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ÍNDICE

1. OBJETIVO
2. TERMINOLOGIA
3. CONSIDERAÇÕES GERAIS
3.1. Empreendimento
3.2. Concessionária
3.3. Previsão de cargas
4. CONTEÚDO E APRESENTAÇÃO DOS PROJETOS
5. REDE PRIMÁRIA SUBTERRÂNEA
5.1. Configuração básica
5.2. Instalação
5.3. Transição aéreo-subterrâneo
5.4. Cabo primário
5.4.1. Tensão de isolamento
5.4.2. Condutor
5.4.3. Seção do condutor
5.4.4. Isolação
5.4.5. Seção equivalente da blindagem
5.4.6. Raios mínimos de curvatura
5.4.7. Acondicionamento dos cabos
5.5. Condutor de proteção (neutro)
5.6. Acessório desconectável
5.7. Terminal externo
5.8. Emenda reta fixa
5.9. Indicador de defeito
6. TRANSFORMADOR
7. REDE SECUNDÁRIA SUBTERRÂNEA
7.1. Configuração básica
7.2. Cabo secundário
7.3. Quadro de distribuição em pedestal - QDP
7.4. Emenda secundária
8. ALIMENTAÇÃO DE CONSUMIDORES DE MÉDIA TENSÃO
9. PROTEÇÃO CONTRA SOBRECORRENTES
10. PROTEÇÃO CONTRA SOBRETENSÕES
11. ATERRAMENTO
12. OBRA CIVIL
12.1. Generalidades
12.2. Banco de dutos
12.3. Abertura/fechamento de valas - cabo diretamente enterrado
12.4. Fita de advertência
12.5 Caixa de passagem
12.6 Poço de inspeção
12.7. Base para transformador em pedestal
12.8. Base para quadro de distribuição em pedestal
13. PROJETO BÁSICO
14. REFERÊNCIAS
ANEXO A: PREVISÃO DE CARGAS
ANEXO B: SIMBOLOGIA
ANEXO C: CÁLCULO DE QUEDA DE TENSÃO EM CIRCUITOS
SECUNDÁRIOS
ANEXO D: PROJETO BÁSICO
ANEXO E: DESCRIÇÕES DE EQUIPAMENTOS, ACESSÓRIOS E MATERIAIS
1.OBJETIVO
Fornecer informações básicas para profissionais envolvidos com projeto
e instalação de redes subterrâneas de novos empreendimentos particulares,
abordando sucintamente aspectos referentes a:
- critérios de projeto;
- configurações de redes;
- características básicas de materiais e equipamentos;
- proteção contra sobrecorrentes e sobretensões;
- obras civis.
2.TERMINOLOGIA
Rede de distribuição subterrânea: rede elétrica constituída de cabos
isolados instalados sob a superfície do solo em dutos ou diretamente enter-
rados.

Circuito primário subterrâneo: parte da rede de distribuição


subterrânea que alimenta os transformadores de distribuição da conces-
sionária e/ou dos consumidores.

Circuito secundário subterrâneo: parte da rede de distribuição


subterrânea que, a partir dos transformadores, conduz energia aos pontos de
consumo.

Ramal de ligação primário: condutores e seus acessórios compreendi-


dos entre o ponto de derivação do circuito primário e o ponto de entrega
primário.

Ramal de ligação secundário: condutores e seus acessórios compreen-


didos entre o ponto de derivação do circuito secundário e o ponto de entrega
secundário.

Ponto de entrega secundário: é o ponto até o qual a concessionária


se responsabiliza pelo fornecimento de energia elétrica e pela execução dos
serviços de operação e manutenção. Este ponto de entrega corresponde à
caixa de medição que deve ser localizada na propriedade do consumidor e
estar situado, se possível, no limite com a via pública.

Transformador em pedestal: transformador selado, para utilização ao


tempo, montado sobre uma base de concreto, com compartimentos blindados
para conexão de cabos de média tensão e de baixa tensão.

Quadro de distribuição em pedestal -QDP: conjunto de dispositivos


elétricos (chaves, barramentos, isoladores, etc), montados em caixa metálica,
destinados à operação (manobra, proteção) de circuitos secundários (ramais
de ligação).

Carga instalada: soma das potências nominais dos equipamentos de


uma unidade de consumo que, após concluído os trabalhos de instalação,
estão em condições de entrar em funcionamento.

Fator de coincidência ou simultaneidade: razão entre a demanda


simultânea máxima de um conjunto de equipamentos ou instalações elétricas
e a soma das demandas máximas individuais ocorridas no mesmo intervalo
de tempo especificado.

Empreendimentos edificados: empreendimentos com as edificações


e todos os serviços de infra-estrutura (água, energia elétrica, telefone,
pavimentação, etc) construídos. (Nota: nos empreendimentos edificados,
residências/apartamentos, salas são colocados à venda para ocupações imedi-
atas dos compradores).
Empreendimentos não edificados: empreendimentos somente com os
serviços de infra-estrutura (água, energia elétrica, telefone, pavimentação,
etc) construídos (Nota: nos empreendimentos não edificados são colocados
à venda lotes, sendo de responsabilidade dos compradores as futuras
construções e as ligações dos serviços de infra-estrutura).
3.CONSIDERAÇÕES
GERAIS
Antes da elaboração do projeto, é aconselhável o levantamento de
informações básicas referentes ao empreendimento e aos padrões de atendimento
da concessionária do local, que fornecem importantes subsídios para o desenvolvi-
mento do projeto e que estão apresentadas a seguir.

3.1. Empreendimento

O projetista deve levantar junto ao empreendedor informações referentes aos


empreendimentos, tais como as apresentadas a seguir:
- planta com a localização do empreendimento, mostrando as vias públicas
externas próximas ao mesmo e, se possível, com indicações das redes
elétricas existentes nas proximidades;
- planta do empreendimento mostrando as vias públicas, lotes, áreas verdes,
acidentes topográficos, etc;
- plantas das edificações a serem construídas com indicações das cargas
previstas (empreendimento edificado);
- requisitos mínimos estabelecidos para as futuras edificações (empreendi
mento não edificado);
- serviços de infra-estrutura previstos (água, telefone, gás, TV a cabo, esgoto,
etc), se possível com as plantas correspondentes;
- data prevista para energização.

3.2. Concessionária

Junto à concessionária, o projetista deve levantar informações referentes à:


- tensões de fornecimento;
- pontos de fornecimento de energia;
- normas de atendimentos dos consumidores;
- normas de projeto de redes subterrâneas;
- padrões construtivos de redes subterrâneas;
- incorporação ou manutenção da rede pela concessionária;
- fornecimento de materiais específicos;
- acompanhamento das obras por especialistas da concessionária;
- ensaios de recebimento e/ou tipo exigidos de materiais e equipamentos;
- ensaios na rede antes de sua energização.

3.3. Previsão de cargas

O projetista/empreendedor será o responsável pela previsão de cargas dos


consumidores que será considerada no dimensionamento da rede de distribuição
e influenciará diretamente nos custos da mesma. Estes valores deverão ser apresen-
tados à concessionária que, baseada em sua experiência com empreendimentos
semelhantes, poderá fornecer orientações complementares ou apresentar condições
para o atendimento, visando resguardar futuros investimentos decorrentes de
informações ou metodologias incorretas.
Informações básicas, para auxiliar os projetistas, podem ser observadas no
anexo A. É importante frisar que:

- as informações contidas nestas notas técnicas são meras sugestões e que a


sua utilização não elimina a responsabilidade do projetista;
- face as informações disponíveis e a sua experiência, o projetista
poderá utilizar outra metodologia, que pode ser mais adequada ao
empreendimento.
4.CONTEÚDO E
APRESENTAÇÃO
DOS PROJETOS
Os projetos de rede subterrânea de um empreendimento, normalmente, são
compostos de, no mínimo:

a) memorial descritivo contendo informações referentes:

- à área e localização do empreendimento;


- à descrição básica do empreendimento: área total, número de
residências/lotes, obras a serem feitas nas áreas comuns (clube, área recre-
ativa, administração, iluminação externa, etc);
- ao cronograma previsto para inicio das obras do empreendimento, para o
lançamento das vendas e para entrega das residências/lotes;
- ao cronograma previsto para implantação da rede elétrica subterrânea
(obras civis, rede elétrica, energização);
- aos demais serviços de infra-estrutura (água, telefone, TV a cabo, gás, etc);
- às características básicas das edificações - empreendimento edificado (plan-
ta de uma edificação típica com indicação da rede elétrica correspondente);
- aos requisitos mínimos para as futuras construções - empreendimento não
edificado (área construída mínima por lote);
- às estimativas (previsão) de cargas;
- aos cálculos elétricos: cargas nos cabos e transformadores, queda de ten-
são, etc;
- aos padrões construtivos utilizados;
- às relações de materiais e equipamentos;
- às descrições básicas dos materiais e equipamentos;
- às relações das obras civis.

b) projeto básico da rede secundária, indicando em plantas os


seguintes elementos:

- ramais de ligações secundários - empreendimento edificado: localização,


número e seção dos cabos;
- circuitos secundários: localização, número e seção dos cabos, acessórios
(emendas retas, emendas de derivações, etc)
- quadros de distribuição em pedestal (quando utilizados): modelo, quanti-
dade e capacidade dos dispositivos de proteção (chaves fusíveis, disjuntores,
fusíveis NH);
- transformadores de distribuição: localização e potência nominal;

c) projeto básico da rede primária, indicando em plantas os seguintes


elementos:

- transformadores de distribuição: localização e potência nominal;


- circuitos e ramais de ligação primários: localização, número e seção dos
cabos, seção do cabo de proteção(terra), identificação e localização dos
acessórios (desconectáveis, emendas retas, terminais, indicadores de defeito,
pára-raios, etc), postes de transição, etc.
d) projeto básico de obras civis, indicando e identificando em plantas
os seguintes elementos:

- postes de transição;
- canalizações subterrâneas;
- poços de inspeção;
- caixas de passagem;
- bases de transformadores e quadros de distribuição.

Após a conclusão da rede subterrânea e anteriormente à energização


da mesma, é recomendável que seja feita uma revisão das plantas (primária,
secundária, obra civil), indicando a instalação real ("as built"), assim como as
outras obras de infra-estrutura (água, telefone, esgoto, TV a cabo, etc) que possam
interferir em eventuais futuras manutenções.

