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Instrumentos Electrónicos

 Amperímetros, Voltímetros e
Ohmímetros Analógicos.
 Multímetro Digital.
 Funcionamento do Osciloscópio
Analógico e do Osciloscópio Digital.
 Tipos de Pontas de Prova.
 Analisadores Espectrais.
Instrumentos Electrónicos

Amperímetros Analógicos
Amperímetro (ou Galvanómetro) de Quadro Móvel - (AQM)

Consiste num magnete permanente e numa


bobina móvel.
A passagem da corrente na bobina induz um
campo electromagnético que interage
com o magnete permanente, o que
provoca o movimento rotatório da bobina
e a deflexão do ponteiro acoplado ao seu
eixo.
A deflexão do ponteiro é proporcional ao
valor da corrente na bobina.
Amperímetro de D’Arsonval
Uma escala calibrada associada ao ponteiro
permite medir a corrente na bobina.
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Amperímetros Analógicos
Amperímetro (ou Galvanómetro) de Quadro Móvel - (AQM)

Características:

Permite apenas medir o valor médio de correntes muito baixas –


inferiores à sua corrente de fim de escala.
É muito sensível a pequenas variações de corrente na bobina.
A medida é mais exacta quando corresponde a um valor próximo
do fim de escala.
Apresenta baixa impedância interna.
Deve ser ligado em série com o circuito em teste.
A respectiva polaridade deve ser respeitada.
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Amperímetros Analógicos
Amperímetro (ou Galvanómetro) de Quadro Móvel - (AQM)

Características:

É muito sensível a variações de temperatura.


Os erros de paralaxe podem ser minimizados com utilização de
um espelho associado à escala.
Equipamento pouco portável e de frágil manuseamento.
Embora responda directamente à corrente eléctrica pode, com
componentes adicionais, medir diferenças de potencial,
resistência ou outra grandeza eléctrica.
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Amperímetros Analógicos

AQM

Imáx = 100 µA
Rint
A
1k

Rc Rb Ra
O divisor resistivo constituído
- 100 mA 10 mA 1 mA por Rc, Rb e Ra, designado
geralmente por ‘Ayrton Shunt’,
permite medir correntes supe-
imedido riores ao valor máximo que o
AQM suporta.
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Amperímetros Analógicos

AQM
 I max ⋅ Rint = (1mA − I max ) ⋅ (Ra + Rb + Rc )

Imáx = 100 µA
Rint  I max ⋅ ( Rint + Ra ) = (10mA − I max ) ⋅ (Rb + Rc )
A  I ⋅ ( R + R + R ) = (100mA − I ) ⋅ R
1k
 max int a b max c

Rc Rb Ra

- 100 mA 10 mA 1 mA  Baixa resistência interna.


 O erro associado a uma
medida depende da escala
imedido
utilizada.
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AQM
Voltímetros Analógicos
Imáx = 100 µA
Rint
A
Rc Rb Ra 1k

20 V 10V 1V

vmedido

 Elevada resistência interna.


 O erro de uma medida associado à mudança de escala é menor do que o de
um amperímetro.
 Se o ramo do circuito, para o qual se pretender medir a corrente, tiver uma
resistência de valor conhecido é preferível medir a corrente indirectamente
através da medida da tensão aos terminais dessa resistência – Lei de Ohm.
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Voltímetros Analógicos
Características:
Deve ser ligado em paralelo com o circuito em teste.
A respectiva polaridade deve ser respeitada.
Deve ser seleccionada uma escala superior ao valor
expectável da medida antes de se ligar o voltímetro.
A resistência interna do voltímetro deve ser superior à do
circuito em teste.
Os erros de paralaxe podem ser minimizados com utilização
de um espelho associado à escala.
Equipamento pouco portável e de frágil manuseamento.
Sensibilidade:
1
S= Corrente de fim de escala do AQM.
I fs
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Voltímetros Analógicos AC

O AQM apenas responde ao valor médio da corrente que passa


na bobina, que numa corrente alternada pode ser nulo. Logo,
uma medida AC necessita de uma rectificação de onda
completa. O instrumento passa a responder ao valor médio do
sinal rectificado.

Alguns instrumentos tem escala calibrada para o valor rms ou valor efectivo
(root-mean-square) – estes instrumentos são precisos apenas para sinais
sinusoidais.

