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NÃO SEI

Não sei
Não preciso sempre saber
Crer
Ver as coisas como são
Seu cão
Danado arredio
Lírio
Mudar os rumos de uma vida
Não sei se é possível
Mudar a vida por um rumo
Não sei se será possível
Incrível
Não sei daquilo
Não sei ver aquilo
Quando tu passas
Sinto gosto de uva passas

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Já passou
Não sei se vou
Não sei se estou
Não sei se gostou
Não sei!

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AO AMANHECER

Este dia amanheceu


Formoso e glorioso
Dia que faleceu
A esperança mantinha o gozo
Vitoriosa
Da luta vindoura e majestosa
Quem pudera lutar ao lado
Dos grandes heróis fictícios
É fato o fardo
Do fracasso não antes almejado
Desejado
Pelos malfadados
Déspotas
Neste amanhecer cinzento
Com tanto vento
Ouvi alguém dizendo

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Crendo
Na volta e na revolta
Perdem-se as datas do tempo
Devendo
E vendo
Injustiças aguçadas
Disparadas
Pela arma da inveja
Almeja
Cruel e nefasta
Vida devastada
Arrastada
Quando entardecer
Depois deste amanhecer.

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VIDA

A vida deste lugar


Depende dos cuidados dados
Das almas bondosas e sãs
Do pecado abrangente
Não está ciente
Onde as florestas crescem
As folhas verdes multiplicam
O oxigênio é forte
Filtra as impurezas
A maldade e a dor não têm vez
A vida deste lugar
Depende dos cuidados almejados
Da consciência e vivência
Tolerância
Paciência
Os rios precisam de vida

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Cuidar significa vida
A pesca não pode ser indiscriminada
A mata ciliar tem de ser preservada
Viva a vida.
Nesta vida
Ela é curta
Então preserve a vida!

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MENTTIRAS

Mentiras são contadas


Denotadas
Espalhadas
Ninguém as seguram
Precisamos delas
Sem elas
Não suportaríamos a nossa realidade
Onde há pouca solidariedade
A fofoca vem à frente da fraternidade
Comunidades de mentiras
Artificiais
Fingem terem credo
Vão à igreja contar mentiras
Não vivem os evangelhos
Pois pensam enganar...
A quem?

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A quem?
É preciso ter consciência
Vivência
A tolerância se constrói
Somente onde não há
Mentiras malditas
Hipócritas
Fétidas
As mentiras são
Sob juramento dizem falar à verdade
Nos tribunais
Os fatos revelam e constatam
Foram ditas mentiras
Mas até quando?
Por quanto?
Valem as mentiras!
A quem querem enganar!
A quem querem maltratar!

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A quem querem iludir!
A quem querem persuadir!
Chega de mentiras!

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DOMINGO

Neste domingo
Dia festivo
Alegre e incentivo
A mudar o humor
De horror
Tolera algumas falhas
Faz parte do dia incomum
Gargalhadas
Comum
É e será
Terá
Verá
Será
O alcance da mente
Mente
Sente

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Vente sobre tudo
O calor é o escudo
Embaraçado domingo.

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FESTA

Anima
Dança
Cansa
Transa
É festa
Nesta data
Catalogada e empolgada
Apologia empregada
Disfarçada
Desmascarada
Escancarada
Camarada
Capitalista
Lista a fachada
Da festa pagã
Religiosa sem a pureza

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De estar sã
Dureza
Surpresa
Indefesa festa

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INDECÊNCIA

A indecência fez a decadência


Nenhum império ou fortaleza sobreviveu
Faleceram pela arrogância
Intolerância
No mundo do ódio
O ópio é o comandante
De um exército fumegante
Com futuro incerto
Decadente
No mundo da paz
O amor é o comandante
A tolerância mobiliza pessoas durante
Antes e depois do diálogo certo
Alucinante
Talvez haja tempo
Poderá haver alguma chance

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O sentimento move o desejo de ser limpo
A escolha está ao alcance
De quem queira mudar a indecência
Dê o seu lance.

