1 Cultura da Batata Origem da batata A batata ( Solanum tuberosum L.

) é originária dos Andes peruanos e bolivianos onde é cultivada há mais de 7.000 anos. Recebe diferentes nomes conforme o local: araucano ou Poni ( Chile ), Iomy ( Colômbia ), Papa ( Império Inca e Espanha ), Patata ( Itália ), Irish Potato ou White Potato ( Irlanda ). Histórico da batata A batata foi introduzida na Europa antes de 1520 sendo responsável pela primeira revolução verde no velho continente: os ingleses incendiavam os trigais e matavam os porcos criados pelos irlandeses, levando o povo à miséria, entretanto a batata resistia ao pisoteamento das tropas, às geadas e ficavam armazenadas no solo. Em 1845, a requeima, doença causada pelo fungo Phytophthora infestans , dizimou as lavouras, e matou por inanição um milhão de pessoas na Irlanda, e fez emigrar outros dois milhões. A Revolução Industrial do século XIX não teria sido possível sem o auxílio do bemestar alimentício proporcionado pela batata. A difusão da batata em outros continentes ocorreu através da colonização realizada pelos países europeus, inclusive no Brasil. Inicialmente era cultivada em pequena escala em hortas familiares, sendo chamada de batatinha, assim como na construção de ferrovias ganhou o nome de batata inglesa, por ser uma exigência nas refeições dos técnicos vindos da Inglaterra. Pesquisadores da história da alimentação apontam duas razões básicas para o êxito e a disseminação da batata: o valor energético / ausência de colesterol e o fato de possuir sabor e cheiro pouco acentuado, possibilitando centenas de combinações que resultam em sabores diferentes. Nutricionistas da FAO afirmam que uma dieta composta de batata e leite poderia suprir, em caráter de emergência, todos os nutrientes de que o organismo humano precisa para se manter. Atualmente a batata é o 4º alimento mais consumido no mundo, após arroz, trigo e milho. A bataticultura no Brasil Até a década de 40 despontava o Rio Grande do Sul como maior produtor. Com a II Grande Guerra, a falta transporte por mar e terra desperta em São Paulo, Paraná e Minas Gerais o interesse pela cultura. Atualmente o Brasil planta 182 mil ha, com uma produção de 2,7 milhões de toneladas. E rendimento médio de 15 t/ha. Produtividades dos estados MG = 22 t/ha SP = 20 t/ha PR = 14 t/ha SC = 10 t/ha RS = 8 t/ha Produção e área plantada no mundo e no Brasil http://www.abbabatatabrasileira.com.br/mundo_area.htm 2 A planta da batata Classificação Botânica Planta dicotiledônea da famíliaS o lan a cea e, gêneroS o la nu m. A mais produzida é a Solanum tuberosum ssp.T ub e ro s u m, (tetraplóide) cultivada em pelo menos 140 países. Planta perene, habitualmente cultivada como bianual na Região Sul do Brasil. A parte aérea é herbácea, com altura entre 50 e 70 cm ( até 1,5m na fase adulta). O ciclo pode ser precoce (<90 dias), médio(90-110 dias) ou longo (>110 dias).

postos. Os Tubérculos da batata É o órgão de maior interesse econômico. Ecofisiologia da batata Principais estádios de desenvolvimento: Desenvolvimento da brotação. As hastes secundárias são aquelas que se originam a partir da haste principal ( porém se sair próximo do tubérculo-semente será considerada como haste principal). bilocular. com ramificações até os olhos do tubérculo. que são caules subterrâneos modificados. A batata é o resultado do intumescimento da extremidade dos estolões. A forma dos folíolos varia de ovalada a ovalado-elíptica. As primeiras a emergir (as mais vigorosas) estão na extremidade oposta à do ponto de inserção do estolão. Solos encharcados ou com pouca aeração tornam as lentice maiores e las depreciam o produto. da região produtora. rosada ou arroxeada. Cada olho é formado por mais de uma gema. atingindo até 50 cm de profundidade. causado pelo acúmulo de reservas amiláceas nas células parenquimatosas. As raízes da batata Quando a planta é oriunda de batata-semente.O caule da batata Tem 2 partes distintas: uma aérea e outra subterrânea. O caule da batata ( parte subterrânea). que originam ramificações denominadas estolões(rizomas). Inflorescência É do tipo cimeira. O androceu e o gineceu amadurecem ao mesmo tempo facilitando o processo normal de autofecundação. A medula externa é mais densa e escurecida (> quantidade de amido e materiais sólidos). com diâmetro de 1 e 3 cm. são compostas. que comunicam o interior do tubérculo com o exterior. As flores são hermafroditas e se localizam na extremidade superior do caule. com seção transversal triangular ou quadrangular. Os estolões terminam numa porção engrossada chamada tubérculo. É branca e portadora de gemas situadas nas axilas de folhas rudimentares. as raízes são adventícias e crescem a partir dos nós dos caules subterrâneos. O fruto da batata É do tipo baga. a raíz é do tipo pivotante com ramificações laterais. As folhas da batata Alternadas no caule. É um tecido de reserva com células parenquimatosas. Quando a origem é uma semente. Os folíolos são de 2 a 4 pares. Qto > a medula interna pior a qualidade do tubérculo (> água e < amido e sólidos). A medula é a parte mais interna e central e ocupa o maior volume. Dependendo da fertilidade da cultivar o fruto pode ter até 200 sementes. das condições climáticas. A coloração é verde podendo ser arroxeada ou pigmentada. O caule da batata ( parte aérea). Parte aérea: Caule é geralmente angular. geralmente arredondado de cor verde ou parda. Seu tamanho diminui da base ao ápice da planta. A haste principal é aquela que cresce diretamente do tubérculo. do tamanho do tubérculo (> tamanho + hastes). Os chamados olhos são gemas dormentes na superfície que ao se desenvolverem darão origem a um novo sistema de hastes e estolões. com um folíolo terminal. achatado ou alongado. geralmente maior que os laterais. Podem ser branca. 3 Lenticelas: pequenos poros respiratórios. . Estresses sofridos podem ocasionar outras formas. outros menores ( folíolos secundários) também em pares se intercalam na seqüência dos primários. Normalmente. O formato varia de redondo a ovalado. ou circular em algumas cultivares. e é dividida em externa e interna. O número de hastes ou ramas por planta varia (de 2 a 5 por planta) conforme: A brotação ( qto > + hastes) e idade do tubérculosemente. formadas por folíolos irregulares em número e tamanho variáveis. assemelhando-se a um pequeno tomate. A medula interna é menor e mais clara.