1 n 2
X rms = ∑
n i =1
Xi X rms = 0,707 ⋅ X pico
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Ohmímetros Analógicos
AQM
Bateria
Interna
Imáx = 100 µA
Rint
A
Ajuste 1k
do
Zero Rc
100kΩ
Rmedido Rb
10kΩ

Ra
1kΩ
Escala

Ajuste do Zero Compensa a variação da diferença de potencial da bateria


interna provocada pelo seu envelhecimento. O ohmímetro
deve ser ajustado para medir 0 Ω com as respectivas pontas
de prova curto-circuitadas.
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Ohmímetros Analógicos

Devem ser utilizados apenas para medir resistências


sem outro sinal externo aplicado, caso contrário o valor
medido pode não corresponder ao valor correcto.

O utilizador não deve segurar a resistência a medir nos


dois terminais, caso contrário está a medir a sua
resistência em paralelo com a de teste.

O zero deve ser ajustado antes de se iniciar as medidas.


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Multímetro Analógico

Melhor que os digitais para sinais de frequência elevada


ou sujeitos a campos magnéticos fortes.

Os cuidados de utilização e de manuseamento são os já


referidos para cada instrumento per si.
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Multímetro Digital

Características:
Melhor exactidão (≈
≈ 0,001%), estabelidade e versatilidade que os
analógicos.
Baixo custo.
Detecção de polaridade automática.
Alguns dispõem de escolha de escala automática.
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Multímetro Digital

Características:

Maior rapidez de medida com erros de leitura reduzidos.

Protecção contra curto-circuitos.

Para além da visualização do valor medido permitem por


vezes o seu armazenamento.

Podem efectuar medições automáticas – Interface IEEE 488 ou


USB.

Impedância interna do voltímetro de 10 MΩ


Ω a 10 GΩ
Ω.

Largura de banda definida por limites inferior e superior.


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Multímetro Digital
Parâmetros a ter em conta antes da sua utilização/aquisição:

Resolução.
Exactidão.
Sensibilidade.
Impedância interna associada a cada tipo de medida e respectivas
escalas.
Intervalo de temperatura de funcionamento (calibrado).
Tempo de resposta a uma variação da grandeza em medição.
Ruído associado ao modo comum (CCMR – Commom-Mode
Rejection) que pode ser interpretado como parte da medida. Pode
ser minimizado se o instrumento dispor de um amplificador
diferencial na entrada.
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Funcionamento do Osciloscópio Analógico

Osciloscópio Reproduz graficamente uma tensão variável


no tempo, ou seja, reproduz visualmente a
amplitude instantânea de uma tensão em
função do tempo.
Tubo de Raios Catódicos (TRC)
+
Circuitos Principais:
Amplificador Vertical.
Amplificador de Sincronismo.
Base de Tempo.
Amplificador Horizontal.
Fonte de Alimentação.
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Funcionamento do Osciloscópio Analógico


Esquema de Blocos
Entrada

Amplificador
Vertical

Amplificador V
de
Fonte de Sincronismo H H
Alimentação TRC

Base de
Tempo V

Amplificador
Horizontal
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Funcionamento do Osciloscópio Analógico


Tubo de Raios Catódicos (TRC)
Âmpola de vidro com uma camada fluorescente no extremo mais
largo (écran do osciloscópio) e com um filamento no extremo
oposto (inicial) seguido de um conjunto de diversos eléctrodos que
proporcionam, focam, aceleram, controlam e desviam um feixe de
electrões.
Válvula electrónica fechada e com interior em vácuo.
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Funcionamento do Osciloscópio Analógico


Tubo de Raios Catódicos (TRC)

Filamento Proporciona a energia calorífica necessária


para provocar o desprendimento de electrões
do cátodo.

Cátodo Eléctrodo emissor de electrões.

Grelha de Controlo Regula a passagem de electrões provenientes


do cátodo em direcção ao ânodo. O seu
potencial deve ser negativo em relação ao do
cátodo.

O brilho da imagem do osciloscópio é


controlado mediante o ajuste deste potencial.
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Funcionamento do Osciloscópio Analógico


Tubo de Raios Catódicos (TRC)

Ânodos de Focalização e de Aceleração

Forte potencial positivo face ao do cátodo.


