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Concreto

Armado

Liana
Parizotto
Revisão técnica:
Shanna Trichês Lucchesi
Mestre em Engenharia de Produção (UFRGS)
Professora do curso de Engenharia Civil (FSG)

P231c Parizotto, Liana.


Concreto armado / Liana Parizotto. – Porto Alegre :
SAGAH, 2017.
220 p. : il. ; 22,5 cm.

ISBN 978-85-9502-090-0


1. Concreto armado – Engenharia civil. I. Título.

CDU 624.012.45

Catalogação na publicação: Poliana Sanchez de Araujo – CRB 10/2094

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UNIDADE 2
Principais normas
brasileiras para
concreto armado
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:

 Reconhecer as principais normas brasileiras para o dimensionamento


de elementos estruturais em concreto armado.
 Avaliar as ações e os carregamentos sobre estruturas de concreto
armado conforme as normas brasileiras.
 Identificar os requisitos necessários para a execução de estruturas
de concreto armado.

Introdução
Todas as construções passam por diversas fases antes de sua execução,
como o estudo de viabilidade econômica; o projeto arquitetônico; o
estudo do solo onde ela será implementada; o projeto estrutural; e o
planejamento do canteiro de obras. Durante a fase do projeto estrutural
é realizado o estudo do sistema estrutural que será utilizado e são dimen-
sionados os elementos estruturais que o compõem. O dimensionamento,
assim como as condições de segurança e as disposições construtivas de
cada componente, é regularizado e disponibilizado por meio de normas
que guiam e fornecem as recomendações necessárias para garantir o bom
funcionamento da estrutura, assegurando durabilidade e condições de
segurança e conforto favoráveis à utilização da edificação.
Neste capítulo você vai conhecer as principais normas brasileiras
para concreto armado, seus critérios de segurança e suas disposições
construtivas durante a fase de execução.

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Dimensionamento de estruturas em
concreto armado
Há diversas normas brasileiras que apresentam diretrizes para o dimensio-
namento e a verificação de estruturas de concreto armado, mas a principal
delas é a norma ABNT NBR 6118:2014, Projeto de estruturas de concreto
– Procedimento, que trata do projeto de obras de concreto simples, armado
e protendido. A elaboração de um projeto estrutural tem como sua etapa mais
importante a análise estrutural daquilo que será construído, isto é, a determi-
nação dos efeitos das ações/cargas em uma estrutura e seus elementos com o
propósito de garantir que os esforços sejam suportados com segurança, sem
que ocorra o colapso da estrutura, ou ainda que seja evitado o aparecimento
de fissuras, vibrações ou deformações excessivas. Edifícios, pontes, torres,
viadutos, barragens são exemplos dessas estruturas, as quais devem ser pro-
jetadas para resistir às cargas às quais estarão submetidas. De acordo com
a ABNT NBR 6118:2014, a análise estrutural terá de ser feita a partir de um
modelo estrutural, o qual conterá necessariamente:

 a geometria dos elementos (dimensões da seção transversal e compri-


mento de vigas, pilares, etc.);
 os carregamentos atuantes (peso próprio da estrutura, móveis, pessoas,
etc.);
 as condições de contorno (estruturas simplesmente apoiadas, engastadas,
em balanço, etc.);
 as características dos materiais (resistência à compressão do concreto,
resistência à tração do aço, etc.).

A ABNT NBR 6118:2104 apresenta a análise estrutural para 3 categorias


de elementos estruturais: os lineares, os de superfície e os de volume. Os
elementos lineares (aqueles cujo comprimento longitudinal é bem maior que
as dimensões da seção transversal) são classificados de acordo com o esforço
preponderante ao qual estão submetidos:

 vigas (esforços de flexão);


 pilares (forças normais de compressão);
 tirantes (forças normais de tração);
 arcos (forças normais de compressão).

