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- Subsistema de Análise Financeira e de Balanço;

- Subsistema de Orçamento;
- Subsistema de Custo;
- Subsistema de Contabilidade por Responsabilidade;
- Subsistema de Acompanhamento do Negócio

SUBSISTEMAS DO SISTEMA DE INFORMAÇÃO CONTÁBIL


Os componentes do Subsistema do Sistema de Informações Contábeis podem ser modificados de
acordo com as características e as necessidades de cada empresa. Vamos apresentar a
seguir um modelo padrão, o qual pode ser utilizado em várias empresas, onde cada
empresa poderá dar maior ou menor ênfase, dependendo do seu interesse em cada subsistema.
As organizações, de modo geral, dividem os sistemas de informações contábeis em duas
grandes áreas de atuação:
• Escrituração: abrange a área societária, legal e fiscal.
• Planejamento e Controle: abrange a área gerencial.
A parte da escrituração é de fundamental importância dentro da organização, uma vez
que somente após os lançamentos contábeis é que recebemos as informações necessárias
para as análises gerenciais que encontramse no Planejamento e Controle.
Conforme Padoveze (2009, p. 138), “Esse partilhamento, contudo, é mais para fins de
entendimento. Na realidade, as duas grandes áreas do sistema de informação contábil
devem estar em perfeita integração e o responsável pelo sistema não deve fazer nenhuma
diferenciação, principalmente na questão da relevância. Ambas as áreas têm a mesma
importância para a empresa”.
Agora, acadêmico(a), convido você a analisar a figura a seguir, que apresenta as áreas e
subsistemas do sistema de informação contábil:

