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Pr.

Clovis Oliveira

PÁSCOA
A Páscoa é uma das datas comemorativas mais importantes do nosso calendário.
Atualmente, tornou-se uma data tão comercial, que poucos lembram ou conhecem seu
verdadeiro significado.

IMPORTANTE: Os acontecimentos do Antigo Testamento são sombra do que está


relatado no Novo Testamento. Todos os fatos, relatos, personagens e manifestações
sobrenaturais apontam para Cristo, ou, se concretizam em Cristo.

A PÁSCOA NO ANTIGO
TESTAMENTO
Os descendentes de Abraão, Isaque e Jacó viviam como escravos há mais de
quatrocentos anos no Egito. A fim de libertá-los, Deus designou Moisés como líder do
povo hebreu (Êxodo 3-4).

Em obediência ao Senhor, Moisés dirigiu-se a Faraó a fim de transmitir-lhe a ordem


divina: “Deixa ir o meu povo”. Para conscientizar o rei da seriedade da mensagem,
Moisés, mediante o poder de Deus, invocou pragas como julgamentos contra o Egito.

No decorrer de várias dessas pragas, Faraó concordava deixar o povo ir, mas, a seguir,
voltava atrás, uma vez a praga sustada. Soou a hora da décima e derradeira praga,
aquela que não deixaria aos egípcios nenhuma outra alternativa senão a de lançar fora os
israelitas: Deus mandou um anjo destruidor através da terra do Egito para eliminar
“todo primogênito... desde os homens até aos animais” (Êx.12.12).
A PRIMEIRA PÁSCOA
Como os israelitas também habitavam no Egito, o Senhor emitiu uma ordem específica
a seu povo. A obediência a essa ordem traria a proteção divina a cada família dos
hebreus, com seus respectivos primogênitos. Cada família tomaria um cordeiro macho,
de um ano de idade, sem defeito e o sacrificaria. Famílias menores podiam repartir um
único cordeiro entre si (Êx. 12.4).

Os israelitas deviam aspergir parte do sangue do cordeiro sacrificado nas duas


ombreiras e na verga da porta de cada casa. Quando o destruidor passasse por aquela
terra, ele não mataria os primogênitos das casas que tivessem o sangue aspergido sobre
elas. Daí o termo Páscoa, do hebreu pesah, que significa “pular além da marca”, “passar
por cima”, ou “poupar”.

Assim, pelo sangue do cordeiro morto, os israelitas foram protegidos da condenação à


morte executada contra todos os primogênitos egípcios. Deus ordenou o sinal do
sangue, não porque Ele não tivesse outra forma de distinguir os israelitas dos egípcios,
mas porque queria ensinar ao seu povo a importância da obediência e da redenção pelo
sangue, preparando-o para o advento do “Cordeiro de Deus,” Jesus Cristo, que séculos
mais tarde tiraria o pecado do mundo (Jo 1:29).

REDENÇÃO
Redenção é o ato ou efeito de redimir ou remir, que significa libertação,
reabilitação, reparo, salvação. É o ato de adquirir de novo, de resgatar, de tirar do
poder alheio, do cativeiro. É livrar-se de um passo arriscado, é livrar-se das penas do
inferno.

Em teologia redenção é o resgate da humanidade por Jesus Cristo. No conceito


Cristão os privilégios da redenção incluem o perdão dos pecados (Efésios 1:7), a justiça
(Romanos 5:17) e a vida eterna (Apocalipse 5: 9,10).

A crença religiosa está relacionada com o dogma* de que Jesus Cristo é o único
caminho para a salvação da alma e redenção dos pecados. No sentido espiritual e
religioso, o conceito de plenitude de Deus, consiste na aceitação dos preceitos divinos
para que haja a redenção da alma. *(Dogma – Elemento fundamental da fé)

De acordo com a Bíblia, no livro de Êxodo, capítulo 12, versículo 31, naquela mesma
noite Faraó, permitiu que o povo de Deus partisse, encerrando assim, séculos de
escravidão e inaugurando uma viagem que duraria quarenta anos, até Canaã, a terra
prometida.

UM MEMORIAL PERPÉTUO

A partir daquele momento da história, os judeus celebrariam a Páscoa toda primavera,


obedecendo as instruções divinas de que aquela celebração seria “estatuto perpétuo”
(Êx. 12.14). Era, porém, um sacrifício comemorativo, exceto o sacrifício inicial no
Egito, que foi um sacrifício eficaz.

Libertação

Assim sendo, lembremos, não somente nesta data, mas em todos os dias, o verdadeiro
significado da Páscoa. Assim como o Todo Poderoso libertou os hebreus da escravidão
no Egito, Deus quer nos libertar da escravidão do pecado e por isso, enviou seu Filho,
Jesus Cristo, para que “todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.
(Jo. 3.16) Vida esta conquistada com sangue “porque Cristo, nossa Páscoa, foi
sacrificado por nós.” (I Co 5.7)

A PÁSCOA NO NOVO TESTAMENTO


A ÚLTIMA CEIA, UMA REFEIÇÃO PASCAL
A páscoa aparece com destaque no entendimento que o novo testamento tem da morte
de Jesus Cristo. De acordo com Mateus, Marcos e Lucas, a última ceia que seria
comemorada como a ceia do Senhor (1 Co 11:22-33) era uma refeição pascal (Mt 26:17;
Mc 14:12; Lc 22:7-8).

