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Índice

INTRODUÇAO...............................................................................................................................1

AGRICULTURA.............................................................................................................................2

Evolução da agricultura e da pecuária.........................................................................................2

Espaço Agrário e os seus elementos........................................................................................2

Factores de organização do espaço agrário.............................................................................3

Factores humanos....................................................................................................................5

Agricultura Tradicional das regiões tropicais..............................................................................6

Agricultura Itinerante...................................................................................................................7

Agricultura das sequeiras.........................................................................................................8

Agricultura da Ásia das Moções..............................................................................................8

Agricultura no oásis.................................................................................................................9

Agricultura de plantação..........................................................................................................9

A agricultura moderna (origem, localização e características gerais).......................................10

Importância da agricultura.........................................................................................................11

Agricultura e os problemas ambientais......................................................................................12

No sistema moderno..............................................................................................................12

Problemas comuns nos dois sistemas....................................................................................12

Factores da Produção Pecuária..............................................................................................12

Formas de relação entre a Agricultura e a Pecuária..............................................................14

Conclusão......................................................................................................................................16

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS..........................................................................................17

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INTRODUÇAO

Neste trabalho pude introduzir que a agricultura é uma atividade  relacionada com o solo, um
meio de  cultivar a terra para obtermos  mais as  verduras e agricultura teve  o seu inicio há
10.000 anos situado no rio tigre  entre os Eufrates, nesse ano teve muitas dificuldades  para
agrícola, era usada muito mais pela civilização da Mesopotâmia e do Egipto. Com o presente
trabalho pude perceber por um lado, a importância da agricultura para a subsistência das famílias
e da sociedade e por outro, as fases pelas quais passou até chegar ao estágio actual. Pude adquirir
conhecimentos sobre os diferentes sistemas agrários praticados no nosso país e nas nossas
comunidades, assim como as condições de cultivo de diferentes culturas.

AGRICULTURA

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A agricultura e a lavoura ou o cultivo da terra e inclui todos os trabalhos relacionados com o
tratamento do solo e a plantação de vegetais. As actividades agrícolas destinam-se à obtenção de
verduras (legumes, frutas, hortaliças e cereais) e alimentos de matérias-primas para as indústrias.
E também a agricultura implica a transformação do meio ambiente para satisfazer as
necessidades do homem. e esta capacidade que distingue o ser humano dos restantes seres vivos.
O surgimento da agricultura foi um passo essencial no desenvolvimento da humanidade. Os
historiadores afirmaram que no período neolítico, o homem passou da caça da pesca e das
colheitas para as actividades agrícolas e pecuária. O trigo e a cevada terão sido as primeiras
plantas e serem cultivadas.

Evolução da agricultura e da pecuária

Actividade económica das primeiras comunidades era muito simples com vista  a satisfação das
suas  necessidades essenciais, o ser humano limitava-se a caçar pescar, e recolher frutos e
raízes;  era por tanto um caçador- recolector. Uma vez esgotados esses recursos ele deslocava-se
para outro local, era portanto nómada.

Pois a pecuária e a agricultura integra  a  agricultura, pois ambas são desenvolvidas em um


mesmo lugar e em determinados momentos uma actividade depende da outra  um exemplo: disso
e raça bovina, a  produção leiteira que necessita de cana-de-açúcar e capim cultivado e as vezes
os animais servem como adubos naturais no cultivo de algumas culturas, como hortas.

Assim o aparecimento das primeiras formas de agricultura assinala lento afastamento de ser
humano de uma economia de apropriação espontânea dos recursos naturais e a mudança para
uma verdadeira economia

Com a evolução humana a agricultura primária para a moderna, é hoje extremamente


identificada como sucesso na selecção de espécies vegetais silvestres, e com força da engenharia
genética a produção de alimentos para seres humanos.