Notas:
a) o projeto da iluminação externa e da(s) entrada(s) do(s) consumidor(es)
também poderá ser solicitado pela concessionária;
b) os projetos elétricos e civis devem ser elaborados em plantas com escala
definida pela concessionária, sendo normalmente considerada a escala
1:500;
c) cada um dos projetos básicos (primário, secundário, obras civis) normal
mente é feito em planta exclusiva;
d) a simbologia para representação gráfica é normalmente definida pela
concessionária, sendo que uma sugestão da mesma pode ser observada
no anexo B;
e) normalmente deve constar do memorial descritivo as Anotações de
Responsabilidade Técnica - ART- e cópias da carteira de Registro do CREA
dos profissionais responsáveis pelos projetos elétrico e civil, sendo que no
caso de instaladora também deve ser apresentada a Certidão de Registro
no Conselho;
f) geralmente as plantas dos projetos básicos devem ser assinadas pelo enge-
nheiro responsável.
5.REDE PRIMÁRIA
SUBTERRÂNEA
5.1. Configuração básica

As redes subterrâneas dos novos empreendimentos normalmente são cons-


tituídas por circuitos primários trifásicos radiais com recursos, com configuração
básica definida em função das características do loteamento e do sistema existente
em suas proximidades para sua alimentação.

Concepções básicas ilustrativas estão apresentadas nas figuras 5.1, 5.2 e 5.3.
Quando possível é recomendável que as "rotas de circuitos" considerem:

- preferencialmente, conexões em pontos distintos da rede - figura 5.1;


- a inexistência de "retorno do circuito" pelo mesmo banco de dutos, quando
não for possível a alternativa anterior - figura 5.2.

Quando não for possível adotar as alternativas anteriores, podem ser empre-
gadas "rotas de circuitos" semelhantes à mostrada na figura 5.3, que considera um
mesmo banco de dutos para instalação do circuito e seu "retorno".

Nota: verifica-se na figura 5.1 que a utilização de "faixas de serviço"


podem reduzir sensivelmente a rede elétrica e as obras civis necessárias para o
atendimento do empreendimento.

Nas configurações básicas mostradas nas figuras 5.1, 5.2 e 5.3, considera-se
que o ponto de abertura dos circuitos (local onde são realizadas manobras
para operação) esteja situado nos dispositivos de proteção (chaves fusíveis, religa-
dores, etc) instalados nos postes de transição. Opcionalmente, este ponto de
seccionamento (manobras) pode ser localizado ao longo do circuito subterrâneo,
dividindo-o em dois trechos, com cargas aproximadamente iguais, conforme ilustra-
do na figura 5.4, implicando em:

- maior confiabilidade visto que, em eventuais defeitos em circuitos primários,


somente parte da carga (~50%) é interrompida;
- utilização obrigatória de pára-raios na extremidade de cada trecho (ver item
10) que, para compatibilizar com as características previstas da rede
subterrânea, devem ser do tipo desconectável (ver item 5.6).

Normalmente, considera-se o ponto de abertura no poste de transição,


visto que isso permite uma maior flexibilidade para especificação e aquisição de
acessórios (operação sem carga ou com carga) e a ocorrência de defeitos em
circuitos primários é rara.

Na prática, um trecho de circuito primário subterrâneo radial sem recursos


normalmente é considerado para alimentação de uma única instalação e é limitado
a um trecho sem emendas e com comprimento limitado a cerca de 200 m (seção
do condutor menor ou igual a 70 mm2).
5.2. Instalação

Os circuitos primários subterrâneos são instalados normalmente em banco de


dutos, sendo que a utilização dos mesmos diretamente enterrados, como é feito
por concessionárias de outros países, ainda não é uma prática adotada pelas
concessionárias nacionais.

Os bancos de dutos podem ser instalados nas calçadas ou leitos carroçáveis


das vias públicas.

Os bancos de dutos podem ser constituídos por dutos de PVC, envelopado


em concreto, ou de polietileno corrugado, diretamente enterrado ou envelopado
em concreto.

Em novos empreendimentos, onde as cargas não são grandes e não há,


praticamente, circulação de veículos pesados, são utilizados normalmente banco de
dutos de polietileno corrugado diretamente enterrado, que implicam em menores
investimentos iniciais.

5.3. Transição aéreo subterrâneo

Nos postes de transição de circuito aéreo para subterrâneo são instalados


normalmente:

- chaves fusíveis (uma por fase);


- pára-raios de óxidos metálicos sem centelhadores;
- terminais unipolares nas extremidades dos cabos isolados.

Em empreendimentos com transformadores operando com pequenas cargas


(empreendimento não edificado) este tipo de estrutura deve ser evitado, visto
que a falta de uma fase de alimentação poderá implicar em ocorrência de
ferroressonância (Ref.: D1). Nestes casos é aconselhável utilizar religador trifásico,
em substituição às chaves fusíveis, ajustados para bloqueios após a primeira
operação decorrente de faltas ou ausência de tensão em uma ou duas fases.

Nota: a operação por falta de fase pode ser feita ou adaptada para
determinados tipos de religadores, que devem ser considerados para adoção desta
alternativa.

A concessionária pode especificar a carga mínima por transformador para a


qual admite a instalação de chaves fusíveis nos postes de transição, sendo que, por
exemplo, a ELETROPAULO considera:
- 750 W para os comprimentos do circuito primário subterrâneo inferior a
300 metros;
- 1500 W para os comprimentos do circuito primário subterrâneo entre 300
e 500 metros;
- 4500 W para os comprimentos do circuito primário subterrâneo entre 500
e 1000 metros;
- 5500 W para os comprimentos do circuito primário subterrâneo entre 1000
e 4000 metros.

Um croquis correspondente a uma estrutura típica de transição está mostrado


na figura 5.5, sendo que para a definição da mesma deve ser levado em
consideração o "ponto aberto do circuito" ("poste ou ao longo da rede") e o
esquema de proteção de sobretensões, conforme mostrado no item 10.

5.4. Cabo primário

Nos circuitos primários de novos empreendimentos são utilizados cabos


extrudados, cujas definições e especificações são feitas levando em consideração
diversos fatores, que estão apresentados a seguir.

5.4.1. Tensão de isolamento

A tensão de isolamento dos cabos é designada pelo par V0/ V, sendo:

- V0 : valor eficaz da tensão entre o condutor e terra ou blindagem da


isolação ou qualquer proteção metálica sobre a mesmatálica sobre a
mesma.
- V : valor eficaz da tensão entre condutores.

As tensões de isolamento dos cabos previstas pelas normas nacionais (NBR


6251) (Ref.: B1), em kV, são: 0,6/1 - 1,8/3 - 3,6/6 - 6/10 - 8,7/15 - 12/20
- 15/25 - 20/35.

A escolha da tensão de isolamento, mostrada no anexo A, da NBR 6251,


é feita levando em consideração a tabela 5.1 e a categoria do sistema, definida
a seguir:

- categoria A: abrange os sistemas em que qualquer condutor fase que venha


a ter contato com a terra ou com um condutor terra, é desligado do sistema
dentro de 1 minuto;
- categoria B: abrange os sistemas que, sob condição de falta, são previstos
para continuar operando, por um tempo limitado, não excedendo a 1 hora,
com uma fase ligada à terra (Nota: a NBR 6251, também admite que um
período maior pode ser tolerado, desde que não exceda 8 h em qualquer
ocasião. A duração total das faltas em 12 meses consecutivos não deve
exceder 125 h);
- categoria C: abrange todo sistema que não se integra na categoria A ou B.
Nota: deve ser entendido que, em um sistema, onde uma falta para terra não
é automática e prontamente eliminada, as solicitações elétricas extras na isolação
dos cabos durante a falta reduzem sua vida útil em um certo grau. Se houver
previsão de o sistema operar com freqüência, com falta permanente para a terra, é
recomendável classificá-lo na categoria seguinte.

Como exemplo de aplicação, pode-se considerar:

- tensão nominal do sistema: 13,8 kV;


- tensão fase-terra máxima de operação do sistema
(Um) : 13,8 x 1,05 = 14,5 kV;
- tempo de atuação dos dispositivos de proteção: inferior a 1 minuto;
- categoria: A
- tensão de isolamento do cabo: 8,7/15 kV.

Nota: normalmente considera-se admissível o sistema operar com tensão


máxima de 1,05 vezes a tensão nominal do mesmo.

5.4.2. Condutor

Os cabos utilizados nas redes subterrâneas de novos empreendimentos


normalmente são unipolares (triplexados ou não) e constituídos de condutores de
cobre, que é tradicionalmente empregado em decorrência de sua facilidade para
utilização e para execução de conexões.
5.4.3. Seção do condutor

A definição da seção do condutor é feita em função das correntes de


operação e de curto-circuito previstas. Considerações sobre queda de tensão
devem ser feitas para alimentação de grandes empreendimentos alimentados por
circuitos totalmente subterrâneos.

As determinações das correntes admissíveis dos cabos são feitas baseando-se


em normas específicas, sendo que catálogos de fabricantes normalmente apresen-
tam valores correspondentes a operação com correntes constantes (fator de carga:
100%), calculados pela metodologia da NBR 11301 (Ref.: B2).

A corrente admissível de um cabo sofre uma redução quando são instalado(s)


outro(s) circuito(s) no mesmo banco de dutos, sendo que estes fatores de redução
também são apresentados normalmente nos catálogos.

Quando a carga não é constante, como nos casos dos empreendimentos


(fator de carga menor de 100%), as correntes admissíveis nos cabos podem ser
calculadas adotando o ciclo diário previsto para as mesmas, considerando-se
para tanto a metodologia da IEC.853-1 (Ref.: C1).Os valores obtidos por esta
metodologia são maiores que os anteriores (carga constante) e são normalmente
adotados pelas concessionárias. Caso estas informações não estejam disponíveis,
o fabricante, caso solicitado pelo projetista, que deverá fornecer todas informações
necessárias, poderá efetuar os cálculos e fornecê-los.

Os cabos não devem ser danificados por correntes resultantes de curto-


circuito a jusante dos mesmos e para tanto devem ser dimensionados através
de metodologia adequada, como a estabelecida pela IPCEA P-32-382 (Ref.:C2).
Para facilitar os cálculo, os catálogos contem fórmulas simplificadas, como as
apresentadas a seguir, que consideram condutor de cobre:

I2 t = 99 S para conexões soldadas (temperatura do condutor - operação:


90oC , curto-circuito: 160oC)

I2 t =142 S para conexões prensadas (temperatura do condutor- operação:


90oC, curto-circuito: 160oC)

onde:
I : corrente de curto-circuito através dos cabos, em amperes;
t : duração da corrente, em segundos;
S : seção dos cabos, em mm2.

