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ESCOLA ESTADUAL RITA ANGELINA BARBOSA SILVEIRA-

ESCOLA DA AUTORIA EMTI E EFEI

APC N° 01 - 2° BIMESTRE

CADERNO DE ATIVIDADES
ÁREA DE CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS
APLICADAS

1° Anos

DATA DE ENVIO: 11/05/2021


DATA DE ENTREGA: 25/05/2021
VALOR: 10 (DEZ)

NOME: ______________________ T U R M A : (A) ( B )


Equipe interdisciplinar – Prof. Maiza, Prof. Lucas, Prof. Valdenir, Prof. Lorena, Prof. Miriam.

GEOGRAFIA - Prof. Lucas


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FIGURA 1 - Deriva Continental


Equipe interdisciplinar – Prof. Maiza, Prof. Lucas, Prof. Valdenir, Prof. Lorena, Prof. Miriam.

FIGURA 2 – Tectonica de Placa


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HISTÓRIA - Prof. Maiza


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QUESTÃO 1- SOBRE O HOMEM NA PRÉ - HISTÓRIA, RESPONDA:

a. Qual período é considerado Pré-história? Escreva quando é o início e o fim desse período.
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b. A Pré-História é dividida em três fases Paleolítico, Neolítico e Idade dos Metais. Cite as
principais características de cada período;
Paleolítico_____________________________________________________________________
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Neolítico______________________________________________________________________
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Idade dos Metais


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QUESTÃO 2 – SOBRE A PRÉ HISTÓRIA BRASILEIRA RESPONDA:


Conforme estudos arqueológicos, a presença humana no Brasil começou há 12 mil anos. Em quais
regiões do nosso pais são encontrados vestígios dos primeiros habitantes do nosso território?
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FILOSOFIA - Prof. Valdenir

A ACEITAÇÃO DE QUE O SER HUMANO NÃO É BOM PODE NOS TORNAR MELHORES.

O ser humano é naturalmente bom ou ruim? Esse é um questionamento que, há séculos, o ser
humano procura responder. Uma das ideias mais tentadoras e trazida à baila pelo filósofo suíço Jean-
Jacques Rousseau e que se tornou muito popular, é a crença de que nascemos bons, mas,
influenciados pela "sociedade", nos tornamos egoístas, gananciosos, vaidosos, consumistas e
destruidores da natureza. De acordo com essa teoria, se voltássemos aos hábitos de nossos ancestrais
mais antigos, poderíamos voltar a viver em harmonia com o próximo e, principalmente, com a natureza.
Em tempos de aquecimento global provocado pelo homem, essa tese é muito tentadora, porém,
infelizmente, muito distante da verdade. A ciência hodierna responde com um bom grau de certeza que
a ideia romântica de que já vivemos em harmonia com a natureza nunca foi real.
 A origem do "bom selvagem". O grande responsável pela divulgação da ideia de que o ser humano
era bom até ser corrompido pela sociedade foi o filósofo suíço Jean-Jacques Rousseau. Em 1755,
ele publicou "A Origem da Desigualdade entre os Homens", um curto texto em que defende a ideia
de que, no estado de natureza, as pessoas são boas. "Nada pode ser mais dócil do que (o homem)
em seu estado primitivo", escreveu. "Nós evitaríamos quase todos os males se conservássemos a
maneira de viver simples, uniforme e solidária que nos era prescrita pela natureza." Naquela época,
filósofos ou cientistas não podiam contar com muito mais do que a imaginação e a reflexão para
especular sobre os primórdios da humanidade. Não que isso tire os méritos das ideias surgidas nesse
período — muitas delas geniais. Mas, sobre como era a vida dos nossos ancestrais, eles não podiam
fazer afirmações categóricas. Hoje, os cientistas têm acesso a informações mais precisas sobre os
hábitos e a psicologia dos humanos antigos que permitem um retrato mais realista.
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 Uma trajetória de destruição. O psicólogo e filósofo William von Hippel, da Universidade


