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1 ACRESCENTADO ITEM 10 MFP AMFC MACD 14/12/10

0 EMISSÃO INICIAL MFP AMFC MACD 03/11/10


REV. DESCRIÇÃO POR VERIF. APROV. DATA
RESP. TÉCNICO : CREA N.º

MARCO A. C. DOPICO 50.509-D

PROJ.: DES.: VERIF.: APROV.:


DENGE MFP AMFC MACD
CLIENTE

OBRA :

PCH UNAÍ BAIXO


TÍTULO :

CONDUTO FORÇADO
CÁLCULO ESTRUTURAL
MEMÓRIA DE CÁLCULO
DATA : ESCALA : NÚMERO DENGE : REV.: FOLHA :
03/11/10 S.E. UBX-4M-601 1 1/ 24

UBX-4M-601 R1.doc
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ÍNDICE

1 - OBJETIVO E CRITÉRIOS DE CÁLCULO

2 - DADOS DE PROJETO

3 - MATERIAIS E TENSÕES ADMISSÍVEIS

4 - CARACTERÍSTICAS GEOMÉTRICAS DO CONDUTO (TRECHO 1 – EXTERNO)

5 - CARGAS ATUANTES

6 - ESFORÇOS SOLICITANTES

7 - CÁLCULO DAS TENSÕES (TRECHO 1 – EXTERNO)

7.1 – TENSÕES LONGITUDINAIS

7.1.1 – TENSÕES LONGITUDINAIS DEVIDO DO PESO DO CONDUTO CHEIO (σp)

7.1.2 – TENSÃO LONGITUDINAL DEVIDO AO ATRITO NO APOIO DO CONDUTO (σA)

7.1.3 – TENSÃO LONGITUDINAL DEVIDA PRESSÃO NA JUNTA DE EXPANSÃO (σj)

7.2 – TENSÕES CIRCUNFERENCIAIS

7.2.1 – TENSÃO CIRCUNFERENCIAL NO CONDUTO FORA DO APOIO (σ1)

7.2.2 – TENSÃO CIRCUNFERENCIAL NA VIROLA DO APOIO DEVIDA À PRESÃO


INTERNA (σ2)

7.2.3 – TENSÃO CIRCUNFERENCIAL NA CHAPA DE APOIO CONDUTO NO APOIO SOB


O ANEL (σ3)

7.2.4 – TENSÃO CIRCUNFERENCIAL NO ANEL DEVIDA À PRESSÃO INTERNA (σ4)

7.2.5 – TENSÃO CIRCUNFERENCIAL NO ANEL NO REFORÇO DO APOIO (σ5)

7.3 – TENSÕES EQUIVALENTES (σeq) SEGUNDO HENCKY VON MISES

8 – CÁLCULO DAS TENÕES (TRECHO 2 – ENVELOPADO)

8.1 – PRESSÃO CRÍTICA ADMISSÍVEL

8.2 – PRESSÃO CRÍTICA EXTERNA

8.3 – VERIFICAÇÃO DO COEFICIENTE DE SEGURANÇA À PRESSÃO EXTERNA

9 – CÁLCULO DAS TENSÕES (TRECHO 3 – INTERNO À CASA DE FORÇA)


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9.1 – CARACTERÍSTICAS GEOMÉTRICAS

9.2 – CARGAS ATUANTES

9.3 – ESFORÇOS SOLICITANTES

10 – ESFORÇO NO BLOCO DE ANCORAGEM

10.1 – DETERMINAÇÃO DAS FORÇAS ATUANTES

10.2 – ESFORÇOS ATUANTES NO PLANO VERTICAL E HORIZONTAL

10.3 – ESQUEMAS

10.4 – PLANILHA DE ESFORÇOS NOS BLOCOS


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1 - OBJETIVO E CRITÉRIOS DE CÁLCULO

Este documento tem por objetivo dimensionar o conduto forçado da PCH Unaí Baixo.

O dimensionamento do conduto será baseado na Norma Brasileira NBR 10132 - Cálculo de


Condutos Forçados da ABNT em conjunto com as normas “Societé Hydrotechnique de
France” da SHF, “American Iron and Steel Institute” AISI.

