 3.
ƒ Racionalização do denominador de 4___
( 2 3√ 3 ) 3
= 25 · √ 35 = 32 · 3 · 3dXX
32 = 96 3dXX
32 dXX
3
2
( 6dXXXXX
4 – x ) = 62 · dXXXXXX
(4 – x)2 = 36 · (4 – x) = 144 – 36x, d 33 ____
4 XX
d 3 34dXX
4 XX
33 = 4dXX
3 = ___
___ 3 · ___ = 34 3 = ____ 33
com x ≤ 4 d 3 d 3 d 33
4 XX 4 XX 4 XX
dXX
3 4 3

10
____
Modelo 2
ƒ Racionalização do denominador de ______ 3 .
[ ] d[ ] √( ) d
__1 2/3 = 3 XXXX
8 8
1 2 = 3 XXX
__1 2 = 3 __
23
2
1 = __1
__
6 4
____
dXX
3 +1 (0,3)2/7 = 7d(0,3)
XXXXX2
= 7√0,09
Como nesse denominador há uma adição em que pelo me- __
n
De modo geral, pode-se dizer que am/n = √am para todo a
nos uma parcela é um número irracional, utiliza-se o produto
[ R+, m [ Z e n [ N, com n t 2.
da soma pela diferença para racionalizar o denominador.

2 .
ƒ Racionalização do denominador de _______
dXX
2 + dXX
5
Nesse denominador, há uma adição de dois números
irracionais. Para racionalizá-lo, multiplica-se a fração
por:

multimídia: sites
https://pt.khanacademy.org/math/pre-alge-
bra/pre-algebra-exponents-radicals
6 . dXX
Racionalização do denominador de ______
4 – dXX
5

Aplicação do conteúdo
1. Examine as afirmações a seguir:
__ __ __
I. A subtração ( 2√8 – 3√2 )3 equivale a 2√2 .
__ __
O produto da soma pela diferença de a e b é: II. 5√8 é maior do que 11√2 .
__
2 2 III. (6√3 )2 é igual a 108.
(a + b) · (a – b) = a – b
As afirmativas corretas são:

2.4. Potência com a) I e II apenas.


b) I e III apenas.
expoente fracionário c) II e III apenas.
O expoente de uma potência pode ser um número em for- d) I, II e III.
ma de fração. Resolução: Alternativa B
Observe o exemplo a seguir: I. Correta. Desenvolvendo a subtração:
__ __ __ __
___ (2 √8 – 3√2 )3 = (2√23 – 3√2 )3 =
51/2 = (√ 51/2 )2 – 1ª propriedade dos radicais __ __
= (2√22 · 2 – 3√2 )3 =
___ __ __ __ __ __
(√51/2 )2 = dXXX
51/2 · dXXX
51/2 = dXXXXXX
51/2 + 1/2 – propriedade do = (2√22 · √2 – 3√2 )3 = (4√2 – 3√2 )3 =
__ 3
__
produto de potências de mesma base = ( √2 ) = 2√2
__ ______ __ __
dXXXXXX
51/2 + 1/2 = dXX
51 = dXX
5 II. Incorreta. 5√8 = 5√22 ∙ 2 = 5√22 · √ 2 =
__ __
Portanto: 51/2 = dXX
5. = 10√2 < 11√2
III. Correta. Teremos:
5 , então 53/2 = (51/2)3 = ( dXX
Se 51/2 = dXX 5 )3 = d5XX3 __
(6√3 )2 = 36 · 3 = 108
Da mesma forma, é possível escrever outras potências de
2. Analise as seguintes expressões:
expoente fracionário como um radical. ___
__
3√12
5/3
2 = dXX
3
25 I. ____ = 3√2
2

11
__
__
√3 é FALSO afirmar que:
II. (2√3 ) = ___
-1

6 3
a) _zy < – __
__1 __
2 2
III. (24) = 2√2
1
b) x – y < __
A(s) alternativa(s) verdadeira(s) é(são): 5
a) I. c) x + z < 0
b) II.
d) x + y + z  ( ℝ – ℚ)
c) III.
d) I e II. Resolução: Alternativa A
e) I e III. ___
_____ ___

Resolução: Alternativa B 9 9 3 √
25 = __5
x = √2,7... = 2 + __7 = ___
___ -1 -1

____
___
3 · 2 · √3
3√12
__
__ [
y = √0,25 + ( √163 )
4
] Ÿ
I. Incorreta. ____
= ________ = 3√3 __ _____

( √ √( ) )
-1 -1
1 3
2
__
1
____
2 __
√ 3
___
II. Correta. (2√3 )-1 = __ · __ =

__
3
___
Ÿy= __1 + 4 ___
4
-1
16 2 8 (
Ÿ y = __1 + __1 )
2√ 3 √3
III. Incorreta. (24) = 2 = 22 = 4
6
__1
2
4
__
2
Ÿ y= 5
__
8 ( )
Ÿ y = __8
5
________ ________
____ __
√ () √ ( )
2
z = √(2 ) – √5 ∙ __5 – 56/3 ∙ __6 Ÿ
-2
2
3 32 3 6 6/3
3. Assinale a alternativa correta: 6 5
__ __
_____
a) √4 + √5 < 3
__ __ __
b) (√3 + √2 ) = (√3 ) + ( √2 ) = 3 + 2 = 5
2 2
__
2

36 = 4 – 6 = –2
Ÿ 22 – 52 · ___
25
__ a) Falso.
9__ = 6√3
c) ___
√3 3 Ÿ __
__z < – __ 2 = –2 · __ 5 e – __
5 = – __ 5 > – __
3.
__ y 2 8
__ 8 4 4 2
__4
d) ______ = √5 + 1
( √5 - 1 ) 5
___ b) Verdadeiro.
e) √16 = r4 x – y < __ 5 – __
1 Ÿ __ 8 < __ 1 Ÿ ___
1 < __
1.
5 3 5 5 15 5
Resolução: Alternativa D c) Verdadeiro.
__ __
a) Incorreta, pois √ 4 + √5 > 3 5 – 2 < 0 Ÿ -- __
x + z < 0 Ÿ__ 1 < 0.
__ __ 3 3
b) Incorreta, pois ( √ 3 + √2 )2 = d) Verdadeiro.
__ __ __ __ __ x + y + z  (ℝ – ℚ), pois a soma de três números
= ( √3 )2 + 2 √3 ∙ √2 + ( √2 )2 = 5 + 2 √6 .
__ __ racionais será sempre um número racional.
__ ___ ___ ___
9__ = ___ √__ 9√3
3 ____
9__ ∙ ___
c) Incorreta, pois ___ = = 3√ 3 . 5. O valor da expressão √50 – √18 + √98 é:
√3 √3 √3 3 ____
__
5 + 1 √__
√__ a) √130__
__4
d) Correta, pois ______ · ______ = 5+1.
( √5 – 1 ) √5 + 1 b) –5__√2
___
c) 9√ 2___
e) Incorreta, pois √16 = 4.
d) 5√13 __
4. Analisando os números reais, e) 15√ 2
___
x = √2,7... Resolução: Alternativa B
____ ___ ___ ___
y = [ √0,25 + (163/4)-1 ]-1 √50 – √18 – √98
__ __ __
________
____ __ = 5√2 – 3√2 – 7√2 =
√ ()
z = √(23)2 – √56 · __5
3 3 -2

6 __
= –5√2

12
DIAGRAMA DE IDEIAS

EXPOENTE
(QUANTIDADE DE VEZES (EXPOENTE)
QUE A BASE É MULTIPLI-
n
POTENCIAÇÃO
CADA POR ELA MESMA)
a a• a• a• a•... •a
n VEZES
BASE
(NÚMERO A SER (BASE)
MULTIPLICADO)

RAIZ VEM DO
(ÍNDICE) LATIM RADIX, QUE
QUER DIZER LADO.
n
a
QUANDO DIZEMOS
OPERAÇÃO INVERSA RAIZ QUADRADA
RADICIAÇÃO
DA POTENCIAÇÃO DE 9, ESTAMOS
PENSANDO EM:
“QUAL É O LADO
(RADICANDO) DO QUADRADO
DE ÁREA 9?”

9=3 9
1 1 1
1 1 1 3
1 1 1

13
EQUAÇÕES DO PRIMEIRO GRAU
AULAS
E PROBLEMAS CLÁSSICOS
3E4
COMPETÊNCIA: 5 HABILIDADES: 19, 21, 22 e 23

1. EQUAÇÕES O conjunto dos valores que tornam uma equação verdadei-


ra é chamado de conjunto solução. No exemplo dado, o
A primeira referência conhecida que trata das equações conjunto solução S é:
está relacionada ao chamado Papiro de Rhind (também
conhecido como Papiro de Ahmes), um dos documentos S = {2}
egípcios mais antigos sobre Matemática, escrito no ano de
1650 a.C..
A álgebra começa a ser pesquisada a partir do século XI,
com a obra de al-Khwarizmi (738-850 d.C), que trata do
estudo das equações com uma ou mais incógnitas em
uma resolução de problema. Em sua interpretação, quan-
do é possível representar em linguagem simbólica, na for-
ma de uma equação, o resultado é a equação como uma
consequência da situação-problema. Al-Khwarizmi, um
dos maiores matemáticos árabes, resolvia as equações
de um modo semelhante ao atual: tudo, até mesmo os
números, era representado por palavras. O livro Al-jabr multimídia: sites
wa’l mugãbalah trazia explicações minuciosas sobre a re-
solução de equações. https://pt.khanacademy.org/math/cc-sixth-grade-
Diofante, por sua vez, foi um matemático grego que viveu -math/cc-6th-equations-and-inequalities
no século III. Ele se dedicou à álgebra e aplicou a ideia de
representar um número desconhecido por uma letra; as-
sim, influenciou decisivamente outros matemáticos. Modelos
A equação de 1.º grau é definida como “uma sentença 1. 2x + 4 = 6, para x [ R
aberta que exprime uma igualdade entre duas expres- O único valor real que torna a equação verdadeira é x = 1,
sões numéricas”. logo S = {1}.
A palavra “equação” deriva do latim equatione, que significa 2. x² = 4, para x [ R
“equacionar”, “igualar”. As expressões numéricas, separa- Os valores reais que tornam a equação verdadeira são
das pelo sinal de igualdade, chamam-se “membros”; cada x = 2 ou x = –2, logo S = {–2, 2}.
membro é composto por “termos”; e esses termos, que mul-
tiplicam as letras, chamam-se “coeficientes de termo”. 3. 0x + 1 = 1, para x [ R
Observe a seguinte igualdade: Nesse caso, nota-se que independentemente do valor de x,
a equação é verdadeira, logo S = R.
1+x=3
4. x² = –1, para x [ R
Essa igualdade leva o nome de sentença matemática
Nesse caso, nota-se que não há valor real de x que torne a
aberta ou equação, pois pode ser verdadeira ou falsa, de-
equação verdadeira, logo S = Ø.
pendendo do valor atribuído à variável x. Nesse caso, se o
valor de x for 3, a sentença será falsa. Por outro lado, se o Para descobrir os valores que compõem o conjunto solu-
valor atribuído for 2, a sentença será verdadeira. Como x = ção, é possível manipular a equação utilizando algumas
2 torna a sentença verdadeira, afirma-se que o número 2 é propriedades com o intuito de isolar a variável (incógnita)
a raiz da equação. em um dos membros da equação.

14
P1: Se somarmos ou subtraírmos um mesmo número P2: Se multiplicarmos ou dividirmos por um mesmo
de ambos os membros de uma igualdade, esta per- número ambos os membros de uma igualdade, esta
manecerá verdadeira. permanecerá verdadeira.

Modelos
Modelos:
1. x – 4 = 10
x – 4 + 4 = 10 + 4 1. __x = 6
4
x = 14 __x · 4 = 6 · 4
4
Logo, S = {14} x = 24
2. 3 + x = 1 Logo S = {24}
3+x–3=1–3
2. –2x = 6
x = –2
6
–2x = ___
___
Logo, S = {–2} –2 –2
x = –3
Logo, S = {–3}

CONEXÃO ENTRE DISCIPLINAS

A equação do primeiro grau é a mais simples das equações estudadas no Ensino Médio, mas não é me-
nos importante do que as outras. As famosas fórmulas da disciplina de física, como Q  m · c · 'T,
que equaciona a quantidade de calor, e a equação horária do movimento retilíneo uniforme,
s = S0 + vt, são equações do primeiro grau. Aprender a manipular as equações do primeiro grau fará com que
você aumente seus horizontes tanto em matemática quanto em física.

2. EQUAÇÕES DE PRIMEIRO GRAU 1. 5(x – 3) = –2(x – 1)


Deve-se aplicar a propriedade distributiva, com o objetivo
Uma equação do primeiro grau pode ser representada na de eliminar os parênteses, respeitando a regra de sinais:
forma ax + b = 0, com a i 0, a partir de manipulações
algébricas descritas anteriormente. Uma vez escritas nessa 5x – 15 = –2x + 2
forma, é possível encontrar facilmente o conjunto solução Somando 2x em ambos os membros para isolar a incógnita:
subtraindo o termo independente b de ambos os membros
5x – 15 + 2x = –2x + 2 + 2x ä 7x – 15 = 2
e, em seguida, dividindo-os por a.
Somando 15 em ambos os membros e finalmente
Em uma equação de primeiro grau, ocorrem apenas ope-
dividindo por 7:
rações de soma, subtração, multiplicação e divisão. Assim,
é possível reduzir uma equação de primeiro grau à forma 7x – 15 + 15 = 2 + 15 ä 7x = 17
ax + b = 0, realizando apenas essas quatro operações. __ 17 à x = ___
7x = ___ 17
7 7 7
Observe alguns exemplos de como manipular as equações
com o intuito de isolar a incógnita: { }
17
Logo, S = ___
7

15
5
2. __x = __ 24 – 2x + 6 = 3x à 30 = 3x + 2x œ 30 = 5x
4 2
Para cancelar o denominador 4 da fração __x, ambos os 30 = 6
x = ___
4 5
membros devem ser multiplicados por 4:
__x · 4 = __5 · 4 Logo, S = {6}
4 2
20
___
x = = 10
2 2.1. Resolvendo sistemas de duas
equações de primeiro grau
Logo, S = {10}
Em problemas envolvendo equações de primeiro grau, é
3
x = __
3. ___ possível ter mais de uma incógnita a ser calculada. Nes-
–4 2
se caso, deve-se ter também mais de uma equação. Um
De modo semelhante ao exemplo anterior, ambos os
conjunto de equações determina um sistema de equa-
membros da igualdade devem ser multiplicados por –4:
ções. Existem principalmente dois métodos para resolver
x · (–4) = __3 · (–4)
___ tais sistemas: o método da substituição e o método
–4 2
–12 = –6
x = ____ da adição.
2
Logo, S = {–6}. 2.1.1. Método da substituição
Outra maneira de resolver equações desse tipo é realizan- Esse método consiste em obter, a partir de uma das equa-
do o produto cruzado: ções, uma incógnita em função das demais. Depois, subs-
titui-se esse resultado nas outras equações. Observe um
__a = __c à a · d = b · c exemplo:
b d
Considere as seguintes equações:
x = __3 à 2x = 3(–4)
___
–4 2
–12 = –6
2x = –12 à x = ____
2 Primeiramente, escolhe-se uma das equações e isola-se
4. _____ 5
x + 2 = __ qualquer uma das incógnitas. Por exemplo, a incógnita x
6 3 na equação (I) é isolada:
Realizando o produto cruzado, temos:
(I) x + 3y = 11 ä x = 11 – 3y
3(x + 2) = 6 · 5 à 3x + 6 = 30
Em seguida, o valor encontrado para x na equação é subs-
3x = 30 – 6
tituído (II):
3x = 24
24 = 8
x = ___ (II) 2x + y = 7
3
2(11 – 3y) + y = 7
Logo, S = {8}.
22 – 6y + y = 7
12 – x + 1 = __x
5. ______
3 2 –5y = –15
Em somas ou subtrações de frações, primeiramente é pre- –15 = 3
y = ____
ciso encontrar o mínimo múltiplo comum entre os deno- –5
minadores. Assim, todos os denominadores são reduzidos Logo, y = 3.
a um denominador comum, permitindo, então, cancelá-lo: Com esse resultado, é possível substituir o valor de y em
mmc(1,2,3) = 6 quaisquer das equações. Utilizamos a equação (I):

(I) x + 3y = 11
2 · (12 – x) + 6 · 1 ____
______________ = 3·x x + 3(3) = 11
6 6
x + 9 = 11
Multiplicando ambos os membros por 6, os denominado-
res são cancelados. Efetuando as operações no restante da x=2
igualdade, temos: Assim, a solução do sistema de equações é x = 2 e y = 3.

16
Se multiplicarmos a equação (I) por –2, obteremos o se-
guinte sistema:

Somando a equação (I) e (II), temos:

multimídia: vídeo
FONTE: YOUTUBE
The Story of Maths
Observe que a escolha do fator –2 para multiplicar a equa-
ção teve como finalidade igualar o valor absoluto dos co-
eficientes da incógnita x nas duas as equações.
2.1.2. Método da adição Agora, a partir do valor de y, basta substituir em quaisquer
Esse método consiste em igualar os coeficientes de uma das equações. Em (I), temos:
das incógnitas em ambas as equações de modo que, ao so-
(I) x + 3y = 11
má-las, esses coeficientes se anulem, diminuindo a quanti-
dade de incógnitas. Veja o exemplo: x + 3(3) = 11

Considere o mesmo sistema de equações do exemplo x + 9 = 11


anterior: x=2

Assim, a solução do sistema de equações é x = 2 e y = 3.

