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PT SEM NEURA | @ALEFMARINHO – TUTORIA EM LINGUAGENS

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TIPOS DE SUJEITO

O que é sujeito

O sujeito é um dos dois componentes dos termos essenciais da oração:


sujeito e predicado. As orações são estruturadas em volta desses dois termos:
o sujeito é o elemento que estabelece a relação de concordância com o verbo.
O predicado é tudo aquilo na frase além do sujeito, tudo o que resta quando o
retiramos.

Sujeito é aquele sobre o qual, dentro de uma oração, se declara algo. O


predicado é o que se declara sobre o sujeito. Vejamos um exemplo:

O rapaz de boné azul estava atravessando a rua quando olhou para o lado e
viu seu pai.

Sobre quem estamos declarando algo nessa frase? Sobre “o rapaz de


boné azul”. Dessa forma, esse é o sujeito. Tudo aquilo que não é sujeito, é
predicado. Assim, o predicado é “estava atravessando a rua quando olhou para
o lado e viu seu pai”.

Como identificar o sujeito?

Sobre o sujeito é possível afirmar:


 É o termo da oração sobre o qual se declara alguma coisa.
 Pode ser substituído por pronome pessoal do caso reto.
 Concorda com o verbo.

Vamos analisar a seguinte frase:


Glauber Rocha é o cineasta brasileiro mais famoso.
Para identificar o sujeito, devemos fazer o seguinte:
1. Determinar o termo sobre o qual se declara alguma coisa. Para isso, é
preciso identificar a declaração, que, no caso, é: “é o cineasta brasileiro
mais famoso”.
2. Fazer a pergunta: Quem é o cineasta brasileiro mais famoso? A resposta é
o sujeito: Glauber Rocha.
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3. Verificar se o sujeito “Glauber Rocha” pode ser substituído por um


pronome pessoal do caso reto. Assim: Ele é o cineasta mais famoso.
4. Conferir se o sujeito concorda com o verbo “é”, flexionado na terceira
pessoa do singular, ou seja, “ele”, pronome que, nesse exemplo, pode
substituir o sujeito.
Depois dessa análise, podemos afirmar, com toda a certeza, que
o sujeito dessa oração é: Glauber Rocha.
Além disso, todo sujeito possui um núcleo, que é a palavra central, aquela que
é indispensável e, portanto, mais importante na constituição do sujeito da
oração. Por exemplo:
Esta sala de cinema tem capacidade para mais de 100 pessoas.
Assim, temos:
Sujeito: Esta sala de cinema.
Núcleo do sujeito: sala.
Atenção! Pode haver mais de um núcleo. Por exemplo:
O bilheteiro e a projecionista do cinema recusaram-se a trabalhar.
Nessa frase, temos:
Sujeito: O bilheteiro e a projecionista do cinema.
Núcleo do sujeito: bilheteiro, projecionista.

Tipos de sujeito

Chegamos ao tema principal de nosso artigo: os tipos de sujeito. Nesse


tópico, iremos somente citá-los e, logo à frente, iremos trazer suas
características e algumas peculiaridades:

 Simples
 Composto
 Oculto
 Indeterminado
 Inexistente

Sujeito simples

Trata-se do sujeito que possui somente um núcleo. É muito comum que


muitos pensem que o sujeito simples é aquele composto por somente uma
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palavra. Não caia nessa pegadinha, porque é algo costumeiro em provas. Em


nosso exemplo, o sujeito “o rapaz de boné azul” é simples, já que possui
somente um núcleo: “rapaz”.

Mesmo se tratando do tipo de sujeito mais utilizado no dia a dia, é


aquele que possui as maiores peculiaridades. Tais peculiaridades são
relacionadas à concordância entre o sujeito e o verbo. Há de existir uma
correlação de número, singular ou plural, e pessoa entre ambos. No exemplo
apresentado, o sujeito realiza duas ações.

Primeiro, “estava atravessando”, que é uma locução verbal. São dois


verbos que remetem a uma única ideia de ação. Em um segundo momento,
“viu”, verbo simples. Ambos estão no singular para concordar com o grau
unitário do sujeito.

Sujeito Composto

Sujeito composto é aquele que possui dois ou mais núcleos. Fique


atento, pois estamos falando de núcleos e não de palavras.

Pedro e Maria fizeram a prova juntos e foram aprovados. -> Sujeito: Pedro e
Maria.

No exemplo acima temos dois núcleos: primeiro, Pedro, e segundo,


Maria. Dessa forma, estamos diante de um sujeito composto. Em relação à
concordância verbal dos sujeitos compostos, há duas possíveis situações.

1) Frase na ordem direta


A frase está na ordem direta quando temos a seguinte sequência:

Quando o sujeito composto estiver disposto em uma frase na ordem direta, o


verbo sempre deve se flexionar no plural.

O projeto e a lei hão de ser revistos.


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Sujeito: O projeto e a lei. Núcleos: projeto, lei.

2) Frase na ordem indireta

A ordem indireta é o oposto da direta. Qualquer ordem que não seja a


descrita acima (Sujeito -> Verbo -> Complemento) classifica-se como ordem
indireta. Nesse caso, há duas opções para a concordância: plural, como na
direta, ou referindo-se ao núcleo mais próximo ao verbo.