2 - DADOS DE PROJETO

Número de condutos 2

Vazão máxima 25,56 m3/s

NA máximo normal 600,00 m

Velocidade 2,66 m/s

Diâmetro do Conduto 3500 mm

Espessura da chapa do conduto 9,5 mm / 12,5 mm

Sobreespessura de corrosão (sem pintura interna) 3 mm

Material do conduto A-36

Sobrepressão 40%

CLASSE Ι

CASO DE CARGA Ι
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3 – MATERIAL E TENSÕES ADIMISSÍVEIS

- Conduto e Apoio: Classe I e caso de Carga 1:

- Coeficiente de segurança C1, definidos em relação ao limite convencional de escoamento;

- Conduto forçado – aço utilizado: ASTM A 36

Material Limite de Limite de Coef. de Tensões Adimissíveis


ruptura escoamento Segurança
Flexão Combinada
(kg/cm2) (kg/cm2) C1
σadm Cisalhamento τc-adm
(kg/cm2) τadm (kg/cm2) ((kg/cm2)

ASTM A 4300 2500 0,59 x σesc 1488 -----


36 1488
0,39 x σesc ----- 987

4 – CARACTERÍSTICAS GEOMÉTRICAS DO CONDUTO DO TRECHO EXTERNO


2
π × DINT
- Área interna: AINT =
4
2
π × DINT −CALC
- Área interna de cálculo: AINT −CALC =
4
2 2
π × ( DEXT − DINT −CALC )
- Área líquida: ALIQ =
4
4 4
π × ( DEXT − DINT −CALC )
- Momento de Inércia: J =
64

- Espessura de cálculo da chapa: tcalc = (tc - Se) x ef

J
- Módulo de Resistência: W =
RINT −CALC

onde:

DINT – diâmetro interno


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DINT-CALC – diâmetro interno de cálculo = DINT + 2tCÁLC

DEXT – diâmetro externo

RINT-CALC – raio interno de cálculo = DINT-CALC / 2

ef – eficiência de solda = 100%

tc – espessura da chapa do conduto

tcalc – espessura de cálculo da chapa do conduto = (tc – Se) x ef = 6,5 mm

Se – sobre-espessura de corrosão = 3 mm

W – módulo de resistência da seção – 63102 cm3

J – momento de inércia = 11061773 cm4

Área líquida = 717,3 cm2

5 – CARGAS ATUANTES

A determinação das cargas atuantes no conduto será feita por metro, a partir do seu peso
próprio (Pc) acrescido do peso de água (Pa).

- Peso próprio do conduto: Pc = π × D EXT × 7850 × t C × 1,0 = 824 kgf/m

- Peso da água: Pa = AINT −CALC × 1000 × 1,0 = 9654 kgf/m

- Peso total: 9654 + 824 = 10478 kgf/m ~ 10500 kgf/m

6 – ESFORÇOS SOLICITANTES

Os esforços de flexão serão calculados como viga contínua engastado no bloco numa ponta
e com um balanço (junta de dilatação) de 2,00 m.
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7 – CÁLCULO DAS TENSÕES (TRECHO 1 – EXTERNO)

7.1 – TENSÕES LONGITUDINAIS

7.1.1 – TENSÃO LONGITUDINAL DEVIDO AO PESO DO CONDUTO CHEIO (σp)

Apoios:

Mf máx 9343000
- Tensão de flexão: σ P = = = 148kgf / cm 2 (apoio 2)
W 63102

4 Qmáx 4 48613
- Tensão de cisalhamento: τP = × = x ≅ 91kgf / cm 2
3 AINT 3 717,3

Entre apoios:

8626000
σp = = 137 kgf / cm 2
63102

7.1.2 – TENSÃO LONGITUDINAL DEVIDO AO ATRITO NO APOIO DO CONDUTO (σA)

µ×q×L
- Tensão: σ A =
AINT

onde:

µ – coeficiente de atrito = 0,10 (teflon / aço)

q – carga distribuída devido ao peso do conduto cheio

L – vão entre apoios

AINT – área da seção transversal do conduto forçado

DINT q L σA
( cm ) ( kgf / m ) (m) ( kgf/cm2 )
350 10500 11,50 11,00
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PCH-UNAÍ BAIXO

CONDUTO – VIGA CONTÍNUA

ACTIVE UNITS CM KG DEG DEGF SEC

REAÇÕES DE APOIO

---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
--- LOADING - LOAD1 PP+PA
---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

