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SUMÁRIO

INTRODUÇÃO ..............................................................................................
...02
CAPÍTULO I
- A Estrutura da
Bíblia........................................................................................04
CAPÍTULO II
- A Inspiração da
Bíblia .....................................................................................08
CAPÍTULO III
- A Formação do Cânon
Bíblico.......................................................................... 12
CAPÍTULO IV
- A História da
Bíblia..........................................................................................21
CAPÍTULO V
- O que Diz a Bíblia de si
Mesmo........................................................................29

CONCLUSÃO................................................................................................
... 31

BIBLIOGRAFIA.............................................................................................
...32
INTRODUÇÃO

S
em dúvida, a Bíblia é o livro mais lido, mas,
também, o mais rejeitado. O mais traduzido e
divulgado no mundo, em todas as épocas. Desde
quando começou a ser escrito, cerca de 1500 anos
antes do nascimento de Jesus Cristo, até os dias
atuais, milhões de cópias produzidas do Livro Sagrado dos judeus e
cristãos. É o mais amado, mas também, o mais odiado e perseguido.
O primeiro livro impresso nas oficinas gráficas de Gutenberg, o
“pai da imprensa”, foi a Bíblia. Foi uma tiragem de apenas 200
exemplares, dos quais ainda existem 48, espalhados em museus e
coleções particulares. São verdadeiras preciosidades e seu valor é
inestimável, em torno de 20 milhões de dólares. Um desses
exemplares está no subsolo da biblioteca Lenin em Moscou. É o livro
mais caro do mundo.1
No entanto, seria de se esperar que um livro com tamanha
influência, também fosse combatido, criticado, proibido e rejeitado.
Conforme suas próprias profecias, a Bíblia Sagrada enfrentaria a
mais acirrada perseguição. E, de fato, isto tem ocorrido ao longo da
História humana.
Durante a Idade Média a leitura do Livro Sagrado foi proibida
pela igreja dominante na Europa. Apenas em alguns mosteiros,
antigas e escassas traduções da Bíblia pendiam acorrentadas nos
corredores e bibliotecas, e podiam ser lidas com muita reserva.
No período da Revolução Francesa, exaltava-se a “deusa”
razão, e milhares de Bíblias e outros livros religiosos eram lançados
à fogueira. Conta-se que, durante o enterro de um prefeito de
província, fazia parte do séquito um jumento em cujo rabo se
amarrava um exemplar do Novo Testamento, e uma turba de
escarnecedores instigavam o pobre animal com as mais blásfemas
pilhérias.
Mas as testemunhas (o Antigo e Novo Testamento) que
profetizaram mil duzentos e sessenta dias (anos) “vestidas de pano
de saco” (Apoc. 11:3) “ouviram grande voz vinda do céu, dizendo-
lhes: Subi para aqui. E subiram ao céu numa nuvem, e os seus
inimigos as contemplaram” (Apoc. 11:12).
Na verdade, os inimigos da Bíblia não conseguiram seu intento
de sepultar definitivamente a Palavra de Deus. Pouco tempo depois
da queima das Escrituras pelos promotores da Revolução Francesa,
surgiu, na Inglaterra em 1795, a primeira Sociedade Bíblica, e logo
outras foram criadas em diversos países. Hoje são 139 sociedades
que publicam e distribuem a Bíblia em mais de 200 países, editando
em cerca de 2.200 línguas e dialetos.

1
Revista Super Interessante, Agosto/95.
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Segundo estatísticas recentes, “a sua tiragem, sob o impulso
das sociedades bíblicas, atinge em média anual de 11 milhões de
exemplares da versão integral, 12 milhões de Novos Testamentos,
400 milhões de brochuras contendo extratos do texto original”
Somente a Sociedade Bíblica do Brasil distribuiu, em 1997,
mais de 3 milhões de Bíblias completas e 180 milhões de porções e
seleções bíblicas, tornando-se a campeã mundial de distribuição das
Sagradas Escrituras, batendo até mesmo os Estados Unidos.
Indubitavelmente esta é a vitória de um Livro que advoga para
si mesmo o título de Palavra de Deus. Pode-se, também afirmar
que é o cumprimento fiel das palavras de Seu Autor-Inspirador:
“Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão.”
(Mat. 24:35).

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CAPÍTULO I

A ESTRUTURA DA BÍBLIA

A palavra Bíblia é o plural de um vocábulo grego, biblion, que


significa livro. Portanto, uma tradução literal de “Bíblia” poderia ser
Os Livros.
De fato, a Bíblia é uma coleção de 66 livros: 39 do Antigo
Testamento e 27 do Novo. As Bíblias publicadas pelas editoras
católicas acrescentam mais 7 livros ao conjunto do Antigo
Testamento, totalizando, portanto, 73 livros no cômputo geral. Estes
7 livros são conhecidos como apócrifos ou deuterocanônicos.
Atualmente os livros da Bíblia estão divididos em capítulos e
versículos, porém nem sempre foi assim. A divisão em capítulos
ocorreu em 1227 e foi efetuada por um professor da Universidade de
Paris, Stephen Langton, que mais tarde viria a ser o arcebispo de
Cantuária. Em 1551, Robert Stephanus, um impressor parisiense,
iniciou a divisão de cada capítulo em versículos, ao fazer uma
viagem de Paris a Lion, em lombo de animal. 2 Em 1555 concluiu a
tarefa. Ao longo, a Bíblia contém 1.189 capítulos e 31.102 versículos.

Uma divisão didática comumente aceita é a seguinte:

I - Antigo Testamento
A - Lei (ou Torá, ou Pentateuco)
B - Livros Históricos
C - Livros Poéticos
D - Livros Proféticos

II - Novo Testamento
A - Evangelhos
B - Livro Histórico ou Biográfico
C - Epístolas
D - Livro Profético

2
Maxwell A. Graham, Você Pode Confiar na Bíblia?, p. 1.
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ANTIGO TESTAMENTO
CLASSIFICAÇÃO LIVRO ABREV. AUTOR DATA
(a.C.)
Gênesis Gn Moisés c. 1500
Êxodo Êx Moisés c. 1500
Pentateuco Levítico Lv Moisés c. 1500
Números Nm Moisés c. 1470
Deuteronômio Dt Moisés c. 1470
Josué Js Josué (*) c. 1400
Juízes Jz Samuel c. 1100
Rute Rt Samuel (*) c. 1090
1 Samuel 1 Sm Samuel/Natã/Ga c. 1070
de
2 Samuel 2Sm Natã/Gade c. 1040
Livros 1 Reis 1 Rs Jeremias (*) c. 580
2 Reis 2 Rs Jeremias (*) c. 580
Históricos 1 Crônicas 1 Cr Esdras c. 440
2 Crônicas 2 Cr Esdras c. 440
Esdras Ed Esdras c. 440
Neemias Ne Neemias c. 430
Ester Et Mardoqueu (*) c. 470
Jó Jó Moisés c. 1550
Salmos Sl Davi e outros c. 1000
Livros Provérbios Pv Salomão e c. 900
Poéticos outros
Eclesiastes Ec Salomão c. 900
Cânt. Cânt. Ct Salomão c. 950

Isaías Is Isaías c. 730


Jeremias Jr Jeremias c. 580
Lamentações Lm Jeremias c. 600
Ezequiel Ez Ezequiel c. 590
Livros Daniel Dn Daniel c. 530
Proféticos Oséias Os Oséias c. 740
Joel Jl Joel c. 800
Amós Am Amós c. 750
Obadias Ob Obadias c. 600
Jonas Jn Jonas c. 800
Miquéias Mq Miquéias c. 700
Naum Na Naum c. 600
Habacuque Hc Habacuque c. 620
Sofonias Sf Sofonias c. 630
Ageu Ag Ageu c. 520
Zacarias Zc Zacarias c. 520
Malaquias Ml Malaquias c. 420
(*) Autor Presumível.

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Convém lembrar que a Bíblia católica acrescenta os seguintes livros
(sete, ao todo, chamados apócrifos ou deuterocanônicos) aos da lista
acima:
Tobias, Judite Históricos
1º e 2º Macabeus Históricos
Sabedoria, Elesiástico Sapienciais/Poéticos
Baruc Profético

NOVO TESTAMENTO
CLASSIFICAÇÃO LIVRO ABREV. AUTOR DATA (a.C.)
Mateus Mt Mateus c. 60-70
Marcos Mc Marcos c. 50-70
Evangelhos Lucas Lc Lucas c. 64-70
João Jo João c. 69-90
Livro Atos At Lucas c. 63
Histó
rico

Romanos Rm Paulo c. 60
1 Coríntios 1 Paulo c. 59
Cor
2 Coríntios 2 Paulo c. 60
Cor
Gálatas Gl Paulo c. 58
Efésios Ef Paulo c. 62
Filipenses Fp Paulo c. 62
Epístolas Colossenses Cl Paulo c. 63
1 1Ts Paulo c. 51
Tessalonicenses
2 2Ts Paulo c. 51
Tessalonicenses
1 Timóteo 1Tm Paulo c. 63
2 Timóteo 2Tm Paulo c. 64
Tito Tt Paulo c. 63
Filemon Fm Paulo c. 61
Hebreus Hb Paulo (*) c. 67
Tiago Tg Tiago c. 62
1 Pedro 1 Pe Pedro c. 62
2 Pedro 2 Pe Pedro c. 64
1 João 1Jo João c. 98
2 João 2Jo João c. 98
3 João 3Jo João c. 98

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Judas Jd Judas c. 70
Livro Apocalipse Ap João c. 95
Profé
tico
(*) Autor presumível
Os quadros das páginas anteriores dão uma visão sucinta de
como a Bíblia cristã está organizada nos dias atuais. Convém que
se familiarize com as Escrituras, estudando seus livros e a
respectiva abreviatura, pois todas as lições deste curso farão
referências a eles.
A Bíblia hebraica, obviamente, não contém os livros do Novo
Testamento, posto que os judeus não aceitaram a Jesus Cristo
como o Messias prometido nas profecias dos antigos escritores
sagrados. Além disso, o cânon hebraico não aceita os livros
apócrifos, principal razão de muitas correntes cristãs não os
incluírem em suas versões da Bíblia.