VIVENCIANDO

Nos restaurantes por quilo, ou self-service, ocorre um exemplo de aplicação de uma equação de primeiro grau. Três
informações são indicadas no leitor da balança: 1) o peso da comida; 2) o valor por quilo da comida; 3) o valor a
ser pago. Com duas das três informações, é possível verificar a terceira informação desconhecida por meio de uma
equação do primeiro grau:

Peso da comida = x gramas


Valor do kg da comida = R$ 30,00 / kg
Valor a ser pago: R$ 12,00

Valor a ser pago = Peso da comida multiplicado pelo valor do quilo da comida
R$12,00 = x kg ∙ 30 R$/kg
12 = x ∙ 30
12
x = ___
30
x = 0,4 kg ou 400 g

17
158 400 = 14 400
Ÿx = _______
Aplicação do conteúdo 11
A resolução de um problema matemático consiste em trans- Dessa forma, como o o valor total recebido mensalmente
formá-lo em linguagem matemática, como uma equação, pelo executivo foi denominado x, segue que o valor P des-
utilizando os dados fornecidos para chegar a uma conclu- tinado à poupança corresponde a __1 de x:
4
são, com base no pedido no enunciado. Por meio de alguns
exemplos, será demonstrado como problemas envolvendo 14.400 = 3 600
P = __1 x = __x = ______
4 4 4
equações de primeiro grau são enunciados:
1. Dado um número x, a soma do dobro desse número 3. Em uma chácara, há galinhas e vacas, totalizando 14
com 6 equivale à diferença entre o triplo desse número cabeças e 38 pés. Calcule o número de galinhas.
e 4. Qual é esse número?
Resolução:

Resolução: Sendo x o número de galinhas e y o número de vacas,


e considerando que cada vaca e cada galinha possuem
ƒ “soma do dobro desse número com 6”: 2x + 6
uma cabeça, cada galinha possui dois pés, e cada vaca,
ƒ “diferença entre o triplo desse número e 4”: 3x – 4 quatro. Temos:
Logo:
2x + 6 = 3x – 4
6 + 4 = 3x – 2x
10 = x Como o objetivo é obter o número de galinhas (x), pelo
método da adição é possível eliminar a outra incógnita (y).
Portanto, o número pedido é 10.
Assim, a equação (I) deve ser multiplicada por –4, e ambas
2. Um executivo distribui seus rendimentos mensais da as equações devem ser somadas:
seguinte maneira: 1__ para o plano de saúde, 1
__ para a
8 4
poupança, 1__ para a alimentação e a moradia e os R$
6
6.600,00 restantes para o lazer. Quanto o executivo
poupa a cada mês?
Multiplicando ambos os lados da equação por –1, temos:
Resolução:

Quando o problema menciona “__1 para o plano de saúde”, –2x = –18 à 2x = 18 Ÿ x = 9


8
entende-se que ele destina __1 do valor total que recebe Portanto, nessa chácara há 9 galinhas.
8
para o plano de saúde. Como o valor que ele recebe ao
4. Em uma escola de música, o salário mensal de um pro-
todo não é conhecido, ele é denominado x. Assim, é possível
fessor é de R$ 800,00. Além disso, ele ganha R$ 20,00 por
escrever que, para o pagamento do plano de saúde, ele
mês por cada aluno inscrito em suas aulas. Para receber
destina __1 de x, ou seja, __1 ∙ x = __x. R$ 2.400,00 por mês, quantos alunos devem estar matri-
8 8 8
Assim, se todos os valores que ele destina a cada atividade culados em suas aulas?
forem somados, teremos o valor total de x:
Resolução:
__x + __x + __x + 6 600 = x
8 4 6 Considerando x a quantidade de alunos matriculados e
multiplicando o valor recebido por cada aluno matricula-
mmc(4,6,8) = 24
do (R$ 20,00) pela quantidade de alunos matriculados,
obtém-se o valor recebido pelo professor por cada aluno
inscrito em suas aulas.
Ÿ13x + 158 400 = 24x Ÿ
Somando ao valor fixo de R$ 800,00, chega-se ao salário
Ÿ158 400 = 24x – 13x Ÿ final do professor. Como ele deve receber mensalmente R$
2.400,00, temos a seguinte equação:
Ÿ158 400 = 11xŸ
20 · x + 800 = 2 400

18
Resolvendo a equação: Solução
20 · x = 2 400 – 800 Sendo x horas o tempo que as duas torneira gasta-
rão para encher o tanque juntas, em uma hora elas
20 · x = 1 600
encherão do tanque.
1.600 = 80
x = _____
20 Assim,
Assim, deve haver 80 alunos matriculados.
360 min = 51 __3 min
Veja: __6 h = __6 · 60 min = ___
3. PROBLEMAS CLÁSSICOS
7 7 7 7
6
__ 3
__
Resposta: 6 horas ou 6 horas e 51 minutos.
7 7
Alguns problemas são comuns no vestibular, e não há fór-
mula para resolvê-los. No entanto, analisando a resolução 3.2. O problema das lojas
de alguns deles, é possível utilizar os mesmos métodos
Juliana foi ao shopping center e entrou em 5 lojas. Em cada
para problemas semelhantes. Observe os exemplos:
uma, gastou R$ 1,00 a mais do que a metade do que tinha
ƒ Uma torneira enche um tanque em 16 horas, e outra, ao entrar. Ao sair do shopping center, pagou R$ 3,00 de
em 12 horas. Estando o tanque vazio e abrindo simul- estacionamento e ficou com R$ 2,00. Quanto Juliana tinha
taneamente as duas torneiras, em quanto tempo en- antes de entrar na primeira loja?
cherão o tanque?
ƒ Um trabalhador em uma fazenda consegue arar todo Solução algébrica
o campo em 16 horas. Um outro trabalhador consegue Sendo x reais a quantia inicial de Juliana, tem-se:
arar o mesmo campo em 12 horas. Em quanto tempo
os dois trabalhadores conseguem arar um campo idên- Entrou
Loja Gastou Saiu com...
tico trabalhando ao mesmo tempo? com...

1 x __x + 1 __x – 1
Note que os dois problemas, apesar de tratarem de temas 2 2
distintos, possuem semelhanças. Com efeito, a resolução x–2
____ x–2+1
____ x–2–1
____
2
de ambos é idêntica. Assim, se soubermos resolver um de- 2 4 4
les, também saberemos resolver o outro. 3 x–6
____ x–6+1
____ x–6–1
____
4 8 8
Devido a essa similaridade entre questões, serão apresenta- x – 14
_____ x – 14 + 1
_____ x – 14 – 1
_____
4
dos alguns problemas e suas resoluções para que os méto- 8 16 16

dos de resolução possam ser aplicados em outras situações 5 x – 30


_____ x – 30 + 1
_____ x – 30 – 1
_____
16 32 32
que podem aparecer no vestibular.
Depois de pagar R$ 3,00 de estacionamento, resulta que:
3.1. O problema das torneiras x – 30 – 1 – 3 = 2 Ÿ _____
_____
32
x – 30 = 6 Ÿx = 222
32
Uma torneira enche um tanque em 16 horas, e outra, em 12
horas. Estando o tanque vazio e abrindo simultaneamente as Solução aritmética
duas torneiras, em quanto tempo encherão o tanque?
Observando a situação-problema do fim ao começo, tem-se:
Análise
Nessa situação-problema, não é possível aplicar a regra de
três, uma vez que as capacidades de trabalho das torneiras
são diferentes. O caminho, nesse caso, é identificar as fra-
ções do trabalho que as respectivas torneiras realizam em
uma unidade de tempo. Assim, é preciso verificar a parte 54

do tanque que cada torneira enche em 1 hora.


ƒ Se a primeira torneira enche o tanque todo em 16
1 do tanque.
horas, então em 1 hora ela encherá ___
16
ƒ Se a segunda torneira enche o tanque todo em 12
1 do tanque.
horas, então em 1 hora ela encherá ___ Resposta: Juliana tinha no início R$ 222,00.
12

19
3.3. O problema das idades Ÿ 3k + 6k = 90 Ÿ k = 10
x = 20
Eric diz a Douglas: “Hoje eu tenho o dobro da idade que Ÿ y = 30
tu tinhas quando eu tinha a idade que tu tens. Quando tu
tiveres a idade que eu tenho, a soma das nossas idades Logo, hoje Eric tem 2x = 40 anos, e Douglas, y = 30 anos.
será 90 anos”. Descubra a idade atual de cada um.
3.4. O problema dos tratores
Análise Para arar um campo, o primeiro trator gasta 2 horas a
Uma bom auxílio para resolver os problemas de idade é menos do que o terceiro e uma hora a mais do que o
construir uma tabela contendo as idades dos personagens segundo. Se o primeiro e o segundo tratores trabalha-
envolvidos, no presente e /ou no passado e/ou no futuro e, rem juntos, a operação pode ser feita em 1 hora e 12
em seguida, montar equações considerando que a diferença minutos. Quanto tempo gastariam os 3 tratores, juntos,
entre idades não muda: “Se, quando Douglas nasceu, Eric para arar um campo idêntico?
tinha x anos, Eric sempre será x anos mais velho do que Ma-
theus no presente, no passado ou no futuro”. Análise
Se, para efetuar um trabalho, gastam-se 3 horas, em uma
Solução hora faz-se __1 desse trabalho. Assim, se, para efetuar um
3
Considerando os dados do problema, é possível construir trabalho, gastam-se x horas, em uma hora faz-se __1x des-
a seguinte tabela.
se trabalho.
Passado Presente Futuro
Eric y 2x 90 – 2x
Solução
Douglas x y 2x
Se o terceiro trator gasta sozinho x horas, temos:
1. Tempo gasto pelo primeiro trator = (x – 2) horas
Acompanhe passo a passo a construção da tabela:
2. Tempo gasto pelo segundo trator = tempo gasto pelo
1. Eric disse: “Hoje eu tenho o dobro da idade que tu tinhas primeiro trator, menos 1 hora = (x – 3) horas.
[...]”. Daí, Eric, no presente, tem 2x anos, e Douglas, x anos,
Observe: Se o primeiro trator gasta uma hora a mais do
no passado.
que o segundo, então o segundo gasta uma hora a menos
2. Eric disse: “[...] quando eu tinha a idade que tu tem”. do que o primeiro.
Então, Eric tinha y anos no passado (quando Douglas tinha
x anos), sendo y anos também a idade de Douglas hoje, (
3. 1h e 12 minutos = 1 + ___
60 )
12 h = __6 h
5
no presente. 1
4. Em uma hora de trabalho, o primeiro trator realiza ____
3. Eric disse: “Quando tu tiveres a idade que eu tenho [...]”. x–2
1 , e os dois, juntos, fazem
do serviço, o segundo faz ____
Então, no futuro, a idade de Douglas será 2x (a mesma de x–3
Eric no presente). 1 = __5. Assim:
__
__6 6
4. Eric disse: “[...] a soma das nossas idades será 90 anos”. 5
Então, como no futuro a idade de Douglas será 2x, a de
Eric será o que está faltando para completar os 90 anos, ou
seja, a idade de Eric será (90 – 2x) anos.
Ÿ5x2 – 37x + 60 = 0 Ÿ
Considerando que, em qualquer tempo, a diferença entre
as idades será sempre a mesma: Ÿ x = 5 ou x = 2,4 (não convém)

I. y – x = 2x – y Ÿ 2y = 3x Dessa forma, o primeiro, o segundo e o terceiro tratores gas-


tam, respectivamente, x – 2 = 3h, x – 3 = 2h e x = 5h. En-
Aqui, recorre-se ao artifício do problema da proporção para tão, se os três gastarem y horas para fazer o serviço juntos,
evitar as frações. em uma hora eles farão:
x = 2k 31
2y = 3x = 6k œ y = 3k __1 = __1 + __1 + __1 = ___
y 2 3 5 30
30 horas.
Resposta: ___
II. y – x = (90 – 2x) – 2x Ÿ y + 3x = 90 31

20
3.5. O problema da água e do vinho água = xL

Um barril contém 30 litros de água, e o outro, 20 litros No 2.º barril: vinho = (20 – x)L
20 – x
fração de vinho = _____
de vinho. Simultaneamente, x litros de cada barril são tro- 20
cados. Essa operação se repete várias vezes e é possível parte
comprovar que a quantidade de vinho em cada barril se (
Lembre-se: fração = ____
todo )
mantém constante depois da primeira operação. Determi-
ne quantos litros (x) são trocados em cada operação. A partir da primeira troca, as quantidades de vinho perma-
necem inalteradas em cada barril. Então, as quantidades
Solução de vinho trocadas são iguais:
De início, temos: Vinho que sai do 1.º barril = Vinho que sai do 2.º barril. As-
água = 30L sim, obtemos:
No 1.º barril:
vinho = 0

No 2.º barril:
água = 0
___
30 (
20 )
20 – x · x
x · x = _____

vinho = 20L
Depois da primeira troca, temos: Uma vez que x é diferente de zero, ficamos com:
água = (30 – x)L
20 – x Ÿ x = 12
__x = _____
No 1.º barril: vinho = xL 3 2
x
fração de vinho = ___
30 Resposta: 12 litros

DIAGRAMA DE IDEIAS

EQUAÇÕES DO 1º GRAU

1+x=3
• X É UMA INCOGNITA
CONHECIMENTOS
• TODA EQUAÇÃO TEM UM
PRÉVIOS:
CONJUNTO SOLUÇÃO.
• OPERAÇÕES BÁSICAS 1º membro 2º membro
• FRAÇÕES
• 2 É A RAIZ QUE TORNA A
IGUALDADE ENTRE
• DISTRIBUTIVAS
EQUAÇÃO UMA SEN-
OS MEMBROS
TENÇA VERDADEIRA.

• Das Torneiras Volume versus tempo


PROBLEMAS • Das Lojas Decréscimos sucessivos
CLÁSSICOS • Das Idades Organização de tabelas: idade versus tempo
• Da Água e Vinho Mistura
• Dos Tratores Execução de trabalho versus tempo

EXIGE UMA ORGANIZAÇÃO NÃO POSSUEM UMA


LEITURA ATENTA NAS SOLUÇÕES FÓRMULA PRONTA

21
AULAS EQUAÇÕES DO SEGUNDO GRAU
5E6
COMPETÊNCIA: 5 HABILIDADES: 19, 21, 22 e 23

1. EQUAÇÕES DO SEGUNDO GRAU c=6


Calcula-se primeiramente o discriminante:
Uma equação de segundo grau pode ser escrita na forma
D = b2 – 4ac = (–5)2 – 4 · 1 · 6 = 1
ax² + bx + c = 0, com a i 0 e a, b e c parâmetros reais.
As equações desse tipo podem apresentar até duas solu- Como D > 0, a equação apresentará duas raízes reais dis-
ções distintas, ou seja, podem existir dois valores reais de tintas: x1 e x2:
x que satisfaçam a igualdade. É por meio da fórmula de
Bhaskara que as soluções devem ser encontradas:
–b ± dXXXXXXX –(–5) ± dXX
b2 – 4ac = _________1 _____
x = ____________ =5±1=
2a 2·1 2

{
5+1=3
x1 = _____
= 2
Sendo a, b e c os coeficientes de uma equação do tipo ax² 5 –
____1=2
x2 =
+ bx + c = 0, com a i 0, as duas soluções (denominadas 2
raízes) x1 e x2 são dadas, então, por:
_______
Logo, o conjunto solução é S = {2, 3}.
dXXXXXXX
2
–b – √ b – 4ac
–b + b – 4ac e x = ____________ 2
x1 = ____________ 2. Encontre o conjunto solução da equação.
2a 2 2a
25 + x² – 10x = 0
O termo b2 – 4ac, denominado discriminante, é represen-
Determinando os parâmetros, segue:
tado pela letra grega delta maiúscula (D). O valor numérico
do discriminante indica a quantidade de raízes reais distin- a=1
tas da equação: b = –10
c = 25
ƒ Se D > 0 (discriminante positivo), a equação possui
duas raízes reais diferentes. Note que os parâmetros a e b são, respectivamente, os
coeficientes de x² e x, e c é o termo independente, não
ƒ Se D = 0 (discriminante nulo), a equação possui ape-
sendo necessariamente o primeiro, segundo e terceiro
nas uma raiz real.
termos da equação.
ƒ Se D < 0 (discriminante negativo), a equação não
Identificando o discriminante:
possui raízes reais.
D = b2 – 4ac = (–10)2 – 4 · 1 · 25 = 0
Para solucionar uma equação do segundo grau, é neces-
sário calcular a raiz quadrada do discriminante. Quando Como D = 0, a equação apresentará apenas uma raiz real.
se tem D < 0, o radical é negativo, e seu resultado para _______ __
–(–10) ± √0 ______
– b ± √b2 – 4ac= __________
números reais não pode ser definido. x =____________ = 10 ± 0 = 5
2a 2(1) 2
Modelos Logo, o conjunto solução é S = {5}.
1. Encontre o conjunto solução da equação.
x² – 5x + 6 = 0 3. Encontrar o conjunto solução da equação x² + x + 1 = 0.
Determinando os parâmetros, segue:
Determinando os parâmetros, segue:
a=1
a=1 b=1
b = –5 c=1

22
Calculando o discriminante:
1.1. Condições para o
D = b – 4ac = (1) – 4(1)(1) = –3
2 2
número de raízes reais
O valor numérico do discriminante indica o número de
Como D < 0, a equação não apresenta raízes reais, portan-
raízes reais de uma equação de segundo grau. Assim, é
to não é necessário calcular as raízes.
possível, caso haja um coeficiente desconhecido, verificar
O conjunto solução é S = Ø. sob quais condições esse parâmetro oferece duas, uma
ou nenhuma raiz real.

VIVENCIANDO

Imagine as seguintes situações: um designer de interiores precisa verificar se os móveis de uma casa estão bem dis-
postos dentro de cada cômodo e um pedreiro precisa confirmar a metragem de uma parede antes de levantá-la. Com
efeito, em todos os momentos em que um cálculo de área for exigido, a equação de segundo grau será a ferramenta
essencial para a resolução do problema.

Determinando os parâmetros, segue:


Aplicação do conteúdo
a=m
1. Qual deve ser o valor real do parâmetro k para que b = –1
a equação 2x² + 4x + k = 0 forneça apenas uma solu- c=1
ção real?
Para que a equação apresente duas raízes reais, o discrimi-
Resolução: nante deve ser positivo:
Determinando os parâmetros, segue: D = b2 – 4ac > 0
a=2 (–1)² – 4 · m · 1 > 0
b=4
1 – 4m > 0
c=k
–4m > –1
Como a equação deve fornecer apenas uma raiz real, o dis-
criminante deve ser nulo: m < __1
4
D = b2 – 4ac = 0
Logo, se o valor de m for menor que __1 , a equação apresen-
4² – 4 · 2 · k = 0 4
tará duas soluções reais distintas.
16 – 8k = 0
Para que a equação não apresente raízes reais, o discrimi-
–8k = –16 nante deve ser negativo:
–16 = 2
k = ____ D = b2 – 4ac < 0
–8
Logo, ocorrer k = 2 na equação 2x² + 4x + k = 0, haverá (– 1)² – 4 · m · 1 < 0
apenas uma raiz real. Veja que não é preciso calcular a raiz. 1 – 4m < 0

2. Quais os valores de m para que a equação mx² – x + 1 = 0 – 4m < –1


apresente duas raízes reais distintas? E para quais valores m > __1
não apresenta raízes reais?
4
Dessa forma, se o valor de m for maior que __1, a equação
4
Resolução: não apresentará raiz real.