RESULTANT JOINT LOADS SUPPORTS

JOINT /---------------------FORCE---------------------//--------------------MOMENT--------------------/
X FORCE Y FORCE Z FORCE X MOMENT Y MOMENT Z
MOMENT

1 0.00 91046.00 0.00 0.00 0.00 0.00


2 0.00 110043.00 0.00 0.00 0.00 0.00
3 0.00 40637.00 0.00 0.00 0.00 53668.00
4 0.00 -15976.00 0.00 0.00 0.00 0.00

ESFORÇOS NAS BARRAS

---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
--- LOADING - LOAD1 PP+PA
-
---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

MEMBER JOINT /--------------- FORCE -------------//---------------- MOMENT --------------------/


AXIAL SHEAR Y SHEAR Z TORSIONAL BENDING Y
BENDING Z

1 1 0.00 54070.00 0.00 0.00 0.00 5295000.00


1 2 0.00 61430.00 0.00 0.00 0.00 -9343000.00
2 2 0.00 48613.00 0.00 0.00 0.00 9343000.00
2 3 0.00 40637.00 0.00 0.00 0.00 -5954000.00
3 1 0.00 36976.00 0.00 0.00 0.00 5295000.00
3 4 0.00 -15976.00 0.00 0.00 0.00 0.00
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7.1.3 – TENSÃO LONGITUDINAL DEVIDO A PRESSÃO NA JUNTA DE EXPANSÃO (σJ)

π × Dm × tc × PINT
- Tensão: σ J =
AINT

onde:

Dm – diâmetro médio do conduto = 350,95 cm

tC – espessura da chapa do conduto = 9,5 mm = 0,95 cm

AINT – área da seção transversal do conduto forçado

PINT – pressão interna = H (com sobrepressão)

DINT Dm PINT σJ
( cm ) ( cm ) ( kgf/cm2 ) ( kgf/cm2 )
350 350,95 1,42 1,42

7.1.4 – SOMATÓRIO DAS TENSÕES LONGITUDINAIS (σL)

σL = σP + σA + σJ

DINT σP σA σJ σL
( cm ) ( kgf/cm2 ) ( kgf/cm2 ) ( kgf/cm2 ) ( kgf/cm2 )
350 148,00 11,00 1,42 160,42
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7.2 – TENSÕES CIRCUNFERENCIAIS

7.2.1 – TENSÃO CIRCUNFERENCIAL NO CONDUTO FORA DO APOIO ( σ1 )

PINT × DINT
- Tensão: σ 1 = = 382 kgf/cm2
2 × tC

onde:

σ1 = tensão circunferencial no conduto fora do apoio


PINT = pressão interna

DINT PINT σ1
( kgf/cm2 )
2
(cm) ( kgf/cm )

350 1,42 382

7.2.2 – TENSÃO CIRCUNFERENCIAL NA VIROLA DO APOIO DEVIDO À PRESSÃO


INTERNA ( σ2 )

Ref.: “Beams on elastic foundation”

- Característica da Seção:

9,5 350 9,5

220

(1)

(2) 9,5

Lmesa

Lmesa = 34,05 + (2 x 0,95) + [2 x (0,78 x (REXT x tc)0,5)] = 56,06 cm

Σ A = 95,06 cm2
Momento de Inércia: J = 4773 cm4

Módulos de resistência: Wsup = 275 cm3 ; W inf = 865 cm3


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Posições da Linha Neutra: ysup = 17,43 cm ; yinf = 5,52 cm

 Pint xRin   γxσ L xm 


σ2 =  + 
 t c (1 + m)   (1 + m) 

γ - coeficiente de Poisson = 0,3

Rint = Raio interno do conduto = 175 cm

tc = espessura do conduto = 0,95 cm

σl = tensão longitudinal total


P = pressão interna na região do apoio = 3,82 kgf/cm2

Axβ (1 + ϕ )
m=
4 xt c

A = área do anel de reforço = 95,06 cm2

a = distância entre enrijecedores = 34,05 cm

β = 1,285 / R.t

P = e- βa (sen βa + cos βa)

