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Resumo de filosofia página 190 a 204

Marisa Oliveira da Mota


Agropecuária 18

Os gregos nomearam como "política" a vida comum e as relações que travamos com
nossos semelhantes na administração dos interesses de uma comunidade. Tal relação às
vezes se mostra problemática, como os conflitos políticos que ocorrem_atentado de 2011,
por exemplo. Hoje em dia, as pessoas acreditam que a política é algo distante de si e
reservado às pessoas que se dedicam a esta. No entanto, a filosofia mostra que não é bem
assim.
É preciso entender que esta questão está infimamente atrelada à vida dos indivíduos. Para
entender esta relação entre os indivíduos é preciso ter noção do conceito de poder. O poder
também pode ser definido como a capacidade de impor sua vontade no outro ou até mesmo
a ideia de autoridade. Todavia, não cabe ao poder somente subjugar, mas também
administrar e organizar as vontades coletivas e particulares. O meio para conseguir
administrar as vontades particulares dos indivíduos é a catalisação, facilitando ou
dificultando o ritmo dos acontecimentos, de modo a privilegiar determinadas ocorrências e
evitar outras.
Para que houvesse equilíbrio na organização social, foi criada a teoria política clássica de
que o poder que o governante detém deve ser igual à quantidade de poder que os
governantes não têm. Tal teoria, conhecida conhecida como teoria da soma zero, é baseada
em elementos espaciais e matemáticos.
Outrossim, o filósofo Michel Foucalt elaborou um conceito diferente da soma zero_esta
última era macroscópica, isto é, um modo de observar em perspectiva ampla. Para ele, o
poder está em tudo, isto é, em todas as relações, permeando o mundo como uma rede. A
análise de Michel recebeu o nome de microfísica do poder. Esse também estabeleceu sua
teoria do poder em cinco pontos
1. O poder se exerce.
2. As relações de poder são imanentes
3. O poder vem de baixo
4. As relações de poder são intencionais
5. Se há poder, há resistência.
Todavia, os conceitos sobre poder não foram somente estabelecidos nos períodos mais
modernos, na Grécia tal já era discutido por Platão e Aristóteles. Nos seus Escritos,
Arístocles ou Platão reflete sobre a melhor forma de governar a pólis. Divide-as atividades
que são feitas e cada ser deve cumprir sua finalidade para o bem comum, sendo os
filósofos os mais aptos para os cargos de governos por serem sábios. Já para Aristóteles, o
bom governo é aquele que visa o bem comum. Já o mau governo é aquele em que o
governante põem seus interesses acima do coletivo.
Após, nos meados do final da Antiguidade, o Império Romano também se destacou o poder
de caráter centralizado. Posteriormente, no âmbito medieval surgiram as perspectivas
espirituais atreladas ao poder. No renascimento, houve algo revolucionário que mudou a
perspectiva de pensar da política, onde inúmeros filósofos demonstraram suas concepções
políticas.
Maquiavel, um dos pensadores políticos modernos, em seu livro "o príncipe" recebeu
interpretações polêmicas. No qual houve um manual de como organizar a política. Esse
livro mudou a forma de pensar política. Maquiavel dá uma série de conselhos de como
governar, conquistar e manter territórios, numa perspectiva de política centralizadora, em
que o governante não deve se limitar por regras morais. No qual a força e capacidade de
liderança (virtú) e o como proceder no acaso, sorte (fortuna) devem permear o governante.
Nicolau Maquiavel mostrou como as coisas se passavam no âmbito das relações de poder
e de governo.