Informações básicas dos cabos, considerando tensão de isolamento de


8,7/15 kV, pode ser observadas na tabela 5.2.
5.4.4. Isolação

Normalmente, as concessionárias admitem a utilização, nos circuitos primá-


rios, de cabos com isolação de borracha etileno-propileno (EPR) ou de polietileno
reticulado (XLPE), que devem ser fornecidos de acordo com a NBR- 7286 (Ref.: B3)
e NBR-7287(Ref.: B4), respectivamente.

A definição é feita pelo projetista/empreendedor, que basicamente leva em


consideração a disponibilidade, facilidade de manuseio e os custos correspon-
dentes.

Na especificação dos cabos é recomendável, que seja indicado o diâmetro


mínimo e máximo sobre a isolação, que são considerados nas definições dos
acessórios. O diâmetro mínimo sobre a isolação deve levar em consideração
as espessura mínima da isolação especificada nas normas e apresentadas nos
catálogos dos fabricantes.

5.4.5. Seção equivalente da blindagem

A blindagens dos cabos utilizados nos circuitos primários subterrâneos de


novos empreendimentos é constituída, normalmente, por uma coroa de fios de
cobre de mesmo diâmetro. A seção equivalente da blindagem, nestes cabos,
corresponde ao produto do número de fios pela seção dos mesmos.

A seção equivalente das blindagens deve ser especificada para evitar


danificações dos cabos em decorrência de eventuais defeitos fase-terra a jusante
dos mesmos, sendo que, para tanto, pode ser considerada a metodologia da
IPCEA P-45-482(Ref.: C3). Para facilitar os cálculos, os catálogos de fabricantes
apresentam fórmulas simplificadas como as apresentadas a seguir:

I2 t =122,4 S (temperatura da blindagem - operação: 85o C, curto-circuito:


o
200 C)
onde:

I : corrente através a blindagem, em amperes;


t : duração da corrente, em segundos;
S : seção equivalente da blindagem, em mm2.

A corrente através a blindagem pode ser adotada como sendo a corrente


de curto-circuito fase-terra. Entretanto, para cabos triplexados instalados em
dutos, algumas concessionárias consideram premissas complementares, indicadas
a seguir:

- como será substituído, não há problemas adicionais se o mesmo for danifi-


cado no trecho onde ocorreu o defeito;
- a corrente de defeito é dividida pelas blindagens das 3 fases, visto que
as mesmas são conectadas juntas para o aterramento, para os trechos
anteriores ao do defeito.

A adoção destas premissas possibilita dimensionar a seção equivalente de


cada fase para suportar 1/3 da corrente de curto-circuito fase-terra.

5.4.6. Raios mínimos de curvatura

A instalação dos cabos isolados (baixa e média tensão) deve ser feita
considerando os raios mínimos de curvatura estabelecidos na NBR 9511 (Ref.:
B5) que, para os casos abrangidos por esta nota técnica, estão apresentados a
seguir:

- cabos unipolares e multipolares ou multiplexados sem proteção metálica


(sem capa metálica, sem blindagem metálica e sem armação): valores
indicados na tabela 5.3;
- cabos blindados com coroas de fios: raios mínimos de curvatura
estabelecidos na tabela 5.3, respeitado o limite mínimo de 7 vezes o
diâmetro externo do cabo;
- cabos com armação a fitas planas: raio mínimo de curvatura igual a 12
vezes o diâmetro externo do cabo;
- cabos com armação intertravada (não blindados a fita): raios mínimos de
curvatura estabelecidos na tabela 5.3, respeitado o limite mínimo de 7 vezes
o diâmetro externo do cabo.

Nota: no caso de cabo multiplexado, deve ser considerado como diâmetro


externo do cabo o diâmetro sobre a reunião das veias.
5.4.7. Acondicionamento dos cabos

Os cabos devem ser acondicionados normalmente em carretéis de madeira


que devem atender à NBR 11137 (Ref.: B6). O transporte, armazenamento e
utilização de carretéis de madeira devem ser feitos levando em consideração a
NBR 7310(Ref.: B9)

As concessionárias, cujas previsões são feitas considerando inúmeras obras,


estabelecem, para cada cabo, um comprimento e um tipo de carretel, que podem
ser adotados pelos projetistas. Entretanto, no caso de compra para um determi-
nado empreendimento, podem ser estabelecidos lances específicos para cada
trecho, em função da instalação, o que reduz as perdas de cabos.

Na definição do carretel, deve ser levado em consideração o diâmetro do


núcleo do mesmo que deve ser superior ao valor mínimo especificado na NBR
9511 (Ref.: B5), conforme apresentado a seguir:

- cabos sem capa metálica


não blindados (até 1 kV): DN = 10 x DE
blindados com coroas de fios: DN = 14 x DE
multiplexados: ver nota abaixo
- com armação
fitas: DN = 16 x DE
intertravada: DN = 14 x DE

onde:

- DN : diâmetro do núcleo
- DE : diâmetro externo do cabo

Nota: para cabos multiplexados, o diâmetro de reunião das veias deve ser
multiplicado por 0,75 e adotado o fator correspondente

5.5. Condutor de proteção

Em paralelo com os circuitos primários, as concessionárias especificam,


normalmente, a instalação de um condutor de proteção (terra), constituído por um
cabo de cobre coberto ou isolado com PVC, cuja seção deve ser igual ou superior
ao apresentado na tabela 5.4.
5.6. Acessório desconectável

As derivações, emendas retas com previsão de futuras derivações e as


conexões de equipamentos são feitas normalmente com acessórios desconectáveis,
que estão disponíveis no mercado considerando as linhas:

- 200 A para operação sem carga;


- 200 A para operação em carga;
- 600 A para operação sem carga.

É importante frisar que as linhas de 200 A para operação com carga e


sem carga não são intercambiáveis. Tendo em vista que a linha de 200 A para
operação sem carga é produzida e utilizada no Brasil há muitos anos e que as
cargas dos empreendimentos dificilmente serão superiores a este valor (200 A), há
uma tendência de utilização destas linha pelas concessionárias nacionais.

Os acessórios desconectáveis são fabricados para diversas tensões de iso-


lamento que, conseqüentemente, tem de ser especificadas pelo projetista e com-
patíveis com o cabo.
Para cada uma das linhas mencionadas, há uma série de itens que permitem
a execução de montagens correspondentes a conexões de equipamentos, emendas
retas ou de derivações, etc.

Os acessórios desconectáveis normalmente utilizados no Brasil estão indica-


dos nas tabelas 5.5 e 5.6, correspondentes as linhas de 200 A e 600 A,
respectivamente. Ilustrações de possíveis montagens com acessórios desconectáveis
podem ser observadas nas figuras 5.6 e 5.7.

Os terminais desconectáveis cotovelo (TDC) e reto (TDR) devem ser especifica-


dos considerando o diâmetro sobre a isolação e o material (Cu ou Al) e seção do
condutor. Caso seja utilizada a linha de 600 A, deve ser considerado o diâmetro
sobre a isolação para os adaptadores, e material e seção do condutor, para os
conectores. É importante frisar que as faixas de utilizações dos desconectáveis
variam em função dos fabricantes.

É recomendável que os acessórios desconectáveis sejam fornecidos de acordo


com a ANSI/IEEE-386 (Ref.: C4), normalmente utilizada pelas concessionárias
nacionais, que estabelece as dimensões das interfaces. Isto torna intercambiáveis os
acessórios de diversos fabricantes.

As concessionárias normalmente tem linha (operação sem ou com carga,


tensão de isolamento), materiais e estruturas padronizadas, que devem ser utiliza-
das pelos projetistas.

5.7. Terminal

Nas extremidades dos cabos primários, nos postes de transições, devem


ser instalados terminais unipolares para uso externo, cuja tensão de isolamento
deve ser compatível com a dos cabos. Estes terminais normalmente são do tipo
modular, contrátil a frio ou termocontrátil. Também podem ser utilizados terminais
de porcelana, mas observa-se que as concessionárias estão eliminando-os dos
padrões ou reduzindo a sua utilização.

A especificação dos terminais deve considerar o cabo onde o mesmo será


instalado (seção e material do condutor, diâmetro sobre a isolação) e atender à
norma correspondente, que pode ser a NBR 9314 (Ref.: B8).

Os fabricantes normalmente não consideram o fornecimento de conectores


nos kits correspondentes dos terminais, que deverão ser adquiridos separadamente.

Informações adicionais referentes a terminais externos, que são específicas


para cada tipo, podem ser obtidas junto aos fabricantes.
5.8. Emenda reta fixa

Em poços de inspeção ou caixas, onde não há derivações ou previsões


de derivações, podem ser utilizadas emendas retas fixas simétricas, unipolares,
enfaixadas ou termocontráteis, cuja classe de tensão deve ser compatível com a do
sistema. As emendas retas devem ser especificadas de acordo com o cabo (material
e seção do condutor, diâmetro sobre a isolação) e atender à especificação NBR
9314 (Ref.: B8).

Os kits correspondentes às emendas retas estabelecidos pelos fabricantes


também não contém conectores que devem ser adquiridos separadamente.

Informações adicionais referentes a emenda reta fixa, que são específicas


para cada tipo, podem ser obtidas junto aos fabricantes.

5.9. Indicador de defeito

Indicadores de defeito, que são dispositivos que podem sinalizar a passagem


de correntes de defeito, na eventualidade de ocorrência das mesmas, devem
ser instalados em poços de inspeção ou outros locais, de maneira a facilitar a
localização de defeitos.

Os critérios para utilização dos mesmos são variáveis, sendo que, como
sugestão, pode se considerar:

- distância máxima entre 2 indicadores de defeito igual a 300 metros;


- instalação de indicadores de defeito após cada derivação (transformador
ou ramal).