com acúmulo de água. falta de água. ou seja. Maturação. Emergência rápida: 22º C a 25º C.Crescimento vegetativo. sob condições de dias longos. com redução gradual da fotossíntese e do crescimento dos tubérculos. Influência do fotoperíodo Fotoperíodos curtos: tuberização mais precoce. pragas. O teor de matéria seca atinge o máximo. Influência da intensidade luminosa Nos climas temperados. Estádio muito delicado para o crescimento e a produção da planta. O açúcar produzido pela fotossíntese é convertido em amido e armazenado em células que se expandem nos pequenos tubérculos formados. danos por geada ou granizo.Início da tuberização Este estádio dura de 10 a 15 dias. pois a fotossíntese ainda não se iniciou. 2-Crescimento vegetativo As hastes e as folhas se desenvolvem sobre o solo. 1-Desenvolvimento da brotação Se inicia com a formação dos brotos nas gemas dos tubérculos. . Temp. 4 Influência da temperatura Temperatura do solo: Brota e germina a partir de 5º C a 8º C . maior ciclo e produção mais tardia. com maior número de hastes laterais. 5-Maturação Todos os assimilados são direcionados para os tubérculos. hastes menores e produção antecipada. A periderme (película) torna-se firme. Mais favorável à produção de tubérculos é de 15º C a 18º C. as gemas ficam dormentes e o teor de açúcares é reduzido até a maturação final. 3. 4-Crescimento dos tubérculos O final do desenvolvimento da folhagem coincide com o início do intenso crescimento dos tubérculos. estolões curtos. Fotoperíodos longos: tuberização é mais tarde. maior florescimento. a folhagem é mais abundante. nutrientes e carboidratos. que promovem perdas irreversíveis. Os produtos da fotossíntese são usados no crescimento dos estolões. e o término coincide com o início do florescimento. A única fonte de energia provém do tubérculo-mãe. até o secamento completo da parte aérea. 3. Divisões celulares se restringem às gemas. Temperatura do ar: > de 3º C a 4º C não bota. As reservas são usadas até a exaustão. É um estádio muito crítico para a ocorrência de doenças.Início da tuberização Inicia-se de 2 a 4 semanas após a emergência. Médias diárias mais favoráveis à cultura é de 15º C a 20º C. deficiências nutricionais. mais luz pode ser interceptada do que em dias curtos e. A fotossíntese é iniciada. As reservas do tubérculo-mãe sustentam o crescimento por cerca de trinta dias. cerca de 7 semanas após plantio. a produção diária é maior. Para início da tuberização é de 17º C ( abaixo de 6º C são raros os tubérculos formados e acima de 28º C a 30º C não tuberiza). São formados os tubérculos que serão colhidos. Início da tuberização. A folhagem se torna amarelada. Crescimento dos tubérculos. consequentemente. desenvolvimento da folhagem e início da formação dos tubérculos na extremidade dos estolões. noturnas acima de 20º C inibem a tuberização. Os tubérculos crescem bastante devido às expansões celulares que são predominantes. pois os assimilados da fotossíntese são redirecionados. os estolões são mais compridos.

Dominância apical Com condiç es favoráveis ocorre a emissão de um ou mais brotos a partir da gema apical do tubérculo. tem grande influência na emergência das plantas. Alguns autores sugerem que a melhor relação entre a idade e o potencial produtivo seria expressa em graus dia (Canadá. Deve-se evitar. A idade ideal para o plantio normalmente se situa entre 4 a 6 meses após o desligamento da planta mãe.Entretanto e baixas intensidades luminosas o crescimento da folhagem é estimulado e o dos tubérculos retardado. ou em solos infestados com agentes de doenças. Quando é plantada antes ou após a idade fisiológica mais apropriada. Pleno vigor de brotação. porém com menor vigor para plantio. nos de outono deve-se dar preferência à exposição leste-norte. a fim de permitir um melhor desenvolvimento das raízes. as variaç es de temperatura e iluminação favorecem as mudanças no equilíbrio hormonal. tal como o que causa a murchadeira. pelas práticas culturais. diversos ¤ ¢ ¢ ¢ ¥ £ ¡ ¢ ¢ ¢ ¡   ¢ ¢ ¢ © ¨ § ¦ § . haverá perda produtiva proporcional ao tempo. de preferência areno argilosos. bem como na formação e produção de tubérculos. eralmente os tubérculos estão com turgescência normal ou com leve perda desta. Idade fisiológica da batata-semente Senescência A batata-semente já perdeu a capacidade de emitir brotação vigorosa. Idade fisiológica da batata-semente As mudanças nas idades cronológicas resultam em diferentes idades fisiológicas. que conduz ao início das brotaç es. Pleno vigor de brotação corre o desenvolvimento simultâneo da maioria dos brotos. Calagem Apesar da batata ser considerada planta tolerante à acidez do solo. 1987 . tomate etc. Para tanto. também. Os plantios de primavera podem ser realizados em qualquer exposição. Pode ocorrer a formação de pequenos tubérculos nos brotos. Podemos estabelecer diferentes idades fisiológicas Dormência. apresentando aspecto murcho e esgotado. esse período a atividade metabólica está reduzida a um mínimo e o balanço hormonal interno está a favor dos inibidores do crescimento. Depende da cultivar. Os solos. Implantação e colheita da cultura da batata Escolha e preparo da área Deve-se evitar o replantio ou plantio em locais onde foram cultivadas solanáceas em anos anteriores (fumo. época local de plantio ciclo vegetativo. são necessárias duas lavraç es e gradagens. este período. leves e arejados. águas de chuva ou de irrigação que provenham de terrenos suspeitos.). Dormência ubérculo não brota mesmo que colocado em condiç es favoráveis. Idade fisiológica da batata-semente 5 Brotaç es longas As brotaç es já estão bastante desenvolvidas e com média a alta perda de turgescência. além de facilitar o plantio. Dominância apical. A profundidade de aração deve estar em torno de 20 cm. condiç es de armazena mento. pimentão. Preparo do solo Um bom preparo do solo. Se o broto apical é removido há estimulação à brotação das demais gemas. Brotaç es longas. Senescência. devem ser profundos.

Cultivares de película amarela : Ágata. SC (Fone: 47 3624-0127) e na Embrapa Clima Temperado. há maior produtividade. ou separado destas. Monalisa. aproximadamente. Macaca. observa-se maior incidência de sarna comum nos tubérculos. Em função desses resultados. Eliza. Com pH 6.0 em água do solo. a adaptação ecológica e tecnológica é importante para o custo. não infestado por bactérias causadoras de murchadeira. O sementeiro deve se localizar em área distante de lavouras de produção de batata para consumo. como a redução dos efeitos danosos de altas concentrações de alumínio e de manganês trocáveis. bem como pelo aumento da disponibilidade de fósforo. e em solo ainda não cultivado com batata ou. de maior qualidade. Baronesa. manejo e qualidade da produção.5. sugere que metade seja -se aplicada no plantio e o restante. por obstáculos naturais: matas. 6 Sementeiro É uma pequena lavoura de multiplicação de sementes feita pelo produtor de batata consumo. provavelmente associado à fatores indiretos. dependendo do clima. Adubação N Da recomendação apresentada na Tabela 5 para o N. RS (Fone: 53 32758199). etc. Nota: Pode-se obter informações sobre a obtenção de sementes das cultivares nacionais na Embrapa Transferência de Tecnologia. Cultivares de película vermelha: Asterix. Além disso. com esse pH. Escritório de Negócios de Canoinhas. principalmente quando ocorrem fortes estiagens. por ocasião da amontoa. Para implantar o sementeiro o produtor deve adquirir cerca de 20% da semente que planta habitualmente ou que pretende plantar no período seguinte. Cristal. foi estabelecido que para a cultura da batata. .trabalhos mostram a existência de resposta positiva ao uso de calcário. no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Cultivares O que mais importa na escolha de uma cultivar são as suas características de mercado (mesa ou processamento) e o seu potencial de produção. também. Catucha. 30 dias após a emergência. sabidamente. o uso do calcário deve visar elevar o pH em água do solo a 5. No entanto. morros. Pelotas. com o objetivo de reduzir o custo desse insumo e melhorar a sanidade da lavoura. resultante da produção de tubérculos de maior tamanho e.

