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OFICINA “DINHEIRO, DINHEIRO MEU!?” 2.

Assim como o dinheiro toca nossos relacionamentos, ele chega


também à nossa vida interior. Você percebe isso em si mesmo?

1º MOMENTO (10 min) 3. Por que questões relacionadas à dinheiro costumam, ou ser tabu
em nossos relacionamentos ou, causar algum desconforto
pessoal?
A) Apresentação inicial dos participantes [relembrando nomes, Henri Nouwen, teólogo holandês, diz algo interessante sobre
grupos, cursos, passatempos favoritos e motivo pelo qual isso:
escolheu a oficina (quais são as expectativas?)]
B) Apresentação dos facilitadores da oficina “A razão deste assunto ser tabu é que dinheiro tem muito a
ver com aquele lugar íntimo em nossos corações onde
C) Objetivos da oficina: precisamos de segurança; e nós não queremos revelar nossa
necessidade de segurança ou doar nossa segurança a alguém
1. Repensar, à luz das Escrituras e de nosso relacionamento com que, mesmo que acidentalmente, venha um dia nos trair.
Deus, nossa relação com o dinheiro; (Nota: “Existem diferentes níveis Muitas vozes ao nosso redor e, internamente, nos avisam
de comprometimento da comunidade cristã. […] Geralmente evitamos o sobre o perigo da dependência. […]’
discipulado radical sendo seletivos: escolhemos as áreas nas quais o
‘[Entretanto] A pressão em nossa cultura por ter segurança
compromisso nos convém e ficamos distantes daquelas nas quais nosso
no futuro e controle sobre nossa vida o quanto mais pudermos,
envolvimento nos custará muito” - John Stott, “O discípulo radical”)
não encontra amparo na Bíblia1.”
2. Estimular uma reflexão sobre o estilo de vida do cristão e;
3. Estimular a adoção de instrumentos e métodos para a
organização de nossos recursos financeiros. (Intervalo? - 5 min)

3º MOMENTO
2º MOMENTO
A) O que a Bíblia tem a nos dizer sobre dinheiro e questões
financeiras? (20 min)
A) Respondendo ao questionário “Aspectos basais da relação
pessoa-dinheiro” (Anexo I) (15 min) 1. Em que reside o problema do dinheiro? Vejamos Cl 3.5; I Tm
6.10 e Hb 13.5.
B) Refletindo sobre alguns pontos importantes a partir do
questionário (10 min) 2. Cl 3.5, compara a ganância à idolatria. Por quê? Vejamos o que
Jesus diz em Lc. 16.13 e depois, Mt 6.19-21. Em que essas
1. Quer gostemos, quer não, o dinheiro é uma realidade central dos
palavras de Jesus nos tocam quando pensamos em “dinheiro”,
nossos relacionamentos (pessoais, familiares, com organizações
“bens materiais”, “conforto”, “segurança” e “estabilidade”?
entre outras coisas). Em que momentos podemos evidenciar
isso? 3. Vejamos ainda Pv 11.28 e Fp 4.11. Após ler esses textos, reflita
um pouco nas suas respostas ao questionário e pense no
seguinte: Afinal de contas, qual é a verdadeira base da minha Esse documento apresenta nove pontos relacionados ao estilo de
segurança? Deus ou o dinheiro? vida simples do cristão. Iremos abordar apenas 5 em nossa
4. Apesar da Bíblia nos demonstrar claramente a preocupação de oficina.
Deus com o pobre e o “lugar especial” que este tem no coração I. Criação – Deus é o criador de todas as coisas e, toda a
de Deus, não há respaldo bíblico para pensarmos que devemos criação manifesta sua glória (Sl 19)
amar menos as pessoas ricas. A advertência de Tg 2.1 vale para Em que isso influencia nossa relação com o meio
qualquer classe social. Além disso quando lemos no evangelho ambiente? Como deve o cristão se portar diante de
de Marcos o encontro de Jesus com um homem rico, percebemos questões ambientais?
que, ao ver o conflito que existia no coração deste, Jesus olha
para ele com compaixão (Mc 10.21s). Como discípulos, nossa II. Mordomia – Os seres humanos foram criados com o
atitude não pode ser diferente! propósito de servir e adorar a Deus. Este, por sua vez,
concedeu aos seres humanos, domínio sobre toda a Terra
(Gn 1.26-28). Deus nos tornou mordomos, isto é,
B) Que contribuições temos para esse assunto a partir de outras administradores dos recursos que ele disponibilizou.
fontes? (20 min) Vamos dar uma olhada em três textos: Pv 11.23-26; Lc
1. O estilo de vida cristão: John Stott cita em seu livro “O 3.10,11 e; Ef 4.28. Qual(is) é(são) o(s) principal(is)
discípulo radical”, um seminário realizado na década de 1980, na fim(ns) dos recursos materiais que Deus concede às
Inglaterra, denominado “Consulta Sobre Estilo de Vida pessoas?
Simples”, do qual ele mesmo fez parte. A partir deste, foi III. Pobreza e riqueza – A pobreza involuntária é uma ofensa
produzido um documento intitulado “Compromisso evangélico contra a bondade de Deus. O apelo de Deus às autoridades
com um estilo de vida simples” que começa com as seguintes e à Igreja é que usem de suas responsabilidades para
colocações: defender os pobres. Além disso, Jesus e outros escritores
“‘Vida’ e ‘estilo de vida’ são expressões que obviamente se bíblicos, nos advertem quanto ao perigo das riquezas (Sl
pertencem, não podendo, portanto, separar-se uma da outra. 49.7ss; Mt 19.23; Mc 4.19; Lc 12.15; I Tm 6.9,10). Cristo
Todos os cristãos dizem ter recebido de Jesus Cristo uma nova chama seus seguidores a buscar uma liberdade interior em
vida. Mas qual o estilo de vida certo? [grifo nosso] Se a vida é face da sedução das riquezas e a cultivar uma
nova, o estilo de vida precisa ser novo também. Mas que generosidade sacrificial (I Tm 6.8), seguindo seu exemplo
características ele precisa ter? Como distingui-lo em particular (2 Co 8.9).
do estilo de vida dos que não professam o cristianismo? E de Deus quer então que os cristãos sejam pobres? Toda
que maneira ele deve refletir os desafios do mundo riqueza é formada de forma injusta e pecaminosa?
contemporâneo: sua alienação tanto em relação a Deus como
em relação aos recursos da Terra, que ele criou para gozo de IV. A nova comunidade – A igreja é destinada a ser a nova
todos?2” (Nota: Stott menciona que uma tendência secular muito difundida comunidade de Deus, a qual demonstra novos valores,
e a qual os cristãos devem evitar é o materialismo. Sendo definido como novos padrões e um novo estilo de vida. A partilha de bens
“uma preocupação com coisas materiais que podem abafar a nossa vida tornou-se marca da igreja primitiva (At 4.32ss).
espiritual”.)
Em que sentido nossas igrejas podem adotar um estilo A) Atividade prática:
simples de ser? 1. Reveja a lista das perguntas 6 e 7 do questionário. Faça uma
V. Estilo de vida pessoal – Embora o estabelecimento de análise e tente separar seus gastos nas seguintes categorias:
regras ou regulamentos não seja a conduta mais “necessidade”, “luxo”, “hobby criativo”, “hobby das vaidades”,
apropriada para conduzir qual deve ser nosso estilo de “celebrações ocasionais” e “atividades rotineiras”. (ANEXO II)
vida; os cristãos precisam tomar atitudes práticas a fim de 2. A partir da sua análise e dos conhecimentos trabalhados nessa
simplificar o estilo de vida pessoal. oficina, o que você gostaria de mudar em relação aos seus
[Um adendo: C. S. Lewis fez uma colação interessante gastos?
sobre esse aspecto. Ele acreditava que, 3. Faça uma oração e coloque diante de Deus o desafio de utilizar
“se as nossas despesas com conforto, luxos, e os seus recursos com mais sabedoria a serviço do Reino.
diversão são equivalentes ao padrão comum entre
os que ganham o mesmo tanto que nós,
provavelmente estamos dando muito pouco. […]
Para muitos de nós, o grande obstáculo à caridade
não está nos luxos da vida ou no desejo por mais
dinheiro, mas no medo – medo da insegurança.
Precisamos reconhecê-lo muitas vezes como uma
tentação3”.]
O que você pensa a respeito desse comentário?