Hão de ser revistos o projeto e a lei. / Há de ser revisto o projeto e a lei.

Na primeira frase, o verbo se flexiona no plural. Já no segundo caso, o


verbo concorda somente com o núcleo mais próximo, que no caso é “projeto”.
Vale notar que mesmo a concordância sendo realizada, no segundo caso,
somente com o termo mais próximo ao verbo, o sentido é o mesmo do primeiro
caso, onde a concordância é realizada no plural.

Dessa forma, em ambas as frases, o projeto e a lei necessitam ser revistos.

Sujeito Oculto/Elíptico/Desinencial/Subentendido

Sujeito oculto ou elíptico é aquele que não está visível na frase, mas que
pode ser identificado pelo contexto. Dessa forma, o sujeito existe, consegue ser
identificado, mas não está expresso na oração.

Comi um lanche ontem. -> Sujeito: Eu.

Entendeste a ideia do projeto. -> Sujeito: Tu.

Passamos pela sua casa no domingo. -> Sujeito: Nós.

Sujeito Indeterminado

Enquanto o sujeito oculto é aquele que existe e pode ser determinado


pelo contexto, o indeterminado também existe, porém, não consegue ser
determinado.

Há três casos em que podemos encontrar o sujeito indeterminado:


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1) Verbo flexionado na 3ª pessoa do plural

Esse é o caso mais popular de sujeito indeterminado. Há a flexão do


verbo na 3ª pessoa do plural, sem que exista um referente citado
anteriormente.

Falaram que a prova será muito difícil.

Trouxeram uma apostila muito boa de estudos.

Nesse caso, o verbo está conjugado em relação ao referente eles/elas,


porém, não existe a certeza de que o real sujeito realmente seja “eles/elas”.
Explicamos: em ambas as frases, não é possível saber se mais de uma pessoa
realizaram as ações de “falar” ou “trazer”.

É possível que mais de uma pessoa, ou seja, eles/elas, tenha realizado


as ações ou pode ser que tenha sido uma única pessoa. Dessa forma, não é
possível determinar o sujeito, já que não possui um referente e também não
possibilita uma análise de seu número: está no plural, mas não sabemos se o
sujeito realmente é plural.

2) Verbo seguido do pronome se

Esse é um caso muito peculiar, em que o pronome “se” atua como índice
de indeterminação do sujeito. Essa forma ocorre com verbos que não são
complementados por objeto direto: verbos intransitivos, transitivos indiretos e
de ligação. É uma obrigatoriedade que o verbo esteja flexionado na terceira
pessoa do singular. Vejamos os exemplos:

Necessita-se de uma ajuda do professor para a resolução do exercício. (Verbo


transitivo indireto)

Vive-se plenamente em momentos de clareza. (Verbo intransitivo)

Nas provas, sempre se fica preocupado. (Verbo de ligação)

O caso do verbo transitivo indireto é o preferido pelas bancas em provas


de concursos. Costumeiramente, as bancas colocam um termo plural após o
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verbo e também flexionam o verbo transitivo indireto no plural. Segue o


exemplo abaixo, adaptado da primeira frase dos exemplos acima:

Necessita-se de algumas ajudas do professor para a resolução do exercício -


> Correto.

Necessitam-se de algumas ajudas do professor para a resolução do exercício -


> Errado.

3) Verbo impessoal no modo infinitivo

Nesse caso, os exemplos são a melhor maneira de demonstrar a


impossibilidade em determinar o sujeito.

Era muito difícil passar os finais de semana estudando.

Ter um pensamento crítico é essencial à evolução.

Sujeito inexistente

O sujeito inexistente também é conhecido como oração sem sujeito.


Como trouxemos no início do texto: os termos essenciais da oração são o
sujeito e o predicado. Como não há sujeito, a oração é composta somente por
predicado. Há três casos clássicos em que isso acontece, vejamos abaixo:

1) Verbos que indicam fenômenos da natureza

Choveu muito ontem à noite.

Amanheceu de maneira esplendorosa.

Uma observação importante é que, quando esses verbos, que indicam


fenômenos da natureza, são utilizados de maneira figurada, o sujeito existe e
há concordância com o verbo.

O clima da turma esquentou com certas acusações. Sujeito -> clima.

Choveram recursos naquela prova. Sujeito -> recursos.


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2) Verbos que indicam fenômenos meteorológicos e tempo


decorrido

Faz três horas que o ônibus passou.

Está muito tarde!

Há tempos não fazia tanto calor.

Faz calor durante o dia e frio durante a noite.

3) Verbo haver no sentido de existir e acontecer

Houve um acidente na avenida no período da noite.

Havia muitos computadores para serem comprados.

Nos casos de sujeito inexistente, aquele candidato que “pergunta” para o


verbo quem é o autor da ação, encontra uma resposta errada. Isso acontece
porque, em muitos casos, o verbo consegue “responder”.

Entretanto, essa “resposta” do verbo é errônea, tendo em vista que são


casos classificados como oração sem sujeito. Dessa forma, é necessário ter
esses três casos bem sedimentados e levá-los para a prova.

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