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Aula Prática – Equilíbrio Osmótico

Teoria abordada: Soluções, Concentrações e Equilíbrio Químico e Osmótico.

1. OBJETIVOS

- Identificação microscópica da organela hemoglobina;


- Discutir através dos valores de concentração soluções saturadas e insaturadas;
- Realizar pesagens e diluição de amostras;
- Avaliar o efeito da concentração no equilíbrio químico e sobre a osmose na organela
hemoglobina.

2. INTRODUÇÃO

2.1 Equilíbrio Químico

Um equilíbrio químico é a situação em que a proporção entre os reagentes e produtos de uma


reação química se mantém constante ao longo do tempo. O sistema torna-se constante em
função da velocidade do sentido direto e inverso da reação serem equivalentes. Assim, pode
ser dito que o equilíbrio químico restringe-se a reações reversíveis.

Variações de temperatura ou concentração dos reagentes ou produtos promovem a alteração


do sistema químico, o que resulta no deslocamento do sentido das reações com o objetivo de
minimizar as variações ou alterações do sistema.

Quando uma célula ou organela é adicionada em um meio químico que não se encontra em
equilíbrio ao meio celular haverá a busca pela estabilização, ou seja, pelo equilíbrio químico,
através da passagem de solvente pela membrana para chegar ao sistema isotônico.

Uma das organelas capazes de evidenciar com mais clareza o efeito de equilíbrio osmótico em
um sistema é a hemoglobina. Está pode murchar ou inchar em função da concentração do
meio externo a qual é exposta.

2.2 Passagem de solventes pela membrana plasmática

As células de qualquer organismo estão cobertas pela membrana celular. A constituição dessa
membrana promove a passagem controlada de substâncias e conseguintemente equilíbrio
dinâmico no interior do organismo.

A água e outros íons pequenos podem passar sem gasto de energia (transporte passivo) pelas
membranas biológicas. Uma das formas de transporte passivo é a osmose, que vem a ser a
passagem do solvente de uma solução menos concentrada para a solução mais concentrada,
através de uma membrana semipermeável.
A observação ao microscópio do fenômeno osmótico, atuando diretamente nas hemácias,
permite esclarecer como a concentração de soluções promovem modificações na estrutura e
composição do organismo.

Assim, nesta prática, será avaliado o efeito hidrodinâmico da osmose frente a soluções de
diferentes concentrações. Uma alíquota de sangue será exposta a soluções insaturadas,
isotônicas e saturadas e o efeito osmótico sobre as hemácias permitirá avaliar a importância
do controle da concentração das soluções para preservação das funções ideais no organismo
humano.

3. PARTE EXPERIMENTAL

3.1 – Materiais e Reagentes

Materiais Reagentes e Equipamentos


Lâminas e lamínulas Água destilada
Agulha hipodérmica descartável Soro fisiológico (NaCl 0,9%)
Conta-gotas Solução hipertônica (solução saturada de NaCl
Papel Toalha e açúcar)
Luvas descartáveis Microscópio óptico (MO)
Algodão Desinfetante com cloro 20% (alvejante)

3.2 – Procedimentos

a) Preparo das lâminas

- Adicione três gotas de água destilada, de soro fisiológico e da solução hipertônica em


três lâminas diferentes. (Atenção! Cada lâmina receberá somente uma tipo de
solução).

- Faça um pequeno furo na ponta do dedo com uma agulha descartável estéril e
coloque uma gota de sangue sobre cada lâmina (todas as agulhas devem ser
imediatamente dispensadas em um frasco com uma solução de 20% de desinfetante à
base de cloro).

- Espalhe o sangue e a solução sobre as placas com o auxilio da lâmina de barbear e


cubra as placas com as lamínulas.

- Observe a organela hemoglobina nas lâminas com o auxilio do microscópico,


utilizando ampliação de 400 vezes.
- Descreva e desenhe as hemácias nos primeiros minutos e após 20 minutos em
contato com as soluções.

- Terminada a observação, as lâminas devem ser mergulhadas em uma solução de


desinfetante à base de cloro (20%) ou álcool 96ºGL, para depois serem limpas e
reaproveitadas. Passar um algodão com álcool na mesa do microscópio e demais partes
manuseadas do aparelho.

4. REFERÊNCIAS

KOTZ, J. C.; TREICHEL, P. M. Química Geral & Reações Químicas. São Paulo: Ed. Cengage
Learning (2008).

RUSSEL, J. B. Química Geral. São Paulo: Ed. Pearson Makron Books (1994).

MORTIMER, E. F; MACHADO, A. H. Química para o ensino médio. São Paulo: Scipione (2002).

GIESBRECHT, E. Experiências de Química, Técnicas e Conceitos Básicos - PEQ - Projetos de


Ensino de Química. São Paulo: Ed. Moderna - Universidade de São Paulo (1982).

TRINDADE, D. F.; OLIVEIRA, F. P.; BANUTH, G. S.; BISPO, J. G. Química Básica Experimental.
SãoPaulo: Ed. Ícone (2006).

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