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LÉXICO ENCICLOPÉDICO DE PARAFENÔMENOS

AGÊNERE Agente. Na abordagem da Experimentolo-


[P ARAFENÔMENO AMBIVALENTE ] gia, o agênere é produzido ou desencadeado
[D ESCOINCIDÊNCIA PARCIAL ] pela consciex (ser extrafísico) temporariamen-
(E CTOPLASMOLOGIA ) te materializada na dimensão intrafísica. Este
é o aspecto fundamental para diferenciar
Definição. O agênere é o fenômeno para- o agênere dos parafenômenos bilocação física
psíquico no qual a consciex emprega, de ma- e aparição intervivos, quando o agente é o sen-
neira súbita e fugaz, o psicossoma temporaria- sitivo, homem ou mulher, projetado para fora
mente solidificado nesta dimensão intrafísica, do corpo físico através do psicossoma visível
utilizando-se das energias conscienciais (ECs) e tangibilizado.
gravitantes acumuladas no ambiente e das Duração. A materialidade, instantaneidade
energias conscienciais das conscins porventura e fugacidade típica do agênere sugere ao sensi-
nele presentes, condensadas na forma de ecto- tivo ou sensitiva, percipiente do parafenôme-
plasma, para poder revesti-lo e torná-lo tangí- no, pensar que está interagindo e dialogando
vel, podendo, assim, constituir espécie de cor- com outro ser humano, não reconhecendo
po humano aparente e efêmero, não gerado pe- a condição do agênere ser uma consciex tem-
los mecanismos fisiológicos da genética huma- porariamente tangibilizada ou materializada,
na, capaz de interagir e provocar impressão fí- passando despercebido, sem entender satisfato-
sica na conscin sensitiva. riamente a experiência (Borges, 2000; páginas 24
Temática. Tema central neutro. e 25).
Etimologia. O prefixo a provém do idioma Veículo. Sob o ângulo da Holossomatolo-
Grego, a, “negação; privação”. O elemento de gia, no parafenômeno agênere o psicossoma,
composição genere vem igualmente do idioma veículo de manifestação empregado pela cons-
Grego, géinomai,“gerado; engendrado”. O ter- ciex para atuar na dimensão extrafísica, está
mo agênere foi provavelmente cunhado pelo inserido em um campo bioenergético envolvi-
pesquisador francês Allan Kardec (pseudônimo do por ectoplasma ou energias conscienciais
de Hippolyte Léon Denizard Rivail, 1804– (ECs) densas, formado pelas energias consci-
1869), através do vocábulo do idioma Francês, enciais gravitantes acumuladas no ambiente
agènére, sendo registrado no artigo Les Agénè- e pelas ECs das conscins porventura nele pre-
res, publicado na Revue Spirite de fevereiro de sentes, permitindo, deste modo, agir na dimen-
1859 (Kardec, 1968; páginas 38 a 44). são intrafísica, variando a densidade do psicos-
Sinonímia: 1. Agênere ectoplástico. soma entre a forma mais vaporosa e opaca até
2. Agênese. 3. Aparição materializada; apari- a completa materialização.
ção humanoide; aparição sólida; aparição tan- Campo. Segundo a Energossomatologia,
gível; tangibilização ectoplásmica. 4. Forma a intensa exteriorização de ECs lastreadas de
ectoplásmica. 5. Estereótito (Espiritismo). ectoplasma forma espécie de campo bioener-
6. Consciex materializada; espectro materiali- gético, esfera de influência ou bolsão interdi-
zado; espírito materializado; fantasma materia- mensional inserido na dimener, conectando
lizado. a dimensão humana com a primeira dimensão
Antonímia: 1. Agênere humano; bicorpo- extrafísica, mais imediata e simultânea ao pla-
reidade; bilocação física; materialização da no intrafísico.
conscin projetada; materialização da pessoa vi- Ectoplasma. De acordo com a Ectoplas-
va. 2. Aparição intervivos; projeção intervi- mologia, quando a energia consciencial exte-
vos. 3. Conscin; pessoa; ser biológico; ser hu- riorizada pelo sensitivo se condensa, congre-
mano. 4. Corpo humano; forma humana; so- gando componentes orgânicos ou biológicos,
ma. produz a substância denominada ectoplasma,
Estrangeirismo: a materialized apparition espécie de fluído energético densificado, o ex-
(ing.). sudato semimaterial, protoplásmico, contendo
componentes da estrutura das células humanas,

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emanado do energossoma do sensitivo ecto- 1.  Vaporosa. Aparência vaporosa, aerifor-


plasta. me e opaca.