β = 1,285 / 175 x0,95 = 0,0996

βa = 0,0996 x 34,05 = 3,39 rd

φ = e-3,39 [sen(3,39) + cos(3,39)] =

φ = 0,03371 (-0,246 – 0,969) = -0,0409

95,06 x0,0996 x(1 − 0,0409)


m= = 2,39
4 x0,95

 382 x1,75  0,3 x160,42 x 2,39


σ 2 =   +
 0,95 x (1 + 2,39 )  (1 + 2,39)

σ 2 = 207,6 + 33,9 = 241,5kgf / cm 2


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7.2.3 - TENSÃO CIRCUNFERENCIAL NA CHAPA DO CONDUTO DO APOIO SOB ANEL


DE APOIO (σ3)

• Tensão σ3 = σ2 + (σ’2 + σ’’2)

σ2 – (ver item 7.2.2) = 241,50 kgf/cm2

σ’2 + σ’’2 - efeito da ovalização sobre o apoio

Q( K 3 R1 + K 4 X ) M
• σ’2 = =
I / r1 W

Q T
• σ’’2 = ( K 1+bK 2 ) =
S S

K1; K2; K3; K4 – coeficientes tirados de tabela.

Q = reação de apoio (conduto + água) = 110043 kgf


Qs = reação de apoio (conduto sem água) = 9500 kgf

X=0

Linha Neutra = LN = 5,52 cm

R1 = Rint + LN = 175 + 5,52 = 180,52 cm

Rex  2K 2  X
B= 1 − −
R1  βR  R1

 γL2  (2 + γ )L 
R
K = ex  2
(
+ 1− γ 2 )1 − Qs
Q
+ 
L 12 R   4βR 2 

• Determinação dos parâmetros K e B

175,95  0,3 x1150 2  9500   (2 + 0,3) x1150 


K=  (
+ 1 − 0,3 2 1 − )  +  
2 
1150 12 x(175,95) 2  110043   4 x0,0996 x175,95 

K = 0,336
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175,95  2 x0,336 2 
B= 1 −  − 0 = 0,962
180,52  0,0996 x175,95 

• Cálculo de σ3
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7.2.4 – TENSÃO CIRCUNFERENCIAL NO ANEL À PRESSÃO INTERNA (σ4)

 P R γσ e 
σ 4 =  int − 
t
 c (1 + m ) 1 + m 

382 x1,75 0,3 x160,42


σ4 = − =
0,95(1 + 2,39) (1 + 2,39)

σ 4 = 193,3kgf / cm 2

7.2.5 – TENSÃO CIRCUNFERENCIAL NO ANEL NO REFORÇO DO APOIO (σ5)

É a soma de dois efeitos

σ 5 = σ 4 + (σ ' 4 +σ ' ' 2 )

σ4 = ovalização do apoio por flexão do anel

σ’’2= esforço normal (já calculado)

M
σ '4 = M = Q (K3R1+K4X)
W

M = 110043 (K3 x 180,52 + K4 x 0)


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7.3 – TENSÕES EQUIVALENTES (σeq) SEGUNDO HENCKY VON MISES

σ eq = σ c 2 + σ e 2 − σ cσ e + 3τ p 2

σc = total das tensões circunferenciais

σl = total das tensões longitudinais

τ = tensão de cisalhamento

Entre apoios

τl = kgf/cm2

τ= 0

τc = 382 kgf/cm2

σ eq = 137 2 + 382 2 − 137.382 = 335kgf / cm 2 < σ adm

No apoio B

σl = 160,42 kgf/cm2 ~ 161

τp = 91 kgf/ cm2

τc = τ 3= 1395 kgf/ cm2

σ eq = 1612 + 1395 2 − 161x1395 + 3x912 = 1331kgf / cm 2 < σ adm

8 – VERIFICAÇÃO DO CONDUTO SOBRE PRESSÃO EXTERNA

Cálculo pela teoria de AMSTUTZ - "Buckling of Pressure - Shaft and Tunnel Linings”, Water
Power, Nov.1970.

Verificou-se os condutos forçados de diâmetros internos 3,50 m.