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CAPÍTULO II
A INSPIRAÇÃO DA BÍBLIA

Neste capítulo analisa-se a questão da inspiração da Bíblia,


que está intrinsecamente relacionada à formação do cânon bíblico,
assunto que trataremos no próximo capítulo.
A palavra inspiração, quando empregada em relação à Bíblia,
significa soprado por Deus. A Bíblia, na verdade é respirada por Deus
e aspirada pelo homem. O homem ganha vida com o hálito de Deus.
A inspiração por fim, é o ato de Deus trabalhar através do profeta
para que este receba e sistematize a revelação até esta chegar ao
seu destino.
Existe um consenso entre os seguidores da Bíblia, baseados
não somente na fé, mas em evidências de que ela é realmente
inspirada por Deus. há, naturalmente, divergências quanto á
maneira como a inspiração proveio de Deus e chegou ao homem.

1. 4 Teorias da Inspiração:
1.1. INTUIÇÃO – A Bíblia teria sido produzida pelos poderes intuitivos
do homem.
1.2. PARCIAL OU FRACIONÁRIA - A Bíblia foi parcialmente inspirada.
1.3. VERBAL, MECÂNICA, TOTAL OU PLENÁRIA – Esta teoria afirma
que Deus ditou palavra por palavra.
1.4. DINÂMICA – Esta é a mais bem aceita no mundo cristão.
Segundo a inspiração dinâmica, Deus inspirou a idéia do escritor e
este embalou a mensagem em seu vocabulário e em sua cultura.
Alguns escritores bíblicos viram coisas que não conseguiam
descrever em linguagem humana. S. João expressou: “E vi como que
um mar de vidro misturado com fogo...” (Ap. 15.2), quer dizer, ele
não estava dizendo que no céu tem um mar de vidro, na verdade ele
não conseguia descrever direito o que via.
A verdade é que existem muitas evidências, internas e
externas, que a comprovam. Abaixo, há um resumo dessas
evidências, conforme elencadas por Geisler e Nix, em seu tratado,
Introdução Bíblica.

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2. Evidências internas

2.1. Autoridade própria.


A Bíblia é um livro que fala com autoridade e, com esta mesma
autoridade, afirma-se como escrito inspirado por Deus. “Toda a
Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a
repreensão, para a correção, para a educação na justiça”. (II
Timóteo 3:16). Somente no Antigo Testamento aparecem mais de
400 vezes a expressão “assim diz o Senhor”.

2.2. O testemunho do Espírito Santo.


“O testemunho íntimo de Deus no coração do crente, à medida que
este vai lendo a Bíblia, é evidência da origem divina da Bíblia”.
Até mesmo pessoas que não têm nenhuma afinidade com a Bíblia,
ao começar a lê-la, estudá-la, sentem que estão diante de um
tratado diferente de qualquer outro produzido por pena humana.

2.3. A capacidade transformadora da Bíblia.


Nenhum outro livro evidencia tão forte poder de transformar
vidas como a Bíblia. Homens imperiosos aprendem lições de
humildade e mansidão; prostitutas e homossexuais abandonam suas
práticas licenciosas; ladrões e sonegadores restituem o furto;
viciados conseguem deixar as drogas; pais rancorosos passam a
tratar com carinho seus filhos; filhos rebeldes retornam ao lar;
famílias destruídas são refeitas; patrões insensíveis passam a
respeitar o direito de seus empregados, e empregados relapsos
tornam-se honestos e dedicados.

2.4. O Princípio da unidade da Bíblia.


Uma forte evidência da origem divina da Bíblia é o fato de
apesar de ser constituída por 66 livros, com cerca de 40 diferentes
autores que a escreveram num período de, aproximadamente, 1500
anos, a Bíblia apresenta uma extraordinária coerência temática.
Nenhum autor contradiz o outro, apesar de escreverem em idiomas
diferentes e viverem em culturas diferentes. Esta evidência indica
que os profetas, reis e apóstolos, não foram os autores, foram
apenas instrumentos do autor, o Espírito Santo.
O tema central da Bíblia é apresentar a solução para o
problema do pecado, Jesus Cristo, “autor e consumador da fé”. Do
primeiro livro, Gênesis, ao último, o Apocalipse, este tema se repete
como se obedecesse a um roteiro transcendente à própria vida de
seus autores humanos.

3. Evidências externas
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3.1. O testemunho de Cristo.
“Se Jesus Cristo possui alguma autoridade ou integridade como
mestre religioso, podemos concluir que a Bíblia é inspirada por
Deus”. Dizem Geisler e Nix: “O Senhor Jesus ensinou que a Bíblia é a
Palavra de Deus. Se alguém quiser provar ser essa assertiva falsa,
deverá primeiro rejeitar a autoridade que tinha Jesus de se
pronunciar sobre a questão da inspiração”. Cristo fez inúmeras
referências às Escrituras hebraicas, dando, assim, seu aval sobre a
veracidade e inspiração da Lei (o Pentateuco), dos Profetas e dos
Salmos (as outras divisões da Bíblia hebraica). “A seguir Jesus lhes
disse: São estas as palavras que Eu vos falei, estando ainda falando
convosco: importava se cumprisse tudo o que de Mim está escrito
na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos.” (Lucas 24:44).
3.2. O cumprimento das profecias.
Nenhum outro livro que reivindica a inspiração divina, (Alcorão
islâmico e os Vedas hindus), apresenta uma gama de profecias
cumpridas com extrema exatidão como a Bíblia. É espantosa a
precisão profética de Daniel ao descrever as datas exatas do
nascimento, batismo e morte de Cristo, na profecia das setenta
semanas. Parece até que o profeta Naum estava observando as ruas
movimentadas de uma grande cidade moderna, à noite, do alto de
um edifício, ao descrever fotograficamente, os carros em alta
velocidade: “Os carros passam furiosamente pelas ruas e se cruzam
velozes pelas praças; parecem tochas, correm como relâmpagos”.
(Naum 2:4). O Profeta Isaías também descreve de forma precisa
toda obra e sacrifício de Cristo em Seu ministério terreno, cerca de
700 anos antes de ocorrerem os fatos.

3.3.A indestrutibilidade da Bíblia.


O próprio Senhor Jesus afirmou que passaria o céu e a terra,
“mas as minhas palavras não passarão” (Mateus 24:35). Vê-se, na
introdução deste tratado, que apesar de todas as tentativas, os
inimigos das Sagradas Escrituras não conseguiram eliminar sua
influência, nem no passado, nem nos dias atuais. “Os cépticos têm
lançado dúvidas sobre a confiabilidade da Bíblia; todavia, mais
pessoas hoje se convencem de suas verdades do que em toda a
história. Prosseguem os ataques da parte de alguns cientistas, de
alguns psicólogos e de alguns líderes políticos, mas a Bíblia
permanece ilesa, indestrutível… A Bíblia continua mais forte do que
nunca, depois destes ataques”.

3.4. A integridade de seus autores humanos.


Os relatos bíblicos impressionam pela imparcialidade como são
expostos. Reis ou humildes servos são apresentados com todos seus
defeitos e vícios, e percebe-se que nenhum escritor bíblico tentou
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omitir fatos para proteger os poderosos de sua época, e nenhum
elogio descabido ou forçado é dirigido para agradar quem detinha o
poder. Os profetas e apóstolos eram considerados homens de Deus.
Com certeza, por esse motivo, nenhum outro livro ou tratado
apresenta, em suas páginas, um código de ética e moral mais
elevado que a Bíblia. O Decálogo (dez mandamentos), o clamor dos
profetas pela justiça, os preceitos de Cristo (sermão da montanha e
todos os Evangelhos), as instruções apostólicas (epístolas), a pureza
de caráter exigida do cidadão da Nova Terra (Apocalipse) falam, por
si só, da inteireza moral dos escritores da Bíblia.

3.5. A influência da Bíblia.


Para a pergunta: qual o livro que mais tem influenciado o
pensamento ocidental? Sem risco de errar, a resposta só poderia
ser: a Bíblia. A maior religião do mundo, hoje, é o cristianismo, com
mais de dois bilhões de seguidores. Embora dividido em diversas
correntes, todas as igrejas cristãs aceitam a Bíblia como livro
sagrado. Portanto, o maior grupo religioso do planeta recebe
influência direta da Bíblia. Não foram poucas as grandes
personalidades da história universal que reconheceram a influência
da Bíblia. Abaixo têm-se três, a título de ilustração:
Emmanuel Kant (filósofo alemão): “A existência da Bíblia, como um
livro para as pessoas, é o maior benefício que a raça humana
alguma vez experimentou. Toda tentativa para depreciar isto é um
crime contra a humanidade”.
George Washington (primeiro presidente dos E.U.A): “É impossível
governar o mundo, justamente, sem Deus e a Bíblia”.
Rainha Vitória: “Este livro (a Bíblia) responde pela supremacia da
Inglaterra”.
As evidências analisadas neste capítulo nos deixam seguros de
que a Bíblia é, de fato, um livro confiável em toda sua extensão e
em todas as suas partes. Embora as transcrições dos textos antigos
possam conter imprecisões (antes da invenção da imprensa, todas
as cópias eram feitas á mão, sujeitas, portanto, aos deslizes dos
copistas), podemos estar absolutamente certos da inerrância dos
escritos originais (conhecidos como autógrafos, escritos do próprio
punho dos profetas ou dos amanuenses), ainda que não tenhamos
acesso a eles, pois já não existem mais.
Finalmente, Packer lembra que “a inspiração dos escritos
bíblicos não deve ser igualada com a inspiração das grandes obras
da literatura, nem mesmo (como freqüentemente é verdadeiro)
quando o escrito bíblico for, de fato, uma obra da literatura. A idéia
bíblica da inspiração não se relaciona com a qualidade literária do
que é escrito, mas com sua característica de ser revelação divina
escrita”.