23
1.2. Equações de segundo grau 4x – 5 = 0 à x = __5
4
incompletas
Assim, as raízes são x1 = 0 e x2 = __5, ou seja,
Quando uma equação do segundo grau ax² + bx + c = 0 4
apresenta b = 0 ou c = 0, mesmo sendo possível utilizar { }
S = 0, __5 .
4
a fórmula de Bhaskara, existem modos mais eficientes de
encontrar as raízes. 1.3. Soma e produto das raízes de
1.2.1. Caso b = 0 uma equação de segundo grau
Uma equação do tipo ax² + c = 0 pode ser resolvida sem Considerando uma equação do segundo grau com
a utilização da fórmula de Bhaskara. Observe um exemplo: ax² + bx + c = 0, com a i 0, as duas soluções x1 e
x2 são dadas por:
_______ _______
ƒ Calcule as soluções da equação 2x² – 8 = 0. – b + √ b2 – 4ac
____________ – b – √ b2 – 4ac
____________
x1 = e x2 = .
Isolando o termo x² em um membro da equação: 2a 2a

2x² = 8 Sendo S a soma das raízes:


__ __
_ b + √∆ ________
+ –b – ∆. ä
x² = 4 √
S = x1 + x2 =________
2a 2a
Como existem dois valores para x, que, quando elevados à __ __
segunda potência, resultam no valor 4, as raízes da equa- –b + √∆ – b – √∆. ä
ä S = _______________
2a
ção são x1 = 2 e x2 = –2. Assim, S = {–2, 2}.
2b = – __b.
ä S = – ___
ƒ Calcule as soluções da equação x² + 5 = 0. 2a a

Isolando o termo x²: Logo: S = – __ab ä –S = __ab


x² = –5
Sendo P o produto das raízes:
__ __
Note que não existe um valor que, elevado ao quadrado, (–b + √') (–b –√')
P = x1 · x2 = _______ · ______ ä
resulte em um número negativo. Assim, S = Ø. 2a 2a
__ __
(–b)2 – (√')2 b_____
2 √'
1.2.2. Caso c = 0 ä P = __________
2
= –2 ä
4a 4a
Caso o termo independente seja nulo, haverá uma equação b2 – (b2 – 4ac) ___
do tipo ax² + bx = 0. Essas equações podem ser resolvidas ä P = ___________ = 4ac2 = __ac
4a2 4a
fatorando a expressão:
Logo: P = __ac
ax² + bx = 0 à x (ax + b) = 0
Substituindo em ax² + bx + c = 0, considerando o coe-
Para um produto ser nulo, um dos fatores deve ser nulo:
ficiente dominante igual a 1, segue:
x=0
x² – Sx + P = 0
ou
–b
ax + b = 0 à x = ___ Assim, o coeficiente do termo do 1.º grau será a soma das
a raízes com o sinal trocado, e o termo independente será o
–b.
Assim, as raízes são x1 = 0 e x2 = ___ produto das raízes.
a
Observe um exemplo:
Modelo
ƒ Calcule as raízes da equação 4x² – 5x = 0.
supondo x1 > x2
Fatorando o primeiro membro da equação:
4x² – 5x = 0 à x(4x – 5) = 0

Para o produto ser nulo, é preciso ter:


ƒ Se x2 – 3x + 2 = 0, então
{ x1 = 2
x2 = 1

x=0
ou
ƒ Se x2 – x – 12 = 0, então
{ x1 = 4
x2 = –3

24
CONEXÃO ENTRE DISCIPLINAS

Equações do segundo grau estão intimamente relacionadas às funções do segundo grau estudadas na disciplina
de Física. Um exemplo é a equação horária do espaço s = s0 + v0t + __1 at2, para t0 = 0, chamada de “sorvetão”. A
2
resolução desse tipo de problema se torna mais fácil com a aplicação da fórmula de Bhaskara.

__
x2 = – √y1
1.4. Equações biquadradas __
Quando uma equação do quarto grau possui a forma: x3 = √y2
__
ax4 + bx² +c = 0 (sendo a i 0) x4 = – √y2

ela é denominada equação biquadrada. Note que a


equação de quarto grau possui somente variáveis com expo-
Modelo
ente par. Observe alguns exemplos de equação biquadrada: 1. Resolva a equação x4 – 13x² + 36 = 0.
x4 + 2x2 – 1 = 0 Substituindo x² por y, temos:
2x4 – 8 = 0 y² – 13y + 36 = 0
x4 – 4x2 = 0 Essa equação pode ser resolvida por meio da fórmula de
Bhaskara, resultando em y1 = 4 e y2 = 9.
Contudo, casos como:
Contudo, como x² = y, segue que:
x4 + 2x3 – x2 + 7 = 0
ƒ x² = 4, logo x1 = 2 e x2 = –2.
5x4 – 2x2 + x – 1 = 0
ƒ x² = 9, logo x3 = 3 e x4 = –3.
não são equações biquadradas, pois possuem coeficientes
não nulos em variáveis de grau ímpar. Assim, o conjunto solução é S = {–2, –3, 2, 3}.

Esses casos particulares de equações incompletas de quar- 2. Encontre o conjunto solução da equação biquadrada
to grau podem ser resolvidos por meio de uma substituição x4 + x2 – 2 = 0.
de variável realizada de modo a reduzir a equação de quar- Substituindo x² por y, temos:
to grau a uma de segundo grau.
y² + y – 2 = 0
Considere a equação ax4 + bx² + c = 0, com a i 0. Subs-
tituindo x² por y, resulta: Resolvendo a equação de segundo grau, resulta y1 = 1 e
y2 = –2.
x4 = (x²)² = (y)² = y²
Retornando à variável x, chega-se a:
Logo, a equação na variável y é:
ƒ x² = 1, logo x1 = 1 e x2 = –1.
ay² + by + c = 0
ƒ x² = –2 (não há valores reais de x que satisfaçam essa
igualdade)
Como já visto, essa equação possui as raízes:
Assim, o conjunto solução é S = {–1, 1}.
–b + dXXXXXXX –b – dXXXXXXX
b2 – 4ac e y = ____________
y1 = ____________ b2 – 4ac.
2a 2 2a 3. Encontre as raízes da equação x4 – 16 = 0.
_
No entanto, como x² = y, segue que x = ± √y , logo: Realizando a substituição x² = y, temos:
__
x1 = √y1 y² – 16 = 0

25
y² = 16
y = ± 4, ou seja, y1 = 4 e y2 = –4.
Como x² = y, retornando a equação à variável x, segue que:
ƒ x² = 4, logo x1 = 2 e x2 = –2.
ƒ x² = –4 (não há valores reais de x que satisfaçam essa
igualdade)
Assim, o conjunto solução é S = {–2, 2}.

DIAGRAMA DE IDEIAS

EQUAÇÕES DO 2º GRAU

CONHECIMENTOS
PRÉVIOS:
ax² + bx + c = 0 +
• FATORAÇÃO
• PRODUTO NOTÁVEL com a ≠ 0 x = - b - b² - 4ac
• POTENCIAÇÃO 2a
E RADICIAÇÃO

DISCRIMINANTE

0 há 2 raízes reais e distintas

= b² - 4ac SE =0 há 2 raízes reais e iguais

0 não há raízes reais

26
AULAS TEORIA DOS CONJUNTOS
7E8
COMPETÊNCIAS: 1, 5 e 6 HABILIDADES: 1, 2, 5, 21, 22, 23 e 25

1. TEORIA DOS CONJUNTOS Também é possível representar um conjunto por meio de


uma figura chamada diagrama de Euler-Venn.
Os conceitos de conjunto, elemento e pertinência de Por exemplo, um conjunto A = {0, 2, 4, 6, 8} pode ser rep-
elemento ao conjunto são definidos como primitivos, resentado pelo seguinte diagrama:
isto é, são aceitos sem definição.
Não obstante, a noção de conjunto pode ser compreendi-
da intuitivamente como um agrupamento de elementos.
Observe os exemplos a seguir:
ƒ Conjunto dos números naturais menores que 10;
ƒ Conjunto das letras do alfabeto;
ƒ Conjunto dos números pares;
Nos casos em que é dada uma propriedade característica
ƒ Conjunto dos dias de uma semana;
dos elementos de um conjunto, afirma-se que o conjunto
ƒ Conjunto dos números primos; está representado por compreensão. Observe:
ƒ Conjunto dos números inteiros negativos;
ƒ Conjunto dos polígonos regulares.
É possível representar um conjunto nomeando seus elemen-
tos um a um e organizando-os entre chaves e separados por
vírgulas. Nesse modelo, o conjunto está representado por 1.1. Relações de pertinência
extensão. Por exemplo, pode-se representar o conjunto A Quando o objetivo é indicar que um determinado elemento
dos números naturais menores que 10 da seguinte maneira: x faz parte de um conjunto A, afirma-se que o elemento x
A = {0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9} pertence ao conjunto A, relação que é simbolizada da
seguinte maneira:
Assim, está indicado que os elementos 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6,
7, 8 e 9 pertencem ao conjunto A. x [A
Atenção: As chaves são utilizadas para representar con-
juntos. Ou seja, a e {a} são diferentes: Do mesmo modo, se o objetivo é indicar que um elemento
x não pertence a um conjunto A, a representação é:

x ÓA

As relações de pertinência [ e Ó relacionam um ele-


A representação por extensão pode ser aplicada para con- mento a um conjunto.
juntos infinitos ou finitos, mesmo que o número de ele-
mentos seja muito grande. Veja: Considere o conjunto A = {1, 2, 3, 4, 5}. É possível realizar
as seguintes afirmações:
ƒ Conjunto dos números ímpares positivos:
ƒ 1 [A
B = {1, 3, 5,...} é conjunto infinito
(Lê-se: o elemento 1 pertence ao conjunto A)
ƒ Conjunto dos números pares positivos menores
que 400: ƒ 6 ÓA
C = {2, 4, 6,..., 398} é conjunto finito (Lê-se: o elemento 6 não pertence ao conjunto A)

27
1.2. Relações de inclusão É possível, em alguns casos, tratar conjuntos como elemen-
tos de um outro conjunto. Veja:
Para relacionar dois conjuntos, são utilizadas as relações
de inclusão. Se todo elemento de um conjunto B está A = {1, 2, 3, {3}}
contido em outro conjunto A, afirma-se que o conjunto
B está contido no conjunto A. Essa relação é simbolizada Nesse caso, o conjunto A é formado pelos algarismos 1,
da seguinte maneira: 2 e 3 e por um conjunto que contém o algarismo 3. Dessa
forma, é possível escrever:
B ,A
{3} [ {1, 2, 3, {3}}

Caso algum elemento de B não pertença ao conjunto A, O conjunto unitário {3} é tratado como sendo um elemen-
o conjunto B não estará contido em A. Essa relação é to do conjunto A.
simbolizada da seguinte maneira:

B ÷A
1.3. Igualdade de conjuntos
Dois conjuntos são iguais quando possuem os mesmos
As relações de inclusão , e ÷ relacionam dois conjuntos. elementos. Caso dois conjuntos A e B sejam iguais, a indi-
cação será A = B.
Considerando os conjuntos A e B representados pelo dia-
grama de Venn, temos: A negação da igualdade é indicada por A i B (A é dife-
rente de B). Isso quer dizer que um desses conjuntos possui
algum elemento que não pertence ao outro.
Observe que, se A , B e B , A, então A = B.

1.4. Conjunto universo


Em diversas situações, é importante estabelecer o con-
junto U, ao qual pertencem os elementos de todos os
conjuntos considerados. Esse conjunto é denominado
conjunto universo.
Por exemplo, ao tratar da população humana, o conjunto
universo é constituído de todos os seres humanos.
Para descrever um conjunto A por meio de uma proprieda-
de característica p de seus elementos, é preciso mencionar,
de modo explícito ou não, o conjunto universo U no qual
Atenção: As relações de pertinência sempre relacionam se está trabalhando:
um elemento a um conjunto, e as relações de inclusão rel-
acionam dois conjuntos. Observe os exemplos: A = {x [ U | x tem a propriedade p}
ou
ƒ 1 , {1, 2, 3}
A = {x | x tem a propriedade p},
Errado – a relação de inclusão “,” relaciona dois con-
juntos, e 1 é um elemento.
quando nos referimos a U de modo implícito.
ƒ {1} , {1, 2, 3}
Correto – o conjunto formado pelo número 1 está conti-
1.5.Conjunto unitário
do no conjunto {1, 2, 3}. O conjunto que possui um único elemento é chamado de
conjunto unitário.
ƒ {2} [ {1, 2, 3}
Considere, por exemplo, o conjunto P = { x | x é um número
Errado – o elemento {2} não pertence ao conjunto {1, 2, 3}.
primo par e positivo}.
ƒ 2 [ {1, 2, 3}
O único número primo par é 2. Logo, P é um conjunto uni-
Correto – o elemento 2 pertence ao conjunto {1, 2, 3} tário e é possível escrever P = {2}.

28
Observe que o elemento 4 pertence a A, mas não pertence
1.6. Conjunto vazio a B. A indicação é:
O conjunto que não possui elementos é chamado de con- A ÷ B (A não está contido em B)
junto vazio. Observe:
B À A (B não contém A)
Se A for o conjunto dos números primos menores que 2,
esse conjunto não possuirá elemento, pois não há número O símbolo ÷ significa “não está contido”, e À significa
primo menor que 2. “não contém”.
O conjunto vazio é representado por { } ou Ø. Um conjunto A é subconjunto do conjunto B quando qual-
quer elemento de A também pertence a B.
Note que, como o símbolo Ø já representa um conjunto,
para representarmos um conjunto vazio podemos escrever
{ } ou Ø, mas não {Ø}. Lembre-se:
Se A , B e B , A, então A = B.
1.7. Subconjuntos Os símbolos ,, ., ÷ e À são aplicados para relacio-
Os conjuntos A e B, são também representados por diagrama: nar conjuntos.
Para todo conjunto A, tem-se A , A. Para todo con-
junto A, tem-se Ø , A, em que Ø representa o con-
junto vazio.

2. OPERAÇÕES
2.1. União de conjuntos
Considere os conjuntos A = {0, 2, 4, 6} e B = {0, 1, 2, 3, 4}.
Agora,considere um conjunto C, formado pelos elementos
A = {1, 3, 7} e B = {1, 2, 3, 5, 6, 7, 8} que pertencem a A, ou a B, ou a ambos:

É possível notar que qualquer elemento de A também per-


tence a B. Nesse caso, afirma-se que A está contido em B
ou A é subconjunto de B.
A indicação é: A , B (A está contido em B). O conjunto C é chamado união de A e B.

Esse símbolo significa “está contido”. A união de dois conjuntos A e B é o conjunto formado por
todos os elementos que pertencem a A ou a B.
Também é possível dizer que B contém A.
A indicação é: B . A (B contém A) A união de A e B é indicada por A < B (A união B).
O símbolo < significa união ou reunião.
Esse símbolo significa “contém”.

Caso exista ao menos um elemento de A que não pertença 2.1.1. Propriedades da união
a B, afirma-se que A não está contido em B, ou que B não
P1 A < A = A (idempotente)
contém A. Exemplo:
P2 A < Ø = A (elemento neutro em relação
A = {1, 2, 3, 4, 5} e B = {1, 2, 6} ao conjunto vazio)
P3 A < B = B < A (comutativa)
P4 (A < B) < C = A < (B < C) (associativa)

Modelos
1. Determine a união dos conjuntos A = {0, 2} e B = {x [ N
| x é impar e 0 < x < 6}.

29
A união dos conjuntos A e B é: Modelo
1. Em cada caso a seguir, determine A > B e crie a repre-
sentação em diagrama.
a) A = {0, 1, 2} e B = {0, 1, 2, 3, 4}
Por diagrama, temos: b) A = {0, 2} e B = {1, 3, 5}
Do enunciado:
a)

Em diagrama:
Observe que os conjuntos A e B não possuem elementos
comuns.
2. Determine a união dos conjuntos A = {1, 2, 3, 4} e B =
{3, 4, 5, 6}.
A união entre os conjuntos A e B pode ser representada da
seguinte forma, pelo diagrama de Venn:

b)

Logo, A < B = {1, 2, 3, 4, 5, 6}.

2.2. Intersecção de conjuntos


Note que não há elementos em comum entre A e B. Devi-
Sejam os conjuntos A = {0, 2, 4, 6} e B = {0, 1, 2, 3, 4}.
do a isso, a intersecção desses conjuntos é vazia. Quando
Vamos determinar um conjunto C formado pelos elemen- A > B = Ø, os conjuntos A e B são chamados disjuntos.
tos que são comuns a A e a B, ou seja, os elementos que
pertencem a A e também pertencem a B. 2.3. Diferença de conjuntos
Considere os conjuntos A = {1, 2, 3, 4, 5} e B = {2, 4, 6, 8}.
Agora, considere um conjunto C formado pelos elemen-
tos que pertencem a A, mas que não pertencem a B:
O conjunto C é chamado intersecção de A e B.
A intersecção de dois conjuntos A e B é o conjunto
formado pelos elementos que são comuns a A e a B.
O conjunto C é a diferença de A e B.
Designamos a intersecção de A e B por A > B (A inter B).
A diferença de dois conjuntos A e B é o conjunto dos ele-
A > B = {x | x [ A e x [ B} mentos que pertencem a A, mas que não pertencem a B.
O símbolo > significa intersecção. A diferença de A e B é indicada por A – B (A menos B).
A – B = {x | x [ A e x Ó B}
2.2.1 Propriedades da intersecção Em diagrama:
amarelo
P1 A > A = A (idempotente)
P2 A > U = A (elemento neutro em relação
ao conjunto universo)
P3 A > B = B > A (comutativa)
P4 (A > B) > C = A > (B > C) (associativa)

30
Se B , A, a diferença A – B denomina-se complementar à (equivalente) ' (existe ao menos um)
de B em relação a A e é indicada por CAB. ` (e) (não existe)
~ (ou) 5 (igual)
CAB = A – B . (maior que) Þ (diferente)
, (menor que) < (aproximadamente)
Por exemplo, se B = {2, 3} e A = {0, 1, 2, 3, 4}, então CAB =
A – B = {0, 1, 4}.
Em diagrama: 4. NÚMERO DE ELEMENTOS EM
UM CONJUNTO A: N(A)
O número de elementos contidos no conjunto A é repre-
sentado por n(A). Observe:
A = {x | x representa os dias de uma semana} ä n(A) = 7

O complementar de B em relação a A é o que falta para o Lembre-se:


conjunto B ficar igual ao conjunto A. Assim, o complementar ƒ Conjunto unitário
de B em relação a A só está definido se, e somente se, B , A. A = {x | x é dia da semana que começa com a letra D}

Aplicação do conteúdo A = {domingo} ä n(A) = 1


ƒ Conjunto vazio
1. Se A = {4, 5, 6, 7}, B = {5, 6} e E = {5, 6, 8}, determine:
a) CAB A = {x | x é dia da semana que começa com a letra M}
b) B–E A = { } ou Ø ä n(A) = 0
Resolução: ƒ Conjuntos finitos e infinitos
a) CAB = A – B = {4, 5, 6, 7} – {5, 6} A = {2, 3, 4} ä n(A) = 3 ä A é finito
B
C = {4, 7}
A
B = {2, 3, 4,...} ä B é infinito
ƒ Conjuntos iguais
A = {1, 2, 3} e B = {1, 2, 2, 3, 3} e
C = {x | x [ N e 1 ø x ø 3}
A = B = C, em todos os casos, n(A) = n(B) = n(C) = 3.

b) B – E = {5, 6} – {5, 6, 8}
B–E=Ø
5. CONJUNTOS DISJUNTOS
Dois conjuntos A e B, não vazios, são disjuntos se não pos-
suírem elementos comuns.

