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Cenário

Forgotten Realms, no Norte Selvagem, em 1372.

Personagens
* Ossur de Sundabar foi criado por uma família anã, aprendendo a arte da forja
desde muito cedo. Ao completar seus 23 anos, Ossur decidiu que era hora de conquistar
a honra de carregar o sobrenome da família anã que o criou: os Escama de Dragão. Essa
família anã foi famosa em outrora pelos matadores de dragões que gerou. Ossur precisa
passar por um batismo de sangue, trazendo até Sundabar a escama de um dragão
vermelho. Com seu sonho em mente e uma espada larga em sua cinta, Ossur saiu de
Sundabar com destino incerto, buscando realizar o feito que lhe foi requerido.

* Froias Sussurro de Kelemvor nasceu na Floresta Alta. Sua mãe era uma
mulher belíssima, falecida há mais de 50 anos. Seu pai, um elfo da lua nascido na
Floresta Alta, sempre foi um clérigo de Sehanine Arco Lunar, responsável pelos ritos
funerários do local onde vivia. Após a morte de sua esposa, ele e seu filho mudaram-se
para a Casa de Heliumk, um minúsculo vilarejo às margens do Rauvin, no caminho
entre Lua Prateada e Everlund, onde prosseguiram com seus trabalhos de dar um destino
às almas dos falecidos. Durante o Tempo das Perturbações, Froias teve sonhos com um
guerreiro armado com uma espada bastarda, lutando contra seres feitos de sombra e
outros repletos de chifres. Ouvia apenas um nome: Kelemvor. No ano seguinte, Froias
sonhou com a morte e ascensão de Kelemvor como divindade dos mortos. Desde então,
ele sabia que o mundo havia mudado e que seu destino era ser um servo de Kelemvor.

* Regulus Arcturus nasceu em algum lugar bem ao Sul. Segundo ele, veio ao
Norte em busca de aventuras e das lendas que ouvia. Devido ao aspecto dúbio do meio-
elfo, tudo o que se sabe sobre seu passado pode ser mentira...

* Eryn Estigmas Ígneas não conhece seu passado, lembrando apenas de ter sido
adotado por Willard, um mago de Lua Prateada. Suas mais tenras lembranças são de
uma viagem demorada e, depois, estar sendo alimentado e ensinado pelo mago.
Independente disso, ele está certo de que não é um humano comum: ele não aprendeu a
magia; ela flui em seu sangue. Seu nome deve-se às várias cicatrizes de seu corpo,
causadas pelo elemento que Eryn mais lida: o fogo. O feiticeiro está em constante busca
por seu passado.

* Ergo Teeh da Tribo do Fantasma da Árvore, nasceu há 30 anos. Passou boa


parte de sua vida aperfeiçoando sua força física e aprendendo a escutar seu animal
interior. Seu foco sempre foi defender sua tribo. Há poucos meses, seu líder o enviou
como representante de seu povo ao lado de um grupo de aventureiros. Apesar de poder
provar sua bravura perante o mundo, o bárbaro espera ansioso para voltar para casa.

Resumo dos Eventos


Após conhecerem um ao outro, Froias e Ossur observavam os preparativos para
as festividades do Festival do Inverno na Casa de Heliumk quando, após uma luta, os
dois foram presos por perturbação da ordem pública.
Na prisão, conheceram Halessan, um druida que dizia ser um enviado de
Turlang em busca de um grupo de diplomatas vindos de Lua Prateada. Segundo ele, o
grupo havia sido morto, embora o corpo de dois integrantes não houvesse sido
localizado. Com a ajuda de Halessan, os dois escaparam da prisão, indo com o druida
em busca de respostas.
No dia seguinte, encontraram os destroços de uma caravana atacada. As marcas
indicavam que o que havia atacado o grupo havia se escondido em uma caverna.
Quando Halessan ia entrar, uma pedra rolou e fechou a passagem. O druida disse que
iria em frente, buscar ajuda para mover a pedra, pesada demais para ser movida pelos
três.
Froias e Ossur caminharam pelos corredores da caverna. Encontraram alguns
corpos destroçados e uma espécie de culto: um templo subterrâneo repleto de goblins
que cantavam e dançavam ao redor de corpos presos a estacas. Após uma árdua luta, os
dois conseguiram libertar aqueles que ainda estavam vivos, levando-os até a entrada.