Há diversos tipos de indicadores de defeito, sendo que, em função das


características dos mesmos, o projetista deve estabelecer:

- as correntes mínimas (defeitos trifásicos e fase-terra) que devem ser detecta


das;
- o tempo mínimo que deve ser mantida a sinalização;
- a corrente de rearme (aconselhável utilizar indicadores de defeito com
rearme automático);
- a tensão de operação do circuito primário;
- o tipo (monofásico ou trifásico);
- diâmetro sobre a isolação dos cabos onde os sensores serão instalados;
- local de instalação dos sensores e dos dispositivos de sinalização (sub
mersível ou não);
- distâncias entre os sensores e demais dispositivos.
6.TRANSFORMADOR
Transformadores em pedestal, que são utilizados desde a década de 60
nos EUA e em outros países, começaram a ser fabricados recentemente no
Brasil e já constituem uma prática predominante em redes subterrâneas de novos
empreendimentos. Face a esta tendência, esta nota técnica somente abordará este
tipo de transformadores, embora as redes de novos empreendimentos possam,
eventualmente, considerar transformadores submersíveis instalados em câmaras ou
transformadores em quiosques.

Externamente, estes transformadores são semelhantes a uma caixa metálica


blindada, sem orifícios ou aberturas que permitam a introdução de fios metálicos,
pedaços de madeiras ou outros materiais, e são instalados sobre uma base de
concreto.

Em um dos lados do transformador em pedestal (frente), há 2 compartimen-


tos, a saber:

- compartimento de média tensão onde são conectados os cabos de média


tensão através de acessórios desconectáveis;
- compartimento de baixa tensão onde são conectados os cabos de baixa
tensão através de conectores terminais presos por parafusos.

As portas dos compartimentos, quando o transformador está em operação,


são mantidas fechadas através de cadeados e fechos com chaves, normalmente
pentagonais ou heptagonais, localizadas no lado de baixa tensão. A abertura
do compartimento de média tensão somente poderá ser feita após a abertura
do compartimento de baixa tensão e o deslocamento de uma trava interna aos
mesmos.

A proteção contra sobrecorrente dos transformadores em pedestal é feita,


normalmente, através de fusíveis de expulsão em baionetas e de fusíveis limitadores
de corrente imersos em óleo. As baionetas são instaladas internamente ao tanque
com uma extremidade soldada em uma abertura na parede (compartimento de
média tensão) do mesmo , sendo que na mesma há um dispositivo que permite
substituir o fusível. As baionetas devem, preferencialmente, ser especificadas para
operação em carga. Esta função normalmente não é adotada pelas conces-
sionárias, mas baionetas para operação em carga implicam em uma segurança
adicional caso o operador, por descuido, tente retirar/instalar os fusíveis com os
circuitos energizados.

Os transformadores em pedestal também são construídos com dispositivos


de alivio de pressão que atuam ("expulsão de gases") quando a pressão interna
do equipamento supera um valor pré-fixado (0,7 kgf / cm2 ). Estes dispositivos
normalmente são eficientes quando o aumento de pressão não é rápido, como
os decorrentes de defeitos de alta impedâncias ou sobrecargas, que podem
não ser detectados pelos fusíveis. Isto pode evitar a ocorrência de avárias em
transformadores e acidentes decorrentes dos mesmos.
Os transformadores em pedestal normalmente são fornecidos com 3 buchas
primárias, que podem ser buchas de ligação de equipamentos ou buchas de
cavidade("bushing well"). A utilização de bucha de cavidade pode ser considerada
tanto para utilização de acessórios para operação com ou sem carga e, também
pode ser considerada para conexão do transformador no fim do circuito ou
integrando o mesmo, dependendo dos acessórios a serem acoplados, conforme
pode ser observado na figura 6.1.

Em alternativa, para utilização do equipamento integrando o circuito, os


transformadores podem ser fornecidos com 6 buchas primárias (bucha de ligação
de equipamento ou bucha de cavidade), sendo que as duas correspondentes a
cada fase são interligadas internamente, antes dos fusíveis e enrolamentos. Nestes
transformadores, as fases dos circuitos entram por uma bucha e saem por outra.

Comutadores de tensão para operação sem carga também são utilizados,


normalmente, visando possibilitar facilidades para eventuais mudanças de taps no
próprio local da instalação.

Para possibilitar uma manutenção adequada, assim como acompanhar o


desempenho dos mesmos, os transformadores em pedestal são construídos com
uma série de acessórios, tais como termômetro, manômetro, indicador de nível de
óleo, dispositivo para colocação e retirada de óleo.

As dimensões básicas dos transformadores em pedestal estão indicadas na


figura 6.2, enquanto que algumas características complementares típicas dos
mesmos podem ser observadas na tabela 6.1.
Os transformadores em pedestal são produzidos de acordo com normas
específicas, sendo que normalmente a ANSI C-57.12.26 (Ref.: C5) é adotada. Não
há, atualmente, uma norma específica da ABNT, mas concessionárias nacionais
já elaboraram suas especificações técnicas para aquisição de transformadores em
pedestal, tais como NTE-005 (Ref.: A1) da ELETROPAULO e a DTED-005/97 da
LIGHT (Ref.: C6).

Os transformadores em pedestal deverão ser localizados, preferencialmente,


em jardins ou ilhas, onde deverá haver espaço para sua instalação e do sistema
de aterramento e para execução de manutenções. A localização do transformador
em pedestal deverá levar em consideração a possibilidade de instalação/ retirada
do mesmo através de guindaste.

Embora não seja obrigatório, o empreendedor, por questões relacionadas


com estética ou segurança adicional, poderá colocar uma proteção metálica (tela),
desde que as mesmas não impeçam o acesso às portas dos compartimentos ou a
execução das manutenções preventivas, sendo para tanto aconselhável considerar
distâncias livres mínimas de 700mm, nas laterais e fundo, e 800 mm, na frente. Em
locais onde o fundo do transformador fica adjacente a muros, pode-se considerar
como distância mínima entre os mesmos (transformador/muro) de 400 mm. Na
frente do transformador, o gradil deve ser constituído de portões, com aberturas
para fora da área cercada, sendo que todos os seus componentes devem ser
aterrados.

Opcionalmente, em vez de gradil, o empreendedor poderá plantar uma


cerca viva paralela as laterais e/ou fundo do transformador, considerando-se
distância mínima as mesmas (transformador / cerca-viva) de 700 mm. Em
eventuais manutenções, a cerca viva pode se danificada, sendo que nestes casos,
geralmente, a concessionária não se responsabiliza pelos danos.

Normalmente, ao lado dos transformadores são instalados quadros de


distribuição em pedestal (item 7.4), sendo que um desenho ilustrativo mostrando
as distâncias sugeridas para sua localização podem ser observadas no item 12
(figura 12.10).
7. REDE SECUNDÁRIA
SUBTERRÂNEA
7.1. Configuração básica

Os circuitos secundários são normalmente radiais, trifásicos a 4 fios e insta-


lados diretamente enterrados ou em dutos. Um esquema unifilar simplificado,
correspondente à rede secundária subterrânea típica para loteamentos residenciais
está apresentado na figura 7.1.

Normalmente, não são previstos pontos para execução de manobras em


contingências, visto que a probabilidade de defeito e as cargas interrompidas pelo
mesmo são pequenas.

Os circuitos secundários são localizados normalmente nas calçadas (passeios)


dos empreendimentos e instalados diretamente enterrados ou em dutos (envelopa-
dos em concreto - PVC- ou diretamente enterrados - polietileno corrugado). As
concessionárias nacionais consideram padrões distintos, tal como o apresentado
a seguir:

- cabos quadriplexados sem armação, instalados diretamente enterrado nos


circuitos secundários de empreendimentos edificados;
- cabos quadripolares com armação (fita de aço plana ou corrugada), insta-
lados diretamente enterrado para empreendimentos não edificados;
- cabos instalados em dutos nas travessias de vias públicas.

Os ramais de ligações deverão ser normalmente derivados de circuitos


secundários localizados nos passeios, em frente dos lotes. Cargas individuais,
superiores a determinados valores especificados pelas concessionárias, podem
ser alimentadas diretamente dos transformadores (a ELETROPAULO, por exemplo,
alimenta diretamente dos transformadores consumidores cujas cargas implicariam
na utilização de condutores com seções acima de 35 mm2). Os ramais de ligações
nos terrenos dos consumidores devem ser, normalmente, instalados em dutos.

Nos empreendimentos não edificados, os ramais de ligação, geralmente,


serão instalados quando os consumidores solicitarem as ligações (início das obras),
sendo que os custos correspondentes são de responsabilidade dos mesmos. Os
ramais de ligação nos empreendimentos não edificados poderão ser instalados na
implantação dos mesmos, sendo para tanto aconselhável:

- instalar caixas de entrada, sem os medidores e demais dispositivos que


serão colocados quando for solicitada a ligação;
- bloquear, através capuz termocontrátil, as extremidades dos cabos.
As concessionárias nacionais utilizam, normalmente cabo do neutro com
seção igual a dos cabos das fases, mas empresas de outros países empregam
seções do neutro baseada na tabela 7.1.

Os esquemas de proteção e manobras dos circuitos secundários, normal-


mente empregados pelas concessionárias são distintos, considerando chaves sec-
cionadoras para operação em carga nos transformadores, chaves fusíveis tripolares
para operação em carga ou disjuntores instalados em quadros de distribuição em
pedestal, ou em alguns casos ligações diretas dos consumidores.
O padrão adotado pela ELETROPAULO, que será apresentado como exemplo
nesta nota técnica, considera:

- fusíveis NH em quadros de distribuição em pedestal (QDP) para


alimentação de circuitos secundários em empreendimentos ou de edifícios
cujasdistâncias entre transformadores e caixas de distribuição/cabina de
barramentos são superiores a 15 metros;
- conexão direta dos ramais de ligações quando o transformador alimenta
uma única caixa de distribuição/cabina de barramentos e a distância entre
eles seja de no máximo 15 metros.

7.2. Cabo secundário

Nas redes secundárias subterrâneas, são utilizados normalmente cabos de


tensão de isolamento 0,6/1 kV, com condutores de cobre e isolação de XLPE. Em
função de sua utilização, os cabos podem ser armados ou não.

Os cabos sem armação podem ser considerados com ou sem cobertura


de PVC, de acordo com as NBR 7287 (Ref.: B4) ou NBR 7285 (Ref.: B9),
respectivamente. Normalmente, os cabos armados são multipolares (bipolar,
tripolar, quadripolar) e os não armados unipolares, podendo neste caso ser
adquiridos nesta forma ou multiplexados (biplexados, triplexados, quadriplexados).