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Principais normas brasileiras para concreto armado 77

Os elementos de superfície (aqueles que apresentam uma dimensão pe-


quena (espessura) diante das demais) são igualmente classificados de acordo
com o esforço preponderante e também segundo a superfície:

 placas/lajes (ações normais a seu plano; superfície plana);


 chapas/vigas-parede (ações contidas em seu plano; superfície plana);
 cascas (ações tanto normais quanto contidas no plano; superfície não
plana);
 pilares-parede (ações contidas em seu plano; superfície plana ou não
plana).

Tanto os elementos lineares quanto os de superfície são dimensionados e


verificados na norma. Ela apresenta a determinação dos esforços resistentes
de elementos lineares (vigas, pilares e tirantes) submetidos à força normal,
a momentos fletores, à torção, à força cortante e também para solicitações
combinadas (flexão e torção, torção e força cortante). Para lajes, a norma de-
termina os esforços resistentes quando submetidas a forças normais, momentos
fletores e forças cortantes.
Com relação aos elementos de volume, a norma apresenta a análise es-
trutural de sapatas e blocos em uma seção chamada “Elementos especiais”.
Informações complementares estão em uma norma específica para fundações,
que será abordada em seguida. Além do dimensionamento, a ABNT NBR
6118:2014 apresenta as disposições construtivas para todos esses elementos,
como o detalhamento das armaduras: o seu arranjo (espaçamento, ancoragem,
etc.) e as quantidades mínima e máxima. Veja na Figura 1 um edifício em
construção com diferentes tipos de elementos estruturais, como vigas, pilares
e lajes, os quais foram dimensionados no projeto estrutural.

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Figura 1. Exemplo de elementos a serem dimensionados em um edifício.


Fonte: Unkas Photo/Shutterstock.com.

Normas específicas para elementos estruturais


especiais
Apesar de a ABNT NBR 6118:2014 apresentar seções destinadas ao dimen-
sionamento de elementos especiais, existem outras normas específicas para
esses casos. Como exemplo, existem os elementos destinados a transmitir as
cargas de fundação (blocos, sapatas, estacas e tubulões) e que são abordados
na norma brasileira ABNT NBR 6122:2010, “Projeto e execução de fundações”,
complementando, assim, as informações contidas na ABNT NBR 6118:2014.
Basicamente, a ABNT NBR 6118:2014 traz orientações para o projeto
estrutural de edifícios de concreto armado. Para a construção de estruturas
especiais como pontes, chamadas obras de arte, há outra norma complementar:
a ABNT NBR 7187:2003, “Projeto de pontes de concreto armado e de concreto
protendido – Procedimento”, cujas informações adicionais são, por exemplo, o
efeito de cargas móveis em rodovias e ferrovias e a presença de água gerando
esforços sobre determinados elementos.

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Principais normas brasileiras para concreto armado 79

As recomendações de normas específicas não substituem aquelas contidas na


ABNT NBR 6118:2014: elas apenas agregam informações específicas a ela.

O procedimento comumente praticado consiste em executar os elementos


estruturais no próprio canteiro de obras, que são definidos como estruturas
de concreto moldado in loco. No entanto, existem estruturas que já chegam
prontas ao canteiro de obras, as chamadas estruturas de concreto pré-moldado e
que, por possuírem singularidades no que diz respeito ao projeto e à execução,
também contam com uma norma específica.

Para saber mais sobre as normas específicas para as estruturas de concreto armado
pré-fabricadas e apenas montadas no canteiro de obras, leia a ABNT NBR 9062:2017
– Projeto e execução de estruturas de concreto pré-moldado.

Cargas em estruturas de concreto armado


Para a análise estrutural de projetos de estruturas de edificações, é necessá-
rio quantificar as ações às quais a estrutura estará sujeita. A norma ABNT
NBR 8681:2003, “Ações e segurança nas estruturas – Procedimento”, fixa os
requisitos para a verificação da segurança de estruturas usuais da construção
civil. Existem situações em que as estruturas submetidas a carregamentos
poderão apresentar comportamentos inadequados às finalidades para que foram
construídas, os chamados estados limites de uma estrutura. Basicamente, de
acordo com a ABNT NBR 8681:2003, os estados limites estão divididos em:

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 estados limites últimos (ELU): estados relacionados ao colapso ou a


qualquer forma de ruína estrutural, os quais determinam a paralisação
do uso da estrutura; são principalmente caracterizados pela perda de
equilíbrio da estrutura ou pela ruptura ou deformação excessiva dos
materiais;
 estados limites de serviço (ELS): estados relacionados à inadequação
da estrutura para o seu uso, que podem ser indícios de comprometimento
da sua durabilidade; são caracterizados, principalmente, por danos
ou deformações que afetem o aspecto estético da edificação ou sua
durabilidade e por vibração excessiva ou desconfortável.