SISTEMA DE INFORMAÇÃO CONTÁBIL


Área Legal/Fiscal Área de Análise Área Gerencial
• Contabilidade Gerencia • Análise de Fluxo de Caixa • Orçamentos e Projeções
• Contabilidade Monetária • Análise de Balanço • Custos e Preços de
Integral
• Gestão de Tributos Venda
•Contabilidade em Outras
Moedas • Contabilidade por
• Consolidação de Balanços Responsabilidade
• Valorização de Inventários • Centros de Lucros e
• Controle Patrimonial Unidades de Negócios
• Acompanhamento do
Negócio e Controladora
Estratégica
A seguir apresentaremos os diversos subsistemas que compõem o sistema de informação
contábil e que são de fundamental importância dentro de uma organização.
SUBSISTEMA DE CONTABILIDADE SOCIETÁRIA E FISCAL
Denominado de Sistema de Contabilidade Geral, é também conhecido como o coração do
sistema de informação contábil, por abranger a parte fiscal e societária da organização.
Um sistema de informação gerencial de qualidade depende quase que exclusivamente de
uma boa estruturação e escrituração da contabilidade societária e fiscal.
OBJETIVOS :
O principal objetivo deste subsistema é atender todas as informações de caráter fiscal e
societário de uma organização. Segundo Padoveze (2009, p. 210): O subsistema de
contabilidade societária e fiscal tem como objetivo as informações fundamentais de
registro contábil, processamento, armazenamento e evidenciação, explicitadas por meio dos
seguintes relatórios e arquivos:
• Lançamentos contábeis.
• Livro Diário.
• Livro Razão e fichas Razão.
• Balancetes.
• Plano de contas com saldos.
• Balanço patrimonial e demonstração de resultados.
• Arquivo contábil.
SUBSISTEMA DE CONTROLE PATRIMONIAL
Este subsistema se tornou necessário dentro de uma organização devido ao grande volume
de itens que compõem o ativo imobilizado e o ativo intangível. Sua utilização é para o
atendimento da movimentação física destes bens que, por sua vez, possuem necessidades
legais e físicas que determinam uma condição específica de cálculos e controles que
atendam às exigências contábeis de acordo com as normas estabelecidas.
OBJETIVOS
Encontramos alguns objetivos que compõem este subsistema, que são, de acordo com
Padoveze (2009, p. 218):
• Assegurar o controle físico e escritural de todos os itens considerados como ativos fixos
dentro da organização.
• Permitir o processo de valorização contábil fiscal e gerencial do ativo fixo da empresa.
• Permitir o processo de planejamento e controle dos recursos fixos à disposição da
empresa.
• Armazenar todas as informações necessárias para todas as gestões relacionadas com o
ativo fixo da empresa.
• Permitir o processo de segurança e responsabilidade dos bens e direitos à disposição dos
funcionários da empresa.
• Permitir o processo de controle dos impostos recuperáveis das imobilizações (ICMS, PIS
e Cofins).
INFORMAÇÕES E RELATÓRIOS GERADOS
Dentre as informações geradas por este subsistema, algumas merecem destaque. Segundo
Padoveze (2015, p. 234), “o principal relatório fiscal que deve ser gerado pelo sistema é
o CIAP – Controle de Crédito do ICMS do Ativo Permanente (no Estado de São Paulo
regulamentado pela Portaria CAT no 25/2001)”.
O Fisco Federal não exige um livro ou sistema de controle específico para apuração e
controle do PIS e Cofins creditados sobre os ativos imobilizados.Contudo, para apuração
e controle desses impostos é necessário que o sistema gere um relatório específico.
Outro relatório legal/fiscal solicitado por algumas unidades da federação é o controle dos
impostos creditados, utilizado para eventuais estornos em caso de baixas ocorridas dentro de
um tempo delimitado pela legislação.
SUBSISTEMA DE CONTABILIDADE EM OUTROS PADRÕES MONETÁRIOS
Este subsistema se apresenta dentro do sistema de informação contábil como sendo um
módulo complementar ao subsistema de contabilidade geral. Está adaptado para atender a
todas as necessidades legais e gerenciais que a organização necessitar, levando em
consideração a conversão dos valores da contabilidade societária e fiscal, sendo
contabilizados sempre em moeda corrente do país para outro, denominados monetários.
Para exemplificar estes denominadores de outros países, nas palavras de Padoveze (2009,
p. 229), temos:
• Balanço em moeda estrangeira do país da empresa controladora.
• Balanço em moeda estrangeira do país da empresa controlada.
• Balanço em moeda estrangeira única para consolidar demonstrativos contábeis de empresas em
diversos países.
• Balanço em moeda estrangeira para atender aos principais clientes, fornecedores, credores
ou necessidades informativas gerais.
• Balanço em dólar, por ser a moeda ainda mais representativa de internacionalização de
capitais, para fins de comparabilidade ao longo do tempo e com outras empresas etc.
Já com relação a valores monetários dentro do próprio país, podemos exemplificar com:
• Balanço em Unidade Monetária Contábil (UMC), para atender às necessidades legais de
Correção Monetária de Balanço e/ou Correção Monetária Integral, quando obrigatórios, ou
para atender às necessidades gerenciais.
• Balanço em Unidade Monetária Interna da companhia, baseado no conceito de inflação
interna.
OBJETIVOS
Fundamentalmente, os objetivos desse subsistema, na visão de Padoveze (2015, p. 239),
são:
a) transformar os dados monetários existentes em moeda corrente nacional, do subsistema
de contabilidade societária e fiscal, para outros padrões monetários;
b) permitir gerar informações e relatórios contábeis em outras moedas ou padrões
monetários;