Compartilharam com eles a água e comida que possuíam. Enquanto comiam, um lobo
surgiu uivando. Antes que qualquer um o atacasse, Froias percebeu ser o lobo que
auxiliará Halessan na fuga do vilarejo.
Os dois despediram-se dos mercadores e seguiram o lobo. Logo, avistaram uma
cabana, com fumaça saindo de sua chaminé. Aproximando-se, foram alvejados por
virotes de besta e gritos do Velho Ross, dono da propriedade. Após explicar quem eram
e a que vinham, os dois entraram e encontraram Halessan deitado em uma cama.
Halessan estava muito fraco e só conseguiu emitir algumas poucas palavras:
- Pergaminho... ataque... mulher... Everlund...
Depois de dizer isso, Halessan morreu. Em posse de tais palavras e um
pergaminho que Halessan havia apontado em sua mochila, os dois partiram rumo a
Everlund. Ross presenteou-lhes com um quilo de carne seca e uma cesta de legumes.
No meio do caminho, pararam em um vilarejo, buscando um lugar para passar a
noite. Ali, descobriram que dois jovens haviam desaparecido na noite anterior e que o
pai deles oferecia um pagamento para quem os encontrasse. Conversando com um velho
bêbado na taverna (e pagando-lhe algumas doses), Ossur descobriu que os dois haviam
saído com uma linda mulher de cabelos negros e lisos. Considerando ser a mulher de
que Halessan falava, Froias e Ossur decidiram achar os jovens.
Seguindo um grupo de agricultores que queriam justiça, os dois caminharam até
uma plantação de milho, local para onde os jovens teriam ido com a mulher. Ao se
aproximarem, encontraram um grupo de zumbis vagando pela plantação. Os
agricultores fugiram, deixando o clérigo e o guerreiro a mercê dos mortos-vivos. Ossur
ateou fogo à plantação, exterminando alguns dos zumbis. Froias sacou sua espada e, ao
lado da lâmina de Ossur, lutou contra os zumbis. Inimigos mortos, os dois vasculharam
o local e encontraram uma entrada para uma estrutura subterrânea.
No subsolo, os aventureiros encontraram uma espécie de tumba ou templo, cheia
de mortos-vivos e algumas armadilhas. Em um dos corredores, eles ouviram um baque e
um gemido, como se alguém estivesse caído. Indo até o local, encontraram um meio-
elfo amarrado e amordaçado. Conversando com ele, descobriram ser Regulus Arcturus,
um viajante que acompanhava o grupo de diplomatas de Lua Prateada.
Ele contou que seguia com o grupo quando foram atacados. Todos foram
mortos, exceto ele e dois magos. Os três haviam sido levados para uma casa,
exatamente acima daqueles túneis. Regulus fora lançado para que morresse.
Os três saíram dos túneis e voltaram para a cidade para curar seus ferimentos.
Ali, encontraram um elfo vestido de modo semelhante a Halessan, inclusive, brincando
com seu lobo. Conversando com ele, Ossur descobriu que se tratava de Heledir, um
ranger discípulo de Halessan que havia sido enviado para procurar seu mestre, atrasado
para a chegada em Everlund.
Heledir, Froias, Ossur e Regulus seguiram até a casa em que os sequestradores
estavam, mas não os encontraram por ali. Ossur procurou por rastros e encontrou dois
caminhos: um indo para a montanha, outro indo para a estrada. Decidiram ir para a
montanha. Ali, avistaram um humano vigiando a entrada: usando suas habilidades de
ladino, Regulus aproximou-se silenciosamente e rendeu a sentinela, amarrando-a.
O grupo adentrou em uma caverna, encontrando os demais sequestradores. Após
uma batalha sofrida, eliminaram a todos. Vasculharam no local e encontraram alguns
saques dos bandidos e os dois magos: Eryn e Willard. Ao saírem interrogaram o inimigo
amarrado, mas conseguiram poucas respostas. Ossur atirou-o, então, em um fosso
dentro da caverna, ainda amarrado, para que morresse. Infelizmente, ele não morreu
com a queda, apenas quebrou uma das pernas. O grupo optou por deixá-lo ali para
depois buscá-lo, fato que nunca ocorreu e que mudaria o destino de todos...
De volta ao vilarejo, conversaram com os magos que contaram a mesma história
de Regulus. O grupo foi dormir na taverna, descansando para a viagem até Everlund.