Composição. O ectoplasma utilizado para 2.  Densa. Forma densa, concreta e mate-
densificar e materializar o psicossoma da cons- rializada (assemelha-se à conscin).
ciex durante o parafenômeno agênere é extraí-
do, mais frequentemente, destas 5 fontes: Detecção. Ainda pela Experimentologia,
1.  Conscin. A doação intensa de ectoplas- detecção humana do agênere pode ser feita por
ma por parte da conscin ectoplasta percipiente 1 percipiente intrafísico, atuando na condição
na manifestação do agênere. de doador de ectoplasma primário, ou por vá-
2.  Fitoectoplasma. A grande quantidade rios percipientes e testemunhas, ao mesmo
de energias proveniente do fitoectoplasma (lig- tempo, funcionando ao modo de doadores se-
nina) ou ectoplasma das plantas, flores, cundários, estando conscientes ou não deste
jardins, árvores e pomares próximos ao local processo.
da ocorrência. Encapsulamento. Segundo a Encapsula-
3.  Zooectoplasma. O ectoplasma exterio- mentologia, é muito provável que quando
rizado inconscientemente pelos animais próxi- ocorra o fenômeno de agênere estabeleça-se
mos ao local da aparição do agênere. o processo de encapsulamento energético,
4.  Natureza. As energias imanentes pre- parassanitário, do ambiente e dos percipientes
sentes na natureza, água, solo e outros. que vivenciam a ocorrência da aparição fugaz,
5.  Gravitante. As energias gravitantes, re- envolvendo todos no campo em uma espécie
siduais, impregnadas nos objetos e ambientes de bolsão energético interdimensional para
por pensamentos e sentimentos, positivos e ne- isolar e proteger de qualquer interferência pa-
gativos, exteriorizados pelas conscins. rapsíquica, facilitando, desta maneira, a con-
fluência das energias para a materialização da
Ectoplasmia. Na área da Minifenomenolo- consciex.
gia, a ectoplasmia é o minifenômeno ou fenô- Interação. Pela Interaciologia, no agênere
meno preliminar, de efeito menor, que antece- o sensitivo percipiente está interagindo, na ver-
de no tempo, prepara e indica a gradação ou dade, com um corpo aparente, porém, efêmero
progressão da ocorrência maior do parafenô- e fugaz, no qual surge repentinamente, dissi-
meno agênere. pando-se também instantaneamente (Kardec,
Sensações. Tendo em vista a Parapercep- 1968; página 38 a 44).
ciologia, quando a conscin ectoplasta está lúci- Gradação. Pela Psicossomatologia, quan-
da e atenta ao parafenômeno, é possível perce- do o psicossoma está mais densificado, asse-
ber o momento em que ocorre a exteriorização melha-se a uma pessoa, sendo capaz deixar
das bioenergias mais densas, formando uma vestígios de sua presença. Desta maneira, sur-
nuvem energética composta por ectoplasma. preende o sensitivo percipiente devido o aspec-
Dependendo da sensibilidade do percipiente, to insólito, raro e transcendente da ocorrência.
sente-se a exteriorização de ectoplasma através Entretanto, o corpo humano materializado não
das narinas, boca e ouvidos fluindo em direção precisa de alimentos, não pode ser ferido e não
à aparição materializada. Sensações de entor- pode desempenhar uma vida humana com-
pecimento ou ausência passageira da sensibili- pleta, sendo apenas mera aparência que o im-
dade orgânica do soma (descoincidência vígil), possibilita de ser incluído entre os indivíduos
queda da temperatura corporal e ambiental e, da espécie humana (ADGMT; 1963; páginas 23
a aragem refrescante ou suave vento frio pas- a 25).
