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HABACUQUE – O LIVRO

Em Habacuque, abraço no hebraico, Jesus Cristo é o Deus da minha


salvação.
A chave do livro é: “O justo viverá pela sua fé” (2.4).
O livro apresenta o problema da prosperidade do iníquos. Quando
Deus responde e os castiga surge outro problema: Porque Deus se
utiliza dos caldeus, um povo mais iniquo que os judeus para os castigar.
A resposta divina resolve essa questão em uma só declaração, “o justo
viverá pela sua fé”. Isto é, seja qual for o desespero, ou seja qual for o
triunfo, o filho de Deus não dev julgar pelo que parece, mas pela
palavra de Deus.
1. Sua vida. (Cont.)
Quando o próprio
livro não nos fornece
detalhes biográficos
e cronológicos, a
dedução por análise
de seu texto é
inevitável na busca
de um contexto que
nos aproxime ao
máximo de sua real
intensão.
1. Sua vida.
Não temos como
afirmar partir do texto
do livro, detalhes como
cidade de origem,
filiação, profissão,
formação e outros
detalhes da vida do
profeta. Inferimos pela
descrição direta de
que ele fosse profeta,
que Habacuque teve
uma formação que lhe
aproxima do
sacerdócio levítico.
(Hc 1.1; Ag 1.1; Zc 1.1)
2. Data do livro.

1) Não temos referencias a reis.


2) Uma referência histórica como um evento de vulto, que nos
aproximasse de uma data específica.
3) O fato de ele ver profeticamente a destruição de Jerusalém,
não necessariamente o remete a uma data.
4) Concluímos pela visão, que o evento do cativeiro, como
sendo anunciado, nos permite afirmar que o livro é de um
período anterior ao cativeiro, talvez muito próximo a ele.
3. Estrutura e mensagem do livro. (Cont.)
O oráculo é
revelado em forma
de visão, com um
enorme peso (juízo)
sobre Judá.
Literariamente, o
livro além de
profético, pode ser
visto como um
diálogo, tanto como
um poema.
3. Estrutura e mensagem do livro.
Vigie e veja...................................................................................................Capítulo 1.
Ponha-se de pé e veja..................................................................................Capítulo 2.
Ajoelhe-se e veja..........................................................................................Capítulo 3.
A queixa de Habacuque.........................................................................(Habacuque 1)
A resposta de Deus................................................................................(Habacuque 2)
O cântico de Habacuque........................................................................(Habacuque 3)

No capítulo 1, o profeta denuncia a apostasia (abandono da fé) de seu


povo; No capítulo 2, Deus responde ao profeta o porquê de seus
desígnios; No capítulo 3, o profeta louva a Deu pelo recurso poderoso
da fé que alimenta quem anda na justiça.
1. A maldade de Jerusalém.
Como denunciado pelo profeta Miquéias, a prosperidade de judá
ao invés de redundar em louvor ao Eterno, e temos a sua
santidade, gerou obstinação e apostasia (abandono da fé
através da renuncia total, ou inserção de novas propostas à ela).
O efeito lógico e consequente disso, é a usurpação da soberania
divina sob sua possessão – Israel. As consequências nefastas
mais visíveis na sociedade da época do profeta foram o mau uso
da lei divina, e o juízo das causas sempre realizados em
desfavor dos desvalidos, em favor dos poderosos. A grande
questão do profeta era: Até quando? (1.2).
2. Os questionamentos do profeta.
A vontade, a justiça, e
paciência divina, não
estão em xeque nos
questionamentos (não
murmurações) do profeta,
mas apenas demonstram
a incapacidade humana de
ao mesmo tempo que
conhece a voz divina, não
entender a princípio o
querer dos desígnios do
Altíssimo. Isso é paradoxal
diante de nossa lógica.
3. A resposta de Deus.
1) A maldade de Judá seria castigada por intermédio da
Babilônia (instrumento de Deus) (1.5-11).
2) O silêncio de Deus, no momento em que a destruição
estivesse ocorrendo, também seria uma mensagem a ser
compreendida por aqueles que antes, não deram crédito a
voz profética.
3) As injustiças de Judá, não poderiam passar impunes, sob
risco de a justiça divina ser questionada.
4) Até o profeta constrangeu-se do método divino, de o mal ser
tratado com um mal maior ainda.
1. Aguardando uma nova resposta.

“Tu és tão puro de olhos, que não podes ver o mal e a


vexação não podes contemplar; por que, pois, olhas para os
que procedem aleivosamente e te calas quando o ímpio
devora aquele que é mais justo do que ele?” (Hc 1.13)

“Sobre a minha guarda estarei, e sobre a fortaleza me


apresentarei, e vigiarei, para ver o que fala comigo e o que
eu responderei, quando eu for arguido”. (Hc 2.1)
2. A nova resposta de Deus.

1) O juízo de Deus sobre a Babilônia viria no tempo


certo (Hc 2.3).
2) O profeta deveria esperar o agir de Deus.
3) O justo deve viver da fé, enquanto Deus está agindo.
Esse é o desafio do justo. O justo sempre vence.
4) Deus mostrou a Habacuque que conhecia os pecados
da babilônia.
3. O triunfo da fé.

1) O profeta agradece e exalta a Deus, pelo privilégio da


revelação divina (3.2).
2) Clama por um avivamento espiritual em meio a crise.
3) O justo descansa, quando Deus peleja por ele (3.16).
4) A fé do crente deve ser mais forte que as
circunstâncias (3.17-19).

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