Dentre os tratamentos recomendados cita-se: o ácido giberélico. Tapa-se o tubérculo-semente com 10 a 15cm de terra. O número de tubérculos necessário para o plantio de um hectare varia de acordo com o espaçamento entre e dentro da linha (Tabela 8). que é em média de 0. Colheita antecipada. Para produção de batata-semente da maioria das cultivares. Ambos aplicados cerca de duas semanas antes do plantio.35 m. adaptase o espaçamento entre linhas. o bissulfureto de carbono. dispensam o forçamento químico da brotação.75 m. onde já foi misturado o adubo.Os principais cuidados com o sementeiro são: Controle dos afídeos (pulgões). 7 Tratos culturais Capina: deve ser feita após 20-30 dias da emergência da batata ou quando as plantas atingirem 20-30 cm de altura. é importante o forçamento da brotação. numa altura média de 15 cm.25 a 0. na dosagem de 15 a 25 cm3 por m3 de câmara hermética. aplicado por imersão ou em pulverização. na concentração de 5 a 10 partes por milhão (ppm) (1g para 100 a 200 L de água). O cultivo de verão (terceira época) tem aumentado no Campos de Cima da Serra . Erradicação das plantas anormais ou com sintomas de doenças. Amontoa: é feita pouco depois da capina. antes da seca natural da rama. Espaçamento: conforme o equipamento utilizado para o plantio e tratos culturais. a maioria das cultivares nacionais. cumpre três funções: . quando manejadas adequadamente. Profundidade: deve-se plantar em sulcos de 5 a 10cm de profundidade. o espaçamento na linha vai de 0. Em geral. Controle das doenças fúngicas da parte aérea. que são os principais vetores das viroses. Forçamento da brotação Para a produção de batata para consumo. o número de tubérculos produzidos. especialmente na implantação do sementeiro. Dependendo do tamanho do tubérculo-semente e do destino da produção (consumo ou semente). Em áreas muito infestadas por invasoras deve-se realizar o controle químico. pois aumenta o número de hastes por caseira e. o plantio de fim de inverno (15 de agosto a 15 de setembro) e o de fim de verão (15 de fevereiro a 15 de março). Plantio Época: há duas épocas principais de plantio para a maioria das regiões do Rio Grande do Sul. com equipamento conveniente e disponível na propriedade. O número de tubérculos por caixa ou saco varia de acordo com o tipo de semente (Tabela 7). retirando do campo as plantas juntamente com todos os tubérculos. conseqüentemente.

em espera no barracão. e posterior murchamento e morte da planta. Evitar excesso de machucaduras dos tubérculos na colheita e transporte e usar sacaria nova e caixaria devidamente sanitizada com formol a 3%. Acostumar-se com o hábito de lavar e higienizar os equipamentos de colheita e a caixaria/sacos de catação. para minimizar os efeitos nocivos de podridões. deixando-se os tubérculos de 2 a 3 hs. Canela Preta. com formol a 3%. Ponto de colheita A colheita deve ser feita após as plantas secarem naturalmente ou duas semanas depois de tratadas com dessecantes (herbicidas) de modo que os tubé rculos apresentem a película bem firme. ao serem cortados. Os sintomas observados nos tubérculos são lesões pequenas e superficiais. meios de transporte etc. Cultivares mais suscetíveis devem ser plantadas em solos com pH baixo (cerca de 5) e. evitar o plantio em solos mal drenados (acabar com o pé-de-arado ). sorgo etc. realizar a colheita em dias secos e armazenar a batata em locais bem ventilados. O armazém deve ter boa ventilação e o tubérculo não pode receber luz direta se for para o consumo. milho. uma excreção de coloração creme. no máximo. devem receber irrigação em períodos de . sacos. Nesse momento deve-se eliminar os tubérculos podres. Talo Oco ou Podridão Mole: causadas por Erwinia spp. também altamente disseminada nos solos cultiváveis. com posterior morte da 8 planta. É uma doença que ocorre freqüentemente. exalando um odor fétido e. em áreas também livres. equipamentos. É importante que os tubérculos