c) acumular e armazenar as informações geradas para posterior comparabilidade.
INFORMAÇÕES E RELATÓRIOS GERADOS
O padrão adotado para as informações e os demais relatórios será sempre os semelhantes
ao do subsistema da contabilidade societária e fiscal, lembrando que todos devem ser
apresentados em outros padrões de valores monetários, conforme apresentaremos a seguir:
• Balanço patrimonial e demais demonstrações de resultado.
• Apresentar a demonstração de origem e aplicação de recursos.
• O mesmo ocorre para a demonstração do fluxo de caixa.
• Notas explicativas.
• Análise de balanço.
SUBSISTEMA DE VALORIZAÇÃO DE INVENTÁRIOS OU CUSTO CONTÁBIL
É o subsistema do sistema contábil que mais exige do profissional o conhecimento da
ciência contábil, afinal existem diversas formas e critérios de valorização de inventários,
exigindo assim mais atenção e cuidado para que não ocorra a inviabilidade da eficácia
das informações apresentadas nos demonstrativos contábeis que serão apresentados aos
gestores, sempre lembrando que todas as informações devem atender aos aspectos legais e
gerenciais.
OBJETIVOS
Os principais objetivos apresentados por este subsistema concentram-se na mensuração dos
estoques e em todas as movimentações que ocorrem entre eles, conforme apresenta
Padoveze (2015, p. 245):
• Valorizar os estoques finais da empresa, ou seja, mensurar as quantidades obtidas pelo
sistema de inventário.
• Valorizar todas as movimentações entre os estoques da mesma natureza e as saídas para
outros estoques, fornecedores ou clientes.
• Atender às necessidades legais do curso integrado e coordenado com a contabilidade.
• Atender às necessidades gerenciais de atualização dos valores estocados.
• Atender às necessidades legais dos livros de inventário.
INFORMAÇÕES E RELATÓRIOS GERADOS
Dentre as informações geradas por este Subsistema de Inventário, as principais, segundo
Padoveze (2009, p. 252), são:
• Valor dos estoques finais de mercadorias ou materiais, produtos em processo e produtos
acabados.
• Valor das movimentações ocorridas nos estoques e entre os estoques, sendo as principais a
valorização das requisições dos materiais, o custo da produção acabada e o custo dos produtos
vendidos.
• Apresentação dos estoques finais e das movimentações em diversos padrões monetários
ou a diversos tipos de valor em moeda corrente, como custo padrão, preço de venda, preço
de mercado etc.
• As informações desses subsistemas são, em geral, destinadas aos demais subsistemas de
contabilidade (Societária/Fiscal, Outros Padrões Monetários, por Responsabilidade).
Os principais livros ou registros desse subsistema são:
a) Livro de Inventário, para todos os estabelecimentos da empresa, segundo os critérios
determinados pela legislação.
b) Contabilização do Custo Integrado e Coordenado com a Contabilidade Fiscal e
Societária.
c) Livro de Inventário Auxiliar para Correção Monetária Integral, quando feito pela
empresa.
SUBSISTEMA DE GESTÃO DE TRIBUTOS
Todas as empresas devem optar por este Subsistema do Sistema Contábil, afinal sua
existência está ligada à enorme quantidade de tributos, impostos, taxas e contribuições
existentes em nosso país. Desta maneira, a forma de cálculo é diferenciada de acordo
com o imposto, ou seja, apresentam-se de inúmeras maneiras.
Não se pode esquecer que, ao mesmo tempo em que pagamos impostos, sempre existem
as exceções tributárias, que, por sua vez, apresentam-se na forma de isenções, suspensões,
não incidências, não tributação etc. Fazendo com que o profissional necessite de um
maior detalhamento dos tipos de base de cálculo existente, permitindo, desta maneira, um
controle mais eficaz dos impostos gerados e pagos pela empresa, buscando sempre a
otimização e, principalmente, a redução dos impactos financeiros gerados por estes impostos.
Vale lembrar que, de uma forma geral, este subsistema pode ser dividido em quatro
grupos de informações, analisando os diversos impostos e contribuições, sendo eles: •
Impostos e contribuições sobre mercadorias.
• Impostos e contribuições sobre o lucro.
• Contribuições sobre a folha de pagamento.
• Outros impostos, taxas e contribuições.
OBJETIVOS
Se você, acadêmico, parar e ler novamente a descrição anterior, poderá perceber logo
qual o principal objetivo deste Subsistema, ou seja, ele deve apresentar todas as
informações que se referem às bases de cálculos utilizadas na geração dos impostos, ou
quais as bases de cálculos que deveriam ter sido utilizadas caso a empresa não possa
fazer uso das exceções tributárias, conforme citamos anteriormente, e que isentaram a
ocorrência dos impostos, taxas ou contribuições. Desta maneira, conforme descrito por
Padoveze (2015, p. 267), temos:
• Informar as bases de cálculo de incidência dos tributos.
• Informar as exceções das bases de cálculo dos tributos.
• Permitir a gestão operacional dos tributos, na busca do impacto mínimo para a empresa.
• Permitir a visão do impacto dos tributos sobre todos os estabelecimentos da empresa, e
das empresas do grupo corporativo.
• Possibilitar o acompanhamento sistemático dos impostos a recuperar, dos créditos
tributários pendentes (regulares e contenciosos) e dos impostos parcelados.
• Dar as informações para o balanço social.
INFORMAÇÕES E RELATÓRIOS GERADOS
Vamos verificar agora todas as informações e relatórios gerados, de acordo com Padoveze
(2015, p.269), em que cada tipo de tributo deve gerar um relatório que deverá conter as
seguintes informações:
• Principais bases de incidência dos impostos.
• Principais bases de não incidência de impostos.
