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ORGANIZAÇÃO MOLECULAR DA CÉLULA

 Moléculas – unidades orgânicas


 É a partir das biomoléculas que se pode originar uma vida.
 Além de serem responsáveis pela constituição, as macromoléculas também
possibilitam as funções celulares.
 Biomoléculas
 Todas as biomoléculas dependem das interações atômicas = Lewis[ descobriu essas
interações]
 Os átomos que constituem a matéria orgânica geralmente têm suas orbitas
externas incompletas, tornando-se altamente reativos = apresentam forte
tendência para interagir com outros átomos.
 Teoria do Octeto estabelece que os átomos devem possui oito elétrons em sua
camada de valência de modo a adquirir estabilidade química.
 Possibilitou a maquinaria celular = reprodução, metabolismo e manutenção da célula.
 DNA – dupla fita, material genético, as informações contidas no DNA não podem ser
retiradas de dentro dos filamentos. Para isso, tais devem ser copiadas, cargo
responsável pelo RNA
 RNA – fita única
 Proteínas – produto da transcrição do RNA e da tradução desse mesmo
 Estruturais = formam estruturas celulares, como o citoesqueleto.
 Enzimática = acelerar as reações químicas – como a divisão celular
 Fosfolipídeos – é importante que a célula seja isolada do meio externo, pois ela como
entidade viva precisa ter um ambiente particular para desempenhar suas funções. A
bicamada lipídica é responsável por isso, funcionando como uma barreira seletiva.
 Polissacaridios – fonte de energia
 Animais – glicogênio, no fígado – reserva de energia
 Planta – amido – formará a parede celular de celulose.
 Todas as biomoléculas são formadas por polímeros – unidades repetitivas
 Macromoléculas – polímero – monômero – átomos
 Monômeros
 Homopolímeros - glicose
 Heteropolimeros – DNA e RNA
 Aminoácidos – proteínas

Ligações químicas

 Provem o entendimento de como as biomoléculas são formadas.

 Ligações covalentes = compartilhamento entre os


elétrons da ultima camada. A estrutura linear de
todas as biomoléculas se une através de ligações
covalentes.

 Os aminoácidos ligam-se covalentemente


para formar a estrutura primaria [ligações
peptídicas]
 Ligações não covalentes = menos estáveis, porem dão grande plasticidade a molécula com
baixo gasto energético
 Possibilitam alterações, montagens e desmontagens – as
biomoléculas constroem estruturas que são capazes de
automontagem e de se desmontar, como os microtubulos

 Ponte de H = importante para dar forma as proteínas, isto


é, a tridimensionalidade de tais.
 Ligações iônicas = eletrostáticas
 Interações Hidrofóbicas = fosfolipídios

Água, moléculas e células

 Todas as macromoléculas e reações quimicas que ocorrem dentro da célula acontecem no


meio aquoso.
 A célula surgiu e se adaptou ao meio aquático
 A molécula mais abundante é a água.
 A água é polar = a molécula sofre uma pequena torção, produzindo uma polaridade. O O é
negativo, e os 2H são positivos. Assim, ela possui uma extremidade negativa e duas positivas.
 Com isso, a água consegue dissociar muitas moléculas
 Solvente universal = penetra entre as partículas do soluto, que pode ser um sal, um
açúcar etc. Quando penetram na partícula, as moléculas de água promovem a
separação das partículas, dissociando-as A mistura formada é chamada de solução.
 Influi na configuração e propriedades biológicas das moléculas – apolares, polares e
anfipáticas. [fosfolipídios e aminoácidos]
 Meio onde ocorre todas as reações metabólicas celulares.
 CL = interage com os pólos positivos
 Na = interage com os pólos negativos
 Tendem a interagir mais com água do que entre os átomo que
podiam se complementar.

Critérios utilizados para categorizar uma entidade viva

 Pelo menos uma vez durante a sua existência


 Todas essas características dependem das biomoléculas
 Tais quesitos dependem de um modo direto ou indireto do DNA.
 A presença de DNA ou, de forma equivalente, RNA, é na atualidade uma condição necessária a
definição de ser vivo. Porem discute-se se apenas a presença da molécula é ou não condição
para caracterizar um ser vivo.
 Desenvolvimento = passagem por varias etapas, que vão desde a concepção até a
morte
 Crescimento = absorção e reorganização cumulativa de matéria oriunda do meio; com
excreção dos excessos e dos produtos indesejados
 Movimento = intracelular e da célula propriamente dita, em meio interno -dinâmica
celular- acompanhada ou não de locomoção do meio ambiente.
 Reprodução = capacidade de gerar entidades semelhantes a si próprias
 Resposta a estímulos = capacidade de detectar e avaliar as propriedades do ambiente
e de agir seletivamente em resposta as mudanças em tais condições
 Evolução – adaptação - = capacidade das sucessivas gerações transformarem-se
gradualmente e adaptarem se ao meio.
 Primeiro ocorre no individuo depois na população
 Ao lado, microscopia eletrônica de transmissão, trabalhada digitalmente.
 Bacteriófago = vírus de DNA, especifico de bactérias
 A classificação do vírus como ser vivo ou não ainda é incerta

Bacteriófago
injetando o seu material genético
na bactéria. Esse material vai se
fundir ao genético da célula
hospedeira, para que ocorra a
construção de outras unidades
virais. Até que há tantas, que a
célula hospedeira morre, são
lisadas.

