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Associação Brasileira de Patologia das Construções

PAT R O C I N A D O R E S Membro Coletivo Fundador da Asociación de Control de Calidad, Patología y Recuperación de La Construcción

DIAMANTE

OURO

PRATA

CBPAT 2020
10 a 14 de Agosto

IV CONGRESSO BRASILEIRO DE PATOLOGIA DAS CONSTRUÇÕES

APOIADORES

REALIZAÇÃO
ANAIS

ISBN 9786586819052
$/&213$7
%5$6,/

9 786586 819052
PAT R O C I N A D O R E S

DIAMANTE

OURO

PRATA

APOIADORES

REALIZAÇÃO

$/&213$7
%5$6,/
ALCONPAT
BRASIL

ALCONPAT
BRASIL

CBPAT 2020
10 a 14 de Agosto

IV CONGRESSO BRASILEIRO DE PATOLOGIA DAS CONSTRUÇÕES

Comissões
COMISSÃO EDITORIAL
Dr. Alexandre Lorenzi
Dra. Camila Simonetti
Prof. M.Sc. Cesar Henrique Sato Daher
Prof. Dr. Enio Pazini Figueiredo
Prof. Dr. Esequiel Mesquita
Prof. Dr. Roberto Christ
Profa. Dra. Edna Possan
Profa. Dra. Mônica Regina Garcez

COMISSÃO CIENTÍFICA
Presidente
Profa. Dra. Mônica Regina Garcez
Coordenação da área de Deterioração e Ensaios
(mecanismos de deterioração, ensaios não destrutivos, acidente devido a ação do clima)
Profa. Dra. Edna Possan
Coordenação da área de Diagnóstico
(levantamento de manifestação patológica, manutenções das edificações, inspeção predial, diagnósticos)
Dr. Alexandre Lorenzi
Coordenação da área de Infraestrutura
(infraestrutura e obras de arte, estradas e rodovias)
Prof. Me. Leonardo Tavares
Coordenação da área de Materiais
(técnicas e materiais de reparo e recuperação, técnicas de materiais de reforço,
materiais não convencionais e sustentabilidade, impermeabilização)
Prof. Dr. Arthur Medeiros
Coordenação da área de Projetos Complementares
(fundações e estruturas, estruturas, sistemas hidráulicos, sanitários e elétricos, alvenarias e revestimentos)
Dra. Camila Simonetti
Coordenação da área de Qualidade e Normatização
(controle e garantia da qualidade, normalização, educação e ensino sobre a patologia das construções, patrimônio histórico)
Profa. Me. Fernanda Pacheco

Revisores
Abrahao Bernardo Rohden Angélica Koppe Cesar Winter de Mello
Aldo De Magalhaes Ariela Torres Cézar Augusto Casagrande
Alexandre Vargas Bárbara Jordani Charlei Paliga
Ana Carolina Parapinski Santos Bernardo Fonseca Tutikian Cristiane Pauletti
Ana Paula Capraro Bruna Manica Lazzari Daiana Arnold
André Lübeck Bruno do Vale Silva Daniel Hastenpflug
André Minasi Camila Maia Danielle Barros
Andres Batista Cheung Carlos Balestra Davi Valente Santos
Andressa Gobbi Carlos Brant Dayana Ruth Bola Oliveira
Andriele Souza Cesar Henrique Sato Daher Débora Bretas Silva
ALCONPAT
BRASIL

Débora P. Righi Kohler Ilania Mascarenhas Luiz Antônio Melgaço Nunes Branco
Diego Guimarães Ingryd Capistrano Pinto Tavares Luiza Segabinazzi Pacheco
Eduardo Damin Jacinto Almeida Marcelo Medeiros
Eduardo Pereira Jairo Andrade Marcos Andrew Soeiro
Eduardo Polesello Jamilla Teixeira Maria Vânia Nogueira Do Nascimento Peres
Eduardo Rigo Jeferson Böes
Marina Martins Mennucci
Emerson Felipe Félix João Marcos Bosi Mendonça De Moura
Michele Giongo
Emmanuelle Sancho João Paulo Félix
Enilda Freitas Juliana Alves Lima Senisse Niemczewski Morgane Bigolin
Enson Portela Juliana Senisse Niemczewski Paula Lazzari
Esequiel Mesquita Julianne Santos Paulo de Matos
Ésio Lima Kássio Stein Paulo Ricardo de Matos
Evelyne Lima Kathleen Dall Bello De Souza Risson Priscila Correa
Fabricio Bolina Leila Meneghetti Rafael Heissler
Fernanda Bianchi Pereira da Costa Leonardo Covatti de Oliveira Rafaela Fujita Lima
Fernando Fernandes Luiz Carlos Pinto da Silva Filho Ricardo Nakao
Flavio Martins Lidiane Jochem Ricardo Pieralisi
Francielle Rodovalho Lilian Brasileiro
Roberto Christ
Geilma Vieira Lissandra Mazurana
Ronaldo Medeiros Junior
Gihad Mohamad Lucas Babadopulos
Giovanna Gava Lucas Reginato Sandra Bertocini
Giselle Reis Antunes Luciane Fonseca Caetano Sayonara Pinheiro
Gláucia Dalfré Luciani Somensi Lorenzi Tatiane Isabel Hentges
Gustavo Savaris Luis Cesar de Luca Vanessa Fátima Pasa Dutra
Hinoel Ehrenbring Luis Gabriel Godoy Vinicius Ortolan
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CBPAT 2020
10 a 14 de Agosto

IV CONGRESSO BRASILEIRO DE PATOLOGIA DAS CONSTRUÇÕES

Sumário
Artigos
ANÁLISE DA INFLUÊNCIA DO MÉTODO DE RESFRIAMENTO SOBRE A RESISTÊNCIA RESIDUAL DO CONCRETO SUBMETIDO A
ALTAS TEMPERATURAS
BUENO, LISIANE; WICZICK, LUCIENE F. S.; MAZER, WELLINGTON . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1

PAREDES DE VEDAÇÃO PRÉ-FABRICADAS DE CONCRETO ARMADO EM SITUAÇÃO DE INCÊNDIO: ANÁLISE EXPERIMENTAL,


EM ESCALA REAL, DA INFLUÊNCIA DA ESPESSURA NA RESISTÊNCIA AO FOGO
MALVESSI, JOSÉ AUGUSTO; PRAGER, GUSTAVO; BOLINA, FABRÍCIO; MOREIRA, MICHAEL; ROSA, FERNANDO; TUTIKIAN, BERNARDO . . . . . . . . . . . . . . . . . 12

MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS ENCONTRADAS USUALMENTE EM PISOS DE CONCRETO


ROSANELLI, TATIANE; VEIGA, TAIANA PAULA; VENÂNCIO, CAROLINE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23

DISPOSITIVOS PARA O USO EM POSSÍVEIS DIAGNÓSTICOS E TERAPIAS DE MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS EM ESTRUTURAS


DE CONCRETO ARMADO
MARTINS, ALEXANDRE DE SOUZA CARVALHO; RAFAELLA GRANGEIRO DE; VEIGA, TAIANA PAULA; VENÂNCIO, CAROLINE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 35

INCIDÊNCIAS DE MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS CAUSADAS PELA UMIDADE EM EDIFICAÇÕES HOSPITALARES: ESTUDO DE


CASO EM UM MUNICÍPIO DE SANTA CATARINA
PILLON, FELIPE; CARVALHO, RAFAELLA GRANGEIRO DE; VENÂNCIO, CAROLINE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 49

ESTUDO COMPARATIVO DE ARGAMASSAS DE REVESTIMENTO REFORÇADAS COM FIBRAS DE POLIPROPILENO


VICENTIN, ALINE MENEGAS DE; BATISTON, EDUARDO ROBERTO; LASTE, JOÃO PAULO MOSCHETTA DALLE. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 59

COMPARAÇÃO ENTRE A UTILIZAÇÃO DE MÉTODOS NÃO DESTRUTIVOS E SEMI-DESTRUTIVOS NA AVALIAÇÃO DA


RESISTÊNCIA DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
MOTA, N. M. B.; BAHIA, G. A. D.; BAHIA, C. A. D.; RODRIGUES, R. G. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 66

UM ESTUDO SOBRE AS MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS DAS CONSTRUÇÕES EM CONDOMÍNIOS DE PRÉDIOS RESIDENCIAIS


NA REGIÃO METROPOLITANA DA GRANDE VITÓRIA-ES
VERONEZ, MARCELO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 77

APLICAÇÃO DA METODOLOGIA PM CANVAS EM PROJETOS DE REABILITAÇÃO DE PATOLOGIAS DAS CONSTRUÇÕES


VERONEZ, MARCELO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 88

REFORÇO DE PILARETES DE CONCRETO ARMADO EXPOSTOS A ELEVADAS TEMPERATURAS COM A UTILIZAÇÃO DE TECIDO
DE FIBRA DE CARBONO
MARQUES, D. B.; GRAEFF, A. G.; GARCEZ M. R. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 99

AVALIAÇÃO DA SATISFAÇÃO DE USUÁRIOS DE MORADIAS POPULARES EM LOTEAMENTOS DE INTERESSE SOCIAL NO RIO


GRANDE DO SUL
BIRCK, MYLENA LANUSSI ROSSI; LORENZI, LUCIANI SOMENSI; BIGOLIN, MORGANE; SILVA FILHO, LUIZ CARLOS PINTO DA; LORENZI, ALEXANDRE . . 107

ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE CONCRETO CONVENCIONAL E REFORÇADO COM FIBRAS ATRAVÉS DE ENSAIOS
ULTRASSÔNICOS
BOSCO, VICTOR IVAN DAL; LORENZI, ALEXANDRE; SILVA FILHO, LUIZ CARLOS P. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 121

INSPEÇÃO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ATRAVÉS DE ENSAIOS ULTRASSÔNICOS


LORENZI, ALEXANDRE; REGINATTO, LUCAS ALEXANDRE; SILVA FILHO, LUIZ CARLOS PINTO DA; LORENZI, LUCIANI SOMENSI . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 130
ALCONPAT
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AVALIAÇÃO DA INFLUÊNCIA DA UTILIZAÇÃO DO PÓ DE VIDRO ÂMBAR COMO AGREGADO MIÚDO NAS PROPRIEDADES DO
CONCRETO
BARBOSA, J.P.N.; SILVA, D.H.B.; SOUSA, J.; RIBEIRO, F.H.M.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 137

AVALIAÇÃO ESTRUTURAL DA SUBESTAÇÃO DE ENERGIA DA UFES APÓS INCÊNDIO


BREMENKAMP, CINNDHY; MARTINELLI, LETÍCIA; MOTA, GABRIELA; SOUZA, RODRIGO; VIEIRA, GEILMA. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 146

ANÁLISE DAS MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS EM MERCADO PÚBLICO NO MUNICÍPIO DE TABULEIRO DO NORTE/CE


SALUSTIO, JANAINA; BARROS, JOMÁRIO; CHAVES, RUTH; SOBRAL, TEREZA. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 157

INVESTIGAÇÃO DA CORROSÃO DE ARMADURA EM CONCRETOS COM DIFERENTES TIPOS DE AÇO ATRAVÉS DE ENSAIOS
NÃO-DESTRUTIVOS
MODESTI, G.; MANCIO, M. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 167

PENETRAÇÃO DE CLORETOS EM CONCRETOS COM SUBSTITUIÇÃO PARCIAL DO AGLOMERANTE PELO RESÍDUO DO


BENEFICIAMENTO DE ROCHAS ORNAMENTAIS
TEIXEIRA, FERNANDO RITIÉLE; COSTA, VITÓRIA SILVEIRA DA; PALIGA, CHARLEI MARCELO; TORRES, ARIELA DA SILVA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 178

ANÁLISE DAS PRINCIPAIS MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS EM DUAS ESCOLAS ESTADUAIS DA CIDADE DE ASSÚ-RN
SALUSTIO, JANAINA; BARROS, JOMÁRIO; BARBOSA, ATHOS; SOBRAL, TEREZA. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 186

CARACTERIZAÇÃO DE ARGAMASSAS HISTÓRICAS: ESTUDO DE CASO DO MERCADO PÚBLICO DE JARDIM DE PIRANHAS/RN


SALUSTIO, JANAINA; BARROS, JOMÁRIO; ALMEIDA, JOSÉ; SOBRAL, TEREZA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 198

DESPLACAMENTO DE REVESTIMENTO CERÂMICO EM FACHADAS – ESTUDO DE CASO


SEABRA, KÉDMA DA SILVA; SANTOS, ALBERTINO; DA SILVA, ALEX . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 209

AVALIAÇÃO DAS MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS E REALIZAÇÕES DE ENSAIOS NÃO DESTRUTIVOS E SEMI-DESTRUTIVOS


EM PONTES DA CIDADE DO RECIFE/PE
LEITE, ALLAN; MACIEL, PEDRO; NASCIMENTO, FERNANDO; ROMA, RODRIGO; VALE, LEONARDO; ALVES, MATHEUS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 215

COMPARATIVO DA EVOLUÇÃO DAS MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS DE UMA EDIFICAÇÃO EM UM INTERVALO DE 5 ANOS


LIMA, NATHÁLIA; REIS, JOÃO; NASCIMENTO, FERNANDO; VALE, LEONARDO; SANTOS, MANUELI; MONTEIRO, ELIANA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 229

ESTUDO EXPLORATÓRIO DE INSPEÇÃO DE MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS DE FACHADAS UTILIZANDO VEÍCULO AÉREO


NÃO TRIPULADO (VANT)
MOURA JR., JOSÉ MARIA DE; LORDSLEEM JR., ALBERTO CASADO; RUIZ, RAMIRO DANIEL BALLESTEROS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 243

REFORÇO À FLEXÃO DE VIGAS BIAPOIADAS EM CONCRETO ARMADO COM BARRAS DE FIBRA DE VIDRO
VARES, RHAISSA; HASTENPFLUG, DANIEL; LAZZARI, PAULA; LAZZARI, BRUNA; MARTINI, ANDREW . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 255

LEVANTAMENTO DO ESTADO DEGRADAÇÃO DAS EDIFICAÇÕES INVENTARIAS NA CIDADE DE PELOTAS/RS: ZONA DE


PRESERVAÇÃO DO PATRIMÔNIO CULTURAL, SÍTIO DO 1º LOTEAMENTO
COSTA, VITÓRIA SILVEIRA DA; TORRES, ARIELA DA SILVA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 263

INFLUÊNCIA DE VARIAÇÕES DE MODELO ESTRUTURAL E VIDA ÚTIL DE PROJETO NOS IMPACTOS AMBIENTAIS GERADOS POR
EDIFÍCIOS DE CONCRETO ARMADO
CASSINELLI, ANDREMIR l.; GODOY, LUIS G. G.; GARCEZ, MÔNICA R.; SCHWETZ, PAULETE F.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 275

ESTUDO DE CASO: APLICAÇÃO DE TÉCNICA DE INSPEÇÃO PREDIAL


CANELLAS, ÁGATHA DAFLON CICARINO; LIMA, ROGÉRIO CATTELAN ANTOCHEVES; RIBEIRO, LUCAS DA ROSA; SAMPAIO, FRANCISCO MONTE ALVERNE DE
SALES . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 284

ANÁLISE DOS EFEITOS DA CORROSÃO SOBRE A DUCTILIDADE DE ARMADURAS CORROÍDAS POR ENSAIOS ACELERADOS
BALESTRA, CARLOS EDUARDO TINO; MARTINS, JEFFERSON GUSTAVO; SPANHOL, FABIO ALEXANDRE; SAVARIS, GUSTAVO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 296

CARACTERIZAÇÃO DE ARGAMASSAS HISTÓRICAS: ESTUDO DE CASO DE UMA RESIDÊNCIA LOCALIZADA NA PALMA –


MUNICÍPIO DE CAICÓ/RN
MEDEIROS, BARAKLEIN; BARROS, JOMÁRIO; SALUSTIO, JANAINA; SOBRAL, TEREZA. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 303

ANÁLISE DE DEGRADAÇÃO E RISCOS EM UM ELEMENTO DE PROTEÇÃO DE CONCRETO ARMADO EM REGIÕES LITORÂNEAS:


UM ESTUDO DE CASO NA CIDADE DE SÃO LUÍS – MA
MUNIZ, PEDRO; PESTANA, FLÁVIO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 315
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BRASIL

CONDIÇÃO ESTRUTURAL EM UMA ESTRUTURA PORTUÁRIA: UM ESTUDO DE CASO NA CIDADE DE SÃO LUÍS – MA
MUNIZ, PEDRO; PESTANA, FLÁVIO; BARROSO, MATHEUS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 325

LEVANTAMENTO DE MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS EM EDIFICAÇÃO ESCOLAR - ESCOLA TÉCNICA CENECISTA PROF.


DURBAN FERRAZ FERREIRA EM TORRES / RS
LOPES LARROSA, GABRIEL; REIS ANTUNES, GISELLE. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 334

AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO FUNCIONAL DE UM PAVIMENTO URBANO: ESTUDO DE CASO


COSTA, AIRLES DUARTE; SOUSA, ERICA LOPES; PINTO, ISABELLY CHRISTINY MONTEIRO DE SOUZA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 346

AÇÕES PREVENTIVAS PARA O CONTROLE DE FISSURAÇÃO PÓS CONCRETAGEM – ASPECTOS EXECUTIVOS DE UM PRÉDIO
PÚBLICO DE MÚLTIPLOS PAVIMENTOS EM MANAUS/AM.
DAMASCENO, DAVI LUIZ GRUHN; SANTOS, JOSÉ RICARDO RIBEIRO DOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 355

LEVANTAMENTO DE MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS NA PONTE SOBRE O RIO DAS OSTRAS NO MUNICÍPIO DE BALNEÁRIO
CAMBORIÚ, SANTA CATARINA-BRASIL
ANTUNES DE OLIVEIRA, MARJORI; DAGNONI NOTARI, GIOVANNA; DO PRADO PEGORARO, DOUGLAS MAICON; GULAK, DOUGLAS; MACHADO FILHO,
CARLOS DANIEL; VENÂNCIO, CAROLINE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 366

REJEITO DA MINERAÇÃO DE AREIA COMO MATERIAL CIMENTÍCIO SUPLEMENTAR


FIGUEIREDO, ALINE SANTANA; SANTOS, BRUNA LOURES DE CASTRO; KUSTER, LUANA DRAGO; ANTUNES, LUDIMILA GOMES; FONTES, WANNA CARVALHO;
PEIXOTO, RICARDO ANDRÉ FIOROTTI. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 379

INFLUÊNCIA DA COMPOSIÇÃO QUÍMICA DE SOLUÇÕES SIMULADOS DOS POROS DE CONCRETO NA QUALIDADE DO FILME DE
PASSIVAÇÃO DE AÇOS DE BAIXO TEOR DE CARBONO
MODESTI, G.; KREIN, L.; MANCIO, M.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 389

ELABORAÇÃO DE MAPA DE DANOS DE PRÉDIO HISTÓRICO: UM ESTUDO DE CASO EM FACHADAS COM REVESTIMENTO EM
PINTURA DA ESCOLA POLITÉCNICA DA UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO
TEIXEIRA, BRUNA; COSTA E SILVA, ANGELO JUST . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 401

ANÁLISE DAS MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS PRESENTES NA PONTE SITUADA SOBRE O RIO TOCANTINS EM PORTO
NACIONAL-TO
RAMALHO DA SILVA, THAMIRES; HENRIQUE DE MELO RIBEIRO, FÁBIO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .411

UTILIZAÇÃO DE TERMOGRAFIA PASSIVA NAS INSPEÇÕES VISUAIS – ESTUDO DE CASO CONCHA ACÚSTICA DO EXÉRCITO DE
BRASÍLIA
SOUZA, LAYANE SILVA; LIMA, HENRIQUE JORGE NERY DE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 423

UMA ANÁLISE ESTATÍSTICA DAS MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS ENCONTRADAS NAS RESIDÊNCIAS DO MUNICÍPIO DE
QUIXERAMOBIM
RIBEIRO, RENAN; OLIVEIRA, CÍCERA; SILVA, DANIELA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 435

AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DE SISTEMAS ESTRUTURAIS DE EDIFICAÇÕES HABITACIONAIS EM JUAZEIRO DO NORTE COM


BASE NA NBR 15575/2013
LEITE, IANE MOTA LANDIM; BORGES, ANA VERONICA GONCALVES; CIRINO, MIGUEL ADRIANO GONÇALVES . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 444

ANÁLISE DA DEGRADAÇÃO DAS FACHADAS DO PRÉDIO DE MÚSICA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE/RS
ZSCHORNACK, RENATA BRAGA; MARTINS, VANESSA PERES; TORRES, ARIELA DA SILVA. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 454

IDENTIFICAÇÃO DE MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS EM PONTES DE CONCRETO ARMADO NO MUNICÍPIO DE VIÇOSA – MG


TIRADO, LUIZ HENRIQUE BARBOZA; SILVA, REGINALDO CARNEIRO DA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 465

ESTUDO DAS MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS EM EDIFÍCIOS DE ESTRUTURA METÁLICA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE


VIÇOSA
MENDES, BEATRYZ CARDOSO; SILVA, REGINALDO CARNEIRO DA; SANTOS, RODRIGO FELIPE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 477

PATOLOGIAS EM INSTALAÇÕES HIDROSSANITÁRIAS NOS EDIFÍCIOS DA UFV


SOUZA, LUIZ PAULO FONSECA; SILVA, REGINALDO CARNEIRO DA. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 489

ANÁLISES DAS MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICA: ESTUDO DE CASO EM UMA ESCOLA NA CIDADE DE JUAZEIRO DO NORTE -
CEARÁ
MORAIS, JOÃO MARCOS PEREIRA DE; CIRINO, MIGUEL ADRIANO GONÇALVES; LÔBO, JOSEFA MISSILIENE CORDEIRO; OLIVEIRA, BRUNO BARBOSA DE . .
499
ALCONPAT
BRASIL

ANÁLISE DAS MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS CONSTRUTIVAS EM UM GINÁSIO POLIESPORTIVO DA CIDADE DE VÁRZEA


ALEGRE-CE
LIMA, LEANDRO GONÇALVES; COSTA, CICERO HUGO FERREIRA; BRITO, FRANCISCO HERMERSON VILAR;CIRINO, MIGUEL ADRIANO GONÇALVES;
FERREIRA JÚNIOR, FRANCISCO HÉLIO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 510

EFEITO DA VARIAÇÃO DE TEMPERATURA NA RETRAÇÃO DE ARGAMASSAS DE REPARO COM ADIÇÃO DE MATERIAL


PULVERULENTO INERTE
ALMEIDA, RUBYANE BRITO RODRIGUES DE; FARIA, ETORE FUNCHAL DE; SLOVINSKI, ISADORA GHELLERE. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 520

DESEMPENHO DE ARGAMASSAS DE REVESTIMENTO PRODUZIDOS A PARTIR DE ESCÓRIA DE ACIARIA


MATIAS, ANA CAROLINA DE PAULA; ANDRADE, HUMBERTO DIAS; FIGUEIREDO, ALINE SANTANA; CAETANO, MARINA ALTOÉ; DE CARVALHO, JOSÉ MARIA
FRANCO; PEIXOTO, RICARDO ANDRÉ FIOROTTI. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 528

ESTUDO DE CASO: FISSURAS EM LAJE DE EDIFÍCIO RESIDENCIAL EM BELO HORIZONTE


BRASILEIRO, MELINA BARROS; CAETANO, MARINA ALTOÉ; FIGUEIREDO, ALINE SANTANA; MATIAS, ANA CAROLINA PAULA; SILVA, GUILHERME JORGE
BRIGOLINI; MENDES, JÚLIA CASTRO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 540

ANÁLISE DAS MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS EM SISTEMAS HÍBRIDOS: MADEIRA X STEEL FRAME


SOUTO COSTA COELHO DA SILVA, CATHERINE; BETANIA SCALI, SILVIA; CRISTINA DOS SANTOS FERREIRA, GISLEIVA; TADEU MASCIA, NILSON; LEANDRO
SILVA, THALITA; DROZDOWSKI PRIOSTA, THIAGO; MARIA GUIDA SERRA, VIVIAN . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 547

SISTEMAS DE ANCORAGEM MECÂNICA PARA VIGAS REFORÇADAS À FLEXÃO COM PRF


STEIN, KÁSSIO JOE; FÜHR DE OLIVEIRA, ALEXANDRE; GARCEZ, MÔNICA REGINA; GAIO GRAEFF, ÂNGELA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 559

ESTUDO DAS MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS NO RESERVATÓRIO ELEVADO DO IFAL CAMPUS PALMEIRA DOS ÍNDIOS
DÁRIO, A. B.; RICARDO, C. S. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 569

AVALIAÇÃO DE MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS EM SISTEMA HIDRÁULICO DE ÁGUA FRIA EM EDIFÍCIO RESIDENCIAL


MULTIFAMILIAR
BITTENCOURT FORTE, LAÍS; LUIZ STOCCO, JOELCIO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 577

CARBONATAÇÃO EM CONCRETO DE ESCÓRIA DE ACIARIA


ANDRADE, HUMBERTO; FIGUEIREDO, ALINE; MATIAS, ANA CAROLINA; NATALLI, JULIANA; CARVALHO, JOSÉ MARIA; PEIXOTO, RICARDO ANDRÉ. . . . 588

AVALIAÇÃO DO EMPREGO DA CINZA DA CASCA DE ARROZ NO CONCRETO FRENTE AO ATAQUE POR ÁCIDO SULFÚRICO
SWIDERSKI, BRUNA; GAVA, GIOVANNA; DELABONA, FILIPE; RUFATTO, MARIANA. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 600

MANUAL TÉCNICO DE EXECUÇÃO PARA PISOS INDUSTRIAIS DE CONCRETO ARMADO COMO FORMA DE PREVENÇÃO DE
MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS
COSTA, ÁLVARO; JORDANI, BÁRBARA; NUNES, DAVID BRANDÃO. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 609

MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS DE PARTE DO EDIFÍCIO NO CONJUNTO HABITACIONAL EM PAULISTA-PE


FIGUEIRÊDO, AUGUSTO; PINTO, JOSÉ WANDRLEY; SILVA, ÂNGELO JUST DA COSTA; SANTOS, ANDRÉ MIRANDA; LIMA, MIÉLIX JOSÉ SEVERO; MOTA, JOÃO
MANOEL F. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 620

RELAÇÃO ENTRE O ÍNDICE ESCLEROMÉTRICO E A RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO DE CONCRETOS


NATALLI, JULIANA; ANDRADE, HUMBERTO; MOREIRA, JOÃO VITOR; COSTA, LAÍS; FIGUEIREDO, ALINE; BATISTA, JÚNIO; PEIXOTO, RICARDO . . . . . . . 630

MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS EM EDIFICAÇÕES PÚBLICAS ESCOLARES: ESTUDO DE CASO NA UNIVERSIDADE ESTADUAL


DO OESTE DO PARANÁ – CAMPUS CASCAVEL
OLIVEIRA, ANA MARIA DE SOUSA SANTANA; MENIN, THIAGO FELIPE SCHERER . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 637

INOVAÇÃO NA INSPEÇÃO DE FACHADAS COM VEÍCULOS AÉREOS NÃO TRIPULADOS (VANT)


BALLESTEROS RUIZ, RAMIRO DANIEL; LORDSLEEM JR., ALBERTO CASADO; FERNANDES, BRUNO JOSÉ TORRES; OLIVEIRA, SÉRGIO CAMPELLO; MOURA
JR., JOSÉ MARIA DE; LIMA, MOEMÍ . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 650

AVALIAÇÃO FUNCIONAL E PATOLÓGICA DE PAVIMENTOS FLEXÍVEIS ─ ESTUDO DE CASO BR 317 KM-249 AO KM-294 TRECHO:
XAPURI À BRASILÉIA/ACRE
MENDES, PAULO ROBERTO LIMA; SOUZA, FERNANDO DA SILVA; PEIXOTO, RICARDO ANDRÉ FIOROTTI . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 660

LEVANTAMENTO VISUAL DAS PATOLOGIAS DO SISTEMA VIÁRIO DO CAMPUS UNIVERSITÁRIO DA UFAM EM MANAUS – AM
DE OLIVEIRA DUTRA, MATHEUS; VINICÍUS PALHETA DE SOUZA, LUCAS; OLIVEIRA LOPES, MESSIAS. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 670

UTILIZAÇÃO DE DRONE NA AVALIAÇÃO DE PATOLOGIAS EM FACHADAS DE EDIFICAÇÕES


FRANÇA, GUSTAVO; MENDONÇA, LUCY; MONTE JÚNIOR, ÍTALO; WANDERLEY, THALITA. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 682
ALCONPAT
BRASIL

MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS EM HABITAÇÕES POPULARES EM CONCRETO ARMADO – ESTUDO DE CASO


DAMASCENO, IANA; PUCCINI, PAULO; ROSA, BERNARDO; JASTES, GABRIEL; FERREIRA, MAURÍCIO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 692

TIPOLOGIA DA FISSURAÇÃO EM EDIFICAÇÃO DA ARQUITETURA LUSO- MARANHENSE: ESTUDO DE CASO


OLIVEIRA, A. H. S.; AGUIAR, E. A. B.; ARAÚJO, M. V.; ARAÚJO NETTO, R. N. R. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 704

EXECUÇÃO INADEQUADA DE ESTACA RAIZ EM ITAITUBA - PA: ESTUDO DE CASO


MATOS, RODRIGO DANIEL DE MIRANDA; PINHEIRO, BEATRIZ DA SILVA; LEITE, JONAS DOS SANTOS; TAPAJÓS, LUAMIM SALES . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 713

ANÁLISE DAS CAUSAS DE FISSURAS EM EDIFICAÇÃO RESIDENCIAL MULTIFAMILIAR EM PAREDES DE CONCRETO NO SUL DO
BRASIL - ESTUDO DE CASO
MUNARETTO COPETTI, MARINA; PANNO, PATRÍCIA; JOHANN KÜLZER, PAOLA NADINE; MÜLLER,LAURA; SANTOS, CRISTIANE CARINE. . . . . . . . . . . . . . . 722

LEVANTAMENTO E ANÁLISE DE MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS PRESENTES NUMA EDIFICAÇÃO PÚBLICA: ESTUDO DE


CASO NA CIDADE DE ESTÂNCIA-SE
SILVA, PEDRO HENRIQUE GAMA; DA MOTA, POLINE MONTEIRO; SANTANA, FLÁVIO OLIVEIRA; SANTOS JUNIOR, GILBERTO MESSIAS . . . . . . . . . . . . . . . 730

MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS IDENTIFICADAS EM UM CHALÉ ECLÉTICO EM RECIFE – PE


LIRA, LARISSA SOUZA DE; OLIVEIRA, ROMILDE ALMEIDA DE; MENDES, ALDILEIDE GALINDO; TELES, VANESSA Y.F. DA ROCHA. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 740

MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS IDENTIFICADAS NO CASARÃO DA VÁRZEA EM RECIFE-PE


FLOR, KAREN BEATRIZ NEVES; PEREIRA, GUILHERME F. CAVALCANTI; MENDES, ALDILEIDE GALINDO; TELES, VANESSA Y. F. DA ROCHA . . . . . . . . . . . . 752

PATOLOGIAS EM PAVIMENTOS ASFÁLTICOS - UM ESTUDO DE CASO DA AVENIDA VICENTE NUNES DE ALBUQUERQUE


ARAUJO, JANCLÉIA ALBUQUERQUE; BARBOSA, LUANA FELIX;PINTO, ISABELLY CHRISTINY MONTEIRO DE SOUZA PINTO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 763

ANÁLISE DA RESISTÊNCIA DE VIGAS DE CONCRETO ARMADO À FLEXÃO COM FIBRA DE CARBONO PELO MÉTODO NEAR
SURFACE MOUNTED (NSM)
PINTO, LAURA GOMES; DAL PONT, RENATA SOARES PIAZZA; RODRIGES, GEORGE WILSON ALBERNAZ; OLIVEIRA, MARCOS HONORATO . . . . . . . . . . . . . 772

ANÁLISE DAS MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS ENCONTRADAS NO MUSEU MUNICIPAL PARQUE DA BARONESA EM PELOTAS-
RS
BONOTTO RUIVO, ROSEANA; BALLERINI FERNANDES, TATIANE; DA SILVA TORRES, ARIELA. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 782

ANÁLISE DAS CONDIÇÕES DO CONCRETO DO CANAL DE RETENÇÃO DE AREIA DE UMA ESTAÇÃO DE PRÉ-CONDICIONAMENTO
DE ESGOTO
BEZERRA, JOSÉ EMIDIO ALEXANDRINO; LIMA, ANDRÉLIA DE FREITAS; CABRAL, ANTÔNIO EDUARDO BEZERRA; OSHIRO, ANGEL . . . . . . . . . . . . . . . . . . 794

AVALIAÇÃO DAS MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS EM REVESTIMENTOS ENCONTRADAS NO BLOCO “A” DA ESCOLA


POLITÉCNICA DE PERNAMBUCO
VIANA, CLAUDIA CAVALCANTI LOPES; PÓVOAS, YÊDA VIEIRA; SILVA, MARIA ANGÉLICA VEIGA DA; LORDSLEEM, ALBERTO CASADO JR . . . . . . . . . . . . . 805

A UTILIZAÇÃO DO SILICATO BIOQUIMICAMENTE MODIFICADO NOS MECANISMOS DAS MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS


AUMENTANDO A VIDA ÚTIL DAS ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
COUTINHO, LEONARDO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 816

UTILIZAÇÃO DO SILICATO BIOQUIMICAMENTE MODIFICADO NO SISTEMA DE IMPERMEABILIZAÇÃO ESTUDO DE CASO DE


UM EMPREENDIMENTO RESIDENCIAL EM BELO HORIZONTE
COUTINHO, LEONARDO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 827

AVALIAÇÃO DA EFICIÊNCIA DE POLÍMEROS REFORÇADOS COM FIBRAS DE CARBONO NA REABILITAÇÃO DE PILARES


CURTOS SUBMETIDOS À COMPRESSÃO CONCÊNTRICA – ESTUDO DE CASO
DAMASCENO, DAVI LUIZ GRUHN; SANTOS, JOSÉ RICARDO RIBEIRO DOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 836

LEVANTAMENTO DAS MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS PRESENTES EM UM CONDOMÍNIO RESIDENCIAL DE CASCAVEL – PR


EXECUTADO EM PAREDES DE CONCRETO
DEZAN, IGOR; PAGANIN, RICARDO; RACHID, LIGIA; FORIGO, CAMILA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 845

ESTIMATIVA DE VIDA ÚTIL EM EDIFICAÇÃO EM ESTRUTURA DE CONCRETO ARMADO EM AMBIENTE MARINHO E URBANO
GUIGNONE, GUILHERME; VIEIRA, GEILMA; BAPTISTA, GERCYR . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 857

ANÁLISE DAS MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS NA ALVENARIA DO EDIFÍCIO CENTENÁRIO DA ESCOLA POLITÉCNICA DE


PERNAMBUCO - POLI/UPE
SILVA, ALYX; NASCIMENTO BARROS, EDENIA; SANTOS, CYNTHIA; LORDSLEEM JR, ALBERTO. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 871
ALCONPAT
BRASIL

ANÁLISE DA VIABILIDADE DO DESENVOLVIMENTO DE CONCRETO AUTOCICATRIZANTE COM ADIÇÃO DE CINZA VOLANTE


DO RIO GRANDE DO SUL
CONZATTI DE PAOLI, THAÍS ROZA; DOS REIS DA SILVA, NICOLAS; ZAMIS EHRENBRING, HINOEL; PACHECO, FERNANDA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 885

A IMPORTÂNCIA DO USO DE FERRAMENTAS DE PLANEJAMENTO E CONTROLE EM OBRAS DE RESTAURAÇÃO: UM ESTUDO


DE CASO
CARVALHO MAZZINNI, RAYANE; PEREIRA SANTANA, VANESSA; PEREIRA E ALVARENGA, MAJDA; BRIGOLINI SILVA, GUILHERME JORGE; CASTRO MENDES,
JÚLIA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 897

PRINCIPAIS DESAFIOS DO DESEMPENHO TÉRMICO DAS EDIFICAÇÕES NO BRASIL: UMA REVISÃO


MARTINS, PAULA DANIELA; PEREIRA SANTANA, VANESSA; PEREIRA E ALVARENGA, MAJDA; BRIGOLINI SILVA, GUILHERME JORGE; CASTRO MENDES,
JÚLIA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 907

MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS DE PAVIMENTO FLEXÍVEL DE VIAS URBANAS NA CIDADE DE TERESINA, PIAUÍ


ARAUJO, ALANA; CHAVES, LEONARDO; SANTANA, CLAUDENY; ALMEIDA, FRANCISCO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 916

EFEITO DE ESCALA EXTRÍNSECO: COMO O AUMENTO DA ESCALA GEOMÉTRICA DE VIGAS DE CONCRETO AFETA SEU
COMPORTAMENTO MECÂNICO
LEITE, FELIPE; ARAÚJO, WENDER; SANTOS, AYRTON. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 930

AVALIAÇÃO DA DURABILIDADE DE ARGAMASSAS INORGÂNICAS COM ADIÇÃO DE


MOTA, JOÃO; SANTOS, ANDRÉ; MORAES, JOÃO; LIMA, MIÉLIX; SANTANA, PEDRO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 936

UTILIZAÇÃO DO MÉTODO COLORIMÉTRICO PARA IDENTIFICAÇÃO DA REAÇÃO ÁLCALI-AGREGADO EM AMOSTRAS DE


CONCRETO NO DISTRITO FEDERAL
SOARES, BRUNO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 948

ESTUDO DE CASO DOS FATORES RESPONSÁVEIS PELA DEMANDA DE MANUTENÇÃO DA ESCOLA DE MINAS/UFOP
NOVAIS, DULCELENE; LINHARES, NARA; NOGUEIRA, MARCELA; ELOI, FERNANDA; BRIGOLINI, GUILHERME; MENDES, JÚLIA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 960

DESEMPENHO TÉRMICO DE ARGAMASSAS COM AGREGADO DE RESÍDUOS INDUSTRIAIS – ESTUDO DE CASO DE UMA
EDIFICAÇÃO DE ALTO PADRÃO
MENDES, JÚLIA; ELÓI, FERNANDA; NOGUEIRA, MARCELA; SOUSA, HENOR; VILAÇA, VANESSA; PEIXOTO, RICARDO. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 967

COMPARATIVO DOS POTENCIAIS DE CORROSÃO DAS BARRAS DE AÇO INSERIDAS EM CORPOS DE PROVA MOLDADOS
EM CONCRETO, EM ARGAMASSA ESTRUTURAL, EM ARGAMASSA POLIMÉRICA E EM GRAUTE CIMENTÍCIO, SOB ATAQUE
INDUZIDOS DE CLORETOS
BEZERRA, JOSÉ EMIDIO ALEXANDRINO; CABRAL, ANTÔNIO EDUARDO BEZERRA; OSHIRO, ANGEL; ARAUJO, RAUL DAVID. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 979

ANÁLISE DAS CAUSAS DE DESCOLAMENTO DE REVESTIMENTOS CERÂMICOS NAS FACHADAS DOS LABORATÓRIOS DA
UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO
BRAGA, VICTOR;ELOI, FERNANDA; NOGUEIRA, MARCELA; COSTA, LAÍS CRISTINA; SILVA, GUILHERME JORGE; PEIXOTO, RICARDO ANDRÉ. . . . . . . . . . 988

RESISTIVIDADE ELÉTRICA EM CONCRETOS DE ESCÓRIA DE ACIARIA COM BAIXO CONSUMO DE CIMENTO


MELO, TAINÁ; AGUILAR, MARIA; PEIXOTO, RICARDO; COSTA, LAÍS; AZZI, SARAH . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1000

MODERNIZAÇÃO DA INSPEÇÃO E AVALIAÇÃO DE ESTRUTURAS: AS CONTRIBUIÇÕES DE VANTS E ROBÔS NA ÁREA DE


PATOLOGIA DAS CONSTRUÇÕES
SILVA , REGINALDO CARNEIRO; SANTOS , RUAN SANTOS; RIBEIRO , JOSÉ CARLOS LOPES; MENDES , BEATRYZ CARDOSO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1012

ATAQUE POR SULFATO EM CONCRETOS POR MEIO DE ENSAIOS ACELERADOS E MODELAGEM: UMA REVISÃO DA LITERATURA
RECENTE
DIAS, ROBERTO L.; NENEVÊ, BRUNO L.; MEDEIROS-JUNIOR, RONALDO A. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1021

MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS EM DECORRÊNCIA DO MAU FUNCIONAMENTO DO SISTEMA DE JUNTAS DE DILATAÇÃO EM


OAES: ESTUDO DE CASO
PEREIRA, RODRIGO; MARTINS, VITOR ARAÚJO; DE ALENCAR, CECÍLIA NARDI; DO CARMO, ANNE KAROLINE FORTUNATO. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1032

AVALIAÇÃO DE MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS EM ESTABELECIMENTO PRISIONAL NO RIO GRANDE DO SUL E ALTERNATIVAS


DE RECUPERAÇÃO
MATIAS, FERNANDA; KAUSS, CAROLINE DA SILVA; MENEGON, JULIA; COSTA, CARLOS EDUARDO IPONEMA. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1041

ANÁLISE TÉCNICA DE BLOCOS CERÂMICOS DE VEDAÇÃO COMERCIALIZADOS EM BRASÍLIA-DF CONFORME A NBR 15270/2017
SILVA. MAYKON V.; NOBRE. GUILHERME G.; CUNHA. LIDIA R. R.; SOUZA, NELSON L. DE Q. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1051
ALCONPAT
BRASIL

ANÁLISE DE DIFERENTES TIPOS DE CIMENTO PORTLAND EM RELAÇÃO A TAXA DE FISSURAÇÃO PROVENIENTE DO


MECANISMO DE RETRAÇÃO
MARÇULA, STEPHANIE CUCOLO; PEREIRA, JONATHA ROBERTO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1060

LEVANTAMENTO DE MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS EM 3 (TRÊS) VIADUTOS DE ACESSO ENTRE CURITIBA E SÃO JOSÉ DOS
PINHAIS NO ESTADO DO PARANÁ
SOUZA, DANIEL; CORDEIRO, DEMILSON; ALBUQUERQUE, PAULO; MENDES, SANDRO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1061

INOVAÇÃO TECNOLÓGICA NA INSPEÇÃO DE MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS DE FACHADAS UTILIZANDO CÂMERA


TERMOGRÁFICA INTEGRADA AO VEÍCULO AÉREO NÃO TRIPULADO (VANT): REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
SILVA, WILLIANS; LORDSLEEM, ALBERTO; BALLESTEROS, RAMIRO; ROCHA, JOAQUIN . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1071

ESTUDO DE EFICÁCIA DE SOLUÇÕES PARA ATENUAÇÃO DE RUÍDO EM INSTALAÇÕES HIDROSSANITÁRIAS


LIMA, KELLY RAMOS DE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1080

IDENTIFICAÇÃO DE MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS EM MARQUISES DE EDIFICAÇÕES NA CIDADE DE CASCAVEL/PR


ANTONIAZZI COUSSIAN, JULIA; WISSMANN, JORGE A.; DE SOUSA SANTANA DE OLIVEIRA, ANA MARIA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1092

ANÁLISE DAS MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS DOS REVESTIMENTOS DAS FACHADAS PRINCIPAIS DA BIBLIOTECA PÚBLICA
PELOTENSE
MARTINS, VANESSA PERES; ZSCHORNACK, RENATA BRAGA; TORRES, ARIELA DA SILVA. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1104

PATOLOGIAS EM MATERIAIS NÃO CONVENCIONAIS: EXPANSIBILIDADE DA ESCÓRIA DE FORNO PANELA


FRACÃO DA SILVA, TAYNÁ; C. DOS SANTOS FERREIRA, GISLEIVA; FERREIRA ROCHE PEREIRA, VANESSA. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .1111

ESTUDO DE FISSURAS E TRINCAS ACOMETIDAS EM ESTRUTURAS PRÉ-MOLDADAS


SILVA, LOHANNA; LOPES, RADUAN; LIMA, JOÃO PAULO; PIOVESAN, JAYNE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1122

A INSPEÇÃO PREDIAL COMO MÉTODO DE ACOMPANHAMENTO E GESTÃO DO DESEMPENHO DAS EDIFICAÇÕES


SOUZA ANDRADE, RAFAELA; ALVES OLIVEIRA, EDNA. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1130

IDENTIFICAÇÃO E ANÁLISE DE MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS INCIDENTES NO ESTACIONAMENTO SUPERIOR DE UM


SHOPPING CENTER: LEVANTAMENTO DE POSSÍVEIS CAUSAS E PROPOSTA DE INTERVENÇÃO
CALHEIROS SOARES, RICARDO; SAMUEL DE OLIVEIRA JÚNIOR, JORGE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1142

ANÁLISE DAS MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS CAUSADAS PELA AÇÃO DA UMIDADE EM UMA PASSARELA DESTINADA A
CIRCULAÇÃO DE ACADÊMICOS: ESTUDO DE CASO REALIZADO NA FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE RONDÔNIA
BATISTA, BRUNA CAROLINE CAMPOS; LORENZETTI, JÚLIA FONTELES; JUNIOR, JOÃO MARCOS FELIPPE MENDES; LOPES, RADUAN KRAUSE . . . . . . . 1152

DEFICIÊNCIAS FUNCIONAIS E INSUFICIÊNCIAS ESTRUTURAIS EM OAES: ESTUDO DE CASO


PEREIRA, RODRIGO; DO CARMO, ANNE KAROLINE FORTUNATO; MARTINS, VITOR ARAÚJO; DE ALENCAR, CECÍLIA NARDI. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1159

ANÁLISE TERMO-ESTRUTURAL DE UMA VIGA EM SITUAÇÃO DE INCÊNDIO


BERNARDI, ANA PAULA; LAZZARI, BRUNA MANICA; LAZZARI, PAULA MANICA; FERREIRA, MATHEUS WANGLON . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1168

ANÁLISE DAS MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS NA ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ÁGUA DE JURU-PB


SOUZA,VITORIA B.; LEITE, LAIANY K. F.; RAMOS, MARIA A.; SOUSA, NÍLBERTE M. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1180

CONCRETOS PRODUZIDOS COM AGREGADO E ADIÇÃO MINERAL DE ESCÓRIA DE ACIARIA


COSTA, LAIS CRISTINA; FERREIRA, LARRISA CAROLINE; ELÓI, FERNANDA; NOGUEIRA, MARCELA; BATISTA, JUNIO; PEIXOTO, RICARDO ANDRÉ . . . . 1186

DESEMPENHO DE CONCRETOS DE ESCÓRIA DE ACIARIA FRENTE A ATAQUE DE CLORETOS


FERRREIRA, LARISSA; NOGUEIRA, MARCELA; COSTA, LAÍS; MOURA, SANDRA; PEIXOTO, RICARDO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1196

IDENTIFICANDO MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS: O CASO DO “PALACETE DOS PEREIRAS” – PRINCESA ISABEL - PB


DE PAULO, GIOVANNA S.; DOS SANTOS, MARCIELLY A.; AQUINO, SAMUEL M.; SOUSA, NÍLBERTE M.; ADVINCULA, CHYARA C. B. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1208

ANÁLISE DAS MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS E CRIAÇÃO DO PLANO DE INSPEÇÃO NAS ESTRUTURAS DE CONCRETO
ARMADO DA INDÚSTRIA PETROQUÍMICA
AMBROSI, ANDREW ARION DA ROSA; THOEN, NICOLLAS ANDIGLIERI; POLESELLO, EDUARDO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1220

INSPEÇÃO CADASTRAL E ROTINEIRA EM OBRAS DE ARTE ESPECIAIS NAS REGIÕES NORTE E NORDESTE DO BRASIL: ESTUDO
DE CASO
PEREIRA, RODRIGO; DO CARMO, ANNE KAROLINE FORTUNATO; MARTINS, VITOR ARAÚJO; DE ALENCAR, CECÍLIA NARDI. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1230
ALCONPAT
BRASIL

LIMITAÇÕES NO AVANÇO DO PROCESSO DE CARBONATAÇÃO


SILVA, MATHEUS DE SOUZA; RIBEIRO, FRANCISCO ROGER CARNEIRO; CAVALCANTE, FELIPE VASCONCELOS; BRASILEIRO, FRANCISCA LILIAN CRUZ;
BARROSO, ANNA JÉSSICA DE OLIVEIRA. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1239

AVALIAÇÃO DA INTEGRIDADE ESTRUTURAL DA PONTE SOBRE LAGOA DO ROTEIRO, NO ESTADO DE ALAGOAS


PEREIRA, RODRIGO; MARTINS, VITOR ARAÚJO; DE ALENCAR, CECÍLIA NARDI; DO CARMO, ANNE KAROLINE FORTUNATO. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1247

ATIVIDADES DE INSPEÇÃO E DE MANUTENÇÃO PARA A SUPERESTRUTURA DE UMA PONTE MISTA EM ARCOS METÁLICOS
CHAGAS DOS SANTOS, HUDSON; MEDEIROS, CARLOS ALBERTO. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1258

ANÁLISE DAS PATOLOGIAS EM EDIFICAÇÃO RESIDENCIAL ESTUDO DE CASO EM SALVADOR/BA


SENA, DAIANE SILVA MONTENEGRO; COELHO, VINÍCIUS ALMEIDA; BARBOSA, LUANNE BASTOS DE BRITTO; CERQUEIRA, MILENA BORGES DOS SANTOS;
MARTINS, MATHEUS GOMES; SILVA, FRANCISCO GABRIEL SANTOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1269

AGENTES DE DEGRADAÇÃO RELACIONADOS AOS PROJETOS DE ENGENHARIA


OLIVEIRA, VALÉRIA; ZANOLLA, IEDA; OLIVEIRA, FRANCIELE; PEIXOTO, MARIA ELIANA; MELO, RORENNYCHOLLAS; GRINGS, KÁTIA . . . . . . . . . . . . . . . 1280

POTENCIAIS DE CORROSÃO EM BARRAS DE AÇO INSERIDAS ARGAMASSA POLIMÉRICA EM COMPARAÇÃO COM POTENCIAIS
DE CORROSÃO EM CONCRETO REPARADO PARCIALMENTE COM ARGAMASSA POLIMÉRICA
BEZERRA, JOSÉ EMIDIO ALEXANDRINO; CABRAL, ANTÔNIO EDUARDO BEZERRA; OSHIRO, ANGEL; ARAUJO, RAUL DAVID. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1292

OCORRÊNCIA DE AGENTES MICROBIOLÓGICOS EM FACHADAS DE EDIFICAÇÕES LOCALIZADAS EM SALVADOR/BA


CERQUEIRA, MILENA BORGES DOS SANTOS; MARQUES, LUCAS SOUZA; BARBOSA, LUANNE BASTOS DE BRITTO; MARTINS, MATHEUS GOMES; COELHO,
VINÍCIUS ALMEIDA; SILVA, FRANCISCO GABRIEL SANTOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1301

AVALIAÇÃO DE TRATAMENTOS SUPERFICIAIS DE RODOVIAS ATRAVÉS DE ENSAIOS LABORATORIAIS


PEREIRA, SYNARDO LEONARDO DE OLIVEIRA; BARROSO, SUELLY HELENA DE ARAÚJO; CIRINO, MIGUEL ADRIANO GONÇALVES; OLIVEIRA, BRUNO
BARBOSA DE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1309

O IMPACTO CAUSADO PELA FALTA DA COMPATIBILIZAÇÃO ENTRE PROJETOS DE UMA EDIFICAÇÃO HOSPITALAR
SANTANA, DIEGO DOS SANTOS; COELHO, VINÍCIUS ALMEIDA; BARBOSA, LUANNE BASTOS DE BRITTO; MARTINS, MATHEUS GOMES; CERQUEIRA, MILENA
BORGES DOS SANTOS; SILVA, FRANCISCO GABRIEL SANTOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1321

IDENTIFICAÇÃO DE NÃO HOMOGENEIDADES EM ESTRUTURAS DE CONCRETO ENDURECIDO ATRAVÉS DE PULSO


ULTRASSÔNICO
RIBEIRO, Y. A. M.; BOMFIM, D. S.; SACRAMENTO, L.A.; CASTRO, J.R.P.; DOMINGUEZ, D. S.; LIMA, M. P.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1329

ANÁLISE DO CONTROLE DE QUALIDADE NA EXECUÇÃO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


MARTINS PERDIGÃO, KAROLINE; SANTOS DOHLER, PHELLIPE; SOARES CANGUSSÚ, DIANA DARLEN . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1339

7 ANOS DE USO E MAIS DE 2000 MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS EM CONJUNTO HABITACIONAL DE INTERESSE SOCIAL EM
ALVENARIA ESTRUTURAL
PILZ, SILVIO E.; BATISTON, EDUARDO R.; PIASESKI, FLÁVIA M.; COSTELLA, MONIKE M.; BOTTEGA, GABRIELA S. S.; LISBOA, LEODIMAR A.; COSTELLA,
MARCELO F.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1351

INFLUÊNCIA DA PRESENÇA DE POROS DEVIDO À INCORPORAÇÃO DE AR NA DURABILIDADE DE CONCRETO AUTOADENSÁVEL


FRENTE À CARBONATAÇÃO
ROCHA, GUSTAVO LOPES; FERREIRA, FERNANDA G. S.; CASTRO, ALESSANDRA L. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1359

ANÁLISE DE MANIFESTAÇÕES PATOLOGICAS OCORRIDAS EM RESIDÊNCIAS DE UM CONJUNTO HABITACIONAL MINHA CASA,


MINHA VIDA NA CIDADE DE PAULO AFONSO- BA: ESTUDO DE CASO
ANDRADE, ANA KAROLAYNE DE BRITO; SANTOS, RÓGERIO DE JESUS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1371

PATOLOGIAS DO CONCRETO ARMADO DE BACIAS DE EFLUENTES NO AMBIENTE INDUSTRIAL: ESTUDO DE CASO EM


SALVADOR/BA
NUNES, UELDER DA SILVA; COELHO, VINÍCIUS ALMEIDA; BARBOSA, LUANNE BASTOS DE BRITTO; MARTINS, MATHEUS GOMES; CERQUEIRA, MILENA
BORGES DOS SANTOS; SILVA, FRANCISCO GABRIEL SANTOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1380

CARACTERIZAÇÃO DE CONSTRUÇÕES EM TERRA COMPACTADA UTILIZANDO A PROPAGAÇÃO DE ONDAS ULTRASSÔNICAS


SARRO, WÉLIDA DE SOUSA; FERREIRA, GISLEIVA C. DOS SANTOS; SILVA, TAYNÁ FRACÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1390

AVALIAÇÃO DA DEGRADAÇÃO DE FACHADAS DE EDIFÍCIOS: ESTUDO DE CASO EM SALVADOR/BA


WEYLL, KARLA PIANCHÃO; COELHO, VINÍCIUS ALMEIDA; BARBOSA, LUANNE BASTOS DE BRITTO; MARTINS, MATHEUS GOMES; CERQUEIRA, MILENA
BORGES DOS SANTOS; SILVA, FRANCISCO GABRIEL SANTOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1399
ALCONPAT
BRASIL

USO DE REALIDADE AUMENTADA NA EDUCAÇÃO PATRIMONIAL


DARIO, CAROLINA; SILVA, THAÍSA LEAL DA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1410

MANUTENÇÃO E REPARO DE FACHADAS DE REVESTIMENTO CERÂMICO EM PRÉDIOS RESIDENCIAIS EM SALVADOR:


AVALIAÇÃO E QUALIFICAÇÃO DAS PATOLOGIAS
BATISTA, ANNA RAQUEL CARVALHO OLIVEIRA; COELHO, VINÍCIUS ALMEIDA; BARBOSA, LUANNE BASTOS DE BRITTO; MARTINS, MATHEUS GOMES;
CERQUEIRA, MILENA BORGES DOS SANTOS; SILVA, FRANCISCO GABRIEL SANTOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1418

AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DE GRAUTES DE REPARO, SEM E COM ADIÇÃO DE PEDRISCO, QUANTO À FLUIDEZ E
RESISTÊNCIA MECÂNICA
SOARES, JOÃO; GASPARINI, THIAGO; MENDES, SANDRO. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1427

USO DE AGENTES ENDURECEDORES DE SUPERFÍCIE NO TRATAMENTO SUPERFICIAL EM CONCRETO – REVISÃO DA


LITERATURA
MARTINS, MATHEUS GOMES; COELHO, VINÍCIUS ALMEIDA; BARBOSA, LUANNE BASTOS DE BRITTO; CERQUEIRA, MILENA BORGES DOS SANTOS; SILVA,
FRANCISCO GABRIEL SANTOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1438

DIAGNÓSTICOS DE MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS EM ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO CAUSADAS POR ERROS


EXECUTIVOS
CARDOSO, RAIANY; RIBEIRO, LÍVIA M P.; JARDIM, PEDRO I. L. G; TUTIKIAN, BERNARDO F. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1449

LEVANTAMENTO DAS MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS DO VIADUTO SOBRE A AVENIDA ALBERTO NEPOMUCENO EM


FORTALEZA-CE
COSTA SILVA, EMMANUEL; TEÓFILO LEITÃO, MARISA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1459

ANÁLISE DAS MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS EM UM EDIFÍCIO RESIDENCIAL DA ASA SUL EM BRASÍLIA – DF


NETO, DARY FERREIRA DA SILVA; SILVA, JULIANO RODRIGUES; CHATER, LATIF; SCHMIDT, ANDREIA. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1472

O AVANÇO DA CARBONATAÇÃO APÓS 20 ANOS DE ABANDONO DE UMA EDIFICAÇÃO INACABADA EM CONCRETO ARMADO
PILZ, SILVIO E.; COSTELLA, MONIKE M.; IGNAULIN, KARINE; SLOMSKI, LAURA F.; COSTELLA, MARCELO F.; BATISTON, EDUARDO R.. . . . . . . . . . . . . . . 1484

O USO DE FERRAMENTAS DA QUALIDADE PARA ANÁLISE DE MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS POR BAIRROS NA CIDADE DE
QUIXADÁ CEARÁ
MELO, SIZY BRENDA; XAVIER, TÁLISSON DAVI NOBERTO; PEREIRA, THAÍS MARILANE CARNEIRO DE VASCONCELOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1492

AVALIAÇÃO DO POTENCIAL DE CORROSÃO EM CONCRETOS DE ALTO DESEMPENHO COM AGREGADO LEVE


OLIVEIRA, GABRIEL YVES DA SILVA; SOUZA, GUILHERME PEREIRA DE; CAETANO, RAFAEL NOGUEIRA; SILVA, MAYKON VIEIRA. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1502

ENSAIO DE PENETRABILIDADE DE ÍONS CLORETOS NO CONCRETO: INFLUÊNCIA DA INCORPORAÇÃO DE ESCÓRIA DE


ACIARIA BSSF
DIAS, ALISSON RODRIGUES DE OLIVEIRA; AMANCIO, FELIPE ALVES; LUCAS, SARAH OLIVEIRA; CABRAL, ANTÔNIO EDUARDO BEZERRA . . . . . . . . . . . 1514

ESTUDO DE PATOLOGIAS EM ESTRADAS NÃO PAVIMENTADAS DA MALHA RODOVIÁRIA PIAUIENSE


ALMEIDA, FRANCISCO; VILARINHO, EDUARDO; SANTANA, CLAUDENY; SILVA, LEONARDO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1525

UM ESPAÇO PARA REVITALIZAÇÃO: A TECNOLOGIA BIM NA PRESERVAÇÃO DA MEMÓRIA HISTÓRICA


DINIZ, PÂMELA J. G. A.; ANTAS, MARBSON G.; SOUSA, NÍLBERTE M.; SILVA, RINALDO R.; ADVÍNCULA, CHYARA C. B.; SOUZA, M. A. S. . . . . . . . . . . . . . . . 1536

ELABORAÇÃO DE LAUDOS DE INSPEÇÃO DE MARQUISES VISANDO DETERMINAR MEDIDAS DE MANUTENÇÃO


LORENÇATO, LARISSA; OLIVEIRA, CRISTIANE; LAZZARI, PAULA; ANDREW, MARTINI. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1543

LEVANTAMENTO DE MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS EM ESQUADRIAS UTILIZANDO A TERMOGRAFIA INFRAVERMELHA


AZOLIM E., GABRIELE; MACHADO M., BRUNA; TEMP L., ALDO; VENQUIARUTO D., SIMONE. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1555

GESSO COM ADIÇÃO DE RESÍDUOS COMO MATERIAL DE BAIXA COMBUSTIBILIDADE NA CONSTRUÇÃO CIVIL: UM ESTUDO
TEÓRICO SOBRE A UTILIZAÇÃO, APLICABILIDADE E EFICIÊNCIA DO MATERIAL
ROCHA, WILLYANNE FERREIRA; PEREIRA, JOSÉ; SILVA, ADEILDO CABRAL DA; ALENCAR, ANA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1567

INSPEÇÃO E VERIFICAÇÃO DO GRAU DE DEGRADAÇÃO EM ESTRUTURA MISTA PELOS MÉTODOS DE ANÁLISE LINEAR E
CÚBICO DA METODOLOGIA GDE/UNB
DUTRA, ERIK FILIPE ALVES; PANTOJA, JOÃO DA COSTA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1575

ESTUDO DE MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS EM FUNDAÇÕES DE EDIFÍCIO DE BANCO PÚBLICO LOCALIZADO EM BRASÍLIA


– DF
CAVALCANTE, AMANDA DOS SANTOS; VIEIRA, LORENA MARIA; JESUS, SYLVIA REGINA CORRÊA BRANT PEREIRA DE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1587
ALCONPAT
BRASIL

ANÁLISE DA CORRELAÇÃO ENTRE RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO E A VELOCIDADE DE PROPAGAÇÃO DO PULSO


ULTRASSÔNICO DE CONCRETOS COM ADITIVO SUPERPLASTIFICANTE E METACAULIM
HENRIQUES RABELO GOUVÊA, GABRIEL; SOARES DO NASCIMENTO, KAMILA; ILCE ROCHA PERDIGÃO, NATHÁLIA; FREITAS AZEVEDO, PATRÍCIA . . . 1599

ANÁLISE NUMÉRICA DO ESTADO DE DANIFICAÇÃO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO CONDICIONADAS À CORROSÃO


UNIFORME
FELIX, EMERSON FELIPE; CARRAZEDO, ROGÉRIO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1611

MENSURAÇÃO DAS MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS NAS FACHADAS DO ANEXO I DO CAMPUS DA SAÚDE DA UFRGS
SILVA, THAIS DO SOCORRO DA; DESSUY, THAINÁ YASMIN; PASINATTO, VANESSA; MAZZUCO, MARCELO; GIORDANI, CAROLINE; MASUERO, ANGELA
BORGES . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1623

ESTUDO DAS CONDIÇÕES GERAIS DA PONTE PIQUET CARNEIRO NO MUNICÍPIO DE ICÓ/CE


MELO, FRANCISCA SARA; NÓBREGA, MARCILENE; SANTOS, WESLEY ARTUR . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1634

AVALIAÇÃO DA SUBSTITUIÇÃO DE PARCELA DO CIMENTO PORTLAND POR CINZA DE BAGAÇO DE CANA-DE-AÇÚCAR NAS
PROPRIEDADES MECÂNICAS DE MATERIAIS CIMENTÍCIOS
PLETSCH, ALEXANDER; KAZMIERCZAK, CLAUDIO DE SOUZA; MENEGOTTO, CAMILA WERNER; LUNARDI, MONIQUE PALAVRO. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1646

ANÁLISE DE ATAQUES POR CLORETOS EM CONCRETO LEVE ESTRUTURAL COM ARGILA EXPANDIDA
OLIVEIRA, GABRIEL YVES DA SILVA; FERREIRA, BÁRBARA E. DOS SANTOS; GUEDES, JACIARA FERREIRA; BARBOSA, ELIABE SANTOS . . . . . . . . . . . . . . . 1654

PATOLOGIAS DAS CONSTRUÇÕES: INVESTIGAÇÃO DAS MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS EM CONDOMÍNIO HABITACIONAL


NA CIDADE DE PARNAMIRIM-RN
QUEIROZ, ANNA BEATRIZ RODRIGUES DE; SANTOS, KLLEYSON FREITAS DOS; MARQUES, MARCOS VINÍCIUS DIAS; SANTOS, RODRIGO RODRIGUES DOS;
CRUZ, CLÁUDIA PATRÍCIA TORRES; LUCENA, MAURÍLIO DE MEDEIROS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1664

COMBINAÇÃO DA TÉCNICA TERMOGRÁFICA E DA METODOLOGIA GDE/UNB PARAANÁLISE DE MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS


E SITUAÇÃO DE OAE’S
KLANOVICHS, FERNANDO; CARVALHO, JOÃO VICTOR; RIOS, GUTEMBERG; LIMA, JORDYSON; LIMA, HENRIQUE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1673

HISTÓRICO CONSTRUTIVO DA PONTE PIQUET CARNEIRO NO MUNICÍPIO DE ICÓ/CE


MELO, FRANCISCA SARA VIEIRA; NÓBREGA, MARCILENE VIEIRA; SANTOS, WESLEY ARTUR MARIZ . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1685

UTILIZAÇÃO DE RADIER EM RESIDÊNCIAS POPULARES: ESTUDO DE CASO


RIBEIRO, FRANCISCO ROGER CARNEIRO; SILVA, MATHEUS DE SOUZA; MONTEIRO, LIVIA MARIA DE SOUSA; PARENTE, LUMA MOREIRA; LIMA, CRISTIAN
JONATHAN FRANCO DE; MODOLO, REGINA CÉLIA ESPINOSA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1695

A INFLUÊNCIA DAS PROPRIEDADES FÍSICO-MECÂNICAS NA DURABILIDADE DO CONCRETO PIGMENTADO


CONSANI, CAMILA PINHEIRO; OLIVEIRA, FABIANA LOPES DE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1705

INFLUÊNCIA DO TEOR DE UMIDADE NO MÓDULO DE ELASTICIDADE DINÂMICO DE CONCRETOS DOSADOS A 30 MPA


PINTO, FRANCISCO DAVI DE LIMA; DE MEDEIROS, JOÃO LUCAS LOPES; BRASILEIRO, FRANCISCA LILIAN CRUZ; MESQUITA, ESEQUIEL FERNANDES
TEIXEIRA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1717

ANÁLISE DE MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS NA BALAUSTRADA DA AV. GETÚLIO VARGAS EM NATAL/RN: UM ESTUDO DE


CASO
QUEIROZ, ANNA BEATRIZ RODRIGUES DE; SANTOS, KLLEYSON FREITAS DOS; MARQUES, MARCOS VINÍCIUS DIAS; SANTOS, RODRIGO RODRIGUES DOS;
CRUZ, CLÁUDIA PATRÍCIA TORRES; LUCENA, MAURÍLIO DE MEDEIROS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1724

RECUPERAÇÃO E IMPERMEABILIZAÇÃO UTILIZANDO ÓLEO DE LINHAÇA EM UMA BALAUSTRADA: ESTUDO DE CASO


QUEIROZ, ANNA BEATRIZ RODRIGUES DE; SANTOS, KLLEYSON FREITAS DOS; MARQUES, MARCOS VINÍCIUS DIAS; SANTOS, RODRIGO RODRIGUES DOS;
CRUZ, CLÁUDIA PATRÍCIA TORRES; LUCENA, MAURÍLIO DE MEDEIROS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1731

DIAGNÓSTICO E CARACTERIZAÇÃO DO REVESTIMENTO DAS FACHADAS DO ANEXO I DO CAMPUS DA SAÚDE DA


UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL (UFRGS)
ZINI, ALINE; BERSCH, JÉSSICA DEISE; BIANCHETTI, LUIZ GUSTAVO MALLMANN; GUERRA, FERNANDA LAMEGO; SOCOLOSKI, RAFAELA FALCÃO; MASUERO,
ANGELA BORGES . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1740

ANÁLISE DO DESEMPENHO DE CONCRETOS COM ADIÇÃO DE SÍLICA ATIVA SOB À AÇÃO DE CLORETO DE SÓDIO
CARVALHO, ANDRÉ; REIS, LUCIANO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1752

FATORES DE INCOMPATIBILIDADE ENTRE PROJETO E EXECUÇÃO NA CONSTRUÇÃO CIVIL


PAULA, JULIANE APARECIDA DE; ANTUNES, LUDIMILA GOMES; FIGUEIREDO, ALINE SANTANA; PEIXOTO, RICARDO ANDRÉ FIOROTTI; FONTES, WANNA
CARVALHO; MENDES, JÚLIA CASTRO. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1762
ALCONPAT
BRASIL

MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS CONSTATADAS EM COBERTURAS DE PRÉDIOS PÚBLICOS DA CIDADE DE TERESINA OBJETO


DE INSPEÇÕES PELO TCE/PI
ALMEIDA, FRANCISCO; LIMA, JOÃO; MACHADO NETO, RAIMUNDO; SANTANA, CLAUDENY . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1772

ANÁLISE DE MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS NA PONTE NEWTON BELLO NO MUNICÍPIO DE SÃO LUÍS, MARANHÃO
SILVA, MARTA; ALMEIDA, THIAGO; DA SILVA, MARCOS, VILAS BÔAS, DÉBORA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1780

ANÁLISE DA MITIGAÇÃO DA REAÇÃO ÁLCALI-AGREGADO COM O TIPO DE CIMENTO


SANTANA, RAPHAEL ARLEGO DE ALCANTARA; BRASILEIRO, FRANCISCA LILIAN CRUZ; CABRAL, ANTONIO EDUARDO BEZERRA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1789

EVALUACIÓN DE LA RESISTENCIA A LA COMPRESIÓN DE LADRILLOS DE SUELO-CEMENTO


ROCHA, JOAQUIN HUMBERTO AQUINO; HERRERA-ROSAS, MARIALAURA; ZAPATA-AMPUERO, NATALY; MURILLO-BORDA, WILLAM. . . . . . . . . . . . . . . . . 1800

AUTOCICATRIZAÇÃO DO CONCRETO E OS EFEITOS DA ADIÇÃO DE ADITIVOS CRISTALIZANTES EM SUA COMPOSIÇÃO


WIENER, L. A. H.; ROHDEN, A. B. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1809

VISTORIA EM OAE: TERMOGRAFIA E METODOLOGIA GDE/UNB APLICADAS A ANÁLISE DE MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS


LIMA, JORDYSON; CARVALHO, JOÃO VICTOR; RIOS, GUTEMBERG; KLANOVICHS, FERNANDO; LIMA, HENRIQUE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1820

PROTOCOLO DE ATUAÇÃO PARA BARRAGENS DE CONCRETO COM PRESENÇA DE REAÇÃO SULFÁTICA INTERNA
GOBBI, ANDRESSA; MEDEIROS, MARCELO HENRIQUE FARIAS DE; CAVALARO, SERGIO HENRIQUE PIALARISSI; PIERALISI, RICARDO . . . . . . . . . . . . . . . 1832

AVALIAÇÃO PATOLÓGICA DA CAPELA NOSSO SENHOR DOS PASSOS EM CÓRREGOS/MG


TEODORO, BRENDA GABRIELLE DE P.; ANTUNES, MICHELLE APARECIDA; LOPES, PEDRO HENRIQUE CAETANO R.; SILVA, LARISSA CAMILO DE S. LIMA E .
1844

PROCEDIMENTO PARA INSPEÇÃO E DIAGNÓSTICO DE PATOLOGIAS PROVENIENTES DE INFILTRAÇÃO E UMIDADE EM


EDIFICAÇÕES: ESTUDO DE CASO NO INSTITUTO FEDERAL DE GOIÁS – CÂMPUS GOIÂNIA
MARTINS, WILIAM SILVA; MENDES, MARCUS VINÍCIUS A. SILVA; PITALUGA, DOUGLAS PEREIRA DA SILVA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1856

PATOLOGIA DAS CONSTRUÇÕES: ESTUDO DE CASO EM UMA INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR DE FORTALEZA-CE
ALENCAR, MARÍLIA C. A. M.; BEZERRA, ERIC M. F.; ANDRADE, PAULA N.; NOBREGA, AGERBON C. C. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1868

AVALIAÇÃO DAS PROPRIEDADES MECÂNICAS DE ARGAMASSA PARA ENCUNHAMENTO PARA MINIMIZAÇÃO DAS
MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS EM SVVIE
DE LORENZI FONSECA DE OLIVEIRA, JOSIELE; FRIEDERICH DOS SANTOS, MARCUS DANIEL; CHRIST, ROBERTO; PACHECO, FERNANDA . . . . . . . . . . . 1879

PRINCIPAIS MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS NAS FACHADAS DE EDIFÍCIOS DO BAIRRO ASA SUL, BRASÍLIA-DF
CAVALCANTE, CAROLINNE LISBOA; SILVA, JULIANO RODRIGUES; CHATER, LATIF; SCHMIDT, ANDREIA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1891

MATRIZ GUT COMO DIAGNÓSTICO EM INSPEÇÃO PREDIAL: ESTUDO DE CASO EM EDÍFICIO MULTIFAMILIAR EM FORTALEZA-
CE
ANTUNES MONTEIRO, ADRIANO; TEIXEIRA DA SILVA, KAROLINE; MELO MONTEIRO, ADRIAN; BRITO DO NASCIMENTO, DANIEL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1901

ANÁLISE DAS MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS EM LAJE DE CONCRETO ARMADO DESTINADO À CIRCULAÇÃO DE VEÍCULOS-
GARAGEM- ESTUDO DE CASO EDIFICAÇÃO COMERCIAL LOCALIZADA EM PORTO ALEGRE
OLIVEIRA, JOSIELE DE LORENZI F. DE; PRADO, BRUNA QUEIROZ DO; CHRIST, ROBERTO; PACHECO, FERNANDA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1909

AVALIAÇÃO PATOLÓGICA DO REVESTIMENTO DE FACHADA DE UMA HABITAÇÃO FUNCIONAL


PINTO DANTAS, ANA BEATRIZ; DA SILVA PEREIRA, MIKE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1922

COMPARAÇÃO ENTRE OS MÉTODOS GUT E FMEA – ESTUDO DE CASO


LEITÃO, R. A.; ROHDEN, A. B. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1934

CONCRETO AUTOCICATRIZANTE: ANÁLISE COMPARATIVA DA REGENERAÇÃO EM AMOSTRAS COM DIFERENTES TEORES DE


PERLITA ENCAPSULADAS COM SILICATO DE SÓDIO
MENDEZ, BRUNO MATHEUS GABE; MOREIRA, GIAN DE FRAGA; DONADELLO, MATHEUS; PACHECO, FERNANDA; EHRENBRING, HINOEL ZAMIS; TUTIKIAN,
BERNARDO FONSECA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1946

PRINCIPAIS MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS NA COBERTURA DE EDIFÍCIOS DO BAIRRO ASA SUL, BRASÍLIA-DF


CAVALCANTE, CAROLINNE LISBOA; SILVA, JULIANO RODRIGUES; CHATER, LATIF; SCHMIDT, ANDREIA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1955

ANÁLISE ESTRUTURAL DAS ARQUIBANCADAS DO ESTÁDIO MANOEL LEONARDO NOGUEIRA


Bezerra, Eric M. F.; Nunes, Valmiro Q. G.; Pinto, Jesse W. G.; Andrade, Paula N. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1963
ALCONPAT
BRASIL

ESTUDO DE MITIGAÇÃO PELO MÉTODO ACELERADO DE REATIVIDADE ÁLCALI-AGREGADO EM CONCRETOS PARA


FUNDAÇÕES DE SUBESTAÇÕES E LINHAS DE TRANSMISSÃO NO NORTE DE MINAS GERAIS
MUNARETTO COPETTI, M.; PANNO, P.; SANTOS, CC.; JOHANN KÜLZER, P.N.; MÜLLER, L. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1972

ESTUDO DAS CONDIÇÕES GERAIS DA BARRAGEM DE ITANS NO MUNICÍPIO DE CAICÓ/RN – ESTUDO DE CASO
WESLEY ARTUR. SANTOS; MARCILENE. NÓBREGA; FRANCISCA SARA. MELO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1984

AVALIAÇÃO DE MANISFESTAÇÕES PATOLÓGICAS COM USO DE DRONE


ARAÚJO, WELTON; SOUZA, HYGOR; G. N. S. GOMES; RIBEIRO, IRACIRA; LUCENA, ADRI . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1995

ANÁLISE DE MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS EM UMA EDIFICAÇÃO ESCOLAR EM ITAJAÍ/SC


RAIMUNDO TRIERWEILER, BEATRIZ; SILVA DOS SANTOS, JÉSSICA; DAL MOLIM, NICOLE THAIS; VENANCIO, CAROLINE. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2002

INVESTIGAÇÃO DAS MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS NOS PILARES DE UM VIADUTO NA CIDADE DE SALVADOR/BA


XAVIER, GUSTAVO DO NASCIMENTO; PEREIRA, TÂNIA REGINA DIAS SILVA; ANJOS, TELMA DIAS SILVA DOS; SARAIVA, ANA GABRIELA LIMA . . . . . . . . . 2014

DESEMPENHO TÉRMICO DE ARGAMASSAS DE REVESTIMENTO À BASE DE RESÍDUOS: SIMULAÇÃO TÉRMICA EM UMA


RESIDÊNCIA DE BAIXO PADRÃO
MENDES, JÚLIA CASTRO; SANTOS, BRUNA LOURES DE CASTRO; LOPES, AMANDA VITOR; SOUZA, HENOR ARTUR; FONTES, WANNA CARVALHO; PEIXOTO,
RICARDO ANDRÉ FIOROTTI . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2025

PLANO NACIONAL DE SEGURANÇA DE BARRAGENS: UMA ANÁLISE SOBRE A APLICABILIDADE DA POLÍTICA NACIONAL DE
SEGURANÇA NAS BARRAGENS DE CONTENÇÃO DE REJEITOS NO BRASIL
AVELAR DE ARAUJO, ANELISE; DIAS RUAS, MATHEUS; CRUVINEL LISBOA, IGOR ALEXANDRE; . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2037