Espaço Agrário e os seus elementos


Espaço agrário refere-se a área ocupada pela produção agro-pecuária, que inclui a produção
vegetal e animal e as florestais, mas também as habitações dos agricultores e pastores e as infra-
estruturas e equipamentos que se relacionam com a actividade agraria, como caminhos, canais de
rega, estábulos entre outros.

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OU:

É a área ocupada com a produção agrícola (vegetal, pastagens e florestas), habitações dos
agricultores e, ainda, infra-estruturas e equipamentos que se relacionam com actividade de
produção agrícola. O espaço agrário, além de corresponder a área de produção agrícola, também
corresponde a estrutura fundiária (conjunto de normas e leis). O mesmo com a apresentação rural
do nosso universo.

Factores de organização do espaço agrário


Inúmeras causas estão por detrás da organização do espaço agrário, vários são os factores que
contribuem para facilitar ou dificultar a expansão da área cultivada. Por razões didácticas iremos
agrupa-las em dois grandes grupos, que chamaremos de factores físicos – naturais e factores
humanos ou socioeconómicos.

Factores físicos – naturais


As plantas cultivadas exigem, para crescer, uma certa quantidade de água e calor, repartidos de
modo preciso ao longo do ano.  De uma maneira geral, são os valores mínimos (frio e secura)
que impõem os limites absolutos.

Os factores naturais que comandam a organização do espaço agrário e cuja acção se exerce sobre
a produção agrícola são:

 O clima (temperatura, vento, precipitação e humidade);


 O relevo;
 O solo.

Clima –  a influência climática é a mais importante, e exerce-se em consequência das variações


da temperatura e da humidade. Tal como Andrade (1998) refere, há plantas tropicais como a
cana – sacarina, o cacau e o café que não podem ser plantadas noutro clima que não o tropical: o
mesmo acontece com o trigo e a cevada, que são plantas adaptadas ao clima temperado e aveia,
que é típica de climas frios.

Quando as plantas são de ciclo vegetativo curto, levam menos de seis meses entre o plantio e a
colheita, podem adaptar-se a vários tipos de clima.

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O fumo, planta típica do ambiente de clima tropical, as vezes é cultivado em locais de clima
temperado, desde que a sementeira aconteça na primavera e a colheita no verão, exactamente no
período em que as regiões temperadas apresentam temperaturas elevadas. O trigo, cultura típica
de climas temperados, é cultivado em regiões frias quando a variedade cultivada é de ciclo
vegetativo curto, como ocorre nas planícies da Canada e da Rússia.

Na amazónia, cujo clima se apresenta húmido durante todo ano, a cana sacarina desenvolve-se
muito, atinge uma grande altura, mais fica muito desidratada, produzindo pouca sacarose e
conduzindo a uma baixa produtividade, tornando-se consequentemente antieconómica a sua
produção para exportação.

Nos desertos e regiões semi-áridas, a agricultura só é possível com a irrigação e com plantas que
se adaptem bem aos climas secos. São os casos da tamareira e da figueira ou do sorgo, que tendo
um ciclo de vida muito curto, são cultivados na curta estação chuvosa. Em contra partida nas
regiões frias onde efetivamente os rigores do inverno se verificam com temperaturas abaixo de
6ºC (América do norte, Europa e Ásia), e onde o solo fica congelado durante grande parte do ano
(Permafrost), apenas poucas plantas se adaptam a baixas temperaturas e que possuem um clico
vegetativo curto possam sobreviver. As terras do hemisfério sul são as mais favorecidas
relativamente a temperatura, comparativamente as do hemisfério norte. Isto acontece por estarem
mais próximo do equador e devido a fraca continentalidade do hemisfério sul. A grande extensão
oceânica modera o clima da porção de terra arável.