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8.1 – PRESSÃO CRÍTICA ADMISSÍVEL


2
- Pressão externa para o conduto vazio Pext = 2 kg/cm

- Coeficiente para pressão externa C2 = 1,6


2
- Pressão crítica admissível Pcr-adm = 3,20 kg/cm

8.2 – PRESSÃO CRÍTICA EXTERNA

σΝ
Pcritico =
R   R  σF − σΝ 
*

  × 1 + 0 ,35 ×   × 
 tc    tc  Ε* 

onde:

RINT – raio interno dos condutos = 175 cm

tC – espessura da chapa dos condutos forçados = 0,95 cm

σN = tensão atuante, obtida pela equação abaixo:

2 σ −σ 3 *
 RINT  σ  2  RINT  σ F − σ N
12 ×  N V × N 
 × *  E* 
= 1 − 0, 45 ×  ×
 tc  σ − σ    tc  E*
F N

onde:

K = folga radial entre o conduto e o concreto envolvente = 0,0005 x R

 K 
σV =   ×E
 R INT 

µ×σ
σ* = esc = 1465 kgf/cm2
F
1-ν+ν 2

0,5
µ = 1,5 − 2
= 1,0
 0,4 
1 + 
 σ esc 
2
σesc = tensão de escoamento do material = 2500 kg/cm
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6 2
E = módulo de elasticidade = 2,1 x 10 kg/cm

ν = coeficiente de Poisson = 0,3

E 2
E* = = 2201398 kg/cm
1-ν 2

Substituindo os valores, obteremos:

DINT K σV Pcritica
2
( cm ) ( kg/cm ) ( cm )
350 75 1465 8,63

8.3 – VERIFICAÇÃO DO COEFICIENTE DE SEGURANÇA À PRESSÃO EXTERNA

Pcritica
CS = ≥ C2
Pext

DINT CS Verificação
( cm )
350 2,70 > 1,6 → OK !

Portanto, não é preciso a utilização de anéis de reforço.


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9 – CÁLCULO DAS TENSÕES (TRECHO 3 – INTERNO À CASA DE FORÇA)

9.1 – CARACTERÍSTICAS GEOMÉTRICAS

- Espessura 1,25 cm

- Raio 175 cm

- Pressão Interna com sobrepressão – 66,1 mca

- J = Momento de Inércia = 16208728 cm4

- W = Módulo de resistência da seção = 92463 cm3

- Área líquida = 1049 cm2

9.2 – CARGAS ATUANTES

- Peso do conduto: 1087 kgf/m

- Peso da água: 9654 kgf/m

- Peso total: 1087 + 9654 = 10741 kgf/m

9.3 – ESFORÇOS SOLICITANTES

9.3.1 – TENSÃO LONGITUDINAL

σl = 150 kgf/cm2

9.3.2 – TENSÃO CIRCUNFERENCIAL

σc = 1220 kgf/cm2

9.3.3 – TENSÃO EQUIVALENTE

σeq = 1342 kgf/cm2 < σadm


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10 – ESFORÇOS NO BLOCO DE ANCORAGEM

10.1 – DETERMINAÇÃO DAS FORÇAS ATUANTES

- Força hidrostática atuando ao longo do eixo do conduto: Fh = γ x AINT x P

Conduto 1 – Fh = 360,80 tf

Conduto 2 – Fh = 370,40 tf
3
onde: γ→ peso específico da água = 1 t/m

AINT-CALC → área interna de cálculo

P → pressão interna

- Força devida a velocidade da água: Fa = (Q x γ x v) / g

onde: Q → vazão máxima = 25,56 m3/s

v → velocidade da água = 2,66 m/s

g → aceleração da gravidade = 9,81 m/s2

Substituindo

Fa = 7,0 tf

10.2 – ESFORÇOS ATUANTES NO PLANO VERTICAL E HORIZONTAL

α → ângulo do conduto a jusante do bloco de ancoragem com a horizontal

β → ângulo do conduto a montante do bloco de ancoragem com a horizontal

θ → ângulo entre as forças atuantes na direção dos condutos

FX → esforço no sentido horizontal

FZ → esforço no sentido horizontal ortogonal do fluxo

FY → esforço no sentido vertical

Elevações do Bloco

Conduto 1 – 572,23 m

Conduto 2 – 571,32 m
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10.3 - ESQUEMAS

CONDUTO1 CONDUTO2

PLANO VERTICAL PLANO VERTICAL

Fy R

ß ß
Fx
Fx

R Fy
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10.4 – PLANILHA DE ESFORÇOS NOS BLOCOS

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