sando pela pele, são frequentes. Quantidade. Pela Ectoplasmologia, a ne-
Densificação. A densificação ou concretu- cessidade de grande volume ou quantidade de
de do psicossoma é variável. A figura manifes- ectoplasma torna o parafenômeno agênere co-
tada pode apresentar-se, de 2 tipos: mo sendo de efeito físico fugaz e precário, só
acontecendo muito raramente, ao modo de ex-

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trapolação das parapercepções, algo fora do necessitava entrar em transe para exteriorizar
comum para o sensitivo que vivenciou, enten- ectoplasma e permitir a manifestação da cons-
deu e admitiu essa experiência (Crouzet, 1976; pá- ciex Katie King.
gina 17). Tangibilidade. Ainda nos estudos da Pa-
Paragenética. Mediante a Parageneticolo- rafenomenologia, o agênere difere-se do para-
gia, o agênere é uma criação parafísica que fenômeno aparição, experiência de caráter
derroga, altera ou rompe as leis da física hu- predominantemente visual, pois além de poder
mana. O psicossoma, neste caso, funciona na ser visualizado, o psicossoma da consciex
condição de modelo organizador biológico, permanece, por alguns instantes, completa-
polarizando e direcionando os diferentes tipos mente sólido e tangível, podendo produzir psi-
de energias, dando forma ao corpo humano cocinesia ou PK (psychokinesis) e estimular
materializado. Esse corpo é derivado da para- todos os órgãos sensoriais do indivíduo perci-
genética do psicossoma da consciência extrafí- piente do fenômeno, independentemente do ní-
sica, não sendo gerado a partir da concepção vel de sensibilidade parapsíquica.
biológica natural, não necessitando de gesta- Classificação. Podemos classificar o agê-
ção, genética, nascimento físico ou humano, nere quanto à objetividade, concretude ou ma-
biológico ou animal (Andrade, 1984; páginas 188 terialidade da manifestação em duas categorias
a 189). básicas:
Psicocinesia. Nos estudos da Parafenome- 1.  Agênere objetivo: quando a presença
nologia, a característica essencial do agênere, do psicossoma da consciex é praticamente físi-
devido à tangibilização do psicossoma, é a ca- ca, concreta, podendo ser notada por mais de 1
pacidade de produzir psicocinesia ou PK (psy- percipiente ou testemunha, independentemente
chokinesis), também denominada telecinesia, do grau de desenvolvimento parapsíquico das
movendo objetos, abrindo e fechando portas testemunhas, permitindo, inclusive, a gravação
e janelas e outros efeitos intrafísicos de origem por aparelho audiovisual e outras tecnologias.
multidimensional, gerados pelas energias cons- 2.  Agênere subjetivo: quando a presença
cienciais mais densas, exteriorizadas na forma do psicossoma da consciex não atingiu sufici-
de ectoplasma. Esta característica diferencia ente grau de materialidade, apesar de manter
o agênere dos parafenômenos de clarividência a capacidade de produzir efeitos-físicos (psico-
e aparição. cinesia) e agir sobre a dimensão intrafísica,
Permeabilidade. Pela Parafisiologia, de- sendo notado somente pelo sensitivo clarivi-
vido à densidade do psicossoma lastreado ou dente.
revestido de ectoplasma, que contém percen-
tual elevado de matéria acima da média útil Epifenômenos. Pela Epifenomenologia,
para a permeabilidade extrafísica, com certeza, eis, por exemplo, 3 epifenômenos ou fenôme-
a consciex terá dificuldades, nestas circunstân- nos parapsíquicos concomitantes, periféricos,
cias, para atravessar corpos sólidos como pare- colaterais, capazes de se manifestar simulta-
des, muros ou portas cerradas. neamente ao desenvolvimento do parafenôme-
Sensitivo. No fenômeno agênere não há no agênere:
participação intencional, consciente, de um A.  Ectoplasmia.
sensitivo ectoplasta em estado de transe para- B.  Exteriorização de energias.
psíquico para doar ou fornecer as energias C.  Psicocinesia.