Relevo –  o relevo tem uma influência muito grande sobre a agricultura, pois as regiões tropicais,
em certas áreas gozam de temperaturas amenas (entre 15ºC a 20ºC), durante todo ano. Esta
amenização da temperatura possibilita o desenvolvimento de culturas típicas de regiões de clima
temperado em regiões equatoriais e tropicais, como frutas, trigo, batata, chá, entre outros. É o
que acontece em regiões de climas modificados pela altitude de Moçambique (Namaacha,
Angónia e alta Zambézia). O chá é cultivado em Gurué, na alta Zambézia, a batata e a uva, em
Angónia, na província de Tete.

O relevo influí grandemente na distribuição das culturas pois as plantas organizam-se


diferentemente em funções da altitude, não devido as variações da temperatura, como também
por a água se perder para os níveis inferiores devido a acção da força de gravidade. O declive

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também influi na forma de ocupação das vertentes. Quando o declive é muito acentuado impõe-
se a construção de socalcos para permitir a prática agrícola.

O relevo interfere na distribuição das culturas de diferentes formas:

 Dificultando mais ou menos a ocupação das vertentes conforme o declive seja maior ou
menor;
 Dificultando a mecanização da agricultura, sobretudo quando o declive é muito
acentuado;
 Impedindo o desenvolvimento de solos de grande fertilidade, por causa da grande
escorrência das chuvas ou de gelos mais pronunciados.

Solo – o solo é o componente principal da prática agrícola. São as características físicas de um
solo como a textura (a maneira como os diferentes elementos estão agrupados), a estrutura, as
características e a composição química, que contribuem para a distribuição das espécies vegetais.
A textura do solo condiciona certas propriedades físicas do solo e dela depende a porosidade: se
os espaços entre as matérias constituintes do solo são de diâmetros superior a 0,0008 mm, a água
escoa-se por gravidade e os espaços intersticial enchem-se de gás. Em contra partida se estes
forem mais pequenos, o solo retêm água. Se a água ocupa todos os poros do solo, este torna-se
asfixiante para a planta e é necessária a drenagem. A presença ou não da manta morta (restos de
material orgânico-húmus) no solo é fundamental para o desenvolvimento das culturas.

Quanto a composição química, há plantas que exigem mais determinados nutrientes (potássio,
Fósforo, Nitrogénio, entre outros) enquanto outras o exigem para outros elementos. Algumas
plantas como o coqueiro e o amendoim preferem silicosos/arenosos enquanto outras plantas
preferem solos argilosos. Para cada tipo de cultura corresponde um tipo apropriado de solo.

Factores humanos
A agricultura não depende unicamente de factores naturais, mais também de factores humanos,
nomeadamente, económicos sociais culturais e técnicos. Em regiões que possuem condicionantes
naturais similares sujeitam-se a explorações diferentes do solo – os campos tem tamanhos e
formas diversas, a tecnologia usada é avançada, os produtos cultivados são variados, etc., quando
tal acontece é porque são os factores humanos os que mais interferem na organização do espaço
rural. O homem, serviu-se das tecnologias disponíveis, consegui subverter a acção rigorosa do

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clima, umas vezes construindo grandes abrigos (estufas) para evitar a exposição aos excessos
térmicos (frio ou calor), outras vezes irrigando para minimizar o efeito da seca sobre as culturas.
As grandes estufas mantêm um microclima artificial, cuja finalidade é cultivar, no inverno
produtos de grande valor comercial que, por estarem fora da estação alcançam maiores preços
ocorre também em certos países (Japão, Israel, etc.) casos de prática de agricultura sem solo
(hidroponia): com esta técnica as raízes recebem uma solução nutritiva balanceada, que contem
água e todos os nutrientes essências ao desenvolvimento da planta. Para melhorar a qualidade do
solo e para o conservar, o agricultor serve-se de diferentes técnicas como, por exemplo, a
drenagem (se os solos tiverem excesso de agua ou encharcados), a irrigação (se o solo sofrer de
stress hídrico) e a correcção de solos (feita com o recurso aos adubos, mistura de solos, entre
outros). Os agricultores adquirem cada vez mais formação e um conjunto de recursos científicos
e tecnológicos, que lhes permite com menos esforço produzir maiores quantidades com maior
qualidade, dispensando muita mão-de-obra.