As seções dos cabos secundários são definidas em função das correntes


previstas de operação e de curto-circuito, para as quais são válidas as
considerações feitas para os cabos primários. Nas definições dos cabos
secundários também é importante levar em consideração os valores máximos
admissíveis de quedas de tensão, que são especificados pela concessionárias (de
3 % a 5 %).

Cálculos de queda de tensão podem ser feitos de acordo com a metodologia


mostrada no anexo C. Os parâmetros dos cabos (resistências, reatâncias,
coeficientes de quedas de tensão), utilizados nos cálculos de queda de tensão,
podem ser obtidos nos catálogos dos fabricantes.

Informações básicas adicionais referentes a cabos com condutores de cobre,


isolação de XLPE e tensão de isolamento 0,6/1 kV estão apresentadas na tabela
7.2.

7.3. Quadro de distribuição em pedestal - QDP

Para proteção contra sobrecorrentes e para execução de manobras (ligar/


desligar circuito para ligação ou modificação de instalação dos consumidores),
diversas concessionárias nacionais consideram a utilização de chaves fusíveis
verticais (fusíveis situados em um mesmo eixo vertical) tripolares para abertura em
carga, instaladas em quadros de distribuição ("quadro de distribuição em pedestal -
QDP") localizados nas proximidades dos transformadores.
Figura 7.2: Quadro de Distribuição em Pedestal
Os quadros de distribuição, tal como o mostrado na figura 7.2, são, nor-
malmente, alimentados diretamente dos transformadores, através de conexões
diretas, e podem ter número de chaves variáveis em função da rede secundária.
Normalmente, instala-se uma chave para cada circuito secundário ou ramal
de ligação exclusivo (cargas acima de determinados valores especificados pela
concessionária).

As chaves devem ser especificadas em função das correntes nos circuitos,


sendo que as correntes nominais padronizadas das mesmas são 160 A, 400 A
e 630 A.

As chaves são conectadas em barramentos internos aos QDP's, que deverão


ter suas capacidades nominais e de curto-circuito especificadas pelo projetista.

A largura correspondente à frente do QDP deve ser especificada pelo proje-


tista, em função dos valores padronizados pelas concessionárias, considerando as
entradas e saídas previstas para o quadro.

Na definição da localização dos QDP's devem ser consideradas diversas


premissas, sendo recomendável que os mesmos sejam instalados:

- preferencialmente em praças, ilhas ou calçadas;


- em locais que permitam facilidade de instalação/retirada;
- de maneira a atender a distância mínima, estabelecida pela concessionária,
do fundo à paredes - instalações em calçadas - (mínimo aconselhável: 30
cm);
- em locais com espaços livres à frente que possibilitem manutenção e oper-
ação adequada (mínimo aconselhável: 1 m).

Os quadros de distribuição em pedestal são instalados normalmente próximos


dos transformadores, sendo aconselhável considerar as distâncias indicadas no
item 12 (figura 12.10).

7.4. Emenda secundária

Nos circuitos secundários podem ser utilizadas:

- emendas retas fixas enfaixadas, termocontráteis ou contráteis a frio.


- emenda de derivação fixa com conector tipo C, para cabos unipolares,
mostrada no desenho da figura 7.3;
- emenda de derivação fixa para cabos quadripolares;
- emenda de derivação desconectável, utilizando barramentos múltiplos isola-
dos mostrada no desenho da figura 7.4.
8. ALIMENTAÇÃO DE
CONSUMIDORES EM
MÉDIA TENSÃO
Consumidores em média tensão podem ser alimentados com um ramal de
ligação derivado de um circuito primário, através de emendas de derivação,
normalmente tipo desconectável, instaladas em poço de inspeção. As instalações
dos consumidores devem ser executadas de acordo com os padrões da conces-
sionária, que consideram entrada subterrânea.
9. PROTEÇÃO CONTRA
SOBRECORRENTES
Os transformadores em pedestal geralmente são fabricados com dispositivos
de proteção contra sobrecorrente internos ao mesmo. Nos transformadores em
pedestal (13800-220/127V ou 13800-380/220 V)utilizados no Brasil considera-se,
normalmente, a utilização de fusíveis de expulsão em baionetas em série com
fusíveis limitadores de corrente instalados internamente ao tanque. Os fusíveis de
expulsão podem ser selecionados considerando:

- não operação para correntes transitórias (inrush) de 12 vezes a corrente


nominal do transformador por 0,1 segundo, para temperatura ambiente de
35o C;
- fusão em 300m segundos para corrente de 3 a 4 vezes a corrente nominal
do transformador.

Defeitos nos circuitos secundários devem ser isolados pela operação dos
fusíveis de expulsão, cuja substituição pode ser facilmente feita em campo. Há 2
tipos de fusíveis de expulsão para utilização em baionetas, a saber: "current sens-
ing" e "dual-sensing", cujas curvas características de atuação estão apresentadas
nas figuras 9.1 e 9.2, respectivamente. O projetista poderá definir o tipo de fusível
de expulsão em função de suas premissas operativas.

Os fusíveis limitadores de corrente, para utilização imersos em óleo, devem


operar para defeitos internos aos transformadores e sua substituição depende de
abertura do tanque (selado), que somente pode ser feita nas oficinas.

As curvas características destes fusíveis limitadores de corrente estão apresen-


tadas na figura 9.3, enquanto que a características de "corte" dos mesmos estão
na figura 9.4.

Os catálogos dos fabricantes normalmente apresentam tabelas com os


fusíveis recomendados para utilização nos transformadores.

Nos quadros de distribuição, são utilizados fusíveis NH de baixas perdas,


cujas curvas características de atuação estão apresentadas na figura 9.5, enquanto
que a figura 9.6 mostra as características de "corte" dos mesmos.

A coordenação da atuação dos dispositivos de proteção contra sobrecorrentes


pode ser visualizada, baseando-se no unifilar da figura 9.7, através das curvas
mostradas na figura 9.8, onde:

- NH250-MN: mínimo tempo de atuação de fusíveis NH de 250 A;


- NH250-MAX: máximo tempo de interrupção de fusíveis NH de 250 A;
- EXP-MN: mínimo tempo de atuação dos fusíveis de expulsão - baionetas -
tipo C08 da RTE;
- EXP-MAX: máximo tempo de interrupção dos fusíveis de expulsão - baionetas
- tipo C08 da RTE;
- EXP-MN: mínimo tempo de atuação dos fusíveis limitadores de corrente
-internos aos transformadores - 50 A da RTE;
- EXP-MAX: máximo tempo de interrupção dos fusíveis limitadores de corrente
-internos aos transformadores - 50 A da RTE;
- TRAFO-150: curva "suportável" do transformador (I2 t = 1250, onde I:
corrente nominal do transformador, em pu; T: tempo, em segundos):
- CABO: curva de danificação de cabo 240 mm2.
10. PROTEÇÃO CONTRA
SOBRETENSÕES
Sobretensões decorrentes de descargas elétricas ("raios"), originadas em cir-
cuito aéreo poderão penetrar nos circuitos subterrâneos conectados ao mesmo e
danificar equipamentos e materiais, caso um esquema de proteção adequado não
seja considerado.

Atualmente, para proteção contra sobretensões são utilizados pára-raios de


óxido de zinco (ZnO), em vez de carbeto de silício (SiC), visto que apresentam
menores taxas de defeito e permitem maior grau de proteção. Características
básicas destes pára-raios podem ser observadas na tabela 10.1, que considera 3
classes de tensão.

Para os circuitos subterrâneos derivados de circuitos aéreos, estudo (Ref.:D2)


mostra que a utilização de pára-raios de óxido de zinco de 12 kV, 10 kA,
sem centelhador, instalados nas extremidades do circuito primário, possibilita um
esquema de proteção adequado. Isto pode ser obtido considerando a estrutura
dos postes de transição de acordo com o mostrado na figura 5.4, com o "ponto
aberto" nas chaves secionadoras de um dos postes. Nesta alternativa ("ponto
aberto nos postes" - figura 5.1, 5.2 e 5.3) considera-se a instalação dos mesmos
pára-raios que normalmente são utilizados em redes aéreas.

Em empreendimentos com grande número de transformadores, pode ser


interessante especificar o "ponto aberto" no "meio" do circuito primário, de maneira
que cada um dos 2 circuitos derivados dos postes de transição alimentem aproxi-
madamente 50% da carga, conforme anteriormente ilustrado na figura 5.4.

Esta configuração possibilita melhores índices operativos mas implica na


utilização de pára-raios nas extremidades dos circuitos subterrâneos (cabo, transfor-
mador) que, para serem compatíveis com a concepção da rede subterrânea, devem
ser do tipo desconectável.
Os pára-raios desconectáveis, disponíveis no mercado, são da linha para
operação em carga, 200 A, e podem ser utilizados acoplados entre as buchas
de equipamentos - tipo cavidade ("bushing well") ou de inserção ("bushing insert")
- e o terminal desconectável cotovelo ("instalação no transformador") ou acoplado
diretamente no terminal desconectável cotovelo ("fim de linha").
11. ATERRAMENTO
Todas as emendas, fixas ou desconectáveis, devem ser aterradas nos poços
de inspeção ou caixas de passagem que, em suas construções, devem considerar
instalações de hastes de aterramento, de acordo com o especificado pela conces-
sionária.

Os transformadores em pedestal (neutro, terminal de terra) também devem


ser aterrados e, para tanto, pode ser considerado, por exemplo, o esquema
padronizado pela ELETROPAULO, que está apresentado na figura 11.1.

Esta concessionária estabelece que os transformadores em pedestal devem ter


seus aterramentos feitos considerando:

- condutor de aterramento: 120 mm2, cobre, coberto;


- haste: coperweld, 2,40m x 1⁄2";
- conector: tipo "wrench-lok";
- caixas de inspeção: de acordo com a figura 11.2.

A resistência de aterramento admissível, tanto nos poços de inspeção como


nas instalações dos transformadores, não deverá ser superior a 25 ohms.

Os quadros de distribuição também devem ser aterrados, utilizando o esque-


ma de aterramento dos transformadores, quando localizados próximos aos mesmos
(figura 11.1)
12.OBRA CIVIL
12.1 Generalidades

A instalação de uma rede subterrânea implica na implantação de obras


civis, definidas em função de uma série de premissas, que estão apresentadas
a seguir, juntamente com algumas de suas características básicas. É importante
frisar que o detalhamento destas obras (projeto executivo) está relacionado com
outras premissas e características, constantes de normas específicas, tais como as
da ELETROPAULO (Ref.:A4, A5, A6) citadas no item 14.