3. PRINCIPAIS SÍMBOLOS LÓGICOS Veja: A > B = Ø

| (tal que) [ (pertence)


5.1. Pertinência e inclusão
ù (intersecção) Ó (não pertence) ƒ de elemento para conjunto
ø (união) . (contém)
? (qualquer que seja) À (não contém) [ Ó
'! (existe um único) , (está contido) (pertence) e (não pertence)
ä (implicar) ÷ (não está contido)

31
ƒ de subconjunto para conjunto
Lembre-se
, ÷
1. O conjunto vazio está contido em qualquer conjun-
(está contido) e (não está contido) to A, isto é, Ø , A, ?A.
2. Qualquer conjunto é subconjunto de si mesmo, isto
ƒ de conjunto para subconjunto é A , A, ?A.
3. Chama-se subconjunto próprio de um conjunto A
. À
qualquer subconjunto de A que seja diferente de A.
(contém) e (não contém) Simbolicamente, B é subconjunto próprio de A, se B
⊂ A e B ≠ A.
A é subconjunto de B.
A , B, lê-se: “A está contido em B”.
A é parte de B. Aplicação do conteúdo
1. Quantos subconjuntos possui o conjunto A = {a, b, c}?
Modelo Resolução:
Sendo A = {1, {1}, 2, 3}, de acordo com as afirmações: Em primeiro lugar, registre todos os subconjuntos de A:
ƒ 1 [ A (verdadeiro)
Ø; {a}; {b}; {c}; {a, b}; {a, c}; {b, c}; {a, b, c}.
ƒ {1} [ A (verdadeiro)
ƒ {1} , A (verdadeiro) Há, portanto, 8 subconjuntos. Analisando o que acontece
ƒ Ø [ A (falso) com os elementos, em relação aos subconjuntos, é possí-
vel dizer que cada um deles pode ou não aparecer. Então,
ƒ Ø Ó A (verdadeiro)
para o elemento a, temos duas possibilidades quanto à sua
ƒ 2 , A (falso)
presença no subconjunto (aparecer ou não aparecer). O
ƒ 2 [ A (verdadeiro) mesmo acontece com os elementos b e c. Assim, segundo
ƒ {2} ÷ A (verdadeiro) o princípio fundamental da contagem ou princípio multipli-
cativo na análise combinatória, temos.
6. NÚMEROS DE SUBCONJUNTOS
Um conjunto A é subconjunto de um conjunto B se, e so-
mente se, todo elemento de A pertence também a B.
Com a notação A , B indicamos que “A é subconjunto de
B” ou “A é parte de B” ou “A está contido em B”. 2. Quantos subconjuntos possui um conjunto A com
n elementos?
A negação de A , B é indicada por A ÷ B, que se lê: “A
não está contido em B” ou “B não contém A”. Resolução:
Conforme explicado no exemplo anterior, cada elemento de
A indicação simbólica é: A , B à (?x) (x [ A é x [ B).
A pode ou não estar presente num determinado subconjun-
to C, devido ao fato de A ter n elementos. Dessa forma:

...

Portanto: n.° de subconjuntos = 2 · 2 · 2 ... 2


n vezes
Com isso: n° de subconjuntos = 2n

Modelos 7. CONJUNTOS DAS PARTES


ƒ {1, 2} , {1, 2, 3, 4} DE UM CONJUNTO
ƒ {5} , {5, 6}
Considere o conjunto A = {1, 2, 3}, que tem os seguintes
ƒ {1, 2, 3} ÷ {4, 5, 6} subconjuntos:

32
ƒ o conjunto vazio; Modelo
ƒ os conjuntos de um elemento: {1}, {2} e {3}; Determine quantos elementos tem o conjunto das partes
ƒ os conjuntos com os dois elementos {1, 2}, {1, 3} e {2, 3}; do conjunto A, sabendo que A tem 4 elementos.
ƒ o próprio conjunto A. Se o conjunto A tem 4 elementos, ou seja, n = 4, então
P(A) tem 24 elementos, isto é, P(A) tem 16 elementos.
É denominado conjunto das partes do conjunto A o conjunto
P(A) formado por todos os subconjuntos do conjunto A:
P(A) = {Ø, {1}, {2}, {3}, {1, 2}, {1, 3}, {2, 3}, {1, 2, 3}} Número de subconjuntos (conjuntos das partes)
Se um conjunto A possui n elementos, então A possui
Observe que o conjunto vazio, o conjunto A e os demais 2n subconjuntos, que podem ser representados por:
subconjuntos de A são elementos do conjunto P(A). n(P(A)) = 2n(A)
É correto, por exemplo, afirmar que {3} [ P(A), mas é in-
correto afirmar que {3} , P(A).
8. NÚMEROS DE ELEMENTOS DA UNIÃO
7.1. Número de elementos Entre dois conjuntos:
do conjunto das partes n(A < B) = n(A) + n(B) – n(A > B)
Observe o quadro:
Modelo
Conjunto Número de
Conjunto A Potência
P(A) elementos P(A)
Ø {Ø} 1 20

{b} {Ø, {b}} 2 21

{Ø, {b1}, {b2},


{b1, b2} 4 22
{b1, b2}

{b1, b2, ... bn,} {Ø, {b1}, {b2}, ...,


2n 2n
n elementos {b1, b2, ...,bn}}

De modo geral, é possível afirmar que:


Para a união de três conjuntos, temos
Se A tem n elementos, então P(A) tem 2n elementos.
n ( A<B<C ) = n (A) + n (B) + n (C) -- n (A>B) --
n (B>C) -- n (A>C) + n (A>C>B).

DIAGRAMA DE IDEIAS

• A É UM CONJUNTO

A • 0 • 2
• 0, 2, 4 E 6 SÃO ELEMENTOS A ISTO É, PERTECEM A A

• 4 • 6
•8
• O ELEMENTO 8 NÃO PERTENCE AO CONJUNTO A

33
TRIGONOMETRIA e ARITMÉTICA: Incidência do
tema nas principais provas

Todos os conteúdos deste livro são cobrados Produtos notáveis são facilitadores importan-
no Enem, com alta incidência. As questões tes para resolução de polinômios. Ao saber os
serão contextualizadas e podem variar seu conceitos de razões e proporções, podemos
grau de dificuldade. solucionar com facilidade diversas questões
dentro das Exatas.

Não faltarão questões abordando os Razão e proporção são temas cobrados com Trigonometria no triângulo retângulo será
conceitos básicos da trigonometria na prova grande incidência, em situações do cotidiano, cobrado neste vestibular com questões
da Comvest. Saber utilizar produtos notáveis sempre descritos em textos ou em gráficos. contextualizadas. Por meio de gráficos de
com agilidade é importante. Trabalhar com Já trigonometria no triângulo retângulo é tabelas, utilizaremos os conceitos de razão e
razão e proporção é fundamental ao resolver um assunto cobrado, em sua maioria, em proporção para solucionar questões na área
questões de exatas geometria. de Exatas.

Esta prova possui temas próximos ao do Nesse processo seletivo, as questões são Por possuir um vestibular tradicional, exigirá O processo seletivo exigirá do aluno um
vestibular da Unesp, logo, toda a abordagem contextualizadas com razão e proporção e de seu candidato uma boa habilidade em grande conhecimento em trigonometria, pois
deste livro é fundamental para a continuidade possuem alto nível de dificuldade. Fatorar e trigonometria. Questões contextualizadas trabalhar com triângulos retângulos alinhados
do estudo, ao longo do ano. agrupar expressões algébricas será exigido do serão cobradas nesse processo seletivo. a essa área é essencial. Possui também uma
candidato. alta incidência de questões sobre razão e
proporção.

UFMG

Por meio de situações do cotidiano, a UEL Trigonometria no triângulo retângulo será Esse vestibular apresentará uma questão com
exigirá de seu candidato uma boa resolução cobrado do candidato, em questões de geo- situação problema aliada ao cotidiano do
de questões sobre razão e proporção. É de metria. Proporções são essenciais para resolver candidato. Portanto, razão e proporção é o
extrema importância a fatoração e o conheci- questões de equação do 1º grau. tema de maior importância neste livro.
mento de produtos notáveis para questões
sobre funções polinomiais.

Devido à similaridade entre as provas da Uerj A Unigranrio apresenta um vestibular com Com questões contextualizadas, esse
e do Enem, os assuntos abordados neste livro questões objetivas, que abordam a trigono- processo seletivo tem alta incidência de razão
são essenciais para o candidato. Por meio de metria por completo. Logo, o aluno deve estar e proporção. O candidato também deverá
figuras planas, gráficos e tabela, encontrare- muito esclarecido sobre esse assunto. resolver questões sobre trigonometria, na área
mos questões muito bem contextualizadas. de Exatas.
AULAS TRIGONOMETRIA NO TRIÂNGULO
1E2 RETÂNGULO
COMPETÊNCIA: 2 HABILIDADES: 6, 7, 8 e 9

1. RAZÕES TRIGONOMÉTRICAS ƒ o movimento periódico dos planetas, trabalhado por


Kepler;
NO TRIÂNGULO RETÂNGULO ƒ o movimento periódico dos pêndulos, trabalhado por
Tri gono metria Galileu;

(três) (ângulo) (medida) ƒ a propagação do som no formato de ondas, estudada


por Newton; e
Todos sabem que, se você deseja ser um físico ou en-
ƒ a propagação da luz no formato de ondas, estudada
genheiro, deveria ser bom em Matemática. Mais e mais
por Huygens.
pessoas estão descobrindo que, se desejam trabalhar
em certas áreas da Economia ou Biologia, deveriam re- Se T é um ângulo interno de um triangulo retângulo,
ver sua Matemática. A Matemática penetrou na Socio- define-se:
logia, Psicologia, Medicina e Linguística. Sob o nome de medida do cateto oposto a T
sen T = ______________________
  
cliometria, está se infiltrando na História, para sobres- medida da hipotenusa

salto dos mais velhos.


medida do cateto adjacente a T
cos T = ________________________
  
VIS, PHILIP J.; KERSH, REUBEN. A EXPERIÊNCIA MATEMÁTICA. medida da hipotenusa
TRADUÇÃO DE JOÃO BOSCO PITOMBEIRA.
RIO DE JANEIRO: F. ALVES, C 1989. 481 P. (COLEÇÃO medida do cateto oposto a T
tg T = ________________________
   
CIÊNCIA): THE MATHEMATICAL EXPERIENCE. medida da cateto adjacente a T

As razões trigonométricas eram utilizadas pelos egípcios Razões inversas


para resolver problemas de Arquitetura nas construções
das pirâmides. A Trigonometria era um ramo da Matemá- medida da hipotenusa
cossec T= _______________________ 
tica em que os ângulos de um triângulo e as medidas de medida do cateto a oposto a T

seus lados eram relacionados. Com o tempo, o estudo da


Trigonometria foi ampliado para outras áreas do conhe- medida da hipotenusa
sec T = ________________________
medida do cateto adjacente a T
cimento, solucionando problemas específicos e contri-
buindo indiretamente para as navegações, Astronomia e
Agrimensura. Mais tarde, por volta dos séculos XVI e XVII, medida do cateto adjacente a T
cotg T = ________________________
  
medida do cateto oposto a T
a Trigonometria surge na Física para descrever e explicar
determinados fenômenos, como:

CONEXÃO ENTRE DISCIPLINAS

A trigonometria no triângulo retângulo é a base para a resolução de exercícios de Física nos tópicos de estudo de
forças com e sem atrito no plano inclinado. Decomposição de vetores, inclinação do plano, coeficiente estático, todos,
sem exceção, dependem do conhecimento de trigonometria no triângulo retângulo para as suas resoluções.

36
Aplicando as definições acima, temos:
sen E = __ab sen J = __ac
sen E = cos J sen J = cos E
cos J = __ab cos E = __ac

Assim, em um triângulo retângulo, o seno de um ângulo


agudo é igual ao cosseno de seu complemento.
b
sen T = __ __a
a e cossec T = b Com efeito, o nome cosseno se origina de seno do
0 < sen T < 1 e 0 < cos T < 1
c
cos T = __ __a ângulo complementar.
a e sec T = c cossec T > 1 e sec T > 1
tg T > 0 e cotg T > 0
tg T = __bc e cotg T = __c 1.1. Razões trigonométricas
b
(valores notáveis)
Consequência sen cos tg cossec sec cotg
T (graus)
^ T T T T T T
No triângulo retângulo ABC abaixo, E + J = 90º, isto é, B
^ __1 dXX
3
___ dXX
3
___ 2dXX
3
____
e C são complementares. 30º
2 2 3
2
3
d3
XX

dXX
2
___ dXX
2
___
45º 1 dXX
2 dXX
2 1
2 2

dXX
3
___ __1 2dXX
____3 dXX
___3
60º dXX
3 2
2 2 3 3

VIVENCIANDO

Ao estudar e medir a topografia do terreno de interesse, os engenheiros civis utilizam instrumentos como o teodolito,
que se baseia na trigonometria do triângulo retângulo para medir as elevações e desníveis do terreno. Observe um
exemplo prático disso:
1. (PUC) Um determinado professor de uma das disciplinas do curso de Engenharia Civil da PUC solicitou como
trabalho prático que um grupo de alunos deveria efetuar a medição da altura da fachada da Biblioteca Central da
PUC usando um teodolito. Para executar o trabalho e determinar a altura, eles colocaram um teodolito a 6 metros
da base da fachada e mediram o ângulo, obtendo 30º, conforme mostra a figura abaixo. Se a luneta do teodolito
está a 1,70 m do solo, qual é, aproximadamente, a altura da fachada da Biblioteca Central da PUC?

30

6 metros

Dados (sen 30º = 0,5; cos 30º = 0,87 e tg 30º = 0,58)


a) 5,18 m
b) 4,70 m tg 30º = h-1,7
c) 5,22 m 6
d) 5,11 m h-1,7 = 6 . tg30º
h = 6.0,58 + 1,7
e) 5,15 m h= 5,18m
Resolução:
Considerando h como sendo a altura da fachada da Biblioteca, temos:

37
Não se esqueça de que, em um triângulo equilátero, as
alturas coincidem com as medianas:

multimídia: sites Os ângulos internos de um triângulo equilátero medem


60º. Dessa forma, é possível utilizar a trigonometria no tri-
pt.khanacademy.org/math/trigonometry/tri- ângulo retângulo ACP:
gonometry-right-triangles cateto oposto AP
sen 60º = _____________
hipotenusa AC
adXX
3 = 2h Ÿ h = ____3
Aplicação do conteúdo adXX
2
1. Calcule o valor de x e y no triângulo retângulo
ABC a seguir: Portanto, dado um triângulo equilátero de lado a, sua
adXX
3.
altura vale ____
2
3. Dado um triângulo ABC, calcule a medida dos três
lados sabendo
^
que a altura relativa
^
à base BC é 8, o
ângulo AC B é 45° e o ângulo ABC é 60°.

Resolução:
Resolução:
A figura descrita no problema é:
Observe que o cateto AC é oposto ao ângulo de 30º, ao
passo que o cateto AB é adjacente. Calculando o cateto
oposto ao ângulo dado, temos:
cateto oposto ao 30º
sen 30º = ________________.
hipotenusa
Substituindo o valor de seno de 30° obtido da tabela:
1 = __y Ÿ y = 1
__
2 2 Observe que o triângulo ABC não é retângulo. No entanto,
note que a altura sempre é perpendicular à base.
Calculando o cateto adjacente a 30º:
Assim, os triângulos ACH e ABH são retângulos e é possível
cateto adjacente ao 30º calcular seus catetos e hipotenusas:
cos 30º = __________________.
hipotenusa
ƒ Triângulo ACH:
Substituindo o valor de cosseno de 30° obtido da tabela: O segmento AH representa o cateto oposto ao ângulo de
dXX
3 = __x Ÿ x = dXX
___ 45°, portanto é possível calcular o cateto adjacente CH
3
2 2 através da tangente de 45°.
__
Logo, x = √3 m e y = 1m. cateto oposto a 45º
tan 45º = _________________.
cateto adjacente a 45º
2. Calcule a altura de um triângulo equilátero de lado a.
8 Ÿ CH = 8
1 = ___
Resolução: CH

A partir de um triângulo equilátero ABC, temos que a altura Como AC é a hipotenusa do triângulo ACH, temos:
relativa à base BC é o segmento AP, perpendicular à BC, cateto adjacente a 45º
onde P é ponto médio de BC. cos 45º = _________________.
hipotenusa

38
dXX
2 = ___
___
2 AC
8 Ÿ dXX 16
2 AC = 16 Ÿ AC = ___
dXX
2
2. INTRODUÇÃO AO
Racionalizando o resultado, temos: CICLO TRIGONOMÉTRICO
dXX dXX __
16 2 = _____
AC = ______ 16 2 = 8√ 2 Mais adiante, será realizado um estudo aprofundado da
2 ˜ dXX
dXX 2 2 trigonometria. Entretanto, algumas noções básicas devem
ser abordadas para a resolução de determinados proble-
ƒ Triângulo ABH:
mas em Geometria Plana.
O segmento AH representa o cateto oposto ao ângulo de
Considere uma circunferência de raio unitário com centro
60°, portanto é possível calcular o cateto BH através da
na origem de um sistema cartesiano de coordenadas:
tangente de 60°.
cateto oposto à 60º
tan 60º = _________________
cateto adjacente à 60º
8 Ÿ BHdXX
3 = ___
dXX 3 = 8 l BH = ___ 8__
BH √3
Racionalizando o resultado, temos:
8dXX 8dXX
3 = ____
BH = _______ 3
3˜ 3
dXX d XX 3

Como AB é hipotenusa do triângulo ABH, temos:


cateto oposto à 60º
sen 60º = _______________
hipotenusa

Note que também seria possível utilizar o cosseno, no entan- Na circunferência, os ângulos são medidos no senti-
do anti-horário a partir do ponto A, ou seja, os pon-
to, como o cateto oposto AH mede 8, e o cateto adjacente tos A, B, A’ e B’ equivalem aos ângulos 0º, 90º, 180º
8dXX
mede ____3, o cálculo é mais simplificado ao se utilizar seno.
e 270º, respectivamente.
3
dXX
3 = ___
___ 8 Ÿ ABdXX 16
3 = 16 Ÿ AB = ___ Veja como localizar o ângulo de 30º no círculo trigonométrico:
2 AB dXX
3
Racionalizando o resultado, temos:
dXX
16 3 = _____
16 3 dXX
AB = ______
3 ˜ dXX
dXX 3 3
Portanto, temos:
16 3 dXX
AB = _____
3
AC = 8dXX
2
8dXX
3
CB = CH + BH = 8 + ____
3

Note que o 30º estabelece um ponto P na circunferência,


determinando, dessa forma, o triângulo retângulo OBP.

Cada ângulo diferente determina um ponto P distinto


na circunferência. Assim, o seno e o cosseno de um
ângulo são definidos por:
sen T = ordenada de P
multimídia: vídeo cos T = abscissa de P
FONTE: YOUTUBE
tg T = BBBBB
sen T
com cos T z 0
Trigonometria básica | Geometria cos T

39
Considerando o triângulo retângulo OPB, temos:
No sistema cartesiano, se a ordenada de P (coordena-
da em y) se encontra “acima” da origem, o seno do BP
sen 30º = ___
1
ângulo será positivo; por outro lado, se a ordenada
de P se encontra “abaixo” da origem, o seno do ân-
Assim, a ordenada de P é __1 e encontra-se acima da origem,
gulo será negativo. Analogamente, se a abscissa de P 2
(coordenada em x) se encontra à direita da origem, 1.
portanto, sen 150° = __
o cosseno do ângulo será positivo, enquanto que, se 2
a abscissa de P se encontra à esquerda da origem, o Do mesmo modo, calculando a medida do cateto OB:
cosseno do ângulo será negativo. cos 30º = ___ OB
1
dXX
3 = ___
___ OB Ÿ OB = ___ dXX
3
2 1 2
Esses conceitos serão utilizados para calcular o valor do seno,
cosseno e tangente de um ângulo maior que 90°, que não dXX
3, pois se encontra à esquerda
Logo, a abscissa de P é – ___
se encontra na tabela de ângulos notáveis. Observe onde se 2
dXX
3.
encontra o ângulo de 150° na circunferência trigonométrica: da origem, portanto, cos 150° = – ___
2

DIAGRAMA DE IDEIAS

HIPOTENUSA
LADO OPOSTO AO
ÂNGULO RETO

CATETO OPOSTO
LADO OPOSTO AO
ÂNGULO

CATETO OPOSTO
SENO =
HIPOTENUSA
CATETO ADJACENTE
CATETO ADJACENTE
LADO PRÓXIMO COSSENO =
HIPOTENUSA
AO ÂNGULO
CATETO OPOSTO
TANGENTE =
CATETO ADJACENTE

40
AULAS PRODUTOS NOTÁVEIS
3E4
COMPETÊNCIA: 5 HABILIDADES: 19 e 21

1. PRODUTOS NOTÁVEIS (x + y)² = (x + y)(x + y) = x(x + y) + y(x + y) = x² + xy


+ yx + y² = x² + 2xy + y²
Alguns produtos são frequentes no cálculo algébrico, como:
Assim, resulta a seguinte igualdade:
Produto da soma pela
(x + y) · (x – y)
diferença de dois termos. (x + y)² = x² + 2xy + y²
Quadrado da soma
(x + y) · (x + y) = (x + y)2 Utilizando um exemplo numérico, temos:
de dois termos.
Quadrado da diferença
(x – y) · (x – y) = (x – y)2 (3 + 5)² = 3² + 2 · 3 · 5 + 5² = 9 + 30 + 25 = 64
de dois termos.