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CAPÍTULO III
A FORMAÇÃO DO CÂNON BÍBLICO
O vocábulo “cânon”, literalmente significa vara. Os gregos o
tomaram emprestado dos antigos semitas. Cânon pode ser
entendido, também, como norma, medida, régua, regra, lista, divisa,
etc. e pode ser tomado em duas acepções. Pode indicar que a Bíblia
é a norma básica de julgamento para quaisquer outros livros,
discursos ou escritos cristãos.. Também pode referir-se ao conjunto
de “normas” ou princípios que orientaram o povo de Deus na
escolha dos livros sagrados que compõem a Bíblia.
Num sentido mais amplo, cânon é a lista dos livros inspirados
que formam a Bíblia. Como os livros foram preparados durante um
longo período de tempo, é fácil pressupor que o cânon bíblico nem
sempre foi o mesmo.
Canonização é o processo que cada livro passou para que
pudesse ser aceito como inspirado por Deus.

1. O CÂNON DO VELHO TESTAMENTO

A igreja cristã do Novo Testamento, nasceu com uma Bíblia nas


suas mãos em 31 d.C. com a morte de Jesus. A Bíblia era o Velho
Testamento.
Abaixo se tem pelo menos três teorias para a formação do
cânon do Velho Testamento:
1ª - Teoria do Crescimento – Os livros quando foram escritos não era
inspirados, sua inspiração, veneração, dependeu do tempo. Depois a
grande sinagoga de Esdras, (comissão de 70 anciãos de Israel, tendo
como presidente, Esdras), foi que canonizou esses livros. Esta teoria
não é bem aceita porque limita a decisão do cânon somente a
setenta pessoas votando contra ou a favor.
2ª Teoria – O que influenciou o cânon do V. Testamento foi o Concílio
de Jânia no ano 90 A.D. Isso não é verdade, pois Jesus e os discípulos
já usavam o V.T. O Concílio de Jânia só confirmou a inspiração do
V.T., usou como base a Bíblia hebraica de um escritor do ano 200
a.C. chamado Baba Bathra. Então no mínimo 200 anos antes de
Cristo já havia os 22 livros que continham os 39 que compõem o
Velho Testamento. Baba Bathra foi um dos maiores escritores do
Talmude Babilônico.
3ª Teoria – No ano 75 A.D. o escritor Flávio Josefo menciona nos seus
escritos os 39 livros do Velho Testamento, embora sua lista conste
só de 22. Sendo um livro para cada letra do alfabeto hebraico, cujo
alfabeto só contém 22 letras. Josefo foi o primeiro a dividir o V.T. em

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três partes. Antes dele, Lucas já dividia em duas quando mencionava
“a lei e os profetas...”
A lista de Flávio Josefo é mais confiável por três razões;
1ª - Josefo era judeu e escreveu num período muito importante da
história de Israel.
2ª - A lista de Josefo é 200 anos mais velhos do que a de Baba
Bathra. Isto é, do ano 400 a.C.
3ª - Josefo contemporâneo de Cristo esteve presente na ocupação e
destruição de Jerusalém no ano 70 d.C. e participou da diáspora
(dispersão dos judeus). Josefo afirma que no saque a Jerusalém no
ano 70 d.C. o imperador Tito, lhe entregou os rolos dos livros
sagrados do templo. Nessa ocasião foi levado para Roma o
mobiliário.
A lista mais antiga do Velho Testamento, na ordem em que
está hoje é do ano 170 d.C. feita por Melito pastor da igreja de
Sardes.
Pirke Abot, (hebraico) é tradições de pais. Foi assim no
decorrer de gerações que se foi aceitando os escritos de acordo com
a vara com a qual mediam o nível de inspiração. Para cada profeta
de Deus havia 800 falsos profetas. Os livros que se encaixassem
com o passado e tivessem sentido para o contexto presente eram
considerados inspirados por Deus. O julgamento era feito pela
grandes congregações (grupo de 70 anciãos de Israel, quando um
morria o outro ocupava o lugar, uma espécie de academia de letras),
de Moisés até Esdras. Abaixo se tem no gráfico, o período da
canonização do Velho Testamento:
75 A.D.

200 a.C. 31 A.D.


1445 a.C. 400 a.C.
90 A.D.

Concílio de
Josué Flávio Josefo
Samuel Esdras Nicéia
Moisés Reis Baba Bathra
Juizés
Profetas
Nascimento de Cristo

Centúrias
Silenciosas

Textos sobre as grandes congregações: Esdras 5.5,9; 6.7,8,14;


10.8,14; Josué 1.7; 3.4; 8.31,32; 23.6; I Reis 2.3; II Reis 14.6; 18.6;
23.25; Esdras 7.6; Salmos 103.7; Isaías 8.20; Jeremias 8.8.
Somente depois de escrito, copiado, divulgado, lido nas
congregações e ajuntamentos do povo, aceito pela maioria dos fiéis
e aprovado pelos líderes como tendo todas as características de um
texto inspirado por Deus, o livro era considerado canônico. Passava,

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então, a fazer parte da lista de escritos sagrados que serviam como
norma de doutrina e conduta.
O que determina a canonicidade de um livro? Com certeza não
é a língua (pode ter sido escrito em hebraico, ou grego, não
importa); não é a
antigüidade (existem livros mais antigos que o mais antigo livro da
Bíblia); nem, tampouco, o sentimento de religiosidade que se
apresente no livro. A canonicidade é determinada, exclusivamente,
pela inspiração divina. “Sabendo, primeiramente, isto: que
nenhuma profecia da Escritura provém de particular elucidação;
porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade
humana; entretanto, homens santos falaram da parte de Deus,
movidos pelo Espírito Santo.” (2 Pedro 1:20 e 21).
Esse texto da Segunda epístola de Pedro é muito elucidativo.
Convém que se leia toda a carta para ter-se uma idéia mais concreta
das marcas de inspiração divina em um livro bíblico. No versículo
primeiro do capítulo 1, o autor apresenta-se como “Simão Pedro,
servo e apóstolo de Jesus Cristo” e esclarece que a carta é dirigida
aos que “obtiveram fé” na justiça divina. No verso 3, fala no poder,
glória e virtude de Deus. No verso 4, aparece a expressão “natureza
divina”, da qual os crentes são convidados a participar. A partir do
verso 5, faz uma lista de virtudes: diligência, fé, conhecimento,
domínio próprio, perseverança, piedade, fraternidade e amor. E
aconselha, no verso 10: “Por isso, irmãos, procurai com diligência
cada vez maior, confirmar a vossa vocação e eleição; portanto,
procedendo assim, não tropeçareis em tempo algum.” No verso 12,
esclarece o objetivo da carta. E, no verso 19 e seguintes, fecha o
capítulo com um precioso conselho: “Temos, assim, tanto mais
confirmada a palavra profética, e fazeis bem em atendê-la, como a
uma candeia que brilha em lugar tenebroso, até que o dia clareie e a
estrela da D’alva nasça em vosso coração.”
Nota-se aí, marcas indeléveis da inspiração divina:
1.1. O autor é um profeta, um porta-voz de Deus, “servo e
apóstolo” do Senhor Jesus.
1.2. Fala com autoridade das coisas que “efetivamente nosso
Senhor Jesus Cristo me revelou”. Reivindica, desta forma,
revelação (inspiração) divina.
1.3. Apresenta coerência doutrinária com os outros livros da
Bíblia.
1.4. Foi reconhecido pelo povo de Deus, como canônico.
Curiosamente, esta segunda carta do apóstolo Pedro foi uma
das mais contestadas quanto à sua autenticidade. O principal motivo
apresentado pelos críticos era a diferença de estilo da primeira
epístola de Pedro. No entanto, o uso de escribas por alguns autores
da Bíblia, pode explicar facilmente essa diferença de estilo. No
Antigo Testamento, por exemplo, Baruque, secretário de Jeremias,
Módulo 01-A –Int. à Bíblia 15
registrava as visões do profeta. Descobertas arqueológicas, como o
Papiro Bodmer e a carta do pseudo-Barnabé, comprovam,
definitivamente, a autenticidade da segunda epístola de Pedro.

2. OS LIVROS APÓCRIFOS

O último livro do Antigo Testamento é o livro do profeta


Malaquias, escrito por volta de 400 a.C. Durante o período
intertestamentário (entre o Antigo e o Novo Testamento), muitos
outros livros relacionados à história dos hebreus foram escritos.
Muitos destes livros foram totalmente rejeitados e considerados não-
canônicos, como o Livro de Adão e Eva, o Testamento dos Doze
Patriarcas, o Primeiro Livro de Enoque, a Assunção de Moisés, para
citar apenas alguns. Outros foram acrescidos à lista dos livros
inspirados, porém contestado por grande número de estudiosos.
Entre estes, encontram-se os livros apócrifos.
A palavra grega “apócrifo” significa “escondido”. Refere-se a
um conjunto de livros que foram, em diferentes épocas e lugares,
ocasionalmente incluídos em manuscritos antigos, juntamente com
os livros considerados canônicos. Sete desses livros encontram-se na
Bíblia católica e são chamados por esses cristãos de
deuterocanônicos, quer dizer do 2º cânon, ou da 2ª lei. São eles:
Tobias, Judite, Eclesiásticos, Sabedoria, Baruque, 1º e 2º Macabeus e
os acréscimos aos livros de Esdras e Daniel. São escritos nas
Centúrias Silenciosas, só Tobias e Judite são a exceção. Todas têm
valor histórico, as narrações são verídicas.
A dispensação do Antigo Testamento pertencia aos judeus, que
eram considerados “o povo de Deus” da época antes do nascimento
de Cristo. Portanto, eles eram os depositários das Escrituras
Sagradas da antiga dispensação. Todavia, um grupo de setenta
estudiosos judeus que traduziram as Escrituras para o grego, no
século II a.C., incluíram estes livros apócrifos na sua versão, que hoje
é conhecida como Septuaginta.
“Convém lembrar que a Septuaginta foi uma tradução de
judeus que moravam em Alexandria, no Egito, longe, portanto, das
raízes bíblicas de Jerusalém.” A palestina é que era o lar do cânon
judaico, jamais a Alexandria, no Egito. O grande centro grego do
saber, no Egito, não tinha autoridade para saber com precisão que
livros pertenciam ao Antigo Testamento judaico. Alexandria era lugar
da tradução, não da canonização. “O fato de a Septuaginta conter os
apócrifos apenas comprova que os judeus alexandrinos traduziram
os demais livros religiosos judaicos do período intertestamentário ao
lado dos livros canônicos”.