conscienciais. Neste sentido, a agênere se dife-
rencia das materializações experimentais de- Identificação. Segundo a Parassemiolo-
senvolvidas em sessões de efeitos-físicos, co- gia, quanto a identificação correta do parafe-
muns no período da Metapsíquica, a exemplo nômeno agênere, durante qualquer manifesta-
dos famosos casos registrados pelo pesquisa- ção parapsíquica, ao se perceber interagir mais
dor inglês William Crookes (1832-1919), nas ostensivamente com alguma consciex, o pes-
quais a sensitiva Florence Cook (1856-1904) quisador deve observar e analisar criteriosa-

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mente estas 6 instruções ou regras, aqui lista- 4.  Erro. Importa também observar critica-
das em ordem funcional: mente a possibilidade de erro na análise da
1.  Alucinações. Exclua qualquer hipótese ocorrência, seja por precipitação, impulsivida-
de alucinações táteis e alucinações visuais de, ingenuidade ou credulidade, além de ex-
complexas ou configuradas típicas do delirium cluir qualquer hipótese de fraude.
ou estado confusional agudo e da intoxicação 5.  Sinalética. Estabeleça de maneira críti-
por drogas alucinógenas, álcool e barbitúricos. ca e racional associações temporais convincen-
As alucinações são experiências vívidas e cla- tes entre o aparecimento do fenômeno agênere
ras que ocorrem com toda a força e o impacto e outros sinais energéticos anímico-parapsíqui-
das percepções normais, porém, sem a presen- cos percebidos pelo sensitivo.
ça de um estímulo externo. 6.  Conteúdo. Analise o conteúdo fenomê-
Hipnopômpica. Alucinações visuais com- nico, a mensagem ou ideia recebida e os res-
plexas também podem acontecer em pessoas pectivos efeitos conscienciais e evolutivos.
mentalmente saudáveis segundos antes de Alucinações não possuem sentido ou transmi-
adormecer ou, mais comumente, ao acordar, tem informações lógicas, racionais, geralmente
devido o maior relaxamento do corpo físico desconhecidas para quem vivencia o fenôme-
e a descoincidência do psicossoma. Estas alu- no. Existem, por exemplo, casos de agêneres
cinações hipnagógicas e hipnopômpicas ocor- nos quais as pessoas percipientes viram o du-
rem com frequência variável, acompanhadas, plo ou psicossoma de indivíduos realmente
na maior parte das vezes, de parafenômenos dessomados, os quais nem sequer conheciam
autênticos de clarividência. ou pensavam nos mesmos durante o aconteci-
Perturbação. Entretanto, a maioria das mento. Tal fato demonstra a autenticidade do
alucinações visuais que ocorrem no estado da parafenômeno.
vigília física são desorientadas e invasivas,
percebidas como fenômenos irreais, gerando Autovivências. Quem não possui autovi-
desconforto ou sofrimento psicológico para vências parapsíquicas mais avançadas com os
quem vivencia. parafenômenos de projeção consciente, clarivi-
2.  Doenças. As alucinações visuais com- dência, mobilização das energias e ectoplas-
plexas, associadas a alucinações auditivas e tá- mia, tende a interpretar a ocorrência do agêne-
teis, são marca registrada de transtornos men- re como sendo apenas alucinação, imaginação
tais graves. Descarte a hipótese de doenças, ou fruto da crendice popular. Entretanto, tais
transtornos ou enfermidades causadoras de hipóteses são inconsistentes e simplistas frente
alucinações visuais, sejam de origem orgânicas aos diversos fatos e parafatos já registrados.
(epilepsias, demências, enxaquecas crônicas, A experiência pessoal analisada, estudada, rei-
Parkinson) ou psiquiátricas (esquizofrenia, terada e acumulada é sempre superior a toda
transtornos graves de humor). Transtornos teoria.
mentais frequentemente provocam prejuízos Conclusão. O agênere é parafenômeno ra-
comportamentais, sociais e ocupacionais. ríssimo. Exige enorme volume de ectoplasma
3.  Atributos. Para diferenciar a vivência para materializar o psicossoma da consciex,
autêntica do parafenômeno agênere de uma sendo sempre considerado extrapolacionismo
alucinação, verifique se os atributos psíquicos parapsíquico.