Mas, durante a noite, a taverna foi incendiada. Em uma fuga desesperada, todos
conseguiram escapar, mas perderam uma parte do equipamento e ficaram gravemente
feridos (Eryn chegou a fraturar duas costelas).
Refeitos do susto, o grupo prosseguiu até Everlund, não encontrando maiores
problemas. Já na cidade, Willard foi procurar Kayl, líder do Conselho de Everlund. O
restante do grupo caminhou pela cidade, conhecendo suas tavernas e lojas. Depois,
foram todos para a taverna “Repouso de Chifre Ascal”, local previamente marcado
como ponto de encontro. Willard comentou que o Conselho reunir-se-ia no dia seguinte
e que pediam o comparecimento do grupo.
Durante o conselho, o grupo conheceu Kayl dos Pântanos (líder do Conselho),
Yeshelné (clériga de Corellon Larethian, o deus dos elfos), Malvin Draga (guardião das
pontes), Vaeril (mago elfo), Borun (líder dos mercadores) e Sindyl (meio-elfa
representante do povo). Malvin Draga foi contrário a determinação do Conselho em
enviar o grupo até Turlang, chamando-os de fracos e novatos, dizendo ser favorável a
um confronto contra o povo da floresta. Kayl o contestou e autorizou a partida do grupo.
Antes da saída, Ossur conversou com Kayl e este, realmente feliz por conhecer o
guerreiro, presenteou-lhe com uma bela adaga, cravejada de pedras semipreciosas.
Também lhes deu o roteiro: deveriam passar pelo “Abrigo de Olostin”, depois adentrar
na Floresta Alta e, finalmente, falar com Turlang sobre o avanço da floresta, bem como
dizer-lhe o que havia ocorrido com Halessan. Eryn partiu com eles.
Durante a viagem, o grupo planejava uma parada em um ponto conhecido pelas
caravanas como “entreposto mercantil”. O que encontraram foi destruição: um ataque
de orcs às caravanas dizimava os mercadores. O grupo atacou os orcs, dizimando boa
parte dos inimigos logo de início. Mas os orcs tinham um truque na manga: um ogro.
Atacado pelo ogro, Ossur caiu, quase morto, sob os pés do monstro. Os demais temiam
aproximar-se, atacando o ogro à distância. Ossur, recompondo-se do golpe inicial,
atacou os pés do inimigo. O enorme ogro virou-se na direção dele e, num golpe
desesperado, Ossur armou sua espada contra o solo, segurando com todas as forças:
quando tentava acertar o guerreiro, o ogro acabou empalando-se na espada de Ossur.
A luta não havia acabado: um casal lamentava o desaparecimento de seus dois
filhos, raptados pelos orcs. Os aventureiros saíram no encalço do inimigo, logo
encontrando sua base: um antigo castelo, agora tomado por um pântano. Cautelosos,
foram avançando pelas sombras, eliminando seus inimigos sem muito barulho.
Quando atingiram o centro do castelo, viram que o número do inimigo estava
além de sua capacidade, optando por retirar-se. Durante a fuga, no entanto, foram
descobertos por uma patrulha. Enquanto corriam, Ossur resolveu esconder-se no antigo
pátio do jardim, agora um lago negro de lama, para surpreender os inimigos pelas
costas. Mas, enquanto aguardava, Ossur descobriu que não estava sozinho: um
crocodilo que habitava aquelas águas sujas o atacou, prendendo-lhe em suas presas
pelas pernas. Impossibilitado de usar sua espada e não ousando gritar para não atrair
mais inimigos, Ossur esticou seu braço e sacou a adaga que lhe havia sido dada por
Kayl. Em uma batalha inacreditável, Ossur matou o crocodilo, quase vindo a morrer na
boca do animal.
Após escapar, o grupo não teve coragem de reencontrar os pais da criança e
contar-lhes a verdade, desviando da rota e reencontrando a estrada alguns quilômetros
abaixo. Heledir despediu-se do grupo, pois pressentiu que sua presença era necessária
na Floresta de Turlang.
Naquela noite, Froias teve uma estranha visão, em que duas crianças brincavam
próximas ao acampamento. Como estava mantendo guarda, sabia que não estava
dormindo. Logo, um guerreiro trajando uma armadura e vestindo uma capa negra
sentou-se ao seu lado e disse ser Kelemvor. O deus puniu Froias, queimando-lhe a mão
direita para que aprendesse a defender os demais sem precisar usar apenas a força física.