Agricultura Tradicional das regiões tropicais

Nas áreas tropicais e equatoriais do globo terrestre encontra-se muitas populações que trabalham
a terra utilizando métodos muito arcaicos ou antigos. O cultivo é realizado sobre as cinzas e entre
os troncos queimados. O agricultor utiliza instrumentos de trabalho rudimentares como a enxada,
Foice, o machado, entre outros. Usa-se geralmente e unicamente a força muscular, pois o baixo
nível económico impede a aquisição de animais e máquinas.

As chuvas nas áreas tropicais e equatoriais lavam o solo, as enxurradas transportam as cinzas e
minerais do solo empobrecendo-o. Depois de dois ou três anos de cultivo, a produção reduz
devido ao rápido esgotamento dos solos. O agricultor abandona essa área e dirige-se para uma
outra onde vai repetir o processo derrube da mata, queima e plantio.

As características principais deste tipo de agricultura são:

o Elevada percentagem de população agrícola;


o Produção para autoconsumo;
o Sistemas pole culturais;
o Fracos conhecimentos técnicos;
o Numero elevado de terras incultas (agricultura extensiva).

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A agricultura tradicional é dominante na África, Ásia e América latina, no mundo em
desenvolvimento. É com tudo em África onde assume o carácter mais arcaico.

Agricultura Itinerante

A agricultura itinerante ou de queimada assemelha-se aquela que foi praticada pelas


comunidades do neolítico. Actualmente é praticada na maioria dos países pobres e em via de
desenvolvimento (principalmente nas áreas mais atrasadas): têm-se como exemplo as florestas da
região equatorial, América do Sul, Indochina e Indonésia. Utiliza-se pouca e fraca tecnologia,
não usa adubos químicos e desgasta o solo (queimadas e devastação). Com o solo pouco fértil
essa população tende a transferir-se para outras regiões.

Porque é praticada em regiões onde chove os solos são lixiviados, as águas arrastam os materiais
minerais solúveis (azoto, fósforo, cálcico, potássio, etc.) para as profundidades. Pelas elevadas
temperaturas, as águas ascendem por capilaridade à superfície, depositando anualmente sobre ela
os elementos insolúveis que vão constituir as chamadas carapaças lateríticas, cujo fenómeno
designa-se laterização que é típico da região tropical.

A laterização tem como consequência a formação de solos pobres e desprovidos de nutrientes


sem possibilidade de fixação de plantas e susceptíveis de serem destruídos devido a erosão
hídrica. É esta destruição que os torna inaptos para a agricultura provocando nos seus
utilizadores a necessidade de mudarem de um local para o outro, mais fértil, dai o termo
itinerante ou nómada.

A deslocação dos camponeses para novos locais exige as seguintes actividades:

 Abertura de clareiras nas florestas densas através de cortes das árvores, a criação de
quebra-fogos (aceiros) para impedir a propagação do fogo pela floresta;
 O corte de ramos que são espalhados no terreno a cultivar;
 Incorporação das cinzas no solo pelas primeiras chuvas, para lhe servirem de
fertilizantes;
 O abandono do solo para outro local, passados dois ou quatro anos, onde a população
abre novas clareiras, repetindo todo processo.

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Agricultura das sequeiras
Ocorre na África subsariana, em áreas restritas das regiões montanhosas. Este tipo de agricultura
possui técnicas extremamente engenhosas que lhe permitem ser intensiva e assim produzir
alimento para um grande contingente de pessoas. Se for realizada em locais de baixa densidade
populacional, tenderá itinerante.

Essa agricultura é realizada em zonas secas, e esta associada a fortes densidades populacionais
na África tropical, e ela se liga uma exploração completa do terreno, através de um cultivo
permanente dos campos destinado a valorizar o solo e a produzir o máximo para uma população
fixa.