O resultado obtido está correto, pois (3 + 5)² = (8)² = 64.


Por serem frequentes na resolução de problemas, esses
produtos são denominados produtos notáveis. Também é possível observar essa relação geometricamente.
A partir de um quadrado de lado a, em que prolongamos
Contudo, antes de estudá-los, é importante lembrar algu- dois lados consecutivos a um comprimento b, de modo a
mas propriedades elementares das operações de adição e obter um quadrado de lado a + b:
multiplicação da álgebra.
Considere dois números reais a e b:

Propriedade comutativa
a+b=b+a
da adição.

Propriedade associativa
a + (b + c) = (a + b) + c
da adição. Calculando as áreas de cada quadrado e retângulo for-
mados, temos:
0+a=a Elemento neutro da adição.

Propriedade comutativa
ab = ba
da multiplicação.

Propriedade associativa
a(bc) = (ab)c
da multiplicação.
Elemento neutro da
1a = a É possível, então, calcular a área total (A) de duas maneiras:
multiplicação.
1.ª maneira:
Propriedade distributiva
(a + b)c = ac + bc
da multiplicação. Considerando que o quadrado maior possui lados a + b,
sua área é dada por A = (a + b)².

1. 1.Quadrado da soma de dois termos 2.ª maneira:

Considere a expressão (x + y)². Ela representa o qua- Somando todas as áreas no interior do quadrado
drado da soma de dois termos. Aplicando a propriedade maior, temos:
distributiva, obtém-se: A = a² + ab + ab + b² = a² + 2ab + b²

41
Portanto, conclui-se que: e quadrado de lado b:
(a + b)² = a² + 2ab + b² A = a² – b(a – b) – b(a – b) – b² = a² –2ab + b²
Portanto:
Modelos: (a – b)² = a² – 2ab + b²
ƒ (3 + x)² = 3² + 2 · 3 · x + x² = 9 + 6x + x²
ƒ (2a + 3b)² = (2a)² + 2 · 2a · 3b + (3b)² = Modelos:
= 4a² + 12ab + 9b²
ƒ (y – 3)² = y² – 2 · y · 3 + 3² = y² – 6y + 9
ƒ (x + 1)² = x² + 2 · x · 1 + 1 = x² + 2x + 1
ƒ (3a – 5b)² = (3a)² – 2 · 3a · 5b + (5b)² =
ƒ (ab² + 1)² = (ab²)² + 2 · ab² · 1 + 1² = = 9a² – 30ab + 25b²
= a²b4 + 2ab² + 1
2 2 ƒ (x – 1)² = x² – 2 · x · 1 +1² = x² – 2x + 1
( ) ( )
ƒ __1 + x = __1 + 2 ∙ __1 ∙ x + x2 = __1 + x + x2
2 2 2 4 ƒ (x² – 3y)² = (x²)² – 2 · x² · 3y + (3y)² =
= x4 – 6x²y + 9y²
1.2. Quadrado da diferença de dois termos 2 2
x2 – __
8x + 16
ƒ __x – 4 = __x – 2 · __x · 4 + 42 = __
( ) ()
A expressão (x – y)² representa o quadrado da diferença de 3 3 3 9 3
dois termos. Aplicando a propriedade distributiva, temos:
1.3. Produto da soma pela
(x – y)² = (x – y)(x – y) = x(x – y) – y(x – y) =
= x² – xy – yx + y² = x² – 2xy + y² diferença de dois termos
Por fim, a expressão (x + y)(x – y) representa o produto entre
Assim, resulta a seguinte igualdade: a soma e a diferença entre dois termos. Aplicando a proprie-
dade distributiva, temos:
(x – y)² = x² – 2xy + y²
(x + y)(x – y) = x(x – y) + y(x – y) = x² – xy + xy – y² =
Utilizando um exemplo numérico, temos:
= x² – y²
(6 – 4)² = 6² – 2 · 6 · 4 + 4² = 36 – 48 + 16 = 4
Assim, resulta a seguinte igualdade:
O resultado obtido está correto, pois (6 – 4)² = (2)² = 4.
Analogamente ao quadrado da soma, é possível demon- (x + y)(x – y) = x² – y²
strar geometricamente essa identidade a partir de um Utilizando um exemplo numérico, temos:
quadrado de lados a – b em que prolongamos dois lados
consecutivos a um comprimento b, obtendo, assim, um (5 + 3)(5 – 3) = 5² – 3² = 25 – 9 = 16
quadrado de lado a: Novamente, é possível verificar que o resultado obtido está
correto, pois (5 + 3)(5 – 3) = (8)(2) = 16.

Da mesma forma, é possível calcular as áreas dos quadra-


dos e retângulos formados na figura. A área do quadrado
de lados (a – b) pode ser calculada de duas maneiras:
1ª maneira:
O quadrado possui lado (a – b), portanto, a área A é dada multimídia: sites
por: A = (a – b)²
2ª maneira: pt.khanacademy.org/math/algebra2/arithme-
tic-with-polynomials/multiplying-polynomials-
É possível calcular a área desejada subtraindo da área do -review/v/special-products-of-binomials
quadrado de lado a a área dos retângulos de lados b (a – b)

42
Modelos Resumindo os produtos notáveis vistos, temos:

ƒ (x – 2)(x + 2) = x² – 2² = x² – 4 Produto da soma pela


(x + y)(x – y) = x² – y²
ƒ (2a + 3b)(2a – 3b) = (2a)² – (3b)² = 4a² – 9b² diferença de dois termos

ƒ (y – 1)(y +1) = y² – 1² = y² – 1 Quadrado da soma


(x + y)² = x² + 2xy + y²
de dois termos
ƒ (x2 + y²)(x² – y²) = (x²)² – (y²)² = x4 – y4
Quadrado da diferença
(
ƒ __
3 )(
a2 – b3 __
3 ) ( )
a2 + b3 = __ a2 2 – (b3)2 = __
3
a4 – b6
9
(x – y)² = x² – 2xy + y²
de dois termos

DIAGRAMA DE IDEIAS

QUADRADO DA SOMA

(x+y)² = x² + 2•x•y + y²
QUADRADO MAIS DUAS VEZES O MAIS QUADRADO
1º TERMO 2º TERMO
DO 1º TERMO 1º VEZES O 2º DO 2º TERMO

QUADRADO DA DIFERENÇA

(x-y)² = x² - 2•x•y + y²
QUADRADO MENOS DUAS VEZES O MAIS QUADRADO
1º TERMO 2º TERMO
DO 1º TERMO 1º VEZES O 2º DO 2º TERMO

43
AULAS FATORAÇÃO
5E6
COMPETÊNCIA: 5 HABILIDADES: 19 e 21

1. INTRODUÇÃO calculada pela soma dessas áreas:


Aretângulo maior = ax + ay
Fatorar uma expressão significa transformá-la em fa-
tores de um produto. Veja: Dessa forma, a área do mesmo retângulo foi calculada de
duas maneiras diferentes, o que demonstra a propriedade
x² – 5x + 6 = (x – 2)(x – 3) distributiva em relação à adição algébrica. Observe:
FORMA NÃO FATORADA FORMA FATORADA
a(x + y) = ax + ay
Apesar de as expressões x² – 5x + 6 e (x – 2)(x – 3) serem
equivalentes, a segunda está representada como uma mul- Assim, quando, numa soma ou subtração, houver
tiplicação de fatores (x – 2) e (x – 3). um mesmo fator em comum nas parcelas, é possível
colocá-lo em evidência.
Muitas vezes, para simplificar uma expressão algébrica, é
preciso fatorá-la, ou seja, escrevê-la em forma de produto.
No exemplo dado, é possível simplificar assim:
Modelos
1. Fatore a expressão 2x + 2y.
x2 – 5x + 6, com x ≠ 3
_________
x–3 Nesse caso, é fácil identificar o fator em comum: 2. Como
está sendo realizado o processo inverso da propriedade
Como sabemos, x² – 5x + 6 = (x – 2)(x – 3). Substituindo distributiva da multiplicação, pode-se dividir cada termo
na expressão, temos: pelo fator comum para encontrar a forma fatorada:

_________
x–3
(x – 2)(x – 3)
x2 – 5x + 6 = __________
x–3
=x–2 2
2y
2x + __
2x + 2y = 2 __
2 ( )
= 2(x + y)

Nesta aula serão abordadas algumas formas de se fatorar Para verificar se a fatoração está correta, é aplicada a pro-
uma expressão algébrica. priedade distributiva e comparada com a expressão origi-
nal.

1.1. Fator comum em evidência 2. Fatore a expressão 10a + 15b.

Em geral, todos os casos de fatoração têm por base a pro- Nesse caso, o fator comum não aparece explicitamente em
priedade distributiva, propriedade conhecida pelos antigos nenhum dos termos. No entanto, é possível expressar os
gregos por meio da geometria, mais especificamente por coeficientes por meio de produtos. Observe:
meio do cálculo das áreas: 10a + 15b = 5 · 2a + 5 · 3b

Assim, fica claro que o fator comum é o número 5. Portanto:

10a + 15b = 5 ___ (10a + ___


5 )
15b = 5(2a + 3b)
5
3x + 6y
3. Simplifique a expressão ______.
A área do retângulo maior pode ser calculada por: 3
Fatorando o numerador 3x + 6y, segue que
Aretângulo maior = base × altura = a · (x + y)
3x + 6y equivale a 3x + 2 · 3y. Assim, o fator comum é o
número 3, portanto:
Como é possível observar, esse mesmo retângulo está de-
composto em dois retângulos menores, cujas áreas são ax
e ay. Assim, a área do retângulo maior também pode ser
3x + 6y = 3 __
3 (
6y
3x + __
3 )
= 3(x + 2y)

44
Substituindo o valor encontrado na expressão: 2ax2 + 3axy – 2 bxy – 3by2 =
______ 3(x + 2y)
3x + 6y _______ ax(2x + 3y) – by(2x + 3y)
= = x + 2y
3 3 1º GRUPO 2º GRUPO

4. Fatore a expressão x³ – 2x. 2ax2 + 3axy – 2 bxy – 3by2 = (2x + 3y)(ax – by)
O termo x³ pode ser escrito como x · x², assim:
Então, 2ax2 + 3axy – 2bxy – 3by2 = (2x + 3y)(ax – by).
x³ – 2x = x · x² – 2x
3. y3 – y2 + y – 1
Note que o fator comum é x, logo: Temos:
y3 – y2 + y – 1
x³ – 2x = x __ (
x³ – __
2x
)
x x = x(x² – 2) 1º GRUPO 2º GRUPO

5. Fatore a expressão a²b³ + a³b4 + ab. No segundo grupo, pode-se colocar em evidência o fator 1
ou –1. Para deixar os sinais iguais aos do primeiro grupo,
Reescrevendo os dois primeiros termos:
utiliza-se o 1.
a²b³ = ab · ab² Já no primeiro grupo, coloca-se em evidência y2. Observe:
a³b4 = ab · a²b³
y3 – y2 + y – 1 = y2(y – 1) + 1 · (y – 1)
1º GRUPO 2º GRUPO
Substituindo na expressão, temos:
y3 – y2 + y – 1 = (y – 1)(y2 + 1)
ab · ab² + ab · a²b³ + ab, logo, o fator comum é ab:
a²b³ + a³b4 + ab = ab ____
ab (
a2b3 + ____
a3b4 + __
ab ab
ab =
) Então, y3 – y2 + y – 1 = (y – 1)(y2 + 1).

4. ax + ay – x – y
= ab(ab² + a²b³ + 1)
Temos:
ax + ay – x – y = a (x + y) – 1· (x + y)
1.2. Agrupamento 1º GRUPO 2º GRUPO

Em um polinômio, é possível não existir um fator comum ax + ay – x – y = (x + y) (a – 1)


a todos os seus termos. No entanto, talvez seja possível
fatorá-lo em grupos, fazendo surgir um novo fator comum Então, ax + ay – x – y = (x + y)(a – 1).
aos grupos fatorados. Assim, basta colocar esse novo fator
5. axy + bcxy – az – bcz – a – bc
comum em evidência.
Temos:
Modelos axy + bcxy – az – bcz – a – bc =
Fatore os seguintes polinômios: 1º GRUPO 2º GRUPO 3º GRUPO

1. x2 + ax + bx + ab = xy(a + bc) – z(a + bc) – 1(a + bc)


Temos: NOVO FATOR COMUM axy + bcxy – az – bcz – a – bc =
2
x + ax + bx + ab = x (x + a) + b (x + a)
1º GRUPO 2º GRUPO = (a + bc) (xy – z – 1)

x2 + ax + bx + ab = (x + a)(x + b) Então, axy + bcxy – az – bcz – a – bc = (a + bc)(xy – z – 1).

Assim, x2 + ax + bx + ab = (x + a)(x + b).


1.3. Diferença de dois quadrados
2. 2ax2 + 3axy – 2bxy – 3by2
A partir da propriedade simétrica da igualdade (se a = b,
Temos: então b = a), pode-se afirmar que:
2ax2 + 3axy – 2bxy – 3by2
se (x + y)(x – y) = x2 – y2, então x2 – y2 = (x + y)(x – y)
1º GRUPO 2º GRUPO
No segundo grupo, pode-se destacar o fator –by ou +by. Considerando que esse binômio é composto pela dife-
Contudo, destacando o fator –by, mudam-se os sinais rença do quadrado de dois termos, pode-se fatorá-lo
dos termos do grupo, deixando-os iguais aos sinais do facilmente, escrevendo-o como produto da soma pela
primeiro grupo. diferença desses termos.

45
Modelos quadrado perfeito, ou seja, pode ser reduzido a uma
das seguintes formas:
Fatore os seguintes polinômios:
a2 + 2ab + b2 ou a2 – 2ab + b2
1. x2 – 9 = (x + 3)(x – 3)
(3)2 Esses resultados são produtos notáveis.
(x)2 ƒ O primeiro é quadrado da soma:
4 2 2
2. 16a – 25b = (4a + 5b)(4a – 5b) 2 (a + b)2 = a2 + 2ab + b2.
(5b)2 ƒ O segundo é o quadrado da diferença:
(4a2)2 (a – b)2 = a2 – 2ab + b2

Utilizando a propriedade simétrica da igualdade (se x = y,


então y = x), pode-se afirmar que um trinômio quadrado
( )( )
4
36x²y 121a4 ____6xy² ____ 6xy² 11a²
3. _____ – _____ = + 11a² ____ – ____ perfeito tem uma das seguintes formas fatoradas:
25 16 5 4 5 4
a2 + 2ab + b2 = (a + b)2
( )
2
11a2
____ ou
4
a2 – 2ab + b2 = (a – b)2
( )
2
2
6xy
____
5
4. (7x + 3y)2 – 16a2 = Modelos
2
(4a) Verifique se os trinômios a seguir são quadrados perfeitos
= [(7x + 3y) + 4a] · [(7x + 3y) – 4a] = e, caso sejam, fatore-os.
= (7x + 3y + 4a) · (7x + 3y – 4a) 1. x² + 4x + 4

5. (3a + 2b)2 – (3a – 2b)2 = Escrevendo o primeiro e o terceiro como quadrados, temos:
= [(3a + 2b) + (3a – 2b)] · [(3a + 2b) –
(3a – 2b)] = [(3a + 2b) + (3a – 2b)] · [(3a
+ 2b) – (3a – 2b)] = [6a][4b] = 24ab
6. (x + 2y)2 – (2x – y)2 = [(x + 2y) + (2x – y)] · [(x + Caso 2ab seja igual ao termo 4x, o trinômio é quadrado
2y) – (2x – y)] = (3x + y) · (3y – x) perfeito:
7. 1 – (x2 – 1)2 = 2ab = 2 · x · 2 = 4
(logo, x² + 4x + 4 é quadrado perfeito)
(1)2
Agora, fatorando o trinômio, obtém-se:
= [1 + (x2 – 1)] · [1 – (x2 – 1)] =
x² + 4x + 4 = (x + 2)²
= x2 · [2 – x2]
2. 4x² + 4x + 25
2. TRINÔMIO QUADRADO PERFEITO Escrevendo o primeiro e o terceiro como quadrados temos:
Um monômio é quadrado perfeito, assim como os núme-
ros quadrados perfeitos, quando ele é igual ao quadrado
de outro monômio. Dessa forma, todo monômio quadrado
perfeito, não nulo, tem expoentes pares.
São exemplos de monômios quadrados perfeitos:
__
1x4 2 e 5x² = (x√5 )² Como 20x z 4x, o trinômio não é quadrado perfeito.
1 x8 = __
9m4x² = (3m²x)², ___
16 4 ( ) 3. 4x² – 16x + 16
Já o monômio 25x3 não é monômio quadrado perfeito, Escrevendo o primeiro e o terceiro como quadrados, temos:
uma vez que o expoente da variável não é par.
Todo polinômio com três termos que apresenta dois mo-
nômios quadrados perfeitos (a2 e b2), cujo terceiro termo é
igual a duas vezes o produto das bases desses monômios
quadrados perfeitos, em módulo (±2ab), é um trinômio

46
Como 2ab = 16x, o trinômio é quadrado perfeito, e sua 2. Encontre as raízes e fatore o trinômio 2x² – 8x + 6.
forma fatorada é:
Resolução:
4x² – 16x + 16 = (2x – 4)²
Como as raízes de um polinômio são os valores de x para
3. TRINÔMIO DO SEGUNDO GRAU que o polinômio se anule, segue que:

