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Ordem Esotérica Cristã CNPJ: 13063.513/001-93 Al. África, n.

1244,
Bairro Mansões Aeroporto - Uberlândia - MG.

TERMO DE ADVERTÊNCIA

1- Dos fatos:

Em uma reunião do conselho ritualístico no dia 29 de agosto de 2020, na casa do iniciado Igor
Lassi Capuano de Matos, adjunto de primeiro grau, às 16:00, ficou decidido que:

O iniciado Pedro de Falco Fernandes, assistente de terceiro grau, vêm junto à Diretoria pedir
pela abertura de uma advertência para o iniciado José Renato da Silva, adjunto de segundo grau pelo fato de
que o iniciado José Renato da Silva descumpriu as seguintes regras do artigo 37 do regimento interno:

III - Agir com deslealdade à instituição, a um de seus Conselhos ou Associados, ou mesmo a


Visitantes e Convidados, inclusive ao referir-se ao referir-se de modo depreciativo e difamatório, qualquer
que seja o meio empregado para esse fim;

V - Faltar com a verdade no exercício de suas funções;

VIII - Expor Associado da OEC durante o ritual a situação humilhante, constrangedora ou que
macule a honra;

Tal pedido foi realizado baseado nos seguintes comportamentos do iniciado José Renato da
Silva:

Em ocasião da realização do Feitio da Ordem Esotérica Cristã do ano de 2020, que foi
comandado pelo réu, foi realizado um evento na rede social Facebook para organizar a logística do mesmo,
porém o mesmo evento foi cancelado, tendo uma comunicação do mesmo no grupo oficial dos iniciados da
Ordem no aplicativo Whatsapp no dia 31 de julho de 2020 confirmando o cancelamento, e uma
comunicação oficial do Adjunto Geral foi realizada através da rede social Instagram no mesmo dia, onde foi
dito que o Conselho Solar conduziria o feitio. Porém logo após o comunicado, o iniciado José Renato Silva
criou um grupo no aplicativo Whatsapp com vários iniciados da Ordem, com a justificativa de que estas
pessoas participariam do feitio. O iniciado José Renato da Silva criou o grupo contrariando o comunicado
do Adjunto Geral, e também o fez sem a ciência do Adjunto Geral e do Conselho Solar, agindo com
deslealdade para com o Adjunto Geral e para o Conselho Solar, e omitindo informações dos mesmo, o que
perante a lei classifica como como faltar com a verdade no exercício de sua função de condução do feitio.
Na decorrência do feitio, no dia 05 de agosto de 2020, o iniciado Pedro de Falco Fernandes compareceu ao
feitio da Ordem, e foi solicitado para manipular uma panela de Ayahuasca. Após retirá-la da fornalha, era
necessário retirar a Ayahuasca da panela, o que poderia ser feito por duas pessoas, porém normalmente feito
por três. Neste momento, o iniciado Pedro de Falco Fernandes perguntou aos iniciados que estavam
manipulando a panela se eles conseguiriam retirar a Ayahuasca da panela apenas com 2 pessoas, sem
necessitar de seu auxílio, e os mesmos disseram que sim. Neste momento o Adjunto José Renato da Silva
expôs o iniciado Pedro de Falco Fernandes a situação vexatória em meio aos outros iniciados, verbalmente
atentando contra sua honra, se referindo ao mesmo de forma depreciativa.

A pedido do iniciado José Renato da Silva, segue o relato dos demais membros presentes na
reunião realizada pelo do Conselho Ritualístico no dia 29 de Agosto de 2020.

O iniciado Txapuã Silva Vasconcellos, membro do Conselho Solar bem como do Conselho
Ritualístico, relatou seu desconforto diante dos encaminhamentos tomados ao longo da realização do feitio
do ano corrente, no qual ocorreram desencontros do que foi oficialmente comunicado e do que foi
executado na prática, sob responsabilidade do condutor, como já foi relatado no início deste documento.
Além disso, o iniciado Txapuã relatou também sua versão das conversas sobre a organização prévia do
Feitio, que foi iniciativa nossa, da Ordem, de procurar o material para fazer o feito no contexto da pandemia
de COVID, e não a versão de o cipó ter chegado até nós, como foi narrado na abertura pelo condutor de
modo a validar a realização do evento diante do grupo, fato este que deixou o iniciado Txapuã em uma
situação desconfortável. Além disso, relatou também que não teria problema algum em dialogar sobre
eventuais adaptações na estrutura da condução, se essas modificações tivessem sido trazidas para discussão
nas instâncias responsáveis por essas decisões, fato este que não ocorreu, como o exemplo do desejo por
parte do condutor José Renato em fazer o canto dele na abertura, porém sem diálogo prévio com o Conselho
Ritualístico, nem com o Mestre de Cerimônias, nem com o Adjunto Geral. Apesar de a modificação no
ritual não ter ocorrido de fato, sendo apenas acrescentado, a pedido do iniciado e condutor do feitio José
Renato da Silva, também sem consulta prévia aos conselhos solar e ritualístico, o canto da Mestra da
Harmonia, a iniciada Poliana de Jesus Alves, uma das responsáveis pela execução do referido feitio; fato
este que desagradou o iniciado José Renato da Silva e este reagiu de maneira desrespeitosa com o ritual e
demais membros presentes na abertura do evento.