ESTUDO DA INFLUÊNCIA DA LOCALIDADE NA CIDADE DE FORTALEZA-CE NA GERAÇÃO DE PATOLOGIAS EM FACHADAS


FERREIRA GOMES, JULIO ROBERTO; DE OLIVEIRA QUESADO FILHO, NELSON . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2048

ANÁLISE DE DADOS ULTRASSÔNICOS PARA O RECONHECIMENTO DE VAZIOS NO INTERIOR DE PAINÉIS DE ALVENARIA


MACIÇA
RODRIGUES, TÁLISSON; ARAUJO, EMANUEL; SOUSA, ISRAEL; COSTA, CARLOS; PAZ, ROSINEIDE; MESQUITA, ESEQUIEL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2060

ENSAIO DE IMPERMEABILIZAÇÃO COM ADITIVOS EM SITUAÇÕES SUJEITAS A INFILTRAÇÕES


DENARDI, ISABELA BARBOSA; ROHDEN, ABRAHÃO BERNARDO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2072

APLICAÇÃO DA TERMOGRAFIA INFRAVERMELHA NA IDENTIFICAÇÃO DE MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS NAS CONSTRUÇÕES


DANTAS NETO, JOÃO ANTONIO; MAIA, GEOVANNA PAULINA DANTAS; BESSA, CARLOS VINÍCIUS DAMACENO; DANTAS, LUCAS RAMOS; SILVA, ILG PATRICK
DANTAS. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2084

ANÁLISE PROBABILÍSTICA DA CAPACIDADE MECÂNICA DE SAPATAS DE CONCRETO ARMADO EM SOLO CORROSIVO


FELIX, EMERSON FELIPE; AMORIM, DANILO MEIRA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2091

ESTUDO PATOLÓGICO VOLTADO PARA CONDIÇÕES DE CARBONATAÇÃO EM PILAR SITUADO NA RESIDÊNCIA UNIVERSITÁRIA
DA UFERSA-CARAÚBAS
DANTAS NETO, JOÃO ANTONIO; BESSA, CARLOS VINÍCIUS DAMACENO; DANTAS, LUCAS RAMOS; SILVA, ILG PATRICK DANTAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2102

MAPEAMENTO DAS MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS NAS FACHADAS DO SEMINÁRIO E IGREJA DE NOSSA SENHORA DA
GRAÇA
BENTO, ADEGILSON; NEVES, DANIELY; GUSMÃO, ALEXANDRE; LORDSLEEM JÚNIOR, ALBERTO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2110

LOGÍSTICA DE DISTRIBUIÇÃO DE ÁGUA POTÁVEL DA CIDADE DE PARACATU/MG: CARACTERIZAÇÃO DO SISTEMA DE GESTÃO


ARAÚJO, ANELISE; RUAS, MATHEUS; LISBOA, IGOR; ANTONIOLLI, PEDRO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2122

ESTUDO DE CASO: IDENTIFICAÇÃO DE MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS COM O USO DA TERMOGRAFIA INFRAVERMELHA


OLIVEIRA, JOSÉ LUCAS PESSOA DE; DIAS, LEONARDO DE SOUZA; FORMIGA, ANDRESSA PEREIRA; JOSUÉ, JOSEFA LUANA BARBOSA . . . . . . . . . . . . . . 2135

ANÁLISE DE MANIFESTAÇÕES PATOLOGICAS EM PATRIMÔNIO HISTÓRICO: UM ESTUDO DE CASO


MESSIAS, ANDRÉ; FARIAS, ANDRO; SILVA, VALNEY; JESUS, ANA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2144

AVALIAÇÃO DA SUPERFÍCIE DE PAVIMENTOS FLEXÍVEIS ATRAVÉS DO LEVANTAMENTO VISUAL CONTÍNUO E ÍNDICE DE


GRAVIDADE GLOBAL EXPEDITO - ESTUDO DE CASO EM TERESINA-PI
MELO CERQUEIRA, MARIA DE JESUS; MATOS DE SOUSA, ALINE; COSTA FERREIRA, WANDERSON; ALVES SANTANA, CLAUDENY . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2156
ALCONPAT
BRASIL

INSPEÇÃO PREDIAL: PERSPECTIVAS ATUAIS E FUTURAS DIANTE DO CENÁRIO DE COLAPSOS ESTRUTURAIS OCORRIDOS NA
CIDADE DE FORTALEZA/CE EM 2019.
ANTUNES MONTEIRO, ADRIANO; TEIXEIRA DA SILVA, KAROLINE; MELO MONTEIRO, ADRIANE; BRITO DO NASCIMENTO, DANIEL. . . . . . . . . . . . . . . . . . 2168

MAPEAMENTO DAS MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS DE UMA EDIFICAÇÃO COM SISTEMA ESTRUTURAL DE CONCRETO
ARMADO EM GARANHUNS-PE
FERREIRA, LETÍCIA MARIA COSTA; OLIVEIRA, MATEUS PEREIRA DE; LIRA, GIANE MARIA DE; SOARES, RENAN GUSTAVO PACHECO; OLIVEIRA, ROMILDE
ALMEIDA DE; CARNEIRO, ARNALDO MANOEL PEREIRA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2179

COMPARAÇÃO QUALITATIVA DE VIABILIDADE TÉCNICA DA UTILIZAÇÃO DE PAINEL DE MADEIRA PLÁSTICA VERSUS


ALVENARIA CONVENCIONAL NA CONSTRUÇÃO CIVIL
CESCON, GLÁUCIA; DE ABREU, IGOR FERNANDES; GOMES, MARCOS ANTÔNIO; DE CASTRO, VINÍCIUS RESENDE; DE PAULA, MARCOS OLIVEIRA . . . 2191

ANÁLISE DE DANOS DECORRENTES DA INTERAÇÃO SOLO-ESTRUTURA EM ESTRUTURA DE CONCRETO ARMADO


FILHO, LUIS CARLOS DO N.; PAULO, RENAN NOGUEIRA; PINTO, MARCELO FREIRES; MAIA, CAMILA LIMA; MESQUITA, ESEQUIEL F. T. . . . . . . . . . . . . . 2197

APLICAÇÃO DA METODOLOGIA DNIT E ENSAIOS NÃO DESTRUTIVOS NA INSPEÇÃO E AVALIAÇÃO DA PONTE SOBRE O RIO
TESTO
NUNES, TAISSON; LIVI, CAROLINA NODA. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2208

ANÁLISE DA CARBONATAÇÃO E VIDA ÚTIL DE PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO VIA SIMULAÇÃO DE MONTE CARLO
PEIXOTO, DAIANE DA SILVA; FELIX, EMERSON FELIPE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2216

CARACTERIZAÇÃO EXPERIMENTAL DE ARGAMASSAS DE SUBSTITUIÇÃO À BASE DE CAL SUBMETIDAS AO ENVELHECIMENTO


NATURAL E ARTIFICIAL
OBRZUT, LAUREN; MEDEIROS, ARTHUR; LUSO, EDUARDA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2226

ANÁLISE DAS MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS EM SISTEMAS ESTRUTURAIS DO TIPO PAREDE DE CONCRETO NO AGRESTE
DE PERNAMBUCO
OLIVEIRA, MATEUS PEREIRA DE; FERREIRA, LETÍCIA MARIA COSTA; VITALINO, EWERTON DE SOUZA; SOARES, RENAN GUSTAVO PACHECO; OLIVEIRA,
ROMILDE ALMEIDA DE; CARNEIRO, ARNALDO MANOEL PEREIRA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2238

AVALIAÇÃO DO GRAU DE DETERIORAÇÃO DE OBRA DE ARTE ESPECIAL LOCALIZADA NA ÁREA CENTRAL DE BRASÍLIA / DF
– ESTUDO DE CASO
RAMOS, BRUNNA; SILVA, KLEIÇA; PINHEIRO, JUÇARA; LIMA, NATANIEL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2250

ANÁLISE DE VIABILIDADE DA UTILIZAÇÃO DE CONCRETO COM ADITIVO DA PALMA FORRAGEIRA EM MUROS DE ARRIMO
POR GRAVIDADE
COSTA, ISIS DOS SANTOS; QUEIROZ, JOSÉ HENRIQUE MACIEL DE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2261

ESTUDO DE CASO: ANÁLISE DOS PARÂMETROS DE SEGURANÇA DA BARRAGEM DO BEZERRO NO MUNICÍPIO DE JOSÉ DE
FREITAS/PI
CARVALHO, JOÃO; SANTANA, CLAUDENY; PEDREIRA, ANA; SOUSA, PAULO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2273

ESTUDO DE CASO: INTERDIÇÃO DEVIDO ÀS MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS APARENTES EM UMA OBRA NA CIDADE DE
CASCAVEL - PR
PAGANIN, RICARDO; WENDT, VANESSA; FELTEN, DÉBORA; ADAME, KARINA SANDERSON . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2285

ESTUDO DE CASO: LEVANTAMENTO DAS MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS APARENTES EXISTENTES EM UMA UNIVERSIDADE
DE CASCAVEL - PR
PAGANIN, RICARDO; FELTEN, DÉBORA; PERES, MARIA VÂNIA DO NASCIMENTO; RACHID, LIGIA ELEODORA FRANCOVIG; STRASSBURGER, FLÁVIA;
KOPROWSKI, LUCAS E. TAVARES . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2297

ESTUDO DE MANIFESTACOES PATOLÓGICAS DECORRENTES DA CONSTRUCAO DE FUNDACOES EM SOLO ORGANICO


OLIVEIRA, MARIA ALANYA COSTA; MOURA, RONNIELBE AVELINO; QUEIROZ, JOSE HENRIQUE MACIEL DE; CAVALCANTI, FILIPE ABRANTES F. . . . . . . 2309

EFEITO DA UTILIZAÇÃO DA ESCÓRIA DE ACIARIA BSSF COMO AGREGADO MIUDO NAS PROPRIEDADES REOLOGICAS DE
ARGAMASSAS SIMPLES POR MEIO DO MÉTODO DO SQUEEZE-FLOW
ALVES AMANCIO, FELIPE; ALEXANDRE LIMA, DOUGLAS; RODRIGUES DE OLIVEIRA DIAS, ALISSON; BEZERRA CABRAL, ANTONIO EDUARDO; MESQUITA,
ESEQUIEL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2317

LEVANTAMENTO DAS MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS DO TEATRO MUNICIPAL DE CASCAVEL - PR


PAGANIN, RICARDO; WELTER, DHEIME FATIMA; RACHID, LIGIA ELEODORA FRANCOVIG; BASSO, THALYTA MAYARA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2327
ALCONPAT
BRASIL

AVALIACÃO DAS METODOLOGIAS DE INSPECÃO VISUAL DE EDIFICACÕES PARA FINS DE GERENCIAMENTO DE MANUTENÇÕES
GREGÓRIO PACHECO, SILVIA; GONÇALVES FILHO, EDSON; DE PAULO RAMOS, MARCOS; PENA BORTONE, THIAGO; MARTINI, RACHEL; FERREIRA,
LUCIANA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2336

LEVANTAMENTO DE MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS EM EDIFICAÇÕES POPULARES NA CIDADE DE CASCAVEL-PR


PAGANIN, RICARDO; PIVATTO, ELISSON ANTONIO; CHIAMENTI, LUIS HENRIQUE; RACHID, LIGIA ELEODORA FRANCOVIG . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2348

ARGAMASSA GEOPOLIMÉRICA À BASE DE LODO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ÁGUA CALCINADO PARA REPARO DE
ESTRUTURAS DE CONCRETO
PEDRO FERREIRA CAVALCANTE, BRENO; PALHETA LACERDA, FERNANDA; SOUZA PICANÇO, MARCELO; SANTOS MARTINS, WALLYSON; GOMES-PIMENTEL,
MAURÍLIO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2358

AVALIAÇÃO DA DEGRADAÇÃO DE FACHADAS DE EDIFICAÇÕES DO PATRIMÕNIO HISTÓRICO DO MUNICÍPIO DE ALEGRETE-


RS
TEMP, ALDO LEONEL; DE MOURA MACHADO, BRUNA; DORNELLES VENQUIARUTO, SIMONE; BEATRIZ SCHERER, CIBELI; ZOCH DE CARVALHO, LILIANE .
2369

EFEITO DA UTILIZAÇÃO DA ESCÓRIA DE ACIARIA BSSF COMO AGREGADO MIUDO NAS PROPRIEDADES MECANICAS DE
ARGAMASSAS MISTAS
ALVES AMANCIO, FELIPE; ALEXANDRE LIMA, DOUGLAS; RODRIGUES DE OLIVEIRA DIAS, ALISSON; BEZERRA CABRAL, ANTONIO EDUARDO; MESQUITA,
ESEQUIEL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2380

COMPORTAMENTO DE ONDAS ULTRASSÔNICAS EM PAINÉIS DE ALVENARIAS HISTÓRICAS COM PRESENÇA DE FISSURAS EM


ARGAMASSA DE REVESTIMENTO
ARAUJO, EMANUEL; SOUSA, ISRAEL; RODRIGUES, TÁLISSON; BESSA, MAYCON; SOEIRO, MARCOS; MESQUITA, ESEQUIEL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2392

UMA REVISÃO DAS ÚLTIMAS INOVAÇÕES EM INSPEÇÕES DE ESTRUTURAS


SOLLERO, MARCELA BARROS DE SOUZA; SANTOS, RODRIGO TADEU DOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2402

LIGANTE ATIVADO POR ÁLCALI À BASE DE CINZA VOLANTE E METACAULIM FLINT COMO MATERIAL DE REPARO PARA
ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
RIBEIRO, RAFAELA CRISTINA ALVES; CAMPOS, PATRICK CORDEIRO; BRITO, WOSHINGTON DA SILVA; SOUZA PICANÇO, MARCELO; GOMES-PIMENTEL,
MAURÍLIO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2412

INFLUÊNCIA DA REALIZAÇÃO DO MAPA DE DANOS NA MANUTENÇÃO PERIÓDICA DE EDIFICAÇÕES


ALBUQUERQUE, D. E. NUNES DE; COSTA, B. ANDRADE RIBEIRO; BERENGUER, R. ALVES; ESTOLANO, A. MARQUES LOPES; LIMA, N. B. DE; OLIVEIRA, R.
ALMEIDA DE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2420

APLICAÇÃO DA METODOLOGIA GDE EM UMA EDIFICAÇÃO PÚBLICA- ESTUDO DE CASO: CURVELO MG


GREGÓRIO PACHECO, SILVIA; GONÇALVES FILHO, EDSON; DE PAULO RAMOS, MARCOS; PENA BORTONE, THIAGO; MARTINI, RACHEL; FERREIRA,
LUCIANA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2430

ANÁLISE NUMÉRICA DE VIGAS DE CONCRETO ARMADO REFORÇADAS À FLEXÃO COM CFRP


FONTENELE CAVALCANTE, LIA; FERNANDES, JOÃO PAULO DE CASTRO; LIMA, ÉSIO MAGALHÃES FEITOSA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2440

INSPEÇÃO VISUAL E MAPA DE DANOS DE MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS EM FACHADAS DA IGREJA MATRIZ DE BOA VISTA
EM RECIFE-PE
PAULA, HIAGO ALVES DE; MONTEIRO, ELIANA CRISTINA BARRETO; BARRETO, LYDIA MARQUES DE; MOURA JR, JOSÉ MARIA DE; NASCIMENTO, THULIO
ROBERTO SILVA DO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2447

APLICAÇÃO DA METODOLOGIA GDE/UNB EM UM VIADUTO: ESTUDO DE CASO NO MUNICÍPIO DE CURVELO-MG


GONÇALVES FILHO, EDSON; GREGÓRIO PACHECO, SÍLVIA; PENA BORTONE, THIAGO; DE PAULO RAMOS, MARCOS; JARDIM MARTINI, RACHEL; PATRÍCIA
FERREIRA, LUCIANA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2458

ESTUDO DO COMPORTAMENTO ELETROQUÍMICO DO CONCRETO AUTO ADENSÁVEL E DO CONCRETO CONVENCIONAL


SUBMETIDOS A CICLOS DE SECAGEM E MOLHAGEM EXPOSTO AO ATAQUE DE CLORETOS
TABARELLI, ALINE; GARCEZ, ESTELA OLIARI; TREIN, KAREN; AVELLANEDA, CESAR ANTONIO O. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2470

O PAPEL DO TAMANHO DAS PARTICULAS DE AGREGADO DE QUARTZO NA DURABILIDADE DE ARGAMASSAS GEOPOLIMÉRICAS


LUCIANO SOUSA BATISTA, LUCAS; GOMES GALIZA-JUNIOR, JONAS; SOUZA PICANÇO, MARCELO; FRANCO CORRÊA DOS SANTOS, SIDNEY; GOMES-
PIMENTEL, MAURÍLIO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2482

ESTUDO E PROPOSIÇÃO DE SOLUÇÕES PARA MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS EM EDIFICAÇÃO


BERNARDO, JOÃO RAFAEL; KANNO, WELLINGTON MASSAYUKI. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2494
ALCONPAT
BRASIL

AVALIAÇÃO TEÓRICA DAS METODOLOGIAS DE INSPEÇÃO VISUAL DE PONTES RODOVIÁRIAS PARA FINS DE GERENCIAMENTO
DE MANUTENÇÕES
GONÇALVES FILHO, EDSON; GREGÓRIO PACHECO, SÍLVIA; PENA BORTONE, THIAGO; DE PAULO RAMOS, MARCOS; JARDIM MARTINI, RACHEL; PATRÍCIA
FERREIRA, LUCIANA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2506

ANÁLISE DA INFLUÊNCIA DA COMPOSIÇÃO DA ÁGUA SOBRE AS MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS DA ESTRUTURA DE


CONCRETO DE UMA BARRAGEM
FONSECA, LUANNA; MOTA, DANIEL; CARVALHO, SÉRGIO. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2518

ANÁLISE ESPECTRAL DE EDIFICAÇÃO HISTÓRICA PARA CARACTERIZAÇÃO ESTRUTURAL SOB AÇÕES SÍSMICAS
FREIRES PINTO, MARCELO; ISAAC D. PEREIRA, PEDRO; NILTON L. SOUSA, ISRAEL; MINEIRO A. NETO, FRANCISCO; FERNANDES T. MESQUITA, ESEQUIEL
2530

ESTUDO DE OCORRÊNCIAS PATOLÓGICAS EM PONTES COM A UTILIZAÇÃO DE VEÍCULOS AÉREOS NÃO TRIPULADOS
ROSENBERG, A. C.; SILVA, M. C. R.; SACHT, B. L.; CEOTTO SOBRINHO, B. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2538

ARGAMASSA GEOPOLIMERICA A BASE DE LAMA VERMALHA E METACAULIM PARA REPARO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO
CESAR COSTA DO ROSARIO, THÚLIO; GOMES GALIZA-JÚNIOR, JONAS; SOUZA PICANÇO, MARCELO; NEGRÃO MACÊDO, ALCEBÍADES; GOMES-PIMENTEL,
MAURÍLIO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2551

ANÁLISE MODAL DE EDIFICAÇÃO DO SÉCULO XIX


I. SOUSA; M. FREIRES; P. DAMASCENO; F. MINEIRO; E. MESQUITA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2559

APLICAÇÃO DA NORMA DE INSPEÇÃO PREDIAL NACIONAL (IBAPE) EM EDIFICAÇÕES POPULARES - ESTUDO DE CASO:
CURVELO-MG
GEOVANA TEIXEIRA SOUZA, ISABELA; COTA GUEDES, FLÁVIA; DE PAULO RAMOS, MARCOS; PENA BORTONE, THIAGO; MARTINI, RACHEL; FERREIRA,
LUCIANA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2567

ANÁLISE DE MÉTODOS DE REPARO DOS DANOS OCASIONADOS PELA INFILTRAÇÃO POR CAPILARIDADE EM ALVENARIAS
MARINHO DOS SANTOS, A. L.; ESTOLANO, A. MARQUES LOPES; LIMA, N. B. DE; ALVES BERENGUER, R.; OLIVEIRA, R. ALMEIDA DE ; LIMA, N. BEZERRA DE
2577

FISSURAS EM EDIFICAÇÕES PÚBLICAS ANTIGAS NA CIDADE DE FORTALEZA-CE: EXAME DAS CAUSAS E SOLUÇÕES
FERREIRA GOMES, JULIO ROBERTO; DE OLIVEIRA QUESADO FILHO, NELSON . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2583

ANÁLISE ESTÁTICA DA CONSTRUÇÃO HISTÓRICA LUSO-BRASILEIRA DO SÉCULO XIX


ISAAC D. PEREIRA, PEDRO; FREIRES PINTO, MARCELO; NILTON L. SOUSA, ISRAEL; MINEIRO A. NETO, FRANCISCO; FERNANDES T. MESQUITA, ESEQUIEL
2594

LEVANTAMENTO DAS MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS COM APLICAÇÃO DO GUT: ESTUDO DE CASO NO MERCADO CENTRAL
DE CAXIAS-MA.
PORTO COSTA, KAREN EMANUELLE; ALVES DOS R. SANTOS, PAULO RICARDO; VIDRIH FERREIRA, CLÁUDIO; ALVES SILVA, ANDRÉ MCLELRY . . . . . . . 2603

UTILIZAÇÃO DE CÂMERA TERMOGRÁFICA EM PATOLOGIA DE FACHADAS


FONSECA, LUANNA; MOTA, DANIEL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2615

AVALIAÇÃO DA VULNERABILIDADE SÍSMICA DE EDIFICAÇÃO DO SÉCULO XIX


MINEIRO, F.; FREIRES, M.; DAMASCENO, P.; SOUSA, I.; MESQUITA, E. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2625

COMPARAÇÃO ENTRE O MÉTODO DIRETO E INDIRETO NA PROPAGAÇÃO DE PULSO ULTRASSÔNICO EM PAINÉIS DE ALVENARIA
SOUSA, ISRAEL; ARAUJO, EMANUEL; RODRIGUES, TALISON; MESQUITA, ESEQUIEL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2635

FISSURAÇÃO EM TRAVESSA DE APOIO DE LONGARINAS DE PONTES


THOMAZ, EDUARDO CHRISTO SILVEIRA; CARNEIRO, LUIZ ANTONIO VIEIRA; PERLINGEIRO, MAYRA SOARES PEREIRA LIMA. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2642

REABILITAÇÃO DE LEVADAS NA ILHA DA MADEIRA, PORTUGAL


MONTEIRO, FERNANDO CARLOS BANDARRINHA; MACHADO, PAULO PALMEIRA; VARUM, HUMBERTO; ALMEIDA, LUÍS CARLOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2650

ANÁLISE DAS MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS NAS CALÇADAS CAUSADAS PELA ARBORIZAÇÃO URBANA
CARNEIRO, MAYCON; SILVA, DÉBORA; LIRA, MARCELO; BRITO, WHELSON. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2662

LEVANTAMENTO DAS MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS COM APLICAÇÃO DO GUT: ESTUDO DE CASO NO TERMINAL
RODOVIÁRIO DE CAXIAS-MA
ARAÚJO, ROMÁRIO SALAZAR; SOUZA, THIAGO HABACUQUE SILVA; GUIMARÃES, MARIANA SILVA; SOUZA, TALISSA RAYANNE SILVA . . . . . . . . . . . . . . . . 2670
ALCONPAT
BRASIL

RESISTÊNCIA E DUCTILIDADE DE COLUNAS CURTAS DE CONCRETO ARMADO REFORÇADAS COM COMPÓSITO DE RESINA E
FIBRAS DE CARBONO
SARAIVA, REBECA M. DIAS DE CARVALHO; CARNEIRO, LUIZ ANTONIO VIEIRA; TEIXEIRA, ANA MARIA ABREU . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2682

MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS NO MERCADO MUNICIPAL DO MUNICÍPIO DE SOBRAL – CE


ALENCAR, RICARO TEIXEIRA; GUERRA, ÉDER PAULUS MORAES; SALES, JUSCELINO CHAVES . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2694

CONSERVAÇÃO DO PÓRTICO DE ENTRADA DO CEMITÉRIO DA CONSOLAÇÃO - SP


CRUZ, RENATA SATIE DA; OLIVEIRA, FABIANA LOPES DE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2706

ANÁLISE ESTATÍSTICA E QUALITATIVA COM UTILIZAÇÃO DA MATRIZ GUT EM MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS EXISTENTES
EM RESIDÊNCIAS LOCALIZADAS NA CIDADE DE SOBRAL/CE
MELO, LEONARDO FLAMELL; SALES, JUSCELINO CHAVES. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2718

ESTUDO DO COMPORTAMENTO DE MATERIAIS POROSOS EM CONCRETOS DE ALTA RESISTÊNCIA DIANTE DE ELEVADAS


TEMPERATURAS
CAETANO, LUCIANE FONSECA; RISBACIK, FELIPE; PERONDI, MATHIAS; PERONDI, MATHIAS; SILVA FILHO, LUIZ CARLOS PINTO DA . . . . . . . . . . . . . . . 2730

ESTUDO DAS MANIFESTAÇÕES PATOLOGICAS EM INSTITUIÇÕES PÚBLICAS DE ENSINO: O CASO DA UNIVERSIDADE


ESTADUAL DO CEARÁ – CAMPUS CIRO GOMES, EM ITAPIPOCA-CE
SOUSA, TÁVIO; SALES, JUSCELINO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2741

ANÁLISE NUMÉRICA DA IGREJA DE NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO, ICÓ, CEARÁ


SOEIRO, MARCOS ANDREW RABELO; FEITOSA, EDUARDO RICARTE; PINTO, MARCELO FREIRES; MESQUITA, ESEQUIEL FERNANDES . . . . . . . . . . . . . . 2753

AVALIAÇÃO DO MÓDULO DE ELASTICIDADE DA ALVENARIA DA IGREJA DO ROSÁRIO, ICÓ, ATRAVÉS DO MÉTODO


ULTRASSÔNICO INDIRETO
SOEIRO, MARCOS ANDREW; ARAUJO, EMANUEL HENRIQUE; SOUSA, ISRAEL; MESQUITA, ESEQUIEL; RODRIGUES, THIAGO; RODRIGUES, TALISSON. 2765

MODELO PARA PRIORIZAÇÃO DA MANUTENÇÃO PREVENTIVA EM PATRIMÔNIOS HISTÓRICOS EDIFICADOS: CASO DA CIDADE
DE SOBRAL-CE
OLIMPIO, LUIZ CARLOS MAGALHÃES; CAMPOS, VANESSA RIBEIRO; MESQUISTA, ESEQUIEL FERNANDES TEIXEIRA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2772

PATOLOGIAS DAS CONSTRUÇÕES EM CONCRETO ARMADO: ESTUDO DE CASO DO EDIFÍCIO HISTÓRICO DA ESCOLA
POLITÉCNICA DE PERNAMBUCO
LINS, E. J. M.; PEDROSA JUNIOR, M. C. P.; MONTEIRO, E. C. B.; LORDSLEEM JÚNIOR, A. C. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2784

RECUPERAÇÃO E SUBSTITUIÇÃO DOS CABOS DA PONTE PÊNSIL DE SÃO VICENTE/SP


TIMERMAN, RAFAEL; TIMERMAN, JÚLIO; PEIRETTI, HUGO CORRES; AGUILERA, FRANCISCO PRIETO. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2798

ANÁLISE DA SEGURANÇA, DURABILIDADE E FUNCIONALIDADE DA PONTE SOBRE O RIO CAÍ NO MUNICÍPIO DE SÃO
SEBASTIÃO DO CAÍ - ESTUDO DE CASO
DONADELLO, M.; EHRENBRING, H. Z.; BRAATZ, S.; PACHECO, F.; MARQUES, M.; CHRIST, R. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2807

AVALIAÇÃO DA ADERÊNCIA DE ARGAMASSA EM BLOCOS CERÂMICOS


NUNES, IGO HENRIQUE SILVA; SILVA, ANTONIO AUGUSTO QUITINO DA; HARTMANN, VICTOR MOURÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2819

INFLUÊNCIA DO TEOR DE AGREGADO E UMIDADE DA AMOSTRA NA RESISTIVIDADE ELÉTRICA DO CONCRETO OBTIDA PELO
MÉTODO DIRETO
FARIAS, LIDIANNE DO NASCIMENTO; LIMA, PAULO ROBERTO LOPES; FONTES, CINTIA MARIA ARIANI; DIAS, ANFRANSERAI MORAIS . . . . . . . . . . . . . . . 2827

CRITÉRIO DE SELEÇÃO DO MOMENTO MAIS PROPÍCIO PARA INSPEÇÃO TERMOGRÁFICA DE FACHADAS COM REVESTIMENTO
CERÂMICO ATRAVÉS DA ANÁLISE DA VARIAÇÃO DA TEMPERATURA MÉDIA DA REGIÃO.
AIDAR, LUIZ; BAUER, ELTON . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2839

ANÁLISE DAS ESTIMATIVAS DE VIDA ÚTIL, A PARTIR DE MEDIÇÕES COM CARBOXÍMETRO (MEDIDOR DE CO2), ASSOCIADAS
À APLICAÇÃO DA LEI DE FICK DETERMINÍSTICA, EM DIFERENTES MODAIS DE CONSTRUÇÃO LOCALIZADAS NA CIDADE DE
BELO HORIZONTE – ESTUDOS DE CASO
CARVALHO, CLAUDERSON BASILEU; NASCIMENTO, RAFAEL DE OLIVEIRA B . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2847

ESTUDO DE MATERIAIS ALTERNATIVOS PARA A PRODUÇÃO DE CONCRETO DE CIMENTO PORTLAND


SANTOS, CRISTIANE CARINE DOS; DAL MOLIN, DENISE CARPENA COITINHO; MUNARETTO COPETTI, MARINA; MARTINS LEITE, LUCAS; PINHO VIEIRA, ANA
EDUARDA. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2858
ALCONPAT
BRASIL

ANÁLISE PATOLÓGICA EM OBRAS DE ARTE ESPECIAIS NA CIDADE DE SOBRAL-CE


RODRIGUES JÚNIOR, F. AVELAR; CARNEIRO, INARA LISSA; ERIK DA SILVA, ANTÔNIO; PARENTE LINHARES, P. ROBSON. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2872

EVALUACIÓN Y DIAGNÓSTICO DE ESTRUCTURAS DE USO PÚBLICO UTILIZANDO TÉCNICAS DINÁMICAS


PERALTA, MARÍA HAYDÉE; PICO, LEONEL OSVALDO; BACCHIARELLO, RAÚL; ERCOLI, NORMA LUJÁN . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2884

VIDA ÚTIL DE PILARES DE CONCRETO ARMADO EM FUNÇÃO DA VARIAÇÃO DO COBRIMENTO NOMINAL E DO ADENSAMENTO
VITALINO, EWERTON DE SOUZA; FERREIRA, LETÍCIA MARIA COSTA; OLIVEIRA, MATEUS PEREIRA DE; SOARES, RENAN GUSTAVO PACHECO; OLIVEIRA,
ROMILDE ALMEIDA DE; CARNEIRO, ARNALDO MANOEL PEREIRA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2892

VERIFICAÇÃO DA EFICIÊNCIA DA INSPEÇÃO VIRTUAL DE MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS EM FACHADAS DE EDIFÍCIOS COM


DIFERENTES REVESTIMENTOS
PISTUNI SOLANHO, BIANCA; RAMALHO PEREIRA TASCA, FERNANDA; VARGAS, JAMILLE; BITTENCOURT FORTE, LAÍS; MORESCO SILVA, JULIANO; LUIZ
STOCCO, JOELCIO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2904

ANÁLISE DO ESTADO DE CONSERVAÇÃO DAS OAES FEDERAIS SITUADAS NA BR-101/SC


ANHAIA, CÍNTIA A. A. L.; SILVA, PATRÍCIA C. S.; CÂMARA, MYRELE Y. F; SOBRINHO, BRUNNO E.; SILVA, TALITA E. P.; VIEIRA, JORDANA F.; SARKIS, JORGE M.;
PINTO JÚNIOR, AYMORÉ V. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2916

INFLUÊNCIA DE ERROS CONSTRUTIVOS NO DESEMPENHO ACÚSTICO DE PAREDES DE ALVENARIA


LABRES, H. SANTOS; OLIVEIRA, M F. DE ; PACHECO, F.; OTT, M J.; FONSECA TUTIKIAN, B. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2927

ESTUDO DA INTERFACE DAS ESTRUTURAS DE CONCRETO ENTRE VIGAS/LAJES E ALVENARIA DE BLOCO CERAMICOS
FRIEDERICH DOS SANTOS, MARCUS DANIEL; DOS SANTOS TATIM FILHO, YURI . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2938

MÉTODO DA SUPERFÍCIE DE RESPOSTA APLICADO A VIGAS DE CONCRETO ARMADO REFORÇADAS COM CFRP
SILVA JÚNIOR, F. E. S. DA ; REAL, M. DE V. ; SILVA, R. J. C. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2947

ESTUDO DA DEGRADAÇÃO DE FACHADA DE EDIFÍCIO EM BRASÍLIA/DF - ELABORAÇÃO DE CURVA DOSE-RESPOSTA


BAUER, ELTON; LUCENAS, RAYNNARA; CAVALCANTE, ANTONIO; NETO, EDUARDO; PEREIRA, VICTOR . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2960

ANÁLISE DE PERFIS DE AÇO DE SEÇÃO ABERTA SUBMETIDOS À ESFORÇOS DE TORÇÃO


MANICA, GUSTAVO; BOLINA, FABRÍCIO; LEITE, RODRIGO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2972

APRENDIZAGEM BASEADA EM PROBLEMAS: UMA EXPERIÊNCIA NO ENSINO DE PATOLOGIA E REABILITAÇÃO DE ESTRUTURAS


MEDEIROS, MARCELO H. F.; LANGARO, ELOISE A.; AMARAL, MARCELLA; CALVO, ANALIET . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2980

CONTROLE DE QUALIDADE EM OBRAS PÚBLICAS – PARCERIA TCE-TO E O CURSO DE ENGENHARIA CIVIL DO IFTO – CAMPUS
PALMAS
SALLES NETO, M; SILVA, T. D. A; AGUIAR, S. J. C.; MACEDO, J. A. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2988

CONCRETOS CONTAMINADOS POR PIRITA: CORROSÃO E FORMAÇÃO DE PELÍCULA PASSIVADORA DO AÇO


CAPRARO, ANA PAULA; MEDEIROS, MARCELO H. F.; CALVO, ANALIET; PIERALISI, RICARDO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2996

CONTRAPISO FLUTUANTE REFORÇADO COM FIBRAS POLIMÉRICAS


FRÖLICH, AUGUSTO; ELLWANGER, LUAN; SANTOS, MARCUS DANIEL FRIEDERICH DOS; MARTINS, DANIELE DOS SANTOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3008

ESTUDO DE CASO SOBRE MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS CAUSADAS POR UMIDADE EM UMA EDIFICAÇÃO NO INTERIOR DO
RIO GRANDE DO SUL
BERNARDI, DANIELI F.; DE GASPERI, JÉSSICA; BANDIEIRA, MARIANA; LIMA, ROGERIO CATTELAN A. DE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3019

MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS EM VIGAS T OU I DE CONCRETO ARMADO DAS OBRAS DE ARTE ESPECIAIS LOCALIZADAS
NA BR-020 NO ESTADO DO CEARÁ
SILVA, TALITA E. P.; SOBRINHO, BRUNNO E.; SILVA, PATRÍCIA C. S.; CÂMARA, MYRELLE Y. F.; VIERA, JORDANA F.; ANHAIA, CÍNTIA A. A. L.; SARKIS, JORGE M.;
PINTO JÚNIOR, AYMORÉ V. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3030

ESTUDO DA EROSÃO HIDRÁULICA DO CONCRETO REFORÇADO COM FIBRAS DE AÇO


RAMPANELLI, CARLOS H. OLIVEIRA; TRENTINI, CAMILA BORTOLOSO; REGINATO, LEANDRO; RIZZI, ROGÉRIO LUIS; GAVA, GIOVANNA PATRÍCIA . . . . 3038

ANÁLISE BIBLIOMÉTRICA DA PRODUÇÃO CIENTÍFICA BRASILEIRA E INTERNACIONAL SOBRE REAÇÃO ÁLCALI-AGREGADO


(RAA)
SILVA, EMANUELLE ALVES ARAÚJO ; DEUS, ÊNIO PONTES DE ; MOREIRA, KELVYA MARIA DE VASCONCELOS ; CABRAL, ANTÔNIO EDUARDO BEZERRA . . .
3050
ALCONPAT
BRASIL

METODOLOGIA PARA DETERMINAÇÃO DA RELAÇÃO ENTRE NÍVEIS DE DETERIORAÇÃO E INTERVENÇÃO EM PAREDES DE


TAIPA
CRUZ, BRUNA RAMOS DE SOUZA; MEDEIROS, VICTOR AMADEU SANT’ANNA; MILANI, ANA PAULA DA SILVA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3059

ANÁLISE COMPARATIVA DOS ENSAIOS ACELERADOS DE EXPANSÃO DE BARRAS DE ARGAMASSA DE CIMENTO PORTLAND
NO ATAQUE EXTERNO POR SULFATOS DE SÓDIO: NBR 13583/2014 E ASTM C 1012/2018
TOZETTO, ANA ELISA; BREKAILO, FERNANDA; PEREIRA, EDUARDO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3070

CARACTERIZAÇÃO DA REATIVIDADE DE AGREGADOS DOS CAMPOS GERAIS DO ESTADO DO PARANÁ


FARIAS, MARCELO MIRANDA; PEREIRA, ELIAS; VALENGA, MATHEUS VILLIAN; PEREIRA, EDUARDO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3078

ANÁLISE DA UTILIZAÇÃO DE ADITIVOS CRISTALIZANTES PARA AUTORREGENERAÇÃO DO CONCRETO EM TRAÇOS COM


DIFERENTE RELAÇÃO ÁGUA/CIMENTO E TIPOS DE CIMENTO NACIONAIS
BORJA AGLIARDI, STEPHANY; BATISTELLA, TAUANA; DE FRAGA MOREIRA, GIAN; ZAMIS EHRENBRING, HINOEL; PACHECO, FERNANDA; FONSECA
TUTIKIAN, BERNARDO. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3090

INFLUÊNCIA DA NORMA DE DESEMPENHO NAS INSTALAÇÕES HIDRO-SANITÁRIAS PARA A PREVENÇÃO DE MANIFESTAÇÕES


PATOLÓGICAS
VIEIRA, PAULO CEZAR CORRÊA; BARROS, LUANA THAINÁ OLIVEIRA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3100

ANÁLISE DAS PROPRIEDADES DO CONCRETO COM SUBSTITUIÇÃO PARCIAL DO CIMENTO E DO AGREGADO MIÚDO POR
VIDRO MOÍDO
FONSECA, VITOR HYGOR N.; GRANJA, JAILMA M. M.; BARBOSA, ANDERSON H. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3108

ANÁLISE DAS PATOLOGIAS EM PAVIMENTOS FLEXÍVEIS


SANTOS, ANA LUIZA F.; GRANJA, JAILMA M. M.; BARBOSA, ANDERSON H. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3115

PLACA CIMENTÍCIA PARA VEDAÇÃO VERTICAL PRODUZIDA A PARTIR DE ARGAMASSA COM POLIESTIRENO EXPANDIDO
SILVA, M.; MENEZES, C.; GOMES, E.; CORDEIRO, L. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3123

MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS EM ESTAÇÕES DE TRATAMENTO DE ÁGUA E RECOMENDAÇÕES DE TRATAMENTO E


PREVENÇÃO: UM ESTUDO DE CASO NA REGIÃO SUL DO BRASIL
FONTANA, PATRICIA; MOREIRA, AMACIN RODRIGUES . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3131

SIMULAÇÃO COMPUTACIONAL E MEDIÇÕES IN LOCO: UM ESTUDO DO DESEMPENHO HIGROTÉRMICO EM UM EDIFÍCIO ALTO


EM BRASÍLIA
DANTAS, ANDRÉ LUÍS DE FARIA; ZANONI, VANDA ALICE GARCIA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3143

EFEITO DAS ADIÇÕES MINERAIS NA REDUÇÃO DA FISSURAÇÃO DE CONCRETO EM BARRAGENS: REVISÃO DE LITERATURA
CRUZ DA SILVA ARAUJO, JULIE; PEREIRA GOUVEIA, FERNANDA; PEREIRA BONFIM, FRANCIRENE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3151

MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS EM FACHADAS FRONTAIS: ESTUDO DE CASO EM EDIFÍCIOS NA CIDADE DE CARAÚBAS/RN


ALVES, FABRÍCIO LEITE; JÚNIOR, DORGIVAL A. SILVA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3163

ANÁLISE DAS MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS DE UMA EDIFICAÇÃO DE INTERESSE HISTÓRICO E CULTURAL LOCALIZADA
NO VALE DO PARANHANA/RS
BOHRER, CHAIANE; ARNOLD, DAIANA; NADALON, JOSÉ ERNESTO; ORTOLAN, VINICIUS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3169

APLICAÇÃO DA METODOLOGIA DO GRAU DE DETERIORAÇÃO DA ESTRUTURA (GDE / UNB) EM VIADUTOS DA CIDADE DE


MANAUS: ESTUDO DE CASO
PANTOJA, DRISANA; PINHEIRO, SAMANTHA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3181

LEVANTAMENTO DE MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS EM FACHADAS DE PATRIMÔNIOS HISTÓRICOS NA CIDADE DE CAXIAS,


MARANHÃO
SANTOS, MIKHAEL FERREIRA DA SILVA; FERREIRA, CLÁUDIO VIDRIH; MATOS, WDYELLE ELCINE DE CARVALHO; L. GUSTAVO BONORA VIDRIH FERREIRA
3192

ANÁLISE DE MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS EM EDIFICAÇÃO RESIDENCIAL SITUADO NO ESTADO DO MARANHÃO


SANTOS, MIKHAEL FERREIRA DA SILVA; FERREIRA, CLÁUDIO VIDRIH; MATOS, WDYELLE ELCINE DE CARVALHO; SILVA, JACKSON DOUGLAS DA CRUZ . . .
3207

AVALIAÇÃO DAS MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS E RECUPERAÇÃO DE ESTRUTURA NO PÍER LOCALIZADO EM UM EDIFÍCIO


SITUADO NO BAIRRO DA VITÓRIA – SALVADOR – BAHIA.GAMA.
GAMA, ROBERTO FABIANO MASSÚ; COELHO, VINÍCIUS ALMEIDA; CERQUEIRA, MILENA BORGES DOS SANTOS; SILVA, FRANCISCO GABRIEL SANTOS 3221
ALCONPAT
BRASIL

PROPOSTA DE METODOLOGIA PARA INSPEÇÕES CADASTRAIS E ROTINEIRAS DE OBRAS DE ARTE ESPECIAIS DE PEQUENO E
MÉDIO PORTE
SANTOS, LORENA VIEIRA DOS; COELHO, ANA ELISA BRAZ; SILVA JÚNIOR, LADIR ANTÔNIO DA; SOUZA, WAGNER CAVALARE DE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3230

AVALIAÇÃO PATOLÓGICA NA CENTRAL DE AULAS IV DA UFERSA CAMPUS MOSSORÓ DE ACORDO COM A METODOLOGIA DA
MATRIZ GUT
SILVA, ADJA RAYFANE MEDEIROS; GUILHERME, ANA TÁLIA PINTO; SILVEIRA, ARTHURO MUNAY DANTAS DA; OLIVEIRA, FELIPE AUGUSTO DANTAS DE . . .
3242

ESTUDOS DAS MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS EM IGREJA HISTÓRICA DO MUNICÍPIO DE LIMEIRA-SP


DE FREITAS, RAFAELA AMARAL; DO NASCIMENTO, TAYLA LUANA DIAS; GARCIA, LUCAS ALEXSANDRO; DA SILVA, FABIANA MARIA . . . . . . . . . . . . . . . . . 3254

MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS: FATORES QUE INFLUENCIAM NO SEU APARECIMENTO EM PRÉDIOS RESIDENCIAIS


RODRIGUES, ESAÚ DANIEL COSTAS; FERREIRA, CLÁUDIO VIDRIH; SANTOS, MIKHAEL FERREIRA DA SILVA; SANTOS, PAULO RICARDO ALVES REIS . . 3265

PATOLOGIAS EM ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO: UM ESTUDO DE CASO DA PONTE RIO CHOPIM.


GÖTTEMS, CLÁUDIA VIVIANE; OLIVEIRA, LUCAS; CAMICIA, RODRIGO JUNIOR DA MOTTA. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3277

PATOLOGIAS DE FUNDAÇÕES/INFRAESTRUTURA: AVALIAÇÃO E PROPOSTA DE PROJETO DE CONTENÇAO PARA HABITAÇÕES


DE INTERESSE SOCIAL
LIMA DOS SANTOS, JAQUELINE; PEREIRA GOUVEIA, FERNANDA; CRUZ DA SILVA ARAUJO, JULIENE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3289

AVALIAÇÃO DA VIABILIDADE TÉCNICA DA APLICAÇÃO DE ESCÓRIA DE ACIARIA COMO AGREGADO MIÚDO NA PRODUÇÃO
DE ARGAMASSA PARA REVESTIMENTO
SILVA, WANNER KELLY DAMASCENO; AMANCIO, FELIPE ALVES; DIAS, ALISSON RODRIGUES DE OLIVEIRA; CABRAL, ANTÔNIO EDUARDO BEZERRA . 3298

REAÇÃO ÁLCALI-AGREGADO – TÉCNICAS UTILIZADAS PARA CARACTERIZAÇÃO E IDENTIFICAÇÃO DE PRODUTOS


FORMADOS
VALENGA, MATHEUS VILLIAN; PEREIRA, ELIAS; FARIAS. MARCELO MIRANDA; LIMA, RUBIA CATARINA PRZYBYS; PEREIRA. EDUARDO. . . . . . . . . . . . . . 3308

IDENTIFICAÇÃO E ANÁLISE DAS MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS EM EDIFICAÇÕES HISTÓRICAS LOCALIZADAS NO


MUNICÍPIO DE ARACATI - CE
FREITAS, INGRID; JÁCOME, CAMILA; MAIA, GABRIELA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3317

MAPA DE DANOS PARA EDIFÍCIOS HISTÓRICOS COM MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS: ESTUDO DE CASO DA CATEDRAL
NOSSA SENHORA DAS MERCÊS EM PORTO NACIONAL (TO)
SANTOS, C. A.; SANTOS, D. F A.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3326

AVALIAÇÃO DO EFEITO DO CONGELAMENTO NA RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO E NA ABSORÇÃO D’ÁGUA DE CONCRETOS


MOLDADOS COM AGREGADOS RECICLADOS
ALBAN, PEDRO; ANDRADE, JAIRO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3339

INSPEÇÃO E ANÁLISE ESTRUTURAL DE UMA TRELIÇA MISTA DE CONCRETO ARMADO E AÇO EM UMA EDIFICAÇÃO
INDUSTRIAL
REGINATO, L.A.; LORENZI, A.; SEVERO DA SILVA, D.; KLEIN, D. L.; CAMPAGNOLO, J. L.; ALMEIDA, J. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3349

APLICAÇÃO DE RESÍDUOS DE CONSTRUÇÃO E DEMOLIÇÃO NA CONSTRUÇÃO CIVIL: UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA


SISTEMÁTICA
MENEGHETTI, MAURÍCIO; ANDRADE, JAIRO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3359

MANUTENÇÃO PREDIAL: ANÁLISE DA QUALIDADE NAS EDIFICAÇÕES E A SUA INFLUÊNCIA NOS USUÁRIOS EM PORTO
ALEGRE (RS)
PRIETTO, ÉMERSON; ANDRADE, JAIRO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3373

MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS RECORRENTES EM IMÓVEIS MODERNISTAS: O CASO DO PAVILHÃO LUIZ NUNES EM RECIFE/
PE
EDUARDA ALVES DE BARROS, KAMYLA; OLIVEIRA DOS SANTOS,JÚLIA; DE ARIMATÉA ROCHA,EUDES . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3384

MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS EM EDIFICAÇÕES MODERNISTAS: AS LANCHONETES DO PARQUE HISTÓRICO NACIONAL


DOS GUARARAPES
OLIVEIRA DOS SANTOS, JÚLIA; EDUARDA ALVES DE BARROS, KAMYLA; DE ARIMATÉA ROCHA, EUDES . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3395

MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS NO SISTEMA CONSTRUTIVO CASA EXPRESS – ESTUDO DE CASO EM EMPREENDIMENTOS


LOCALIZADOS EM TERESINA-PI
VELOSO, THAIS SILVA; FERREIRA, CAROL CHAVES MESQUITA E; BITENCOURTE, FRANCISCO CARLOS LOPES . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3406
ALCONPAT
BRASIL

MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS NA BIBLIOTECA CENTRAL DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA – RS


AMORETTI, ANA MARIA; KOZLOSKI, CÁSSIA LAIRE; PEREIRA, NIANA; DE LIMA, ROGÉRIO ANTOCHEVES . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3416

EFEITOS DO RECALQUE DIFERENCIAL DE FUNDAÇÕES EM EDIFICAÇÕES


BITENCOURTE, FRANCISCO CARLOS LOPES; FERREIRA, CAROL CHAVES MESQUITA E; LAGARES, BÁRBARA FERNANDES PORTO; FERNANDES, JOSÉ FELIPE
G. MEDEIROS; VELOSO, THAIS SILVA; LEAL, GRAZIELLE. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3427

INFLUÊNCIA DA TEMPERATURA NA FLUÊNCIA DE PILARES PAREDE DE CONCRETO


MADUREIRA, E.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3435

EFEITOS DA REAÇÃO ÁLCALI-AGREGADO EM PILARES PAREDE DE CONCRETO


MADUREIRA, E.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3446

ANÁLISE DE MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS EM ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO EM AMBIENTE AGRESSIVO: ESTUDO


DE CASO
LAGARES, BÁRBARA FERNANDES PORTO; FERNANDES, JOSÉ FELIPE G. MEDEIROS; FERREIRA, CAROL CHAVES MESQUITA E; BITENCOURTE, FRANCISCO
CARLOS LOPES; VELOSO, THAIS SILVA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3456

RECUPERAÇÃO ESTRUTURAL EM PILARES DE ARGILA SILTOSA: O CASO DA FUNDAÇÃO DA MEMÓRIA REPUBLICANA


BRASILEIRA (CONVENTO DAS MERCÊS, SÃO LUÍS-MA)
AMORIM, FABRÍCIO; MARTINS, RAFAEL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3468

CARACTERIZAÇÃO DE COMPÓSITOS À BASE DE COLOPOLÍMERO DE PVC, VIDRO MOÍDO E ARGILA PARA IMPERMEABILIZAÇÃO
DE COMPONENTES DE CERÂMICA
DOS SANTOS, RAÍ AUGUSTO; CARVALHO MACEDO, JOSE EDUARDO; OLIVEIRA DE, HERBET ALVES; TAVARES BISPO, RAYZA STEFANNY . . . . . . . . . . . . . 3480

ANÁLISE DA RESISTÊNCIA MECÂNICA DO CONCRETO VARIANDO DIFERENTES PROCESSOS DE CURA


SANTOS, JONHNATAN SANTANA; RODRIGUES, LUDMYLLA PEREIRA; CAETANO, MATEUS RIBEIRO; TEIXEIRA, OTACISIO GOMES; FILHO, HUMBERTO
LARANJEIRA DE SOUZA. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3488

CORROSÃO EM ESTRUTURA DE CONCRETO ARMADO OCASIONADA PELA AÇÃO DE FERTILIZANTE E AMBIENTE MARÍTIMO.
SILVA, GERALDO MAGELA DA.; RIBAS, ROVÁDAVIA ALINE DE JESUS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3500

QUANTIFICAÇÃO DE MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS EM CONCRETO ARMADO, METODOLOGIA GDE/UNB – ESTUDO DE CASO


REIS, TÁSSIO; RIVETTI, MARIANNA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3512

UTILIZAÇÃO DA TERMOGRAFIA INFRAVERMELHA COMO FERRAMENTA AUXILIAR NA ANÁLISE DE DURABILIDADE DE


ALVENARIAS
VASCONCELOS, GUSTAVO; PÓVOAS, YÊDA; SOBRINHO, CARLOS; RAMOS, NUNO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3524

ANÁLISE DO CICLO DE VIDA DE CONCRETOS CONTENDO AREIA RECICLADA DE CONCRETO


BELISÁRIO, ELISA; TOLEDO FILHO, ROMILDO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3533

AVALIAÇÃO DE MANISFESTAÇÕES PATOLÓGICAS COM USO DE DRONE


ARAÚJO, WELTON; SOUZA, HYGOR; G. N. S. GOMES; RIBEIRO, IRACIRA; LUCENA, ADRI . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3544

LEVANTAMENTO DAS CONDIÇÕES GERAIS DE PONTES DA RN 118 – TRECHO ENTRE CAICÓ/RN E JUCURUTU/RN
LIMA MORAIS, IGOR; KLEYCE DA SILVA GÓIS, ALEXSANDRA; VIEIRA DA NÓBREGA, MARCILENE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3551

APLICAÇÃO DA ENGENHARIA DIAGNÓSTICA NO ESTUDO DE CASO DA INSPEÇÃO PREDIAL EM RESIDÊNCIAS MULTIFAMILIARES


DO MUNICÍPIO DE GARANHUNS-PE
PINHEIRO, DAYANNE MICHELLE DA SILVA; APOLONIO, PRISCILA HONORIO; NASCIMENTO, KAIKE MANOEL BARROS DO; CARNEIRO, ARNALDO MANOEL
PEREIRA; NÓBREGA, ANA CECÍLIA VIEIRA DA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3563

APLICAÇÃO DE CONCEITOS DA ENGENHARIA FORENSE NA ANÁLISE DE MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS NA CONSTRUÇÃO


CIVIL
BARRETO, GEOVANA; FERNANDES, RENATO; RÊGO, EMYLLE; VASCONCELOS, ADRIANO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3575

ANÁLISE DAS MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS EM EDIFICAÇÕES HISTÓRICAS: UM ESTUDO DE CASO NAS FACHADAS DO
CONJUNTO URBANO DA PRAÇA XV DE NOVEMBRO EM FLORIANÓPOLIS – SC.
REICHERT, SABRINA; LIVI, CAROLINA NODA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3588

AVALIAÇÃO DE MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS COM APLICAÇÃO DO MÉTODO FMECA – ESTUDO DE CASO.


MAIA, ÉVELYN; PEREIRA, LETÍCIA; ARAÚJO, MAYARA; SILVEIRA, ARTHURO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3600
ALCONPAT
BRASIL

MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS NO PRÉDIO DO IFMS – CAMPUS AQUIDAUANA


POLVERE, RAFAEL; ARANTES, WILKER. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3612

PRINCIPAIS MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS NAS FACHADAS DE EDIFÍCIOS DO BAIRRO ASA SUL, BRASÍLIA-DF
CAVALCANTE, CAROLINNE LISBOA; SILVA, JULIANO RODRIGUES; CHATER, LATIF; SCHMIDT, ANDREIA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3621

PRINCIPAIS MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS NA COBERTURA DE EDIFÍCIOS DO BAIRRO ASA SUL, BRASÍLIA-DF


CAVALCANTE, CAROLINNE LISBOA; SILVA, JULIANO RODRIGUES; CHATER, LATIF; SCHMIDT, ANDREIA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3631

CONCRETO DOSADO COM SUBSTITUIÇÃO PARCIAL DO AGREGADO GRAÚDO POR RESÍDUO DE MINERAÇÃO DE CARVÃO DA
REGIÃO CARBONÍFERA DE SANTA CATARINA
DA VEIGA GERMANI, MARIA EDUARDA; SANTOS, SÍLVIA; MIRIELE SCHIESSL DINIZ, VICKI; CRISTIANO CAPELARI, CAIO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3639

ANÁLISE DE PATOLOGIAS EM PAVIMENTOS FLEXÍVEIS NA CIDADE DE SALVADOR, BAHIA


BARROS, MARCELO; MARIANI, BRUNA. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3648

PATOLOGIAS NAS PONTES SOBRE O RIO CURU


SALES, JUSCELINO CHAVES . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3660

INVESTIGAÇÕES DAS POSSÍVEIS PATOLOGIAS QUE RESULTARAM NA INTERDIÇÃO DA “PONTE VELHA” NA CIDADE DE SANTA
CRUZ DO CAPIBARIBE-PE, UM ESTUDO DE CASO
MENEZES, ISADORA. MONIQUE DE; SILVA, KLEYTON; SILVA, EMERSON. JOSE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3668

PROTOCOLO PARA AVALIAÇÃO DA EFICÁCIA ANTI-INCRUSTANTE E PROPRIEDADES FÍSICAS DE REVESTIMENTOS APLICADOS


NA SUPERFICIE INTERNA DAS GALERIAS E DO TUNEL DE DESCARGA DE ÁGUA DO MAR QUE REFRIGERA O SISTEMA DE
VAPOR PRINCIPAL DA USINA NUCLEAR DE ANGRA 1
GOMES FILHO, S.D.; COUTINHO, R.; GAMBARATO, B.C.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3679

VISTORIA PREDIAL EM EDIFÍCIO RESIDENCIAL INTERDITADO NA CIDADE DE SOBRAL, CEARÁ


ARAÚJO, LUCAS EMANUEL FERNANDES; CARVALHO, FELIPE MELO; MOREIRA, KELVYA MARIA VASCONCELOS; SALES, JUSCELINO CHAVES. . . . . . . . 3691

ANÁLISE DAS MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS CAUSADAS PELA AÇÃO DA UMIDADE EM UMA PASSARELA DESTINADA A
CIRCULAÇÃO DE ACADÊMICOS: ESTUDO DE CASO REALIZADO NA FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE RONDÔNIA
BATISTA, BRUNA CAROLINE CAMPOS; LORENZETTI, JÚLIA FONTELES; JUNIOR, JOÃO MARCOS FELIPPE MENDES; LOPES, RADUAN KRAUSE . . . . . . . 3702

CONSOLIDAÇÃO ESTRUTURAL DO PATRIMÓNIO ARQUITETÓNICO


FRANCO, CARLOS MANUEL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3709

MODELOS DE CHECKLIST COMO FERRAMENTA NO PROCESSO DE INSPEÇÃO PREDIAL


BÖES, JEFERSON SPIERING . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3721

DIAGNÓSTICO DE MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO EM EDIFICAÇÃO RESIDENCIAL


– ESTUDO DE CASO
PENHA JÚNIOR, CARLOS AÉCIO MONTEIRO. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3731

MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS EM ESQUADRIAS


SCHUCH, DAIANA C.; CHRIST, ROBERTO; EHRENBRING, HINOEL Z. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3742

MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS EM HABITAÇÕES DE INTERESSE SOCIAL: ESTUDO DE CASO EM CONJUNTO HABITACIONAL


NO MUNICÍPIO DE BEBERIBE/CE
SILVA, ANA CÁSSIA; FALCÃO, NATACHA; MARTINS, ULLY . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3753

ANÁLISE DAS MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS EM UMA EDIFICAÇÃO DO SETOR PÚBLICO


MADEIRA, DEISE S.; OLIVEIRA, CARLOS A.S.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3765

AVALIAÇÃO DO COMPORTAMENTO DE DIFERENTES SISTEMAS VERTICAIS DE VEDAÇÃO SOB O EFEITO DE CHOQUE TÉRMICO
POLETO, GIOVANA; NICARETTA, TIAGO; LERNER, LUCAS RAFAEL; CHRIST, ROBERTO; TUTIKIAN, BERNARDO FONSECA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3776

VISTORIA PATOLÓGICA: EVIDENCIAÇÃO DE MANIFESTAÇÕES PRESENTES EM EDIFICAÇÃO RESIDENCIAL


ROCHA, FABÍOLA LUANA MAIA; QUEIROZ, JOSÉ HENRIQUE MACIEL DE. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3788

ANÁLISE DA RESISTÊNCIA A COMPRESSÃO DE 3 BLOCOS DE FUNDAÇÕES DE UMA TORRE METÁLICA


SOARES TEIXEIRA FILHO, JOSÉ; FERREIRA SOARES, KARYNE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3795
ALCONPAT
BRASIL

ANÁLISE DO TESTE DE PERCUSSÃO EM FACHADA DE UMA EDIFICAÇÃO RESIDENCIAL NO MUNICÍPIO DE FORTALEZA-CE


SOARES TEIXEIRA FILHO, JOSÉ; FERREIRA SOARES, KARYNE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3805

DIRETRIZES PARA DURABILIDADE DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO EM AMBIENTES COM ELEVADA CONCENTRAÇÃO
DE CLORETOS
IBIAPINA, JUAN; PEREIRA, TALLYS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3815

Índices
AUTORES . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3829

PALAVRAS-CHAVE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3842
http://dx.doi.org/10.4322/CBPAT.2020.001 ISBN 978-65-86819-05-2

ANÁLISE DA INFLUÊNCIA DO MÉTODO DE RESFRIAMENTO SOBRE A RESISTÊNCIA


RESIDUAL DO CONCRETO SUBMETIDO A ALTAS TEMPERATURAS

BUENO, LISIANE WICZICK, LUCIENE F. S.


Engenheira Civil Professora, MEng
UTFPR UTFPR
PR; Brasil PR; Brasil
lisianebueno@hotmail.com luciene@utfpr.edu.br

MAZER, WELLINGTON
Professor, DSc
UTFPR
PR; Brasil
wmazer@utfpr.edu.br

RESUMO

A ocorrência de um incêndio, além da possibilidade de provocar a perda de vidas humanas, produz danos às estruturas
de concreto armado. O método mais comum para o combate a incêndios é através da utilização da água para
resfriamento do material e controle das chamas. No entanto este resfriamento pode provocar um choque térmico na
estrutura e agravar os danos estruturais. O presente trabalho tem o objetivo de analisar o efeito dos métodos de extinção
de incêndio na perda de resistência do concreto após este ser submetido à altas temperaturas. Amostras de concreto
foram submetidas às temperaturas de 400°C, 600°C e 800°C, e resfriadas com três métodos: temperatura ambiente,
carga de extintor de gás carbônico e submersas em um recipiente com água. Foi verificado que o método utilizado para
o resfriamento não demonstrou ter tanta influência na resistência residual do concreto quanto a exposição a
temperaturas maiores. As amostras aquecidas a 400°C apresentaram uma perda média na resistência de 18,2%,
enquanto que as aquecidas a 600°C apresentaram uma perda média de 44% e as aquecidas a 800°C tiveram perda média
de 84,4% comparados com o concreto de referência.
Palavras-chave: concreto, incêndio, resfriamento, alta temperatura.

ABSTRACT

The occurrence of a fire, besides the possibility of causing the loss of human life, causes damage to reinforced concrete
structures. The most common method for firefighting is through the use of water for material cooling and flame control.
However, this cooling can cause a thermal shock to the structure and aggravate structural damage. The present work
aims to analyze the effect of fire extinguishing methods on loss of concrete resistance after it is exposed to high
temperatures. Concrete samples were exposed to temperatures of 400 ° C, 600 ° C and 800 ° C, and cooled with three
methods: room temperature, carbon dioxide extinguisher charge and submerged in a container with water. It was found
that the method used for cooling did not show as much influence on the residual strength of the concrete as the exposure
to higher temperatures. Samples heated at 400 ° C had an average loss in strength of 18.2%, while samples heated at
600 ° C had an average loss of 44% and samples heated at 800 ° C had an average loss of 84.4% compared with
reference concrete.
Keywords: concrete, fire, cooling, high temperature.

1. INTRODUÇÃO

A prevenção e combate à incêndios em edificações ainda não é um tema fortemente estabelecido no dia a dia e na
cultura dos brasileiros, mas é um assunto de extrema importância e que necessita de mais atenção por parte dos
profissionais da área de construção civil e da população em geral. Pois além da possibilidade de perda de vidas humanas
e prejuízos materiais, a ocorrência de um incêndio resulta em danos na estrutura das edificações, acarretando em altos
custos de recuperação e reconstrução.

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Nota-se que após o fogo ter atingido maiores proporções, o meio normalmente utilizado para a sua extinção é o uso de
água, pois esta ajuda a reduzir a temperatura do material em chamas. Entretanto, há a preocupação de que esse método
de resfriamento de edificações em situações de incêndio possa aumentar os danos resultantes em estruturas de concreto,
visto que a elevada temperatura a que a estrutura está submetida devido ao fogo é rapidamente resfriada, levantando a
dúvida se o choque térmico e a forma de resfriamento utilizado no combate ao incêndio pode afetar ainda mais a
resistência residual do concreto. O presente estudo tem por objetivo analisar o efeito dos métodos de extinção de
incêndio, que utilizam o resfriamento no combate às chamas, na perda de resistência do concreto após este ser
submetido à altas temperaturas.

2. REVISÃO DA LITERATURA

Para um melhor entendimento sobre incêndios em edificações é importante conhecer os conceitos principais de fogo e
incêndio, as formas de extinção do fogo e o efeito das altas temperaturas nos materiais.

2.1 Conceitos básicos sobre fogo e incêndio

Segundo a Norma de Procedimento Técnico – NPT 003 - Terminologia de segurança contra incêndio, “fogo é uma
reação química de oxidação (processo de combustão), caracterizada pela emissão de calor, luz e gases tóxicos. Para que
o fogo exista, é necessário a presença de quatro elementos: combustível, comburente (normalmente o oxigênio), calor e
reação em cadeia” (CBPMPR, 2014). Ainda de acordo com a NPT 003, “incêndio é o fogo sem controle, intenso, o qual
causa danos e prejuízos à vida, ao meio ambiente e ao patrimônio” (CBPMPR, 2014).

A NBR 14432 (ABNT, 2001) define incêndio natural como a variação de temperatura que simula o incêndio real, sendo
função da geometria, ventilação, características térmicas dos elementos de vedação e da carga de incêndio específica.
Esta norma também expõe o conceito de incêndio-padrão como a elevação padronizada de temperatura em função do
tempo, definida pela equação 1, onde t é o tempo em minutos, θg é a temperatura dos gases, em graus Celsius no
instante t, θ0 é a temperatura do ambiente antes do início do aquecimento, em graus Celsius, geralmente considerada
como sendo igual a 20°C.

θg=θ0+345 log(8 t+1) (1)

A figura 1 mostra a curva para o incêndio-padrão definido na NBR 14432 (ABNT, 2001), considerando a temperatura
do ambiente como 20°C. Segundo Seito et al. (2008), a curva de incêndio padrão recomendada pela norma brasileira é
baseada na norma internacional ISO 834 (1994), que considera materiais celulósicos como combustível.

Figura 1: Curva para o incêndio-padrão, considerando temperatura inicial de 20°C

Nota-se que a equação do incêndio-padrão não abrange a fase de resfriamento e extinção do fogo, considerando
somente a elevação da temperatura de forma padronizada. O objetivo principal da utilização dessa curva-padrão é

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fornecer parâmetros de projeto, a fim de garantir a resistência da estrutura em situação de incêndio, evitando o colapso
estrutural da edificação durante o tempo mínimo pré-estabelecido por normas.

O tempo requerido de resistência ao fogo (TRRF) estabelecido pela NBR 14432 (ABNT, 2001), é o tempo mínimo que
um elemento construtivo deve resistir quando sujeito ao incêndio-padrão. Segundo Silva (2008), através da associação
do TRRF com a curva para o incêndio-padrão, é possível determinar a temperatura média no elemento estrutural similar
à temperatura encontrada no incêndio real. O TRRF pode ser determinado por meio de tabelas, conforme especificado
pela NBR 14432 (ABNT, 2001), ou através de equações como o procedimento proposto por Silva (2008).

2.1.1 Meios de extinção do fogo

De acordo com Seito et al. (2008), a diferença entre um pequeno e um grande incêndio está na propagação e intensidade
das chamas. Em geral, os incêndios começam com um pequeno foco, fácil de controlar. Por isso é importante o
conhecimento dos métodos de extinção do fogo, que consistem em inibir cada um dos elementos presentes na reação de
combustão a fim de se evitar que o fogo atinja grandes proporções, causando maiores danos. Dentre os meios de
extinção do fogo, encontram-se:

• Retirada do combustível: retirar do local o material (combustível) que está pegando fogo.
• Abafamento: eliminar o oxigênio (comburente) da reação, por meio do abafamento do fogo.
• Resfriamento: reduzir a temperatura (calor) do material em chamas
• Reação em cadeia: o calor irradiado das chamas atinge o combustível, este é decomposto em partículas
menores que se combinam com o oxigênio e queimam, irradiando outra vez calor para o combustível, formando assim
um ciclo constante. A quebra da reação em cadeia impede que a reação seja autossustentável.

O emprego de extintores tem o objetivo de combater princípios de incêndio, e faz parte do sistema básico de segurança
contra incêndio em edificações, tendo como características principais a portabilidade, facilidade de uso, manejo e
operação (SEITO et al.,2008).

2.2 Efeito das altas temperaturas no concreto

Segundo Mehta e Monteiro (2008), o concreto não é um material combustível e não emite gases tóxicos quando exposto
a altas temperaturas. Entretanto, o comportamento real de uma estrutura de concreto submetido à altas temperaturas é
resultado de diversos fatores que interagem simultaneamente, sendo difícil uma análise precisa. De acordo com os
autores, alguns fatores importantes na resposta do concreto ao fogo são a composição do concreto, a permeabilidade, o
tamanho do elemento e a taxa de aumento da temperatura.

De acordo com Fernandes et al. (2017), a zona de transição, que é a interface entre os agregados e a pasta de cimento,
possui uma maior fragilidade devido à presença de vazios e fissuras na região, além de C-S-H pouco cristalino e cristais
secundários de portlandita e etringita. O aquecimento do concreto resulta em uma expansão térmica diferencial entre o
agregado e a pasta de cimento, uma vez que a pasta de cimento retrai quando aquecida e os agregados expandem,
resultando em fissuras. Os autores verificaram que a degradação do concreto está diretamente ligada com as
características do material e com o processo de aquecimento.

Silva (2009) avaliou a influência da temperatura na resistência residual de concretos usuais empregados na construção
civil e constatou que com o aumento da temperatura, a resistência à compressão axial diminui. A autora obteve
resultados com perda de resistência superiores a 50 % para temperaturas entre 400ºC e 900ºC e valores de resistência à
compressão praticamente nulos para os corpos de prova submetidos a temperaturas a partir de 900ºC. Além disso a
autora verificou uma redução do módulo de elasticidade mais acentuada que a redução da resistência à compressão axial
em função da temperatura, redução de massa e aumento da porosidade devido à perda de água na microestrutura com o
aumento da temperatura.

Lorenzon (2014) analisou a resistência residual de concretos expostos à diferentes temperaturas (300°C, 500°C e
800°C), tempos de exposição (30 minutos, 60 minutos e 90 minutos) e modos de resfriamento (rápido e lento). A autora
verificou perdas consideráveis da resistência à compressão para as amostras expostas a altas temperaturas, mas os
diferentes tipos de resfriamento adotados (resfriamento com água fria e na temperatura ambiente) apresentaram poucas
alterações sobre a redução da resistência residual do concreto. Sousa (2009) avaliou a influência do tipo de resfriamento
em corpos de prova de concreto, sendo as amostras resfriadas lentamente à temperatura ambiente e bruscamente sendo
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imersas em água por 30 minutos. O autor verificou que os tipos de resfriamento estudados exerceram praticamente a
mesma influência sobre as propriedades mecânicas do concreto analisado.

3. MATERIAIS E MÉTODOS

Utilizou-se amostras de concreto cilíndricas, com tamanho 10 x 20 cm, executadas com um traço padrão de concreto em
massa de 1:2,5:3,2:0,6, utilizando-se cimento CP V-ARI, areia média, brita I, e consumo de cimento de 300 kg/m³. O
concreto foi feito em uma betoneira com capacidade de 120 litros.

As amostras de concreto foram submetidas às temperaturas de 400°C, 600°C e 800°C em forno tipo mufla com o
objetivo de simular temperaturas de incêndio, e em seguida foram resfriadas utilizando-se três métodos diferentes: água,
gás carbônico (CO2) e resfriamento natural, analisando-se a resistência do concreto após esses procedimentos. Essas
temperaturas foram escolhidas por serem temperaturas facilmente atingidas na primeira meia hora de um incêndio-
padrão, conforme pode ser visualizado na curva da figura 1. O pó químico não foi utilizado no presente estudo devido
ao fato de não possuir a função de resfriamento, agindo na extinção do fogo somente por abafamento.

Foram utilizadas quatro amostras de concreto para cada método de resfriamento e para cada temperatura analisada,
conforme apresentado na tabela 1. A utilização de quatro corpos de prova para cada método se deve ao fato deste ser o
número mínimo de amostras calculado estatisticamente para se estar dentro do intervalo de 95% de certeza dos
resultados.

Tabela 1 – Quantidade de corpos de prova testados


Método de Temperatura
resfriamento 400°C 600°C 800°C
Natural 4 CP 4 CP 4 CP
Água 4 CP 4 CP 4 CP
CO2 4 CP 4 CP 4 CP
Total 12 CP 12 CP 12 CP

Para a execução das amostras, primeiramente verificou-se a umidade da areia através das medidas da massa inicial e
massa seca, obtendo-se uma umidade de 10%. Depois de as quantidades dos materiais serem separadas, fez-se primeiro
a imprimação da betoneira, com argamassa do mesmo traço utilizado. Em seguida, os materiais foram adicionados na
betoneira na seguinte ordem: agregado graúdo, uma parte da água, agregado miúdo, cimento e por último o restante da
água. Após a mistura estar homogênea, os corpos de prova foram moldados com o preenchimento de concreto em duas
camadas, aplicando-se 12 golpes com a haste de socamento em cada camada.

Depois de 24 horas, os corpos de prova foram desmoldados e colocados em câmara úmida para a cura por 28 dias. Após
esse tempo de cura, as amostras foram retiradas da câmara úmida e armazenadas em local seco. Depois de secas, as
amostras foram inseridas em forno elétrico tipo mufla com temperatura máxima de 1200°C. Foram inseridas duas de
cada vez para as temperaturas de 400°C e 600°C e uma amostra de cada vez para a temperatura de 800°C, como
mostrado na figura 2. As amostras ficaram expostas à temperatura desejada por 30 minutos, ou seja, as amostras foram
inseridas na mufla, esta foi ligada e após estabilizar na temperatura desejada contou-se 30 minutos. Não foi verificada a
taxa de aumento de temperatura da mufla, pois procurou-se analisar os efeitos do resfriamento nas amostras após estas
ficarem submetidas às temperaturas desejadas durante um mesmo intervalo de tempo.

Definiu-se o tempo de 30 minutos para as amostras ficarem expostas à temperatura desejada por ser o tempo requerido
de resistência ao fogo (TRRF) mínimo estabelecido pela norma NBR 14432 (ABNT, 2001) na tabela A.1, uma vez que
o objetivo do presente estudo é avaliar a perda da resistência devido ao resfriamento, e não o tempo de exposição da
amostra às altas temperaturas.

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Figura 2: Amostras inseridas para aquecimento na mufla

Para o método de resfriamento natural, as amostras foram retiradas da mufla e deixadas para resfriar à temperatura
ambiente. Para o método de resfriamento com CO2, as amostras foram retiradas da mufla, posicionadas no chão, em
cima de uma cerâmica e imediatamente resfriadas com uma carga de extintor de CO2 de 9 kg, conforme mostrado na
figura 3.

Figura 3: Resfriamento utilizando extintor de CO2

Para o método de resfriamento com água, as amostras foram retiradas da mufla e inseridas em um recipiente metálico
contendo água (figura 4), ficando submersas até que resfriassem a ponto de se poder retirá-las com a mão. Para a
temperatura de 400°C, as amostras ficaram submersas em água por aproximadamente 15 minutos, para a temperatura de
600°C as amostras ficaram por aproximadamente 30 minutos submersas e para a temperatura de 800°C ficaram em
contato com a água por aproximadamente uma hora. Os recipientes metálicos utilizados possuem 25 cm de diâmetro e
31 cm de altura, e foram enchidos com aproximadamente 11 litros de água.

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Figura 4: Resfriamento utilizando recipiente metálico com água

Aguardou-se até que todas as amostras estivessem totalmente resfriadas para a realização dos testes de resistência à
compressão, que foram executados em prensa DL30 com carga máxima de 30 toneladas, como apresentado na figura 5.

Figura 5: Teste de resistência à compressão realizado nas amostras depois de resfriadas

4. RESULTADOS E DISCUSSÃO

A resistência de referência foi verificada aos 28 dias em 4 corpos de prova, obtendo-se um valor médio de resistência
igual a 18,8 MPa e desvio padrão igual a 0,9 MPa. Os valores de resistência à compressão axial obtidos após o
aquecimento e resfriamento dos corpos de prova estão apresentados na tabela 2.

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Tabela 2 - Valores de resistência à compressão obtidos para as amostras


Resistência (MPa) Desvio Coeficiente
Temperatura Resistência
Resfriamento padrão de variação
(°C) CP1 CP2 CP3 CP4 média (MPa)
(MPa) (%)
Referência - 20,1 18,7 18,7 17,9 18,8 0,9 5,0
Natural 12,8 13,6 13,3 18,6 14,6 2,7 18,7
400 CO2 13,0 14,2 15,5 22,5 16,3 4,3 26,2
Água 14,0 15,2 16,1 16,2 15,4 1,0 6,7
Natural 12,1 12,9 8,1 5,8 9,7 3,3 34,2
600 CO2 8,1 13,6 8,0 12,9 10,6 3,0 28,4
Água 12,6 10,9 8,6 13,2 11,3 2,1 18,5
Natural 3,3 2,3 2,2 2,4 2,5 0,5 19,5
800 CO2 2,5 2,6 2,1 2,6 2,4 0,3 10,5
Água 3,6 3,6 4,3 3,8 3,8 0,4 9,4

A figura 6 apresenta as resistências médias para cada método de resfriamento em função da temperatura que as amostras
foram aquecidas, onde é possível observar que o método de resfriamento natural, ou seja, à temperatura ambiente,
apresentou as menores resistências médias, em geral. Além disso, pode-se verificar também que o resfriamento rápido
com a utilização de água não apresentou as menores resistências médias para as amostras. Esse fato não era esperado,
pois acreditava-se que esse método de resfriamento rápido do concreto poderia afetar negativamente a resistência por
conta do choque térmico.