ECLESIÁSTICO

Módulo 01-A –Int. à Bíblia 16


AUTOR: Siraque, o filho dele chamado Siraque Bem Siraque que
traduziu o livro em 132 a.C. do hebraico para o grego, o Eclesiástico.
Disse: “Meu pai não era profeta. Deus nunca falou através de meu
pai.”
BARUQUE. Era o secretário de Jeremias, alguns afirmam que por
isso o seu livro, também, era inspirado.
DESARMONIA. Baruque 1:1. Eu estava em Babilônia com Jeremias.
Jer. 43:6 e 7. Diz: “Baruque estava comigo no Egito.” Jeremias nunca
esteve em Babilônia.
Baruque 6:2. Diz que Jeremias predisse um cativeiro de sete
gerações ou 280 anos, uma geração judaica era de quarenta anos.
Jer. 25:11; 29:10 afirma que o cativeiro seria de 70 anos.
MACABEUS. Escrito em 165 a.C. história da independência judaica,
são reais e verídicas que aconteceram em Israel. I Macabeus 4:46;
9:27; 14:41 dizem: “Naquele tempo não havia profeta em Israel, o
espírito de profecia havia ido embora.” Como pode ser inspirado se o
próprio livro diz que nesse tempo não tinha profeta.
Os acréscimos do livro de Daniel após o capítulo 12 já tem algo
fora de contexto. É diferente.
TOBIAS. Escrito durante o cativeiro Assírio e Judite durante o
cativeiro babilônico foi em 586. O cativeiro babilônico foi em 722
quando foram levadas cativas as dez e meia tribos do norte que
nunca mais voltaram. Em 586 o resto da tribo de Judá e metade da
tribo de Benjamim foram levadas cativas para Babilônia, esse foi o
cativeiro babilônico.
Judite 1:1. Afirma que Nabucodonosor era o rei de Nínive. O
livro de Daniel ensina que Nabucodosor era rei da Babilônia.
O Novo Testamento cita mais de 600 vezes o Velho
Testamento e apenas dois autores citam um livro não canônico,
Judas 14. As figuras que João usa no Apocalipse foram copiadas do
livro de Enoque. Os únicos livros do Velho Testamento que não são
citados diretamente no Novo Testamento: Ester, Cantares, Neemias,
Eclesiastes, Esdras, Jó e Rute.
Pela primeira vez, no concílio de Trento foram os apócrifos
considerados canônicos.
Santo Agostinho bispo de Hippona, França, presidiu dois
concílios: Em 393 A.D., o de Hippona e em 397 A.D. o de Cartago.
Ele incluiu no cânon os apócrifos, menos Baruque. Incluiu também
Primeiro Esdras (pseudo-epígrafo).
Agostinho escreveu após incluir os livros: “Nenhum destes
livros é profético, não estão no cânon que o povo de Deus recebeu,
pois, uma coisa é poder escrever como homem e outra coisa, com a
diligência de um historiador e outra é escrever como profeta sob a
inspiração divina.” - Philip Schaft, (em inglês), História do
Cristianismo, Vol. 4. P. 693.

Módulo 01-A –Int. à Bíblia 17


Em 1490 foi publicada uma Bíblia católica chamada Poliglota
Complutense de Francisco Ximenes de Cisneros.
Recebeu a aprovação do papa Leão X. no prefácio o cardeal
Ximenes escreveu: “Os livros não canônicos aqui incluídos não são
inspirados, mas servem para codificação”. E o papa aceitou. Isto 50
anos antes de Trento.
No dia 8 de abril de 1546 as 16 hs. Trento declarou: “O sínodo
recebe e venera todos os livros do Velho e Novo Testamento, já que
Deus é o autor de ambos, como também recebe as tradições
proferidas pela boca de Cristo e do Espírito Santo. Depois da lista
dos livros concluem: se alguém não recebe estes livros como
sagrados e canônicos e deliberadamente menospreza os ali
mencionados, seja anátema”.
Geisler e Nix apresentam, entre outras, as seguintes razões
para a não aceitação dos apócrifos como canônicos:
2.1. A comunidade judaica jamais os aceitou como canônicos.
2.2. Não foram aceitos por Jesus, nem pelos autores do Novo
Testamento.
2.3. A maior parte dos primeiros grandes pais da igreja
rejeitou sua canonicidade.
2.4. Nenhum concílio da igreja os considerou canônicos senão
no final do século IV.
2.5. Jerônimo, o grande especialista bíblico e tradutor da
Vulgata [tradução latina da Bíblia], rejeitou fortemente os livros
apócrifos. “Ele concordou com esse conceito de que os livros extras
do Antigo Testamento não eram legítimos. Ele pediu que todos esses
livros que não estavam incluídos no cânon hebraico fossem
considerados apócrifos.” 3
2.6. Muitos estudiosos católicos romanos, ainda ao longo da
Reforma, rejeitaram os livros apócrifos.
2.7. Nenhuma igreja ortodoxa grega, anglicana ou
protestante, até a presente data, reconheceu os apócrifos como
inspirados e canônicos, no sentido integral dessas palavras.
2.8. Os apócrifos não reivindicam serem proféticos.
2.9. Não detêm autoridade de Deus.
2.10. Embora seu conteúdo tenha algum valor para a
edificação nos momentos devocionais, na maior parte trata-se de
texto repetitivo; são textos que já se encontram nos livros
canônicos.
2.12. Há evidente ausência de profecia, o que não ocorre nos
livros canônicos.
Além da polêmica dos apócrifos, alguns poucos livros, hoje
totalmente aceito como canônicos, foram, aqui e ali, contestados.
São eles: Ester (por não mencionar o nome de Deus); Cântico dos
Cânticos (por seu conteúdo supostamente erótico); Eclesiastes (por
3
. Maxwell A. Graham, Você Pode Confiar na Bíblia?, p. 21.
Módulo 01-A –Int. à Bíblia 18
deixar transparecer aparente ceticismo e pessimismo diante da
vida); Provérbios e Ezequiel (por questões rabínicas de menor
importância). Eis a seguir, o atual cânon do Antigo Testamento, na
ordem em que os livros aparecem nas Bíblias cristãs:
Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio, Josué,
Juízes, Rute, 1 Samuel, 2 Samuel, 1 Reis, 2 Reis, 1 Crônicas, 2
Crônicas, Esdras, Neemias, Ester, Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes,
Cânticos dos Cânticos, Isaías, Jeremias, Lamentações de Jeremias,
Ezequiel, Daniel, Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias,
Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias.

3. CÂNON DO NOVO TESTAMENTO

Os períodos de inscrição da Bíblia são:

Ca. de 1450 a.C. V. T. Ca. de 400 a.C.


Ca. de 49 A.D. N.T. Ca. de 100 A.D.

O Novo Testamento só começou a ser escrito no ano 49 A.D. Por


que os discípulos demoraram a escrever?
1 – Porque estavam preocupados em pregar.
2 – Aguardava Jesus voltar em seus dias.
Os primeiros escritos não foram aceitos logo, com facilidade, por
quê?
1º - Preferiam a presença dos discípulos do algo escrito. (Gál. 4.20).
2º - Os discípulos eram mais duros nas cartas do que pessoalmente,
por isso os cristãos preferiam que fossem pessoalmente.
II Cor. 10.10, São Paulo fala do desejo de ir pessoalmente e S.
João também, em II João 12.
Jesus não escreveu livros, mas, os cristãos repetiam as
palavras dEle transmitidas pelos discípulos. O que Jesus falava era
considerado como tendo a mesma autoridade do V.T. Os discípulos
quando começaram a escrever, já havia 18 anos que Jesus tinha
morrido. As pessoas que ouviram Jesus. Eram testemunhas de que
os apóstolos escreviam a verdade.
Quando os discípulos começaram a morrer e Jesus não voltara
surgiu a necessidade de deixarem algo escrito.