• Tipos de movimentação mais relevantes (entradas, compras, importações, exportações,
transferências, remessas, despesas operacionais, receitas operacionais, receitas financeiras etc.).
• Prazos de recolhimento, indexador legal, se existir, prazo de entrega das guias ou
declarações.
• Alíquotas básicas para as movimentações mais relevantes.
• Valor dos impostos: debitados, creditados, aproveitados, postergados, diferidos, a recuperar
etc.
Já os principais tributos, atualmente, que devem merecer relatórios e análises específicas,
são:
• Sobre mercadorias: IPI, ICMS, ISS, PIS, Cofins, Imposto de Importação, Imposto de
Exportação, Simples.
• Sobre o lucro: Imposto de Renda, Contribuição Social, IR Retido na Fonte sobre Juros
sobre o Capital Próprio, Lucro Presumido.
• Sobre a Folha de Pagamento: INSS, FGTS, Sesi/Senai/Sest, Seguro Acidente etc. •
Outros impostos: IR nas Remessas para o Exterior, Imposto sobre Operações Financeiras
(IOF), Imposto/Contribuição sobre Movimentação Financeira, IR Retido na Fonte sobre
Aplicações Financeiras, INSS sobre autônomos, Imposto Territorial Rural (ITR), Imposto
Predial e Territorial Urbano (IPTU), Imposto sobre Veículos Automotores (IPVA) etc.
ESCRITURAÇÃO ELETRÔNICA E COMUNICAÇÃO
Não podemos deixar de falar sobre este item, afinal, nos dias atuais, todo e qualquer
sistema de apuração dos tributos sobre as vendas e as compras deverá ter a
funcionalidade de realizar a transferência automática e eletrônica para os órgãos
governamentais, de acordo com o imposto gerado.
Segundo Padoveze (2009, p. 257), “um bom exemplo desta transferência é a
obrigatoriedade do envio eletrônico às secretarias de Fazenda estaduais das informações
do Sistema Integrado de Informações sobre Operações Interestaduais com Mercadorias e
Serviços (SINTEGRA)”.
A partir de janeiro de 2008, o Convênio ICMS-143, de 15/12/06, aprovado no Estado de
São Paulo pelo Decreto nº 51.346, de 28-12-06, instituiu a Escrituração Fiscal Digital
(EFD), que irá substituir a escrituração e impressão dos seguintes livros:
• Registro de Entradas.
• Registro de Saídas.
• Registro de Inventário.
• Registro de Apuração do IPI.
• Registro de Apuração do ICMS.
SUBSISTEMA DE ANÁLISE FINANCEIRA E DE BALANÇO
Com relação a este subsistema, podemos afirmar que ele é parte integrante da
Contabilidade Geral, podendo ser apresentado, em caso de falta de sistema, através de
planilhas eletrônicas para análise. Vale lembrar que o mais importante neste subsistema
são as análises. Afinal, como já é de nosso conhecimento, estas análises são exclusivas
da Contabilidade Gerencial, ou seja, fazem parte do processo de gestão da companhia.
Podemos perceber, na descrição feita por Padoveze (2015, p. 271), que:
São necessárias as análises financeira e de balanço, tanto para dados em moeda corrente
como para dados em outras moedas; entendemos necessário um subsistema específico, que
permita integridade, flexibilidade e operacionalização ao longo do tempo.
Esse subsistema deve ter características próximas de um DSS – sistema de suporte à
decisão. Dentro do subsistema de Análise Financeira, consideramos necessário:
• Fluxo de Caixas.
• Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos.
• Demonstração das Movimentações do Capital e dos Investimentos.
Dentro do subsistema de Análise de Balanço, consideramos necessário:
• Análise Vertical e Horizontal.
• Indicadores de Análise de Balanço.
• Análise de Rentabilidade.
• Análise de Valor Patrimonial e das Ações.
• Análise de Valor da Empresa.
Analisando os dizeres de Padoveze (2009), é possível perceber que todos os indicadores
necessários para os gestores no processo de tomada de decisão partem deste subsistema.
Este é o motivo pelo qual ele se apresenta como parte integrante da Contabilidade
Gerencial e o porquê da sua importância dentro da organização.
OBJETIVOS
Como principais objetivos deste subsistema podemos apresentar os seguintes:
• Podemos visualizar a empresa como um todo, tendo condições de avaliar sua solidez, a
capacidade que a mesma tem em honrar seus compromissos, como anda a sua liquidez
financeira e principalmente a sua rentabilidade.
• É possível analisar o movimento de seus indicadores.
• Apresenta a potencialidade da empresa através de seus fluxos de caixa futuro e seus
lucros.
• É possível avaliar a empresa constantemente através da sua imagem financeira e de seus
investimentos perante o mercado.
INFORMAÇÕES E RELATÓRIOS GERADOS
A seguir apresentamos os relatórios gerados através deste subsistema, conforme
apresentado em sua definição por Padoveze (2015, p. 274):
• Demonstração do Fluxo de Caixa.
• Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos.
• Demonstração das Movimentações de Capital.
• Análise de Balanço Patrimonial.
• Análise da Demonstração de Resultados.
• Painel de Indicadores.
• Avaliação da Empresa.
Apresentaremos agora as informações que devem constar nestes relatórios:
• Valores absolutos em várias moedas.
• Avaliações percentuais.
• Indicadores específicos e inter-relacionados. • Indicadores de potencial etc.
SUBSISTEMA DE ORÇAMENTO
Este subsistema tem sua importância dentro da Contabilidade Geral, afinal todas as
informações apresentadas em um sistema contábil devem fazer parte do orçamento da
organização.
Observe, na figura a seguir, que Padoveze (2009) apresenta os três módulos da informação
contábil, onde este subsistema é composto por informações contábeis do passado, do presente e
do futuro, compondo desta maneira as informações do orçamento.

