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MP-SP

Pedreiro

Serviços de construção e manutenção de alvenaria, concreto e outros materiais. .............. 1


Assentamento de pisos cerâmicos, tijolos, azulejos. ......................................................... 43
Revestimento e acabamento final de paredes, pisos, tetos e lajes. ................................... 49
Orientação aos ajudantes na preparação do material a ser utilizado. ............................... 61
Ferramentas, técnicas e equipamentos de construção civil. ............................................. 67
Equipamentos de Proteção Individual pertinentes ao exercício da função. ....................... 81
Segurança do trabalho. ...................................................................................................... 94

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Serviços de construção e manutenção de alvenaria, concreto e outros materiais.

ALVENARIAS1

Alvenaria, pelo dicionário da língua portuguesa, é a arte ou ofício de pedreiro ou alvanel, ou ainda,
obra composta de pedras naturais ou artificiais, ligadas ou não por argamassa.
Modernamente se entende por alvenaria, um conjunto coeso e rígido, de tijolos ou blocos (elementos
de alvenaria) unidos entre si por argamassa.
A alvenaria pode ser empregada na confecção de diversos elementos construtivos (paredes,
abóbadas, sapatas, etc,...) e pode ter função estrutural, de vedação etc...Quando a alvenaria é
empregada na construção para resistir cargas, ela é chamada Alvenaria resistente, pois além do seu peso
próprio, ela suporta cargas (peso das lajes, telhados, pavimento superior, etc...)
Quando a alvenaria não é dimensionada para resistir cargas verticais além de seu peso próprio é
denominada Alvenaria de vedação. As paredes utilizadas como elemento de vedação devem possuir
características técnicas que são:
- Resistência mecânica
- Isolamento térmico e acústico
- Resistência ao fogo
- Estanqueidade
- Durabilidade

As alvenarias de tijolos e blocos cerâmicos ou de concreto, são as mais utilizadas, mas existe
investimentos crescentes no desenvolvimento de tecnologias para industrialização de sistemas
construtivos aplicando materiais diversos. No entanto neste capítulo iremos abordar os elementos de
alvenaria tradicionais.

Elemento de Alvenaria

Produto industrializado, de formato paralelepipedal, para compor uma alvenaria, podendo ser:

Tijolos de barro cozido


a) Tijolo comum (maciço, caipira)
São blocos de barro comum, moldados com arestas vivas e retilíneas (Figura 4.1), obtidos após a
queima das peças em fornos contínuos ou periódicos com temperaturas das ordem de 900 a 1000°C.
* dimensões mais comuns: 21x10x5
* peso: 2,50kg
* resistência do tijolo: 20kgf/cm²
* quantidades por m²: parede de 1/2 tijolo: 77un // parede de 1 tijolo: 148un

Tijolo Comum

b) Tijolo furado (baiano)


Tijolo cerâmico vazado, moldados com arestas vivas retilíneas. São produzidos a partir da cerâmica
vermelha, tendo a sua conformação obtida através de extrusão.
* dimensões: 9x19x19cm
* quantidade por m²: parede de 1/2 tijolo: 22un // parede de 1 tijolo: 42un

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TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL E CONSTRUÇÃO DE EDIFÍCIOS - JOSÉ ANTONIO DE MILITO

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* peso @ 3,0kg
* resistência do tijolo @ espelho: 30kgf/cm² e um tijolo: 10kgf/cm²
* resistência da parede @ 45kgf/cm²

A seção transversal destes tijolos é variável, existindo tijolos com furos cilíndricos (Figura 4.2) e com
furos prismáticos (Figura 4.3).
No assentamento, em ambos os casos, os furos dos tijolos estão dispostos paralelamente à superfície
de assentamento o que ocasiona uma diminuição da resistência dos painéis de alvenaria.
As faces do tijolo sofrem um processo de vitrificação, que compromete a aderência com as argamassas
de assentamento e revestimento, por este motivo são constituídas por ranhuras e saliências, que
aumentam a aderência.

Tijolo com furo cilíndrico Tijolo com furo prismático

c) Tijolo laminado (21 furos)


Tijolo cerâmico utilizado para executar paredes de tijolos à vista (Figura 4.4). O processo de fabricação
é semelhante ao do tijolo furado.
* dimensões: 23x11x5,5cm
* quantidade por m²: parede de 1/2 tijolo: 70un // parede de 1 tijolo: 140un
* peso aproximado ≈ 2,70kg
* resistência do tijolo ≈ 35kgf/cm²
* resistência da parede: 200 a 260kgf/cm²

Tijolo Laminado

Tijolos de solo cimento


Material obtido pela mistura de solo arenoso - 50 a 80% do próprio terreno onde se processa a
construção, cimento Portland de 4 a 10%, e água, prensados mecanicamente ou manualmente. São
assentados por argamassa mista de cimento, cal e areia no traço 1:2:8 (Figura4.5) ou por meio de cola.
* dimensões: 20x10x4,5cm
* quantidade: a mesma do tijolo maciço de barro cozido
* resistência a compressão: 30kgf/cm²

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Tijolo de solo cimento comum

Blocos de concreto
Peças regulares e retangulares, fabricadas com cimento, areia, pedrisco, pó de pedra e água (Figura
4.7; 4.8). O equipamento para a execução dos blocos é a presa hidráulica. O bloco é obtido através da
dosagem racional dos componentes, e dependendo do equipamento é possível obter peças de grande
regularidade e com faces e arestas de bom acabamento. Em relação ao acabamento os blocas de
concreto podem ser para revestimento (mais rústico) ou aparentes.

Bloco de Concreto

A Tabela abaixo determina as dimensões nominais dos blocos de concreto mais utilizados.

Dimensões nominais dos blocos de concreto

Dimensões a b c Peso a b c Peso


*: 09 x 19 x 39 10 kg 09 x 19 x 19 4,8 kg

11 x 19 x 39 10,7 kg ½ 14 x 19 x 19 6,7 kg
tijolo
14 x 19 x 39 13,6 kg 19 x 19 x 19 8,7 kg
19 x 19 x 39 15.5 kg
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*Quantidade de blocos por m : 12,5 un
*Resistencia do Bloco: deve-se consultar o fabricante

Bloco Canaleta

Bloco Canaleta: 14 x 19 x 39 = 13,50 kg


19 x 19 x 39 = 18,10 kg

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Elevação da alvenaria

Paredes de tijolos maciços


Depois de, no mínimo, um dia da impermeabilização, serão erguidas as paredes conforme o projeto
de arquitetura. O serviço é iniciado pelos cantos (Figura 4.9) após o destacamento das paredes
(assentamento da primeira fiada), obedecendo o prumo de pedreiro para o alinhamento vertical (Figura
4.10) e o escantilhão no sentido horizontal (Figura 4.9).
Os cantos são levantados primeiro porque, desta forma, o restante da parede será erguida sem
preocupações de prumo e horizontalidade, pois estica-se uma linha entre os dois cantos já levantados,
fiada por fiada. A argamassa de assentamento utilizada é de cimento, cal e areia no traço 1:2:8.

Detalhe do nivelamento da elevação da alvenaria

Detalhe do prumo das alvenarias

Podemos ver nos desenhos a maneira mais prática de executarmos a elevação da alvenaria,
verificando o nível e o prumo.
1º – Colocada a linha, a argamassa e disposta sobre a fiada anterior, conforme a Figura 4.11.

Colocação da argamassa de assentamento

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2º - Sobre a argamassa o tijolo e assentado com a face rente à linha, batendo e acertando com a colher
conforme.

Assentamento do tijolo

3º - A sobra de argamassa é retirada com a colher, conforme.

Retirada do excesso de argamassa

Mesmo sendo os tijolos da mesma olaria, nota-se certa diferença de medidas, por este motivo, somente
uma das faces da parede pode ser aparelhada, sendo a mesma à externa por motivos estéticos e mesmo
porque os andaimes são montados por este lado fazendo com que o pedreiro trabalhe aparelhando esta
face.
Quando as paredes atingirem a altura de 1,5m aproximadamente, deve-se providenciar o primeiro
plano de andaimes, o segundo plano será na altura da laje, se for sobrado, e o terceiro 1,5m acima da
laje e assim sucessivamente.
Os andaimes são executados com tábuas de 1"x12" (2,5x30cm) utilizando os mesmos pontaletes de
marcação da obra ou com andaimes metálicos. No caso de andaimes utilizando pontaletes de madeira
as tábuas devem ser pregadas para maior segurança do usuários.

Amarração dos tijolos maciços


Os elementos de alvenaria devem ser assentados com as juntas desencontradas, para garantir uma
maior resistência e estabilidade dos painéis. Podendo ser:
a) Ajuste comum ou corrente, é o sistema mais utilizado.

Ajuste corrente (Comum)

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b) Ajuste Francês também comumente utilizado.

Ajuste francês

c) Ajuste Inglês, de difícil execução pode ser utilizado em alvenaria de tijolo aparente (Figura 4.16).

Ajuste inglês ou gótico

Formação dos cantos de paredes


É de grande importância que os cantos sejam executados corretamente, pois como já visto, as paredes
iniciam-se pelos cantos. Nas Figuras 4.17; 4.18; 4.19; 4.20 e 4.21 mostram a execução de diversos cantos
de parede nas diversas modalidades de ajustes.

Canto em parede de meio tijolo no ajuste comum

Canto em parede de um tijolo francês

Canto em parede de um tijolo no ajuste comum

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Canto em parede de espelho

Canto em parede externa de um tijolo com parede interna de meio tijolo no ajuste francês.

Pilares de tijolos maciços


São utilizados em locais onde a carga é pequena (varandas, muros etc..). Podem ser executados
somente de alvenaria ou e alvenaria e o centro preenchido por concreto.

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Exemplo de pilares de alvenaria

Paredes com bloco de concreto


São paredes executadas com blocos de concreto vibrado. Com o desenvolvimento dos artigos pré-
moldados, se estendem rapidamente em nossas obras.
O processo de assentamento é semelhante ao já descrito para a alvenaria de tijolos maciços. As
paredes iniciam-se pelos cantos utilizando o escantilhão para o nível da fiada e o prumo.
A argamassa de assentamento dos blocos de concreto é mista composta por cimento cal e areia no
traço 1:1/2:6.
Vantagens:
- peso menor
- menor tempo de assentamento e revestimento, economizando mão-de-obra.
- menor consumo de argamassa para assentamento.
- melhor acabamento e uniformidade.

Desvantagens:
- não permite cortes para dividi-los.
- geralmente, nas espaletas e arremates do vão, são necessários tijolos comuns.

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- difícil para se trabalhar nas aberturas de rasgos para embutimento de canos e conduítes.
- nos dias de chuva aparecem nos painéis de alvenaria externa, os desenhos dos blocos. Isto ocorre
devido à absorção da argamassa de assentamento ser diferente da dos blocos.

Os blocos de concreto para execução de obras não estruturais têm o seu fundo tampado para facilitar
a colocação da argamassa de assentamento. Portanto, a elevação da alvenaria se dá assentando o bloco
com os furos para baixo.

Detalhe do assentamento do bloco de concreto

O assentamento é feito em amarração. Pode ser junta a prumo (somente quando for vedação em
estrutura de concreto).
A amarração dos cantos e de parede interna com externa se faz utilizando barras de aço a cada três
fiadas ou utilizando um pilarete de concreto no encontro das alvenarias:

Detalhe de execução dos cantos

Parede de tijolos furados


As paredes de tijolo furado são utilizadas com a finalidade de diminuir o peso das estruturas e
economia, não oferecem grande resistência e portanto, só devem ser aplicados com a única função de
vedarem um painel na estrutura de concreto.
Sobre elas não devem ser aplicados nenhuma carga direta. No entanto, os tijolos baianos também são
utilizados para a elevação das paredes, e o seu assentamento e feito em amarração, tanto para paredes
de 1/2 tijolo como para 1 tijolo.

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Execução de alvenaria utilizando tijolos furados

A amarração dos cantos e da parede interna com as externas, se faz através de pilares de concreto,
pois não se consegue uma amarração perfeita devido às diferenças de dimensões.

Exemplo de amarração nas alvenarias de tijolo furado

Outros tipos de reforços em paredes de alvenaria.


Quando uma viga, de pequena carga, proveniente principalmente das coberturas, descarrega sobre a
alvenaria, para evitar a carga concentrada e consequentemente o cisalhamento nos tijolos, fazem-se
coxins de concreto.

Coxins de concreto

Ao chegar com as paredes à altura da laje (respaldo das paredes), quando não temos uma verdadeira
estrutura de concreto e os vão são pequenos, utilizamos uma nova cinta de amarração sob a laje e sobre
todas as paredes que dela recebem carga.
As cintas de amarração no respaldo das paredes servem para apoio das lajes, nestes casos para lajes
de pequenos vãos, no máximo entre 2,50 a 3,00m, (ver apoio de lajes em alvenaria nas anotações de
aulas nº5).
As Figuras exemplificam as cintas de amarração no respaldo das alvenarias cerâmicas para tijolo
maciço e tijolo furado respectivamente.

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Cinta de amarração em alvenaria de tijolo maciço

Cinta de amarração em alvenaria de tijolo furado

Na alvenaria de bloco de concreto utilizamos blocos canaletas para a execução das cintas de
amarração.

Cinta de amarração em alvenaria de bloco de concreto

Obs. As cintas de amarração servem para distribuir as cargas e "amarrar" as paredes (internas com
as externas). Se necessitarmos que as cintas suportem cargas, devemos então calcular vigas.

Questões

01. (EPTC - Agente de Apoio Operacional - OBJETIVA) Assinalar a alternativa que preenche as
lacunas abaixo CORRETAMENTE:

A alvenaria é construída em cima da fundação e em camadas de blocos cerâmicos também chamadas


de fiadas, todas com o mesmo alinhamento. Essas fiadas são assentadas em uma única direção vertical
(___________) e devem ter a mesma altura do início ao fim de cada fiada (___________).

(A) prumada - nivelamento


(B) alinhamento - prumada
(C) alinhamento - nivelamento
(D) traço - pé direito

02. (TRT/11ª Região (AM e RR) - Analista Judiciário – Arquitetura – FCC/2017) Considere os blocos
cerâmicos a partir das figuras abaixo.

A identificação correta dos blocos cerâmicos I, II, III, IV e V é, nessa ordem:


(A) bloco cerâmico perfurado verticalmente para alvenaria convencional, bloco cerâmico com paredes
maciças para alvenaria estrutural, bloco cerâmico com paredes maciças para alvenaria estrutural, bloco

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cerâmico perfurado horizontalmente para alvenaria convencional e bloco cerâmico com paredes
perfuradas para alvenaria convencional.
(B) bloco cerâmico perfurado para alvenaria convencional, bloco cerâmico com paredes maciças para
alvenaria estrutural, bloco cerâmico com paredes maciças para alvenaria estrutural, bloco cerâmico
perfurado horizontalmente para alvenaria estrutural e bloco cerâmico com paredes perfuradas para
alvenaria estrutural.
(C) bloco cerâmico perfurado para alvenaria estrutural, bloco cerâmico com paredes perfuradas para
alvenaria estrutural, bloco cerâmico com paredes maciças para alvenaria estrutural, bloco cerâmico
perfurado horizontalmente para alvenaria convencional e bloco cerâmico com paredes perfuradas para
alvenaria estrutural.
(D) bloco cerâmico perfurado para alvenaria estrutural, bloco cerâmico com paredes maciças para
alvenaria estrutural, bloco cerâmico com paredes maciças para alvenaria estrutural, bloco cerâmico
perfurado horizontalmente para alvenaria convencional e bloco cerâmico com paredes perfuradas para
alvenaria convencional.
(E) bloco cerâmico perfurado para alvenaria estrutural, bloco cerâmico com paredes maciças para
alvenaria estrutural, bloco cerâmico com paredes maciças para alvenaria estrutural, bloco cerâmico
perfurado horizontalmente para alvenaria convencional e bloco cerâmico com paredes perfuradas para
alvenaria estrutural.

Gabarito

01. A / 02.E

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO2

Os materiais de construção são definidos como todo e qualquer material utilizado na construção de
uma edificação, desde a locação e infraestrutura da obra até a fase de acabamento, passando desde um
simples prego até os mais conhecidos materiais, como o cimento.
Nenhuma obra é feita sem materiais e a qualidade e durabilidade de uma construção dependem
diretamente da qualidade e da durabilidade dos materiais que nela são empregados. Por isso, é
necessário que o responsável técnico de uma edificação tenha em mente a importância de conhecer as
propriedades e aplicações mais adequadas para cada material.

Condições técnicas
O material deve possuir propriedades que o tornem adequado ao uso que se pretende fazer dele. Entre
essas propriedades estão a resistência, a trabalhabilidade, a durabilidade, a higiene e a segurança.

Condições econômicas
O material deve satisfazer as necessidades de sua aplicação com um custo reduzido não só de
aquisição, mas de aplicação e de manutenção, visto que muitas obras precisam de serviços de
manutenção depois de concluídas e que da manutenção depende a durabilidade da construção.

Condições estéticas
O material utilizado deve proporcionar uma aparência agradável e conforto ao ambiente onde for
aplicado.

Classificação
Os materiais de construção podem ser classificados de acordo com diferentes critérios. Entre os
critérios apresentados por Silva (1985) podemos destacar como principais a classificação quanto à origem
e à função.
Quanto à origem ou modo de obtenção os materiais de construção podem ser classificados em:
• Naturais: são aqueles encontrados na natureza, prontos para serem utilizados. Em alguns casos
precisam de tratamentos simplificados como uma lavagem ou uma redução de tamanho para serem
utilizados. Como exemplo desse tipo de material, temos a areia, a pedra e a madeira.

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Bolver, L.A.F. Materiais de Construção: Livros Técnicos e Científicos editora S.A. - RJ e SP
Silvia, M. R.: Materiais de Construção Ed. Pini - 2 Edição rev. - SP (1991)
Revistas: Projeto e Design, AU, Fotos de acervo pessoal
Arq5661 - Tecnologia de Edificação I Departamento de Arquitetura / UFSC
INSTITUTO FEDERAL SUL-RIO-GRANDENSE UNIVERSIDADE ABERTA DO BRASIL - Programa de Fomento ao Uso das TECNOLOGIAS DE
COMUNICAÇÃO E INFORMAÇÃO NOS CURSOS DE GRADUAÇÃO – TICS - MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO BÁSICOS - Sabrina Elicker Hagemann

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• Artificiais: são os materiais obtidos por processos industriais. Como exemplo, pode-se citar os tijolos,
as telhas e o aço.
• Combinados: são os materiais obtidos pela combinação entre materiais naturais e artificiais.
Concretos e argamassas são exemplos desse tipo de material.

Quanto à função onde forem empregados, os materiais de construção podem ser classificados em:
• Materiais de vedação: são aqueles que não têm função estrutural, servindo para isolar e fechar os
ambientes nos quais são empregados, como os tijolos de vedação e os vidros.
• Materiais de proteção: são utilizados para proteger e aumentar a durabilidade e a vida útil da
edificação. Nessa categoria podemos citar as tintas e os produtos de impermeabilização.
• Materiais com função estrutural: são aqueles que suportam as cargas e demais esforços atuantes na
estrutura. A madeira, o aço e o concreto são exemplos de materiais utilizados para esse fim.

Propriedades Gerais dos Materiais


São as qualidades exteriores que caracterizam e distinguem os materiais. Um determinado material é
conhecido e identificado por suas propriedades e por seu comportamento perante agentes exteriores.
Bauer (2008) define algumas das principais propriedades dos materiais dentre as quais podemos citar
as mais importantes ao nosso estudo é:
- Extensão: a propriedade que possuem os corpos de ocupar um lugar no espaço.
- Massa: a quantidade de matéria e é constante para o mesmo corpo, esteja onde estiver.
- Peso: definido como a força com que a massa é atraída para o centro da Terra varia de local para
local.
- Volume: o espaço que ocupa determinada quantidade de matéria.
- Massa específica: a relação entre sua massa e seu volume.
- Peso específico: a relação entre seu peso e seu volume.
- Densidade: a relação entre sua massa e a massa do mesmo volume de água destilada a 4ºC.
- Porosidade: a propriedade que tem a matéria de não ser contínua, havendo espaços entre as massas.
- Dureza: definida como a resistência que os corpos opõem ao serem riscados.
- Tenacidade: a resistência que o material opõem ao choque ou percussão.
- Maleabilidade ou Plasticidade: a capacidade que têm os corpos de se adelgaçarem até formarem
lâminas sem, no entanto, se romperem.
- Ductibilidade: a capacidade que têm os corpos de se reduzirem a fios sem se romperem.
- Durabilidade: a capacidade que os corpos apresentam de permanecerem inalterados com o tempo.
- Desgaste: a perda de qualidades ou de dimensões com o uso contínuo.
- Elasticidade: a tendência que os corpos apresentam de retornar à forma primitiva pós a aplicação de
um esforço.

Esforços Mecânicos

Os materiais de construção estão constantemente submetidos a solicitações como cargas, peso


próprio, ação do vento, entre outros, que chamamos de esforços. Dependendo da forma como os esforços
se aplicam a um corpo, recebe uma denominação. Os principais esforços aos quais os materiais podem
ser submetidos são:
• Compressão: esforço aplicado na mesma direção e sentido contrário que leva a um “encurtamento”
do objeto na direção em que está aplicado.

Tração: esforço aplicado na mesma direção e sentido contrário que leva o objeto a sofrer um
alongamento na direção em que o esforço é aplicado.

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• Flexão: esforço que provoca uma deformação na direção perpendicular ao qual e aplicado.

• Torção: esforço aplicado no sentido da rotação do material.

• Cisalhamento: esforço que provoca a ruptura por cisalhamento.

Pedras Naturais Como Material de Construção

Noções de geologia
A geologia é a ciência que estuda a origem, os processos de formação, a estrutura e a composição da
crosta terrestre. Uma parte da geologia estuda os processos de formação das rochas, os quais, em sua
maioria, são resultado do embate das forças da natureza que podem ser provenientes da dinâmica interna
ou externa da Terra. Como exemplo da dinâmica interna da Terra, temos a atividade dos vulcões e
terremotos que surgem, entre outras razões, da necessidade de acomodação entre as camadas da Terra
marcadas por descontinuidades entre si, conforme é representado de forma simplificada na Figura.

Camadas que formam a Terra

A dinâmica externa envolve processos como o de erosão e sedimentação. Um exemplo é a formação


de rochas e solos por processos erosivos, onde uma rocha se desfaz em partículas de minerais e
fragmentos devido à ação de componentes químicos da atmosfera, condições climáticas e atuação de
organismos. Devido a mecanismos de erosão, os fragmentos citados anteriormente são transportados
para outros locais e dão origem a outros tipos de rochas e solos.
Além dos processos naturais, existem os processos artificias de transformação, desencadeados pelas
ações humanas. Entre essas medidas que provocam transformações na composição e estrutura da crosta
terrestre, podemos citar a modificação do regime de escoamento, infiltração e evapotranspiração da água
e das chuvas, a aceleração de processos erosivos, desertificação e salinização de aquíferos, o uso de
insumos e fertilizantes agrícolas, desmatamento e aumento da produção de sedimentos, garimpagem e

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extração de minerais, produção de rejeitos que liberam elementos tóxicos, entulhamento de vales,
produção de energia, nas mais diferentes formas, com geração de impactos ambientais.

Rochas na Engenharia
Direcionando nosso estudo para as rochas como parte da engenharia, podemos destacar duas
finalidades das mesmas:
• Local de instalações de obras: as rochas podem ser utilizadas como fundações de obras, como
material de base para túneis, galerias, entre outros.
• Material de construção: materiais como pedras brita, areia, componentes de misturas cerâmicas,
pedras para revestimento, matérias-primas da cal e do cimento, são originários de rochas estudadas pela
geologia;
Independente da área de aplicação, cada rocha tem características próprias que influenciam no seu
comportamento.
Entre as principais podemos citar:
• composição mineralógica: refere-se aos minerais que compõem cada rocha.
• textura: é o modo como os minerais estão distribuídos.
• estrutura: refere-se à homogeneidade ou heterogeneidade dos cristas constituintes.

Minerais
Os minerais são definidos como substâncias sólidas, naturais, inorgânicas e homogêneas, que
possuem composição química definida e estrutura atômica característica. São compostos químicos
resultantes da associação de átomos de dois ou mais elementos. A composição de uma rocha quanto
aos minerais nela presentes é determinada com o auxílio da análise petrográfica.
A seguir são apresentados, de forma resumida, os principais minerais que compõem as rochas mais
utilizadas como material de construção e suas características:
- Caulinita: É o principal componente de argilas. Sua massa específica é de 2,6 e sua dureza é de 1.
- Feldspato: É o material mais abundante na natureza. Apresenta-se nas cores branca, cinza, rosa e
avermelhada. Possui massa específica entre 2,55 e 2,76 e a dureza é de aproximadamente 6. Está
presente na constituição de rochas ígneas (granito), sedimentares (arenito) e metamórficas (gnaisses).
- Quartzo: É um dos minerais mais comuns na natureza. Possui as cores incolor, leitosa e cinza, Sua
dureza é 7 e a massa específica é de 2,65. Está presente na composição das rochas ígneas (granito),
sedimentares (arenito) e metamórficas (quartzitos, gnaisses).
- Mica: Possui composição química complexa. Possui dureza de 2 a 3 na escala Mohs.
- Calcita: Mineral solúvel em meio ácido. Apresenta cores incolor e branca. Tem massa específica de
2,7 e dureza 3. Está presente nas rochas sedimentares (calcário) e metamórficas (mármores).
- Dolomita: Mineral menos solúvel em meio ácido que a calcita. Apresenta cor branca e dureza de 3,5.
Compõe as rochas sedimentares (calcários dolomíticos) e metamórficas (mármores dolomíticos).

Formação e Classificação das Rochas


Uma rocha é definida como um corpo sólido natural, resultante de um processo geológico determinado,
formado por agregados de um ou mais minerais arranjados, segundo condições de temperatura e pressão
existentes durante sua formação.
De acordo com o processo de formação, podemos classificar as rochas em:
• Rochas Ígneas
• Rochas Sedimentares
• Rochas Metamórficas

- Rochas Ígneas ou Magmáticas: Resultam da solidificação do magma. Quando formadas em


profundidade (dentro da crosta) são chamadas de rochas plutônicas ou intrusivas e neste caso são
formadas por uma estrutura cristalina e apresentam textura de graduação grossa. Caso sejam formadas
na superfície terrestre pelo extravasamento de lava por condutos vulcânicos são chamadas de rochas
vulcânicas ou extrusivas e são caracterizadas por uma estrutura que pode ser vítrea ou cristalina e
apresentam textura com graduação fina.
Em geral, apresentam melhor comportamento geomecânico que as demais rochas e são as mais
utilizadas na construção civil. Por serem mais resistentes, são mais abrasivas, o que pode causar
desgaste nos equipamentos utilizados para trabalhar esse tipo de rocha;
Como exemplos desse tipo de rochas, podemos citar os granitos, basaltos, dioritos, entre outras.

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- Rochas sedimentares: São resultantes da consolidação de sedimentos, ou seja, formam-se a partir
de partículas minerais provenientes da desagregação e transporte de rochas pré-existentes. Geralmente
são rochas mais brandas, isto é, com menor resistência mecânica. Constituem uma camada relativamente
fina (aproximadamente 0,8 km de espessura) da crosta terrestre, que recobre as rochas ígneas e
metamórficas.
O processo de formação das rochas sedimentares pode ser dividido em duas etapas: quando ocorre
a deposição, ou seja, o arranjo dos fragmentos de rochas em camadas diferentes, temos as rochas
primárias e o processo é de origem mecânica. Após a deposição, ocorre um processo de origem química,
onde há transformação de sedimentos em rochas por meio de um conjunto de processos químicos e
físicos, que ocorrem em condições de baixas pressões e temperaturas, conhecido por diagênese. Nessa
etapa, a rocha é chamada de secundária.
Como exemplos de rochas sedimentares podemos citar: arenitos, calcários, carvão, entre outras.

- Rochas Metamórficas: Resultam de outras rochas pré-existentes que, no decorrer dos processos
geológicos, sofreram mudanças mineralógicas, químicas e estruturais, que provocaram a instabilidade
dos minerais, os quais tendem a se transformar e rearranjar sob novas condições.
Como exemplos de rochas metamórficas podemos citar: gnaisses, quartzitos, mármores, ardósias,
entre outras.

Principais características:
A escolha de uma rocha natural como material de construção depende de diversos fatores dentre os
quais podemos destacar os critérios técnicos e econômicos. Os critérios econômicos referem-se ao custo
do material e a sua disponibilidade no local ou próximo ao local de utilização. Os critérios técnicos referem-
se à caraterísticas que o material possui que atendem às finalidades da aplicação pretendida. Para definir
se uma rocha é ou não adequada a determinado uso, precisamos analisar suas propriedades e, para isso,
é necessário conhecer as principais propriedades das pedras naturais e como influenciam nas
caraterísticas do material. Além da composição mineralógica, textura e estrutura vistas anteriormente,
Petrucci (1975) cita as seguintes propriedades como algumas das principais:
• Resistência mecânica: definida como a resistência que a pedra oferece ao ser submetida aos
diferentes tipos de esforços mecânicos, como compressão, tração, flexão e cisalhamento, além da
resistência ao desgaste e ao choque (tenacidade). De maneira geral, as pedras naturais resistem melhor
à compressão do que aos demais esforços.
• Durabilidade: a durabilidade é a capacidade que tem o material de manter suas propriedades e
desempenhar sua função no decorrer do tempo, dependendo de várias características entre elas a
porosidade, a compacidade e a permeabilidade. A compacidade é o volume de sólidos na unidade de
volume da rocha natural e pode ser medida pela relação entre a massa específica aparente e a massa
específica absoluta. A massa específica aparente é a relação entre a massa de um material e seu volume
aparente (volume real do material somado ao volume de vazios incorporado ao material) e a massa
específica absoluta é a relação entre a massa e o volume real do material. A porosidade é a relação entre
o volume de vazios e o volume total da pedra e a permeabilidade é uma medida indireta da ligação entre
esses vazios, que permite a entrada de gases e líquidos na massa de rocha. Portanto, quanto mais
permeável é uma rocha, mais suscetível está à ação de agentes agressivos. Em regiões de baixas
temperaturas a água absorvida pela pedra pode congelar e, o aumento de volume consequente da
transformação de água em gelo, pode ser prejudicial à durabilidade da pedra. Por outro lado, uma
porosidade adequada melhora a aderência da pedra à argamassa de assentamento. A durabilidade
também está relacionada à alterabilidade da pedra, ou seja, a modificação de suas caraterísticas e
propriedades por agentes agressivos, que pode prejudicar o desempenho do material.
• Trabalhabilidade: é a facilidade de moldar a pedra de acordo com o uso. Depende de fatores como a
dureza e da homogeneidade da rocha. Como visto anteriormente, a dureza é a resistência ao risco ou ao
corte e no caso da trabalhabilidade das rochas indicará o meio de corte mais adequado. De acordo com
Petrucci (1975), peças mais brandas podem ser cortadas com serras de dentes enquanto peças mais
duras demandam corte com diamante. Segundo o mesmo autor, uma rocha homogênea é aquela que
apresenta as mesmas propriedades em amostras diferentes e que ao choque do martelo se quebra em
pedaços e não em grãos, como ocorre nas rochas não-homogêneas. Dessa forma, a homogeneidade
permite a obtenção de peças com formatos adequados.
• Estética: depende da textura, da estrutura e coloração da pedra, características que estão
relacionadas aos minerais que compõem a mesma.

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Principais rochas utilizadas como material de construção
Granitos: é uma rocha ígnea que, devido a seu processo de formação, é classificada como uma rocha
plutônica. É composto principalmente de quartzo, feldspato e minerais ferro-magnesianos e as
tonalidades de cor variam de cinza a rosa/avermelhada. Como principais caraterísticas da rocha,
podemos destacar a homogeneidade, a isotropia (mesmas propriedades independente da direção dos
minerais), alta resistência à compressão e baixa porosidade.
Na construção civil é utilizado na confecção de fundações (em forma de bloco), de muros, calçamentos,
como agregado para concreto e rocha ornamental em pisos, paredes, tampos de pias, lavatórios,
bancadas e mesas, e em detalhes diversos. A fixação do granito como rocha ornamental é feita com o
uso de argamassas próprias para o tipo de rocha.

Basaltos: O basalto é classificado como uma rocha ígnea vulcânica. Dentre as rochas que ocorrem
em forma de derrame pode ser considerado dos mais abundantes. As cores variam de cinza-escura a
preta, com tonalidades avermelhadas/amarronzadas, devido a óxidos/hidróxidos de ferro gerados por
alteração intempérica. É constituído principalmente por feldspato e uma das caraterísticas marcantes é a
elevada resistência e a maior dureza entre as pedras mais utilizadas.
Na construção civil, o basalto é muito utilizado como pedra britada em agregados asfálticos, para
concretos e lastros de ferrovias. Assim como o granito possui larga aplicação como pedra para
calçamento e em outras formas de pavimentação. Quando polido pode ser utilizado como rocha
ornamental, principalmente em pisos.

Dioritos: uma rocha ígnea com características físico mecânicas e usos semelhantes aos granitos,
sendo chamados de granitos pretos. Diferem dos granitos na composição mineralógica, mas são
utilizados para os mesmos fins, tendo larga aplicação como rocha ornamental em arte mortuária.

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Arenitos: uma rocha sedimentar constituída principalmente por grãos de sílica ou quartzo. São
utilizados principalmente em revestimentos de pisos e paredes e são muito empregados na confecção de
mosaicos. Dependendo da composição podem apresentar razoável resistência ao risco.

Calcários e dolomitos: São rochas sedimentares carbonáticas compostas por mais de 50% de
materiais carbonáticos (calcita ou dolomita). A principal aplicação na construção civil é como matéria-
prima para a indústria cimenteira, de cal, vidreira, siderúrgica e como corretor de solos. Alguns dolomitos
podem ser utilizados como brita e agregado para concreto por serem mais duros que os calcáreos.

Ardósia: é uma rocha metamórfica, originada a partir do metamorfismo do siltito que é uma rocha
sedimentar. Como características cabem destacar a boa resistência mecânica e as propriedades de
material isolante térmico. Como material de construção é utilizada como rocha ornamental em coberturas
de casas, pisos, tampos e bancadas.

Quartzitos: são rochas metamórficas que resultam do metamorfismo dos arenitos. São rochas duras,
com alta resistência à britagem e ao corte, resistentes a alterações intempéricas e hidrotermais, formadas
por quartzo recristalizado. Apresentam-se nas cores branca, vermelha e com tons de amarelo. Como
material de construção são utilizados em pisos e calçamentos. A fixação do quartzito como rocha
ornamental é feita com o uso de argamassas próprias para o tipo de rocha.

Mármores: uma rocha metamórfica que contém mais de 50 % de minerais carbonáticos (calcita e
dolomita), formados a partir do metamorfismo de rochas sedimentares calcíticas ou dolomíticas.
Apresenta granulação variada e cores branca rosada, cinzenta e esverdeada.

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São utilizados principalmente como rocha ornamental em ambientes interiores, podendo ser aplicados
em pisos e paredes, lavatórios, lareiras, mesas, balcões, tampos e outros detalhes. A fixação do mármore
como rocha ornamental é feita com o uso de argamassas próprias para o tipo de rocha.

Gnaisses: A gnaisse é uma rocha metamórfica composta principalmente de quartzo e feldspato.


Derivam de rochas graníticas e possuem granulometria média a grossa. São rochas de elevada
resistência e apropriadas para a maioria dos propósitos da engenharia.

Em síntese temos:

ROCHA PRINCIPAIS APLICACÕES


Bloco de fundação, muros, calçamentos, agregado para concreto, pisos,
GRANITO
paredes, tampos de pias, lavatórios, bancadas e mesas, acabamentos.
Agregados asfálticos, agregado para concreto, lastros de ferrovias,
BASALTO
calçamentos, alvenarias, pisos e calçadas.
DIORITO Mesmas aplicações do granito e arte mortuária.
ARENITOS Revestimentos de pisos e paredes.
CALCÁRIOS E Matéria prima para a indústria cimenteira, de cal, vidreira, siderúrgica,
DOLOMITOS corretor de solos, agregado.
ARDÓSIA Telhas, pisos, tampos e bancadas.
QUARTZITOS Revestimentos, pisos e calçamentos.
Revestimentos de ambientes internos, pisos, paredes, lavatórios,
MÁRMORES
lareiras, mesas, balcões, tempos e acabamentos.
GNAISSES Rocha ornamental, agregado e pavimentação.

Agregados

De acordo com Bauer (2008), a definição de agregado é a seguinte: material particulado, incoesivo, de
atividade química praticamente nula, constituído de misturas de partículas cobrindo extensa gama de
tamanhos. Especificamente na construção civil a definição de agregado pode ser resumida como: material
granuloso e inerte, que entra na composição das argamassas e concretos, contribuindo para o aumento
da resistência mecânica e redução de custo na obra em que for utilizado.
A maioria dos agregados encontra-se disponível na natureza, como é o caso das areias, seixos e
pedras britadas. Alguns passam por processos de beneficiamento como é o caso das britas, cuja rocha
é extraída de uma jazida e precisa passar por divesos processos de beneficiamento para chegar aos
tamanhos adequados aos diversos usos.

Classificação
Existem diversos critérios de classificação para os agregados, porém, o principal deles é aquele que
classifica os agregados de acordo com o tamanho dos grãos. A NBR 7211 classifica os agregados de
acordo com o tamanho em:

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• Agregado Míudo: Materiais que cujos grãos, em sua maioria passem pela peneira ABNT 4,75 mm
e ficam retidos na peneira de malha 150 μm. As areias são os principais exemplos de agregado míudo.
• Agregado Graúdo: Materiais cujos grãos passam pela peneira de malha nominal 75 mm e ficam
retidos na peneira ABNT 4,75 mm. Cascalho e britas são exemplos de agregados graúdos.

PEDRA BRITA: um agregado originado da britagem ou diminuição de tamanho de uma rocha maior,
que pode ser do tipo basalto, granito, gnaisse, entre outras. O processo de britagem dá origem a
diferentes tamanhos de pedra que são utilizadas nas mais diversas aplicações. De acordo com a
dimensão que a pedra adquire após a britagem, recebe nomes diferentes. Bauer (2008) apresenta a
definição dos principais produtos do processo de britagem:
• Brita: agregado obtido a partir de rochas compactas que ocorreram em jazidas, pelo processo
industrial de fragmentação da rocha maciça.
• Rachão: agregado constituído do material que passa no britador primário e é retido na peneira de
76mm. É a fração acima de 76mm da bica-corrida primária. O rachão também é conhecido como “pedra
de mão” e geralmente tem dimensões entre 76 e 250mm.
• Bica-corrida: material britado no estado em que se encontra à saída do britador. Chama-se primária
quando deixa o britador primário (graduação na faixa de 0 a 300 mm) e secundária, quando deixa o
britador secundário (graduação na faixa de 0 a 76 mm).
• Pedra Britada: produto da diminuição artificial de uma rocha, geralmente com o uso de britadores,
resultando em uma série de tamanhos de grãos que variam de 2,4 a 64mm. Esta faixa de tamanhos é
subdividida em cinco graduações, denominadas, em ordem crescente, conforme os diâmetros médios:
pedrisco, brita 1, brita 2, brita 3 e brita 4.
• Pó de pedra: Material mais fino que o pedrisco, sendo que sua graduação varia de 0/4,8mm. Tem
maior porcentagem de finos que as areias padronizadas, chegando a 28% de material abaixo de 0,075,
contra os 15% da areia para concreto.
• Areia de brita: obtida dos finos resultantes da produção da brita dos quais se retira a fração inferior a
0,15mm. Sua graduação é 0,15/4,8mm.
• Fíler: Agregado de graduação 0,005/0,075; com grãos da mesma grandeza de grãos de cimento.
Material obtido por decantação nos tanques das instalações de lavagem de britas das pedreiras. É
utilizado em mastiques betuminosos, concretos asfálticos e espessamentos de betumes fluídos.
• Restolho: material granular de grãos frágeis que pode conter uma parcela de solos. É retirado do
fluxo na saída do britador primário.