3.1. Evidências a Favor da Canonicidade do Novo Testamento


O período do ano 70 A.D. ao ano 120 A.D. é chamado de Era
dos Pais Apostólicos. Do ano 120 ao ano 170 A.D. é o período dos
apologistas.
No primeiro período há indivíduos que serviram de
testemunhas de inspiração, entre eles:

Módulo 01-A –Int. à Bíblia 19


a) Clemente Bispo de Roma que foi morto no ano 96 A.D. Foi
mártir e contemporâneo dos discípulos. Foi colega do apóstolo
João e acompanhou Paulo na prisão de Roma. Ele era pastor de
Roma. Escreveu três epístolas. Uma para Corinto prega com
base no Velho Testamento, mas cita Paulo com a mesma
autoridade. Citou o livro de Paulo aos Romanos. O próprio Paulo
conhecia Clemente trabalhando juntos. (Fil. 4.3)
b) Policarpo, bispo de Esmirna. Morreu em 155 A.D. foi o último pai
apostólico que viu e teve contato direto com João do
Apocalipse. Essa igreja que ele pastoreava foi fundada por João.
Acompanhou João de Patmos a Éfeso em 90 A.D. Ele cita várias
cartas de Paulo especialmente as dirigidas a Timóteo. Na
epístola de Policarpo aos Filipenses ele cita Efésios 4.26 para
comentar Salmos 4.4, por isso é chamado testemunha de
inspiração do Novo Testamento. Colocou no mesmo nível do
Velho Testamento os escritos de Paulo.
c) A epístola de Barnabé foi uma das pouquíssimas que quase
entraram no cânon do Novo Testamento. Circulou ainda no
cânon por 200 anos. Escrito por Barnabé, cristão de Alexandria.
Descobriram isso por volta do ano 200. Antes disso achavam
que teria sido escrita por Barnabé companheiro de Paulo, mas,
descobriu-se que foi escrita entre 90 A.D. e 110 A.D. e Barnabé,
companheiro de Paulo morreu antes do ano 90 A.D. Barnabé
cita livros do Novo Testamento no mesmo nível de inspiração
do Velho, como Mt. 7.21.
d) Didaché – Era o manual dos cristãos onde eles confirmavam as
doutrinas e ensinamentos. Didaché não tem autor, foi produzido
em Antioquia e a fonte principal é Mateus.
Apologistas – Defensores da fé. Alguns inconscientes, muitos
eram agnósticos e muitos eram semi-católicos. Usaram escritos
apostólicos para confirmar seus ensinos.
1º Apologista – Dionísio, 170 A.D., defendeu os escritos
apostólicos como divinamente inspirados por Deus e usou o
Apocalipse para defender suas doutrinas. Foi o primeiro a defender
ensinamentos baseado em Apocalipse.
2º Apologista - Irineu, 130 A.D., foi mártir. Seus escritos
mostravam a aceitação dele pelos ensinos apostólicos colocados
no mesmo nível de inspiração do Velho Testamento.
3º Apologista – Basilídes, Um agnóstico contemporâneo de
Policarpo, ano 139 A.D., afirmou: “Os eventos da vida de Jesus
aconteceram tal e como estão escritos nos evangelhos.” Basílides
foi o primeiro a citar João, o último evangelho a ser escrito.
Cinco razões pelas quais foram os livros do Novo Testamento
canonizados:
1ª - A catolicidade dos livros por todos os seguimentos cristãos.

Módulo 01-A –Int. à Bíblia 20


2ª - Apostolicidade – Os escritores tiveram contato direto com
Cristo.
3ª - Conformidade e uniformidade dos livros, união, ligação sem
divergências, sem contradições.
4ª - Veracidade doutrinária – Conteúdo cristológico.
Existem milhares de manuscritos antigos contendo todo o
Novo Testamento ou partes dele. Esses manuscritos têm grande
valor documental para o estudo da formação do cânon do Novo
Testamento, a despeito de omissões, acréscimos e textos
variantes provocados pelas falhas decorrentes do método de
transmissão: tudo era feito á mão. Embora a grande maioria dos
copistas tivesse extremo cuidado na transcrição dos livros
sagrados, havia possibilidades de engano ou falha humana.
Entre os manuscritos mais importantes para o estudo
documental dos textos bíblicos, encontra-se o Códex Sinaítico. Este
manuscrito, datado do século IV, contém vários livros do Antigo
Testamento, todo o Novo Testamento (com exceção de partes dos
Evangelhos de Marcos e João), e outros não-canônicos, como a
Epístola de Barnabé, o Pastor, de Hermas.
O Códex Sinaítico foi encontrado no Mosteiro de Santa
Catarina, ao pé do Monte Sinai, pelo estudioso alemão Tischendorf, e
doado ao imperador da Rússia, Czar Alexandre II. Mais tarde, em
1933, o governo inglês comprou o Códex por meio milhão de
dólares. Uma testemunha da época conta: “Quando o Códex chegou
a Londres, as multidões correram ao Museu Britânico para ver
aquela cópia da Bíblia” do quarto século. “Ela ainda pode ser vista
ali hoje, juntamente com muitos manuscritos importantes, todos eles
dando seu testemunho da cuidadosa preservação do texto bíblico”.
Até o final do segundo século da era cristã, todos os livros do
cânon do Novo Testamento estavam, praticamente, aceitos. Foram
citados ou considerados autênticos por quase todos os chamados
“pais” da igreja (Clemente de Roma, Inácio, Policarpo, Hermas,
Papias, Ireneu, Diogneto, Justino Mártir, Clemente de Alexandria,
Tertuliano, Orígenes, Atanásio, Cirilo de Jerusalém, Eusébio,
Jerônimo, Augostinho) e aprovado nos concílios de Nicéia (325-340),
Hippona (393) e Cartago (397 e 419).
Entre os apócrifos e pseudo-epigráfos do Novo Testamento,
podemos citar a Epístola de Barnabé, O Pastor de Hermas, O
Didaquê, o Apocalipse de Pedro, os Atos de Paulo e Tecla, a Carta
aos Laodicenses, o Evangelho de Tomé, o Evangelho de Pedro, o
Evangelho de Nicodemos, a Assunção de Maria, os Atos de Pedro, as
duas Cartas Perdidas aos Coríntios, o Apocalipse de Estêvão, o Livro
Secreto de João, os Atos de João, o Diálogo do Salvador. Poucos
destes livros tiveram aceitação local e passageira, e todos os outros
foram totalmente rejeitados.

Módulo 01-A –Int. à Bíblia 21


Encontram-se, nesses livros, narrativas fantasiosas e ridículas.
Nos Atos de João pode-se ler um suposto diálogo do discípulo com
um batalhão de pulgas. No Evangelho de Tomé, Jesus, menino,
amaldiçoa algumas crianças que vêm a morrer logo em seguida.
Segundo os Atos de Pedro, Simão, o mágico, impressionava os
romanos voando sobre a cidade de Roma.
Os canônicos mais contestados foram: Hebreus, Tiago, 2ª
Carta de Pedro, 1ª e 2ª Cartas de João, Judas e Apocalipse. Estes
livros, no entanto, constam dos códices mais antigos, o que prova
sua aceitação pela igreja cristã primitiva. Além disso, todos eles
apresentam provas de autêntica inspiração divina. (Veja análise de
2º Pedro, no início deste capítulo).
Eis, a seguir, o atual cânon do Novo Testamento, na ordem em
que os livros aparecem nas Bíblias cristãs:
Mateus, Marcos, Lucas, João, Atos dos Apóstolos, Romanos, 1
Coríntios, 2 Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, 1
Tessalonicenses, 2 Tessalonicenses, 1 Timóteo, 2 Timóteo, Tito,
Filemom, Hebreus, Tiago, 1 Pedro, 2 Pedro, 1 João, 2 João, 3 João,
Judas e Apocalipse.

CAPÍTULO IV
A HISTÓRIA DA BÍBLIA
São poucos os livros que atravessaram os séculos e
mantiveram sua integridade de conteúdo e força de mensagem
como a Bíblia. A unicidade e preservação da Bíblia, por si só
testemunham a favor do cuidado sobrenatural sobre este conjunto
de livros que já se habituou a chamar de Sagradas Escrituras.
Nenhum outro livro, incluindo as grandes religiões que reivindicam
origem divina, tem transformado tantas almas e resgatado tantas
vidas dos esgotos sociais da história das civilizações, como a própria
Bíblia. Ela mesma declara, na epístola aos Hebreus, que “a palavra
de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de
dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas
Módulo 01-A –Int. à Bíblia 22
e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do
coração”. (Hebreus 4:12).
Esta Palavra “viva e eficaz” tem uma história de lutas e
vitórias. Uma história que se confunde com a própria história do
povo de Deus. Que língua utilizou os profetas? Como eram
transmitidos os escritos sagrados? Que materiais eram usados?
Quais os testemunhos mais antigos do Santo Livro? Quais as
traduções mais famosas? A viagem que agora se faz através do
tempo, é em busca de respostas a essas perguntas.
A maior invenção do homem antigo foi, sem dúvida, a escrita.
Para fixar sentimentos e idéias, o homem utilizou, inicialmente,
representações figurativas do que via. Era a escrita pictográfica.
Depois, simplificou os desenhos que usava na escrita pictográfica
para representar idéias: eram os ideogramas. Os egípcios, por
exemplo, desenhavam um homem em posição de espanto e
admiração para representar a idéia de “um milhão”. O passo
seguinte foi a transformação dos ideogramas em fonogramas: cada
símbolo representava um som. Os símbolos eram mais fáceis de
grafar, pois foram reduzidos a poucos traços. A criação do alfabeto é
atribuída aos fenícios e cananeus.

1. As Línguas Originais
A Bíblia foi escrita, originalmente, em três idiomas: o hebraico,
o aramaico e o grego. A maior parte do Antigo Testamento foi escrita
em hebraico, e a principal língua usada no Novo Testamento foi o
grego.
O alfabeto hebraico contém 22 consoantes e nenhuma vogal.
Daí a dificuldade para a pronúncia deste idioma a partir de sua
forma escrita. Para contornar este problema, os massoretas
(estudiosos judeus que viveram na Idade Média e transcreviam as
Escrituras hebraicas) inventaram um sistema de pontos e sinais que
indicavam a pronúncia de sua época. No entanto, é impossível saber
qual a exata pronúncia do hebraico antigo, dos tempos bíblicos.
A língua hebraica apela aos sentimentos e é extremamente
figurativa. É rica em figuras de linguagem e, como em português,
não possui o gênero neutro: tudo é masculino ou feminino. Expressa
as idéias de forma bastante compacta, de modo que os textos
traduzidos do hebraico são, pelo menos, duas vezes maiores que o
original, se levarmos em conta o número de letras e palavras. Outra
característica: o hebraico é lido da direita para esquerda.
O aramaico foi utilizado em algumas passagens do Antigo
Testamento (Esdras 4:8 – 6:18; 7:12-26; Daniel 2:4-7:28). É uma
língua falada por alguns povos. Bastante parecido com o hebraico,
usa os mesmos caracteres deste idioma nas passagens bíblicas
citadas. Seu vocabulário e sintaxe são ricos, mais ricos que o
Módulo 01-A –Int. à Bíblia 23
hebraico, mas não possuem a mesma força de expressão dessa
língua. Juntamente com o grego, era uma das línguas amplamente
utilizadas nos primórdios da era cristã.
O grego foi, sem dúvida, a língua utilizada pelos escritores do
Novo Testamento, que tinham a Septuaginta como principal fonte de
textos do Antigo Testamento. Diferentemente do hebraico, o grego é
uma língua que apela á razão, e foi o idioma dos pais da filosofia da
antiga Grécia, que influenciaram, de modo definitivo, todo o
pensamento ocidental. O grego falado pelo povo, na época do
surgimento da igreja cristã, foi o mesmo usado pelos escritores dos
Evangelhos. Era o grego conhecido como coiné, isto é, comum; não
se tratava, portanto de um grego especial do Espírito Santo, como
muitos pensavam na Idade Média.