Figura 6: Resistência média em função da temperatura, para cada método de resfriamento

Os resultados obtidos seguem uma tendência semelhante ao estudo de Sousa (2009), que também obteve resistências
residuais maiores para resfriamento brusco em alguns casos. O autor realizou ensaios de microscopia eletrônica de
varredura e verificou alterações morfológicas nos corpos de prova resfriados com água, indicando uma reidratação do
concreto após o aquecimento.

As perdas percentuais de resistência, em valores absolutos (para os resfriamentos natural, CO2 e água), estão
apresentadas na tabela 3. Pode-se verificar que os métodos de resfriamento não demonstraram ter tanta influência no
decréscimo de resistência das amostras de concreto quanto o aumento da temperatura.

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Tabela 3 - Valores médios das perdas percentuais nas resistências residuais dos corpos de prova
Temperatura (°C) Resfriamento Resistência média (MPa) Perda de resistência (%)
Referência 18,8 -
Natural 14,6 22,7%
400 CO2 16,3 13,4%
Água 15,4 18,4%
Natural 9,7 48,4%
600 CO2 10,6 43,5%
Água 11,3 40,0%
Natural 2,5 86,6%
800 CO2 2,4 87,1%
Água 3,8 79,7%

Para poder afirmar, estatisticamente, se o método de resfriamento influencia a resistência do concreto, realizou-se a
análise da variância (ANOVA) e o teste de Tukey, a fim de se comparar as médias das resistências residuais obtidas.
Através do teste de variância constatou-se a existência de diferença estatística em algum dos dados analisados. Com
isso, realizou-se o teste de Tukey, sendo possível verificar quais métodos são estatisticamente iguais. Os resultados
dessa análise estão apresentados na tabela 4, onde as letras iguais indicam que não houveram diferenças estatísticas
significativas entre si. Observa-se que não há diferença entre os métodos de resfriamento, e que apesar de haver uma
porcentagem absoluta da perda de resistência média para as amostras aquecidas a 400°C, não se pode afirmar que a
temperatura de 400°C teve efeito significativo na perda de resistência do concreto estudado, uma vez que as resistências
médias obtidas são estatisticamente iguais à resistência de referência. Já as temperaturas de 600°C e 800°C
demostraram ter efeito na perda de resistência dos corpos de prova testados.

Tabela 4 - Resistências médias estatisticamente iguais


Temperatura Resfriamento Resistência
(°C) Média (MPa)
Referência 18,8 A
Natural 14,6 A B
400 CO2 16,3 A B C
Água 15,4 A B C D
Natural 9,7 B E
600 CO2 10,6 B D E F
Água 11,3 B C D E F
Natural 2,5 G
800 CO2 2,4 G
Água 3,8 G

Não foi verificado se o tempo de exposição à essas temperaturas contribuem ainda mais para a redução da resistência
residual do concreto. Lorenzon (2014) verificou em seu estudo que a cada meia hora a mais expostos às altas
temperaturas, os corpos de prova apresentaram resistências à compressão quase 24% menores.

Além da verificação da resistência residual do concreto, analisou-se também alguns aspectos como a formação de
fissuras nas amostras, a forma que ocorreu a ruptura e se o método utilizado efetivamente resfriava o concreto. Durante
a realização dos testes, observou-se que a utilização da água resfriou as amostras em um tempo relativamente rápido,
considerando-se a temperatura com que saiam da mufla. Entretanto, a utilização do extintor de CO2 não resfriou as
amostras de maneira rápida. Constatou-se a formação de gelo na parte superior dos corpos de prova aquecidos, que
evaporou rapidamente. Mas pelo fato de o concreto ser um mal condutor de calor, o tempo de exposição ao CO2 não foi
suficiente para resfriar o concreto de maneira rápida. Portanto, as amostras resfriadas com a carga de gás carbônico
tiveram um resfriamento semelhante ao natural (temperatura ambiente). Verifica-se com isso, que a utilização de carga
de gás carbônico no combate à incêndios simula o abafamento para extinção do fogo e não apresenta choque térmico na
estrutura, uma vez que o gás não demonstrou capacidade de resfriamento dos corpos de prova.

Com relação à formação de fissuras, para as amostras aquecidas a 400°C e 600°C não se observou a formação visível de
muitas fissuras. Já para as amostras aquecidas a 800°C, observou-se uma grande formação de fissuras para o
resfriamento natural e o com a carga de gás carbônico, conforme mostrado nas figuras 7 e 8. Verificou-se também, que
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essas fissuras aumentaram com o tempo, ou seja, desde o momento em que foram retiradas da mufla até estarem
totalmente resfriadas para os ensaios de resistência à compressão.

Figura 7: Amostra fissurada após aquecimento a 800°C e resfriamento com CO2

Figura 8: Amostra fissurada após aquecimento a 800°C e resfriamento natural

Os corpos de prova aquecidos a 800°C e resfriados com água apresentaram fissuras, mas estas não aumentaram com o
tempo, parecendo cicatrizadas, como mostrado na figura 9. Esse efeito de cicatrização se refere à reação do dióxido de
carbono com o hidróxido de cálcio presente no concreto.

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Figura 9: Amostra após aquecimento a 800°C e resfriamento com água

Após a ruptura das amostras, verificou-se visualmente que nenhuma amostra apresentou ruptura no agregado graúdo, e
que para os corpos de prova aquecidos a 800°C, conseguiu-se quebrar o concreto facilmente com as mãos. A ruptura
ocorreu na zona de transição entre a pasta de cimento e o agregado, como mostrado na figura 10, indicando perda de
aderência e confirmando a fragilidade dessa região devido à desidratação e consequente retração da pasta e expansão do
agregado graúdo, conforme exposto por Fernandes et al. (2017).

Figura 10: Fissura na zona de transição de uma amostra aquecida a 600°C e resfriada com água

5. CONCLUSÃO

Com o presente estudo foi possível verificar que o resfriamento do concreto com a utilização de água não representou
maior perda de resistência nos corpos de prova nas condições analisadas, assemelhando-se aos resultados obtidos por
Sousa (2009). Havendo um indício de que a água pode auxiliar na cicatrização de fissuras do concreto, visto que as
amostras resfriadas à temperatura ambiente apresentaram maiores perdas na resistência para as três temperaturas
analisadas.

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Pode-se considerar que as amostras retiradas da mufla para resfriamento lento também foram expostas ao choque
térmico, pois foram retiradas de temperaturas de 400°C, 600°C e 800°C para temperatura ambiente, que esteve entre
14°C e 21°C nos dias dos ensaios. A utilização de carga de gás carbônico demonstrou um método de resfriamento mais
próximo ao natural, pois apesar da baixa temperatura do gás, não foi o suficiente para resfriar os corpos de prova.
Estatisticamente, os métodos utilizados para resfriamento não demonstraram ter influência na resistência residual das
amostras. Ao contrário do aumento da temperatura, que apresentou ter efeito na diminuição da resistência do concreto.

A falta de padronização nas pesquisas conduzidas nessa área demonstra uma dificuldade de se comparar resultados.
Além disso, a diversidade e peculiaridade das situações de incêndio em edificações também apresentam uma
dificuldade em conduzir ensaios que representem a realidade.

REFERÊNCIAS

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 14432: Exigências de resistência ao fogo de


elementos construtivos de edificações - Procedimento. Rio de Janeiro, 2001.

FERNANDES, B. et al. Microestrutura do concreto submetido a altas temperaturas: alterações físico-químicas e


técnicas de análise. RIEM - IBRACON Structures and Materials Journal, [S.l.], v. 10, n. 4, p. 838-863, ago. 2017.

LORENZON, A. Análise da resistência residual do concreto após exposição a altas temperaturas. 2014. 102 f.
Trabalho de Conclusão de Curso (Engenharia Civil) – Departamento Acadêmico de Construção Civil da Universidade
Tecnológica Federal do Paraná. Pato Branco, 2014.

MEHTA, P. K.; MONTEIRO, P. J. M. Concreto: microestrutura, propriedades e materiais. São Paulo, SP.
IBRACON, 2008.

PARANÁ. Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBPMPR). Norma de Procedimento Técnico 003: Terminologia
de segurança contra incêndio. Versão 03, out. 2014. 49 p.

SEITO, A. I. et al. (Ed.) A Segurança Contra Incêndio no Brasil. São Paulo: Projeto Editora, 2008.

SILVA, D. S. Propriedades mecânicas residuais após incêndio de concretos usados na construção civil na grande
Florianópolis. 2009. 102 f. Dissertação (Mestre em Engenharia) - Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil da
Universidade Federal de Santa Catarina. Florianópolis, 2009.

SILVA, V. P. Sobre o coeficiente γS1 do método do tempo equivalente para a determinação do tempo requerido de
resistência ao fogo das estruturas. Revista Minerva – Pesquisa e Tecnologia, v. 5, n. 3, p. 315-321, dez. 2008.

SOUSA, M. M. Estudo experimental do comportamento mecânico e da microestrutura de um concreto


convencional após simulação das condições de incêndio. 2009. 126 f. Dissertação (Mestrado em Construção Civil) –
Escola de Engenharia da Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2009.

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http://dx.doi.org/10.4322/CBPAT.2020.002 ISBN 978-65-86819-05-2

Paredes de vedação pré-fabricadas de concreto armado em situação de incêndio: análise


experimental, em escala real, da influência da espessura na resistência ao fogo

Precast reinforced concrete walls in fire situation: Experimental analysis, in real scale, of the
influence of thickness on fire resistance

MALVESSI, JOSÉ AUGUSTO PRAGER, GUSTAVO


Graduando em engenharia civil Engenheiro civil
Universidade do Vale do Rio dos Sinos Universidade do Vale do Rio dos Sinos
Rio Grande do Sul; Brasil Rio Grande do Sul; Brasil
JOSEAUGUSTO99@EDU.UNISINOS.BR GPRAGER@UNISINOS.BR

BOLINA, FABRÍCIO MOREIRA, MICHAEL


Professor doutorando em engenharia civil Mestre em engenharia civil
Universidade do Vale do Rio dos Sinos Universidade do Vale do Rio dos Sinos
Rio Grande do Sul; Brasil Rio Grande do Sul; Brasil
FLBOLINA@UNISINOS.BR MICHAELBM@UNISINOS.BR

ROSA, FERNANDO TUTIKIAN, BERNARDO


Engenheiro civil Professor doutor em engenharia civil
Universidade do Vale do Rio dos Sinos Universidade do Vale do Rio dos Sinos
Rio Grande do Sul; Brasil Rio Grande do Sul; Brasil
FERNANDO18 @CERTELNET .BR BFTUTIKIAN@UNISINOS.BR

RESUMO

A industrialização da construção civil, através da utilização de sistemas construtivos pré-fabricados, vem conquistando
importante espaço no mercado, levando racionalização e sustentabilidade às obras. Dentre os sistemas pré-fabricados,
destacam-se as paredes de vedação vertical sem função estrutural, que podem atuar na compartimentação dos ambientes
em edificações para atender os requisitos de segurança ao incêndio. Este trabalho visa analisar o desempenho quanto à
resistência ao fogo de duas tipologias de paredes, constituídas de placas de concreto armado pré-fabricado em escala
real, com dimensões de 315x300 cm. As placas possuem o mesmo concreto, cuja variável foi apenas a espessura: uma
com 8 cm (S1) e outra de 12 cm (S2). O estudo foi realizado expondo as amostras à uma curva de incêndio padrão
imposta pela ISO 834-1 (ISO, 1999), avaliando-se a estanqueidade, o isolamento térmico e a resistência mecânica
durante o programa térmico, de acordo com a NBR 10636 (ABNT, 1989). A amostra S1 de 8 cm apresentou uma
resistência ao fogo de 88 minutos, podendo ser utilizada em edificações cujo tempo requerido de resistência ao fogo
(TRRF) é de 60 minutos, de acordo com a NBR 14432 (ABNT, 2001), enquanto a amostra de 12 cm (S2), 180 minutos,
podendo ser utilizada em edificações que possuem TRRF de 180 minutos.
Palavra-Chave: Segurança contra Incêndio; Concreto pré-fabricado; Desempenho; Resistência ao fogo

ABSTRACT

The industrialization of civil construction, using precast construction systems, is becoming more usual in this sector,
taking rationalization and sustainability to construction. Vertical sealing walls stands out as a precast system, with no
structural function, that can act as compartmentalization of edification spaces to meet fire safety requirements, based on
NBR 15575 (ABNT, 2013). This work aims to analyze the performance, in terms of fire resistance, of two typologies of
walls, made of precast reinforced concrete panels with different thicknesses. Two samples with 315x300 cm were tested
in real scale. Panels with the same concrete were used, which variable was only the thickness: one of 8 cm (S1) the
other (S2) 12 cm. The research was made exposing the samples to a standard fire curve imposed by the ISO 834-1 (ISO,
1999), measuring the leak-tightness, the thermal insulation and the mechanical resistance during the thermal program,
in accordance with NBR 10636 (ABNT, 1989). Sample S1, with 8 cm of thickness, exhibited a fire resistance time of
88 minutes and could be used in buildings which Required Fire Resistance Time (RFRT) is 60 minutes, according to

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standard NBR 14432 (ABNT, 2001), while the sample S2, with 12 cm, presented a fire resistance of 180 minutes and
could be used in buildings with RFRT of 180 minutes.
Keywords: Fire Safety; Precast concrete; Performance; Fire resistance

1. INTRODUÇÃO

Com a conquista de espaço no mercado de trabalho dos sistemas verticais de vedação, os quais agilizam a construção
civil com menor desperdício de material e menor quantidade de resíduos sendo descartados. Seu uso é um artifício
vantajoso na construção de estruturas de edifícios de múltiplos pavimentos e obras industriais (BRITO; GANTOIS,
2014). Porém, como existem diversas combinações de materiais para a obtenção do concreto dos sistemas pré-
fabricados, cada qual possui um comportamento distinto quando exposto ao fogo, torna-se evidente o estudo deste
material frente a altas temperaturas. (MORALES; CAMPOS; FAGANELLO, 2011).
Mehta e Monteiro (2014) comentam que diversos fatores influenciam no comportamento do concreto quando submetido
a altas temperaturas. A composição do material é um dos princípios fundamentais.
Costa (2005) afirma que a prevenção contra incêndio é a principal medida para evitar perdas materiais e principalmente
riscos à vida dos usuários. Para que um incêndio não tome grandes proporções, a compartimentação de ambientes entra
como uma das melhores opções. Neto (1995) e Costa et al. (2005) salienta que a subdivisão do edifício em células
capazes de suportar a queima dos materiais, impedindo o alastramento do fogo é a principal solução para a redução do
risco de incêndio em construções, ou seja, impedindo uma inflamação generalizada, tanto para não haver a propagação
do fogo verticalmente ou horizontalmente durante o incêndio.
Entre sistemas de compartimentação de pré-fabricados, há as paredes de vedação vertical sem função estrutural, as quais
devem atender a ABNT NBR 15575-4 (ABNT, 2013). Essa norma estabelece os requisitos, critérios e métodos de
ensaio para a avaliação do desempenho desses tipos de sistemas para novas edificações, reformas ou edificações
provisórias.
Portanto, em sistemas de vedação vertical, principalmente paredes divisórias entre ambientes, para promover a
compartimentação é necessário que o sistema tenha resistência ao fogo durante um determinado tempo, de acordo com
uso e ocupação da edificação, explanado pela NBR 14432 (ABNT, 2001). Para tal cumprimento, devem ser respeitadas
três critérios segundo a NBR 10636 (ABNT, 1989), sendo elas, o isolamento térmico, a estanqueidade a gases quentes e
fumaça, e a estabilidade estrutural.

2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

A compartimentação dos ambientes é uma medida de proteção passiva que visa basicamente a contenção do incendio no
ambiente de origem (COSTA, 2005). É realizada através da aplicação de barreiras corta-fogo, que consistem
principalmente de sistemas com o tempo de resistência conhecido, construídos com o objetivo de impedir a propagação
gradativa do fogo e da fumaça, que podem se propagar através de espaços vazios (GOSSELIN, 1989).
Segundo Caldas (2008), o desenvolvimento do incêndio em determinado compartimento pode ser dividido em três
fases. Inicialmente, o incêndio é localizado e a distribuição da temperatura no compartimento é altamente variável de
acordo com a carga de incêndio. Nesta fase ocorre o maior risco, podendo ocasionar mortes aos ocupantes devido à
produção de gases quentes e fumaça. Caldas (2008) afirma que na transição da fase inicial para intermediaria a taxa de
calor liberada se torna constante, ocorrendo uma elevação acentuada na temperatura, com uma propagação das chamas
de forma descontrolada, chegando a um ponto em que o incêndio se torna irreversível, nesta fase os danos a estrutura
atingem o máximo, ocorrendo efeitos que causam danos ao concreto, perdendo resistência mecânica entre as altas
temperaturas desta fase. Esse é o ponto de inflamação, mais conhecido como flash over.
Em consequência ao comportamento do incêndio explanado anteriormente, o concreto convencional possui vantagem
devido a sua propriedade incombustível. Entretanto, de acordo com Morales, Campos e Faganello (2011), por ser um
material com diferentes possiblidade de obtenção, podem haver variabilidades de acordo com a sua composição quanto
ao seu comportamento quando exposto a altas temperaturas, a exemplo do lascamento explosivo, conhecido como
spalling.
Mehta e Monteiro (2014) destacam que muitos fatores controlam a resposta do concreto quando exposto ao fogo, sendo
difícil antever o efetivo comportamento dos elementos constituídos por esse material. Os autores ainda comentam que a
composição do concreto é essencial, sendo que tanto a pasta quanto o agregado se decompõem quando submetidos a
altas temperaturas. A permeabilidade do concreto levada em consideração através da relação água/cimento e a
resistência à compressão, a geometria e taxa de aumento de temperatura são importantes, pois remetem o
comportamento de tal material nessa circunstância como afirmam Mehta e Monteiro (2014).

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Segundo Oliveira (2013) quando tratado de concretos convencionais, a variação da resistência à compressão possui
pouca influência no comportamento exposto ao fogo. O autor afirma que o tipo de agregado e de cimento utilizados na
composição do concreto não acarreta alterações quando submetido ao ensaio de elevada temperatura.
Costa (2008) afirma que o concreto armado possui bom desempenho à compressão, através da solidariedade entre o aço
e o concreto. Quando submetidos a temperaturas superiores a 100 °C o concreto armado perde a característica de
material homogêneo, através do acréscimo da temperatura devido a transformações químicas, físicas e mineralógicas da
matriz. Toda a perda de umidade gerada quando o concreto está exposto ao fogo tende a resultar na queda da resistência
e do módulo de elasticidade. A umidade contida na pasta de cimento, consiste na água que restou após a hidratação do
cimento, sendo que quando exposta ao calor, a temperatura do concreto não se deve aumentar, até que toda a água
evaporável tenha sido removida (METHA; MONTEIRO, 2014).
Phan et al. (2010) afirma que alterações das propriedades do concreto podem provocar fenômenos que diversas vezes
não são previstos nas fases do projeto, muitas vezes podendo comprometer a função dos elementos construtivos. Ao
sofrer uma elevada temperatura entre a face exposta ao incêndio e o interior, o elemento construtivo fica propício a uma
manifestação patológica, conhecida como desplacamento. Chan et al. (1999) afirma que o desplacamento tende a vir se
manifestar quando a temperatura ultrapassa os 300 °C.
Kirchhof (2010) salienta que o desplacamento é causado pelas pressões internas oriundas da dilatação dos materiais
constituintes dos sistemas e da poropressão causada através da vaporização da água.

3. PROGRAMA EXPERIMENTAL

Para a realização da pesquisa, foram confeccionadas duas amostras do sistema de placas de concreto armado, com o
mesmo traço de concreto, sendo uma com 8 cm de espessura (S1), composta por 3 placas, duas possuindo 314x117 cm
e 1 de 314x66 cm. A amostra (S2) possuía 12 cm de espessura, sendo assim, composta por 2 placas de 314x150 cm.
Ambos sistemas foram vedados com a aplicação do selante de poliuretano, denominado “PU de construção”. Os
sistemas foram ensaiados sete dias após cada execução, totalizando assim 60 dias de cura para ambas placas de
concreto. A Figura 1 apresenta a sequência de montagem dos sistemas. Para a realização do programa experimental foi
utilizado o forno vertical localizado no itt Performance, na Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos).

Figura 1 - Execução dos sistemas S1 e S2 respectivamente.

3.1 Materiais

3.1.1 Armadura

Para a amostra S1 foi utilizado uma malha Q61 com uma barra de reforço de borda com 8mm. A amostra S2 de 12 cm
de espessura foi utilizada duas malhas Q61 com reforço de duas barras com 10mm de diâmetro. As armaduras foram de
aço CA-50 cuja tensão de escoamento é de 500 MPa.

3.1.2 Concreto

Para ambos sistemas, o cimento utilizado foi o CP II- F40, a areia foi de granulometria média, como agregado graúdo
foi utilizado brita 0 e 1, utilizando um traço em massa de 1: 2,63: 3,16, respectivamente, sendo 35 MPa o Fck do
concreto. O aditivo para a fabricação das peças foi o plastificante Rodoquímica. A relação água/cimento foi de 0,47. A
Figura 2 apresenta a concretagem das placas.

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Figura 2 – Concretagem das placas.

3.2 Equipamentos

Os ensaios foram realizados no itt Performance na Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), utilizando um
forno vertical em conformidade com a ISO 834. Equipado com termopares do tipo K, sendo posicionados na parte
interna para a verificação das temperaturas da face exposta ao fogo, e na parte não exposta ao fogo foram utilizados
termopares do tipo T. Durante a realização dos ensaios, foram registradas as deformações horizontais das amostras,
assim como registros das manifestações que intervém na estabilidade dos sistemas.
Para auxiliar na identificação de fissuras e pontos com acréscimo de temperatura, foi utilizada a câmera termográfica,
analisando a face não exposta ao fogo. Para a verificação da estanqueidade à fumaça e gases quentes, foram utilizados
chumaços de algodão, estes sendo secos em estufa a 100 °C durante uma hora. A Figura 3 demonstra o forno vertical e
seus componentes.

Figura 3 - Detalhamento do forno vertical

3.3 Análise experimental

O ensaio teve como objetivo a determinação do tempo de resistência ao fogo (TRF) das amostras, conforme a NBR
10636 (ABNT, 1989). Durante o aquecimento, três critérios foram verificados: isolamento térmico, estanqueidade e
estabilidade.

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Isolamento térmico é a capacidade de transmitância térmica, o quanto aquele sistema tende a reduzir de calor de uma
face para outra. A NBR 10636 (ABNT, 1989) determina que as temperaturas não devem superar a temperatura
ambiente de início de ensaio acrescida de 140°C na média dos termopares fixados na parte externa e acrescida de 180°C
no limite pontual em cada um dos termopares.
A estanqueidade se baseia com a colocação de um chumaço de algodão fixado em uma haste metálica, próxima a um
determinado local que possua fissuras incidentes na amostra, devendo aproximá-lo a uma distância de 20 mm a 30 mm,
mantendo-o por 10 segundos e observando o comportamento do chumaço, que não pode ocasionar na inflamação, caso
contrário, é caracterizado a perda de estanqueidade, por passagem de gases quentes.
A estabilidade estrutural é verificada pela aplicação de uma carga distribuída na amostra. São analisadas deformações,
fissuras, colapsos ou sinais de instabilidade que possam comprometer a segurança dos usuários. A Figura 4 demonstra a
disposição dos termopares internos e externos.

9 6 9 6

8 8

10 7
10 7

(a) (b) (c)

Figura 4- Posição dos termopares na face (a) exposta fogo e (b), (c) não exposta ao fogo de ambos os sistemas.

4. RESULTADOS

Os ensaios das amostras S1 e S2 tiveram respectivamente 90 e 180 minutos. As Figuras 5 e 6 apresentam as


ocorrências relatadas durante o programa térmico.

Figura 5- Ocorrências de ensaio do sistema S1.

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Figura 6- Ocorrências de ensaio do sistema S2.

4.1 Isolamento térmico

A Tabela 1 refere-se à temperatura inicial de ensaio, bem como os limites aritmético e pontual, indicados pela norma.
Posteriormente, as Figuras 7 e 8, apresentam as medições realizadas pelos termopares da face não exposta ao fogo dos
sistemas S1 e S2 respectivamente.

Tabela 1 – Limites de temperatura das amostras


Temperaturas Amostra S1 Amostra S2
Inicial do ensaio (ºC) 27,5 34,9
Limite da média dos termopares (ºC) 167,5 174,9
Limite pontual dos termopares (ºC) 207,5 214,9

Figura 7 – Temperaturas obtidas na face não exposta ao fogo da amostra S1

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Figura 8 – Temperaturas obtidas na face não exposta ao fogo da amostra S2

4.2 Estanqueidade

Os testes de estanqueidade devem ser realizados em pontos onde estão localizadas fissuras, que possam ocasionar a
passagem de calor ou fumaça para o ambiente durante determinado incêndio. Na amostra S1 notou-se a presença de
fumaça entre as placas central e inferior aos 13 minutos, e aos 23 entre as placas central e superior, realizou-se o teste de
estanqueidade aos 58 e 88 minutos, sendo que aos 88 minutos o chumaço de algodão inflamou, assim a amostra perdeu
a estanqueidade. Já para S2, realizou-se o teste aos 58, 88, 118 e 178 minutos, de forma a não ocorrer a inflamação em
ambos testes. Desta forma a amostra apresentou estanqueidade durante ao longo de todos os 180 minutos de ensaio. A
Figura 9 demonstra a realização do teste de estanqueidade em ambos os sistemas.

Figura 9 – Teste de estanqueidade realizado em ambos os sistemas.

4.3 Estabilidade estrutural

Ambas amostras se mantiveram íntegras durante todo ensaio, o tempo de estabilidade estrutural é igual ao intervalo de
tempo que ocorreu o ensaio. Na amostra S1 foi realizado o teste de integridade estrutural aos 57 e 87 minutos, não
gerando desgaste do sistema. Na amostra S2, para a qual o tempo requerido de resistência ao fogo (TRRF) foi de 180
minutos, foi realizado o teste aos 57, 87, 117 e 177 minutos que não afetaram o sistema ensaiado. A Figura 10
demonstra a realização do teste de integridade estrutural realizado em ambos sistemas, a Figura 11 consequentemente
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demonstra as deformações ocorridas nas amostras durante todo o período de ensaio. As deformações foram verificadas
em tempos pré-determinados através da utilização de um trena a laser centralizada no centro geométrico de cada
sistema.

Figura 10 – Teste de integridade estrutural realizados nas amostras S1 e S2 respectivamente.

Figura 11 - Deslocamento transversal das amostras S1 e S2

4.4 Aplicabilidade

As Figuras 12 e 13 tratam-se das imagens capturadas pela camêra termográfica durante o ensaio das amostras S1 e S2
respectivamente.

(a) (b) (c)


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Figura 12 – Acréscimo de temperatura na amostra S1, de acordo com a câmera termográfica, aos (a) 20 minutos, (b) aos
60 minutos e (c) aos 90 minutos

(a) (b) (c)

Figura 13 – Acréscimo de temperatura na amostra S1, de acordo com a câmera termográfica, aos (a) 20 minutos, (b) aos
60 minutos e (c) aos 150 minutos

A amostra S1 apresentou (TRF) de 88 minutos, sendo classificada como Corta Fogo de 60 minutos, podendo ser
utilizada em edificações habitacionais de classe P1, P2 e P3, conforme 14432 (ABNT 2001), podendo ser utilizada na
prática em construções de até 23 metros de altura. A amostra S2 apresentou (TRF) de 180 minutos, resultando em 180
minutos de Corta Fogo. Possuindo uma aplicabilidade para classes P1 até P8, podendo ser utilizado em edificações
habitacionais de até 250 metros de altura. A figura a seguir demonstra ambas amostras depois de serem submetidas ao
ensaio de resistência ao fogo.

(a) (b)
Figura 14 – Estado das amostras (a) S1 e (b) S2 após o término de seus respectivos ensaios

5. CONCLUSÕES

A influência da espessura de placas de concreto armado no tempo de resistência ao fogo (TRF) pode ser notada quando
exposta a determino incêndio, inferindo diretamente na aplicabilidade dos sistemas, visto que a que melhor demonstrou
TRRF foi o sistema S2 com 12 cm de espessura suportando os 180 minutos de ensaio. O sistema S1 com 8 cm de
espessura TRRF de 90 minutos, visto que o TRF deste sistema foi de 60 minutos.
O spalling pode ser considerado um dos principias motivos na classificação de sistemas de vedação compostos por
placas de concreto armado, visto que possui uma influência diretamente na temperatura ao longo da seção, inferindo
principalmente no isolamento térmico. Ambos os sistemas apresentaram pequenos desplacamentos, podendo apenas
serem visualizados quando próximo à amostra pós incêndio, o desplacamento está interligado ao tempo de cura das
amostras, quanto maior o tempo de cura menor será o desplacamento. Com base nos resultados pode-se concluir que a
espessura está diretamente interligada no TRF.
Pode-se observar que durante o aquecimento a amostra S1 demonstrou um aumento da temperatura maior e mais rápido
do que o sistema S2, outro fator de importância relevância a ser considerado, foi que ao longo do incêndio o selante

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entre as placas do sistema S1 se consumiu mais rapidamente do que o sistema S2, que pode ser demonstrado devido a
espessura das placas contidas no sistema. Ambas as amostras contaram com o baixo coeficiente de condutividade
térmica do concreto, visto que a armadura não foi exposta ao incêndio, devido a não ter ocorrido desplacamentos de
grande porte.

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MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS ENCONTRADAS USUALMENTE EM PISOS DE


CONCRETO

ROSANELLI, TATIANE VEIGA, TAIANA PAULA


Engenheira Civil Estudante de Engneharia Civil
Universidade do Vale do Itajaí Universidade do Vale do Itajaí
Santa Catarina; Brasil Santa Catarina; Brasil
tatianerosanelli@hotmail.com tpaulaveiga@gmail.com

VENÂNCIO, CAROLINE
Engenheira Civil phD
Universidade do Vale do Itajaí
Santa Catarina; Brasil
caroline.venancio@univali.br

RESUMO

O presente trabalho objetiva avaliar as principais manifestações patológicas encontradas em pisos de concreto, por meio
de pesquisas bibliográficas e um levantamento fotográfico em dez edificações, localizadas em PR, SC e RS. Os pisos de
concreto foram analisados em edificações com 5 anos de idade até 30 anos. Assim, as manifestações incidentes nos pisos
foram avaliadas, bem como, materiais constituintes e métodos de execução. Tais métodos foram comparados a um
modelo de referência adotado, sendo ele a recuperação de um piso de garagem. As maiores falhas ocorreram nas fases
de execução e projeto. Esta avaliação torna-se relevante para um posterior plano de ação, objetivando a execução de
pisos com menor incidência de problemas, haja visto que os pisos são elementos que também transmitem e resistem aos
esforços na estrutura.
Palavras-chave: pisos de concreto, desempenho, manifestações patológicas.

ABSTRACT

The present work aims to evaluate the main pathological manifestations found in concrete floors, through bibliographic
research and a photographic survey in ten buildings, located in PR, SC and RS. The concrete floors were analyzed in
buildings with 5 years old up 30 years old. Thus, the incident manifestations on the floors were evaluated, as well as,
constituent materials and execution methods. These methods were compared to an adopted reference model, which is the
recovery of a garage floor. The most aggravanting failures occurred in the execution and project phases. This evaluation
becomes relevant for a later ation plan, aiming at the execution of the floors are elements that also transmit and resist the
efforts in the structure.
Keywords: abstract, recommendations, standardization.

1. INTRODUÇÃO

Um piso pode ser definido como o elemento estrutural que possui a finalidade de resistir e distribuir os esforços
provenientes dos carregamentos, seja pelo uso ou peso próprio, para o subleito. Estes elementos são introduzidos em
ambientes onde a ação de manifestações patológicas é mais suscetível. Em garagens, por exemplo, a emissão de gás
carbônico, influencia diretamente na durabilidade e na qualidade dos pisos. Além do grau de agressividade em que o piso
se encontra, a execução correta é primordial e deve ser realizada por equipe devidamente qualificada e treinada
(ANAPRE, 2009).

O concreto, além de atender com excelência às necessidades descritas acima, é um material de fácil manuseio e aplicação,
custo reduzido quando comparado a outros materiais de mesma função, facilidade na limpeza, entre outros. Porém, deve-
se manter o máximo controle e planejamento possível, pois mesmo que se utilizem materiais de boa qualidade, sendo mal
executado, o desempenho poderá ser comprometido (CAMARGO, 2010).

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O efeito de carregamento projetado para os pisos também requerem cuidadosa atenção por parte dos projetistas no que
tange a tal efeito sobre o caminhar dos usuários, pois como observou (MELLO et al, 2007), ao estudar um piso misto,
com a vibração apresentada pelo mesmo a frequência do caminhar humano sofre variações, atingindo valores que
ultrapassam limites normativos e afetam no conforto dos usuários que transitam sobre o local.

A baixa qualidade na fase de projeto e execução, além de ausência de manutenção ou a mesma realizada de forma
incorreta, acarretam na diminuição da vida útil do pavimento, essa diminuição da qualidade do piso também acarreta no
aparecimento de manifestações patológicas, afetando diretamente a parte estética e o desempenho do pavimento, o que
resulta em maiores gastos para a reparação.

1. Justificativa

Em estudo de caso com monitoramento de execução de piso de concreto sobre laje (MÜLLER, 2014), houve a ausência
de projeto e controle de qualidade do concreto executado, constatando que apesar de se seguirem recomendações
normativas em grande parte do processo, a falta de etapas de execução necessárias, como a escolha de armaduras
diferentes do indicado, ausência de aplicação de juntas de dilatação, adensamento e cura do concreto, apresentam
problemas futuros à edificação e consequentemente aos seus usuários. Ao analisar pisos de garagem de quatro pavimentos
de um edifício, o mesmo constatou que a maioria das manifestações patológicas presentes foi decorrente de falhas de
execução em conjunto com a ausência de um projeto próprio para pisos de concreto.

O incremento de materiais não convencionais à mistura de concreto é de responsabilidade do profissional engenheiro e


quando aplicado para a execução de pisos de concreto em pavimento de edificações, como garagens, pode resultar em
prolongamento da vida útil do piso com consequente redução da incidência de manifestações patológicas e tempo para
necessidade de se executar reparos. Tal como um estudo comprovou que ao comparar um concreto convencional com um
concreto reforçado com fibras de aço e polipropileno, constatando que o último apresentou melhor desempenho para
resistência à compressão e à tração (LUNA et al, 2014).

A Associação Nacional de Pisos e Revestimentos de Alto Desempenho (ANAPRE, 2009) cita o crescente aumento no
número de pisos executados de forma incorreta, a partir disso, considera-se que a falta de bibliografias direcionadas
especificamente aos pisos e suas manifestações patológicas mais recorrentes, seja o grande fator agravante destes
problemas, tendo em vista que grande parte dos estudos existentes trata somente de outros elementos estruturais, apesar
do grande uso de pisos em concreto. Desse modo, o presente artigo objetiva a execução de pisos com menor incidência
de manifestações patológicas, ao estudar as manifestações patológicas em pisos de dez edificações e avaliar seus materiais
constituintes, assim como os métodos de execução e manutenção, tendo como referência a recuperação de um piso de
garagem.

2. MATERIAIS E MÉTODOS

Para estudo e determinação de parâmetros, foram utilizadas como amostra dez edificações localizadas em Balneário
Camboriú – SC, Itajaí – SC, Curitiba –PR e Passo Fundo –RS, a fim de visualizar as manifestações patológicas estudadas
e acompanhar a execução de recuperação. Sendo primeiramente analisada separadamente e depois a incidência das
manifestações como um todo, não havendo coleta de dados de execução, como a resistência do concreto, presença de
barras de transferência e outras informações de projeto, a fim de quantificar e analisar quais as manifestações mais
recorrentes em pisos de concreto. Na Tabela 1 são fornecidos os dados de local, idade, tipo de tráfego e ambiente de uso
de cada uma das dez edificações estudadas, sendo que para as edificações 2, 6 e 10 não foram obtidas informações quanto
à idade.

O trabalho em campo iniciou com o acompanhamento de execução da reparação de um piso, para constatar quais os erros
na execução, em seguida foram visitadas as dez edificações, para visualizar as manifestações patológicas, quais as mais
recorrentes e quais as possíveis causas. Com vista nos resultados do estudo das dez edificações abordadas no presente
trabalho e de levantamento bibliográfico de trabalhos anteriores elaborados por (ANAPRE, 2019), (BALESTRINI;
DALLAGNO; SARTORI, 2012), (CINTRA, 2013), (CRISTELLI, 2010), (FARIA, 2015), (LIBERATORE, 2015),
(MARCONDES, 2008), (MONTARDO, 2006), (OLIVEIRA, 2000), (PORTELA, 2016), (RODRIGUES, 2006),
(SILVA, 2013), (SOUZA, 2013), e por resoluções normativas (NBR 12655:2006), (NBR 7212:2012), (NBR, 15575:
2013), (NBR 7583: 1986), (NBR 6118: 2003), chega-se à abordagem de medidas que podem ser tomadas para que a
execução e manutenção de pisos reduzam as incidências de falhas nos mesmos, quando efetuadas corretamente.

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Tabela 1 - Identificação e informações iniciais das edificações estudadas


Designação Local Idade Tipo de Tráfego Ambiente de uso
Edificação 1 Curitiba-PR 15 anos Veículos e pedestres Aberto
Pessoas, veículos,
Balneário Camboriú-
Edificação 2 _ carrinhos de compras e Estacionamento de um mercado
SC
alguns maquinários
Edificação 3 Passo Fundo - RS 10 anos Veículos Garagem de edificio residencial
Edificação 4 Passo Fundo – RS 30 anos Veículos Garagem de edificio residencial
Balneário Camboriú-
Edificação 5 20 anos Veículos Garagem de edificio residencial
SC
Balneário Camboriú-
Edificação 6 _ Veículos Garagem de edificio residencial
SC
Balneário Camboriú-
Edificação 7 5 anos Veículos Garagem de edificio residencial
SC
Edificação 8 Itajaí-SC 5 anos Veículos Garagem residencial
Edificação 9 Itajaí-SC 14 anos Veículos Estacionamento residencial aberto
Edificação 10 Itajaí-SC - Veículos Estacionamento rotativo

3. RESULTADOS

O processo de execução do piso foi utilizado como parâmetro de comparação para os pisos presentes nas edificações em
questão, sendo expressa na Figura 1 a sequência de atividades realizadas.

Figura 1: Fluxograma de atividades empregadas no processo de recuperação de piso

A área total do 2º pavimento da Edificação 1 (Tabela 1) é de 468 m², a área de piso de garagem é de 391m², foi realizada
a substituição do piso de 238 m², área que apresenta a maior concentração de rachaduras e defeitos (Figura 2 (a)). Sendo

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que o piso atual foi substituído por piso de concreto polido de 8 cm de espessura. A resistência característica à compressão
(fck) desse concreto é 30 MPa. O slump test utilizado de 10 ± 2 cm e a relação a/c de 0,53.
A armadura superior utilizada foi a tela soldada de fios de aço CA-60 do tipo Q92 (malhas quadradas) com diâmetro
(longitudinal e transversal) de 4,2 mm e malhas de (15x15) cm, a mesma foi posicionada a 2,7 cm da face superior do
piso (aproximadamente 1/3 da espessura do mesmo), com o auxílio de espaçadores apropriados, como pode ser observado
na Figura 2 (b). Nesse piso foram utilizadas barras de transferência em todas as juntas, com diâmetro adotado de 10 mm
e de aço liso com comprimento de 50 cm, essas foram posicionadas na metade da espessura do piso e a metade dela foi
pintada e engraxada. Após posicionadas as armaduras e espassadores, teve início a concretagem, seguida pelo
nivelamento do piso e procedimentos de acabamento (Figura 2 (c)).

Figura 2: a) Piso de concreto antes da recuperação, b) serviço de recuperação com a armadura posicionada e c)
concretagem do piso de concreto

Encerrados os procedimentos de acabamento, foram feitos os cortes das juntas, com 30 mm de profundidade e abertura
de 6 mm, formando ângulo de 90º no encontro entre duas juntas, cujo tratamento foi feito com selante poliuretano (PU).
Após o endurecimento superficial do piso, foi realizado o polimento, tornando o piso brilhante e bem acabado. Foi adotado
para cura inicial do concreto um tempo mínimo de 10 dias. Esses dados serviram como efeito de comparação para as
análises feitas no levantamento das incidências das manifestações patológicas em cada uma das edificações, a partir do
qual teve os seguintes resultados de avaliação.

Na Edificação 1 foram encontradas fissuras contínuas causadas pela falta de execução de juntas de dilatação (Figura 3
(a)), juntamente com execução incorreta do processo de cura, o que ocasionou a quebra do concreto entre o ralo e o piso
de concreto (Figura 3 (b)), podendo-se apontar a falha na fase de projeto. Houve também desplacamento do piso e camada
de base exposta, possivelmente em decorrência da falta de aderência entre o concreto antigo e o novo, pois para a execução
da camada nova, não houve a retirada da camada superficial antiga (Figura 3 (c)). Com destaque para o fato do piso já
ter sofrido diversos reparos, feitos de maneiras incorretas, assim as manifestações patológicas foram sempre recorrentes,
onde somente tinham falhas mais críticas, sem nenhum processo de cura adequado ou nivelamento (Figura 3 (d)).

Figura 3: a) Piso de garagem da edificação 1, b) quebras do concreto junto ao ralo, c) desplacamento com exposição da
base e d) região com reparo do piso

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Foi encontrado, na Edificação 2, o piso com acabamento de concreto polido e sugerindo que o concreto utilizado foi pobre
em cimento ou o processo de vibração foi executado em excesso, pela presença de agregados graúdos visíveis na camada
superficial do piso (Figura 4 (a)). Haviam placas quebradas na Edificação 3 ( Figura 4 (b)) e pulverulência com acúmulo
de agregado graúdo na Edificação 4 (Figura 4 (c)). Na Edificação 5, o fenômeno de delaminação ocorre quando os
processos de acabamento são executados antes do endurecimento superficial do concreto, selando o piso e impedindo a
saída da água, enquanto que o desgaste por abrasão está ligado aos materiais constituintes do concreto e seu uso, por isso
é provável que essa manifestação patológica ocorreu devido ao tráfego de pessoas ou automóveis (Figura 4 (d)).

O esborcinamento de juntas foi atribuído pela falta de tratamento das mesmas, uma vez que não foi possível visualizar
nenhum material de preenchimento. Na Edificação 6, não foram encontradas muitas manifestações patológicas com maior
presença de quebras nas juntas entre placas, (Figura 4 (e)) apesar de ter cinco pavimentos de garagem, o oposto ocorreu
na Edificação 7, tendo inclusive derramamento de resto de concreto sobre o piso pronto, claro descaso com a execução
do mesmo. As juntas de dilatação encontradas no piso, foram executadas de maneira incorreta, sem nenhum tipo de
preenchimento ou preenchidas com material rígido e em número reduzido, além de não ter uniformidade na espessura do
corte (Figura 4 (f)).

Figura 4: a) Fissuração e agregados visíveis, b) quebras na placa de concreto, c) material pulverulento e agregados
expostos, d) delaminação e esborcinamento de juntas, e) quebra de juntas e f) acabamento e juntas mal executados

A Edificação 8 teve fissuração paralela às juntas e desgaste (Figura 5 (a)), tendo em vista que na Edificação 9 a camada
de concreto superficial conta com espessura reduzida, grande parte já foi desplacada ocasionando ruptura e exposição da
camada de base (Figura 5 (b)). Enquanto que na Edificação 10 haviam placas quebradas, fissuração e delaminação (Figura
5 (c)).

Figura 5: a) Fissuração e desgaste, b) camada de base exposta e falhas de acabamento, e c) quebras, fissuras e delaminação
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Foram reunidos os resultados de análise das dez edificações, dando enfoque às características visuais das manifestações
patológicas e suas possíveis causas, apresentando-os na Tabela 2.

Tabela 2 - Resultados de análise de manifestações nas edificações bem como suas possíveis causas
Edificação Reparação Anterior Análise Visual Possíveis Causas
Agregados graúdos expostos; Concreto pobre em cimento ou a falta
Ausência de armaduras; de aderência entre o concreto antigo e o
Edificação Camada de piso fina; novo;
Presente
1 Destacamento de concreto; Delaminação;
Fissuras contínuas; Falta de resistência à abrasão;
Fissuras de retração. Traço pobre.
Camadas inferiores com baixo suporte
Agregados graúdos expostos;
e capacidade;
Edificação Esborcinamento de juntas;
Ausente Falha de projeto;
2 Falta de preenchimento de juntas;
Recalque diferencial;
Microfissuras de retração.
Traço pobre.
Ausência de juntas de dilatação;
Desgaste e quebra da placa de
Edificação Falha de projeto;
Presente concreto;
3 Mau uso do piso.
Empenamento das placas;
Fissuras em grande número.
Alguns pontos de disgregação;
Ausência de juntas de dilatação;
Agregados graúdos expostos e se
Falta ou excesso de adensamento;
desprendendo;
Falta de argamassa no concreto;
Edificação Agregados miúdos expostos;
Ausente Utilização do piso antes do concreto
4 Falta de procedimentos de
estar endurecido;
acabamento;
Retração;
Fissuração;
Traço pobre.
Presença de pulverulência.
Descolamentos da camada Cura ineficiente ou inexistente;
Edificação superficial; Delaminação;
Presente
5 Desgaste; Falta de tratamento das juntas;
Esborcinamento de juntas. Tráfego de pessoas ou automóveis.
Agregados graúdos expostos;
Edificação Aspereza do concreto;
Presente Traço pobre.
6 Quebra das quinas no encontro
entre as placas.
Agregados graúdos expostos;
Falta de acabamento e acabamento Ausência dos procesos de vibração;
Edificação
Ausente mal feito do concreto; Falhas na execução;
7
Juntas de dilatação mal Traço pobre.
executadas.
Falta de material flexível no encontro
Fissuração em todo o piso;
Edificação entre o ralo e o piso;
Ausente Desgaste por abrasão;
8 Número reduzido de juntas;
Microfissuras de retração.
Retrações.
Agregados graúdos expostos;
Cura ineficiente;
Edificação Desplacamento;
Presente Execução incorreta;
9 Falta de juntas;
Traço pobre.
Falhas no acabamento.
Delaminação;
Edificação
Pobre Fissuração; Traço pobre.
10
Quebras.

A Figura 6 (a) mostra quais as manifestações patológicas mais incidentes nos pisos, com detaque para problemas de juntas
em 100% das edificações visitadas. A segunda manifestação patológica mais encontrada foi a falta de argamassa nos

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pisos, devido ao mau proporcionamento do concreto ou à vibração em excesso. Em pisos geralmente são utilizados traços
pobres (economia na obra), porém, um concreto com os agregados expostos na parte superior tem maiores chances de
disgregação e desplacamentos.

Em 60% das edificações avaliadas, não foram encontradas juntas ou número era insuficiente, em 30% houve a falta de
preenchimento e tratamento delas e em 10% ocorreu esborcinamento devido ao preenchimento incorreto ou não
preenchimento das mesmas. As fissurações foram encontradas em 70% das edificações, esse dado pode indicar falha no
processo de execução e/ou cura inadequada, mas também pode ser indício de que os materiais utilizados para compor o
concreto não foram os adequados. As outras manifestações encontradas, mas em menor recorrência, indicam falha na
escolha dos materiais e execução, estando clara a necessidade de aprofundamento de estudos na área de pisos. No caso
da manifestação patológica exsudação, não foi apontada a sua aparição, pois ela ocorre em fase plástica. A Figura 6 (b)
mostra as causas das manifestações patológicas de acordo com a proporção de manifestações patológicas evidenciadas.

Figura 6: a) Incidências das manifestações patológicas e b) principais causas apontadas pelo levantamento fotográfico e
visita à edificação

Grande parte das manifestações patológicas ocorre por ausência de uma correta execução e falta de atenção às
propriedades dos agregados no preparo do projeto e falta de uma padronização de etapas e fatores constituintes, como
juntas, no processo produtivo dos pisos, resultando em retrações, fissuras e traços deficientes. Esses fatores são
indicadores de mão de obra despreparada ou processos executivos ausentes, além de falta de informações por parte dos
usuários que fizeram uso do piso durante o processo de secagem, apontando ausência de sinalização adequada, e
desinteresse em promover manutenção em edificações quando necessárias.

Após o levantamento bibliográfico acerca de execução, manutenção e manifestações patológicas em pisos de concreto,
elaborados por (ANAPRE, 2019), (BALESTRINI; DALLAGNO; SARTORI, 2012), (CINTRA, 2013), (CRISTELLI,
2010), (FARIA, 2015), (LIBERATORE, 2015), (MARCONDES, 2008), (MONTARDO, 2006), (OLIVEIRA, 2000),
(PORTELA, 2016), (RODRIGUES, 2006), (SILVA, 2013), (SOUZA, 2013), e por resoluções normativas (NBR
12655:2006), (NBR 7212:2012), (NBR, 15575: 2013), (NBR 7583: 1986), (NBR 6118: 2003), aliado aos resultados
obtidos por estudo das dez edificações, passa-se a discutir sobre os métodos e ações tomadas para que sejam feitos pisos
com reduzidas manifestações patológicas. Tratando-se tanto dos processos executivos, como também da constatação de
problemas, manutenção e recuperação de pisos.

Primeiramente, há requisitos de desempenho que um piso deve atender como o fato de não apresentar ruínas ou falhas
que colocam em risco a integridade do usuário, ter limitados os deslocamentos verticais e fissuras, apresentar coeficiente
de atrito da superfície em que a circulação de usuários seja segura, possuir planeza com valores iguais ou inferiores a
3mm com régua de 2m em qualquer direção, ser estanque à umidade e resistente aos impactos de condições de serviço e
cargas. Para base solo devem ser executadas sub-base, lona, placa de concreto e acabamento, enquanto que para uma base
laje pode haver camada de isolamento térmico ou acústico, seguida de contrapiso e piso acabado.

O traço ou dosagem sugeridos para pisos são 1 : 2,5 : 3,5 : 0,55, para tráfego de veículos leves ou pessoas e 1 : 4 : 6 :
0,55, traço de concreto magro, quando for receber outra camada de acabamento por cima. É recomendada a adoção dos
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tipos de cimento mais utilizados para pisos de concreto são Cimento Portland de Alta Resistência Inicial (CPV – ARI)
para projetos com urgência de liberação para uso, Cimento Portland de Alto Forno (CP III) para melhor trabalhabilidade
e ambientes nocivos, e Cimento Portland Pozolânico (CP IV) para concretagem de grandes volumes e meios agressivos.
Contudo a outros tipos podem ser usados, desde que seja comprovada eficiência e não se altere as características desejadas.

A relação a/c pode variar se houver uso de aditivos, entretanto um possível valor é 0,55, é preciso fazer a melhor escolha
quanto aos tipos de agregados, aditivos e fibras, tendo por base suas propriedades, finalidade e melhor uso. Quanto às
armaduras e telas soldadas, podem ser tanto estruturais, como estáticas, sendo que as telas soldadas devem ser
posicionadas a 1/3 da camada superior de concreto com cobrimento de 5 cm. Para a execução do piso de concreto, metade
do comprimento das barras de transferância deve ser lubrificada pois elas são responsáveis por limitar as movimentações
horizontais e é indicado o tratamento da camada superficial do piso por endurecimento de superfície por haver aumento
da vida útil, melhoria em estética, manutenção e limpeza do piso, sendo feito por produtos à base de silicato, fluosilicato
ou Diamond Hard.

As juntas mais empregadas em pisos de concreto são as juntas de retração, que reduzem a ocorrência de trincas e fissuras;
juntas de construção, para encontro de concretos produzidos em momentos diferentes que é local propício de
manifestações patológicas; juntas de encontro para situações em que o piso deve trabalhar independente de outros
componentes da edificação; e juntas serradas com função de receber as maiores movimentações causadas por retração do
concreto, sendo que seus cortes devem ter abertura de 3-6 mm e profundidade mínima de 1/3 da espessura. O tratamento
das juntas deve ter seus materiais determinados por projetista para se adequar a cada caso e pode ser executado por sistema
de pré-moldados ou moldado no local, o primeiro é usado onde há tráfego intenso de veículos ou máquinas e por ter
elevado custo é empregado em casos mais específicos.

Os tipos de pisos existentes são os pisos de concreto simples, com armadura distribuída, estruturalmente armados,
reforçados com fibras e de concreto protendido. Em pisos de concreto simples, indicados em casos de pequenas aplicações
de cargas, todo o carregamento é suportado pelo concreto, pois não há armaduras e caso haja barras de transferência elas
terão o papel de transferir cargas entre placas. Na execução desses pisos deve haver menor relação água cimento para
aumento de resistência e redução de fissuração, assim como correto procedimento de cura por conta de maior retração; as
camadas devem ser espessas e rígidas; maior número de juntas; se houver uso de barras de transferência a espessura do
piso deve ser 15-45 cm e pacas de 7 m, caso contrário a espessura deve ficar entre 15 e 20 cm com placas de 4 a 5 m.

Pisos com armadura distribuída possuem telas soldadas contínuas ou interruptas posicionadas a 1/3 da parte superior da
placa, com no mínimo 5 cm de cobrimento para evitar agentes patológicos, sem necessidade de grande quantidade de
juntas, sendo necessário o uso de barras de transferência tratadas e tela interruptas quando houver juntas serradas no
controle de fissuração. Os pisos estruturalmente armados possuem armadura positiva para suportar os esforços de tração
e barras de transferência.

Os pisos reforçados com fibras apresentam esse material para resistir principalmente a esforços de tração, controlando a
ocorrência de fissuras, dispensando o uso de armaduras e barras de transferência nas juntas, além disso as fibras diminuem
casos de esborcinamneto de quinas. Há facilidade na etapa de vibração durante a concretagem, contudo é preciso ter
cuidado para evitar acúmulo das fibras e agregados. Em se tratando de pisos protendidos, há grande vantagem no fato de
ser possível executar até 100 m sem a presença de juntas e diminuir as manifestações patológicas oriundas do mal
funcionamento desses elementos, sendo comum em aeroportos.

Qunato aos métodos de execução dos pisos de concreto, a Tabela 3 traz as recomendações para cada processo com base
nos estudos bibliográficos e no sequencial de execução de um piso abordado anteriormente. É recomendado que o corte
de juntas seja feito com serras diamantas, com cortes perpendiculares ao eixo do piso, primeiramente no sentido
longitudinal e depois transversal, pois é onde inicia a fissuração, após o processo é feita limpeza. A profundidade máxima
do corte é de 12 mm e das juntas transversais é de ¼ da espessura da placa.

Os acabamentos podem ser de concreto polido, cujo procedimento dura cerca de 5-6 horas, ou camurçado que por ser
acabamento áspero requer em torno de 3 horas, no vassourado há os mesmos processos de acabamento anteriores com
o diferencial de a riscagem do concreto ser por meio de um vassourão. Argamassas autonivelantes também servem de
acabamento para pisos, nesse processo o pavimento é liberado para uso após 8 horas para tráfego leve e 24 horas para
tráfego intenso. A cura precisa ser feita de forma adequada para evitar problemas na superfície do piso, iniciando logo
com os primeiros sinais de endurecimento do concreto, a cura complementar é realizada assim que ocorre o fim de pega
e deve durar até que se tenha 75% da resistência final. Para cura úmida há duração de 7-14 dias conforme a exposição do
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concreto e relação a/c, em se tratando da cura química, não é recomendada quando o piso requerer camada de revestimento
por evitar a ancoragem, já a cura térmica é mais frequente em pré-moldados.

Tabela 3 – Considerações quanto à execução de pisos de concreto


Processo de Execução
Contrapiso Base solo Sub-base Colocação da lona
• Ensaios de
• Limpeza da base;
caracterização do • Colocação de material
• Nivelamento; • Colocação de lona
solo; granular;
• Marcação dos níveis; entre o concreto e a
• Colocação de • Compactação
• Execução das taliscas; sub-base,
material granular • Controle da espessura
• Preparo da camada de aderência, transpassada 30 cm
ou cimentício; da camada,
usa-se aditivo polimérico e é das emendas, para
• Nivelamento e nivelamento, grau de
polvilhado cimento; evitar passagem de
regularização com compactação e teor de
• Preenchimento com argamassa e umidade;
equipamentos; umidade;
compactação; • Largura conforme as
• Variações de • Aceita-se 10% de
• Retirada de excessos com régua faixas de
projeto de no variações na
e uso de desempenadeira para concretagem, estando
máximo 10% na espessura e 7 mm no
corrigir falhas; entre 2-8 m e 2 mm de
espessura e 15 nivelamento, com
• Acabamento superficial com espessura.
mm no relação ao projeto.
cimento polvilhado e alisamento.
nivelamento.
Formas e Armadura Processos em conjunto com a concretagem
• As características do concreto fresco devem ser diferentes do usado em
estruturas;
• Formas posicionadas a altura
• Preferencialmente pela manhã, com verificação de slump e intervalo de 10
inferior ao piso para melhor
minutos para os caminhões, com no máximo 90 minutos para chegada;
acabamento;
• Concreto descarregado em até 30 minutos, lançamento e adensamento
• Fixação por pontas de ferro ou
também em 30 minutos;
cunhas de madeira;
• Verificação das condições climáticas e do solo ou laje;
• Nivelamento e alinhamento
• Controle dos insumos e das cargas aplicadas durante e após o processo;
verificados após instalação;
• Cuidados com o lançamento do concreto para evitar alterações de
• Armadura superior posicionada
propriedades;
e sustentada por barra de aço
• Primeiramente é concretado um pano longo e depois são cortadas as placas;
soldada ou distanciadores
• A vibração é o método de adensamento mais usado e deve ter início logo
soldados afastados 80-100 cm,
após o lançamento;
no caso de carangueijos deve
• Acabamento pode receber duas camadas a fim de aumentar a resistência à
haver grande quantidade;
abrasão, com duração de antes até o fim de pega. Corte, desempeno e
• Armadura inferior posicionada
alisamento mecânico melhoram o acabamento;
com distanciadores plásticos de
• Corte das juntas após certa resistência do concreto que pode ser de 6-12
4-5 por m², respeitando o
dias, porém varia conforme os materiais usados. Caso a profundidade das
cobrimento mínimo.
juntas não respeite especificações de projeto pode haver fissuras por
retração. Posteriormente é feito o nivelamento.

Finalizados os processos executivos de pisos de concreto, é importante abordar as manifestações patológicas com a
finalidade de diagnosticar as possíveis causas e apontar reparos. Conforme constatado nas edificações do presente
trabalho, as manifestações patológicas podem ser decorrentes de falta de projeto, execução inadequada, desgaste, mau
uso, alto índice de agressividade do ambiente, falta de normatização, controle tecnológico e qualidade por reduções de
custo, além de manutenção imprópria ou ausência da mesma. A Tabela 4 traz as principais considerações que devem ser
feitas na constatação de manifestações patológicas, bem como os danos gerados e medidas para prevenção e tratamento.

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Tabela 4: Processo de identificação de manifestações patológicas, tal como danos causados e metódos de controle
Designação Observação Danos consequentes e controle
Gera vazios na placa de concreto, reduzindo sua
Água do concreto ascendente na
Exsudação resistência. Deve ter aumento do teor de finos na
superfície.
mistura e uso de de aditivos.
Aberturas pequenas feitas
longitudinalmente. Em pisos mais
Causa redução de resistência, pode expor armaduras.
espessos a fissura pode acompanhar a
Recomenda-se cura adequada, redução de água do
direção da armadura, indicando que a
Fissuração traço para diminuir a retração. Cuidado na fase do
mesma está próxima da superfície.
concreto plástico, exposição solar e ao vento. Uso de
Ambientes agressivos e recalques
telas soldadas.
podem gerar fissuras paralelas ou
perpendiculares às juntas.
Há ocorrência de fissuras maiores, redução da
resistência.
Fissuras de pequena profundidade com Os mesmos processos de controle para fissuração
Microfissuração
abertura reduzida. podem ser adotados, além de atenção para o pó de
cimento ao induzir secagem e alto teor de finos na
mistura.
Falta de resistência da junta em decorrência de
Quebras das juntas, ausência de barras
esborciamento. O controle é por lábios poliméricos ou
Esborcinamento de transferência, perda do selante, sinais
revestidos com resina epóxi ou poliuretano. Quando o
de impacto por veículos ou máquinas.
tratamento é difinitivo é usado material mais resistente.
Pode causar destacamento do concreto. Cuidado com
misturas de alta relação a/c, execução de acabamento
Tráfego intenso de pessoas ou veículos, com possibilidade de polimento, escolha de materiais
Desgaste por
superfície com alteração do seu aspecto mais resistentes à abrasão. Evitar excesso de ar
abrasão
visual inicial, aspecto de fosco. incorporado no concreto, efetuar cura correta. Uso de
endurecedores cimentícios ou químicos em concretos
novos, tal como argamassas de elevada resistência.
Soltura ou destacamento da camada Está relacionada à exsudação e afeta grandemente a
superficial do pavimento, comumente durabilidade do pavimento. Controlar a umidade do
de espessura 4 mm. Camada de substrato e dosagem do concreto, como também a
Delaminação
revestimento executada antes que as relação a/c. Para correção são usadas argamassas
anteriores tenham finalizado o estado poliméricas, quando a delaminação for de 4-6 mm e
plástico. cimentícias quando for de 8 mm ou mais.
Mal nivelamento, deixando os cantos Resulta em quebra de placas, danos nas juntas. Efetuar
Empenamento das placas com espessuras diferentes. o nivelamento adequadamente, ter cuidado para efeitos
Presença de retração diferencial. de retração.
Ocorre maior desgaste por atrito das partículas soltas
Material fino que se deposita na durante o tráfego de pessoas e veículos. Melhorar a
superfície, ascensão dos materiais finos resistência à abrasão, cuidados com cura, alto teor de
Pulverulência
com o concreto ainda em estado cimento ou água. Para reparação os materiais soltos
plástico. precisam ser removidos e feito um recorte na camada
frágil ou aplicado endurecedor de superfície.
Os danos são exposição de camadas, propiciando mais
Deterioração ou descolamento de pisos, problemas. Evitar expansão de armaduras devido a sua
Disgregação geralmente em regiões próximas as corrosão, juntas mal executadas, deficiência na
juntas e quinas. quantidade de armaduras, falta de camada de
aderência, cura ineficiente.
Afeta a estética do piso. É recomendada a vibração de
Agregados graúdos expostos, ar
Manchas forma correta e cura, usar quantidade adequada de
aprisionado por cura incadequada.
argamassa.

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4. CONCLUSÕES

A análise e o estudo de processos de planejamento, execução e manutenção de pisos nas edificações empregadas foram
de significativa importância para ressaltar as afirmações e recomendações para o preparo de pisos encontrados na
literatura, mesmo sendo um assunto pouco abordado. Além de possibilitar a criação de um cenário de incidências
patológicas aliadas as suas causas, dando espaço para o projetista aperfeiçoar os processos produtivos, dando-se enfoque
também na etapa de execução, visto que essa se demonstrou como a principal causa de manifestações patológicas.A partir
dessa pesquisa, foi possível fazer uma análise mais crítica das manifestações patológicas nos pisos, onde a disposição de
agregados na superfície do piso, manifestação mais encontrada, ocorre diretamente por falha na execução do adensamento
ou falha de projeto, quando se tem traços muito pobres em argamassa. Os problemas relacionados às juntas também
ocorreram em grande proporção, confirmando a falha na fase de execução e projeto, esses resultados mostram que os
profissionais da área ou não estejam devidamente qualificados ou não dão a devida importância à dosagem dos concretos
destinados a pisos.

Outro fator agravante das manifestações patológicas é a falta ou realização incorreta de manutenções nos pisos, seja pela
falta de instrução ou pela busca de custos reduzidos, em 30% das edificações visitadas houve reparos com argamassa
apenas onde se encontrou as manifestações patológicas, o famoso termo “tapa buraco”, sem a retirada do piso deficiente
e sem a devida aderência entre os concretos. Haja visto que os pisos ainda são tratados com menos importância que os
outros elementos de concreto constituintes da edificação, justificado pela falta de bibliografias na área de pisos, assim
agravam as falhas de execução e dimensionamento e acarretam pisos de baixa qualidade.

A responsabilidade de “normatizar” a utilização, pelo fabricante do produto, por vezes, se mostra necessária em virtude
de tal escassez bibliográfica que acompanhe as inovações, tal como ocorre com o concreto seja para aumento de
resistência mecânica, diminuição da retração ou aumento do tempo de pega, todos têm como função facilitar o lançamento
e ampliar a utilização do concreto. Assim, a conscientização da manutenção periódica pode ser um grande passo para a
obtenção de pisos com maior durabilidade e trabalhando com todo o seu desempenho. Essas informações provam a
importância do manual que foi proposto nesse trabalho, pois o mesmo tem a pretensão de auxiliar a execução e atentar
para informações importantes que devem ser verificados na etapa de projeto e execução, verifica-se a importância do
estudo detalhado de cada caso, de execução e também de reparação do pavimento, para a redução de custos.

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http://dx.doi.org/10.4322/CBPAT.2020.004 ISBN 978-65-86819-05-2

DISPOSITIVOS PARA O USO EM POSSÍVEIS DIAGNÓSTICOS E TERAPIAS DE


MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS EM ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO

MARTINS, ALEXANDRE DE SOUZA CARVALHO, RAFAELLA GRANGEIRO DE


Engenheiro Civil Estudante
Universidade do Vale do Itajaí Universidade do Vale do Itajaí
Santa Catarina; Brasil Santa Catarina; Brasil
xandee_martins@hotmail.com rafaella_g_c_@hotmail.com

VEIGA, TAIANA PAULA VENÂNCIO, CAROLINE


Estudante – Engenharia Civil Engenheira Civil phD
Universidade do Vale do Itajaí Universidade do Vale do Itajaí
Santa Catarina; Brasil Santa Catarina; Brasil
tpaulaveiga@gmail.com caroline.venancio@univali.br

RESUMO

A era tecnológica atual nos permite cada vez mais facilitar e agilizar as áreas relacionadas à Engenharia Civil. Tendo em
vista que a avaliação patológica muitas vezes não é simples de ser realizada diante das inúmeras causas e origens que
podem gerar o mesmo tipo de manifestação, o trabalho está focado na criação de um dispositivo que seja capaz de atribuir
possíveis diagnósticos e terapias relacionados à anamnese do edifício, fazer a aplicação em situações reais com inspeção
visual e laudo da mesma edificação a fim de saber se este é coerente ou não. O dispositivo foi adaptado para profissionais
da área e aplicado em lajes, vigas e pilares de concreto armado. A metodologia adotada foi primeiro um estudo
bibliográfico identificando as principais manifestações patológicas em cada tipo de peça estrutural, as principais terapias
mais eficientes, identificação das linguagens aceitas por telefones celulares atuais e a escolha viável de um programa para
se adaptar à plataforma como um aplicativo. Um fluxograma de funcionamento do dispositivo foi elaborado, com os
principais, sintomas em vigas: oxidação da armadura em estribos, segregação, fissuras, infiltração e desplacamento; para
lajes foram adotados: reação álcali-agregado, desgaste por abrasão, ruptura ou desplacamento de cerâmicas, e infiltração;
e para pilares: desplacamento, fissuras e segregação. Para cada sintoma atribuiu-se as principais causas bem como as
possíveis origens e a melhor forma de terapia aplicada para eliminação do sintoma. A validação do dispositivo foi feita
pela comparação do uso do mesmo com dois laudos reais comprovando a manifestação por ensaios laboratoriais.
Palavras-chave: dispositivo, manifestações patológicas, concreto armado.

ABSTRACT

A current technological age allows us to increasingly facilitate and expedite civil engineering-related areas, so
pathological assessment is often not simple to perform in the face of many causes, and origins that can cause the same
kind of manifestation. The work is focused on the creation of a device that can assign possible diagnoses and therapies
related to anamnesis of the building, make an application in real situations with visual inspection, with a report of the
same building, in order to know if it is coherent or not. The device was adapted for professionals in the field and applied
to reinforced concrete plates, beams and pillars. The methodology adopted was the first bibliographic study that identifies
as main pathological manifestations in each type of structural piece, after the most efficient therapies, identification of
languages accepted by current smartphones and the viable option of a program to adapt the platform. A flowchart of the
device's operation was elaborated, with the main symptoms in symptoms: oxidation of the stirrup stem, segregation,
cracking, infiltration and displacement; for adopted parts: alkali-aggregate reaction, abrasion wear, ceramic breakage or
removal and infiltration; and pillars: peeling, cracking and segregation. For each symptom assigned as main causes, as
well as possible origins and the best form of therapy applied to eliminate the symptom. The validation of the device was
made by comparing the same use with two real reports, confirming the manifestation by laboratory tests.
Keywords: device, pathological manifestations, reinforced concrete.

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1. INTRODUÇÃO

A maioria dos danos apresentados em elementos estruturais de acordo com Bauer (1994) são do tipo evolutivo, ou seja,
em um prazo mais ou menos curto poderão comprometer sua estabilidade. Deste fato, surge a importância da identificação
da manifestação patológica o mais breve possível.

Dentre os erros de projeto, as principais causas são provenientes da falta de detalhamento, detalhes mal especificados,
cargas ou tensões não levadas em consideração no cálculo estrutura, falta ou projeto deficiente de drenagem e a
desconsideração dos efeitos da fluência do concreto (BAUER, 1994).

Cunha e Neumann (1979) afirmam que, por muitas vezes, projetistas deixam a solução de vários problemas construtivos
para o construtor em obra, quando estes deveriam ser resolvidos e bem explanados em projeto. Brentano (1997) ressalta
que a falta de detalhes em projetos acaba ocasionando tomadas de decisões de forma apressada, sem possibilidades de
análises mais aprofundadas.

A busca por produtividade e sustentabilidade vem forçando cada vez mais a criação de automatização e modernização na
solução de problemas dentro da área de engenharia. Isso possibilita a informação compartilhada, maior velocidade no
processo e um aumento na capacidade de armazenamento de dados. Existem muitos softwares que possibilitam a criação
de estruturas, mas não para prevenção e manutenção destas. Os casos de prevenção do aparecimento de manifestações
patológicas atualmente são feitos através de estudos bibliográficos, utilização de laudos, perícias para determinados tipos
de problemas, contudo esses processos costumam demandar de uma quantidade expressiva de tempo um dispositivo
poderia auxiliar nos diagnósticos de peças de concreto armado, evitando uma evolução do problema a ponto de levar ao
colapso da estrutura (LINO; AZENHA; LOURENÇO, 2012).

2. JUSTIFICATIVA

A elaboração de um dispositivo para auxiliar no diagnóstico e possíveis recomendações de determinadas manifestações


patológicas nos principais elementos construtivos (viga, pilar e laje) de uma estrutura em concreto armado, tem como
principal função evitar uma evolução das manifestações até um colapso da estrutura. A partir do dispositivo, as
manifestações poderiam ser rapidamente identificadas e controladas, assim evitando o comprometimento da estrutura.

Os registros das manifestações patológicas analisadas pelo dispositivo terão grande importância para a engenharia civil.
Normalmente, os problemas patológicos são resolvidos e as suas causas e soluções não são registradas. O Brasil não
possui um histórico de registros de manifestações patológicas e necessita, frequentemente, recorrer aos estudos realizados
fora do país para a solução de determinados casos.

Silva (2011) cita que dependendo do tipo e porte da obra, o colapso de uma edificação pode gerar grandes perdas
financeiras e de centenas de vidas. Nos Estados Unidos, problemas de corrosão de armadura custam cerca de 3,1% do
PIB anual, totalizando US$ 276 bilhões, já no Brasil essa porcentagem chega a 3,5%.

A criação de uma importante ferramenta na identificação e solução de manifestações é de grande auxílio para profissionais
de engenharia civil. A utilização do dispositivo acarretaria uma menor quantidade de erros gerados nas diversas etapas da
construção civil (projetos e execução) e economia de tempo necessária para a realização de análises e estudos mais
profundos das manifestações.

A utilização de um dispositivo em forma de aplicativo teria uma reposta rápida na execução e entendimento por
especialistas da área, permitiria que problemas simples fossem resolvidos instantaneamente após o diagnóstico do mesmo,
evitando que a degradação da estrutura continue seu processo evolutivo. No entanto, ressalta-se que para a uso do
dispositivo, o usuário deve ter conhecimentos técnicos prévios para a correta utilização e interpretação dos dados
fornecidos, assim como dos resultados gerados.

3. METODOLOGIA

Para a identificação das principais causas e manifestações patológicas encontradas nos edifícios de concreto armado,
foram feitos levantamentos bibliográficos para identificação das ocorrências mais comuns e as terapias mais eficientes
para as mesmas.

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Com os levantamentos bibliográficos realizados, foram identificados a linguagem de programação a ser utilizada no
dispositivo e os principais sintomas das manifestações patológicas que possam ser utilizados. Assim, tornou-se possível
a geração de um diagnóstico e a apresentação das possíveis soluções para a correção das manifestações patológicas
encontradas nas estruturas de concreto armado.

Para a execução do dispositivo, primeiramente adicionou-se o título no layout do programa. Em seguida, foram
adicionadas as perguntas necessárias para o usuário responder e dar continuidade à utilização do programa. Com a
pergunta adicionada, criou-se outra seção, separando o dispositivo em “partes”. Na nova seção adicionada, foram inseridas
outras perguntas ou respostas e selecionou-se a inter-relação entre as seções. Estas inter-relações foram importantes para
a configuração de uma “árvore” de possibilidades dos sintomas avaliados em cada manifestação patológica, com o intuito
de informar ao dispositivo as principais causas e origens de cada problema encontrado pelo usuário. O mesmo
procedimento foi adotado para as demais perguntas e respostas do dispositivo. Assim, a partir da resposta do usuário, há
um direcionamento para uma determinada seção. O algoritmo do dispositivo fundamenta-se na pesquisa bibliográfica
realizada e para a execução do dispositivo utilizou-se a plataforma gratuita do Google Forms®.

Para a verificação do dispositivo, o mesmo foi utilizado em análises de estruturas do Campus da Universidade de Vale
do Itajaí e também foi comparado a resultados obtidos em laudos realizados por peritos.

4. RESULTADOS

O objetivo da análise é demonstrar os principais diagnósticos e terapias das manifestações patológicas encontradas em
estruturas de concreto armado em uma edificação (viga, pilar e laje) e a funcionalidade do dispositivo.
De acordo com o dispositivo, as principais manifestações patológicas recorrentes nas peças de concreto armado que são
avaliadas para gerar os diagnósticos e terapias estão apresentadas a seguir.

No dispositivo, o usuário primeiro seleciona o elemento estrutural e após esta seleção, o dispositivo apresenta cada
elemento com os principais sintomas, expressos na Tabela 1, cabendo ao usuário marcar o principal sintoma encontrado.

Tabela 1 – Principais manifestações patológicas recorrentes em vigas, lajes e pilares de concreto armado.
Elemento estrutural Sintomas
Vigas Oxidação da armadura de
estribos, segregação,
fissuras, infiltração,
desplacamento
Lajes Reação álcali-agregado,
desgaste por abrasão,
ruptura ou desplacamento
de cerâmicas, infiltração.
Pilares Desplacamento, fissuras,
segregação.

Após a seleção do principal sintoma encontrado na peça estrutural, o dispositivo faz mais uma ou mais perguntas, como
por exemplo, a posição do sintoma na peça estrutural ou da peça na edificação, classificação do sintoma, etc. Após as
perguntas, o dispositivo aponta a possível causa do problema juntamente com a terapia deste.

4.1 Desenvolvimento do algoritmo do dispositivo

Para o funcionamento do dispositivo na plataforma do GoogleForms® a própria plataforma foi alimentada com as
informações contidas na Figura 1.

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Realização de Inventário Bibliográfico

Levantamento dos Sintomas das principais manifestações abordadas

Selecionar os sintomas a serem utilizados para gerar os possíveis diagnósticos


para a implantação na base de dados do dispositivo

Apresentar possíveis diagnósticos Apresentar possíveis meios de reparo

Realizar ajustes finais necessários para a execução do dispositivo

Figura 1. Dados inseridos no banco de dados da plataforma GoogleForms®.

O dispositivo se apresenta de forma simples ao usuário. Neste trabalho, para a criação do algoritmo no dispositivo,
consideraram-se algumas manifestações apresentadas na sequência.

• Corrosão das armaduras: para os problemas de corrosão da armadura de estribos em vigas aparece a possível
causa e terapia que seria: processo de carbonatação e possivelmente, devido a falta de cobrimento adequada da estrutura,
a diminuição do pH do concreto próximo ao estribo; para a terapia, primeiramente deve-se realizar limpeza do local,
fazendo com que a área oxidada fiquei totalmente descoberta, recomenda-se para a limpeza a utilização de jato de sílica
para a retirada da oxidação encontrada nos estribos, se existente e após a limpeza, realizar o cobrimento com uso de epóxi
ou a utilização de argamassa polimérica no local.

• Disgregação do concreto em vigas: este item foi divido entre dois subitens para reparo; os que possuíam somente
danos no concreto e os que se verificavam danos às armaduras. As possíveis causas para casos de disgregação são o
cobrimento insuficiente da armadura; concreto poroso; existência de anomalias no concreto; utilização de adesivos a base
de cloretos e outros agentes químicos no local; mau adensamento do concreto, corrosão da armadura.
No caso de oxidação de armaduras passivas e ativas, para a execução do reparo, primeiramente deve-se fazer a verificação
do grau de comprometimento da estrutura, realizando possíveis escoramentos, caso seja necessário. Posteriormente, deve-
se realizar uma limpeza local, fazendo com que a área em que o aço se apresenta oxidado fique totalmente exposta. A
limpeza pode ser realizada com jato de sílica, retirando a parte oxidada do local. Nos casos em que a armadura se encontra
muito degradada, torna-se importante a realização de ensaios experimentais para a verificação da necessidade de execução
de reforços estruturais. E, por fim, realiza-se o cobrimento adequado da estrutura com argamassa polimérica. Para os
casos em que só houve oxidação de estribos, realizar a mesma terapia utilizada para a reparação de armadura de estribos
aparente.