Fabricação
O processo de fabricação da pedra brita começa com a extração dos blocos, que são fragmentos de
rochas retirados das jazidas, com dimensões acima de 1m. Esses blocos alimentam o britador primário,
que é o equipamento responsável pela primeira diminuição de tamanho da rocha. O subproduto do
britador primário é a bica-corrida primária, que pode ter aplicações específicas ou ser encaminhada ao
britador secundário para dar continuidade ao processo de fabricação de pedras com tamanhos menores.
Quando a fração maior que 76 mm é separada da bica-corrida primária, temos um tipo específico de
pedra conhecido como rachão.
Após a rocha passar pelo britador secundário, onde ocorre mais uma diminuição de tamanho, temos
a bica-corrida secundária. Em algumas britagens pode-se ter um terceiro britador. A bica corrida
secundária passa por uma série de peneiras com diferentes aberturas, que separam o agregado conforme
o tamanho dos grãos. Os fragmentos de rocha que ficam retidos em cada peneira são transportados por
meio de correias para as pilhas de estocagem correspondentes a cada tamanho.
Dessa etapa resultam os seguintes produtos: pedrisco ou brita 0, a brita 1, a brita 2, a brita 3 e a brita
4. De acordo com NBR 7225, os tamanhos de grãos correspondentes a cada faixa obedecem a requisitos.

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Esquema geral de processo de britagem – Fonte: adaptado de Bauer 2008

Principais aplicações dos produtos da britagem


• Concreto de cimento: empregados principalmente o pedrisco, a pedra 1 e a pedra 2. Atualmente
também se usa o pó de pedra. Em concretos ciclópicos são utilizados a pedra 4 e o rachão.
• Concreto Asfáltico: uso de mistura de diversos agregados comerciais – fíler, areia, pedra 1, pedra 2
e pedra 3.
• Argamassas de enchimento: uso da areia de brita e pó de pedra.
• Correção de solos: uso de proporções de pó de pedra para diminuir a plasticidade.
• Aterros: uso de restolhos.
• Pavimentos Rodoviários: em subleitos usa-se a bica corrida secundária e o pó de pedra. Para a base,
emprego de pedra britada de graduação maior que 6mm (a ideal é 25 mm) originada de rocha sã e como
material de enchimento a mistura de areia grossa e fina. Para o concreto betuminoso, uso de várias faixas
granulométricas de brita, dependendo da camada (camada de rolamento – 1,7/9,5) e fíler para engorda
de revestimentos betuminosos, evitando que o revestimento amoleça em dias de muito calor.
• Lastro de estradas de ferro: uso de brita de graduação fechada com grãos de formas regulares
variando de 12/50mm.

AREIA: é um agregado miúdo que pode ser originário de fontes naturais como leitos de rios, depósitos
eólios, bancos e cavas ou de processos artificiais como a britagem. Quando proveniente de fontes
naturais, a extração do material, na maioria dos casos, é feita por meio de dragas e processos de
escavação e bombeamento. Independente da forma de extração, o material passa por processos de
lavagem e classificação antes de ser comercializado.

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Quanto ao tamanho de seus grãos, a areia é classificada em faixas granulométricas. A classificação
da NBR 7225 é apresentada a seguir:
• Areia Fina: de 0,075 a 0,42 mm
• Areia Média: de 0,42 a 1,2 mm
• Areia Grossa: de 1,2 a 2,4 mm
Bauer (2008) apresenta outra distribuição de tamanho de grãos para as três faixas granulométricas da
areia:
• Areia Fina: de 0,15 a 0,6 mm
• Areia Média: de 0,6 a 2,4 mm
• Areia Grossa: de 2,4 a 4,8 mm
Como material de construção, a areia pode ser destinada ao preparo de argamassas, concreto
betuminoso, concreto de cimento portland, pavimentos rodoviários, base de paralelepípedos, confecção
de filtros para tratamento de água e efluentes, entre outras aplicações.

CASCALHO: De acordo com Bauer (2008) o cascalho é um sedimento fluvial de rocha ígnea formado
de grãos de diâmetro em geral superior a 5 mm, podendo chegar a 100 mm. Os grãos são de forma
arredondada devido ao atrito causado pelo movimento das águas onde se encontram. É conhecido
também como pedregulho ou seixo rolado e apresenta grande resistência ao desgaste, por já ter sido
exposto a condições adversas no seu local de origem.
Concretos que têm cascalho como agregado graúdo apresentam, em igualdade de condições, maior
trabalhabilidade que os preparados com brita.

ARGILA EXPANDIDA: é classificada como uma agregado leve em função de seu peso específico
reduzido. O processo de obtenção desse agregado é o tratamento térmico da matéria-prima argila. A
argila, formada por silicatos de alumínio e óxidos de ferro e alumínio pode ter propriedades expansivas
quando exposta a altas temperaturas, que promovem a expansão de gases, fazendo com que o material
se transforme em grãos porosos de variados diâmetros.
Segundo Bauer (2008), a argila expandida é utilizada principalmente como agregado leve para
concreto (concreto de enchimento) com resistência de até 30Mpa. Placas de concreto com este tipo de
agregado servem como isolantes térmicos e acústicos. Também é muito utilizada para fins ornamentais
em jardins.

ESCÓRIA DE ALTO FORNO: resíduos resultantes da produção de ferro gusa em altos-fornos,


constituída basicamente de compostos oxigenados de ferro, sílicio e alumínio (Bauer, 2008). Dependendo
do modo de resfriamento resultam diferentes tipos de escórias, que resultam diferentes tamanhos de
agregados. Podem ser empregados em bases de estradas, asfaltos e agregado para concreto. A principal
utilização da escória granulada é a fabricação de cimento portland.

Síntese das propriedade físicas dos agregados miúdos.

PROPRIEDADES
ENSAIO NORMA IMPORTÂNCIA
AVALIADAS
Comparação da distribuição
granulométrica do agregado analisado
Tamanho e com padrões de normas.
distribuição dos Os agregados bem graduados
GRANULOMETRIA NBR 7127
grãos do possuem menor número de vazios e
agregado. menor consumo de aglomerantes.
Determinar diâmetro máximo e módulo
de finura.
MATERIAIS Avaliar se o agregado contém material que inviabilize seu
ASTM
CARBONOSOS uso, tais como: partículas que podem dar origem a reações
MATERIAL químicas expansivas com o cimento, partículas com
NM 46
PULVERULENTO dimensões iguais ou inferiores às do cimento, que
TORRÕES DE enfraquecem a estrutura do material hidratado, partículas
NBR 7218 com baixa resistência ou com expansões e contrações
ARGILA
excessivas, material que interfira na pega e endurecimento
IMPUREZAS NBR 7220 E do cimento, impurezas que prejudiquem as armaduras do
ORGÂNICAS 7221 concreto armado.

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Relação entre a
massa do Avaliar de forma indireta os vazios
MASSA UNITÁRIA
material e seu entre os grãos do agregado, que
OU
volume aparente influenciam o consumo de
MASSA NM 45
(volume dos aglomerantes.
ESPECÍFICA
grãos + volume Transformar quantidades de material
APARENTE
de vazios entre de peso para volume.
os grãos)
MASSA Relação entre a
Avaliar de forma indireta a
ESPECÍFICA massa do
NBR 9776 compacidade do material e o peso por
REAL OU material e seu
unidade de volume.
ABSOLUTA volume real.
Relação entre o
TEOR DE peso da água e o Ajuste da relação água/ cimento em
-
UMIDADE peso do material concretos.
seco
Aumento do
volume de
Ajuste da volume do agregado miúdo
INCHAMENTO material na NBR 6467
úmido em concretos
presença de
umidade
Indicador da
quantidade de Avaliar os vazios entre os grãos do
COEFICIENTE DE
vazios entre os - agregado, que influenciam o consumo
VAZIOS
grãos de de aglomerantes.
agregados

Síntese das propriedade físicas dos agregados graúdos

PROPRIEDADES
ENSAIO NORMA IMPORTÂNCIA
AVALIADAS
Comparação da distribuição
granulométrica do agregado
analisado com padrões de
normas.
Tamanho e
NBR Os agregados bem graduados
GRANULOMETRIA distribuição dos grãos do
7127 possuem menor número de vazios
agregado.
e menor consumo de
aglomerantes.
Determinar diâmetro máximo e
módulo de finura
MATERIAIS CARBONOSOS ASTM Avaliar se o agregado contém
MATERIAL PULVERULENTO NM 46 material que inviabilize seu uso,
tais como: partículas que podem
dar origem a reações químicas
expansivas com o cimento,
partículas com dimensões iguais
ou inferiores às do cimento, que
enfraquecem a estrutura do
NBR material hidratado, partículas com
TORRÕES DE ARGILA
7218 baixa resistência ou com
expansões e contrações
excessivas, material que interfira
na pega e endurecimento do
cimento, impurezas que
prejudiquem as armaduras do
concreto armado.

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Avaliar de forma indireta os
MASSA UNITÁRIA Relação entre a
vazios entre os grãos do
OU massa do material e seu
agregado, que influenciam o
MASSA volume aparente (volume NM 45
consumo de aglomerantes.
ESPECÍFICA dos grãos + volume de
Transformar quantidades de
APARENTE vazios entre os grãos)
material de peso para volume.
MASSA
Relação entre a Avaliar de forma indireta a
ESPECÍFICA NBR
massa do material e seu compacidade do material e o peso
REAL OU 9937
volume real. por unidade de volume.
ABSOLUTA
Fragmentação do
RESISTÊNCIA À Avaliar a resistência ao
material devido à NM 51
ABRASÃO desgaste superficial do agregado.
abrasão.
Fragmentação do Avaliar a resistência ao
RESISTÊNCIA AO NBR
material devido ao esmagamento por esforço de
ESMAGAMENTO 9938
esmagamento compressão do agregado
Avaliar o formato predominante
FORMATO DOS Relação entre as do agregado (cuboide, lamelar,
-
GRÃOS diferentes dimensões discoide ou plano), que influencia
a aplicação.
Indicador da Avaliar os vazios entre os
COEFICIENTE DE quantidade de vazios grãos do agregado, que
-
VAZIOS entre os grãos de influenciam o consumo de
agregados aglomerantes.

Materiais Cerâmicos

Argila como material de construção: a argila como material de construção começou a ser utilizada
pela sua abundância, pelo custo reduzido e por ser um material que, na presença de água, pode ser
moldado facilmente, secando e endurecendo na presença de calor. Além disso, o uso dos produtos
cerâmicos produzidos a partir do cozimento das argilas surgiu da necessidade de um material similar às
rochas, nos locais onde havia escassez das mesmas.
Com o surgimento do concreto, a função do tijolo como material estrutural foi parcialmente esquecida,
sendo o material utilizado principalmente com a função de vedação. Apesar disso, os produtos cerâmicos
continuam sendo muito utilizados na construção civil pela sua razoável resistência mecânica e
durabilidade, além do custo acessível e das qualidades estéticas.
A argila é um material composto principalmente por compostos de silicatos e alumina hidratados. De
acordo com Petrucci (1975) as diferentes espécies de argilas, consideradas como puras, são na verdade
misturas de diferentes hidrossilicatos de alumínio, denominados de materiais argilosos. Os materiais
argilosos se diferenciam entre si pelas diferentes proporções de sílica, alumina e água em sua
composição, além da estrutura molecular diferenciada. Os principais materiais argilosos que têm
importância como material de construção são a caulinita, a montmorilonita e a ilita.
Silva (1985) e Petrucci (1975) apresentam as principais formas de classificação das argilas, segundo
os critérios de estrutura dos minerais e emprego do material. De acordo com a estrutura do material, as
argilas podem ser classificadas em: estrutura laminar e estrutura foliácela. As argilas de estrutura laminar
têm seus minerais arranjados em lâminas e são as argilas utilizadas na fabricação dos produtos
cerâmicos. Entre as argilas de estrutura laminar podemos destacar:
• Caolinita: são as argilas consideradas mais puras. Utilizadas na fabricação de porcelanas, materiais
refratários e em cerâmicas sanitárias.
• Montmorilonita: Por ser um material muito absorvente é pouco utilizada sozinha. É aplicada em
misturas às caolinitas para corrigir a plasticidade.
• Micáceas: utilizadas na fabricação de tijolos.

Quanto ao seu emprego, as argilas são classificadas em:


• Fusíveis: são aquelas que se deformam a temperaturas menores de 1200ºC. Utilizadas na fabricação
de tijolos e telhas, grés, cimento, materiais sanitários.
• Infusíveis: resistentes a temperaturas elevadas. Utilizadas para a fabricação de porcelanas.

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• Refratárias: não deformam a temperaturas da ordem de 1500°C e possuem baixa condutibilidade
térmica, sendo utilizadas para aplicações onde o material deva resistir ao calor, como na construção e
revestimentos de fornos.

A argila apresenta algumas características que explicam o seu comportamento como material de
construção. Entre as principais podemos destacar as citadas por Silva (1985) e Petrucci (1975):
• Plasticidade: um material possui plasticidade quando se deforma sob a ação de uma força e mantém
essa deformação após cessada a força que a originou. A plasticidade das argilas é função da quantidade
de água presente no material. De acordo com Silva (1985), quanto mais água, até certo ponto, maior a
plasticidade da argila e a partir desse ponto, se for adicionada mais água, a argila se torna um líquido
viscoso. Quanto mais pura a argila, mais plástica é a sua mistura com água e quanto maior a temperatura,
menor a plasticidade, porque a quantidade de água é reduzida.
• Ação do calor: nas argilas, a ação do calor pode ocasionar variação na densidade, porosidade,
dureza, resistência, plasticidade, textura, condutibilidade térmica, desidratação e formação de novos
compostos. As argilas cauliníticas perdem pouca água em temperaturas inferiores a 400°C, mas acima
desta temperatura perdem água de constituição (água combinada quimicamente), modificando sua
estrutura. As argilas em que predomina a montmorilonita perdem quase toda a água a 150°C e as
micáceas a 100ºC, sendo que ambas começam a perder água de constituição a partir de 400°C.
• Retração e dilatação: De acordo com Silva (1985) a caolinita se dilata de modo regular, perdendo
água de amassamento de 0°C a 500°C e contrai-se em temperaturas de 500°C a 1.100°C. As argilas
micáceas dilatam-se progressivamente até 870°C, contraindo-se em seguida.
• Porosidade: é a relação entre o volume de poros e o volume total de material. Quanto maior a
porosidade maior a absorção de água e menor a massa específica, a condutibilidade térmica, a resistência
mecânica e a resistência à abrasão. Quanto maior a comuniação entre os poros, maior é a
permeabilidade, ou seja, a facilidade de líquidos e gases de circularem pelo material. A porosidade das
argilas depende dos seus constituintes, da forma, tamanho e posição das partículas (argilas de grãos
grossos são mais permeáveis que as de grãos finos) e dos processos de fabricação.
• Composição e Impurezas: alguns constituintes presentes nas argilas podem melhorar suas
propriedades, enquanto alguns podem ocasionar defeitos aos produtos. Compostos de sílica e de
aluminio fazem parte da constituição principal das argilas. A sílica pode estar presente de maneira livre
ou combinada. Quando livre, segundo Silva (1985) aumenta a brancura do produto cozido, diminui a
plasticidade, reduz a retração, diminui a resistência à tração e à variação de temperatura e causa
variações na refratariedade. Os compostos de alumínio diminuem o ponto de fusão e a plasticidade e
aumentam a resistência, a densidade e a impenetrabilidade do produto cozido. Compostos alcalinos e de
ferro diminuem a plasticidade e a refratariedade, sendo que o último dá cor vermelha ao material.
Compostos cálcicos desprendem calor e aumentam de volume, podendo ocasionar rompimento da peça.

A fim de eliminar ou reduzir as impurezas, a argila pode passar por processos de purificação. Esses
processos podem ser de natureza física como uma lavagem ou peneiramento e de natureza química, que
envolvem modificação na temperatura, combinação entre alguns compostos e inibição da atividade de
outros.

Blocos e tijolos cerâmicos


Os blocos ou tijolos cerâmicos podem ser divididos em basicamente dois tipos: maciços ou vazados.

Tijolo maciço
O tijolo maciço é mais utilizado na execução de muros, alvenarias portantes e nas primeiras fiadas de
alvenarias comuns. Embora seja utilizado em alguns locais para a execução de fundações, esse uso não
é recomendado pois a umidade presente no solo pode deteriorar o material. Normalmente é fabricado por
processos de prensagem, secado e queimado a fim de adquirir as propriedades compatíveis com seu
uso. Normalmente são vendidos em milheiro e podem ser classificados em tijolos comuns ou especiais.
Segundo a NBR 7170, os tijolos comuns são de uso corrente e podem ser classificados em A, B e C,
conforme sua resistência à compressão:

CLASSE RESISTÊNCIA MÍNIMA À COMPRESSÃO (Mpa)


A 1,5
B 2,5
C 4,0

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Já os tijolos especiais, observe, podem ser fabricados em formatos e especificações de acordo com o
uso, porém obedecendo aos critérios da NBR 7170. Essa norma recomenda as seguintes dimensões
nominais para o tuijolo maciço:
• Comprimento: 190 mm
• Largura: 90 mm;
• Altura: 57 ou 90 mm;

Apesar das dimensões apresentadas pela norma, são encontrados no mercado tijolos de diversos
tamanhos, pois muitos fabricantes desconhecem ou ignoram as normas referentes ao produto. Abaixo
você verá como são apresentados alguns dos diferentes tamanhos de tijolo maciço encontrados no
mercado:

COMPRIMENTO (cm) LARGURA (cm) ALTURA (cm)


19,0 9,0 5,3
24,0 11,5 6,0
24,0 19,0 9,0
29,0 14,0 6,5
29,0 19,0 9,0
Os diferentes tamanhos de tijolo maciço - Fonte: Revista Equipe de Obra (2008)

São toleradas diferenças de até 3 mm nas dimensões especificadas. Quanto ao rendimento, depende
das dimensões do tijolo. Uma alvenaria feita com peças de 5 x 10 x 20 cm consome aproximadamente
150 unidades, quando a parede é feita com a espessura do tijolo, e 80 unidades quando a espessura da
parede corresponde a meio tijolo.
Quanto à aparência, a NBR 7170 recomenda que os tijolos não apresentem defeitos sistemáticos, tais
como trincas, quebras, superfícies irregulares, deformações e desuniformidade na cor. As arestas devem
ser vivas e os cantos resistentes. Além disso, a norma apresenta os procedimentos a serem realizados
para verificação e aceitação dos lotes de material.

Blocos cerâmicos vazados


Os blocos vazados também são fabricados com argila. Normalmente são moldados por extrusão e
possuem furos ao longo do seu comprimento que podem ser prismáticos ou cilíndricos.
Os blocos vazados são classificados num primeiro momento como blocos de vedação ou estruturais.
O bloco de vedação é utilizado para fechamento de vãos e a única carga que suporta é seu peso próprio.
São utilizados em paredes internas e externas dos mais diferentes tipos de edificações.
Quanto ao número de furos podem possuir quatro, seis, oito ou nove furos. Quanto à resistência à
compressão podem ser classificado em comuns e especiais. Os blocos comuns são aqueles utilizados
nas aplicações mais triviais e se enquadram na classe 10 conforme a tabela abaixo:

CLASSE RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO NA ÁREA BRUTA (Mpa)


10 1,0
15 1,5
25 2,5
45 4,5
60 6,0
70 7,0
100 10,0
Blocos vazados e sua resistência à compressão - Fonte: Yazigi (2009)

Entende-se por área bruta a área total correspondente a cada face do bloco, sem descontar os vazios
onde houver furos. Caso a área dos furos seja descontada temos a área líquida. Para os blocos especiais
a resistência mínima é de 2,5 MPa.
Os blocos estruturais, como você pode observar, são projetados para suportar carga além do seu peso
próprio. De acordo com a NBR 7171, os blocos estruturais podem ser divididos em comuns e especiais.
Os comuns são de uso corrente e são classificados conforme a resistência da tabela de classes já
apresentada. Os blocos estruturais especiais podem ter dimensões e formatos especiais, desde que
sigam o disposto na norma.

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A NBR 7171, que trata de blocos cerâmicos para alvenaria, especifica algumas condições gerais para
esse material. O bloco cerâmico deve trazer gravados o nome do fabricante, o município onde está
localizada a fábrica e as dimensões do bloco em centímetros. Independente do tipo de bloco, os mesmos
não devem apresentar defeitos como trincas, quebras, superfícies irregulares ou deformações que
impeçam seu emprego. Os blocos com defeitos visuais devem ser rejeitos de imediato e caso se verifique
que os blocos estão mal queimados (não apresentam som metálico ao se bater nos mesmos) o lote
deverá ser rejeitado.
A norma recomenda a verificação das medidas reais dos blocos, que pode ser feita colocando-se 24
blocos lado a lado de acordo com cada dimensão e medindo a distância com uma trena, com graduação
de 1mm. O resultado em cada direção é dividido por 24 para se obter as dimensões médias reais do
bloco. A espessura mínima das paredes externas do bloco deve ser de 7mm e admite-se uma variação
de 3mm nas dimensões em relação às medidas nominais de cada tipo. A absorção de água pelo material
não deve ser inferior a 8% nem superior a 25%.

Paredes de blocos cerâmicos


Atualmente, a aplicação na qual os blocos cerâmicos mais são empregados é a confecção de paredes
ou alvenarias de vedação ou com função estrutural. Na maioria delas, os blocos e tijolos são assentados
com argamassa à base de cimento, que pode conter outros aglomerantes, como a cal. Essa argamassa
tem a função de unir os blocos entre si e absorver algumas deformações do conjunto.
Dependendo do tipo e quantidade de blocos e da posição em que os mesmos são situados na elevação
da alvenaria, a parede pode ter diferentes espessuras. Chama-se espessura nominal a espessura
aproximada que a parede terá depois de pronta, contando a espessura do bloco somado à espessura dos
revestimentos em cada face, cujo valor adotado é de aproximadamente 2,5 cm para cada lado. Assim,
observe que uma parede cujo tijolo tenha 9 cm de largura e tenha revestimento dos dois lados terá
espessura total de 9+2,5+2,5 = 14 cm que corresponde a uma largura nominal de 15 cm. Abaixo, são
apresentados alguns exemplos de diferentes espessuras nominais de parede.

Paredes de 10 cm Paredes de 15 cm

Paredes de 20 cm Paredes de 25 cm

Paredes de outras espessuras

Telhas Cerâmicas
Além de serem empregados na elevação das paredes, os materiais cerâmicos também podem estar
presentes nas coberturas das edificações. As telhas cerâmicas se apresentam sob diferentes formatos e

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tamanhos, mas segundo Petrucci (1975), independentemente do tipo, as telhas cerâmicas devem
apresentar as seguintes características:
• Regularidade de forma e dimensões.
• Arestas finas e superfícies sem rugosidades (para facilitar o escoamento das águas).
• Homogeneidade de massa, com ausência de trincas, fendas, etc.
• Cozimento parelho.
• Fraca absorção de água e elevada impermeabilidade.
• Peso reduzido.
• Resistência mecânica à flexão adequada, mesmo em condições saturada de água.

O processo de fabricação das telhas cerâmicas é semelhante ao dos tijolos. Segundo Yazigi (2009), a
moldagem das telhas varia, podendo ser feita por extrusão seguida de prensagem ou diretamente por
prensagem. A argila deve ser mais fina e homogênea e a secagem tem de ser mais lenta que a dos tijolos,
para diminuir a deformação e possíveis fissuras que possam comprometer a impermeabilidade de
material, visto que as telhas têm a função de proteger a edificação onde serão empregadas,
principalmente da ação da água.

Classificação das Telhas Cerâmicas


A NBR 15310 apresenta uma classificação para as telhas cerâmicas, de acordo com o número de
peças que compõem a telha e da forma de encaixe:
• Telhas planas de encaixe: são telhas cerâmicas planas que se encaixam por meio de sulcos e
saliências, apresentando pinos, ou pinos e furos de amarração, para fixação na estrutura de apoio. Um
exemplo desse tipo é a telha francesa.
• Telhas compostas de encaixe: são telhas cerâmicas planas que possuem geometria formada por
capa e canal no mesmo componente, para permitir o encaixe das mesmas entre si, possuem pinos, ou
pinos e furos de amarração, para fixação na estrutura de apoio. A telha romana é um exemplo desse tipo
de telha.
• Telhas simples de sobreposição: telhas cerâmicas formadas pelos componentes capa e canal
independentes. O canal apresenta pinos, furos ou pinos e furos de amarração, para fixação na estrutura
de apoio; a capa está achou dispensada de apresentar furos ou pinos. As telhas do tipo colonial e paulista
são exemplos de telhas simples de sobreposição.
• Telhas planas de sobreposição: telhas cerâmicas planas que somente se sobrepõem, podem ter
pinos para o encaixe na estrutura de apoio ou pinos e furos de amarração para fixação.

Comercialmente, as telhas cerâmicas podem ser classificadas em telhas planas ou curvas, sendo que
cada uma possui diferentes formatos. A seguir, estudaremos alguns dos diferentes tipos de telhas planas
e curvas, priorizando aquelas que são mais utilizadas.

Telha Francesa: a telha tipo francesa é classificada com uma telha plana. Também chamada de telha
tipo Marselha, possui encaixes laterais, nas extremidades e agarradeiras para fixação às ripas da
estrutura do telhado. A resistência mínima para este tipo de telha é de 70 kg, ou seja, este é o peso
mínimo que a telha precisa suportar caso venha a se danificar (YAZIGI, 2009). Em geral, possui bom
rendimento, sendo que o número de peças utilizadas por metro quadrado de telhado é reduzido em
relação a outros tipos de telha. A norma a que se refere este tipo de telha é a NBR 7172.

Telha Colonial: do tipo capa e canal ou curvas. Como o próprio nome diz, são compostas por duas
peças: o canal, cujo papel é conduzir água e a capa que faz a cobertura entre dois canais (BORGES,
2009). De acordo com Yazigi (2009), esse tipo de telha pode ser com encaixe, sem encaixe ou de
cumeeira. A particularidade da telha colonial é que as duas peças que a compõem possuem a mesma
largura.

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Telha Paulista: de acordo com a Revista Construção e Mercado (2003), a telha paulista é derivada da
telha colonial e se caracteriza por apresentar a capa com largura ligeiramente inferior ao canal.

Telha Tipo Plan: é uma variação entre a telha colonial e a paulista, com o diferencial de possuir arestas
retas.

Telha Portuguesa: a telha portuguesa deriva das telhas coloniais, possuindo os segmentos
correspondentes à capa e canal em uma única peça.

Telha Romana: a Telha Romana surgiu a partir da telha plan, que será apresentada adiante, sendo
composta de uma peça única. Devido a seus encaixes no sentido longitudinal e transversal, possui boa
vedação e estabilidade sobre o ripamento.

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Telha Americana: foi criada a partir da telha portuguesa e a vantagem de ter um rendimento maior
por m² de telhado quando comparada com a telha que lhe deu origem.

Telha Plana: de acordo com a Revista Construção e Mercado (2003), as telhas planas são utilizadas
em países onde o inverno é rigoroso. Os telhados são bastante inclinados para que a neve escorra. No
Brasil, são usadas para compor coberturas de estilo enxaimel (casas coloniais alemãs, suíças).

Características das Telhas Cerâmicas


A NBR 15310 estipula alguns critérios de qualidade para as telhas cerâmicas. A absorção de água não
deve ser superior a 20% e a tolerância de dimensões admitida é de ± 2,0% para as dimensões de
fabricação.
As cargas de ruptura à flexão não devem ser inferiores a 1000 N para telhas planas de encaixe e telhas
simples de sobreposição e 1300 N para telhas compostas de encaixe.
A telha cerâmica deve trazer, obrigatoriamente, a identificação do fabricante e os outros dados
gravados em relevo ou reentrância, com caracteres de no mínimo 5 mm de altura, sem que prejudique o
seu uso. Para fins de comercialização, a unidade é o metro quadrado de telhado.
A norma também define o valor da retilinearidade (flecha máxima medida em um ponto determinado
das bordas, ou no eixo central, no sentido longitudinal ou no transversal) para telhas planas, que não
deve ser superior a 1% do comprimento efetivo bem como da largura efetiva. O valor da planaridade
(flecha máxima medida em um dos vértices de uma telha estando os outros três apoiados em um mesmo
plano horizontal) não deve ser superior a 5mm, independente do tipo de telha.
Além disso, as telhas cerâmicas não devem apresentar defeitos como fissuras, desvios de dimensões,
arestas quebradas, entre outros. Devem ter a superfície pouco rugosa, tonalidade uniforme e um
acabamento que facilite a montagem do telhado e a ligação entre as peças e devem ter impermeabilidade
compatível com o uso. Yazigi (2009) descreve um método expedito para avaliação da impermeabilidade
das telhas cerâmicas, que consiste em moldar sobre a telha um anel de argamassa, no interior do qual
se deposita água até 5cm de altura. Conforme o autor, uma boa telha não deixa infiltrar umidade em
menos de 24 horas do início do ensaio, sendo que a umidade só aparece após 48 horas e sem
gotejamento.

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Revestimentos Cerâmicos
Nas etapas anteriores desta unidade vimos que os produtos cerâmicos são utilizados na elevação de
alvenarias e na cobertura das edificações, etapas consideradas básicas em uma construção. Além disso,
os produtos cerâmicos também são utilizados na fase de acabamento de uma obra, como é o caso do
revestimento de pisos e paredes com o uso de placas cerâmicas, que podem ser fabricadas com argilas
comuns ou especiais, ou argilas puras e impuras.

Ladrilhos e Pisos Cerâmicos


Os produtos cerâmicos destinados ao revestimento de pisos podem ser obtidos por processos de
extrusão ou prensagem. Esses produtos podem apresentar uma face esmaltada, que é revestida com
uma camada vítrea conferindo um aspecto brilhoso ao material e uma face porosa, também chamada de
tardoz ou face de assentamento. Algumas peças possuem as duas faces não-esmaltadas, sendo que
uma fica exposta e outra é destinada ao assentamento.
A face de assentamento é aquela que entra em contato com a argamassa que fixará a peça cerâmica
no local da aplicação e, por isso, deve possuir certa rugosidade para facilitar a aderência. Em alguns tipos
de peças existem ranhuras para melhorar a aderência e a fixação. Quando o revestimento é esmaltado,
recebe a sigla GL (do inglês glazed – que significa envidraçado) e quando não é esmaltado caracteriza-
se pela sigla UGL (unglazed). O revestimento esmaltado pode ser polido ou não-polido.
Os revestimentos cerâmicos estão disponíveis em diversos formatos, predominando os quadrados e
retangulares. Quanto aos tamanhos a variedade é ainda maior encontrando-se peças com dimensões da
ordem de 6 cm a 60 cm.
A descrição completa da classificação e dos requisitos que os revestimentos cerâmicos devem
obedecer encontra-se na NBR 13817 e na NBR 13818. Em geral, os revestimentos cerâmicos possuem
algumas características principais que auxiliam na escolha do material mais adequado a cada caso, entre
as quais podemos destacar: a absorção de água, o método de fabricação, a resistência à abrasão, a
facilidade de limpeza e a resistência a agentes químicos.
A absorção de água é uma característica que está relacionada à porosidade e à permeabilidade do
material. Dessa forma, os materiais de maior qualidade são aqueles que possuem menor absorção de
água. De acordo com o grau de absorção, a NBR 13817 classifica os materiais cerâmicos em grupos,
conforme a tabela abaixo:

GRUPO GRAU DE ABSORÇÃO USOS RECOMENDADOS


Ia 0% a 0,5% Pisos e paredes
Ib 0,5% a 3,0% Pisos, paredes, piscinas e saunas.
IIa 3,0% a 6,0% Pisos, paredes e piscinas.
IIb 6% a 10% Pisos e paredes.
III Maior que 10% Paredes.
Materiais cerâmicos de acordo com o grau de absorção - Fonte: adaptado de NBR 13817

Quanto menor a absorção de água maior é a resistência do revestimento cerâmico contra quebra,
fissuração da camada esmaltada, descolamento, entre outras patologias. Essa caraterística é muito
importante em locais onde exista o risco de choques e variações de temperatura e umidade. A execução
de um revestimento com peças de elevada porosidade em um ambiente úmido possivelmente levará ao
surgimento de patologias, entre as quais podemos destacar o descolamento das peças.
A absorção de água também está relacionada ao método de fabricação utilizado para confeccionar o
revestimento cerâmico. De acordo com o método de fabricação, os revestimentos cerâmicos são
classificados em 3 tipos:
• Placas cerâmicas extrusadas (A): produzidas por processos de extrusão;
• Placas cerâmicas prensadas (B): produzidas por processos de prensagem;
• Placas cerâmicas produzidas por outros processos (C).

Ao especificar o material deve-se utilizar uma codificação recomendada pela NBR 13817, composta
pela letra correspondente ao processo de fabricação (A, B ou C) acompanhada da nomenclatura
correspondente ao grupo de absorção, conforme a tabela abaixo:

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MÉTODOS DE FABRICAÇÃO
ABSORÇÃO DE ÁGUA (%)
EXTRUDADO (A) PRENSADO (B) OUTROS (C)
Menor que 0,5% BIa
Al CI
0,5% a 3,0% BIb
3,0% a 6,0% AIIa BIIa CIIa
6,0% a 10,0% AIIb BIIb CIIb
Maior que 10,0% AIII BIII CIII
Nomenclatura de acordo com o grau de absorção - Fonte: adaptado de NBR 13817

Assim, uma peça especificada como AIIb corresponde a um revestimento produzido por processo de
extrusão (A) e que possui absorção entre 6 e 10% (IIb). Alguns revestimentos cerâmicos também recebem
nomes específicos em função do grau de absorção, conforme a tabela a seguir:

TIPOLOGIA DE PRODUTO GRAU DE ABSORÇÃO


Porcelanato 0 a 0,5%
Grés 0,5% a 3%
Semi-Grés 3% a 6%
Semiporoso 6% a 10%
Poroso Maior que 10%
Nomenclatura específica de acordo com o grau de absorção - Fonte: adaptado de NBR 13817

Segundo Yazigi (2009), os porcelanatos são definidos como pisos cerâmicos não-vidrados, compostos
por pigmentos misturados à argila durante o processo de prensagem. Quando queimados, esses ladrilhos
apresentam aspecto de pedra natural, em que camadas de pigmentação permeiam a base de argila.
Possibilitam o acabamento polido (com brilho) e não-polido (sem-brilho). Por sua resistência mecânica
elevada, grande resistência à abrasão e a produtos químicos, o porcelanato possui uma qualidade
superior em relação aos demais pisos cerâmicos.
A resistência à abrasão é outra caraterística importante dos revestimentos cerâmicos, definida como
a resistência ao desgaste superficial do revestimento, consequência do tráfego de pessoas e objetos
sobre o material. O desgaste por abrasão pode ser causado por objetos de grande porte como pneus de
veículos e por objeto de pequeno porte como grãos de areia. Nos revestimentos esmaltados essa
característica é mensurada através de um ensaio de variação de aspecto com o desgaste, ou seja, a peça
cerâmica é submetida à ação de um dispositivo denominado abrasímetro, que provoca o desgaste por
meio de esferas de aço e material abrasivo.
A resistência a manchas está relacionada com a ausência de porosidade interna abaixo da superfície.
Dessa forma, os produtos esmaltados normalmente são mais fáceis de limpar. A facilidade de limpeza
é uma característica muito importante em locais onde a assepsia e a higiene são fundamentais, como
hospitais e cozinhas. De certa forma, a resistência ao manchamento também é influenciada pela
resistência à abrasão, pois pisos que se desgastam com mais facilidade estão mais suscetíveis ao
manchamento.
De acordo com a resistência a agentes químicos os produtos cerâmicos são classificados em três
classes:
• CLASSE A: elevada resistência a produtos químicos
• CLASSE B: média resistência a produtos químicos
• CLASSE C: baixa resistência a produtos químicos

Azulejos
São materiais cerâmicos empregados normalmente no revestimento de áreas molhadas e fabricados
a partir de uma argila quase isenta de óxido de ferro, o que confere ao material a coloração branca. Assim
como alguns dos revestimentos cerâmicos já estudados, possui uma face vidrada e outra não vidrada,
que corresponde à face de assentamento ou tardoz.
Normalmente possuem formato quadrado de 15x15 cm ou 20x20 cm, sendo que alguns possuem
formato retangular como 20x30 cm. A espessura média das peças gira em torno de 5,4 mm. Estão
disponíveis nas mais diversas cores e acabamentos, com opções de peças lisas ou decoradas.

Outros revestimentos cerâmicos


As pastilhas cerâmicas são revestimentos de pequena dimensão, utilizados principalmente no
revestimento de fachadas. Por seu tamanho reduzido (de 1,5 cm até 10 cm), as pastilhas são

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comercializadas coladas em uma folha de papel com maior dimensão, o que facilita seu assentamento.
O papel é facilmente retirado por lavagem após o término do assentamento.
Muitos revestimentos também necessitam de peças e acessórios especiais para conferir acabamento
ao serviço. Entre as peças mais utilizadas estão as faixas decorativas e rodapés que, além de
proporcionarem o acabamento adequado ao revestimento, são utilizadas pelo aspecto estético agradável
que proporcionam.

Louças sanitárias
A barbotina, massa cerâmica que será moldada e transformada nas louças, é composta por caulim,
argila, feldspato e quartzo. Primeiro, a argila e o caulim são dispersos em água e peneirados. Depois,
adicionam-se o feldspato e o quartzo, que passaram por um processo de moagem a seco.
São dois os tipos de molde: gesso e resina acrílica. No gesso, a água da massa é puxada por
capilaridade. Com molde de resina, a massa é aplicada com bastante pressão (até 7 kgf/cm²), o que força
a passagem da água. As peças ficam na área de produção por dois dias, em média, até seguirem para
os secadores. Na secagem a peça ainda contém cerca de 12% de umidade e vai para uma estufa que a
seca totalmente. Elas ficam por oito horas nesse tipo de secador, à temperatura de 100oC. Se alguma
peça apresenta defeito, é retirada do processo de produção e reaproveitada. O material é redispersado
em água e vira barbotina de novo.
A aplicação do esmalte cerâmico é feita manualmente ou por máquinas. O esmalte é à base de água,
com calcário, quartzo, feldspato, caulim, opacificante e corante na cor das peças. A esmaltação é feita
individualmente em quase todos os produtos. Só a esmaltação das caixas acopladas de bacias sanitárias
é feita de duas em duas peças. O forno, de 100 m de comprimento, é contínuo, ou seja, as peças passam
por ele sem parar, no tempo total de 15 horas. No início e no final do forno a temperatura é ambiente, e,
no meio, chega a 1.220 oC.

Materiais cerâmicos especiais


Existem outros materiais cerâmicos de construção, cujo emprego é menos frequente ou são utilizados
em situações mais específicas e merecem ser abordados, mesmo de maneira resumida.
Como exemplo destes materiais podemos citar as manilhas ou tubos cerâmicos, as louças sanitárias
e os produtos de cerâmica refratária.

- Manilhas: é o nome dado aos tubos cerâmicos cilíndricos utilizados principalmente na condução de
águas residuais, esgotos sanitários e águas pluviais. Alguns tipos de manilhas também podem ser
utilizadas para revestimentos de chaminés e para condução de tubulação subterrânea de rede elétrica e
telefônica.
A maioria dos tubos cerâmicos encontrados no mercado é do tipo ponta e bolsa, ou seja, uma das
extremidades do tubo possui um segmento de diâmetro maior (bolsa) onde outro tubo é encaixado
(ponta). Essa encaixe pode ter junta rígida, semirrígida ou elástica. A junta rígida normalmente é obtida
com o uso de adesivos para unir a ponta de um tubo com a bolsa de outro. Na junta elástica, a ponta de
um tubo é encaixada na bolsa de outro tubo ou conexão e a estanqueidade da ligação é garantida por
um anel de vedação, posicionado em sulco apropriado situado na bolsa. Assim como as demais
tubulações, existem peças e acessórios específicos para realizar a ligação entre os tubos.
Os tubos cerâmicos também devem resistir à ação química de águas agressivas, sendo que a perda
de massa sob a ação de ácidos não deve ser maior que 1% da massa inicial da amostra submetida ao
ensaio descrito na NBR 7689. De acordo com Silva (1985) os tubos cerâmicos devem satisfazer alguns
requisitos de qualidade, entre os quais destacam-se:
• Interior do tubo perfeitamente circular, com eixo retilíneo, sem fendas, rebarbas, falhas ou bolhas de
ar.
• Quando o tubo for vidrado, a camada vítrea deve ser homogênea e contínua em todo o tubo, exceto
nas bolsas de junção.
Além disso, o tubo deve trazer gravadas as informações de diâmetro nominal, tipo de tubo, nome do
fabricante e data de fabricação.

- Aparelhos sanitários: também chamados de louças sanitárias, são constituídos de lavatórios,


bacias sanitárias, mictórios. De acordo com o material utilizado na fabricação, Petrucci (1975) apresenta
a seguinte classificação para as louças sanitárias:
• Aparelhos de pó de pedra: também chamados de faiança podem ter corpo branco ou colorido
artificialmente. O material é vitrificado, com textura fina e porosa, podendo a absorção chegar entre 15 e
20%.