Após isso o iniciado Pedro de Falco Fernandes começou sua fala questionando qual a função do
Conselho Ritualístico, pois foram executadas várias modificações ritualísticas sem a consulta a este devido
conselho. Ele relatou que apesar do regimento interno dizer que o devido conselho é consultivo, o mesmo
tem funções deliberativas, e que no estatuto está registrado que o devido conselho é um dos três órgãos
responsáveis por administrar a Ordem. Ele disse que consultou um advogado, e que o mesmo disse que
quando estatuto e regimento são contraditórios, o estatuto prevalece, pois o regimento é uma expressão
ativa das leis registradas no estatuto. Após isso ele comentou as posturas negativas do réu na abertura do
feitio, dizendo que nem ele nem o Adjunto Geral poderiam alterar o rito, pois como diz o estatuto, quem
aprova mudanças ritualísticas é o Conselho Ritualístico, e o mesmo não foi feito. Após isso, citou o
comportamento do réu no feitio, onde o mesmo tratou o iniciado de forma vexatória e desrespeitosa, e que
isso poderia fazer com que o mesmo fosse afastado involuntariamente da Ordem, por desrespeitar vários
incisos do Regimento ao destratar o iniciado, e comentou que este comportamento é recorrente na
convivência do réu na instituição. Após isso o mesmo disse que era inadmissível que nada acontecesse neste
momento, e que alguma providência legal deveria ser realizada, para que nenhum recurso perante a justiça
brasileira tivesse que ser feito, além de manter a ética e honra da instituição preservadas, fato que
incomodou bastante o iniciado, e que segundo ele era o centro de sua fala. Após isso o iniciado reiterou que
o réu poderia ser afastado involuntariamente, e perguntou aos demais quais providências deveriam ser
tomadas.

O iniciado Igor Lassi Capuano de Matos, falou de seu incômodo com as divergências do que
havia sido previamente combinado com o iniciado José Renato da Silva sobre o feitio a ser conduzido com
mais ou menos 2 ou 3 pessoas, sendo nesses termos aprovado por ele e defendido junto aos demais
membros da diretoria para obter a aprovação da realização do mesmo, mas que na prática foi diferente.
Primeiramente foi criado um evento com grande parte dos iniciados e com 25 confirmados. Depois esse
evento foi cancelado e notificado que o feitio seria conduzido somente pelo conselho solar, mas que
também na prática foi diferente, sendo criado um grupo sem o conhecimento deste conselho, o deixando
exposto e constrangido nas duas ocasiões quando os membros da diretoria o questionaram sobre a criação
do evento diferente do combinado, e sobre quando o iniciado Paulo Agostinho Soares Araújo o questionou
sobre o conselho solar divulgar uma mensagem e atuar na prática de maneira contraditória.

Após isso, o iniciado Alexandre Vianna Montagnero comentou que estava satisfeito com este
acontecimento, pois estavam falando diretamente para o iniciado José Renato da Silva, e comentou as
dificuldades que ele tinha em seu casamento, pois quando iria falar com o réu, isto gerava vários problemas
na relação, e pediu que sempre que uma queixa existisse, que a mesma fosse direcionada ao réu. O iniciado
Pedro de Falco Fernandes então disse que as queixas eram direcionadas a ele pois o réu não tinha abertura
para críticas, e disse que Alexandre Vianna Montagnero estava pecando por omissão, pois escolheu de livre
e espontânea vontade o desafio de criar uma ordem iniciática com seu marido, e questionou então o que
restava para a Ordem, já que o mesmo se omitia de disciplinar seu companheiro.

Tendo feito este relato, segue-se então as medidas.

Foi criada uma comissão para análise e deliberação do pedido de sanção por parte do iniciado
Pedro de Falco Fernandes, composta do presidente Igor Lassi Capuano de Matos, o Adjunto de primeiro
grau Txapuã Silva Vasconcelos e o Assistente de primeiro grau Paulo Agostinho Soares Araújo. Foi
oferecido ao réu o amplo direito a defesa, porém como o próprio réu pediu para receber a sanção na reunião
do Conselho Ritualístico, este abriu mão de sua defesa.

2- Da sanção administrativa:

Eu, Igor Lassi Capuano no exercício das funções de Diretor Presidente, no dever de cumprir e
fazer cumprir todas as determinações legais, estatutárias e regimentais, aplico ao iniciado José Renato da
Silva, acima qualificado, a penalidade de ADVERTÊNCIA, com fulcro no art. 35, incisos III e IV do
Regimento Interno da Ordem Esotérica Cristã c/c com art. 19, IV do Estatuto da Ordem Esotérica Cristã.

O advertido fica desde já notificado que a reincidência nesta falta poderá sujeitar-lhe ao
Afastamento Involuntário, nos termos do art. 36, I do Regimento Interno da Ordem Esotérica Cristã.

Para todos os efeitos, a contagem de prazo da ciência começará a correr com o conhecimento da
decisão por parte do advertido, que poderá ser inclusive virtual.

Ciência:

__________________________________

Igor Lassi de Capuano Matos

Diretor Presidente

_________________________________

José Renato da Silva

Iniciado

_________________________________

Alexandre Vianna Montagnero

Adjunto Geral

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