A vegetação pioneira é destruída permanentemente e substituída por plantas cultivadas.


Emprega-se a estimação e adubação o que fixa o campo, renovando rapidamente os elementos do
solo, cansados pelo cultivo. Em muitos casos não recorre ao pousio, ou então deixa-se o campo
repousar dois ou três anos. Mas este curto pousio não exige necessariamente um deslocamento
dos campos de cultura. Um mesmo terreno deixa sucessivamente um certo número de parcelas
por cultivar, e pode produzir indefinitivamente. Os limites destes campos são estáveis e
definidos, o que permite a formação de uma verdadeira paisagem agrária.

Agricultura da Ásia das Moções


Nos países do extremo oriente (Japão, Coreia e China) e nos do sudeste Asiático (Birmânia,
Tailândia, Filipinas, Malásia, Indonésia, Vietname e outros), o arroz é o alimento básico. Este é
cultivado nas planícies e nos deltas dos rios, além de nas encostas de montanhas. As águas dos
rios Yangtzé, Amarelo, Mekong e outros rios são intensamente aproveitadas para cultura irrigada
do arroz (rizicultura ou orizicultura).

Os agricultores preparam o campo abrem canais de irrigação transportam a terra e constroem


vários canteiros rasos para reter agua, separados uns dos outros por saliências. É um trabalho que
exige muita mão-de-obra. Isso é o que não falta no sudeste asiático e na China, pois são locais
densamente povoadas. A fertilidade dos solos mantêm-se e renova-se constantemente graças à
deposição de sedimentos que as aguas realizam e à utilização de excrementos animais e
humanos. O trabalho é praticamente manual. Possuindo duas colheitas anuais de arroz, os
agricultores conseguem elevados rendimentos, com instrumentos de trabalho primitivos. O
sistema de agricultura irrigada já é utilizado pelo homem há muito tempo.

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Agricultura no oásis
É um tipo de agricultura muito particular que é praticada no Norte de África (deserto do Saara).
É um sistema de policultura, tem extrema divisão de propriedade, possui uma presença
assinalável de árvores, como palmeiras e tamareiras, indispensáveis para a alimentação, sombra e
contenção do avanço das areias do deserto. Este tipo de agricultura esta fortemente dependente
da irrigação, pois o ambiente desértico, por natureza, sofre do Stress hídrico. A maioria dos oásis
resulta da precipitação que cai nas montanhas e que origina um rio que percorre a planície
deserta. Nas margens desenvolve-se uma agricultura irrigada devido à presença permanente de
água, como é o caso do rio Nilo, Tigre e Eufrates. Os Oásis mais característicos resultam de uma
toalha de água subterrânea (toalha freática), como é o caso dos do Saara.

As águas das raras chuvas infiltram-se e quando encontram uma camada impermeável
acumulam-se originando um pequeno lago e desenvolvendo-se um oásis que poderá ter 400 há
de área. Se o aproveitamento da água se faz à custa de poços, resultam de oásis pequenos e de
fraco rendimento. Os poços artesianos podem atingir a toalha a grandes profundidades, e
permitem fazer vários furos aumentando assim a área de cultivo.

Quando a captação de água se faz por drenagem subterrânea (foggara) os resultados positivos
são totais. Constroem-se galerias que vão captar as águas a grandes distâncias, trazendo-a ate aos
locais desejados pela força de gravidade.

A agricultura irrigada praticada no oásis destina-se a substituir as chuvas insuficientes ou nulas e


assim permitir cultivar plantas que se desenvolvem normalmente como cultura de sequeiro:
cereais, legumes, algodão e árvores de fruta.

O grau de secura distingue dois tipos de paisagens: as áreas menos áridas e as áreas áridas. Na
primeira é possível praticar a agricultura de sequeiro juntamente com plantas irrigadas (índia
peninsular); nas regiões propriamente áridas, pratica-se uma agricultura exclusivamente irrigada
que ocupa superfícies escassas e descontinuas dependentes das reservas de água.