cheguem bem secos ao local de armazenamento. ficar atento para a infestação de pulgões que chegam aos brotos através de lufadas de vento. Colheita A colheita deve ser efetuada em condições de baixa umidade. podem sofre r grandes perdas no depósito. Os tubérculos infectados.. deve ser feita uma desinfestação prévia do armazém. abrindo a possibilidade de infecção do lote com viroses. incorporação de fertilizantes de cobertura formação do camalhão. Antes do armazenamento. bem como a ocorrência de períodos secos durante o ciclo da cultura. Quando os tubérculos-semente estiverem prontos para plantio. quando colhidos úmidos e armazenados em más condições.capina mecânica. defeituosos ou muito lesionados. fazer rotação de culturas com gramíneas. A rotação com gramíneas (aveia. ou de reentrâncias profundas e suberificadas. com característica coloração negra. expostos ao sol. Doenças da Batata Causadas por bactérias Murchadeira: causada por Ralstonia solanacearum.). que ocorrem no processo de colheita mecânica e no manuseio da catação. pois provoca o esverdeamento. plantando-se batata-semente livre do patógeno. Para o controle deve-se usar sementes sadias. O controle da murchadeira deve ser feito preventivamente. favorecem a ocorrência. Classificação e armazenamento Para a classificação de tubérculos-semente usar peneiras apropriadas (Tabela 7). caixas. principalmente quando o objetivo é a produção de tubérculo-semente. Sarna Comum:causada por Streptomyces scabies. Evitar causar danos excessivos nos tubérculos. A elevação do pH do solo. e que resultam em perdas por aprodrecimento no armazenamento. sendo muito dependente das condições ambientais favoráveis (calor e umidade). reduz a população do patógeno no solo. uma podridão mole característica. também. Os principais sintomas são o murchamento e o secamento de uma ou mais hastes. O principal sintoma é o apodrecimento da haste. especialmente no estádio de tuberização. é a principal doença bacteriana da batata e o maior problema para os produtores de batata-semente. exsudam pus bacteriano. Os tubérculos infectados desenvolvem.

Encontra-se em qualquer parte da folhagem. requerendo controle imediato.): é um besouro de corpo alongado. cor marrom clara. Pinta Preta ou Alternaria: causada por Alternaria solani. Normalmente atacam a lavoura em grande número. ou podem abandoná de -la modo repentino. inclusive. em reboleira. intercaladas com a coloração verde normal. quase sempre. Os sintomas consistem em lesões pardas escuras nas folhas. Na parte aérea o controle é recomendado quando houver severo desfolhamento. Causadas por fungos Requeima ou Preteadeira: causada por Phytophthora infestans. é uma doença que ocorre. O controle é semelhante ao utilizado para o PLRV. na forma de um mofo cinza esbranquiçado e sobrevive somente em tubérculo s e em plantas vivas (soqueira). é a principal doença fúngica da batata. 9 erradicação das plantas infectadas. Controle: rotação de culturas com gramíneas e utilização de tubérculo-semente livre da enfermidade e com brotação uniforme e vigorosa. encarquilhamento. Pode saltar e voltar à posição normal. eliminação de plantas voluntárias em outras lavouras e amontoados de descartes e tubérculos-semente sadios. Causadas por vírus Mosaico: diversos vírus da batata podem causar o Mosaico. Os besouros não causam nenhum dano. brilhante. que não funciona. Os adultos comem as folhas. é a principal virose da batata no Brasil. diferindo em relação ao combate aos pulgões.PVY). em plantas maduras. combate aos pulgões. que progridem para os pecíolos e hastes. pode destruir completamente uma lavoura em poucos dias. causando danos aos tubérculos. uma clorose generalizada da planta e uma acentuada redução do crescimento Esta doença se dissemina através dos tubérculos-semente infectados e dos pulgões. Vivem no solo. Os adultos comem as folhas e ramos finos. O mais comum e importante é o vírus Y da batata (Potato virus Y . geralmente. Além disso. é necessário o uso de inseticidas no sulco de plantio. quando colocado de costas. Em condições de temperatura amena e muita umidade. Enrolamento da Folha: causada pelo vírus do enrolamento da folha da batata (Potato leafroll virus . ocorre. de tamanho e forma irregulares. deve-se iniciar aplicações com fungicidas quando as plantas atingirem 10 a 15 cm de altura e sempre que as condições climáticas favorecerem o desenvolvimento do patógeno. O principal sintoma é o enrolamento das margens dos lóbulos foliares para cima. cor verde escura. Evitar o plantio muito fundo e em terrenos muito frios (temperatura do solo abaixo de 18oC) para que os brotos tenham rápida emergência e escapem do ataque do fungo. Bicho arame (Conodorus spp. necrose das nervuras e queda. A ocorrência é freqüente. Encontra-se em qualquer parte da folhagem. Para o controle da doença. com manchas cinza escuras na superfície do corpo. As larvas vivem no solo e atacam e danificam os tubérculos. O vírus também pode induzir nas folhas rugosidade.seca. Têm coloração branca e uma placa escura na extremidade do abdome. com pontuações pretas. Vaquinha (Diabrotica speciosa): é um besouro de corpo oval.PLRV). os tubérculos. além de clorose generalizada e redução do crescimento das plantas. especialmente em locais já plantados . Sintoma: áreas de coloração mais clara ou amarelada nas folhas. isolamento das lavouras e destruição de soqueiras (plantas espontâneas) de batata. no sentido da nervura principal. cor marrom escura avermelhada. cor cinza opaca. As larvas têm o corpo achatado. com três manchas amarelas em cada asa. Pragas da Batata Burrinho (Epicauta atomaria): é um besouro de corpo alongado. O fungo pode ser visto na parte inferior das folhas. além do uso de cultivares resistentes. podendo atingir. aparência vitrificada. Para a proteção dos tubérculos. O controle é feito através do plantio de tubérculos sadios. por ser este um vírus de relação não persistente com os vetores.

Por si.M a c ro s iph u m tem cor verde a rosada. Ataca as folhas e caules. preferindo formar colônias nas folhas superiores. dando-se alta pressão para obter boa cobertura. Mosca minadora (Liriomyza huidobrensis): é pequena. em forma de espiral. também. com manchas amarelas. 10 Pulga-do-fumo(Epitrix spp.): é um pequeno besouro de corpo oval. especialmente à Alternaria.com batata. propicia bons resultados por cerca de 30-40 dias. As larvas atacam os tubérculos. Os adultos comem as folhas. Encontram em -se qualquer parte da folhagem. quanto nos armazéns. não é comum. . As larvas fazem galerias nas folhas. Formam colônias na parte inferior das folhas. Traça (Phthorimaea operculella): a lagarta é verde esbranquiçada a verde rosada. causando pequenos furos e tornando-as rendilhadas. aplicados no sulco de plantio ou quando da amontoa. A mosca perfura as folhas para ovopositar ou obter alimento. exigem controle preventivo. As larvas. causando pequenos furos. de cor marrom acinzentada ou preta. O ataque da pulga é esporádico. produzindo galerias. com aplicação de inseticidas no sulco de plantio. que salta rapidamente quando molestado. no RS. podendo ocorrer tanto nas lavouras. sendo maior em períodos de seca. de corpo mole. cor variando de preta brilhante a marrom escura. Sua ocorrência. É praga de infestação cruzada. A aplicação na folhagem deve ser feita com pulverizadores de bico fino. não causam sérios danos. Também ataca os tubérculos. a não ser quando em grandes quantidades (cerca de 10% das plantas infestadas com colônias).M y zu s tem cor variando do verde ao rosado. formando colônias nas folhas baixeiras das plantas. abrindo caminho para doenças fúngicas. O controle através de inseticidas sistêmicos. Pulgões: são pequenos. O ataque tem aumentado de freqüência e de intensidade nas lavouras do RS. O dano maior refere-se à transmissão de viroses.

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