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• Aparelhos de grés branco: também chamados de porcelana sanitária ou grés cerâmico, podem ter
corpo branco ou colorido artificialmente. O material possui vitrificação mais avançada que o anterior,
resultando num produto com textura fina e não porosa, cuja absorção varia entre 1 e 2%.

- Materiais refratários: os materiais cerâmicos refratários são aqueles que possuem a capacidade de
resistir a altas temperaturas. São fabricados com um tipo específico de argila que é pobre em cal e óxido
de ferro.
Segundo Verçosa (1987) as peças refratárias devem ser feitas com grande cuidado, principalmente no
que se refere à prensagem, que deve ir a altos índices, para diminuir ao máximo a porosidade do material.
A cerâmica refratária na construção civil é utilizada sobretudo na confecção de tijolos usados na
construção de fornos, lareiras e outros ambientes expostos a altas temperaturas.

Aglomerantes

Os aglomerantes são definidos como produtos empregados na construção civil para fixar ou aglomerar
outros materiais entre si. Geralmente são materiais em forma de pó, também chamados de pulverulentos
que, misturados com a água, formam uma pasta capaz de endurecer por simples secagem ou devido à
ocorrência de reações químicas.
Existem alguns termos para definir a mistura de um aglomerante com materiais específicos. Entre os
mais conhecidos podemos citar:
• PASTA = MISTURA DE AGLOMERANTE + ÁGUA
• ARGAMASSA = MISTURA DE AGLOMERANTE + AGREGADO MÍUDO + ÁGUA
• CONCRETO = AGLOMERANTE + AGREGADO MÍUDO + AGREGADO GRAÚDO + ÁGUA

De acordo com alguns dos principais autores na área de materiais de construção (Petrucci, Silva) os
aglomerantes podem ser divididos em diferentes classes de acordo com sua composição e mecanismo
de endurecimento.

Classificação do aglomerantes – Fonte: Petrucci, Silva (1975)

De acordo com o mecanismo de endurecimento, os aglomerantes podem ser classificados em:


• AGLOMERANTES QUIMICAMENTE INERTES: seu endurecimento ocorre devido à secagem do
material. A argila é um exemplo de aglomerante inerte.
• AGLOMERANTES QUIMICAMENTE ATIVOS: seu endurecimento se dá por meio de reações
químicas. É o caso da cal e do cimento.
• Os aglomerantes quimicamente ativos são subdivididos em dois grupos:
• AGLOMERANTES AÉREOS: são aqueles que conservam suas propriedades e processam seu
endurecimento somente na presença de ar. Como exemplo deste tipo de aglomerante, temos o gesso e
a cal.
• AGLOMERANTES HIDRÁULICOS: caracterizados por conservarem suas propriedades em presença
de ar e água, mas seu endurecimento ocorre sob influência exclusiva da água. O cimento é o principal
aglomerante hidráulico utilizado na construção civil.

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Quanto à composição, os aglomerantes são classificados em:
• AGLOMERANTES SIMPLES: são formados por apenas um produto com pequenas adições de outros
componentes com o objetivo de melhorar algumas características do produto final. Normalmente as
adições não ultrapassam 5% em peso do material. O cimento Portland comum é um exemplo deste tipo
de material.
• AGLOMERANTES COM ADIÇÃO: são compostos por um aglomerante simples com adições em
quantidades superiores, com o objetivo de conferir propriedades especiais ao aglomerante, como menor
permeabilidade, menor calor de hidratação, menor retração, entre outras.
• AGLOMERANTES COMPOSTOS: formados pela mistura de subprodutos industriais ou produtos de
baixo custo com aglomerante simples. O resultado é um aglomerante com custo de produção
relativamente mais baixo e com propriedades específicas. Como exemplo, temos o cimento pozolânico,
que é uma mistura do cimento Portland com uma adição chamada pozolana.
Os aglomerantes também podem ser caracterizados segundo o tempo que levam para começar a
processar o endurecimento da pasta onde são empregados. O período inicial de solidificação da pasta é
chamado de pega. Denominamos de início de pega o momento em que a pasta começa a endurecer,
perdendo parte de sua plasticidade e fim de pega o momento em que a pasta se solidifica completamente,
perdendo toda sua plasticidade.

NÃO SE DEVE CONFUNDIR PEGA COM ENDURECIMENTO.

O fim da pega significa que a pasta não pode mais ser manuseada e, terminada essa fase, inicia o
endurecimento.
Apesar de no fim da pega a pasta já ter alguma resistência, é durante o endurecimento que os
ganhos de resistência são significativos.
De acordo com o tempo que o aglomerante desenvolve a pega na pasta, podemos classificá-lo
em:
• AGLOMERANTE DE PEGA RÁPIDA: quando a pasta inicia sua solidificação num intervalo de
tempo inferior a 30 minutos.
• AGLOMERANTE DE PEGA SEMIRRÁPIDA: quando a pasta inicia sua solidificação num
intervalo de tempo entre 30 a 60 minutos.
• AGLOMERANTE DE PEGA NORMAL: quando a solidificação da pasta ocorre num intervalo de
tempo entre 60 minutos e 6 horas.

Gesso
É um aglomerante obtido a partir da eliminação parcial ou total da água de cristalização contida em
uma rocha natural chamada gipsita, que ocorre na natureza em camadas estratificadas.
A obtenção ocorre por meio de 3 etapas: a extração da rocha, a diminuição de tamanho da mesma por
processos de trituração e a queima do material. A última etapa também é conhecida como calcinação e
consiste em expor a rocha a temperaturas que podem variar de 100 a 300ºC, obtendo como resultado o
gesso com desprendimento de vapor d’água. De acordo com a temperatura de queima podem resultar
diferentes tipos de produtos.
De acordo com Oliveira (2008) o gesso, ao ser misturado com água, torna-se plástico e enrijece
rapidamente, retornando a sua composição original. Essa combinação faz-se com a produção de uma
fina malha de cristais de sulfato hidratado, interpenetrada, responsável pela coesão do conjunto. Esse
fenômeno conhecido como pega é acompanhado de elevação de temperatura, tratando-se de uma reação
exotérmica.
Normalmente, o gesso possui tempo de pega entre 15 e 20 minutos. A temperatura da água funciona
como acelerador de pega e a quantidade como retardador, ou seja, quanto maior a temperatura da água,
mais rápido o material reage e quanto maior a quantidade de água, mais lentamente ocorrem as reações.
Quanto maior a quantidade de água adicionada, maior a porosidade e menor a resistência.
O gesso, como material de construção, é um pó branco, de elevada finura, comercializado
principalmente em sacos de 50 kg, com o nome de gesso, estuque ou gesso-molde. Algumas empresas
fornecem embalagens de 1kg, 20 kg e 40 kg. No Brasil, o gesso é um material relativamente escasso,
sendo pouco empregado como aglomerante e mais utilizado em fins ornamentais.
Possui, ainda, boa aderência a tijolos, pedra e ferro, mas é desaconselhável seu uso em superfícies
metálicas pelo risco de corrosão. Por outro lado, não possui boa aderência a superfícies de madeira.
Apresenta excelentes propriedades de isolamento térmico, acústico e impermeabilidade do ar.
É utilizado principalmente como material de acabamento em interiores, para obtenção de superfícies
lisas, podendo substituir a massa corrida e a massa fina. Nesse caso, pode ser utilizado puro (apenas

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misturado com água) ou em misturas com areias, sob forma de argamassas. Atualmente, o gesso é
empregado em larga escala no formato de placas, as chamadas paredes leves ou drywall. Essas placas
são utilizadas em forros, divisórias, para dar acabamento em uma parede de alvenaria bruta ou em mal
estado, ou para melhorar os índices de vedações térmicos ou acústicos do ambiente em que for
empregado.
Por ser um aglomerante aéreo, não se presta para a aplicação em ambientes externos devido à baixa
resistência em presença da água.

Cal aérea
A cal é obtida a partir da calcinação da rocha calcária, composta principalmente por óxidos de cálcio e
pequenas quantidades de impurezas como óxidos de magnésio, sílica, óxidos de ferro e óxidos de
alumínio. O processo de fabricação consiste resumidamente na extração da rocha e queima (calcinação).
O produto da queima é chamado de cal viva ou virgem.
O produto resultante da calcinação é formado predominantemente por óxido de cálcio (CaO), mas para
ser utilizada como aglomerante a cal precisa ser transformada em hidróxido, o que se consegue com a
adição de água. A adição de água em obra é chamada de extinção e o produto resultante é a cal extinta.
Quando esse processo é realizado ainda em fábrica tem-se a cal hidratada.
A cal viva ou virgem normalmente apresenta-se em forma de grãos de grande tamanho e estrutura
porosa ou em pó. Já a cal hidratada é encontrada em forma de flocos ou em pó. Ambas apresentam a
coloração branca.
As caraterísticas da rocha de origem influenciam diretamente a composição química da cal. Segundo
Oliveira (2008), quanto à composição, a cal pode ser classificada em:
• Cal cálcica: composta por no mínimo 75% de óxidos de cálcio (CaO). Esse tipo de cal possui como
caraterística a maior capacidade de sustentação da areia.
• Cal magnesiana: possui no mínimo 20% de óxidos de magnésio (MgO) em sua composição. Quando
utilizada em argamassas, esse tipo de cal dá origem a misturas mais trabalháveis.

A cal hidratada difere da virgem por seu processo de hidratação ser feito em usina. A cal viva é moída
e pulverizada e o material moído é misturado com uma quantidade exata de água. Após, a cal hidratada
é separada da não hidratada e de impurezas, por processos diversos.
A cal hidratada possui como vantagens a maior facilidade de manuseio, transporte a armazenamento,
além de maior segurança, principalmente quanto a queimaduras, pois o produto encontra-se pronto para
ser usado, eliminando as operações de extinção e envelhecimento. Oliveira (2008) aponta como
desvantagens da cal hidratada o menor rendimento, a menor capacidade de sustentação da areia e o fato
de as misturas, onde é empregada, resultarem em argamassas menos trabalháveis.
A cal hidratada pode ser encontrada em diversas embalagens: 8kg, 20kg, 25kg ou 40kg. Normalmente
estão disponíveis no mercado três tipos de material:
• CH – I: Cal hidratada especial (tipo I);
• CH – II: Cal hidratada comum (tipo II);
• CH – III: Cal hidratada com carbonatos (tipo III)

A nomenclatura diferenciada é consequência das diferentes propriedades químicas e físicas de cada


produto. As cales do tipo CHI e CHII são as mais empregadas na construção civil por possuírem maior
capacidade de retenção de água e de areia, tornando-as mais econômicas.
Na construção civil, a cal é utilizada principalmente em argamassas de assentamento e revestimento,
pinturas, misturas asfálticas, estabilização de solos, fabricação de blocos sílico-calcários, indústria
metalúrgica, etc. A adição de cal às argamassas proporciona melhorias em muitas características da
mistura.
O uso da cal propicia o aumento de trabalhabilidade da mistura, o que também contribui para tornar
as argamassas mais econômicas pela possibilidade de aumento na quantidade de agregados. O custo
reduzido da cal também contribui para tornar seu uso atrativo.
O uso de cal nas argamassas também aumenta a retenção de água, o que melhora a aderência entre
os elementos da construção, pois a argamassa cede água gradativamente para os elementos onde é
empregada.
Outra contribuição da cal nas argamassas é a redução do fenômeno de retração, que é a diminuição
de volume capaz de gerar o aparecimento de fissuras. Os revestimentos feitos de argamassa de cal e
areia devem ser executados em camadas finas, com intervalo de aproximadamente 10 dias entre uma
camada e outra para possibilitar o endurecimento completo do material.

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As pinturas à base de cal possuem propriedades fungicidas e bactericidas. Além disso, a cal pode ser
utilizada para a separação da escória, que é um resíduo da fabricação de aço para a construção civil.
Em obra deve-se evitar o recebimento da cal quando a embalagem estiver danificada e quando o
material não deve ficar estocado por longos períodos. O produto deve ser armazenado em pilhas de, no
máximo, 20 sacos, em local fechado e sobre estrados ou chapas de madeira.

Cimento

A ORIGEM DO CIMENTO PORTLAND

A origem da palavra CIMENTO vem do latim CAEMENTU, que designava na velha Roma espécie
de pedra natural de rochedos e não esquadrejada.
O uso de produtos com as mesmas caraterísticas do cimento teve início há aproximadamente
4.500 anos. Como exemplo, podemos citar a construção de monumentos do Egito antigo, que
utilizavam uma liga constituída por uma mistura de gesso calcinado. As grandes obras gregas e
romanas, como o Panteão e o Coliseu, foram construídas com o uso de solos de origem vulcânica
que possuíam propriedades de endurecimento sob a ação da água.
No ano de 1756, o inglês John Smeaton obteve um produto de alta resistência por meio de
calcinação de calcários moles e argilosos. Em 1818, o francês Vicat obteve resultados semelhantes
ao misturar componentes argilosos e calcários. Mas a origem do cimento Portland é atribuída ao
construtor inglês Joseph Aspdin que, no ano de 1824, queimou conjuntamente pedras calcárias e
argila, transformando-as num pó fino. Ele percebeu que, ao adicionar água, obtinha uma mistura e,
ao secar, tornava-se tão dura quanto as pedras empregadas nas construções e não se dissolvia em
água. Esse produto foi patenteado pelo construtor com o nome de cimento Portland, por apresentar
cor e propriedades semelhantes às rochas da ilha britânica de Portland.
No Brasil, o início de estudos para viabilizar a fabricação do cimento Portland ocorreu
aparentemente em 1888, quando o comendador Antônio Proost Rodovalho instalou uma fábrica na
fazenda Santo Antônio, de sua propriedade, situada em Sorocaba-SP. Várias iniciativas esporádicas
de fabricação de cimento foram desenvolvidas nessa época. Em 1892, teve início a produção de
cimento em uma pequena instalação na ilha de Tiriri, na Paraíba, por iniciativa do engenheiro Louis
Felipe Alves da Nóbrega, que estudara na França e chegara ao Brasil com novas ideias, tendo
inclusive o projeto da fábrica pronto. Porém, a fábrica funcionou por apenas 3 meses, sendo que o
fracasso do empreendimento foi consequência da distância do local de produção dos centros
consumidores e da pequena escala de produção, que não conseguia competitividade com os
cimentos importados da época.
No ano de 1897, a usina de Rodovalho lançou sua primeira produção – o cimento Santo Antônio –
e operou até 1904, quando interrompeu suas atividades. Voltou em 1907, mas experimentou
problemas de qualidade e extinguiu-se definitivamente em 1918. Em Cachoeiro do Itapemirim, o
governo do Espírito Santo fundou, em 1912, uma fábrica que funcionou até 1924, com precariedade e
produção de apenas 8.000 toneladas por ano, sendo então paralisada, voltando a funcionar em 1935,
após modernização.
Todas essas etapas culminaram, em 1924, com a implantação pela Companhia Brasileira de
Cimento Portland de uma fábrica em Perus, Estado de São Paulo, cuja construção pode ser
considerada como o marco da implantação da indústria brasileira de cimento. As primeiras toneladas
foram produzidas e colocadas no mercado em 1926. Até então, o consumo de cimento no país
dependia exclusivamente do produto importado. A produção nacional foi gradativamente elevada com
a implantação de novas fábricas e a participação de produtos importados oscilou durante as décadas
seguintes, até praticamente desaparecer nos dias de hoje.

O cimento é um aglomerante hidráulico produzido a partir de uma mistura de rocha calcária e argila. A
calcinação dessa mistura dá origem ao clinker, um produto de natureza granulosa, cuja composição
química é constituída essencialmente de silicatos hidráulicos de cálcio, com certa proporção de outras
substâncias que modificam suas propriedades ou facilitam seu emprego.
De acordo com Oliveira (2008), entre os constituintes fundamentais do cimento (95 a 96%) podemos
citar:
• Cal (CaO);
• Sílica (SiO2);
• Alumina (Al2O3)

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• Óxido de Ferro (Fe2O3)
• Magnésia (MgO) – em proporção máxima de 5%
• Impurezas

A mistura dessas matérias-primas e a exposição à temperatura de fusão dão origem ao clinker. Como
consequência desse processo, ocorrem combinações químicas que resultam na formação dos seguintes
compostos, cujas proporções influenciam diretamente nas propriedades do cimento:
• Silicato Tricálcico (C3S): esse componente contribui para a resistência da pasta em todas as idades.
O cimento, ao ser misturado com a água, começa a sofrer reações químicas, fenômeno que chamamos
de hidratação. Durante a hidratação do cimento há liberação de certa quantidade de calor, chamado calor
de hidratação, o qual será abordado mais adiante. O silicato tricálcico é um dos componentes que mais
libera calor durante as reações de hidratação do cimento.
• Silicato Bicálcio (C2S): contribui para o endurecimento da pasta em idades avançadas e contribui
pouco para a liberação de calor na hidratação do cimento.
• Aluminato Tricálcico (C3A): contribui para a resistência no primeiro dia, para a rapidez de pega e é o
componente que mais libera calor na reação de hidratação;
• Ferroaluminato de Cálcio (C4AFe): apresenta pouca influência nas caraterísticas da pasta.

Entre as adições mais utilizadas na fabricação do cimento estão:


• Escória de alto forno: é um produto resultante da fabricação de ferro gusa que se forma pela fusão
das impurezas contidas no minério de ferro dentro dos altos-fornos, juntamente com a adição de
fundentes (calcário e dolomita) e as cinzas do coque (combustível usado na fusão). O resultado é um
produto de natureza granular que finamente moído adquire propriedades cimentantes e quando
adicionado ao cimento contribui na redução do calor de hidratação, da exsudação e da segregação em
concretos.
• Pozolanas: são materiais que sozinhos não possuem a propriedade de aglomerar outros materiais
entre si, mas quando misturados a outro aglomerante e na presença de umidade reagem, formando
compostos com propriedades cimentantes. Como exemplos de pozolanas, podemos citar as cinzas
vulcânicas, algumas rochas ígneas, argilas calcinadas, cinzas volantes, entre outras. O emprego das
pozolanas como adição do cimento melhora a trabalhabilidade e resistência do concreto, além de
aumentar a durabilidade e diminuir a vulnerabilidade aos meios agressivos, como ambientes marítimos e
expostos a sulfatos.

Na maioria dos casos o cimento é comercializado em sacos de papel contendo 50 kg de material ou a


granel. De acordo com as adições e com a resistência à compressão mínima que atinge em 28 dias, o
cimento recebe uma nomenclatura composta das seguintes partes:

O tipo de cimento é representado por números romanos seguidos ou não de letras, de acordo com a
composição. Um mesmo tipo de cimento pode ter diferentes classes de resistência, representada por um
número correspondente à resistência em megapascais (Mpa), obtida em ensaio específico. Quanto à
composição e classe de resistência, o cimento pode ser dividido em diferentes tipos, conforme é
apresentado a seguir:

- Cimento Tipo I (CP I): também chamado de Cimento Portland comum. É composto em sua maior
parte por clinker, contendo uma pequena adição de gesso (aproximadamente 5%) que age como
retardador da pega. A NBR 5732 é a norma que trata deste tipo de cimento e estabelece 3 classes de
resistência para o mesmo: 25 Mpa, 32 Mpa e 40 Mpa. Este tipo de cimento também pode receber adição
de pequena quantidade de material pozolânico (1 – 5%), recebendo a denominação de CP I-S. É indicado
para construções que não necessitem de condições especiais e não apresentem exposição a agentes
agressivos, como águas subterrâneas, esgotos, água do mar e presença de sulfatos. Por utilizar muito
clinker seu custo de produção é elevado e por isso é pouco fabricado.

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- Cimento Tipo II (CP II): recebe a adição de materiais de baixo custo o que confere propriedades
especiais ao cimento. A norma que trata deste tipo de cimento é NBR 11578 e as classes de resistência
em que o mesmo pode ser fabricado são 25 Mpa, 32 Mpa e 40 Mpa. As adições e aplicações
recomendadas para cada tipo desse cimento são apresentadas na tabela abaixo:

TIPO DE
ADIÇÃO USOS RECOMENDADOS
CIMENTO
Adição de escória granulada de alto Estruturas que exijam um
forno em proporções que variam de 6 a desprendimento de calor moderadamente
CP II – E
34% e que confere baixo calor de lento e que possam ser atacadas por
hidratação ao cimento. sulfatos.
Adição de material pozolânico em
Obras subterrâneas, marítimas e com
proporções que variam de 6 a 14% o que
CP II – Z presença de água, pré-moldados,
confere menor permeabilidade à pasta
concreto protendido.
onde são aplicados.
Obras de concreto armado, argamassa
Adição de material carbonático
de assentamento e revestimento, pisos e
CP II – F (também chamado de filer) em
pavimentos, todos em meio não
proporções que variam de 6 a 10%.
agressivo.
Adições e aplicações do cimento - Fonte: NBR 11578

- Cimento Tipo III (CP III): também chamado de Cimento Portland de alto-forno, caracteriza-se por
conter adição de escória em teores que variam de 35% a 70%. Este tipo de cimento confere baixo calor
de hidratação, maior impermeabilidade e durabilidade e maior resistência a sulfatos às misturas onde é
empregado. Recomendado para obras de grande porte e sujeitas a condições de alta agressividade
(barragens, fundações, tubos para condução de líquidos agressivos, esgotos e efluentes industriais,
concretos com agregados reativos, obras submersas, pavimentação de estradas, pistas de aeroportos).
Por ser recomendado para obras de grande porte e onde haverá grande consumo é frequentemente
comercializado à granel (não em sacos) e sob encomenda. A norma que trata deste cimento é a NBR
5735, a qual estabelece 3 classes de resistência para este tipo de cimento: 25 Mpa, 32 Mpa e 40 Mpa.

- Cimento Tipo IV (CP IV): também chamado de Cimento Portland pozolânico, possui adição de
pozolana em teores que variam de 15% a 50%, que conferem alta impermeabilidade e durabilidade às
misturas em que são empregados. É recomendado para obras expostas à ação de águas correntes e
ambientes agressivos. Em longo prazo, eleva a resistência mecânica de concretos, quando os mesmo
são comparados a concretos similares feitos com cimento comum. É fabricado nas classes de resistência
de 25 Mpa e 32 Mpa, de acordo com a NBR 5736.

- Cimento Tipo V (CP V - ARI): este tipo de cimento confere alta resistência inicial nas primeiras
idades dos concretos onde é aplicado. O cimento tipo ARI ou alta resistência inicial, não possui nenhuma
adição especial. A capacidade de desenvolver a resistência mais rápido que os demais cimentos é
resultado do processo de fabricação diferenciado, principalmente quanto à composição do clinker, que
possui um percentual diferenciado de argila, e à moagem do material, que é mais fina quando comparada
aos demais cimentos. Como consequência, a hidratação ocorre de maneira mais rápida. É indicado para
obras em que seja necessária a desforma rápida do concreto, na confecção de elementos pré-moldados,
blocos, postes, tubos, entre outros.

- Cimento Resistente a Sulfatos (RS): de acordo com a ABCP, qualquer dos cimentos já estudados
pode ser resistente a sulfatos, desde que se enquadre em alguns requisitos como teor do componente
químico C3A do clinker inferior a 8% e teor de adições carbonáticas de no máximo 5%. Os cimentos do
tipo alto-forno também podem ser resistentes a sulfatos quando contiverem entre 60% e 70% de escória
granulada de alto-forno, em massa. Os cimentos do tipo pozolânico que contiverem entre 25% e 40% de
material pozolânico em massa também apresentam comportamento satisfatório quando expostos à ação
de águas sulfatadas. O cimento resistente a sulfatos é recomendado para uso em redes de esgotos de
águas servidas ou industriais, água do mar e em alguns tipos de solos, ambientes onde este agente
agressivo pode estar presente.

- Cimento Aluminoso: resulta do cozimento de uma mistura de bauxita e calcário. De acordo com
Oliveira (2008) este tipo de cimento possui pega lenta, porém, alcança altas resistências em pouco tempo

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(31,5 Mpa em 2 dias; 40 Mpa em 28 dias). A reação de hidratação é intensa e desenvolve grandes
quantidades de calor. Sua principal utilização é como cimento refratário, resistindo a temperaturas
superiores a 1.200ºC, podendo chegar a 1.400°C em misturas com agregados convenientemente
escolhidos. Não é fabricado no Brasil.

- Cimento Branco (CPB): possui coloração branca em função das matérias-primas utilizadas na sua
fabricação (caulim no lugar da argila), que possuem baixos teores de óxido de ferro e manganês. Além
disso, são observadas condições especiais durante o processo de fabricação. O cimento branco pode ser
do tipo estrutural ou não-estrutural. O CPB estrutural é utilizado em concretos brancos para fins
arquitetônicos e é fabricado nas classes de resistência 25 MPa, 32 MPa e 40 Mpa. O CPB não estrutural
é utilizado para rejuntamento de azulejos e aplicações não estruturais. Em ambos os casos, o cimento
pode ser associado a pigmentos, o que resulta nos concretos coloridos.

Cal hidráulica
É um aglomerante cujo processo de fabricação é muito semelhante ao da cal aérea, ou seja, o material
é obtido a partir da calcinação de uma rocha calcária. A diferença é o material de origem: uma rocha
calcária que, natural ou artificialmente, contenha uma maior proporção de materiais argilosos.
Assim como a cal aérea, a cal hidráulica, depois de calcinada, deve passar pelo processo de extinção.
Esse processo deve ser conduzido de maneira adequada, pois assim como estudaremos nos cimentos,
a cal hidráulica possui silicatos em sua composição. Dessa forma, a água adicionada deve ser suficiente
para promover a extinção do material sem, no entanto, provocar a hidratação precoce dos silicatos.
De acordo com Petrucci (1975), ao ser utilizada como aglomerante e misturada com água, a cal
hidráulica processa seu endurecimento através de dois tipos de reação. O hidróxido de cálcio livre
combina-se com o CO2 do ar e os compostos de cal e argila hidratam-se formando produtos resistentes
à agua, os quais justificam o fato do material ser classificado como aglomerante hidráulico.
Apesar disso, Oliveira (2008) afirma que a cal hidráulica não é um produto adequado para construções
sob a água, pois sua pega é muito lenta. Dessa forma, o produto é mais adequado a usos de menor
agressividade, como na construção de alvenarias.

Outros aglomerantes
Alguns autores classificam os asfaltos como aglomerantes. Oliveira (2008) define os asfaltos como
produtos resultantes de matéria hidrocarbonada, de cor preta, presente em petróleos crus, nos quais se
encontra dissolvido por óleos solventes. Quando esses óleos são removidos do petróleo cru obtém-se o
asfalto. Segundo o mesmo autor, os asfaltos caracterizam-se por serem aglomerantes de forte ligação,
rapidamente adesivos, altamente impermeáveis e de longa durabilidade. São utilizados principalmente
em obras de pavimentação e de impermeabilização, entre outras aplicações.
Segundo Oliveira (2008), os asfaltos podem ser classificados em 3 tipos, sendo cada tipo caracterizado
da seguinte maneira:
• Cimentos Asfálticos: são obtidos a partir dos materiais residuais da destilação do petróleo,
compostos por asfalto e óleo. Sua consistência varia de firme a dura em temperaturas normais, devendo
ser aquecidos para se tornarem aplicáveis na forma de fluido. São classificados segundo a resistência
que oferecem à penetração, determinada em ensaio específico.
• Asfaltos líquidos: são obtidos pela mistura de cimentos asfálticos com óleos (asfaltos de cura lenta
- SC) e solventes (cura média - MC ou rápida - RC) e são aquecidos em temperaturas inferiores às do
cimento asfáltico para o uso. São produzidos em diversas variedades e recebem a nomenclatura em
função da cura (SC, MC ou RC) e da consistência (0- mais mole a 5- mais firmes).
• Emulsões asfálticas: são misturas líquidas e homogêneas de cimento asfáltico, emulsionantes e
água, com a proporção de água variando de 30 a 45%, apresentando-se em colorações que variam do
marrom-claro ao marrom escuro. De acordo com Silva (1985) as emulsões são classificadas de acordo
com a rapidez em que ocorre a perda de água, também chamada de quebra ou ruptura.

Materiais Metálicos

Devido à sua plasticidade, podem ser transformados em peças decorativas, elementos estruturais,
portas, esquadrias, pisos, grades, etc....
Apesar de ser grande produtor e exportador de aço, o Brasil não possui tradição quando se fala no uso
desse material na construção civil. Ao contrário do que acontece nos países desenvolvidos, onde a
tecnologia para uso do metal desenvolve-se desde antes da virada do século - como a Torre Eiffel.

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Os metais usados na arquitetura são aço e alumínio. O alumínio, dá forma às esquadrias, janelas,
portas, coberturas e fachadas; não sendo utilizado como elemento estrutural em função de seu custo
elevado e de sua baixa capacidade de sustentação. Já o aço, além de esquadrias em geral, está presente
também na estrutura, seja na forma de vergalhões - o esqueleto do concreto armado - ou como colunas,
pilares e vigas que podem ou não ser combinadas com alvenaria ou concreto.

Quimicamente: metais são elementos que sempre ionizam positivamente.


Na prática: são elementos de características próprias quanto a forjabilidade, brilho, opacidade,
condutibilidade, etc.

Resistência mecânica relativamente alta, pela ductibilidade, dureza, brilho, capacidade, baixa
resistência elétrica e alta condutibilidade térmica. Seu uso é ligado a essas propriedades. Os principais
usos são como materiais estruturais, condutores elétricos, materiais de acabamento e proteção.
Um grupo importante são os materiais ferrosos, constituídos pelo ferro e ligas-de-aço e ferro fundido -
com a finalidade predominantemente estrutural. Os materiais ferrosos são importantes no uso em
concreto armado e protendido. Dentre os materiais não ferrosos são importantes o alumínio e as ligas,
como material estrutural e na forma variada de perfis para a cobertura e esquadrias metálicas.
Outro grupo importante é o grupo do cobre e de suas ligas. A liga de cobre com estanho (bronze)e
com zinco (latões) têm uso como material estrutural, partes de máquinas (engrenagens, eixos, mancais,
quadros, etc) e como condutores elétricos, também na forma de perfis ou como material para objetos
ornamentais (lustres, dobradiças, maçanetas, espelhos para pontos de luz).
Outros grupos de materiais, como certas ligas leves, à base de antimônio, chumbo, zinco..., são usados
sob forma de ligas de baixo ponto de fusão para moldagem de peças com muitos detalhe-se que não
precisam de muita resistência.
Os metais que apresentam ponto de fusão elevado (tungstênio, tântalo, irídio) são usados para
filamentos de lâmpadas termopares - que exigem temperaturas elevadas.

Obtenção de ligas metálicas


O processo mais simples é o de FUSÃO (misturar os componentes fundidos na proporção desejada
ou mistura de um material infusível, pulverizado, com outro metal fundido.

Alumínio
A principal vantagem do alumínio está no fato de ele não enferrujar, e, portanto, estar livre de
problemas com a umidade e maresia. Por isso, esse material é muito usado em esquadrias, portas portões
e grades, dispensando tratamentos especiais, mesmo no litoral.
A indústria desenvolveu processos como a anodização, que imprime cores diferentes ao metal,
naturalmente prateado, sem alterar sua aparência original, além de conferir maior resistência às
intempéries. Assim, hoje em dia, é possível encontrar o alumínio anodizado em diversas cores, sendo as
mais comuns, o preto e o bronze. Há também a pintura eletrostática, que cobre o material com uma
camada colorida. Amarelo, vermelho, verde e azul são algumas das inúmeras opções.
Tão resistente à ação do tempo, o alumínio se torna frágil quando materiais alcalinos (cimento, cal e
derivados) se aproximam. Em situações de construção e reforma, as peças de alumínio devem ser
protegidas da corrosão causada por esses produtos. Para isso, devem ser cobertas por plásticos ou
películas protetoras aderentes.
É leve e tem boas propriedades mecânicas. A têmpera é primordial para a qualidade das peças.
DESVANTAGEM: É de difícil soldagem, e quando soldar, perde 50% de suas propriedades mecânicas,
pois destempera. Para superar isso, apareceram no mercado colas sintéticas especiais, mas que perdem
a resistência a temperaturas elevadas e que não têm boa coesão na tração.
O alumínio funde a uma temperatura em torno de 660°C e em condutibilidade elétrica e térmica
excelente. Forma ligas importantes com diversos metais, nas quais se podem conseguir diversas
propriedades. Ex: duralumínio (alumínio + cobre + magnésio) de grande resistência mecânica e leveza.
Tem a cor cinza-claro, mas aceita a coloração sob certas condições.
Ao ar livre, é imediatamente coberto por uma camada de óxido, mas esta oxidação é impermeável e
protege o núcleo, embora diminuindo a beleza.

Alumínio e ligas
Quando puro, o alumínio é muito mole e pouco resistente, sua resistência é da ordem de 70 Mpa a
100 MPa, podendo chegar a 200 Mpa quando laminado a frio. Laminado a quente ou recozido, a
resistência do alumínio pode cair a valores da ordem de 50 Mpa ou 40 Mpa. Por isso, em geral, o alumínio

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é usado em ligas com outros elementos. Quanto mais puras, maior a resistência à corrosão e menor a
resistência mecânica.
Ligado ao magnésio, ou ao magnésio e silício, aumenta-se a resistência à corrosão, mas a resistência
mecânica continua pequena. Ligado ao cobre - magnésio (ex: duralumínio), aumenta a resistência
mecânica, mas permanece a resistência inicial à corrosão. Ligado ao zinco - magnésio, tem elevada
resistência mecânica e ótima resistência à corrosão (onde apresenta melhores condições).
O bronze de alumínio é liga com 90-95% de cobre e 10-5% de alumínio. É muito maleável.
Uma grande vantagem das ligas de alumínio é a massa específica baixa, o que dá uma relação
resistência/ peso elevada com vantagens para emprego em estruturas.

Cobre
É um metal de cor avermelhada, dúctil e maleável, embora duro e tenaz. Pode ser reduzido a lâminas
e fios extremamente finos.
Ao ar, cobre-se rapidamente de uma camada de óxido e carbonato, formando azinhave, muito venoso,
mas que protege o núcleo no metal, dando-lhe duração quase indefinida. Tem grande condutibilidade
térmica e elétrica, densidade entre 8,6 e 8,95; sempre à tração entre 20 e 60 kg/mm 2; à compressão,
entre 40 e 50 kg/mm2.
Bom condutor de eletricidade e de calor. Sua resistência e módulo de deformação são menores do
que o dos aços, mas as suas propriedades o tornam indicado para certos usos como condutores elétricos,
tubos para trocadores de calor, peças que necessitam grande ductibilidade e grande tenacidade.

Aço
Em geral, o que chamamos de ferro, é, na verdade, aço. O ferro não tem resistência mecânica e é
usado em grades, portões, e guarda-corpos decorativos em que se aproveita a plasticidade do material,
trabalhando no estado líquido, permitindo a moldagem de desenhos ricamente detalhados.
Já o aço, é empregado quando a responsabilidade estrutural entra em jogo. São 3 as qualidades do
aço disponíveis no mercado: o carbono, o cortain, e o galvanizado. A diferença entre eles está no
tratamento anticorrosivo de cada um, que determina também a função a que estão aptos.
Mais resistente, o aço galvanizado possui a mesma composição química do carbono, mas é revestido
por uma camada de zinco. É usado especialmente em calhas para coleta d’agua e alguns tipos de
tubulação. O aço galvanizado aceita pintura desde que seja aplicado um fundo que permita a aderência
da tinta.
O aço do tipo cortain é um pouco mais caro que o aço comum. Mais bonito, com aspecto patinado e
envelhecido e cor acobreada, ele pode ser deixado aparente ou apenas receber pintura decorativa. O aço
cortain dispensa o uso de produtos protetores, a não ser quando localizado no litoral, onde está sujeito a
ação da maresia. Mesmo assim, sofre apenas 1/3 da corrosão provocada no aço comum pelas mesmas
condições. Porém, deve-se tomar cuidado com frestas e locais onde possa haver grande concentração
de água, como floreiras.
A resistência e a aparência desse produto são o resultado de sua superfície oxidada e impermeável,
que veda a entrada de umidade e impede o avanço da ferrugem.
Obtenção: O ferro fundido tem grande teor de carbono (entre 1,7 e 6,7%). Se esse teor baixar de 1,7
para 0,2%, o ferro adquirirá propriedades especiais, e será chamado aço.
O aço comum é menos dúctil que o ferro fundido, mais maleável, mais duro e mais flexível. Apresenta
um aspecto granulado característico. Magnetiza-se dificilmente, mas conserva esse magnetismo
adquirido. Ótimo para receber tratamento térmico. Funde entre 1300-1600 ºC, sua densidade oscila em
torno de 7,65. Seu coeficiente de ruptura é variável: 40-65 kg/mm2 à compressão.
Resistência ao desgaste: é bastante grande, principalmente quando se adota o uso de ligas
apropriadas.
Resistência ao impacto: depende do tipo do aço. Via de regra é alta.
Fadiga: é de grande importância, visto que pode levar facilmente a acidentes graves, principalmente
em pontes e peças e peças que recebem vibração transmitida por máquinas, vento ou água.
Dobramento: alguns metais, em especial o aço, têm que ter certa ductibilidade. É o caso importante
dos aços para concreto armado, que devem ser deformados a frio, em geral na obra, para formar ganchos
ou para tomar uma forma de acordo com a posição que devem ocupar no interior do concreto.

Aderência ao concreto
No caso dos aços é particularmente importante o seu uso como armaduras para concreto armado. A
aderência entre o aço e o concreto torna viável o concreto armado, ou seja, materiais diferentes se
complementando, melhorando assim, a resistência mecânica.

41
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Mediante a aderência, os esforços de tração, a que o concreto não resiste, são transferidos para o aço
da armadura, que passa a resistir a esses esforços mesmo que o concreto se fissure.
De uma boa aderência do concreto ao aço depende uma boa distribuição das deformações do concreto
de modo que a fissuração também seja bem distribuída. Aparecem muitas fissuras pequenas em lugar
de uma única grande. Uma peça de concreto tracionada sem aderência ao aço, ao ser atingida uma certa
deformação, ela se rompe em uma única seção.

Uso de metais

Oxidação e corrosão: são dois processos pelos quais os metais retornam à natureza, procurando
uma condição mais estável.
Uma das condições para que haja corrosão é extremamente provável e praticamente sempre ocorre a
existência de duas substâncias ou duas regiões com tendências diferentes de formação de íons. O
contato elétrico sempre existe, pois na realidade, trata-se do mesmo material ou quando muito, outro
material em contato direto. Basta a condição de contato com a água para ocorrer a corrosão proteção
contra a corrosão
Pode ser obtida evitando-se o contato da água com a substância a ser protegida ou fazendo-se que
se crie um elemento galvânico no qual um metal é protegido por se tornar catódico.
A proteção mais eficiente pode ser obtida através da aplicação de tintas, vernizes ou esmaltes sobre
a superfície exposta do material ou pela aplicação de outros materiais que protejam o material e ao
mesmo tempo se autoprojetam por um mecanismo denominado passivação (formação de uma camada,
geralmente de óxido).
Pode-se fazer também uma proteção aplicando em vários pontos da região a ser protegida, peças de
material que devem funcionar como ânodo (em cascos de navio).
Outro procedimento é aplicar uma diferença de potencial entre o metal a ser protegido e o ambiente
de forma a impedir a movimentação de elétrons, inibindo assim, o processo de corrosão.
No caso de concreto armado e protendido onde a armadura em geral é protegida pelo concreto, que
impede o contato com a água, o meio que envolve a armadura se torna alcalino devido à cal liberada pela
hidratação do cimento. A proteção da armadura é assegurada, então, pela baixa permeabilidade do
concreto e, naturalmente, pela distância da armadura à superfície exposta do concreto, denominada
cobrimento.

Estruturas: a estrutura metálica, sempre de aço, possui unidades industriais desenhadas para
permitirem o encaixe de umas nas outras, possibilitando assim, a construção dos mais diferentes projetos.
Essas unidades, chamadas perfis, tem espessura variável e contorno de letras do alfabeto, partindo do I,
básico, há o H, o C, o U, e a cantoneira em L, entre outras. Esses padrões de perfis metálicos foram
desenvolvidos para aliar estética e resistência. Há ainda o sistema norte-americano conhecido aqui por
chapa dobrada, que se constitui de uma chapa de aço mais leve e de menor espessura que a dos perfis.
Ela é cortada e dobrada de acordo com as necessidades do projeto, permitindo criar formas diferenciadas
que compõem a estrutura da obra ou definem seu aspecto final.
Fabricadas com extrema precisão, as peças de aço devem ser encaixadas, soldadas e parafusadas.
É importante salientar que tanto a solda como o parafuso feito de aço de alta resistência, são mais fortes
que o próprio perfil, garantindo segurança.