• Fissuras em vigas: apresentam-se três situações distintas a serem analisadas: situação 1, situação 2 e situação 3.

Situação 1 - as fissuras se localizam no centro da viga e na parte comprimida, com orientação vertical, ou fissuras na
extremidade da viga com inclinação de 45 graus. A principal causa de aparecimentos de fissuras em vigas, na primeira
situação, é por esmagamento. Podendo ser gerados por erros de cálculo e falhas de execução (como erros de adensamento
e dosagens inadequadas de materiais para a produção do concreto).

Situação 2 - A segunda situação são fissuras localizadas logo acima da viga, na alvenaria, de orientação vertical. As
fissuras em alvenarias são provenientes de problemas estruturais, normalmente são localizadas no centro do vão, com
orientação vertical, se este for o caso, as fissuras são provenientes de flecha excessiva na viga abaixo da alvenaria. Essa
flecha pode ser gerada por erros de cálculo e falhas de execução.
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Situação 3 - fissuras em forma de cisalhamento na viga. Normalmente são causados por recalques diferenciais
provenientes da fundação. Para o reparo das fissuras foi necessário informar que para terapia, são necessários ensaios
para verificação da classificação da fissura em ativa ou passiva. Para fissuras ativas, promove-se a vedação da mesma
com material elástico e não resistência, impedindo unicamente a degradação do concreto já existente. Outra técnica que
pode ser utilizada é o grampeamento de armaduras feito com a colocação de grampos de aço no concreto. Para fissuras
passivas, faz-se o preenchimento destas com um material resistente, como a nata de cimento Portland, ou resina epóxi.
Após o preenchimento, é realizada a vedação das bordas das fissuras com material selante. Para casos de fissuras ativas,
antes da execução dos reparos, são necessários ensaios para verificação das solicitações existentes da estrutura,
necessitando possivelmente reforços estruturais na mesma.

• Infiltração em vigas: podem ser causados por erros de projeto, como instalações hidráulicas ou erros de execução,
como impermeabilizações. Para o diagnóstico foram divididas as infiltrações em dois diferentes pavimentos da estrutura:
cobertura ou pavimento tipo. As infiltrações localizadas em coberturas são predominantemente causadas por erros de
impermeabilização do local. Necessitando, para os reparos, ensaios para a determinação do ponto específico de infiltração.
Posteriormente, faz-se a abertura do local e a realização da nova impermeabilização do mesmo. Infiltrações localizadas
em pavimentos tipos foram divididas em áreas molhadas e outros locais. Em áreas molhadas o diagnóstico e terapia
seguiram os mesmos passos de problemas de infiltração em coberturas. Quanto às infiltrações localizadas em outros locais
do pavimento, onde são normalmente decorrentes de vazamentos em instalações hidráulicas é necessária a abertura da
área para a realização da verificação do local do vazamento. Caso seja realmente por problemas de instalações hidráulicas,
deve-se realizar a troca ou reparo da mesma.

• Reação álcali-agregado em lajes: não são muito comuns em edificações, apresentam-se como fissuras em forma
de “mapas”, as reações são provenientes da temperatura do ambiente, umidade do local, contaminação dos agregados por
sais, penetração da água do mar ou soluções salinas no concreto, conteúdo de álcalis no cimento e consumo de cimento
do concreto. Para a confirmação da existência das reações são necessários ensaios laboratoriais da manifestação
patológica existente no local. Se for confirmado que se trata desta reação, existem meios para o controle da manifestação,
pois não se conhece um método definitivo para a recuperação de reações álcali-agregado ou álcali-sílica. Podem-se tratar
as fissuras com injeção epóxi, com prazo de manutenção da mesma de 3 a 5 anos.

• Desgaste por abrasão em lajes: é normalmente localizado em pavimentos de garagem devido à frenagem dos
carros, são causados por utilização de agregados com baixa resistência à abrasão ou aplicação de um elevado fator
água/cimento no concreto. Para reparos, é necessário realizar um cobrimento da área afetada, com um concreto de relação
a/c baixa e uma resistência à compressão igual ou superior a 28 MPa.

• Ruptura ou desplacamento de cerâmicas nas lajes: podem ocorrer por erro de execução ou variação de
temperatura. A variação provoca uma mudança volumétrica na estrutura de concreto, podendo ocasionar fissuras e o
desplacamento em ambientes com junta de dilatação inadequada ou inexistente. Para a terapia da estrutura, é necessária
a retirada da cerâmica e executada corretamente a junta de dilatação e aplicação do revestimento novo.

• Infiltração em lajes: podem ser causados por erros de projeto, como instalações hidráulicas ou erros de execução,
como impermeabilizações. Para o diagnóstico foram divididas as infiltrações em dois diferentes pavimentos da estrutura:
cobertura ou pavimento tipo. As infiltrações localizadas em coberturas são predominantemente causadas por erros de
impermeabilização do local. Necessitando para reparos ensaios para a determinação do ponto específico de infiltração.
Posteriormente, faz-se a abertura do local e a realização da nova impermeabilização do mesmo. Infiltrações localizadas
em pavimentos tipos foram divididas em áreas molhadas e outros locais. O diagnóstico e terapia das áreas molhadas
seguem os mesmos passos de problemas de infiltração em coberturas. Infiltrações localizadas em outros locais do
pavimento são normalmente decorrentes de vazamentos em instalações hidráulicas. Para o reparo deste tipo de infiltração,
é necessária a abertura da área para a realização da verificação do local do vazamento. Caso seja realmente por problemas
de instalações hidráulicas, realizar a troca ou reparo da mesma.

• Desplacamento em pilares: tem análise similar às vigas, é normalmente causado por corrosão de armadura que
pode ser provocada por execução inadequada da estrutura, resistência insuficiente do concreto, proteção e cobrimentos
abaixo do solicitado para o ambiente apresentado, manutenção inadequada ou inexistente do local e, possíveis colisões
de veículos nas estruturas em pavimentos de garagem. Para a realização de reparos na estrutura, deve-se realizar o
escoramento do local. Se necessário, remover o concreto de cobrimento da parte afetada, realizar a limpeza do local por
meio de lixamento e escovação da superfície, até não serem mais encontrados produtos da corrosão. Aplicar uma ponte
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de aderência entre o material antigo e o material de recuperação. Para utilização como material de recuperação,
recomenda-se utilizar graute à base de cimento, podendo ser modificado com adições de polímeros e reforçado com fibra.
Para casos em que a armadura se encontra com um nível de degradação muito alto, são necessários reforços estruturais,
com novas barras de aço calculadas por ensaios.

Caso a mesma tenha sido causada por colisões de veículos e ainda não possua danos à armadura interna como corrosão,
recomenda-se somente a retirada da espessura de cobrimento, aplicação de uma ponte de aderência, aplicação do novo
cobrimento e a utilização de mecanismos de proteção mecânica para os pilares de pavimento de garagem. As fissuras nos
pilares são predominantemente provenientes das sobrecargas da estrutura devido aos possíveis erros de cálculo e falhas
de execução. Além de corrosão de armadura causada por falta de cobrimento adequado da estrutura. Os reparos referentes
à sobrecarga de pilares são similares aos da viga, por isso são necessários ensaios para verificação da classificação da
fissura em ativa ou passiva.

Para fissuras ativas, promove-se a vedação da mesma com material elástico e de baixa resistência, impedindo unicamente
a degradação do concreto já existente. Outra técnica que pode ser utilizada é o grampeamento de armaduras feito com
colocação de grampos de aço no concreto. Para fissuras passivas, emprega-se um material resistente, como a nata de
cimento Portland, ou resina epóxica. Após o preenchimento é realizada a selagem, promovendo a vedação dos bordos das
fissuras.

Para casos de fissuras ativas, antes da execução dos reparos, são necessários ensaios para verificação das solicitações
existentes da estrutura e a possível necessidade de reforços estruturais na mesma. Para fissuras causadas por corrosão de
armadura, deve-se realizar o escoramento do local se necessário, remover o concreto de cobrimento da parte afetada,
realizar a limpeza do local por meio de lixamento e escovação da superfície, até não serem mais encontrados produtos da
corrosão. Aplicar uma ponte de aderência entre o material antigo e o material de recuperação. Para utilização como
material de recuperação, recomenda-se a utilização do graute à base de cimento, que pode ser modificado com adições de
polímeros e reforçado com fibra. Nos casos em que a armadura se encontra com um nível de degradação muito alto, são
necessários reforços estruturais, com novas barras de aço calculadas por ensaios.

• Segregação nos pilares: foi dividida entre dois subitens para reparo, os que possuíam somente oxidação na
armadura de estribos aparente e os que estavam em estágios mais avançados, possuindo oxidação nas armaduras positivas
e negativas da estrutura. As possíveis causas para casos de segregação são: cobrimento insuficiente da armadura; concreto
poroso; existência de anomalias no concreto; utilização de adesivos a base de cloretos e outros agentes químicos no local;
mau adensamento do concreto.

No caso de oxidação de armaduras passivas e ativas, para a execução do reparo, primeiramente deve-se fazer a verificação
do grau de comprometimento da estrutura, realizando possíveis escoramentos, caso seja necessário. Posteriormente, deve-
se realizar uma limpeza local, fazendo com que a área em que o aço apresenta-se oxidado fique totalmente exposta. A
limpeza pode ser realizada com jato de sílica, retirando a parte oxidada do local.

Nos casos em que a armadura encontra-se muito degradada, torna-se importante a realização de ensaios experimentais
para a verificação da necessidade de execução de reforços estruturais. E, por fim, realiza-se o cobrimento adequado da
estrutura com argamassa polimérica. Para os casos em que só houve oxidação de estribos, realizar a mesma terapia
utilizada para a reparação de armadura de estribos aparente.

4.1 Validação do dispositivo

Na Universidade do Vale Itajaí, Campus Itajaí, foram analisados, no dispositivo, 3 casos (viga, pilar e laje) de
manifestações patológicas em estruturas encontradas, para a verificação dos resultados. O caso 1 foi a verificação de uma
manifestação encontrada numa viga como mostra a Figura 4.

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Figura 2. Corrosão de estribos em vigas.

Para a resolução do caso analisado, o item que mais se aproxima para a seleção no dispositivo seria a oxidação de
armaduras de estribos. A possível causa e terapia estão descrevidas anteriormente.

Ao ser inserida no dispositivo esta manifestação encontrada na Figura 2 o dispositivo segue com a seguinte resposta
(Figura 3):

Figura 3. Resposta do dispositivo para a análise da corrosão de estribos em vigas.

O caso 2 foi uma análise de uma laje com infiltrações, como mostra a Figura 4.

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Figura 4. Infiltração em laje.

O principal sintoma avistado é infiltração, a utilização do dispositivo aponta na Figura 5 as possíveis causas e origens,
assim como, a terapia necessária.

Figura 6: Resposta do dispositivo para a análise da laje de cobertura.

E no caso 3, analisou-se um pilar, mostrado na Figura 7.

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Figura 7: Desplacamento do concreto num pilar.

Na análise da manifestação patológica, o dispositivo aponta que o desplacamento dos pilares é normalmente causado por
corrosão da armadura, que pode ser provocada por baixa resistência do concreto, proteção e cobrimento inapropriado para
o ambiente apresentado, manutenção inadequada ou inexistente dos locais e possíveis colisões de veículos nas estruturas
em pavimentos de garagem. Para a realização de reparos na estrutura, deve-se realizar o escoramento do local se
necessário, remover o concreto de cobrimento da parte afetada, realizar a limpeza do local através de lixamento e
escovação da superfície, até não serem mais encontrados produtos da corrosão. Aplicar uma ponte de aderência entre o
material antigo e o material de recuperação. Para a recuperação do elemento, recomenda-se a utilização do graute à base
de cimento, podendo ser modificado com adições de polímeros e reforçado com fibra. Nos casos em que a armadura se
encontra com um nível de degradação muito alto, são necessários reforços estruturais, com novas barras de aço calculadas
por ensaios.

A validação do dispositivo também foi realizada com a utilização de laudos técnicos. O primeiro é um laudo de um
edifício localizado em Curitiba-PR. O laudo apresentava problemas de infiltrações numa laje, devido ao problema no ralo
atrás de uma casa de gás, como observado na Figura 8.

Ralo com dimensões pequenas para o


volume de água

Figura 8: Infiltração devido à dimensão do ralo.

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A empresa citou como manifestações patológicas infiltrações intensas no pavimento inferior e em paredes laterais, além
da inundação do nicho em dias de chuvas intensas. Citam-se como principais causas a insuficiente dimensão do ralo e
obstruções da saída de drenagem por dejetos sólidos. Para os casos em que haja obstruções do ponto principal indica-se
como terapia a substituição do ralo por outro com um diâmetro maior e acréscimo de mais um ponto de drenagem auxiliar.
Ao analisar a mesma imagem, o autor utilizou o dispositivo como método para diagnóstico e terapia.

O dispositivo indica que se trata de infiltrações em lajes, que não são localizadas em áreas molhadas, e estas são
normalmente, decorrentes de vazamentos em instalações hidráulicas. Para o reparo desse tipo de infiltração, é necessária
a abertura da área e realização da verificação do local do vazamento. Sendo ocasionada por problemas de instalações
hidráulicas, realiza-se a troca ou reparo da mesma (Figura 9).

Figura 9. Resposta do dispositivo à análise de infiltração devido à dimensão do ralo.

O segundo laudo foi realizado na Secretaria Municipal de Saúde do Município de Porto Alegre. O laudo foi realizado
pela secretaria de obras do município e nele se encontra como principal manifestação patológica na edificação, a
infiltração. Para a alimentação do dispositivo, foram selecionadas somente as infiltrações em partes estruturais nas quais
se encontravam na laje de cobertura da edificação. A Figura 9 mostra o sintoma encontrado.

Infiltrações de água
decorrente de avarias
no telhado, anexo à
edificação. 1º andar,
fachada sudeste,
fundos.
Figura 10. Infiltração generalizada.

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Segundo o laudo, a infiltração generalizada foi decorrente das águas de avarias do telhado, sendo assim, torna-se prudente
avaliar como solução adotada, a possibilidade do arrancamento do referido telhado e posterior impermeabilização da laje
de cobertura. Com a utilização do dispositivo para a avaliação da imagem, constatou-se que as infiltrações localizadas em
coberturas, são predominantemente causadas por erros de impermeabilização do local. Portanto, necessitam-se, para os
reparos, ensaios de determinação de um ponto específico de infiltração. Posteriormente, faz-se a abertura do local e a
realização da nova impermeabilização do mesmo. Nessa edificação, também foram encontrados desplacamentos do
concreto em pilares como mostra a Figura 11.

Desplacamento
Pilar P31A

Figura 11. Desplacamento do pilar.

Segundo a perícia, os desplacamentos são provenientes da infiltração. Para a terapia, a priori realiza-se o preparo da
superfície dos pilares de concreto. Removem-se todos e quaisquer materiais soltos, desagregados ou com pouca aderência
com o auxílio de um ponteiro, uma marreta, mecanicamente ou ainda jato de granalha, seco ou úmido. Na presença de
partículas de poeira ou cimentos desagregados remove-se com uma escova de cerdas de aço, e se limpa a superfície do
concreto com solventes voláteis e estopas, pincéis ou algodões.

Realiza-se o apicoamento da superfície de concreto, tornando-a irregular para melhorar a ancoragem do concreto novo.
Para a limpeza do aço exposto e a preparação da superfície utiliza-se o seguinte método: remove-se o material solto e as
placas de aço corroídas mais espessas, utilizando respectivamente uma escova de aço, constantes marteladas ou a
aplicação de jato de granalha (seco ou úmido); retira-se a camada fina de corrosão e oxidação fazendo uso novamente, de
uma escova de cerdas de aço ou jato de granalha; por fim, se limpa a superfície do aço com solventes voláteis (acetona
industrial) com estopas, pincéis ou algodões.

Aplica-se a argamassa polimérica à base de cimento (graute), para o cobrimento da armadura e a recomposição da peça
de concreto (ilustração abaixo), em seguida, pressiona-se fortemente a argamassa contra a superfície de concreto a ser
reparada, em camadas sequenciais de 1,0 centímetro até atingir a máxima espessura desejada. Com a utilização do
dispositivo, o autor constatou, pela imagem, que a principal manifestação patológica é o desplacamento, sendo
normalmente causada por corrosão de armadura que pode ser provocada por baixa resistência da estrutura, resistência
insuficiente do concreto, proteção e cobrimentos abaixo do solicitado para o ambiente apresentado, manutenção
inadequada ou inexistente dos locais e possíveis colisões de veículos nas estruturas em pavimentos de garagem.

Para a realização de reparos na estrutura, deve-se realizar o escoramento do local. Se necessário, remover o concreto de
cobrimento da parte afetada, realizar a limpeza do local através do lixamento e escovação da superfície, até não serem
mais encontrados produtos da corrosão. Aplicar uma ponte de aderência entre o material antigo e o material de
recuperação. Na utilização de um material para recuperação, recomenda-se utilizar graute à base de cimento, que pode
ser modificado com adições de polímeros e reforçado com fibras. Para casos em que a armadura se encontra com um
nível de degradação muito alto, são necessários reforços estruturais, com novas barras de aço calculadas por ensaios. O
caso avaliado no dispositivo mostrou da seguinte forma o prognóstico e o possível reparo (Figura 12):
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Figura 12. Resposta do dispositivo em relação ao desplacamento do pilar.

5. CONCLUSÕES

Com os estudos realizados, pode-se afirmar que a principal preocupação do engenheiro civil com relação às manifestações
patológicas encontradas nas partes estruturais de uma edificação é proveniente da corrosão de armadura. Devido a sua
gravidade, caso não haja o tratamento da mesma, poderá ocorrer a perda de seção e consequentemente insuficiência da
capacidade portante da estrutura. Outro ponto problemático da corrosão de armadura é a ampla variedade de
manifestações patológicas que podem resultar em impasses de corrosão como infiltração, segregação, fissuras e
desplacamentos, causados por colisões mecânicas, entre outras.

É relevante ressaltar, que não existe um instrumento conhecido ou divulgado para a realização de diagnóstico e indicação
de terapia em manifestações patológicas, salientando a importância da criação de um dispositivo e facilidade da utilização,
o que contribui para a economia de tempo e de recursos. Porém, o mesmo não isenta a necessidade de ensaios e estudos
complementares do engenheiro civil que esteja analisando o caso.

Pode-se concluir, por meio dos testes com a utilização do dispositivo, comparando os mesmos com laudos realizados por
peritos, por meio de ensaios laboratoriais, para a determinação de manifestações patológicas encontradas na prática em
vigas, pilares e lajes de edificações que os resultados são compatíveis. Este fator comprova a veracidade do estudo
realizado e implantação correta dos dados no dispositivo, tornando-o eficaz para os objetivos propostos.

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INCIDÊNCIAS DE MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS CAUSADAS PELA UMIDADE EM


EDIFICAÇÕES HOSPITALARES: ESTUDO DE CASO EM UM MUNICÍPIO DE SANTA
CATARINA

PILLON, FELIPE CARVALHO, RAFAELLA GRANGEIRO DE


Engenheiro Civil Estudante – Engenharia Civil
Universidade do Vale do Itajaí Universidade do Vale do Itajaí
SC; Brasil SC; Brasil
pillonfelipe@hotmail.com rafaella_g_c_@hotmail.com

VENÂNCIO, CAROLINE
Engenheira Civil, phD
Universidade do Vale do Itajaí
SC; Brasil
caroline.venancio@univali.br

RESUMO

Os ambientes hospitalares devem ser limpos e ausentes de microrganismos que poderiam afetar a saúde dos usuários da
edificação. A umidade nestes ambientes favorece a proliferação de microrganismos e por isto a necessidade da avaliação
das manifestações mais incidentes em edifícios hospitalares. O trabalho objetiva a avaliação da incidência das principais
manifestações patológicas encontradas em edificações hospitalares no município do estado de Santa Catarina (Brasil). Ao
todo, oito edificações hospitalares foram visitadas e a inspeção foi realizada por meio visual, termografia e registro das
manifestações com a utilização de câmera fotográfica. Todas as manifestações ocasionadas por transporte de umidade ou
relacionadas à umidade na edificação foram avaliadas e assim, de acordo com a maior incidência de algumas
manifestações, objetiva-se o traçado de um plano de ações corretivas e de maior urgência nestes ambientes. Por meio de
uma análise estatística foi possível verificar que as infiltrações por água de precipitação, ascensão de água do solo por
capilaridade e a falta de circulação de ar entre os ambientes despontaram como a principal fonte das manifestações
patológicas na maioria dos locais avaliados. E, em alguns locais específicos, a análise visual por meio da câmera
termográfica tornou-se essencial para uma correta avaliação da manifestação patológica.
Palavras-chave: estudo de caso, umidade, edifícios hospitalares.

ABSTRACT

Hospital environments should be clean and free of microorganisms that could affect the health of building users. The
humidity in these environments favors the proliferation of microorganisms and therefore the need to evaluate the most
incident manifestations in hospital buildings. This study aims to evaluate the incidence of the main pathological
manifestations found in hospital buildings in the city of Santa Catarina (Brazil). In all, eight hospital buildings were
visited, and the inspection was carried out visually, using thermography and recording the manifestations using a
photographic camera. All manifestations caused by moisture transport or related to humidity in the building were
evaluated and thus, according to the higher incidence of some manifestations, the objective is to outline a corrective and
urgent action plan in these environments. Through a statistical analysis it was possible to verify that the infiltration by
precipitation water, rise of ground water by capillarity and the lack of air circulation between the environments emerged
as the main source of pathological manifestations in most of the evaluated sites. And in some specific locations, visual
analysis through the thermographic camera has become essential for a correct assessment of pathological manifestation.
Keywords: case study, humidity, hospital buildings.

1. INTRODUÇÃO

A patologia na construção civil se dedica ao estudo de problemas das edificações e suas alterações estruturais e funcionais
causadas nas mesmas. Esses defeitos podem ser adquiridos durante a execução da obra devido a empregos inadequados
dos materiais e métodos, na elaboração do projeto, ou também adquiridos ao longo de sua vida útil (FRANÇA, et al.,
2010).

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A Engenharia Civil é uma área do conhecimento humano que acontece uma constante evolução e modificação. Mudanças
tecnológicas ocorrem nos materiais utilizados para as construções, nos desenvolvimentos dos projetos, com novos
programas de computadores para análise, cálculo e detalhamento de estruturas. A relação entre as manifestações
patológicas e a qualidade da construção está fortemente relacionada com a qualidade da execução. Na maioria dos casos,
essas manifestações ocorrerão devido a defeitos relacionados aos materiais e componentes utilizados no processo
construtivo, bem como problemas relacionados à umidade (SOUZA; RIPPER, 2009).

A umidade na construção civil é um problema de grande importância e que se apresenta com grande frequência nas
edificações. Os problemas relacionados à umidade podem ser de difícil correção devido a uma análise falha da causa e da
origem da manifestação. A umidade se faz presente em inúmeros elementos que fazem parte de uma edificação, como
por exemplo: paredes, fachadas, platibandas e na própria estrutura de concreto armado (PEREZ, 1988).

A utilização da termografia na construção civil não só se estende à análise de infiltrações nas edificações em concreto
armado, onde uma análise apenas visual seria ineficaz, como também, torna-se eficaz para uma caracterização térmica de
bloco de concreto (CARUANA et al., 2014).

Os problemas relacionados à umidade na edificação, sempre trazem grande desconforto e preocupação, além de degradar
muito rapidamente a construção. Em edifícios hospitalares as manifestações patológicas decorrentes de infiltração de água
propiciam ambientes insalubres e prejudicam a saúde dos usuários, bem como a sua recuperação nestes ambientes. As
manifestações decorrentes de umidade nos elementos construtivos tendem a apresentar vários sintomas e muitas vezes
uma infiltração de água pode ser causa ou origem de outra manifestação patológica, ou seja, que dela decorre. Neste
sentido, o trabalho foi desenvolvido com o objetivo de avaliar as principais manifestações patológicas decorrentes da
umidade em edifícios hospitalares em um município de Santa Catarina (Brasil) que se localiza a aproximadamente 72 km
da capital, Florianópolis. Assim, possibilita-se um plano de ações mais assertivo aos edifícios, de acordo com as principais
causas e origens das manifestações analisadas.

2. MATERIAIS E MÉTODOS

O estudo de caso consiste em métodos investigativos que descrevem situações precedentes, trazendo dados e produzindo
um material descritivo que permite reinterpretações e releituras para novos estudos (ALVES, 2011). O método utilizado
é o de pesquisa de campo, realizando-se um levantamento da incidência das manifestações patológicas de umidade em
edifícios de saúde pública.
O projeto foi desenvolvido com base na coleta de informações das manifestações patológicas em oito edificações da área
da saúde pública, de idades diferentes, sendo estas, Unidades Básicas de Saúde (UBS) do município. A coleta de dados
foi realizada nos edifícios por meio de croquis, projetos e vistorias com inspeção visual, registo fotográfico e termografia.
As edificações apresentaram como características principais a estrutura em concreto armado e paredes de alvenaria em
blocos cerâmicos.

Iniciou-se a inspeção pelas fachadas das edificações, estendendo-se para: recepção, sala de emergência, corredores de
acesso, quartos de internação, salas de consultas, salas de espera, banheiros, refeitórios e cozinhas. Nesse trabalho a
vistoria se iniciou pela parte superior do edifício, quando havia mais de um pavimento, continuando em direção ao térreo.
Cada ambiente de interesse foi vistoriado seguindo uma ordem estabelecida: dos fundos das edificações para a porta de
entrada. Após a vistoria do interior do edifício, realizava-se, se necessário, o exame da parte externa da edificação,
partindo de procedimentos análogos. Quando se fez necessário, realizou-se a inspeção aos edifícios e terrenos vizinhos,
verificando suas condições e sua interferência na edificação do caso de estudo.

Efetuou-se um mapeamento dos problemas encontrados e estabelecido um plano de reforma para as manifestações
patológicas encontradas, garantindo o uso e a qualidade das atividades desenvolvidas nos limites da edificação.
Descreveram-se as causas e se definiram as possíveis soluções para que se tenha uma prevenção dos problemas
relacionados com a umidade nestas edificações, garantindo menores gastos com manutenções ineficazes e muitas vezes,
reformas desnecessárias.

Para esse trabalho foram geradas 934 imagens fotográficas e 120 imagens com a câmera termográfica. Dessa maneira,
foram realizadas discussões e gráficos percentuais de cada tipo de manifestação encontrada, delimitando uma provável
singularidade aos problemas causados/originados pela umidade.

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3. RESULTADOS

As UBS se localizavam entre 262 a 4291 metros do mar. A localização de cada edificação foi avaliada para a verificação
de uma correlação ou não, das manifestações com a proximidade das edificações ao mar.

Figura 1: Número de manifestações patológicas encontradas nas UBS analisadas decorrentes da umidade nas
edificações.

As UBS 2 e UBS 5 eram as edificações que estavam mais próxima do mar e a mais distante do mar, respectivamente. A
Figura 1 demonstra que a maior proximidade da UBS 2 com o mar não resultou num maior número de manifestações
patológicas relacionadas à umidade, na edificação.

As principais manifestações encontradas nas edificações foram manchas de umidade devido à absorção de água por
capilaridade na alvenaria de vedação, eflorescências, vesículas, manchas e mofo nas pinturas. Alguns problemas
visualizados na pintura, também se estendiam ao revestimento argamassado.

3.1 Absorção de Água por Capilaridade

Na Figura 2 foi possível identificar manifestações patológicas localizadas no pavimento térreo e decorrentes da absorção
de água por capilaridade. Nestas manifestações patológicas por ascensão de água por capilaridade, a umidade é
proveniente do solo e o problema geralmente decorre de uma má ou ausência da impermeabilização das vigas baldrame.

UBS 1 UBS 2 UBS 3 UBS 4

UBS 5 UBS 7 UBS 8


UBS 6
Figura 2: Manifestações patológicas encontradas nas UBS decorrentes da absorção de água por capilaridade.
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3.2 Eflorescência

Nas indicações da Figura 3 podem-se observar marcas esbranquiçadas de forma intensa, um acúmulo de sais entre o
revestimento argamassado e pintura, originários de sais solúveis presentes nos materiais dos revestimentos argamassados
e nos blocos cerâmicos.

UBS 1 UBS 3

UBS 4 UBS 8
Figura 3: Manifestações patológicas de lixiviação que foram visualizadas na pintura das edificações.

As eflorescências foram encontradas em todas as UBS mas foram apresentados alguns casos mais relevantes, das UBS 1,
3, 4 e 8. Notou-se que os sais eram dissolvidos pela umidade oriunda do solo (absorção de água por capilaridade) e da
cobertura da edificação. Durante a vistoria das UBS não se teve acesso à laje de cobertura para avaliar a presença, ausência
ou a má execução da impermeabilização. No entanto, torna-se importante, além da execução da impermeabilização, a
proteção do telhado com a disposição do sistema de captação da água da chuva (rufos e calhas).

3.3 Vesículas

As vesículas são decorrentes do processo de infiltração de água. As manifestações foram encontradas em paredes internas,
mas de fechamento externo, apresentando em alguns casos, fissuras no lado de fora da edificação (Figura 4).

UBS 1 UBS 2 UBS 3 UBS 4

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UBS 5 UBS 6 UBS 7 UBS 8


Figura 4: Vesículas (bolhas) encontradas na pintura das paredes das UBS decorrentes de umidade.

Como foi apresentado na Figura 4, as vesículas se apresentam na parte inferior das paredes, devido ao processo de
infiltração de água por capilaridade e também na parte superior das paredes (UBS 2, 4 e 8).

Na UBS 2, verificou-se um caso muito comum e de grande erro de execução, a tentativa de eliminar a umidade dos
ambientes com a colocação do revestimento cerâmico. O revestimento cerâmico não elimina a infiltração de água e as
vesículas por acúmulo de água ocorrem acima do revestimento.

Na UBS 4, as vesículas aparecem juntamente a fissuras. Estas fissuras, por sua configuração podem ser decorrentes de
variação térmica, uma vez que esta parede é de fechamento externo da edificação. Porém, alguns estudos e ensaios
deveriam ser realizados para um correto diagnóstico.

E no caso da UBS 8, as vesículas são decorrentes de uma infiltração de água na parte superior da laje, uma vez que as
vesículas se localizam no encontro de uma marquise (azul) e uma parede externa.

3.5 Manchas

As manchas de umidade foram muito recorrentes nas UBS e estão apresentadas na Figura 5. As manchas foram
encontradas em paredes externas, faces externas e internas e em lajes.

UBS 1 UBS 2
UBS 3 UBS 4

UBS 5 UBS 7 UBS 8


UBS 6
Figura 5: Vesículas (bolhas) encontradas na pintura das paredes das UBS decorrentes de umidade.

Algumas das manchas de umidade apresentadas na Figura 5 estão associadas a outras manifestações como mofo, bolor,
empolamento, desplacamentos do revestimento cerâmico e pintura, corrosão de armadura, etc.

Esta é a grande dificuldade de apontar as principais causas e origens de uma mancha de umidade na pintura (UBS 1), no
revestimento cerâmico (UBS 2), na alvenaria (UBS 6) ou na laje (UBS 7).

A mancha no revestimento cerâmico ocorreu devido a uma falha na estanqueidade de uma junta de dilatação, com
ocorrência em todos os andares. Verificaram-se manchas de forma generalizada na parede (UBS 1, 4, 5 e 6) decorrente
de infiltração de água (água da chuva) e seu escorrimento pela fachada. Estas paredes são de fechamento interno/externo,
construídas com materiais de pouca qualidade e muito porosos. Além disto, também se observou a existência de falhas

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de execução nos cantos das janelas (parapeitos) e buracos na parede (decorrentes de instalações de ar condicionado ou
outra alteração ocorrida sem o acompanhamento de profissional técnico adequado).

3.6 Mofo

Nas Figuras 2 e 5, anteriormente apresentadas, constatou-se a proliferação e ocorrência de mofo e bolor nas edificações
das UBS avaliadas. Esse acúmulo de mofo ocorre por falta de circulação de ar em ambientes que estão sempre fechados,
por falta de manutenção das juntas de dilatação nas edificações (ou má execução) e serviços executados de forma
incorreta.

Bactérias e fungos são microrganismos capazes de criar uma película sobre a superfície dos revestimentos, desde que
exista a presença constante de água neste ambiente, somado a condições ambientais propícias como temperatura e
umidade. Dessa maneira, por intermédio de reações químicas, esses microrganismos propendem a solubilizar parte dos
materiais onde estão alojados (revestimentos argamassados) consumindo o material ocasionando o a biodeterioração
(SHIRAKAWA, et al., 1999).

3.7 Análise termográfica

Em todas as UBS, durante o processo de vistoria, fez-se o uso da câmera termográfica. No entanto, este instrumento de
análise foi crucial para o estudo de alguns casos de manifestações encontradas na UBS 1. Observou-se entre a imagem
digital e a térmica, (Figura 6) que onde ocorre um maior acúmulo de mofo, tem-se maior umidade, justificando a menor
temperatura (azul) na imagem térmica. Com isso, a concentração de umidade ocasiona uma disagregação da argamassa
ao longo do tempo. Na parte de baixo do detalhe construtivo e rodapé da parede, também há umidade, mas com menor
intensidade. A origem dessa água infiltrada se deu por falha de vedação na junta de dilatação, verificada na parte superior
da figura e indicada nas Figura 6 (por flechas).

Figura 6: Bolor e mofo no detalhe construtivo no segundo pavimento da UBS 1.

Na inspeção visual e fotográfica sem o uso da câmera térmica, não era possível identificar umidade também no teto. Com
o uso da câmera térmica foi encontrado acúmulo de água, indicada na Figura 7, decorrente do problema de infiltrações
na junta de dilatação e consequente infiltração de água na parede (Figura 6).

Figura 7: Bolor/mofo e umidade no rebaixamento de teto do segundo pavimento

Nas demais UBS, as imagens termográficas evidenciavam as manifestações já discutidas anteriormente, mas, não se
encontrou nenhuma manifestação não anteriormente identificada por meio da imagem digital.

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4. DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

De forma geral, a manifestação patológica menos recorrente nas UBS avaliadas foram as eflorescências. Nas Figuras 8 a
11, foi possível avaliar a incidência de cada manifestação em todas as UBS avaliadas.
.

Figura 8: Quantificação por aparecimento da manifestação de infiltração de água nas edificações por capilaridade.

Figura 9: Quantificação, por aparecimento, das eflorescências nas UBS analisadas.

Figura 10: Quantificação, por aparecimento, de vesículas, causadas por presença de umidade nas UBS analisadas.

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Figura 11: Quantificação, por aparecimento, de manchas, causadas por presença de umidade nas UBS analisadas.

Na Figura 12, foi determinada a participação de cada manifestação (vesículas, eflorescência, absorção de água por
capilaridade e manchas) em todas as oito UBS avaliadas. Verificou-se que exceto as eflorescências, as demais
manifestações patológicas avaliadas apresentaram incidência semelhante, de forma quantitativa, nas UBS do município.

Figura 12: Quantificação, por aparecimento, de todas as manifestações avaliadas causadas por presença de umidade nas
UBS analisadas.

Com isso percebeu-se que o grande problema das ocorrências das manifestações foi a má qualidade dos serviços
executados e a falta de manutenção dos edifícios. Compreendendo os teores de participação de cada tipo de manifestação
patológica caudada pela umidade, o principal serviço de engenharia corresponde em fazer uma grande reforma,
executando, principalmente, serviços de impermeabilizações nas coberturas e vigas baldrames. No segundo momento
seria necessário fazer a recuperação dos revestimentos argamassados das unidades básicas de saúde que apresentam perda
de desempenho e de integridade, devido às manifestações provenientes da umidade.

5. CONCLUSÕES

A finalidade principal deste estudo foi avaliar e demostrar a existência das atividades de manifestação patológica nas
edificações das unidades básicas de saúde pública, de um município do estado de Santa Catarina (Brasil), localizado a 72
km da capital, Florianópolis.

Verificou-se uma grande ocorrência de problemas nas edificações analisadas devido às falhas de projeto, execução e
principalmente de manutenção, afetando diretamente o desempenho dos locais. Constatou-se que as manifestações
patológicas existem em todas as edificações aqui vistoriadas, com diferentes idades.

Os revestimentos argamassados e pinturas são sistemas que apresentam maior quantidade de problemas. As infiltrações
por água de precipitação, ascensão de água do solo por capilaridade e a falta de circulação de ar entre os ambientes
despontaram como a principal fonte das manifestações patológicas na maioria dos locais avaliados.

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A grande quantidade de manifestações patológicas identificadas e de edificações avaliadas inviabiliza a análise


individualizada das falhas existentes. Dessa forma, optou-se somente pela citação das manifestações patológicas de maior
relevância e com maior incidência nos locais das edificações selecionadas para este trabalho.

A Secretaria da Saúde e UBS (Unidade Básica de Saúde) demonstraram terem muitas deficiências em relação à prevenção
de manifestações patológicas de umidade, apresentando problemas de impermeabilização em vigas baldrame, falta de
manutenção da impermeabilização em telhados e lajes de cobertura, ineficiência na execução de peitoris de granito nas
janelas, além da falta de proteção adequada em platibandas, como rufos ou peitoris de revestimentos cerâmicos.

Com muita importância também e em grande intensidade nas edificações estudadas, aparecem as manifestações de mofo,
bolores e fungos, devido a uma série de fatores, mas principalmente a falta de circulação de ar e a constante umidade nos
elementos construtivos. O mofo em contato direto com os pacientes, pode gerar novas doenças ou dificultar as suas
recuperações.

Salienta-se que a prevenção nestes casos, torna-se a mais adequada ação para gerar novas e recorrentes reformas ou
manutenções. O plano de ação mais apropriado nestas edificações tornou-se os serviços de impermeabilização que deverá
ser adequado para cada ambiente e para cada elemento construtivo.

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http://dx.doi.org/10.4322/CBPAT.2020.006 ISBN 978-65-86819-05-2

ESTUDO COMPARATIVO DE ARGAMASSAS DE REVESTIMENTO REFORÇADAS COM


FIBRAS DE POLIPROPILENO

VICENTIN, ALINE MENEGAS DE BATISTON, EDUARDO ROBERTO


Engenheira Civil Engenheiro Civil
Unochapecó Unochapecó
Santa Catarina; Brasil Santa Catarina; Brasil
alivicentin@unochapeco.edu.br erbatiston@unochapeco.edu.br

LASTE, JOÃO PAULO MOSCHETTA DALLE


Engenheiro Civil
Unochapecó
Santa Catarina; Brasil
joaopaulo.dallelaste@unochapeco.edu.br

RESUMO

O presente artigo apresenta um estudo comparativo entre argamassas de revestimento reforçadas com fibras de
polipropileno de 6 e 12 mm de comprimento e uma argamassa de referência sem aditivo, com objetivo de avaliar o
efeito da fibra de polipropileno no combate ao surgimento de fissuras. Foram analisados os comportamentos das
misturas aplicadas em painéis expostos às intempéries, sobre aspecto de fissuração, aos 28 dias, além da realização de
ensaios de resistência de corpos de prova, ensaio de arrancamento, índice de consistência e umidade das amostras. Os
resultados indicaram que a presença das fibras melhora o desempenho da matriz cimentícia, diminuindo efeitos de
deformação, melhora o espalhamento e a aderência ao substrato, ocasionando maior resistência ao arrancamento, porém
reduz a retenção de água nos compósitos. Também se observou uma diminuição de cerca de 80% no comprimento total
de fissuras nos revestimentos, comparados à argamassa sem fibras. Além de ser um material leve e de baixo custo, a
fibra apresenta-se como uma solução eficaz para revestimentos mais duráveis.
Palavras-chave: argamassas, fissuração, fibra de polipropileno.

ABSTRACT

This paper presents a comparative study between coating mortars reinforced with polypropylene fibers of 6 and 12 mm
long and a reference mortar without additive, aiming to evaluate the effect of polypropylene fibers on cracking combat.
It was analyzed the behavior of composites applied on panels exposes to the weather, about cracking aspect, at 28 days,
besides body-prove resistance tests, extracting test, consistence and humidity index of the samples. The results indicated
that the fibers improve performance of the mortars, decreasing deformation effects, improves spreading and adhesion to
the substrate, causing greater extracting resistance, but reduces water retention in composites. It was also observed a
decrease in about 80% in the total length of cracks in coatings, compared to the fiber-free mortar. Besides being a light
and low-cost material, the fibers present as an efficient solution to more durable coatings.
Keywords: mortar, cracking, polypropylene fiber.

1. INTRODUÇÃO

Um dos mais importantes cartões de visita de um edifício é sua fachada. Cada vez mais altas e com diferentes tipos de
textura, elas têm a função de passar uma boa primeira impressão externa de qualquer obra. Dependendo da posição
geográfica das edificações, as fachadas podem sofrer mais ou menos com as ações climáticas (sol, chuva, vento), o que
pode resultar em uma das patologias mais comuns em rebocos externos, a fissuração do revestimento de argamassa.

As fissuras vão surgindo aos poucos e podem ser causadas por vários fatores, desde problemas estruturais, problemas
durante a execução do revestimento, até a escolha da composição e dos materiais da argamassa.

Há espaço no mercado da construção civil para inovações que tragam melhorias no desempenho dos materiais. Nesse
contexto, entra o estudo de reforço com fibras poliméricas, que se apresenta como uma alternativa diminuir as

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fissurações quando aplicadas em revestimentos externos.

As fibras poliméricas podem ser produzidas a partir de diversos materiais, como: policarbonato (CDs, garrafas),
polipropileno (brinquedos, recipientes), polietileno tereftalato (PET), entre outros.

É importante que tanto os materiais, como as próprias fibras, sejam corretamente escolhidos e dosados, pois do
contrário, podem comprometer a qualidade da argamassa (ALMEIDA; SICHIERI, 2006).

As fibras podem ser descritas como um material leve e resistente, um aditivo confiável à argamassa, capaz de suprir os
desafios de evitar a fissuração (MODRO et al., 2009).

Este trabalho teve como objetivo comparar o comportamento à fissuração de argamassas reforçadas com fibras e uma
argamassa de referência (sem fibras). Foram realizadas as caracterizações das argamassas, ensaios de resistência
mecânica, retenção de água e arrancamento, com objetivo de relacionar suas propriedades com a presença ou não de
fissuras.

2. MATERIAIS E MÉTODOS

2.1 Materiais

As fibras poliméricas utilizadas neste estudo foram fibras comerciais de polipropileno, de 18 µm de diâmetro e com 6 e
12 mm de comprimento, cedidas por um representante da empresa Maccaferri do Brasil. A quantidade de fibra utilizada
na argamassa seguiu as recomendações do fornecedor, de 200g por saco de cimento, ou proporcional.

O cimento escolhido foi o Cimento Portland CP II-F-32, que é usual em argamassas de revestimento. A cal foi do tipo
hidratada CH-III, muito usada em argamassas de revestimento.

Para o agregado miúdo, foi utilizado areia natural de leito de rio, fina, devido à disponibilidade na região. A composição
em volume de materiais secos escolhido foi 1:1:3 (THOMAZ 2001 apud PINTO; FIORITI, 2016), conforme Tabela 1.

Tabela 1 – Composições das argamassas


Mistura Referência Fibra 6 mm Fibra 12 mm
Cimento (Kg) 7 7 7
Cal (Kg) 7 7 7
Areia (Kg) 21 21 21
Fibra (g) - 28 28

2.2 Métodos

As características do agregado foram obtidas seguindo as orientações da NBR 7217 (ABNT, 1987). De acordo com a
NBR 7211 (ABNT, 2009), areia utilizada foi classificada como fina (módulo de finura = 1,43).

O principal método experimental realizado baseou-se nos estudos de Pinto e Fioriti (2016), que consistiu no preparo de
painéis de alvenaria e posterior ensaio de susceptibilidade à fendilhação, que não segue norma específica, e que
consistiu em uma observação visual à argamassa de revestimento aplicada nos painéis, por um período de 28 dias, de
modo a detectar a existência de fissuras.

O local para o levantamento dos painéis foi escolhido de forma que os mesmos tivessem a orientação solar Leste-Oeste
em cada uma das faces. Foram utilizados tijolos de 9 furos com as dimensões 24x19x11,5 cm (comprimento versus
altura versus largura). Para esta etapa, foi utilizada argamassa pronta para assentamento, sendo necessária somente a
adição de água.

Antes do levantamento da primeira fiada, foram corretamente posicionados os blocos com auxílio de bússola, e cada
painel para que os mesmos não fizessem sombra para os demais. Foram levantados ao todo 6 painéis com dimensões
60x50 cm (altura versus comprimento), conforme Figura 1, com juntas verticais e horizontais de 2 cm.

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Figura 1: Painéis em alvenaria aparente

Após 28 dias de cura, realizou-se o chapisco, o qual foi preparado com os mesmos materiais escolhidos para o
revestimento. Após 14 dias de cura do chapisco, realizou-se o revestimento dos painéis. Foram preparadas três
argamassas na betoneira, com os materiais escolhidos: Cimento Portland CP II-F-32, Cal Hidratada CH-III e areia fina,
na composição 1:1:3, e água, acrescentada aos poucos até se obter uma mistura trabalhável.

A primeira argamassa não contou com adição de fibra. Com a mesma, foram revestidos dois painéis em ambas as faces.
A espessura do revestimento, foi fixada em 1,5 cm para todos os painéis, indiferente da argamassa.

As próximas duas misturas receberam adição das fibras de polipropileno de 6 mm e 12 mm, nas proporções
recomendadas pelo fabricante. Foram revestidos outros dois painéis, para cada argamassa, com seu respectivo
comprimento de fibra. Os procedimentos foram realizados da mesma forma. Para cada uma das argamassas produzidas,
foi retirado uma amostra e imediatamente levada para laboratório para realização do ensaio de consistência (flow table),
e confecção dos corpos de prova para posterior ensaios de resistência à compressão e resistência à tração na flexão.

O índice de consistência de cada mistura foi obtido a partir da NBR 13276 (ABNT, 2002), que corresponde à média dos
diâmetros de três pontos distintos na mesa de flow.

Para os ensaios de resistência mecânica, foram preparados corpos de prova (CP) cilíndricos e prismáticos (3 de cada
para cada mistura), seguindo as orientações da NBR 7215 (ABNT, 1996) e NBR 13279 (ABNT, 2005),
respectivamente.

Após 24h, os corpos de prova foram desformados, e em seguida deixados para a cura de 28 dias ao ar livre.
Posteriormente ao término do tempo de cura, os 18 corpos de prova foram submetidos aos ensaios de resistência
mecânica, em máquina universal de ensaios. Antes, foi verificado a massa e as dimensões de todos os CPs, com o
auxílio de um paquímetro digital.

O ensaio de resistência de aderência à tração foi realizado de acordo com a NBR 13528 (ABNT, 2010), após 28 dias do
revestimento dos painéis. Foram realizados 16 ensaios para cada argamassa. A taxa de carregamento adotada foi de 5
N/s, de acordo com a norma e com base na resistência de aderência da primeira pastilha, que foi inferior a 0,20 Mpa.

Ao final do ensaio, foram coletadas três amostras de cada argamassa, as quais foram aferidas as massas, identificadas e
colocadas na estufa por 24 h, a uma temperatura de 105 ºC. Após, aferiu-se novamente a massa das amostras, afim de
obter a porcentagem de umidade contida em cada uma delas.

3. RESULTADOS E DISCUSSÃO

A partir dos dados obtidos do ensaio de índice de consistência (flow table), fez-se a determinação da média dos pontos,
conforme apresentado na Tabela 2.

Verificou-se que, enquanto as argamassas de referência e com fibra de 12 mm apresentaram índices próximos entre si, a
argamassa contendo fibra de 6 mm apresentou o menor índice de consistência, indicando, portanto, que esta argamassa
tem menor facilidade de se deformar sob ação de cargas. Isto se deve à boa aderência deste comprimento de fibra com a
matriz cimentícia.

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Tabela 2 – Índice de consistência das argamassas


Argamassa de
Medidas (mm) Argamassa com fibra de 6 mm Argamasssa com fibra de 12 mm
referência
Média 257,69 229,74 270,25
Desvio Padrão (DP) 0,17 3,18 4,51

Os resultados dos ensaios de resistência mecânica realizados nos corpos de provas podem ser observados na Tabela 3,
bem como o desvio padrão respectivo.

Tabela 3 – Resistência mecânica das amostras


Resistência mecânica (MPa)
Argamassa
Ensaio Desvio Padrão (DP)
Referência Fibra 6 mm Fibra 12 mm
Tração na flexão (prismático) 3,01 2,73 2,11 0,45
Compressão axial (prismático) 9,77 7,26 6,29 1,79
Compressão axial (cilíndrico) 5,50 6,82 5,38 0,80

Pôde-se notar que, nos ensaios de resistência à tração na flexão e compressão axial, os corpos de prova prismáticos com
argamassa de referência foram os que apresentaram os melhores resultados, seguidos pelos corpos de prova contendo
argamassa com fibras de 6 mm.

No entanto, na compressão de corpos de prova cilíndricos, os que continham argamassa com fibra de 6 mm foram os
que alcançaram as maiores resistências, seguidos então, pelos que continham argamassa de referência. Para os três
ensaios, a argamassa que continha fibra de 12 mm apresentou os piores resultados. O ensaio de compressão axial com
CPs prismáticos foi o que apresentou maior desvio padrão.

Após a análise dos dados do ensaio de arrancamento, foram determinadas às resistências de aderência à tração para as
argamassas. Foram também analisados os tipos de ruptura mais observados entre os corpos de prova. Em resumo, entre
os CP dos painéis com argamassa de referência, a forma de ruptura mais observada foi na interface revestimento/cola,
representando 38 % das pastilhas.

Nos painéis com fibras de 6 mm observou-se predominância de rupturas do revestimento, com uma parcela de ruptura
do substrato, em 50 % das pastilhas consideradas. Já, nos painéis com fibras de 12 mm, houve predominância de
rupturas do substrato, com uma parcela de ruptura do revestimento, em 38 % das pastilhas. Rupturas na interface
cola/pastilha foram desprezadas nesta análise, conforme recomendação da norma.

As resistências máximas e médias calculadas entre os corpos de prova são apresentadas na Tabela 4. Para o cálculo da
resistência média também foram desconsiderados os corpos de prova com rupturas na interface cola/pastilha.

Tabela 4 – Resistência máximas e médias entre os CPs


Resistência de aderência à tração (MPa)
Argamassa Resistência Máxima Resistência Média Desvio Padrão (DP)
Referência 0,41 0,20 0,02
Fibra 6mm 0,99 0,44 0,02
Fibra 12mm 0,80 0,34 0,03

Por meio das amostras retiradas dos painéis, observou-se que as amostras de referência apresentaram uma média de
6,60 % de umidade, enquanto as amostras com fibras de 6 mm e 12 mm, apresentaram umidade média entre 5,00 % e
5,40 %, respectivamente, conforme apresentado na Tabela 5, o que indica que as fibras, sujeitas de forma igual às
condições climáticas, contribuem para a redução da absorção de água, confirmando as afirmações de Pimentel et al.
(2006).

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Tabela 5 – Índice de unidade das amostras


% Umidade Desvio Padrão
Argamassa Nº de Amostras
Média (DP)
Referência 3 6,60 0,41
Fibra 6 mm 3 5,00 0,51
Fibra 12 mm 3 5,40 0,90

O ensaio de susceptibilidade à fendilhação consistiu num monitoramento aos painéis, a partir do dia seguinte à
aplicação do revestimento, por um período de 28 dias, para acompanhar o surgimento de fissuras.

Logo no primeiro dia, com a argamassa já seca, observou-se que praticamente todas as faces dos painéis apresentaram
fissuras. Os painéis com argamassa de referência foram nitidamente os mais afetados, enquanto os painéis com
argamassa acrescida de fibras, apresentaram fissuras mais finas.

As paredes com argamassa de fibras de 12 mm apresentaram pequenas “falhas” caracterizadas pelo agrupamento das
fibras, mostrando que esse comprimento de fibra não parece adequado para a utilização em revestimento. As
observações seguiram a cada 2 dias, sempre no período final da tarde.

A partir da quarta observação, todos os painéis contendo argamassa com fibras apresentaram estabilidade quanto ao
aparecimento e expansão das fissuras, e seguiram estáveis durante todo restante do acompanhamento do ensaio. Já os
painéis com argamassa de referência seguiram apresentando novas fissuras e expansões nos primeiros 15 dias, até a
oitava observação, quando estes então, começaram a se estabilizar.

Nas últimas duas observações, aos 26 e 28 dias, nenhum painel apresentou novas fissuras. Os comprimentos de fissuras
de cada observação foram registrados e o somatório de cada painel pode ser observado na Tabela 6 a qual apresenta um
resumo do comprimento total de fissuras aos 28 dias.

O resultado visual da face mais prejudicada de um dos painéis, correspondente a cada tipo argamassa, ao final deste
tempo, pode ser observado na Figura 2. Para melhor visualização, as fissuras foram desenhadas digitalmente.

Tabela 6 – Comprimento total de fissuras observadas nos painéis (cm)


Painéis
3º - Fibra 4º - Fibra 5º - Fibra 6º - Fibra ∑ Fachada
Fachada 1º - Ref. 2º - Ref.
6mm 6mm 12mm 12mm (cm)
Leste 109,0 116,0 12,5 7,0 37,5 13,5 295,5
Oeste 121,0 104,5 11,5 6,0 13,0 0,0 256,0
∑ Painel (cm) 230,0 220,5 24,0 13,0 50,5 13,5 -

Entre as argamassas com adição de fibras, a que obteve o melhor resultado durante os 28 dias, foi a argamassa contendo
a fibra de 6 mm, indicando ser esta a mais adequada para a redução da fissuração, seguida pela fibra de 12 mm, que
apresentou um bom resultado, mas em menor intensidade. Quanto a orientação solar em relação ao comprimento total
de fissuras, as fachadas lestes dos painéis foram as mais afetadas.

Quando analisados os resultados do ensaio de susceptibilidade à fendilhação com os ensaios de resistência mecânica à
compressão axial e à tração na flexão, percebe-se não haver uma correlação muito clara com as fissuras, pois de modo
geral, a argamassa de referência apresentou maiores resistências que às argamassas com fibras, e ao mesmo tempo,
sofreu mais com o surgimento de fissuras.

Entretanto, quando comparado com o ensaio de resistência de aderência à tração, observou-se uma correlação direta,
uma vez que as argamassas com fibras obtiveram as maiores resistências e isto se correspondeu nas observações dos
painéis, em que aqueles que foram revestidos com argamassa contendo as fibras de ambos os comprimentos,
apresentaram baixa fissuração dos revestimentos.

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(a) (b) (c)


Figura 2: Pior situação de cada painel com argamassa de referência (a), fibra de 6 mm (b) e fibra de 12 mm (c), ao final
dos 28 dias

4. CONCLUSÕES

Após análises dos resultados, observou-se que a mistura contendo adição de fibras de 6 mm apresentou melhor
desempenho com a matriz cimentícia.

Nos ensaios mecânicos, as fibras ocasionaram uma redução na resistência dos compósitos, quando avaliados à tração na
flexão e compressão axial (CPs prismáticos), comparados a argamassa de referência, contradizendo afirmações de
Paliga et al. (2013), que afirmavam que as fibras proporcionavam maiores resistências mecânicas aos compósitos. No
entanto, a argamassa contendo fibras de 6 mm apresentou os melhores resultados à compressão de corpos cilíndricos.

Quanto ao ensaio de aderência à tração, as fibras auxiliaram para obtenção das maiores resistências ao arrancamento. As
fibras também ajudaram na redução da absorção de água nas amostras.

Por fim, as fibras foram fundamentais para prevenção do surgimento de fissuras. Ao final dos 28 dias, o comprimento
total de fissuras dos painéis contendo as fibras foi cerca de 80% inferior aos painéis com argamassa de referência.

Os resultados de resistência mecânica dos corpos de prova não apresentaram correlação muito clara com as fissuras. Já
nas resistências de aderência à tração, observou-se uma correlação direta. As misturas com adição de fibras obtiveram
resultados mais altos de resistência à aderência, apresentando revestimentos de baixa fissuração.

Nos painéis com fibras de 12 mm, foram observados agrupamentos de fibras, mostrando dificuldade de mistura neste
comprimento de material. Somando este fato às mais baixas resistências mecânicas entre as argamassas analisadas,
pode-se afirmar que este comprimento de fibra não se apresenta adequado para este tipo de aplicação.

De maneira geral, as fibras de 6 mm apresentaram o melhor desempenho em comparação com as demais situações
estudadas a fim de reduzir a fissuração em argamassas de revestimento.

5. AGRADECIMENTOS

À empresa Macaferri do Brasil, por ceder as fibras para este estudo e à Unochapecó, pela seção dos espaços e estrutura
necessária para esta pesquisa.

REFERÊNCIAS

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Rio de Janeiro, 2009.

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resistência à compressão. Rio de Janeiro, 1996.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 7217: Agregados – Determinação da composição


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ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 13276: Argamassa para assentamento e


revestimento de paredes e tetos – Preparo da mistura e determinação do índice de consistência. Rio de Janeiro,
2002.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 13279: Argamassa para assentamento e


revestimento de paredes e tetos – Determinação da resistência à tração na flexão e à compressão. Rio de Janeiro,
2005.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 13528: Revestimento de paredes e tetos de


argamassas inorgânicas – Determinação da resistência de aderência à tração. Rio de Janeiro, 1995.

ALMEIDA, A. E. F. S.; SICHIERI, E. P. Propriedades microestruturais de argamassas de cimento Portland com


adições de minerais e poliméricas utilizadas na fixação de porcelanato. Cerâmica, v. 52, n. 323, pp. 174-179, Set.
2006.

MODRO, N. L. R. et al. Avaliação de concreto de cimento Portland contendo resíduos de PET. Revista Matéria,
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PALIGA, C. M.; REAL, M. V.; FILHO, A. C. Análise numérica de vigas de concreto armado reforçadas por
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PINTO, NAYRA ALBERICI; FIORITI, CESAR FABIANO. Desempenho de argamassas de revestimento


produzidas com borracha de pneus. Artigo (Mestrado em Engenharia Civil) – Universidade Estadual Paulista, São
Paulo, 2016.

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COMPARAÇÃO ENTRE A UTILIZAÇÃO DE MÉTODOS NÃO DESTRUTIVOS E SEMI-


DESTRUTIVOS NA AVALIAÇÃO DA RESISTÊNCIA DE ESTRUTURAS DE CONCRETO
ARMADO

N. M. B. MOTA G. A. D. BAHIA
Engenheira Civil/Professora Engenheira Civil/Professora
UniCEUB/FATECS UniCEUB/FATECS
Brasília/DF; Brasil Brasília/DF; Brasil
Neusa.mota@ceub.edu.br gabriela.bahia@ceub.edu.br

C. A. D. BAHIA R. G. RODRIGUES
Arquiteta Engenheira Civil
UniCEUB/FATECS UniCEUB/FATECS
Brasília/DF; Brasil Brasília/DF/ Brasil
carolduboc@gmail.com Rayssagomes13@hotmail.com

RESUMO

Este trabalho apresenta uma análise comparativa entre os resultados de ensaios semi-destrutivos de extração de
testemunhos e de ensaios de esclerometria, realizados em uma edificação situada em Brasília. O trabalho tem como
objetivo apresentar metodologias de ensaios complementares para a determinação da resistência à compressão do concreto
de forma a auxiliar no diagnóstico e prognóstico de edificações. Os ensaios foram realizados em duas vigas, de forma que
as localizações dos ensaios de extração fossem coincidentes com as localizações dos ensaios esclerométricos. Foi removido
um total de três testemunhos e realizados seis ensaios esclerométricos em cada viga. Os resultados obtidos permitiram
observar uma diferença de até 42,6% da resistência obtida pelos dois diferentes ensaios. Dessa forma, observa-se que o
método esclerométrico não deve ser considerado substituto de outros métodos, mas um método adicional ou um ensaio
complementar.
Palavras-chave: ensaios não destrutivos, esclerometria, resistência a compressão.

ABSTRACT

This paper presents a comparative analysis between the results of semi-destructive test of the extraction of testimonies
carried out and sclerometry testes permormed in a building located in Brasília. The objective of this paper is to present
complementary testing methodologies to determine the compressive strength of concrete to assist in the diagnosis and
prognosis of buildings. The tests were performed on two beams, so that the locations of the test extraction assays were
coincident with the locations of the sclerometric assays. A total of three cores were removed and six sclerometric tests were
performed on each beam. The results obtained showed a difference of up to 29.5% of the resistance obtained by the two
different tests. Thus, it is noted that the sclerometric method should not be considered as a substitute for other methods, but
an additional method or a complementary test.
Keywords: non-destructive testing, sclerometry, compressive strenght.

1. INTRODUÇÃO

Devido ao fato de Brasília apresentar uma idade superior a cinquenta anos, existe uma preocupação em relação a
estruturas de concreto armado das edificações, muitas vezes aparente, de atestar a sua durabilidade e verificar o seu
estado de degradação.

Uma das alternativas para a análise de deterioração de estruturas se faz por meio da utilização de métodos não
destrutivos e semi-destrutivos. De acordo com Mehta e Monteiro (2008) esses métodos podem ser utilizados para a
localização de fissuras, falhas, imperfeições e danos em meios heterogêneos como o concreto, podendo também detectar
áreas insalubres.

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Além disso, os referidos ensaios fornecem disponibilidade imediata dos resultados, rapidez na execução garantindo a
redução do custo com manutenção, uma vez que permitem a identificação de futuras manifestações patológicas
(MENEGHETTI, 2009).

Dentre os métodos existentes, destacam-se, neste trabalho, o ensaio esclerométrico, para a determinação da dureza
superficial do concreto e o ensaio de resistência à compressão axial em testemunhos de estrutura de concreto.

O esclerômetro é um aparelho que permite obter in loco, de forma simples e não destrutiva, a dureza superficial do
concreto para se chegar à estimativa de resistência à compressão desses elementos (MEDEIROS E PEREIRA, 2012).

O ensaio consiste em uma massa rígida (martelo de Schimidt) que após ser impulsionada por uma mola se choca contra
uma superfície através de uma haste com ponta em forma esférica. A energia deste impacto é, em parte, absorvida na
deformação permanente da superfície e, em parte, conservada elasticamente, proporcionando uma força de reação
contrária ao golpe aplicado, conforme a NBR 7584 (ABNT, 1995).

Por meio dessa força de repulsão e retorno do martelo se avalia o índice esclerométrico. Concluindo-se que, quanto
maior a rigidez do concreto menor a sua deformação e maior a energia de reação proporcionando um maior índice
esclerométrico.

Por se tratar de um ensaio de resistência superficial, os resultados obtidos são apenas representativos para uma camada
de até 5 cm de profundidade. No entanto, o ensaio é útil para estimar a homogeneidade do concreto, estimar a
resistência e verificar sobre a necessidade de realizar novos ensaios mais precisos, conforme a NBR 7584 (ABNT,
1995).

O ensaio de compressão axial simples é realizado para obter a resistência do concreto a compressão, permitindo a
avaliação da segurança estrutural de obras em andamento, nos casos de não conformidade da resistência à compressão
do concreto com os critérios da NBR 12655 (ABNT, 2015), e verificação da segurança estrutural em obras existentes,
tendo em vista a execução de obras de retrofit, reforma, mudança de uso, incêndio, acidentes, colapsos parciais e outras
situações em que a resistência à compressão do concreto deva ser desconhecida.

O equipamento utilizado para a extração de testemunhos deve permitir a obtenção de amostras homogêneas e íntegras
do concreto da estrutura e, a máquina para a realização do ensaio de compressão deve atender aos valores máximos
admissíveis determinados pela NBR NM ISO 7500-1 (ABNT, 2016).

Dessa forma, este trabalho tem o intuito de apresentar como as metodologias descritas acima podem auxiliar no
diagnóstico e prognósticos das edificações. Para isso, foi realizada uma análise comparativa, em uma edificação
comercial situada no Distrito Federal, entre os resultados de dureza superficial do concreto, para estimativa da
resistência, por meio de ensaio esclerométrico com os resultados de resistência à compressão axial obtidos através de
ensaios de resistênca à compressão axial em testemunhos da estrutura de concreto extraído de vigas.

2. METODOLOGIA

2.1 Localização e descrição das áreas ensaiadas

O estudo de caso foi realizado em uma edificação comercial situada no Setor Terminal Norte – 716 Conjunto C –
Brasília/DF.

Os ensaios de esclerometria e de extração de corpo-de-prova foram realizados em vigas de concreto armado, de forma
que os dois ensaios fossem realizados na mesma localização das vigas, procedendo-se primeiro ao ensaio de
esclerometria para posteriormente realizar a extração de testemunhos.

Os ensaios foram realizados em 6 (seis) diferentes áreas, sendo 3 (três) delas realizadas em uma viga, situada na Região
1, e as outras 3 (três) áreas em outra viga, situada na Região 2, conforme Figuras 1 e 2.

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Figura 1: Localização em planta dos ensaios realizados – Região 1

Figura 2: Localização em planta dos ensaios realizados – Região 2

2.2 Procedimento dos ensaios realizados

2.2.1 Esclerometria

As superfícies a serem ensaiadas foram lixadas com pedra de carborundum a fim de retirar a camada de impurezas,
umidade atmosférica e possíveis imperfeições da superfície do concreto. Dessa forma, a pedra foi pressionada contra a
superfície em movimentos circulares até se obter uma superfície homogênea e suficientemente plana para a execução do
ensaio, ficando a superfície regular para a realização do ensaio esclerométrico.

As áreas ensaiadas estavam afastadas das regiões afetadas por manifestações patológicas no concreto, concentração
excessiva de armadura, juntas de concretagem, arestas, etc. Foram evitadas regiões no meio do vão de vigas e regiões
próximas aos apoios dos elementos estruturais.

A definição da área ensaiada foi realizada considerando duas malhas de 20 cm x 20 cm, desenhadas com giz de cera
para melhor direcionamento do ensaio.

A execução do ensaio compreendeu um total de 16 pontos ensaiados dentro de cada malha, conforme observado nas
figuras 3a e 3b, de forma a garantir o espaçamento mínimo de 3 cm entre cada ponto e evitando-se golpes sobre
agregados, armaduras, bolhas ou qualquer outro fator que interfirisse no resultado. Não foi permitida a ocorrência de
mais de um golpe sobre o mesmo local.

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(a) (b)

Figura 3: (a) Malha executada em campo; (b) Detalhe da malha

Destaca-se que os ensaios de esclerometria foram realizados com o esclerômetro na posição horizontal, ou seja, com
angulação de 0°, conforme pode ser observado na Figura 4.

Figura 4: Posição horizontal

A utilização do martelo se deu de forma simples, sendo pressionado com a ponta ortogonal à superfície de forma a
comprimir totalmente a mola interna do aparelho, consequentemente esta mola solta-se após certa pressão e realiza-se
um golpe na superfície do elemento ensaiado. A leitura foi realizada no próprio medidor do martelo e anotada na
caderneta de campo, junto com o tipo, nome ou número do elemento que estava sendo ensaiado.

2.2.2 Análise esclerométrica

Primeiramente procedeu-se a média aritmética dos 16 (dezesseis) índices esclerométricos, desprezando-se todo índice
que estava afastado em mais de 10% do valor médio obtido, para mais ou para menos o valor da média. Em seguida
calculou-se novamente a média aritmética com os índices que sobraram, continuando este processo de exclusão de
valores até todos os valores estarem dentro do limite estabelecido.

O índice esclerométrico médio calculado foi utilizado para estimar a dureza superficial do concreto. Para isso, obteve-se
o valor no gráfico 1, de acordo com a posição do equipamento no ensaio em campo.

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Gráfico 1: Correlação Esclerometria

A definição da resistência aproximada do concreto foi obtida pelas equações apresentadas abaixo, Eq. 1, Eq. 2 e Eq. 3,
levando em consideração a variação de ± 4,0 para resultados entre 10 MPa e 20 MPa, ± 5,5 para resultados entre 40
MPa e 60 MPa e ± 7,0 para resultados superiores a 60 MPa.

(1)
(2)
(3)

Onde:
fck = resistência característica do concreto à compressão, em MPa;
média = média dos índices esclerométricos obtidos.

2.2.3 Extração de testemunhos

A posição (Figura 5) e a quantidade das extrações de testemunhos nas vigas seguiram as determinações do consultor da
obra, sendo realizadas no total 6 (seis) extrações de corpo de prova, sendo uma extração para cada duas malhas de
esclerometria realizadas.

Figura 5: Posição da extração do testemunho

Os testemunhos foram extraídos a uma distância maior ou igual ao seu diâmetro com relação às bordas do elemento
estrutural ou as juntas de concretagem. As distâncias mínimas entre as bordas das perfurações não foram inferiores a um
diâmetro do testemunho, e não foram cortadas armaduras.
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A retirada dos testemunhos, após o corte, foi realizada de forma a garantir um esforço ortogonal ao eixo do testemunho,
em seu topo, rompendo o concreto em sua base. Antes de caracterizar os testemunhos ensaiados, estes foram cortados,
utilizando serra diamantada dotada de refrigeração à água (retifica) para: correção da relação altura/diâmetro; retirada
de materiais, como manta de impermeabilização; obtenção de paralelismo entre os tipos e sua ortogonalidade com as
geratrizes.

A determinação das massas dos testemunhos foi realizada de duas formas, a saber: quando os topos dos testemunhos
foram regularizados por retífica, a determinação da massa se deu após o corte do testemunho e a retífica dos topos;
quando os topos dos testemunhos foram regularizados por capeamento, a determinação da massa foi feita após o corte
dos testemunhos e antes do capeamento.

Os diâmetros utilizados para o cálculo das áreas das seções transversais foram obtidos por meio das médias de duas
medidas ortogonalmente opostas, realizadas na metade das alturas dos testemunhos, com exatidão de 0,1 mm. Os
comprimentos dos testemunhos foram obtidos por meio das médias de três determinações, realizadas com exatidão de
0,1 mm, em geratrizes aproximadamente equidistantes entre si. Essas medidas foram tomadas apís a retífica dos topos.
Os volumes dos testemunhos foram obtidos conforme a NBR 7680-1 (ABNT, 2015), a partir das medidas médias do
diâmetro e altura.

2.2.4 Ensaio de compressão axial simples

Para a realização do ensaio de compressão axial simples centralizou-se o corpo de prova capeado no prato inferior, com
o auxílio de círculos concêntricos de referência.

Posteriormente, aplicou-se uma carga gradual até atingir a resistência máxima do corpo de prova, sendo esta
identificada quando houvesse queda de força que indicasse sua ruptura.

Em seguida, observou-se o tipo de ruptura do corpo de prova, e calculou-se a resistência à compressão do concreto,
dividindo a carga da ruptura pela área da seção transversal do corpo de prova, sendo o resultado expresso com
aproximação de 0,1 MPa.

3. RESULTADOS

3.1 Esclerometria

Os resultados estão apresentados em ordem numérica crescente, Quadros 1 e 2, referente ao número da área delimitada
para o ensaio, sua localização está apresentada nas figuras 1 e 2, do item 2 deste artigo.

Quadro 1: Resultado da esclerometria na região 1


ELEMENTOS
ESCL 01 ESCL 02 ESCL 03
LEITURA
ENSAIO ENSAIO ENSAIO ENSAIO ENSAIO ENSAIO
01 02 01 02 01 02
1 44 44 52 44 48 50
2 50 44 38 44 48 51
3 48 46 42 46 48 48
4 40 48 44 46 54 46
5 44 48 44 52 48 48
6 44 46 50 42 48 48
7 42 36 44 44 54 45
8 44 42 42 50 50 51
9 46 48 44 40 56 54
10 50 50 40 42 48 54
11 50 42 44 40 48 49
12 42 46 40 44 56 54
13 48 42 44 40 48 52
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Quadro 1: Resultado da esclerometria na região 1 (Continuação)


ELEMENTOS
ESCL 01 ESCL 02 ESCL 03
LEITURA
ENSAIO ENSAIO ENSAIO ENSAIO ENSAIO ENSAIO
01 02 01 02 01 02
14 46 46 36 44 48 48
15 48 40 44 44 47 50
16 48 40 42 44 53 44
MÉDIA 45,9 44,3 43,1 44,1 50,1 49,5
DESVIO
3,1 3,7 3,9 3,3 3,2 3,1
PADRÃO
IE 46,3 44,4 42,8 43,1 49,3 49,9
Fck (MPa) 43,9 ± 6,5 40,9 ± 6,5 38,4 ± 6,0 38,9 ± 6,0 48,8 ± 6,5 49,8 ± 6,5

Observa-se pelo Quadro 1, que para o ensaio 01 obtido para a esclerometria 01, os valores de resistência estimados
abaixo de 41,3 MPa e acima de 50,5 MPa foram descartados, sendo a média de 46,3 MPa obtida com os valores obtidos
dentro do intervalo de 41,3 MPa a 50,5 MPa. Isso pode ser observado também para os demais ensaios, sendo a
delimitação para a determinação da média para o ensaio 02, escl. 01, o intervalo de 39,9 MPa a 48,7 MPa; ensaio 01,
escl. 02, intervalo de 38,8 MPa e 47,4 MPa; ensaio 02, escl. 02, intervalo de 39,7 MPa a 48,8 MPa; ensaio 01, escl. 03,
intervalo de 45,1 MPa a 55,1 MPa; ensaio 02, escl. 03, intervalo de 44,6 MPa a 54,5 MPa.

Observadas as médias obtidas do índice esclerométrico (IE) para cada conjunto de dois ensaios, observa-se que para o
ESCL 01, a resistência a compressão do concreto foi de 45,4 MPa, para ESCL 02, de 43,0 MPa e para o ESCL 03, de
49,6 MPa. Todos esses valores de resistência foram obtidos para um mesmo elemento de viga. Dessa forma, é possível
observar uma variabilidade máxima de resistência de 13,3%, que apesar de ser um valor considerável, corresponde a um
desvio padrão de 3,0 a 3,8, não representando uma variação significativa devido a proximidade dos intervalos.

Nota-se que os resultados de resistência a compressão apresentaram valores da ordem de 40 MPa, o que pode não
representar a resistência ideal do concreto. Isso pode ter ocorrido devido ao posicionamento do equipamento em regiões
de concentração de agregados, o que pode acarretar em uma média elevada para a real resistência do concreto.

Quadro 2: Resultado da esclerometria na região 2


ELEMENTOS
ESCL 04 ESCL 05 ESCL 06
LEITURA
ENSAIO ENSAIO ENSAIO ENSAIO ENSAIO ENSAIO
01 02 01 02 01 02
1 46 42 48 44 43 44
2 40 40 49 52 42 47
3 42 42 44 42 46 46
4 40 40 52 50 46 46
5 44 41 40 42 40 48
6 41 46 48 48 50 49
7 44 43 48 52 44 46
8 44 40 38 44 38 50
9 40 43 40 43 44 50
10 44 40 40 42 40 44
11 50 45 34 32 42 43
12 45 44 36 46 54 45
13 40 40 46 48 48 44
14 40 41 32 48 44 48
15 53 40 48 34 45 45
16 43 41 46 42 44 51
MÉDIA 43,5 41,8 43,1 44,3 44,4 46,6

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Quadro 2: Resultado da esclerometria na região 2 (Continuação)


ELEMENTOS
ESCL 04 ESCL 05 ESCL 06
LEITURA
ENSAIO ENSAIO ENSAIO ENSAIO ENSAIO ENSAIO
01 02 01 02 01 02
DESVIO
3,8 1,9 6,0 5,6 4,0 2,5
PADRÃO
IE 42,4 41,5 42,7 44,4 43,7 46,6
Fck (MPa) 37,7 ± 6,0 36,3 ± 6,0 38,2 ± 6,0 40,8 ± 6,5 39,8 ± 6,0 44,4 ± 6,5

Observa-se pelo Quadro 1, que para o ensaio 01 obtido para a esclerometria 04, os valores de resistência estimados
abaixo de 39,2 MPa e acima de 47,9 MPa foram descartados, sendo a média de 43,5 MPa obtida com os valores obtidos
dentro do intervalo de 39,2 MPa a 47,9 MPa. Isso pode ser observado também para os demais ensaios, sendo a
delimitação para a determinação da média para o ensaio 02, esclerometria 04, o intervalo de 37,6 MPa a 46,0 MPa;
ensaio 01, esclerometria 05, intervalo de 38,8 MPa e 47,4 MPa; ensaio 02, esclerometria 05, intervalo de 39,9 MPa a
48,8 MPa; ensaio 01, esclerometria 06, intervalo de 40,0 MPa a 48,8 MPa; ensaio 02, esclerometria 06, intervalo de
41,9 MPa a 51,3 MPa.

Observadas as médias obtidas do índice esclerométrico (IE) para cada conjunto de dois ensaios, observa-se que para o
ESCL 04, a resistência a compressão do concreto foi de 42,0 MPa, para ESCL 05, de 43,6 MPa e para o ESCL 06, de
45,2 MPa. Todos esses valores de resistência foram obtidos para um mesmo elemento de viga (localizada na região 2).
Dessa forma, é possível observar que não houve grande variabilidade de resultados de resistência, representando uma
variação máxima de 4,7%, sendo considerada uma variação aceitável, o que corresponde a um desvio padrão com
desvio padrão variando de 1,9 a 6,0.

Nota-se também que os resultados de resistência a compressão do concreto apresentaram valores altos da ordem de 40
MPa. Isso pode ter ocorrido devido ao concreto analisado apresentar um elevado teor de agregados graúdos,
posicionando valores de resistência superiores, o que pode produzir uma média elevada para a resistência real do
concreto.

Isso pode ter ocorrido devido ao concreto analisado apresentar um elevado teor de agregados graúdos, posicionando
valores de resistência superiores, o que pode produzir uma média elevada para a resistência real do concreto.