Mesmo um trinômio não sendo quadrado perfeito, é pos- 2x² – 8x + 6 = 0


sível fatorá-lo. Para isso, basta associá-lo a uma equação
Para resolver essa equação, utiliza-se a fórmula de Bhaska-
do 2.º grau e conhecer as suas raízes. Para um trinô-
ra. Primeiramente, é preciso identificar os coeficientes: a =
mio do tipo ax2 + bx + c, a equação associada a ele é
2; b = –8; c = 6
ax2 + bx + c = 0 (a z 0), na qual suas raízes são
x1 + x2 = – __ab e x1 · x2 = __ac. Calculando o discriminante:
Manipulando o trinômio ax + bx + c, onde a z 0, temos:
2
' = b² – 4ac = (–8)² – 4(2)(6) = 16
(bx + __c
ax2 + bx + c = a x² + __
a a ) Logo, as raízes são:
2 2
[ ( ) ( )]
ax + bx + c = a x – – a x + __ac
b
__
–b ± dXXXXXXX –(–8) ± dXXX
b2 – 4ac = __________16 _____
x = ____________ =8±4
2a 2(2) 4
Substituindo x1 + x2 = – __ab e x1 · x2 = __ac , obtemos:
8+4=3
x1 = _____
4
ax2 + bx + c = a[x2 – (x1 + x2) x + x1x2] =
8–4=1
x2 = ____
= a[x2 – x1x – x2x + x1x2] = 4
= a[x(x – x1) – x2(x – x1)] = Como x1 = 3, x2 = 1 e a = 2, a forma fatorada do trinômio é:
= a[(x – x1)(x – x2)] 2x² – 8x + 6 = 2(x – 3)(x – 1)
2
Daí, ax2 + bx + c = a(x – x1) ∙ (x – x2) 3. Simplifique a expressão x_________
– 3x + 2
x–1
Note que, se um trinômio for quadrado perfeito e suas Resolução:
raízes forem conhecidas, é possível fatorá-lo dessa for-
ma também. O numerador apresenta um trinômio que, se tiver suas raí-
zes conhecidas, é possível fatorar:
x² – 3x + 2 = 0
Aplicação do conteúdo '= b² – 4ac = (–3)² – 4(1)(2) = 1
1. Fatore o trinômio x² – 5x + 6, sabendo que suas raízes
Logo, as raízes são:
são x1 = 2 e x2 = 3.
–b ± dXXXXXXX –(–3) ± dXX
b2 – 4ac = _________ 1 _____
Resolução: x = ____________ =3±1
2a 2(1) 2
Como as raízes são conhecidas e se sabe que o coeficiente 3+1=2
x1 = _____
dominante é 1, temos: 2
3–1=1
x2 = ____
x² – 5x + 6 = a(x – x1) · (x – x2) = 2
= 1(x – 2)(x – 3) = (x – 2)(x – 3) Portanto, x² – 3x + 2 = (x – 2)(x – 1).
Substituindo temos:
(x – 2) (x – 1)
x2 – 3x + 2 = ___________
_________ =x–2
x–1 x–1

47
DIAGRAMA DE IDEIAS

CASO O FATOR COMUM NÃO


FATORAR É TRANSFORMAR IDENTIFIQUE O FATOR
TENHA FÁCIL IDENTIFICAÇÃO,
UMA EXPRESSÃO EM COMUM, COLOCANDO-O
BUSQUE PRODUTOS NOTÁVEIS
FATORES DE UM PRODUTO EM EVIDÊNCIA
QUE VOCÊ JÁ CONHEÇA

• DIFERENÇA DE DOIS QUADRADOS PROCURE IDENTIFICAR OS PADRÕES DE


• TRINÔMIO QUADRADO PERFEITO FORMAÇÃO DOS PRODUTOS NOTÁVEIS
• TRINÔMIO DO SEGUNDO GRAU PARA CONSEGUIR FATORAR EXPRESSÕES
• ENTRE OUTROS COM MAIS FACILIDADE

48
AULAS CONJUNTOS NUMÉRICOS
7E8
COMPETÊNCIA: 5 HABILIDADES: 1, 3, 4, e 5

1. CONJUNTO DOS NÚMEROS Z– = {x [ Z | x ø 0} = {0, –1, –2, –3, ...}

NATURAIS (N)
Pode-se definir o conceito de divisor e de números pri-
mos no conjunto dos números inteiros.
O conjunto dos números naturais, cujo símbolo é N, é for-
mado pelos números 0, 1, 2, 3... O conjunto dos números
naturais é representado por:
N = {0, 1, 2, 3, ...}
Excluindo-se o zero, obtém-se o conjunto dos números na-
turais não nulos, indicado por:
N* = {1, 2, 3, ...}, que é um subconjunto de N.
Os números naturais surgiram com a necessidade de contar
objetos. Os conjuntos numéricos subsequentes surgiram à
medida que novas necessidades foram se apresentando, multimídia: vídeo
sendo eles ampliações do conjunto dos números naturais.
02. Conjuntos numéricos - Aula 1 - Vídeo 1

2. CONJUNTO DOS NÚMEROS


INTEIROS (Z)
2.1. Divisor de um número inteiro
Sendo a, b e c números inteiros, afirma-se que a é divisor
São chamados de números inteiros, ou simplesmente intei- de b, caso exista um número inteiro c, de forma que:
ros, os números ..., –3, –2, –1, 0, 1, 2, 3,..., cujo conjunto é
representado pela letra maiúscula Z. ac = b

Z = {..., –3, –2, –1, 0, 1, 2, 3, ...}. Observe:

O conjunto dos números inteiros contém o conjunto dos ƒ 5 é divisor de 10, pois 5 · 2 = 10
números naturais. ƒ 3 é divisor de 12, pois 3 · 4 = 12
Nesse conjunto, destacam-se os seguintes subconjuntos: ƒ 4 não é divisor de 9, pois não existe número inteiro c,
1. Conjunto Z* dos números inteiros não nulos: de forma que 4 · c = 9

Z* = {x [ Z | x i 0} = {..., –3, –2, –1, 1, 2, 3, ...} ƒ 2 é divisor de 0, pois 2 · 0 = 0

2. Conjunto Z+* = N* dos números inteiros positivos ƒ 0 não é divisor de 2, pois não existe número inteiro c,
não nulos: de forma que 0 · c = 2

Z+* = N* = {x [ Z | x > 0} = {1, 2, 3, ...} ƒ –6 é divisor de 18, pois (–6) · (–3) = 18

3. Conjunto Z+ = N dos números inteiros não negativos: Note que:


Z+ = N = {x [ Z | x ù 0} = {0, 1, 2, 3, ...} ƒ 0 não é divisor de nenhum número.
4. Conjunto Z–* dos números inteiros negativos não nulos: ƒ Todo número é um divisor de 0.
Z–* = {x [ Z | x < 0} = {–1, –2, –3, ...} ƒ 1 é divisor de qualquer número inteiro.
5. Conjunto Z– dos números inteiros não positivos: ƒ Todo número é um divisor de si mesmo.

49
O conjunto de todos os divisores de um número a é repre-
sentado por D(a):
3.2. Qualquer decimal exato
(numerais que apresentam um
Modelo número finito de algarismos
ƒ D(6) = {–6, –3, –2, –1, 1, 2, 3, 6} decimais diferentes de zero)
ƒ D(10) = {–10, –5, –2, –1, 1, 2, 5, 10}
Modelos:
ƒ D(12) = {–12, –6, –4, –3, –2, –1, 1, 2, 3, 4, 6, 12} 21
ƒ 2,1 = ___
10
2.2. Números primos –1
ƒ –0,001 = ____
1000
Um número inteiro p é considerado primo se: 3454545
ƒ 3,454545 = _______
D(p) = {-p,-1,1,p} 106

É possível afirmar que um número primo é um número que


possui apenas como divisores os números 1, –1, o oposto Nota:
e ele próprio. Como foi provado por Euclides, o conjunto
dos números primos é infinito. Observe, a seguir, alguns 2,1 = 2,10 = 2,100 = 2,1000 = ... é um decimal exato.
números primos em ordem crescente:
2, 3, 5, 7, 11, 13, 17, 19, 23, 29, 31, 37, 41, 43, 47, 53,
59, 61,... 3.3. Qualquer fração de numerador
Note que: inteiro e denominador inteiro não nulo
ƒ O número 1 não é um número primo.
Modelos:
ƒ O número 2 é o único número primo par.
ƒ – __1
4

3. NÚMEROS RACIONAIS (Q) 3


ƒ ___
19
São chamados de números racionais os números que podem 2122
ƒ ____
ser expressos na forma __a, onde a e b são inteiros, e b i 0. 990
b
Ou seja, são racionais os números que são razões (quocien-
tes) de dois números inteiros. Simbolicamente, representa-se 3.4 Qualquer decimal periódico
o conjunto dos números racionais (Q) dessa forma: (numerais formados por infinitos
Q = x = __a | a [ Z e b [ Z* algarismos decimais que se
{ b } repetem periodicamente)
São, portanto, números racionais:
Modelos:

3.1. Qualquer número inteiro. ƒ 0,333... = __3 ou 0,3= __3 (período = 3)
9 9
ƒ –0,313131... = – ___31 ou – 0,31 = – ___31 (período = 31)
Modelos 99 99
25 (período = 6)
ƒ 4,1666... = 4,16 = ___
ƒ 0 = __0 6
1

ƒ 2 = __2
1 4. DÍZIMA PERIÓDICA
–5 Uma fração irredutível corresponderá a uma dízima perió-
ƒ –5 = ___
1 dica nos casos em que o denominador apresentar, em sua
Os números inteiros podem assumir a forma __a, onde a [ decomposição em fatores primos distintos, pelo menos um
b fator primo diferente de 2 e 5, pois, dessa forma, o denomi-
Z, b [ Z* e a é múltiplo de b.
nador não será divisor de uma potência de base 10.

50

Modelos Então, 0,3= __3 [ _
9

ƒ __7 = 2,333... = 2,3(período = 3)
3 Observe que, para obter uma fração correspondente
25 = –4,1666... = –4,16(período = 6)
ƒ – ___ (fração geratriz) ao decimal periódico, é preciso en-
6
56
___  contrar dois números com a mesma parte decimal
ƒ = 5,090909... = 5,09(período = 09) e subtrair um do outro a fim de eliminar as infinitas
11
Em uma dízima periódica, utiliza-se a seguinte nomen- casas decimais.
clatura:

b) 2,1434343... ou 2,143
ƒ Período (P): algarismos ou grupos de algarismos que
se repetem indefinidamente na parte decimal;
ƒ Parte não periódica (A): algarismos ou grupos de
algarismos que aparecem logo depois da vírgula e que
não se repetem. Uma dízima periódica pode apresentar
Nesse caso, perceba que são obtidos dois números com
ou não parte não periódica;
a mesma parte decimal quando, a partir de x, desloca-se
ƒ Parte inteira (I): algarismos ou grupos de algarismos para a parte inteira:
que antecedem a vírgula.
1. a parte decimal que não se repete. Para isso, multiplica-
São chamadas de compostas as dizimas periódicas que -se x por 10 (A tem 1 algarismo):
apresentam parte não periódica; e as que não apresentam
10x = 21,434343...
são denominadas simples.
2. a parte decimal que não se repete e um período com-
São exemplos de dízimas periódicas compostas:
pleto. Para isso, multiplica-se x por 10 · 102 =1 000 (A tem
1 algarismo e P tem 2):
Subtraindo 10x de 1 000x, as partes decimais se anulam
e ficamos com:
São exemplos de dízimas periódicas simples: 0,333... e
1,424242...
Sendo uma dízima periódica um numerador racional (razão
de dois inteiros), como proceder para obter a sua repre- 1 000x – 10x = 2143 – 21 ä
sentação na forma de fração? Como encontrar a chamada 2143 – 21[ x = ____
2122
ä x =________
fração geratriz de uma dízima periódica? Para responder a 990 990
essas questões, considere inicialmente os exemplos:
 2122 [ Q.
a) 0,3333... ou 0,3 Então, 2,143 = ____
990
Fazendo x = 0,3333..., temos: Em geral, para se obter a fração geratriz da dízima perió-

dica x = I, APPPP... (ou x = I,AP) , em que o período P tem
n algarismos, a parte decimal que não se repete (A) tem m
algarismos, e a parte inteira uma quantidade qualquer (I),
Notas: deve-se proceder assim:

ƒ 10x = 3,33333... foi obtido a partir de x =


0,3333..., multiplicando-o por 10.
ƒ Os números 10x = 3,33333... e Subtraindo membro a membro essas duas igualdades, as
x = 0,3333... têm a mesma parte decimal. partes decimais se anulam e ficamos com:
10m · 10nx – 10mx = IAP – IA ä
Subtraindo x e 10x, as partes decimais anulam-se e ä10m x (10n – 1) = IAP – IA ä
ficamos com:

3
10x – x = 3 – 0 ä 9x = 3 [ x = __
9

51
N,Z,Q
Nota: Usando diagramas, é possível representar essa re-
lação assim:

_
]
`

Dessa forma, é possível utilizar a seguinte regra prática


para obtenção da fração geratriz de uma dízima periódica:
IAP – IA ,
I, APPPP...= ___________
99...9 00...0

n algarismos m algarismos Além do conjunto dos números naturais (N) e dos conjun-
tos dos números inteiros (Z), também são subconjuntos
em que m é a quantidade de algarismos de A e n, a de P.
especiais do conjunto dos números racionais (Q):
Modelos
1. Conjunto dos números racionais não nulos:
ƒ 0,23666...
Q* = {x [ Q | x i 0};
Observe que P = 6 tem um algarismo e A = 23 tem dois al-
garismos. Assim, o denominador da fração geratriz terá um 2. Conjunto dos números racionais não negativos:
algarismo 9 e dois algarismo 0, enquanto o numerador será
IAP – IA = 0236 – 023. Daí: Q+ = {x [ Q | x ù 0};

0236 – 023 = ___


213 = ___
71 3. Conjunto dos números racionais positivos:
0,23666 ... = _________
900 900 300 Q*+ = {x [ Q | x > 0};
ƒ 2,614614614...
4. Conjunto dos números racionais não positivos:
Observe que P = 614 tem três algarismos e A não existe. Q– = {x [ Q | x ≤ 0};
Assim, o denominador da fração geratriz terá apenas três
algarismos 9 (não terá zero), enquanto o numerador será 5. Conjunto dos números racionais negativos:
IAP – IA = 2614 – 2. Daí:
Q–* = {x [ Q | x < 0}.
2614 – 2 = ____
2,6146146146 146 = _______ 2612

6. PROPRIEDADES DOS
999 999

(
ƒ –0,454545... = – ______
99 )
045 – 0 = – ___45 = – ___
99
5
11 NÚMEROS RACIONAIS
08 – 0 = __8
ƒ 0,888...= _____ Valem as seguintes propriedades no conjunto dos nú-
9 9
meros racionais:
068 – 06 = ___
ƒ 0,6888... = _______ 62 = ___
31
90 90 45 P1: O resultado da soma de dois números racionais quais-
13241 – 132= _____
13109 quer é igual a um número racional.
ƒ 1,32414141... =__________
9900 9900
Modelo
(
ƒ –0,00133... = – ___________
9000 )
00013 – 0001 = – ____ 12 ou – ___
9000
1
750

5. SUBCONJUNTOS P2: O resultado da diferença entre dois números racionais


IMPORTANTES DO CONJUNTO quaisquer é igual a um número racional.
DOS NÚMEROS RACIONAIS
Modelo
Com relação aos conjuntos numéricos N, Z e Q, temos a
seguinte relação de inclusão:

52
P3: O resultado da produto de dois números racionais No conjunto dos números reais (R), temos:
quaisquer é igual a um número racional. 1. Q < {irracionais} = R
2. Q > {irracionais} = Ö, isto é, Q e {irracionais} são
conjuntos disjuntos.
Modelo
3. (R – Q) = {irracionais}
4. N , Z , Q , R

P4: O resultado do quociente de dois números racionais, sen-


do o divisor diferente de zero, é igual a um número racional. Observação
Alguns autores usam a notação = (R – Q)
Modelo = {irracionais} para representar o conjunto dos
números irracionais.

7. NÚMEROS IRRACIONAIS
Também é possível visualizar o conjunto dos números reais e
seus principais subconjuntos por meio do quadro sinóptico:

(R - Q) __
Números como √2 = 1,4142135..., cuja representação de-
cimal é infinita e não periódica, são chamados de núme-
ros irracionais, ou seja, não racionais e, sendo assim, não
inteiros nem razão de dois inteiros, mas podem representar
medidas no nosso mundo real, como a medida da diagonal Também merecem destaque os seguintes subconjuntos de R:
do quadrado de lado igual a 1, por exemplo. ƒ R* = {x [ R | x i 0} ä conjunto dos números reais
Observe outros exemplos de números irracionais: não nulos

ƒ 0,1234567891011... ƒ R+ = {x [ R | x ù 0} ä conjunto dos números reais


não negativos
ƒ 1,01002000300004000005...
__ ƒ R+* = {x [ R | x > 0} ä conjunto dos números reais
ƒ √3 = 1,7320508 positivos
ƒ p = 3,141592... ƒ R– = {x [ R | x < 0} ä conjunto dos números reais
Esse último exemplo (p = 3,141592...) é o mais famoso não positivos
dos números irracionais, pois é a razão entre o compri-
ƒ R*– = {x [ R | x < 0} ä conjunto dos números reais
mento de uma circunferência e seu diâmetro (2R):
negativos
C =p
___
2R
8.1. Propriedades dos números reais
8. CONJUNTO DOS Valem as seguintes propriedades em relação ao conjunto

NÚMEROS REAIS (R)


dos números reais e seus subconjuntos:
__
P1: Se o__número √n a , com n [ N* e a [ N não é inteiro,
O conjunto dos números reais (\) resulta da união dos então √n a é irracional.
números racionais com os números irracionais. Utilizando
2 [ (R – Q)
ƒ dXX
diagramas, é possível representar essa união assim:
3 [ (R – Q)
ƒ 3dXX
\
_ \_ 8 [ (R – Q)
ƒ 5dXX
] 1 Ó (R – Q), pois 4dXX
ƒ 4dXX 1 =1[Q
`
27 Ó (R – Q), pois 3dXXX
ƒ 3dXXX 27 = 3 [ Q
0 Ó (R – Q), pois 9dXX
ƒ 9dXX 0 =0[Q
P2: O resultado da soma de um número racional com um
número irracional é igual a um número irracional.

53
ƒ 1 + 3,14159265... = 4,14159265...
RACIONAL IRRACIONAL IRRACIONAL

P3: O resultado da diferença entre um número racional e


um número irracional, em qualquer ordem, é igual a um
número irracional.
ƒ 1 – 3,14159265... = – 2,14159265...
RACIONAL IRRACIONAL IRRACIONAL

P4: O resultado do produto de um número racional, não nulo, multimídia: Livros


por um número irracional é igual a um número irracional.
FONTE: YOUTUBE
ƒ 2 · dXX 4 · dXX
3 = dXX 3 = d4XXXX
· 3 = d12
XXX Malba Tahan - O Homem que Calculava
RACIONAL IRRACIONAL IRRACIONAL O Homem que Calculava, de Malba Tahan,
P5: O resultado do quociente de um número racional, não mostra as proezas matemáticas do calcu-
nulo, por um número irracional é igual a um número irracional. lista persa Beremiz Samir, que tornaram-se
lendárias na antiga Arábia, encantando reis,
dXX
12 · 6 = _____
12 = ______ dXX
12 6 = 2dXX
6 = ___
ƒ 12 : dXX 4 · dXX
6 = dXX 6 = d24
XXX poetas, xeiques e sábios. Nesse livro, Mal-
dXX
6 dXX6 · dXX
6 6 ba Tahan relata as incríveis aventuras desse
RACIONAL IRRACIONAL IRRACIONAL
homem singular e suas soluções fantásticas
para problemas aparentemente insolúveis.

DIAGRAMA DE IDEIAS

REAIS ( )

RACIONAIS( ) IRRACIONAIS
( - )

INTEIROS

NATURAIS

54
GEOMETRIA PLANA: Incidência do tema
nas principais provas

No Enem, encontramos uma alta incidência É um vestibular com elevada incidência de


de questões de geometria plana, com níveis geometria plana e também com alto grau de
de dificuldade baixo ou mediano. As questões dificuldade. Com questões abstratas, a Fuvest
estarão ligadas ao cotidiano do candidato. exigirá construções geométricas de seus
candidatos.