12.2. Bancos de dutos

Os bancos de dutos normalmente são utilizados para instalação dos circuitos


primários e em travessias, sendo que para definição dos mesmos devem ser
considerados:

- dutos de polietileno corrugado flexível diretamente enterrados ou dutos de


PVC envelopados em concreto (Nota: dutos de polietileno corrugado
podem ser utilizados envelopados com concreto mas esta alternativa não é,
normalmente, econômica);
- os diâmetros dos dutos devem estar de acordo com os padrões da conces-
sionária ( na tabela 12.1 estão apresentadas as dimensões dos dutos de
PVC e de polietileno corrugado);
- os diâmetros dos dutos devem ser dimensionados considerando-se uma
folga mínima (diâmetro interno dos dutos - diâmetro externo do cabo) de
25 mm (para cabos triplexados ou quadriplexados, considerar o diâmetro
fictício da circunferência externa aos mesmos, que é 2,14 ou 2,41 vezes o
diâmetro externo do cabo unipolar - 1 fase, respectivamente);
- profundidade mínima do banco de dutos de acordo com os padrões da
concessionária, sendo que a ELETROPAULO, por exemplo, considera 600
mm, nas calçadas, e 800 mm, nos leitos carroçáveis;
- os dutos devem ser instalados considerando uma inclinação mínima de
0,05 % em direção as caixas de passagem, poços de inspeção ou bases de
transformador, com finalidade de propiciar a drenagem das linhas de dutos
e evitar o acúmulo de sujeiras ou água;
- instalação de faixa de advertência 400mm acima do banco de dutos (em
banco de dutos envelopados, normalmente as concessionárias nacionais
dispensam, a utilização de fitas de advertência);
- cada circuito primário e/ou secundário instalado em um duto independente;
- condutor de proteção (neutro) do circuito primário instalado em duto inde-
pendente;
- dutos vagos correspondendo a cerca de 50 % dos dutos ocupados, sendo
no mínimo igual a 1;
- dutos com suas extremidades bloqueadas;
- trechos dos bancos de dutos com comprimentos máximos especificados pela
concessionária em função do diâmetro dos dutos e dos cabos a serem
instalados no mesmo (a ELETROPAULO, por exemplo, considera, em saídas
de subestações, com cabos de seção 240 mm2 ou superior, trechos de até
100 m, e em loteamentos residenciais, com cabos de 35 mm2, trechos de
até150 metros);
- inexistência de curvas nos trechos de banco de dutos;
- disposição idêntica dos dutos em todos os trechos do banco;
- distância mínima do banco de dutos a outras redes (telefone, gás, água,
etc) igual a 300 mm, conforme recomendações da NESC;
- inexistência de outros serviços (telefone, gás, água, etc) em paralelo em
uma faixa considerando-se 300mm - horizontal- de cada lado do banco;
- cruzamento com linhas de outros serviços de infra-estrutura (telefone, gás,
água, etc) com uma distância mínima de 300mm do banco de dutos.

Nota: outras empresas, correspondentes aos serviços de infra-estrutura,


poderão exigir distâncias dos mesmos a rede elétrica superior a 300mm sendo,
conseqüentemente, aconselhável consultá-las antes do inicio do projeto.

As distâncias entre os dutos devem levar em considerações os requisitos


mínimos estabelecidos pelos fabricantes e os padrões da concessionária. Bancos
padronizados pela ELETROPAULO, por exemplo, estão apresentados nas figuras
12.1 e 12.2, que consideram dutos envelopados e diretamente enterrado, respecti-
vamente.
12.3 Abertura/fechamento de valas-cabos diretamente enterrados

A instalação de cabos diretamente enterrados, não localizados nos leitos


carroçáveis das vias públicas, pode ser feita em valas com o leito previamente
preparado com terra ou areia limpa e devidamente compactada (camada de cerca
de 50 mm).

Instalado o cabo sobre o leito previamente preparado, a vala deve ser


preenchida com terra ou areia escolhida e peneirada até, pelo menos, 200 mm
acima dos cabos, compactando-se continuamente até o topo. Acima dos cabos, a
uma altura de 400 mm, deve ser colocada uma fita de advertência.

Quando necessário, poderão ser instalados, em uma mesma vala e um


mesmo nível (profundidade), 2 ou mais circuitos secundários, com espaços
(distâncias entre os "centros" dos cabos) de, no mínimo, 150 mm.

Nenhuma rede dos serviços de infra-estrutura (água, telefone, gás, etc) pode
ser construída em uma faixa considerando 300 mm de cada lado do(s) cabo(s)
do(s) circuito(s) secundário(s). Qualquer cruzamento de linhas destes serviços com
cabos secundários diretamente enterrados deverá considerar uma distância mínima
de 300 mm.

A instalação de cabos diretamente enterrado está ilustrada na figura 12.3.


12.4. Fita de advertência

As fitas de advertência, para utilização sobre os dutos de polietileno cor-


rugado ou cabos, deve estar de acordo com as características padronizadas
pela concessionária (material, cor, largura, símbolos e dizeres, etc). Quando a
concessionária não tem especificação própria, costuma-se utilizar fitas amarelas de
polietileno com largura de 150 mm (fabricantes de dutos de polietileno corrugado
normalmente fornece fitas de advertência acompanhando o seu produto).

12.5. Caixas de passagem

Para limitar o comprimento dos trechos dos banco de dutos aos lvalores
estabelecidos concessionária ou projetistas e/ou para instalação de emendas retas
fixas em ramais primários (seção até 70 mm2), em locais não sujeitos a manobras,
podem ser construídas caixas subterrâneas, em leitos carroçáveis ou não, com
tampão único de concreto.

Face as características estabelecidas para sua utilização, considera-se:

- desnecessária a utilização de tampões de ferro para entrada de pessoal,


visto que a sua necessidade será limitada a condição específica (ver adiante);
- altura suficiente para possibilitar a entrada/saída dos bancos de dutos.

A entrada de pessoal somente será necessária caso ocorra defeito em trecho


de cabo com uma das extremidades da caixa de passagem. Considerando que
isto é um fato difícil de ocorrer e, caso aconteça os cabos podem ser isolados
em estruturas adjacentes (poços de inspeção, bases de transformador, etc) e o
tampão de concreto retirado posteriormente com guinchos, a instalação da caixa
de passagem, sem o tampão de ferro, é recomendável pelos benefícios econômicos
decorrentes da sua utilização em substituição aos poços de inspeção.

As caixas de passagem podem ser construídas em concreto moldado no local


ou serem pré-fabricadas.

Não é aconselhável a instalação de mais de 2 circuitos em uma mesma


caixa de passagem.

A forma (quadrada, retangular, hexagonal, circular, etc) e dimensões das


caixas são especificadas em função dos cabos que passarão pela mesma,
juntamente com os respectivos acessórios, sendo que para pequenas seções
(até 70 mm2) geralmente podem ser utilizadas caixas com 1,5m x 1,0m, com
profundidade compatível com as canalizações de entrada/saída.

Um desenho ilustrativo destas caixas de passagem está apresentado na figura


12.4, onde pode ser observada a existência de gavetas nas extremidades das
caixas, que facilitam a execução das curvas dos cabos, que devem considerar o
raio de curvatura igual ou superior ao mínimo especificado na norma NBR 9511.

Para evitar problemas para a entrada de pessoal, caso necessário, recomen-


da-se evitar a instalação de caixas de passagem em frente a garagens ou locais
onde a interdição dos mesmos impliquem em transtornos indesejáveis.
12.6 Poço de inspeção

Em locais previstos para utilização de acessórios desconectáveis ou para


passagem de alimentadores (seção igual ou superior a 240 mm2), que serão
utilizados para execução de inspeções ou manobras, em condições normais ou
de emergências (localização de defeito, isolar trecho com defeito, etc), deverão
ser utilizados poços de inspeção, que são caixas subterrâneas, com tampões no
teto que facilitem a entrada/saída de pessoal, localizadas nos leitos carroçáveis
ou não.

A altura destes poços de inspeção deve ser especificada considerando


a movimentação de um homem em seu interior, sendo normalmente adotado
1,90m ou mais. A forma (quadrada, retangular, hexagonal e circular) e dimensões
complementares dos poços de inspeção devem ser definidas em função dos
acessórios (cabos ) a serem instalados nos mesmos.

A ELETROPAULO, por exemplo, tem 2 tipos de poços de inspeção


padronizados, a saber:

- 2m x 2m: para instalação de até 2 ramais primários (70 mm2),


considerando um destes circuitos com uma ou duas derivações através de
desconectáveis (BTX, BQX, PT-3, PT-2) e o outro com emenda fixa ou sem
emenda, conforme figura 12.5 ;
- 4m x 2m: para instalação de acessórios de alimentadores (240 mm2 ou
mais), limitando-se ao máximo de figura 12.6.

Os poços de inspeção podem ser construídos de concreto moldado no local


ou serem pré-fabricados.

Para evitar problemas para entrada de pessoal, caso necessário, recomenda-


se evitar a instalação de poços de inspeção em frente de garagens ou locais onde
a interdição dos mesmos impliquem em transtornos indesejáveis.

Os poços de inspeção podem ser utilizados para instalação de chaves


seccionadoras sendo que, nestes casos, devem ser feitas alterações nos tetos
dos mesmos para possibilitar a instalação/retirada dos equipamentos, conforme
pode ser observado na figura 12.7. O "gargalo" na parte superior dos poços de
inspeção, cuja dimensão está indicada como variável, deve ser reduzido ao mínimo
possível para que seja compatível com as condições do projeto.
12.7 Base para transformador em pedestal

Os transformadores em pedestal devem ser instalados sobre bases de con-


creto dimensionadas considerando-se:

- largura e comprimento que possibilitem alojar toda a base do transfor-


mador (é recomendável considerar as dimensões fornecidas pelo fabricante
acrescidas de uma folga de cerca de100 mm);
- altura da base de cerca de 200 mm;
- abertura para entrada dos cabos correspondentes a superfície inferior dos
compartimentos de média e baixa tensão;
- espaços necessários para puxamento dos cabos (Nota: dependendo do
comprimento do trecho de cabo pode ser recomendável a utilização de
uma "caixa subterrânea" na frente da base).