Froias mudou seu nome para “Froias Chagas de Kelemvor”.
Quando chegavam ao “Abrigo de Olostin”, descobriram que o local estava sob
ataque de mais orcs, dessa vez, aliados a dois trolls. Elaborando uma rápida estratégia, o
grupo auxiliou o exército local a dizimar os invasores.
Em Olostin, o grupo conheceu Tork Mão-de-Martelo, um ranger anão, que os
guiaria até a tribo bárbara do Fantasma da Árvore. Além disso, foram atacados na
taverna local por um grupo de assassinos, mas conseguiram superá-los.
Iniciando a jornada dentro da Floresta Alta, os aventureiros foram atacados por
um grupo de assaltantes gnolls, incluindo um xamã da espécie. A luta ocorreu sobre
uma ponte suspensa e, durante a batalha, as cordas foram rompidas pelo xamã. Apenas
Ossur conseguiu segurar-se nas cordas, o restante do grupo caiu dentro de um rio e foi
levado pela correnteza. Furioso, Ossur lançou uma das lanças dos gnolls com que estava
lutando, atingindo o peito do gnoll xamã que sorria do outro lado do desfiladeiro.
Desesperado, o guerreiro procurou um modo de chegar até o rio e logo encontrou seus
amigos, ainda vivos.
Um pouco mais adiante, encontraram um grupo de rangers, aliados de Tork.
Enquanto conversavam e comiam, foram cercados por lobos. Os rangers perceberam
que eles não queriam atacar e Ossur, impulsivamente, bebeu uma poção que acreditava
ser “falar com animais”. Comprovada sua teoria, Ossur escutou os lobos e descobriu
que um grupo de caçadores estava aprisionando vários animais.
Os bandidos foram facilmente vencidos e, após uma luta entre Froias e Ossur
(esse último queria soltar todos os animais, incluindo um urso-coruja), o grupo
prosseguiu a viagem.
Finalmente, o grupo chegou ao acampamento bárbaro, mas o chefe local só
ajudaria se o grupo provasse seu valor. Assim, Ossur lutou contra Ergo Teeh, um dos
bárbaros, mas perdeu a luta. Froias também tentou, mas não conseguiu. O líder bárbaro
concordou em ajudá-los se lhes prestassem um favor: investigar um grupo de bruxas
que rondavam o túmulo do herói élfico Altamir.
Na tribo, os aventureiros aproveitaram para participar de alguns jogos locais,
conhecer algumas pessoas e negociar alguns itens. Tork já não estava entre eles, pois
precisava voltar para Olostin.
Por fim, o grupo partiu até a tumba de Altamir, levando Ergo como seu guia.
Encontraram um escorpião gigante, os corpos de estranhas criaturas (provavelmente,
meio-demônios) e outros inimigos. Diante do túmulo de Altamir, Ossur lutou contra
uma dessas criaturas, juntamente com o espírito de Altamir. Os heróis conversaram com
o espírito, que lhes contou sobre a Casa Dlardrageth, um grupo de elfos que mesclou
sua linhagem com criaturas infernais. Altamir disse-lhes que levassem os restos de sua
espada para que forjassem novas armas, capazes de eliminar essas criaturas. Ossur
deixou sob a tumba de Altamir a adaga que lhe salvará a vida contra o crocodilo.
Saindo da tumba, encontraram Faeniele, uma elfa da floresta ajudante do líder
bárbaro, muito ferida. Chovia muito e havia pouco tempo para salvá-la. O grupo correu
de volta à aldeia.
Faeniele foi salva e contou sobre o ataque de duas fadas-demônio. O líder
bárbaro pagou-lhes pela averiguação e os levou até o cemitério ancestral de seu povo,
onde um portal os levaria até Eryntell, uma comunidade élfica mais ao Norte, próxima
da Floresta de Turlang. Ergo Teeh foi enviado como representante de seu povo, unindo-
se ao grupo.
Em Eryntell, o grupo descansou e jantou com o rei élfico do local, ficando
encantados pela beleza da princesa élfica. Também conheceram Derendil, o irmão de
Faeniele e futuro rei da Floresta Alta. O jovem príncipe preparava-se para uma jornada
ao Underdark e chegou a convidar o grupo para acompanhá-lo. Recusando, foram
conduzidos por um ente até Turlang e descobriram que esse também era um ente, mas
enorme.
