STJ decide que vigia também tem direito à aposentadoria especial

A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) considerou que a profissão de vigia patrimonial, que no desempenho da sua função fica exposta a riscos para impedir ação criminosa, também tem direito à aposentadoria especial, da mesma forma que a do guarda. O Tribunal rejeitou recurso do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que tinha como intuito mudar acórdão do Tribunal Regional Federal da 1ª. Região (TRF1). O TRF1 concedeu tal aposentadoria a um cidadão que durante anos foi vigia do Banco do Estado de Minas Gerais S/A. E entendeu que esse segurado, que chegou a usar revólver no exercício da profissão, tem direito à conversão do período de atividade em que permaneceu nesse emprego em tempo especial para fins de aposentadoria. O argumento do INSS ao apresentar o recurso junto ao STJ foi de que a atividade de vigia patrimonial não pode ser considerada atividade especial, para fins de conversão de tempo de serviço. Uma vez que não se equipara à função de guarda – citada no Decreto 53.831/64 (referente à lista das profissões que podem ter aposentadoria especial). Além disso, a entidade recorrente alegou que o acórdão do TRF1 – que considerou como prejudicial à saúde o exercício da atividade profissional do referido vigia – é divergente de entendimento do TRF da 4ª. Região sobre o assunto. A relatora do recurso no STJ, ministra Laurita Vaz, entretanto, afirmou no seu voto que o rol de atividades consideradas prejudiciais à saúde ou à integridade física no decreto é meramente exemplificativo e não taxativo, sendo admissível que atividades não elencadas neste rol sejam reconhecidas como especiais, desde que tal situação seja comprovada por outros meios – caso do vigia em questão. E destacou que, nesse caso, a atividade desempenhada pelo vigilante expôs sua integridade física e sua vida aos mesmos riscos da profissão de guarda. Além disso, a ministra apresentou em seu relatório parecer do Ministério Público (MP) sobre o caso, segundo o qual o tempo de servido prestado pelo segurado à época em que estava enquadrado em atividades especiais pode e deve ser convertido como tempo especial, desde que a atividade laboral tenha sido realizada antes da Lei 9.711/98 – que dispõe sobre a recuperação de haveres do Tesouro e do INSS. A ministra Laurita Vaz citou, ainda, precedentes do STJ em relação ao caso, em recursos especiais que foram desprovidos anteriormente pelos ministros Hamilton Carvalhido e Arnaldo Esteves Lima

975. Eu não posso. 1835 e 2426. parágrafo 4º. 1797.STF garante aposentadoria especial a servidores Ao analisar um conjunto de 21 Mandados de Injunção sobre aposentadoria especial de servidores públicos. mesclando a Constituição Federal e a Lei 8. 885. o ministro fez questão de deixar clara a impossibilidade de se criar um terceiro sistema. 923. que dispõe sobre os Planos de Benefícios da Previdência Social. 1700.213/91. 957. 1660.213/1991. 1152. 991. Foram julgados nesta segunda-feira (2/8) os MIs 835. Com informações da Assessoria de Imprensa do STF. Isso ficará por conta do setor administrativo definir”.213/1991. nos moldes da decisão da Corte no MI 758. 1682. 1440. . se ele atende ou não aos requisitos. para verificar se o servidor atende aos requisitos constantes da Lei 8. 1747. Além disso. 1270. 1681. “Eu apenas fixo os parâmetros para a aposentação. 1128. apreciar esse aspecto. 1182. no mandado de injunção. se o impetrante realmente atender aos requisitos da Lei 8. 1800. o Plenário do Supremo Tribunal Federal STF garante aposentadoria especial o direito à aposentadoria a servidores concedeu a ordem em todos os casos. que trata do direito à aposentadoria especial dos servidores públicos. garantindo especial. a alegação é a mesma: os impetrantes afirmam trabalhar em situações insalubres e reclamam da ausência de regulamentação do artigo 40. mas deixou claro que cabe ao setor administrativo responsável a comprovação de cada situação. 1083. disse em seu voto que concedia a ordem. desde que a área administrativa responsável confirme o atendimento aos requisitos da Lei da Previdência Social. ministro Marco Aurélio. conforme foi decidido pelo Pleno no julgamento de embargos declaratórios no MI 758. O relator dos mandados de injunção. Em todos os processos. explicou o relator. da Constituição Federal.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful