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Airass Joaquina Cangavai

José António Macuvane

Moisés Joaquim António

O Perfil e postura do Supervisor Pedagógico

Licenciatura em Ensino Básico, em habilitações de Supervisão e Inspecção Pedagógica da Escola


Básica

Ficha de leitura a ser entregue no


departamento de Educação, referente a
classificação parcial na disciplina de
Supervisão e Inspecção Educacional da
Escola Básica

Msc. Melissa Vinho

Universidade Licungo

Beira

2021
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O perfil e postura do supervisor pedagógico

A supervisão pode ser caracterizada como uma prática reflexiva, colaborativa e contextualizada,
que proporciona ao professor aprimoramento didáctico e pedagógico, envolvendo valores,
atitudes, conhecimentos e habilidades, em formação inicial ou contínua. Este desenvolvimento de
qualidades humanas e competências profissionais é essencial para o desempenho das funções
docentes e deve ser realizado de forma colaborativa Alarcão, (2008).

Assim, um dos mais relevantes, difíceis e tarefas exigentes em uma organização, ou seja,
instituição é, sem uma dúvida, supervisionando o trabalho de outra pessoa. Dentro realidade, isso
pode ser explicada com a origem de a palavra supervisão.

Perfil do Supervisor Pedagógico

Segundo o Dicionário da Porto Editora, perfil significa um conjunto de características ou


competências necessárias ao desempenho de uma actividade, cargo ou função, ou como a
descrição de uma pessoa em traços mais ou menos rápidos.

O perfil de um individuo como pessoa responsável pela supervisão pedagógica, em termos de


administração, refere-se ao conjunto de profissionais condições que permitem gerar pedagogia
condições ter habilidades e conhecimento do situação actual da supervisão, análise, avaliar,
discernir e executar as mudanças Considerado necessário a respeito de o currículo
desenvolvimento Alves, (2011).

De acordo com o mesmo autor acima, o Supervisor de Ensino, desempenha acções de assessoria,
planeamento, controle, avaliação e proposição de políticas públicas. Orienta e acompanha escolas
públicas, elabora relatórios periódicos de suas actividades relacionadas ao funcionamento das
escolas nos aspectos pedagógicos, de gestão e de infra-estrutura, propondo medidas de ajuste
necessárias, com vistas à constante melhoria do atendimento educacional do sistema de ensino
paulista Alves, (2011).

O Supervisor deve saber tomar decisões em contextos e situações educativas concretas, reais e
únicas, reforçando assim a importância da aprendizagem na acção, conceito chave da prática
reflexiva.
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Presume-se que o supervisor esteja apto para promover todo o processo de formação baseado no
modelo reflexivo. Neste modelo, “o formando passa a ser o foco e o protagonista do processo de
construção do conhecimento pessoal e profissional, enquanto o supervisor terá um papel de
facilitador de todo o processo de auto desenvolvimento do profissional” (Oliveira, 1992, p. 15).

No entanto, a actuação do Supervisor pedagógico fundamenta-se nas teorias e práticas


educativos, nas normas legais que concerne à educação nacional e à educação básica oferecida
pelo Sistema de Ensino de um determinado pais, no contexto escolar e na concepção de gestão
democrática e participativa, com vistas à promoção de um ensino público de qualidade para todos
os estudantes Alves, (2011).

Assim, o perfil do supervisor poderá ter um papel determinante no desenvolvimento profissional


do docente e daí que, para Oliveira, (1992) o supervisor deverá ser um professor entre o conjunto
dos professores, ou seja, um professor, mas um professor de valor acrescentado. Por sua vez,
Nóvoa (2009) defende que o supervisor deve ser um dos professores mais experientes que seja,
simultaneamente, uma pessoa e um professor reconhecido pelos seus colegas.

Esse fato identifica o perfil do supervisor como a pessoa responsável em diferentes níveis e
modalidades da educação.

Postura do Supervisor pedagógico

Inicialmente, a postura de um supervisor foi percepcionada pelos professores “como um processo


de hierarquia, impessoal e de inspecção” que concerne em controlar o sistema educativo, os
programas, o conteúdo, o processo de ensino-avaliação, tentando reproduzir de maneira mais
fidedigna o que exige o sistema (Withall, 1984 citado por Siciliano, 2016).

Desta forma, a postura do supervisor tem evoluído gradualmente, a fim de melhorar a


compreensão do sistema educativo. Nos dias atuais, a postura do supervisor pedagógico
fundamenta-se na provisão de informação em sectores nas quais não é possível ter um
conhecimento mínimo através dos exames ou pesquisas, assim como também na participação
praticada pelos centros escolares, para que estes sejam mais eficazes e permitam um melhor
desenvolvimento das instituições de ensino. (Palácios, 1998).
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Já na óptica de Rangel (citado em Lagar et al., 2013, p. 45)

O supervisor não é um técnico encarregado da eficiência do trabalho e, muito menos, um


controlador de produção; sua função e seu papel assumem uma posição social e politicamente
maior, de líder, de coordenador, que estimula o grupo à compreensão contextualizada e crítica –
de suas acções e, também, de seus direitos.

Portanto, de acordo com o contexto acima, é de referir que o supervisor insere-se a função
meramente de inspecção e passa a coordenar o trabalho pedagógico. Portanto, deve-se ter postura
que corresponde com relação aos resultados da aprendizagem dos alunos, seja nas avaliações
internas ou externas e não colocar-se meramente como crítico, mais como sujeito reflexivo capaz
de perceber a realidade e, a partir dela, optimizar execução dos projectos educacionais,
especialmente, do Programa de Intervenção Pedagógica. Minas Gerais, (2008).

No entanto, o Supervisor deve estar sempre centrado numa postura ética, numa prática reflexiva
para que, junto a toda comunidade escolar, possa atingir os objectivos relacionados à superação
das dificuldades apresentadas pelos alunos principalmente na leitura e na escrita, tendo em vista
que seu trabalho é com o professor, mas em benefício do aprendizado do aluno.
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Referencias Bibliográficas

Alves, Nilda. (2011). Educação e supervisão: o trabalho colectivo na escola. (13ª ed). São Paulo:
Cortez.

Minas Gerais. (2008). Secretaria de Educação de Minas Gerais SEE –MG Guia do Supervisor
Pedagógico. Belo Horizonte

Nóvoa, A. (2009). Para uma formação de professores construída dentro da profissão. Texto
submetido à Revista de Educación, nº 350. Recuperado em 27 de Maio 2021, de
http://www.revistaeducacion.mec.es/re350/re350_09por.pdf

Oliveira, L. (1992). O clima e o diálogo na supervisão de professores. Cadernos CIDInE.

Rangel, Mary. (2001). Supervisão Pedagógica: Princípios e Práticas. Campinas-São Paulo:


Papirus.

Siciliano, Florência. (2016). Reflexão Sobre O Papel Do Supervisor Pedagógico No Contexto Da


Educação Pré-Escolar. Instituto Superior de educação e ciências.