3.2 Ensaio de resistência a compressão simples do concreto

Os resultados de resistência à compressão simples dos corpos de prova estão apresentados no Quadro 3. As numerações
dos testemunhos correspondem a mesma numeração do ensaio esclerométrico.

Quadro 3: Resultados de resistência a compressão simples do concreto


ELEMENTOS
CORPO DE
RESISTÊNCIA COMPRIMENTO DIÂMETRO
PROVA FORÇA (kN) MASSA (g)
(MPa) (cm) (cm)
CP-01 36,9 289,60 19,7 10 3711,7
CP-02 41,5 325,80 19,5 10 3675,8
CP-03 38,7 303,80 19,6 10 3592,2
CP-04 24,1 189,15 19,5 10 3574,9
CP-05 44,8 352,00 19,3 10 3589,7
CP-06 35,7 280,00 19,9 10 3674,6

Por meio do quadro 3 é possível observar que a variação máxima dos resultados de resistência a compressão simples do
concreto para a viga da região 1, que engloba os resultados de CP-01, CP-02 e CP03 foi de 11,1%, correspondendo a
uma média de resistência a compressão de 39 MPa, desvio padrão de 2,3 e coeficiente de variação de 0,06 e para a viga
situada na região 2, CP-04, CP-05 e CP-06, foi de 46,2%, o que corresponde a uma média de 34,9 MPa, desvio padrão
de 10,4 e coeficiente de variação de 0,3.

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Dessa forma, é possível notar que a variação dos resultados foi expressiva para a viga situada na região 2, enquanto para
a viga situada na região 1 a variação dos resultados não foi significativo.

Para melhor entendimento dos resultados, apresenta-se a seguir o gráfico 2, com os resultados comparativos dos ensaios
de esclerometria e dos de resistência a compressão simples para cada área ensaiada.

Gráfico 2: Resultados comparativos entre esclerometria e resistência a compressão simples do concreto

Observa-se por meio do gráfico 2 que a área em que houve maior discrepância entre os resultados de resistência obtidos
por meio do ensaio esclerométrico e do ensaio de resistência a compressão simples foi ocorrido para a viga situada na
região 2, esclerometria 4 e CP-04, seguida do resultado da esclerometria 3 e CP-03, viga situada na região 1. Essas
discrepâncias foram de 17,9 MPa, representando 42,6% em relação ao resultado obtido pelo ensaio de compressão
simples e, diferença de 10,9 MPa, representando 22,0% de diferença em relação ao resultado de compressão simples,
respectivamente.

Esses resultados podem ser mais bem observados nos Gráficos 3 e 4, dispostos a seguir.

20,0 17,9

15,0 12,6
10,9
9,5
Diferença em MPa

10,0 8,5 7,7


6,0 6,7

5,0
1,5 1,0 1,3 0,9
0,0
1 2 3 4 5 6
Número do ensaio ESCL e de CP

N° dos corpos de prova e ensaios esclerometricos Desvio Padrão

Gráfico 3 – Diferença em MPa dos resultados obtidos por meio da esclerometria e do ensaio de compressão simples

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45,0 42,6
40,0
35,0
30,0
22,0
Diferença em %

25,0 20,9
18,6
20,0
15,0 12,6
10,0 6,0 7,7 6,7
3,4 2,9
5,0 1,0 0,9
0,0
1 2 3 4 5 6
Número do ensaio ESCL e de CP

Diferença em MPa Desvio padrão

Gráfico 4 – Diferença em % dos resultados obtidos por meio da esclerometria e do ensaio de compressão simples

Observa-se nos Gráficos acima que a diferença entre os valores previstos para a resistência característica do concreto a
compressão por meio do ensaio esclerométrico e por meio do ensaio a compressão simples do concreto foram elevados,
para os ensaios de ESCL01 e CP-01, ESCL03 e CP-03, ESCL04 e CP-04 e ESCL06 e CP-06, sendo consideradas
aceitáveis as variações apenas para os ensaios ESCL02 e CP-02 e ESCL05 e CP-05.

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Os resultados de resistência à compressão do concreto obtidos por meio do ensaio de esclerometria apresentaram grande
variabilidade quando observadas as médias dos resultados da ESCL 01 (45,4 MPa), ESCL 02 (43,0 MPa) e ESCL 03
(49,6 MPa) para a viga situada na região 1, sendo essa variabilidade de 13,3%, e pequena variabilidade quando
comparadas as médias da ESCL 04 (42,0 MPa), ESCL 05 (43,6 MPa) e ESCL 06 (45,2 MPa) para a viga situada na
região 2, variabilidade máxima de 4,7%.

Apesar da grande variabilidade dos resultados obtidos o uso do método não deve ser descartado, pois auxilia na
avaliação da resistência a compressão do concreto. Além disso, com maior conhecimento da composição do concreto
analisado e com a utilização de um campo amostral maior, mais acurados podem ser os resultados fazendo uso das
curvas de correlação com os materiais utilizados.

Por meio da análise comparativa entre os valores de resistência à compressão do concreto obtidos por meio da
esclerometria e por meio do ensaio a compressão simples do concreto observou-se uma grande variabilidade nos
resultados, atingindo uma diferença de até 17,9 MPa, representando 42,6% para o ESCL04 e CP-04.

Dessa forma, observa-se que o método esclerométrico não obteve os resultados esperados, isso pode ter ocorrido devido
ao pequeno campo amostral utilizado para as análises, que pode não ter sido suficiente para comparar as resistências
obtidas pelo método esclerométrico com o ensaio de resistência a compressão. Além disso, podem ter ocorrido erros na
execução do ensaio, uma vez que não foram considerados o teor de umidade das amostras rompidas, a profundidade de
carbonatação das amostras analisadas. O processo de extração das amostras também podem ter gerado danos e
microfissuras internas que prejudicam, respectivamente o modo de ruptura e a resistência mecânica do concreto.

De maneira geral, nota-se que os ensaios não destrutivos podem ser utilizados na avaliação da resistência a compressão,
sempre que seja elaborada uma curva de correlação com os materiais utilizados, principalmente nos concretos de
menores resistências que apresentam maior variabilidade em seus resultados.

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REFERÊNCIAS

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controle, recebimento e aceitação – Procedimento. Rio de Janeiro, 2015.

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verificação de máquinas de ensaio estático uniaxial – Parte 1. Rio de Janeiro, 2016.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 7584: Concreto endurecido – Avaliação da dureza
superficial pelo esclerômetro de reflexão. Rio de Janeiro, 1995.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 7680: Concreto – Extração, preparo, ensaio e análise
de testemunhos de estruturas de concreto – Parte 1. Rio de Janeiro, 2015.

MEDEIROS, M. H. F., PEREIRA, E. Ensaio de “Pull Off” para avaliar a resistência à compressão do concreto:
uma alternativa aos ensaios normalizados no Brasil. Rev. IBRACON Estrut. Mater., vol. 5, n° 6, São Paulo, 2012, p.
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MEHTA, P. K.; MONTEIRO, P. J. M. Concreto microestrutura, propriedade e materiais. Editora IBRACON, 2008.
751p .

MENEGUETTI, L. C. Avaliação de estruturas acabadas. Cascavel, PR, Universidade Estadual do Oeste do Paraná,
2009, 34p.

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http://dx.doi.org/10.4322/CBPAT.2020.008 ISBN 978-65-86819-05-2

UM ESTUDO SOBRE AS MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS DAS CONSTRUÇÕES EM


CONDOMÍNIOS DE PRÉDIOS RESIDENCIAIS NA REGIÃO METROPOLITANA DA
GRANDE VITÓRIA-ES

VERONEZ, MARCELO
Engenheiro Civil, MSc.
Consultor Especialista em Engª de Patologia das Construções
Espírito Santo; Brasil
mveronez@hotmail.com

RESUMO

Este trabalho apresenta um estudo do histórico das patologias das construções apontadas em 17 laudos de inspeção
predial realizados em condomínios de prédios residenciais na região metropolitana de Vitória/ES. As inspeções
prediais, realizadas nos últimos 10 anos, avaliaram as áreas comuns de prédios com idades entre 6 meses e 22 anos de
entregues, e apontaram em média, 32 manifestações patológicas, 47 não conformidades com as normas técnicas da
ABNT, e 38 não atendimentos à boa prática de engenharia, num total de 117 apontamentos. Ao final, observou-se que a
maior parte das manifestações patológicas encontradas nas edificações estudadas, percentual superior a 80%, se
concentrou entre os itens de Projeto, de Especificação Técnica, e de Execução de Instalações Hidrossanitárias, de
Paredes em Alvenaria, e de Impermeabilização; e um item importante observado no estudo foi que as construções mais
novas foram aquelas que apresentaram a maior quantidade de apontamentos por laudo técnico.
Palavras-chave: falhas, laudo técnico, patologia das construções.

ABSTRACT

This paper presents a study of the pathologies identified in 17 building inspection reports carried out in condominiums
of residential buildings in the metropolitan region of Vitória/ES. The building inspections, carried out in the last 10
years, evaluated the common areas of buildings aged between 6 months and 22 years of delivery, and indicated, on
average, 32 pathological manifestations, 47 non-compliance with ABNT technical standards, and 38 non-attendance to
good engineering practice in a total of 117 notes. In the end, it was observed that most of the pathological
manifestations found in the studied buildings, higher than 80%, were concentrated among the Design, Technical
Specification, and Execution of Hydro Sanitary Installations, Masonry Walls, and Waterproofing; and an important item
observed in the study was that the newer constructions were those that presented the highest number of notes by
technical report.
Keywords: failures, technical report, building pathology.

1. INTRODUÇÃO

A Inspeção Predial é uma ferramenta que tem o propósito de avaliar o estado atual de conformidade de uma edificação,
analisando diversos aspectos, como os de desempenho, de vida útil, de segurança, o estado de conservação da
edificação, o cumprimento das manutenções preventivas, a exposição ambiental, a forma de utilização e de operação,
observando as expectativas atuais dos seus proprietários (IBAPE, 2005).

O profissional de engenharia busca durante a Inspeção Predial detectar, numa primeira etapa, as anomalias e falhas nos
elementos do imóvel e classificá-las de acordo com uma escala de grau de urgência e de risco. Uma vez mapeados todos
estes elementos, ele deve apresentar um plano de correção, um plano de manutenção, e os serviços que devem ser
realizados para a reabilitação das anomaliaa e das falhas observadas. O plano de correção deve ser executado por uma
empresa de construção especializada para garantir a manutenção correta e o conserto daqueles sistemas que não estavam
funcionando satisfatoriamente, segundo a concordância dos proprietários (IBAPE, 2009).

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Em um segundo momento da Inspeão Predial, também devem ser apontados os não-atendimentos aos requisitos das
normas técnicas da ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas, do Corpo de Bombeiros local, da Prefeitura, e
outros padrões e normas que sejam cabíveis. E ainda, em um terceiro momento, o atendimento às boas práticas da
construção (LICHTENSTEIN, 1985; VERÇOZA, 1991).

Na avaliação das manifestações patológicas, em consenso entre técnicos e proprietários, especial atenção deve dada aos
probemas que podem ser encontrados nas estruturas. O primeiro motivo para esta atenção especial, vem da
possibilidade de acontecimento de falhas catastróficas, e o segundo motivo vem do aumento de custo considerável para
o reparo de uma falha estrutural, com o passar do tempo, por exemplo, quando as armaduras já foram comprometidas
pela corrosão (CÁNOVAS, 1998; HELENE, 1992).

Verçosa (1991) destaca a responsabilidade dos profissionais de engenharia desde a etapa de projeto até a execução de
uma edificação, e comenta que o conhecimento das patologias, em maior ou menor grau, para todos que trabalham na
atividade de construção civil é de suma importância, pois quando se conhecem os defeitos que uma edificação pode
apresentar, e as suas causas, é menos provável que se cometam os mesmos erros em situações idênticas. Este trabalho
sumariza dados do trabalho de Inspeção Predial realizados pelo autor nos últimos 10 anos com esta intenção.

2. METODOLOGIA

Nesta seção estão apresentadas as metodologias de realização das Inspeções Prediais e da apresentação dos dados
constantes dos laudos entregues aos proprietários.

2.1 Realização das inspeções

Segundo o IBAPE (2009), a Inspeção Predial é uma vistoria da edificação para avaliar suas condições técnicas,
funcionais e de conservação, e o critério utilizado para elaboração da Inspeção baseia-se na análise do risco mediante o
uso e a exposição ambiental. Neste contexto, a análise do risco consiste na classificação das anomalias ou falhas
detectadas nos diversos componentes de uma edificação, quanto ao grau de urgência, relacionado com fatores de
conservação, depreciação, saúde, segurança, funcionalidade e dos sistemas da edificação.

As Inspeções Prediais, ainda segundo o IBAPE (2009), são classificadas de acordo com o nível de complexidade
pretendido pelo inspetor que, geralmente, é função da finalidade da inspeção, e os níveis de complexidade podem ser:

• Inspeção Predial de Nível 1 – realizada com uma vistoria para a identificação das anomalias aparentes,
elaboradas por um profissional habilitado;

• Inspeção Predial de Nível 2 – realizada com uma vistoria para identificação de anomalias aparentes
identificadas com o auxílio de equipamentos, elaborada por profissionais de diversas especialidades; e

• Inspeção Predial de Nível 3 – realizada com uma vistoria para identificação de anomalias aparentes e ocultas
constatáveis com o auxílio de equipamentos, incluindo testes e ensaios locais e/ou laboratoriais específicos,
elaborada por profissionais de diversas especialidades.

Em todas as Inspeções Prediais apresentadas neste trabalho foi adotado pelo inspetor o Nível 2 de complexidade, sendo
realizadas vistorias para identificação de anomalias aparentes, e a identificação com o auxílio de equipamentos.

A classificação da Qualidade de Manutenção, por sua vez, considera as falhas constatadas na edificação, as rotinas e a
execução das atividades de manutenção e as taxas de sucesso, dentre outros aspectos. Nessa avaliação:

• A Qualidade da Manutenção Atende – quando o sistema ou o elemento fonte de manutenção está em pleno
funcionamento, desempenhando a sua função plenamente;

• A Qualidade da Manutenção Atende Parcialmente – quando o sistema funciona, porém com falha no seu
desempenho; ou

• A Qualidade da Manutenção Não Atende – quando o sistema não desempenha mais a função esperada.

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Para a classificação do uso da edificação, observam-se as condições originais e os seus sistemas construtivos, além dos
limites de utilização e suas formas, e assim o uso da edificação pode ser classificado em:

• Uso Regular – quando a edificação é utilizada segundo a concepção original e seguindo aos limites e formas de
utilização dos seus sistemas construtivos; ou

• Uso Irregular – quando a edificação não é utilizada segundo a concepção original e seguindo aos limites e
formas de utilização dos seus sistemas construtivos.

Ainda segundo o IBAPE (2009), as anomalias encontradas por ocasião da Inspeção Predial são classificadas quanto ao
seu Grau de Urgência, sendo eles:

• Grau de Urgência Crítico – quando a anomalia apresenta risco iminente contra a saúde e segurança;

• Grau de Urgência Regular – quando a anomalia apresenta risco à funcionalidade; e

• Grau de Urgência Mínimo – quando a anomalia apresenta risco de desvalorização precoce.

Em todas as Inspeções Prediais apresentadas neste trabalho o avaliador apontou o Grau de Urgência para cada uma das
anomalias, sejam manifestações patológicas, não conformidades com as normas técnicas da ABNT, ou não
atendimentos à boa prática de engenharia.

As Inspeções Prediais, ao final, têm o propósito de classificar também a edificação quanto ao seu estado de
conservação, segundo o IBAPE (2009), podendo ela estar enquadrada em:

• Estado de Conservação Crítico – quando a edificação possui anomalias classificadas com Grau de Urgência
Crítico, ou seja, sem condições de uso;

• Estado de Conservação Regular – quando a edificação contém anomalias classificadas com Grau de Urgência
Regular, ou seja, sujeito a reparos; ou

• Estado de Conservação Satisfatório – quando a edificação não contém anomalias significativas, estando ela em
situação normal.

Em todas as Inspeções Prediais apresentadas neste trabalho as edificações foram classificadas quanto ao Estado de
Conservação, seguindo os critérios do IBAPE (2005;2009).

As Inspeções Prediais deste trabalho foram realizadas em prédios de apartamentos residenciais entre 6 e 16 pavimentos,
por solicitação expressa do responsável pela edificação, via de regra, o Síndico do Condomínio. Nestas ocasiões, as
solicitações já vieram com informações iniciais de que havia manifestações patológicas de Grau de Urgência Crítico,
especialmente por envolver elementos estruturais. Esta informação é importante, pois o universo de anomalias estudado
faz parte daquele onde as edificações já possuem histórico crônico de manifestações patológicas, ou seja, em princípio
não constam neste trabalho edificações bem projetadas, bem excutadas e bem manutenidas e utilizadas, segundo o que
se entende por Lichtenstein (1985) e Verçoza (1991).

Para cada registro de anomalia encontrado nas inspeções, um perfil foi descrito utilizando um check-list previamente
elaborado pelo autor. Os principais itens deste check-list são:

1. O elemento no qual se observou a anomalia foi construido assim como projetado? Observando projetos,
desenhos, especificações, etc;

2. O projeto/especificação do elemento no qual se observou a anomalia era adequado? Observando detalhes


construtivos, compatibilidade entre materiais, solicitações de esforços mecânicos, etc;

3. O elemento no qual se observou a anomalia tinha o seu uso descrito no Manual do Proprietário? Observando se
estavam especificados os limites de utilização para o elemento;

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4. Os usuários conheciam o uso do elemento no qual se observou a anomalia, assim como estava descrito no
Manual do Proprietário?

5. O elemento no qual se observou a anomalia tinha a sua manutenção preventiva ou preditiva descrita no Manual
do Proprietário?

6. Os funcionários/responsáveis conheciam a manutenção do elemento no qual se observou a anomalia, assim


como estava descrito no Manual do Proprietário?

7. O elemento no qual se observou a anomalia ou falha já havia passado por outra inspeção predial antes da
realização da atual?

8. O elemento no qual se observou a anomalia já havia passado por manutenção corretiva (por pelo menos 1 vez)
antes da atual inspeção?

9. O elemento no qual se observou a anomalia, na percepção do usuário/responsável, continua em avanço no


processo de degradação?

10. O elemento no qual se observou a anomalia, na percepção do usuário/responsável, corresponde a uma


ocorrência “crítica”? Considerada como “crítica” aquela anomalia que demanda uma manutenção corretiva
imediata.

As respostas para as perguntas acima – registradas nos check-lists, após subsidiarem a confecção do laudo da inspeção,
foram catalogadas e mantidas para utilização posterior.

É importante observar que algumas destas questões levantadas no check-list não foram atendidas por algumas das
edificações por inobservância ou improcedência do questionamento, como por exemplo, nas edificações mais antigas,
que não foram construidas em uma realidade da construção civil que se mantinha um Manual do Proprietário com todas
as recomendações avaliadas.

3. APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS

Nesta seção estão apresentadas as compilações dos resultados da avaliação das anomalias ou falhas nas 17 edificações
residenciais (prédios de apartamentos), levadas em consideração as perguntas respondidas no check-list, apresentadas
na seção anterior.

É importante frisar que os dados deste trabalho se tratam de resultados de inspeções onde já se sabia de antemão que
havia anomalias e falhas nas edificações, por solicitação expressa dos proprietários, não sendo neste sentido um estudo
que contemple aleatoriedade e, logo, rigor nas indicações dos resultados.

Num primeiro instante, estão apresentadas, caso a caso, as anomalias constantes dos questionamentos que foram
apresentados no item anterior, isoladamente uma da outra, para se ter uma condição de avaliar a frequência que
acontecem cada tipo de anomalia, mesmo que não sejam a ocorrência que preponderou como causa da anomalia. Isto,
por que pode ter ocorrido mais de uma anomalia em um mesmo elemento, não sendo uma delas a responsável pelo mau
funcionamento ou falha do elemento.

Mais adiante estão apresentadas a relação contendo todas as ocorrências em conjunto, avaliando-se qual foi a causa
principal da anomalia segundo o que foi entendido pelo inspetor naquela ocasião de confecção do laudo de Inspeção
Predial.

A Tabela 1 – apresentada a seguir, mostra a relação de ambientes avaliados nas Inspeções Prediais estudadas neste
trabalho, nas quais foram apontados anomalias ou falhas. Pode-se observar a grande diversidade de ambientes, sendo
possível identificar praticamente todos os compartimentos que podem fazer parte de uma edificação típica daquelas que
foram estudadas – prédios residenciais entre 6 e 16 pavimentos.

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Tabela 1 – Lista de ambientes avaliados nas inspeções prediais estudadas


Ambientes Avaliados
Setor Ambiente/local Setor Ambiente/local
Loja Laje sem impermeabilização
Lavanderia Laje impermeabilizada
Academia Laje em pavimento de serviço
Cozinha Telhado em madeira
Serviço Banheiro Platibanda revestida com cerâmica
Vestiário Platibanda revestida com pintura
Oficina Platibanda em concreto aparente
Telhado/cobertura
Almoxarifado Rufos em concreto
Laje de serviço (ar condicionado) Rufos em metal
Churrasqueira Calhas em concreto
Piscina Calhas em alvenaria
Cozinha de A.L. Calhas em metal
Playground Laje técnica (de antenas)
Quadra revestida em cimentado Dispositivos para andaime externo
Quadra revestida em borracha Jardineiras em lajes
Lazer
Quadra revestida em madeira Jardineiras em fachada
Quadra revestida em grama sintética Jardineiras em pisos
Sauna Jardim seco
Jardim e afins
Área de repouso (área molhada) Jardim molhado
Área de repouso (área seca) Horta em área aberta (descoberta)
Salão de festas Horta em área fechada (coberta)
Garagem em subsolo Gramado natural
Garagem em ambiente aberto Fosso de elevador
Garagem em pavimento elevado Casa de máquinas de elevador
Rampa de acesso de automóveis Vão de elevador
Rampa de elevação de automóveis Área de correspondências (armários)
Portão automático de automóveis Sala de estar
Garagem Portão manual de automóveis Banheiro de visitantes
Área de manobra Banheiro de serviço
Pista de acesso Banheiro de portaria
Área de lava-jato Almoxarifado (materiais)
Oficina/manutenção Sala de segregação de lixo
Depósito Lixeiras
Armários de Garagem/Boxes Elevador de serviço
Hall de entrada Elevador social
Hall de elevador Elevador de acessibilidade
Dependências
Sala da portaria Elevador de automóveis
Escritório de Síndico Escada em madeira/decorativa
Bicicletário Recepção de serviço
Refeitório Recepção social
Cozinha Sala de estar/recepção
Escada de saída de emergência Área de ventilação (natural)
Dependências
Escada de acesso Área de ventilação (forçada)
Calçada externa Sala de dutos de ar condicionado
Calçaca interna Sala de estudos
Rampa de acesso de pedestre Almoxarifado (ferramentas)
Portão automático de pedestre Área de serviço (molhada)
Portão manual de pedestre Área de serviço (seca)
Sala de repouso (interna) Sala de medidores
Sala de repouso (externa) Outros

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3.1 Frequência e características das anomalias

Nos laudos estudados, os apontamentos foram realizados classificando cada item em (1) manifestação patológica, (2)
não conformidade com as Normas da ABNT, ou (3) não atendimento à boa prática. A Tabela 2, a seguir, apresenta os
apontamentos dos 17 laudos estudados. Nela, pode-se observar que, em média, foram apontados 32 manifestações
patológicas, 47 não conformidades, e 38 não atendimentos à boa prática de engenharia, em cada avaliação de imóvel.
Tabela 2 – Lista detalhada de apontamentos nos laudos estudados
Laudo Idade Total de anomalias Manifestações patológicas Não conformidades NA à boa prática
Imóvel 1 0,5 142 52 67 23
Imóvel 2 3 138 61 71 6
Imóvel 3 3 152 54 61 37
Imóvel 4 5 187 58 59 70
Imóvel 5 5,5 102 32 40 30
Imóvel 6 7 94 30 40 24
Imóvel 7 7 133 27 58 48
Imóvel 8 8,5 97 19 49 29
Imóvel 9 8,5 115 22 62 31
Imóvel 10 8,5 108 17 45 46
Imóvel 11 9,5 68 12 22 34
Imóvel 12 9,5 72 22 27 23
Imóvel 13 11 131 30 71 30
Imóvel 14 16 112 20 38 54
Imóvel 15 17 84 26 40 18
Imóvel 16 22 135 32 25 78
Imóvel 17 22 120 37 32 51
MÉDIA 10 117 32 47 38

Analisando os dados da Tabela 2 pode-se observar que, se avaliados apenas os imóveis mais novos (entre 0,5 e 5,5
anos), a média de apontamento é de 144 anomalias, sendo 51 manifestações patológicas, 59 não conformidades com as
normas da ABNT, e 34 não atendimentos à boa prática. Estes dados estão melhor observados na Figura 1.

Figura 1: Frequência e características das anomalias estudadas neste trabalho


Considerando agora, respectivamente, os imóveis entre 7 e 11 anos (de média idade) e os imóveis entre 16 e 22 anos (de
maior idade), como pode ser percebido na Figura 1, as manifestações patológicas, em média, foram de 22 e de 28
apontamentos, com média de 102 e 112 apontamentos totais de anomalias em cada laudo.
Pela avaliação da Figura 1, pode-se concluir que os imóveis mais novos mostraram um tendência de apresentar mais
anomalias que os imóveis mais antigos.

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3.2 Obediência aos requisitos de projeto

Na Figura 2 estão apresentados os números do atendimento ao que foi projetado para a edificação, nos casos das
manifestações patológicas, das não conformidades com as normas da ABNT, e do não atendimento às boas práticas da
construção. Assim, por exemplo, em 65% dos elementos avaliados e descritos na Tabela 2 foi obervado o atendimento
às suas especificações de projeto, e em 35% deles as especificações e características de projeto não foram atendidas.
Observa-se na figura que houve predominância das manifestações patológicas naqueles elementos que não observaram
o que foi projetado/especificado (58%) para a sua construção.

Figura 2: Obediência aos requisitos de projeto das anomalias estudadas neste trabalho

É importante observar na Figura 2 que a maior parte das não conformidades com as normas da ABNT – 84%, e dos não
atendimentos às boas práticas da construção – 61%, se deu em elementos que foram construídos e manutenidos de
acordo com o projeto/especificação.

3.3 Adequação do projeto/especificação

A Figura 3, a seguir, apresenta a avaliação da adequação do projeto/especificação das anomalias estudadas neste
trabalho e apresentadas na Tabela 2, e percebe-se a carência de atendimento dos projetos/especificações às normas da
ABNT (91%) e às boas práticas (75%).

Figura 3: Adequação do projeto/especificação das anomalias estudadas neste trabalho

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É importante ressaltar que as avaliações de não conformidade e de não atendimento às boas práticas, apresentadas na
Figura 3, levaram em consideração os requisitos técnicos atuais, e não aqueles praticados à época do projeto, o que quer
dizer que não necessáriamente os elementos avaliados foram mal projetados, apenas eles estão fora dos requisitos
atualmente adotados como boa técnica e boa prática da construção.

3.4 Adequação do uso

O Uso adequado dos elementos estudados está apresentado na Figura 4. Nela pode-se observar que em 59% das
anomalias estudadas o uso do elemento estava descrito no Manual do Proprietário, e em 65% dos casos o usuário
possuia o conhecimento do uso correto do elemento, embora em alguns destes casos as informações não constassem no
Manual do Proprietário e o usuário obtinha as informações por meios não específicos para aqueles elementos.

Figura 4: Adequação do uso das anomalias estudadas neste trabalho

O reduzido número de descrições de uso no Manual do Proprietário (59%) também deveu-se àquelas edificações que
não possuiam este documento, especialmente devido a não se tratar de uma prática da construção na oportunidade de
projeto e construção da edificação.

3.5 Adequação da manutenção

A Figura 5 apresenta a avaliação da manutenção. Percebe-se nela a carência de atendimento deste item nos Manuais de
Proprietário. A avaliação do conhecimento foi relativa aos casos em que a informação constava no Manual.

Figura 5: Adequação da manutenção das anomalias estudadas neste trabalho


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3.6 Avaliação dos antecedentes

Na Figura 7 estão apresentados os números da avaliação dos antecedentes dos elementos nos quais foram observadas as
anomalias, descritas na Tabela 2, observando-se que 9% deles já havia passado por algum tipo de manutenção corretiva
ou por algum tipo de adequação e que 13% deles já havia passado por alguma inspeção técnica anteriormente. A
frequencia desta avaliação foi observada também nas manifestações patológicas, em maior escala (com 16 e 20%,
respectivamente) e nos não atendimentos às boas práticas (com 12 e 18%, respectivamente), e em menor escala nas não
conformidades com as normas da ABNT, com 3 e 5%, respectivamente.

Figura 6: Avaliação dos antecedentes das anomalias estudadas neste trabalho

A maior frequência – das falhas em tratamentos e em inspeções técnicas realizadas anteriormente, observadas nas
manifestações patológicas, e em seguida, nos não atendimentos às boas práticas, leva a crer que o fato de serem
observadas a olho nu, mesmo por um leigo, levam o responsável a uma tomada de providência naquele tipo de
anomalia: manifestação patógica ou não atendimento à boa prática. As não conformidades com as normas da ABNT,
por sua vez, não são bem assimiladas pelos usuários e não lhes causam motivação para a tomada de providências.

3.7 Adequação da percepção do usuário/responsável

A percepção do usuário/responsável quanto ao progresso da anomalia e a sua “criticidade” está mostrada na Figura 7,
onde pode-se observar que existe uma maior preocupação com as manifestações patológicas quando comparadas às
demais anomalias – no que tange à observação do avanço na degradação do elemento, possivelmente pela mesma
explicação do item anterior. O não atendimento às boas práticas, pelo visto, fica em segundo plano.

Figura 7: Adequação da percepção do usuário/responsável nas anomalias estudadas neste trabalho

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3.8 Avaliação das causas principais das anomalias

Na Figura 8 está apresentada a avaliação das causas principais das anomalias estudadas neste trabalho – e apresentadas
na Tabela 2. Na figura pode-se observar que a causa Especificação/projeto é o item que mais se destaca em todos os
modos de anomalia – em 32%, 31% e 38%, com a excessão das manifestações patológicas, anomalias estas em que
foram mais comuns os problemas de Execução de Instalações Hidrossanitárias (34%), seguidos da causa de
Especificação/projeto (27%).

Figura 8: Avaliação das causas principais das anomalias estudadas neste trabalho

Pode-se observar, também na Figura 8, que a maior parte das anomalias fica distribuída entre os itens de
Especificação/projeto, Execução de Instalações Hidrosanitárias, Execução de Paredes em Alvenaria, e Execução de
Impermeabilização, que somam juntas cerca de 90% do total de anomalias (89%, no gráfico). Em Outros, ficaram
agrupadas outras causas das anomalias que não chegaram a representar 5% de frequência.

4. CONCLUSÕES E CONSIDERAÇÕES FINAIS

Este trabalho apresentou um estudo do histórico das patologias das construções apontadas em 17 laudos de Inspeção
Predial realizados em condomínios de prédios residenciais (entre 6 e 16 pavimentos) na região metropolitana de
Vitória/ES. As Inspeções Prediais, realizadas nos últimos 10 anos, avaliaram as manfestações patológicas, os não
atendimentos às boas práticas de construção, e as não conformidades com as normas da ABNT, nas áreas comuns dos
condomínios residenciais com idades entre 6 meses e 22 anos de entregues.

A avaliação das causas principais das anomalias, na Figura 8, mostrou que a maior parte das manifestações patológicas
encontradas nas edificações estudadas, percentual de 95%, se concentrou entre os itens de Projeto, de Especificação
Técnica, e de Execução de Instalações Hidrossanitárias, de Paredes em Alvenaria, e de Impermeabilização. O item de
Projeto/especificação, por sua vez, foi a principal causa das anomalias, com 32% da frequencia, representando cerca de
1/3 de todas as anomalias estudadas.

Foi importante observar a correta adequação da percepção do usuário/responsável pelo imóvel com as criticidades das
anomalias, concluindo que as manifestações patológicas despertam um maior senso de “criticidade” a eles, passando a
impressão de continuidade no processo de degradação mais rápida que os demais tipos de anomalias – os não
atendimentos às boas práticas de construção, e as não conformidades com as normas da ABNT, levando a uma mais
rápida tomada de providências.

Também foi possível observar na avaliação dos antecedentes das anomalias estudadas neste trabalho que parte mais
significativa das manifestações patológicas e dos não atendimentos às boas práticas de engenharia já havia sido
observada por inspeção técnica anterior e supostamente tinham sido devidamente corrigida ou tratada, chegando a uma
frequencia de 16%, no caso das manifestações patológicas.

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A avaliação da manutenção dos elementos nos quais foram observadas as anomalias deste trabalho mostrou que entre
70 e 80% dos casos estudados a adequada manutenção não estava devidamente informada no Manual Proprietário. No
entanto, um aspecto foi considerado positivo, pois nos mesmos casos, embora as informações não constassem nos
Manuais, o percentual de desconhecimento dos procedimentos de manutenção ficou entre 40 e 60%, abaixo daquele de
existência da informação no Manual do Proprietário. Esta informação é importante, pois mostra que, embora não
houvesse a informação no Manual do Proprietário, os usuários/proprietários tinham o conhecimento da manutenção
adequada do elemento em que foi encontrada a anomalia, obtido por outros caminhos que não as especificações de uso
da edificação.

Observou-se neste trabalho, ainda, que foi alto o percentual de casos de anomalias em elementos das edificações em que
havia a informação correta do seu uso ou da sua operação no Manual do Proprietário, com 59% de frequencia, e em
ocasiões em que os usuários/proprietários tinham a ciência do seu uso ou da sua operação adequada, com 65% de
frequencia.

Quanto a qualificação da frequência das anomalias do trabalho, observou-se em média, 32 manifestações patológicas,
47 não conformidades com as normas técnicas da ABNT, e 38 não atendimentos à boa prática de engenharia, num total
de 117 apontamentos para cada edificação avaliada. Na ocasião, foi importante a constatação de que as edificações mais
novas foram aquelas que apresentaram a maior quantidade de apontamentos por laudo técnico.

Também foi importante destacar que somente a adequação da construção aos requisitos de projeto/especificação não
resolve o problema das patologias, pois observou-se que a maior parte das anomalias atendeu aos requisitos de
projeto/especificação, com 65%, chegando a 85% da frequencia para as não conformidades com as normas da ABNT.
Esta informação mostra que os requisitos de projeto/especificação que chegam até a execução ainda são carentes de
informação técnica e se destacam como ponto de melhoria no processo. Como já comentado, é importante ressaltar que
as avaliações de não conformidade e de não atendimento às boas práticas deste trabalho levaram em consideração os
requisitos atuais, e não aqueles praticados à época do projeto, o que quer dizer que não necessáriamente os elementos
foram mal projetados, eles apenas estão fora dos requisitos atualmente adotados como boa técnica e boa prática. Este
tipo de avaliação toma importância, à medida que em uma posterior sugestão de recuperação ou readequação da
anomalia, deve-se prever, sempre que possível, o estabelecimento das condições atuais de requisitos e não o
restabelecimento das condições de requisitos que foram estabelecidas no projeto de concepção original ou em eventuais
intervenções de adequação já realizadas.

Por último, como já frisado, é importante observar que os dados deste trabalho se tratam de resultados de inspeções
onde já se sabia de antemão que havia anomalias e falhas nas edificações, por solicitação expressa dos seus
proprietários, não sendo neste sentido um estudo que contemple aleatoriedade e, logo, rigor nas indicações estatísticas
dos resultados.

5. AGRADECIMENTOS

O Autor deixa aqui registrado o agradecimento aos representantes formais dos proprietários dos imóveis avaliados, que
permitiram a utilização das informações contidas nos laudos de Inspeção Predial.

REFERÊNCIAS

CÁNOVAS, M.F. Patologia e Terapia do Concreto Armado. 2ª Edição. Editora PINI. 522p. São Paulo, 1998.

HELENE, P.R.L. Manual para Reparo, Reforço e Proteção de Estruturas de Concreto. 2ª Edição. Editora PINI.
213p. São Paulo, 1992.

IBAPE - INSTITUTO BRASILEIRO DE AVALIAÇÕES E PERÍCIAS DE ENGENHARIA. Inspeção Predial:


Check-Up Predial: Guia da Boa Manutenção. 1ª Edição. Ed. Leud. 248p. São Paulo. 2005.

IBAPE - INSTITUTO BRASILEIRO DE AVALIAÇÕES E PERÍCIAS DE ENGENHARIA. Norma de Inspeção


Predial. São Paulo, SP, 2009.

LICHTENSTEIN, N.B. Procedimento para Formulação do Diagnósticos de Falhas e Definição de Conduta


Adequada à Recuperação de Edificações. Dissertação (Mestrado). Escola Politécnica da Universidade de São
Paulo.191p. São Paulo, 1985.

VERÇOZA, E.J. Patologia das Edificações. 1ª Edição. Ed. Sagra. 173p. Porto Alegre. 1991.

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http://dx.doi.org/10.4322/CBPAT.2020.009 ISBN 978-65-86819-05-2

APLICAÇÃO DA METODOLOGIA PM CANVAS EM PROJETOS DE REABILITAÇÃO DE


PATOLOGIAS DAS CONSTRUÇÕES

VERONEZ, MARCELO
Engenheiro Civil, MSc.
Consultor Especialista em Engª de Patologia das Construções
Espírito Santo; Brasil
mveronez@hotmail.com

RESUMO

O processo de reabilitação das patologias das construções obedece a uma sistemática que passa pelo diagnóstico x
prognóstico x tratamento, no qual uma série de decisões devem ser tomadas. Na etapa do projeto da reabilitação, p.e.,
pode-se decidir desde a ampliação ou a redução do escopo e da abrangência da intervenção física, até uma possível
condenação do elemento da construção em estudo. As decisões neste momento dependem de uma série de fatores
técnicos e de gestão, dentre os quais pode-se observar a ferramenta de gestão que é utilizada no processo de projeto da
reabilitação. Este trabalho apresenta exemplos da aplicação da metodologia Project Model Canvas – PM Canvas – na
elaboração de projetos de reabilitação de patologias das construções. Estão apresentadas 3 Telas que resumem o
processo de reabilitação para 3 tipos de patologias das construções. Em seguida estão apresentados e discutidos os
detalhes avaliados com a ferramenta PM Canvas em cada uma das propostas de reabilitação.
Palavras-chave: pm canvas, metodologia, patologia das construções.

ABSTRACT

The process of rehabilitation of building pathologies follows a systematic that goes through diagnosis x prognosis x
treatment, in which a series of decisions must be made. At the stage of the rehabilitation design, for example, it can be
decided from extending or reducing the scope of physical intervention to the possible condemnation of the building
element under study. Decisions at this time depend on several technical and management factors, including the
management tool that is used in the rehabilitation design process. This paper presents examples of the application of the
Project Model Canvas methodology - PM Canvas - in the elaboration of construction pathology rehabilitation designs.
There are 3 Canvas that summarize the rehabilitation process for 3 types of building pathologies. Following are
presented and discussed the details evaluated with the PM Canvas tool in each of the rehabilitation proposals.
Keywords: pm canvas, methodology, building pathology.

1. INTRODUÇÃO

Quando se avalia a concepção e produção de um produto ou serviço, fala-se muito em projetos, quase tudo que se
propõe a realizar é um projeto; e mesmo sem o contato direto com projetos ou com a gestão dos projetos, é importante
se ter a noção do que é um projeto e de como ele é estruturado (CIERCO et al., 2011; VARGAS, 2018). O objetivo
deste trabalho é de forma simples passar algumas definições de projeto com aplicação de uma metodologia inovadora
no processo de reabilitação das patologias das construções.

Um projeto, segundo o Guia PMBOK® 2018 é “um esforço temporário empreendido para criar um produto, serviço ou
resultado exclusivo. Os projetos e as operações diferem, principalmente, no fato de que os projetos são temporários e
exclusivos, enquanto as operações são contínuas e repetitivas.” (PMI, 2018). Assim entendido, um projeto é o evento
que necessariamente tem início e fim, um escopo (o que vai ser realizado), todos bem definidos, ao contrário de uma
operação, que se trata de algo rotineiro, por exemplo, uma tarefa diária a qual não se sabe ao certo até quando ela será
necessária, e quando deve deixar de ser realizada. Neste sentido da discussão, este trabalho trata do processo de
reabilitação de uma patologia como sendo um evento programado com escopo bem definido e diferente para cada
ocasião a ser empregado, com início e fim delimitados, sendo possível que seam empregados os métodos de
gerenciamento de projetos, segundo o PMI (2018).

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A escolha da metodologia de gerenciamento de projeto mais adequada deve ser realizada caso a caso, de acordo com as
características de cada projeto, das escolhas do patrocinador, das tecnologias envolvidas, da cultura organizaciona, e das
partes interessadas (VARGAS, 2018). Atualmente é comum a adoção de uma “metodologia híbrida” que se caracteriza
pela combinação de princípios, de práticas, e de técnicas e ferramentas de duas ou mais metodologias consagradas com
a finalidade de melhor adequar a gestão do projeto ao contexto do negócio e proporcionar o melhor equilíbrio entre a
flexibilidade e a previsibilidade no acompanhamento, mitigando os riscos do projeto e possibilitando a incorporação de
inovação aos seus processos (HARVARD BUSINESS REVIEW, 2015; PMI, 2018). Via de regra, ao adotar uma
“metodologia híbrida” como estratégia de alcance dos objetivos do projeto, a empresa busca uma solução para a
elaboração e execução de seus projetos que conduza ao desenvolvimento de novas competências internas, propondo
soluções ágeis e de baixo consumo de recursos, utilizando os seus recursos já disponíveis (VARGAS, 2018).

A “metodologia híbrida” de gerenciamento de projetos, então, é basicamente uma combinação de duas outras
metodologias utilizada para criar um terceiro modelo novo e mas adequado para a condição de um projeto. A
bibliografia está repleta de metodologias, desde o Modelo em Cascata até o Modelo Ágil, passando pelos Métodos
Visuais, pelo PRINCE2 e pelo Guia PMBOK® (CIERCO et al., 2011). As novas metodologias, como os Modelos
Ágeis, constantemente desenvolvidas buscam desafiar os tradicionais, e as “metodologias híbridas” podem proporcionar
a sinergia na combinação de alguns destes métodos, sejam eles novos ou tradicionais. A “metodologia híbrida” assimila
a fluidez do projeto e permite uma abordagem que pode ser mais ágil e detalhada. Ela é aplicável ao projeto por ou a um
ou mais de seus segmentos. A principal vantagem da utilização da “metodologia híbrida” é que, quanto mais maneiras
houver de abordar um problema, maior será a chance de resolvê-lo.

O Modelo em Cascata é uma metodologia tradicional de gerenciamento de projetos, que utiliza da Estrutura Analítica
de Projetos (EAP) para gerenciar projetos complexos. Ela se trata de um modelo clássico, no qual o Gerente do Projeto
e as Partes Interessadas se preocupam em ver custos fixos e cronogramas, e geralmente é usada para grandes projetos de
infraestrutura, pontes, túneis, etc. (CIERCO et al., 2011). O fluxo de planejamento define que antes de se iniciar o
projeto, deve ser planejado tudo o que deve ser ser realizado e, em seguida, as partes ou tarefas do planejamento são
divididas em partes menores ou subtarefas, e o processo avança até que cada tarefa esteja pequena o suficiente para que
esteja bem definida (HARVARD BUSINESS REVIEW, 2015; PMI, 2018). Esta é a metodologia historicamente mais
adotada nos empreendimentos da construção civil, e por consequencia do hábito da sua utilização, é a maneira típca de
se visualizar também as atividades de um processo de reabilitação das patologias das construções.

As metodologias baseadas nos Métodos Visuais utilizam do processo de visualizar a informação, que se relaciona com
o transformar do abstrato em imagem mental ou real, imagem esta que pode ser visualizada por outras pessoas,
auxiliando no entendimento de um determinado assunto (OSTERWALDER, 2011; CAMARGO, 2019). Os Métodos
Visuais objetivam extrair o máximo de informação de um volume de dados e apresentar de forma clara e concisa,
utilizando metáforas visuais. Visualizar a informação permite processar um grande volume de dados, a partir da
capacidade de percepção visual, exigindo uma menor capacidade cognitiva. A boa visualização potencializa a clara
compreensão e aumenta a quantidade de informação que pode ser “compreendida” e “apreendida” e, assim, os
projetistas, os gerentes, os tomadores de decisão, e outras partes interessadas, podem concentrar mais a atenção
cognitiva e perceptiva para o raciocínio analítico ou criativo a partir da visualização das informações (FINOCCHIO
JUNIOR, 2013). A Figura 1 aprsenta as ferramentas utilizadas nos Modelos Visuais de gestão de projetos.

Figura 1: Ferramentas dos Modelos Visuais de gestão de projetos (TEIXEIRA e MERINO, 2014)

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A proposta deste trabalho é de apresentar a utilização de uma “metodologia híbrida” para o gerenciamento do processo
de reabilitação das patologias das construções, utilizando duas outras metodologias baseadas nos Métodos Visuais, que
sejam o Project Model Canvas (PM Canvas) e o Kanban, e dentro da proposição realizada, apresentar exemplos da
aplicação da metodologia PM Canvas – na elaboração de projetos de reabilitação de patologias das construções. O PM
Canvas é uma ferramenta de planejamento, e o Kanban é uma ferramenta de controle da execução que, igualmente,
utiliza dos Métodos Visuais. Neste sentido, as duas ferramentas se completam muito bem, primeiro fazendo o
planejamento do projeto no PM Canvas e em seguida o controle da execução no Kanban (VERONEZ, 2019). Uma
explicação bem simples desta integração foi apresentada no canal de YouTube do prof. José Finocchio, que estabeleceu
o processo de utilização do PM Canvas, a partir do Business Model Canvas, uma outra metodologia que utiliza dos
métodos Visuais (FINOCCHIO JUNIOR, 2018).

1.1 A utilização do PM Canvas

O PM Canvas é uma ferramenta simples e rápida de ser executada, utilizando as questões essenciais, que fazem parte de
qualquer projeto. Ela foi inspirada no Business Model Canvas, um outro modelo que facilita a visualização do todo de
um modelo de negócio, concebendo o projeto em uma página. O PM Canvas e o Business Model Canvas são baseados
em princípios da Neurociência, quais sejam:
1. de simplificar;
2. de agrupar;
3. de que o cérebro tem capacidade visual maior que de linguagem;
4. de engajar stakeholders.

O principal motivo para a adoção destas técnicas, segundo Finocchio Junior (2013), é que ninguém consegue ter na
cabeça um projeto completo, apenas partes ou modelos de projeto. Um modelo mental do projeto é formado por
conceitos – como recursos, stakeholders, entregas, riscos – pelas relações entre esses conceitos. Nele, deve-se ser
simples, mas não simplista, ou seja, buscar a essência das coisas sem, no entanto, deixar de observar todos os aspectos
necessários. Esse deve ser o objetivo de todo bom gestor e consequentemente de um bom gerente de projetos, onde por
natureza já há muitas variáveis a serem conduzidas.

A utilização do PM Canvas demanda pouco, basta que alguém possua à mão uma folha e aqueles pequenos papéis
adesivos conhecidos como post-its. Naturalmente, o mais indicado seria um flip chart em formato, para uma abordagem
bem colaborativa, ou um processo informatizado. A Figura 2 apresenta a tela (ou canvas) utilizada neste método.

Figura 2: A tela (ou canvas) utilizada no PM Canvas (FINOCCHIO JUNIOR, 2013)

A tela (ou canvas) utilizada no PM Canvas, como pode ser observado na Figura 2, consta de 13 passos ou blocos que
possuem um processo especial de preenchimento e de avaliação integrada, como veremos a seguir.

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A metodologia de concepção, apresentada em Finocchio Junior (2013) – Figura 3, indica a utilização do modelo
baseada em quatro etapas, a 1ª delas é conceber, quando utiliza-se o fluxo dos treze passos ou blocos do quadro para
definir o projeto; a 2ª é integrar, verificando a consistência entre os blocos concebidos; a 3ª é resolver, quando são
discutidos os problemas pelos stakeholders; e a 4ª é compartilhar, ou comunicar as informações do projeto (em grupos).

Figura 3: As 4 etapas da metodologia para trabalhar com o PM Canvas

1.1.1 Conceber

É a etapa na qual os treze blocos ou quadrantes do quadro são preenchidos, e eles vão compor o que se entende como o
termo de abertura, a declaração de escopo e o plano do projeto (respondendo as perguntas do 5W2H: Por Quê, O Quê,
Quem, Como, Quando, Onde e Quanto) – ver na Figura 4.

Figura 4: Correspondência do PM Canvas com o 5W2H (FINOCCHIO JUNIOR, 2013)

Na Figura 4 estão apresentados em cores diferentes os conjuntos de blocos ou quadrantes que se referem a cada uma das
perguntas do método 5W2H. O preenchimento da tela (ou canvas) segue uma sequência que atende os requisitos do
método 5W2H, como está mostrado na Figura 5.

Figura 5: A Sequência de preenchimento da tela (ou canvas) (FINOCCHIO JUNIOR, 2013)

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Neste método, a pergunta Por Quê? é a mais importante, segundo Finocchio Junior (2013), pois define os valores que
identificam os envolvidos no projeto. Via de regra, o que o patrocinador pergunta primeiro é Quando? e Quanto?. No
PM Canvas estas duas perguntas são deixadas por último, propositadamente, pois elas só podem ser respondidas com
certeza após se ter estabelecido outras definições. Como orientado rigorosamente no Guia PMBOK® 2018 (PMI, 2018),
a gestão eficaz de um projeto prevê os custos e estima o cronograma somente após se ter clareza sobre qual é a causa
que o projeto defende, sobre qual é o produto ou serviço que será gerado, as pessoas alocadas para o trabalho, como as
entregas serão feitas, etc. Os blocos no quadro estão dispostos em forma de fluxo e devem preferencialmente ser
preenchidos na sequência já mostrada na Figura 5. Vamos agora passar o fluxo de preenchimento para avaliar que os
requisitos do 5W2H estão contemplados pelos blocos.

O Conjunto de Blocos do “Por quê”:

Nas Justificativas, fala-se do passado e normalmente sobre o problema a ser resolvido, coisas ruins que precisam ser
melhoradas, corrigidas, etc., pois os projetos são realizados buscando melhorias, e assim, todo projeto parte de um
problema ou necessidade que precisa ser ser atendida.

O Objetivo SMART é uma descrição (que deve ser) sucinta do objetivo, que é a ligação entre o passado (o problema) e
o futuro (a nova realidade, após a implementação do projeto) e sua importância é comprovada pelas justificativas. O
termo SMART é um acrônimo criado por Peter Drucker, de Specific, Measurable, Accountable, Realistic, Timely, que
traduzindo pode ser interpretado como um objetivo que seja específico, que pode ser medido na sua realização, que haja
um responsável por obter os resultados, que deve ser realista e oportuno. Algumas literaturas, segundo Finocchio Junior
(2013), também acrescentam um “C” ao final do termo, representando a delimitação de custo para se atingir o objetivo.

Os Benefícios representam a nova situação de futuro ou de coisas boas que serão alcançadas ao final do projeto. É a
geração de valor ligada ao projeto, e pode inclusive ser aumento de receita, redução de custos, melhorias na qualidade
de vida, etc. No PM Canvas, as Justificativas, o Objetivo SMART e os Benefícios – o conjunto dos três blocos –
representam o termo de abertura do projeto (TAP) e definem a razão pela qual ele deve ser realizado.

O Conjunto de Blocos do “O quê”:

O Produto é que será gerado pelo projeto, todo projeto deve gerar um produto ou um serviço, que vai possibilitar os
benefícios pela sua utilização.

Os Requisitos são as características especiais que objetivam atender as necessidades e desejos do cliente ou, em alguns
casos, dos stakeholders. Por definição, os requisitos fazem sempre referência ao produto e servem de base para se
definir o escopo do projeto.

O Conjunto de Blocos do “Quem”:

Os Stakeholders e Fatores Externos são as pessoas, empresas ou órgãoes envolvidos ou afetados pelo projeto, e também
outros fatores que podem interferir diretamente no projeto. Esse grupo pode determinar a conclusão ou não de um
projeto, a depender do seu interesse ou resistência. Os stakeholders mais importantes e sempre presentes em todos os
projetos são o cliente, a quem receberá o produto, serviço ou resultado do projeto possuindo papel fundamental na
formulação dos requisitos, e o patrocinador, que providenciará recursos para o projeto. Outros stakeholders conhecidos
são os fornecedores de matéria prima, outros departamentos da organização, órgãos regulatórios, governo etc. Como
fatores externos podemos citar o comportamento da economia, clima, fatores ambientais, etc.

A Equipe é formada pelos stakeholders internos, os recursos ou pessoas que estão subordinadas ao gerente do projeto,
mesmo que temporariamente, para efeito deste projeto.

O Conjunto de Blocos do “Como e Onde”:

As Premissas são suposições arbitrárias a respeito do cenário de execução do projeto, relativamente incerto, e que
geralmente fazem referência aos stakeholders e ao ambiente externo.

Os Grupos de Entregas são os produtos, serviços ou resultados, que sejam tangíveis, mensuráveis e verificáveis, que
serão produzidos pelo projeto. Este bloco é uma simplificação das entregas do projeto, formando conjuntos de
atividades. A ideia neste bloco não é excluir entregas, mas sim agrupá-las para melhor compreensão nesta fase.

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As Restrições são limitações que podem recair sobre o trabalho dos componetes da equipe do projeto e sobre as
entregas que elas produzem, diminuindo a liberdade de opções. As restrições podem ser provocadas pelos stakeholders
ou fatores externos ou pela própria característica do projeto ou do produto do projeto. Os itens Premissas, Entregas e
Restrições – o conjunto dos três blocos – compõem a declaração de escopo do projeto (DEP).

O Conjunto de Blocos do “Quando e Quanto”:

Os Riscos são as incertezas relativas à execução do projeto podendo se configurar em ameaças ou em oportunidades, e
as principais fontes de riscos são as premissas (derivadas dos stakeholders ou fatores externos) e as entregas do projeto.
Os riscos podem ser divididos em Risco Global, relativo ao atendimento aos objetivos do negócio e Riscos Específicos
que são possíveis ocorrências que possam afetar o trabalho no projeto. Toda incerteza considerável para o projeto
precisa ser descrita quanto à sua causa ou fato gerador do evento sobre o projeto, o risco propriamente dito, ou seja, a
falha ou oportunidade que caso ocorra afetará o projeto e o efeito ou impacto gerado nos objetivos do projeto. É
aconselhável utilizar alguma forma de classificação da probabilidade de ocorrência de cada risco bem como de seus
impactos no projeto para futura priorização dos riscos mais relevantes e daqueles que necessitarão de alguma resposta
na fase de planejamento.

O Tempo é a linha de tempo ou de prazo em que se pretende produzir cada entrega. Ela representa o cronograma de alto
nível ditado pelas entregas que são alocadas no tempo. A linha de tempo no PM Canvas, na verdade, é muito mais uma
lista de compromissos do que um cronograma convencional, e representa o resultado de um julgamento sobre as
informações que já estão disponíveis.

Os Custos são relativos à realização de cada entrega e, preferencialmente, devem ser alocados no tempo. Inicialmente
pode ser uma estimativa global e grosseira para estimar a execução das entregas em conjunto ou de cada uma delas, mas
ainda antes do início do projeto, é importante que se tenha o fluxo de despesas do projeto definido, para que eventuais
necessidades econômicas não peguem de surpresa o patrocinador ou o financiador do projeto.

Ao final de um exercício da primeira etapa (conceber) da metodologia PM Canvas, o quadro deve apresentar algo
parcido com a Figura 6.

Figura 6: A tela (ou canvas) do PM Canvas prenchida (FINOCCHIO JUNIOR, 2013)

1.1.2 Integrar

A integração dos blocos no PM Canvas visa tornar o modelo mental representado pela tela (ou canvas) mais forte e é
realizada entre os conjuntos de blocos, para verificar a consistência entre eles e também para respeitar a capacidade

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limitada do ser humano de lidar com “coisas” diferentes. A integração é melhor realizada por meio de amarrações de
dois ou três blocos de cada vez, segundo Finocchio Junior (2013), verificando os seguintes grupos:

• no conjunto de blocos de Justificativa, Objetivo e Benefícios → deve-se atentar que as justificativas devem
referenciar problemas que existem antes do projeto, e ser remetidas ao passado. E que os benefícios falam de
um futuro, após a execução do projeto, sem os problemas. A ponte que transporta o cliente do passado ruim
para um futuro melhor é a realização do objetivo do projeto, com os benefícios e a geração de valores;

• no conjunto de blocos de Produto e Requisito → deve-se atentar que o produto do projeto deve ser claro e que
todas as necessidades do cliente devem ser traduzidas em requisitos;

• no conjunto de blocos de Stakeholders e Fatores Externos e Premissas → deve-se atentar em se pesquisar o


ambiente de fora do controle da equipe de projeto, a procura de possíveis premissas para o projeto. Como
poucas vezes temos certeza a respeito de todos os fatores em um projeto, para um bom planejamento, precisam
ser dadas como certas algumas suposições do ambiente externo;

• no conjunto de blocos de Equipe, Grupos de Entregas e Restrições → deve-se atentar que as entregas devem
ser produzidas pelos membros da equipe ou por alguém que seja subordinado ao gerente do projeto. Uma outra
verificação que é importante de se realizar, é quanto à limitação imposta pelas restrições ao trabalho realizado
pela equipe, e a influência destas restrições na produção das entregas;

• no conjunto de blocos de Grupo de Entregas, Premissas e Riscos → deve-se atentar que toda premissa do
projeto gera um risco e, assim sendo, deve-se verificar se os principais riscos associados, que podem ser
mapeados, às premissas e as entregas foram relacionados;

• no conjunto de blocos de Grupo de Entregas e Linha do Tempo → deve-se atentar que na espinha dorsal do
cronograma, que devem ser as entregas. As entregas devem estar representadas na linha do tempo do MP
Canvas em seus respectivos momentos;

• no Grupo de Grupo de Entregas, Linha do Tempo e Orçamento → deve-se atentar que o orçamento e o
cronograma têm que ser subdivididos em uma mesma estrutura de entregas, e em uma mesma dimensão de
tempo. Ainda, que ambos devem refletir as entregas delimitadas no Grupo de Entregas.

1.1.3 Resolver

Em um determinado ponto, no planejamento, algumas pessoas de paralisam diante de informações truncadas e outras já
seguem em diante. Pensar em fazer um plano com todas as informações corretas, em alguns casos, pode parecer uma
ilusão, segundo Finocchio Junior (2013). Esta etapa considera a discussão dos problemas pelos stakeholders e pode
levar mais de tempo devido a possíveis complexidades envolvidas, principalmente quanto a opiniões divergentes. O
intuito dessa etapa, Finocchio Junior (2013), é resolver os problemas que possam ter sido detectados nas fases passadas
como, por exemplo:

• o projeto pode não gerar valor e não contribuir aos objetivos do negócio, como o aumento de receita, a redução
de custo, melhoria de imagem, requisitos legais, etc.;

• o cliente pode não saber o que quer, ou alguns dos interessados no projeto não foram engajados nele,
promovendo uma falha na lista de requisitos e, consequentemente, na definição do produto;

• os recursos podem não estar garantidos ou alocados para o projeto;

• o gerente do projeto pode não possuir autoridade ou influência para conduzi-lo, ou a equipe do projeto pode
não conseguir identificar as entregas que precisam ser realizadas;

• pode ter havido negligência ou imperícia em se formular os riscos, e as premissas não foram aceitas pelos
clientes ou os riscos foram considerados muito altos ou inconsistentes com os objetivos esperados;

• pode haver insegurança em relação à duração ou ao custo do projeto;

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• os parceiros de negócio podem não se integrar junto a equipe;

• pode faltar compromisso em sustentabilidade ambiental;

• pode existir resistência em relação ao projeto.

1.1.4 Compartilhar

As informações do projeto, a serem compartilhadas, também são comunicadas em grupos de blocos:

• o conjunto de blocos de Justificativa, Objetivo e Benefícios → define o propósito do projeto e representa o


Termo de Abertura do Projeto (TAP), conforme descrito no Guia PMBOK® 2018 (PMI, 2018);

• o conjunto de blocos de Produto, Requisito e Stakeholders → define os requisitos a serem entregues com a
qualidade esperada para atender aos clientes e stakeholders;

• o conjunto de blocos de Stakeholders e Equipe do Projeto → representa a empresa, e está diretamente ligado
ao projeto e é quem fornece subsídios como requisitos, informações, etc.;

• o conjunto de blocos de Grupos de Entregas, Premissas e Restrições → representa o escopo e o trabalho a ser
realizado, e em que condições;

• o blocos de Riscos → é o conjunto das principais incertezas na execução do projeto;

• o conjunto de blocos de Grupos de Entregas, Linha do Tempo e Custos → representa a programação para a
execução das tarefas do projeto, quando elas serão entregues e quanto irão custar.

O resultado final do PM Canvas também pode servir de base para gerar outros documentos, como apresentações,
cronogramas e orçamentos, mais detalhados ou até mesmo um plano de projeto convencional.

2. APLICAÇÕES DO PM CANVAS

Nesta seção estão apresentadas as aplicações do PM Canvas em três situaçõs típicas de reabilitação de patologia das
construções, uma reabilitação de pilates de concreto armado em estágio avançado de corrosão de armaduras, uma
fachada em revestimento cerâmico que apresenta descolamento das peças, e um vazamento por falha na
impermeabilização de uma piscina. Estas aplicações estão comentadas a seguir.

2.1 Reabilitação de um conjunto de elementos estruturais

A Figura 7 apresenta a tela do PM Canvas para a restauração de 28 pilares do pilotis de garagem de uma edificação, que
apresentaram corrosão das armaduras. Cabe destacar desta tela a premissa de que haveria uma equipe especializada para
a recuperação dos pilares, e na verdade a construtora contratada não possuia esta disponibilidade, logo, ou se assumiria
um risco ao projeto ou se contrataria pessoal especializado.

Uma segunda discussão foi a respeito da avaliação real dos danos nos pilares, com auxílio de um técnico que realizaria
análises de amostras in loco e em laboratório, pois o mesmo não estava provido até então de capacidade de realizar
testes de penetração de cloretos.

A terceira discussão da reunião foi a respeito do escalonamento da seleção dos pilares (solicitação do cliente), de
maneira a liberar o interior do pátio logo ao iniciar a obra. As discussões e enfrentamentos entre grupos de blocos
resolveram todos os questionamentos da equipe do projeto, e a tela final do PM Cavas foi a apresentada na Figura 7.

Na Figura 7, as cinco entregas do PM Canvas foram, porteriormente, desdobradas em várias atividades que alimentaram
o quadro do Kanban, para controle de execução da atividade.

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Figura 7: PM Canvas da Restauração dos Pilares do Pilotis

2.2 Reabilitação de um descolamento de revestimento cerâmico em fachada

A Figura 8 apresenta a tela do PM Canvas para a reabilitação do descolamento de revestimento cerâmico em fachada de
uma edificação, que apresentou rompimento entre a argamassa de assentamento e o substrato. Na ocasião desta tela, foi
discutido o requisito do cliente de que a fachada tivesse aspecto de nova, mesmo utilizando o reassentamento parcial de
cerâmica, o que se tratou de um desafio ter disponível cerâmica e rejunte compatíveis com o revestimento já existente.
Um segundo requisito do cliente foi não utilizar o andaime fachadeiro, por haver uma restrição da Prefeitura Municipal
para a montagem deste tipo de equipamento naquela localidade. Um terceiro ponto, também discutido, foi a limitação
de área de reassentamento em 20% da fachada, uma vez que foi o tamanho do lote da encomenda de cerâmica
produzida sob medida. Como no item anterior, as discussões e enfrentamentos entre grupos de blocos resolveram os
questionamentos da equipe do projeto, e a tela final do PM Cavas foi a apresentada na Figura 8.

Na Figura 8, ainda, as seis entregas do PM Canvas foram, porteriormente, desdobradas em várias atividades que
alimentaram o quadro do Kanban, para controle de execução da atividade.

2.3 Reabilitação de um vazamento em impermeabilização de piscina

A Figura 9 apresenta a tela do PM Canvas para a reabilitação de vazamento da impermeabilização de piscina em uma
edificação, que apresentou falha e permitiu a passagem de água. Nesta tela, foi discutido que a premissa de haver
somente um ponto de vazamento poderia não estar correta, e que a empresa executora da impermeabilização dispusesse
de recursos para maiores consertos. Um segundo ponto a ser discutido foi o processo de desmontagem/montagem das
bombas da piscina (quais as melhores ocasiões e quais os recursos necessários) que, por solicitação do cliente, caberia
também ao projeto e demandou a participação da empresa fornecedora das bombas. A terceira discussão realizada foi a
respeito de uma restrição no projeto, de que não seriaa permitido o transporte de materiais e equipamentos pelos
elevadores, ocasião em que se decidiu por alugar um dispositivo de elevação externo ao edifício. Foram realizadas as
discussões e enfrentamentos entre grupos de blocos, que resolveram os questionamentos da equipe do projeto, e a tela
final do PM Cavas foi a apresentada na Figura 9.

Na Figura 9, assim como nos casos anteriores, as cinco entregas do PM Canvas foram, porteriormente, desdobradas em
várias atividades que alimentaram o quadro do Kanban, para controle de execução da atividade.

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Figura 8: PM Canvas da Restauração da Fachada Principal em Revestimento Cerâmico

Figura 9: PM Canvas da Restauração da Impermeabilizção da Piscina

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3. INTEGRAÇÃO DO PM CANVAS COM O KANBAN

O PM Canvas é uma ferramenta de planejamento que utiliza dos Métodos Visuais, e o Kanban, embora também utilize
os mesmos Métodos, se trata de uma ferramenta de controle da execução. Por este motivo estas duas ferramentas se
completam, primeiro fazendo o planejamento no PM Canvas e em seguida o controle da execução das entregas do
projeto no Kanban. No quadro (ou canvas) do PM Canvas, o bloco Grupo de Entregas Estabelece as entregas do
projeto, preferencialmente de maneira resumida para possibilitar o processo de planejamento facilmente gerenciável e,
após encerradas as discussões, cada uma das entregas deve virar um conjunto de atividades no quadro do Kanban.

O quadro do Kanban é estruturado em três áreas: A Fazer, Fazendo e Feito. Nele as atividades progridem movendo-se
as fichas da esquerda para a direita, e o que estabelece a velocidade é o limite de atividades simultâneas, que dita quais
delas podem ser realizadas em cada etapa. Assim, uma atividade somente pode ser acrescentada em execução se uma
outra atividade se encerrar, e assim cria-se um fluxo que possibilita a redução de estoque e o foco na atividade,
acelerando a execução dos projetos. Os desdobramentos das entregas do PM Canvas para o controle da execução na
obra, nos casos estudados, foram realizados com a utilização do Kanban, e não fazem parte do escopo deste trabalho.

4. CONCLUSÃO

Neste trabalho foram apresentados e discutidos três exemplos da aplicação do método PM Canvas em processos típicos
de reabilitação de patologias das construções, uma restauração de pilares, um descolamento de revestimento cerâmico, e
uma falha de impermeabilização de piscina. Em cada um deles foi possível observar o estabelecimento de um fluxo de
ideias alimentado por informações preliminares do projeto, de maneira a subsidiar o atendimento aos requisitos do
método 5W2H durante o preenchimento dos quadros, desde a concepção até o estabelecimento de cada uma das
estregas do projeto. Como discutido de antemão, o PM Canvas é uma ferramenta que tem a capacidade de unir as
pessoas, e acima de tudo colocar suas ideias em prática. Os quadros do PM Canvas preenchidos, como pôde ser
visualizado, contemplam a amigabilidade, a maleabilidade, capacidade de facilmente ser modificados e rabiscados,
permitindo perceber relações e visualizar problemas estruturais entre as partes do projeto. As telas finais possibilitam,
após a resolução dos problemas, observar o retrato visual e conciso do projeto a ser realizado, possibilitando uma visão
clara e rápida que permite, em cada entrega, identificar o que fazer e como chegar até lá.

REFERÊNCIAS

CAMARGO, R.A. PM Visual - Project Model Visual: Gestão de Projetos Simples e Eficaz. 2ª Edição. Ed. Saraiva.
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http://dx.doi.org/10.4322/CBPAT.2020.010 ISBN 978-65-86819-05-2

REFORÇO DE PILARETES DE CONCRETO ARMADO EXPOSTOS A ELEVADAS


TEMPERATURAS COM A UTILIZAÇÃO DE TECIDO DE FIBRA DE CARBONO

D. B. MARQUES A. G. GRAEFF
Eng. Civil PhD. Eng. Civil
UFRGS UFRGS
RS, Brasil RS, Brasil
marques.diegob@gmail.com angel.graeff@gmail.com

M. R. GARCEZ
Dr. Eng. Civil
UFRGS
RS, Brasil
Monica.garcez@ufrgs.br

RESUMO

A exposição de estruturas de concreto armado a elevadas temperaturas resulta na redução de propriedades mecânicas,
mudanças na coloração, desplacamentos, esfarelamento superficial e fissuração, podendo limitar ou até mesmo
impossibilitar o uso futuro da estrutura. Este trabalho avalia, primeiramente, a perda de capacidade de carga de pilaretes
de concreto armado submetidos a elevada temperatura. Posteriormente, é avaliada a possibilidade de recuperação de sua
capacidade portante por meio de reforço estrutural com tecido de fibra de carbono. Para as condições de ensaio
avaliadas, verificou-se que o patamar de temperatura atingido acarreta perdas consideráveis de capacidade de carga nos
pilaretes. Diferentes situações de exposição a elevadas temperaturas e de reforço com tecido de fibra carbono que
possibilitariam a recuperação plena da capacidade de carga inicial são apresentadas.
Palavras-chave: reforço, fibra de carbono, pilatetes, elevada temperatura.

ABSTRACT

Exposition of reinforced concrete structures results in the reduction of mechanical properties, color change, detachment,
surface crumbling and cracking, which can limit or even preclude the future use of the structure. This work aims at
evaluating load capacity loss in reinforced concrete short columns submitted to elevated temperature. Additionally, this
work evaluates the possibility to recover the short columns load capacity through structural strengthening with carbon
fiber. The temperature threshold reached during the tests causes significant load capacity losses in the short columns.
Different combinations of high temperatures exposition versus reinforcement ratio that could result in the full load
capacity recovery are assessed.
Keywords: strengthening, carbon fiber, short columns, high temperature.

1. INTRODUÇÃO

A exposição de estruturas de concreto armado a elevadas temperaturas resulta na redução de propriedades mecânicas,
mudanças na coloração, desplacamentos, esfarelamento superficial e fissuração, podendo limitar ou até mesmo
impossibilitar o uso futuro da estrutura. Estas manifestações patológicas variam de acordo com a temperatura máxima
atingida pela estrutura, seu período total de exposição e a velocidade de resfriamento, bem como características próprias
da estrutura de concreto armado, tais como materiais constituintes e tipo de elemento estrutural (COSTA & SILVA,
2002). A redução das propriedades mecânicas do concreto e do aço, ocasionadas pela degradação das estruturas de
concreto armado submetidas a altas temperaturas é estimada a partir das propriedades destes materiais na condição
ambiente, minoradas por coeficientes redutores em função da temperatura atingida, a fim de avaliar a capacidade de
suporte residual da estrutura, como especificado na NBR 15200 (ABNT, 2012).

O sistema de reforço com fibra de carbono envolto em matriz epóxi pode ser utilizado nas mais diversas estruturas, sendo
indicado para aplicações em vigas, lajes, paredes, silos, reservatórios, túneis e demais elementos estruturais sujeitos à
deterioração, seja para possibilitar o acréscimo de sua capacidade de carga ou para diminuir as flechas.
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Reforços com fibra de carbono podem aumentar a capacidade de carga das estruturas, proporcionando uma mudança de
uso das mesmas, corrigir erros de projeto ou de execução, recuperação estrutural face ao tempo de uso ou por algum
acidente durante a vida útil da estrutura, como o caso de exposição da estrutura de concreto armado a elevadas
temperaturas (SOUZA & RIPPER, 1998).

No caso de pilares de concreto armado, quando o concreto é comprimido axialmente, o efeito de Poisson induz a
ocorrência de deformações radiais que tem como resultante a expansão lateral do concreto. Por meio do confinamento da
seção das peças axialmente solicitadas, pode-se impedir a deformação transversal do concreto, oriunda da atuação da
carga axial, conseguindo-se, assim, aumentar a resistência das mesmas à compressão, além de propiciar um aumento na
ductibilidade do elemento reforçado. O sistema de reforço com fibra de carbono pode ser utilizado no reforço de pilares
de concreto solicitados axialmente. Neste caso, a resistência à tração das fibras promove uma pressão de confinamento
que pode ser utilizada para aumentar ou recuperar sua capacidade de carga original. (MACHADO, 2006).

Desta forma, este trabalho avalia, primeiramente, a perda de capacidade de carga de pilaretes de concreto armado
submetidos a elevada temperatura. Posteriormente, é avaliada a possibilidade de recuperação de sua capacidade portante
por meio de reforço estrutural com tecido de fibra de carbono.

2. PROGRAMA EXPERIMENTAL

2.1 Pilatetes de concreto

A NBR 6118 (ABNT, 2014), determina que a seção transversal de pilares não deve apresentar dimensões menores que
19cm. Adotou-se então uma seção transversal de 20x20cm. O comprimento foi limitado pela máxima abertura do forno
no qual os pilares foram expostos as elevadas temperaturas, no caso 60cm. O concreto foi dosado para 25MPa. A
armadura compreende quatro barras de aço CA-50 de 10mm de diâmetro e comprimento de 54cm e estribos 5mm de
diâmetro e comprimento total de 70cm cada, espaçados 11cm. A espessura do cobrimento de concreto das barras
longitudinais, igual a 3cm, foi executada de acordo com a espessura indicada para a classe de agressividade do local, e
garantida com a utilização de espaçadores plásticos do tipo roseta (Figura 1). A Tabela 1 mostra a matriz experimental.

Figura 1: Detalhamento da armadura dos pilatetes.

Tabela 1 – Matriz experimental.


Idade na exposição a
Pilaretes de Grupo de Elevada
elevada temperatura Reforço
concreto Concretagem Temperatura
(dias)
P1 Não - Não
P2 Concretagem 1 Sim 76 Não
P3 Sim 134 Sim
P4 Não - Não
Concretagem 2
P5 Sim 111 Não
P6 Sim 111 Sim
P7 Não - Não
Concretagem 3
P8 Sim 113 Não
P9 Sim 113 Sim

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2.2 Exposição a elevadas temperaturas

Para cada conjunto de três pilaretes de uma mesma etapa de concretagem, dois foram expostos a elevadas temperaturas
em um forno elétrico de alta capacidade de aquecimento, com potência total de 12kW/h e capacidade de aquecimento até
1.340ºC, que simula as condições nas quais os elementos estruturais poderiam ser expostos na condição de um incêndio
real.

O procedimento de exposição à elevadas temperaturas consistiu em inserir o pilarete no centro do forno, na posição
vertical, e submetê-lo ao período de exposição programado. Para monitorar a temperatura real interna do forno foi
utilizado um termopar tipo K, com faixa de medição de temperatura entre -90°C e 1380°C, conectado a um controlador e
programador de temperatura instalado na lateral externa do forno. De acordo com Farias (2015), o forno utilizado para o
experimento, mesmo programado na taxa máxima de aquecimento de 100º C/min, não atinge os patamares definidos para
a curva padrão de incêndio da NBR 5628 (ABNT, 2001). O forno apresentou uma taxa de aquecimento de
aproximadamente 17,5ºC/min nos 20 minutos iniciais de ensaio, passando para cerca de 2,9ºC/min no período seguinte
até atingir o patamar desejado de 900ºC. A Figura 2 mostra um comparativo entre a curva de incêndio padrão da norma e
a curva de aquecimento do forno utilizado. Após atingida a temperatura desejada (900°C±5%) os elementos foram
mantidos neste patamar de temperatura durante 30 minutos, inferior ao tempo mínimo de 120min (TRRF mínimo) para
que uma edificação, por exemplo, do tipo residencial (grupo A) classe P5, seja considerada resistente ao fogo, de acordo
com a norma NBR 14432 (ABNT, 2001). Quanto ao valor de temperatura, este representa um valor normalmente
encontrado na maioria dos incêndios em edificações convencionais. O tempo de exposição 30 minutos foi adotado
considerando que como a taxa de aquecimento proporcionada pelo forno é mais baixa que a da curva padrão o pilar
permanece exposto as elevadas temperaturas por um período superior durante a fase de aquecimento. Finalizado este
período, o forno foi desligado, iniciando a etapa de resfriamento natural dos elementos dentro do próprio forno até ser
possível a sua retirada manualmente.

Figura 2: Curva de incêndio padrão versus curva de incêndio do experimento.

2.3 Dimensionamento do reforço

As informações apresentadas na Tabela 2 são as condições iniciais para dimensionamento do reforço em função das
características dos pilaretes. As propriedades do tecido de fibra de carbono utilizado são descritas na Tabela 3. As cargas
inicial e de incêndio são os valores médios obtidos nos ensaios dos pilaretes P1, P4 (excluído P7) e P2, P5, P8,
respectivamente.
Tabela 2 – Características dos pilaretes.
Dados dos Pilaretes

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Tabela 3 – Características do tecido de fibra de carbono.