Queensland, na Austrália pontua que, muitas pessoas adoram a ideia de que, se voltássemos às
nossas raízes, viveríamos em paz e harmonia", porém, "por tudo que aprendemos, não é uma ideia
real." A história do Homo sapiens foi marcada por violência e destruição. A conquista dos outros
continentes depois de nossa espécie deixar a África foi marcada por um padrão: a extinção de
dezenas de aves e mamíferos. Segundo o historiador Yuval Harari, em "Sapiens - uma breve história
da humanidade", há 70 mil anos, 200 espécies de mamíferos com mais de 50 quilos povoavam a
Terra. Em pouco mais de 50 mil anos, o número caiu pela metade. Não foi obra de um cometa, um
asteroide nem mudanças climáticas: os responsáveis foram os humanos. O desaparecimento desses
animais ocorria sempre após a chegada do homem ao habitat deles, como Austrália e Américas do
Norte e do Sul. Entre as vítimas, estão o tigre-dente-de-sabre, o leão-marsupial e diprotodontes,
animais que pesavam até 2,5 toneladas. "A primeira onda de colonização do sapiens foi um dos
maiores e mais rápidos desastres ecológicos a acometer o reino animal", escreveu Harari, que ironiza
a tese do "bom selvagem": "Não acredite nos abraçadores de árvores que afirmam que nossos
ancestrais viveram em harmonia com a natureza".
 Uma vida de guerras. Numa de suas passagens mais líricas, Rousseau descreve a cena do homem
selvagem "matando a fome à sombra de um carvalho, saciando a sede no primeiro riacho,
encontrando sua cama ao pé da mesma árvore que lhe fornece sua refeição". Nada mais distante da
realidade. Especialistas descrevem a vida do homem primitivo marcada por preocupações — e a
principal delas era o risco de morte por outra pessoa. Von Hippel compara a vida do caçador-coletor
com a de um mafioso, que sobrevive numa rede de intrigas, suspeitas e frágeis alianças para evitar
a morte violenta. As guerras eram comuns (com outros sapiens, e, também, contra outras espécies
de humanos, como o Neandertal, o Homo floresiensis (conhecido como Hobbit) e o hominídeo de
Denisova, descoberto na Sibéria. Nos últimos anos, cientistas encontraram evidências que sugerem
que o encontro do Homo sapiens com essas outras espécies foi determinante para a extinção delas.
Alguns encontros foram pacíficos — prova disso é que carregamos parte do DNA de outras espécies
de hominídeos. Mas, no geral, sapiens guerrearam com outras espécies. "Nós dizimamos as outras
espécies de hominídeos", diz o paleontólogo e biólogo evolucionista Nick Longrich, da Universidade
de Bath, no Reino Unido.
 Por que fizemos isso? Foi uma estratégia de sobrevivência. Do ponto estritamente biológico, o ser
humano é como um leão, uma serpente ou uma flor — que vive para produzir e passar seu DNA para
frente. Morte violenta é uma constante na natureza. Pense numa mosca morta por uma aranha ou
até por uma planta carnívora. Agora, se coloque no lugar dela e tente imaginar seu sofrimento. Não
dá para achar que a natureza é idílica, maravilhosa, certo? Os animais, algumas plantas e o homem
não veem uns aos outros apenas como comida, mas como competidores no ecossistema. Segundo
Nick Longrich, foi a busca por alimento e a competição territorial que levou o Homo sapiens a guerrear
contra praticamente todas as espécies de seres vivos que habitam o planeta. Não é por acaso que
muitos cientistas chamam de Antropoceno o período em que nossa espécie dominou a Terra — e,
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desde então, estamos promovendo a sexta grande extinção em massa. "Caçamos os mamutes até
sua extinção, destruímos florestas para a agricultura, alteramos a paisagem de metade da superfície
terrestre do planeta. Mas somos ainda mais perigosos para outros humanos porque competimos por
recursos e terras", escreveu Longrich em artigo.
 "Ah, mas hoje é pior." Nada disso. Por mais incrível que possa parecer, a vida hoje — em todos os
pontos do planeta — é um verdadeiro Éden se comparada à vida dos nossos ancestrais. Em "Os
anjos bons de nossa natureza", o psicólogo Steven Pinker lançou mão de uma série de estudos
arqueológicos para criar estatísticas que comprovam essa tese. Os dados coletados em 21 sítios
arqueológicos pré-históricos revelaram que, em média, 15% das pessoas morriam em decorrência
de agressões provocadas por outros humanos. Já no século 20, que muitos consideram o período
mais violento da história humana, o índice de mortes violentas não ultrapassa 3%, segundo estudos