Permitem que um feixe muito fino de electrões se desloque a grande
velocidade.
O respectivo campo electrostático actua sobre os electrões de forma
análoga a uma lente biconvexa sobre um raio de luz – lente electrónica. A
sua distância focal pode ser alterada ao se modificar a diferença de
potencial entre o ânodo de focalização e o de aceleração.
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Funcionamento do Osciloscópio Analógico


Tubo de Raios Catódicos (TRC)
Placas de Deflexão Vertical e Horizontal

Sem deflexão o feixe de electrões iria embater no centro do écran. Uma


diferença de potencial aplicada a um destes pares de placas permite desviar
o feixe de electrões na direcção da placa de potencial positivo. Este desvio é
proporcional à tensão aplicada. Uma inversão da tensão permite o desvio do
feixe na direcção contrária.
Se a frequência do sinal em tensão aplicado for baixa observa-se o desloca-
mento do ponto, se for superior à persistência do olho humano, observa-se
uma linha contínua.
Na parte interna encontra-se depositada uma camada
Tela (Écran) fina e uniforme de uma substância fluorescente (ex.
sulfeto de zinco) que emite luz ao receber o impacto
do feixe de electrões.
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Funcionamento do Osciloscópio Analógico


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Funcionamento do Osciloscópio Analógico


Circuitos Principais
Amplificador Vertical/Atenuador

Permite amplificar sinais de baixa amplitude ou atenuar sinais de amplitude


elevada, tendo em conta a sensibilidade de desvio do feixe de electrões do
TRC. O amplificador vertical pode ter um, dois ou quatro canais. Em cada
canal de entrada podemos controlar a escala (mV ou Volt por divisão) e o
tipo de análise (AC ou DC).
Amplificador de Sincronismo

Permite manter estável a imagem no écran do osciloscópio. É responsá-


vel por fornecer ao circuito de base de tempo um sinal com frequência
igual ou submúltipla à do sinal de entrada, ou seja, do sinal de saída do
amplificador vertical. O sinal de sincronismo pode ser interno ou externo
ao equipamento.
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Funcionamento do Osciloscópio Analógico


Circuitos Principais
Base de Tempo

Permite que a diferença de potencial aplicada às placas deflectoras verticais


se traduza no écran numa função do tempo. Actua sobre as placas deflecto-
ras horizontais e permite que o feixe de electrões se desvie periodicamente
e, com velocidade constante, da esquerda para a direita voltando rapida-
mente ao ponto de partida (varrimento).
O circuito de base de tempo aplica às placas horizontais uma tensão variá-
vel do tipo dente de serra. Se os sinais a serem visualizados não forem
periódicos, ou não tiverem um período múltiplo do sinal dente de serra não
é possível repetir a mesma imagem, não se conseguindo uma visualização
estabilizada do sinal.
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Funcionamento do Osciloscópio Analógico


Circuitos Principais
v tr << tv

Traço de varredura
Traço de retorno
Base de Tempo

t
tv tr

Amplificador Horizontal

Garante que os sinais provenientes do circuito de base de tempo têm


amplitude suficiente para se observar o desvio do feixe de electrões a
toda a largura do écran do osciloscópio (nem sempre é necessário).
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Funcionamento do Osciloscópio Analógico


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Funcionamento do Osciloscópio Analógico

Medidas que podem ser efectuadas:

 Tensões contínuas ou alternadas.


 Correntes contínuas ou alternadas (medida indirecta).
 Impedância (através de um divisor resistivo ou de uma ponte
de medida adequada).
 Frequência (base de tempo calibrada ou através das figuras
de Lissajous e de um sinal de frequência conhecido – modo XY).
 Desfasagem entre 2 sinais da mesma frequência – modo XY.
 Verificação de díodos e de circuitos rectificadores – modo XY.
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Osciloscópios com Registo

Nos osciloscópios analógicos o TRG apenas permite a visuali-


zação momentânea de um sinal, uma reprodução fotográfica da
imagem é possível mas não é versátil.

Aparecimento de osciloscópios com possibilidade de registar e/ou


manter a imagem do TRG por um determinado período de tempo.

Existem 2 tipos de osciloscópios com registo, o 1º utiliza um TRG


especial e o 2º utiliza técnicas digitais.
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Osciloscópios de Amostragem

A largura de banda do amplificador vertical limita a frequência


dos sinais que podem ser analisados com um osciloscópio
convencional. Sinais com frequência superior podem ser
amostrados e visualizados num osciloscópio de amostragem.

O sinal é amostrado durante ciclos consecutivos. Em cada ciclo


apenas é adquirida uma amostra do sinal e, a mostra seguinte é
adquirida após um ciclo + um ligeiro atraso. O sinal reconstruído
é mostrado no écran do osciloscópio, sendo composto por di-
versas amostras do sinal de entrada adquiridas em ciclos
sucessivos.
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Funcionamento do Osciloscópio Digital

Surgiram da necessidade
de se registarem imagens
para efectuar a sua análise
posterior.