2. Ferramentas de controle/gestão financeiro. (10 min)


I. Retomando perguntas do questionário.
II. Modelos e ferramentas para controle financeiro.
i. Previsão orçamentária.
ii. Controle de gastos. REFERÊNCIAS
III. Qual a validade de tais métodos?
1 – NOUWEN, H. Espiritualidade na captação de recursos. Tradução livre por Bruno
Barreto. 2011.
2 – STOTT, J. O discípulo radical. Viçosa: Ultimato, 2011.
4º MOMENTO
3 – LEWIS, CS. Cristianismo puro e simples. In: KLEIN, PS. (Ed.). Um ano com C. S.
Lewis. Viçosa: Ultimato, 2005.
ANEXO I uma viagem. Que sentimentos surgiriam em você? O que você faria?
Questionário: “Aspectos basais da relação pessoa-dinheiro” 13. Você se sente bem quando tem “muito” dinheiro? E quando não tem,
o que você sente?

1. Você é uma pessoa financeiramente dependente dos seus pais e/ou 14. Imagine que você formou e começou a trabalhar. Tempos depois,
parentes e/ou amigos? (Se sim, responda as questão 2. Se não, pule reencontra colegas de faculdade e, nas conversas, descobre que eles
para a questão 3) estão ganhando três vezes mais que você. Como você se sentiria?

2. Você sabe quanto essas pessoas que lhe sustentam financeiramente 15. Você já orou a Deus pedindo recursos materiais e/ou sabedoria para
ganham? utilizar esses recursos? Com que frequência você faz isso?

3. Você sente que tem liberdade para falar o quanto você recebe com
pessoas mais próximas?
4. Quando em sua família (ou círculo de amigos) alguém resolve ou,
precisa, conversar sobre algo relacionado a dinheiro, que
sentimentos ou sensações você percebe surgir no meio desse grupo?
(As conversas sobre esse assunto se processam como? Com
liberdade? Angústia? Nervosismo? Com esperança?...)
5. Seus familiares (ou amigos) lhe ensinaram habilidades em lidar com
o dinheiro?
6. Quais são os seus maiores gastos? E os menores?
7. Com o quê você gosta de gastar seus recursos financeiros?
8. Você tem hábito de poupar dinheiro?
9. Você utiliza algum método para controlar seus gastos financeiros?
Consegue cumprir essa tarefa regularmente? Se não utiliza nenhum
método, já tentou utilizar? Por que você não conseguiu manter o
hábito?
10. Você doa parte dos seus recursos financeiros (ou materiais) para
amigos, igrejas, partidos políticos, ONG's ou Oscip's ou, instituições
diversas? Se não, você se preocupa em doar?
11. O que você sente quando alguém lhe pede dinheiro?
12. Imagine que você doou R$ 1.000,00 para alguém, pensando que ele
seria usado para ajudar pessoas em tratamento de câncer. Mais tarde,
você descobre que, na verdade, esse dinheiro foi usado para fazer
ANEXO II

Necessidade Luxo Hobby criativo “Hobby das vaidades” Celebrações ocasionais Atividades rotineiras