Depois de conversar com Turlang e descobrir que a expansão da floresta servia
para proteger Everlund das criaturas liberadas após a destruição do Forte Portão do
Inferno, os aventureiros dormiram sob a copa do sábio ente. Pela manhã, receberam
uma garrafa do Orvalho de Turlang e voltaram para Everlund com a ajuda de um grupo
de águias gigantes. No caminho, foram atacados por bárbaros da tribo dos Corvos
Negros, mas não só venceram a luta aérea como ainda capturaram uma belíssima
bárbara.
Em Everlund, o grupo contou a Kayl tudo que havia ocorrido. A bárbara foi
presa pelo ataque e uma reunião do Conselho foi feita. Ficou decidido que Turlang era
um aliado, o que deixou Malvin Draga muito nervoso. Após a reunião, uma grande festa
foi dada em homenagem aos aventureiros. Kayl os pagou com uma bela casa, no centro
de Everlund. Durante a festa, eles receberam um convite estranho, de um criado de
Borun.
Borun os recebeu em sua casa e disse desconfiar das atitudes de Malvin Draga,
inclusive de que ele mantinha um segredo nos esgotos da cidade. Disse que já havia
enviado um grupo de aventureiros para investigar, mas que esses não haviam mais
retornado. Froias, Ossur, Eryn e Regulus toparam invadir os esgotos em busca do tal
segredo.
Dentro dos esgotos, os aventureiros encontraram algumas armadilhas e alguns
moradores desagradáveis, como mephist do limo. Os túneis eram longos e bem
complexos. Por fim, o grupo foi quase dizimado por um cubo gelatinoso, mas todos
conseguiram sobreviver e o cubo foi morto.
Enquanto curava-se de seus ferimentos obtidos durante a exploração, o grupo foi
surpreendido por uma elfa e um imenso lobo. Após troca de ofensas, descobriram seu
nome e a que vinha: era Lavinie, esposa de Halessan, que buscava vingança pela morte
de seu amado.
Juntos, os aventureiros finalmente encontraram um túnel secreto que os levou
até o escritório de Malvin Draga nos esgotos. Ali, depois de lutar contra dois guardas,
encontraram duas provas irrefutáveis do envolvimento de Malvin Draga com a Igreja de
Cyric. Guardando as evidências, o grupo deixou os esgotos e foi até a cidade.
O grupo visitou Borun, mas entregou-lhe apenas uma das provas, deixando uma
carta escrita pelo próprio Malvin em seu poder, sem que Borun soubesse. Todos
desconfiavam que ele usasse as provas para chantagear Malvin Draga e que a verdade
não viria à tona.
Após isso, voltaram para a casa dada por Kayl para descansar durante o dia.
Quando acordaram, já era noite e um grupo de guardas, acompanhados por Kayl e
Draga, veio prender-lhes pela invasão e morte de soldados da cidade. Os aventureiros
deixaram que o grupo entrasse, avistando Borun entre eles. Sabendo o que estava
acontecendo, Ossur e Froias mostraram a carta que haviam guardado e que incriminava
Malvin Draga.
Todos foram levados por Vaeril para verificar quem estava falando a verdade.
Através de magia, Vaeril confirmou a teoria de que Ossur e Froias diziam a verdade e
que Borun e Malvin Draga haviam compactuado entre si.
Kayl ordenou uma investigação, mas o caos imperou na cidade: as residências
dos dois já intitulados “traidores” ardiam em chamas e seus corpos eram pendurados em
árvores pela cidade. Alguns aliados dos dois combatiam o restante da população,
enquanto Kayl e os aventureiros permaneciam a salvo na sede do Conselho.
Pela manhã, o povo havia se acalmado. Kayl pediu que os aventureiros
deixassem a cidade por um tempo, para evitar retaliações de possíveis aliados de Malvin
Draga. Ossur sugeriu retornar a Sundabar, onde procuraria o aconselhamento de Helm
Amigo dos Anões, o líder da cidade. Os aventureiros buscavam vingança por quase
terem sido usados como bode expiatório da Igreja de Cyric. Lavinie deixou o grupo,
retornando à Floresta Alta.
O grupo subiu o Rauvin, passando por Jalanthar, uma pequena vila onde
souberam do desaparecimento de várias jovens elfas. Mesmo preocupados, decidiram
seguir em frente.