Armazenagem: é melhor evitar a armazenagem, comprando o material apenas no momento de uso.


Mesmo bem acondicionado, os especialistas não recomendam o estoque desse material. Mas se apesar
disso a armazenagem for inevitável, escolha um local protegido, longe da umidade, e, em especial no
caso do alumínio, isolado da cal, do cimento e das argamassas em geral.

Questões

01. (EMBASA – Técnico Operacional (Edificações) – IBFC/2017) Assinale abaixo a alternativa que
contém um aglomerante inerte.
(A) Cal hidráulica
(B) Cimento natural
(C) Argila
(D) Gesso

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02. (EMBASA – Técnico Operacional (Edificações) – IBFC/2017) Analise as afirmações abaixo e
assinale a alternativa correta.
I. Areias obtidas da desagregação de rochas apresentam-se com grãos de tamanhos variados. Podem
ser classificadas pela granulometria em: areia grossa, média e fina.
II. Na primeira camada do revestimento de paredes (emboço), usa-se a areia média. Para o
revestimento final, chamado reboco ou massa fina, areia fina.
(A) Somente a afirmação I está correta.
(B) Somente a afirmação II está correta.
(C) As duas afirmações estão corretas.
(D) Nenhuma das afirmações está correta.

03. (EMBASA – Técnico Operacional (Edificações) – IBFC/2017) Leia a afirmação a seguir e


assinale a alternativa que preenche a lacuna corretamente. ______________ é o material ligante,
geralmente pulverulento, que promove a união entre os grãos dos agregados. É utilizado na obtenção de
pastas, argamassas e concretos.
(A) Aglomerado
(B) Areia
(C) Brita
(D) Aglomerante

04. (EMBASA – Técnico Operacional (Edificações) – IBFC/2017) Leia a afirmação a seguir e


assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna. ____________ é obtido a partir da
desidratação total ou parcial da gipsita, material natural encontrado na natureza com algum teor de
impurezas como a sílica, a alumina, o óxido de ferro e o carbonato de cálcio, sendo o teor máximo de
impurezas limitado em 6%.
(A) Cal hidráulico
(B) Betume
(C) Cimento Portland
(D) Gesso

05. (EMBASA – Técnico Operacional (Edificações) – IBFC/2017) Analise as afirmações abaixo e


assinale a alternativa correta.
I. Cimento é um material ligante pulverulento de cor acinzentada, resultante da queima do calcário,
argila e posterior adição de gesso.
II. Cimento distingue-se da cal hidratada por ter maior porcentagem de argila e pela pega de seus
produtos ocorrer mais rapidamente e proporcionar maior resistência a esforços mecânicos.
(A) Nenhuma das afirmações está correta
(B) As duas afirmações estão corretas
(C) Somente a afirmação I está correta
(D) Somente a afirmação II está correta

Gabarito

01. C.\02. C.\03. D.\04. D.\05. B.

Assentamento de pisos cerâmicos, tijolos, azulejos.

PISO E PAVIMENTAÇÃO3

Recomendações Prévias:

- O solo precisa ser compactado (o ideal com equipamento mecânico - compactador mecânico);
- É necessário colocar uma camada de brita para drenagem de água subterrânea;
- O contrapiso tem de ser impermeabilizado, arejado e seco.

3
https://www.passeidireto.com/arquivo/22918451/piso-e-pavimentacao

43
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- Quanto à utilização da argamassa para assentamento de piso o ideal é não empregar argamassa
muito rígida, sugerindo os traços 1:4 (cimento e areia) ou 1:0, 25:5 (cimento, cal e areia), em volume.

Tipos de Juntas Para Aliviar Tensões

Junta Estrutural
É o espaço regular cuja função é aliviar tensões provocadas pela movimentação da estrutura da obra.
Devem ser respeitados em posição e largura, em toda espessura do revestimento.

Junta de Assentamento
É o espaço regular entre duas placas cerâmicas adjacentes.

Funções da Junta de Assentamento:


- Absorver parte das tensões provocadas pela EPU (expansão por umidades) da cerâmica, pela
movimentação do substrato e pela dilatação térmica;
- Compensar a variação de bitola da placa cerâmica, facilitando o alinhamento;
- Garantir um perfeito preenchimento e estanqueida de;
- Facilitar eventuais trocas de peças cerâmicas;
- Estética.

Largura das juntas de assentamento:

Áreas internas
Para placas com lado maior de no máximo 20cm, usar juntas de no mínimo 2 mm, aumentando no
mínimo 1mm para cada 10cm de aumento da placa. Ex. uma placa com lado maior de 31cm deve ter
junta de no mínimo 4mm.

Áreas externas ou sujeitas à grande umidade


A partir de placas não teladas de lado maior 10 cm, usar juntas de no mínimo 5mm, aumentando 1mm
para cada 10 cm de aumento do lado da placa;

Grés porcelanato
Usar juntas de no mínimo 2 mm.
Seguir as especificações do fabricante da cerâmica.

Junta de Movimentação
É o espaço regular cuja função é subdividir o revestimento, para aliviar tensões provocadas pela
movimentação do revesti mento e/ou substrato.

Junta de Dessolidarização
É o espaço regular cuja função é separar a área com revestimento de outras áreas (paredes, tetos,
pisos, lajes e pilares), para aliviar tensões provocadas pela movimentação do revestimento e/ou do
substrato.

Cerâmica4

Fonte: http://g1.globo.com/sp/sao-carlos-regiao/especial-publicitario/aspacer/ceramica-de-revestimento/noticia/2016/10/como-escolher-o-revestimento-
ceramico-para-cada-ambiente.html

4
https://abceram.org.br/definicao-e-classificacao/

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1563314 E-book gerado especialmente para LEANDRO ALVES DA SILVA
O setor cerâmico é amplo e heterogêneo o que induz a dividi-lo em sub-setores ou segmentos em
função de diversos fatores como matérias-primas, propriedades e áreas de utilização. Dessa forma, a
seguinte classificação, em geral, é adotada.

Cerâmica Vermelha
Compreende aqueles materiais com coloração avermelhada empregados na construção civil (tijolos,
blocos, telhas, elementos vazados, lajes, tubos cerâmicos e argilas expandidas) e também utensílios de
uso doméstico e de adorno. As lajotas muitas vezes são enquadradas neste grupo porém o mais correto
é em Materiais de Revestimento.

Materiais de Revestimento (Placas Cerâmicas)


São aqueles materiais, na forma de placas usados na construção civil para revestimento de paredes,
pisos, bancadas e piscinas de ambientes internos e externos. Recebem designações tais como: azulejo,
pastilha, porcelanato, grês, lajota, piso, etc.

Cerâmica Branca
Este grupo é bastante diversificado, compreendendo materiais constituídos por um corpo branco e em
geral recobertos por uma camada vítrea transparente e incolor e que eram assim agrupados pela cor
branca da massa, necessária por razões estéticas e/ou técnicas. Com o advento dos vidrados
opacificados, muitos dos produtos enquadrados neste grupo passaram a ser fabricados , sem prejuízo
das características para uma dada aplicação, com matérias-primas com certo grau de impurezas,
responsáveis pela coloração.

Dessa forma é mais adequado subdividir este grupo em:


• louça sanitária
• louça de mesa
• isoladores elétricos para alta e baixa tensão
• cerâmica artística (decorativa e utilitária).
• cerâmica técnica para fins diversos, tais como: químico, elétrico, térmico e mecânico.

Materiais Refratários
Este grupo compreende uma diversidade de produtos, que têm como finalidade suportar temperaturas
elevadas nas condições específicas de processo e de operação dos equipamentos industriais, que em
geral envolvem esforços mecânicos, ataques químicos, variações bruscas de temperatura e outras
solicitações. Para suportar estas solicitações e em função da natureza das mesmas, foram desenvolvidos
inúmeros tipos de produtos, a partir de diferentes matérias-primas ou mistura destas. Dessa forma,
podemos classificar os produtos refratários quanto a matéria-prima ou componente químico principal em:
sílica, sílico-aluminoso, aluminoso, mulita, magnesianocromítico, cromítico-magnesiano, carbeto de
silício, grafita, carbono, zircônia, zirconita, espinélio e outros.

Isolantes Térmicos
os produtos deste segmento podem ser classificados em:
a) refratários isolantes que se enquadram no segmento de refratários,
b) isolantes térmicos não refratários, compreendendo produtos como vermiculita expandida, sílica
diatomácea, diatomito, silicato de cálcio, lã de vidro e lã de rocha, que são obtidos por processos distintos
ao do item a) e que podem ser utilizados, dependendo do tipo de produto até 1100 oC e
c) fibras ou lãs cerâmicas que apresentam características físicas semelhantes as citadas no item b),
porém apresentam composições tais como sílica, silica-alumina, alumina e zircônia, que dependendo do
tipo, podem chegar a temperaturas de utilização de 2000º C ou mais.

Fritas e Corantes
Estes dois produtos são importantes matérias-primas para diversos segmentos cerâmicos que
requerem determinados acabamentos. Frita (ou vidrado fritado) é um vidro moído, fabricado por indústrias
especializadas a partir da fusão da mistura de diferentes matérias-primas. É aplicado na superfície do
corpo cerâmico que, após a queima, adquire aspecto vítreo. Este acabamento tem por finalidade
aprimorar a estética, tornar a peça impermeável, aumentar a resistência mecânica e melhorar ou
proporcionar outras características. Corantes constituem-se de óxidos puros ou pigmentos inorgânicos
sintéticos obtidos a partir da mistura de óxidos ou de seus compostos. Os pigmentos são fabricados por
empresas especializadas, inclusive por muitas das que produzem fritas, cuja obtenção envolve a mistura

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das matérias-primas, calcinação e moagem. Os corantes são adicionados aos esmaltes (vidrados) ou aos
corpos cerâmicos para conferir-lhes colorações das mais diversas tonalidades e efeitos especiais.

Abrasivos
Parte da indústria de abrasivos, por utilizarem matérias-primas e processos semelhantes aos da
cerâmica, constituem-se num segmento cerâmico. Entre os produtos mais conhecidos podemos citar o
óxido de alumínio eletrofundido e o carbeto de silício.

Vidro, Cimento e Cal


São três importantes segmentos cerâmicos e que, por suas particularidades, são muitas vezes
considerados à parte da cerâmica.

Cerâmica de Alta Tecnologia/Cerâmica Avançada


O aprofundamento dos conhecimentos da ciência dos materiais proporcionaram ao homem o
desenvolvimento de novas tecnologias e aprimoramento das existentes nas mais diferentes áreas, como
aeroespacial, eletrônica, nuclear e muitas outras e que passaram a exigir materiais com qualidade
excepcionalmente elevada. Tais materiais passaram a ser desenvolvidos a partir de matérias-primas
sintéticas de altíssima pureza e por meio de processos rigorosamente controlados. Estes produtos, que
podem apresentar os mais diferentes formatos, são fabricados pelo chamado segmento cerâmico de alta
tecnologia ou cerâmica avançada. Eles são classificados, de acordo com suas funções, em:
eletroeletrônicos, magnéticos, ópticos, químicos, térmicos, mecânicos, biológicos e nucleares. Os
produtos deste segmento são de uso intenso e a cada dia tende a se ampliar. Como alguns exemplos,
podemos citar: naves espaciais, satélites, usinas nucleares, materiais para implantes em seres humanos,
aparelhos de som e de vídeo, suporte de catalisadores para automóveis, sensores (umidade, gases e
outros), ferramentas de corte, brinquedos, acendedor de fogão, etc.

Ladrilhos hidráulicos

São fabricados com cimento e areia isenta de cal, prensada, perfeitamente plana, com arestas vivas
com espessura de 2 cm. Normalmente assentados com argamassas de nos traços 1:4 (cimento e areia)
ou 1:0,25 :5 (cimento, cal e areia), em volume.
Tipos e Características
Fabricados artesanalmente, em moldes de ferro, seus tipos e usos podem ser muito diversificados:
borda, tapetes, contínuos, florais, patchwork, acabamento de rodapé.
• Lisos: para ambientes internos e externos, é muito utilizado também na decoração de fachadas,
podendo ser combinado com ladrilhos decorados.
• Decorativos: embelezam tanto interiores como exteriores. São opacos, mais sofisticados e remetem
à antiguidade.
• Passagem antiderrapante: com a função de serem resistentes para o passeio, podem ser aplicados
em locais como garagens, calçadas, pátios, bordas de piscinas e áreas molháveis. Permitem manutenção
e substituição de peças.
• Passagem podotátil: obrigatório em muitas capitais, com a lei das calçadas, seu intuito é indicar a
direção e alertar o deficiente visual. Aplicados em calçadas públicas, aeroportos, etc., tem maior
durabilidade e resistência.

Fonte: https://www.leroymerlin.com.br/dicas/ladrilhos-hidraulicos-na-leroy-merlin

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Granilite5

O Granilite é uma massa de cimento com pedaços de pedras como mármore, calcário, quartzo, dentre
outros, em vários tamanhos ou ´granulometrias´ diferentes. Quando elaborado apenas com o uso da
pedra de mármore, recebe o nome de marmorite
- Espessura de 12mm a 15mm sobre base regularizada.
- As juntas poderão ser de perfis de PVC, com áreas limitada de 1,6m2.
- Receberá polimento em duas demãos.

O Granilite é muito parecido com o cimento queimado, porém é mais resistente devido a presença de
minérios em sua composição e deixa os ambientes mais elegantes.
Esse revestimento possui uma vida longa, sendo forte e duradouro, entretanto sabe-se que está sujeito
ao surgimento de fissuras ou trincas, que fazem parte de sua natureza. Essas "rachas" podem ser
imperceptíveis e não incomodar, mas é importante alertar os consumidores. A instalação por profissionais
qualificados, com certeza, diminui o risco das fissuras. Não é recomendada a sua utilização em andares
muito altos ou em ruas muito movimentadas.
Existem dois tipos de granilite no mercado: o Granilite Polido e o Granilite Fulgê (ou Fulget). Muitas
pessoas pensam que as duas nomenclaturas se referem ao mesmo tipo de revestimento, porém eles são
praticamente opostos, um do outro. Confira as diferenças:

Granilite Polido: É o granilite propriamente dito. Esse revestimento é polido e recebe um acabamento
liso com camadas de resina. Ao ser impermeabilizado, o piso se torna antiderrapante, quando seco e
escorregadio, quando molhado. Por ser liso, pode ser resvaladio, por isso deve ser utilizado
preferencialmente em ambientes internos.
Granilite Fulgê: No granilite fulgê a textura dos pedriscos está completamente visível. Esse
revestimento recebe um acabamento de relevo dos pedriscos e é lavado para a retirada do excesso de
argamassa. Devido a sua textura, o fulgê é totalmente antiderrapante, tornando-se ideal, principalmente,
para áreas externas. É muito utilizado em calçadas e piscinas.

Fonte: https://produto.mercadolivre.com.br/MLB-1065902212-piso-de-granitina-granilite-terrazzo-_JM

Cimentado6

Utilizado há muitos anos nas casas das áreas rurais, o piso cimentado ou “cimento queimado”, como
é popularmente conhecido, é um acabamento que pode ser dado a um piso de concreto quando este
ainda não está endurecido.
Atualmente se destaca nos mais arrojados projetos arquitetônicos, grandes eventos de decoração e
virou sonho de consumo de arquitetos e decoradores.
No entanto, para se obter bons resultados é preciso dominar a técnica, caso contrário, poderão ocorrer
manchas indesejadas, fissuras e, consequentemente, infiltrações. O desempenho dos pisos cimentados,
depende do preparo da massa e da maneira de “queimar” o cimento. Com consistência de farofa, a
mistura é quase seca, geralmente na proporção em volume de 1:3 (uma parte de cimento para três de
areia fina, ambos peneirados).

5
https://pisotermico.com.br/piso-termico-tipos-de-piso-granilite
6
http://drfaztudo.com.br/blog/2016/02/11/piso-cimentado-2/

47
1563314 E-book gerado especialmente para LEANDRO ALVES DA SILVA
As ferramentas devem ser lavadas constantemente para evitar que a massa grude. No entanto, não
podem estar muito molhadas durante o uso. Bolhas superficiais devem ser tratadas imediatamente com
a desempenadeira.
Quanto à cura, o ideal é manter a superfície úmida. Para tanto, é possível usar manta geotêxtil.

Observar:
- Apiloamento e umedecimento da superfície.
- Colocação de guias removíveis, que criarão juntas de dilatação.
- A espessura da camada de concreto deverá ser, no mínimo, de 6cm e dependerá da sobrecarga que
irá suportar.
- A camada terá de ser feita com caimento no sentido dos locais previstos para escoamento das águas
e não inferior a 0,5%.
- O acabamento será obtido pelo sarrafeamento, desempeno e moderado alisamento do concreto
quando ele estiver ainda no estado plástico.
- Como o afloramento da argamassa deverá ser insuficiente para o bom acabamento do piso, a ela
será adicionada, por polvilhamento, mais quantidade (porém seca), no traço 1:3, de cimento e areia
peneirada, sem água, antes de terminada a pega do concreto.
- Os cimentados precisam ser divididos em painéis, coincidindo as juntas com as da base de concreto;
o afastamento máximo das juntas será de 2,5m em cimentados externos.

Execução de forma para cimentado:


Concretar alternadamente os quadros da forma, como em um tabuleiro de xadrez.
2 dias após, remover as fôrmas;
Utilizar as laterais das placas já concretadas como fôrma para as demais;
Isolar uma placa da outra com isopor fino ou uma pintura de cal ou látex.

Peça de Pré-moldada de concreto simples7

O piso intertravado ou pavimento intertravado é um Pavimento flexível cuja estrutura é composta por
uma camada base (ou base e sub-base), seguida por camada de revestimento constituída por peças de
concreto justapostas sem uma camada de assentamento e cujas juntas entre as peças são preenchidas
por material de rejuntamento e o intertravamento do sistema é proporcionado pela contenção. As peças
de concreto são Componentes pré-moldados de concreto, utilizados como material de revestimento em
pavimento intertravado.

Execução de forma para cimentado:


Os blocos maciços, sem armadura devem ter espessura de aproximadamente 4cm.
As peças devem ser assentadas sobre uma camada de areia de 5cm, ou em pó de pedra em solo
apiloado. Podem possuir sistema de articulação.
A limitação da área será feita com guias de concreto, que impedirão que as peças se desloquem.

7
http://abnt.org.br/paginampe/noticias/119-piso-intertravado-de-concreto

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1563314 E-book gerado especialmente para LEANDRO ALVES DA SILVA
Revestimento e acabamento final de paredes, pisos, tetos e lajes.

REVESTIMENTO8

• Argamassas

Os revestimentos são executados para dar às alvenarias maior resistência ao choque ou abrasão,
impermeabilizá-las, tornar as paredes mais higiênicas (laváveis) ou ainda aumentar as qualidades de
isolamento térmico e acústico.
Os revestimentos internos e externos devem ser constituídos por uma camada ou camadas
superpostas, contínuas e uniformes. O consumo de cimento deve, preferencialmente, ser decrescente,
sendo maior na primeira camada, em contato com a base. As superfícies precisam estar perfeitamente
desempenadas, prumadas ou niveladas e com textura uniforme, bem como apresentar boa aderência
entre as camadas e com a base. Os revestimentos externos devem, além disso, resistir à ação de variação
de temperatura e umidade.
Quando se pretende revestir uma superfície, ela deve estar sempre isenta de poeira, substâncias
gordurosas, eflorescências ou outros materiais soltos, todos os dutos e redes de água, esgoto e gás
deverão ser ensaiados sob pressão recomendada para cada caso antes do início dos serviços de
revestimento. Precisa apresentar-se suficientemente áspera a fim de que se consiga a adequada
aderência da argamassa de revestimento. No caso de superfícies lisas, pouco absorventes ou com
absorção heterogênea de água, aplica-se uniformemente um chapisco.

• Chapisco

Fonte: http://www.tudoconstrucao.com/como-chapiscar-parede-passo-passo/

É um revestimento rústico empregado nos paramentos lisos de alvenaria, pedra ou concreto; a fim de
facilitar o revestimento posterior, dando maior pega, devido a sua superfície porosa. Pode ser acrescido
de adesivo para argamassa.
O chapisco é uma argamassa de cimento e areia média ou grossa sem peneirar no traço 1:3.
Consumo de materiais por m²: cimento = 2,25 kg

Areia = 0,0053m³

Deve ser lançado sobre o paramento previamente umedecido com auxílio da colher, em uma única
camada de argamassa.
Os tetos, independentemente das características de seus materiais, e as estruturas de concreto devem
ser previamente preparados mediante a aplicação de chapisco. Este chapisco deverá ser acrescido de
adesivo para argamassa a fim de garantir a sua aderência Portanto a camada de chapisco deve ser
uniforme, com pequena espessura e acabamento áspero.
A cura do chapisco se dá após 24hs da aplicação, podemos assim executar o emboço.

8
TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL E CONSTRUÇÃO DE EDIFÍCIOS - JOSÉ ANTONIO DE MILITO

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1563314 E-book gerado especialmente para LEANDRO ALVES DA SILVA
O chapisco pode ser usado ainda como acabamento rústico, para revestimento externo, podendo ser
executado com vassoura ou peneira para salpicar a superfície.

• Emboço

Fonte: https://pedreirao.com.br/diferenca-recobo-e-emboco-passo-a-passo/

O emboço é uma argamassa mista de cimento, cal e areia nas proporções indicadas na Tabela 8.1,
conforme a superfície a ser aplicada.

Traço do emboço para as diversas bases


Bases Matérias
Cal Pasta9 de
Tipo Localização Cimento Área10 OBS:
hidratado cal
8,0 a 10,0
Superfícies
1,0 2,0 - 11,0 a -
externas
1,0 3,0 - 12,0 -
acima do
1,0 - 1,5 8,0 a 10,0 -
nível do
1,0 - 2,5 11,0 a -
terreno.
12,0
Paredes Recomenda-se a
incorporação de
Superfícies
aditivo
externas em
1,0 - - 3,0 a 4,0 impermeabilizante
contato com
a argamassa ou
o solo.
executar pintura
impermeabilizante
8,0 a 10,0
1,0 2,0 - 11,0 a -
1,0 3,0 - 12,0 -
1,0 2,0 1,5 8,0 a 10,0 -
Superfícies
1,0 - 2,5 11,0 a - no caso de
internas
Tetos (laje - 1,0 - 12,0 execução de
de - - 1,0 2,0 a 3,5 acabamento tipo
concreto 1,0 - - 1,5 a 3,0 barro lisa.
maciço ou 3,0 a 4,0
laje mista) 9,0 a 10,0
1,0 2,0 - 11,0 a -
Superfícies
1,0 3,0 - 12,0 -
externas e
1,0 - 1,5 8,0 a 10,0 -
internas.
1,0 - 2,5 11,0 a -
12,0

9
Areia com teor de umidade de 2% a 5%.
10
Pasta obtido a partir da extinção de cal virgem com água.

50
1563314 E-book gerado especialmente para LEANDRO ALVES DA SILVA
Portanto, o emboço de superfície externas, acima do nível do terreno, deve ser executado com
argamassa de cimento e cal, nas internas, com argamassa de cal, ou preferivelmente, mista de cimento
e cal. Nas paredes externas, em contato com o solo, o emboço é executado com argamassa de cimento
e recomenda-se a incorporação de aditivos impermeabilizantes. No caso de tetos, com argamassas
mistas de cimento e cal.
A areia empregada é a média ou grossa, de preferência a areia média.
O revestimento é iniciado de cima para baixo, ou seja, do telhado para as fundações. A superfície deve
estar previamente molhada. A umidade não pode ser excessiva, pois a massa escorre pela parede. Por
outro lado, se lançarmos a argamassa sobre o base, completamente seca, esta absorverá a água
existente na argamassa e da mesma forma se desprenderá.
O emboço deve ter uma espessura média de 1,5cm, pois o seu excesso, além do consumo inútil, corre
o risco de desprender, depois de seca. Infelizmente esta espessura não é uniforme porque os tijolos tem
certas diferenças de medidas, resultando um painel de alvenaria, principalmente o interno, com saliências
e reentrâncias que aumentam essa espessura.
As irregularidades da alvenaria são mais frequentes na face não aparelhada das paredes de um tijolo.
Para conseguirmos uma uniformidade do emboço e tirar todos os defeitos da parede, devemos seguir
com bastante rigor ao prumo e ao alinhamento. Para isso devemos fazer:

a) Assentamento da Taliscas (tacos ou calços)


As taliscas são pequenos tacos de madeira ou cerâmicos, que assentados com a própria argamassa
do emboço nos fornecem o nível.
No caso de paredes, quando forem colocadas as taliscas, é preciso fixar uma linha na sua parte
superior e ao longo de seu comprimento. A distância entre a linha e a superfície da parede deve ser na
ordem de 1,5cm. As taliscas (calços de madeira de aproximadamente 1x5x12cm, ou cacos cerâmicos)
devem ser assentados com argamassa mista de cimento e cal para emboço, com a superfície superior
faceando a linha.
Sob esta linha, recomenda-se a colocação das taliscas em distâncias de 1,5m a 2m entre si, para
poder utilizar réguas de até 2,0m de comprimento, favorecendo a sua aplicação.

Assentamento das taliscas superiores

A partir da sua disposição na parte superior da parede, com o auxílio de fio de prumo, devem ser
assentadas outras na parte inferior (a 30cm de piso) e as intermediárias.
É importante verificar o nível dos batentes, pois os mesmos podem regular a espessura do emboço.
Devemos ter o cuidado para que os batentes não fiquem salientes em relação aos revestimentos, e nem
tampouco os revestimentos salientes em relação aos batentes e sim faceando.

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Assentamento das taliscas inferiores

No caso dos tetos, é necessário que as taliscas sejam assentadas empregando-se régua e nível de
bolha ao invés de fio de prumo. Ou através do nível referência do piso acabado, acrescentando uma
medida que complete o pé direito do ambiente.

Detalhe da colocação das taliscas nos tetos utilizando o nível

b) Guias ou Mestras
São constituídas por faixas de argamassa, em toda a altura da parede (ou largura do teto) e são
executadas na superfície ao longo de cada fila de taliscas já umedecidas.
A argamassa mista, depois de lançada, deve ser comprimida com a colher de pedreiro e, em seguida,
sarrafeada, apoiando-se a régua nas taliscas superiores e inferiores ou intermediárias (Figura 8.4).
Em seguida, as taliscas devem ser removidas e os vazios preenchidos com argamassa e a superfície
regularizada.
O sarrafe amento do emboço pode ser efetuado com régua apoiada sobre as guias. A régua deve
sempre ser movimentada da direita para a esquerda e vice-versa (Figura 8.4).

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Detalhe da execução das e do emboço

Nos dias muito quentes, recomenda-se que os revestimentos, principalmente aqueles diretamente
expostos a radiação solar, sejam mantidos úmidos durante pelo menos 48 horas após a aplicação. Pode
ser efetuado, por aspersão de água três vezes ao dia.
O acabamento do emboço pode ser:
· sarrafeado, ideal para receber o revestimento final (reboco), azulejo, pastilha, etc.
· sarrafeado e desempenado, ideal para receber gesso, massa corrida;
· sarrafeado, desempenado e feltrado (uma mão de massa ou massa única) para receber a pintura.
O período de cura do emboço, antes da aplicação de qualquer revestimento, deve ser igual ou maior
a sete dias.

• Reboco

Fonte: https://perguntas.habitissimo.com.br/pergunta/quanto-custa-um-metro-de-reboco

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A colocação do reboco é iniciada somente após a colocação de peitoris, tubulações de elétrica etc. e
antes da colocação das guarnições e rodapés.
A superfície a ser revestida com reboco deve estar adequadamente áspera, absorvente, limpa e
também umedecida.
O reboco é aplicado sobre a base, com desempenadeira de madeira e deverá ter uma espessura de
2mm até 5mm. Em paredes, a aplicação deve ser efetuada de baixo para cima, a superfície deve ser
regularizada e o desempenamento feito com a superfície ligeiramente umedecida através de aspersão de
água com brocha e com movimentos circulares. O acabamento final é efetuado utilizando uma
desempenadeira com espuma (Figura 8.5).
É extremamente importante, antes de aplicar o reboco, que o mesmo seja preparado com
antecedência dando tempo para a massa descansar. Esse procedimento é chamado de "curtir" a massa
e tem a finalidade de garantir que a cal fique totalmente hidratada, não oferecendo assim danos ao
revestimento.

Detalhe da aplicação do reboco

O reboco é constituído, mais comumente, de argamassa de cal e areia no traço 1: 2:

Traços do reboco
Bases Matérias
Cal Pasta11 de
Tipo Localização Cimento Área12 OBS:
hidratado cal
Superficies
externas
- 1,0 - 2,0 a 3,5 -
acima do
- - 1,0 1,5 a 3,5 -
nivel do
terreno
Recomenda-se a
incorporação de
Superfícies
aditivo
externas em
1,0 - - 3,0 a 4,0 impermeabilizante
contato com
a argamassa ou
Paredes o solo
executar pintura
impermeabilizante
Superfícies
internas
inclusive
-
paredes de - 1,0 - 2,0 a 3,5
-
banheiros, - - 1,0 1,5 a 3,0
cozinhas,
lavanderias
e lixeiras,

11
Pasta obtida a partir da extinção de cal com água.
12
Area com teor de umidade de 2% a 5%.

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acima de
1,60m de
altura
Superfetes
No caso de
internas de
pintura da
paredes de
superfícies
banheiros,
revestida com
cozinhas, 1,0 - - 3,0 a 4,0
tinta à base de
lavanderias
resina epóxi,
e lixeiras,
borracha clorada,
até 1,60m
etc.
de altura.
Superfícies
- 1,0 - 2,0 a 3,5 -
Tetos externas e
- - 1,0 1,5 a 3,0 -
internas

Podemos utilizar argamassas pré-fabricadas, para reboco, que precisam ser fornecidas perfeitamente
homogeneizadas, a granel ou em sacos. Cada saco deve trazer, bem visíveis, as indicações de peso
líquido, traço, natureza do produto e a marca do seu fabricante.
Outros materiais aglomerantes e agregados podem ser empregados, como as massa finas
acondicionada em sacos de aproximadamente15kg, que são misturados na obra com a cal desde que
satisfaçam à especificações necessárias de uso.
Em condições normais é um pouco mais dispendioso do que a argamassa preparada na obra, mas
quando não se tem espaço suficiente para peneirar, secar e "curtir", a massa é vantajosa.

• Azulejos

Fonte: http://www.forumdaconstrucao.com.br/conteudo.php?a=31&Cod=1506

São materiais cerâmicos ou louça vidrada, que é fabricada originalmente em quadrados de 15x15, mas
existem outras dimensões. Podem ser lisos ou decorados.

Assentamento dos azulejos


Os azulejos podem ser assentados com juntas em diagonal, `prumo ou em amarração (Figura 8.6):

Juntas dos azulejos

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O assentamento se faz de baixo para cima, de fiada em fiada, com argamassa de cal e areia no traço
1:3 com 100kg de cimento por m³ de argamassa (pelo processo convencional), ou com cimento-colante,
de uso interno ou externo, colas etc. Os cimentos colantes e as colas devem ser aplicados com
desempenadeira dentada de aço, sobre base regularizada.
Para garantirmos que o azulejo fique na horizontal devemos proceder da seguinte maneira: (Figura
8.7)
· Fixar uma régua em nível acima do nível de piso acabado.
· Deixar um espaço entre a régua e o nível do piso acabado, para colocação de rodapés ou uma fiada
de azulejos.
· Verificar, para melhor distribuição dos azulejos, se será colocado moldura de gesso, deixando neste
caso uma espaço próximo à laje, que já deverá estar revestida.

Detalhe do assentamento dos azulejos

Juntas entre azulejos


As juntas superficiais entre os azulejos deverão ter largura suficiente para que haja perfeita penetração
da pasta de rejuntamento e para que o revestimento de azulejo tenha relativo poder de acomodação, no
mínimo como descrito na Tabela 8.4:

Juntas superficiais entre azulejos


Dim. Do Parede Parede externa
azulejo (cm) interna (mm) (mm)
11x11 1,0 2,0
11x22 2,0 3,0
15x15 1,5 3,0
15x20 2,0 3,0
20x20 2,0 4,0
20x25 2,5 4,0

Quando os painéis internos excederem a 32m2 e os externos 24m2 ou sempre que a extensão do lado
for maior que 8,0m ou 6,0m respectivamente, devemos prever juntas de movimentação longitudinais e/ou
transversais.
As juntas de movimentação necessitam aprofundar-se até a superfície da alvenaria e ser preenchida
com material deformável, vedada com selante flexível e devem ter entre 8 a 15mm de largura.

Rejuntamento
O rejuntamento pode ser efetuado utilizando pasta de cimento branco e alvaiade na proporção de 2:1
ou seja, duas partes de cimento branco e uma de alvaiade, o alvaiade tem a propriedade de conservar a
cor branca por mais tempo. Podemos utilizar ainda o rejunte (material industrializado), estes normalmente
vem agregado a outros componentes, que conferem características especiais a ele: retenção de água,
flexibilidade, dureza, estabilidade de cor, resistência a manchas etc. Portanto, na hora de escolher a
argamassa de rejuntamento, esteja atento às suas características.
Esta pasta deve ser aplicada em excesso. O excedente será retirado, com pano, assim que começar
a secar. A esta operação dá-se o nome de rejuntamento.

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O rejuntamento não deve ser efetuado logo após ao assentamento, mas sim dando um intervalo de 3
a 5 dias, de modo a permitir que a argamassa de assentamento seque com as juntas abertas.

ACABAMENTO13

O acabamento como o próprio nome já sugere que é a etapa de finalização da construção de uma
casa, apartamento ou imóvel qualquer. Por acabamento entende-se a colocação de pisos e azulejos da
parede, pintura, colocação de gesso e uma infinidade de pequenas ações que são necessárias para
fazer a conclusão da construção de uma casa. O acabamento é repleto de detalhes e para muitos ele
consiste em uma das partes mais caras da construção de uma casa, mas isso depende muito do tipo de
acabamento que a pessoa estiver fazendo.

Revestimentos de piso e parede14

O tipo de revestimento de piso e parede deve ser pensado para garantir conforto, praticidade e estilo
ao ambiente. O ideal é que, além de conferir personalidade ao espaço, seja de fácil limpeza e
manutenção.

Cerâmico
Esse tipo de revestimento sempre foi muito comum no Brasil, desde a colonização portuguesa.
Antigamente era produzido em escala mais artesanal. Já hoje em dia, o processo é muito mais
industrializado, para utilização em larga escala.
Uma característica importante desse material é a facilidade de limpeza e manutenção. Ele pode ser
utilizado em paredes ou pisos, tanto em áreas internas quanto externas. Basta verificar seu índice de
resistência à abrasão. Esse índice determina se a cerâmica escolhida é apropriada para piso interno,
externo ou apenas para paredes.

Porcelanato
Esse revestimento se assemelha muito à cerâmica, mas seu processo produtivo mais “tecnológico” e
moderno o torna mais homogêneo e resistente. Ele é feito com uma mistura de porcelana e diversos
minerais, passando por uma queima à alta temperatura.
Então, além de mais resistente, é menos poroso ou seja, absorve menos água. Por isso, tem mais
durabilidade.

- Assentamento dos piso ou azulejos


Os azulejos podem ser assentados com juntas em diagonal, `prumo ou em amarração:

Juntas dos azulejos

O assentamento se faz de baixo para cima, de fiada em fiada, com argamassa de cal e areia no traço
1:3 com 100kg de cimento por m³ de argamassa (pelo processo convencional), ou com cimento-colante,
de uso interno ou externo, colas etc. Os cimentos colantes e as colas devem ser aplicados com
desempenadeira dentada de aço, sobre base regularizada.
Para garantirmos que o azulejo fique na horizontal devemos proceder da seguinte maneira: (Figura
8.7)

13
https://www.casadicas.com.br/acabamento/construcao-civil-o-que-e-alvenaria-e-acabamento.html
14
https://www.sienge.com.br/blog/materiais-de-acabamento-piso-e-parede/

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Fixar uma régua em nível acima do nível de piso acabado.
Deixar um espaço entre a régua e o nível do piso acabado, para colocação de rodapés ou uma fiada
de azulejos.
· Verificar, para melhor distribuição dos azulejos, se será colocado moldura de gesso, deixando neste
caso uma espaço próximo à laje, que já deverá estar revestida.

Detalhe do assentamento dos azulejos

Juntas entre azulejos


As juntas superficiais entre os azulejos deverão ter largura suficiente para que haja perfeita penetração
da pasta de rejuntamento e para que o revestimento de azulejo tenha relativo poder de acomodação, no
mínimo como descrito na Tabela 8.4:

Juntas superficiais entre azulejos


Dim. Do Parede Parede
azulejo (cm) interna (mm) externa (mm)
11x11 1,0 2,0
11x22 2,0 3,0
15x15 1,5 3,0
15x20 2,0 3,0
20x20 2,0 4,0
20x25 2,5 4,0

Quando os painéis internos excederem a 32m2 e os externos 24m2 ou sempre que a extensão do lado
for maior que 8,0m ou 6,0m respectivamente, devemos prever juntas de movimentação longitudinais e/ou
transversais.
As juntas de movimentação necessitam aprofundar-se até a superfície da alvenaria e ser preenchida
com material deformável, vedada com selante flexível e devem ter entre 8 a 15mm de largura.

- Rejuntamento
O rejuntamento pode ser efetuado utilizando pasta de cimento branco e alvaiade na proporção de 2:1
ou seja, duas partes de cimento branco e uma de alvaiade, o alvaiade tem a propriedade de conservar a
cor branca por mais tempo. Podemos utilizar ainda o rejunte (material industrializado), estes normalmente
vem agregado a outros componentes, que conferem características especiais a ele: retenção de água,
flexibilidade, dureza, estabilidade de cor, resistência a manchas etc. Portanto, na hora de escolher a
argamassa de rejuntamento, esteja atento às suas características.
Esta pasta deve ser aplicada em excesso. O excedente será retirado, com pano, assim que começar
a secar. A esta operação dá-se o nome de rejuntamento.
O rejuntamento não deve ser efetuado logo após ao assentamento, mas sim dando um intervalo de 3
a 5 dias, de modo a permitir que a argamassa de assentamento seque com as juntas abertas.

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Madeira
Entre todos os tipos de revestimento, a madeira é uma das mais procuradas. Além de sua forma
natural, há também demanda por materiais que a imitam, como porcelanato e vinílico, já que têm custo
mais baixo.
A madeira aparece em vários formatos e aplicações A escolha vai depender do custo, qualidade e
orçamento disponíveis. As melhores madeiras para diferentes tipos de pisos são Cumaru, Ipê, Jatoba,
Garapa e Muiracatiara.

Cimento queimado
O cimento queimado nada mais é do que um piso com base de argamassa, feita na obra com mistura
de cimento, areia e água. Essa mistura deve ser assentada em cima do contrapiso, com espessura média
de 3 cm, e receber pó de cimento enquanto ainda estiver úmida.
Depois a superfície deve ser desempenada com uma desempenadeira de aço, espalhando o pó de
cimento sobre a argamassa e deixando o conjunto bem liso. Muito simples, não?
Parte do seu charme é o efeito manchado e as pequenas trincas que normalmente aparecem nele
devido à dilatação e contração que acontece quando seca. Por isso, ainda que esse revestimento não
necessite de emendas, é importante ter juntas de dilatação espaçadas para evitar rachaduras no piso.

Granilite
O granilite tem composição semelhante à do cimento queimado, porém é mais resistente por causa da
presença dos minérios. A sua composição leva grânulos de minerais (mármore, granito, quartzo e
calcário, misturados ou não), cimento (comum ou branco), além de areia e água para chegar à
consistência ideal.

Pedra Natural
Como as pedras naturais são extraídas da natureza, é impossível controlar sua aparência. As peças
são sempre diferentes entre si. Sendo assim, para escolher a pedra certa, é importante ter em mente
onde ela será usada (no piso, parede ou bancada) e aliar isso às propriedades da própria pedra.

Gesso

Fonte: http://www.gessoarteeforro.com.br/

A crescente utilização de revestimentos de gesso nas edificações contribuiu para uma boa alternativa
e muitas vezes econômica.
O revestimento de gesso pode ser aplicado em diversas bases, mas deve-se garantir a aderência e
uma espessura ideal. A espessura do revestimento de gesso em geral depende da base, mas
tecnicamente se recomenda a espessura de 5 ± 2mm (Revista Téchne, 1996).
Para a aplicação do revestimento de gesso deve-se observar o prazo mínimo de 30 dias sobre as
bases revestidas com argamassa, e de concreto estrutural; e de no mínimo 14 dias para as alvenarias.