citados por Pinker. Detalhe: ele diz que os primeiros dados são subestimados. Como eles foram
colhidos a partir de marcas de violência provocada por outros humanos em ossadas encontradas
nos sítios, não é possível computar, por exemplo, mortes por envenenamento. "Uma grande parcela
da nossa cultura intelectual abomina admitir que a civilização, a modernidade e a sociedade ocidental
podem ter algo de bom", escreveu. "Apesar de todos os perigos que enfrentamos hoje, os perigos
de ontem eram ainda piores."
 A origem dos nossos pecados. E o que dizer de traços nada lisonjeiros como a ganância e o
egoísmo? Isso com certeza é legado da sociedade capitalista, certo? Errado. O capitalismo é
inocente. Mais do que a causa de nossos problemas, ele apenas reflete a nossa natureza. "Nosso
egoísmo inerente fez com que criássemos o capitalismo", diz von Hippel. Importante destacar que o
aumento da desigualdade social começou a se acentuar há 12 mil anos, quando deixamos de ser
caçadores-coletores para nos tornarmos agricultores — muito antes do capitalismo que, por sua vez,
foi precedido pelo mercantilismo e pelo feudalismo, que estavam longe de promover a igualdade
entre os homens. No livro "A Evolução Improvável", von Hippel conta a história da evolução da
psicologia dos humanos desde que nos separamos do ancestral que nos ligava a outros primatas,
há cerca de 7 milhões de anos. Boa parte dos nossos defeitos, como a capacidade para mentir e a
tendência para a xenofobia tiveram papel importante na sobrevivência do ser humano ao longo dos
milênios. Segundo von Hippel, o que vemos hoje como defeitos morais nada mais são do que
soluções psicológicas que nos ajudaram a viver em grupo e, em última instância, obter alimentos e
parceiros para a reprodução, que é o fim de todo ser vivo.
 Mas o comportamento não é estático. Características fundamentais naqueles tempos, hoje, não
têm função alguma — pelo contrário, nos atrapalham. Ainda não tivemos tempo de nos livrar delas.
Aí está a origem de boa parte dos conflitos da sociedade contemporânea, do machismo à gula. "Para
o bem ou para o mal, não conseguimos nos livrar de muitos de nossos antigos instintos. Em especial,
nosso medo de sermos deixados de fora no jogo do acasalamento ainda determina nossa psicologia
de formas profundas, tornando-nos altamente conscientes de nossa posição em relação aos outros
no grupo", escreveu. Um exemplo de como isso afeta nossa psicologia? A tendência dos homens a
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rivalizar com amigos ou pessoas próximas. Segundo von Hippel, por trás de tanta briguinha de ego
está o instinto do homem em se destacar perante os demais e ser bem visto pelas mulheres. "Seleção
sexual e competição pelo acasalamento são as forças motrizes por trás do poder da relatividade, ou
seja, a importância de nossa posição relativa em comparação aos outros", escreveu.
 Então tudo é permitido? Longe disso. Aceitar a realidade sobre quem somos não pode servir para
aceitação de atos moralmente inaceitáveis. Não somos robôs controlados pelos genes; nossos
instintos ou código genético jamais podem servir como justificativas para a violência, escreveu
Steven Pinker. Von Hippel vai na mesma linha: da mesma forma com que nossa evolução nos tornou
mais egoístas e competitivos, nos dotou de moralidade, ou seja, a capacidade para julgarmos nossos
atos como bons ou ruins. E essa habilidade também teve papel fundamental na história do Homo
sapiens no planeta. "Evoluímos para ver o mundo por uma lente moral", diz. "Por isso,
automaticamente julgamos as nossas ações e a dos outros como boas ou ruins."
E aqui podemos citar novamente Rousseau. Se ele errou na ideia de que somos
naturalmente bons, acertou em cheio ao apontar uma característica que distingue os humanos dos
outros animais: a perfectibilidade, ou seja, a capacidade de se aperfeiçoar ao longo da vida. Enquanto
um animal com poucos meses é o que será durante toda a vida, o ser humano é livre para melhorar
(e também para piorar, importante admitir). Como escreveu o filósofo Luc Ferry em "Aprender a Viver
- filosofia para os novos tempos": "É essa nova definição do ser humano (...) que vai possibilitar
identificar o que, no homem, permite fundar uma nova moral". E, sob essa nova moral, temos o dever
de nos tornarmos melhores a cada dia.
Disponível em:< https://tab.uol.com.br/noticias/redacao/2020/07/26/como-aceitar-que-o-ser-humano-nao-e-bom-pode-nos-tornar-melhores.htm>.
Acesso em 25-04-2021.