CRISTO, O CORDEIRO PASCAL


Ao ressaltar o fato de que os ossos de Jesus não foram quebrados, João está aludindo ao
fato de que a morte de Jesus se assemelhou à do sacrifício da Páscoa (Jo 19:36). Em 1
Coríntios 5:7 fica explícita essa associação: “CRISTO, NOSSO CORDEIRO PASCAL,
FOI IMOLADO”; e 1 Pedro 1:17-21 *v-19).

UM MEMORIAL PERPÉTUO
A Santa Ceia do Senhor toma o significado da Páscoa, “em memória de mim” (1 Co
11:24-25), como um memorial perpétuo para a lembrança e proclamação da libertação
da condenação por causa do pecado, tendo o sangue e o corpo de Cristo como o
sacrifício perfeito para nossa liberdade.

Como a prisão de Jesus e sua posterior morte, ocorreram na época da celebração da


Páscoa dos Judeus (cf. Mt 26,17-56; Mc 14,12-50; Lc 22,14-62 e Jo 13), a sua
Ressurreição toma agora o significado de libertação da morte para a vida eterna. Está
descrita nos evangelhos: Mt 28,1-8; Mc 16,1-8; Lc 24 e Jo 20.

COELHO DA PÁSCOA
O Coelho da Páscoa é um símbolo que tem origem em mitos e ritos germânicos e em
sua articulação com a tradição cristã na Idade Média.
O coelho é um animal que simboliza fertilidade graças à sua intensa prática reprodutiva.
Desde civilizações bem antigas, como a egípcia, a ligação entre coelhos e fertilidade,
primavera, nascimento, etc., é estabelecida. Na Europa, os povos germânicos, que
habitavam a região norte – atualmente, a Alemanha –, possuíam uma narrativa mítica
sobre uma deusa da fertilidade cujo nome era Ostara. O coelho era símbolo do culto a
essa deusa, posto que, passado o inverno e tendo início o período da Primavera (estação
que simboliza o “renascimento”, a floração, a fertilização), os coelhos eram, com
frequência, os primeiros a saírem de suas tocas e começarem a reproduzir-se.

Aos coelhos, símbolos de Ostara, as tradições rituais germânicas associaram a prática de


entrega de ovos de aves pintados com tintas para as crianças. Essa prática valia-se do
subterfúgio da “caça do coelho”. No momento em que iam caçar os coelhos, as crianças
encontravam, escondidos nos campos, os ovos adornados. A cidade de Ostereistedt, na
Alemanha, leva esse nome em razão da referência a essa prática.

No período da Idade Média, o culto à Ostara e à estação da Primavera logo passou a ser
associado à Ressurreição de Cristo, em face da cristianização dos povos bárbaros. No
entanto, a assimilação do mito germânico pelo cristianismo não implicou a abolição
total dos ritos a ele associados. A prática da entrega de ovos passou a ser relacionada,
portanto, à Páscoa, e não mais à deusa Ostara.

Com a leva de migrações alemãs para o continente americano, essa prática generalizou-
se. Os mais antigos registros sobre a lenda alemã do coelho que traz os ovos para as
crianças datam de 1678.

Os coelhos só passaram a representar um símbolo da Páscoa no Brasil no final do século


XVII, trazidos pelos imigrantes alemães. Com o passar do tempo, o coelho de chocolate
entrou para as tradições das festividades da Páscoa.

CORPUS CHRISTI
15 de junho de 2017, quinta-feira, feriado nacional no Brasil. Dia de Corpus Christi. O
que é isto? A tradução literal da expressão latina é "Corpo de Cristo". Refere-se a uma
solenidade católica celebrada anualmente na primeira quinta-feira após o Domingo da
Santíssima Trindade, para comemorar a eucaristia.

EUCARISTIA X SANTA CEIA


Os sacramentos são de uma grande importância na vida e na adoração para o
Cristianismo. Especialmente na Eucaristia.

A grande questão está no significado das palavras: “Isto é o meu corpo” (1 Co 11:24).

Essa questão dá origem as seguintes doutrinas:


A TRANSUBSTÂNCIAÇÃO
Essa doutrina baseia-se em fundamentos aristotélicos: SUBSTÂNCIA e ACIDENTE. A
substância de algo constitui sua natureza essencial, ao passo que acidentes são suas
características exteriores (por exemplo, cor, forma, cheiro e assim por diante). A teoria
da transubstanciação afirma que as características acidentais do pão e do vinho
permanecem inalteradas no momento da consagração, embora sua substância
transforme-se de pão e vinho para o coro e sangue de Cristo.

A CONSUBSTÂNCIAÇÃO
Esta posição associada especialmente a Martinho Lutero, insiste na questão da presença
simultânea do pão e do corpo de Cristo a um só tempo. Não há alteração alguma na
substância; tanto a substância do pão quanto o corpo de Cristo estão presentes ao
mesmo tempo.

Não é na doutrina da transubstanciação que devemos crer, mas simplesmente no fato de


que Cristo está realmente presente na eucaristia. Este fato é mais importante do que
qualquer teoria ou explicação.

 NOTA: recentes estudos deram origem a uma espécie de aprimoramento da


doutrina da transubstanciação: a transsignificação e a transfinalização.

Fontes:Bíblia Sagrada / Site Editora CPAD / Comentário Bíblico VIDA NOVA /


Teologia sistemática, histórica e filosófica: Uma introdução à teologia Cristã, Alister E.
McGrath Editora Shedd publicações / Comentários da Bíblia de estudo Thompson /
Usos e costumes dos tempos bíblicos, Ralph Gower.