2. Os Materiais
Na antigüidade foram usados os mais diversos tipos de
materiais para a produção de textos escritos. Os antigos povos da
Mesopotâmia usaram lâminas de argila, onde imprimiram seus
escritos com símbolos em forma de cunha – era a escrita
cuneiforme. Os egípcios preferiram o papiro, feito de tiras do talo de
uma planta do mesmo nome das margens alagadiças do vale do
Nilo. Nossa palavra “papel” provém exatamente de papiro.
O couro também foi utilizado. Curtiam-se peles de caprinos ou
bovinos masseradas em cal, raspadas e polidas. Eram os
pergaminhos. Formavam-se longas tiras que eram enroladas para
formar os livros. Daí terem os livros antigos formato de rolos.
Posteriormente, pergaminhos bastante finos e lisos, de couro de
animais recém-nascidos ou que nasceram mortos (natimorto),
preparados e costurados como nossos livros atuais. Estes
pergaminhos receberam o nome de velino. Como exemplo de velino,
temos o Códex Sinaítico, mencionado no capítulo anterior. Devido à
escassez de material para a escrita, era comum rasparem-se
pergaminhos já utilizados, para serem reaproveitados em novas
escrituras. Estes pergaminhos assim tratados (rapados e reescritos)
foram denominados de palimpsestos.
As classes mais pobres serviam-se, praticamente, de qualquer
material barato onde pudessem escrever. Um exemplo disso são os
óstracos, cacos de cerâmica que foram descobertos em escavações
arqueológicas, com inscrições de uma cópia dos Evangelhos.
Entre os documentos do Mar Morto, encontra-se um
manuscrito redigido num rolo de cobre de dois metros e meio de
comprimento e trinta centímetros de largura.

3. Os Manuscritos Antigos
O estudo dos manuscritos antigos das Sagradas Escrituras é
de vital importância para a recuperação do texto bíblico. Os
Módulo 01-A –Int. à Bíblia 24
conteúdos destes manuscritos subsistem em forma de inscrições,
papiros, pergaminhos, óstracos e citações de escritores antigos.
Manuscritos do Velho Testamento. Não existe em tão
abundância como os do Novo Testamento. Até o final do século XIX,
eram conhecidos pouco mais de 700 destes manuscritos. Somente
em 1890, foram descobertos, numa antiga sinagoga do Cairo, cerca
de 10.000 manuscritos e fragmentos contendo grande quantidade
de material bíblico.
Quando se fala em manuscritos do Antigo Testamento não se
pode deixar de mencionar os massoretas. Os massoretas eram os
guardiões da Massora.
A Massora significa literalmente tradição. Mas, com o tempo
tomou significado de guardar, arquivar, proteger. Eles cuidavam e
guardavam os escritos dos judeus. Também, foram copistas dos
textos escriturísticos hebraicos, viveram na Idade Média (500-1000
d.C.). São textos altamente confiáveis e prezados pela crítica textual
devido ao trabalho meticuloso destes estudiosos medievais. Bastava
descobrir-se um erro ou falha numa cópia, para que fosse destruída.
Os principais manuscritos do Velho Testamento, que serviram
para o rastreamento do texto bíblico original, são os seguintes:
Códice cairota (895 d. C.)
Códice de Leningrado dos profetas ou Códice de São
Petersburgo (916 d. C.)
Códice Allepo (916 d.C.)
Códice do Museu Britânico (950 d.C.)
Códice de Leningrado (1008 d.C.)
Fragmentos de Cairo Geneza (500 a 800 d.C.)
Além destes manuscritos massoréticos, podemos citar como
testemunhos do texto bíblico do Antigo Testamento:
A Septuaginta (versão dos setenta), feita no séc. II a.C.
O Talmude, antigo livro de tradições judaicas.
O Pentateuco Samaritano.
Os Targuns, tradução aramaica parafraseada do Antigo
Testamento.
A Peshita, tradução siríaca do Antigo Testamento.
O Papiro Nash, fragmento datado de 150 a.C. a 68 d.C. que
contém uma cópia dos Dez Mandamentos.

3.1. Os Manuscritos do Mar Morto - Estes antigos manuscritos


foram descobertos em 1947, por um beduíno numa bem dissimulada
gruta nas proximidades de Jericó, junto ao Mar Morto, em 11
cavernas, na Palestina, numa região denominada Qumran.
Tudo começou quando um grupo de pastores tentava
encontrar uma cabra que se havia desgarrado do rebanho. Um
jovem pastor árabe, Muhammad Adh-Dhib, percebeu uma abertura
na rocha e atirou um seixo dentro da gruta. Ouviu, então, o barulho
Módulo 01-A –Int. à Bíblia 25
de cacos quebrando. A partir daí, descobriu-se o maior tesouro
arqueológico do século. Eram cerca de 50.000 fragmentos, e muitos
rolos inteiros, dos quais 20 a 25% tratavam-se de textos bíblicos,
escritos em hebraico antigo.
Examinado pelo professor Sukenik, da Universidade Hebraica
de Jerusalém, revelou-se pertencer ao terceiro século a.C. contém o
livro completo de Isaías e comentários de Habacuque, além de
outras importantes informações sobre a época em que foi escondido,
é mais conhecido como O Rolo do Mar Morto.
Esses documentos datam até 250 a.C. O rolo que contém o
livro de Isaías foi recuperado quase inteiro e ratifica os textos
bíblicos massoréticos e, por extensão, nossas traduções atuais. Os
documentos do Mar Morto comprovam a integridade do texto bíblico.
Podemos, realmente, confiar nas Santas Escrituras.

3.2. A Pedra Moabita - Constitui um importante documento


arqueológico que testemunha a veracidade histórica dos relatos
bíblicos. Ela contém a descrição de um conflito entre os moabitas
(um povo mencionado na Bíblia) e Israel.

4. Manuscritos do Novo Testamento.


O número de cópias antigas do Novo Testamento ou partes é
expressiva. São mais de 5.000 manuscritos que atestam a
autenticidade dos escritos dos apóstolos e discípulos de Jesus do
primeiro século da era cristã. Os críticos tentam minimizar o valor
deste extraordinário testemunho simplesmente apontado as
inúmeras variantes entre os textos manuscritos. No entanto, como
diz o prefácio da The New King James Version, estas variações “não
afetam o sentido do texto de maneira nenhuma”. Na verdade, a
grande maioria das variantes textuais são frutos do processo
totalmente manual da produção das Escrituras: erros de cópia,
falhas humanas (quando, por exemplo, o copista trocava letras por
causa de problemas visuais), diferenças ortográficas entre uma
Religião e outras atualizações lingüísticas, e coisas desse tipo.
Pode-se dividir os manuscritos existentes do Novo Testamento
em papiros, unciais e cursivos. Os unciais são primorosas cópias do
Novo Testamento (ou porções), em maiúsculas e, geralmente,
ilustrados, escritos sobre pergaminho ou velino. Os cursivos, em
letras minúsculas, são mais abundantes e menos antigos que os
unciais. Também usam forma de escrita mais rápida e simplificada,
pois o crescimento da igreja cristã demandava maior número de
cópias. São conhecidos, hoje, cerca de 26 papiros do Novo
Testamento, 297 unciais e milhares de cursivos. Por sua importância
para a recuperação do texto do Novo Testamento. Abaixo cita-se os
principais papiros e unciais (códices).

Módulo 01-A –Int. à Bíblia 26


Papiros de Oxirrinco. Encontrados no lixo, em Oxirrinco, Egito.
Dentre milhares destes fragmentos, foram encontrados 35
manuscritos contendo partes do Novo Testamento.
Papiros Chesser Beatty (séc. II e III d.C.). Contém porções de
todos os Evangelhos, dos Atos, e quase todas as epístolas de Paulo.
Papiros Bodmer (175 a 225 d.C.). Contêm partes dos
evangelhos de Lucas e João, as cartas de Pedro e Judas.
Papiro Rylands (117-138). O mais antigo que se conhece, é um
fragmento contendo trechos do evangelho de João.
Códice Sinaítico (350 d.C.). Descoberto por Tischendorf, no
Mosteiro de Santa Catarina, próximo ao Monte Sinai.
Códice Vaticano (325-350). Contém o Antigo Testamento e
grande parte do Novo Testamento em grego.
Códice Alexandrino (séc. V). É uma cópia quase integral do
Novo Testamento grego.
Códice Efraimita (c 350 - 450 d.C.). Este pergaminho trazia
cópia do Antigo e Novo Testamento, que foram apagados para nele
se escrever os sermões de Efraim, um dos pais da igreja. Trata-se,
portanto, de um palimpsesto. Através de processos químicos, o sábio
Tischendorf conseguiu recuperar o texto bíblico.
Códice Beza (século V). é um documento bilíngüe escrito em
grego e latim.
Códice Washington (século V). Contém os quatro Evangelhos e
encontra-se, atualmente, na Instituição Smithsoniana, em
Washington, EUA.
Segundo Sir Frederic Kenyon, famoso paleógrafo (estudioso de
documentos antigos), “o cristão pode pegar a Bíblia inteira em suas
mãos e afirmar, sem temor ou hesitação, que está segurando a
verdadeira Palavra de Deus, transmitida ao longo dos séculos, de
geração em geração, sem nenhuma perda essencial”.