ATIVIDADES
1. Quem foi o grande responsável pela divulgação da ideia de que o ser humano era
bom até ser corrompido pela sociedade?_____________________________________
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2. De acordo com o texto qual é a característica que distingue os humanos dos
outros animais?_________________________________________________________
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SOCIOLOGIA - Prof. Lorena

Para se aprofundar nessa questão comportamental, investigadores suecos resolveram analisar


bebês com apenas seis meses de vida e suas reações diante dos animais. Estudos anteriores
avaliaram apenas se crianças mais crescidas observavam aranhas e cobras mais rápido do que
animais ou objetos inofensivos, e não se elas mostravam uma reação de medo fisiológica direta;
justificou ao Correio Kahl Hellmer, pesquisador do Departamento de Psicologia da Universidade
de Uppsalla, na Suécia, e um dos autores do estudo publicado na revista
científica Frontiers in Psychology.
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Imagens
No experimento, os cientistas mostraram para as crianças fotos de cobras, aranhas, flores e
peixes, todos do mesmo tamanho e cor. Ao ver a imagem dos dois primeiros, a maioria delas
reagia com medo, denunciado por meio da pupila, que aumentou de tamanho. Em condições de
luz constante, essa alteração no tamanho das pupilas é um sinal importante para a ativação do
sistema noradrenérgico no cérebro, responsável pelas reações de estresse. Com isso, vemos que
mesmo os bebês mais jovens parecem estressados por esses grupos de animais,
explicou Stefanie Hoehl, neurocientista da Instituto Max Planck, na Alemanha, e investigadora
principal do estudo. Hoehl e sua equipe acreditam que esse medo demonstrado pelas crianças,
que nem conheciam os bichos, pode ser explicado por uma herança evolutiva. Semelhante ao
que acontece com os primatas, mecanismos nos nossos cérebros nos permitem identificar
animais, como aranha ou cobra, e reagir a eles muito rapidamente. Ambos foram perigosos para
os nossos antepassados, há cerca de 40 a 60 milhões de anos. As mordidas venenosas eram um
grande problema. “Evitá-los teria proporcionado uma vantagem vital” explicou Hoehl.
Para Rachel Ripardo, professora do Núcleo de Teoria e Pesquisa do Comportamento da
Universidade Federal do Pará (NTPC -UFPA), os trabalhos alemão e sueco mostram dados que
podem ser relacionados à teoria da evolução. A hipótese de que o medo desses animais tenha
origem num passado evolucionário faz sentido. Eles foram suficientemente perigosos para nossos
bebês durante a evolução humana, mesmo que não sejam agora um perigo real. Esse tipo de
medo de fácil aprendizado; é encontrado também em outros bichos, o que reforça a hipótese. E
também há estudos que mostram que detectamos esses animais mais rápido do que percebemos
outros, explicou a especialista, que não participou do estudo. A professora ressaltou que a teoria
da evolução também é utilizada para entender outros tipos de comportamento humano dentro da
psicologia. O medo de aranhas e cobras seria um exemplo, mas há vários outros, como a ligação
entre mãe e criança, a detecção de trapaceiros etc., destacou.

Asco
A origem do nojo também está ligada a evolução. Cientistas da Escola de Higiene e Medicina
Tropical de Londres chegaram a essa conclusão em um experimento científico realizado em
2014. Os pesquisadores pediram a 40 mil pessoas que respondessem a um questionário na
internet. A tarefa pedia que elas avaliassem uma série de imagens e classificassem se elas eram
nojentas em uma escala de um a cinco. Fotos que mostravam fluidos corporais,
ferimentos infecionados e insetos eram consideradas mais asquerosas que imagens de fluidos da
natureza e machucados cicatrizados. O resultado reforçou a suspeita dos pesquisadores de que o
nojo protege as pessoas de ameaças como as doenças infeciosas. Observamos um padrão de
resposta universal: as pessoas sentem nojo para se proteger de objetos e seres vivos que
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representem risco à saúde e, portanto, à própria sobrevivência da espécie, explicou, em um