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- Preparo da base
A superfície a ser revestida deve estar sempre isenta de poeira, umidade, substâncias gordurosas,
eflorescências ou outros materiais soltos. A superfície precisa apresentar-se suficientemente áspera a fim
de que se consiga a adequada aderência. Inicialmente deve-se verificar a falta de prumo, nível e planeza
das bases conforme limites constantes na Norma 02.102.17-006/95. (Tabela 8.3)

Desvios máximos de prumo, nível e planeza (ABNT,1995)


Desvio do prumo Desvio de nível Planeza
- Irregularidade graduais: ≤
3mm, em régua de 2,0m.
≤ H/900 ≤ L/900
- Irregularidades abruptas ≤
2mm, em régua de 20cm.

H = Altura da parede em metros


L = Maior vão do teto

Caso a base não tenha esses limites deve-se retificar o plano da base utilizando-se um emboço. Pontas
de ferro, resíduos de fôrmas, rebarbas de concreto ou argamassa, devem ser removidos.
O revestimento de gesso propicia a corrosão de peças metálicas comum, pois é alcalina e pode
apassivar o aço, portanto deve-se tratar os componentes metálicos ou protegê-los.
As alvenaria que deverão receber o revestimento de gesso não deverão ser umedecidas, pois podem
movimentar causando fissuras no revestimento. Se necessário somente os revestimentos de argamassa
devem ser umedecidos pelas suas características de absorção ou de secagem da pasta. (De Milito, 2001).

- Preparo da pasta
O gesso (CaSO4) é preparado em pasta, e devido a pega rápida o volume preparado para cada vez é
em geral na ordem de um saco comercial (40kg) o que equivale a 45 litros. A quantidade de água deverá
ser entre 60% a 80% da massa do gesso seco dependendo da finura.
A mistura é feita manualmente polvilhando o gesso sobre a água para que todo o pó seja disperso e
molhado, evitando a formação de grumos.
Depois de concluído o polvilhamento do gesso sobre a água, esperar cerca de 10 min. Para que as
partículas absorvam água, e a suspensão passe do estado líquido a um estado fluído consistente. Com
a colher de pedreiro agitar parte da pasta (aquela que vai ser utilizada inicialmente) e aguardar cerca de
5 min. para o repouso final da pasta e até que adquira consistência adequada para ser aplicada com boa
aderência e sem escorrer sobre a base.

- Aplicação:
O gesso pode ser aplicado em duas, três ou quatro camadas, ou muitas vezes em uma só camada, se
a planeza, nível ou prumo da base assim o permitir. O serviço inicia-se pelo teto. Depois cada plano de
parede é revestido na sua metade superior. Para a execução de uma camada de espalhamento, cada
plano de parede ou teto é dividido em faixas de espalhamento, com aproximadamente a mesma largura
da desempenadeira de PVC. Uma vez concluída a camada o gesseiro passa à camada seguinte em
faixas perpendiculares às primeiras (camadas cruzadas), antes da pega estar muito avançada o gesseiro
verifica a planeza da última camada aplicada e, com uma régua de alumínio, faz o seu sarrafeamento,
cortando os excessos grosseiros de pasta, a fim de dar ao revestimento um plano medianamente regular,
que irá receber os retoques, a raspagem e a camada final de acabamento de pasta.

Questões

01. (FCC - Analista Pericial – MPU)

Considere o texto abaixo.

Com relação aos revestimentos com argamassas feitas na obra, algumas recomendações são
conhecidas mas nem sempre obedecidas, e cabe ao arquiteto ou engenheiro fiscalizar.

No revestimento de paredes com azulejo NÃO é recomendável:


(A) limpar e umedecer o azulejo.
(B) manter juntas de assentamento de aproximadamente 1,5 mm.

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(C) que os pisos ou rodapés ultrapassem, ligeiramente, o plano do azulejo.
(D) eliminar completamente as juntas de assentamento melhorando o aspecto da parede.
(E) cobrir completamente a face interna do azulejo com argamassa.

02. (FCC - Analista Judiciário - Engenharia Civil - TRE-AL) Sobre execução de revestimentos
cerâmicos, é INCORRETO que:
(A) Quanto menor a placa, maior a quantidade de recortes e, ao mesmo tempo, quanto maior a placa,
menor a quantidade de recortes.
(B) No assentamento diagonal, ou seja, em ângulos maiores que 0° com a horizontal, consomem-se
placas extras por causa dos recortes.
(C) No assentamento reto, ou seja, em alinhamentos paralelos com as paredes, consomem-se placas
sem recortes.
(D) Quando há portas e janelas pode-se ignorar a presença de vãos e considerar toda a área bruta a
revestir para compensar os recortes com certa folga.
(E) O tamanho das placas influencia menos na qualidade da argamassa do que o tipo de ambiente, a
ação de intempéries e o tráfego futuro.

Gabarito

01. D. /02. A.

Orientação aos ajudantes na preparação do material a ser utilizado.

SERVIÇOS INICIAIS NA CONSTRUÇÃO

Planejamento

Podemos dizer, resumidamente e no que tange às construções, que o planejamento da construção de


empreendimentos consiste de:
A) Elaboração de um programa de Construção: reunião ordenada do que se pretende construir,
com detalhes suficientes, sem obrigatoriamente incluir dados técnicos, mas permitindo caracterizar aquilo
que se deseja, é o que constitui o Programa de Construção.
B) Escolha do terreno: pode ser imposto pelo cliente, por já possuí-lo ou pode ser escolhido de acordo
com o empreendimento.
C) Elaboração do Projeto: com base no programa de construção e considerando o terreno, será
elaborado um projeto de acordo com a importância, e complexidade do empreendimento a ser implantado.

Levantamento topográfico

É o estudo do terreno, visando verificar as divisas, suas dimensões e desníveis. O levantamento


topográfico é dividido em três etapas:

Planimétrico: Levantamento dos limites e confrontações de uma propriedade, pela determinação do


seu perímetro, incluindo, quando houver, o alinhamento da via ou logradouro com o qual faça frente, bem
como a sua orientação e a sua amarração a pontos materializados no terreno de uma rede de referência
cadastral, ou, no caso de sua inexistência, a pontos notáveis e estáveis nas suas imediações.
Quando este levantamento se destinar à identificação dominial do imóvel, são necessários outros
elementos complementares, tais como: perícia técnico-judicial, memorial descritivo, etc.

Altimétrico: abrange as curvas de nível e alturas do terreno;


Curvas de Nível: São linhas curvas que indicam as alturas e a inclinação do terreno. As curvas de nível
devem ser apresentadas de metro a metro em um levantamento topográfico. Estas curvas são definidas
de acordo com a sinuosidade do terreno: quanto mais próxima indica que o terreno possui inclinação,
quanto mais espaçadas, indicam que o terreno é pouco inclinado ou até mesmo plano.

61
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Planialtimétrico: acrescido da determinação altimétrica do relevo do terreno e da drenagem natural.
Orientação: É a posição do norte em relação ao terreno; este deve constar no Levantamento
Topográfico, pois é de fundamental importância para o arquiteto elaborar o projeto.
Existem dois tipos de orientação: a magnética (bússola) e a verdadeira que é geográfica. No
Levantamento Topográfico é utilizado a verdadeira, pois a magnética apresenta variações no decorrer
dos anos.

Sondagens

A sondagem é realizada contando o número de golpes necessários à cravação de parte de um


amostrador no solo realizada pela queda livre de um martelo de massa e altura de queda padronizadas.
A resistência à penetração dinâmica no solo medida é denominada S.P.T. - Standart Penetration Test.
A execução de uma sondagem é um processo repetitivo, que consiste em abertura do furo, ensaio de
penetração e amostragem a cada metro de solo sondado. Desta forma, em cada metro faz-se,
inicialmente, a abertura do furo com um comprimento de 55cm, e o restante dos 45cm para a realização
do ensaio de penetração.
Com os resultados das sondagens, de grandeza e natureza das cargas estruturais e conhecendo as
condições de estabilidade, fundações, etc.... das construções vizinhas, pode, o engenheiro, proceder a
escolha do tipo de fundação mais adequada, técnica e economicamente.
O estudo é conduzido inicialmente, pela verificação da possibilidade do emprego de fundações diretas.
Mesmo sendo viável a adoção das fundações diretas é aconselhável comparar o seu custo com o de
uma fundação indireta. E finalmente, verificando a impossibilidade da execução das fundações diretas,
estudasse o tipo de fundação profunda mais adequada.

Projetos de arquitetura

São a tradução técnica daquilo que o cliente imagina implantar, e consiste em:
A) Memorial;
B) Parte Gráfica ou Desenhos de Arquitetura: são uma representação gráfica constituída de linhas e
símbolos que traduzem tecnicamente aquilo que se pretende construir.
Devem ser feitos de acordo com as Normas Técnicas da ABNT.
Os desenhos que constituem um projeto completo de arquitetura são:
- Planta de situação;
- Planta Baixa;
- Cortes (Longitudinal e Transversal);
- Fachadas;
- Planta de Telhado;
- Detalhes;
- Perspectivas.

A parte escrita compõe-se de todos ou alguns dos seguintes documentos: memorial descritivo,
memória de cálculo e orçamento.

Terraplenagem

Efetuado o levantamento planialtimétrico, temos condições de elaborar os projetos e iniciar sua


execução. Começamos pelo acerto da topografia do terreno, de acordo com o projeto de implantação e
o projeto executivo. Podemos executar, conforme o levantamento altimétrico, cortes, aterros, ou ambos:
Cortes: No caso de cortes, deverá ser adotado um volume de solo correspondente à área da seção
multiplicada pela altura média, acrescentando-se um percentual de empolamento. O empolamento é o
aumento de volume de um material, quando removido de seu estado natural e é expresso como uma
porcentagem do volume no corte.

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Sendo Ab = área de projeção do corte e hm = altura média
Vc = Ab. Hm. 1,4

O corte é facilitado quando não se tem construções vizinhas, podendo faze-lo maior. Mas quando
efetuado nas proximidades de edificações ou vias públicas, devemos empregar métodos que evitem
ocorrências, como: ruptura do terreno, descompressão do terreno de fundação ou do terreno pela água.

Aterros e reaterros: No caso de aterros, deverá ser adotado um volume de solo correspondente a
área da seção multiplicada pela altura média, acrescentando em torno de 30% devido a contração
considerada que o solo sofrerá, quando compactado.

Sendo Ab = área de projeção do corte e hm = altura média


Vc = Ab. Hm. 1,3

Para os aterros as superfícies deverão ser previamente limpas, sem vegetação nem entulhos. O
material escolhido para os aterros e reaterros devem ser de preferência solos arenosos, sem detritos,
pedras ou entulhos. Devem ser realizadas camadas sucessivas de no máximo 30 cm, devidamente
molhadas e apiloadas manual ou mecanicamente.

Instalação de canteiro de serviços - ou canteiro de obras

Após o terreno limpo e com o movimento de terra executado, O canteiro é preparado de acordo com
as necessidades de cada obra. Deverá ser localizado em áreas onde não atrapalhem a circulação de
operários veículos e a locação das obras. No mínimo devemos fazer um barracão de madeira, chapas
compensadas, ou ainda containers metálicos que são facilmente transportados para as obras com o
auxílio de um caminhão munck.

Locação da obra

Podemos efetuar a locação da obra, nos casos de obras de pequeno porte, com métodos simples,
sem o auxílio de aparelhos, que nos garantam uma certa precisão. No entanto, os métodos descritos
abaixo, em caso de obras de grande área, poderão acumular erros, sendo conveniente, portanto, o auxílio
da topografia.

Os métodos mais utilizados são:


- Processo dos cavaletes.
- Processo da tábua corrida (gabarito)

TAREFAS DE CONSTRUÇÃO.

Alvenaria é a construção de estruturas e de paredes utilizando unidades unidas entre si por


argamassa. Estas unidades podem ser blocos (de cerâmica, de vidro ou de concreto e pedras. O termo
alvenaria vem de alvenel ou alvanel - pedreiro de alvenaria -, do árabe al-banná.
Fala-se alvenaria insossa à construção com pedras justapostas sem argamassa, e alvenaria gorda à
alvenaria cuja argamassa é feita com abundância da cal em contraposição à alvenaria magra cuja
argamassa é feita com pouca cal ou cimento.
A alvenaria pode servir tanto como vedação como estrutura de uma edificação. Neste segundo caso,
assume o nome de alvenaria estrutural.
Você provavelmente já sabe o que é Alvenaria Estrutural, mas talvez ainda não tinha percebido isto. É
o mais antigo sistema construtivo usado pela humanidade. Nos tempos bíblicos, o pessoal da Babilônia
já construía com tijolos de barro seco ao sol, os antigos egípcios usavam alvenaria de pedra, e na Idade
Média foram construídas pontes e catedrais que estão de pé até hoje – e provavelmente ainda estarão
por lá durante muitos séculos.

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Mais recentemente, na era da industrialização na Construção Civil, a Alvenaria Estrutural está em uso
já há mais de um século. Aqui mesmo, no Brasil, existem edifícios com mais de 30 anos cuja estrutura foi
executada usando blocos de concreto. Em termos de edifícios públicos, temos os prédios antigos da
Universidade Mackenzie, feitos com tijolos de barro e construídos há cerca de 100 anos.
Mas o que diferencia uma alvenaria comum de uma estrutural? A função básica de uma alvenaria
comum é a vedação (ou fechamento), enquanto que a Alvenaria Estrutural substitui dois principais
sistemas de uma construção: a estrutura de concreto armado e os fechamentos de alvenaria. Portanto,
na Alvenaria Estrutural as paredes da edificação são também a estrutura que suporta todas as cargas:
além do peso próprio, também das lajes, coberturas e carga, além de fatores externos como o vento.
Um exemplo bem comum de Alvenaria Estrutural são os “sobradinhos” de dois pavimentos construídos
aos milhões por aqui, onde as lajes de piso e de forro apoiam-se diretamente sobre a alvenaria ou sobre
uma pequena cinta de concreto armado, enquanto que as paredes se encarregam de transportar as
cargas para o solo, através dos baldrames apoiados em sapatas corridas ou pequenas estacas (“brocas”).
Este tipo simples de construção evoluiu bastante, atualmente é possível construir edifícios de vários
pavimentos com o mesmo princípio de funcionamento estrutural.

Existem diferentes métodos de Alvenaria Estrutural:


- Alvenaria não armada:
• (Structural Masonry)
• Alvenaria simples: componentes + argamassa

Alvenaria Armada:
• (Reinforced Masonry)
• Alvenaria reforçada por um armadura passiva de fios, barras ou telas de aço, dimensionadas
racionalmente para resistir a esforços atuantes.

Alvenaria parcialmente armada:


• Alvenaria que incorpora uma armadura mínima em sua seção, por motivos construtivos (evitar
fissuras por movimentações internas, evitar ruptura frágil, etc.) e que não é considerada no
dimensionamento.

Alvenaria Protendida:
• Alvenaria reforçada por uma armadura ativa (pré-tensionada) que submete a alvenaria à tensões de
compressão.

Componentes da Alvenaria Estrutural

Os termos, materiais, componentes e elemento são definidos conforme a NBR 10837/89, onde os
materiais são as partes elementares da alvenaria estrutural, como a argila, a areia, a pedra, o cimento, a
cal e a água; componentes são constituídos a partir dos materiais básicos, como blocos, argamassas e
groutes; já os elementos são partes mais elaboradas formadas a partir da união de um ou mais
componentes como prismas, paredes, etc.
BLOCOS: são os componentes mais importantes que compõe a alvenaria estrutural, uma vez que são
eles que comandam a resistência à compressão e determinam os procedimentos para aplicação da
técnica da coordenação modular nos projetos.
ARGAMASSA DE ASSENTAMENTO: é o componente utilizado na ligação entre os blocos, evitando
pontos de concentração de tensões, sendo composta de: cimento, agregado miúdo, água e cal, sendo
que algumas argamassas podem apresentar adições para melhorar determinadas propriedade. Também,
existem algumas argamassas industrializadas vêm sendo utilizadas na construção de edifícios de
alvenaria estrutural.
BARRAS DE AÇO: utilizadas nos projetos de alvenaria são chamadas de armaduras. A função da
armadura é de travamento (mecanismo adicional de resistência), de combate à retração, de ajuda à
alvenaria na compressão e de resistência aos esforços de tração. Elas também são usadas nas juntas
das argamassas de assentamento e seu diâmetro mínimo deve ser 3,8mm, não ultrapassando a metade
da espessura da junta.
GRAUTE (Grout): O termo técnico graute vem da literatura inglesa, grout, que é definido como uma
argamassa ou um micro-concreto fluido, sendo utilizado para o preenchimento de espaços vazios. Já no
Brasil, os engenheiros e o mercado da construção reconhecem diferenças muito claras entre qualquer
argamassa ou micro-concreto fluido.

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O graute é definido como sendo o elemento para preenchimento de alguns vazios dos blocos e
canaletas de concreto, para solidarização da armadura a estes elementos e aumento da capacidade
portante. É composto de cimento, agregado miúdo, agregado graúdo, água, cal ou outra adição destinada
a conferir trabalhabilidade e retenção de água de hidratação à mistura. Sendo assim, o graute permite o
aumento da capacidade resistente à compressão das alvenarias, podendo também trabalhar em conjunto
com as armaduras, para combater possíveis esforços de tração e também de compressão. O aumento
da capacidade resistente do bloco é obtido através do aumento da seção transversal.
Para que uma argamassa ou concreto seja considerado um graute é necessário que: apresente
consistência fluida que dispensa o adensamento; atinja resistências elevadas iniciais e finais e apresente
expansão controlada.

Amarração de Paredes
A amarração de paredes contribui na prevenção do colapso progressivo, pois provê a estrutura de
caminhos alternativos para transferência de forças no caso de ocorrência de uma ruína localizada
provocada por uma ação excepcional. Além disso, a amarração serve de contraventamento para as
paredes. Segundo a ABNT (NBR-10837), item 5.4.9, a união e solidarização de paredes que se cruzam
podem ocorrer por um dos seguintes métodos: amarração direta ou amarração indireta.
A amarração direta é feita através da própria disposição dos blocos nas fiadas, com 50% deles
penetrando alternadamente na parede interceptada.

Tipos de parede com tijolo comum


As paredes feitas com tijolo comum se diferenciam pela espessura e, consequentemente, pela maneira
com que os tijolos são assentados. Assim, temos as espessuras de ½ tijolo, 1 tijolo, 1 ½ tijolo e até de 2
tijolos ou mais. Aqui em São Paulo temos vários prédios construídos em alvenaria estrutura de mais de 2
tijolos como, por exemplo, os prédios antigos da Universidade Mackenzie e as construções da antiga
Rede Ferroviária, uma das quais virou um requintado auditório.
Para cada largura de parede é feito um tipo de amarração dos tijolos. A intenção é desencontrar as
juntas e com isto conseguir maior resistência ao cizalhamento, além de melhorar o comportamento geral
da alvenaria quando recebe as cargas, ou seja, a parede fica mais resistente com as juntas devidamente
amarradas. Veja a seguir as amarrações feitas nos diversos tipos de alvenaria com tijolo comum:

Alvenaria de ½ tijolo
É a mais usada para as paredes internas, pois recomenda-se que as paredes externas ou que recebem
mais carga sejam feitas com espessura de 1 tijolo (vide a seguir). As alvernarias de ½ tijolo devem ser
feitas com as juntas desencontradas fiadas a fiadas, inclusive nas junções de parede.

Vidraçaria

A vidraçaria deve ser divida em dois ambientes. Na frente, deve ficar o salão de vendas no qual serão
expostas as amostras dos produtos. O fundo deve ser reservado para a estocagem e processamento do
vidro.

Equipamentos
- Mesa de madeira para corte
- Lixadeira e furadeira elétrica
- Diamantes para corte de vidro
- Móveis e equipamentos de escritório etc.

Mão-de-obra
Varia de acordo com a estrutura do empreendimento. Porém, operar com um volume e diversidade
maior de vidros exige mão-de-obra mais capacitada.
Contar com equipe bem preparada não basta, o próprio empreendedor deve ter conhecimentos
técnicos dos materiais com os quais trabalha. Isso dá maior credibilidade ao trabalho.

Atendimento
A preocupação com o manuseio dos materiais deve ser estendida também ao atendimento da
freguesia. E isso começa no zelo com o próprio estabelecimento. É recomendável, como manter um show
room. Outra ação aconselhável é ligar para o cliente após o término do serviço para saber se há queixas.

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Tipos de vidros
- Vidro Laminado: atende às exigências mais específicas de segurança, controle sonoro, controle de
calor e de radiação ultravioleta. É constituído por uma ou mais lâminas de vidro, fortemente ligadas
através de calor e pressão, a uma ou mais películas de Polivinil Butiral (PVB), de forma que, quando
quebradas, mantém os estilhaços aderidos à película, não devassando o vão e reduzindo drasticamente
as chances de acidentes
- Vidro Especial: possui altíssima tecnologia e foi projetado para atender necessidades técnicas
específicas como controle de luminosidade e da irradiação solar, resistência ao impacto, isolamento do
calor na presença de fogo, controle de ondas eletromagnéticas, retenção de calor no ambiente ou total
envidraçamento de fachadas.
- Vidro de Segurança: é o vidro que foi submetido a um tratamento térmico denominado têmpera,
tornando-se mais resistente a choques mecânicos e térmicos, mantendo as características de
transmissão luminosa, de aparência e de composição química. É a solução ideal e segura para ambientes
que necessitem de um vidro que proteja e não prejudique a integração interior/exterior.
- Vidro para Controle Solar: é refletivo e adquire essa propriedade após a deposição de material
metálico em sua superfície, formando uma fina camada, responsável pelo incremento nas suas
propriedades térmicas e ópticas.

Serviços de vidraçaria
Compreenderão aqueles que objetivam dotar a edificação com as chapas de vidro adequadas aos
locais onde requeridas.
Os serviços devem ser executados, rigorosamente, de acordo com o projeto, desenhos, e demais
elementos neles referidos.
Os vidros comuns lisos e transparentes, serão assentes de modo a ficar com as ondulações na
horizontal.
Os vidros serão, de preferência, fornecidos nas dimensões respectivas, procurando-se evitar o corte
no local da obra.
As bordas de cortes serão esmerilhadas de forma a se apresentarem lisas e sem irregularidades, não
se admitindo arestas estilhadas.
Nos pavimentos acima do térreo, as chapas de vidro, quando previstas nas faces externas da
edificação e sem proteção adequada, só poderão ser instalados a 0,90 m acima do respectivo piso; abaixo
desta cota, quando sem proteção, o vidro deverá ser de segurança (laminado ou aramado). Internamente
os vidros recozidos só poderão ser colocados a partir de 0,10 m acima do piso.
Para os vidros temperados, tendo em vista a impossibilidade de cortes ou perfurações da chapas no
canteiro, deverão ser cuidadosamente estudados e detalhados os dispositivos de assentamento,
cuidando-se ainda, de verificar a indeformabilidade e resistência dos elementos de sustentação do
conjunto.

Instalação Elétrica, Pintura, Hidráulica

Dia a dia cresce o número de aparelhos eletroeletrônicos instalados na rede elétrica. Já não há mais
uma divisão nítida entre o que é de eletrônica e o que é de eletricidade doméstica. Conhecer o básico
das instalações elétricas se tornou primordial para saber lidar com imprevistos que possam surgir. Na
engenharia elétrica, a instalação elétrica é a matéria que lida com a transferência da energia elétrica
proveniente de uma fonte geradora de energia (como um gerador ou uma usina hidrelétrica), sua
transformação e seus pontos de utilização (como a tomada, um interruptor ou a lâmpada fluorescente).
A instalação elétrica envolve as etapas do projeto e da implementação física das ligações elétricas,
que garantirão o fornecimento de energia em determinado local.
A energia elétrica que recebemos em nossa casa, numa linguagem simples, é transportada por
ondulações da corrente elétrica que vai e vem pelos condutores, impulsionada pelo que denominamos de
tensão elétrica.
Isso quer dizer que a tensão varia continuamente, mudando de polaridade 120 vezes por segundo, de
modo que, 60 vezes, a cada segundo, ela empurra a corrente num sentido e 60 vezes, no mesmo
segundo, ela puxa a corrente no sentido oposto, alternadamente. Daí a denominação corrente alternada.

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Hidráulica

Detalhes fazem a diferença na hora da construção. Nas instalações hidráulicas, um erro pode custar
caro no futuro. Veja algumas dicas para evitar aborrecimentos e que podem garantir o sucesso e
segurança ao fim da obra.
Ao comprar tubos e conexões, escolha sempre peças do mesmo fabricante para evitar problemas com
folgas e encaixes e gastos com reparos e substituições. Para melhorar o desempenho hidráulico do
projeto, evite desvios excessivos e ramais com trechos longos. Dê preferência ao uso de curvas em vez
de joelhos. Jamais utilize fogo ou abuse da flexibilidade dos tubos para não causar trincas.

Remanejamento e Montagem de Divisórias

As divisórias (ou paredes divisórias) são panos de parede destinados a dividir o interior dos edifícios.
Estes painéis são apoiados sobre pisos e, em geral, não suportam carga e não intervém na estabilidade
da construção; em certos casos, porém, podem servir para suportar obras situadas entre os pisos ou para
fechar aplicações murais. Tendo em conta a necessidade de assegurar um bom isolamento térmico ou
acústico, proteção contra incêndio, as divisórias serão, portanto executadas tão ligeiras quanto possível.
Utilizar-se-ão materiais furados ou de pouca espessura (mosaicos de gesso), principalmente o tijolo
furado. Em certas regiões, pobres em tijolos, utiliza-se o aglomerado furado de cimento. Finalmente, para
obter divisórias resistentes de fraca espessura, utiliza-se por vezes o betão armado. A escolha do material
não é somente função das disponibilidades locais, mas também do revestimento de acabamento que lhes
for aplicado.
As divisórias poderão ser escolhidas ainda, em função das suas características técnicas (utilização em
locais úmidos, possibilidade de passagem de cabos elétricos, etc.) estéticas (aspectos dos revestimentos,
cores) ou econômicas (custo dos materiais, rapidez de colocação, etc).

Ferramentas, técnicas e equipamentos de construção civil.

NOÇÕES BASICAS DE CONSTRUÇÃO15

Nivelamento
Operação que consiste em transportar uma referência de nível marcada em uma determinada altura
para outro local, estabelecendo assim um plano horizontal. Numa obra a referência de nível (marca) é
estabelecida a 1,0 metro do nível do piso e transportada para as paredes dos outros cômodos.
É através do nivelamento que marcamos as alturas da alvenaria, dos vãos de janelas e portas, do pé
direito das alturas do piso e contra piso na pavimentação.
A ferramenta utilizada para realizar o nivelamento é a mangueira de nível e no caso de vãos pequenos
o nível de madeira.

Nivelamento com mangueira:

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Cartilha do Pedreiro

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Alinhamento

Operação que consiste em posicionar numa mesma direção, através de uma linha, os elementos de
uma construção. Para se utilizar a técnica do alinhamento é necessário que esteja estabelecido o ponto
inicial e final do mesmo e a partir daí fixar uma linha (linha de pedreiro) entre estes ponto.
Numa obra utilizamos este procedimento no levante de parede construindo as fiadas de blocos
cerâmicos, no assentamento das mestras intermediárias dos revestimentos de parede e piso, etc.
Operação de alinhamento utilizado na construção da segunda fiada de uma alvenaria de bloco
cerâmico:

Esquadro

Operação que consiste em marcar os vãos de uma obra a um ângulo de 90° (noventa graus). É
utilizado no locação da obra, na marcação das alvenarias e nos revestimentos de paredes, etc. A
ferramenta empregada nesta operação é o esquadro, porém limita-se aos vãos pequenos. No caso das
locações da obra utilizamos a relação do triângulo retângulo que são medidas marcadas em alinhamento
nas proporções de 3:4:5.

Esquadro de 60 cm, 80 cm e 100 cm

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Prumada

Operação que consiste em posicionar numa direção vertical os elementos de uma construção. É
utilizada na construção da fiada de blocos levante de parede aprumando os blocos iniciais e finais de
cada fiada, na marcação das mestras superiores do reboco de uma parede, na obtenção de eixos de
elementos estruturais de uma fundação, etc.
As ferramentas utilizadas para obter a prumada são: prumo de face e o prumo de centro.

Unidades de Medida

Cálculo da Área:

O cálculo da área é obtido pelo produto (multiplicação) de duas dimensões (comprimento x largura).
Ex.: Para calcularmos a área de um quarto com as dimensões de 4 metros de comprimento e 3 metros
de largura fazemos:
A (m²) área = 4m (comprimento) x 3m (largura). A= 12 m²

Cálculo do Volume:

O cálculo do volume é obtido pelo produto (multiplicação) de três dimensões (comprimento x largura x
altura).
Ex.: Para calcularmos o volume de uma lata com as dimensões de 0,21 metros de comprimento, 0.21
metros de largura e 0,41 metros de altura fazemos:
V (m³) Volume = 0,21m (comprimento) x 0,21m (largura) x 0,41m (altura).
V = 0,018m³

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A Argamassa

É a mistura de cimento, areia e água com ou sem outros elementos como arenoso, saibro e a cal. É
utilizada nas alvenarias, nas fundações de pedra, nos revestimentos de paredes, etc.
A resistência, a facilidade de trabalho, a qualidade das argamassas dependem da qualidade dos
materiais empregados, de suas proporções (traços) e da quantidade de água na mistura.
Na pavimentação (pisos e contra pisos), no assentamento de piso cerâmico e azulejos, etc. devemos
sempre preparar a quantidade de argamassa necessária para que não ocorra o endurecimento da mesma
antes de secar a aplicação.
Devemos também utilizar as argamassas retiradas ou caídas das alvenarias ou revestimento se
removidos sem sujeiras.

Concreto

O concreto é a mistura de cimento, areia, brita e água. É utilizado em elementos estruturais como vigas
e pilares, em lajes, etc.

A resistência do concreto aumenta com o aumento da quantidade de cimento que o constitui e diminui
com o aumento da quantidade de água na mistura.
A qualidade e resistência do concreto dependem da dosagem dos materiais, da qualidade dos mesmos
e também do preparo. Devemos utilizar areia e brita de boa qualidade (ver assunto de materiais, adicionar
apenas a água necessária a tornar o concreto mole e fácil de ser trabalhado, misturá-lo de forma a obter
um material uniforme com partes iguais em toda a sua composição.
O preparo do concreto pode ser manual ou mecânico. Para preparar o concreto manual é necessário
que se tenha uma área pavimentada com um piso cimentado ou com um lastro de madeira sobre o chão.
O preparo mecânico é realizado por um equipamento chamado betoneira que é uma caçamba acionada
por um motor elétrico ou a combustível, que gira misturando os componentes do concreto.

Traços

Chama-se de traço a relação (em volume ou peso) entre as quantidades de materiais dos concretos e
das argamassas. É representado por um número que indica a proporção de cada material que o constitui.
Ex.: traço 1:2:4 de cimento, areia e brita.

Preparo dos Traços


Medem-se as quantidades dos materiais em uma lata, balde ou padiola na proporção indicada pelo
traço. Derrama-se sobre o local do preparo e mistura-se até obter uma cor igual em todas as partes.
Nos concretos mistura-se primeiro o cimento e a areia, depois adiciona-se a quantidade de brita
indicada pelo traço e distribui-se sobre a mistura de cimento e areia. Nas argamassas misturam-se o
cimento, a areia e o arenoso.
Faz-se um buraco no centro da mistura e adiciona-se água pouco a pouco até obter uma mistura fácil
de manusear e de ser moldada. Nos concretos abre-se uma vala na beira da mistura e adiciona-se água
pouco a pouco.

EQUIPAMENTOS E FERRAMENTAS

A utilização das ferramentas apropriadas para cada etapa de serviço é importante para o bom
desempenho das atividades. Algumas ferramentas têm uso especifico, outras podem ser utilizadas em
várias etapas da construção. As ferramentas devem estar sempre em boas condições de uso e ser
guardadas em locais adequados ao final de cada jornada de trabalho. 16
16
http://www.grupoorguel.com.br/blog/15-equipamentos-indispensaveis-canteiro-de-obras/

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Betoneiras
Tem a função de misturar concreto e argamassa na obra. Existem modelos a diesel e elétricas (220V
e 380V), com capacidades de 150, 250, 400 e 600 litros. As de 600 litros podem ter carregador de
agregados.

Fonte: https://www.diafer.com.br/construcao-civil/betoneiras

Bomba submersa
Tem a função de drenar a água de fundos de valas, poços, fundos de elevadores, entre outros.

Fonte: https://www.meritocomercial.com.br/bomba-submersivel-ferrari-bs-16-
p1019556?tsid=40&utm_source=google&utm_medium=cpc&pht=21031544106911265&gclid=CjwKCAiA99vhBRBnEiwAwpk-uHkW0ZuWYBd2mcQB6_9iC-
Rue2dlrPIqbySluQNLYZxjQljBapZ_2BoCeGMQAvD_BwE

Chaves
Amplamente utilizadas em apertos, são úteis em muitas atividades da construção civil. Dividem-se em
chave ajustável, chave combinada, chave de fenda, chave estrela, chave inglesa e chave Phillips.

Fonte: https://produto.mercadolivre.com.br/MLB-786263615-kit-jogo-conjunto-chaves-e-ferramentas-com-110-pecas-mayle-_JM?quantity=1

Compressor de ar
Tem a função de calibrar os pneus das máquinas na obra, soprar pista para aplicação de CAUQ
(asfalto), soprar peças que serão concretadas como lajes, vigas, tabuleiros de pontes, etc.

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Fonte: https://www.lojadomecanico.com.br/produto/85381/21/159/compressor-de-ar-2cv-10-pes-100-litros-110220v-pressure-se10100v

Discos de corte
Utilizadas no corte de muitos materiais, como cerâmica e aço.

Fonte: https://all.biz/br-pt/discos-de-corte-e-desbaste-g27905

Esmerilhadeiras
Usadas para esmerilhar, aparar ou cortar rebarbas de superfícies diversas.

Fonte: https://casadosoldador.com.br/p/esmerilhadeira-angular-4-1-2-pol-1500w-dwe4336-dewalt-5680

Extensão elétrica
Leva energia do quadro de distribuição até o local em que serão utilizadas as ferramentas elétricas.

Fonte: https://www.bazareficaz.com.br/extensao-eletrica-30-metros-cabo-pp-fio-2x1-5mm-pronta

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Furadeiras
Usadas para várias funções, dependendo do seu modelo. Dividem-se em furadeiras de bancada,
furadeira de impacto e parafusadeiras.

Fonte: https://www.pontofrio.com.br/ferramentas/ferramentaseletricas/furadeiras/furadeira-de-impacto-bosch-550w-1-2-gsb-550re-14-brocas-maleta-de-
transporte-4750229.html

Lixadeiras
Utilizadas para rebarbação e acabamentos. Dividem-se em lixadeira para concreto, lixadeira orbital,
lixadeira de palma, lixadeira de cinta e lixadeira combinada.

Fonte: https://www.palaciodasferramentas.com.br/produto/93/ferramentas-para-madeira/lixadeiras/lixadeira-angular-industrial-7-pol-sa-7021-2200w-makita/

Alavanca
Utilizada para corte de terrenos muito duro.

Fonte: http://www.dutramaquinas.com.br/p/alavanca-redonda-lisa-1-x-1-50-m-2

Alicate
Utilizado para corte, armação de fios e arames.

Fonte: https://www.fg.com.br/alicate-de-bico-meia-cana-reto-7-1-2-/p

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Arco de serra
Utilizado para corte de barras de aço, tubos metálicos ou de pvc.

Fonte: https://www.palaciodasferramentas.com.br/produto/5288/ferramentas-manuais/arcos-de-serra/arco-de-serra-ajustavel-thompson/

Balde
Utilizado para medir agua e traço de concreto.

Fonte: https://www.benzolimp.com.br/balde-plastico-13-litros.html

Bandeja
Caixa de madeira ou plástico utilizada para colocação de argamassa.

Fonte: https://www.americanas.com.br/produto/10517512/masseira-plastica-2-12-x-1-12mt-500lts

Carro de mão
Utilizado para transporte de materiais e de entulho na obra.

Fonte: https://www.fg.com.br/carro-de-mao-cacamba-metalica-55l-roda-macica---paraboni/p

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Cavadores
Utilizados para aberturas furos no terreno. Há dois tipos de cavadores: o de uma face e o de duas
faces.

Fonte: http://www.ferreteriasmexico.com/cavador-hercules-mango-fibra-de-vidrio-truper-11982-5066.html

Chave para dobrar ferro


Utilizado para dobrar barras de aço.

Fonte: https://www.romaparafusos.com.br/chave-dobrar-ferro-dupla-1-4x5-16-irwin

Colher de pedreiro
Utilizado para colocar as argamassas de rejuntamento ou de revestimentos, movimentar pequenas
quantidades de concreto e cortar blocos.

Fonte: https://www.fg.com.br/colher-de-pedreiro-7--reta-1042---paraboni/p

Desempoladeira
Servem para manter a regularidade da superfície segurar pequenas quantidades de argamassas.

Fonte: https://www.ecivilnet.com/dicionario/o-que-e-desempoladeira.html

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Enxada
É utilizada na abertura de valas da fundação, mistura de concreto e argamassas e para capinar.

Fonte: http://www.ecoflorabh.com.br/produto/ferramentas/enxada-com-cabo/12063

Escala
Utilizada para medições de distancias com 1,00 ou 2,00 m.

Fonte: http://www.santerra.com.br/produto/linha-construcao-civil/escala-metrica-plastica-1mt-branca-linan-21330

Esquadro
Utilizada para verificar ângulos retos (90°).

Fonte: https://www.ecivilnet.com/dicionario/o-que-e-esquadro.html

Facão
Utilizada para cortar e afiar pedaços de madeiras.

Fonte: http://www.lojacabanasport.com.br/produto/facao-tramontina-para-mato-20-26600020/13169

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Linha
Necessário para demarcação das valas de fundação no terreno, das paredes sobre alicerces e para
orientar a colocação de blocos, mestras, dentre outros.

Fonte: http://www.cosal.com.br/produto_descricao.php?produto=313&ancora=23

Mangueira de nível
Nível constituído por uma mangueira transparente cheio de água.

Fonte: https://www.casadosparafusosfranca.com.br/mangueiras/mangueira-de-nivel-14-pol-x-15-mm-de-borda-bariflex-948

Marreta
Utilizada para golpear a talhadeira para corte de concreto ou argamassa endurecida, ou corte de tijolos,
blocos ou peças cerâmicas e para acertar pedras.

Fonte: https://www.royalmaquinas.com.br/marreta-1-0-kg-com-cabo-de-madeira.html

Martelo
Utilizado para colocação e remoção de pregos e pinos, cortar pequenos tijolos ou blocos e retirar
incrustações de argamassa endurecida.

Fonte: https://www.lojadomecanico.com.br/produto/13830/2/253/martelo-de-unha-com-27-mm---tramontina-40370027-tramontina-40370027

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1563314 E-book gerado especialmente para LEANDRO ALVES DA SILVA
Nível de bolha
Utilizado para verificar o nivelamento (horizontal) e o prumo (vertical)

Fonte: http://www.1001novidades.com.br/ferramentas/medicao-e-teste/nivel/nivel-de-bolha-com-3-bolhas-16-40cm-western-ht-16

Pás
Utilizadas para acerto de terrenos, abertura de valas de fundação, para enchimento de lata ou carro
de mão e misturas de argamassa e concreto.

Fonte: http://www.canal.ind.br/produto/pas-quadrada/

Peneira
Utilizada para cessar areia e arenoso.

Fonte: http://www.feimafe.com.br/pt-BR/Exhibitors/2820800/TELAS-MM/Products/1200632/PENEIRA

Picareta
Utilizado para acerto do terreno e abertura de valas.

Fonte: https://www.walmart.com.br/picareta-alviao-com-cabo-de-madeira-77303553-tramontina/3618638/pr

78
1563314 E-book gerado especialmente para LEANDRO ALVES DA SILVA
Ponteira
Utiliza para abrir furos no concreto ou alvenaria quando golpeada pela marreta.

Fonte: https://www.extra.com.br/ferramentas/consumiveis/bits-ponteiras/ponteira-12%60%60-encaixe-sextavado-para-martelo-demolidor-d25941k---dewalt-
5261013.html

Prumo de centro
Utiliza para verificação do centro.

Fonte: https://www.lojadomecanico.com.br/produto/20498/31/267/prumo-de-centro-400gr---tramontina-43181501-tramontina-43181501

Prumo de face
Utilizado para verificar a verticalidade da alvenaria, pilar, portas e janelas.

