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ESCOLA ESTADUAL DE EDUCAÇÃO BÁSICA PROFESSOR MATHIAS SCHÜTZ

Processos de eletrização
I) Indução:

A eletrização por indução pode ocorrer sem contato entre os corpos. Quando um
corpo eletrizado (indutor) é aproximado de um condutor (induzido), inicialmente neutro,
induz neste uma distribuição de cargas. O condutor permanecerá neutro, entretanto, a região
do condutor mais próxima do indutor ficará com excesso de cargas de sinal contrário do
corpo eletrizado. Ao aproximar um bastão eletrizado positivamente, os elétrons do conjunto,
serão atraídos para a extremidade mais próxima ao bastão.
Mantendo ainda o bastão na mesma posição, separamos as esferas. Assim, a esfera
mais próxima do bastão ficará com excesso de cargas negativas, enquanto a outra esfera
ficará com falta de elétrons, ou seja, carregada positivamente. Poderíamos ainda, fazer o
mesmo processo para eletrizar uma única esfera. Neste caso, seria necessário fazer uma
conexão com a Terra (aterramento), para que o condutor ficasse carregado com carga oposta
do bastão.

II) Contato:

Este tipo de eletrização ocorre quando um corpo condutor está carregado e entra em
contato com um outro corpo. Parte da carga irá ser transferida para o outro corpo. Neste
processo, os corpos envolvidos ficam carregados com cargas de mesmo sinal e a carga do
corpo que estava inicialmente eletrizado diminui. Quando os corpos envolvidos na eletrização
são condutores de mesmas dimensões e mesma forma, após o contato, terão cargas de mesmo
valor.

III) Atrito:

Os elétrons estão localizados na eletrosfera, que é a parte externa do núcleo e são


mantidos girando ao seu redor por forças eletrostáticas. Contudo, esta força vai diminuindo
com a distância. Desta forma, os elétrons mais exteriores da eletrosfera são mais facilmente
retirados de sua órbita. Quando esfregamos dois corpos, alguns desses elétrons migram de um
corpo para o outro. O corpo que recebeu esses elétrons ficará carregado negativamente, por
sua vez, o que perdeu elétrons ficará carregado positivamente.
Portanto, fica carregado positivamente quem perdeu elétrons e não quem ganhou
prótons. Receber ou perder elétrons depende da substância de que é constituído o corpo. Esse
fenômeno é chamado de triboelétrico e através de experimentos em laboratório são elaborada
séries triboelétricas.

Condutores e isolantes da eletricidade


Quanto à mobilidade das cargas elétricas, os materiais podem ser condutores ou
isolantes. Os materiais que ao serem eletrizados as cargas se espalham imediatamente por
toda a sua extensão, são chamados de condutores elétricos, sendo um exemplo os metais.
Outros materiais, ao contrário, conservam o excesso de carga nas regiões onde elas surgiram,
neste caso, são chamados de isolantes ou dielétricos.
A madeira e o plástico são exemplos de materiais isolantes. O ar seco também é um
bom isolante elétrico, entretanto, aumenta a sua condutividade elétrica quando está úmido.
Tanto na eletrização por contato quanto na eletrização por indução é necessário que os corpos
envolvidos sejam condutores. Como em ambos os tipos de eletrização há necessidade que as
cargas tenham mobilidade, nos corpos isolantes, isto não é possível. Portanto, a eletrização
dos materiais isolantes só ocorre por atrito.

Quantidade de carga elétrica de um corpo

A matéria que constitui todos os materiais são constituídas de átomos. Os átomos são
constituídos, pela concepção mais clássica, de prótons (P), nêutrons (N) e elétrons (e). Sendo
que a carga elétrica de cada um é respectivamente positiva, neutra e negativa. Com certos
estudos na área de física pode-se provar que a carga elétrica transportada por um próton é a
mesma que a de um elétron, que serão diferenciadas apenas pelas cargas de sinais opostos.
Assim pode se determinar a carga elétrica elementar indicada pela letra e , cujo valor é:

e = 1,6 . 10-19 Coulomb(C), sendo C no sistema internacional de unidades.

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