5. As Traduções
Já foram mencionados, neste estudo, as mais antigas e
importantes versões da Bíblia hebraica: O Pentateuco Samaritano
(aramaico) e a Septuaginta (grego).
A Septuaginta foi uma tradução feita por setenta sábios
judeus, em Alexandria, sob o reinado de Ptolomeu II Filadelfo. É uma
das mais importantes traduções dos textos bíblicos e acredita-se que
era a versão usada pelos apóstolos e pela igreja primitiva. Além dos
livros canônicos, trazia os apócrifos.
Para o latim, a tradução mais famosa foi a Vulgata, traduzida
por Sofrônio Jerônimo, no século IV. Esta tradução trazia as
escrituras hebraicas (Antigo Testamento) e as escrituras cristãs
(Novo Testamento). Somente após a morte de Jerônimo, foram
acrescentados os livros apócrifos na sua tradução.

Módulo 01-A –Int. à Bíblia 27


A primeira tradução completa da Bíblia para o inglês foi feita
por Jonh Wyclif (1329-1384), apesar da oposição do clero da Idade
Média. Ainda no fervor da Reforma Protestante, Martinho Lutero fez
sua tradução para o alemão, e Tyndale, executado em 1536, verteu
a Bíblia para o inglês. Por esse motivo foi condenado à morte. Conta-
se que, no momento da execução, Tyndale simplesmente clamou a
Deus em oração: “Senhor, abre os olhos do rei da Inglaterra”.
Deus ouviu a oração de seu servo. Em 1611 veio a público uma
versão que se tornaria a mais famosa e popular tradução da Bíblia
para o inglês: a versão do rei Tiago (King James Version). Mais tarde,
na própria Inglaterra, surgiu a primeira sociedade bíblica do mundo:
a Sociedade Bíblica Britânica, 1795. Atualmente (ano 2000), existem
139 sociedades bíblicas, operando em mais de 200 países.

5.1. A História da Bíblia em Português. A tradução mais antiga


da Bíblia completa para o português deve-se a João Ferreira de
Almeida. Nascido em 1628 em Torres de Tavares, nas proximidades
de Lisboa. Tornou-se evangélico muito jovem, não tinha ainda 17
anos quando começou a tradução da Bíblia, mas perdeu seu
manuscrito e teve de reiniciar a tradução em 1648.
“Por conhecer o hebraico e o grego, Almeida pode utilizar-se
dos manuscritos dessas línguas, calcando sua tradução no chamado
Textus Receptus. Do grupo Bizantino. Ele também se serviu das
traduções holandesa, francesa (tradução de Beza), italiana,
espanhola e latina (Vulgata).”3
Em 1676, Almeida terminou a tradução do Novo Testamento.
Em 1681 o Novo Testamento foi impresso pela primeira vez em
português em Amsterdam, Holanda, pela viúva de J. V. Someren.
Na tarefa de tradução do Texto Sagrado esta, empregou mais
de 40 anos de sua vida, e ao morrer, em 6 de agosto de1691, havia
traduzido o Antigo Testamento, até Ezequiel 41:21. Em 1748 o
pastor holandês Jacobus op den Akker concluiu a tradução, e
publicou a Bíblia de Almeida, completa, em 1753.
A Segunda tradução para o português surgiu em 1819, foi a Bíblia
completa, do padre Antônio Pereira de Figueiredo, e em 1930 veio à
lume a tradução do padre Matos Soares, feita a partir da Vulgata,
que se tornou muito popular na comunidade católica.
Para ter-se uma idéia da importância das traduções bíblicas
para a humanidade, basta mencionarem o fato de que muitos povos
foram alfabetizados pela Bíblia. O alfabeto cirílico, por exemplo,
usado pelos soviéticos, foi criado exclusivamente para tornar
possível a tradução da Bíblia para aqueles povos. Atualmente,
muitos grupos cristãos estão empenhados em criar o alfabeto e
gramática para muitas línguas indígenas, no Brasil e em outros

3
. Frank Charles Thompson, Bíblia de Referência Thompson, p.
Módulo 01-A –Int. à Bíblia 28
países, a fim de levar o Evangelho para as tribos nativas que ainda
falam idiomas que não possuem escrita.
Todas as mídias são utilizadas na divulgação da Bíblia. Além da
forma tradicional – o livro – encontramos a Bíblia em fita cassete, em
CD, em vídeo, e em vasta produção de CD-ROM que pode ser
adquirida por usuários de microcomputadores. Recentemente a
Sociedade Bíblica lançou a Bíblia Online, uma biblioteca com 47
versões da Bíblia em diversos idiomas, ocupando apenas um CD-
ROM.
Hoje, as traduções da Bíblia são incontáveis. Na verdade,
ninguém pode conter a avalanche de textos bíblicos, traduzidos no
todo ou parte, que invade o planeta como literal cumprimento da
ordem do Mestre: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a
toda criatura.” (Marcos 16:15). Esta é uma prova incontestável da
origem divina das Escrituras. “Passará o céu e a terra, porém as
minhas palavras não passarão.” (Mateus 24:35). As palavras do
Mestre ecoam agora em 2.151 línguas e dialetos. Nenhum outro livro
foi tão longe assim…

6. História da Bíblia no Brasil (Resumo)


Em 1847 publicou-se, em São Luis no Maranhão, o Novo
Testamento traduzido pelo frei Joaquim de Nossa Senhora de
Nazaré, que se baseou na Vulgata. Este foi, portanto o primeiro texto
bíblico traduzido no Brasil. De lá para cá houve outras traduções ou
revisões parciais e completas individuais ou não. Em 1902 as
sociedades bíblicas empenhadas na disseminação da Bíblia no Brasil
patrocinaram nova tradução da Bíblia para o português.
Em 1948 organizou-se a Sociedade Bíblica do Brasil, destinada
a “Dar a Bíblia à Pátria.
Mais recentemente a Sociedade Bíblica do Brasil traduziu a
Bíblia na Linguagem de Hoje (1988). O propósito básico desta
tradução tem sido o de apresentar o texto bíblico numa linguagem
comum e corrente.

Produção da Bíblia no Brasil em 1996

Editora Profissão Total de


Religiosa Bíblias
Sociedade Bíblica do Brasil Evangélica 2.231.107
Paulus Católica 500.000
Ave Maria Católica 488.000
Loyola Católica 330.291
Vida Evangélica 281.387
Trinitariana Evangélica 208.598

Módulo 01-A –Int. à Bíblia 29


Juerp Evangélica 152.000
Alfa Lit Evangélica 82.534
Edipar Evangélica 67.000
Edelbra Evangélica 48.480
Vozes Católica 30.000
TOTAL (1996) 4.421.397

Em 1998, o Brasil tornou-se campeão mundial em vendas de


Bíblias: 7 milhões de exemplares vendidos. Em segundo lugar
ficaram os Estados Unidos, e em terceiro, (quem poderia imaginar!),
um país comunista, a China.

CAPÍTULO V
O QUE A BÍBLIA DIZ DE SI MESMA
1. É a Palavra Inspirada por Deus:

Módulo 01-A –Int. à Bíblia 30


“O Espírito do SENHOR falou por mim, e a sua palavra está na
minha boca.” 2 Sam. 23:2.
“Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem
algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo
Espírito Santo.” 2 Ped. 1:21
“Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para
ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça” 2 Tim.
3:16.

2. É Luz:
“Lâmpada para os meus pés é tua palavra, e luz para o meu
caminho.” Sal. 119:105.

3. É Eterna:
“Seca-se a erva, e cai a flor, porém a palavra de nosso Deus
subsiste eternamente.” Isa. 40:8.
“O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de
passar.” Mat. 24:35.

4. É a Verdade:
“Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade.” João
17:17

5. É Viva e Eficaz:
“Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante
do que espada alguma de dois gumes, e penetra até a divisão da
alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os
pensamentos e intenções do coração.” Hab. 4:12

6. É Fonte de Vida Eterna:


“Respondeu-lhe, pois, Simão Pedro: Senhor, para quem iremos
nós? Tu tens as palavras da vida eterna.” João 6:68.

7. Seu tema principal é o Salvador Jesus:


“E, começando por Moisés, e por todos os profetas, explicava-
lhes o que dele se achava em todas as Escrituras.” Luc. 24:27
“E disse-lhes: São estas as palavras que vos disse estando
ainda convosco: Que convinha que se cumprissem tudo o que de
mim estava escrito na lei de Moisés, e nos profetas e nos Salmos.”
Luc. 24:44.
8. É útil para o ensino:
“Porque tudo o que dantes foi escrito, para nosso ensino foi
escrito, para que pela paciência e consolação das Escrituras
tenhamos esperança.” Rom. 15:4

Módulo 01-A –Int. à Bíblia 31


“Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para
ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça” II Tim.
3:16.
“Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente
instruído para toda a boa obra.” II Tim. 3:17.

9. É o melhor alimento espiritual:


“Do preceito de seus lábios nunca me apartei, e as palavras da
sua boca guardei mais do que a minha porção.” Jó 23:12.
“Achadas as tuas palavras, logo as comi, e a tua palavra foi
para mim o gozo e alegria do meu coração; porque pelo teu nome
sou chamado, ó Senhor Deus dos Exércitos.” Jer. 15:16.