Fonte: http://engenhariacivilll.blogspot.com/2012/12/o-bom-e-honesto-prumo-de-face.html

Sarrafo
Utilizado na regularização de superfícies de concreto ou argamassa.

Fonte: https://www.mmardegan.com.br/madeiras-para-construcao/sarrafos/sarrafo-cambara-05cm-bruto.html

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1563314 E-book gerado especialmente para LEANDRO ALVES DA SILVA
Serrote
Utilizado para corte de madeiras.

Fonte: https://www.lojadomecanico.com.br/produto/20506/31/274/serrote-profissional-26-pol---tramontina-43242026-tramontina-43242026

Soquete
Utilizado para socar ou compactar terra, concreto e solo-cimento. Pode ser de madeira ou concreto.

Fonte: http://www.ebanataw.com.br/terrapleno/compactacao.htm

Talhadeira
Utilizada para cortar tijolos ou blocos na alvenaria.

Fonte: https://www.lojadomecanico.com.br/produto/85668/31/263/talhadeira-de-aco-forjado-200x18mm----black-jack-f295--black-jack-f295-

Tesoura
Utilizada para cortar de barras de aço (vergalhões)

Fonte: https://www.ferramentaskennedy.com.br/6962/tesoura-para-cortar-vergalhao-36-robust-060057

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Torques
Utilizada para dobragem e corte de arame recozido na amarração de ferragem.

Fonte: https://www.fg.com.br/torques-armador-12----tramontina/p

Trenas
Utilizadas para medir distancias entre os vãos. Em várias tamanhos: 2.00m, 5.00m, 10m, 20m, 50m e
100m.

Fonte: https://www.magazineluiza.com.br/trena-aco-10mx25mm-curta-emborrachada-vonder-plus/p/7194903/fs/fldm/

Trinchão
Utilizado para aplicação de tintas em superfícies de alvenarias.

Fonte: http://www.construbasico.com.br/product/broxa-18x8cm-atlas.html

Equipamentos de Proteção Individual pertinentes ao exercício da função.

Equipamento de proteção individual (EPI)

São os equipamentos de uso individual utilizados por trabalhadores para minimizar a exposição a
riscos ocupacionais específicos.
O uso de EPI é importantíssimo para proteção dos funcionários, no entanto, não se trata do único meio
de proteção do trabalhador, sendo necessária ainda, a eliminação dos riscos do ambiente.
As empresas devem fornecer obrigatoriamente aos empregados o Equipamento de Proteção Individual
(EPI), gratuitamente, de maneira a protegê-los contra os riscos de acidentes do trabalho e danos a sua
saúde.
A NR 6 do Ministério do Trabalho regulamenta o uso e regras relacionados aos EPIs.
A Lei nº. 12.023/09 que dispõe sobre as atividades de movimentação de mercadorias em geral e sobre
o trabalho avulso, define que as empresas tomadoras do trabalho avulso também são responsáveis pelo
fornecimento de EPI’s e por zelar pelo cumprimento das normas de segurança no trabalho (art. 9º)

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1563314 E-book gerado especialmente para LEANDRO ALVES DA SILVA
São considerados, entre outros, equipamentos de proteção individual: protetores auriculares (tipo
concha ou plug), luvas, máscaras, calçados, capacetes, óculos, vestimentas, etc.
Há necessidade de que o empregador e seus prepostos fiscalizem o efetivo uso dos EPIs.
Quanto ao EPI, o empregador deverá adquirir o tipo adequado às atividades do empregado; treinar o
trabalhador para o seu uso; substituí-lo quando danificado ou extraviado; e tornar obrigatório seu uso.

Segurança dos equipamentos de proteção


O simples fornecimento dos equipamentos de proteção individual não garante a proteção da saúde do
trabalhador e nem evita contaminações. Incorretamente utilizados, os EPI podem comprometer ainda
mais a segurança do trabalhador.
Acreditamos que o desenvolvimento da percepção do risco aliado a um conjunto de informações e
regras básicas de segurança são as ferramentas mais importantes para evitar a exposição e assegurar o
sucesso das medidas individuais de proteção à saúde do trabalhador.
O uso correto dos EPI é um tema que vem evoluindo rapidamente e exige a reciclagem contínua dos
profissionais que os fornecem e os utilizam, através de treinamentos e do acesso a informações
atualizadas.
Bem informado, estes profissionais poderão adotar medidas cada vez mais econômicas e eficazes
para proteger a saúde dos trabalhadores, além de evitar problemas trabalhistas.
Os EPIs somente podem ser colocados à venda mediante Certificado de Aprovação (CA) do Ministério
do Trabalho, devendo estar em perfeito estado de conservação e de funcionamento.
O Certificado de Aprovação – CA presente no equipamento de proteção individual significa que o EPI
foi aprovado e submetido a inúmeros testes rigorosos de resistência, qualidade, entre outros requisitos.
Todo esse trabalho é uma garantia que o EPI está em perfeitas condições e poderá usado
tranquilamente sem riscos de falhas.

Utilização dos Equipamentos de Proteção Individual - EPIs


Os acidentes de trabalho ainda é bastante recorrente em nosso país, mesmo com tantas informações
e regulamentações da matéria. São números assustadores que deveriam ser evitados com iniciativas
simples, como por exemplo a utilização dos equipamentos de segurança.
Empresas e organizações do ramo de construção civil, ainda lideram o cenário de acidentes do
trabalho.
Nesse sentido, o uso do EPI é fundamental para garantir a saúde e a proteção do trabalhador, evitando
consequências negativas em casos de acidentes de trabalho. Além disso, o EPI também é usado para
garantir que o profissional não será exposto a doenças ocupacionais, que podem comprometer a
capacidade de trabalho e de vida dos profissionais durante e depois da fase ativa de trabalho17.

O uso correto dos Equipamentos de Proteção Individual – EPI também é essencial para garantir de
forma efetiva a segurança e o bem estar do trabalhador, vejamos:

Uso Correto de alguns EPIs18:

O uso do EPI correto leva em conta o ambiente de trabalho, pois cada um obedece a determinadas
finalidades de proteção.

Avental ou Roupa de Proteção - O avental ou roupa de proteção é o EPI correto para o manuseio de
substâncias químicas, de preferência em modelos de manga comprida, que cubram até os joelhos e
possuam fechamento em velcro. Recomenda-se que não tenham bolsos ou qualquer espécie de
apêndice, até porque, o ideal é que ele seja usado sempre fechado.

Luvas - A eficiência das luvas se mede de acordo com suas características físicas: capacidade de
permeação – ou seja, intensidade e velocidade com que a luva impeça que um produto químico possa
penetrá-la – e tempo de resistência entre o primeiro contato do lado externo até seu interior.
A escolha do material é fundamental e pode tornar seu EPI inútil de acordo com o uso. Por exemplo,
a luva de látex descartável é o EPI correto para ácidos e bases diluídas, mas permeáveis a quase todos
os outros produtos químicos.

17
https://www.saudeevida.com.br/importancia-do-uso-de-epi/
18
http://falandodeprotecao.com.br/a-importancia-do-epi-correto/

82
1563314 E-book gerado especialmente para LEANDRO ALVES DA SILVA
É fundamental que as luvas sejam supervisionadas antes e depois de cada uso, em busca de sinais
de deterioração, orifícios, ressecamento ou descoloração, entre outros fatores. Igualmente importante é
lavar as mãos antes e após a utilização.

Proteção Facial e Ocular - Ambientes de armazenamento de substâncias químicas onde há


possibilidade de respingos precisam obrigatoriamente fornecer EPI de proteção facial e/ou ocular aos
funcionários e visitantes.
Um par de óculos ou protetor facial é o EPI correto se for resistente aos produtos manuseados, não
limitar o campo de visão ou distorcer imagens. Também precisa ser confortável ao uso e de fácil limpeza.
No caso de produtos químicos perigosos ou corrosivos, devem ser usados óculos de segurança com
vedação.

Proteção Respiratória - O uso desse EPI é recomendado caso não existam medidas de proteção
coletiva, seja pela impossibilidade de implantá-las ou por serem insuficientes.
Ainda assim, o ideal é que o uso de respiradores seja esporádico, em caso de acidentes, operações
de limpeza e salvamento ou caso o ambiente não possua sistemas exaustores. Nunca são recomendados
para operações rotineiras.
O cuidado na utilização do EPI correto é uma medida simples no dia a dia que pode salvar muitas
vidas e evitar acidentes. Portanto, fique de olho nessas dicas e não se esqueça da importância da limpeza,
armazenamento correto e conservação para garantir também a longevidade do seu EPI.

Diferentes tipos de EPI


O uso de EPI é um fator fundamental para a segurança dos colaboradores organizacionais, contudo é
necessário saber quais os tipos de EPI existentes para fazer a implantação nas empresas. Existem
normas que regulamentam o uso de EPI e devem ser seguidas à risca.
O tipo de EPI que devem ser utilizado leva em consideração a atividade exercida e o ambiente de
trabalho.

Segue abaixo alguns tipos de EPI:

A - PROTEÇÃO DA CABEÇA – Capacete


A finalidade do capacete é proteger a cabeça do trabalhador contra choques com objetos que possam
cair sobre a cabeça, contra choques elétricos e possíveis quedas com impactos em superfícies rígidas.
Geralmente é produzido em polietileno de alta densidade garantindo proteção contra fortes impactos. É
muito comum o uso deste tipo de equipamento em obras de construção civil e fabricas industriais.

B - PROTEÇÃO DOS OLHOS E FACE - Protetor Facial e Óculos de Proteção


O protetor facial deve garantir a cobertura de toda parte respiratória do nosso rosto, isso é do nariz a
boca, comportando uma proteção total dessa área sensível evitando a contaminação pelo ar.
Óculos de proteção também é outro fator muito importante no uso de EPI e deve ser incluso com todos
os demais itens. Este item serve para proteção contra pequenas partículas que possam entrar em contato
com nossa face ou atingir nossa visão.

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C - PROTEÇÃO AUDITIVA - Protetor Auricular
É um dos mais conhecidos e utilizados já que ruídos contínuos são prejudiciais à saúde e podem
causar um grande problema com o decorrer do tempo. Outro fator também é que os barulhos nos tiram a
atenção das atividades e consequentemente atrapalhando no foco do trabalho.
Protetores articulares ou abafadores auditivos podem ser facilmente encontrado em lojas para
segurança do trabalho.

D - PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA - Máscaras e Filtros


Pensando no uso de EPI, a Proteção Respiratória sem dúvida alguma é um dos itens de segurança
indispensáveis, além de ser obrigatório nas organizações que lidam com situações de insalubridade. A
máscara protetora serve para impedir o ar contaminante atinja o trabalhador.

Essas Mascaras de Proteção possuem alguns filtros e desses existem vários tipos e níveis diferentes
que você pode identificar abaixo e ver qual vai ser melhor para utilizar na sua empresa.
• Filtro Químico VO (Vapores Orgânicos): Indicado para vapores orgânicos de até 1000 ppm ou até 10
vezes o seu limite de tolerância. Também até o acumulo de IPVS (Imediatamente Perigosa à Vida e a
Saúde) o que for menor.

Exemplos: piridina, heptano, tetrahidrofurano (THF), xileno, tolueno, triclorobenzeno, acetato de etila,
acetona, éter, álcool, etílico, formaldeído.
• VO/GA (Vapores Orgânicos e Gases ácidos): Indicado para gases ácidos de até 1000ppm ou 10
vezes a sua capacidade de tolerância e também ao acumulo de IPVS menor que seja. Exemplo de Gases:
brometo de hidrogênio, cloro, peróxido de cloro, dióxido de enxofre, etc.
• Filtro combinado PE+P2: Indicado para quem trabalha com pesticidas. A aplicação de agrotóxicos
em baixo nível e lugares abertos é indicado que se use esse filtro. Filtro Químico (Amônia) indicado para
uso quem trabalha com amônia e metilamina até 1000ppm ou 10 vezes o seu limite de tolerância ou até
a concentração IPVS.

E - PROTEÇÃO DO TRONCO - Aventais


O uso de EPI se trata de proteger os colaboradores em todas as partes do corpo a fim de proteger ao
máximo contra qualquer perigo químico que seja. O avental para proteção do corpo pode ser aquele de
material feito em poliéster laminado para não haver infiltração de liquido indesejado.

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F - PROTEÇÃO DOS MEMBROS SUPERIORES - Luvas e Mangote
A proteção de toda parte do corpo é uma norma básica do uso de EPI. Hoje devido alguns fatores do
trabalho rotineiro o uso de luvas e mangote torna-se indispensável nas tarefas. Alguns trabalhadores que
precisam do contato do tato para realizar tarefas em peças ou superfícies sólidas ou trabalhos com
líquidos mais viscosos podem optar por usar pomadas apropriadas para a segurança.

G - PROTEÇÃO DOS MEMBROS INFERIORES - Calçados de Segurança


Em determinadas empresa o uso de calçados de segurança é EPI obrigatório, sendo que a sua falta
pode gerar multas em caso de fiscalização.

H - PROTEÇÃO DO CORPO INTEIRO - Uniforme


O Uniforme além de ser uma padronização da empresa, serve também como proteção aos
funcionários. Alguns uniformes são produzidos com lonas leves que resistem até a pontas agudas
evitando cortes.

I - PROTEÇÃO CONTRA QUEDAS COM DIFERENÇA DE NÍVEL - Cadeira Suspensa, Talabarte,


Trava quedas, Cabo de Aço, Afastador e Cinto Paraquedista
Utilizados em atividades que desenvolvem seu trabalho em lugares altos. É caracterizado trabalho em
altura, atividades que ultrapassem uma altura de 2 metros.

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1563314 E-book gerado especialmente para LEANDRO ALVES DA SILVA
Existem uma série de Normas para o trabalho em altura que devem ser seguidas. Caso essas normas
não sejam seguidas corretamente pela empresa em prol da segurança do colaborador, ocorrerá uma
multa muito grave.
A Norma que regulamenta o trabalho em altura é a NR 35.

Guarda e Manutenção do EPI


Tão importante quanto identificar qual EPI usar nas diferentes funções de trabalho, é a realização
correta de seu armazenamento e de sua da manutenção. Por esta razão, quando o trabalhador recebe
seu equipamento, é imprescindível que ele saiba utilizá-lo e preservá-lo para, assim, manter a integridade
do material e diminuir riscos de uso.
Cada modelo de EPI vai exigir sua própria manutenção, a fim de funcionar corretamente e proteger o
usuário.
Algumas dicas gerais para guarda e manutenção:
- Evite produtos abrasivos e corrosivos.
- Se o EPI for descartável, o descarte após o uso deverá ser feito em local próprio e adequado, contudo,
se ele for permanente é necessário que seja lavado, sempre com sabão neutro e água corrente e o deixe
secar até o dia seguinte. Nem todos os EPIs devem ser lavados, às vezes é melhor descartar e comprar
um novo.
- Alguns EPIs, como por exemplo os protetores auriculares, devem ser higienizados com mais
frequência.
- Os equipamentos devem secar na sombra– é importante evitar o sol, pois o calor pode danificar o
material e causar danos como rachaduras, por exemplo.
- O EPI deve ser guardado sempre seco. Um equipamento úmido pode desencadear a proliferação
de bactérias.
- Armazenamento adequado: evite guardar o EPI junto com outros materiais.
- Evite quedas;
- Os EPIs devem ser testados antes de serem entregues aos colaboradores.
- Substituir imediatamente todo equipamento danificado ou extraviado.
- A higienização e a manutenção devem ser periódicas.

Principais EPIs para Pedreiros

- Óculos de proteção;
- Protetores auditivos;
- Luvas de segurança;
- Máscara de proteção;
- Calçados de segurança;
- Capacete.

Seguem os dispositivos da NR-6 que tratam da matéria:

NR 6 - EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL - EPI19

6.1 Para os fins de aplicação desta Norma Regulamentadora - NR, considera-se Equipamento de
Proteção Individual - EPI, todo dispositivo ou produto, de uso individual utilizado pelo trabalhador,
destinado à proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho.

6.1.1 Entende-se como Equipamento Conjugado de Proteção Individual, todo aquele composto por
vários dispositivos, que o fabricante tenha associado contra um ou mais riscos que possam ocorrer
simultaneamente e que sejam suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho.

6.2 O equipamento de proteção individual, de fabricação nacional ou importado, só poderá ser posto
à venda ou utilizado com a indicação do Certificado de Aprovação - CA, expedido pelo órgão nacional
competente em matéria de segurança e saúde no trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego.

6.3 A empresa é obrigada a fornecer aos empregados, gratuitamente, EPI adequado ao risco, em
perfeito estado de conservação e funcionamento, nas seguintes circunstâncias:

19
Disponível em: http://trabalho.gov.br/images/Documentos/SST/NR/NR6.pdf - acesso em 11.04.2019.

86
1563314 E-book gerado especialmente para LEANDRO ALVES DA SILVA
a) sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam completa proteção contra os riscos de
acidentes do trabalho ou de doenças profissionais e do trabalho;
b) enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem sendo implantadas; e,
c) para atender a situações de emergência.

6.4 Atendidas as peculiaridades de cada atividade profissional, e observado o disposto no item 6.3, o
empregador deve fornecer aos trabalhadores os EPI adequados, de acordo com o disposto no ANEXO I
desta NR.

6.4.1 As solicitações para que os produtos que não estejam relacionados no ANEXO I, desta NR,
sejam considerados como EPI, bem como as propostas para reexame daqueles ora elencados, deverão
ser avaliadas por comissão tripartite a ser constituída pelo órgão nacional competente em matéria de
segurança e saúde no trabalho, após ouvida a CTPP, sendo as conclusões submetidas àquele órgão do
Ministério do Trabalho e Emprego para aprovação.

6.5 Compete ao Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho -


SESMT, ouvida a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes - CIPA e trabalhadores usuários,
recomendar ao empregador o EPI adequado ao risco existente em determinada atividade. (Alterado pela
Portaria SIT n.º 194, de 07 de dezembro de 2010)
6.5.1 Nas empresas desobrigadas a constituir SESMT, cabe ao empregador selecionar o EPI
adequado ao risco, mediante orientação de profissional tecnicamente habilitado, ouvida a CIPA ou, na
falta desta, o designado e trabalhadores usuários. (Alterado pela Portaria SIT n.º 194, de 07 de dezembro
de 2010)
6.6 Responsabilidades do empregador. (Alterado pela Portaria SIT n.º 194, de 07 de dezembro de
2010)

6.6.1 Cabe ao empregador quanto ao EPI:


a) adquirir o adequado ao risco de cada atividade;
b) exigir seu uso;
c) fornecer ao trabalhador somente o aprovado pelo órgão nacional competente em matéria de
segurança e saúde no trabalho;
d) orientar e treinar o trabalhador sobre o uso adequado, guarda e conservação;
e) substituir imediatamente, quando danificado ou extraviado;
f) responsabilizar-se pela higienização e manutenção periódica; e,
g) comunicar ao MTE qualquer irregularidade observada.
h) registrar o seu fornecimento ao trabalhador, podendo ser adotados livros, fichas ou sistema
eletrônico. (Inserida pela Portaria SIT n.º 107, de 25 de agosto de 2009)

6.7 Responsabilidades do trabalhador. (Alterado pela Portaria SIT n.º 194, de 07 de dezembro de 2010)
6.7.1 Cabe ao empregado quanto ao EPI:
a) usar, utilizando-o apenas para a finalidade a que se destina;
b) responsabilizar-se pela guarda e conservação;
c) comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio para uso; e,
d) cumprir as determinações do empregador sobre o uso adequado.

6.8 Responsabilidades de fabricantes e/ou importadores. (Alterado pela Portaria SIT n.º 194, de 07 de
dezembro de 2010)

6.8.1 O fabricante nacional ou o importador deverá:


a) cadastrar-se junto ao órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho;
(Alterado pela Portaria SIT n.º 194, de 07 de dezembro de 2010)
b) solicitar a emissão do CA; (Alterado pela Portaria SIT n.º 194, de 07 de dezembro de 2010)
c) solicitar a renovação do CA quando vencido o prazo de validade estipulado pelo órgão nacional
competente em matéria de segurança e saúde do trabalho; (Alterado pela Portaria SIT n.º 194, de 07 de
dezembro de 2010)
d) requerer novo CA quando houver alteração das especificações do equipamento aprovado; (Alterado
pela Portaria SIT n.º 194, de 07 de dezembro de 2010)
e) responsabilizar-se pela manutenção da qualidade do EPI que deu origem ao Certificado de
Aprovação - CA;

87
1563314 E-book gerado especialmente para LEANDRO ALVES DA SILVA
f) comercializar ou colocar à venda somente o EPI, portador de CA;
g) comunicar ao órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho quaisquer
alterações dos dados cadastrais fornecidos;
h) comercializar o EPI com instruções técnicas no idioma nacional, orientando sua utilização,
manutenção, restrição e demais referências ao seu uso;
i) fazer constar do EPI o número do lote de fabricação; e,
j) providenciar a avaliação da conformidade do EPI no âmbito do SINMETRO, quando for o caso;
k) fornecer as informações referentes aos processos de limpeza e higienização de seus EPI, indicando
quando for o caso, o número de higienizações acima do qual é necessário proceder à revisão ou à
substituição do equipamento, a fim de garantir que os mesmos mantenham as características de proteção
original. (Inserido pela Portaria SIT n.º 194, de 07 de dezembro de 2010).
l) promover adaptação do EPI detentor de Certificado de Aprovação para pessoas com deficiência.
(Inserida pela Portaria MTb n.º 877, de 24 de outubro de 2018)

6.8.1.1 Os procedimentos de cadastramento de fabricante e/ou importador de EPI e de emissão e/ou


renovação de CA devem atender os requisitos estabelecidos em Portaria específica.

6.9 Certificado de Aprovação – CA

6.9.1 Para fins de comercialização o CA concedido aos EPI terá validade: (Alterado pela Portaria SIT
n.º 194, de 07 de dezembro de 2010)
a) de 5 (cinco) anos, para aqueles equipamentos com laudos de ensaio que não tenham sua
conformidade avaliada no âmbito do SINMETRO;
b) do prazo vinculado à avaliação da conformidade no âmbito do SINMETRO, quando for o caso.

6.9.2 O órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho, quando necessário
e mediante justificativa, poderá estabelecer prazos diversos daqueles dispostos no subitem 6.9.1.

6.9.3 Todo EPI deverá apresentar em caracteres indeléveis e bem visíveis, o nome comercial da
empresa fabricante, o lote de fabricação e o número do CA, ou, no caso de EPI importado, o nome do
importador, o lote de fabricação e o número do CA.

6.9.3.1 Na impossibilidade de cumprir o determinado no item 6.9.3, o órgão nacional competente em


matéria de segurança e saúde no trabalho poderá autorizar forma alternativa de gravação, a ser proposta
pelo fabricante ou importador, devendo esta constar do CA.

6.9.3.2 A adaptação do Equipamento de Proteção Individual para uso pela pessoa com deficiência
feita pelo fabricante ou importador detentor do Certificado de Aprovação não invalida o certificado já
emitido, sendo desnecessária a emissão de novo CA. (Inserido pela Portaria MTb n.º 877, de 24 de
outubro de 2018)

6.10 (Excluído pela Portaria SIT n.º 194, de 07 de dezembro de 2010)

6.10.1 (Excluído pela Portaria SIT n.º 194, de 07 de dezembro de 2010)

6.11 Da competência do Ministério do Trabalho e Emprego / TEM

6.11.1 Cabe ao órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho:


a) cadastrar o fabricante ou importador de EPI;
b) receber e examinar a documentação para emitir ou renovar o CA de EPI;
c) estabelecer, quando necessário, os regulamentos técnicos para ensaios de EPI;
d) emitir ou renovar o CA e o cadastro de fabricante ou importador;
e) fiscalizar a qualidade do EPI;
f) suspender o cadastramento da empresa fabricante ou importadora; e
g) cancelar o CA.

6.11.1.1 Sempre que julgar necessário o órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde
no trabalho, poderá requisitar amostras de EPI, identificadas com o nome do fabricante e o número de
referência, além de outros requisitos.

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6.11.2. Cabe ao órgão regional do MTE:
a) fiscalizar e orientar quanto ao uso adequado e a qualidade do EPI;
b) recolher amostras de EPI; e,
c) aplicar, na sua esfera de competência, as penalidades cabíveis pelo descumprimento desta NR.

6.12 e Subitens (Revogados pela Portaria SIT n.º 125, de 12 de novembro de 2009)

ANEXO I
LISTA DE EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL
(Alterado pela Portaria SIT n.º 194, de 07 de dezembro de 2010)

A - EPI PARA PROTEÇÃO DA CABEÇA

A.1 - Capacete
a) capacete para proteção contra impactos de objetos sobre o crânio;
b) capacete para proteção contra choques elétricos;
c) capacete para proteção do crânio e face contra agentes térmicos.

A.2 - Capuz ou balaclava


a) capuz para proteção do crânio e pescoço contra riscos de origem térmica;
b) capuz para proteção do crânio, face e pescoço contra agentes químicos; (Alterada pela Portaria
MTE n.º 505, de 16 de abril de 2015)
c) capuz para proteção do crânio e pescoço contra agentes abrasivos e escoriantes;
d) capuz para proteção da cabeça e pescoço contra umidade proveniente de operações com uso de
água. (Inserida pela Portaria MTE n.º 505, de 16 de abril de 2015)

B - EPI PARA PROTEÇÃO DOS OLHOS E FACE

B.1 - Óculos
a) óculos para proteção dos olhos contra impactos de partículas volantes;
b) óculos para proteção dos olhos contra luminosidade intensa;
c) óculos para proteção dos olhos contra radiação ultravioleta;
d) óculos para proteção dos olhos contra radiação infravermelha;
e) óculos de tela para proteção limitada dos olhos contra impactos de partículas volantes. (Inserida
pela Portaria MTE n.º 1.134, de 23 de julho de 2014)

B.2 - Protetor facial


a) protetor facial para proteção da face contra impactos de partículas volantes;
b) protetor facial para proteção da face contra radiação infravermelha;
c) protetor facial para proteção dos olhos contra luminosidade intensa;
d) protetor facial para proteção da face contra riscos de origem térmica;
e) protetor facial para proteção da face contra radiação ultravioleta.
B.3 - Máscara de Solda
a) máscara de solda para proteção dos olhos e face contra impactos de partículas volantes, radiação
ultra-violeta, radiação infra-vermelha e luminosidade intensa.

C - EPI PARA PROTEÇÃO AUDITIVA

C.1 - Protetor auditivo


a) protetor auditivo circum-auricular para proteção do sistema auditivo contra níveis de pressão sonora
superiores ao estabelecido na NR-15, Anexos n.º 1 e 2;
b) protetor auditivo de inserção para proteção do sistema auditivo contra níveis de pressão sonora
superiores ao estabelecido na NR-15, Anexos n.º 1 e 2;
c) protetor auditivo semi-auricular para proteção do sistema auditivo contra níveis de pressão sonora
superiores a estabelecido na NR-15, Anexos n.º 1 e 2.
D - EPI PARA PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA

D.1 - Respirador purificador de ar não motorizado:


a) peça semifacial filtrante (PFF1) para proteção das vias respiratórias contra poeiras e névoas;

89
1563314 E-book gerado especialmente para LEANDRO ALVES DA SILVA
b) peça semifacial filtrante (PFF2) para proteção das vias respiratórias contra poeiras, névoas e fumos;
c) peça semifacial filtrante (PFF3) para proteção das vias respiratórias contra poeiras, névoas, fumos
e radionuclídeos;
d) peça um quarto facial, semifacial ou facial inteira com filtros para material particulado tipo P1 para
proteção das vias respiratórias contra poeiras e névoas; e ou P2 para proteção contra poeiras, névoas e
fumos; e ou P3 para proteção contra poeiras, névoas, fumos e radionuclídeos;
e) peça um quarto facial, semifacial ou facial inteira com filtros químicos e ou combinados para proteção
das vias respiratórias contra gases e vapores e ou material particulado.

D.2 - Respirador purificador de ar motorizado:


a) sem vedação facial tipo touca de proteção respiratória, capuz ou capacete para proteção das vias
respiratórias contra poeiras, névoas, fumos e radionuclídeos e ou contra gases e vapores;
b) com vedação facial tipo peça semifacial ou facial inteira para proteção das vias respiratórias contra
poeiras, névoas, fumos e radionuclídeos e ou contra gases e vapores.

D.3 - Respirador de adução de ar tipo linha de ar comprimido:


a) sem vedação facial de fluxo contínuo tipo capuz ou capacete para proteção das vias respiratórias
em atmosferas com concentração de oxigênio maior que 12,5%;
b) sem vedação facial de fluxo contínuo tipo capuz ou capacete para proteção das vias respiratórias
em operações de jateamento e em atmosferas com concentração de oxigênio maior que 12,5%;
c) com vedação facial de fluxo contínuo tipo peça semifacial ou facial inteira para proteção das vias
respiratórias em atmosferas com concentração de oxigênio maior que 12,5%;
d) de demanda com pressão positiva tipo peça semifacial ou facial inteira para proteção das vias
respiratórias em atmosferas com concentração de oxigênio maior que 12,5%;
e) de demanda com pressão positiva tipo peça facial inteira combinado com cilindro auxiliar para
proteção das vias respiratórias em atmosferas com concentração de oxigênio menor ou igual que 12,5%,
ou seja, em atmosferas Imediatamente Perigosas à Vida e a Saúde (IPVS).

D.4 - RESPIRADOR DE ADUÇÃO DE AR TIPO MÁSCARA AUTONOMA


a) de circuito aberto de demanda com pressão positiva para proteção das vias respiratórias em
atmosferas com concentração de oxigênio menor ou igual que 12,5%, ou seja, em atmosferas
Imediatamente Perigosas à Vida e a Saúde (IPVS);
b) de circuito fechado de demanda com pressão positiva para proteção das vias respiratórias em
atmosferas com concentração de oxigênio menor ou igual que 12,5%, ou seja, em atmosferas
Imediatamente Perigosas à Vida e a Saúde (IPVS).

D.5 - Respirador de fuga


a) respirador de fuga tipo bocal para proteção das vias respiratórias contra gases e vapores e ou
material particulado em condições de escape de atmosferas Imediatamente Perigosas à Vida e a Saúde
(IPVS).

E - EPI PARA PROTEÇÃO DO TRONCO

E.1 - Vestimentas
a) vestimentas para proteção do tronco contra riscos de origem térmica;
b) vestimentas para proteção do tronco contra riscos de origem mecânica;
c) vestimentas para proteção do tronco contra agentes químicos; (Alterada pela Portaria MTE n.º 505,
de 16 de abril de 2015)
d) vestimentas para proteção do tronco contra riscos de origem radioativa;
e) vestimenta para proteção do tronco contra umidade proveniente de precipitação pluviométrica;
(Alterada pela Portaria MTb n.º 870, de 06 de julho de 2017)
f) vestimentas para proteção do tronco contra umidade proveniente de operações com uso de água.

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1563314 E-book gerado especialmente para LEANDRO ALVES DA SILVA
E.2 - Colete à prova de balas de uso permitido para vigilantes que trabalhem portando arma de
fogo, para proteção do tronco contra riscos de origem mecânica.

F - EPI PARA PROTEÇÃO DOS MEMBROS SUPERIORES

F.1 - Luvas
a) luvas para proteção das mãos contra agentes abrasivos e escoriantes;
b) luvas para proteção das mãos contra agentes cortantes e perfurantes;
c) luvas para proteção das mãos contra choques elétricos;
d) luvas para proteção das mãos contra agentes térmicos;
e) luvas para proteção das mãos contra agentes biológicos;
f) luvas para proteção das mãos contra agentes químicos;
g) luvas para proteção das mãos contra vibrações;
h) luvas para proteção contra umidade proveniente de operações com uso de água;
i) luvas para proteção das mãos contra radiações ionizantes.

F.2 - Creme protetor


a) creme protetor de segurança para proteção dos membros superiores contra agentes químicos.

F.3 - Manga
a) manga para proteção do braço e do antebraço contra choques elétricos;
b) manga para proteção do braço e do antebraço contra agentes abrasivos e escoriantes;
c) manga para proteção do braço e do antebraço contra agentes cortantes e perfurantes;
d) manga para proteção do braço e do antebraço contra umidade proveniente de operações com uso
de água;
e) manga para proteção do braço e do antebraço contra agentes térmicos;
f) manga para proteção do braço e do antebraço contra agentes químicos. (Inserida pela Portaria MTE
n.º 505, de 16 de abril de 2015)

F.4 - Braçadeira
a) braçadeira para proteção do antebraço contra agentes cortantes;
b) braçadeira para proteção do antebraço contra agentes escoriantes.

F.5 - Dedeira
a) dedeira para proteção dos dedos contra agentes abrasivos e escoriantes.

G - EPI PARA PROTEÇÃO DOS MEMBROS INFERIORES

G.1 - Calçado
a) calçado para proteção contra impactos de quedas de objetos sobre os artelhos;
b) calçado para proteção dos pés contra agentes provenientes de energia elétrica;
c) calçado para proteção dos pés contra agentes térmicos;
d) calçado para proteção dos pés contra agentes abrasivos e escoriantes;
e) calçado para proteção dos pés contra agentes cortantes e perfurantes;
f) calçado para proteção dos pés e pernas contra umidade proveniente de operações com uso de água;
g) calçado para proteção dos pés e pernas contra agentes químicos. (Alterada pela Portaria MTE n.º
505, de 16 de abril de 2015)

G.2 - Meia
a) meia para proteção dos pés contra baixas temperaturas.

G.3 - Perneira
a) perneira para proteção da perna contra agentes abrasivos e escoriantes;
b) perneira para proteção da perna contra agentes térmicos;
c) perneira para proteção da perna contra agentes químicos; (Alterada pela Portaria MTE n.º 505, de
16 de abril de 2015)
d) perneira para proteção da perna contra agentes cortantes e perfurantes;
e) perneira para proteção da perna contra umidade proveniente de operações com uso de água.

91
1563314 E-book gerado especialmente para LEANDRO ALVES DA SILVA
G.4 - Calça
a) calça para proteção das pernas contra agentes abrasivos e escoriantes;
b) calça para proteção das pernas contra agentes químicos; (Alterada pela Portaria MTE n.º 505, de
16 de abril de 2015)
c) calça para proteção das pernas contra agentes térmicos;
d) calça para proteção das pernas contra umidade proveniente de operações com uso de água.
e) calça para proteção das pernas contra umidade proveniente de precipitação pluviométrica. (Inserida
pela Portaria MTb n.º 870, de 06 de julho de 2017)

H - EPI PARA PROTEÇÃO DO CORPO INTEIRO

H.1 - Macacão
a) macacão para proteção do tronco e membros superiores e inferiores contra agentes térmicos;
b) macacão para proteção do tronco e membros superiores e inferiores contra agentes químicos;
(Alterada pela Portaria MTE n.º 505, de 16 de abril de 2015)
c) macacão para proteção do tronco e membros superiores e inferiores contra umidade proveniente de
operações com uso de água.
d) macacão para proteção do tronco e membros superiores e inferiores contra umidade proveniente
de precipitação pluviométrica. (Inserida pela Portaria MTb n.º 870, de 06 de julho de 2017)

H.2 - Vestimenta de corpo inteiro


a) vestimenta para proteção de todo o corpo contra riscos de origem química; (Alterada pela Portaria
MTE n.º 505, de 16 de abril de 2015)
b) vestimenta para proteção de todo o corpo contra umidade proveniente de operações com água;
c) vestimenta condutiva para proteção de todo o corpo contra choques elétricos.
d) vestimenta para proteção de todo o corpo contra umidade proveniente de precipitação pluviométrica.
(Inserida pela Portaria MTb n.º 870, de 06 de julho de 2017)

I – EPI PARA PROTEÇÃO CONTRA QUEDAS COM DIFERENÇA DE NÍVEL


(Alterado pela Portaria SIT n.º 292, de 08 de dezembro de 2011)

I.1 – CINTURAO DE SEGURANÇA COM Dispositivo trava-queda


a) cinturão de segurança com dispositivo trava-queda para proteção do usuário contra quedas em
operações com movimentação vertical ou horizontal.

I.2 – Cinturão DE SEGURANÇA COM TALABARTE


a) cinturão de segurança COM TALABARTE para proteção do usuário contra riscos de queda em
trabalhos em altura;
b) cinturão de segurança COM TALABARTE para proteção do usuário contra riscos de queda no
posicionamento em trabalhos em altura.

ANEXO II
(Excluído pela Portaria SIT n.º 194, de 07 de dezembro de 2010)

ANEXO III
(Excluído pela Portaria SIT n.º 194, de 07 de dezembro de 2010)

01. (UFF - Técnico em Equipamento Médico-Odontológico - COSEAC) São considerados


equipamentos de proteção individual:
(A) abafador de ruído e cone de sinalização.
(B) grade dobrável e tapete de borracha.
(C) botina de couro e luva isolante.
(D) máscara filtradora e aterramento temporário.
(E) manga isolante e guarda-corpo.

02. (EBSERH - Enfermeiro - Instituto AOCP) Sobre os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs),
é correto afirmar que
(A) cabe ao empregador a substituição imediata do EPI quando danificado ou extraviado.
(B) a responsabilidade de guarda e conservação do EPI é exclusiva do empregador.

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1563314 E-book gerado especialmente para LEANDRO ALVES DA SILVA
(C) o custo referente ao fornecimento do EPI pode ser descontado em folha de pagamento em
quaisquer circunstâncias, desde que não ultrapasse 20% do salário base do empregado.
(D) não é permitido exigir do empregado a assinatura em termo ou livros de recebimentos de EPI para
fins de registro.
(E) ao empregado, cabe a realização de manutenção periódica dos EPIs disponíveis.

03. (SABESP - Técnico em Segurança do Trabalho - FCC) Em relação aos Equipamentos de


Proteção Individual – EPI, cabe ao empregado
(A) comunicar ao TEM qualquer irregularidade observada e adquirir o EPI adequado ao risco de cada
atividade.
(B) responsabilizar-se pela sua guarda e conservação e cumprir as determinações do empregador em
relação ao seu uso adequado.
(C) usar, utilizando-o apenas para a finalidade a que se destina e adquirir o EPI adequado ao risco de
cada atividade.
(D) comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio para uso e substituir o EPI
imediatamente, quando danificado ou extraviado.
(E) exigir seu uso e adquirir somente EPI aprovado pelo órgão nacional competente em matéria de
segurança e saúde no trabalho.

04. (TJ/PA - Analista Judiciário - VUNESP) De acordo com a Norma Regulamentadora 6 –


Equipamentos de Proteção Individual,
(A) a empresa é obrigada a fornecer aos empregados, gratuitamente, equipamento de proteção
individual adequado ao risco, em perfeito estado de conservação e funcionamento, sempre que as
medidas de ordem geral não ofereçam completa proteção contra os riscos de acidentes do trabalho ou
de doenças profissionais e quando ficar comprovada a inviabilidade técnica das medidas de proteção
coletiva.
(B) cabe ao órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho cadastrar o
fabricante ou importador de EPI; prescrever os ensaios aos quais o equipamento deverá ser submetido;
emitir ou renovar o Certificado de Adequação e fiscalizar a qualidade do EPI, promovendo a suspensão
do cadastramento da empresa fabricante ou importadora quando houver alteração nas características
construtivas do equipamento comercializado.
(C) cabe ao empregado usar o equipamento de proteção individual, utilizando-o apenas para a
finalidade a que se destina; responsabilizar-se pela guarda e conservação; comunicar ao SESMT e à
CIPA qualquer alteração que o torne impróprio para uso e cumprir as determinações do empregador sobre
o uso adequado.
(D) o fabricante nacional ou o importador deverá fornecer as informações referentes aos processos de
limpeza e higienização de seus EPI, indicando, quando for o caso, o número de higienizações acima do
qual é necessário proceder à revisão ou à substituição do equipamento, a fim de garantir que eles
mantenham as características de proteção original.
(E) cabe ao empregador adquirir o equipamento de proteção individual adequado ao risco de cada
atividade; exigir seu uso; fornecer ao trabalhador somente o aprovado pelo órgão nacional competente
em matéria de segurança e saúde no trabalho; responsabilizar-se pela guarda e conservação do
equipamento e substituí-lo imediatamente, quando danificado ou extraviado.

Gabarito

01.C / 02.A / 03.B / 04.D

Comentários

01. Resposta: C
NR-6
6.1 Para os fins de aplicação desta Norma Regulamentadora – NR, considera-se Equipamento de
Proteção Individual – EPI, todo dispositivo ou produto, de uso individual utilizado pelo trabalhador,
destinado à proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho.