Dados Fibra - Repardur C-Sheet 240
Módulo Elástico 240000 MPa
Resistência Tração 3800 MPa
Gramatura 300 g/m²
Densidade 1,7 g/cm³
Extensão de ruptura 1,55 %
Espessura para cálculo 0,0176 cm
Seção transversal teórica 176 mm²
Fator de redução 1,2
ft última 557,3 kN
ft última para cálculo 0,6% ξ 211 kN

Para a determinação da carga de compressão admissível de uma coluna reforçada com fibra de carbono, adotam-se as
equações derivadas do American Concrete Institute, descritas em Machado (2006).
Para o cálculo do coeficiente de redução da eficiência da fibra de carbono, foi utilizada a Equação 1, considerando 1,5cm
o raio de curvatura (r) entre lados adjacentes (b) e (h).
(Equação 1)

Através da Equação 2 foi calculada a pressão lateral de confinamento ( f) proporcionada pelo sistema de reforço, em
função do número de camadas de fibra (n).
(Equação 2)

Assim, para seções de colunas retangulares, considerando , a contribuição gerada pelo sistema de
reforço é dada pela Equação 3.

(Equação 3)

A determinação da contribuição dos estribos existentes, considerando que , em função das


propriedades do aço CA-50 utilizado, é estimada através da Equação 4.
(Equação 4)

A pressão de confinamento se dará pela contribuição do sistema de reforço juntamente com a contribuição dos estribos
(Equação 5).
(Equação 5)

A Tabela 4 mostra a pressão de confinamento estimada considerando diferentes números de camadas de fibra de carbono.
O valor de , resistência à compressão majorada pelo confinamento do concreto é fornecido pela Equação 6, onde f’c é
resistência característica à compressão do concreto e f’l é a pressão de confinamento.

(Equação 6)

Para a determinação da carga máxima admissível, usou-se a equação 7, considerando os coeficientes  = 0,7, para casos
de compressão axial e estribos normais e f = 0,95, como coeficiente adicional de redução da resistência que leva em
consideração a forma da seção transversal da coluna. Na Tabela 3, a coluna Pn, expressa os resultados de carga máxima
admissível, levando-se em conta os coeficientes de redução  e f em função do tipo de estribo e geometria da
estrutura de concreto, respectivamente. Já a coluna Pn, desconsidera tais coeficientes.

(Equação 7)

Dos resultados apresentados na Tabela 1, tem-se que a capacidade de carga média dos pilaretes testemunhos é de
1011,7kN. Observou-se pelo dimensionamento, conforme os resultados apresentados na Tabela 4, que não seria possível
recuperar a totalidade desta capacidade de carga inicial, independente do número de camadas de fibra, pois a medida que
este número aumenta, o incremento da resistência torna-se menor. Conforme descrito, como a condição de reforço não
recuperaria a capacidade de carga inicial dos pilares, independente do número de camadas de fibra aplicadas, optou-se
pelo uso de sistema de fibra de carbono considerando duas camadas.

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Tabela 4 – Dimensionamento de reforço de tecido de fibra de carbono para n camadas.


n
(camadas) (kgf/cm²) (kgf/cm²) (kN) (kN)
1 12,55 93,58 255,90 378,20
2 21,24 113,68 291,96 432,43
3 29,94 127,95 317,59 470,96
4 38,63 138,50 336,51 499,41
5 47,32 146,38 350,65 520,67
6 56,02 152,24 361,16 536,49
7 64,71 156,49 368,80 547,98
8 73,40 159,44 374,09 555,93
9 82,10 161,29 377,41 560,93
10 90,79 162,20 379,05 563,39

2.4 Execução do reforço

A execução do reforço seguiu as seguintes etapas: preparação e regularização da superfície, imprimação, aplicação da
resina saturante e aplicação da fibra de carbono. Em virtude da perda considerável de resistência do concreto após a
exposição às elevadas temperaturas foi necessária a remoção das partes não aderidas e regularização da superfície com
aplicação da argamassa cimentícia de reparo rápido (Figura 3).

Figura 3: Execução do reforço (a) pilarete danificado após retirada do forno (b) aplicação da argamassa de reparo (c)
aplicação da fibra de carbono.

2.5 Ensaios de compressão axial

Ensaios de compressão axial foram executados para verificar a capacidade de carga dos pilaretes testemunhos e expostos
a elevadas temperaturas, bem como o incremento de carga proporcionado pelo reforço.

3. ANÁLISE DOS RESULTADOS

3.1 Compressão axial

As Tabelas 5 e 6 apresentam os resultados de capacidade de carga obtidos por meio de ensaio de compressão axial dos
pilaretes testemunhos e dos pilaretes expostos a elevada temperatura.

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Tabela 5 – Capacidade de carga dos pilaretes testemunhos.


Idade Ensaio Carga
Pilarete
(dias) (kN)
P1 76 1004,4
P4 100 1019,0
P7 98 822,0

Em função da baixa capacidade de carga do pilarete P2 após ser exposto a elevada temperatura por 120min, decidiu-se
reduzir o período de exposição dos demais pilaretes após atingir-se o patamar de 900ºC, conforme descrito no item 2.1.
De fato, como a taxa de aquecimento do forno estava abaixo da considerada na curva de incêndio padrão da norma NBR
5628 (ABNT, 2001), o pilarete ficava exposto a elevada temperatura por um período maior até atingir a temperatura de
900ºC. Após esta alteração, verificou-se, um pequeno incremento na capacidade de carga dos pilaretes P5 e P8 em
relação ao P2 da primeira etapa de concretagem.

Tabela 6 – Capacidade de carga dos pilaretes expostos a elevada temperatura.


TRRF Idade Ensaio Carga
Pilarete
(min) (dias) (kN)
P2 120** 76 140,0
P5 30 111 193,6
P8 30 113 153,2

A capacidade de carga atingida pelos pilaretes reforçados com tecido de fibra de carbono, está apresentada na Tabela 7.
Observa-se que as cargas de ruptura foram superiores à de dimensionamento (P 2 = 432,43kN), apresentada na Tabela 4.

Tabela 7 – Capacidade de carga dos pilaretes reforçados com fibra de carbono.


Idade Ensaio Carga
Pilarete
(dias) (kN)
P3 134 460,0
P6 111 566,0
P9 113 455,7

3.2 Temperatura limite para recuperação da capacidade de carga inicial

A temperatura máxima que o concreto poderia atingir para conseguir recuperar carga inicial P i=1011,7kN seria ϕ =
300ºC, tendo como base a os coeficientes de redução K(c,∅) = 0,85 da NBR 15200 (ABNT, 2012) e fck=25MPa. Para esta
temperatura o dimensionamento resultaria nos dados apresentados na Tabela 8. A partir dos resultados da Tabela 7,
observa-se que para a temperatura de 300ºC, atingiu-se a capacidade de carga inicial para uma condição de reforço com 2
camadas de fibra, idêntica ao dimensionamento deste programa experimental, desconsiderando novamente os
coeficientes de redução. Ainda na Tabela 8 observa-se que para n=8, chegou-se a uma capacidade de carga
P8=1004,72kN, muito próxima da carga inicial e, neste caso, levando-se em consideração todos os coeficientes previstos
nas normas de dimensionamento.
Tabela 8 – Recuperação da capacidade de carga inicial para n=2.
n
(camadas) (kgf/cm²) (kgf/cm²) (kN) (kN)
1 12,55 288,30 605,34 903,67
2 21,24 331,53 682,93 1020,35
3 29,94 369,50 751,07 1122,82
4 38,63 403,38 811,86 1214,23
5 47,32 433,95 866,73 1296,74
6 56,02 461,79 916,69 1371,86
7 64,71 487,31 962,49 1440,74
8 73,40 510,84 1004,72 1504,24
9 82,10 532,64 1043,83 1563,05
10 90,79 552,89 1080,18 1617,72

A Tabela 9 apresenta os resultados da interpolação da temperatura máxima que teoricamente seria possível recuperar a
capacidade de carga inicial integralmente, sem terem sido levados em conta os coeficientes de redução da NBR 15200
(ABNT, 2012). Esta condição ocorreria para uma temperatura máxima de 625ºC e seriam necessárias 9 camadas de
tecido de fibra de carbono de mesmas propriedades das utilizadas neste experimento para se atingir o resultado.
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Tabela 9 – Recuperação da capacidade de carga inicial para T=625ºC.


n
(camadas) (kgf/cm²) (kgf/cm²) (kN) (kN)
1 12,55 170,96 394,76 587,01
2 21,24 204,71 455,34 678,10
3 29,94 232,30 504,85 752,56
4 38,63 255,53 546,53 815,24
5 47,32 275,46 582,31 869,04
6 56,02 292,79 613,41 915,81
7 64,71 308,00 640,70 956,84
8 73,40 321,43 664,80 993,08
9 82,10 333,35 686,18 1025,24
10 90,79 343,95 705,22 1053,86

3.2 Cálculo teórico para a temperatura de 900 ºC

Para ϕ = 900ºC, considerando o coeficiente de redução K(c,∅) = 0,08 da NBR 15200 (ABNT, 2012) e fck=25MPa a
resistência residual do concreto seria 2MPa. A Tabela 10 apresenta uma comparação das capacidades de carga
admissíveis, para a redução de resistência do concreto calculada com K(c,∅) = 0,08 e a perda identificada nos
experimentos. Os fatores de redução para os estribos e geometria do elemento de concreto armado foram desconsiderados
neste caso. A coluna identificada como P n experimental apresenta os resultados obtidos através dos experimentos,
enquanto a coluna Pn teórico apresenta os resultados considerando-se a minoração referente à perda de resistência do
concreto para uma temperatura de 900ºC. Os dados da Tabela 10 mostram que que os resultados teóricos para a
temperatura de 900ºC ficaram abaixo dos resultados observados através do procedimento experimental realizado.

Tabela 10 – Comparação dos resultados teóricos e experimentais.


n teórico experimental
(camadas) (kgf/cm²) kgf/cm²) (kN) (kN)
1 12,55 59,73 286,86 378,20
2 21,24 70,42 315,69 432,43
3 29,94 76,28 331,51 470,96
4 38,63 79,19 339,37 499,41
5 47,32 80,05 341,68 520,67
6 56,02 79,37 339,86 536,49
7 64,71 77,50 334,79 547,98
8 73,40 74,65 327,10 555,93
9 82,10 70,98 317,22 560,93
10 90,79 66,63 305,48 563,39

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

A partir dos dados obtidos da etapa experimental, conclui-se que a condição na qual os pilaretes foram expostos
promoveu um grau de deterioração na estrutura de concreto armado muito elevado. Mesmo com a redução do período de
exposição após atingir-se a temperatura máxima de 900ºC de 120 para 30 minutos, para os pilares da 2ª e 3ª etapa de
concretagem, não houve alteração considerável na capacidade de carga verificada nos pilaretes. A perda de capacidade de
carga dos pilaretes expostos a elevadas temperaturas, em relação aos testemunhos, foi em média 84%. Assim, conclui-se
que para a condição de ensaio avaliado e da forma de exposição da estrutura a elevadas temperaturas, este patamar de
temperatura torna inviável a possibilidade de reforço com tecido de fibra de carbono para recuperação plena da
capacidade de carga da estrutura.

Com relação aos resultados obtidos para os pilaretes reforçados com tecido de fibra de carbono, conclui-se que estes
atingiram os resultados esperados. Considerando que o cálculo de dimensionamento de reforço realizado, para um
sistema com 2 camadas de fibra de carbono previa a capacidade de carga P 2=432,43kN, desconsiderando os coeficientes
de redução e que a partir da atividade experimental, obteve-se Pmed=493,93kN, para os três pilaretes reforçados, pode-se
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concluir que o procedimento de cálculo utilizado para o dimensionamento do reforço mostra-se coerente com o resultado
alcançado.

Os resultados de temperatura limite à qual uma estrutura de concreto armado poderia ser exposta para recuperação plena
de sua capacidade de carga inicial, para as mesmas condições de ensaio efetuadas nesta atividade experimental, irão
variar de acordo com o número de camadas de reforço com fibra de carbono possíveis. Vale ressaltar que o uso de uma
elevada quantidade de camadas além de dificultar o processo executivo, inviabiliza financeiramente seu uso, tendo em
vista o alto custo/m² deste tipo de solução.

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http://dx.doi.org/10.4322/CBPAT.2020.011 ISBN 978-65-86819-05-2

AVALIAÇÃO DA SATISFAÇÃO DE USUÁRIOS DE MORADIAS POPULARES EM


LOTEAMENTOS DE INTERESSE SOCIAL NO RIO GRANDE DO SUL

MYLENA LANUSSI ROSSI BIRCK LUCIANI SOMENSI LORENZI


Engenheira Civil Engenheira Civil
LEME/UFRGS LEME/UFRGS
RS; Brasil RS; Brasil
mylenabirck@gmail.com luciani.lorenzi@gmail.com

MORGANE BIGOLIN LUIZ CARLOS PINTO DA SILVA FILHO


Arquiteta Engenheiro Civil
LEME/UFRGS LEME/UFRGS
RS; Brasil RS; Brasil
morgane.b@gmail.com lcarlos66@gmail.com

ALEXANDRE LORENZI
Engenheiro Civil
LEME/UFRGS
RS; Brasil
alexandre.lorenzi@ufrgs.br

RESUMO

O acesso a uma habitação que atenda às necessidades mínimas de habitabilidade, segurança e durabilidade, mostram-se
quesitos fundamentais na busca por uma moradia própria. A maioria da população que busca estas características vive, na
maioria dos casos, em situações precárias e sem condições de infraestrutura básica. O trabalho teve como objetivo efetuar
uma Avaliação Pós-Ocupação das casas produzidas pelo Departamento de Habitação da Prefeitura de Porto Algre
(DEMHAB). Esta avaliação fundamenta-se na perspectiva e satisfação do usuário, além de identificação e levantamento
das manifestações patológicas mais recorrentes nestes loteamentos, resultando em um diagnóstico da performance e
evolução das HIS. Esta pesquisa foi desenvolvida partir da aplicação de um questionário em uma amostra de moradores
destes empreendimentos, apontando seu nível de satisfação com o imóvel. Considerando os resultados da pesquisa, os
relatos dos usuários apontam para um nível de satisfação “regular” perante a suas habitações. A insatisfação dos usuários
evidencia-se quando 88,61% dos entrevistados declarou já ter realizado ou deseja realizar reformas na sua moradia, sendo a
mais frequente a ampliação da moradia. O trabalho intenciona servir de base para projetos futuros do DEMHAB, a fim de
que as próximas HIS atendam às necessidades e expectativas dos usuários. Além de fundamentar estratégias de
manutenção e correção das manifestações patológicas apontadas nesta tipologia de habitações.
Palavras-chave: MCMV, habitação de interesse social, manifestações patológicas.

ABSTRACT

Finding a housing that meets the basic requirements of habitability, safety and durability, are fundamental in the acquisition
of a new home. The population aiming these characteristics live, in most cases, in precarious settlements and without basic
infrastructure conditions. This work aim to apply a Post-occupation Assessment of the houses produced by Porto Alegre
municipality (DEMHAB). This assessment was based on the perspective and user satisfaction, additionally to the
identification and inspection of the most recurrent pathological manifestations in these houses, resulting in a performance
diagnosis of the social interest housing. This research was developed through the application of a questionnaire to a sample
of residents, aiming to investigate their level of satisfaction with the property. Considering the survey results, residents'
reports point to a "regular" level of satisfaction with their homes. The dissatisfaction of users is evident when 88.61% of
respondents stated that they have already carried out or want to carry out renovations in their housing, being the most
frequent the expansion of the housing unit. The work aimed to underpin future projects in order to meets resident’s
requirements and expectations. In addition, this work address strategies for maintenance and recovery of the most frequent
pathological manifestations observed in this housing types.

Keywords: My house my life programme, affordable housing, building pathological manifestations.


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1. INTRODUÇÃO

A inadequada distribuição de renda somado ao elevado crescimento populacional urbano resultou em um complexo
déficit habitacional no Brasil. Nas metrópoles foram aumentando o número de assentamentos precários e irregulares,
carentes de infraestrutura, acessibilidade, saneamento, acesso a recursos básicos, importantes para uma vida digna.
Identificando o déficit habitacional como um problema de gestão pública, instituições e órgãos públicos investiram em
políticas habitacionais, por meio de programas e ações que, de diferentes maneiras, oportunizaram acesso a moradia a
pessoas com baixa renda. Entretanto, a necessidade de baixo custo e produção em quantidade das Habitações de
Interesse Social (HIS), levam ao emprego de processos construtivos e soluções que, muitas vezes, negligenciam a
qualidade deste produto e a real necessidade do usuário.

Torna-se, então, necessário realizar diagnósticos de desempenho e evolução das moradias existentes em
empreendimentos de HIS, observando questões relativas à qualidade da habitação, satisfação do usuário e processos
patológicos. Um método de análise do desempenho e qualidade do ambiente construído é a Avaliação Pós-Ocupação
(APO), através do ponto de vista do usuário, permite avaliar não somente aspectos técnicos, mas também
comportamentais e sociais, proporcionando a compreensão e registro da realidade existente. Estes dados, tornam-se
diretrizes para novos projetos e orientações para possíveis soluções de recuperação destas habitações.

Apesar da acelerada construção de HIS no país, ainda são atípicas as pesquisas que visam avaliar de forma estruturada a
performance pós-uso e a durabilidade dessas habitações. Ainda mais raras são as pesquisas relativas a este assunto no
Rio Grande do Sul. Tendo em vista que o poder público se propõe a produzir HIS em grande quantidade e com baixo
custo, se faz necessário um sistema de avaliação constante. Portanto, esta pesquisa se justifica ao efetuar um diagnóstico
da performance e evolução das moradias de empreendimentos de HIS produzidas pelo poder público de Porto Alegre,
atentando a questões relativas à qualidade da habitação, satisfação do usuário e processos patológicos. Assim, este
artigo, propõe-se a avaliar HIS dos loteamentos Chapéu do Sol, São Guilherme e Nova Chocolatão em Porto Alegre,
RS. Reunindo resultados de questionários aplicados aos moradores e relatórios fotográficos, almeja-se identificar as
carências e manifestações patológicas, além de avaliar o desempenho e a qualidade das unidades habitacionais,
embasando-se no ponto de vista do usuário e seu nível de satisfação.

A abordagem estruturada do assunto permitiu o entendimento da realidade dos conjuntos habitacionais de Porto Alegre,
orientando a definição das medidas necessárias, permitindo a geração de indicadores para novos projetos, e
proporcionando a sistematização e transmissão à população de possíveis soluções de recuperação. Este trabalho de
pesquisa foi viabilizado e realizado em parceria com o Departamento Municipal de Habitação de Porto Alegre e com a
Rede Morar TS da Financiadora de Inovação e Pesquisa - Finep -, uma rede nacional de diversas Centros Acadêmicos
no País, voltada para desenvolvimento de pesquisas e tecnologias sobre moradia, com foco em tecnologias socias que
representem efetivas soluções para problemas sociais, levando à transformação de um contexto social. Este trabalho,
especialmente, integra o Subprojeto 5 - Desempenho e pós-uso das edificações.

2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

Abiko (1995) afirmou que a habitação tem como função principal, abrigar e proteger o ser humano. Através da evolução
humana, o homem foi descobrindo e desenvolvendo habilidades e aptidões, passando a utilizar os materiais disponíveis
como ferramentas para incrementar seus abrigos. Ao longo da história, adquiriu também uma função econômica e
social, sendo local de descanso, alimentação, atividades fisiológicas e convívio social. Portanto, a habitação é uma
necessidade básica do ser humano.

Entretanto, nos dias atauais, a questão habitacional sobressai de um complexo problema socioeconômico. As carências
habitacionais não se limitam tão somente a falta de moradia, mas está articulada ao contexto social, econômico e
cultural e políticos. O déficit habitacional não será resolvido com políticas para produção de moradias sem investir
conjuntamente em qualidade, infraestrutura e coletividade, enfatiza Maricato (2000).

Em 2015, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do IBGE, o Brasil possuía 6.355.743 moradias em
condições precárias. O Rio Grande do Sul registrou um déficit de 239.458 moradias em 2015. A Região Metropolitana
de Porto Alegre-RMPA registrou, em 2015, um déficit de 96.614 moradias, sendo 98% na zona urbana. Segundo a
Síntese de Indicadores Sociais do IBGE (2018), em 2017, 13,0% da população brasileira residia em domicílios
inadequados, o que representa 27 milhões de pessoas e 7,8 milhões de domicílios.

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2.1 Habitação de Interesse Social

Habitação de Interesse Social (HIS) é definida por Bonduki (1994). como habitação voltada a atender a parcela da
população com renda baixa. Santos (2011, p. 3) traz um conceito mais recente ao enfatizar que a HIS não é apenas uma
construção para baixa renda, ou seja, um produto. O seu projeto deve empregar técnicas e processos que diminuam o
custo, sem diminuir a qualidade e que supram todas as necessidades de seus domiciliados.

Diversos conceitos devem ser observados quando se trata de Habitação de Interesse Social, não se limitando apenas ao
produto material da edificação. Abiko (1995, p. 12) reforça que a HIS é o resultado de um processo complexo com
determinantes políticos, sociais, econômicos, jurídicos, ecológicos, tecnológicos; que são fundamentais para solução do
problema habitacional. Como elucidado na figura 1, para a Rede Morar TS, Habitações de Interesse Social devem
resultar da interação e combinação de cidadania, sustentabilidade, integração com a cidade, habitabilidade,
racionalidade produtiva e integração com Políticas Públicas (CARDOSO; KAPP, 2013).

Figura 1: Conceitos relacionados à Habitação de Interesse Social

3. METODOLOGIA

A Avaliação Pós-ocupação (APO) é um método de que mensura o desempenho de ambientes construídos com base nas
percepções dos usuários e no relacionamento usuário-ambiente. As primeiras pesquisas nesta área surgiram em 1947
nos Estados Unidos, como parte dos estudos dos psicólogos Roger Barkes e Herbert Wright que avaliavam a interação
entre o ambiente e o comportamento dos indivíduos (ORNSTEIN, 1992). No Brasil, o despertar da APO ocorreu em
1975 com a pesquisa de Motta Del Carlo sobre os níveis de satisfação dos moradores de conjuntos habitacionais da
Grande São Paulo (ORNSTEIN, 1992).

França (2016) enfatiza a singularidade da APO: avalia o desempenho de forma efetiva e integrada, já que ela prioriza
aspectos de uso, manutenção, considerando essencial o ponto de vista dos usuários e não somente atributos técnicos.
Para sua realização várias técnicas podem ser empregadas como Rheingatz (2008) complementa Ornstein (2004)
destacando as principais: Walkthrough, Mapa comportamental, Poema dos desejos; dMapeamento visual; Mapa mental;
Seleção visual; Entrevista; Questionário e Grupo Focal.

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O método escolhido para este trabalho foi de entrevista. O roteiro de questionário foi elaborado pelos pesquisadores da
Rede Morar TS da UFRGS, Universidade de São Paulo, Universidade de Campina Grande e FIOCRUZ. Definiu-se que
o questionário seria na forma de entrevista e não auto aplicado, tendo em vista a possibilidade de interação entre o
pesquisador e o respondente, de modo que as questões pudessem ser esclarecidas, em caso de dúvida, e, assim, as
respostas registradas. Adotou-se o método de escala de valor para as respostas, procurando usar números e símbolos que
facilitassem o entendimento do público alvo.

O questionário foi constituído por 37 questões, distribuídas em 6 blocos, iniciando com uma contextualização, depois
caracterização do ambiente e seu uso e por fim patologias:
a) Dados Gerais da moradia atual;
b) Dados Gerais da moradia anterior;
c) Perfil do agrupamento familiar;
d) Caracterização da Edificação e seus ambientes;
e) Quanto ao modo de utilização da moradia; e
f) Caracterização das manifestações patológicas.

Os questionários foram aplicados de 2012 a 2014. Os entrevistados tiveram suas dúvidas esclarecidas e assinaram um
termo de consentimento livre e esclarecido, registrando seu interesse em participar de forma voluntária nesta pesquisa.

Seguido das entrevistas, também foi realizada uma análise do ponto de vista técnico. A avaliação técnica foi realizada
baseando-se em visitas técnicas executadas por Engenheiros Civis, pesquisadores da Rede Morar TS, que aplicaram os
questionários e entrevistaram os usuários. Nesta visita, os pesquisadores apontaram as ocorrências que identificaram,
complementando com registros fotográficos.

3.1 Definição da Amostra

A seleção da amostra dos domicílios foi realizada baseando-se no processo de amostragem aleatória simples, portanto,
todas as Unidades Habitacionais - UH - tinham igual probabilidade de pertencer à amostra, respeitando-se a
disponibilidade dos usuários no momento das entrevistas. Além disso, para evitar conclusões tendenciosas, contemplou-
se de forma igual todas as orientações geográficas das fachadas frontais das unidades, tendo em vista que esta pode
causar diferenciação na captação de luz natural e ventilação na definição das residências. As unidades da amostra foram
definidas pelo líder comunitário de cada empreendimento em conjunto com a Coordenadora de Projetos do DEMHAB e
os pesquisadores da Rede Morar TS.

No loteamento Chapéu do sol, aplicou-se o questionário em 40 UH, representando 6,94% das UH ocupadas deste
loteamento. As unidades selecionadas foram todas da mesma tipologia casa térrea. Neste empreendimento a amostra foi
reduzida por orientação da Líder Comunitária e devido a questões de segurança alguns pontos do loteamento foram
descartados da amostragem. No loteamento São Guilherme, os questionários foram aplicados em 26 UH, representando
10,32% das UH do loteamento, nas diferentes tipologias. No Residencial Nova Chocolatão, os questionários foram
aplicados em 25 UH, representando 13,81% das UH do loteamento, nas diferentes tipologias.

3.2 Análise dos dados

A Análise dos dados foi realizada através de gráficos, planilhas e tabelas, por meio do software Microsoft Excel. As
respostas foram classificadas como “Ruim” as quais receberam valor 1, “Regular” valor 2, “Bom” valor 3 e “Ótimo”
valor 4.

O Índice de Satisfação Médio foi calculado ponderando as respostas, ou seja, multiplicou-se o valor atribuído (de 1 a 4)
pela porcentagem de respostas do nível, a soma disto resulta no Índice de Satisfação Médio do loteamento. Tratando-se
da média geral de todos os empreendimentos, considerou-se a média simples aritmética dos Índices de Satisfação
individuais dos loteamentos. Considerou-se insatisfeitos os usuários que avaliaram entre “regular” e “ruim” e satisfeitos
os que avaliaram entre “bom” e “ótimo”.

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4. RESULTADOS

A grande maioria dos entrevistados eram os primeiros moradores da unidade, estando nelas desde sua entrega. No
Loteamento Chapéu do Sol, isso representa de 12 a 13 anos. No Residencial Nova Chocolatão, 2 anos, e no Loteamento
São Guilherme, moradores da primeira fase 8 anos e moradores da segunda fase, menos de 1 ano. A respeito do número
de morados por residência, a média de moradores em todos os loteamentos é aproximadamente 4 pessoas, variando de 1
a 17, no caso do Residencial Nova Chocolatão, 1 a 8, no caso do Loteamento Chapéu do Sol e 2 a 7 no caso do
Loteamento São Guilherme.

A tabela 1 expressa a quantidade de entrevistados que permitiram que esta visita fosse realizada, repercutindo na
redução da amostra.

Tabela 1 – Quantidade de entrevistados que permitiram a visita técnica e/ou os registros fotográficos em suas moradias

Chapéu do Sol Nova Chocolatão São Guilherme


Amostra 40 25 26
Vistoria Tecnica 24 18 19
Fotografar 25 17 19

Foram identificadas, catalogadas e fotografadas as ocorrências de manifestações patológicas. A proporção de unidades


com defeitos registrados é similar entre os loteamentos, variando entre 72,22% no Residencial Nova Chocolatão e 75%
no Loteamento Chapéu do Sol, em geral 73,77% das unidades visitadas teve algum defeito registrado. Observa-se que o
loteamento Chapéu do Sol apresentou uma média de ocorrências (13,67/uh) muito maior que os demais, elevando a
média geral para 8 ocorrências por unidade, foi neste loteamento, também, que 67,21% das ocorrências foram
apontadas.
O levantamento dos defeitos foi realizado dividindo os apontamentos que se supunha serem mais frequentes entre 10
grupos de elementos: fundações, piso, paredes, revestimento, pintura, portas e janelas, cobertura, instalação hidráulica,
instalação esgoto e instalação elétrica. Foi verificado a presença de defeitos, anotando observações e registrando por
meio de fotografias.

4.1 Fundações

Como defeito de fundação foram considerados umidade, fissuras e movimentação de elementos da construção.
Observa-se que no Loteamento Chapéu do Sol, 45,85% das unidades visitadas apresentou algum tipo de defeito nas
fundações, o mais recorrente foi umidade (45,83% das UH). Já no Loteamento São Guilherme, 10,53% das unidades
apresentavam defeito neste elemento. No Residencial Nova Chocolatão nenhuma unidade apresentou defeito nas
fundações.
De maneira geral 21,31% das unidades vistoriadas apresentou problema nas fundações. Ressalta-se que 90% dos 30
casos foram identificados no Loteamento Chapéu do Sol. Como mostra a figura 1, 40% dos defeitos nas fundações
foram identificados como umidade. A figura 2 ilustra o problema de umidade nas fundações.

Figura 1: Distribuição das ocorrências em fundações

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Figura 2: Umidade proveniente das fundações no Loteamento. Chapéu do Sol

4.2 Piso

Como defeito no piso foram considerados umidade, fissuras, esfarelamento ou outros. No Loteamento Chapéu do Sol
62,50% das unidades apresentou defeitos no piso, sendo o mais recorrente a umidade (presente em 50% das UH). Em
Nova Chocolatão 27,78% das unidades acusou defeito no piso. No Loteamento São Guilherme, 26,32% das unidades
apresentou defeitos no piso, sendo o defeito mais frequente umidade, que foi apontado em 21,05% das unidades
vistoriadas.
De maneira geral 40,98% das unidades vistoriadas apresentou problema nos pisos. Ressalta-se que 75,6% dos 45 casos
foram identificados no Loteamento Chapéu do Sol. Como mostra a figura 70, 38% dos defeitos nos pisos foram
identificados como umidade. A figura 4 ilustra o problema de pisos soltos, acompanhado de umidade.

Figura 3: Distribuição das ocorrências em pisos

Figura 4: Piso solto no Residencial Nova Chocolatão

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4.3 Paredes

Como defeito de paredes foram considerados umidade, fissuras, manchas de bolor e outros. A tabela 13 apresenta os
resultados a respeito do elemento Parede. No Loteamento Chapéu do Sol, 70,83% das unidades visitadas apontou
defeito nas paredes, o mais recorrente foi umidade (70,83% das UH), seguido de fissuras (54,17% das unidades). Já no
Loteamento São Guilherme, 52,63% das unidades apontaram defeito neste elemento, sendo o defeito mais frequente
umidade (42,11% das unidades). No Residencial Nova Chocolatão 38,89% das unidades manifestou defeito nas
paredes.
Globalmente, 55,74% das unidades vistoriadas apresentou problema nas paredes. Ressalta-se que 67,7% dos 65 casos
foram identificados no Loteamento Chapéu do Sol. Como mostra a figura 5, 40% dos defeitos nas paredes foram
identificados como umidade, muitas vezes acompanho de manchas de bolor, presente em 21% das unidades. Em 34%
das unidades foram identificadas fissuras nas paredes.

Figura 5: Distribuição das ocorrências em paredes

A figura 6 ilustra o problema de umidade nas paredes, que tem relação com o problema das manchas de bolor.

Figura 6: Parede com presença de umidade no Loteamento Chapéu do Sol

Um problema recorrente em todos os loteamentos é a ocorrência de fissuras no entorno das esquadrias (portas e
janelas), conforme ilustrado na Figura 7.

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Figura 7: Parede com fissuras no entorno da janela no Loteamento Chapéu do Sol

4.4 Revestimentos

Como defeito no revestimento foram considerados estufamento, partes soltas, esfarelamento e outros. No Loteamento
Chapéu do Sol, 33,33% das unidades visitadas manifestou defeitos no revestimento, atenta-se que foram identificados
estufamento, revestimento solto e esfarelado em todas estas unidades. Já no Loteamento São Guilherme, 31,58% das
unidades apontaram defeito neste elemento, sendo o defeito mais frequente revestimento solto (21,05% das unidades).
No Residencial Nova Chocolatão 16,67% das unidades manifestou defeito nas no revestimento, sendo identificados
apenas estufamento.
Globalmente, 27,87% das unidades vistoriadas apresentou problema nos revestimentos. Ressalta-se que 68,6% dos 35
casos foram identificados no Loteamento Chapéu do Sol. Como mostra a figura 99, 40% dos defeitos de revestimento
foram identificados como estufamento, apontado em 22,95% das unidades, outros 34% foram identificados como
esfarelamento, presente em 19,67% das unidades.

Figura 8: Distribuição das ocorrências em revestimentos


No loteamento Chapéu do Sol as unidades foram entregues sem acabamentos, algumas ainda continuam sem. Devido à
falta de manutenção, algumas unidades estão com o revestimento totalmente degradado. Uma ocorrência bastante
frequente, também motivo de insatisfação dos entrevistados, é o desplacamento cerâmico.
Um ponto com bastante ocorrências de desplacamento é no entorno das esquadrias (portas e janelas), processo iniciado
por fissuramento, depois esfarelamento e por fim, desplacamento do revestimento, como ilustrado pela figura 9.

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Figura 9: Revestimento esfarelado e desplacado no ponto de fixação da porta no


Loteamento Chapéu do Sol

4.4 Pinturas

Como defeito de pintura foram considerados presença de bolhas, descascamento, desbotamento, manchas e outros. No
Loteamento Chapéu do Sol, 54,17% das unidades visitadas manifestou defeitos na pintura, sendo que 50% das unidades
estavam com a pintura descascada em algum ponto e 47,83% a pintura estava manchada. Enquanto no Residencial
Nova Chocolatão, 44,44% apontaram defeitos na pintura, sendo que 33,33% estavam com a pintura manchada. No
Loteamento São Guilherme 42,11% das unidades manifestou defeitos na pintura, manchas e descascamento ocorreram
em 21,05% das unidades.
Integralmente, 47,54% das unidades vistoriadas apresentou problema na pintura. Destaca-se que 58,60% dos 70 casos
foram identificados no Loteamento Chapéu do Sol, com uma média de 1,71 casos por unidade. Como mostra a figura
111, manchas e descascamento representaram 60% das ocorrências em pintura, sendo apontadas individualmente em
34,43% das unidades visitadas.

Figura 10: Distribuição das ocorrências em pintura

A figura 11 ilustra o descascamento da pintura em pontos de umidade e formação de bolor, problema recorrente nas
unidades vistoriadas.

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Figura 10: Destacamento da pintura e formação de bolor

4.5 Portas e Janelas

Como defeito de portas e janelas foram considerados pintura descascada, fechadura com problema, empenamento,
emperramento e outros. No Loteamento Chapéu do Sol, em 58,33% das unidades foram identificados problemas em
portas e janelas, dos quais os mais frequentes foram fechadura com problema e empenamento, constantes, igualmente,
em 41,67% das unidades. Já no Residencial Nova Chocolatão, 55,56% das unidades apontaram defeito neste elemento,
sendo o defeito mais frequente pintura descascada, ocorrendo em 33,33% das unidades. No Loteamento São Guilherme
47,37% das unidades manifestou defeito nas esquadrias.
Os apontamentos “outros” para defeitos nas portas e janelas nos Loteamentos Nova Chocolatão e São Guilherme, em
sua maioria (7 das 10 ocorrências) são de corrosão na esquadria. Globalmente, 54,10% das unidades vistoriadas
apresentou problema nas esquadrias. Observa-se que o loteamento Chapéu do Sol representa 51,9% das 81 ocorrências
deste elemento. Como mostra o gráfico XX, a composição dos defeitos é homogênea, sendo os mais frequentes pintura
descascada (24% das ocorrências) e fechadura com problema (22% das ocorrências).

Figura 11: Distribuição das ocorrências em portas e janelas

No Loteamento Chapéu do Sol, verificou-se o lascamento na parte inferior das folhas das portas de madeira em algumas
unidades visitadas.

4.5 Coberturas

Como defeito de cobertura foram considerados entrada de água, telhas quebradas, forro podre, forro com cupins e forro
deformado. No Loteamento Chapéu do Sol, 58,33% das unidades visitadas foi verificado defeito na cobertura, em

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54,17% unidades deste loteamento percebeu-se a entrada de água pela cobertura. Enquanto no Residencial Nova
Chocolatão, 44,44% das unidades apontaram defeito neste elemento, sendo, também, o defeito mais frequente entrada
de água (44,44% das unidades). No Loteamento São Guilherme 10,53% das unidades manifestou defeito na cobertura,
e, novamente, entrada de água é o mais frequente, apontado em 10,53% das unidades.
De maneira geral, 39,34% das unidades vistoriadas manifestou defeitos na cobertura. Ressalta-se que 69% dos 58 casos
foram identificados no Loteamento Chapéu do Sol. Como mostra a figura 151, 40% dos defeitos na cobertura foram
identificados como entrada de água.

Figura 12: Distribuição das ocorrências em coberturas


É pertinente mencionar que no Loteamento Chapéu do Sol, as unidades foram entregues sem forro e algumas das
unidades vistoriadas permaneciam sem a instalação no momento da vistoria elas ainda mostram o emprego de jornal
para vedação da cobertura da unidade. A figura 13 ilustra o caso de unidades em que o telhado possui buracos, sendo
motivo de insatisfação dos usuários, já que “chove” dentro das suas moradias.

Figura 13: Cobertura sem forro e com buraco no telhado no Loteamento Chapéu do Sol

4.6 Instalações Hidráulicas

Como defeito de instalações hidráulicas foram considerados vazamentos, pouca pressão, canos quebrados e outros. No
Loteamento Chapéu do Sol em 41,67% das unidades visitadas foram verificados defeitos nas instalações hidráulicas, em
37,5% das unidades havia canos quebrados e em 33,33% vazamos. No Residencial Nova Chocolatão, 33,33% das
unidades apontaram defeito nas instalações hidráulicas, sendo os defeitos mais frequentes vazamento e canos
quebrados, presentes em 11,11% das unidades. No Loteamento São Guilherme houve apenas 2 ocorrências, 1 unidade
com vazamento e 1 unidade com canos quebrados. ]
Do total das unidades visitadas, 29,51% apresentou problema nas instalações hidráulicas, sendo que 78,10% dos
apontamentos ocorreram no Loteamento Chapéu do Sol. Como mostra a figura 159, 38% dos defeitos nas paredes
foram identificados como canos quebrados e 34% como vazamentos. Estes vazamentos dividem-se em vazamentos nas
conexões de tubulações, devido à má colagem e em torneiras e registros, devido a falha na vedação.

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Figura 13: Distribuição das ocorrências em Instalações Hidráulicas

4.7 Instalações de Esgoto

Como defeito de instalações de esgoto foram considerados vazamento, entupimento, mau cheiro e outros. No
Loteamento Chapéu do Sol em 41,67% das unidades visitadas foram registrados defeitos nas instalações de esgoto, em
33,33% verificou-se vazamentos, com relação direta a mau cheiro. No Residencial Nova Chocolatão, 16,67% das
unidades apresentou defeito neste elemento, em contrapartida no Loteamento São Guilherme, 15,79% das unidades
tinha problemas no esgoto, sendo mau cheiro o mais frequente (15,79%).
Globalmente, 26,23% das unidades vistoriadas apresentou problema nas instalações de esgoto. A figura 14 ilustra que
37% dos defeitos foram identificados como mau cheiro, que está diretamente relacionado aos demais, percebeu-se,
ainda, que a maior parte dos entupimentos era motivada pela falta de manutenção periódica, por desconhecimento por
parte do morador.

Figura 13: Distribuição das ocorrências em Instalações de Esgoto


Também chamou a atenção que na maioria das unidades foram realizadas instalações improvisadas, que por falta de
conhecimento ou habilidade para execução, devido a fadiga, apresentavam vazamentos nas conexões.

4.8 Instalações Elétricas

Como defeito de instalações elétricas foram considerados, disjuntores caindo, curto circuito, não funcionamento de
interruptores e tomadas e outros. No Loteamento Chapéu do Sol, 37,50% das unidades visitadas foram registradas com
defeito, já no Loteamento São Guilherme, 26,32% das unidades apontaram defeito neste elemento, sendo o defeito mais
frequente tomadas que não funcionavam (21,05% das unidades). No Residencial Nova Chocolatão apenas 2 unidades
apresentaram problemas elétricos, sendo 1 deles curto circuito.

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Do total de unidades vistoriadas, 24,59% apresentou problemas elétricos, a maior parte das ocorrências (74,4%) foram
identificadas no loteamento Chapéu do Sol. Como as unidades deste loteamento foram entregues sem forro, é elevado o
número de unidades com fiação totalmente exposta.
Conforme ilustrado na figura 14, 28% das ocorrências em instalações elétricas é de tomadas que não funcionam, 23%
de curto circuitos e 21% de disjuntores que desligam.

Figura 14: Distribuição das ocorrências em Instalações Elétricas


Os moradores executaram instalações elétricas para as modificações ambientais realizadas na edificação, a maior parte
delas é irregular e está com a fiação exposta, como exemplificado e ilustrado pela figura 15, o que possivelmente
motive os curtos circuitos, e por conseguinte a queda de disjuntores.

Figura 15: Fiações Expostas

5. CONCLUSÕES

Intervenções urbanas voltadas ao problema habitacional, engajadas na produção de habitações para a população de
baixa renda, não são bem-sucedidas sem serem planejadas de modo a atender, primeiramente, às necessidades dos
usuários. Carecem de projetos e do emprego de técnicas e tecnologias que permitam a redução de custo, sem afetar a
qualidade, de forma que esta habitação supra todas as suas funções como qualquer outra habitação. Além de capacitar o
usuário quanto à manutenção, potencializando sua vida-útil.
Frente ao disposto nos capítulos anteriores, infere-se que as técnicas de APO empregadas são adequadas para avaliação
dos empreendimentos, qualificando o desempenho das habitações conforme seu uso, ressaltando-se o nível de satisfação
dos usuários das HIS produzidas pelo DEMHAB. A avaliação complementou-se com o levantamento de manifestações
patológicas mais recorrentes, portanto, os objetivos do trabalho foram atingidos.

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De acordo com a análise dos resultados, os entrevistados mostraram-se regularmente satisfeitos com as dimensões dos
ambientes, destacando-se como menos satisfatório a cozinha e mais satisfatório a varanda, que foi construída pelos
próprios usuários. A respeito do conforto ambiental, a principal insatisfação dos entrevistados é quanto a temperatura na
habitação em dias quentes e frios.
A análise dos resultados mostra que os usuários estão insatisfeitos perante a qualidade da construção, principalmente
quanto às janelas e portas. Com relação ao nível de satisfação dos usuários sobre as manifestações patológicas, portas e
janelas novamente apontam como a principal insatisfação dos entrevistados, justificando a insatisfação com a qualidade
delas.
Quanto a qualidade das instalações elétricas e hidráulicas, os resultados mostram um nível de satisfação médio
“regular”, relacionando-se ao fato de que aproximadamente metade dos entrevistados relatou ter tido problemas nas
instalações, o que os induziu a reformar as instalações.
De maneira geral, em média, os entrevistados apresentaram nível de satisfação regular quanto à sua habitação. Estes
resultados relacionam-se diretamente ao fato de 88,61% dos entrevistados já ter reformado ou deseja reformar sua
moradia, destacando-se a ampliação de cômodos como a reforma mais desejada (29,04%).
O levantamento de defeitos na habitação, validou os apontamentos dos usuários, já que 54,10% das unidades visitadas
apresentou defeitos em portas e janelas, representando 16,60% das ocorrências. 11,27% das ocorrências foram quanto a
umidade em fundações, pisos e paredes, que condiz com a percepção dos entrevistados, que se declararam insatisfeitos
quanto a umidade em suas moradias. Esta umidade pode ter relação com os vazamentos nas instalações hidráulicas e de
esgoto mapeados, com a entrada de água pelo telhado e por impermeabilização deficiente nas fundações.
O relatório fotográfico evidenciou a falta de manutenção e limpeza da moradia, apontando a degradação de pinturas e
revestimentos. Além de reformas inadequadas e instalações improvisadas, que, muitas vezes, trazem mais problemas
ainda. Portanto, ressalta-se a importância do desenvolvimento de um manual de conservação e manutenção da habitação
para os usuários das HIS, além do treinamento dos usuários.

REFERÊNCIAS

ABIKO, A. K. Introdução à Gestão Habitacional. São Paulo: EPUSP, 1995.

BONDUKI, N. Origens da habitação social no Brasil. Arquitetura moderna, lei do inquilinato e difusão da casa própria.
4ª edição. ed. São Paulo: Estação Liberdade, 2004.

CARDOSO, A. L; KAPP, S. Marco Teórico da Rede Morar TS. RISCO - Revista de pesquisa em arquitetura e
urbanismo do programa de pós-graduação do instituto de arquitetura e urbanismo iau-usp. São Paulo, 2013.

COSTA, M. A. O Estatuto da Cidade e a Habitat III: um balanço de quinze anos da política urbana no Brasil e a nova
agenda urbana. Brasília: IPEA, 2016.

DEPARTAMENTO MUNICIPAL DE HABITAÇÃO-DEMHAB. Plano Municipal de Habitação de Interesse Social.


Porto Alegre. 2009.

FRANÇA, A. J. G. L. Melhoria contínua aplicada a edificações de tipologia padronizada: a gestão do conhecimento no


contexto do portfólio de ativos. São Paulo: FAUUSP, 2016.

MARICATO, E. Habitação social em áreas centrais. Oculum Ensaios - PUC, p. 2-12, 2000.

ORNSTEIN, S. W. Avaliação pós ocupação no Brasil, 30 anos: O que há de novo? PROJETAR, p. 7-12, 2017.

ORSTEIN, S.; BRUNA, G.; ROMÉRO, M. Ambiente Construído e Comportamento: a avaliação pós-ocupação e a
qualidade ambiental. 1. ed. São Paulo: Studio Nobel, 1995.

RHEINGANTZ, P. A. Observando a qualidade do lugar: procedimentos para a avaliação pós-ocupação. Rio de Janeiro:
Universidade Federal do Rio de Janeiro, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Pós- Graduação em Arquitetura, 2009.

SANTOS, M. V. A. D. Desenvolvimento de Tipologias para habitações de interesse social. Fortaleza: Universidade


Federal do Ceará, 2011.

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ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE CONCRETO CONVENCIONAL E REFORÇADO


COM FIBRAS ATRAVÉS DE ENSAIOS ULTRASSÔNICOS
VICTOR IVAN DAL BOSCO ALEXANDRE LORENZI
Acadêmico Engenharia Civil Engenheiro Civil
LEME/UFRGS LEME/UFRGS
RS; Brasil RS; Brasil
victordalbosco@outlook.com alexandre.lorenzi@ufrgs.br

LUIZ CARLOS P. SILVA FILHO


Engenheiro Civil
LEME/UFRGS
RS; Brasil
lcarlos66@gmail.com

RESUMO

Diferentes materiais vêm sendo adicionados ao concreto a fim de melhorar o seu comportamento, contribuindo assim
para a evolução tecnológica desse composto. Entre eles, fibras de aço e de polipropileno são utilizados em diversas
situações onde são necessárias fortalecer características em situações que o concreto possui baixo desempenho.
Todavia, necessitam-se ferramentas para averiguar este incremento de desempenho. O ensaio de velocidade de
propagação do pulso ultrassônico (VPU) é uma ferramenta auxiliar para a análise, visto que os resultados do ensaio
podem ser correlacionado com a densidade do material. O objetivo deste trabalho é a realização de uma análise
comparativa entre concretos convencionais, concretos reforçados com fibras de aço e concretos reforçados com fibras
de polipropileno através do ensaio de VPU. Buscou-se neste estudo averiguar se o comportamento da VPU no concreto
com adição de fibras será impactado da mesma forma que a resistência à compressão. Buscando atingir este objetivo
foram confeccionados blocos de concreto convencional de traço 1:2,9:3,6; fator água/cimento de 0,66 e um fck
estimado em 25 MPa. Os blocos foram moldados de cinco modos distintos: sem adição de fibras, com adição de 0,5%
de fibras de aço, com adição de 0,5% de fibras de polipropileno, com adição de 1% de fibras de aço e com adição de 1%
de fibras de polipropileno. O presente trabalho contém os resultados de um estudo realizado para determinar se a técnica
de VPU é sensível ao uso de fibras no concreto e pode ser utilizada como ferramenta para estimar a qualidade do
concreto com fibras. Os resultados obtidos indicaram que a VPU é sensível à utilização de fibras no concreto e pode ser
utilizada para esta finalidade.
Palavras-chave: Concreto, Fibras, Ensaio Ultrassônico.

ABSTRACT

Different materials have been added to concrete in order to improve the concrete behavior and contributing to the
technological evolution. Among them, steel and polypropylene fibers are used in various situations where it is necessary
to strengthen characteristics where concrete has low performance. The ultrasonic tests (UT) are used as a tool for the
analysis since the test can be correlated to the material density. The aim of this work is to compare conventional
concretes, steel fiber reinforced concrete and polypropylene fiber reinforced concrete through the UT. This study verify
if the UT in concrete with fiber addition will be increased in the same way as compressive strength. In order to achieve
this goal, conventional concrete blocks with concrete admixture by 1:2.9:3.6; a water/cement factor of 0.66 and an fck
of 25 MPa were made. The blocks were molded in five different ways: no fiber addition, 0.5% steel fiber addition, 0.5%
polypropylene fiber addition, 1% steel fiber addition and 1% polypropylene fibers addition. The present work contains
the results to determine if the UT is sensitive to the use of fibers in concrete and can be used as a tool to estimate the
quality of fiber concrete. The results indicated that the UT is sensitive to the use of fibers in concrete and can be used
for this purpose.
Keywords: Concrete, Fiber, Ultrasonic Tests.

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1. INTRODUÇÃO

O concreto é um material largamente empregado na construção civil, devido às suas características de moldagem e
resistência. Devido ao fato de ser o elemento estrutural mais utilizado no mundo e constituir parte fundamental dos mais
variados projetos de engenharia necessitam-se de ferramentas de controle e análise do estado de deterioração e
segurança das estruturas.

As características do concreto proporcionam a qualidade de ser um material de grande capacidade a esforços de


compressão, no entanto seu comportamento em esforços de tração e flexão não segue a mesma tendência. Em virtude de
ser um material amplamente utilizado, o concreto se torna foco de inúmeras pesquisas que permitem a evolução do
composto.

De acordo com Medeiros (2012) os concretos com adição de fibras podem ser definidos como materiais compósitos, ou
seja, materiais constituídos de, pelo menos, duas fases distintas. O próprio concreto já pode ser considerado um material
compósito. Entretanto, consideram-se como fases principais do concreto com fibras, o próprio concreto (matriz) e as
fibras, que podem ser produzidas de diferentes materiais: aço, vidro, nylon, polipropileno e outros.

A adição de fibras na mistura é uma alternativa encontrada para atuar em determinadas situacoes que se faz necessario
algum incremento das propriedades do concreto. O compósito constituído de concreto e fibras amplia sua
empregabilidade, visto que as fibras podem ser de diferentes tipos, como aço, polipropileno, carbono, vidro, nylon, cada
uma com propriedades e formas distintas. As fibras inseridas na matriz de concreto retardam o aparecimento de fissuras
aumentando a tenacidade do composto. As fibras de aço já estão bastante difundidas, sendo bastante utilizadas na
fabricação de pavimentos e pisos industriais (Guimaraes, 2015). A NBR 15530 (2013) determina e classifica os
diferentes tipos fibras de aço.

A padronização e aperfeiçoamento de técnicas e o desenvolvimento de métodos que possam avaliar a qualidade dos
elementos fabricados com concretos reforçados com fibras são fundamentais. Dentre os ensaios utilizados para avaliar o
concreto, o ensaio de resistência à compressão axial normatizado pela NBR 5739 (2007) é comumentemente utilizado
para avaliar a resistência característica do concreto, porém quando há a adição de fibras outros parâmetros devem ser
levados em consideração e ensaios complementares devem ser realizados.

2. ENSAIO ULTRASSÔNICO

Os métodos de ensaio ultrassônico aliam flexibilidade, baixo custo e boa capacidade de fornecimento de informações
sobre o concreto. O método é baseado na determinação longitudinal da velocidade do pulso ultrassônico, e é um método
bastante utilizado de Ensaios Não Destrutivos para avaliação do concreto devido a sua eficácia, simplicidade de
aplicação e também pelo seu custo.

O ensaio de VPU para análise do concreto é um método de END, de fácil execução. A metodologia de aplicação da
VPU se baseia no fato de que o tempo de propagação dos pulsos ultrassônicos é influenciado pela qualidade do concreto
e expressa a densidade do material, característica que está diretamente correlacionada com as propriedades mecânicas.
Desta maneira, a medida da VPU teoricamente permitiria, além de estabelecer a relação existente entre a qualidade do
concreto e a VPU, correlacionar a velocidade de pulso com a resistência à compressão.

O ensaio é normatizado pela NBR 8802 (2013) e consiste num aparelho que emite uma onda através do concreto e
registra o tempo necessário para isso. Com esse dado é possível calcular a velocidade da onda e assim estabelecer a
densidade do material. Diversos estudos realizados com o ensaio de VPU mostram que é um método eficaz na detecção
de vazios e falhas nas estruturas de concreto.

O método de VPU tem sido cada vez mais utilizado em operações de vistoria e monitoramento de estruturas de
concreto, pois o ensaio permite que se meçam e controlem uma série de parâmetros fundamentais para determinar a
qualidade do concreto, tanto no laboratório quanto em ensaios de campo. A interpretação dos resultados deste tipo de
ensaio, entretanto, necessita ser feita de forma criteriosa e demanda um conhecimento específico dos fatores influentes
sobre as leituras. O ensaio de VPU é uma ferramenta importante para avaliação do concreto, sendo que a propriedade do
concreto que é mais frequentemente influenciada pelo ensaio é a resistência à compressão (Lorenzi e Silva Filho, 2013).
A medida de VPU é influenciada pela densidade do material, e a resistência do material pode ser influenciada pela sua
densidade, desta forma torna-se possivel correlacionar a VPU com resistência à compressão.
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3. FIBRAS

As fibras são elementos caracterizados por terem uma de suas dimensões muito maior que as outras duas. A inserção
delas tem a finalidade de potencializar o comportamento do compósito fazendo com que ocorram mudanças na energia
de propagação das trincas. Pode-se dizer desta forma que materiais compósitos são a combinação das propriedades de
diferentes elementos resultando em um material com um desempenho superior, quando comparado à performance de
cada elemento agindo isoladamente.

A tecnologia de inserção de fibras em concreto já está presente a um bom tempo na indústria da construção, no entanto,
estudos para o aperfeiçoamento e dimensionamento de estruturas com fibras são importantes e relevantes. A adição de
fibras ao concreto altera suas características mecânicas, como o aumento de tenacidade, resistência à tração e
capacidade de absorver impactos, além de alterar suas condições plásticas como a redução da trabalhabilidade
(Guimaraes, 2015).

Desta forma, o presente estudo propõe averiguar a influência da adição das fibras de aço e fibras de polipropileno no
concreto através do ensaio de VPU, analisando se o comportamento da VPU e da resistência à compressão seguem um
determinado padrão.

4. MATERIAIS E MÉTODOS

O item aborda o programa experimental da pesquisa, bem como características dos materiais e dos métodos que foram
utilizados. Os ensaios foram realizados no Laboratório de Ensaios e Modelos Estruturais (LEME) da Universidade
Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

4.1 Confecção do concreto

Para uma melhor distribuição das fibras inseridas no concreto, foram confeccionados blocos de concreto convencional
com dimensões de 40 x 20 x 60 cm de traço 1:2,9:3,6, com uma relação água/cimento de 0,66 e um fck estimado em 25
MPa.

Para a produção do concreto utilizou-se o cimento Portland de alta resistência inicial (CPV-ARI) com massa específica
de 3,11 g/cm³. A areia natural oriunda do Rio Jacuí/RS com módulo de finura de 1,67, massa específica de 2,52 g/cm³ e
diâmetro máximo característico de 3,0 mm. Como agregado graúdo, foi utilizada brita basáltica proveniente da região
metropolitana de Porto Alegre/RS, com módulo de finura de 7,03, massa específica aparente de 2,75 g/cm³ e diâmetro
máximo de 25 mm.

Os blocos foram moldados de cinco modos distintos: sem adição de fibras (testemunho), com adição de 0,5% de fibras
de aço, com adição de 0,5% de fibras de polipropileno, com adição de 1,0% de fibras de aço, com adição de 1,0% de
fibras de polipropileno. As fibras de aço utilizadas possuem 50 mm de comprimento, com gancho de ancoragem de 5
mm. Já as fibras de polipropileno possuem 50 mm de comprimento e são corrugadas. As fibras utilizadas estão
ilustradas na Figura 1.

Figura 1 – Fibras de aço e fibras de polipropileno.

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4.2 Preparação dos corpos de prova

O período de cura dos blocos foi de 28 dias após a execução do concreto, sendo realizada em Câmera Úmida com
temperatura e umidade controlada. Após a cura do concreto, seis corpos de prova foram extraídos de cada bloco e
identificados na posição de extração como mostra a Figura 2. Os corpos de prova extraídos foram pesados e medidos a
fim de calcular a massa específica de concreto de cada amostra e verificar a influência das fibras adicionadas (Figura 3).

1 2
10
Ø

3 4
60

20

5 6
10

20
10

40

Figura 2 – Esquema de identificação e extração dos corpos de prova.

Figura 3 - Pesagem dos corpos de prova.

4.3 Ensaio de velocidade do pulso ultrassônico (VPU)

O ensaio de velocidade ultrassônico consiste de um equipamento constituído de dois transdutores de 50 mm de


diâmetro, um emissor e outro receptor, um gerador de pulsos e um registrador de tempo. Esse equipamento emite uma
onda através do elemento estudado e com base nas dimensões do corpo de prova e o tempo necessário para que a onda
percorra a amostra, foi possível calcular a VPU.

Para a realização dos ensaios o equipamento de teste ultrassônico PROCEQ Pundit Lab foi adotado, bem como foram
seguidas todas as recomendações preconizadas na NBR 8802. As superfícies das amostras foram limpas e secas e o
método de leitura direta foi utilizado para a realização dos ensaios. De forma a garantir o posicionamento dos
transdutores foi utilizado um gabarito de madeira. Em cada corpo de prova foram realizadas três leituras, registrando o

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tempo que a onda demorava para atravessar o concreto. Um valor médio das 3 análises foi utilizado para o cálculo da
VPU.

Figura 4 - Ensaio de velocidade do pulso ultrassônico.

4.4 Ensaio de resistência à compressão axial

O ensaio de resistência à compressão axial foi realizado seguindo a norma NBR 5739 onde os corpos de prova foram
submetidos a uma carga de compressão até sua ruptura, conforme ilustrado na figura 5. O equipamento utilizado foi
uma prensa hidráulica da marca SHIMADZU com capacidade de carga de 2000 kN.

Na figura 6 é possível observar a distribuição heterogênea das fibras de aço e polipropileno adicionadas no concreto.

Figura 5 – Ensaio de compressão axial.

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Figura 6 – Corpos de prova de concreto reforçado com fibras de aço e polipropileno rompidos.

5. ANÁLISE DE RESULTADOS

5.1 Massa específica do concreto

Inicialmente foram analisados os resultados de massa e dimensões dos corpos de prova. Os resultados estão dispostos
na Tabela 1 e podem ser visualizados na Figura 7, mostrando a influência das fibras adicionadas no concreto. A adição
de fibras de aço teve um aumento mais evidente dado que a densidade do aço é muito maior que a do concreto. Já para a
fibra de polipropileno os resultados foram semelhantes ao testemunho, como já era esperado em virtude da baixa
densidade do material.

Tabela 1 – Resultados de massa específica em kg/m³.

5.2 Ensaio de resistência à compressão axial

Os resultados do ensaio de resistência à compressão axial estão organizados na tabela 2 e mostram o ganho de
resistência com a adição das fibras, tanto de aço quanto de polipropileno, em relação ao testemunho.

Contudo este aumento da resistência à compressão não aparenta ser tão significativo (figura 8). Isso decorre em função
de que as fibras possuem propriedades de melhor desempenho quando o concreto sofre esforços de tração e
cisalhamento.

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Figura 7 – Comparativo dos resultados de massa específica.

Tabela 2 – Resultados dos ensaios de resistência à compressão axial.

Neste caso em virtude do tipo de ensaio realizado para se caracterizar os ganhos com a utilização das fibras, o real
aumento no comportamento do concreto não está visível através deste ensaio, sendo que o ensaio de compressão
diametral será mais representativo.

Figura 8 – Resultados de resistência à compressão axial.

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5.3 Ensaio de velocidade do pulso ultrassônico (VPU)

Os resultados obtidos no ensaio de VPU estão apresentados na tabela 3. Este ensaio se mostrou bastante sensível à
adição das fibras no concreto. Para as fibras de aço, os resultados indicaram um aumento na VPU nos dois teores
propostos, como era esperado. Já para a fibra de polipropileno obteve-se em média uma redução na VPU no teor de
0,5% e um aumento no teor de 1,0%.

Para o caso de polipropileno o comportamento pode estar correlacionado com a densidade da fibra. Analisando-se os
dados observa-se que desvio padrão dos concretos reforçados com fibra, tanto de aço quanto de polipropileno, foi maior
do que para o concreto testemunho. Isto evidencia que para o caso de concreto com a adição de fibras o comportamento
demonstra uma maior dispersão em relação à média.

Tabela 3 – Resultados do ensaio de velocidade do pulso ultrassônico.

Figura 9 - Resultados do ensaio de velocidade do pulso ultrassônico.

6. CONCLUSÕES

Este estudo preliminar indica que tanto a VPU quanto a resistência do concreto são sensíveis a adição de fibras no
concreto. A incremento de fibras na matriz do concreto irá alterar as suas propriedades e trazer benefícios ao concreto.
A partir da analise dos resultados dos ensaios pode-se fornecer dados importantes a respeito para a tomada de decisão a
respeito das condições de estruturas de concreto. Mediante a execução de ensaios de VPU é possível contribuir com o
controle da qualidade das estruturas de concreto.

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Sabendo-se que a incorporação de fibras ao concreto está cada vez mais presente nos dias atuais, esta pesquisa buscou
analisar sua utilização no concreto e compreender como será a relação existente entre a resistência do concreto, a VPU,
o tipo e teor de fibras, bem como analisar se é possível se a técnica de VPU é sensível ao uso de fibras no concreto e
pode ser utilizada como ferramenta para estimar a qualidade do concreto com fibras.

REFERÊNCIAS

Medeiros, A. Estudo de comportamento a fadiga em compressão do concreto com fibras. Tese (Doutorado em
Engenharia Civil) – Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, PUC-RJ 2012.

Guimarães, D. Avaliação das Propriedades de Concretos Reforçados com Fibras de Aço para utilização em Pisos
Industriais. Dissertação (Mestrado em Engenharia Civil) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre,
UFRGS, 2015 – 184p.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 15530: Fibras de aço para concreto -
Especificações. Rio de Janeiro, 2013.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 5739: Concreto: ensaio de compressão de corpos
de prova cilíndricos. Rio de Janeiro, 2007.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 8802: Concreto endurecido - Determinação da


velocidade de propagação de onda ultrassônica. Rio de Janeiro, 2013.

Lorenzi, A.; Silva Filho, L.C.P.; Utilização de redes neurais artificiais para análise de resultados do ensaio de
propagação do pulso ultrassônico no concreto, in: XII Congreso Latinoamericano de Patología de la Construcción y
XIV Congreso de Control de Calidad en la Construcción CONPAT-Colombia, 2013, Cartagena. Anais do CONPAT
2013.

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http://dx.doi.org/10.4322/CBPAT.2020.013 ISBN 978-65-86819-05-2

INSPEÇÃO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ATRAVÉS DE ENSAIOS


ULTRASSÔNICOS
ALEXANDRE LORENZI LUCAS ALEXANDRE REGINATTO
Engenheiro Civil Engenheiro Civil
LEME/UFRGS LEME/UFRGS
RS; Brasil RS; Brasil
alexandre.lorenzi@ufrgs.br lucas.reginatto@ufrgs.br

LUIZ CARLOS PINTO DA SILVA FILHO LUCIANI SOMENSI LORENZI


Engenheiro Civil Engenheira Civil
LEME/UFRGS LEME/UFRGS
RS; Brasil RS; Brasil
lcarlos66@gmail.com luciani.lorenzi@gmail.com

RESUMO

O concreto é o elemento estrutural mais utilizado no mundo e constitui como parte fundamental dos mais variados
projetos de engenharia. Diante destes fatos, são necessárias ferramentas para inspeção e controle das estruturas de
concreto armado. Nos dias atuais existe uma preocupação crescente sobre o estado de deterioração e segurança das
estruturas de concreto armado. Os Ensaios Não Destrutivos (END) tornam-se uma estratégia de investigação bastante
atraente e viável, pois permitem o monitoramento constante de estruturas sem causar danos as mesmas. Dentre os
métodos de END mais utilizados o Ensaio de Velocidade de Propagação do Pulso Ultrassônico (VPU) vem sendo usado
constantemente para inspeção de estruturas de concreto armado e demonstra grande potencial na investigação de
estruturas. Desta forma, pode-se concluir que através da aplicação do ensaio de VPU consegue-se um controle da
deterioração e qualidade das estruturas de concreto. O presente artigo evidencia como podem ser empregados os ensaios
de VPU para inspeção e controle de estruturas de concreto, ilustrando uma série de estudos de caso realizados pela
equipe técnica do Laboratório de Ensaios e Modelos Estruturais (LEME/UFRGS).
Palavras-chave: Deterioração, Segurança, Defeitos.

ABSTRACT

Concrete is the widely used structural element in the world and is a fundamental part of many engineering projects.
Tools are required for inspection and control of reinforced concrete structures. Nowadays there is growing concern
about the state of deterioration and safety of reinforced concrete structures. Nondestructive Testing (NDT) becomes a
very attractive and viable research strategy as it allows constant structures monitoring without damage. Among the most
used NDT methods the Ultrasonic Pulse Velocity (UPV) has been used constantly for inspection of reinforced concrete
structures and demonstrates great potential at structures investigation. It can be concluded that thought UPV
applications it is possible to control the deterioration and quality of concrete structures. This paper shows applications
of UPV for inspection and control of concrete structures. The studies were developed by the LEME-UFRGS Research
Group regarding their application.
Keywords: Deterioration, Safety, Defects.

1. INTRODUÇÃO

A utilização de END na engenharia civil vem se tornando um tema de interesse em diversos países. No caso da indústria
da construção civil, porém, que utiliza vários tipos de materiais (metais, madeira, concreto, alvenaria estrutural e outros
compósitos), a utilização dos END pode se tornar mais complexa, devido à necessidade de maior conhecimento acerca
das propriedades e comportamento dos materiais. A Engenharia Civil é um campo no qual a utilização dos END pode
se desenvolver bastante, vindo a se constituir em uma importante ferramenta para auxiliar os profissionais envolvidos
no controle de qualidade do concreto.

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Para Balayssac et al. (2009), a aplicação de END no campo da Engenharia Civil é muito interessante por fornecer, de
maneira rápida e eficaz, informações qualitativas a respeito do concreto, da variabilidade de suas propriedades e
também parâmetros sobre a evolução do material no tempo. A aplicação de END pode-se constituir uma estratégia
interessante para monitorar o estado de conservação das estruturas de concreto. Para esta finalidade deve-se levar em
consideração que a propriedade de controle mais utilizada como indicativa da qualidade do concreto ainda é a
resistência à compressão. Considerando que a resistência está fortemente correlacionada com a densidade do material,
podem-se utilizar os END para avaliar a mesma, sem que seja necessário retirar amostras do material.

O documento TCS-17, produzido pela Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA, 2002), aponta várias situações
específicas associadas à construção civil nas quais o emprego de métodos END pode ser considerado atraente:
 controle tecnológico em pré-moldados ou construções in situ;
 aceitação ou rejeição, de materiais fornecidos;
 esclarecimento de dúvidas a respeito da mão de obra envolvida em mistura, lançamento, compactação ou cura
do concreto, transporte;
 monitoramento do desenvolvimento da resistência visando remoção de fôrmas, duração da cura, aplicação de
protensão ou de cargas, remoção de escoramento;
 localização e determinação da extensão de fissuras, vazios e falhas de concretagem;
 determinação da posição, diâmetro ou condições das armaduras;
 determinação da uniformidade do concreto;
 aumento do nível de confiança de um pequeno número de ensaios destrutivos;
 verificar a deterioração do concreto resultante de sobrecarga, fadiga, fogo, ataque do meio ambiente;
 avaliação do potencial de durabilidade do concreto;
 monitoramento de mudanças das propriedades do concreto no decorrer do tempo;
 fornecimento de informações para mudanças de utilização da estrutura.

O problema é que a deterioração do concreto em estruturas é frequentemente resultado da ação simultânea de vários
mecanismos de degradação, que se manifestam em velocidades diferentes e tem distintos efeitos. Estes fatores tornam
muito complexas as análises e dependente da expertise de profissionais treinados e capacitados.

Dentre os END utilizados para análise do concreto, o ensaio de Velocidade de Propagação do Pulso Ultrassônico (VPU)
pode-se constituir uma estratégia interessante para monitorar o estado de conservação das estruturas de concreto. O
presente artigo evidencia como podem ser empregados os ensaios de VPU para controle de estruturas.

2. APLICAÇÃO DO ENSAIO ULTRASSÔNICO NO CONCRETO

Em decorrência do fato de o concreto ser o material mais utilizado na construção civil justifica a realização de estudos
sobre os fatores que podem afetar suas propriedades e sobre as formas de medir as mesmas. A resistência à compressão
é a propriedade de controle mais empregada para analisar a qualidade deste material. Parte-se do princípio que se um
concreto não é suficientemente resistente, pode não suportar as cargas de projeto ou a ação dos agentes ambientais,
resultando em danos que podem ser caros de corrigir, numa vida de serviço encurtada ou no desmoronamento da
estrutura edificada.

Levando-se em conta que a resistência está fortemente correlacionada com a densidade do material, pode-se utilizar o
ensaio de VPU para estimar a mesma, sem que seja necessário retirar amostras do material. Esta possibilidade é muito
atraente, pois evita que a investigação da resistência provoque danos no material, ou resultem na necessidade de um
reparo cuja interface com o material original vai se constituir numa zona mais vulnerável à deterioração, resultando em
danos mal corrigidos podem acarretar numa redução da vida de serviço da estrutura. A metodologia do ensaio de VPU
está baseada no fato de que o tempo de propagação dos pulsos ultrassônicos expressa a densidade do material.

Segundo a ASTM E 114-95 (1995), o ensaio pode ser utilizado para controle da qualidade, detecção de defeitos,
medição de espessuras ou caracterização dos materiais constituintes do concreto. A presença de vazios causa o retardo
das ondas, em função da baixa velocidade do som no ar. A interpretação está, portanto, baseada no fato de que o tempo
de propagação dos pulsos ultrassônicos pode ser correlacionado com a densidade do material.

A BSI-1881: Part 201(1986) considera que as principais aplicações deste método são:
 determinação da uniformidade do concreto;
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 determinação da existência de fissuras;


 estimativa da resistência à compressão do concreto, utilizando para tal curvas de correlação apropriadas;
 monitoramento da evolução da resistência;
 avaliação da deterioração do concreto.

Uma das vantagens é que, por ser rápido e não-destrutivo, os ensaios de VPU oferece a oportunidade de fazer um
controle total dos elementos que compõem a estrutura, inclusive ao longo do tempo. Os resultados deste tipo de análise
podem ser usados para prognóstico da qualidade ou para correção do processo tecnológico. A Figura 1 ilustra a
execução do ensaio de VPU.

Figura 1: Execução do Ensaio de VPU

Um grande número de variáveis, potencialmente, afeta a correlação de resultados de compacidade, obtidos via pulso
ultrassônico, e de resistência à compressão do concreto. A relação água-cimento (a/c), o tamanho do agregado, o teor de
umidade, a técnica de moldagem, o tamanho das amostras e o tipo de cimento, por exemplo, afetam diretamente a
resistência à compressão. A eficiência da técnica desta forma é limitada, sendo mais útil para estudos comparativos da
resistência ao longo do tempo ou de mapeamento de variações de resistência numa estrutura.

3. METODOLOGIA

A técnica de mapeamento da VPU através da transmissão indireta tem sido amplamente utilizada, com grande sucesso,
pela equipe do LEME/UFRGS para esse tipo de análise, devido à sua facilidade de execução, excelente capacidade de
detecção de falhas e rapidez, fatores estes que permitem efetuar uma varredura completa e adequada do concreto. A
propagação dos pulsos ultrassônicos em um material é muito sensível à presença de falhas, fissuras ou qualquer outra
descontinuidade no material. Para a realização das medições de VPU nas estruturas de concreto ensaiadas, foram
criados grids nas faces das referidas estruturas, com espaçamento de 25 cm (Figura 2). Foram estabelecidos uma série
de pontos, denominados de E1 e E2, para posicionamento do transdutor emissor. Enquanto o emissor era mantido no
ponto E1, o receptor era posicionado nas posições em torno do mesmo, resultando em 8 leituras de tempo de
propagação de pulso. O emissor era então mudado para o ponto E2, onde se repetia este procedimento.

E1

E2

Figura 2: Grid de medição para leituras ultrassônicas.

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As variações da VPU foram mapeadas graficamente através da utilização de um programa computacional apropriado
que possibilitava a geração de curvas de nível, facilitando a visualização das variações na homogeneidade, compacidade
e integridade de cada elemento. A Figura 3 ilustra a escala de cores empregada pelo programa para a realização das
imagens das estruturas ensaiadas.

O objetivo principal é mapear a homogeneidade do concreto dos elementos de interesse, coletando dados que
permitissem avaliar comparativamente as características dos mesmos. A partir da análise dos resultados obtidos nos
ensaios pode-se mapear as estruturas para definir estratégias de recuperação dos elementos.

Figura 3: Escala de cores empregadas para as velocidades de propagação da onda ultrassônica na análise dos elementos
examinados.

4. APLICAÇÃO PRATICA

A aplicação pratica ilustra uma série de aplicações dos ensaios de VPU para avaliar a qualidade das estruturas de
concreto. Esses elementos foram estruturas de concreto de uma barragem de grande porte, aonde o controle de
qualidade gerou duvidas a respeito do estado do concreto na estrutura e foram determinados pelo agente fiscalizador da
obra civil.

4.1 Estudo de Caso 1

Este estudo de caso foi realizado em um pilar parede de uma barragem com dimensões de 12x36 metros e envolveu a
determinação da VPU entre pontos localizados em uma malha de medição criada sobre as superfícies das estruturas sob
análise. O mapeamento gráfico foi realizado a partir do processamento das leituras obtidas através da utilização de um
GRID de medida que variava conforme o tamanho da estrutura analisada.

Os resultados obtidos no mapeamento da estrutura indicaram a existência de uma grande quantidade de vazios e
descontinuidades. O mapeamento da VPU nesta estrutura indicou várias regiões com valores abaixo de 2000 m/s,
indicando a necessidade de uma intervenção na estrutura. Neste estudo de caso foi utilizada uma escala de cores
diferente em virtude que necessitavam saber as regiões suspeitas da estrutura. A partir de análises prévias, definiu-se
que o valor minimo seria 2000 m/s. A Figura 4 mostra a distribuição de velocidades na estrutura. Uma posterior
extração de testemunhos indicou a existência de um grande número de vazios.

Após a análise das imagens geradas foi feito um levantamento de forma a identificar os pontos da estrutura em que se
tinha duvidas a respeito da qualidade do concreto. Nos pontos em questao realizou-se a extração de testemunhos para
avaliar se o mapeamento grafico do pilar seria suficiente para determinar quais os pontos da estrutura deveriam ser
reparados. A aplicação desta metodologia permitiu uma grande redução monetária na recuperação da estrutura. A figura
5 apresenta os resultados do exame visual efetuado em testemunhos extraídos de regiões marcadas por diferentes
valores de VPU. A análise dos mesmos permite aperfeiçoar o diagnóstico, definindo qual a faixa de resultados que
corresponderia à presença de vazios inaceitáveis na estrutura.
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9 7000
7000
8 6500
8 6500
6000
6000
7 5500 5500

5000 6 5000
6
4500 4500

5 4000 4000

3500 3500
4
4 3000 3000
2500 2500
3
2000 2000

2 1500 2 1500
1000
1000
1 500
500
0
0 0 0
0 2 4 6 8 10 12 0 2 4 6 8 10 12

Figura 4: Mapeamento da VPU da estrutura em análise.

Figura 5: Exame visual de testemunhos extraídos da estrutura.

4.2 Estudo de Caso 2

Verifica-se, através da análise dos resultados obtidos no ensaio qualitativo do concreto via ultrassonografia, que as
leituras obtidas indicam a existência de zonas de concreto com características distintas na estrutura examinada. Em
alguns trechos foram registradas velocidades de propagação de onda mais elevadas do que em outros.

A partir da análise do projetos, observou-se uma certa correspondência entre estas zonas e o esquema de concretagem
utilizado, com zonas mais propensas a vazios e falhas de concretagem devido à densidade elevada da ferragem. A
Figura 6 apresenta as imagens geradas com as leituras de VPU de alguns dos pilares analisados. As velocidades
registradas variaram entre 2400 e 3200 m/s. Em geral o concreto apresenta uma qualidade regular, com registros de
zonas mais compactas na parte inferior e zonas menos compactas na parte superior dos pilares, como esperado.

Em todos os pilares se observam algumas regiões, distribuídas principalmente nas extremidades superiores dos pilares,
onde a velocidade cai, evidenciando a existência de pequenos defeitos ou variações na compacidade do material, típicas
de estruturas confeccionadas com um material heterogêneo como o concreto.

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5400
5200
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4800
4600
4400
4200
4000
3800
3600
3400
3200
3000
2800
2600
2400
2200
2000
1800
1600

Figura 6: Mapeamento do ensaio de VPU para alguns dos pilares ensaiados.