Todos os conteúdos são essenciais para este Geometria plana será cobrada neste vestibular A Vunesp abordará o candidato com questões
vestibular, pois ele exigirá uma resolução da associada a outros conceitos matemáticos. Por de nível médio, mas buscando a resolução de
geometria plana aliada a uma situação do ser introdutório, o candidato deve absorver o uma situação problema. Os conteúdos serão
nosso cotidiano. O candidato deve levar este conhecimento das aulas. cobrados também em questões de dinâmica,
livro como base para as próximas aulas. por exemplo.

Nesse processo seletivo, as questões de Apresenta questões de geometria plana com Por ser um vestibular tradicional, encontramos Apresenta alta incidência de questões de geo-
geometria plana estarão ligadas a situações nível médio de dificuldade e sempre conecta- questões com elevado grau de dificuldade metria plana associadas à geometria espacial,
do cotidiano do candidato. A interpretação do das a problemas cotidianos. A faculdade do e em grande quantidade. Com questões geometria analítica e trigonometria.
texto deve ser proeminente nesse vestibular. ABC utiliza outros conceitos da Matemática abstratas, o candidato realizará construções
aos seus problemas. geométricas.

UFMG

Essa prova abordará uma questão de É um vestibular tradicional que aborda Nesse processo seletivo, encontraremos
geometria plana. todos os temas deste livro. Geometria plana questões de geometria espacial que trazem
terá alta incidência, associada à geometria conceitos da geometria plana. Assim, o can-
espacial e analítica. didato deve possuir conhecimento de todos
os itens deste livro para dar continuidade
aos próximos.

Os tópicos abordados neste livro serão Geometria plana estará no vestibular da Geometria plana será cobrada nesse vestibular
base para as questões da Uerj. A geometria Unigranrio, com questões de nível médio. Por associada a outros conceitos matemáticos,
plana, como um todo, tem alta incidência este livro ser introdutório, todos os temas são como trigonometria.
neste vestibular, com questões que envolvem importantes para a realização desse processo
situações problemas. seletivo.
AULAS INTRODUÇÃO À GEOMETRIA
1E2 PLANA
COMPETÊNCIA: 2 HABILIDADES: 6, 7, 8 e 9

1.POSTULADOS E TEOREMAS
1.1 Conceitos primitivos
Conceitos primitivos, entes primitivos ou entes geométricos
são as figuras ponto, reta e plano. Eles não possuem
definição. Suas representações são:
ƒ Dois pontos distintos determinam uma única
reta que os contém. Observe os pontos A e‹___
B.›
A reta determinada por eles é escrita como AB .

De modo geral, esses entes geométricos são indicados como:


ƒ Ponto: representado com letras latinas maiúsculas: A,
B, C, P,...
ƒ Reta: representada com letras latinas minúsculas: a,
ƒ Três pontos distintos não colineares determi-
b, c, r, t,...
nam um único plano que os contém.
ƒ Plano: representado com letras gregas minúsculas: a,
b, g, p,...
Na Geometria, também existem postulados (ou axiomas),
que são verdades matemáticas aceitas sem demonstração:
ƒ Posição relativa entre um ponto e uma reta

2. DEFINIÇÕES IMPORTANTES
2.1. Pontos colineares
Como é possível observar na figura, o ponto P pertence à Dois pontos ou mais são colineares caso estejam contidos
reta r, enquanto o ponto Q não pertence à reta r, ou seja, na mesma reta.
P [ r, e Q Ó r.
ƒ Em uma reta, há infinitos pontos, assim como
em um plano.
Como é possível observar na figura, os pontos A, B e C são
ƒ Por um ponto P, passam infinitas retas. colineares, pois A [ r, B [ r e C [ r.

56
2.2. Pontos coplanares
Um conjunto de pontos é dito coplanar caso pertença ao
mesmo plano.

2.3. Figuras geométricas


São conjuntos não vazios de pontos.

3.4. Segmentos de reta colineares


Dois segmentos de reta serão colineares se estiverem con-
tidos na mesma reta.

3.5. Segmentos de reta adjacentes


Dois segmentos de reta serão adjacentes se forem con-
secutivos, colineares e apresentarem apenas um ponto
em comum.

3. SEGMENTOS DE RETA E DEFINIÇÕES


3.6. Segmentos de reta congruentes
3.1. Segmento de___reta  
Dois segmentos de reta ABe CDserão congruentes
‹ › 
Considerando uma reta AB , o segmento de reta ABé a quando possuírem o mesmo comprimento, na mesma
parte limitada entre os pontos A e B. unidade de medida.

3.7. Ponto médio


 
Se os segmentos QPe PRsão congruentes, então P é o
3.2. Semirreta 
ponto médio de QR.
Uma semirreta é uma das partes de uma reta limitada por
um único ponto P.

3.3. Segmentos de reta consecutivos


Dois segmentos de reta serão consecutivos se houver uma
extremidade P em comum.

57
4. ÂNGULOS E DEFINIÇÕES L é o comprimento do arco do ângulo central a, inscrito em
uma circunferência, e r é o raio dessa circunferência.

4.1. Ângulo 4.3. Ângulos consecutivos


Ângulo é a parte do plano delimitada por duas semirretas Dois ângulos serão consecutivos se, e somente se, possuí-
de mesma origem. As duas semirretas que formam o ân- rem um lado em comum.
gulo são chamadas de “lado”, e a origem comum às duas
semirretas é chamada de “vértice”.

4.2. Unidades de medida de ângulos


ƒ Grau: se uma circunferência de centro O for dividida
em 360 partes iguais, e, a partir dela, for formado um
ângulo com origem em O e lados que passam por duas
divisões subsequentes, resultará um ângulo com medi- 4.4. Ângulos adjacentes
da de um grau (1°).
Dois ângulos serão adjacentes se forem consecutivos e não
Os submúltiplos mais usuais do grau são o minuto e o se- possuírem pontos internos em comum.
gundo, definidos da seguinte forma:

1’ (um minuto) = ___
60
1’
1’’ (um segundo) = ___
60
ƒ Radiano: quando, em qualquer circunferência, a me-
dida do arco de um ângulo central é igual à medida do
raio dessa circunferência, diz-se que esse ângulo mede
1 rad (um radiano).

4.5. Ângulos opostos pelo vértice (O.P.V.)


Dois ângulos serão opostos pelo vértice (O.P.V.) quando um
deles for composto pelas semirretas opostas do outro.

É possível concluir que qualquer ângulo a, medido em ra-


diano, recebe a seguinte definição:

a = _Lr rad ^ ^
Logo: AO B > CO D.

58
4.6. Bissetriz 4.9. Ângulo agudo
^
Considerando
_____› um ângulo AOB, afirma-se que a semirreta Um ângulo agudo é todo ângulo menor que o ângulo reto.
^ ^ ^
OP é bissetriz de AOB se, e somente se, AOP > POB. Ou
seja, uma bissetriz divide um ângulo em dois ângu-
los congruentes.

4.10. Ângulo obtuso


Um ângulo obtuso é todo ângulo maior que o ângulo reto.

4.7. Ângulos suplementares adjacentes


^
Considerando um ângulo
_____› BOC, o ângulo
_____› determinado pela
semirreta oposta a OC e à semirreta OB é seu suplemen-
tar adjacente. Dessa forma, a soma de um ângulo e de
seu suplementar adjacente é sempre 180°, o que é denom-
inado ângulo raso. 4.11. Ângulos complementares
Dois ângulos são complementares quando sua soma equi-
vale ao ângulo reto.

4.12. Ângulos suplementares


Dois ângulos são suplementares quando sua soma
equivale a 180º.

4.13. Ângulos replementares


Dois ângulo são replementares quando sua soma
4.8. Ângulo reto equivale a 360°.
Um ângulo é denominado reto quando é côngruo a seu
suplementar adjacente. A medida angular de um ângulo
reto é 90°.
4.14. Ângulos determinados por
duas retas e uma transversal
Considere duas retas paralelas (r e s) e uma reta (t) con-
corrente a r e s:

59
A reta t é denominada transversal às retas r e s. Sua inter-
secção com as retas determina oito ângulos. Esses ângulos
podem ser classificados como:
ƒ Ângulos alternos:
1 e 7, 2 e 8, 3 e 5, 4 e 6.
ƒ Ângulos correspondentes:
1 e 5, 2 e 6, 3 e 7, 4 e 8.
ƒ Ângulos colaterais:
1 e 8, 2 e 7, 3 e 6, 4 e 5.
Além dessa classificação, com relação aos ângulos alternos
e colaterais temos:
ƒ Ângulos alternos internos:
3 e 5, 4 e 6;
ƒ Ângulos alternos externos:
1 e 7, 2 e 8
ƒ Ângulos colaterais internos:
4 e 5, 3 e 6;
ƒ Ângulos colaterais externos:
1 e 8, 2 e 7
O quadro a seguir resume as classificações dos
ângulos formados:

4.15. Consequências
Como os ângulos alternos (internos e externos) são
congruentes, os ângulos correspondentes também
são congruentes, assim como os ângulos colaterais
são suplementares:

60
Aplicação do conteúdo
1. Observe a figura a seguir:

Agora, como os ângulos x e 20° + x são suplemen-


tares, temos:
Se a e b são paralelas, calcule o valor, em graus, de x. x + 20° + x = 180°
Resolução: 2x = 160°

Como a e b são paralelas, temos que ângulos correspon- x = 80°


dentes são congruentes, logo, podemos reescrever o ângu-
lo 20° + x na reta b:

DIAGRAMA DE IDEIAS

PONTO
ENTENDER PRIMEIRO OS ENTENDER O
RETA
CONCEITOS PRIMITIVOS “MATEMATIQUÊS”
PLANO

RETAS E ÂNGULOS E COLINEAR:


DEFINIÇÕES DEFINIÇÕES MESMA RETA
COPLANAR:
MESMO PLANO
SEGMENTOS DE RETA GRAU: DIVISÃO DA
(PARTE DELIMITADA CIRCUNFERÊNCIA EM 360º
ENTRE DOIS PONTOS) ÂNGULOS DETERMINA-
A B
DOS POR DUAS RETAS
RADIANO: Medida E UMA TRANSVERSAL
do arco dividida pela • Alternos
SEMIRRETA medida do raio • Correspondentes
(RETA DELIMITADA • Colaterais
POR UM PONTO) • Internos
P
ÂNGULOS OPOS- • Externos
TOS PELO VÉRTICE
D A
A
C B

61
AULAS ÂNGULOS NUM TRIÂNGULO E
3E4 ÂNGULOS NUMA CIRCUNFERÊNCIA
COMPETÊNCIA: 2 HABILIDADES: 6, 7, 8 e 9

1. TRIÂNGULOS Como os três lados são congruentes, os três angulos inter-


nos também são congruentes e medem 60°.
Um triângulo é uma figura geométrica formada a partir ƒ Triângulo isósceles: apresenta dois lados congruentes.
de três segmentos de reta cujas extremidades são três pon-
tos distintos e não colineares.

Na figura acima, o lado BC é chamado de base, e os ângu-


los relativos aos vértices B e C são chamados ângulos da
base, que são congruentes.
ƒ Triângulo escaleno: apresenta os três lados com me-
No triângulo da figura (indicado por DABC), podem ser
didas diferentes entre si. Os três ângulos são diferentes.
destacados os seguintes elementos:
ƒ Os pontos A, B e C são os vértices;
  
ƒ Os segmentos AB,BCe ACsão os lados;
ƒ Os ângulos a, b e g são os ângulos internos;
ƒ Os ângulos ae, be e ge são os ângulos externos, ob-
tidos a partir do prolongamento dos lados.
1.1.2. Quanto aos ângulos
Note que cada ângulo interno e seu respectivo ângulo ex-
terno são suplementares adjacentes. ƒ Triângulo retângulo: apresenta um ângulo interno reto
e, em consequência, dois ângulos agudos complementares.

1.1. Classificação dos triângulos a + b = 90º


É possível classificar os triângulos em relação às medidas
dos lados ou quanto aos seus ângulos internos.

1.1.1. Quanto aos lados


ƒ Triângulo equilátero: apresenta os três lados
congruentes. Os ângulos relativos aos vértices A e C são complementares.
ƒ Triângulo acutângulo: apresenta os três ângulos
internos agudos.
0 < a < 90º
0 < b < 90º
0 < g < 90º

62
ƒ Triângulo obtusângulo: apresenta um ângulo obtu- Resolução:
so e, em consequência, dois ângulos agudos.
Como a soma dos ângulos internos deve ser 180°, temos:

90º < b < 180º 82° + 32° + x = 180°


114° + x = 180°
x = 180° – 114°
x = 66°
2. Determine o valor de x no triângulo isósceles de
2. ÂNGULOS EM UM TRIÂNGULO
____
base BC a seguir:

2.1. Soma dos ângulos internos


Considere um triângulo DABC e uma reta r paralela ao

lado BC,contendo o vértice A:

Resolução:

Como o triângulo é isósceles, o ângulo relativo ao vértice B


também mede 50°. Assim:

Considere a, b e u os ângulos internos relativos aos vérti- 50° + 50° + x = 180° ä 100° + x = 180° ä
ces A, B e C, respectivamente. Observe que a reta r deter- ä x = 180° – 100°
mina também outros dois ângulos g e r. Note que:
ä x = 80°
g + a + r = 180°

No entanto, g e b, assim como r e u são ângulos al-


2.2. Teorema do ângulo externo
ternos internos, portanto, congruentes. Dessa forma, é Considere o D ABC a seguir:
possível escrever:
a + b + u = 180°

Logo:

A soma dos ângulos internos de qualquer triângulo é


igual a 180°.

Aplicação do conteúdo O ângulo u é o ângulo externo relativo ao vértice C.


1. Determine o valor de x no triângulo ABC a seguir: Dessa forma:
ƒ (I) a + b + g = 180° (soma dos ângulos internos)
ƒ (II) u + g = 180° (ângulos suplementares adjacentes)
Subtraindo a equação (II) da (I), temos:
a + b + g – (u + g) = 180° – 180° ä
äa + b – u = 0 ä a + b = u

Logo u = a + b.

63
Conclui-se, então, que o ângulo externo u, relativo ao vértice Agora, como x é o ângulo externo do triângulo ABC:
C, equivale à soma dos dois ângulos internos relativos a A e x = y + 100°
B. É possível, então, enunciar o teorema do ângulo externo:
x = 40° + 100°
x = 140°
Em um triângulo ABC qualquer, o ângulo externo relativo
a um determinado vértice equivale à soma dos outros 3. Sabendo que AB = AC = BC = DC, calcule o valor de x
dois ângulos internos, não adjacentes a ele. na figura abaixo:

Aplicação do conteúdo
1. Calcule o valor de x sabendo que o triângulo DABC

é isósceles de base BC e o ângulo interno relativo ao
vértice C vale 35°.

Resolução:

O triângulo ABC é equilátero, logo seus ângulos internos


^
medem 60°. Sabendo disso, o ângulo AC D mede 120°
(suplementar de 60°).
^ ^
O triângulo ACD é isósceles, então, fazendo CA D=CD A=y,
temos:
120° + y + y = 180°
2y = 60°
y = 30°
Resolução: ^
O ângulo AD E é externo relativo ao triângulo ACD, logo:
^
^ ^
Como o triângulo é isósceles, C = B = 35°, logo, pelo teo- AD E = 30° + 120°
^
rema do ângulo externo: AD E = 150°
x = 35° + 35° = 70° Finalmente, somando os ângulos internos do triângulo ADE:
x + 2x + 150° = 180°
2. Calcule o valor de x sabendo que o triângulo DABC é
 3x = 180° – 150°
isósceles de base BC.
3x = 30°
x = 10°

y 2.3. Teorema da soma dos


ângulos externos
Considere o triângulo DABC e seus ângulos externos ae,
be e ge.

Resolução:
 ^ ^
Como o triângulo é isósceles de base BC, temos B =C = y.
Logo:
100° + y + y = 180°
2y = 180° – 100°
2y = 80°
y = 40°

64
Pelo teorema do ângulo externo, temos: Como é possível observar na figura acima, a distância CP
^
^
ae = B + C equivale ao raio da circunferência, e o ponto P é denomi-
^ ^ nado ponto de tangência da reta r e da circunferência.
be = A + C
^ ^
ge = A + B
3.4. Propriedade da reta
Somando as três igualdades, temos: secante à circunferência
^ ^ ^ ^ ^ ^
ae + be+ ge = 2A + 2B + 2C = 2(A + B + C ) Considere uma circunferência de centro C e uma reta r,
^ ^ ^
secante à circunferência, que forma os pontos A e B:
Como A + B + C = 180° (soma dos ângulos internos de
um triângulo):
ae + be+ ge = 2(180°) = 360°
Portanto, em qualquer triângulo, sendo ae, be e ge os ân-
gulos externos, temos:
ae + be+ ge = 360°
 
Sendo M o ponto médio de AB,temos que o segmento CM

3. ÂNGULOS EM UMA será perpendicular à reta secante r.

CIRCUNFERÊNCIA 3.5. Posições relativas entre


duas circunferências
3.1. Circunferência São dadas em função do número de pontos comuns às
É o conjunto dos pontos do plano situado à mesma dis- circunferências. Sendo O1 e O2 os centros, e r1 e r2 os re-
tância de um ponto fixo. O ponto fixo é chamado centro. spectivos raios, com r1 > r2, obtém-se:

3.2. Posições relativas entre Distância


entre os
reta e circunferência Pontos Posição
centros Figura
comuns relativa
em função
Tangentes Secantes Externas dos raios
(um único (dois pontos (nenhum ponto
ponto comum) comuns) comum)

r1 – r2 < d <
2 Secantes
r1 + r2

dC,r = raio dC,s < raio dC,u > raio

3.3. Propriedade da reta Tangentes


d = r1 – r2
tangente à circunferência internas

Caso a reta seja tangente à circunferência, o segmento de-


terminado pelo raio e a reta tangente formam um ângulo
reto no ponto de tangência. 1

Tangentes
d = r1 + r2
externas

65
Distância
Observação
^
entre os Um ângulo central AO B determina na circunferência
Pontos Posição
centros Figura dois arcos, cujas medidas somam 360°.
comuns relativa
em função
dos raios

Internas
d=0
concêntricas

4.2. Ângulo inscrito


É aquele cujo vértice é um ponto da circunferência e cujos
lados passam por dois outros pontos da circunferência.
Internas não
0 d < r1 – r2
concêntricas

Externas d > r1 + r2

Propriedade
Observações Se um ângulo central e um ângulo inscrito em uma mesma
1. No caso de as circunferências serem tangen- circunferência têm o mesmo arco correspondente, então a
tes, os centros e os pontos de tangência são medida do ângulo central equivale ao dobro da medida do
sempre colineares. ângulo inscrito.
2. Caso as circunferências sejam concêntricas, satis- Considere três situações:
fazem a condição d < r1 – r2, pois perfazem um caso
particular de circunferências internas.

4. ÂNGULOS NA CIRCUNFERÊNCIA
4.1. Ângulo central
É um ângulo que tem como vértice o centro da circunferên-
cia e seus lados passam por pontos pertencentes a ela.

66
Observe que, dessa propriedade, conclui-se que, para um
^
mesmo arco BC, não importa a posição do ponto A nos três Agora, pode-se calcular a medida do ângulo COD :
casos, o valor de y é o mesmo __x , pois todos eles “enxer-
() ^ ^
COD + 30°+ 40° = 180° à COD = 110°
2
gam” o mesmo arco. Ou seja, qualquer ângulo inscrito que
^
determine o mesmo arco terá o mesmo valor: Como COD e a são opostos pelo vértice O, resulta:
a = 110°

4.3. Ângulo de segmento


É um ângulo que tem como vértice um ponto da circunferên-
cia, um lado secante à circunferência e outro tangente a ela.