Um desenho correspondente a uma base de transformador em pedestal pode


ser observado na figura 12.8.

A definição dos locais de instalação de transformadores em pedestal deve


levar em consideração as seguintes premissas:
- possibilidade de acesso de caminhão com guincho para instalação/retirada
de transformador;
- espaço suficiente para instalação de hastes de aterramento e quadro de dis-
tribuição em pedestal;
- espaço suficiente para abertura das portas dos compartimentos
(manutenção).

Um desenho ilustrativo, considerando a instalação de transformadores e


quadros de distribuição em pedestal, apresentando as distâncias mínimas sugeri-
das, está apresentado na figura 12.10.
12.8. Base de quadro de distribuição em pedestal

Os quadros de distribuição em pedestal podem ser instalados sobre bases de


concreto dimensionadas considerando-se:

- largura e comprimento que possibilitem alojar toda a base do quadro;


- altura da base de cerca de 200 mm;
- abertura para entrada e saída dos cabos (dependendo do comprimento do
trecho de cabo pode ser recomendável a utilização de uma "caixa subter-
rânea" na frente da base).

Um desenho correspondente a uma base de quadro de distribuição em


pedestal pode ser observado na figura 12.9.

A definição dos locais de instalação de quadros de distribuição em pedestal


deve levar em consideração as seguintes premissas:

- espaço suficiente para instalação de hastes de aterramento;


- espaço suficiente para abertura das portas dos compartimentos
(manutenção).

A localização da base do quadro de distribuição deve ser feita, preferencial-


mente, em conjunto com a base do transformador, levando-se em consideração os
valores sugeridos pela concessionária, tais como os indicados pela ELETROPAULO,
que estão mostrados na figura 12.10.

Concessionárias de outros países, consideram os quadros de distribuição com


um compartimento adicional, situado na parte inferior do mesmo, que é instalado
abaixo do solo visando executar as funções da base de concreto. Esta prática ainda
não é normalmente utilizada pelas concessionárias nacionais.
13. PROJETO BÁSICO
Baseando-se nos critérios mostrados anteriormente, elaborou-se o projeto
básico da rede elétrica de um empreendimento que está apresentado no anexo D.

Esta é uma das alternativas de alimentação do empreendimento e está


exemplificada para ilustrar os conceitos e premissas anteriormente apresentados.

Obviamente, podem existir outras alternativas que eventualmente impliquem


em menores custos e/ou atendimento de premissas adicionais estabelecidas pelo
empreendedor / concessionária.

Juntamente com as plantas correspondentes ao projeto, normalmente apre-


senta-se uma relação contendo especificação simplificada dos principais equipa-
mentos e materiais, conforme mostrado no anexo E.
14. REFERÊNCIAS
A. ELETROPAULO

- (A1) - ND-2.008: Redes de distribuição subterrânea - 13,2 kV -


Loteamentos residenciais

- (A2) - ND-2.009: Ligação de edifícios com transformador em pedestal

- (A3) - ND-2.010: Redes de distribuição subterrânea - 13,2 kV -


Empreendimentos particulares - Conjuntos de edifícios

- (A4) - ID-9.001: Obras de construção civil para empreendimentos particu-


lares com rede de distribuição subterrânea (loteamentos e vilas)

- (A5) - ID-9.002: Linha de dutos e valas com cabos diretamente enterrados


em empreendimentos particulares com rede de distribuição subterrânea
(loteamentos e vilas)

- (A6) - ID-9.003: Base de pedestal para transformadores trifásicos em


edifícios

- (A7) - NTE-005: Transformador em pedestal - Especificação

B. ABNT

- (B1) - NBR 6251: Construção de cabos de potência com isolação sólida


extrudada para tensões de 1 a 35 kV - Padronização

- (B2) - NBR 1130: Cálculo da capacidade de condução de corrente de


cabos isolados em regime permanente (fator de carga de 100%);

- (B3) - NBR 7286: Cabos de potência com isolação sólida extrudada de


borracha etileno-propileno (EPR) para tensões de 1 a 35 kV - Especificação

- (B4) - NBR 7287: Cabos de potência com isolação sólida extrudada de


polietileno reticulado (XLPE) para tensões de 1 a 35 kV - Especificação

- (B5) - NBR 9511: Cabos elétricos - Raios mínimos de curvatura para insta-
lação e diâmetros mínimos de núcleos de carretéis para acondicionamento

- (B6) - NBR 11137: Carretéis de madeira para o acondicionamento de fios


e cabos elétricos - Dimensões e estruturas

- (B7) - NBR 9314: Emendas e terminais para cabos de potência com iso-
lação de 1 a 35 kV - Especificação

- (B8) - NBR 7285: Cabos de potência com isolação sólida extrudada de


polietileno termofixo para tensões de 0,6/1 kV. Sem cobertura -
Especificação

- (B9) - NBR 7310: Transporte, armazenamento e utilização de bobinas de


condutores elétricos de madeira

C. OUTROS

- (C1) - IEC 853 - 1: Calculation of the cyclic and emergency rating of


cables - Part 1: Cyclic factor for cables up to and including 18/30 (36kV);

- (C2) - IPCEA-P-32.382: Short circuit caracteristics of insulated cable

- (C3) - IPCEA P-45-482: Short circuit performance of metallic shields and


sheaths of insulated cable

- (C4) - ANSI/IEEE 386: Separable insulated connector systems for power dis
tribuition systems above 600 V

- (C5) - ANSI C-57.12.26: Pad-mounted compartmental-type, self-cooled,


three-phase distribution transformers for use with separable insulated high-
voltage connectors, high-voltage, 34500 grd Y/ 19920 volts and below;
2500 kVA and smaller

- (C6) - IT-DTED-005/97: Especificação de transformador tipo pedestal


(LIGHT)

D. ARTIGOS

- (D1) - Análise de ferroressonância em transformadores em pedestal da


ELETROPAULO - Antônio J. Monteiro, Dalton O. C. Brasil, Eduardo L.
Ferrari, Plácido A. Brunheroto, Regina L. Lamy

- (D2) - Proteção de câmaras transformadoras subterrâneas da


ELETROPAULO contra surtos atmosféricos - Dalton O. C. Brasil, Eduardo L.
Ferrari, João J. S. Oliveira, Plácido A. Brunheroto
ANEXO A: PREVISÃO DE
CARGAS
A.1. GENERALIDADES

As previsões de cargas, na qual se baseará o dimensionamento da rede de


distribuição, é de responsabilidade do projetista que, para tanto, deverá levar em
conta os parâmetros mínimos estabelecidos pela concessionária e a sua experiência
em empreendimentos similares. Cuidados devem ser tomados para evitar que a
rede opere com cargas muito abaixo de seus valores nominais ou, inversamente,
que apareçam, a curto prazo, sobrecargas que impliquem em alterações na rede.
Estas mudanças na rede poderão ser feitas mas os custos correspondentes serão
dos empreendedores.

Algumas sugestões para fazer as previsões de cargas estão apresentadas a


seguir, mas é importante frisar que são meras sugestões e que sua utilização não
elimina a responsabilidade dos projetistas que, baseando-se em sua experiência,
poderá utilizá-la ou adapta-la às condições dos empreendimentos. Obviamente, o
projetista poderá utilizar metodologia própria, que deverá ser apresentada para a
concessionária que poderá permitir o seu emprego ou não.

A.2. PREVISÃO DE DEMANDAS EM FUNÇÃO DAS CARGAS


INSTALADAS

Conforme as plantas das edificações a serem construídas e as suas caracterís-


ticas, o projetista poderá estimar as cargas a serem instaladas nas mesmas.
Baseando-se nestas cargas e nas metodologias estabelecidas pelas concessionárias
para atendimento de pedidos de novas ligações, é possível efetuar as previsões
de cargas

A.3. PREVISÃO DE CARGAS EM FUNÇÃO DOS CONSUMOS


MÉDIOS ESTIMADOS POR RESIDÊNCIA

As concessionárias possuem um sistema de gerenciamento de cargas que,


normalmente, faz estimativas das demandas em função do consumo através de
fórmulas que podem ser similares à apresentada a seguir:

onde:

kVAD : demanda prevista em kVA;


kWh : consumo mensal estimado em kWh;
A e B : parâmetros definidos pelas concessionárias.

Esta fórmula, caso seja fornecida pela concessionária, poderá ser utilizada
pelo projetista que, para tanto, terá que estimar o consumo médio por residência.
Esta estimativa de consumo pode ser feita baseando-se em informações de
empreendimentos cujas características são similares ao do projeto.
A.4. PREVISÃO DE CARGAS EM FUNÇÃO DA ÁREA CONSTRUÍDA

As estimativas de cargas para dimensionamento de transformadores que


alimentam edifícios pode ser feita em função de uma metodologia que leva em
consideração as áreas dos apartamentos.

Esta metodologia, desenvolvida em estudo elaborado pelo CODI (Comitê de


Distribuição), considera:

- demanda por apartamento: tabela A.1;


- demanda para N apartamentos (transformador): produto do fator obtido na
tabela A.2 pela demanda do apartamento (tabela A.1).

Para ilustrar o exposto, a demanda correspondente a 50 apartamentos de


150 m2 é estimada em 83 kVA (2,35 x 35,34).

É importante frisar que, normalmente, para uma mesma área construída, as


demandas das residências são superiores às correspondentes dos apartamentos.
Consequentemente, quando for utilizada esta metodologia em empreendimentos
constituídos de casas, é importante multiplicar o valor obtido por um "fator de
segurança", que pode ser de 1,2 a 1,5.

Cargas elevadas (saunas, ar condicionado central, piscinas, etc), quando


previstas, devem ser consideradas separadamente e acrescidas nos valores obtidos
pela metodologia apresentada neste item.

A.5. OCUPAÇÃO DOS LOTES

Em empreendimentos não edificados, as construções nos lotes são feitas de


maneira gradativa, sendo que a ocupação total do mesmo somente será obtida
a longo prazo. Isto é considerado como um "fator de segurança" e, normalmente,
não é considerado nas previsões de cargas de empreendimentos não edificados.
ANEXO B: SIMBOLOGIA
PARA PROJETOS DE REDES
SUBTERRÂNEAS
ANEXO C: CÁLCULO DE
QUEDA DE TENSÃO EM
CIRCUITOS SECUNDÁRIO
C.1. OBJETIVO

Em conjunto com os projetos da rede subterrânea, devem ser apresentados


os cálculos de queda de tensão dos circuitos secundários, que podem ser feitos
considerando-se a metodologia simplificada apresentada a seguir.