Vantagens face aos analógicos:

 Visualização e armazenagem do sinal por tempo indefinido.


 Captura de sinais não periódicos e eventos únicos no tempo.
 Visualização estática de sinais no écran independente de sua
frequência ou repetibilidade.
 Medidas diversas do sinal de forma mais precisa e directa.
 Processamento matemático do sinal.
 Interfaces diversas com outros equipamentos.
 Automatização de medidas.
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Funcionamento do Osciloscópio Digital


Diagrama de Blocos
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Funcionamento do Osciloscópio Digital


O sinal analógico de entrada é inicialmente convertido para
o domínio digital através de um conversor analógico-digital
(ADC) rápido, sendo em seguida armazenado numa memória
digital.
Após a sincronização horizontal e um processamento matemá-
tico opcional, o sinal é apresentado num écran digital (display).
O bloco vertical é semelhante ao de um osciloscópio analógico e
tem a função de adequar o sinal de entrada aos níveis de tensão e
corrente do ADC.
O bloco horizontal é essencialmente composto por um gerador
de um sinal de relógio. A frequência do sinal de relógio é definida
pelo circuito de base de tempo e define a taxa de amostragem do
ADC.
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Funcionamento do Osciloscópio Digital

O ADC amostra o sinal de entrada periodicamente sendo


posteriormente armazenado numa memória digital rápida.
As taxas de amostragem podem variar de alguns Hz até GHz
dependendo do conversor utilizado e da base de tempo
seleccionada.

Os dados armazenados na memória sob a forma de uma


matriz tensão × tempo podem sofrer um processamento
matemático (operações algébricas, média, estatística, FFT,
etc.) e são transferidos para a memória de vídeo, sendo em
seguida apresentados no écran, que pode ser colorido ou
monocromático e do tipo TRC, cristal líquido, plasma, etc.
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Funcionamento do Osciloscópio Digital


Amostragem do Sinal em Tempo Real:

O ADC “amostra” o sinal de entrada e converte-o para a forma


digital em intervalos de tempo precisos e definidos pela base de
tempo horizontal. Em geral, a taxa de amostragem é tal que uma
média de 500 a 1000 pontos são adquiridos durante o intervalo
de tempo definido.
Para sinais rápidos, nem sempre é possível obter tal número de
pontos devido à taxa máxima de amostragem do ADC. Neste
caso, o critério de Nyquist para sinais amostrados deve ser
respeitado, ou seja, a frequência de amostragem fs deve ser no
mínimo duas vezes superior à frequência máxima do sinal.
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Funcionamento do Osciloscópio Digital


Sub-Amostragem do Sinal (Aliasing):

Quando a frequência de amostragem do ADC é inferior ao dobro da


frequência máxima do sinal (fs < 2*fmax), ocorre uma espécie de bati-
mento entre as duas frequências, fenómeno conhecido como aliasing.
O sinal visualizado não corresponde ao original e possui uma fre-
quência f’ igual a:
f ' = f − fs ,
sendo f a frequência do sinal original.

Os ADCs dos osciloscópios, na prática, possuem uma taxa de amos-


tragem máxima de 2 a 10 vezes superior à sua largura de banda (BW).
Nota: a BW e a fs são os principais parâmetros dos osciloscópios
digitais e definem em grande parte o custo final do instrumento.
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Funcionamento do Osciloscópio Digital


Especificações:
Largura de Banda – 20M/1GHz.
Número de Canais – 1/5.
Tempo de Subida (Rise Time) – 17,5 ns.
Sensibilidade Vertical (Vertical Sensivity) – 1mV/Div.
Velocidade de Varrimento (Sweep Speed) – 200ns/Div.
Exactidão do Sistema Vertical (Gain or Vertical Accuracy) – ± 3%.
Exactidão do Sistema Horizontal (Time Base or Horizontal
Accuracy) – ± 3%.
Frequência de Amostragem (Sample Rate) – 200MS/s.
Resolução Vertical ou do ADC (ADC or Vertical Resolution) –
8/16bit.
Memória – 4/512Mb.
Comunicação – PCI, PCMCIA, USB, PXI, GPIB, RS232.
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Tipos de Pontas de Prova


Alta Impedância:

Reduzem a capacidade efectiva e aumentam a


resistência de entrada do osciloscópio.
R1

R1 e C1
+ +
C1
C2
Vi R2
30p Vo Permitem atenuar o sinal de entrada
1M
por um factor de 10:
- -
R1 = 1 MΩ
Ω e C1 = 30 pF (factor 1)
R1 = 9 MΩ
Ω e C1 = 3 pF (factor 10)
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Tipos de Pontas de Prova


Alta Impedância:

C2 O seu ajuste permite compensar as capacidades


de entrada de diferentes osciloscópios. Este
ajuste deve ser efectuado quando o sinal de
entrada é o sinal de teste quadrado (fornecido
pelo equipamento):
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Tipos de Pontas de Prova


Desmoduladoras:

Utilizadas para analisar sinais modulados em amplitude.