ou faculdades mentais (raciocínio, memória,
atenção, concentração, juízo crítico, orientação Casuísticas
temporal e espacial) estão funcionando de ma-
neira sadia e equilibrada. Privação sensorial, I. Abordagem. Caso típico de agênere foi
pouca luminosidade, cansaço, isolamento so- referido pela Société Parisienne des Études
cial e sonolência podem alterar a capacidade Spirites na Revue Spirite, no artigo Les Agénè-
de discernimento. res de fevereiro de 1859, no qual uma mulher
estava na igreja de Saint-Roch em Paris, rezan-

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do e, ao sair, foi abordada por um senhor que agênere no metrô da cidade de New York, nos
disse: - “Minha brava mulher, estaríeis Estados Unidos, após passar o dia estudando
contente por encontrar trabalho? - Ah! meu na biblioteca da ASPR - American Society for
bom senhor, disse ela, pedia a Deus que me Psychical Research. Na época, Waldo estava
fosse achá-lo, porque sou bem infeliz. - Pois atendendo várias pessoas doentes portadoras
bem! Ide em tal rua, em tal número; chamareis de HIV que sofriam com dependência química,
a senhora T...; ela vo-lo dará”. e seguia sempre a mesma rotina de ir embora
Surpresa. Chegando ao local indicado, en- de trem, carregando sua maleta com anotações
controu a senhora T que falou: - “Tenho, com de pesquisas.
efeito trabalho a fazer, mas ainda não chamei Senhora. Ao chegar à estação 72nd Street,
ninguém, como ocorre que vindes me procu- Central Park West, Waldo avistou uma grande
rar?” A mulher, vendo o retrato na parede com multidão de pessoas adentrando nos vagões do
a imagem do homem que a abordou, disse: - trem que estava de partida. Em seguida, a esta-
“Senhora, foi esse senhor ali, que me enviou.” ção ficou completamente vazia. Então, cami-
Emocionalmente surpresa, a senhora T falou: - nhou em direção ao local para esperar o próxi-
“Esse senhor?! Mas isso não é possível; é o mo trem e, de repente, surgiu uma senhora que
retrato de meu filho, que morreu há três anos” falou: - “Doutor, eu sei que o senhor pesquisa
(Kardec, 1968; páginas 38 a 44). os processos de consciência. Eu preciso ver al-
gumas coisas sobre este assunto. O senhor po-
II. Acidente. Outro caso de agênere objeti- de me dar o seu cartão?” Waldo entregou
vo, quando é capaz de ser notado por mais de 1 o cartão, falou brevemente com a senhora, ela
percipiente ou testemunha, ocorreu com os agradeceu, pegou o cartão e foi embora.
MacPhersons, casal de médicos que passeava Desaparecimento. Porém, no mesmo ins-
de carro de madrugada numa deserta estrada tante pensou: - “Nossa! Esta senhora estava
rural inglesa e avistaram um homem pedindo com um vestido sem bolsos, sem carregar ne-
ajuda. Quando o abordaram, ele falou ofegan- nhuma bolsa ou pasta. Que estranho?! Como
te: - “Tive um acidente. Preciso de ajuda”. entrou no metrô? Onde segurou o dinheiro da
O homem entrou no carro e guiou o casal até passagem? Como surgiu exatamente quando
o local do acidente. Havia um automóvel coli- a estação ficou vazia?” Neste exato momento,
dido contra uma árvore. No interior do veículo, ao virar-se, a senhora havia subitamente desa-
o condutor encontrava-se morto, mas a mulher parecido levando consigo o cartão. No mesmo
e filho ainda viviam. instante chegou à multidão de passageiros
Reconhecimento. Enquanto tratava da cri- adentrando na estação em direção ao trem que
ança, o médico Dr. Malcom MacPherson ob- se aproximava. A mulher nunca mais entrou
servou, subitamente, que o homem que os cha- em contato. No trem, quando pensou na hipó-
mara havia desaparecido. Em seguida, olhou tese de a mulher ser uma consciência extrafísi-
para o corpo do condutor morto quando ca de grande expressão evolutiva materializada
o transportavam de maca para uma ambulância nesta dimensão intrafísica, Waldo teve a per-
e, tanto ele quanto a esposa, reconheceram cepção de receber intenso e agradável banho
o homem que os alertara, não só pelo rosto, energético confirmador.