As causas que provocam esforços ou deformações nas estruturas são cha-


madas ações, e o cálculo delas irá diferir do ELU para o ELS. As ações são
classificadas em 3 categorias, conforme a ABNT NBR 8681:2003:

 permanentes: ocorrem com valores constantes ou pouco variáveis


durante aproximadamente a vida toda da estrutura; são divididas em
diretas, como o peso próprio da estrutura e dos elementos construtivos
fixos (pisos e forros), e em indiretas, como protensão de cabos e retração
dos materiais;
 variáveis: ocorrem com valores que variam significativamente durante a
vida da construção; são cargas acidentais em função do uso da estrutura
(pessoas, mobília, veículos, etc.) e também dos efeitos do vento, das
forças de impacto, da frenação, etc.;
 excepcionais: têm baixa probabilidade de acontecer durante a vida da
construção e possuem duração extremamente curta; são decorrentes de
explosões, incêndios, enchentes, colisões de veículos, etc., e aparecem
apenas em alguns projetos.

A determinação dos valores das ações provenientes de cargas permanentes e


de cargas acidentais se encontra na norma ABNT NBR 6120:1980, “Cargas para
o cálculo de estruturas de edificações”, que apresenta uma tabela com o peso
específico dos materiais de construção, como rochas, blocos, revestimentos
e concretos, madeiras, metais e outros materiais utilizados para o cálculo das
cargas permanentes. Para as cargas acidentais, há outra tabela indicando o valor
da carga vertical uniformemente distribuída sobre os pisos das edificações
conforme o local: arquibancadas, bibliotecas, depósitos, edifícios residenciais,
escolas, hospitais, entre outros.

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Principais normas brasileiras para concreto armado 81

Existem algumas normas específicas muito utilizadas para a consideração


de alguns tipos de ações variáveis nas estruturas. Uma delas é a ABNT NBR
6123:1988, “Forças devidas ao vento em edificações”, que aborda as forças
devidas às ações estática e dinâmica do vento sobre as estruturas. O cálculo
leva em conta dados sobre o local da edificação, como a velocidade média do
vento, o relevo do terreno, as condições de vizinhança, bem como informações
sobre as dimensões da estrutura. Além do vento, há ações variáveis previstas
em norma oriundas de cargas móveis. Tal situação ocorre em estruturas
sujeitas ao tráfego de pessoas e automóveis, como passarelas de pedestres,
pontes e viadutos.

Para saber mais sobre o efeito de cargas móveis a ser considerado no cálculo das ações
variáveis em estruturas, leia a ABNT NBR 7188:2013 – Carga móvel rodoviária e de
pedestres em pontes, viadutos, passarelas e outras estruturas.

Execução de estruturas em concreto armado


A execução de estruturas de concreto armado só ocorre mediante a elaboração
de um projeto estrutural, que é um conjunto de orientações formado por
desenhos (plantas, cortes, detalhes, etc.) e especificações (propriedades dos
materiais, cobrimento, etc.). O projeto estrutural apresenta o dimensionamento
e a locação dos elementos na planta e a quantidade de materiais. A ABNT NBR
14931:2004, “Execução de estruturas de concreto – Procedimento”, estabelece
os requisitos para a execução de obras de concreto a partir dos projetos elabo-
rados com a ABNT NBR 6118:2014, e inclui ainda itens ordenados conforme
a necessidade de verificação dos procedimentos envolvidos na execução de
estruturas de concreto armado, com destaque para as seguintes exigências:

 requisitos gerais: a execução deve ser baseada nos projetos estruturais


e de fundações, com toda a documentação necessária; os requisitos
de qualidade dos materiais (concreto e aço) precisam ser devidamente
atendidos, e as responsabilidades, atribuídas;