4.3 Estudo de Caso 3

A Figura 7 apresenta imagem gerada com as leituras de VPU de blocos de fundação. As velocidades registradas
variaram entre 2400 e 2800 m/s. Os resultados do mapeamento das leituras de VPU permitiram identificar que existem
diferenças nas características dos concretos empregados. Considerando os resultados obtidos pode-se afirmar que a
hipótese de que os concretos de todos os elementos analisados apresentam características similares não pode ser aceita.

0.4

0.2

0
0 0.2 0.4 0.6 0.8 1 1.2 1.4 1.6 1.8

Figura 7: Resultados do mapeamento dos dados do ensaio de pulso ultrassônico.

5. CONCLUSÕES

A falta de informação, numa situação de caráter emergencial, pode fazer com que se tomem decisões conservadoras,
aumentando o escopo e complexidade das intervenções previstas, aumentando custos ou gerando transtornos adicionais
para seus usuários.

A utilização de ensaios de VPU poderá ser uma ferramenta auxiliar na tomada de decisão e estabelecimento de
estratégias de intervenção, como demonstrado nos estudos de caso descrito no presente artigo. A investigação a respeito
da condição do concreto nas estruturas evidenciou claramente a potencialidade de ensaios tipo VPU para checagem das

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condições de estrutura de concreto. A análise dos dados de VPU provêem informações sobre o concreto, indicando a
posição de falhas e de vazios, com uma estimativa de seu tamanho.

O estudo indica que ensaios de VPU são sensíveis a variações de homogeneidade e densidade, podendo, portanto,
fornecer dados importantes para a tomada de decisão a respeito das condições de estruturas de concreto. Ou seja, pode-
se concluir que, mediante a execução de ensaios de VPU é possível contribuir com o controle da qualidade das
estruturas de concreto. Toda a análise deve ser feita com muito cuidade e levar em conta que outros fatores poderao
influenciar nos resultados obtidos. Em todas as situacoes que for possivel extrair testemunhos para validar a análise por
VPU esta deve ser o procedimento a ser executado.

De forma geral, os estudos de caso apresentados no presente artigo reforçam a idéia de que a utilização de VPU vem a
ser uma ferramenta útil para a análise de estruturas. A partir dos referidos ensaios permite-se a verificação da qualidade
e compacidade das estruturas de concreto. Confirma-se assim a premissa de que o ensaio de VPU têm grande potencial
de utilização nos casos de inspeção de estruturas. Seu emprego permite obter indicações importantes para a
caracterização do concreto, bem como dados sobre a homogeneidade e a qualidade da estrutura.

REFERÊNCIAS

ANNUAL BOOK OF ASTM STANDARDS. ASTM E 114-95, Standard Practice for Ultrasonic Pulse-Echo
Straight-Beam Examination by the Contact Method, Vol. 03.03 Nondestructive Testing, West Conshohocken, USA:
ASTM, 920 pp. 12-15, 1995.

BALAYSSAC, J. P. et al., Evaluation of concrete structures by combining non-destructive testing methods


(SENSO project). In: Non-Destructive Testing in Civil Engineering (NDTCE 2009), Nantes. Proceedings.... Paris:
Confédération Française pour les Essais Non Destructifs, 2009.

BRITISH STANDARDS INSTITUTION. BSI 1881 - Part 203: Recommendations for measurement of velocity of
ultrasonic pulses in concrete, London: 1986. 20 p.

INTERNATIONAL ATOMIC ENERGY AGENCY. IAEA-TCS-17: Guidebook on Non-Destructive Testing of


Concrete Structures. Viena: 2002, 231 p.

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http://dx.doi.org/10.4322/CBPAT.2020.014 ISBN 978-65-86819-05-2

AVALIAÇÃO DA INFLUÊNCIA DA UTILIZAÇÃO DO PÓ DE VIDRO ÂMBAR COMO


AGREGADO MIÚDO NAS PROPRIEDADES DO CONCRETO

J.P.N. BARBOSA D.H.B. SILVA


Engenheiro Civil Engenheiro Civil
CEULP/ULBRA CEULP/ULBRA
Tocantins; Brasil Tocantins; Brasil
jpnoletobarbosa@gmail.com diego.heiner.eng@gmail.com

J. SOUSA F.H.M. RIBEIRO


Engenheiro Civil Engenheiro Civil
IFTO CEULP/ULBRA
Tocantins; Brasil Tocantins; Brasil
jamesdesousa0@gmail.com fabioribeiro@ceulp.edu.br

RESUMO

O concreto é um dos materiais de construção mais utilizados no mundo. Nos últimos anos, tem havido um grande
interesse na utilização de resíduos de materiais e subprodutos em concretos. O uso desses materiais não só reduz o custo
da fabricação do concreto, como também oferece vários benefícios ecológicos, como reduzir o custo do aterro sanitário,
poupar energia e proteger o meio ambiente das possíveis poluições. Além disso, a sua utilização pode melhorar as
propriedades de microestrutura, mecânica e durabilidade da argamassa e concreto. Este trabalho objetivou analisar a
viabilidade técnica e do concreto com o uso do pó de vidro âmbar como substituição parcial do agregado miúdo do
concreto convencional. Adotando como teores de substituição do agregado miúdo pelo resíduo, 10%, 20% e 40%
(referentes à massa peso de cimento). O resíduo foi oriundo de garrafas "long neck", por não ser um recipiente
retornável e não haver coleta seletiva na cidade de Palmas - TO. As substituições provocaram um aumento no
abatimento devido a menor absorção do vidro e sua forma menos angular do que a da areia natural. No que se refere à
resistência, a medida que se aumentou o teor de vidro, perdeu-se resistência, porém torna-se viável substituições de até
20% por ter alcançado uma resistência dentro do fck da dosagem (27,2 MPa).
Palavras-chave: Concreto, Sustentabilidade, Vidro Ambar.

ABSTRACT

Concrete is one of the most widely used building materials in the world. In recent years, there has been a great deal of
interest in the use of waste materials and by-products in concrete. The use of these materials not only reduces the cost of
concrete manufacturing, but also offers a number of ecological benefits, such as reducing the cost of landfill, saving
energy and protecting the environment from potential pollution. In addition, their use can improve the microstructure,
mechanical and durability properties of mortar and concrete. This work aimed to analyze the technical and concrete
viability with the use of the amber glass powder as partial replacement of the small aggregate of conventional concrete.
Adopting as substitute contents of the small aggregate by the residue, 10%, 20% and 40% (referring to the mass weight
of cement). The residue was from long neck bottles, because it was not a returnable container and there was no selective
collection in the city of Palmas - TO. The substitutions caused an increase in the abatement due to the lower absorption
of the glass and its less angular form than the natural sand. As regards strength, as glass content has been increased,
resistance has been lost, but substitutions of up to 20% have become feasible because they have achieved a resistance
within the dosage fck (27.2 MPa).
Keywords: Concrete, sustainability, Ambar Glass.

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1. INTRODUÇÃO

Em virtude da larga utilização do concreto, surgiu um grande interesse na utilização de resíduos de materiais e
subprodutos como agregados para concretos. O uso desses materiais não só reduz o custo da fabricação do concreto,
como também oferece vários benefícios ecológicos, como reduzir o custo do aterro sanitário, poupar energia e proteger
o meio ambiente das possíveis poluições. Além disso, a sua utilização pode melhorar as propriedades de microestrutura,
mecânica e durabilidade da argamassa e concreto. (GOUVEIA, 2012). Dentre os diversos resíduos gerados, o vidro
assume um papel relevante, uma vez que o Brasil produz em média 980 mil toneladas por ano, dos quais apenas
aproximadamente 441 mil toneladas (45%) são alvo de processos de reaproveitamento. O principal mercado para
reciclagem de vidros é formado pelas vidrarias, que compram o material de sucateiros na forma de cacos ou recebem
diretamente de suas campanhas de reciclagem (CEMPRE, 2018). Alia-se a essa larga geração de resíduos de vidro o
fato de ser um material composto basicamente por sílica e apresenta alta resistência à ruptura. O vidro é um material
cerâmico, sólido não cristalino de óxido tradicional. Entre as principais características do vidro destaca-se sua elevada
durabilidade química (SHACKELFORD, 2008). O uso de vidro no concreto já foi amplamente estudado e alguns países
já utilizam este material como agregado fino no concreto, a Austrália, por exemplo, utiliza o vidro moído proveniente
do lixo em concretos para construção civil. No Brasil, esta forma de valorização desse recurso é pouco utilizada, uma
vez que o aterro é uma opção muito barata e a disponibilidade de matéria-prima para materiais de construção ainda é
abundante (LOPEZ; AZEVEDO; NETO, 2005). Sendo assim, tornou-se relevante analisar a influência desse material
nas propriedades do concreto convencional, no estado fresco e endurecido, substituindo o agregado miúdo por ele, para
que, de posse de um teor ótimo de substituição, se pudesse chegar a um concreto mais ecológico e econômico.

2. O PÓ DE VIDRO COMO AGREGADO MIÚDO NO CONCRETO

Segundo Taha e Nounu (2009), a utilização do resíduo de vidro na substituição do agregado miúdo em concretos possui
alto risco de ocorrência da reação álcali-sílica (RAS), o que pode gerar fissuras e danos à durabilidade dos concretos. Os
autores concluíram que para evitar a ocorrência de RAS deverá ser utilizado algum supressor desse tipo de reação, tais
como escória de alto forno, metacaulim, pó de vidro pozolânico e nitrato de lítio. Shi e Zeng, (2007), asseguram que
para diminuir a expansão devido a RAS podem ser utilizados adições minerais principalmente em cimento pozolânico.
Diversos autores sugerem também que o tamanho das partículas pode influenciar diretamente no aparecimento da
reação álcali-sílica, prejudicando fortemente a durabilidade das estruturas de concreto. Ismail e Al-Hashmi (2009),
afirma que as expansões devido a RAS são controladas quando o resíduo de vidro utilizado apresenta uma
granulometria fina. Silva (2015) apud Lee (2003) relata que o vidro comum apresenta baixo coeficiente de expansão
térmico e contém baixo teor de álcalis, sendo pouco reativo, portanto pode-se descartar a possibilidade de formação de
gel expansivo, não comprometendo a durabilidade do concreto nesse quesito. O uso de materiais reciclados agregados
ao concreto já foi amplamente estudado. López, Azevedo e Neto (2005), por exemplo, pesquisaram o uso de vidro
reciclado como substituto do agregado miúdo no concreto. Alguns destes materiais são adicionados com o intuito de
melhorar as características mecânicas dos concretos ou simplesmente são adicionados para diminuir a quantidade de
materiais destinados aos aterros. O uso de vidro já foi estudado e alguns países já utilizam este material como agregado
fino no concreto, a Austrália, por exemplo, utiliza o vidro moído proveniente do lixo em concretos para construção. No
Brasil, esta forma de valorização desse recurso é pouco utilizada, uma vez que o aterro é uma opção muito barata e a
disponibilidade de matéria-prima para materiais de construção é abundante (LOPEZ; AZEVEDO; NETO, 2005).

3. MATERIAIS E MÉTODOS

3.1 Cimento

O cimento utilizado para a composição foi o CP-II-Z-32. Este cimento, com adição de pozolana, ideal para situações de
potenciais ataques químicos.
A Tabela 1 apresenta valores médios das características físicas e químicas desse cimento, relevantes para este estudo
segundo o fabricante.

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Tabela 1 – Características físicas e químicas do cimento CP-II-Z-32 ( Itambé Cimentos, 2019: disponível em
<https://www.cimentoitambe.com.br/relatorios-de-ensaio>)
Características do Cimento CP-II-Z-32
Finura na peneira # 200 (NBR 11579:2023) 1,53%
Resistência à compressão (NBR 7215:2019) 41,0 MPa
Resíduo insolúvel (NBR NM 15:2012) 11,05%
Óxido de alumínio (NBR 14656:2001) 7,35%
Óxido de silício (NBR 14656:2001) 20,83%
Óxido de cálcio (NBR 14656:2001) 54,56%
Óxido de ferro (NBR 14656:2001) 3,25%
Óxido de magnésio (NBR 14656:2001) 2,53%
Óxido de enxofre (NBR 14656:2001) 2,60%
Óxido de cálcio livre (NBR NM 15:2012) 0,79%

3.2 Agregado Miúdo

Os agregados miúdos foram empregados tanto a areia média, que é proveniente da região de Palmas/TO.

Tabela 1 – Ensaios de caracterizados os agregado miúdo (Autor, 2019)


Caracterização dos agregados
Massa unitária do agregado miúdo (NBR NM 45:2006) 1,569 g/cm³
Massa específica do agregado miúdo (NBR NM53:2009) 2,630 g/cm³
Teor de material pulverulento (NBR NM 46:2003) 0,88%
Módulo de finura da areia (NBR NM- 248:2003) 2,55
Dimensão máxima característica (NBR NM- 248:2003) 4,8mm

Figura 1 Composição granulométrica do agregado miúdo (Autor, 2019)

A Figura 1 apresenta as curvas granulométricas dos agregados miúdos estudados, as cores vermelhas representam o
limite inferior e superior da zona utilizável, na cor azul é a curva granulométrica da zona ótima de utilização.

3.3 Agregado Graúdo

O agregado graúdo utilizado foi a brita 1 de origem granítica e proveniente da região de Palmas/TO.

Tabela 2 – Ensaios de caracterizados os agregado miúdo (Autor, 2019)


Caracterização dos agregados
Massa unitária do agregado miúdo (NBR NM 45:2006) 1,622 g/cm³
Massa específica do agregado miúdo (NBR NM53:2009) 2,664 g/cm³
Módulo de finura da areia (NBR NM- 248:2003) 6,05
Dimensão máxima característica (NBR NM- 248:2003) 19,0mm

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Figura 2 Composição granulométrica do agregado graúdo (Autor, 2019)

A Figura 2 mostra que o agregado graúdo utilizado está dentro do limite possuindo um diâmetro máximo de 19 mm.
Ainda de acordo com o gráfico 1 pode-se observar que o agregado graúdo não possui valor de materiais finos passantes
na peneira de 4,75mm acima do sugerido para essa zona granulométrica.

3.4 Pó de Vidro

O vidro utilizado nesta pesquisa foi proveniente da coleta seletiva de garrafas do tipo long-neck. Sendo que este
material foi escolhido devido a sua abundância e por não possuir uma destinação adequada, já que não se trata de um
recipiente retornável. Foram coletadas 50 garrafas de vidro para atender a massa necessária para substituição, pensando
no desperdício na fase preliminar, no rendimento do moinho e na separação na peneira 4,8mm. Após a coleta realizou-
se o processo de lavagem com água aquecida a 50ºC para remoção dos rótulos e das impurezas presentes, para
realização dos demais procedimentos. As garrafas foram quebradas artesanalmente com auxilio de um martelo
adquirindo diferentes tamanhos de grão, os cacos foram postos no moinho de bolas durante 15 minutos para obtenção
de um material granular, este processo se repetiu quatro vezes, pois o moinho não tinha capacidade de moer todo
material em única vez, por isso repetimos, os processos de moagem foram realizados em moinho de bolas de aço de
laboratório (modelo jarro 200x300mm DXC).

Figura 3 Vidro âmbar moído (Autor, 2019)

Os peneiramentos foram feitos por peneiras e agitador mecânico de laboratório de materiais de construção do
CEULP/Ulbra. Para obtenção de uma curva granulométrica, segundo ABNT NM 248:2003, os cacos foram peneirados
mecanicamente, sendo aproveitados os resíduos passantes na peneira ABNT4 (# 4,8mm). Em relação à distribuição
granulométrica do vidro moído, observa-se que as porcentagens retidas acumuladas nas diferentes peneiras estão dentro
dos limites de distribuição granulométrica, previstos na ABNT 7211:2009, para que um material seja considerado
agregado miúdo para concreto.

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Tabela 3 – Ensaios de caracterizados os agregado miúdo (Autor, 2019)


Caracterização dos agregados
Massa unitária do agregado miúdo (NBR NM 45:2006) 1,576 g/cm³
Massa específica do agregado miúdo (NBR NM53:2009) 2,464 g/cm³
Teor de material pulverulento (NBR NM 46:2003) 0,80%
Módulo de finura da areia (NBR NM- 248:2003) 2,2
Dimensão máxima característica (NBR NM- 248:2003) 2,4mm

Figura 4 Composição granulométrica do pó de vidro (Autor, 2019).

3.5 Dosagem dos Concretos

A composição desenvolvida no presente trabalho foi dosada pelo método do ACI 211.1-91 (American Concrete
Institute). Foi desenvolvido a composição referência definido como composição piloto, ou seja, 100% de areia natural,
para que, em seguida, se estabelecesse 3 novas composições: cada um com 3 teores distintos de substituição da areia
natural pelo pó de vidro (10, 20 e 40%). Dosou-se, então, um concreto com fck = 25 MPa com abatimento de 100 ± 20
mm.
Tabela 4 – Composições unitários para teores de substituição (Autor, 2019).
Composições Unitários
Composição Cimento Areia Pó de Vidro Brita a/c
T0% 1 2,194 - 3,040 0,520
T10% 1 1,975 0,219 3,040 0,520
T20% 1 1,755 0,395 3,040 0,520
T40% 1 1,316 0,702 3,040 0,520
T0% 1 2,194 - 3,040 0,520
T10% 1 1,975 0,219 3,040 0,520

Ainda que não faça parte do método de dosagem ACI 211.1-91, foi estipulado um teor de argamassa de 54% através da
composição piloto, para que o concreto apresentasse boas condições de trabalho e acabamento através de aferições
visuais sugeridas pelo IPT-EPUSP.

3.6 Concreto Fresco

No estado fresco, foram comparados os abatimentos nos diferentes teores pelo ensaio do abatimento do tronco de cone
(slump test), segundo ABNT NBR NM 67 (1998).

3.7 Concreto Endurecido

Após a dosagem, foram confecionados 3 corpos de prova (por idade) de dimensões 10 cm x 20 cm para realização do
ensaio de resistência à compressão (ABNT NBR 5739 (1994)) e corpos de prova 15 cm x 30 cm para realização do

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ensaio de resistência à tração por compressão diametral (ABNT NBR 7222 (2011)). Também foi realizado o ensaio de
absorção por imersão segundo ABNT NBR 9778 (2005).

4. RESULTADOS

4.1 Concreto Fresco

Segundo Metha & Monteiro (2015) a fluidez inicial natural do concreto é uma de suas características mais importantes,
pois permite que corpos resistentes sejam moldados com formas diversas, de maneira simples e custos relativamente
baixos. Eles também apontam que a trabalhabilidade do concreto fresco determina o quão facilmente este material pode
ser manipulado sem que haja segregação, portanto foi avaliada a influência da substituição do agregado miúdo pelo pó
de vidro no abatimento do concreto, além das análises visuais para aferir se houve exsudação na pasta e segregações dos
agregados.
Tabela 5 – Resultado do abatimento do tronco de cone (Autor, 2019).
Slump Test ABNT NBR NM 67 (1998)
Composição Abatimento
T0% 95 mm
T10% 100 mm
T20% 120 mm
T40% 130 mm

A Tabela 5 mostra que, na medida em que se aumentou o teor de pó de vidro, o abatimento também aumentou. Esse
fator é decorrente das características vidro, pois, segundo Metha & Monteiro (2015), a forma e textura dos agregados
dos agregados são cruciais nas ligações entre a pasta e o agregado, ou seja, influenciam na trabalhabilidade e na
compacidade. O agregado de vidro produzido na pesquisa apresenta forma arredondada em virtude do processo de
moagem, porém a principal causa do ganho de abatimento seja a textura superficial do vidro que, segundo Dyer e Dhir
(2001), do vidro é lisa e impermeável, esses fatores são, portanto, responsáveis pelo aumento do abatimento do concreto
quanto maior o teor de vidro empregado.

Figura 5 Aumento dos abatimentos com o aumento do teor de vidro (Autor, 2019)

As imagens mostram que, apesar do abatimento ter aumentado o concreto ainda se mostrou coeso e com condições de
acabamento.

4.2 Concreto no Estado Endurecido

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A resistência é a propriedade do material que traduz sua capacidade de conter esforços sem romper. Por vezes, detecta-
se a ruptura no surgimento de fissuras neste material, porém o concreto pode apresentar microfissuras mesmo sem ter
sido solicitado. Sendo assim, a resistência do concreto está ligada à tensão que causa sua ruptura (tensão máxima de
ruptura) e está associada exclusivamente à relação água/cimento e do teor de ar incorporado. (METHA e MONTEIRO,
2015). A Tabela 6 abaixo apresenta os valores de resistência à compressão dos corpos de prova nas diferentes idades,
bem como seu valor médio.

Tabela 6 –Resistência média à compressão (Autor, 2019).


Composição Idade (dias) Resistência Média (Mpa) Desvio padrão
7 23,65 0,26
T0% 14 29,05 0,53
28 33,55 0,09
7 21,9 0,30
T10% 14 26,25 0,55
28 29,55 0,40
7 21,1 0,13
T20% 14 25,2 0,77
28 27,25 0,30
7 19,15 0,23
T40% 14 22,3 0,38
28 24,35 0,15

Nota-se que houve uma perda de resistência aos 28 dias com o aumento do teor de substituição do agregado miúdo pelo
pó de vidro. O gráfico abaixo ilustra essa diferença nas resistências à compressão.

Figura 6 Resistência média à compressão ao longo do tempo (Autor, 2019).

Em relação à composição referência, as composições de 10, 20 e 40% apresentaram uma redução de 11,92%; 18,78% e
27,42 %, respectivamente. Essa diferença se dá também em virtude da forma e textura do agregado de vidro, pois,
conforme ilustram Metha & Monteiro (2015) em relação à forma e textura dos agregados, quanto mais rugosa for a
superfície do agregado, maior é o intertravamento mecânico entre o agregado e a matriz de cimento.

Tabela 7 – Resultado da resistência à tração por compressão diametral (Autor, 2019).


Composição Idade (dias) Resistência Média (Mpa) Desvio padrão
T0% 28 3,68 0,23
T10% 28 3,27 0,33
T20% 28 3,03 0,49
T40% 28 2,99 0,15

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Nota-se que, assim como na resistência à compressão, na tração também houve diminuição de resistência, como
ilustrado no gráfico abaixo:

Figura 7 Resistência média à tração ao longo do tempo (Autor, 2019).

Essa redução também se justifica na textura superficial e forma dos grãos de vidro. As forças de ligação entre as
partículas de vidro e a pasta são mais fracas se comparadas com a ligação da pasta com as partículas de agregados
naturais. Logo, um aumento da massa de vidro no concreto aumenta a massa de agregado ligada mais fracamente à
pasta.
A perda de resistência com o aumento dos teores de vidro no concreto refletiu no teor de absorção de água do concreto e
em sua massa específica. Propriedade extremamente importante para a durabilidade do concreto, pois, segundo
Medeiros, Andrade e Helene (2010) um concreto mais permeável facilita o ataque de agentes agressivos, caso os poros
do concreto formem capilares. A Tabela 8 mostra os índices de absorção de água e massa específica para os diferentes
teores de substituição, segundo ABNT NBR 9778 (2005).

Tabela 8 – Absorção de água e massa específica (Autor, 2019).


Absorção de Massa específica seca Massa específica saturada
Composição
água (%) g/cm³ g/cm³
T0% 4,98 2,42 2,496
T10% 5,01 2,393 2,448
T20% 5,22 2,352 2,421
T40% 5,32 2,345 2,415

Em relação à composição referência, a absorção de água das composições com 10%, 20% e 40% de substituição
variaram 0,03%; 0,24%; 0,34% respectivamente.

5. CONCLUSÃO

Diante dos resultados obtidos neste trabalho, conclui-se que uma substituição direta do agregado miúdo pelo pó de
vidro não se apresentou como uma alternativa viável tecnicamente, pois, nenhuma das composições contendo o vidro
apresentou resistência igual ou superior ao fcj da dosagem (31,5 MPa). Além disso, apesar das substituições terem
gerado concretos mais leves, os teores de absorção aumentaram com o aumento do teor de vidro, o que pode
comprometer a durabilidade do concreto, apesar desse acréscimo de absorção não ter sido significativo. Porém, em
relação ao estado plástico, o concreto apresenta propriedades satisfatórias com relação à trabalhabilidade, o que pode
trazer benefícios no quesito durabilidade, ou seja, reduzindo a quantidade de água na mistura, consequentemente
reduzindo a porosidade do concreto. Portanto, caso seja feito um novo estudo de dosagem com adição de novos
recursos, tais como aditivos superplastificates, sílica ativa, outras adições minerais ou ainda, utilizar o vidro em
granulometrias menores, de tal maneira que possa se obter um efeito filler deste resíduo, pode ser possível que se
obtenha concretos com esse agregado reciclado, trazendo uma viabilidade técnica e ambiental. Outra sugestão para
trabalhos futuros é o estudo para concretos com idades mais avançadas a fim de se observar a durabilidade e se possa
haver acréscimos em resistência.

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http://dx.doi.org/10.4322/CBPAT.2020.015 ISBN 978-65-86819-05-2

AVALIAÇÃO ESTRUTURAL
DA SUBESTAÇÃO DE ENERGIA DA UFES APÓS INCÊNDIO

BREMENKAMP, CINNDHY MARTINELLI, LETÍCIA


Graduanda em Engenharia Civil Graduanda em Engenharia Civil
Universidade Federal do Espírito Santo Universidade Federal do Espírito Santo
Espírito Santo; Brasil Estado; País
cinndhyuab@gmail.com leticiacarvalhomartinelli@gmail.com

MOTA, GABRIELA SOUZA, RODRIGO


Graduanda em Engenharia Civil Graduando em Engenharia Civil
Universidade Federal do Espírito Santo Universidade Federal do Espírito Santo
Espírito Santo; Brasil Espírito Santo; Brasil
gabrielasdamota@gmail.com rodrigoodesouzaa@gmail.com

VIEIRA, GEILMA
Doutora em Engenharia Civil
Universidade Federal do Espírito Santo
Espírito Santo; Brasil
geilma.vieira@gmail.com

RESUMO

As estruturas de concreto são bastante resistentes ao fogo pela baixa condutividade térmica e a natureza não combustível
do material, funcionando até certo ponto como uma barreira que previne a propagação do calor. Entretanto, quando o
concreto é submetido a altas temperaturas por longo tempo, pode haver uma deterioração das propriedades mecânicas,
levando a uma redução da rigidez da estrutura. Quando ocorre um incêndio numa edificação, a preocupação principal é a
garantia de que a estabilidade da mesma esteja preservada. Deste modo, visando avaliar as condições estruturais da
Subestação de energia da Universidade Federal do Espírito Santo após ocorrência de um incêndio, o trabalho apresenta
os procedimentos realizados para análise das manifestações patológicas surgidas no local, com base nas resoluções de
Lichtenstein. Os resultados apontam que as propriedades mecânicas da estrutura foram alteradas com a ação dos produtos
do incêndio, afetando assim, a integridade da estrutura de concreto armado.
Palavras-chave: incêndio, concreto armado, danos estruturais, subestação elétrica da UFES.

ABSTRACT

The concrete structures are quite fire resistant due to the low thermal conductivity and the non-combustible nature of the
material, functioning to a certain extent as a barrier preventing the propagation of heat. However, when the concrete is
subjected to high temperatures for a long time, there may be a deterioration of the mechanical properties, leading to a
reduction of the rigidity of the structure. When a fire occurs in a building the main concern is the guarantee that the
stability of the same is preserved. Therefore, in order to evaluate the structural conditions of the university substation as
a result of a fire, the work presents the procedures performed in the analysis of the pathological manifestations that
appeared in the place, based on the definitions of Lichtenstein. The results indicate that the mechanical properties of the
structure were altered by the action of fire products, thus affecting the integrity of the reinforced concrete structure.
Keywords: Fire, reinforced concrete structure, structural damage, energy substation of UFES.

1. INTRODUÇÃO

Embora o uso do aço na construção civil tenha crescido muito nos últimos 15 anos (CBCA, 2015) no país, o sistema
construtivo estrutural mais utilizado ainda é o concreto armado. Esse fato pode ser explicado pelo conservadorismo por
parte das empresas e profissionais da área e pelo amplo conhecimento técnico acumulado ao longo dos anos na execução
desse tipo de sistema. Além disso, a alta resistência à compressão e durabilidade do concreto, aliada à alta resistência à
tração e ductilidade do aço, configuram uma estrutura de ótimo desempenho para o ramo da construção.

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Entretanto, em situações de elevadas temperaturas, essas propriedades são modificadas devido às alterações na
intensidade das forças de ligação interatômicas na microestrutura (COSTA, 2002).

Diante das diversas ocorrências de incêndios no Brasil, houve a necessidade de implementar mudanças no sistema
brasileiro de prevenção e combate ao incêndio, para que possam ser evitados sinistros como o ocorrido no prédio da
subestação de energia da Universidade Federal do Espírito Santo, em maio de 2019. De acordo com a reitoria da
universidade, o incêndio foi devido a uma falha na rede elétrica do Campus.

A estrutura do edifício atingido é constituída por concreto armado e o sistema de vedação por blocos cerâmicos. Além
disso, possui apenas um pavimento, composto por uma sala de quadros, uma sala de baterias e dois compartimentos, com
um transformador em cada. O incêndio atingiu apenas um dos compartimentos, mas teve impacto em toda a alvenaria e
estrutura adjacente.

Para fins didáticos, denominou-se “Compartimento 1” o cubículo atingido diretamente pelo fogo e “Compartimento 2” o
cubículo que não foi alcançado pelas chamas.

Figura 1: Situação pós incêndio do prédio da subestação. À esquerda, compartimento 1, afetado pelo incêndio. À
direita, compartimento 2.
Fonte: Autores (2019).

A Figura 2 mostra a planta baixa da estrutura, na qual foram realizados os ensaios destrutivos e não-destrutivos descritos
em Procedimentos Metodológicos deste trabalho. Os elementos afetados foram os pilares P8, P9, P12 e P13 e as vigas
V3, V4, V5 e V6.

Figura 2: Planta estrutural de cobertura com indicação dos compartimentos.


Fonte: Projeto estrutural da subestação (2007).

1.1 Objetivo

O trabalho tem o intuito de diagnosticar o comportamento físico e mecânico da estrutura de concreto armado, após o
incêndio ocorrido no edifício da subestação de energia da Universidade Federal do Espírito Santo. Por meio de ensaios
normalizados, a estrutura será avaliada com relação à sua resistência mecânica, aspecto superficial, integridade interna,
condições de alcalinidade do concreto e corrosão das armaduras.

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1.2 Revisão bibliográfica

Segundo Costa e Silva (2002), durante a ocorrência de um incêndio, o aumento da temperatura em elementos estruturais
decorrente da ação térmica, provoca alterações na micro e na macroestrutura do concreto armado, refletindo em uma
diminuição progressiva da sua capacidade portante. Em alguns casos, no decorrer do processo de queima, o esforço
solicitante em uma seção pode se igualar ao esforço resistente, resultando em colapso.
O concreto é composto por partículas de agregados dispersos em uma matriz de cimento e que se comporta como um
material único à temperatura ambiente. Contudo, quando submetido a altas temperaturas, seus constituintes reagem de
forma diferente devido a heterogeneidade. Enquanto o agregado apresenta expansão volumétrica até desestruturar-se
quimicamente, a pasta de cimento se contrai (SILVA, 2001), gerando assim tensões térmicas na interface do agregado
graúdo devido a incompatibilidade térmica.

Essas deformações diferenciais entre os componentes, aliadas às altas pressões internas de vapor d’água, conduzem para
a desagregação do concreto, resultando em delaminação, fissuração excessiva e desplacamento das camadas superficiais,
fenômeno denominado de lascamento. O desprendimento do cobrimento da armadura devido ao lascamento compromete
o desempenho estrutural, pois expõem as armaduras ao calor excessivo durante o incêndio. Uma vez expostos, o aço
experimenta efeitos de fluência e de dilatação excessiva, além da redução da aderência entre as barras e o concreto.

Segundo Kalifa et al. (2000), a desestruturação química da pasta de cimento se inicia a partir dos 200°C, quando as
fissuras superficiais se tornam visíveis devido à retração por perda de água. Já acima dos 400°C, Neville (1997) descreve
queda acentuada da resistência devido a ocorrência de uma série de reações físico-químicas, onde a água evaporada reduz
as forças de Van der Walls entre as camadas de silicato de cálcio hidratado (C-S-H), composto que responde pela alta
resistência à compressão do material.

Em situações com elevado gradiente de temperatura, a evaporação da água adsorvida e livre na massa cimentícia
decompõem os produtos hidratados que constituem o concreto, como o aluminato de cálcio, a etringita e o hidróxido de
cálcio. Como o Ca(OH)2 é o responsável pela alta alcalinidade do material, possui, portanto, capacidade de apassivar a
armadura por impedir oxidação posterior (CASCUDO, 1997).

Nessas condições, os gases agressivos liberados na combustão dos materiais sob ação do fogo, propiciam que agentes
como o gás carbônico (CO2) penetrem no concreto por ação convectiva, e interagem com os componentes alcalinos
presentes na massa, formando assim, carbonato de cálcio que expande da superfície, para o interior do material. Essa
interação provoca uma diminuição do pH, e consequentemente, eleva o risco de corrosão da armadura, devido à perda da
funcionalidade protetora da película apassivadora sobre o aço.

O tempo necessário para que a frente de carbonatação avance no concreto, desde a superfície até atingir a armadura, é
função da espessura do concreto de cobrimento e do coeficiente de difusão do CO2 nesse concreto (BENTUR et al., 1997
apud RIBEIRO, 2009), fatores que sofrem alterações quando submetidos à ação do fogo.

De acordo com a norma NBR 15200 (ABNT, 2012), a estrutura só pode ser reutilizada após um incêndio depois de
realizada a vistoria, avaliada a capacidade remanescente e verificada a necessidade de recuperação das características que
a mesma apresentava antes do incêndio. É necessária, portanto, levantamento de subsídios conforme a metodologia
proposta por Lichtenstein (1986), composta por inspeção visual do local, coleta de informações por anamnese, realização
de ensaios normatizados e também de pesquisas pertinentes ao tema, que permitem assim, uma análise das características
físicas e químicas da estrutura afetada.

Normalmente, após o resfriamento, o concreto não recupera a resistência inicial, sendo o valor final função da temperatura
máxima atingida, do tempo de exposição, do traço do concreto e da velocidade de resfriamento. Deste modo, diante do
diagnóstico obtido é possível desenvolver intervenções corretivas e preventivas, evitando assim, o alastramento de
manifestações patológicas tão prejudiciais a vida útil da edificação.

Para restabelecer o desempenho mecânico, é necessário tratamento, reforço ou até mesmo demolição da edificação
(SANTIAGO, 2011). Em alguns casos, pode ser aplicado, a técnica de realcalinização que consiste em reposição de nata
de cimento com adições minerais como metacaulim, sílica ativa e cinzas volantes, por meio de injeções ao ar comprimido
dentro da área comprometida. Essa e outras condutas adotadas a partir do diagnóstico são essenciais para que a estrutura
volte a atender aos requisitos básicos de durabilidade e segurança.

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2. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

2.1 Vistoria

Seguindo o método proposto por Linchtenstein (1986) para levantamento das informações, o processo iniciou por uma
vistoria no Compartimento 1 da subestação para avaliação da gravidade dos danos e definição das condutas mais
adequadas e suficientes para elaboração do diagnóstico.

No local foi verificada a presença de fuligem cobrindo a maior parte dos elementos estruturais, e ainda o desplacamento
quase generalizado do reboco do teto, deixando expostos blocos cerâmicos e vigotas (Figura 3 (b)).

(a) (b)

Figura 3: Compartimento 1 - parede coberta por fuligem (a) e desplacamento de reboco do teto (b).
Fonte: Autores (2019).

Nas interfaces entre estrutura e reboco, houve perda de aderência com consequente quebra do reboco (Figura 4 (a)). Já na
interface estrutura-alvenaria, foi possível visualizar fissuras por movimentação térmica, às quais margeavam toda a
interface.

A alvenaria, por sua vez, apresentou trincas verticais em alguns pontos, o que indica que houve dilatação térmica nesse
material. Além das trincas verticais, era visível a existência de mapeamento de fissuras no reboco das parede, como pode
ser observado na Figura 4(b), sugerindo que houve contração do reboco devido ao efeito da calcinação.

(a) (b)

Figura 4: Compartimento 1 - Desplacamento do reboco junto ao pilar (a) e mapeamento de fissuras no reboco (b).
Fonte: Autores (2019).

Durante a vistoria realizada no Compartimento 2 e na sala de quadros da subestação também foi constatada a existência
de fissuras na interface estrutura-alvenaria e trincas verticais nas paredes, como observado na Figura 5. Em alguns casos
foi possível notar, ainda, fissuras em forma de escamas, as quais configuram trincas de cisalhamento originadas pelo
esforço entre os dois materiais.

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(a) (b)

Figura 5: Trinca na interface pilar-alvenaria no compartimento 2 (a) e trinca vertical na alvenaria na sala de quadros (b).
Fonte: Autores (2019).

2.2 Ensaios

Após vistoria do local para detecção das manifestações patológicas existentes, foram realizados ensaios normatizados nos
elementos estruturais do Compartimento 1, a fim de avaliar as condições da estrutura atingida pelo incêndio. A Tabela 1
relaciona os ensaios realizados, com os objetivo, norma técnica vigente e elemento ensaiado.

Tabela 1 - Lista dos ensaios realizados com os objetivos e respectivas normas.


Elementos
Ensaio Objetivo Norma
ensaiados
Com base no índice esclerométrico, encontra-se a dureza Pilares P13
NBR 7584
Esclerometria superficial do elemento estrutural, para em seguida se e P9 e viga
(ABNT, 2012)
estimar a resistência à compressão V6
Com a velocidade de propagação obtida, determinar o
NBR 8802 Pilares P13
Ultrassom módulo elástico dinâmico, o módulo elástico estático e, por
(ABNT, 2019) e P9
fim, a resistência à compressão
Método Identificar a frente de carbonatação por meio da mudança
colorimétrico de coloração causa pela fenolftaleína ao entrar em contato Pilar P13
-
por fenolftaleína com um corpo de pH alcalino
Potencial de Obtenção do potencial de corrosão em armaduras inseridas C876
Pilar P13
corrosão na estrutura de concreto armado (ASTM, 2015)
Extração de Extrair parte do elemento estrutural para avaliação precisa NBR 7680
Pilar P13
testemunho das condições da estrutura por meio de ensaios (ABNT, 2015)
Resistência à Obtenção da resistência à compressão do elemento NBR 5739
Pilar P13
compressão estrutural rompido em prensa hidráulica (ABNT, 2018)
Fonte: Autores (2019).

2.2.1 Observações importantes sobre os ensaios realizados:

● No ensaio de esclerometria, o esclerômetro foi utilizado na posição horizontal e seu resultado, após desconsiderar
os índices esclerométricos (IE) que divergiam mais de 10% da média, foi lançado no ábaco de correlação de resistência à
compressão e IE do próprio aparelho, estimando-se assim a resistência à compressão do elemento.

● No ensaio de ultrassom optou-se pelo método indireto para obtenção dos resultados devido às condições do
ambiente. A cada altura escolhida para a execução do ensaio, posicionou-se os transdutores a distâncias de 15 cm e 30
cm, com auxílio de linhas de referência, totalizando duas medições para cada altura.

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3. RESULTADOS E DISCUSSÕES

Os resultados seguintes se referem aos pilares P13 e P9 e viga V6 do Compartimento 1, indicados na Figura 6.

Figura 6: Parte da planta estrutural de cobertura com identificação dos elementos ensaiados.
Fonte: Projeto estrutural da cobertura (2007).

3.1 Pilar P13

Seguindo os procedimentos descritos nas normas correspondentes, foram executados, nesse pilar, os ensaios de
esclerometria, ultrassom e potencial de corrosão. Além disso, foi feita uma extração de testemunho, o qual foi submetido
ao ensaio colorimétrico e ao ensaio de compressão axial.

3.1.1 Esclerometria

Seguindo as prescrições da NBR 7584 (ABNT, 2012), foram aferidos 16 índices esclerométricos, que juntos compuseram,
salvo alguns descartes devido à discrepâncias numéricas, o índice esclerométrico médio do pilar P13 correspondente a
41,4. Em posse do valor de IE e sabendo que o ensaio foi executado na posição a 0°, determinou-se a resistência à
compressão correspondente à sua dureza superficial pelo ábaco do aparelho, sendo aproximadamente igual a 43 MPa.

Levando-se em consideração que a resistência característica à compressão estimada em projeto estrutural era equivalente
a 25 MPa, o valor obtido no ensaio simula um ótimo resultado, apresentando quase o dobro do fck. Entretanto, a
esclerometria, por si só, não é conclusiva.

Um dos fatores que influenciam o resultado de dureza superficial é a carbonatação. Logo, o resultado pode significar um
ganho de resistência do elemento estrutural pela qualidade do concreto e de seu lançamento ou que, durante a ocorrência
do incêndio houve a calcinação do concreto devido ao calor liberado. Neste caso, o hidróxido de cálcio - Ca(OH)2 se
dissociou e preencheu os poros vazios do concreto, conferindo ao material uma maior dureza superficial temporária e,
consequentemente, uma maior resistência à compressão, também temporária, pois o sal presente nos poros é solúvel em
água.

Vale ressaltar que até a fumaça pode ter contribuído para uma alteração do resultado, visto que ela contém CO2 que ao
entrar em contato com o Ca(OH)2, forma carbonato de cálcio - CaCO3 - desencadeando as mesmas consequências que a
calcinação.

3.1.2 Ultrassom

Devido a limitação de acesso, no pilar P13 o ensaio foi executado pelo método indireto, com posicionamento dos
transdutores em paralelo, na mesma face da estrutura.

Em posse das velocidades do onda ultrassônica fornecidas pelo aparelho de ultrassom, estimou-se o módulo de
elasticidade dinâmico do concreto (Ed) conforme a C597 (ASTM, 2016), por meio da equação (1):

Ed = v² ρ (1 + µ) (1 − 2µ) / (1 − µ) (1)

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Onde,
Ed - Módulo de elasticidade dinâmico, expresso em MPa;
ρ - Massa específica, expressa em kg/m³;
v - Velocidade de propagação da onda ultrassônica, expressa em km/s;
µ - Coeficiente de Poisson.

Por fim, foi determinado a resistência à compressão pela equação (2) proposta por Cánovas (1988):

fc = 3,5 · 10−9 · Ed² − 10−3 · Ed + 200 (2)

Onde,
Ed - Módulo de elasticidade dinâmico, expresso em kgf/cm²;
Fc - Resistência à compressão do concreto, expresso em kgf/cm².

Considerando a massa específica do concreto igual a 2200 kg/m³, obteve-se os resultados discretizados na Tabela 2.

Tabela 2 - Resultados obtidos no ensaio de ultrassom feito no pilar P13.

Velocidade (m/s) Ed (MPa) fc (MPa)

2055 8361,6 14,1


Fonte: Autores (2019).

Diante do resultado abaixo do fck de projeto, constatou-se uma redução da resistência à compressão do concreto após o
sinistro de incêndio. Situação que pode estar atribuída a alterações na micro e macroestrutura do concreto devido à ação
de altas temperaturas. De todo modo, esse resultado deve ser respaldado por ensaios complementares, uma vez que foi
obtido por correlação.

3.1.3 Método Colorimétrico

No testemunho extraído inicialmente verificou-se o posicionamento da armadura, observando um cobrimento de 3,00 cm


e 3,50 cm, para as faces interna e externa, respectivamente. Em seguida, borrifou-se a fenolftaleína por toda a superfície
do testemunho, o que permitiu detectação da camada carbonatada, conforme mostrado na Figura 7.

(a) (b)

Figura 7: Aplicação da fenolftaleína no testemunho (a) e a coloração resultante (b).


Fonte: Autores (2019).

Por meio de um paquímetro digital foram feitas 11 leituras de frentes de carbonatação (espessura da camada incolor) com
o intuito de obter um valor médio representativo. Assim, a frente de carbonatação média foi de 1,487 na face interna do
pilar e de 1,433 em sua face externa. A face interna corresponde àquela voltada para o interior da subestação, enquanto a
face externa faz referência ao exterior da edificação. Vale destacar que na aferição das medidas foi descontada a espessura
do revestimento argamassado.

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Considerando os cobrimentos aferidos, bem como os valores médios de carbonatação obtidos, conclui-se que no momento
do ensaio a armadura ainda estava protegida. Contudo, tal condição não pode ser assegurada a longo prazo, pelo avanço
da carbonatação da superfície para o interior do material. Quando a frente de carbonatação atinge a armadura, a película
apassivadora, que usualmente reveste e protege a superfície da armadura de aço contra a corrosão, torna-se instável e é
quebrada, permitindo o desenvolvimento das interações destrutivas entre o aço e o ambiente.

3.1.4 Extração de testemunho

Após regularização das bases em uma retífica, o testemunho foi submetido a esforço de compressão 72 horas após a
extração, e se rompeu na forma cônica bipartida. Na extração usou-se uma máquina de classe 2 e marca A. J Amsler, que
possui serra copo rotativa e é refrigerada a água. A Tabela 3 indica os resultados contidos no relatório fornecido pelo
laboratório onde ocorreu o ensaio.

Tabela 3 - Resultados do ensaio de extração de testemunho no pilar P13.


Massa Esp. Resistência à Resistência à
Nº Idade Diâmetro Altura Tipo de
Aparente Compressão Compressão*
CP (dias) d (cm) h (cm) Ruptura
(kg/m³) 𝒇𝒄𝒋,𝒆𝒙𝒕,𝒊𝒏𝒊𝒄𝒊𝒂𝒍 (MPa) 𝒇𝒄𝒋,𝒆𝒙𝒕 (MPa)

1 >360 7,39 15,3 2316 18,1 19,9 B

(*) Correlação relativa à relação h/d, coeficientes (k1 e ki).


Fonte: Laboratório de Ensaios em Materiais de Construção da UFES (2019).

Conforme recomendação da NBR 7680 (ABNT, 2015), os testemunhos devem ser ensaiados no sentido do lançamento
do concreto. Como no caso o elemento ensaiado era um pilar, a extração foi feita na direção ortogonal ao lançamento,
sendo portanto, necessário correção do resultado, devido à orientação da rede capilar ser diferente no testemunho.
Ainda segundo a norma supracitada, os resultados obtidos no rompimento dos testemunhos devem ser identificados por
fci,ext,inicial, e após correção, informados como fci,ext.

Deste modo, diante das dimensões medidas iguais a 7,39 cm de diâmetro (d) e 15,30 cm de altura (h), como a relação h/d
foi ligeiramente superior a dois, foram feitas correções pelo coeficiente k1 consultado na Norma, e também pelo efeito
da umidade do testemunho (k4). Obtendo assim, resistência à compressão (fci,ext) igual a 19,9 MPa, valor inferior a
resistência característica à compressão indicada no projeto (fck = 25 MPa).

A resistência obtida pelo ensaio, juntamente com o resultado de resistência encontrado no ensaio de ultrassom, evidenciam
a redução da capacidade portante da estrutura, o que caracteriza perda de segurança estrutural no pilar ensaiado.

A diferença numérica entre os valores de resistência obtidos pelos dois ensaios pode ser explicada por uma provável
heterogeneidade no elemento estrutural, tendo em vista que o testemunho foi extraído em uma seção transversal diferente
da que se executou o ensaio de ultrassom. Todavia, o ensaio de compressão axial realizado no testemunho produz
resultados mais confiáveis, uma vez que a resistência é obtida de forma direta.

3.1.5 Potencial de corrosão

O eletrodo de referência utilizado no ensaio de potencial de corrosão foi o cobre/sulfato de cobre (Cu/CuSO4). Nesse
caso, a norma C-876 (ASTM, 2015) apresenta as probabilidades de ocorrência de corrosão como mostrado na Tabela 4.

Tabela 4 - Probabilidade de ocorrência de corrosão em função da diferença de potencial.


Diferença de potencial (𝛥V) Probabilidade de corrosão

𝛥V > -0,20 Probabilidade de inocorrência de corrosão do aço é maior que 90%

- 0,2 < 𝛥V < -0,35 Atividade de corrosão no aço é incerta

𝛥V > -0,35 Probabilidade de ocorrência de corrosão do aço é maior que 90%


Fonte: Adaptado de C-876 (ASTM, 2015).

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Como a armadura não estava exposta foi necessário fazer a remoção do revestimento argamassado e cobrimento de
concreto para ter acesso à mesma. Em seguida, realizou-se o procedimento seguindo as diretrizes da norma supracitada,
obtendo, por meio da aferição do multímetro, uma diferença de potencial de -233 mV.
Portanto, de acordo com a Tabela 4, a atividade de corrosão do aço no ponto estudado é incerta, logo, o resultado do
ensaio é inconclusivo.

3.2 Pilar P9

3.2.1 Esclerometria

Após 16 medições com o esclerômetro posicionado na posição horizontal, foi obtido o Índice Esclerométrico Médio de
41,9, valor que pelo ábaco corresponde a resistência à compressão igual a 43 MPa. Assim como no pilar P13, o resultado
encontrado não é conclusivo, sendo necessário a realização de outros ensaios para corroboração do resultado obtido.

3.2.1 Ultrassom

Da mesma forma que para o pilar P13, foram feitas algumas leituras de velocidade no pilar P9, também por meio do
método indireto. Os resultados estão mostrados na Tabela 5.

Tabela 5 - Resultados obtidos no ensaio de ultrassom feito no pilar P9.

Velocidade (m/s) Ed (MPa) fc (MPa)

2582 13200,1 12,9


Fonte: Autores (2019).

Segundo Whitehurst (1951), para velocidades de propagação da onda entre 2000 e 3000 m/s indica que a qualidade interna
do concreto é ruim, o que corrobora o baixo resultado de resistência à compressão.

3.3. Viga V6

3.3.1 Esclerometria

Para a viga V6, diferentemente dos pilares, o esclerômetro foi posicionado verticalmente, de baixo para cima para
execução de duas malhas. Na malha 1 foi obtido um Índice Esclerométrico Médio de 40,1, já na malha 2, IE equivalente
a 42, valores que correspondem a resistências à compressão iguais a 33 MPa, e 37 MPa, respectivamente.

Essa variação pode ser explicada pela heterogeneidade do concreto, visto que a estrutura foi exposta à altas temperaturas,
e também devido a influência das condições da superfície a no resultado do ensaio.

Com esses valores, é possível inferir que a resistência obtida foi superestimada por apresentar resultados superiores ao
fck de projeto (25 MPa). Entretanto, assim como para os pilares, o resultado da esclerometria não é conclusivo, e deve
ser analisado juntamente com ensaios complementares.

3.3.2 Ultrassom

No elemento estrutural V6, o ensaio de propagação de onda ultrassônica foi feito de forma direta, com um transdutor em
uma face do elemento estrutural e o outro na face oposta à primeira. Os resultados obtidos constam na Tabela 6.

Tabela 6 - Resultados obtidos no ensaio de ultrassom feito na viga V6.

Velocidade (m/s) Ed (MPa) fc (MPa)

2760 15082,85 12,9


Fonte: Autores (2019).

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4. CONCLUSÃO

A partir dos resultados do ensaio esclerométrico verificou-se uma alta resistência à compressão em todos elementos os
estruturais avaliados, apresentando valores que superam até o estimado em projeto. Os resultados superestimados podem
ser explicados devido ao processo de calcinação do concreto ocorrido em função das altas temperaturas. O fenômeno
desencadeou carbonatação nas estruturas, liberando assim, moléculas de carbonato de cálcio as quais preencheram os
poros das faces mais externas.

Pelo ensaio colorimétrico, constatou-se uma frente de carbonatação de aproximadamente 1,5 cm. Como o cobrimento da
armadura era cerca de 3 cm, conclui-se que no momento do ensaio, a armadura estava protegida. Contudo, tal condição
não pode ser assegurada a longo prazo, pelo avanço gradual da frente de carbonatação da superfície para o interior do
material.

Além disso, embora pela norma o valor obtido no potencial de corrosão se enquadre na faixa cujo resultado é inconclusivo,
esse resultado ficou muito próximo do limite no qual a armadura tem baixa probabilidade de desenvolver corrosão.

Por fim, no pilar P13, o ensaio de rompimento sob esforço de compressão no testemunho apontou uma perda de cerca de
20% da resistência projetada, e o ensaio de propagação de onda ultrassônica indicou, uma baixa qualidade do concreto.

Devido a esse elemento estrutural ter sido um dos mais afetados pelo sinistro, o resultado foi replicado para as demais
estruturas adjacentes ao Compartimento 1, portanto, conclui-se que a estrutura da subestação sofreu alterações na sua
microestrutura, afetando assim, a integridade estrutural da mesma.

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ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6118: Projeto de estruturas de concreto -


Procedimento. Rio de Janeiro, 2004

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situação de incêndio. Rio de Janeiro, 2012.

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http://dx.doi.org/10.4322/CBPAT.2020.016 ISBN 978-65-86819-05-2

ANÁLISE DAS MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS EM MERCADO PÚBLICO NO


MUNICÍPIO DE TABULEIRO DO NORTE/CE
ANALYSIS OF PATHOLOGICAL MANIFESTATIONS IN THE PUBLIC MARKET IN
THE NORTH / EC BOARD MUNICIPALITY

SALUSTIO, JANAINA BARROS, JOMÁRIO


Professora Graduando em Engenharia Civil
Universidade Federal Rural do Semi-Árido Universidade Federal Rural do Semi-Árido
Rio Grande do Norte; Brasil Rio Grande do Norte; Brasil
janaina.salustio@ufersa.edu.com jomario108@hotmail.com

CHAVES, RUTH SOBRAL, TEREZA


Engenheiro Civíl Graduanda em Engenharia Civíl
Universidade Federal Rural do Semi-Árido Universidade Federal Rural do Semi-Árido
Rio Grande do Norte; Brasil Rio Grande do Norte; Brasil
ruth.samara@hotmail.com tete-olivia@hotmail.com

RESUMO

A velocidade com que muitos processos construtivos são realizados nas obras terminam por gerar problemas futuros nas
edificações em razão de abordagens construtivas inadequadas, utilização de materiais cuja qualidade ainda não foi
atestada, entre outros fatores. As manifestações patológicas surgidas podem ter sua origem nas diversas etapas de
concepção da edificação, tais como: projeto, escolha de materiais, execução, manutenção e agressividade ambiental.
Dessa maneira, este trabalho se propõe a estudar as manifestações patológicas encontradas em uma edificação pública
do município de Tabuleiro do Norte/CE, identificando suas principais causas e indicando mecanismos de prevenção e
recuperação. A metodologia empregada partiu de análises visuais, por meio de visita ao local e entrevistas com os
usuários da edificação. Por meio das informações coletadas por meio desta inspeção preliminar foi possível verificar
que as manifestações patológicas encontradas estão relacionadas principalmente com problemas advindos da umidade
acarretando em vários outros defeitos na edificação tais como fissuras, mofo e deterioração do revestimento. No
entanto, tais transtornos podem ser facilmente contornados por meio da realização da impermeabilização, que quando
executada de maneira correta permite sua prevenção.
Palavras-chave: Manifestações patológicas; umidade; prevenção; recuperação.

ABSTRACT

The speed with which many construction processes are carried out in the works end up generating future problems in
buildings due to inadequate construction approaches, use of materials whose quality has not yet been attested, among
other factors. The pathological manifestations that arise may have their origin in the various stages of the building's
conception, such as: design, choice of materials, execution, maintenance and environmental aggressiveness. Thus, this
paper aims to study the pathological manifestations found in a public building in the city of Tabuleiro do Norte / CE,
identifying their main causes and indicating prevention and recovery mechanisms. The methodology used was based on
visual analysis, through site visit and interviews with users of the building. Through the information collected through
this preliminary inspection it was possible to verify that the pathological manifestations found are mainly related to
problems arising from moisture causing various other building defects such as cracks, mold and coating deterioration.
However, such disorders can be easily circumvented by means of waterproofing, which when properly performed
allows their prevention.
Keywords: Pathological manifestations; moisture; prevention; recovery.

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1. INTRODUÇÃO

Na área da construção civil, a Patologia das Construções é a ciência que estuda todo e qualquer fenômeno que afeta o
desempenho do edifício, seja ele físico, econômico ou estético. Essa perda de desempenho pode ocorrer, entre outras
razões, devido a projetos mal detalhados, falta de critérios durante a execução do serviço, baixa qualidade e emprego
inadequado de materiais aplicados, manutenção inadequada do edifício, agentes de degradação que eatuam na
edificação com o decorrer do tempo e métodos construtivos (RODRIGUES, 2013)

O desempenho de uma edificação pode ser representado pelos atributos exigíveis das necessidades humanas,
estabelecidos pelos requisitos e critérios de desempenho previstos por normatização exigente, onde é considerado um
patamar mínimo a ser atingido por elementos e sistemas da construção (FAGUNDES NETO, 2013).

No entanto, o que se observa é que com o crescimento populacional e as demandas cada vez mais urgentes, a indústria
da construção civil cresce a necessidade de inovar criando novas técnicas construtivas a fim de satisfazer essas
necessidades, contudo essas inovações vêm trazendo vícios que tem culminado no aparecimento de defeitos
construtivos cada vez mais precoces (FREIRE, 2010).

Segundo Possan e Demoliner (2012) a deterioração prematura das construções e consequentemente, a redução de seu
desempenho é um problema que vem sendo frequentemente observado em todo o mundo.

Mesmo com usuários cada vez mais exigentes e atentos aos seus direitos, os problemas nas edificações são cada vez
mais frequentes e decorre especialmente dos cronogramas cada vez mais curtos associados a técnicas construtivas
“modernas” e por vezes inadequadas.

Em se tratando de edificações públicas, o principal problema relaciona-se a ausência de manutenção preventiva e até
mesmo corretiva adequada que, de fato, busque conhecer a fonte causadora do problema e desta maneira, o solucione
definitivamente.

Assim, o presente trabalho surge da necessidade de se conhecer as principais manifestações patológicas que causam
tantos transtornos aos proprietários e usuários das edificações, buscando entender a forma como esses defeitos surgem,
quais as medidas de prevenção podem ser tomadas e que técnicas se têm disponíveis para sua recuperação.

2. PROCEDIMENTO

2.1 Descrição do estudo de caso

Esta pesquisa constituiu-se de um levantamento das principais manifestações patológicas de um mercado público do
município de Tabuleiro do Norte/CE. Todas as manifestações foram abordadas de forma sistemática, inicialmente
realizando a identificação da manifestação patológica, seguida pela apresentação de sua origem e causas acompanhada
de um diagnóstico, e por final a concepção de técnicas tanto para a prevenção quanto para reparos das possíveis
manifestações patológicas.

As vistorias consistiram em análise minuciosa da edificação pesquisada, com o intuito de identificar e analisar
criteriosamente todas as manifestações patológicas encontradas. Nas vistorias, foram analisadas todas as manifestações
possíveis de serem observadas, e todos os elementos que pudessem ter causado as mesmas. Para identificar e
documentar as manifestações encontradas utilizou-se de uma inspeção visual, tátil e registros fotográficos.

A partir da identificação das principais manifestações patológicas encontradas na edificação em estudo, foi possível,
com base nas referências bibliográficas, compará-las com as estudadas e, assim relacionar as prováveis hipóteses que as
geraram.

Com a apresentação do diagnóstico, foi possível apontar as soluções para a correção dos problemas e sugerir medidas
preventivas para que este problema não voltasse a ocorrer em futuras edificações.

2.2 Local da pesquisa

A pesquisa de campo aconteceu no Mercado Municipal da Carne do município de Tabuleiro do Norte/CE, com a
finalidade de diagnosticar as patologias existentes.
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O mercado municipal exibido na Figura 1 fica localizado no bairro centro, s/n, do município de Tabuleiro do Norte/CE.

Figura 1. Mercado municipal. (a) fachada posterior; (b) fachada frontal

O mercado público foi escolhido para este estudo por ser uma das edificações mais antigas da cidade e por apresentar
inúmeras manifestações patológicas. É uma edificação que foi construída a mais de 60 anos sempre com o propósito de
utilização para ser um mercado, que possui uma área construída de mais ou menos 2.400 m², dividida em 50 cabines. É
um dos fluxos econômicos da cidade, transitando diariamente por ele milhares de pessoas por dia, gerando mais renda
ao município. Ao decorrer dos anos houve somente duas intervenções realizadas na edificação, nos anos de 1995 e
2006.

O município de Tabuleiro do Norte/CE fica localizado na microregião do Baixo Jaguaribe, na zona leste do estado do
Ceará a 211 km da capital do estado, Fortaleza. Sua localização é melhor compreendida na Figura 2.

Figura 2. Localização do município de Tabuleiro do Norte no Ceará.

3. RESULTADOS

A partir da visita técnica, foi detectada a presença de manifestações patológicas localizadas em vários pontos na
edificação, sendo as mais comuns o mofo, destacamento do revestimento e as fissuras.

3.1 Fissuras

Na Figura 3 pode-se notar uma fissura em posição horizontal na parte superior externa do mercado que ocorreu
possivelmente devido a movimentações térmicas.

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Figura 3. Fissura horizontal causada por movimentação térmica.

Como a cobertura é uma das partes da edificação que recebe maior incidência de radiação, levando assim a variações
térmicas, este local está mais sujeito as movimentações entre a estrutura e a alvenaria. Sendo assim, pelo fato de a
alvenaria e a estrutura se comportarem de forma diferente frente a mesma variação térmica, a rigidez na ligação entre os
dois sistemas, acaba por favorecer a ocorrência de fissuras.

Essas variações térmicas, por sua vez, causam variações dimensionais dos materiais, levando ao aparecimento de
tensões que tendem a ser aliviadas em forma de fissuras devido à baixa capacidade dos materiais de se deformarem.

Uma prevenção para esse problema seria a utilização de juntas de dilatação na estrutura ou utilização de argamassa
flexível na ligação estrutura/alvenaria, assim possibilitando a movimentação desses elementos fazendo com que as
tensões sejam aliviadas sem causar danos à edificação.

Para o tratamento dessas fissuras podem ser utilizados alguns materiais que se encontram no mercado, como por
exemplo, mastique poliuretano, poliuretano hidro expansivo (fissuras com percolação de água) e manta de elastômero
colada com epóxi.

Na Figura 4 observa-se fissuras em posição horizontal na parte inferior da alvenaria que podem ter sido causadas pela
umidade proveniente do solo ou ainda pela infiltração proveniente da tubulação que capta a água da chuva e faz o
encaminhamento para parte externa da edificação.

Figura 4. Fissura causada por umidade.

Pelo fato de ser uma edificação muito antiga é provável que não tenha sido realizada a impermeabilização da fundação.
Com isso a umidade do solo conseguiu ascender por capilaridade entrando em contato com a alvenaria e o revestimento,
provocando movimentações de expansão em relação às fiadas superiores que estão sujeitas a uma maior incidência a
insolação e a perda de água por evaporação; dessa forma a diferença de movimentação entre as fiadas superiores e
inferiores pode ter originado as fissuras na base da alvenaria.

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Além desse fator, o aparecimento de tal manifestação pode ter sido agravado por infiltrações, pois como é possível
observar na imagem, há passagem de tubulação no local.

Para a primeira causa a prevenção seria fazer a impermeabilização de todo o sistema de fundação e primeiras fiadas,
impedindo a passagem da umidade que está presente no solo. Na segunda hipótese levantada, se faz necessário
especificar e comprar materiais com maior qualidade e durabilidade.

Para o tratamento do problema já existente para a primeira hipótese, seria necessária a retirada do material em volta
dessa fissura e aplicar uma impermeabilização no local, tentando garantir também o desaparecimento de qualquer
resquício de umidade.

Já para a segunda causa é importante a averiguação de vazamento na tubulação ou conexão, seguido da troca dos
componentes danificados, realizando assim o procedimento de manutenção corretiva.

A Figura 5 apresenta fissuras que se mostram com configuração mapeada.

Figura 27: Fissuras mapeadas.

Esse tipo de configuração caracteriza fissuras oriundas da retração do revestimento em função da excessiva evaporação
da água de amassamento da argamassa, pois trata-se de uma área que se encontra em exposição direta ao sol.

Essas fissuras são ocasionadas por um fator conhecido por higrotermia, que se caracteriza pela perda de água em razão
do calor do meio externo.

Essa manifestação poderia ter sido evitada ou minimizada com a simples ação do uso de cal hidratada no traço de
argamassa, juntamente com a execução eficiente do processo de cura. A mesma conferiria a argamassa maior
capacidade de retenção da água de amassamento e capacidade de absorção de deformações. Tais características são
essencialmente importantes à argamassa de revestimento e possivelmente teria evitado ou minimizado a aparecimento
dessas fissuras.

Na Figura 6 foi observada uma fissura que se desenvolveu na argamassa de revestimento, sem causar fissuração na
base.

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Figura 6. Fissura causada por expansão do revestimento.

Ela provavelmente se manifestou por solicitações higrotérmicas (provocando o movimento de expansão e compressão
do material). Ao absorverem a umidade os materiais se expandem, aumentando assim o seu volume. E quando essa
água evapora, eles se comprimem, ocorrendo as fissuras na região tracionada.

Essas fissuras poderiam ter sido evitadas adotando-se argamassas de revestimentos constituídas de cal hidratada,
proporcionando ao revestimento uma maior plasticidade e módulos de deformações inferiores aos das alvenarias (ou
outras bases), suportando dessa forma deformações bem pequenas da base onde foi aplicada.

Na Figura 7 foi possível constatar casos de fissuras que ocorreram devido a movimentações higroscópicas no piso do
local.

Figura 7. Fissuras causadas por movimentações higroscópicas.

Essa manifestação patológica ocorre da seguinte forma: com o aumento do teor da umidade existe uma expansão do
material enquanto que a diminuição desse teor provoca uma contração do material. As mudanças higroscópicas
provocam essas variações dimensionais que exercem grande influência nas características de deformabilidade dos
materiais. Essa variação volumétrica pode causar fissuras, tendo formato semelhante às causadas por retração.

Mais uma vez, é possível que a utilização de dosagem inadequada para o preparo das argamassas possa ter sido um fator
importante para o desenvolvimento desse tipo de fissura. No caso de argamassas para contrapiso o elevado teor de
cimento, faz com que a argamassa apresente elevada rigidez, necessitando então da adoção de juntas de movimentação
no piso para minimizar ou evitar o aparecimento de fissuras desse tipo.

3.2 Destacamento do revestimento

Na Figura 8 encontram-se casos de descascamento do revestimento, em razão da perda de aderência entre o


revestimento e a superfície.

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Figura 8. Destacamento causado por perda de aderência.

Algumas razões podem ser apontadas como causa provável dessa manifestação. Primeiramente a ausência de
manutenção, que acarretou no término de sua vida útil; umidade do solo ascendente por capilaridade, em razão da
inexistência de impermeabilização; infiltração causada por tubulações rachadas, dosagem e constituição do traço com
uso de materiais argilosos que dificultam o desenvolvimento do mecanismo de aderência.

Nesses casos é necessária a raspagem da superfície até a eliminação total das partes soltas, impermeabilização da
alvenaria e realização de novo emboço com uso de materiais adequados, seguido da aplicação de fundo preparador de
paredes, e aplicação da tinta de acabamento.

Na Figura 9 observou-se a ocorrência da desagregação do revestimento devido a presença de infiltração.

Figura 9. Destacamentos e fissuras causados por presença de umidade.

A infiltração constante provocou a desagregação do revestimento, com pulverulência. A desagregação apresentada


ocorreu em decorrência de um defeito no registro de água, que apresentava um vazamento. O contato dá água com a
argamassa fez com que ocorresse a expansão da argamassa, originando o problema.

Nesse caso o tratamento do problema seria consertar o registro, eliminando assim o vazamento da água e refazer toda a
parte do emboço que foi danificada.

3.3 Mofo ou bolor

A umidade aparece na maioria das vezes em locais onde o terreno é muito úmido, pois, essa umidade é absorvida pelo
alicerce da edificação e sobe na parede pelo processo chamado capilaridade, formando manchas caracterizadas pelo
conhecido mofo como mostrado na Figura 10.

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Figura 10. Mofo causado por falta de impermeabilização.

Nesse caso a prevenção do problema poderia ter sido através da impermeabilização da fundação.
As manchas sobre a superfície externa da edificação, apresentada na Figura 11, caracterizam a presença de umidade, em
razão da água da chuva.

Figura 11. Mofo na parte externa superior do mercado.

Estas manchas são provocadas pela sujeira que fica aderida à superfície e, quando em contato com a água da chuva, é
carreada para a fachada da edificação. Com a continuidade das chuvas, o mofo tem um ambiente propício para o seu
desenvolvimento, fazendo com que haja nessa região uma combinação de sujeira e manchas.

A correção desse defeito também é feita ao se eliminar as causas que originaram o defeito. Primeiramente deve-se
eliminar o acesso da umidade aos componentes da edificação, isso pode ser feito através dos serviços de
impermeabilização.

Na Figura 12 encontram-se casos de mofo localizado em área interna, causado pela água da chuva que desce pela
parede.

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Figura 12. Mofo causado por umidade.

Essa umidade pode ser proveniente, especialmente, em razão de erros construtivos, a exemplo da não adoção de
técnicas como uso de calhas na cobertura, má fixação do madeiramento ou, ainda, telhas mal posicionadas e/ou de baixa
qualidade. Dessa forma há um escorrimento da água da chuva pelas paredes, sendo então absorvida pelas mesmas.

Desta maneira esse problema seria evitado a partir da adoção ou dimensionamento correto da calha, declividade
suficiente do telhado e uso de telhas de melhor qualidade.

A correção seria fazer o reposicionamento das telhas para melhor encaixe e trocar calhas e telhas que estejam
danificadas.

4. CONCLUSÕES

As execuções de recuperações de manifestações patológicas em edifícios são difíceis e onerosas, podendo se tornar
ineficientes, quando não são executados da forma adequada e sem o acompanhamento de um profissional habilitado.
Isso se dá especialmente, em razão de que os proprietários dos imóveis, na maioria das vezes só procuram por ajuda
profissional, quando o caso já está bastante agravado.

Portanto torna-se indispensável a execução de serviços de prevenção, utilizando materiais de qualidade atestada,
procedimentos executivos corretos e acompanhamento de profissional qualificado. Assim, este trabalho se propôs a
identificar as principais ocorrências patológicas no mercado municipal da cidade de Tabuleiro do Norte/CE,
identificando suas causas e fornecendo medidas preventivas e corretivas. Com base nos resultados desta pesquisa
apresentam-se as seguintes conclusões:

• Uma das principais causas de manifestações patológicas foi à presença de umidade na edificação. Este fato
reside principalmente do desconhecimento por parte dos profissionais que realizaram as construções, da presença de
umidade no solo, da ausência de domínio da influência dos materiais sobre as propriedades das argamassas e da falta de
conhecimento de produtos de impermeabilização que existe no mercado e de como aplicá-los.

• A umidade é a causa de inúmeras patologias, entretanto pode-se impedir sua ação nos componentes da
edificação, através de medidas preventivas, isto é, utilizando produtos impermeabilizantes apropriados para cada caso,
fabricando as argamassas de revestimento com a correta dosagem e com materiais de qualidade e ainda prevendo, na
fase de projeto, dispositivos que facilitem o escoamento da água, como pingadeiras, calhas, rampas, etc.

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• Outro problema frequente na edificação estudada foi a presença de fissuras ocasionadas especialmente pelo
acesso de umidade nas paredes da edificação

REFERÊNCIAS

Fagundes Neto, J. C. P. Vida útil e desempenho das edificações na ABNT: NBR 15575/13. 2013. Revista CONCRETO
– IBRACON – Ano XLI – nº70.

Freire, A. (2010), “Patologia nas edificações públicas do estado do Paraná: estudo de caso da unidade escolar padrão
023 da superintendência de desenvolvimento escolar SUDE”. Universidade Federal do Paraná. Curitiba, p. 50.

Pereira, P. S. (2011), “Programa de manutenção de edifícios para as unidades de atenção primária à saúde da cidade
de Juiz de Fora”, Universidade Federal de Juiz de Fora. Juiz de Fora, p. 109.

Possan, E., Demoliner, C. A. (2012), “Desempenho, durabilidade e vida útil das edificações: abordagem geral”.
Universidade Federal da Integração Latino Americana.

SILVA, F. N. (2006), “Caracterização das manifestações patológicas presentes em fachadas de edificações


multipavimentados da cidade de Ijuí/RS”, Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul. Ijuí, p.
122.

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http://dx.doi.org/10.4322/CBPAT.2020.017 ISBN 978-65-86819-05-2

INVESTIGAÇÃO DA CORROSÃO DE ARMADURA EM CONCRETOS COM DIFERENTES


TIPOS DE AÇO ATRAVÉS DE ENSAIOS NÃO-DESTRUTIVOS

G. MODESTI M. MANCIO
Mestrando, Engenheiro Civil Prof. Dr., Engenheiro Civil
Universidade do Vale do Rio dos Sinos Universidade do Vale do Rio dos Sinos
Rio Grande do Sul, Brasil Rio Grande do Sul, Brasil
gmodesti@avalisinos.com.br mancio@unisinos.br

RESUMO

O presente estudo tem como objetivo realizar o monitoramento de corpos-de-prova de concreto armado com aço CA-
50, CA-50 galvanizado e aço inoxidável austenítico 304, com e sem adição de NaCl, através de diferentes ensaios não
destrutivos, comparando os métodos entre si e os resultados qualitativa e quantitativamente. Observou-se que o ensaio
de potencial de corrosão pode ser não conclusivo, como ocorrido em alguns aços galvanizados e inoxidáveis no
concreto com NaCl. Os ensaios de resistividade mostraram-se capazes de determinar os concretos mais suscetíveis a
apresentar corrosão na armadura. Por fim, os ensaios de resistência de polarização, onde se obtém as densidades de
corrente (Icorr), foram os mais indicativos da real situação das armaduras permitindo a avaliação quanto à passivação
ou corrosão dos vergalhões e posterior conversão para taxas de corrosão, para a determinação de uma vida útil residual
aproximada.
Palavras-chave: corrosão, RLP, potencial, resistividade, ensaios não-destrutivos.

ABSTRACT

This paper focuses on the monitoring of concrete specimens reinforced with different types of steel (CA-50, galvanized
and austenitic stainless steel) with and without NaCl added to the mix, through different non destructive testing
methods, comparing the methods and the results qualitative and quantitatively. It was noticed that the corrosion
potential may not be conclusive as has happened with some of the galvanized and stainless steels on the concretes with
NaCl added to the mix. The resistivity tests were able to determine the situations more susceptible to have rebar
corrosion. Lastly, the linear polarization resistance tests, where the corrosion density (Icorr) is obtained, were the most
indicative of the real rebar situation, making it possible the evaluation of the passivation or corrosion of the rebars and
then the conversion to corrosion rate to determine an approximate residual life.
Keywords: corrosion, LRP, potential, resistivity, non-destructive testing

1. INTRODUÇÃO
Estruturas de concreto armado, antes pensadas como perpétuas, vêm se mostrando, em vários casos, extremamente
suscetíveis à ação de agentes agressivos que provocam a degradação das mesmas com o surgimento de diversas
manifestações patológicas (MEHTA, MONTEIRO, 2014). Estudos indicam que a principal causa de manifestações
patológicas nestas estruturas é a corrosão e esta provoca, anualmente, custos elevados de manutenção e recuperação
(GONZALEZ et al, 2004; ELSENER, 2005; BROOMFIELD, 2008).

Além dos gastos excessivos, a corrosão gera também a diminuição da durabilidade e vida útil das estruturas. As
estruturas em concreto armado atuais apresentam manifestações patológicas de corrosão com uma frequência muito
maior do que há 40 anos. Isso se dá pelo fato de que estas vêm sendo dimensionadas de maneira mais esbelta e
executadas com concretos com maiores relações água/cimento, o que pode levar a uma diminuição de sua vida útil
(KULAKOWSKI, 2002, MICHEL et al, 2016). Agravando a situação, com o crescimento dos centros urbanos, da
industrialização, da poluição bem como a presença do ambiente marítimo na costa brasileira, criam-se ambientes
favoráveis à corrosão (CASCUDO, 1997).

As leis da termodinâmica determinam que todos elementos têm tendência à buscar seu estado energético de equilíbrio
com o meio ambiente em que se encontram. Isso se dá pela redução da energia livre que possuem (CARINO, 1999). No
caso específico do aço, muita energia é empregada na sua produção, para extração, remoção de impurezas e
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conformação. Desta maneira, este produto se torna metaestável com tendência a retornar ao seu nível energético mais
baixo, como encontrado na natureza (óxidos de ferro) através de reações com oxigênio e água, formando a corrosão
(CARINO, 1999; DAVIS, 2000, PANNONI, 2007, LIU et al, 2016).

Os diferentes processos que levam à despassivação e, consequentemente, à corrosão, como a carbonatação e a ação de
íons cloretos, entre outros, se distinguem nas características da manifestação patológica apresentada. A penetração dos
íons cloreto despassivam a armadura localizadamente, dando origem a pequenas zonas anódicas, envoltas por grandes
zonas catódicas ainda passivadas (HANSSON, 1984). Como as reações em ambas as células ocorrem na mesma
velocidade e suas áreas são muito diferentes, há uma concentração de corrosão em um pequeno local, dando origem a
pites e perdas de seção elevadas, localizadamente.

A perda de seção máxima nos pites pode ser de 4 à 8 vezes maior do que à estimada em uma corrosão generalizada
(como na carbonatação) através da perda de massa (FIGUEIREDO et al, 2011), sendo que as densidades de corrente no
fundo destas cavidades podem chegar a 20 μA/cm² (BROOMFIELD, 2006).

A utilização de monitoramento de estruturas permite a avaliação da segurança das estruturas e diminuição de gastos
relacionados à sua manutenção. No caso específico da corrosão, sensores portáteis ou embutidos na estrutura permitem
o controle de diversas características da estrutura, como pH, umidade, potencial eletroquímico, resistividade do
concreto, resistência de polarização, fluxo de oxigênio, etc (FIGUEIREDO et al, 2011). Neste sentido, a RILEM lançou
recomendações para a utilização das técnicas de resistividade do concreto, potencial de corrosão e resistência de
polarização, respectivamente, em situações de campo (RILEM, 2000; RILEM, 2003; RILEM 2004).