Todo vírus precisa de uma proteína – também chamado de substrato – que se encaixe na célula
hospedeira de forma especifica. Essas proteínas são como chaves, elas precisam interagir com as
proteínas da membrana celular.

Dependendo do vírus as fechaduras são especificas para determinada célula, como o vírus da
imunodeficiência adquirida – HIV- que possuem muitas proteínas especificas para os receptores dos
linfócitos – CD4. E uma vez destruindo estes, o individuo perde a sua imunidade.

PROTEINAS

 Enzimáticas
 Estruturais
 São formadas por l -aminoácidos (monômero)
 São heteropolimeros, pois os monômeros são diferentes. O que eles possuem em comum é o
grupo amino, um grupo carboxila e um carbono alfa. Estes fazem parte de todos os tipos de
aminoácidos. Eles diferem nas cadeias laterais ligadas ao carbono alfa ( ou radical)
 Os aminoácidos se ligam por meio de ligações covalentes, formando polipeptídios, enzimas e
proteínas. Quando um aminoácido se liga a outro sempre ocorre uma interação entre o grupo
amino de um aminoácido e o grupo carboxila de outro aminoácido. Essa interação se dá por
uma ligação covalente, em que deve ser liberado um O e dois H, ou seja, água. Também é
chamada de ligação peptídica
 Aminoácido + aminoácido = dipeptídeo + água
 Até 200 aminoácidos, as proteínas são chamadas de polipeptídio
 Com mais de 200 são chamadas de proteínas

ORGANIZAÇÃO ESTRUTURAL

 Estrutura primaria: aminoácidos ligados por ligações peptídicas – da primaria a quartanária.


 Estrutura secundaria: quem vai ditar se o aminoácido vai estar em forma de folha beta
pregueadas ou em alfa hélice vão ser as pontes de hidrogênio que vão se formar entre os
átomos das moléculas dos aminoácidos. Entre o oxigênio do grupo carboxila de um aminoácido
e um hidrogênio de um grupo amino de outro aminoácido
 Estrutura terciária: dependendo do tipo de aminoácido, a proteínas vai se dobrar. Os
aminoácidos hidrofóbicos vão se encontrar no interior da proteína, se escondendo da água. Há
proteínas no citoplasma que conferem se a proteína esta com o dobramento correto ou não.
 Estrutura quartanária: associação de duas ou mais unidades terciárias. A exemplo,
hemoglobina.
ORGANIZAÇÃO MOLECULAR

 Função enzimática
 Função estrutural (forma o citoesqueleto da célula)
 Informacional (hormônios protéicos)
 Motricidade celular (movimentação e contração da célula, como por exemplo, as proteínas
actina e miosina)
 Pequena importância como fonte de energia. Porem se o organismo não tem muito açúcar a
disposição ele utiliza a quebra das proteínas

ACIDOS NUCLEICOS – DNA E RNA


 Em comum – bases nitrogenadas, um açúcar de 5 carbonos [pentose] e um grupo fosfato
 Diferença – uma das bases do RNA é a uracila que não existe no DNA. Neste temos a timina
- outra diferença, é que no carbono 2 do RNA tem-se OH e no DNA tem-se H.
 As moléculas de ácidos nucléicos são os monômeros que ligam por ligações covalentes
 Do carbono 5 de um nucleotídeo com o carbono 3 da pentose do nucleotídeo seguinte
 Nucleotídeos – formam os ácidos nucléicos
 Formados por uma base nitrogenada, tal se liga ao carbono dois da pentose – ligação
glicosídica – liberando água – ocorre uma ligação entre o nitrogênio e o carbono.
Tanto na ribose OH, quanto na desoxirribose H
 Pentose + grupo fosfato + base nitrogenada

 Pode possuir dois ou mais grupos fosfatos ligados a pentose – não faz parte do DNA.
 Nucleotídeo trifosfato – ATP – obtenção de energia para os processos metabólicos celulares

RESUMO DO RESTANTE DO VÍDEO

Os ácidos nucléicos correspondem ao DNA e o RNA. Em comum, ambos possuem bases


nitrogenadas, uma pentose e um grupo fosfato. Distinguem-se pela presença da uracila no
RNA, base que o DNA não possui, e timina no DNA, que não esta presente no RNA. Ademais,
eles diferem no tipo de açúcar, enquanto o DNA possui a desoxirribose, o RNA tem ribose. As
bases ligam-se de maneira especifica, assim a timina ou uracila se liga somente com adenina, e
a guanina se liga apenas com a citosina. Os nucleotídeos formam os ácidos nucléicos, e estes
são constituídos por uma pentose, um grupo fosfato e uma base nitrogenada. Historicamente,
o DNA foi descoberto em 1869 por Friedrich e Hoppe–Seyler.
O DNA possui dois filamentos (dupla-hélice). A função de tal é comandar o funcionamento da
célula e transmitir as informações genéticas para as outras células. Existem três tipo de RNAs,
o RNAm, que copia trechos do DNA (três pares de bases por vez, sendo que um par é chamada
códon), O RNAt, que lê as informações que foram preparadas pelo RNAr (processos chamados
de transcrição e tradução).

Os fosfolipídios são denominados como anfipáticos, por terem uma parte polar (hidrofílica) e
outra apolar (hidrofóbica), eles tendem a se unir em camadas para que a porção hidrofóbica
fique no interior longe da água e as partes hidrofílicas em contato com o meio aquoso. Os
polissacarídeos, por sua vez, são formados por homopolímeros.

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