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 canteiro de obras: devem ser previstas instalações para escritórios e


dependências e espaços para o correto armazenamento de materiais; tem
de ser feito o adequado recebimento e armazenamento dos materiais;
os equipamentos precisam estar em plenas condições de uso;
 sistema de formas: o conjunto de elementos (escoramentos, formas,
andaimes) precisa resistir às ações com segurança e assegurar que as
tolerâncias dimensionais sejam satisfeitas; deve conter os procedimentos
para a execução e remoção do sistema e para os detalhes construtivos;
 armaduras: devem ter a qualidade preestabelecida em projeto, ser
devidamente identificadas na obra, com seu material de acordo com a
norma ABNT NBR 7480:2007, “Aço destinado a armaduras para estru-
turas de concreto armado – Especificação”; precisam ser devidamente
estocadas, montadas (desbobinamento, corte, dobramento, emendas) e
protegidas durante a concretagem;
 concretagem: o concreto tem de ser devidamente preparado (em obra
ou em central) de acordo com a norma ABNT NBR 12655:2015, “Con-
creto de cimento Portland – Preparo, controle, recebimento e aceita-
ção – Procedimento”; precisam ser conferidas a posição das formas,
escoramentos, armaduras, e respeitadas as tolerâncias dimensionais
estipuladas; o plano de concretagem tem de estabelecer a quantidade
adequada de concreto para cada elemento e os limites da sua tempe-
ratura; deve haver cuidados operacionais no transporte do concreto
na obra, no seu lançamento, adensamento, na formação de juntas de
concretagem e no acabamento;
 cura e retirada do sistema de formas: o concreto precisa ser protegido
durante a cura, e o sistema de formas deve seguir o plano de desforma
previamente estabelecido.

Veja na Figura 2 a concretagem de uma laje no momento do lançamento


do concreto sobre as formas, com as armaduras devidamente montadas.

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Principais normas brasileiras para concreto armado 83

Figura 2. Exemplo de concretagem de uma laje.


Fonte: Vadim Ratnikov/Shutterstock.com.

É importante salientar que a ABNT NBR 14931:2004 pode ser aplicada


para a execução de fundações superficiais, conforme definido na norma
ABNT NBR 6122:2010, “Projeto e execução de fundações”, porém ela não
cobre algumas condições para a execução de certos elementos de fundações
profundas. O mesmo vale para a produção de elementos pré-moldados de
concreto, que devem estar de acordo com a norma ABNT NBR 9062:2017,
“Projeto e execução de estruturas de concreto pré-moldado”.
Mais especificamente sobre a execução do concreto, além da ABNT NBR
12655:2015, que contém requisitos para as propriedades do concreto, suas
verificações, sua composição e seu preparo, controle e recebimento, existe
uma norma complementar para os casos em que o concreto é dosado em uma
central e chega pronto ao canteiro de obras: a ABNT NBR 7212:2012, “Exe-
cução de concreto dosado em central – Procedimento”. Essa norma aborda as
exigências nas operações de armazenamento de materiais, dosagem, mistura,
transporte, recebimento, controle de qualidade e inspeção sob o controle
interno da central de concreto.
Com relação às armaduras de aço para o concreto armado, além da ABNT
NBR 7480:2007, que determina os requisitos para a encomenda, a fabricação
e o fornecimento de barras e fios de aço para as armaduras de estruturas de
concreto armado, há ainda a norma ABNT NBR 7481:1990, “Tela de aço
soldada – Armadura para concreto”, atualmente em processo de revisão, que
estipula as condições para encomenda, fabricação e fornecimento de telas de
aço soldadas destinadas a armaduras para o concreto armado.

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Tela de aço soldada é um tipo de armadura pré-fabricada em forma de rede de


malhas, composta por fios de aço longitudinais e transversais, sobrepostos e soldados
em todos os pontos de contato por um processo de soldagem chamado caldeamento.

A execução de estruturas provisórias que compõem o sistema de formas


também está prevista em uma norma particular, a ABNT NBR 15696:2009,
“Formas e escoramentos para estruturas de concreto – Projeto, dimensiona-
mento e procedimentos executivos”. Essa norma apresenta os critérios para o
dimensionamento a partir das cargas devido ao peso próprio dos escoramentos,
formas, elementos estruturais a serem concretados e também cargas devidas ao
impacto do lançamento do concreto e sobrecarga de trabalho para os serviços
de lançamento, adensamento e acabamento, etc. Ela também especifica os
materiais e equipamentos a serem utilizados, bem como os procedimentos e
cuidados na montagem, concretagem e retirada do sistema. Veja na Figura 3
o sistema de formas sendo construído, com escoramentos metálicos dando
suporte às formas de madeira.

Figura 3. Exemplo de montagem do sistema de fôrmas.


Fonte: Andreas G. Karelias/Shutterstock.com.

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Principais normas brasileiras para concreto armado 85

1. Com relação às normas nas estruturas”, servem para


brasileiras e à sua utilização, a verificação de edifícios de
assinale a alternativa correta: elevada altura, principalmente,
a) A ABNT NBR 6118:2014, “Projeto mas podem ser utilizadas para
de estruturas de concreto outros tipos de edificações
armado – Procedimento”, quando conveniente.
contém as principais 2. A ABNT NBR 6118:2014 “Projeto de
recomendações quanto ao estruturas de concreto armado –
dimensionamento das estruturas. Procedimento” é a principal norma
Qualquer estrutura pode ser brasileira para o dimensionamento
dimensionada a partir dela. de elementos de concreto
b) Para o dimensionamento armado. Quanto às sentenças de
de obras de arte especiais recomendações presentes nessa
utiliza-se apenas a ABNT NBR norma, assinale a alternativa correta.
7187:2003, “Projeto de pontes de a) Um modelo estrutural
concreto armado e de concreto precisa necessariamente
protendido – Procedimento”. conter a geometria dos
c) A ABNT NBR 6120:1980, “Cargas elementos e os carregamentos
para o cálculo de estruturas de atuantes nos mesmos.
edificações – Procedimento”, b) A análise estrutural pela ABNT
a ABNT NBR 6123:1988, “Forças NBR 6118:2014 aborda três
devido ao vento em edificações categorias: os elementos lineares,
– Procedimento” e a ABNT de superfície e de volume.
NBR 7188:2013, “Cargas móvel c) Não existem recomendações
rodoviária e de pedestres em para elementos de volume na
pontes, viadutos, passarelas ABNT NBR 6118:2014, como
e outras estruturas”, são as é o caso das sapatas e dos
principais normas brasileiras para blocos de fundação, visto que
verificação dos carregamentos os mesmos são abordados
presentes na estrutura. por uma norma específica.
d) A ABNT NBR 14931:2004, d) Os elementos lineares são
“Execução de estruturas de classificados como vigas
concreto – Procedimento”, quando o esforço atuante
traz todas as recomendações preponderante for de forças
necessárias para o normais de compressão.
dimensionamento de e) Os elementos de superfície são
estruturas de concreto de classificados como lajes quando
edifícios convencionais. as ações são perpendiculares
e) As recomendações da ABNT NBR à sua seção transversal.
8681:2003, “Ações e segurança

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3. Segundo as principais normas c) A desforma e a retirada do