mas também por um característico corte na
mão (Farrington, 1999; página 74). IV. Tsunami. A pesquisadora de Sociologia
Yuka Kudo, do Departamento de Línguas
III. Metrô. O conscienciólogo brasileiro e Cultura da Tohoku Gakuin University, inte-
Waldo Vieira (1932-2015) relatou na condição ressada em conhecer as histórias das experiên-
de hipótese, durante as tertúlias consciencioló- cias anômalas dos moradores da região de To-
gicas ministradas no Centro de Altos Estudos hoku, ao norte do Japão, devastada após
da Conscienciologia (CEAEC) ter presenciado, o grande terremoto de magnitude 9.0 na Escala
no final da década de 1980, o parafenômeno de Richter, no qual provocou enorme tsunami que

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atingiu a costa leste, em março de 2011, bus- V. Subjetivo. Caso de agênere subjetivo,
cou entrevistar ao longo de 10 meses mais de quando a presença do psicossoma da consciex
100 taxistas para escrever sua tese. Dentre os não atingiu suficiente grau de materialidade,
motoristas entrevistados, 15 da cidade de Ishi- apesar de manter a capacidade de produzir
nomaki, localizada na província de Miyagi, on- efeitos-físicos (psicocinesia) e agir sobre a di-
de mais de 15.000 pessoas morreram devidos mensão intrafísica, ocorreu com o conscienció-
os efeitos do tsunami, relataram histórias se- logo brasileiro Waldo Vieira (1932-2015), re-
melhantes de aparições de consciexes, com ób- latado na condição de hipótese, durante a mini-
vios sinais indicadores de terem vivenciado tertúlia conscienciológica ministrada na manhã
o parafenômeno agênere. do dia 07 de abril de 2015 no Tertuliarium do
Táxi. Um dos taxistas entrevistados afir- Centro de Altos Estudos da Conscienciologia
mou ter transportado uma mulher no carro, (CEAEC).
com o marcador do taxímetro indicando a pre- Hotel. Conforme o relato, na segunda-feira
sença física e real da passageira, que pediu do dia 06 de abril de 2015, por volta das 13h,
para ir até o distrito de Minamihama, em Ishi- Waldo estava sentado na poltrona da recepção
nomaki. Seguindo até o local desejado, o mo- do Hotel Mabu Interludium Iguassu Conven-
torista perguntou se a passageira estava real- tion, localizado ao lado do CEAEC, conver-
mente certa do destino, pois tal distrito era sando com alguns amigos. Logo após se despe-
uma área totalmente vazia após o tsunami. En- direm, Waldo permaneceu sozinho, refletindo
tão, nesse momento, a passageira questionou: - sobre suas pesquisas. Não havia mais nenhum
Eu morri? Imediatamente, o motorista virou-se carro no estacionamento ou hóspedes na entra-
e a passageira havia desaparecido (Ryall, da do hotel, estando somente na companhia da
21.01.16). recepcionista.
Criança. Outro taxista relatou ter encontra- Aparição. De repente, enquanto Waldo
do uma criança caminhando sozinha à noite na observava algumas borboletas sobre o espelho
rua. Perguntou se ela estava só e prontificou-se d´água da entrada do hotel, sentiu uma reper-
a levá-la para casa. “A menina ensinou o ende- cussão energética. Era a presença de uma cons-
reço e, quando chegaram ao local indicado, ciex de aparência feminina, loira, com roupas
o motorista ajudou-a descer do carro. A garo- brancas, aparentando 35 anos de idade, moven-
ta sorriu, agradeceu e, segundo conta o taxis- do-se da rua em direção a porta de vidro auto-
ta, foi se desvanecendo na sua frente” (Tobace, mática da recepção do hotel.