Na Passagem Estreita, onde o rio Rauvin divide as Montanhas de Nether em dois
blocos, foram surpreendidos por um dragão branco. Apesar da insistência de Froias,
Ossur gostaria de começar sua jornada como matador de dragão, assim, resolveram
enfrentar a criatura. Eryn possuía uma varinha da metamorfose que utilizou para
transformar Ergo em um verdadeiro gigante. Cercado pelos aventureiros, o dragão
combateu bravamente, mas acabou perecendo.
Já em Sundabar, o grupo conversou com Helm, o líder da cidade. Contaram tudo
o que havia ocorrido e o porquê de o procurarem. Helm respondeu mostrando-lhes uma
carta de Kayl: haviam conseguido mais informações. Um comerciante havia sido preso
após ser descoberto por um espião do Conselho de Everlund enquanto procurava pelos
aventureiros. Com ele, encontraram um mapa marcando uma rota entre Everlund e Forte
Novo, uma cidade pequena ao Oeste de Sundabar.
Assim, todos partiram para Forte Novo, em busca de informações. Viajaram
disfarçados como comerciantes. No caminho, quando estavam a poucas horas de Forte
Novo, cruzaram com um grupo de cavaleiros. Cumprimentaram, mas não conversaram,
seguindo viagem.
Em Forte Novo, procuraram abrigo na única taverna. Conheceram Trevis Uhl,
não só o dono da estalagem como líder da cidade. Em conversa franca, descobriram que
Trevis era um ex-agente Zhentarim. Preocupados com uma possível recaída, saíram
para ver a cidade e procuraram abrigo no templo de Tempus, o deus da guerra, onde
foram recebidos por Nargroth, o clérigo local. O clérigo compreendeu o receio dos
personagens e confirmou que Trevis realmente seria um problema. Confiando em
Nargroth, os aventureiros contaram o motivo de sua vinda a Forte Novo.
Para celebrar a empreitada, o clérigo ofereceu um vinho que utilizava apenas
para suas cerimônias. Depois do brinde, todos sentiram uma intensa tontura. Nargroth
disse que queria apresentá-los a um amigo que possuíam em comum: a porta do templo
se abriu e todos viram um homem apoiado em uma muleta entrar por ela: era o homem
que Ossur havia largado na caverna, há meses atrás.
Possivelmente envenenados, os aventureiros mal conseguiam permanecer
inconscientes. Ergo e Ossur ainda tentaram reagir, mas foram subjugados pelos
seguidores de Nargroth. O homem da muleta aproximou-se de Ossur e olhou-o caído ao
chão:
- Já vivemos isso, não? Naquela vez, eu estava no chão. Você foi tão indelicado,
nem pediu meu nome... também não vou pedir o seu, Ossur. Seus feitos já o precedem.
Mas, só para lembrar quem acabou com você, sou Meargoth, de Cyric. – o homem o
chutou na face, Ossur sentiu os sentidos minguando, não sem antes escutar – foi um
prazer conhecê-lo.
Todos foram postos em correntes, amordaçados e colocados em caixas.
Incapazes de gritar por socorro ou mover-se, os aventureiros só sentiram a viagem
seguir. Após um dia sem saber o que acontecia, as caixas onde estavam foram abertas e
eles foram postos em uma jaula sobre uma carroça.
Estavam cercados por desconhecidos, mas reconheceram as bandeiras dos
cavaleiros que escoltavam o veículo: a serpente devorando o mundo; os Zhentarims. O
clima e a paisagem também haviam mudado: a neve dera espaço a um verde cinzento e
o vento gelado a um vento mais fraco e não tão frio. As correntes foram trocadas por
outras, com runas desenhadas. Logo descobriam que elas preveniam que seus usuários
conjurassem magias.
Durante um mês, cruzaram um deserto escaldante, alimentando-se mal e
sofrendo com as torturas de seus algozes. Depois, cruzaram uma floresta e chegaram a
um grande vale. Mais alguns dias e estavam diante de um magnífico forte. Nenhum
deles jamais havia visto uma construção tão imponente. Aguardaram algumas horas até
que um grupo aproximou-se com zarabatanas. Um sopro e todos apagaram.
Por fim, o grupo acordou no porão de um navio. Quantos dias se passaram?
Impossível saber. Todos estão magros, pálidos e feridos. Além dos aventureiros, há
várias outras pessoas, todos algemados e acorrentados. E é aqui que continuaremos...