de carregamentos e ações na escoramento dos elementos
estrutura, é correto afirmar que: pode ser realizada no mesmo
a) As cargas acidentais são cargas dia da concretagem.
que podem ou não se apresentar d) Antes da concretagem
em uma estrutura durante sua devem ser verificadas as
vida útil. Para o cálculo elas são formas, seus escoramentos
consideradas principalmente e o posicionamento das
em obras complicadas em que armaduras do elemento.
o risco de acidentes durante e) A ABNT NBR 14931:2004,
sua utilização é elevado. “Execução de estruturas de
b) O peso próprio da concreto – Procedimento”,
estrutura é considerado um não pode ser aplicada para
carregamento variável. a execução de fundações
c) Os esforços devido às forças superficiais, para isso
de vento são considerados existe a norma ABNT
como ações variáveis NBR 6122:2010 “Projeto e
sobre as estruturas. execução de fundações”.
d) A circulação de pessoas 5. Com relação às afirmações sobre as
em um edifício residencial normas, assinale a alternativa correta.
deve ser considerada como a) A ABNT NBR 8681:2003, “Ações
uma carga móvel para fins e segurança nas estruturas –
de dimensionamento. Procedimento”, classifica as ações
e) As ações excepcionais têm sobre a estrutura e define os
duração extremamente estados limites para os quais a
longa e baixa probabilidade estrutura deve ser dimensionada.
de ocorrência, mas sempre b) A ABNT NBR 15696:2009,
devem ser consideradas no “Formas e escoramentos
dimensionamento da estrutura. para estruturas de concreto
4. Segundo as recomendações para a – projeto, dimensionamento
execução de estruturas de concreto e procedimentos executivos”,
armado é correto afirmar que: não especifica os materiais
a) As plantas de execução dos que podem ser utilizados,
elementos não precisam conter isso é de responsabilidade
especificações da resistência exclusiva do canteiro de obras.
do concreto, já que essa será c) A ABNT NBR 9062:2017, “Projeto
escolhida conforme o plano e execução de estruturas
de concretagem da obra. de concreto pré-moldado”,
b) As pontas livres das armaduras, prescreve recomendações
como as esperas, devem para estruturas de concreto
estar sempre protegidas para armado moldadas in loco.
evitar a corrosão do aço.

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Principais normas brasileiras para concreto armado 87

d) A ABNT NBR 7480:2007, “Barras e de concreto protendido


e fios de aço destinados a – procedimento”, dispõe de
armaduras para concreto informações adicionais àquelas
armado”, determina os requisitos contidas na ABNT NBR 6118:2014
para encomenda, fabricação e principalmente com relação ao
fornecimento de telas de aço. efeito das cargas permanentes.
e) A ABNT NBR 7187:2003, “Projeto
de pontes de concreto armado

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ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 6118: 2014. Versão corrigida:
2014. Projeto de estruturas de concreto – Procedimento. Rio de Janeiro: ABNT, 2014.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 6120:1980. Versão corrigida:
2000. Cargas para o cálculo de estruturas de edificações. Rio de Janeiro: ABNT, 1980.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 6122:2010. Projeto e
execução de fundações. Rio de Janeiro: ABNT, 2010.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 6123:1988. Versão corrigida
2:2013. Forças devidas ao vento em edificações. Rio de Janeiro: ABNT, 1988.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 7187:2003. Projeto de
pontes de concreto armado e de concreto protendido – procedimento. Rio de
Janeiro: ABNT, 2003.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 7188:2013. Carga móvel
rodoviária e de pedestres em pontes, viadutos, passarelas e outras estruturas. Rio
de Janeiro: ABNT, 2013.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 7212:2012. Execução de
concreto dosado em central – procedimento. Rio de Janeiro: ABNT, 2012.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 7480:2007. Aço destinado
a armaduras para estruturas de concreto armado – especificação. Rio de Janeiro, 2007.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 7481:1990. Tela de aço
soldada – armadura para concreto. Rio de Janeiro: ABNT, 1990.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 8681:2003. Versão corri-
gida:2004. Ações e segurança nas estruturas – procedimento. Rio de Janeiro: ABNT,
2003.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 9062:2017. Projeto e
execução de estruturas de concreto pré-moldado. Rio de Janeiro: ABNT, 2017.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 12655:2015. Versão corri-
gida:2015. Concreto de cimento Portland – preparo, controle, recebimento e aceitação
– procedimento. Rio de Janeiro: ABNT, 2015.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 14931:2004. Execução de
estruturas de concreto – procedimento. Rio de Janeiro: ABNT, 2004.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 15696:2009. Fôrmas e
escoramentos para estruturas de concreto – projeto, dimensionamento e procedi-
mentos executivos. Rio de Janeiro: ABNT, 2009.

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