Agricultura de plantação
A agricultura de plantação, é um tipo de agricultura que consiste na exploração de vastas áreas,
para o cultivo de uma determinada cultura. Este tipo de prática é típico das épocas de

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colonização e ao passar vai sofrendo alterações que lhe permitiram corresponder aos consumos
da indústria moderna.

Desta forma, a plantação é típico de agricultura especulativa, desenvolvida por grupos


económicos da Europa e América do Norte. Em que consiste no aproveitamento das capacidades
específicas de alguns climas e solos tropicais, para produzir em largas escalas um produto
alimentar ou uma matéria-prima destinado ao consumo nas regiões do mundo fortemente
industrializado.     

Características
Tem-se como características a utilização de mão-de-obra local e barata, ocupando,
geralmente, pontos de fácil acesso;
Uso de técnicas avançadas estando sujeita a grandes grupos financeiros como por
exemplo a da América do Norte e da Europa;
Especialização na obtenção de produtos alimentares e industriais de grande procura
internacional como é o caso do açúcar, café, cacau, borracha, oleaginosas, etc.    

A agricultura moderna (origem, localização e características gerais)

De alguns países em desenvolvimento como (Brasil, Argentina, e o caso da China) a agricultura


moderna fez na sequência da revolução industrial, conduzida pela técnica que veio generalizar o
solo da máquina e substituir o homem e o animal no trabalho da terra.

Trata-se de uma agricultura especulativa que notabiliza pelo elevado nível técnico, procurando
produzir (o máximo pelo mínimo). Agricultura moderna não vive divorciada da indústria pois
esta fornece-lhe  maquinaria e agricultura disponibiliza a indústria matéria-prima.

A agricultura moderna amplia-se cada vez mas na investigação científica e na indústria


para aperfeiçoar as técnicas e método de cultura e depender cada vez mas dos
condicionalismos físico-naturais. No mundo de hoje a agricultura utiliza aspectos mais
sofisticados, onda de forma clara os computadores e a eletrónica desempenham um papel cada
vez maior, o agricultor moderno possui  cada vez mais formações em um conjunto de recursos
técnicos e tecnológico que lhe permitem com menor esforço produzir quantidades
progressivamente maiores e de melhor qualidade, dispensando muita mão-de-obra.

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A agricultura moderna acarreta  maiores investimentos de capitais, destina-se ao mercado
(exportação), ocupa maiores extensões de terrenos e não está totalmente dependente das
condições físicos naturais, entre outras características.

Este tipo de agricultura pratica-se nos países desenvolvidos (EUA, Canada, Austrália, Nova-
Zelândia, europa ocidental e Japão) e surge ao lado da agricultura tradicional.

Importância da agricultura

Apesar do grande desenvolvimento industrial alcançado pelos países, a agricultura; ao lado da


indústria e dos serviços é a principal actividade produtiva da humanidade. Vários são os factos
que explicam tal importância:

 Juntamente com a pecuária, a agricultura ocupa a maior extensão de terras;


 É a base de sobrevivência da população humana, pois fornece-lhe alimentação;
 Fornece matérias-primas para indústria de produtos alimentares, que é a grande fonte de
emprego nas sociedades modernas;
 É a actividade económica que absorve a maior parte da população no mundo e ocupa
cerca de vinte e um milhões de quilómetros quadrados, ou seja cerca de 16% das terras
emersas.

De facto, a área cultivável e cultivada, nas condições técnico-culturais actuais, situa-se em três
faixas, nomeadamente:

 Na região setentrional de clima temperado, que engloba as extensas planícies e regiões


menos íngremes da América do Norte e Ásia;
 A franja tropical que compreende as regiões onde domina a plantation, em África e
América do sul e a região da Ásia das Monções;
 A zona temperada do sul, pouco povoada, onde encontramos grandes criações de
bovinos, e ovinos da Nova Zelândia, da Austrália, da África do sul e da Argentina.