R2
+ +
C1
Vi Vo
D R1 C2

- -

C1 bloqueia qualquer componente contínua do sinal em


análise. Os sinais de alta frequência são detectados por D e
encontram-se aos terminais de R1. O sinal de saída do filtro
R2C2 constitui o sinal de entrada do osciloscópio.
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Tipos de Pontas de Prova


Baixa capacitância:
R1

+ +
C1
Vi Vo

- -

Utilizadas para circuitos de radio frequência, impedância elevada ou


banda larga.
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Analisadores Espectrais

Um sinal fica definido se conhecer-


mos a sua descrição no tempo ou na
frequência.

Transformada de Fourier
Descrição no Tempo Descrição na Frequência

Transformada Inversa de Fourier

Descrição na Frequência Descrição no Tempo


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Analisadores Espectrais
Tempo vs Frequência
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Analisadores Espectrais
Tempo vs Frequência
Instrumentos Electrónicos

Analisadores Espectrais

Permitem a análise de sinais alter-


nados no domínio da frequência
ao calcular o respectivo espectro.

A análise espectral de um sinal fornece informação adicional difícil de ser


obtida numa análise temporal (osciloscópio). Por exemplo, ao se analisar
um sinal sinusoidal levemente distorcido em função do tempo, dificilmente
se percebe essa imperfeição. Na análise no domínio da frequência, peque-
nas distorções e imperfeições são facilmente identificadas, pois cada com-
ponente de frequência é visualizada separadamente.
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Analisadores Espectrais
Medidas Efectuadas:
Modulação: em sistemas de comunicação é fundamental a análise dos
níveis de potência relativos a cada frequência, do grau e da qualidade de
modulação, da largura de banda ocupada no espectro, etc.

Distorção: sistemas supostamente lineares apresentam sempre um


certo grau de não linearidade gerando consequentemente distorções no
sinal.

Ruído: todo o circuito ou elemento activo gera ruído tipicamente em


uma faixa larga de frequências. Medidas como figura de ruído e relação
sinal/ruído são importantes na caracterização de sistemas electrónicos
ou dispositivos.
Analisadores de baixa frequência podem efectuar numericamente uma
FFT (Fast Fourier Transform).
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Analisadores Espectrais
Tipos de Analisadores Espectrais:

1. Banco de Filtros.
2. Analisador por Varredura.
3. FFT.

Analisador Espectral com Banco de Filtros

Consiste num conjunto de filtros selectivos em frequência cuja entrada é


o sinal a ser analisado.
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Analisadores Espectrais
Analisador Espectral com Banco de Filtros

Cada uns dos filtros possui uma frequência central e uma largura de
banda de modo a cobrir uma determinada faixa do espectro de
frequências.

A saída de cada filtro é rectificada e filtrada, sendo o nível DC resultante


aplicado a um indicador visual.

A medida é feita em paralelo.

A frequência central e a largura de banda dos filtros são fixas o que


limita a faixa de frequências a ser analisada.

O custo de implementação é inviável para uma alta resolução de fre-


quência devido ao grande número de filtros (cada um deles com uma
largura de banda estreita).
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Analisadores Espectrais
Analisador Espectral por Varredura

Em vez de um conjunto de filtros ou de um filtro sintonizável em fre-


quência (implementação díficil), este tipo de analisador utiliza um filtro
de frequência fixa associado a um processamento do sinal de entrada de
modo a deslocá-lo no espectro de frequência (varredura) de forma con-
trolada.
Uma forma simples de processamento é a multiplicação analógica do
sinal de entrada por um sinal sinusoidal cuja frequência pode ser facil-
mente controlada eletricamente.
O processo de multiplicação é efectuado por um dispositivo não linear
designado por misturador e que é composto essencialmente de díodos.
A varredura de frequência é obtida pela utilização de um oscilador local
controlado por tensão (VCO).
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Analisadores Espectrais
Analisador Espectral por Varredura

Diagrama de Blocos

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