^
Na figura anterior, se AOB é um ângulo central de medida
^ ^ ^
x, todos os ângulos inscritos AMB, ANB e AP B possuem a
mesma medida: __x.
2
^
Em consequência, se um ângulo central AOB descreve um

arco de 180°, onde ABé o diâmetro, ao tomar um ponto P
qualquer na circunferência, o triângulo ABP será retângulo,
^
pois o ângulo AP B será reto (180°/2 = 90°):

Na figura acima, como a reta t é tangente à circunferência,


e o segmento AB é secante, a é um ângulo de segmento.

Propriedade
A medida do ângulo de segmento é metade da medida
Aplicação do conteúdo angular do arco determinado na circunferência por um
1. Calcular o ângulo a na circunferência abaixo: de seus lados.

Resolução:
^ ^
Note que os ângulos AD C e AB C determinam o mesmo
arco AC. Portanto, são iguais.

67
4.4. Polígonos regulares inscritos
na circunferência
Sabemos que polígono regular é aquele que possui todos
os lados congruentes, assim como todos os ângulos. Dessa
forma, se uma circunferência for dividida em partes iguais,
unindo os pontos obtidos por segmentos, será determinado
um polígono regular. Para isso, basta dividir 360° (em torno
do centro) pelo número de partes que se deseja obter.

Modelos
1. Em 4 partes de 90°

2. Em 5 partes de 72°

68
DIAGRAMA DE IDEIAS

ÂNGULOS NUM TRIÂNGULO E ÂNGULOS NUMA CIRCUNFERÊNCIA

LEMBRE-SE DAS CLASSIFICAÇÕES


DOS TRIÂNGULOS

QUANTO AOS QUANTO AOS


LADOS ÂNGULOS

EQUILÁTERO = 3 LADOS IGUAIS RETÂNGULO = 1 ÂNGULO DE 90°


ISÓSCELES = 2 LADOS IGUAIS ACUTÂNGULO = 3 ÂNGULOS
ESCALENO = 3 LADOS DIFERENTES INTERNOS AGUDOS
OBTUSÂNGULO = 1 ÂNGULO
OBTUSO (MAIOR QUE 90°)

ÂNGULOS EM UM TRIÂNGULO

+ + = 180°
SOMA DOS ÂNGULOS INTERNOS

ALTERNOS
INTERNOS

ÂNGULO EXTERNO É A SOMA


DOS DOIS ÂNGULOS INTERNOS
NÃO ADJACENTES A ELE.

69
AULAS RAZÃO PROPORCIONAL E TEOREMAS
5E6 DE TALES E DA BISSETRIZ INTERNA
COMPETÊNCIAS: 2e3 HABILIDADES: 6, 7, 8, 9 e 14

 
1. RAZÃO PROPORCIONAL Calculando a razão entre os segmentos PQe RS,e a razão
 
entre TUe VX,obtém-se:
Quatro números a, b, c e d, não nulos, formam, nessa or- PQ __3 __1
___ = =
dem, uma proporção quando: RS 9 3
__a = __c TU = __2 = __1
___
b d VX 6 3
Afirma-se que a e b são proporcionais a c e d. PQ TU __1
Note que: k = ___ = ___ = .
    RS VX 3
Agora, observe os segmentos PQ,RS,TUe VX:
Quando há uma igualdade entre razões, afirma-se que há
uma proporção entre as medidas dos segmentos. Dessa
 
forma, os segmentos PQe RSsão proporcionais aos seg-
 
mentos TUe VX.
   
Assim, os segmentos PQ, RS, TUe VX, nessa ordem, são
segmentos proporcionais.
   
Quatro segmentos AB,CD,EFe GH,nessa ordem, são seg-
AB = ___
mentos proporcionais se existe a proporção ___ EF .
CD GH

VIVENCIANDO

Assim como na natureza, a arte e as construções realizadas pelo homem estão repletas de razões proporcionais para
garantir a harmonia visual. Observe um exemplo:
(Fepar 2017) O retângulo áureo é uma forma de grande apelo estético e das mais utilizadas na arquitetura antiga
e moderna (as pirâmides e o Partenon, por exemplo, têm as dimensões frontais do retângulo áureo). A proporção
áurea também é recorrente em outras obras de arte; é comum sua utilização em pinturas renascentistas, como as do
mestre Giotto e as de Leonardo da Vinci.
Phi, como é denominado o número de ouro, está vinculado à lógica da natureza (nas constelações, nas estruturas
biológicas) e pode ser verificado no homem (o tamanho das falanges dos dedos, por exemplo). Justamente por ser
encontrado em estruturas naturais, o número de ouro ganhou status de “ideal”, tornando-se tema de pesquisadores,
artistas e escritores. O fato de ser expresso em matemática é que o torna fascinante.
Matematicamente falando, a proporção áurea é uma constante real algébrica irracional obtida quando dividimos
uma reta em dois segmentos, de forma que o segmento mais longo, dividido pelo segmento menor, dê um número
igual ao da reta completa dividida pelo segmento mais longo.

70
Resolução:
Aplicação do conteúdo    
    Para que AB,BC,PQe QRsejam segmentos proporcionais,
1. Considere os segmentos AB, CD, EF e GH repre-
sentados abaixo: é preciso ter:
PQ
AB = ___
___
BC QR
Assim:
32 = __8
12 = __4 Ÿ 12x = 32 Ÿ x = ___
___
8 x 12 3
3. Considere os segmentos de reta da figura a seguir, sen-
do os pontos A, B e C colineares, e AB=10, BC=3 e PQ = 8.
—— ——
Vamos verificar se AB e CD são segmentos proporcionais
— ——
aos segmentos EF e GH.
Calculando as razões entre eles, temos:

5 = __1 e ___
AB = ___
___ 20 = __1
EF = ___
CD 10 2 GH 40 2
AB = ___
___    
EF ; logo, AB A que distância do ponto P deve estar um ponto R, contido
,CD,EFe GH,nessa ordem, são segmen-    
CD GH no segmento PQ,de modo que os segmentos AB,BC,PRe
tos proporcionais. 
 
RQsejam proporcionais?
Agora, vamos verificar se ABe GHsão segmentos propor-
  Resolução:
cionais aos segmentos EFe CD.
Calculando as razões entre eles, temos: Se o ponto R estiver a uma distância x do ponto P, estará a
uma distância 8 – x do ponto Q. Observe a figura:
5 = __1 e ___
AB = ___
___ 20 = __2
EF = ___
GH 40 8 CD 10 1

AB i ___
___    
EF ; então, AB,GH,EFe CD,nessa ordem, não são
GH CD
segmentos proporcionais.
   
2. Considere dois segmentos adjacentes e consecutivos
 
Logo, para que os segmentos AB,BC,PRe RQsejam pro-
AB e BC, sendo que AB mede 12, e BC mede 8. Dado porcionais, é preciso ter:

outro par de segmentos adjacentes e consecutivos PQ

e QR, com PQ medindo 4, quanto deve ser a medida do AB = ___
___ PR
   
segmento QRde modo que os segmentos AB, BC, PQe BC RQ

QRsejam proporcionais? Logo:
10 = ____
___ x à10(8 – x) = 3x Ÿ 80 – 10x = 3x Ÿ
3 8–x
80
80 = 13x Ÿ x = ___
13

CONEXÃO ENTRE DISCIPLINAS

Esta parte do conteúdo da geometria plana está intimamente relacionada à parte histórica da Grécia Antiga. Os mate-
máticos gregos estavam no auge de suas descobertas enquanto a cultura grega florescia e se expandia. Fique ligado nas
questões de Grécia Antiga que relacionam sua arquitetura com a matemática. Razões proporcionais e, principalmente, a
razão áurea são temas frequentes nos vestibulares.

71
2. TEOREMA DE TALES Modelo 2
Na figura, o feixe de retas paralelas r, s e t é cortado por
duas retas transversais, m e n, determinando os segmentos
2.1. Feixe de retas paralelas  
ABe BC, que não são congruentes e têm como medida
Feixe de retas paralelas são duas ou mais retas em um mes- números racionais.
mo plano que, tomadas duas a duas, são sempre paralelas.

2.2. Reta transversal


Se uma reta intercepta uma das retas do feixe de re-
tas paralelas, necessariamente intersecta as demais.
Essa reta que corta o feixe de retas paralelas é cha-
mada reta transversal. PQ ___
AB = ___
Por Tales ___ e AC = ___
PR .
BC QR AB PQ

2.3.1 Aplicação do teorema de Tales


Considere o triângulo ABC:


Foi traçada uma reta r paralela ao lado BC,determinando
 
2.3. Teorema de Tales os pontos D e E sobre os lados ABe AC,respectivamente.
Considere, agora, uma reta auxiliar r’, paralela a r, que pas-
sa pelo vértice A.
Se um feixe de retas paralelas é cortado por duas retas
transversais, os segmentos determinados sobre a pri-
meira transversal são proporcionais a seus correspon-
dentes determinados sobre a segunda transversal.

Para analisar o Teorema de Tales, considere os dois


modelos a seguir:
AD = ___
Pelo Teorema de Tales, temos: ___ AE.
DB EC
Modelo 1 Quando uma reta paralela a um lado de um triângulo in-
Observe o feixe de retas paralelas a, b e c, cortadas pelas tercepta os outros dois lados em dois pontos distintos, ela

transversais r e s, em que AB = BC. Se os segmentos ABe determina sobre esses lados segmentos proporcionais.

BCsão congruentes, a razão entre as medidas deles é 1,
AB = 1.
isto é: ___ Aplicação do conteúdo
BC
1. Calcular o valor de x no triângulo abaixo, sabendo

que a reta r é paralela ao lado BC.

PQ ___
AB = ___
Por Tales ___ e AC = ___
PR
BC QR AB PQ

72

Como r é paralela a BC,temos:
3,5
__2 = ___ Ÿ 2x = 28 Ÿ x = 14 A bissetriz do ângulo interno de um triângulo divide
8 x
o lado oposto a esse ângulo em dois segmentos pro-

3. TEOREMA DA BISSETRIZ INTERNA porcionais aos lados adjacentes a esses segmentos.

 ^
No triângulo ABC abaixo, ADé bissetriz de A :

^ ^
Assim, med(BA D) = med(DA C ) = x.

Considere agora uma reta r paralela a ADpassando pelo
vértice C. Aplicação do conteúdo

1. No triângulo ABC
^
a seguir, o segmento APé bissetriz
interna do ângulo A . Encontre o valor de x.


Prolongando o lado ABaté interceptar a reta r.


Como o segmento BC mede 9, resulta que
PC = 9 – x. Pelo teorema da bissetriz interna, temos:
___ AC Ÿ __4 = ____
AB = ___ 12 Ÿ4(9 – x) = 12x Ÿ
BP PC x 9 – x
Ÿ36 – 4x = 12x à 16x = 36 à x = __9
4

Aplicação do conteúdo
1. Considere o retângulo PQST semelhante ao retângulo
AB = ___
Pelo Teorema de Tales, podemos escrever: ___ AE. RSTU. Sabendo que o triângulo não é isósceles, avalie as
BD DC afirmativas.
No entanto, temos que:
^ ^ Considere M = __a
DA C = AC E = x (alternos internos) b
^ ^
BA D = AE C = x (correspondentes)

Dessa forma, o triângulo ACE é isóceles, com


AC = AE. Sendo assim, temos a seguinte proporção no
triângulo:
AB = ___
___ AC
BD DC

73
( ) Em razão da semelhança entre os dois retângulos, é a2 – ab – b2= __
_________ a2 – __
0 o __ b2 = 0 o __
ab – __ a2 – __a – 1 = 0 o
2 2 2 2 2
possível afirmar que a2 – ab – b2 = 0. b b b b b b2 b
( ) A razão entre a área do quadrado PQRU e a área do M M – 1 
2

retângulo RSTU é M. 2
( ) Em razão da semelhança entre os dois retângulos, é (F) Não, a proporção verdadeira é a__2 – a__ = 1,
b b
possível afirmar que M2 – M – 1 = 0 conforme calculado no item anterior.
( ) A proporção a/b + a/b = 1 é verdadeira.
( ) A relação (V) Utilizando-se a relação encontrada no ter-
__ entre os lados b e a é dada por
a( √ 5 – 1) ceiro item, teremos:
b = ________. a2 – __a – 1 = 0 oM2 – M – 1 = 0
__
2
Resolução: b2 b
'= (–1)2 – 4 · 1 · (–1) = 5
(V) Teremos: __ __ __
1 r √5 o ______
M= ______ 1 + √5 ou ______
1 – √5
__b = _____
a
a a + b o ab + b = a o a – ab – b = 0
2 2 2 2
2 2 2
__ __
(V) Teremos: 1 – √5 o __b = ______
__a = ______ 2 · (1 + √5 )
2 __ __________
b 2 a 1 – √5 = –4
=
SPQRU __2
____ = a = __a = M __ __
SRSTU ab b (√5 – 1) a · (√5 – 1)
o__ab = _______ o b = __________
2 2
(V) Utilizando-se a relação encontrada no primeiro
Portanto: V – V – V – F – V.
item, teremos:

DIAGRAMA DE IDEIAS

EXEMPLO: 4 MEDIDAS
RAZÃO PROPORCIONAL PQ = 3 cm
RS = 9 cm
TU = 2 cm
VX = 6 cm
DIVISÃO EQUIVALENTE

SÃO SEGMENTOS
PROPORCIONAIS
3 = 2 1 = 1
9 6 3 3

1) RETAS PARALELAS
LEMBRAR DO 2) CORTADAS POR DUAS TRANSVERSAIS
TEOREMA DE TALES 3) SEGMENTOS DAS DUAS RETAS
TRANSVERSAIS SÃO PROPORCIONAIS

74
AULAS PONTOS NOTÁVEIS DE
7E8 UM TRIÂNGULO
COMPETÊNCIA: 2 HABILIDADES: 6, 7, 8 e 9

1. MEDIANA 2. BISSETRIZ
Mediana é o segmento que contém um dos vértices e o Bissetriz é o segmento com uma extremidade em um
ponto médio do lado oposto: vértice que divide o ângulo interno formado por ele em
dois ângulos congruentes:

 
Na figura acima, o segmento AMé a mediana relativa ao Na figura acima, o segmento BS é a bissetriz interna relati-
 ^
lado BC,pois BM = CM. va ao ângulo B , pois determina nesse ângulo dois ângulos
congruentes. Todo triângulo possui três bissetrizes que se
Todo triângulo possui três medianas que se encontram em
encontram em um ponto denominado incentro, simboliza-
um ponto chamado baricentro, simbolizado na figura abai- do na figura abaixo pela letra I:
xo pela letra G:

O incentro determina o centro da circunferência inscrita


O baricentro divide cada mediana de forma que:
ao triângulo:
AG = 2GMBC
BG = 2GMAC
CG = 2GMAB O CENTRO DA CIRCUNFERÊNCIA INSCRITA AO
TRIÂNGULO ABC COINCIDE COM SEU INCENTRO.
Assim, conclui-se que é possível dividir a mediana pelo ba-
ricentro das seguintes formas equivalentes:

Em função da distância
GM
Em função da mediana
(distância do
baricentro ao lado) Como a circunferência inscrita tangencia os lados do triân-
gulo, resulta que o centro dessa circunferência (incentro) é
equidistante dos três lados.

3. ALTURA
Altura é o segmento cuja extremidade é um vértice do
triângulo e que é perpendicular ao seu lado oposto (ou do
prolongamento dele):

75
  
O segmento AHé a altura relativa ao lado BC, pois AHé O circuncentro de um triângulo é o centro da circunferência

perpendicular à BC. circunscrita a ele:
Quando o triângulo é obtusângulo, a intersecção de duas
das alturas se dá com o prolongamento dos lados:
O CENTRO DA CIRCUNFERÊNCIA
CIRCUNSCRITA AO TRIÂNGULO
ABC COINCIDE COM SEU
CIRCUNCENTRO.


Observe que não há perpendicular relativa ao lado BCque Aplicação do conteúdo
encontre o vértice A, internamente ao triângulo, portanto 1. Determine os raios das circunferências inscrita e cir-

devemos prolongar o lado BC. cunscrita a um triângulo equilátero de lado a.
Todo triângulo possui três alturas que se encontram em Resolução:
um ponto denominado ortocentro, simbolizado na figura
abaixo pela letra H: Em um triângulo equilátero, o baricentro, ortocentro, incen-
tro e circuncentro são coincidentes.

4. MEDIATRIZ dXX
a 3.
A altura h de um triângulo equilátero de lado a vale ____
Mediatriz é qualquer segmento de reta perpendicular a um 2
Como a altura coincide com a mediana relativa a uma
lado do triângulo e que passa por seu ponto médio.
mesma base, segue que o baricentro divide a altura em
dois segmentos, sendo que o maior corresponde também
ao raio R da circunferência circunscrita ao triângulo, e o
segmento menor corresponde ao raio r da circunferência
incrita ao triângulo. Assim:
dXX dXX
3 = a___
3
R = __2 h = __2 a___
3 3 2 3
Portanto, é possível dizer que, em um triângulo equilátero,
se R é o raio da circunferência circunscrita, e r o raio da

A reta r é a mediatriz do triângulo ABC relativa ao lado BC, circunferência inscrita ao triângulo, temos que:

pois é perpendicular a BC,e M é o ponto médio desse lado. R = 2r
Todo triângulo possui três mediatrizes que se encontram 2. No triângulo ABC a seguir, o ponto I é o incentro
em um ponto denominado circuncentro, simbolizado na do triângulo. Calcule a distância do ponto I até o lado

figura abaixo pela letra C: ABdo triângulo.

76
Resolução:

Se I é o incentro, ele equidista de todos os lados do triân-


gulo. Logo, calcula-se apenas a distância de I até o ponto P. multimídia: vídeo
Como o triângulo IPC é retângulo, é possível escrever: FONTE: YOUTUBE
IP = __
sen 30º = __ IP Pontos Notáveis do Triângulo -
IC 5
GEOMETRIA PLANA (Aula 06)
1 = __
__ IP l IP = __5
2 5 2

Como IP é a distância de I até o lado AC,e I equidista de

todos os lados, a distância de I até o segmento ABé de __5.
2

77
DIAGRAMA DE IDEIAS

SEGMENTO DE RETA
PROPRIEDADES CONSTRUÇÃO
CARACTERÍSTICO

ENCONTRO DAS
MEDIANA MEDIANAS GERA MAB MAC
G
O BARICENTRO

B C
MBC

A O CENTRO DA
CIRCUNFERÊNCIA
INSCRITA AO
ENCONTRO DAS TRIÂNGULO ABC
BISSETRIZ BISSETRIZES GERA COINCIDE COM
SEU INCENTRO
O INCENTRO

B C

ENCONTRO DAS
ALTURA ALTURAS GERA O
ORTOCENTRO H

B C

O CENTRO DA
CIRCUNFERÊNCIA
CIRCUNSCRITA
AO TRIÂNGULO
ABC COINCIDE r A
ENCONTRO DAS COM SEU
CIRCUNCENTRO
MEDIATRIZ MEDIATRIZES GERA s
O CIRCUNCENTRO. C

B C
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