Há ainda a destacar que nos países desenvolvidos a percentagem da população activa que se
dedica às actividades agrícolas é muito baixa (menos de 5% na Inglaterra e EUA)
comparativamente aos restantes países em vias de desenvolvimento. No primeiro grupo de

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países, a agricultura é feita mediante recurso aos métodos e técnicas modernas sendo as fazendas
geridas sob orientação empresarial.

Agricultura e os problemas ambientais

As queimadas são uma técnica ou prática muito usada na nossa sociedade, no contexto da
agricultura tradicional. Esta prática, por um lado, facilita o trabalho de preparação dos campos e
as cinzas fertilizam os campos, por outro, degrada ou seja, envelhece
definitivamente os campos, pois o calor produzido sobre a superfície conduz à migração
ascendente, dos elementos químicos do solo dissolvido em água. Estes elementos químicos,
normalmente, acumularem-se junto à superfície terrestre, formando camadas duras chamadas
cristas salinas ou couraças lateríticas.

No sistema moderno
Uma das características da agricultura moderna é a prática da monocultura.
Esta forma de produção também cria certo tipo de problemas ambientais.
Estes são, apenas, alguns exemplos:

 Erosão dos solos;


 Uso não adequado dos adubos e fertilizantes químicos, que leva à degradação dos
 dos solos, Irrigação não controlada que conduz à lixiviação dos solos, ou seja, lavagem
dos solos, diminuindo a fertilidade dos mesmos.

Problemas comuns nos dois sistemas


A domesticação de plantas e animais é responsável pelos seguintes problemas:

Derrube de árvores, destruição da vegetação natural;

Degradação de solos (erosão e seu empobrecimento);

Concentração do Dióxido de Carbono (CO2) da atmosfera, poluição atmosférica;

Destruição da camada de Ozono e alterações climáticas.

Factores da Produção Pecuária


Pecuária – é a arte de criar, tratar e educar o gado.

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Pecuária – é o processo de criação de gado, que consiste na domesticação, reprodução e
apuramento de raças, que o homem necessita para satisfazer as suas necessidades.
Pecuária – é uma forma de zoocultura, isto é, criação de animais, que se destina à obtenção de
produtos e subprodutos de origem animal para o consumo humano ou para fins industriais.

Os tipos de gado mais produzido, a nível mundial são:

 Bovino (bois).
 Caprino (cabritos)
 Ovino (ovelhas)
 Suíno (porcos)
 Galináceo (galinhas)
 Canino (cães)
 Equino (cavalos)
 Asinino (burros)
 Mular (mula, espécie melhorada, fruto de cruzamento, isto é, união sexual entre um
cavalo e uma burra) Destes tipos, são mais produzidos no nosso país os seguintes:
Bovino, Caprino, Ovino, Suíno, Galináceos.

Factores da Produção Pecuária


Os factores que influenciam a produção na pecuária são: Naturais e humanos ou técnicos
Os factores naturais de produção da pecuária são: o clima, a abundância ou ausência de água e a
existência bons pastos.

As características da Pecuária Extensiva são:

O investimento de capital é quase nulo, limitando-se o homem, em alguns casos, na compra das
espécies animais.

O gado é criado à solta, ou seja, ao ar livre, ocupando áreas extensas e recebendo poucos
cuidados por parte dos criadores.

Quando a criação de animais se destina à venda, no mercado, apresenta duas características,


designadamente:
1. O aumento dos rebanhos e;

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2. A produção de carne, isto é, Pecuária de Corte.