Informações Informações
Informações
Contábeis do Contábeis do
Contábeis do Futuro
Passado Presente

Sistema Contábil Sistema de


Fiscal e Societário Orçamento

FONTE: Padoveze (2015, p. 275)

OBJETIVOS
O principal objetivo apresentado por este subsistema é cumprir o Plano Orçamentário, o
qual é desenvolvido dentro da organização através de uma programação operacional e
que, somada a outros setores, como produção, investimento etc., compõe o Orçamento
Anual da Empresa.
Podemos dizer que o subsistema orçamentário é somente o resultado esperado por um
processo abrangente e participativo que deve incluir as seguintes características:
• Analisar o ambiente.
• Ler e construir cenários.
• Programar e atribuir responsabilidades.
• Definição de programas operacionais e conceitos de gestão, entre outros.
INFORMAÇÕES E RELATÓRIOS GERADOS
Dentre os diversos relatórios gerados por este subsistema, nas palavras de Padoveze (2015,
p. 286), os principais são:
• Relatório de pré-orçamento.
• Orçamento por centro de custos ou departamentos.
•Orçamento por divisões ou unidades de negócio.
• Orçamento geral da empresa.

• Orçamento original e orçamento ajustado.


• Orçamento em várias moedas.
• Orçamento consolidado.
• Relatórios de controle orçamentário (real x orçado e análise das variações).
Além disso, deve fornecer informações para:
• formação de custo-padrão;
• formação e/ou análise de preços de venda;
• planejamento e simulação de resultados;
• avaliação de projetos e investimentos.
SUBSISTEMA DE CUSTOS
Este subsistema é de complexa padronização, uma vez que cada empresa tem seu próprio
estilo e modo de agir com suas divisões, levando estes detalhes para seu sistema de custos.
Existem atualmente diversas formas de realizar o custeio de seus produtos, mas todas estas
formas são derivadas de custeios que todos já ouvimos falar, como o Custeio por Absorção
e o Custeio Variável.
OBJETIVOS
Dentre os objetivos deste subsistema, o principal é demonstrar a apuração dos custos
unitários de seus produtos, ou seja, custos dos produtos fabricados pela organização, sem
esquecer dos custos das atividades envolvidas no processo de produção.
O importante em todo este processo de sistemas de custos é adquirir um sistema que
esteja preparado para gerar e fornecer as informações necessárias para atender aos
gestores na tomada de decisão, afinal, para cada decisão que a empresa deseja tomar, ela
terá necessidade de uma forma diferente de custo de seus produtos.
INFORMAÇÕES E RELATÓRIOS GERADOS
Todas as informações apresentadas através dos relatórios de subsistema de custos são
exclusivas, afinal são geradas e formatadas de maneiras diferentes, para que possam
atender a cada estudo ou análise solicitada pela organização. Entre muitos, destacamos os
seguintes, conforme apresenta Padoveze (2009, p. 279):
• Custo unitário dos produtos.
• Comparação entre preços de venda praticados x preços de venda calculados.
• Levantamento de custo das ordens de trabalho, no custeio por ordem.
• Custo de fabricação por setor ou departamento, no custeio por processo.
• Análise das variações entre o custo-padrão e o custo real.

Benghi, Andrêiva Fernanda Bento Sistemas de informações contábeis. / Andrêiva Fernanda


Bento Benghi; Marcos Renato Muller; Cleide Tirana Nunes Possamai; Roséli Godói
Pereira. – Indaial: UNIASSELVI, 2019.

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