C.2. CONSIDERAÇÕES BÁSICAS

Para simplificações dos cálculos, podem ser considerados:

- cargas equilibradas nos circuitos secundários;


- cargas com correntes constantes calculadas em função da tensão nominal
(220 V, no exemplo);
- fator de potência iguais para todas as cargas;
- demanda estimada igual para todas as residências.

No exemplo, cuja planilha está mostrada na tabela C.1, considerou-se:

- demanda estimada por residência: 8 kW;


- fator de potência: 0,95.

C.3. PLANILHA DE CÁLCULO

Para o diagrama unifilar simplificado da figura C.1, elaborou-se a planilha de


cálculo apresentada na tabela C.1.

O preenchimento da planilha é feito considerando:

- colunas (1) (2) (3) (4) (6) (7): valores indicados no unifilar;
- coluna (04): valor adotado no item anterior;
- coluna (08): valor retirado da 7.2;
- coluna (09): soma das cargas "passando" pelo trecho;
- coluna (10): valor adotado no item anterior (tabela A.);
- coluna (11): produto da coluna (9) pela coluna (10);
- coluna (12): coluna (11) dividido por (V3 x tensão, em kV- 0,22);
- coluna (13): produto coluna (6) x coluna (9) x coluna (12);
- coluna (14): soma da queda de tensão do trecho considerado (coluna (13))
com a dos trechos anteriores (até o transformador).
ANEXO D: PROJETO
BÁSICO
ANEXO E: DESCRIÇÕES
DE EQUIPAMENTOS,
ACESSÓRIOS
E MATERIAIS
DESCRIÇÕES DE EQUIPAMENTOS, ACESSÓRIOS E MATERIAIS

E.1. CABO ISOLADO DE MÉDIA TENSÃO

- Cabo isolado. 8,7/15 kV. 3 x 1 x 35 mm2.


- Cobre.
- Tempera mole.
- Seção circular compactada.
- Encordoamento classe 2.
- Isolação EPR ou XLPE.
- Diâmetro mínimo sobre a isolação 17,1 mm.
- Diâmetro máximo sobre a isolação 18,6 mm.
- Blindagem constituída de fios de cobre estanhados com seção equivalente,
por fase, de 9,3 mm2.
- Cobertura de PVC/ST2.
- Acondicionado em carretel de madeira tipo 150/80 com lance nominal de
250 metros.
- Conforme normas NBR 7286 (EPR), 7287 (XLPE) e 11137 (carretel).

E.2. ACESSÓRIO DESCONECTÁVEL - 200 A, 15/25 KV, OPERAÇÃO


SEM CARGA

- Desconectável.
- Plugue T.
- Para conexão de 3 TDC/TDR (PT-3).
- Corrente nominal 200 A.
- Para conexão de 2 TDC/TDR 1 BLE/MIB (PT-2).
- Corrente nominal 200 A.
- Tensão de isolamento 15/25kV.
- Operação sem carga.
- Conforme ANSI/IEEE-386.
- Acondicionado em caixa de papelão contendo 1 kit completo para insta-
lação, incluindo ferragens de fixação.

- Desconectável.
- Módulo isolante blindado.
- Corrente nominal 200 A.
- Tensão de isolamento 15/25 kV.
- Operação sem carga.
- Conforme ANSI/IEEE-386.
- Acondicionado em caixa de papelão com um kit completo para instalação.

- Desconectável.
- Terminal cotovelo.
- Corrente nominal 200 A.
- Tensão de isolamento 15/25 kV.
- Operação sem carga.
- Ponto de teste.
- Para utilização em cabo 3 x 1 x 35 mm2, cobre com seção circular com-
pactada, isolação de EPR ou XLPE com diâmetro sobre a mesma mínimo de
17,1 mm e máximo de 18,6 mm.
- Conforme ANSI/IEEE-386.
- Acondicionado em caixa de papelão com um kit completo para instalação.

- Desconectável.
- Terminal reto.
- Corrente nominal 200 A.
- Tensão de isolamento 15/25 kV.
- Operação sem carga.
- Ponto de teste.
- Para utilização em cabo 3 x 1 x 35 mm2, cobre com seção circular
compactada, isolação de EPR ou XLPE com diâmetro sobre a mesma mínimo
de 17,1 mm e máximo de 18,6 mm.
- Conforme ANSI/IEEE-386.
- Acondicionado em caixa de papelão com um kit completo para instalação.

- Desconectável.
- Plugue isolante blindado.
- Corrente nominal: 200A.
- Tensão de isolamento 15/25 kV.
- Operação sem carga.
- Conforme ANSI/IEEE-386.
- Acondicionado em caixa de papelão contendo 1 kit completo para insta-
lação.

- Desconectável.
- Receptáculo isolante blindado.
- Corrente nominal: 200A.
- Tensão de isolamento 15/25 kV.
- Operação sem carga.
- Conforme ANSI/IEEE-386.
- Acondicionado em caixa de papelão contendo 1 kit completo para insta
lação.
- Desconectável. Plugue de inserção simples ("bushing insert").
- Corrente nominal 200 A.
- Tensão de isolamento 15/25 kV.
- Operação sem carga.
- Conforme ANSI/IEEE-386.
- Acondicionado em caixa de papelão com um kit completo para instalação.
- Desconectável.
- Plugue de inserção duplo ("feed-thru insert").
- Corrente nominal 200 A.
- Tensão de isolamento 15/25 kV.
- Operação sem carga.
- Conforme ANSI/IEEE-386.
- Acondicionado em caixa de papelão com um kit completo para instalação.

E.3. EMENDA DE MÉDIA TENSÃO

- Emenda reta simétrica.


- Unipolar.
- Enfaixada ou termocontrátil. 8,7/15 kV.
- Para cabo de cobre, 8,7/15 kV, seção circular nominal 35 mm2, com
pactada, isolação extrudada (EPR ou XLPE), blindagem com fios de cobre e
cobertura de PVC/ST2.
- Conforme norma NBR 9314. Kit completo para instalação incluindo
conector.

E.4. TERMINAL EXTERNO

- Terminal externo.
- Unipolar.
- Termocontrátil, contrátil a frio ou modular. 8,7/15 kV.
- Para cabo de cobre, 8,7/15 kV, seção circular nominal 35 mm2, com
pactada, isolação extrudada (EPR ou XLPE), blindagem com fios de cobre e
cobertura de PVC/ST2.
- Conforme norma NBR 9314. Kit completo para instalação incluindo
conector.

E.5. TRANSFORMADOR EM PEDESTAL

- Transformador de distribuição tipo pedestal.


- Trifásico.
- Potência 75 kVA.
- Tensão 13800/13200/12600 - 220/127V, em vazio.
- 60 Hz.
- Imerso em óleo isolante mineral tipo "A" de base naftênica.
- Com proteção contra sobrecorrente no lado de alta tensão através de
fusíveis de expulsão internos a "bay-o-net" e fusíveis limitadores de corrente
imersos em óleo.
- Conforme norma ANSI C-57.12.26.

- Transformador de distribuição tipo pedestal.


- Trifásico.
- Potência 150 kVA
- Tensão 13800/13200/12600 - 220/127V, em vazio.
- 60 Hz.
- Imerso em óleo isolante mineral tipo "A" de base naftênica.
- Com proteção contra sobrecorrente no lado de alta tensão através de
fusíveis de expulsão internos a "bay-o-net" e fusíveis limitadores de corrente
imersos em óleo.
- Conforme norma ANSI C-57.12.26.

E.6. CABO ISOLADO DE BAIXA TENSÃO

- Cabo isolado. 0,6/1,0 kV. 1 x 240 mm2.


- Cobre.
- Tempera mole.
- Seção circular compactada.
- Encordoamento classe 2.
- Isolação de XLPE.
- Com cobertura de PVC-ST2, conforme norma NBR 7287, ou sem cobertu-
ra, conforme norma NBR 7285.
- Acondicionado em carretel de madeira tipo 100/60 com lance nominal de
250 metros.
- Conforme norma NBR 11137.

- Cabo isolado. 0,6/1,0 kV. 1 x 120 mm2.


- Cobre.
- Tempera mole.
- Seção circular compactada.
- Encordoamento classe 2.
- Isolação de XLPE.
- Com cobertura de PVC-ST2, conforme norma NBR 7287, ou sem cobertu-
ra, conforme norma NBR 7285.
- Acondicionado em carretel de madeira tipo 80/45 com lance nominal de
250 metros.
- Conforme norma NBR 11137.

- Cabo isolado. 0,6/1,0 kV. 4 x 1 x 35 mm2.


- Cobre.
- Tempera mole.
- Seção circular compactada. Encordoamento classe 2. Isolação de XLPE.
Com cobertura de PVC-ST2, conforme norma NBR 7287, ou sem cobertu-
ra, conforme norma NBR 7285.
- Acondicionado em carretel de madeira tipo 125/70 com lance nominal de
500 metros.
- Conforme norma NBR 11137.
- Cabo isolado. 0,6/1,0 kV. 1 x 10 mm2.
- Cobre.
- Tempera mole.
- Seção circular compactada.
- Encordoamento classe 2.
- Isolação de XLPE.
- Com cobertura de PVC-ST2, conforme norma NBR 7287, ou sem cobertu-
ra, conforme norma NBR 7285.
- Acondicionado em carretel de madeira tipo 80/45 com lance nominal de
250 metros.
- Conforme norma NBR 11137.

E.7. CABO COBERTO

- Cabo coberto- WPP. 35 mm2.


- Cobre.
- Tempera meio dura.
- Encordoamento classe 2A.
- Cobertura de PVC preto com espessura nominal de 0,8 mm.
- Acondicionado em carretel de madeira tipo 65/45 com lance nominal de
1000 metros.
- Conforme normas NBR 6524 e E-B.17-93.

- Cabo coberto- WPP. 120 mm2.


- Cobre.
- Tempera meio dura.
- Encordoamento classe 2A.
- Cobertura de PVC preto com espessura nominal de 0,8 mm.
- Acondicionado em carretel de madeira tipo 80/45 com lance nominal de
450 metros.
- Conforme normas NBR 6524 e E-B.17-93.