As características da Pecuária Intensiva são as seguintes:

 Necessidade de grandes investimentos de capitais (muito dinheiro) para a compra ou


construção de instalações para albergar o gado;
 Emprega, ou seja, usa técnicas modernas, tais como as vacinas e tratamento médico,
alimentação apropriada, selecção e melhoramento das espécies através dos cruzamentos;
 O gado passa grande parte do tempo em estábulos, ou seja, em currais. É uma produção
em massa de leite e carne, sendo mais leiteira (produção de leite) do que de corte. Está
virada para o mercado, isto é, para a venda.

Factores de Localização da Pecuária


Os factores naturais da localização da pecuária são: Clima, água, pastos.

Por exemplo, o camelo pode ser encontrado no clima desértico. Os factores humanos ou técnicos
da produção da pecuária são muito importantes para a o desenvolvimento e modernização da
actividade, podendo se destacar os seguintes:

Aumento gradual do consumo nos centros urbanos;

Difusão dos produtos da pecuária, tanto nas cidades como nas zonas rurais
Desenvolvimento dos meios de transporte: transportes modernos mais rápidos e com o sistema
de frio, ou seja, transporte frigorífico;

Difusão dos matadouros: lugares onde se abate o gado para o consumo público.

 Difusão dos frigoríficos, isto é, aparelhos que conservam os produtos no frio, podendo
mantê-los em bom estado por mais tempo;
 Difusão das indústrias de conserva;
 Desenvolvimento da zootecnia, ciência ligada ao tratamento de doenças que atacam as
diferentes espécies de animais.

Formas de relação entre a Agricultura e a Pecuária


A relação entre a criação de gado e a prática da Agricultura pode assumir três formas principais:
arcaica, integrada e especializada.

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Forma arcaica, ou primitiva - verificaram-se quando a Pecuária estava separada da agricultura. A
forma arcaica predomina ainda hoje nos locais onde se pratica a Agricultura Itinerante.
Forma Integrada – acontece sempre que a Pecuária está associada à Agricultura, de modo que
uma parte das colheitas é destinada à alimentação do gado.

Esta forma caracteriza a Agricultura Seca Sedentária e a Agricultura Irrigada, pois tanto numa,
como noutra, o gado não só ajuda o homem nos trabalhos do campo e na fertilização do campo,
como também o ajuda na melhoria da sua dieta alimentar.

Forma Especializada – a forma especializada acontece sempre que o plantio de forragens se


destina totalmente à alimentação do gado.

Esta é a forma dominante nos países desenvolvidos, que praticam a monocultura especializada,
na qual uma vasta área é dedicada à produção de um único produto.

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Conclusão

Com este trabalho, deu para perceber que a agricultura foi descoberta no Neolítico há mais de
7000 anos. De recordar que antes o homem dependia da natureza ou seja tinha uma economia
recolectora, era nómada, alimentava-se de raízes, frutos e com as primeiras invenções
desenvolveu arco, a flecha e o arpão que lhe permitiu caçar e pescar. Com a escassez de
alimentos em certos espaços geográficos e o deslocamento das suas presas de acordo com o
ritmo das estações de tempo, ganhou novas dinâmicas.

Com a prática da agricultura foi um passo gigantesco para a humanidade e deu-se uma
revolução, dando lugar a sedentarização, e isso facilitou a produção de alimentos, no entanto
assistiu-se o aumento da produção e produtividade, houve muitas inovações e rápido crescimento
da população e redução de crises alimentares.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ALMEIDA, Domingos P. F. Apontamentos de Produção Agrícola. Universidade Católica


Portuguesa. Escola Superior de Biotecnologia. Porto, 2004.

ALTIERI, M. Agroecologia: bases científicas para uma agricultura sustentável. Guaíba-RS:


Agropecuária, 2002, 592 p.

ANTUNIASSI, U.R. Agricultura de precisão: aplicação localizada de agrotóxicos. In:


GUEDES, J.V.C.;

ARAÚJO, M.J. Fundamentos de agronegócios. São Paulo: Editora Atlas. 2007. 160 p.

RAIMUNDO, E. Geografia, 11ª e 12ª classe. Maputo 2000.

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