02. Resposta: A
NR-6
6.6.1 Cabe ao empregador quanto ao EPI:

93
1563314 E-book gerado especialmente para LEANDRO ALVES DA SILVA
a) adquirir o adequado ao risco de cada atividade;
b) exigir seu uso;
c) fornecer ao trabalhador somente o aprovado pelo órgão nacional competente em matéria de
segurança e saúde no trabalho;
d) orientar e treinar o trabalhador sobre o uso adequado, guarda e conservação;
e) substituir imediatamente, quando danificado ou extraviado;
f) responsabilizar-se pela higienização e manutenção periódica;
g) comunicar ao TEM qualquer irregularidade observada.
h) registrar o seu fornecimento ao trabalhador, podendo ser adotados livros, fichas ou sistema
eletrônico.

03. Resposta: B
NR-6
6.7 Responsabilidades do trabalhador.
6.7.1 Cabe ao empregado quanto ao EPI:
a) usar, utilizando-o apenas para a finalidade a que se destina;
b) responsabilizar-se pela guarda e conservação;
c) comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio para uso; e,
d) cumprir as determinações do empregador sobre o uso adequado.

04. Resposta: D
NR-6
6.8 Responsabilidades de fabricantes e/ou importadores.
6.8.1 O fabricante nacional ou o importador deverá:
k) fornecer as informações referentes aos processos de limpeza e higienização de seus EPI, indicando
quando for o caso, o número de higienizações acima do qual é necessário proceder à revisão ou à
substituição do equipamento, a fim de garantir que os mesmos mantenham as características de proteção
original.

Segurança do trabalho

A Segurança do Trabalho pode ser entendida como um conjunto de normas e medidas adequadas
para proteger o trabalhador em seu ambiente de trabalho, visando evitar e/ou minimizar os acidentes de
trabalho e as doenças ocupacionais, resguardando assim a integridade física e mental do trabalhador,
preservando-o dos riscos inerente às tarefas do cargo e do ambiente físico onde são executadas.
Inicialmente a Segurança do Trabalho é implementada através da conscientização de empregadores
e empregados com relação aos seus direitos e deveres e, posteriormente ela é aplicada através do
desenvolvimento de políticas de orientação, prevenção, segurança, fiscalização e análise de riscos.
No Brasil, os assuntos relacionados à Segurança do Trabalho são regulamentados por diversos atos
normativos, ou seja, não há uma norma específica que trata da matéria. Assim as principais normas que
tratam da matéria estão previstas na Constituição Federal, na CLT, nas Normas Regulamentadoras e nas
Convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Importante salientar que as normas legais que tratam da saúde e da segurança dos trabalhadores são
de ordem pública, logo, são normas de indisponibilidade absoluta, não cabendo, portanto, flexibilização
para redução de direitos.

Vejamos algumas disposições constitucionais que tratam da saúde e da segurança do trabalhador:


CF - Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de
sua condição social:
XXII - redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e segurança;

CF - Art. 200 - Ao sistema único de saúde compete, além de outras atribuições, nos termos da lei:
(...)
II - executar as ações de vigilância sanitária e epidemiológica, bem como as de saúde do trabalhador;
(...)
VIII - colaborar na proteção do meio ambiente, nele compreendido o do trabalho.

94
1563314 E-book gerado especialmente para LEANDRO ALVES DA SILVA
Já na CLT, a matéria é regulamentada no Título II - Das Normas Gerais de Tutela do Trabalho -
Capítulo V – Da Segurança e da Medicina do Trabalho (artigos 154 a 201)
O mencionado Capítulo passou a ser denominado “Segurança e Medicina do Trabalho” apenas após
a promulgação da Lei nº. 6.514/77, sendo que anteriormente já havia sido denominado “Higiene e
Segurança do Trabalho” e “Segurança e Higiene do Trabalho”.
O uso do termo Higiene restringia a matéria apenas quanto à conservação da saúde do trabalhador,
já o termo Medicina é mais abrangente pois aborda não só o aspecto de preservação da saúde do
trabalhador, como também engloba medidas técnicas, médicas e psicológicas para prevenir ou eliminar
as condições inseguras do ambiente.

Normas Regulamentadoras
O artigo 200 da CLT estabeleceu que compete ao Ministério do Trabalho estabelecer disposições
complementares às normas previstas no Capítulo V da CLT, relativas à segurança e medicina do trabalho.
Dessa forma, em 08 de junho de 1978, o Ministério do Trabalho aprovou a Portaria nº 3.214, que
regulamentou as Normas Regulamentadoras (NRs) pertinentes à Segurança e Medicina do Trabalho.
As NRs servem como base para que os empregadores tornem o ambiente de trabalho mais saudável
e seguro. Tratam-se, portanto, de orientações, direcionamentos e procedimentos imprescindíveis, de
observância obrigatória pelas empresas privadas e públicas e pelos órgãos públicos da administração
direta e indireta, bem como pelos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário, que possuam empregados
regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho - CLT.
Atualmente existem 36 Normas Regulamentadoras, conhecidas também como NRs, que tem como
objetivo20:
- Preservar a saúde e a integridade dos trabalhadores;
- Delinear procedimentos e estratégias de prevenção de acidentes na construção civil por meio de
adoção de ações de impacto individual e coletivo;
- Fomentar a adoção de uma política de segurança no trabalho dentro das organizações;
- Coibir a realização de atividades em condições precárias ou que exponham a saúde do trabalhador
a riscos;
- Regulamentar uma legislação referente à segurança no trabalho.

As NRs de um modo geral tratam de temas diversos que vão desde a prevenção de riscos ambientais
até a práticas de segurança para o trabalho em altura, buscando abranger as principais atuações
empresariais existentes no país.
O descumprimento das Normas Regulamentadoras, bem como das disposições legais que tratam da
segurança e medicina no trabalho, pode causar inúmeros prejuízos tanto para o empregado, quanto para
o empregado, que poderá sofrer as penalidades previstas na legislação pertinente.

Convenções da OIT
A Organização Internacional do Trabalho (OIT) é a agência das Nações Unidas que tem por missão
promover oportunidades para que homens e mulheres possam ter acesso a um trabalho decente e
produtivo, em condições de liberdade, equidade, segurança e dignidade.
Para a OIT, o trabalho decente é condição essencial para superação da pobreza, para redução das
desigualdades sociais, para garantia da governabilidade democrática e para o desenvolvimento
sustentável.
Foi fundada em 1919 para perseguir uma visão baseada na premissa de que a paz universal duradoura
pode ser estabelecida somente se for baseada na justiça social. Com o mandato de regular o trabalho
mundialmente, tornou-se a primeira agência especializada da ONU em 194621.
O Brasil está entre os membros fundadores da OIT e participa da Conferência Internacional do
Trabalho desde sua primeira reunião. Nosso país se compromete a cumprir o disposto nas convenções
da OIT quando as ratifica por meio de aprovação do Congresso Nacional.
A OIT possui uma representação no Brasil desde a década de 1950, com programas e atividades que
refletem os objetivos da Organização ao longo de sua história.
Além da promoção permanente das normas internacionais do trabalho, do emprego, da melhoria das
condições de trabalho e da ampliação da proteção social, a atuação da OIT no Brasil se caracteriza pelo
apoio ao esforço nacional de promoção do trabalho decente, que envolve temas como o combate ao

20
https://www.sienge.com.br/blog/consequencias-nrs-normas-de-seguranca/
21
http://ois.sebrae.com.br/comunidades/oit-organizacao-internacional-do-trabalho/

95
1563314 E-book gerado especialmente para LEANDRO ALVES DA SILVA
trabalho forçado, ao trabalho infantil e ao tráfico de pessoas, assim como a promoção do trabalho decente
para jovens e migrantes e da igualdade de oportunidades e tratamento, entre outros22.

Algumas Convenções ratificadas pelo Brasil:

- Convenção: 115 - Proteção contra radiações.


- Convenção: 127 - Peso máximo (transporte manual de carga).
- Convenção: 136 - Proteção contra os riscos de intoxicação ocupacional pelo benzeno.
- Convenção: 139 - Prevenção e controle de riscos profissionais causados por substâncias ou agentes
cancerígenos.
- Convenção: 148 - Contaminação do ar, ruído e vibrações.
- Convenção: 152 - Segurança e higiene nos trabalhos portuários.
- Convenção: 155 - Segurança e saúde dos trabalhadores.
- Convenção: 161 - Serviços de saúde do trabalho.
- Convenção: 167 -Sobre a Segurança e Saúde na Construção
- Convenção: 170 - Segurança na utilização de produtos químicos no trabalho.
- Convenção: 171 - Trabalho Noturno
- Convenção: 174 - Prevenção de acidentes industriais maiores (Anexo: Recomendação nº 181 sobre
a prevenção de acidentes maiores).
- Convenção: 176 - Sobre segurança e saúde nas minas
- Convenção: 182 - Sobre Proibição das Piores Formas de Trabalho Infantil e Ação Imediata para sua
Eliminação
- Convenção: 189 - Convenção e Recomendação sobre Trabalho Decente para as Trabalhadoras e
os Trabalhadores Domésticos.

Fundamentos da Segurança do Trabalho

A preocupação com a saúde do trabalhador passou a ser discutida principalmente com o advento da
Revolução Industrial, quando em razão dos novos processos industriais e da modernização das
máquinas, começaram a surgir doenças e acidentes decorrentes do trabalho.
A partir desse momento surgiu então a necessidade de elaboração de normas que protegessem o
trabalhador e o ambiente de trabalho em seus mais diversos aspetos. Começa então a surgir legislações
que buscavam garantir condições mínimas de trabalho para os empregados e que deveriam ser
observadas pelos empregadores, sob pena de sanções.
Atualmente, a busca por melhores condições de segurança no trabalho é meta fundamental em
diferentes países que lutam para diminuir os índices de acidentes de trabalho e as moléstias profissionais.
No Brasil, o legislador mostrou-se consciente das modificações tecnológicas e das consequências na
saúde do trabalhador, tanto que editou a Lei nº 6.514, de 22/12/77, que deu nova redação aos artigos
154 a 201 da CLT, tendo sido completada pela Portaria nº 3.214/78, que dispôs, entre outras coisas,
sobre serviço especializado em segurança e medicina do trabalho, equipamento de proteção individual,
atividades e operações insalubres e perigosas, etc.
Vale ressaltar, que o ambiente de trabalho se caracteriza por condições físicas e materiais e por
condições psicológicas e sociais de trabalho. Por outro lado, os aspectos ambientais também podem
afetar o bem-estar físico, a saúde e integridade física das pessoas, por esta razão também precisam ter
condições adequadas.
Não se admite mais que vidas humanas sejam sacrificadas pela simples necessidade de aumentar a
produção de uma empresa ou para melhorá-la. É preciso ter em conta que a primeira condição que o
patrão está obrigado a cumprir é de assegurar que os trabalhadores se desenvolvam em um ambiente
moral e rodeados da segurança e higiene próprias da condição de que se revestem.

Normas legais básicas

As normas legais básicas referentes à Segurança do Trabalho são estabelecidas pela Consolidação
das Leis Trabalhistas – CLT com nova redação decorrente da Lei 6514/77.
Referem-se aos órgãos aos quais incumbe velar:
. Pela Segurança e Medicina do Trabalho (Artigos 155 a 159 da CLT);
. À inspeção prévia, embargo ou interdição de estabelecimento (Artigo 160 CLT);

22
https://www.ilo.org/brasilia/conheca-a-oit/oit-no-brasil/lang--pt/index.htm

96
1563314 E-book gerado especialmente para LEANDRO ALVES DA SILVA
. Aos órgãos de segurança e medicina na empresa (Artigos 162 a 165 CLT);
. Ao equipamento de proteção individual (Artigos 166 e 167 CLT);
. Às medidas preventivas de medicina do trabalho (Artigos 168 e 169 CLT);
. Às edificações (Artigos 170 a 174 CLT);
. À iluminação (Artigo 175 CLT);
. Ao conforto térmico (Artigos 176 a 178 CLT);
. Às instalações elétricas (Artigos 179 e 181 CLT);
. Ao movimento, armazenagem e manuseio de materiais (Artigos 182 e 183 CLT);
. Às máquinas e equipamentos (Artigos 184 a 186 CLT);
. Às caldeiras, fornos e recipientes sob pressão (Artigos 187 e 188 CLT);
. Às atividades insalubres ou perigosas (Artigos 189 a 197 CLT);
. À prevenção da fadiga (Artigos 198 e 199 CLT);
. Aos critérios para normas complementares a serem baixadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego
(Artigo 200 CLT);
. Às penalidades aplicáveis ao empregador pelo descumprimento das determinações (Artigo 201 CLT).

Seguem os dispositivos da CLT que tratam da matéria:

TÍTULO II
DAS NORMAS GERAIS DE TUTELA DO TRABALHO

CAPÍTULO V
DA SEGURANÇA E DA MEDICINA DO TRABALHO
SEÇÃO I
DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 154 - A observância, em todos os locais de trabalho, do disposto neste Capitulo, não desobriga as
empresas do cumprimento de outras disposições que, com relação à matéria, sejam incluídas em códigos
de obras ou regulamentos sanitários dos Estados ou Municípios em que se situem os respectivos
estabelecimentos, bem como daquelas oriundas de convenções coletivas de trabalho.

Art. 155 - Incumbe ao órgão de âmbito nacional competente em matéria de segurança e medicina do
trabalho:
I - estabelecer, nos limites de sua competência, normas sobre a aplicação dos preceitos deste Capítulo,
especialmente os referidos no art. 200;
II - coordenar, orientar, controlar e supervisionar a fiscalização e as demais atividades relacionadas
com a segurança e a medicina do trabalho em todo o território nacional, inclusive a Campanha Nacional
de Prevenção de Acidentes do Trabalho;
III - conhecer, em última instância, dos recursos, voluntários ou de ofício, das decisões proferidas pelos
Delegados Regionais do Trabalho, em matéria de segurança e medicina do trabalho.

Art. 156 - Compete especialmente às Delegacias Regionais do Trabalho, nos limites de sua
jurisdição:
I - promover a fiscalização do cumprimento das normas de segurança e medicina do
trabalho;
II - adotar as medidas que se tornem exigíveis, em virtude das disposições deste Capítulo,
determinando as obras e reparos que, em qualquer local de trabalho, se façam necessárias;
III - impor as penalidades cabíveis por descumprimento das normas constantes deste Capítulo, nos
termos do art. 201.

Art. 157 - Cabe às empresas:


I - cumprir e fazer cumprir as normas de segurança e medicina do trabalho;
II - instruir os empregados, através de ordens de serviço, quanto às precauções a tomar no sentido de
evitar acidentes do trabalho ou doenças ocupacionais;
III - adotar as medidas que lhes sejam determinadas pelo órgão regional competente;
IV - facilitar o exercício da fiscalização pela autoridade competente.

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1563314 E-book gerado especialmente para LEANDRO ALVES DA SILVA
Art. 158 - Cabe aos empregados:
I - observar as normas de segurança e medicina do trabalho, inclusive as instruções de que trata o
item II do artigo anterior;
Il - colaborar com a empresa na aplicação dos dispositivos deste Capítulo.
Parágrafo único - Constitui ato faltoso do empregado a recusa injustificada:
a) à observância das instruções expedidas pelo empregador na forma do item II do artigo
anterior;
b) ao uso dos equipamentos de proteção individual fornecidos pela empresa.

Art. 159 - Mediante convênio autorizado pelo Ministro do Trabalho, poderão ser delegadas a outros
órgãos federais, estaduais ou municipais atribuições de fiscalização ou orientação às empresas quanto
ao cumprimento das disposições constantes deste Capítulo.

SEÇÃO II
DA INSPEÇÃO PRÉVIA E DO EMBARGO OU INTERDIÇÃO

Art. 160 - Nenhum estabelecimento poderá iniciar suas atividades sem prévia inspeção e aprovação
das respectivas instalações pela autoridade regional competente em matéria de segurança e medicina do
trabalho.
§ 1º - Nova inspeção deverá ser feita quando ocorrer modificação substancial nas instalações, inclusive
equipamentos, que a empresa fica obrigada a comunicar, prontamente, à Delegacia Regional do
Trabalho.
§ 2º - É facultado às empresas solicitar prévia aprovação, pela Delegacia Regional do Trabalho, dos
projetos de construção e respectivas instalações.

Art. 161 - O Delegado Regional do Trabalho, à vista do laudo técnico do serviço competente que
demonstre grave e iminente risco para o trabalhador, poderá interditar estabelecimento, setor de serviço,
máquina ou equipamento, ou embargar obra, indicando na decisão, tomada com a brevidade que a
ocorrência exigir, as providências que deverão ser adotadas para prevenção de infortúnios de
trabalho.
§ 1º - As autoridades federais, estaduais e municipais darão imediato apoio às medidas determinadas
pelo Delegado Regional do Trabalho.
§ 2º - A interdição ou embargo poderão ser requeridos pelo serviço competente da Delegacia Regional
do Trabalho e, ainda, por agente da inspeção do trabalho ou por entidade sindical.
§ 3º - Da decisão do Delegado Regional do Trabalho poderão os interessados recorrer, no prazo de
10 (dez) dias, para o órgão de âmbito nacional competente em matéria de segurança e medicina do
trabalho, ao qual será facultado dar efeito suspensivo ao recurso.
§ 4º - Responderá por desobediência, além das medidas penais cabíveis, quem, após determinada a
interdição ou embargo, ordenar ou permitir o funcionamento do estabelecimento ou de um dos seus
setores, a utilização de máquina ou equipamento, ou o prosseguimento de obra, se, em conseqüência,
resultarem danos a terceiros.
§ 5º - O Delegado Regional do Trabalho, independente de recurso, e após laudo técnico do serviço
competente, poderá levantar a interdição.
§ 6º - Durante a paralisação dos serviços, em decorrência da interdição ou embargo, os empregados
receberão os salários como se estivessem em efetivo exercício.

SEÇÃO III
DOS ÓRGÃOS DE SEGURANÇA E DE MEDICINA DO TRABALHO NAS EMPRESAS

Art. 162 - As empresas, de acordo com normas a serem expedidas pelo Ministério do Trabalho, estarão
obrigadas a manter serviços especializados em segurança e em medicina do trabalho.
Parágrafo único - As normas a que se refere este artigo estabelecerão:
a) classificação das empresas segundo o número de empregados e a natureza do risco de suas
atividades;
b) o numero mínimo de profissionais especializados exigido de cada empresa, segundo o grupo em
que se classifique, na forma da alínea anterior;
c) a qualificação exigida para os profissionais em questão e o seu regime de trabalho;
d) as demais características e atribuições dos serviços especializados em segurança e em medicina
do trabalho, nas empresas.

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1563314 E-book gerado especialmente para LEANDRO ALVES DA SILVA
Art. 163 - Será obrigatória a constituição de Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA), de
conformidade com instruções expedidas pelo Ministério do Trabalho, nos estabelecimentos ou locais de
obra nelas especificadas.
Parágrafo único - O Ministério do Trabalho regulamentará as atribuições, a composição e o
funcionamento das CIPA (s).

Art. 164 - Cada CIPA será composta de representantes da empresa e dos empregados, de acordo
com os critérios que vierem a ser adotados na regulamentação de que trata o parágrafo único do artigo
anterior.
§ 1º - Os representantes dos empregadores, titulares e suplentes, serão por eles
designados.
§ 2º - Os representantes dos empregados, titulares e suplentes, serão eleitos em escrutínio secreto,
do qual participem, independentemente de filiação sindical, exclusivamente os empregados
interessados.
§ 3º - O mandato dos membros eleitos da CIPA terá a duração de 1 (um) ano, permitida uma
reeleição.
§ 4º - O disposto no parágrafo anterior não se aplicará ao membro suplente que, durante o seu
mandato, tenha participado de menos da metade do número de reuniões da CIPA.
§ 5º - O empregador designará, anualmente, dentre os seus representantes, o Presidente da CIPA e
os empregados elegerão, dentre eles, o Vice-Presidente.

Art. 165 - Os titulares da representação dos empregados nas CIPA (s) não poderão sofrer despedida
arbitrária, entendendo-se como tal a que não se fundar em motivo disciplinar, técnico, econômico ou
financeiro.
Parágrafo único - Ocorrendo a despedida, caberá ao empregador, em caso de reclamação à Justiça
do Trabalho, comprovar a existência de qualquer dos motivos mencionados neste artigo, sob pena de ser
condenado a reintegrar o empregado.
SEÇÃO IV
DO EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL

Art. 166 - A empresa é obrigada a fornecer aos empregados, gratuitamente, equipamento de proteção
individual adequado ao risco e em perfeito estado de conservação e funcionamento, sempre que as
medidas de ordem geral não ofereçam completa proteção contra os riscos de acidentes e danos à saúde
dos empregados.

Art. 167 - O equipamento de proteção só poderá ser posto à venda ou utilizado com a indicação do
Certificado de Aprovação do Ministério do Trabalho.

SEÇÃO V
DAS MEDIDAS PREVENTIVAS DE MEDICINA DO TRABALHO

Art. 168 - Será obrigatório exame médico, por conta do empregador, nas condições estabelecidas
neste artigo e nas instruções complementares a serem expedidas pelo Ministério do
Trabalho:
I - a admissão;
II - na demissão;
III - periodicamente.
§ 1º - O Ministério do Trabalho baixará instruções relativas aos casos em que serão exigíveis
exames:
a) por ocasião da demissão;
b) complementares.
§ 2º - Outros exames complementares poderão ser exigidos, a critério médico, para apuração da
capacidade ou aptidão física e mental do empregado para a função que deva exercer.
§ 3º - O Ministério do Trabalho estabelecerá, de acordo com o risco da atividade e o tempo de
exposição, a periodicidade dos exames médicos.
§ 4º - O empregador manterá, no estabelecimento, o material necessário à prestação de primeiros
socorros médicos, de acordo com o risco da atividade.
§ 5º - O resultado dos exames médicos, inclusive o exame complementar, será comunicado ao
trabalhador, observados os preceitos da ética médica.

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1563314 E-book gerado especialmente para LEANDRO ALVES DA SILVA
§ 6o Serão exigidos exames toxicológicos, previamente à admissão e por ocasião do desligamento,
quando se tratar de motorista profissional, assegurados o direito à contraprova em caso de resultado
positivo e a confidencialidade dos resultados dos respectivos exames.(Incluído pela Lei nº 13.103, de
2015) (Vigência)
§ 7o Para os fins do disposto no § 6o, será obrigatório exame toxicológico com janela de detecção
mínima de 90 (noventa) dias, específico para substâncias psicoativas que causem dependência ou,
comprovadamente, comprometam a capacidade de direção, podendo ser utilizado para essa finalidade o
exame toxicológico previsto na Lei no 9.503, de 23 de setembro de 1997 - Código de Trânsito Brasileiro,
desde que realizado nos últimos 60 (sessenta) dias.(Incluído pela Lei nº 13.103, de 2015)

Art. 169 - Será obrigatória a notificação das doenças profissionais e das produzidas em virtude de
condições especiais de trabalho, comprovadas ou objeto de suspeita, de conformidade com as instruções
expedidas pelo Ministério do Trabalho.

SEÇÃO VI
DAS EDIFICAÇÕES

Art. 170 - As edificações deverão obedecer aos requisitos técnicos que garantam perfeita segurança
aos que nelas trabalhem.

Art. 171 - Os locais de trabalho deverão ter, no mínimo, 3 (três) metros de pé-direito, assim considerada
a altura livre do piso ao teto.
Parágrafo único - Poderá ser reduzido esse mínimo desde que atendidas as condições de iluminação
e conforto térmico compatíveis com a natureza do trabalho, sujeitando-se tal redução ao controle do órgão
competente em matéria de segurança e medicina do trabalho.

Art. 172 - 0s pisos dos locais de trabalho não deverão apresentar saliências nem depressões que
prejudiquem a circulação de pessoas ou a movimentação de materiais.

Art. 173 - As aberturas nos pisos e paredes serão protegidas de forma que impeçam a queda de
pessoas ou de objetos.

Art. 174 - As paredes, escadas, rampas de acesso, passarelas, pisos, corredores, coberturas e
passagens dos locais de trabalho deverão obedecer às condições de segurança e de higiene do trabalho
estabelecidas pelo Ministério do Trabalho e manter-se em perfeito estado de conservação e
limpeza.
SEÇÃO VII
DA ILUMINAÇÃO

Art. 175 - Em todos os locais de trabalho deverá haver iluminação adequada, natural ou artificial,
apropriada à natureza da atividade.
§ 1º - A iluminação deverá ser uniformemente distribuída, geral e difusa, a fim de evitar ofuscamento,
reflexos incômodos, sombras e contrastes excessivos.
§ 2º - O Ministério do Trabalho estabelecerá os níveis mínimos de iluminamento a serem
observados.

SEÇÃO VIII
DO CONFORTO TÉRMICO

Art. 176 - Os locais de trabalho deverão ter ventilação natural, compatível com o serviço
realizado.
Parágrafo único - A ventilação artificial será obrigatória sempre que a natural não preencha as
condições de conforto térmico.

Art.177 - Se as condições de ambiente se tornarem desconfortáveis, em virtude de instalações


geradoras de frio ou de calor, será obrigatório o uso de vestimenta adequada para o trabalho em tais
condições ou de capelas, anteparos, paredes duplas, isolamento térmico e recursos similares, de forma
que os empregados fiquem protegidos contra as radiações térmicas.

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1563314 E-book gerado especialmente para LEANDRO ALVES DA SILVA
Art.178 - As condições de conforto térmico dos locais de trabalho devem ser mantidas dentro dos
limites fixados pelo Ministério do Trabalho.
SEÇÃO IX
DAS INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

Art. 179 - O Ministério do Trabalho disporá sobre as condições de segurança e as medidas especiais
a serem observadas relativamente a instalações elétricas, em qualquer das fases de produção,
transmissão, distribuição ou consumo de energia.

Art. 180 - Somente profissional qualificado poderá instalar, operar, inspecionar ou reparar instalações
elétricas.

Art.181 - Os que trabalharem em serviços de eletricidade ou instalações elétricas devem estar


familiarizados com os métodos de socorro a acidentados por choque elétrico.

SEÇÃO X
DA MOVIMENTAÇÃO, ARMAZENAGEM E MANUSEIO DE MATERIAIS

Art.182 - O Ministério do Trabalho estabelecerá normas sobre:


I - as precauções de segurança na movimentação de materiais nos locais de trabalho, os equipamentos
a serem obrigatoriamente utilizados e as condições especiais a que estão sujeitas a operação e a
manutenção desses equipamentos, inclusive exigências de pessoal habilitado;
II - as exigências similares relativas ao manuseio e à armazenagem de materiais, inclusive quanto às
condições de segurança e higiene relativas aos recipientes e locais de armazenagem e os equipamentos
de proteção individual;
III - a obrigatoriedade de indicação de carga máxima permitida nos equipamentos de transporte, dos
avisos de proibição de fumar e de advertência quanto à natureza perigosa ou nociva à saúde das
substâncias em movimentação ou em depósito, bem como das recomendações de primeiros socorros e
de atendimento médico e símbolo de perigo, segundo padronização internacional, nos rótulos dos
materiais ou substâncias armazenados ou transportados.
Parágrafo único - As disposições relativas ao transporte de materiais aplicam-se, também, no que
couber, ao transporte de pessoas nos locais de trabalho.

Art.183 - As pessoas que trabalharem na movimentação de materiais deverão estar familiarizados com
os métodos raciocinais de levantamento de cargas.

SEÇÃO XI
DAS MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS

Art.184 - As máquinas e os equipamentos deverão ser dotados de dispositivos de partida e parada e


outros que se fizerem necessários para a prevenção de acidentes do trabalho, especialmente quanto ao
risco de acionamento acidental.
Parágrafo único - É proibida a fabricação, a importação, a venda, a locação e o uso de máquinas e
equipamentos que não atendam ao disposto neste artigo.

Art. 185 - Os reparos, limpeza e ajustes somente poderão ser executados com as máquinas paradas,
salvo se o movimento for indispensável à realização do ajuste.

Art. 186 - O Ministério do Trabalho estabelecerá normas adicionais sobre proteção e medidas de
segurança na operação de máquinas e equipamentos, especialmente quanto à proteção das partes
móveis, distância entre estas, vias de acesso às máquinas e equipamentos de grandes dimensões,
emprego de ferramentas, sua adequação e medidas de proteção exigidas quando motorizadas ou
elétricas.
SEÇÃO XII
DAS CALDEIRAS, FORNOS E RECIPIENTES SOB PRESSÃO

Art. 187 - As caldeiras, equipamentos e recipientes em geral que operam sob pressão deverão dispor
de válvula e outros dispositivos de segurança, que evitem seja ultrapassada a pressão interna de trabalho
compatível com a sua resistência.

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1563314 E-book gerado especialmente para LEANDRO ALVES DA SILVA
Parágrafo único - O Ministério do Trabalho expedirá normas complementares quanto à segurança das
caldeiras, fornos e recipientes sob pressão, especialmente quanto ao revestimento interno, à localização,
à ventilação dos locais e outros meios de eliminação de gases ou vapores prejudiciais à saúde, e demais
instalações ou equipamentos necessários à execução segura das tarefas de cada empregado.

Art. 188 - As caldeiras serão periodicamente submetidas a inspeções de segurança, por engenheiro
ou empresa especializada, inscritos no Ministério do Trabalho, de conformidade com as instruções que,
para esse fim, forem expedidas.
§ 1º - Toda caldeira será acompanhada de "Prontuário", com documentação original do fabricante,
abrangendo, no mínimo: especificação técnica, desenhos, detalhes, provas e testes realizados durante a
fabricação e a montagem, características funcionais e a pressão máxima de trabalho permitida (PMTP),
esta última indicada, em local visível, na própria caldeira.
§ 2º - O proprietário da caldeira deverá organizar, manter atualizado e apresentar, quando exigido pela
autoridade competente, o Registro de Segurança, no qual serão anotadas, sistematicamente, as
indicações das provas efetuadas, inspeções, reparos e quaisquer outras ocorrências.
§ 3º - Os projetos de instalação de caldeiras, fornos e recipientes sob pressão deverão ser submetidos
à aprovação prévia do órgão regional competente em matéria de segurança do trabalho.

SEÇÃO XIII
DAS ATIVIDADES INSALUBRES OU PERIGOSAS

Art. 189 - Serão consideradas atividades ou operações insalubres aquelas que, por sua natureza,
condições ou métodos de trabalho, exponham os empregados a agentes nocivos à saúde, acima dos
limites de tolerância fixados em razão da natureza e da intensidade do agente e do tempo de exposição
aos seus efeitos.

Art. 190 - O Ministério do Trabalho aprovará o quadro das atividades e operações insalubres e adotará
normas sobre os critérios de caracterização da insalubridade, os limites de tolerância aos agentes
agressivos, meios de proteção e o tempo máximo de exposição do empregado a esses
agentes.
Parágrafo único - As normas referidas neste artigo incluirão medidas de proteção do organismo do
trabalhador nas operações que produzem aerodispersóides tóxicos, irritantes, alérgicos ou incômodos.

Art. 191 - A eliminação ou a neutralização da insalubridade ocorrerá:


I - com a adoção de medidas que conservem o ambiente de trabalho dentro dos limites de
tolerância;
II - com a utilização de equipamentos de proteção individual ao trabalhador, que diminuam a
intensidade do agente agressivo a limites de tolerância.
Parágrafo único - Caberá às Delegacias Regionais do Trabalho, comprovada a insalubridade, notificar
as empresas, estipulando prazos para sua eliminação ou neutralização, na forma deste artigo.

Art. 192 - O exercício de trabalho em condições insalubres, acima dos limites de tolerância
estabelecidos pelo Ministério do Trabalho, assegura a percepção de adicional respectivamente de 40%
(quarenta por cento), 20% (vinte por cento) e 10% (dez por cento) do salário-mínimo da região, segundo
se classifiquem nos graus máximo, médio e mínimo.

Art. 193. São consideradas atividades ou operações perigosas, na forma da regulamentação aprovada
pelo Ministério do Trabalho e Emprego, aquelas que, por sua natureza ou métodos de trabalho, impliquem
risco acentuado em virtude de exposição permanente do trabalhador a: (Redação dada pela Lei nº 12.740,
de 2012)
I - inflamáveis, explosivos ou energia elétrica;
II - roubos ou outras espécies de violência física nas atividades profissionais de segurança pessoal ou
patrimonial.
§ 1º - O trabalho em condições de periculosidade assegura ao empregado um adicional de 30% (trinta
por cento) sobre o salário sem os acréscimos resultantes de gratificações, prêmios ou participações nos
lucros da empresa.
§ 2º - O empregado poderá optar pelo adicional de insalubridade que porventura lhe seja
devido.

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1563314 E-book gerado especialmente para LEANDRO ALVES DA SILVA
§ 3º Serão descontados ou compensados do adicional outros da mesma natureza eventualmente já
concedidos ao vigilante por meio de acordo coletivo.
§ 4o São também consideradas perigosas as atividades de trabalhador em motocicleta. (Incluído pela
Lei nº 12.997, de 2014)

Art.194 - O direito do empregado ao adicional de insalubridade ou de periculosidade cessará com a


eliminação do risco à sua saúde ou integridade física, nos termos desta Seção e das normas expedidas
pelo Ministério do Trabalho.

Art.195 - A caracterização e a classificação da insalubridade e da periculosidade, segundo as normas


do Ministério do Trabalho, far-se-ão através de perícia a cargo de Médico do Trabalho ou Engenheiro do
Trabalho, registrados no Ministério do Trabalho.
§ 1º - É facultado às empresas e aos sindicatos das categorias profissionais interessadas requererem
ao Ministério do Trabalho a realização de perícia em estabelecimento ou setor deste, com o objetivo de
caracterizar e classificar ou delimitar as atividades insalubres ou perigosas.
§ 2º - Arguida em juízo insalubridade ou periculosidade, seja por empregado, seja por Sindicato em
favor de grupo de associado, o juiz designará perito habilitado na forma deste artigo, e, onde não houver,
requisitará perícia ao órgão competente do Ministério do Trabalho.
§ 3º - O disposto nos parágrafos anteriores não prejudica a ação fiscalizadora do Ministério do
Trabalho, nem a realização ex officio da perícia.

Art. 196 - Os efeitos pecuniários decorrentes do trabalho em condições de insalubridade ou


periculosidade serão devidos a contar da data da inclusão da respectiva atividade nos quadros aprovados
pelo Ministro do Trabalho, respeitadas as normas do artigo 11.

Art. 197 - Os materiais e substâncias empregados, manipulados ou transportados nos locais de


trabalho, quando perigosos ou nocivos à saúde, devem conter, no rótulo, sua composição,
recomendações de socorro imediato e o símbolo de perigo correspondente, segundo a padronização
internacional.
Parágrafo único - Os estabelecimentos que mantenham as atividades previstas neste artigo afixarão,
nos setores de trabalho atingidas, avisos ou cartazes, com advertência quanto aos materiais e
substâncias perigosos ou nocivos à saúde.

SEÇÃO XIV
DA PREVENÇÃO DA FADIGA

Art. 198 - É de 60 kg (sessenta quilogramas) o peso máximo que um empregado pode remover
individualmente, ressalvadas as disposições especiais relativas ao trabalho do menor e da
mulher.
Parágrafo único - Não está compreendida na proibição deste artigo a remoção de material feita por
impulsão ou tração de vagonetes sobre trilhos, carros de mão ou quaisquer outros aparelhos mecânicos,
podendo o Ministério do Trabalho, em tais casos, fixar limites diversos, que evitem sejam exigidos do
empregado serviços superiores às suas forças.

Art. 199 - Será obrigatória a colocação de assentos que assegurem postura correta ao trabalhador,
capazes de evitar posições incômodas ou forçadas, sempre que a execução da tarefa exija que trabalhe
sentado.
Parágrafo único - Quando o trabalho deva ser executado de pé, os empregados terão à sua disposição
assentos para serem utilizados nas pausas que o serviço permitir.

SEÇÃO XV
DAS OUTRAS MEDIDAS ESPECIAIS DE PROTEÇÃO

Art. 200 - Cabe ao Ministério do Trabalho estabelecer disposições complementares às normas de que
trata este Capítulo, tendo em vista as peculiaridades de cada atividade ou setor de trabalho,
especialmente sobre:
I - medidas de prevenção de acidentes e os equipamentos de proteção individual em obras de
construção, demolição ou reparos;

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1563314 E-book gerado especialmente para LEANDRO ALVES DA SILVA
II - depósitos, armazenagem e manuseio de combustíveis, inflamáveis e explosivos, bem como trânsito
e permanência nas áreas respectivas;
III - trabalho em escavações, túneis, galerias, minas e pedreiras, sobretudo quanto à prevenção de
explosões, incêndios, desmoronamentos e soterramentos, eliminação de poeiras, gases, etc. e facilidades
de rápida saída dos empregados;
IV - proteção contra incêndio em geral e as medidas preventivas adequadas, com exigências ao
especial revestimento de portas e paredes, construção de paredes contra-fogo, diques e outros
anteparos, assim como garantia geral de fácil circulação, corredores de acesso e saídas amplas e
protegidas, com suficiente sinalização;
V - proteção contra insolação, calor, frio, umidade e ventos, sobretudo no trabalho a céu aberto, com
provisão, quanto a este, de água potável, alojamento profilaxia de endemias;
VI - proteção do trabalhador exposto a substâncias químicas nocivas, radiações ionizantes e não
ionizantes, ruídos, vibrações e trepidações ou pressões anormais ao ambiente de trabalho, com
especificação das medidas cabíveis para eliminação ou atenuação desses efeitos limites máximos quanto
ao tempo de exposição, à intensidade da ação ou de seus efeitos sobre o organismo do trabalhador,
exames médicos obrigatórios, limites de idade controle permanente dos locais de trabalho e das demais
exigências que se façam necessárias;
VII - higiene nos locais de trabalho, com discriminação das exigências, instalações sanitárias, com
separação de sexos, chuveiros, lavatórios, vestiários e armários individuais, refeitórios ou condições de
conforto por ocasião das refeições, fornecimento de água potável, condições de limpeza dos locais de
trabalho e modo de sua execução, tratamento de resíduos industriais;
VIII - emprego das cores nos locais de trabalho, inclusive nas sinalizações de perigo.
Parágrafo único - Tratando-se de radiações ionizantes e explosivos, as normas a que se referem este
artigo serão expedidas de acordo com as resoluções a respeito adotadas pelo órgão técnico.

SEÇÃO XVI
DAS PENALIDADES

Art.201 - As infrações ao disposto neste Capítulo relativas à medicina do trabalho serão punidas com
multa de 3 (três) a 30 (trinta) vezes o valor de referência previsto no artigo 2º, parágrafo único, da Lei nº
6.205, de 29 de abril de 1975, e as concernentes à segurança do trabalho com multa de 5 (cinco) a 50
(cinquenta) vezes o mesmo valor.
Parágrafo único - Em caso de reincidência, embaraço ou resistência à fiscalização, emprego de artifício
ou simulação com o objetivo de fraudar a lei, a multa será aplicada em seu valor máximo

Acidente de Trabalho

A Lei 8.213/91, que trata dos Planos de Benefícios da Previdência Social, conceitua acidente do
trabalho como sendo o acidente que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa, provocando
lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte ou a perda ou redução, permanente ou
temporária, da capacidade para o trabalho, vejamos:
.
Lei nº. 8.213/91
Art. 19. Acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço de empresa ou de
empregador doméstico ou pelo exercício do trabalho dos segurados referidos no inciso VII do art. 11 desta
Lei, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte ou a perda ou redução,
permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho.

Segundo o Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho23 desenvolvido e mantido pelo


Ministério Público do Trabalho em cooperação com a Organização Internacional do Trabalho (OIT) foram
registrados cerca de 3.879.755 de acidentes de trabalho, entre 2012 e 2017, sendo que dentre eles,
21,03% resultaram em cortes e lacerações, 17,50% em fratura, 15,74% em contusão ou esmagamento,
1,12% em amputação ou enucleação e por fim, 14.412 mortes foram notificadas no mesmo período.
Ainda de acordo com a Lei nº. 8.213/91, também são consideradas como acidente de trabalho, as
doenças profissionais (aquelas produzidas ou desencadeadas pelo exercício do trabalho peculiar a
determinada atividade e constante da respectiva relação elaborada pelo Ministério do Trabalho e da
Previdência Social) e as doenças do trabalho (aquelas adquiridas ou desencadeadas em função de

23
https://observatoriosst.mpt.mp.br/

104
1563314 E-book gerado especialmente para LEANDRO ALVES DA SILVA
condições especiais em que o trabalho é realizado e com ele se relacione diretamente, constante da
relação elaborada pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social).
Sob todos os aspectos em que possam ser analisados, os acidentes e doenças decorrentes do trabalho
apresentam fatores extremamente negativos para a empresa, para o trabalhador acidentado e para a
sociedade.
As altas taxas de acidentes e doenças registradas pelas estatísticas oficiais expõem os elevados
custos e prejuízos humanos, sociais e econômicos que custam muito para o País, considerando apenas
os dados do trabalho formal.
O somatório das perdas, muitas delas irreparáveis, é avaliado e determinado levando-se em
consideração os danos causados à integridade física e mental do trabalhador, os prejuízos da empresa
e os demais custos resultantes para a sociedade.24

Classificação dos acidentes de trabalho

1. Acidente sem afastamento. Após o acidente, o empregado continua trabalhando e sem qualquer
sequela ou prejuízo considerável. Esse tipo de acidente não provoca o afastamento do trabalho e nem é
considerado nos cálculos dos coeficientes de frequência (CF) e de gravidade (CG), embora deva ser
investigado e anotado em relatório, além de exposto nas estatísticas mensais.