A realização de ensaios de potencial de corrosão, bem como mapas apontando locais deteriorados, é a base para
inspeções mais detalhadas, enquanto que ensaios de resistividade do concreto permitem a determinação da umidade
presente no concreto, apresentando uma relação direta com taxas de corrosão. Ainda, conforme previsto na ASTM
C876 seus valores absolutos permitem definir a probabilidade de corrosão de uma determinada amostra. Já Broomfield
(2008) afirma que medidas de taxas de corrosão é a maneira mais eficaz possível, com a tecnologia atual, de determinar
o real estado de degradação de uma estrutura, conforme Tabela 1.

Tabela 1: Valores de Icorr e Vcorr para avaliação de corrosão


Icorr (μA/cm²) Vcorr (mm/ano) Nível de corrosão

≤ 0,1 ≤ 0,001 Negligível

0,1 - 0,5 0,001 - 0,005 Baixo

0,5 - 1,0 0,005 - 0,010 Moderado

> 1,0 > 0,010 Alto


Fonte: RILEM (2004, p.635). Traduzido pelos autores.

A RILEM (2000) apresenta valores usuais de resistividade para concretos com e sem adições (Tabela 2). Já Broomfield
(2006) e a RILEM (2000) propõem os valores demonstrados na Tabela 3 para correlação com a intensidade da corrosão
a serem utilizados de referência para relação da resistividade com o risco de corrosão.

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Tabela 2: Referência de valores de resistividade para concretos de cimento Portland com e sem adições.
Resistividade do concreto (Ω.m)
Ambiente Cimento Portland Adição de escória de alto-forno (>65%) ou cinza
sem adições volante (>25%) ou sílica ativa (>5%)
Muito úmido, submerso, zona de
50 - 200 300 - 1000
respingo, sala de cura

Externo, exposto 100 - 400 500 - 2000

Externo, abrigado, revestido,


hidrofobizado (20ºC/ UR 80%), 200 - 500 1000 - 4000
não carbonatado
Externo, abrigado, revestido,
hidrofobizado (20ºC/ UR 80%), ≥1000 2000 - 6000 ou mais
carbonatado
Interno, carbonatado (20ºC/ UR
≥3000 4000 - 10000 ou mais
50%)
Fonte: RILEM (2000, p. 609). Traduzido pelo autor

Tabela 3: Interpretação das resistividades conforme Broomfield (2006) e RILEM (2003)


Resistividade Risco de corrosão
Indicação (Broomfield, 2006)
(Ω.m) (RILEM, 2003)
> 1000 Não é possível distinguir aço despassivado de passivado Negligível
500 - 1000 Taxa de corrosão baixa Baixo
100 - 500 Taxa de corrosão moderada à alta onde o aço está despassivado Moderado
< 100 A resistividade não controla a taxa de corrosão Alto
Fonte: Broomfield (2006, p. 68) e RILEM (2000, p. 610). Traduzido e adaptado pelo autor

O presente trabalho tem como objetivo verificar o comportamento de aços de baixo teor de carbono (CA-50),
galvanizados e inoxidáveis em concretos com diferente relação a/c e teores de cloretos, através de ensaios
eletroquímicos.

2. MATERIAIS E PROGRAMA EXPERIMENTAL

Realizou-se o monitoramento e análise da evolução dos parâmetros de potencial de corrosão (Ecorr), resistividade do
concreto () e de densidade de corrente (Icorr) em peças de concreto armado com e sem adição de cloreto de sódio
(NaCl) e aços do tipo CA-50, CA-50 galvanizado e inoxidável austenítico 304, Ø12,5 mm. O monitoramento foi
realizado através de ensaios pontuais, nas idades de 14, 21, 28, 35, 50, 70 e 90 dias de idade, com o equipamento
GECOR 8. Para os ensaios, moldaram-se oito corpos-de-prova, sendo duas amostras para cada situação avaliada. Os
corpos-de-prova possuíam dimensões de 80x30x10 cm, com vergalhões espaçados entre si por 20 cm. Em cada corpo
de prova, colocaram-se uma amostra de cada tipo de aço ensaiado. O cobrimento utilizado foi de 2,5 cm, representativo
da classe de agressividade ambiental II da ABNT NBR 6118:2014. Utilizou-se cimento CP V-ARI, areia quartzosa de
granulometria fina e brita basáltica.

Adicionou-se uma quantidade de 3% de NaCl em relação à massa de cimento de cada traço. Este procedimento foi
realizado para proporcionar a corrosão ativa sem a necessidade de indução de corrente externa. Os concretos com
relação a/c 0,45 foram confeccionados com traço unitário 1: 1,50: 2,04, consumo de cimento de 486 kg/m³ e teor de
argamassa de 55%. O abatimento verificado para o traço sem adição de NaCl foi de 130 mm e para o com adição de
NaCl 125 mm. Já para os concretos com relação a/c 0,65, utilizou-se traço unitário 1: 2,40: 2,78, também com teor de
argamassa de 55% e consumo de cimento de 350 kg/m³. Verificou-se abatimento de 125 mm para o concreto sem
adição de NaCl e 110mm para o com adição.

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Figura 1: Vista da forma dos corpos de prova e das amostras após a concretagem.

Os ensaios eletroquímicos foram realizados com o equipamento GECOR 8, utilizando como eletrodo de referência um
eletrodo de Cobre/Sulfato de Cobre saturado (Cu/CuSO4). A metodologia de ensaio seguiu as recomendações da
ASTM C876 (2015) para o ensaio de potencial de corrosão, enquanto que os ensaios de resistividade e resistência de
polarização foram realizados baseando-se na RILEM (2003) e RILEM (2004), respectivamente. Os ensaios de potencial
de corrosão e resistência de polarização foram realizados sobre as armaduras, enquanto que o ensaio de resistividade foi
realizado afastado das mesmas, em zona onde havia somente concreto, de forma à evitar a alteração do resultado pela
presença do aço.

3. RESULTADOS E DISCUSSÃO

3.1 Potencial de corrosão

A Figura 2 apresenta os valores obtidos para os aços CA-50 em forma de gráfico. Nota-se que para este aço, no caso do
concreto possuir NaCl, os potenciais estiveram sempre abaixo dos -350 mV, representando 90% de probabilidade de
corrosão. Já àqueles em ambiente sem adição de cloretos mantiveram seus potenciais menos eletronegativos que –200
mV, demonstrando a passivação do aço. Em relação aos potencias de aços em concretos sem cloretos, é visível a
elevação do potencial ao longo do tempo, podendo ser resultado da própria cura do concreto, redução da umidade
interna e fortalecimento da camada de passivação. A média dos potenciais dos aços CA-50 expostos ao concreto sem
adição de NaCl com relação a/c 0,65 tornou-se aproximadamente 3x menos eletronegativo. Já aquele com relação a/c
0,45, também sem adição, aproximadamente 4x menos eletronegativo.

Figura 2: Média dos potenciais de corrosão para aços CA-50

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Comparando os potenciais entre concretos de água/cimento distintos, percebe-se que não há grande variabilidade. Ou
seja, os potenciais são similares para exposição sem cloretos independente da relação a/c ou com cloretos. Em relação
aos potenciais indicados pela RILEM (2000), percebe-se uma boa relação com os valores obtidos, estando os potenciais
de concreto com cloretos entre -400 e -600 mV e os sem cloretos entre +100 e -200 mV.

Os resultados obtidos para os aços CA-50 galvanizado são apresentados na Figura 3. Verifica-se que os potenciais
obtidos não condizem com a correlação de probabilidade de corrosão indicadas pela ASTM C876, devido à presença da
camada de galvanização. As amostras sem presença de cloretos apresentaram potenciais menos eletronegativos do que
aquelas com adição do agente agressivo, porém todos em faixas mais eletronegativas do que as amostras sem a
galvanização. Em relação à relação a/c, apesar da amostra de relação 0,45 sem NaCl ter o potencial menos
eletronegativo, a amostra desta mesma relação apresentou menores potenciais do que a amostra de relação 0,65. A
tendência de potenciais mais eletronegativos na presença de cloretos teve o mesmo comportamento apresentado por
Zheng et al (2018).

Figura 3: Média dos potenciais de corrosão para os aços CA-50 galvanizados

Percebe-se que os aços expostos ao NaCl apresentaram potenciais mais eletronegativos do que aqueles em ambiente
normal. Apesar de até os 35 dias os aços expostos ao concreto com relação a/c 0,65 sem cloretos ainda estarem com
potencial na faixa abaixo de -350mV, nas demais idades, bem como no concreto com a/c 0,45 sem adição de NaCl, os
potenciais estiveram na faixa entre -200mV e -350mV. Ressalta-se, contudo, que a os valores da RILEM (2000) são
para os aços CA-50 e inoxidáveis, sendo seu uso adaptado ao galvanizado, tendo em vista o comportamento
apresentado.

A média dos potenciais de corrosão observados para os aços inoxidáveis ao longo das idades de ensaio são apresentados
na Figura 4. Seguindo a tendência esperada, os aços com adição de NaCl apresentaram potenciais mais eletronegativos
do que aqueles sem. O aço inoxidável apresentou potencial se enquadrando em 10 % de probabilidade de corrosão
quando exposto à concretos sem adição de NaCl e posicionou-se no intervalo entre -200 e -350 mV quando com
cloreto, resultando em incerteza quanto à ocorrência ou não de corrosão.

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Figura 4: Média dos potenciais de corrosão para os aços inoxidáveis austeníticos

Os potenciais apresentaram variabilidade acentuada nas primeiras idades, com a posterior estabilização nas idades de
50, 70 e 90 dias. Através da análise do Ecorr, nota-se que o ambiente mais agressivo influenciou nos potenciais
apresentados. Contudo, sua real determinação necessita de ensaios complementares para determinação da real situação
da armadura. A adição de 3 % de NaCl em relação à massa de cimento não foi suficiente para provocar potenciais mais
eletronegativos que -350 mV, como o ocorrido com o aço CA-50, sendo isso indicativo de uma maior resistência à
corrosão.

Em relação aos potenciais indicados pela RILEM (2003), percebe-se uma boa relação com os valores obtidos para o aço
CA-50 sem galvanização, estando os potenciais de concreto com cloretos entre -400mV e -600mV e os sem cloretos
entre -50mV e -200mV. Avalia-se que a pouca variabilidade apresentada nos resultados é fruto do ambiente de
exposição ser interno e controlado, sem a presença de intempéries, que poderiam afetar os resultados. A não ocorrência
de carbonatação também auxilia, evitando uma resistividade elevada no cobrimento, que venha a afetar as leituras. As
amostras inoxidáveis também apresentaram valores condizentes com os especificados, principalmente na situação sem
cloretos.

3.2 Resistividade do concreto

A Figura 5 apresenta um comparativo entre os potenciais de corrosão dos aços com as resistividades do concreto. Nota-
se o comportamento diferenciado entre os aços CA-50, CA-50 galvanizado e Inoxidável 304. Com exceção da medição
aos 35 dias do concreto com relação a/c 0,45 sem adição de NaCl e da de 90 dias de relação a/c 0,45 com adição de
NaCl, nota-se que a resistividade aumentou ao longo do tempo. Esta tendência está de acordo com o apresentado por
Andrade et al. (2013) onde nota-se o aumento da resistividade ao longo de 200 dias.

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Figura 5: Evolução e comparação entre resistividades e potenciais de corrosão

Os concretos com adição de NaCl apresentaram resistividades inferiores àqueles sem adição pela maior retenção de
água pelos íons cloreto. Nos concretos sem adição de NaCl, com exceção da idade de 35 dias, a resistividade dos
concretos com relação a/c 0,45 sempre foi superior ao de a/c 0,65. Isso ocorre pelo fato da resistividade ser
consequência dos vazios e da quantidade de solução presente nos poros, fatores estes afetados diretamente pela relação
a/c.

A análise de resultados proposta por Broomfield (2006), demonstra uma melhor relação com os resultados obtidos.
Todos os valores entre 100 e 500 Ω.m, valores estes abrangendo a totalidade dos resultados com exceção daqueles com
adição de NaCl antes dos 35 dias em idades novas, são considerados como indicadores de “Taxa de corrosão moderada
à alta onde o aço está despassivado”. No caso de resistividades inferiores à 100 Ω.m, a resistividade não seria o fator
controlador da taxa de corrosão.

Quando comparados com os valores de referência apresentados pela RILEM (2003), os valores obtidos para os
concretos sem adição de NaCl enquadram-se com os de referência para ambientes externos em cimentos sem adições
(100 - 400 Ω.m) até os 72 dias, ultrapassando este limite após esta idade. Esta resistividade mais elevada pode ser
ocasionada pela pouca idade das amostras.

No caso dos aços CA-50, fica clara que a presença de NaCl teve como consequências tanto a queda da resistividade
quanto na média dos potenciais de corrosão. O aço CA-50 galvanizado apresentou a mesma tendência de potencial com
menor gradiente. Já o aço inoxidável 304 apresentou comportamento similar em todos os casos, independentemente da
resistividade.

Percebe-se que com os teores de adição de NaCl utilizados, no aço CA-50 é possível realizar uma análise qualitativa do
risco da estrutura avaliando os valores de potencial de corrosão e resistividade conjuntamente. É possível visualizar a
probabilidade de corrosão associada aos potenciais abaixo de -350mV nos concretos com resistividade menor e
potenciais de corrosão indicativos de passivação (acima de -200mV) no caso de resistividades elevadas.

Para o aço CA-50 galvanizado, apesar da maioria das médias dos potenciais serem mais eletronegativo que -350mV,
percebe-se que no caso de resistividades menores, obteve-se potenciais menores, estando os potenciais na zona de
corrosão incerta ou 90% de probabilidade de corrosão. Já para o aço inoxidável, a queda na resistividade dos concretos
não refletiu em queda no Ecorr dos aços. Ou seja, em análise conjunta dos potenciais e resistividade, o aço inoxidável
apesar de estar em um local mais propício à corrosão, continua passivado.

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3.3 Densidades de Corrente

A adição de NaCl provocou a despassivação dos CA-50, manteve os aços galvanizados oscilando entre passivação e
corrosão ativa e não provocaram alterações no aço inoxidável austenítico 304 em ambos os concretos. A Figura 6
apresenta a média dos valores de densidade de corrente obtidos para os aços CA-50. Enquanto os valores de Icorr
obtidos para os aços expostos aos concretos sem NaCl mantiveram-se constantemente passivados, os aços expostos à
cloretos tiveram seus valores variando entre corrosão alta e corrosão baixa durante os ensaios, sempre, contudo, estando
com densidades de corrente acima do convencionado como “passivação”.

Figura 6: Densidades de corrente para aços CA-50

Como esperado, sem a perturbação gerada pelos cloretos, os aços expostos ao concreto convencional, independente da
relação a/c utilizada, mantiveram-se passivados, com densidades de corrente abaixo de <0,1μA/cm². No caso dos aços
expostos ao NaCl, percebe-se que as densidades de corrente sempre foram indicativas de corrosão. Pelo fato do NaCl
ter sido adicionado já durante a concretagem das peças, não notou-se influência das relações a/c em relação às
densidades de corrente instantâneas. Por vezes o concreto com maior densidade de corrente é o com a/c 0,65, como nas
idades de 14, 21 e 50 dias. Por outras, há maiores densidades instantâneas nos com água/cimento 0,45 (idades de 28, 70
e 90 dias). Para o período de ensaios, nota-se que o aumento da idade, e da resistividade por consequência, provocou
uma ligeira queda nas densidades de corrente observadas nos aços despassivados.

A Figura 7 apresenta os valores obtidos para os aços CA-50 galvanizados. Ao contrário dos aços CA-50 sem tratamento
superficial, as densidades de corrente estiveram no limite de passivação entre passivação e despassivação,
demonstrando uma maior resistência aos cloretos. Assim como no aço CA-50, os valores obtidos na idade de 14 dias
foram os mais elevados, apresentando comportamento diferenciado em relação às demais idades. Nos demais períodos
de ensaio, o aço galvanizado com adição de cloretos permaneceu próximo à faixa limite entre passivação e corrosão
ativa (0,1 – 0,2 μA/cm²), oscilando entre passivado e com corrosão ativa.

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Figura 7: Densidades de corrente para aços CA-50 galvanizados

Pode-se afirmar que a utilização de 3% de NaCl em relação à massa de cimento está próxima do limite suportado, antes
da ocorrência da despassivação, pelo aço galvanizado nas situações ensaiadas. Em relação aos aços expostos aos
concretos sem adição de NaCl, estes se mantiveram sempre passivados, com densidades de corrente abaixo de 0,1
μA/cm². Mesmo ambos estando passivados, o Icorr dos aços galvanizados sempre foram inferiores aos dos aços CA-50
em concretos sem adição de NaCl, demonstrando uma passivação e qualidade superior mesmo em condições sem
agentes agressivos externos.

A Figura 8 apresenta as densidades de corrente obtidos nos aços inoxidáveis 304. Nota-se que indepentemente do
concreto utilizado ou da adição de NaCl, ou não, o comportamento foi o mesmo de passivação. Ao contrário dos demais
aços, o Icorr não apresentou variação alguma que caracteriza-se a influência dos cloretos no ensaio realizado. As
densidades de corrente mensuradas foram praticamente constantes durante os 90 dias de ensaio, variando de 0,01 à 0,04
μA/cm². O comportamento apresentado pelo aço inoxidável austenítico 304, conforme avaliação pelas densidades de
corrente obtidas, é muito superior aos demais aços ensaiados.

Figura 8: Densidades de corrente para os aços inoxidáveis

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4. CONCLUSÃO

Os potenciais de corrosão (Ecorr) obtidos durante os ensaios foram, em sua maioria, capazes de determinar os locais
com corrosão ativa. Em todos os aços CA-50, bem como no caso dos aços galvanizados e inoxidáveis passivados, os
valores obtidos foram conclusivos quanto à ocorrência ou não de corrosão, sendo a análise validada pelos ensaios de
resistência de polarização. Pelo fato do ensaio de potencial de corrosão ser de análise termodinâmica, sem considerar a
cinética da corrosão, ele pode ser não conclusivo, como ocorrido em alguns aços galvanizados e inoxidáveis no
concreto com NaCl. Desta maneira, avalia-se que sua utilização sem a presença de demais análises pode levar a
resultados errôneos no caso de má interpretação dos valores obtidos.

Os valores obtidos para os aços galvanizados nos ensaios de potencial de corrosão necessitam de mais estudo em
trabalhos futuros, de maneira a determinar as razões do comportamento diferenciado em relação ao documento na
bibliografia disponível. Entretanto, o comportamento apresentado permitiu uma avaliação nos parâmetros utilizados
para os aços de baixo carbono CA-50 e inoxidável austenítico 304.

No caso dos ensaios de resistividade, através da análise e comparação dos resultados dos concretos com e sem adição de
cloretos, é possível determinar o mais suscetível à apresentar corrosão na armadura. Os concretos com presença de
NaCl apresentaram resistividades inferiores às daqueles sem cloretos. Tendo em vista que este ensaio analisa apenas o
concreto, torna-se necessária a sua combinação com outros ensaios para que seja possível determinar se o aço está com
corrosão, ou apenas em um ambiente mais propício à ocorrência desta. Este conjunto de análises é ainda mais
importante no caso de aços diferentes do CA-50 usual, pelo fato destes apresentarem resistências diferentes aos agentes
agressivos, como verificado com os aços galvanizados e inoxidáveis.

A respeito dos ensaios de resistência de polarização, os resultados foram os mais indicativos da real situação da
armadura. As densidades de corrente obtidas, permitiram a localização de corrosão moderada uniforme antes mesmo da
formação de fissuras ou da presença de manchas dos produtos de corrosão na superfície do concreto.

Sobre a relação entre os ensaios quantitativos e qualitativos, o ensaio de potencial de corrosão demonstrou-se válido
para localizar pontos com maior probabilidade de ocorrência do fenômeno. Contudo, não é possível através dele
determinar a severidade da manifestação patológica. Apesar de haver uma faixa de valores de Ecorr onde os resultados
são “incertos” quanto à ocorrência de corrosão, a técnica é válida, principalmente por haverem outras maneiras de
avaliação, como através dos mapas de gradiente.

5. AGRADECIMENTOS

Os autores agradecem ao Laboratórios de Materiais de Construção (LMC) da Universidade do Vale do Rio dos Sinos
(UNISINOS) e ao Laboratório de Ensaios e Modelos Estruturais (LEME) da Universidade Federal do Rio Grande do
Sul (UFRGS) pela infraestrutura e pelos equipamentos disponibilizados para a realização dos ensaios necessários para a
realização deste trabalho.

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http://dx.doi.org/10.4322/CBPAT.2020.018 ISBN 978-65-86819-05-2

PENETRAÇÃO DE CLORETOS EM CONCRETOS COM SUBSTITUIÇÃO PARCIAL DO AGLOMERANTE


PELO RESÍDUO DO BENEFICIAMENTO DE ROCHAS ORNAMENTAIS
Teixeira. Fernando Ritiéle Costa. Vitória Silveira da
Engenheiro Civil Arquiteta e Urbanista
Universidade Federal de Pelotas Universidade Federal de Pelotas
Rio Grande do Sul ; Brasil Rio Grande do sul ; Brasil
Fernandoteixeira5400@gmail.com vitoriascosta@yahoo.com.br

Paliga . Charlei Marcelo Torres. Ariela da Silva


Professor Doutor Professora Doutora
Universidade Federal de Pelotas Universidade Federal de Pelotas
Rio Grande do sul ; Brasil Rio Grande do sul ; Brasil
charleipaliga@gmail.com arielatorres@gmail.com

RESUMO
Os íons cloreto representam uma ameaça à integridade das armaduras em estruturas de concreto armado. Assim sendo, é
de vital importância conhecer o comportamento do concreto frente à ação desse agente agressivo, com o intuito de
determinar a sua adequação ao ambiente onde será empregado. Desta maneira, realizou-se um estudo da penetração de
cloretos em concretos com substituição parcial do cimento pelo resíduo do beneficiamento de rochas ornamentais
(RBRO) em ambiente de laboratório. Para tanto, adotou-se um traço de concreto de referência produzido com cimento
CP V-ARI, a partir da dosagem pelo Método IPT/EPUSP. O resíduo foi utilizado em proporções de 5%, 7,5% e 10% de
substituição em massa ao cimento. O RBRO foi caracterizado mineralogicamente por ensaios de difração de raios X
(DRX), microanálise de raios X (EDX) e fisicamente por ensaios de granulometria à laser e massa específica. A
penetração de cloretos foi avaliada por aspersão de nitrato de prata (AgNO3), após imersão em solução de cloretos a
uma concentração de 3,5% por seis meses. A verificação da profundidade da penetração dos íons cloretos se deu por
meio de imagens digitais e o auxílio do software AutoCAD. Os resultados demonstram uma menor profundidade da
penetração de cloretos em concretos com substituição do cimento por RBRO em comparação ao traço de referência.
Palavra-Chave: tecnologia da arquitetura; aproveitamento de resíduo; resíduo do beneficiamento de rochas
ornamentais; penetração de íons cloreto.

ABSTRACT
Chloride ions pose a threat to the integrity of reinforcements in reinforced concrete structures. Therefore, it is vitally
important to know the behavior of concrete against the action of this aggressive agent, in order to determine its
suitability to the environment where it will be employed. In this way, a study of the penetration of chlorides in concretes
with partial replacement of the cement by the residue of the ornamental rocks processing (RBRO) was carried out. For
this, a trace of reference concrete produced with CP V-ARI cement was adopted from the IPT / EPUSP method. The
residue was used in proportions of 5%, 7.5% and 10% of mass substitution to the cement. The RBRO was characterized
mineralogically by X-ray diffraction (XRD), X-ray microanalysis (EDX) and physically by laser and specific mass
granulometry assays. The chloride penetration was evaluated by silver nitrate spray (AgNO3), after immersion in
chloride solution at a concentration of 3.5% for six months. The penetration depth of chloride ions was verified by
means of digital images and the aid of AutoCAD software. The results demonstrate a lower depth of penetration of
chlorides in cement replacement concrete by RBRO compared to the reference trait.
Keywords: architecture technology; waste utilization, ornamental rock processing residue; chloride ion penetration

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1 INTRODUÇÃO
O concreto é o material mais utilizado na indústria da construção civil e também o principal insu mo na maior parte das
obras de infraestrutura realizadas (BANSAL et al., 2017). Ribeiro e Cascudo (2018) afirmam que os avanços das
metodologias de dimensionamento estrutural e dos sistemas construtivos contribuem à crescente ocorrência de
estruturas mais esbeltas e com menor cobrimento da armadura, podendo, assim, reduzir a durabilidade das construções.
Devido ao desempenho inadequado de muitas estruturas construídas nas últimas décadas frente à durabilidade, a
importância dada aos projetos de durabilidade e às previsões de vida útil é cada vez maior (BEUSHAUSEN e LUCO,
2016). A corrosão das armaduras causada pela ação de íons cloreto, sejam eles provenientes de atmosferas marinhas ou
de sais de degelo, é a principal causa da deterioração precoce de estruturas em concreto armado (CAO et al., 2019)
Ollivier e Torrenti (2014) destacam que quanto maior for a dificuldade imposta ao ingresso de agentes agressivos na
estrutura de poros do concreto, mais durável este será. Somam-se, ainda, a este fator, as características químicas da
pasta cimentícia e as condições às quais o concreto é exposto (NEVILLE, 2010).
Frente a esse cenário, a utilização de subprodutos de diversos setores da indústria, os quais normalmente não são
biodegradáveis e perduram por muitos anos no meio ambiente, tem sido largamente estudada em busca de concretos
menos suscetíveis à penetração de íons nocivos e com vistas à sustentabilidade, uma vez que a indústria cimenteira é
fonte geradora de elevados teores de CO2 (SOGANCIOGLU et al., 2016). Vários estudos apontam que a utilização
desses materiais é capaz de gerar melhorias nas propriedades mecânicas, de durabilidade e de trabalhabilidade do
concreto, além de reduzir os custos de sua produção e o impacto ambiental (CORINALDESI e MORICONI, 2016).
Entre esses subprodutos estão os resíduos de beneficiamento de rochas ornamentais (RBRO). Segundo a Associação
Brasileira da Indústria de Rochas Ornamentais, em 2017 a produção de rochas no Brasil foi de aproximadamente 9,24
Mt, sendo 1,046 Mt para exportação. Salienta-se que, em volume, 41% dos blocos de rochas são transformados em
rejeitos, gerando cerca 3,36 Mt de material descartável durante o processamento das rochas ornamentais (ABIROCHAS,
2017). Garas, Allam e Bakhoum (2014) afirmam que a utilização de resíduos do beneficiamento de rochas ornamentais
(RBRO) se mostra promissora na mitigação de impactos ambientais, no desenvolvimento sustentável da construção
civil e na melhoria de propriedades do concreto.
A utilização de resíduos provenientes do beneficiamento de mármore também tem sido tema de diversos estudos
atualmente. Rana, Kalla e Csetenyi (2015) constataram uma menor concentração dos íons cloreto no interior do
concreto contendo 5 a 10% de resíduo do mármore em substituição ao cimento, em relação ao concreto de referência.
Segundo os autores, essa redução da penetração dos íons cloro foi ocasionada pelo efeito fíller, que refinou a estrutura
dos poros. Rodrigues et al. (2015) utilizaram 0%, 5%, 10% e 15% do resíduo do beneficiamento do mármore em
substituição ao cimento para examinar o comportamento mecânico do concreto. Melhorias na resistência do concreto
foram observados em teores de substituição de até 10%. Segundo o autor, as melhorias no comportamento mecânico
foram atribuídas ao efeito fíller, que densificou a zona de transição. Ramos et al. (2013), em um estudo que consistia na
produção de argamassas substituindo o cimento por resíduo de granito, atribuíram a redução no ingresso de cloretos nas
misturas ao fato da formação de cloroaluminatos, provenientes da combinação da alumina (Al2O3), presente no resíduo,
com os íons cloreto, formando o sal de Friedel (C-A-H).
Com o intuito de aproveitar as propriedades desse material para aplicação em concretos estruturais, o presente trabalho
aborda o desempenho de concretos com substituição parcial do cimento pelo RBRO frente a ação de íons cloretos.

2 PROGRAMA EXPERIMENTAL
2.2 Materiais e métodos
2.2.1 Cimento
O cimento utilizado nesta pesquisa foi o CP V-ARI da marca Supremo Secil, pois possui adições sem reatividade
conforme NBR 12653 (ABNT, 2014), o que facilita a compreensão da ação do RBRO, e evita efeitos combinados,
possibilitando uma visualização mais clara dos efeitos da substituição do cimento pelo RBRO no concreto.

2.2.2 Agregados
Foi utilizada uma areia natural quartzosa, média, enquadrada na zona utilizável da NBR 7211 (ABNT, 2009), seca em
estufa até constância de massa. A brita granítica utilizada foi classificada como brita 1 de acordo com a NBR 7211
(ABNT, 2009). Os agregados foram adquiridos em areais da cidade de Pelotas/RS, sendo os resultados da
caracterização física obtidos dos agregados naturais apresentados na Tabela 1.

Tabela 1 – Caracterização dos agregados.

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Agregado
Tipo de ensaio Agregado graúdo
miúdo
Composição granulométrica/ NBR NM 248 (ABNT, Ø máx (mm) 4,75 19
Módulo de
2003) 2,84 4,69
Finura
Massa específica (g/cm³) / NBR NM 52 (ABNT, 2009) e NBR NM 53
2,62 2,60
(ABNT,2009)
Massa unitária solta (g/cm³) / NBR NM 45 (ABNT, 2006) 1,55 1,41

2.2.3 RBRO
O RBRO, coletado na forma de lama, foi gerado por uma empresa beneficiadora de mármores e granitos, localizada na
cidade de Pelotas/RS. A coleta, segundo a NBR 10007 (ABNT, 2004), foi feita diretamente do tanque de decantação da
empresa, sendo que todo material utilizado no trabalho foi coletado no mesmo dia. Após a coleta o material passou por
um processo de homogeneização e quarteamento para a obtenção de uma amostra representativa. Na sequência a lama
do RBRO foi colocada em estufa, onde permaneceu por 48 horas a uma temperatura de 100°C. Em seguida, o resíduo
foi passado na peneira de abertura 1,18mm, para retirada de eventuais impurezas e destorroamento, eliminando, desta
forma, a necessidade de moagem. Uma vez destorroado, o resíduo é finalmente passado na peneira de abertura da malha
de 300 μm. Finalizando, o resíduo peneirado foi armazenado em sacos, estando pronto para ser utilizado. O RBRO
apresentou massa específica de 2,64 g/cm³, segundo a NBR NM 23 (ABNT, 2001) e massa unitária de 1,16 g/cm³
conforme a NBR NM 45 (ABNT, 2006).
Foi determinada a granulometria do RBRO, em granulômetro a laser da Cilas, modelo 1064. Esse ensaio foi realizado
no laboratório de Ciências dos Materiais da UFPEL. Na figura 1 estão apresentados os dados obtidos no ensaio. A
análise da curva mostra que o diâmetro médio de partícula do RBRO é de 30,95μm.

Figura 1 – Curva granulométrica do RBRO.

Para identificar a presença de elementos cristalinos na composição do RBRO foi realizada uma análise de difração de
raios X (DRX), no Centro de Microscopia Eletrônica da Zona Sul (CEME-SUL) da Universidade Federal do Rio
Grande (FURG), utilizando-se um difratômetro Shimadzu, modelo XRD 6000, operando com radiação de CuKα
(=1,5418 Å) e monocromador de grafite, operando a uma tensão de 40 kV e corrente de 30 mA, na faixa de varredura

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de 5 a 80º e velocidade angular de 2º/min. A figura 2 apresenta o difratograma de raios X do resíduo. Analisando-o foi
possível verificar que o RBRO em estudo é constituído principalmente por quartzo (Q) e Albita (A). Podem ser
observados, também, picos menos intensos de Microclina (M) e Biotita (B). Através do ensaio é constatada pouca
reatividade do RBRO em decorrência da mesma apresentar um pico cristalino bem definido referente ao quartzo (SIO2)
e ausência de halo amorfo.

Figura 2 - Difratograma de uma amostra de RBRO

A composição química do RBRO foi determinada no Laboratório de Nanotecnologia Novonano da UFPEL e utilizou
um espectrômetro de fluorescência de raios x por dispersão de energia, modelo Shimadzu EDX-720. Na tabela 2 está
apresentado o resultado deste ensaio.

Tabela 2 – Composição química do RBRO


Elemento Quantitativo (%)
SiO2 34,085
K2O 20,287
Al2O3 18,770
Fe2O3 12,570
CaO 12,181
TiO2 1,444
MnO 0,178
ZnO 0,122
ZrO2 0,118
SrO 0,103
CuO 0,101
Rb2O 0,024
Y2O3 0,006

Segundo a NBR 12653 (ABNT, 2014), a soma dos óxidos SiO2, Al2O3 e Fe2O3 deve ser superior a 70% para que o
material analisado seja considerado pozolânico. A soma dos mesmos foi de 62,42%, onde, de acordo com a NBR 12653
(ABNT, 2014), o material não é considerado pozolânico, apresentando apenas efeito físico.

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2.2.4 Cloreto de sódio


O cloreto de sódio foi utilizado na forma de cloreto de sódio Pa (NaCl), solução em pó, para preparação da solução
salina para imersão dos corpos de prova no ensaio de penetração de íons cloreto em laboratório. Foram empregados
35 g de NaCl dissolvidos em cada litro de água, para simular a salinidade do Oceano Atlântico (HELENE,1993).

2.3 PRODUÇÃO E AVALIAÇÃO DOS CONCRETOS


Para a dosagem dos concretos utilizou-se a metodologia de dosagem do IPT/EPUSP (HELENE e TERZIAN, 1993).
Através de procedimento experimental definiu-se o teor de argamassa seca ideal em 51% (α = 0,51) e a quantidade de
água necessária para a obtenção do abatimento do tronco de cone em 70 ± 10 mm. Os resultados do ajuste da dosagem
estão apresentados na tabela 3.

Tabela 3 – Resultados do ajuste da curva de dosagem experimental


Traço unitário Relação a/c Fc28 Médio (MPa) Consumo de cimento (kg/m³) Abatimento (cm)
1;3,5 0,41 45 493,37 6,8
1;5,0 0,50 38 376,67 7,2
1;6,5 0,69 28 297,05 7,4

Através do valor pré-estabelecido da relação água/cimento de 0,60 e das curvas de dosagem obtidas por regressão linear
simples pelo método dos mínimos quadrados, foi determinado o traço de referência do concreto, conforme tabela 4. A
relação água/cimento igual a 0,60 foi definida por ser o valor máximo considerado para um concreto estrutural,
localizado em ambiente urbano (Classe II de agressividade), de acordo com a NBR 6118 (ABNT, 2014).
A partir do traço de referência foi realizada a substituição parcial do cimento pelo RBRO em teores de 5%, 7,5% e 10%.

Tabela 4 – Traços unitários utilizados na confecção dos corpos de prova


Traço Cimento (kg) RBRO (kg) Areia (kg) Brita (kg) Fator a/c N° de corpos de prova
Referência 1 0 2,4 3,28 0,6 4
5,0% 0,95 0,05 2,4 3,28 0,6 4
7,50% 0,925 0,075 2,4 3,28 0,6 4
10,0% 0,9 0,1 2,4 3,28 0,6 4

2.4 ENSAIO DE PENETRAÇÃO DE ÍONS CLORETO POR IMERSÃO EM SOLUÇÃO SALINA


Foi realizado ensaio de penetração de íons cloreto por imersão em solução salina com duração de seis meses para que a
penetração de cloretos ocorresse naturalmente, simulando uma situação real. A solução de cloretos foi produzida a
partir da dissolução de cloreto de sódio (NaCl) a uma concentração de 3,5%, conforme a concentração média verificada
nos oceanos. Os corpos de prova (cilíndricos com 10x20 cm) foram parcialmente imersos. O procedimento da imersão
parcial consistiu em colocar os corpos-de-prova em um recipiente contendo a solução salina descrita anteriormente, de
tal forma que o nível dessa solução correspondesse a 1/3 da altura dos corpos-de-prova. A solução era substituída a cada
três meses, de maneira a garantir o nível de aeração adequado ao desenvolvimento da penetração de íons cloreto. Foi
realizada uma marcação nos corpos de prova para controlar a altura da solução salina e repor a solução em caso de
evaporação.

2.5 MEDIÇÃO DA PROFUNDIDADE DE CLORETOS


Na idade preestabelecida quatro corpos-de-prova por traço foram rompidos à tração por compressão diametral e, após,
submetidos à aspersão de solução de nitrato de prata (0,10 N em água deionizada). A verificação da profundidade da
penetração dos íons se deu por meio de imagens digitais e o auxílio do software AutoCAD. A aplicação de nitrato de
prata (AgNO3) resulta em uma cor esbranquiçada nos locais onde existem cloretos livres em concentração superior a
0,15%. Onde não há cloretos, a coloração se torna marrom. Para a medição da profundidade de penetração de cloretos
foi utilizada a preconização da NT BUILD 492 (1999), que determina verificar medidas a cada 10 mm, sendo o
resultado a média entre todas elas.
Com a profundidade média estabelecida para cada idade os valores de cada traço foram analisados através de funções
de regressão, resultando em equações, conforme apresentado a seguir. Delas foram obtidos o coeficiente de penetração
“k”.

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xk t (Equação 1)
Onde:
x- Profundidade de penetração (mm);
k - Coeficiente de penetração;
t - Tempo (semanas).

3 RESULTADOS E DISCUSSÃO
Os valores obtidos no ensaio de penetração de íons cloreto por imersão em solução salina durante seis meses são
mostrados na tabela 5 e na figura 3.

Tabela 5 – Penetração de cloretos e coeficiente de penetração após 6 meses de imersão


DP: Desvio-padrão, CV: Coeficiente de variação, k: Coeficiente de penetração de íons cloretos;
DP
Teor de substituição Penetração de cloretos média (mm) CV (%) k (mm/√semana) médio
(mm)
Referência 25,66 2,06 8,06 5,247
5,0% 23,99 2,89 12,09 4,905
7,5% 23,013 1,31 5,73 4,706
10,0% 25,158 1,04 4,14 5,144

Figura 3 - coeficiente de penetração de íons cloretos.

Constatou-se que a utilização do RBRO dessa pesquisa promoveu uma leve redução na penetração de cloretos,
corroborando o apresentado por Garas, Allam e Bakhoum (2014), Dietrich, Teles e Vieira (2017) e Mittri (2016).
Segundo os autores, a redução nos valores pode ser explicada pela formação de cloroaluminatos, provenientes da
combinação da
alumina (Al2O3), presente no resíduo, com os íons cloreto, formando o sal de Friedel (C-A-H) e pelo efeito fíller (efeito
de preenchimento dos poros) na microestrutura do concreto.
Do mesmo modo, Ramos et al. (2013) concluiu que a substituição do cimento pelo RBRO em até 20% aumentou a
resistência à penetração dos íons cloreto devido à densificação da microestrutura. O autor também atribuiu a redução no
ingresso de cloretos nas misturas em decorrência da formação de cloroaluminatos, provenientes da combinação da
alumina (Al2O3), presente no resíduo, com os íons cloreto, formando o sal de Friedel (C-A-H).
Rana, Kalla e Csetenyi (2015) constataram uma menor concentração dos íons cloreto no interior do concreto contendo 5
a 10% de resíduo do mármore em substituição ao cimento, em relação ao concreto de referência. Segundo os autores,
essa redução da penetração dos íons cloro foi ocasionada pelo efeito fíller, que refinou a estrutura dos poros.

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4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Neste trabalho procurou-se verificar a influência exercida na substituição parcial do cimento pelo RBRO na penetração
de íons cloreto.
Tendo em vista os resultados obtidos, foi possível concluir que:
● Os traços com substituição parcial do cimento pelo RBRO apresentaram coeficientes de penetração de íons cloreto
menores que o traço de referência;
● Os resultados do estudo demonstram que a substituição parcial do aglomerante por RBRO é satisfatoriamente viável
quanto ao critério de penetração de íons cloreto.

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http://dx.doi.org/10.4322/CBPAT.2020.019 ISBN 978-65-86819-05-2

ANÁLISE DAS PRINCIPAIS MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS EM DUAS ESCOLAS


ESTADUAIS DA CIDADE DE ASSÚ-RN
ANALYSIS OF THE MAIN PATHOLOGICAL MANIFESTATIONS IN TWO STATE
SCHOOLS OF ASU-RN CITY

SALUSTIO, JANAINA BARROS, JOMÁRIO


Professora Graduando em Engenharia Civil
Universidade Federal Rural do Semi-Árido Universidade Federal Rural do Semi-Árido
Rio Grande do Norte; Brasil Rio Grande do Norte; Brasil
janaina.salustio@ufersa.edu.com jomario108@hotmail.com

BARBOSA, ATHOS SOBRAL, TEREZA


Engenheiro Civil Graduanda em Engenharia Civil
Universidade Federal Rural do Semi-Árido Universidade Federal Rural do Semi-Árido
Rio Grande do Norte; Brasil Rio Grande do Norte; Brasil
athos.alen@hotmail.com tete-olivia@hotmail.com

RESUMO

Os problemas patológicos em edificações existem desde os tempos mais remotos da civilização, os principais fatores
relacionados as diversas manifestações patológicas podem ter sua origem nas diversas etapas de concepção da
edificação, tais como: projeto, escolha de materiais, execução, manutenção e agressividade ambiental. Dessa maneira
este trabalho tem por objetivo estudar as principais manifestações patológicas encontradas em duas escolas estaduais da
cidade de Assú/RN. Esta pesquisa faz uma descrição dos principais problemas que predominam nas edificações e
também dos principais fatores que influenciam no aparecimento das mesmas. Para o estudo em questão foram
realizadas visitas ao local e registros fotográficos nas escolas. Observou-se que mesmo com as reformas realizadas, a
existência de manifestações patológicas é um problema ainda presente, sendo as mais frequentes: bolor, trincas, fissuras
e até mesmo rachaduras. Com isso, conclui-se que a ausência de manutenção preventiva e corretiva, uso de materiais de
qualidade contestável e realização dos serviços sem o acompanhamento de profissional técnico são as principais causas
da permanência das manifestações.
Palavras-chave: Manifestações patológicas. Escolas públicas. Causas. Medidas preventivas.

ABSTRACT

Pathological problems in buildings exist since the earliest times of civilization, the main factors related to the various
pathological manifestations may have their origin in the various stages of building design, such as: design, choice of
materials, execution, maintenance and environmental aggressiveness. Thus, this paper aims to study the main
pathological manifestations found in two state schools in the city of Assú / RN. This research describes the main
problems that predominate in buildings and also the main factors that influence their appearance. For the study in
question, site visits and photographic records were made in the schools. It was observed that even with the reforms, the
existence of pathological manifestations is still a problem, being the most frequent: mold, cracks, cracks and even
cracks. Thus, it is concluded that the absence of preventive and corrective maintenance, the use of contestable quality
materials and the performance of services without the accompaniment of a technical professional are the main causes of
the permanence of the manifestations.
Keywords: Pathological manifestations. Public schools. Causes Preventive measures.

1. INTRODUÇÃO

Apesar do avanço tecnológico no campo das técnicas e dos materiais de construção, tem-se observado grande número
de edificações relativamente jovens apresentando patologias de todo os tipos. O uso inadequado de materiais, aliado à
falta de cuidados na execução e mesmo adaptações quando do seu uso, tudo isto somado à falta de manutenção, tem
contribuído para o surgimento de defeitos construtivos indesejáveis (SILVA, 2011).

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Espera-se que as edificações satisfaçam as condições adequadas para as atividades fundamentais do ser humano
garantindo os cinco primeiros anos de vida útil, sendo este período considerado pelo Código Civil Brasileiro, como o
prazo de garantia das construções. Desse modo, as edificações precisam ser duráveis, estanques, estáveis, funcionais e
confortáveis, tudo isto, dentro de um menor custo possível, pois os recursos públicos são escassos. Com isso precisa
apresentar baixo custo de execução, proporcionar qualidade das instalações aos seus usuários e propiciar uma vida útil
bastante satisfatória (ALVES, 2009).

A degradação prematura das edificações, e a consequente redução de desempenho, é um problema frequente em todo o
mundo. Esta deterioração ocorre devido, sobretudo, ao envelhecimento precoce das mesmas, o qual geralmente é
desencadeado pela baixa qualidade dos materiais de construção empregados, por problemas de projeto e execução e
falta de manutenção (POSSAN E DEMOLINER, 2012).

Assim, surge a necessidade de se conhecer as principais manifestações patológicas, que causam transtornos aos
proprietários e usuários das edificações, buscando entender a forma como esses defeitos surgem nas edificações, quais
as medidas de prevenção podem ser tomadas e que técnicas tem-se disponíveis para sua recuperação, de maneira a
solucionar o problema da maneira mais viável tanto tecnicamente quanto financeiramente.

2. PROCEDIMENTOS

Esta pesquisa constituiu-se de um levantamento, realizado por meio de visitas, registros fotográficos e entrevistas com
os usuários, das principais manifestações patológicas encontradas em duas escolas da cidade de Assú/RN, as escolas
Estadual Marcos Alberto de Sá Leitão e a Escola Estadual Juscelino Kubitschek

Com base nas visitas e nos registros levantados, foi realizada uma classificação dessas manifestações, em função dos
subsistemas das edificações nas quais as mesmas foram observadas e confrontadas com os exemplos e situações já
identificados na literatura, para assim entender seu mecanismo de formação e determinar seu diagnóstico.

A Cidade de Assú fica localizada no Estado do Rio Grande do Norte – RN a 213 Km da capital, Natal. A mesma está
situada na microrregião do Vale do Assú com uma população de 53.227 habitantes, segundo o último censo realizada
em 2010.
O município de Assú é composto por 5 unidades escolares estaduais, além das 67 unidades escolares municipais, com
vistas a atender uma população de 14.702 estudantes. Dentro desse contexto, foram escolhidas duas escolas estaduais,
representando 40% do total da amostra de escolas do Estado na região, para realização do estudo. A Escola Estadual
Marcos Alberto de Sá Leitão e a Escola Estadual Juscelino Kubitschek.

2.1 Histórico das edificações

A Escola Estadual Marcos Alberto de Sá Leitão foi construída em março de 1986. A escola oferece o ensino
fundamental do 1º ao 9º ano e a educação de jovens e adultos (EAJ) do 2º ao 5º ano, nos períodos matutino, vespertino e
noturno. A escola, apresentada na Figura 1, passou por uma reforma no ano de 2013, com o intuito de melhorar
banheiros, corrimão, acessibilidade, portas e pintura.

Figura 1. Escola Estadual Marcos Alberto de Sá Leitão.


Fonte: Autoria Própria (2017).

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No ano de 2017 a mesma passou por outra reforma, para implantação de ar-condicionado e forros em salas de aula. Mas
ainda assim, desde a sua construção, em 1986, nenhuma reforma mais completa, contemplando melhorias dos vários
componentes e sistemas que compõem a edificação, foi realizada.

Já a Escola Estadual Juscelino Kubitschek teve sua construção iniciada em 06 de dezembro de 1951 sob o mandato do
prefeito Dr. Edgard Borges Montenegro e seu término em 1958. A escola oferece o ensino Médio do 1º ao 3º ano, a
educação de jovens e adultos (EAJ), turmas de cursos técnicos e supletivos, nos períodos matutino, vespertino e
noturno. A Figura 2, mostra a fachada frontal da escola, a qual passou por uma reforma em toda sua estrutura física no
ano de 2012. Atualmente a escola apresenta sua estrutura bem degradada com o surgimento de várias manifestações
patológicas bem avançadas.

Figura 2. Escola Estadual Juscelino Kubitschek.


Fonte: Autoria Própria (2017).
Na análise realizada na edificação, passados 5 anos da última reforma, foram constatadas anomalias em vários
elementos estruturais por toda a edificação. Problemas esses localizados no piso, na alvenaria de salas de aula e da
fachada, em muros, entre outros.

3. RESULTADOS
3.1. Escola Estadual Marcos Alberto de Sá Leitão

Para a primeira escola visitada foram encontradas manifestações patológicas nos mais diferentes subsistemas que
compõem a edificação. O Quadro 1 apresenta uma listagem das manifestações observadas e as suas possíveis causas.

Quadro 1. Listagem das manifestações patológicas encontradas.


Subsistema Sintoma Causas possíveis
Fissuras causadas por sobrecarga tráfego intenso de usuários
dosagem inadequada, ausência de cura,
Fissuras causadas por retração
desgaste da pintura
Revestimentos dimensionamento incorreto da peça,
Fissuras causadas por defeitos construtivos ausência de elemento estrutural de
apoio
movimentação do elemento estrutural,
Perda de aderência de placa cerâmica
exposição térmica
tinta de baixa qualidade, imtemperismo
Desgaste da película de tinta
do meio
infiltração proveniente de tubulação de
Pintura Mofo
água
preparo inadequado da superfície para
Descascamento da tinta
recebimento da pintura
fissuras no revestimento e ausência de
Estrutura Corrosão
manutenção preventiva
Fonte: Autoria Própria (2017).
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Na Figura 3 é apresentado um croqui da Escola Estadual Marcos Alberto, e os retângulos em destaque ilustram os
pontos da escola onde as manifestações patológicas descritas foram observadas.

Figura 3. Croqui da Escola Estadual Marcos Alberto de Sá Leitão, com detalhes dos pontos onde foram localizadas as
manifestações patológicas.
Fonte: Autoria Própria (2017).

As fissuras observadas nos revestimentos estão apresentadas na Figura 4. As fissuras horizontais observadas na
imagem estão localizadas na parte interna da escola, na rampa de acessibilidade para três salas de aulas. Tais aberturas,
que variaram de 0,5 a 1,00 milímetro, podem ser classificadas como trincas. A causa mais provável para esta
manifestação são os carregamentos verticais de compressão, devido ao tráfego de pessoas intenso, fazendo com que a
argamassa de assentamento dos tijolos se deformasse mais que o tijolo provocando o surgimento de esforços laterais de
tração, causando as trincas.

Já as fissuras com configuração mapeada foram localizadas na parte externa da escola, na argamassa de revestimento
das paredes. A parede destacada na imagem é responsável pela envoltória externa de vedação da sala de aula. Tendo
suas possíveis causas a utilização de cimento muito fino ou em quantidade excessiva, quantidade de água em

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abundância e realização precária ou ausência de cura, levando a retração do revestimento devido a evaporação excessiva
da água da argamassa, uma vez que se trata de uma área com exposição direta ao sol.

A fissura por detalhe construtivo está localizada no pátio de recreação da escola na parte superior da edificação, mas
especificamente na linha que dá sustentabilidade ao telhado como mostra a Figura 4. Tendo sua possível causa a
utilização da peça em dimensão inferior a necessária que, por não absorver perfeitamente os esforços, os repassa para o
sistema de alvenaria, acarretando no aparecimento da fissura. Um segundo fator a ser levado em consideração é o apoio
da peça de madeira diretamente sobre a alvenaria ao invés de se apoiar em um elemento de pilar em concreto. Um
terceiro fator que deve ser mencionado é o comportamento térmico distinto dos materiais (madeira/cerâmica) frente a
variação de temperatura que ocorre ao longo do dia. A parede frente as movimentações térmicas de compressão e
expansão, apresenta esforços que excederam sua capacidade de absorção, fissurando na parte mais frágil que é o trecho
da ligação com a peça de madeira.

Figura 4. Aberturas em revestimento – (a) trincas horizontais causadas por sobrecargas; (b) fissuras causadas por
retração; (c) trincas causadas por defeito construtivo.
Fonte: Autoria Própria (2017).

Uma maneira de solucionar os problemas apresentados pelas trincas e fissuras seria refazer o revestimento com
utilização de telas para os casos apresentados na Figura 4 (a) e (b), dosando corretamente os materiais constituintes da
argamassa. Já para o caso apresentado em 4 (c), sugere-se a execução de pilar na alvenaria para recebimento das cargas
transmitidas pela cobertura.

Além das fissuras, foi observado nos revestimentos problema de perda de aderência de placa cerâmica. A manifestação
está localizada na parte interna da escola em um dos pilares que dá sustentabilidade a uma das tesouras da cobertura,
apresentando o estufamento da placa e o trincamento no rejunte, como mostra a Figura 5. A possível causa dessa
manifestação pode se encontrar na movimentação do pilar frente as cargas que lhe são transmitidas somada à sua
exposição térmica, gerando tensões no revestimento cerâmico e, ultrapassando a capacidade de aderência da argamassa
colante com as placas cerâmicas. Dessa forma, para reparar o problema sugere-se a remoção das placas afetadas e
refazer o procedimento, utilizando a argamassa correta para cada ambiente e verificar validade da mesma.

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Figura 5. Descolamento cerâmico.


Fonte: Autoria Própria (2017).

Outro subsistema da edificação em que foram localizadas manifestações patológicas foi a pintura. A Figura 6 ilustra os
problemas encontrados.

Figura 6. Manifestações Patológicas em Pintura – (a) Perda de aderência em película de tinta; (b) descascamento de
película de tinta; (c) Mofo.
Fonte: Autoria Própria (2017).

A falta de aderência está localizada na parte externa, precisamente na parte superior do muro de marcação da escola. O
surgimento da manifestação patológica é devido a má qualidade da tinta aplicada (caiação), que não possui em sua
constituição a quantidade mínima de resina, que é o principal constituinte responsável pela durabilidade e poder de
aderência da película. Somado a isso tem-se a ação da chuva, não havendo dispositivos (chapim) que minimizasse o
contato direto da chuva com a parede. A medida corretiva para este caso consiste basicamente em fazer o tratamento do
substrato, com lixamento da parede e refazer um novo serviço de pintura, com a aplicação do fundo preparador e uma
tinta apropriada para ambientes externos.

O descascamento foi localizado na parte externa da escola, em uma das paredes, no qual, é responsável pela vedação da
sala da diretoria. A causa mais provável dessa manifestação é a aplicação da tinta sobre uma superfície lisa e com
poeira, dificultando a aderência da película sobre o substrato. Para reparar o problema, faz-se necessário a remoção da
tinta através do lixamento para que possa ser feito um novo serviço de pintura, aplicar o fundo preparador e por fim a
aplicação da tinta.

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O bolor foi localizado na parte externa da escola, em uma das paredes, no qual, é responsável pela vedação do pátio da
cantina. Tendo sua possível causa a infiltração da umidade oriunda da presença de um bebedouro e, consequentemente
de uma instalação hidráulica já desgastada. Logo, para solução do problema se faz necessário realizar averiguação e
substituição da instalação do ponto de água, removendo a infiltração para que possa ser feito um novo serviço de
pintura, com o lixamento e aplicação do fundo preparador onde necessário e por fim a aplicação da tinta para ambientes
externos.

Para finalizar a vistoria das instalações da escola estadual Marcos Alberto de Sá Leitão, foi obsevado problema de
corrosão da armadura, ilustrado na Figura 7.

Figura 7. Corrosão de Armaduras.


Fonte: Autoria Própria (2017).

A manifestação patológica apresentada está localizada na parte externa, mais precisamente em um dos pilares de
sustentação do muro de marcação da escola. O desenvolvimento da corrosão se dá em função da falta de manutenção
preventiva, a existência de fissuras no revestimento que possibilitou, a longo prazo, com que a armação fosse atingida
por elementos agressivos, em especial o gás carbônico presente na atmosfera. Como consequência desta ação é
facilmente observada a perda da seção das barras e o desenvolvimento de produtos expansivos, aumentando seu volume
e degradando o concreto e o revestimento, como mostra a Figura 7. A solução de reparo desse problema está
relacionada na remoção de todo o produto corrosivo através do lixamento, após o procedimento verificar se a área de
aço foi prejudicada, com a sua redução, se preciso realizar o reforço, a impermeabilização da ferragem e após isso
refazer o cobrimento, o revestimento e a pintura.

3.2 Escola Estadual Juscelino Kubitschek

As manifestações patológicas observadas na escola estadual Juscelino Kubitschek se assemelham as encontradas na


primeira escola, com problemas em diferentes subsistemas que compõem a edificação. O Quadro 2 apresenta uma
listagem das manifestações observadas as suas possíveis causas.

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Quadro 2. Listagem das manifestações patológicas encontradas.


Subsistema Sintoma Causas possíveis
ausência de elemento construtivo,
Alvenaria Fissuras causadas por sobrecarga
movimentações em construção próxima
movimentação higrotérmica, dosagem
Fissuras causadas por retração inadequada da argamassa e ausência de
manutenção da película de tinta
Revestimentos fechamento do espaço ocupado por
Fissuras causadas por defeitos construtivos passagem de instalação sanitária com
uso de argamassa direto na tubulação.
Destacamento de placa cerâmica técnica de execução inadequada
infiltração proveniente de tubulação de
Mofo
ar condicionado
Pintura
Descascamento da tinta exposição as intempéries
fissuras no revestimento, infiltração de
Estrutura Corrosão
água
Fonte: Autoria Própria (2017).

Na Figura 8 é apresentado um croqui da Escola Estadual Juscelino Kubitschek, e os retângulos em destaque ilustram os
pontos da escola onde as manifestações patológicas descritas foram observadas.

Figura 8. Croqui da Escola Estadual Juscelino Kubitschek, com detalhes dos pontos aonde foram localizadas as
manifestações patológicas.
Fonte: Autoria Própria (2017).
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A fissura vertical de sobrecarga foi localizada na parte interna da escola, mais precisamente na alvenaria de vedação de
um dos banheiros femininos, acima da porta de acessibilidade do mesmo. A primeira hipótese levantada é o excesso de
carregamento da cobertura, com a concentração de tensões na terça que, devido à ausência de um elemento estrutural
para receber e distribuir os carregamentos para a fundação, levou ao rompimento de parte da alvenaria.

A segunda hipótese pode estar relacionada a vibração excessiva do terreno ou recalque de fundação em razão da
construção de uma edificação próxima. A edificação em questão realizou serviços de escavação e terraplanagem para
execução de fundação em estacas em que foram utilizados maquinários pesados causando bastante vibrações.

A abertura tem espessura maior que 1,5 milímetros, sendo classificada como uma fenda, e atravessa de um lado a outro
da parede como mostra a Figura 9.

O reparo desse problema consiste em fazer um elemento estrutural para receber o carregamento da terça e distribuir para
a fundação, após isso refazer o revestimento com aplicação de uma tela de aço.

Figura 9. Fissura vertical de sobrecarga - (a) face externa do banheiro (b) face interna do banheiro.
Fonte: Autoria Própria (2017).

A fissura por retração foi localizada na parte externa da escola, no encontro da rampa com uma das paredes que é
responsável pela vedação da sala de aula, como mostra a Figura 10. As possíveis causas associadas ao aparecimento de
tal problema seriam sua exposição e contato direto com o sol, somadas ao uso de argamassa de revestimento com
elevadas quantidades de água e cimento, bem como ausência de cura, além da falta de serviços de manutenção da
pintura, pois a ausência desta película acentua a ação do intemperismo sobre a parede.

Figura 10. Fissuras por retração.


Fonte: Autoria Própria (2017).

A fissura por detalhe construtivo foi localizada na parte interna da escola, em um dos banheiros femininos da mesma,
mas especificamente no canto da parede onde foi realizado o fechamento da tubulação de água fria, responsável por
abastecer o banheiro. A causa desta fissura foi a execução do fechamento da tubulação por meio do emprego de
argamassa diretamente sobre a tubulação. Dessa maneira, com a passagem da água pela tubulação, são geradas

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vibrações causando o fissuramento e descolamento da argamassa. A Figura 11 ilustra o problema citado. A solução de
reparo para este problema consistiria basicamente em retirar toda a argamassa, fazer a limpeza do local e construir um
shaft de alvenaria.

Figura 11. Fissuras causadas por detalhes construtivos incorretos.


Fonte: Autoria Própria (2017).
O destacamento da placa cerâmica foi localizada na parte interna da escola no pátio de convivência, em um dos pilares
que da sustentabilidade a cobertura, apresentando a perda de aderência das placas cerâmicas ao substrato, causando o
destacamento da mesma, como mostra a Figura 12.

Figura 12. Descolamento de placas cerâmicas.


Fonte: Autoria Própria (2017).

A possível causa, foi a perda de aderência da placa com a argamassa colante em uma região pontual que pode ter sido
ocasionada em função das placas terem sido assentados após o endurecimento da argamassa. Isso deve ter ocorrido em
razão da argamassa colante ter sido estendida sobre uma extensa região e secado antes que estas placas fossem coladas.

Dessa forma sugere-se refazer o procedimento atentando para a aplicação das placas cerâmicas antes do endurecimento
da argamassa, utilizando argamassa apropriada para o ambiente.

Também foram observadas manifestações patológicas no serviço de pintura. A Figura 13 ilustra as situações
encontradas.

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Figura 13. Manifestações na película de tinta – (a) Mofo; (b) Descascamento da tinta.
Fonte: Autoria Própria (2017).

O bolor foi localizado na parte externa da escola, no encontro do degrau de acessibilidade com uma das paredes, no
qual, é responsável pela vedação da sala de diretoria. A causa relacionada a presença do mofo é a presença de umidade,
devido à ausência de um sistema de drenagem das canaletas dos ar-condicionados, fazendo com que a água se acumule
sobre a alvenaria dando origem a manifestação patológica. Logo o reparo consiste em utilizar dispositivos de canaletas
para o recolhimento da água dos ar-condicionados, tratar o substrato, para que possa ser feito um novo serviço de
pintura, com o lixamento e aplicação do fundo preparador onde necessário e pôr fim a aplicação da tinta.

O descascamento foi localizado na parte externa da escola, em uma das paredes, no qual, é responsável pela vedação de
uma sala de aula exposta a insolação e chuva. O tamanho insuficiente do beiral, deixando o local exposto ao contato
com as intempéries, é uma possível causa para a manifestação encontrada. Ao longo dos anos esse trecho da parede vem
sofrido com o contato direto da chuva, desgastando a película de tinta, somado a isso tem-se também a falta de
manutenção. Para reparar o problema, faz-se necessário que aumente o tamanho do beiral da cobertura, após isso faz a
remoção da tinta com o lixamento para que possa ser feito um novo serviço de pintura, aplicar o fundo preparador e pôr
fim a aplicação da tinta.

Nesta escola também foi observado problema de corrosão das armaduras. A Figura 14 traz uma ilustração do problema.

Figura 14. Corrosão exposta.


Fonte: Autoria Própria (2017).

A corrosão foi localizada na parte externa da escola, mais precisamente na caixa d’água, em uma das paredes de
vedação da mesma que tem sua composição a estrutura de concreto armado, onde fica o barrilete da mesma. Suas
possíveis causas são a reduzida espessura de cobrimento da estrutura de aço, bem como as fissuras ao longo do
revestimento de parede e teto que facilitou o ingresso de água e de outros agentes deletérios. A umidade é proveniente
da chuva e da própria caixa d’água e escorre facilmente pela parede em razão da presença de tais fissuras. A falta de
ventilação e insolação faz com que a água presente demore a evaporar, contribuindo para o processo corrosivo, que é
expansivo e causa o destacamento do revestimento e desplacamento da fina camada de cobrimento. Para solucionar o
problema faz necessário tratar a laje de cobertura, removendo todos os pontos de infiltração, após isso, faz a remoção de
todo o produto corrosivo através do lixamento, verifica se a área de aço foi prejudicada, com a sua redução, se preciso
realizar o reforço e proteção das armaduras com película anticorrosiva, além da realização da impermeabilização do
reservatório.

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4. CONCLUSÃO

Foram observadas manifestações patológicas em razão de utilização de técnicas construtivas inapropriadas, com
ausência de elementos construtivos essenciais a absorção de esforços que evitariam trincas na alvenaria e nos
revestimentos, bem como negligência no uso do proporcionamento dos materiais que constituem a argamassa de
revestimento. A ausência de dispositivos de drenagem que servissem de proteção e conservação da durabilidade da
pintura realizada também foram observados. Além disso, se fazia necessário a adoção de espesuras de cobrimentos e
serviços de impermeabilização adequados à proteção das armaduras presentes no elementos estruturais.
Diante do exposto é imprescindível notar o quanto os serviços de manutenção e acompanhamento dos serviços por
profissional tecnicamente habilitado são indispensáveis na minimização de várias manifestações patológicas, devendo-
se, entretanto, utilizar materiais de construção e procedimentos de seviço com qualidade comprovada e apropriada.

REFERÊNCIAS

ALVES, Jader Rodrigues. LEVANTAMENTO DAS MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS EM FUNDAÇÕES E


ESTRUTURAS NAS EDIFICAÇÕES, COM ATÉ DEZ ANOS DE IDADE, EXECUTADAS NO ESTADO DE
GOIÁS. 2009. 133 f. Dissertação (Mestrado) - Curso de Engenharia Civil, Universidade Federal de GoiÁs, Goiânia,
2009.

MAGALHAES, Ernani F. Fissuras Em Alvenarias: Configurações Típicas e levantamento De Incidências No Estado


Do Rio Grande Do Sul. 2004. Dissertação De Mestrado. Universidade Federal Do Rio Grande Do Sul. Escola De
Engenharia. Curso De Mestrado Profissionalizante Em Engenharia. Porto Alegre.

POSSAN, E; DEMOLINER, C. A. Desempenho, durabilidade e vida útil das edificações: abordagem geral. 2012.
Artigo científico. Universidade Federal da Integração Latino Americana.

SILVA, Isabelly Tatiane dos Santos. Identificação dos fatores que provocam eflorescência nas construções em
Angicos/RN. 2011. 50 f. TCC (Graduação) - Curso de Bacharel em Ciência e Tecnologia, Ufersa, Angicos, Rn, 2011.

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http://dx.doi.org/10.4322/CBPAT.2020.020 ISBN 978-65-86819-05-2

CARACTERIZAÇÃO DE ARGAMASSAS HISTÓRICAS: ESTUDO DE CASO DO


MERCADO PÚBLICO DE JARDIM DE PIRANHAS/RN
CHARACTERIZATION OF HISTORICAL MORTARS: CASE STUDY OF THE PIRANHAS
/ RN PUBLIC GARDEN MARKET

SALUSTIO, JANAINA BARROS, JOMÁRIO


Professora Graduando em Engenharia Civil
Universidade Federal Rural do Semi-Árido Universidade Federal Rural do Semi-Árido
Rio Grande do Norte; Brasil Rio Grande do Norte; Brasil
janaina.salustio@ufersa.edu.com jomario108@hotmail.com

ALMEIDA, JOSÉ SOBRAL, TEREZA


Engenheiro Civíl Graduando em Engenharia Civíl
Universidade Federal Rural do Semi-Árido Universidade Federal Rural do Semi-Árido
Rio Grande do Norte; Brasil Rio Grande do Norte; Brasil
josecarloss_gomes@hotmail.com tete-olivia@hotmail.com

RESUMO

Ao longo dos anos as edificações acabam por sofrerem danos que, quando não são sanados corretamente, pode levar à
edificação a ruína, apagando assim parte da história de um povo, especialmente em edificações históricas. Em se
tratando desse tipo de edificação, é imprescindível a utilização dos materiais adequados, para sua correta preservação.
Dessa maneira, se faz necessário o conhecimento acerca das características dos materiais empregados na época da
construção com a finalidade de tentar utilizar-se de materiais semelhantes aos que foram inicialmente empregados.
Nesse sentido, o presente trabalho tem por objetivo a caracterização da argamassa de uma edificação histórica obtendo
informações acerca dos materiais empregados em seu preparo, bem como análises que fundamentem o entendimento de
suas características. A edificação analisada consiste de um mercado público localizado na cidade de Jardim de
Piranhas/RN datada de 1951. Para atender aos objetivos, foram realizados ensaios de ataque ácido, análise
granulométrica e taxa de absorção. Os resultados alcançados mostraram que os traços utilizados não eram diferenciados
em razão de estar em ambiente interno ou externo, as proporções de agregado miúdo usados na argamassa bem como
sua taxa de absorção foram altas.
Palavras-chave: Construções antigas. Revestimentos. Argamassa de cal. Intervenções. Métodos de caracterização.

ABSTRACT

Over the years buildings end up suffering damage that, when not properly remedied, can lead to building ruin, thus
erasing part of a people's history, especially in historic buildings. When it comes to this type of building, it is essential
to use the appropriate materials for their correct preservation. Thus, it is necessary to know about the characteristics of
materials used at the time of construction in order to try to use materials similar to those initially used. In this sense, the
present work aims to characterize the mortar of a historic building obtaining information about the materials used in its
preparation, as well as analyzes that support the understanding of their characteristics. The analyzed building consists of
a public market located in the city of Jardim de Piranhas / RN dating from 1951. To meet the objectives, acid attack
tests, particle size analysis and absorption rate were performed. The results showed that the traits used were not
different due to being indoors or outdoors, the proportions of fine aggregate used in the mortar as well as its absorption
rate were high.
Keywords: Old Buildings. Coatings. Lime mortar. Interventions Characterization Methods

1. INTRODUÇÃO

As edificações históricas retratam o passado da sociedade. por meio delas é possível compreender a importância de
determinada cidade ou região. Entretanto, com o passar do tempo, muitas cidades acabam por perder edificações
construídas, edificações essas compostas com traços arquitetônicos que remontam a sua época de construção, o que
pode ser considerado um crime a memória arquitetônica da cidade. (RODRIGUES, 2013).
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Com o passar do tempo, e o consequente envelhecimento da estrutura, há necessidade de cada vez mais intervenções
visando sanar manifestações patológicas nas edificações e preservar assim sua integridade. Um dos componentes mais
afetados nas intervenções feitas em prédios históricos é a argamassa de revestimento, a qual é substituída em sua
maioria por materiais a base de cimento, o que faz com que o revestimento obtenha propriedades diferentes do
revestimento original, prejudicando assim a maneira de trabalhar do conjunto alvenaria/revestimento, trazendo graves
problemas a edificação (KANAN, 2008).

Com a finalidade de preservar os patrimônios históricos, restaurando tais edificações e garantindo a preservação de sua
originalidade surge a ideia de caracterização dos materiais utilizados na construção da edificação. A caracterização de
materiais, em especial da argamassa, tem por finalidade o estudo e análise dos insumos empregados na produção da
argamassa, tentando assim fazer uma reconstituição do seu traço, para que o mesmo seja refeito em uma eventual
intervenção na edificação, e para que a mesma continue com materiais semelhantes aos utilizados à sua época de
construção (RODRIGUES, 2013).

As argamassas de edificações históricas, desempenham funções importantes como por exemplo, a de revestimento,
sendo responsável por conferir proteção a alvenaria contra a ação de agentes agressivos como a chuva e o sol. Em razão
disso, se faz necessário desenvolver argamassas de reparo com características semelhantes as originalmente
empregadas, mas para isso, se faz necessário primeiro, identificar as principais características da argamassa inicialmente
utilizada. Intervenções com materiais totalmente diferentes dos empregados à época de sua construção, pode fazer com
que ocorra uma mudança no modo de trabalho dos componentes da edificação (SANTOS E VEIGA, 2012).

2. PROCEDIMENTO

2.1 Procedimento experimental

Objetivando realizar a caracterização de argamassas históricas procurou-se encontrar uma edificação que atendesse as
exigências desse tipo de trabalho. Decidiu-se então verificar o prédio na qual funciona o Mercado Público da cidade de
Jardim de Piranhas/RN. Inicialmente foi feita uma análise histórica da edificação, buscando assim conhecer o ano em
que a mesma foi construída e se a mesma enquadrava-se na proposição do referido tema objeto deste trabalho. Logo
após foi feita uma visita in loco.

A partir disso, sucedeu-se a coleta das amostras, obedecendo aos critérios existentes, como por exemplo, realizar a
extração com 1,5 a 2 metros de altura do piso. Depois de coletadas, as amostras foram identificadas de acordo com o
local de extração para então seguirem ao laboratório. O laboratório utilizado para a realização dos ensaios foi o
laboratório de materiais de construção civil da UFERSA – Campus Angicos/RN, na qual as amostras foram preparadas
e, por meio das técnicas de caracterização, buscou-se atingir o objetivo de realizar a caracterização das argamassas,
conhecendo assim a sua composição, bem como presumindo seu comportamento, afim de que em possíveis
intervenções possam ser empregados materiais de características semelhantes ao original.

Como técnicas de laboratório foram escolhidas usar os ensaios de granulometria, norteado pela NBR NM 248/03 -
Agregados – determinação da composição granulométrica, e ensaio de absorção, orientado por meio da nbr 9778/05 -
Argamassa e concreto endurecidos – determinação da absorção de água índice de vazios e massa específica, e também
foi utilizada a técnica de ataque ácido, realizada com a adição de ácido clorídrico (HCL) em amostras do revestimento.

2.2 Analise histórica da edificação

O Mercado Público possuía 824 m² de área construída e era inicialmente composto por 18 salas, 2 banheiros e uma área
ao centro do mesmo destinada para circulação de pessoas que por ali passavam. Já que funcionavam restaurantes e
lanchonetes em algumas de suas salas, essa área central era destinada a colocação de mesas e cadeiras.

A edificação possui 67 anos de construção e foi utilizada até o ano de 2013, quando foi interditada, uma vez que se
encontrava muito desgastada pelo uso e pelo tempo e, dessa maneira, oferecia riscos a integridade física de seus
usuários. Ao longo de todos esses anos de utilização o Mercado nunca passou por serviços de manutenção. A Figura 1
ilustra a parte frontal da edificação em análise.

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Figura 1 - Fachada posterior

Fonte: Próprio autor (2018)

Após longos três anos de interdição, o prédio começou a passar pelo processo de reforma em 2016, tendo sido
concluído em 2018. O projeto arquitetônico do novo mercado é representado na Figura 2.

Figura 2 - Projeto arquitetônico do Mercado Público.

Fonte: Disponibilizado pela construtora executora do serviço de reforma (2018).

2.3 Preparação das amostras

Após a extração, as amostras foram encaminhadas ao laboratório, afim de que se procedesse aos ensaios necessários
para ao final obter as proporções de materiais empregados na constituição do revestimento utilizado.

A preparação das amostras iniciou-se com a remoção da película de tinta existente na superfície das mesmas, logo
seguida do maceramento, processo que consiste em fragmentar os pedaços das amostras em pedaços ainda menores,
fazendo com que ocorra a sua desagregação, ou seja, a amostra era submetida a uma espécie de moagem manual.

A Figura 3 ilustra um exemplo do tamanho e condições da amostra analisada.

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Figura 3 - Amostra após ser extraída

Fonte: Autoria Própria (2018).

A remoção da película de tinta foi realizada utilizando-se de espátulas de aço e colher de pedreiro. Para o maceramento
foram utilizadas uma bandeja e uma marreta de borracha, afim de não danificar as partículas.

As amostras foram extraídas de diversas paredes da edificação, tanto interna quanto externa, a fim de verificar se
existiam traços diferenciados em função do ambiente de exposição. O Quadro 1 trás a identificação adotada nas
amostras extraídas e seu local de extração.

Quadro 1 – Legenda adotada para as amostras extraídas

IDENTIFICAÇÃO DA AMOSTRA LOCAL DE ORIGEM

A1 Parede interna lateral esquerda

A2 Parede interna posterior

A3 Parede interna lateral direita


A4 Parede interna frontal
A5 Parede interna lateral esquerda
A6 Parede externa lateral esquerda
A7 Parede externa posterior
Fonte: Autoria Própria (2018).

Após o maceramento, as amostram foram pesadas em balança digital com precisão de 0,01g e logo depois seguiram
para secagem na estufa por 24 horas, com temperatura variando entre 97 e 106°C, a fim de serem preparadas para
sofrerem o ataque ácido.

2.4 Ensaios

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Os ensaios seguiram a seguinte sequência: primeiro foi realizado o ataque ácido e, após isso, com o agregado resultante
do ataque foi feito o ensaio de granulometria e por fim, amostras não destorroadas foram submetidas ao ensaio de
absorção.

O ataque das amostras por ácido visa provocar a degradação do aglomerante, que nesse caso é a cal, possibilitando que
apenas os agregados permaneçam preservados na amostra. Tal procedimento baseia-se no fato de que o ácido clorídrico
dilui o aglomerante deixando apenas o agregado insolúvel. Isso se dá em razão de que ao entrar em contato com o
carbonato de cálcio, o ácido clorídrico reage causando o seu consumo e liberando, CaCl₂ CO₂ e água. Devido a
existência de quartzo no agregado, o mesmo fica intacto. A equação é descrita a seguir:

2HCL + CaCO₃ → CaCl₂ + H₂O + CO₂

Para realização desse procedimento foram utilizados 150 ml de produto com ácido clorídrico a 14% (HCL) em amostras
de 100g do revestimento. O ácido clorídrico foi colocado em uma proveta e adicionado à amostra, que estava em um
recipiente de vidro. A partir de então, foi utilizado uma pinça de plástico para mexer o conteúdo da amostra e assim
fazer com que o ácido penetrasse em todo o material.

Após sofrer o ataque ácido, as amostras passaram por um processo de filtragem em papel filtro, objetivando assim a
remoção de parte do ácido. Durante o processo de filtração foi utilizado uma pisseta com água a fim de se fazer a
limpeza do material que ficou na parte superior do papel filtro, fazendo com que todo material seja filtrado.

Após o processo de filtragem, as amostras retornaram a estufa por 24 horas novamente, objetivando assim a secagem
por completa do material, para só então ser realizado a pesagem final e o ensaio de granulometria

3. RESULTADOS

3.1 Ataque acido

A Tabela 1 mostra a relação entre aglomerante e agregado obtida em massa através do ataque ácido, bem como o traço
equivalente estimado.

Tabela 1 - Relação em massa aglomerante agregado e traço estimado.

AGREGADO AGLOMERANTE TRAÇO


AMOSTRAS AGREG/AGLO
(g) (g) EQUIVALENTE

A1 86,2 13,8 6,25 1:6

A2 88,3 11,7 7,55 1:7

A3 87,8 12,2 7,20 1:7

A4 87,3 12,7 6,87 1:7

A5 87,8