comunicado à imprensa, Robert Anger, um dos autores do estudo publicado na
revista Proceedings of the Royal Society B.
Marcio Bernik, coordenador do Programa Ansiedade do Instituto de Psiquiatria do Hospital das
Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), explicou que as duas
reações refletem o mesmo sentimento. O medo e o nojo são o que chamamos de estímulo
agressivo, que é o que usamos para nos defender. Eles são faces da mesma moeda. Quando
você conversa com um paciente que tem medo de se infectar com um vírus, como o HIV, ele diz
que tem asco de sangue, por exemplo. São outras formas de descrever, mas o que ele
demonstra é o mesmo sentimento, destacou o especialista.
Ele também ressaltou que o fato de nem todas as pessoas possuírem as fobias de bichos
impulsiona outras perguntas sobre as mudanças comportamentais relacionadas ao medo
ocorridas com o passar dos anos. Temos que considerar que outras revoluções estão ocorrendo.
Temos crianças que não querem brincar com uma cobra, mas outras ficam até felizes de abraçar
os animais. Temos grupos que terão essa herança e outros, não. Mas ainda é difícil explicar por
que isso ocorre, frisou. Além de entender melhor o passado do homem, os autores do estudo
disseram acreditar que os resultados podem auxiliar a área médica, com tratamentos para
pessoas que sofrem com fobias. Acredito que essa descoberta pode ser útil para terapeutas e
psicólogos que trabalham com pacientes que sofrem com medo de aranhas. Pode também ser
uma peça de quebra-cabeças para construir o nosso passado, mas, nesse caso, eu suponho que
é necessário mais trabalho pela frente, talvez rastreando o passado evolutivo desse mecanismo
em nossos primos primatas, ressaltou Hellmer.
Jorge Gustavo Azpiroz, psiquiatra do Hospital São Lucas da Pontifícia Universidade Católica do
Rio Grande do Sul (PUC-RS), enfatizou que entender melhor as origens das fobias pode auxiliar
a área médica. Sempre que temos a oportunidade de saber como esses transtornos agem, existe
a possibilidade de encontrar soluções mais eficientes para tratamento. Basicamente, o que temos
hoje para tratar esses problemas é uma exposição gradual. Se o paciente tem medo de aranha,
você o expõe repetida e gradualmente ao animal. Isso é importante, porque sabemos que a
ansiedade nos mantém longe de perigos, mas ela também pode ser prejudicial, atrapalha a vida
da pessoa, causando o sofrimento quando toma uma forma exacerbada, ressaltou o especialista.
Segundo Azpiroz, uma análise mais apurada ainda pode render mais frutos. Seria interessante
avaliar a família, o pai e a mãe, e saber se existe uma herança desse medo dentro do grupo mais
próximo, também faz sentido pensar em uma herança genética, acrescentou.
Rachel Ripardo também disse acreditar que investigações para decifrar o medo podem auxiliar a
área de pesquisa. Elas nos ajudam a entender por que fobias a cobras e aranhas surgem tão
cedo e tão fácil na vida humana, e porque é tão difícil tratá-las. A par desse conhecimento,
Equipe interdisciplinar – Prof. Maiza, Prof. Lucas, Prof. Valdenir, Prof. Lorena, Prof. Miriam.

médicos e psicólogos podem criar tratamentos mais específicos, sem buscar uma explicação
apenas no contexto e na história de vida individual, opinou. Semelhante ao que acontece com os
primatas, mecanismos nos nossos cérebros nos permitem identificar animais, como aranha ou
cobra, e reagir a eles muito rapidamente. Ambos foram perigosos para os nossos antepassados,
há cerca de 40 a 60 milhões de anos. Evitá-los teria proporcionado uma vantagem vital;
 Stefanie Hoehl, neurocientista da Instituto Max Planck, na Alemanha

QUESTÕES DE SOCIOLOGIA

1) Segundo o texto, por que temos medo de animais perigosos e nojo de insetos?
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2) Como os pesquisadores do Departamento de Psicologia da Universidade de Uppsalla, na


Suécia realizaram a pesquisa? Quais conclusões eles chegaram?
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EMPREENDEDORISMO SOCIAL - Prof. Miriam

Leia o fragmento de texto abaixo:


Empreendedorismo é a iniciativa de mudar algo, de transformar para melhor um lugar, uma
escola, uma comunidade, um bairro, cidade ou pais. O empreendedor é motivado pela
criatividade e a busca de soluções sempre pensando no bem estar das pessoas.
O empreendedor social não busca o lucro, é motivado em agir em prol do social e ambiental. Ele
atua de forma a causar impactos positivos na vida das pessoas e do planeta.
Para Dornelas (2008, p. 22) o empreendedorismo pode ser definido como: “o envolvimento de
pessoas e processos que, em conjunto, levam à transformação de ideias em oportunidades”.
Dolabela (2010) também nos apresenta uma definição para o empreendedorismo e compreende-
o como um processo de transformar em e sonhos em riqueza.
https://educapes.capes.gov.br/bitstream/capes/553183/2/SEQU%C3%8ANCIA%20
DID%C3%81TICA%20%20EMPREENDEDOR %20CIDAD%C3%83O%20-
%20FAZENDO%20ACONTECER.pdf

01-Agora responda ao que se pede nas letras a e b:


a- Explique com suas próprias palavras o que você compreendeu sobre o conceito de
empreendedorismo, citando o que motiva um empreendedor, qual a finalidade explicando quais
impactos positivos para a sociedade e o planeta.
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b- Agora que você já sabe o que é ser empreendedor, observe a imagem abaixo e fundamentado
no texto acima, responda como é o trabalho dentro do empreendedorismo social:

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BOM ESTUDO GALERA!!!!!!!!!!!!!