2. Acidente com afastamento. É o acidente que provocado o afastamento do empregado do trabalho.


Pode ser classificado em:
a) Incapacidade temporária. Provoca a perda temporária da capacidade para o trabalho e as
sequelas se prolongam por um período menor do que um ano. No retorno ao trabalho, o empregado
assume sua função sem qualquer redução da sua capacidade de trabalho.
b) Incapacidade parcial permanente. Provoca a redução parcial e permanente para o trabalho e as
sequelas se prolongam por período maior do que um ano. E geralmente motivada por:
- Perda de qualquer membro ou parte do mesmo.
- Redução da função de qualquer membro ou parte do mesmo.
- Perda da visão ou redução funcional de um olho.
- Perda da audição ou redução funcional de um ouvido.
- Quaisquer outras lesões orgânicas, perturbações funcionais ou psíquicas que resultem, na opinião
do médico, em redução de menos de três quartos da capacidade de trabalho.
c) Incapacidade permanente total. Provoca a perda total, em caráter permanente, da capacidade de
trabalho. E geralmente motivada por:
- Perda da visão de ambos os olhos.
- Perda da visão de um olho com redução em mais da metade da visão do outro.
- Perda anatômica ou impotência funcional de mais de um membro de suas partes essenciais (mão ou
pé).
- Perda da visão de um olho, simultânea a perda anatômica ou impotência funcional de uma das mãos
ou de um pé.
- Perda da audição de ambos os ouvidos ou, ainda, redução em mais da metade de sua função.
- Quaisquer outras lesões orgânicas, perturbações funcionais ou psíquicas permanentes que
ocasionem, sob opinião médica, a perda de três quartos ou mais da capacidade para o trabalho.
d) Morte: O acidente provoca a morte do empregado.

Causas dos acidentes no trabalho

Em todo acidente no trabalho estão presentes os seguintes elementos:

a. Agente. É definido como o objeto ou substância (a máquina, o local, o equipamento que poderiam
ser adequadamente protegidos) diretamente relacionado com a lesão, como a prensa, a mesa, o martelo,
a banheira etc.
b. A parte do agente. É a parte do agente que está diretamente associada ou relacionada com a
lesão, como o volante, o pé da mesa, o cabo do martelo, o piso da banheira etc.
c. A condição insegura. É a condição física ou mecânica existente no local, na máquina, no
equipamento ou na instalação (que poderia ter sido protegida ou corrigida), e que leva a ocorrência do
acidente, como o piso escorregadio, oleoso, molhado, com saliência ou buraco, máquina desprovida de

24
http://www.mdic.gov.br/arquivos/dwnl_1227209981.pdf.

105
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proteção ou com polias ou partes móveis desprotegidas, instalação elétrica com fios descascados,
motores sem fio terra, iluminação deficiente ou inadequada.
d. O tipo de acidente. É a forma ou o modo de contato entre o agente do acidente e o acidentado, ou
ainda, o resultado desse contato como as batidas, tombos, escorregões, choques etc.
e. O ato inseguro. E a violação de procedimento aceito como seguro, ou seja, deixar de usar
equipamento de proteção individual, distrair-se ou conversar durante o serviço, fumar em área proibida,
lubrificar ou limpar máquina ligada ou em movimento.
f. O fator pessoal de insegurança. É qualquer característica, deficiência ou alteração mental,
psíquica ou física - acidental ou permanente -, que permite o ato inseguro. São problemas como visão
defeituosa, audição deficiente, fadiga ou intoxicação, descuido, desatenção, problemas particulares,
desconhecimento das normas e regras de segurança.

Causas básicas de acidentes no local de trabalho: condições inseguras e atos inseguros.

- Condições inseguras: Constituem as principais causas dos acidentes no trabalho. Incluem fatores
como:
- Equipamento sem proteção.
- Equipamento defeituoso.
- Procedimentos arriscados em máquinas ou equipamentos.
- Armazenamento inseguro, congestionado ou sobrecarregado.
- Iluminação deficiente ou imprópria.
- Ventilação imprópria, mudança insuficiente de ar ou fonte de ar impuro.
- Temperatura elevada ou baixa no local de trabalho.
- Condições físicas ou mecânicas inseguras que constituem zonas de perigo.
As providencias nestes casos são eliminar ou minimizar as condições inseguras.
Outros fatores acidentais relacionados com o trabalho e que são considerados condições inseguras
são: o cargo em si, a programação de trabalho prolongado e o clima psicológico do local de trabalho.

- Atos inseguros. Eliminar apenas as condições inseguras é insuficiente, pois as pessoas também
causam acidentes. Os atos inseguros dos funcionários são:
- Carregar materiais pesados de maneira inadequada.
- Trabalhar em velocidades inseguras - muito rápidas ou lentas.
- Utilizar esquemas de segurança que não funcionam.
- Usar equipamento inseguro ou usá-lo inadequadamente.
- Não usar procedimentos seguros. Assumir posições inseguras.
- Subir escadas ou degraus depressa.
- Distrair, negligenciar, brincar, arriscar, correr, pular, saltar, abusar etc.

Traços de personalidade que predispõem a acidentes


Algumas pesquisas tentaram identificar os traços de personalidade que distinguem os funcionários que
são predispostos a provocar acidentes daqueles que não são. O interessante é que uma pequena
porcentagem de trabalhadores (algo como 20%) são responsáveis por uma alta porcentagem de
acidentes (algo em torno de 70%).
Isso lembra a curva de Pareto. A pesquisa não conseguiu definir quais os traços comuns que
predispõem as pessoas a acidentes. Ou seja, não há consenso de que a predisposição aos acidentes
seja universal, pois uma pessoa predisposta a acidente em um tipo de trabalho pode não sê-lo em outra
atividade.
A predisposição parece ser, portanto, situacional. Os traços de personalidade (como instabilidade
emocional ou pouca resistência a frustração) podem distinguir os empregados predispostos a acidentes
em atividades que envolvam riscos. Falta de habilidade motora pode predispor a acidentes, mas somente
quando a atividade exija coordenação motora.
A visão está relacionada com a frequência de acidentes em muitos cargos. Motoristas de taxi, de
ônibus intermunicipais e operadores de máquinas que tem acuidade e habilidade visual apresentam
menos injúrias do que aqueles que não têm. Os acidentes são mais frequentes na faixa etária entre 17 e
28 anos, declinando até encontrar valores mínimos entre 60 e 70 anos.
Contudo, diferentes padrões são encontrados em diferentes cargos, onde o fator idade torna-se
importante. Quando as habilidades perceptivas são equivalentes as habilidades motoras, o empregado é
geralmente mais seguro.

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Mas quando o nível perceptivo é mais baixo do que o nível motor, o empregado cada vez mais se
predispõe a acidentes na medida em que a diferença aumenta. Um trabalhador que reage mais
rapidamente do que consegue perceber tende a ter mais acidentes.

Prevenção de Acidentes de Trabalho

A principal forma de prevenção de acidentes de trabalho é sem dúvida o investimento em segurança


do trabalho, aliado a um trabalho de prevenção entre empregados e empregadores.

Nesse sentido, dentre as principais medidas de prevenção podemos mencionar:


- Utilização dos Equipamentos de Proteção;
- Ambientes e equipamentos devidamente sinalizados;
-Capacitação e treinamento dos funcionários sobre uso correto dos equipamentos e maquinários e
ainda sobre o uso dos equipamentos de segurança;
- Os funcionários devem ser comunicados sobre as condições de trabalho, sobre os riscos ambientais
presentes no ambiente de trabalho e sobre as formas de se minimizar os riscos de acidentes;
- Instalação da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA);
- Atenção e concentração no exercício da atividade;
- Elaboração de Plano de Prevenção de Acidentes.

Vistorias e Inspeções de Segurança25


Com o objetivo de detectar os riscos e os perigos de acidente de trabalho, necessário a realização
constante de inspeções de segurança, que buscam colocar em prática medidas de controle quanto aos
itens que estão fora das conformidades de segurança e qualidade nos setores laborais do ambiente de
trabalho.
As inspeções de segurança passam a atuar no sentido de “evitar e/ou eliminar” que possíveis riscos
possam ocasionar acidentes de trabalho e doenças ocupacionais. Ou seja, a inspeção no local de trabalho
é um dos procedimentos mais importantes de antecipação das intempéries em relação à segurança e
Medicina do Trabalho.
Por isso, é fundamental que profissionais responsáveis pelas inspeções adotem procedimentos que
levem a identificar riscos de baixo, médio e grande porte e que poderão ser causas de acidentes.
As inspeções e vistorias podem ser:
- Gerais: aquelas realizadas em todos os setores da empresa em intervalos regulares.
- De Rotina: aquelas realizadas de forma frequente e buscam constatar a existência de problemas ou
erros comuns nos equipamentos de proteção, maquinários e na forma como as atividades estão sendo
desenvolvidas.
- Oficial: aquela realizada pelos Órgãos oficiais/governamentais do trabalho ou empresas de seguro.
- Periódicas: aquelas realizadas em determinados períodos de tempo, visando detectar condições
inseguras, que naturalmente surgem pelo desgaste de peças, uso de ferramentas, depreciação de
máquinas e equipamentos.
- Especiais: aquelas que necessitam de profissionais especializados para ser realizada. Em geral
trata-se de uma inspeção/vistoria mais técnica e minuciosa, com aparelhos especializado para a
realização de medições e testes. Ex. Inspeção para medição de ruído ambiental ou para medição de
partículas tóxicas no ar.

Eliminação das condições inseguras.


As condições inseguras do ambiente de trabalho são aquelas que expõem o trabalhador a riscos e
perigos, devido a falhas, defeitos, irregularidades ou até mesmo devido à falta de dispositivos de
segurança apropriados. Exemplo: acessos perigosos; excesso de ruídos; instalações elétricas indevidas;
Deficiência de máquinas e ferramentas; falta de proteção em máquinas e equipamentos, dentre outras.
Nesse sentido, além das medidas básicas de prevenção, outras providências podem ser adotadas na
prevenção dos acidentes de trabalho, como por exemplo a eliminação das condições inseguras, que
podem ser realizadas através de:
- Mapeamento de áreas de risco: trata-se de uma avaliação constante e permanente das condições
ambientais que podem provocar acidentes dentro da empresa. Um mutirão de esforços dos gerentes,
funcionários e especialistas de RH, no sentido de mapear e localizar as possíveis áreas de perigo
potencial, sugestões e ações no sentido de neutralizar ou minimizar tais condições.

25
https://www.checklistfacil.com/blog/entenda-o-que-sao-as-inspecoes-de-seguranca-e-os-principais-tipos/

107
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- Analise profunda dos acidentes: todo relatório de acidente, com e sem afastamento do trabalho,
deve ser submetido a uma profunda analise para descobrir possíveis causas, como condições ou atos
inseguros. A partir daí a indicação de providências no sentido de eliminar essas causas para prevenir
novos e futuros acidentes.
- Apoio irrestrito da alta administração: todo programa bem-sucedido de prevenção de acidentes
repousa no compromisso da alta direção. Esse compromisso é importante para ressaltar a importância
que a alta direção coloca no programa de profilaxia contra acidentes na empresa.

Redução dos atos inseguros.


Os atos inseguros são todos os comportamentos irregulares, que podem expor o trabalhador a riscos
de acidentes, como por exemplo, a não utilização de Equipamentos de Proteção Individual; falta de
capacitação para a manipulação de máquinas e veículos; realização de brincadeiras perigosas e
improviso de equipamentos.
Como medidas para se reduzir os atos inseguros podemos citar:
- Comunicação interna: a propaganda e cartazes sobre segurança no trabalho podem ajudar a reduzir
atos inseguros. Um estudo mostra que o comportamento seguro teve um aumento de 20%. Contudo, os
cartazes não substituem os programas compreensivos de segurança, mas podem ser combinados com
eles e com outras técnicas como a treinamento, para reduzir condições e atos inseguros.
- Treinamento: o treinamento de segurança reduz acidentes, principalmente quando envolve novos
empregados, no senti do de instruí-los em práticas e procedimentos para evitar potenciais riscos e
trabalhar desenvolvendo suas predisposições em relação à segurança no trabalho.
- Reforço positivo: os programas de segurança baseados no reforço positivo podem melhorar a
segurança no trabalho. Objetivos de redução de acidentes devem ser formulados em conjunto com os
funcionários e com ampla divulgação e comunicação dos resultados. Muitas empresas adotam a lema
zero de acidentes e passam a ostentar cartazes com o número de dias sem acidentes.
Contribuem para a redução de acidentes: reuniões periódicas com grupos de empregados para
discussão de casos e exemplos, encorajando para que façam distinção entre comportamentos certos e
errados em situações de perigo, além de demonstração de gráficos de frequência e localização de
acidentes, bem como uma listagem de regras de segurança pessoal (o que fazer e o que não fazer em
situações de risco).

Comissão Interna de Prevenção de Acidentes - CIPA

De acordo com o Artigo 163 da CLT, é obrigatória a constituição de Comissão Interna de Prevenção
de Acidentes (CIPA). A CIPA é regulamentada pela Norma Regulamentadora (NR) nº 05 do Ministério do
Trabalho e Emprego – MTE.
A CIPA tem por objetivo observar e relatar as condições de risco nos ambientes de trabalho e solicitar
as medidas para reduzir até eliminar os riscos existentes e/ou neutralizá-los, discutindo os acidentes
corridos e solicitando medidas que os previnam, assim como orientando os trabalhadores quanto a sua
prevenção.
Sua composição engloba representantes das empresas e dos empregados. Os representantes do
empregador, titulares e suplentes, serão por ele designados, anualmente, entre os quais o presidente da
CIPA. Já os representantes dos empregados, titulares e suplentes, serão eleitos em escrutínio secreto
pelos interessados, independentemente de serem sindicalizados, entre os quais estará o vice-presidente
da CIPA.
Em geral, a CIPA é instituída em estabelecimentos que possuam mais de vinte empregados, variando
o número de participantes conforme o número de empregados e o grau de risco das atividades
executadas.
O mandato dos membros eleitos da CIPA é de um ano, permitida uma reeleição, sendo que os
representantes titulares do empregador não poderão ser reconduzidos por mais de dois mandatos
consecutivos.
A respectiva Comissão deverá ser registrada no órgão regional do Ministério do Trabalho até 10 dias
depois da eleição, devendo suas atas ser registradas em livro próprio.
A eleição para o novo mandato da CIPA deverá ser convocada pelo empregador, com prazo mínimo
de 45 dias antes do término do mandato e realizada com antecedência mínima de 30 dias de seu término.
O membro titular perderá o mandato e será substituído pelo suplente quando faltar a mais de quatro
reuniões ordinárias sem justificativa.

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Nos termos da NR nº. 05, as empresas deverão promover o treinamento para os membros da CIPA,
(titulares e suplentes) antes da posse ou no caso do primeiro mandato, realizar no prazo máximo de 30
(trinta) dias, contados a partir da data de posse.
Tratando-se de empreiteiras ou de empresas prestadoras de serviços, considera-se estabelecimento
o local em que seus empregados estiverem exercendo suas atividades.
A CIPA não poderá ter seu número de representantes reduzido, nem ser desativada ates do término
do mandato de seus membros, ainda que haja redução do número de empregados da empresa ou
reclassificação de risco, salvo em caso de encerramento da atividade do estabelecimento (Artigo 5º da
Portaria nº SSST nº 9/96).
O Artigo 165 da CLT estabelece ainda, que os membros titulares dos representantes dos empregados
nas CIPAS não poderão sofrer despedida arbitrária, entendendo-se como tal a que não se fundar em
motivo disciplinar, técnico, econômico ou financeiro.
Nesse sentido ainda, a NR-05 estabelece que é vedada a dispensa arbitrária ou sem justa causa do
empregado eleito para cargo de direção de Comissões Internas de Prevenção de Acidentes desde o
registro de sua candidatura até um ano após o final de seu mandato.

Semana Interna de Prevenção de Acidentes no Trabalho (SIPAT)


Trata-se de uma semana de eventos voltada à prevenção e conscientização dos colaboradores de
uma empresa, a respeito de temas ligados à saúde e segurança no trabalho, promovendo a prevenção
de acidentes, prevenção e orientação em saúde e conscientização em geral.
Nesta semana são abordados assuntos pertinentes à segurança e saúde no trabalho e qualidade de
vida através de palestras, intervenções, atividades lúdicas (como por exemplo gincanas), mutirões de
avaliação médica, atividades envolvendo exercícios físicos (ginástica laboral), entre outros.
A SIPAT é uma das atribuições da Comissões Internas de Prevenção de Acidentes (CIPA), prevista
na NR-5, e deve ser realizada anualmente em conjunto com o SESMT (Serviço Especializado em
Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho), onde houver.

Vejamos os dispositivos da NR-5, que trata da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA):

NR 5 - COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES


DO OBJETIVO26

5.1 A Comissão Interna de Prevenção de Acidentes - CIPA - tem como objetivo a prevenção de
acidentes e doenças decorrentes do trabalho, de modo a tornar compatível permanentemente o trabalho
com a preservação da vida e a promoção da saúde do trabalhador.

DA CONSTITUIÇÃO

5.2 Devem constituir CIPA, por estabelecimento, e mantê-la em regular funcionamento as empresas
privadas, públicas, sociedades de economia mista, órgãos da administração direta e indireta, instituições
beneficentes, associações recreativas, cooperativas, bem como outras instituições que admitam
trabalhadores como empregados.

5.3 As disposições contidas nesta NR aplicam-se, no que couber, aos trabalhadores avulsos e às
entidades que lhes tomem serviços, observadas as disposições estabelecidas em Normas
Regulamentadoras de setores econômicos específicos.

5.4 (Revogado pela Portaria SIT n.º 247, de 12 de julho de 2011)

5.5 As empresas instaladas em centro comercial ou industrial estabelecerão, através de membros de


CIPA ou designados, mecanismos de integração com objetivo de promover o desenvolvimento de ações
de prevenção de acidentes e doenças decorrentes do ambiente e instalações de uso coletivo, podendo
contar com a participação da administração do mesmo.

26
Disponível em: http://trabalho.gov.br/images/Documentos/SST/NR/NR5.pdf - acesso em 11.04.2019.

109
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DA ORGANIZAÇÃO

5.6 A CIPA será composta de representantes do empregador e dos empregados, de acordo com o
dimensionamento previsto no Quadro I desta NR, ressalvadas as alterações disciplinadas em atos
normativos para setores econômicos específicos.

5.6.1 Os representantes dos empregadores, titulares e suplentes, serão por eles designados.

5.6.2 Os representantes dos empregados, titulares e suplentes, serão eleitos em escrutínio secreto,
do qual participem, independentemente de filiação sindical, exclusivamente os empregados interessados.

5.6.3 O número de membros titulares e suplentes da CIPA, considerando a ordem decrescente de


votos recebidos, observará o dimensionamento previsto no Quadro I desta NR, ressalvadas as alterações
disciplinadas em atos normativos de setores econômicos específicos.

5.6.4 Quando o estabelecimento não se enquadrar no Quadro I, a empresa designará um responsável


pelo cumprimento dos objetivos desta NR, podendo ser adotados mecanismos de participação dos
empregados, através de negociação coletiva.

5.7 O mandato dos membros eleitos da CIPA terá a duração de um ano, permitida uma reeleição.

5.8 É vedada a dispensa arbitrária ou sem justa causa do empregado eleito para cargo de direção de
Comissões Internas de Prevenção de Acidentes desde o registro de sua candidatura até um ano após o
final de seu mandato.

5.9 Serão garantidas aos membros da CIPA condições que não descaracterizem suas atividades
normais na empresa, sendo vedada a transferência para outro estabelecimento sem a sua anuência,
ressalvado o disposto nos parágrafos primeiro e segundo do artigo 469, da CLT.

5.10 O empregador deverá garantir que seus indicados tenham a representação necessária para a
discussão e encaminhamento das soluções de questões de segurança e saúde no trabalho analisadas
na CIPA.
5.11 O empregador designará entre seus representantes o Presidente da CIPA, e os representantes
dos empregados escolherão entre os titulares o vice-presidente.

5.12 Os membros da CIPA, eleitos e designados serão, empossados no primeiro dia útil após o término
do mandato anterior.

5.13 Será indicado, de comum acordo com os membros da CIPA, um secretário e seu substituto, entre
os componentes ou não da comissão, sendo neste caso necessária a concordância do empregador.

5.14 A documentação referente ao processo eleitoral da CIPA, incluindo as atas de eleição e de posse
e o calendário anual das reuniões ordinárias, deve ficar no estabelecimento à disposição da fiscalização
do Ministério do Trabalho e Emprego. (Alterado pela Portaria SIT n.º 247, de 12 de julho de 2011)

5.14.1 A documentação indicada no item 5.14 deve ser encaminhada ao Sindicato dos Trabalhadores
da categoria, quando solicitada. (Inserido pela Portaria SIT n.º 247, de 12 de julho de 2011)

5.14.2 O empregador deve fornecer cópias das atas de eleição e posse aos membros titulares e
suplentes da CIPA, mediante recibo. (Inserido pela Portaria SIT n.º 247, de 12 de julho de 2011)

5.15 A CIPA não poderá ter seu número de representantes reduzido, bem como não poderá ser
desativada pelo empregador, antes do término do mandato de seus membros, ainda que haja redução do
número de empregados da empresa, exceto no caso de encerramento das atividades do estabelecimento.
(Alterado pela Portaria SIT n.º 247, de 12 de julho de 2011)

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DAS ATRIBUIÇÕES

5.16 A CIPA terá por atribuição:


a) identificar os riscos do processo de trabalho, e elaborar o mapa de riscos, com a participação do
maior número de trabalhadores, com assessoria do SESMT, onde houver;
b) elaborar plano de trabalho que possibilite a ação preventiva na solução de problemas de segurança
e saúde no trabalho;
c) participar da implementação e do controle da qualidade das medidas de prevenção necessárias,
bem como da avaliação das prioridades de ação nos locais de trabalho;
d) realizar, periodicamente, verificações nos ambientes e condições de trabalho visando a identificação
de situações que venham a trazer riscos para a segurança e saúde dos trabalhadores;
e) realizar, a cada reunião, avaliação do cumprimento das metas fixadas em seu plano de trabalho e
discutir as situações de risco que foram identificadas;
f) divulgar aos trabalhadores informações relativas à segurança e saúde no trabalho;
g) participar, com o SESMT, onde houver, das discussões promovidas pelo empregador, para avaliar
os impactos de alterações no ambiente e processo de trabalho relacionados à segurança e saúde dos
trabalhadores;
h) requerer ao SESMT, quando houver, ou ao empregador, a paralisação de máquina ou setor onde
considere haver risco grave e iminente à segurança e saúde dos trabalhadores;
i) colaborar no desenvolvimento e implementação do PCMSO e PPRA e de outros programas
relacionados à segurança e saúde no trabalho;
j) divulgar e promover o cumprimento das Normas Regulamentadoras, bem como cláusulas de acordos
e convenções coletivas de trabalho, relativas à segurança e saúde no trabalho;
l) participar, em conjunto com o SESMT, onde houver, ou com o empregador, da análise das causas
das doenças e acidentes de trabalho e propor medidas de solução dos problemas identificados;
m) requisitar ao empregador e analisar as informações sobre questões que tenham interferido na
segurança e saúde dos trabalhadores;
n) requisitar à empresa as cópias das CAT emitidas;
o) promover, anualmente, em conjunto com o SESMT, onde houver, a Semana Interna de Prevenção
de Acidentes do Trabalho – SIPAT;
p) participar, anualmente, em conjunto com a empresa, de Campanhas de Prevenção da AIDS.

5.17 Cabe ao empregador proporcionar aos membros da CIPA os meios necessários ao desempenho
de suas atribuições, garantindo tempo suficiente para a realização das tarefas constantes do plano de
trabalho.

5.18 Cabe aos empregados:


a) participar da eleição de seus representantes;
b) colaborar com a gestão da CIPA;
c) indicar à CIPA, ao SESMT e ao empregador situações de riscos e apresentar sugestões para
melhoria das condições de trabalho;
d) observar e aplicar no ambiente de trabalho as recomendações quanto à prevenção de acidentes e
doenças decorrentes do trabalho.

5.19 Cabe ao Presidente da CIPA:


a) convocar os membros para as reuniões da CIPA;
b) coordenar as reuniões da CIPA, encaminhando ao empregador e ao SESMT, quando houver, as
decisões da comissão;
c) manter o empregador informado sobre os trabalhos da CIPA;
d) coordenar e supervisionar as atividades de secretaria;
e) delegar atribuições ao Vice-Presidente.

5.20 Cabe ao Vice-Presidente:


a) executar atribuições que lhe forem delegadas;
b) substituir o Presidente nos seus impedimentos eventuais ou nos seus afastamentos temporários;

5.21 O Presidente e o Vice-Presidente da CIPA, em conjunto, terão as seguintes atribuições:


a) cuidar para que a CIPA disponha de condições necessárias para o desenvolvimento de seus
trabalhos;

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b) coordenar e supervisionar as atividades da CIPA, zelando para que os objetivos propostos sejam
alcançados;
c) delegar atribuições aos membros da CIPA;
d) promover o relacionamento da CIPA com o SESMT, quando houver;
e) divulgar as decisões da CIPA a todos os trabalhadores do estabelecimento;
f) encaminhar os pedidos de reconsideração das decisões da CIPA;
g) constituir a comissão eleitoral.

5.22 O Secretário da CIPA terá por atribuição:


a) acompanhar as reuniões da CIPA e redigir as atas apresentando-as para aprovação e assinatura
dos membros presentes;
b) preparar as correspondências; e
c) outras que lhe forem conferidas.

DO FUNCIONAMENTO

5.23 A CIPA terá reuniões ordinárias mensais, de acordo com o calendário preestabelecido.

5.24 As reuniões ordinárias da CIPA serão realizadas durante o expediente normal da empresa e em
local apropriado.

5.25 As reuniões da CIPA terão atas assinadas pelos presentes com encaminhamento de cópias para
todos os membros.

5.26 As atas devem ficar no estabelecimento à disposição da fiscalização do Ministério do Trabalho e


Emprego. (Alterado pela Portaria SIT n.º 247, de 12 de julho de 2011)
5.27 Reuniões extraordinárias deverão ser realizadas quando:
a) houver denúncia de situação de risco grave e iminente que determine aplicação de medidas
corretivas de emergência;
b) ocorrer acidente do trabalho grave ou fatal;
c) houver solicitação expressa de uma das representações.

5.28 As decisões da CIPA serão preferencialmente por consenso.

5.28.1 Não havendo consenso, e frustradas as tentativas de negociação direta ou com mediação, será
instalado processo de votação, registrando-se a ocorrência na ata da reunião.

5.29 Das decisões da CIPA caberá pedido de reconsideração, mediante requerimento justificado.

5.29.1 O pedido de reconsideração será apresentado à CIPA até a próxima reunião ordinária, quando
será analisado, devendo o Presidente e o Vice-Presidente efetivar os encaminhamentos necessários.

5.30 O membro titular perderá o mandato, sendo substituído por suplente, quando faltar a mais de
quatro reuniões ordinárias sem justificativa.

5.31 A vacância definitiva de cargo, ocorrida durante o mandato, será suprida por suplente, obedecida
a ordem de colocação decrescente que consta na ata de eleição, devendo os motivos ser registrados em
ata de reunião.
(Alterado pela Portaria SIT n.º 247, de 12 de julho de 2011)

5.31.1 No caso de afastamento definitivo do presidente, o empregador indicará o substituto, em dois


dias úteis, preferencialmente entre os membros da CIPA.

5.31.2 No caso de afastamento definitivo do vice-presidente, os membros titulares da representação


dos empregados, escolherão o substituto, entre seus titulares, em dois dias úteis.

5.31.3 Caso não existam suplentes para ocupar o cargo vago, o empregador deve realizar eleição
extraordinária, cumprindo todas as exigências estabelecidas para o processo eleitoral, exceto quanto aos
prazos, que devem ser reduzidos pela metade. (Inserido pela Portaria SIT n.º 247, de 12 de julho de 2011)

112
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5.31.3.1 O mandato do membro eleito em processo eleitoral extraordinário deve ser compatibilizado
com o mandato dos demais membros da Comissão. (Inserido pela Portaria SIT n.º 247, de 12 de julho de
2011)

5.31.3.2 O treinamento de membro eleito em processo extraordinário deve ser realizado no prazo
máximo de trinta dias, contados a partir da data da posse. (Inserido pela Portaria SIT n.º 247, de 12 de
julho de 2011)

DO TREINAMENTO

5.32 A empresa deverá promover treinamento para os membros da CIPA, titulares e suplentes, antes
da posse.

5.32.1 O treinamento de CIPA em primeiro mandato será realizado no prazo máximo de trinta dias,
contados a partir da data da posse.

5.32.2 As empresas que não se enquadrem no Quadro I, promoverão anualmente treinamento para o
designado responsável pelo cumprimento do objetivo desta NR.

5.33 O treinamento para a CIPA deverá contemplar, no mínimo, os seguintes itens:


a) estudo do ambiente, das condições de trabalho, bem como dos riscos originados do processo
produtivo;
b) metodologia de investigação e análise de acidentes e doenças do trabalho;
c) noções sobre acidentes e doenças do trabalho decorrentes de exposição aos riscos existentes na
empresa;
d) noções sobre a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida – AIDS, e medidas de prevenção;
e) noções sobre as legislações trabalhista e previdenciária relativas à segurança e saúde no trabalho;
f) princípios gerais de higiene do trabalho e de medidas de controle dos riscos;
g) organização da CIPA e outros assuntos necessários ao exercício das atribuições da Comissão.

5.34 O treinamento terá carga horária de vinte horas, distribuídas em no máximo oito horas diárias e
será realizado durante o expediente normal da empresa.

5.35 O treinamento poderá ser ministrado pelo SESMT da empresa, entidade patronal, entidade de
trabalhadores ou por profissional que possua conhecimentos sobre os temas ministrados.

5.36 A CIPA será ouvida sobre o treinamento a ser realizado, inclusive quanto à entidade ou
profissional que o ministrará, constando sua manifestação em ata, cabendo à empresa escolher a
entidade ou profissional que ministrará o treinamento.

5.37 Quando comprovada a não observância ao disposto nos itens relacionados ao treinamento, a
unidade descentralizada do Ministério do Trabalho e Emprego, determinará a complementação ou a
realização de outro, que será efetuado no prazo máximo de trinta dias, contados da data de ciência da
empresa sobre a decisão.

DO PROCESSO ELEITORAL

5.38 Compete ao empregador convocar eleições para escolha dos representantes dos empregados na
CIPA, no prazo mínimo de 60 (sessenta) dias antes do término do mandato em curso.

5.38.1 A empresa estabelecerá mecanismos para comunicar o início do processo eleitoral ao sindicato
da categoria profissional.

5.39 O Presidente e o Vice Presidente da CIPA constituirão dentre seus membros, no prazo mínimo
de 55 (cinquenta e cinco) dias antes do término do mandato em curso, a Comissão Eleitoral – CE, que
será a responsável pela organização e acompanhamento do processo eleitoral.

5.39.1 Nos estabelecimentos onde não houver CIPA, a Comissão Eleitoral será constituída pela
empresa.

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5.40 O processo eleitoral observará as seguintes condições:
a) publicação e divulgação de edital, em locais de fácil acesso e visualização, no prazo mínimo de 45
(quarenta e cinco) dias antes do término do mandato em curso;
b) inscrição e eleição individual, sendo que o período mínimo para inscrição será de quinze dias;
c) liberdade de inscrição para todos os empregados do estabelecimento, independentemente de
setores ou locais de trabalho, com fornecimento de comprovante;
d) garantia de emprego para todos os inscritos até a eleição;
e) realização da eleição no prazo mínimo de 30 (trinta) dias antes do término do mandato da CIPA,
quando houver;
f) realização de eleição em dia normal de trabalho, respeitando os horários de turnos e em horário que
possibilite a participação da maioria dos empregados.
g) voto secreto;
h) apuração dos votos, em horário normal de trabalho, com acompanhamento de representante do
empregador e dos empregados, em número a ser definido pela comissão eleitoral;
i) faculdade de eleição por meios eletrônicos;
j) guarda, pelo empregador, de todos os documentos relativos à eleição, por um período mínimo de
cinco anos.

5.41 Havendo participação inferior a cinquenta por cento dos empregados na votação, não haverá a
apuração dos votos e a comissão eleitoral deverá organizar outra votação, que ocorrerá no prazo máximo
de dez dias.

5.42 As denúncias sobre o processo eleitoral deverão ser protocolizadas na unidade descentralizada
do MTE, até trinta dias após a data da posse dos novos membros da CIPA.

5.42.1 Compete a unidade descentralizada do Ministério do Trabalho e Emprego, confirmadas


irregularidades no processo eleitoral, determinar a sua correção ou proceder a anulação quando for o
caso.

5.42.2 Em caso de anulação a empresa convocará nova eleição no prazo de cinco dias, a contar da
data de ciência, garantidas as inscrições anteriores.

5.42.3 Quando a anulação se der antes da posse dos membros da CIPA, ficará assegurada a
prorrogação do mandato anterior, quando houver, até a complementação do processo eleitoral.

5.43 Assumirão a condição de membros titulares e suplentes, os candidatos mais votados.

5.44 Em caso de empate, assumirá aquele que tiver maior tempo de serviço no estabelecimento.

5.45 Os candidatos votados e não eleitos serão relacionados na ata de eleição e apuração, em ordem
decrescente de votos, possibilitando nomeação posterior, em caso de vacância de suplentes.

DAS CONTRATANTES E CONTRATADAS

5.46 Quando se tratar de empreiteiras ou empresas prestadoras de serviços, considera-se


estabelecimento, para fins de aplicação desta NR, o local em que seus empregados estiverem exercendo
suas atividades.

5.47 Sempre que duas ou mais empresas atuarem em um mesmo estabelecimento, a CIPA ou
designado da empresa contratante deverá, em conjunto com as das contratadas ou com os designados,
definir mecanismos de integração e de participação de todos os trabalhadores em relação às decisões
das CIPA existentes no estabelecimento.

5.48 A contratante e as contratadas, que atuem num mesmo estabelecimento, deverão implementar,
de forma integrada, medidas de prevenção de acidentes e doenças do trabalho, decorrentes da presente
NR, de forma a garantir o mesmo nível de proteção em matéria de segurança e saúde a todos os
trabalhadores do estabelecimento.

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5.49 A empresa contratante adotará medidas necessárias para que as empresas contratadas, suas
CIPA, os designados e os demais trabalhadores lotados naquele estabelecimento recebam as
informações sobre os riscos presentes nos ambientes de trabalho, bem como sobre as medidas de
proteção adequadas.

5.50 A empresa contratante adotará as providências necessárias para acompanhar o cumprimento


pelas empresas contratadas que atuam no seu estabelecimento, das medidas de segurança e saúde no
trabalho.

DISPOSIÇÕES FINAIS
5.52 (Revogado pela Portaria SIT n.º 247, de 12 de julho de 2011)

Quadros
Disponíveis em: http://trabalho.gov.br/images/Documentos/SST/NR/NR5.pdf

Questões

01. (UFPEL - Assistente Administrativo - INSTITUTO AOCP) O setor responsável pela prevenção
de acidentes de trabalho é caracterizado pela SIGLA:
(A) LTCAT.
(B) CIPA.
(C) PPP.
(D) PPRA.
(E) PCMSO.

02. (TRT/9R - Analista Judiciário - FCC) Segundo as normas de segurança e medicina do trabalho,
(A) são consideradas atividades ou operações perigosas, na forma da regulamentação aprovada pelo
Ministério do Trabalho e Emprego, aquelas que, por sua natureza, métodos de trabalho e tempo de
exposição, impliquem risco acentuado à vida do empregado.
(B) é devido adicional de periculosidade ao empregado exposto a roubos ou outras espécies de
violência física nas atividades profissionais de segurança pessoal ou patrimonial, não sendo permitido
desconto ou compensação de outros adicionais já concedidos ao vigilante por meio e acordo coletivo.
(C) os materiais e substâncias empregados, manipulados ou transportados nos locais de trabalho,
quando perigosos ou nocivos à saúde, devem ser acondicionados em embalagem lacrada, feita de
material próprio, de acordo com a padronização internacional.
(D) os representantes dos empregados na CIPA, titulares e suplentes, serão eleitos em escrutínio
secreto, do qual participem exclusivamente os empregados sindicalizados.
(E) o trabalho em condições de periculosidade assegura ao empregado um adicional de 30% sobre o
salário, sem os acréscimos resultantes de gratificações, prêmios ou participações nos lucros da empresa.

03. (EBSERH – Técnico em Segurança do Trabalho – CESPE/2018) Considerando os conceitos, as


causas e consequências dos acidentes de trabalho e das doenças ocupacionais e profissionais, bem
como da psicologia do trabalho, julgue o item que se segue.

Legalmente, acidente do trabalho se configura como o acidente que ocorre no exercício do trabalho a
serviço da empresa, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause perda ou redução da
capacidade de trabalho, temporária ou permanente, ou ainda a morte.
( ) Certo ( ) Errado

04. (SESAU/RO – Técnico – FUNRIO/2017) A Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA)


tem como objetivo a prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho. De acordo com a NR5,
esta comissão deve ser composta por:
(A) representantes do empregador, somente.
(B) representantes dos empregados, somente.
(C) representantes do empregador, dos empregados e dos profissionais de saúde.
(D) representantes do empregador, dos empregados e dos usuários do SUS.
(E) representantes do empregador e dos empregados, somente.

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05. (EBSERH – Enfermeiro - Saúde do Trabalhador – IBFC/2017) Sobre a Comissão Interna de
Prevenção de Acidentes (CIPA), assinale a alternativa correta.
(A) Cabe ao presidente coordenar e supervisionar as atividades de secretaria
(B) As reuniões ordinárias da CIPA serão realizadas fora do expediente normal da empresa e em local
apropriado
(C) Reuniões extraordinárias somente poderão ser realizadas quando ocorrer acidente do trabalho,
grave ou fatal
(D) Cabe ao vice-presidente convocar os membros para as reuniões da CIPA
(E) Cabe ao presidente acompanhar as reuniões da CIPA e redigir as atas, apresentando-as para
aprovação e assinatura dos membros presentes

Gabarito

01.B / 02.E / 03.Certo / 04.E / 05.A

Comentários

01. Resposta: B
A Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA tem como objetivo a prevenção de acidentes
e doenças decorrentes do trabalho.

02. Resposta: E
Art. 193, § 1º, CLT - O trabalho em condições de periculosidade assegura ao empregado um adicional
de 30% (trinta por cento) sobre o salário sem os acréscimos resultantes de gratificações, prêmios ou
participações nos lucros da empresa.

03. Resposta: Certo


Lei nº. 8.213/91 (Planos de Benefícios da Previdência Social)
Art. 19. Acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço de empresa ou de
empregador doméstico ou pelo exercício do trabalho dos segurados referidos no inciso VII do art. 11 desta
Lei, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte ou a perda ou redução,
permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho.

04. Resposta: E
NR-5
5.6 A CIPA será composta de representantes do empregador e dos empregados, de acordo com o
dimensionamento previsto no Quadro I desta NR, ressalvadas as alterações disciplinadas em atos
normativos para setores econômicos específicos.

05. Resposta: A
NR-5
5.19 Cabe ao Presidente da CIPA:
a) convocar os membros para as reuniões da CIPA;
b) coordenar as reuniões da CIPA, encaminhando ao empregador e ao SESMT, quando houver, as
decisões da comissão;
c) manter o empregador informado sobre os trabalhos da CIPA;
d) coordenar e supervisionar as atividades de secretaria;
e) delegar atribuições ao Vice-Presidente;

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