26.02.16). Lastreado. Absorvendo às fitoenergias
Parapsicose. Pela Dessomatologia, prova- e hidroenergias das árvores da mata em frente
velmente, tais consciexes materializadas esta- ao hotel, permitindo, desta maneira, ficar com
vam na condição de parapsicose pós-dessomá- o psicossoma lastreado de energias conscienci-
tica ou de desconhecimento da própria condi- ais mais densas, a consciex deslocava-se voli-
ção de consciência recém-dessomada. Neste tando a alguns poucos centímetros do chão.
estado, a consciex ainda não passou pela se- Indo na direção do Waldo, no qual também
gunda dessoma, portanto, apresenta resquícios funcionou ativamente doando ectoplasma,
do cordão de prata e das energias da aura do a consciex conseguiu ativar o sensor da porta
holochacra. A convergência das energias mais automática (psicocinesia), adentrar no ambi-
densas da consciex com as energias gravitantes ente e seguir pelas escadas em direção aos
do táxi, além do isolamento físico do moto- quartos dos hóspedes.
rista, percipiente do parafenômeno, facilitaram Confirmação. Este autor pode observar,
o encapsulamento energético do ambiente, pre- junto com outros colegas, o registro em vídeo
dispondo, deste modo, a materialização do psi- das imagens captadas pelas câmeras de segu-
cossoma da consciex. rança do hotel. Foi constatado que naquele dia
a porta de vidro automática da recepção só
abriu sozinha apenas uma vez, juntamente, en-

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quanto Waldo Vieira estava sentado sozinho na 110 refs.; ono.; alf.; 23 x 16 cm; cart.; Editora Pensamento;
poltrona observando em direção ao espelho d São Paulo, SP; 1984; página 188 a 189.
´água. Não constataram nenhum defeito na 03.  Borges, A. Merci Spada; Doutrina Espírita no
porta. Também não foi registrado a imagem da Tempo e no Espaço: 800 Verbetes Especializados; pref.
consciex no vídeo, sendo notado somente pelo Hernani Guimarães Andrade; 384 p; glos. ; 24 x 16 cm;
sensitivo clarividente, caracterizando o agêne- enc.; Editora Panorama; São Paulo, SP; 2000; páginas 24
re do tipo subjetivo. e 25.
Assistência. Para o conscienciólogo Waldo 04.  Crouzet, J. P. L; Répertoire du Spiritisme;
Vieira a consciex materializada era de alta ex- apres.; pref.; 360 p.; ilus.; 23 x 15,5 cm; br.; 2ª ed.; Fede-
pressão evolutiva, com domínio das bioener- ração Espírita Brasileira; Rio de Janeiro, RJ; 1976; página
gias, e teria entrado no hotel para realizar 17.
assistência para um hóspede que estava fisica- 05.  Ferrington, Karen; História do Sobrenatural
mente debilitado, doente, para evitar complica- (Hamlyn History of Supernatural); trad. Manuel Cordeiro;
ções maiores. 192 p.; glos. 65 termos; ilus.; alf.; 22,5 x 30 cm; enc.; Cen-
tralivros; Portugal; 1999; página 74.
V. APARIÇÃO; BILOCAÇÃO FÍSICA; CLARI- 06.  Kardec, Allan (Pseudônimo de Hippolyte Léon
VIDÊNCIA; ECTOPLASMIA; MATERIALIZAÇÃO. Denizard Rivail); A Gênese; trad. Guillon Ribeiro; 400 p.;
18 caps.; 1 cronologia; 1 tab.; 43 notas; 27 refs.; 18,5 x
Filmografia Específica: 12,5 cm.; br.; 15a Ed.; FEB; Rio de Janeiro, RJ; 1967;
páginas 280 a 282.
1.  O Dom da Premonição. Título Original: The 07.  Idem; Livro dos Médiuns; trad. Guillon Ribeiro;
Gift. País: EUA. Data: 2000. Duração: 111 min. Gênero: 414 p.; 36 caps.; 9 citações; 1 endereço; 53 enus.; pergun-
Suspense. Idade (censura): 16 anos. Idioma: Inglês. Cor: tas; respostas; glos. 24 termos; 61 notas; 6 refs.; 18,5 x 13
Colorido. Legendado: Espanhol; Inglês; Português (em cm.; br.; 18a Ed.; FEB; Rio de Janeiro, RJ; 1964; página
DVD). Direção: Sam Raimi. Elenco: Cate Blanchett; Gio- 411.
vanni Ribisi; Keanu Reeves; Katie Holmes; Greg Kinnear; 08.  Idem; Obras Póstumas; int. Camille Flamma-
Hilary Swank; & Michael Jeter. Produção: James Jacks; rion; trad. Guillon Ribeiro; 354 p.; 90 caps.; 1 biografia; 1
Gary Lucchesi; Tom Rosenberg. Desenho de Produção: cronologia; 7 enus.; 17 notas; perguntas; respostas; 9 refs.;
Neil Spisak. Roteiro: Billy Bob Thornton &Tom Epper- 18,5 x 12,5 cm.; br.; 10a Ed.; FEB; Rio de Janeiro, RJ;
son. Fotografia:Jamie Anderson. Música: Christopher 1949; página 69.
