Você está na página 1de 6

SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM INDUSTRIAL

ALEXANDER TRIAQUIM

AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL - SJP

“RETIFICADOR MONOFASICO DE ONDA COMPLETA”


Curitiba, 31 de Janeiro de 2021.

1 – Introdução
Para controlar o fluxo de energia elétrica entre dois ou mais sistemas
elétricos distintos, foram desenvolvidos, ao longo dos anos, métodos para o
tratamento de grandes potências.
Eletrônica de potência é uma ciência aplicada e dedicada ao estudo dos
conversores estáticos de energia elétrica.
A eletrônica de potência é o ramo da Automação Industrial que se
ocupa do processamento de energia elétrica visando obter maior qualidade e
eficiência. Este processo é resultado da aplicação de dispositivos
semicondutores de potência, como diodos, transitores e tristores, que garantem
a conversão e o controle da energia. Em situações em que a fonte de
alimentação disponível é a corrente contínua variável, um conversor CA-CC
pode ser útil. Este tipo de conversor é denominado de Retificador e o mesmo
apresenta várias topologias.
Portanto, um retificador é um circuito que converte corrente alternada em
corrente contínua.

2 – O QUE É O RETIFICADOR MONOFASICO DE ONDA COMPLETA

Um retificador monofásico de onda completa é um circuito que


transforma a corrente alternada em corrente contínua convertendo as duas
polaridades em alternada num sinal elétrico em corrente contínua, embora com
oscilações. O avanço tecnológico da eletrônica de potência proporcionou novas
soluções ao mercado que possibilitam a economia de energia elétrica no
momento da partida de um motor elétrico.
Uma das formas de construção é usando um transformador elétrico ou
outro gerador de corrente alternada e dois diodos. Todavia, o sistema mais
conhecido é o retificador em ponte, que utiliza quatro díodos.
Essa configuração é diferente do retificador de meia onda, que utiliza
apenas um díodo, num retificador de meia onda, o semiciclo negativo tem sua
passagem de corrente interrompida devido ao díodo, que só permite a
passagem de corrente em um sentido. Com a ponte retificadora, os dois
semiciclos (positivo e negativo) conseguem ter a passagem de corrente por
conta do modo de ligação dos quatro díodos utilizados, o que causa um
rebatimento na parte negativa da senóide.
A estrutura do retificador monofásico de onda completa em ponte,
alimentando carga resistiva é apresentada nas figuras a seguir:

Durante a primeira etapa de funcionamento, representada pela figura (b),


a tensão de alimentação é positiva. Os díodos D1 e D4 são polarizados
diretamente e conduzem a corrente de carga. Os díodos D2 e D3 encontram-se
polarizados reversamente e permanecem bloqueados.
Durante a segunda etapa de funcionamento, representada pela figura
(c), os díodos D1 e D4 ficam bloqueados, enquanto D2 e D3 conduzem a
corrente de carga.

2.1 – CARACTERÍSTICAS DE RETIFICADORES NÃO CONTROLADOS


É um retificador que não há possibilidade de controlar a tensão de saída
devido á ausência de interruptores controláveis. Têm-se os três tipos básicos
de carga: resistiva, capacitiva e indutiva. Um retificador com filtro capacitivo de
saída faz com que a tensão do lado CC se apresente alisada, com valor médio
próximo ao valor de pico de tensão de entrada. O capacitor se carrega com
tensão de pico da entrada (desprezando a queda nos díodos). Quando a
tensão de entrada se torna menor do que a tensão no capacitor os díodos
ficam bloqueados e a corrente de saída é fornecida exclusivamente pelo
capacitor, o qual vai se descarregando, até que, novamente, a tensão de
entrada fique maior, recarregando o capacitor. A forma de onda da corrente
nos momentos em que o capacitor é recarregado. Esta é a configuração mais
comum dos retificadores usados em cargas eletrônicas, devido á boa qualidade
da tensão CC obtida e ao custo reduzido do filtro capacitivo. Para o retificador
com filtro indutivo, a carga tende se comportar como uma fonte de corrente.
Dependendo do valor da indutância, a corrente de entrada pode se apresentar
quase como uma corrente quadrada. Para valores reduzidos de indutância, a
corrente tende a uma forma que depende do tipo de componente á sua jusante.
Se for apensas uma resistência, tende a uma seníde, se for um capacitor tende
á forma de pulso, mas apresentando uma taxa de variação reduzida.
2.2 - CARACTERÍSTICAS DE RETIFICADORES CONTROLADOS
Constituem a principal aplicação dos tristores em conversores estáticos.
Possuem vasta aplicação industrial, no acionamento de motores de corrente
contínua, em estações retificadoras para alimentação de redes de transmissão
CC, no acionamento de locomotivas, etc...
Pontes retificadoras monofásicas, embora o estudo das pontes trifásicas
não seja substancialmente diferente. Para a potência superior a alguns KVA
geralmente se usam pontes trifásicas (ou mesmo hexafásicas).

3 – CONCLUSÃO
Foi possível conhecer retificadores monofásicos de onda completa
controlados e não controlados. No circuito retificador de onda completa foi
observado o aparecimento de formas de onda da tensão e corrente distorcidas
no inicio do transformador devido á existência de componentes DC.
Estes componentes causam deslocamento da característica
ferromagnético do transformador devido ao desequilíbrio entre as potências.
Isto indica que esse tipo de retificador não apresenta aplicação prática e é
utilizado apenas para fins didáticos uma vez que a tensão média e a potência
média obtida na carga para esta configuração são muito baixas.
Referências Bibliográficas:
1. ELETRONICA INDUSTRIAL – CET ENERGIA E AUTOMAÇÃO 7ª Edição
João Félix e Marco Fernandes.
2. FEIS UNESP, atualizada em 13/11/2013 – Responsável Profº Drº Guilherme
de Azevedo e Melo.
3. Eletrônica de Potência para Geração, Transmissão e Distribuição de Energia
Elétrica J.A. Pomilio.
4. Wikipédia Org.
5. http://www.dsce.fee.unicamp.br/

Você também pode gostar