10. Seu Autor é Verdadeiro e Fiel:


“… Em esperança da vida eterna, a qual Deus, que não pode
mentir, prometeu antes dos tempos dos séculos” Tito 1:2
“Ele é a Rocha, cuja obra é perfeita, porque todos os seus
caminhos justos são; Deus é a verdade, e não há nele injustiça; justo
e reto é.” Deut. 32:4

11. É fonte da verdadeira felicidade:


“Mas ele disse: Antes bem-aventurados os que ouvem a
palavra de Deus e as guardam.” Luc. 11:28
“Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras
desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque
o tempo está próximo.” Apoc. 1:3

12. Normas para o estudo da Bíblia


12.1. Antes de se ler a Bíblia, deve ser feita uma oração, pedindo
orientação divina.
12.2. Sempre que se aproxime da Bíblia o leitor deve fazê-lo com
espírito de humildade e desejo de descobrir os tesouros revelados na
Palavra de Deus.
12.3. Não se deve tentar usar a Bíblia para acusar ou censurar as
atitudes alheias. Esta não é a função das Escrituras. Antes o
investigador deve procurar instrução para si próprio.
12.4. Deve ser mantido um espírito reverente diante das Santas
Escrituras.
12.5. O estudante diligente fruirá os maravilhosos tesouros
encontrados nas páginas sagradas. “Como um garimpeiro escava a
terra em busca de ouro, ou como um mergulhador desce às
profundezas do mar em busca de pérolas”

Módulo 01-A –Int. à Bíblia 32


CONCLUSÃO

“O plano original de Deus não era dar ao homem a sua palavra


de forma escrita. Os anjos eram os ensinadores dos homens. Adão e
Eva eram visitados livremente por Deus e os anjos, porém com a
entrada do pecado esta livre comunhão foi interrompida.” 4
“Ninguém que possua este tesouro é pobre e abandonado.
Quando o vacilante peregrino avança, para o chamado “vale da
sombra e da morte”, não teme penetrá-lo. Ele toma o bastão e o
cajado da Escritura em sua mão e diz ao amigo e companheiro:
‘Adeus até nos encontrarmos novamente. ’ E confortado por aquele
apoio segue o trilho solitário como quem caminha das trevas para a
luz. ”5
“Este livro contém a mente de Deus, o estado espiritual do
homem, o caminho da salvação, a condenação dos pecadores e a
felicidade dos crentes. As suas doutrinas são santas, os seus
preceitos são obrigatórios, as suas histórias são verídicas, as suas
decisões imutáveis.… Ele é o mapa do viajante, o cajado do
peregrino, a bússola do piloto, a espada do soldado, a carta magna
do cristão. Nele o paraíso é restaurado, os céus abertos e as portas
do inferno desmascaradas. Cristo é seu único assunto; o nosso bem
é o seu desígnio e a glória de Deus é o seu fim. Ele deve encher a
memória, reinar no coração e guiar os pés.… É nos oferecido na vida
presente, será o código de lei do Juízo Final e o único a permanecer
na Biblioteca da eternidade.” 6
Os escritores da Bíblia não se contradizem mesmo que esteja
separado pela cultura, pelo tempo, ou pelo idioma, o que torna os
Sagrados Escritos uma unidade admirável. Portanto pode-se concluir
que ela não teve vários autores, mas, um só: O Espírito Santo.
Não se deve adorar o Livro, mas sim, o Jesus contido nele. Pois
a Bíblia é a palavra de Deus e o ser humano deve lembrar que Deus
pode ter outras palavras para outros mundos, mas, para este mundo
a Palavra de Deus é Jesus.

4
. Pedro Apolinário, Hiistória do Texto Bíblico, p. 21.
5
. Ibid. p. 4.
6
. Ibid. p. 41.
Módulo 01-A –Int. à Bíblia 33
BIBLIOGRAFIA

ALMEIDA, João Ferreira de. A Bíblia Sagrada. 2ª. Edição.


São Paulo, SBB, Revista e Atualizada no Brasil, 1998.
COMFORT, Philip Wesley. A Origem da Bíblia. 1ª. Edição.
Rio de Janeiro, CPAD, 1998.
FRANCISCO, Clyde T. Introdução ao Velho Testamento. 4ª.
Edição. Rio de Janeiro, JUERP, 1990.
GEISLER, Norman e NIX, Willian. Introdução Bíblica: Como a
Bíblia chegou até nós? São Paulo, Vida, 1997.
GRANDES IMPÉRIOS E CIVILIZAÇÕES. Volume 1.
MAXWELL, A Grahan. Você Pode Confiar na Bíblia? 2ª.
Edição. CPB, 1993
NOVO DICIONÁRIO AURÉLIO, 1ª. Edição.
PEARLMAN, Myer. Através da Bíblia: Livro por Livro. Edição
Revista, Flórida, Vida, 1997.
REVISTA SUPER INTERESSANTE, Agosto de 1995.
THOMPSON, Frank Charles. 7ª Impressão, São Paulo, Vida,
1996.
VERBO, ENCICLOPÉDIA LUSO-BRASILEIRA DE CULTURA, Vol
2 e 13, Lisboa.
VICENTINO, Claúdio. História Geral. Edição Scipione. 8ª.
Laurousse do Brasil, 1978.

Módulo 01-A –Int. à Bíblia 34


Aluno: Matrícula:
Cidade: UF: DATA:

• Estude o módulo e responda esta avaliação entregando


sem rasuras.
• Não copie do colega e responda com caneta azul ou preta.
• Responda com atenção procurando a resposta que esteja
mais correta, mais completa, para não errar e não rasurar.

1. Qual a origem da palavra Bíblia e qual seu significado?


___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________
2. Quantos livros compõem a Bíblia católica e protestante,
respectivamente ?
a ( ) 66 e 72
b ( ) 73 e 66
c ( ) 72 e 65
d ( ) 67 e 74

3. Quem dividiu a Bíblia em capítulos?


a( ) Robert Stephanus, em 1551, ao fazer uma viagem de Paris a Lion.
b( ) Clemente de Roma, em 1260
c( ) Stephen Langton, professor universitário em Paris, no ano de 1227.
d( ) Santo Agostinho, um dos pais da igreja.

4. Relacione o autor a seu respectivo livro:


1. Moisés ( ) Atos
2. Esdras ( ) 1 Pedro
3. Salomão ( ) 1 Crônicas
4. Jeremias ( ) Levítico
5. Lucas ( ) Gálatas
6. Paulo ( ) Cântico dos Cânticos
7. João ( ) Lamentações
8. Pedro ( ) Apocalipse

5. Que significa cânon?


___________________________________________________________________________
_______________________________________________________________

6. Explique as quatro teorias da inspiração.


___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________

Módulo 01-A –Int. à Bíblia 35


___________________________________________________________________________
_______________________________________

7. Uma evidência da inspiração do Velho Testamento é o testemunho de


Jesus. Abra sua Bíblia no Evangelho de Lucas, capítulo 24, versículo 44,
e complete o texto:
“A seguir, Jesus lhe disse: São estas as palavras que Eu vos falei, estando
ainda convosco: importava se cumprisse tudo o que de Mim está
escrito____________________nos_____________________________________ e
nos__________________________.

8. Que parte da Bíblia é inspirada por Deus? (Veja 2 Timóteo 3: 16).


___________________________________________________________________________
_______________________________________________________________

9. Cite duas evidências internas da inspiração da Bíblia.


___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________

10 . Comente a evidência da indestrutibilidade da Bíblia.


___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________

11. Autógrafos são:


a ( ) Os manuscritos originais da Bíblia.
b ( ) Livros rejeitados pelo povo de Deus.
c ( ) Cópias dos originais escritos pelos profetas.
d ( ) O mesmo que apócrifos.

12. Para resumir a canonização do Velho Testamento fale sobre a


tradição de pais, e diga quem julgava se um livro entrava ou não para o
cânon.
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________

13. Qual o sentido do termo apócrifo?


___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________

14. Por que os discípulos demoraram a começar escrever o Novo


Testamento?

Módulo 01-A –Int. à Bíblia 36


___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
_________________________________________________________
15. Ligue o evento ou a pessoa com a data:

1. Concílio de Jânia ( ) 400 a.C.


2. Flávio Josefo ( ) 132 a.C.
3. Baba Bathra ( ) 397 A.D.
4. Esdras ( ) 75 A.D.
5. Diáspora ( ) 170 A.D.
6. Melito de Sardes ( ) 722 a.C.
7. Tradução do Eclesiástico ( ) 70 A.D.
8. Macabeus ( ) 200 a.C.
9. Cativeiro Assírio ( ) 90 A.D.
10. Concílio de Cartago ( ) 165 a.C.

16. Na história da Bíblia há algumas traduções famosas, fale sobre a LXX


(Septuaginta).
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___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________

17. Ligue a palavra ao seu significado.

1. Óstracos ( ) Pergaminhos lisos e finos costurados


2. Papiro como livro
3. Pergaminho ( ) Animal que nasce morto
4. Palimpsestos ( ) Cópias em minúsculas
5. Velino ( ) Guardar, arquivar, cuidar, proteger
6. Lâminas de Argila ( ) Tiras de pele de caprinos ou bovinos
7. Natimorto ( ) Cópias em maiúsculas
8. Massora ( ) Escrita cuneiforme
9. Papiros Unciais ( ) Cacos de cerâmica
10. Papiros ( ) Pergaminhos raspados e reescritos
Cursivos ( ) Tiras de talo do vale do Nilo

18. Cite as razões para a canonização do Novo Testamento.


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Módulo 01-A –Int. à Bíblia 37


19. Qual a importância do Códex Sinaítico para o estudo do cânon do
Novo Testamento?
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20. Relacione as colunas:


1. Epístola de Barnabé ( ) Descobriu o Códex Sinaítico
2. Tischendorf ( ) Autor de um Evangelho
3. Policarpo ( ) Um dos país da igreja primitiva
4. Mateus ( ) Livro apócrifo

Módulo 01-A –Int. à Bíblia 38