Young. Montagem: Arthur Coburn. Cenografia: Marthe 09.  Idem; Os Agêneres; Revista Espírita; Paris;
Pineau. Efeitos Especiais: Ilusion Arts. Companhia: La- Mensário; Ano II; Vol. 2; Fevereiro, 1859; 16 perguntas;
keshore Entertainment; Alphaville Films. Sinopse: Quan- 16 respostas; 5 refs.; Reedição de 1968; Édipo; São Paulo,
do mulher jovem desaparece, a polícia pede ajuda a Annie SP; páginas 37 a 47.
Wilson, viúva com poderes paranormais. Através da clari- 10.  Netto, Aureliano Alves; O Fenômeno Agênere;
vidência, Annie descobre onde está o corpo e a suspeita Jornal Espírita; Jornal; Mensário; Ano VII; N. 83; 1 Ilus;
recai sobre Donnie Barksdale, homem muito violento. Caruaru, PE; Maio, 1982; página 12.
Contudo, quando o julgamento começa, muitos conflitos 11.  Paula, João Teixeira de; Enciclopédia de Para-
estão por surgir. psicologia, Metapsíquica e Espiritismo; apres. Hernani
Guimarães Andrade; 3 Vols.; 480 p.; ilus.; glos. 1506 ter-
Bibliografia Específica: mos; bib.; 23 x 15,5 cm; enc.; São Paulo, SP; Banco Cul-
tural Brasileiro Editora; 1970; vol. 1, páginas 2 e 3.
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p.; glos. ; 18,5 x 13,5 cm; br.; Grupo Espírita Regeneração; rio Enciclopédico das Religiões; Editora Vozes; Petrópo-
Rio de Janeiro, RJ; 1963; páginas 23 a 25. lis, RJ; 1995; volume 1, página 87.
02.  Andrade, Hernani Guimarães; Espírito, Perispí- 13.  Valente, Nelson; História da Parapsicologia
rito e Alma: Ensaio Sobre o Modelo Organizador Bioló- e seus Métodos; pref. Editor; intro. Eduardo Ysern; 256 p.;
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LÉXICO ENCICLOPÉDICO DE PARAFENÔMENOS

14.  Vieira, Waldo; Enciclopédia da Conscienciolo-


gia Digital; 9.000 p.; 1 CD-ROM; 19 E-mails; 350 especi-
alidades; 2 fotos; glos. 2.146 termos (verbete); 104 micro-
biografias; 103 verbetógrafos; 16 websites; 7ª Ed. Protóti-
po rev. e aum.; Versão 7.04; Associação Internacional
Editares & Associação Internacional do Centro de Altos
Estudos da Conscienciologia (CEAEC); Foz do Iguaçu,
PR; 2012; Verbete: Agênere; páginas 5 a 8.
15.  Idem; Projeciologia: Panorama das Experiên-
cias da Consciência Fora do Corpo Humano; 1.254 p.;
525 caps.; 150 abrevs.; 43 ilus.; 5 índices; 1 sinopse; glos.
300 termos; 2.041 refs.; alf.; geo.; ono.; 10ª Ed. revisada;
Associação Internacional Editares; Foz do Iguaçu, PR;
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Webgrafia Específica:

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2. Ryall, Julian; Taxi drivers in tsunami disaster zone
report 'ghost passengers'; Reportagem; Jornal; The
Telegraph; Diário; Site; 2 fotos; 21.01.16; disponível em:
<http://www.telegraph.com.uk/news/worldnews/asia/ja-
pan/12111749/Taxi-drivers-in-tsunami-disaster-zone-re-
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