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LUTAR

Lutar pra quê!


Lutar com quê!
Nem sempre podemos fazer
Aquilo que se passa em nossas mentes
A justiça é cega e demorada
Quando chega é tarde demais
Lutar no ar
Lutar na terra
Lutar pra quê?
Os objetivos movem as ideologias
Elas existem mas precisam de força
Almejada e alcançada
Na luta contra quem?
Contra o quê?
Lutar pra destruir é burrice
Lutar pra confundir é tolice

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Lutar pra separar é desagregação social
A essência é sempre o comprometimento
harmonioso
Comunitário e social
Lutar é compreensivo quando é feito
Por argumentos
Diálogos
Pra melhorar a civilização humana
Sem destruição
Sem corrupção
Lutar pela dignidade humana
Com determinação
Com empolgação
Lutar!

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ATRASADO

Atrasado estou
Sei
Estou atrasado
É motivo justo
Fui à feira
Na beira da praça
É pública
Não parece
Carece de cuidados
Administração irresponsável
Deixou-a estragar
Admirável seria
A honestidade ser uma virtude
Teria de mudar a atitude
Vil
Das pessoas poderosas

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Desonrosas
Mas atrasado estou
Estou atrasado
Não há mais tempo para mudanças
Agora só resta
Lastimar a festa
Da bagunça eterna

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CHUVA DE SÁBADO

Cai chuva
Está difícil
Neste calor quase infernal
Banal
O ar fresco anima
Entusiasma
Revigora
Mas a chuva ainda não veio
Creio
Ainda poderá refrescar
Este calor infernal
Banal
As atitudes de um administração
Corrupta
Inocentada pelo Estado
Comprometido

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Tem sido
Horrível
Somente a chuva de sábado
E com a enxurrada de barro
Para soterrar
Refrescar

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PÁSCOA

Renascimento
Ressurreição
Páscoa do perdão
Da reconciliação
É um tempo único
Onde a dor comove
Remove
As frustrações
Decepções
Criam-se novas aspirações
Para um novo mundo
Do velho mundo
Imundo
Quem não sensibiliza
E realiza
A paz almejada

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A renovada vida
De uma Páscoa
Comove e ecoa
A vida renovada e boa

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ESPERANDO

Esperando
Estou esperando
Ando esperando
Canso
Estou esperando
Ando ansioso
Estou esperando
Até quando?

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ILUSÕES

Ilusões
Desilusões
Dúvidas cruéis
Dívidas impagáveis
Criadas pela dificuldade
De ver a verdade implícita
Na política
Polícia
Trabalho
Consumo exagerado
Desqualificado
Predicado
Aliás
Pecado
Fado
Fardo

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Ilusões de um caminho
Onde vinho
Embebeda
A ressaca do dia
Compromete o desenvolvimento
Deste dia
Entedia
Das conseqüências
Das ilusões.

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VENTOS

Ventos
Ventos
Ventos sopram a todo instante
Constante
Não páram
Parecem enfurecidos
Enlouquecidos
Talvez haja esta relação
Pode ser improvável
Desconsiderado
Os fatos mostram
Demonstram
Causam estragos
Destelham casas
Empoeiram cidades
Refrescam do calor de um dia quente

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Ventos
Sem eles as chuvas seriam mortais
Ventos
Fatais
Ventos
Necessários aos velejos
Desejos
Incontroláveis
Ventos

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RIO

Rio
Calor intenso e bravio
Imagens fatídicas
De comunidades em guerra
Pela terra escondida
Coberta por concreto e asfalto
Assalto
Das vidas inocentes
Condenadas injustamente
Sem julgamento
De uma violência incontida
Sociedade dividida
Partida
Corrupção
Choro
De música a dança

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Lágrimas das vidas perdidas
Cedidas
Aos vilões do tráfico
Tolerados
Cumprem necessidades de alguns
Aclamação pela paz desejada
Não alcançada
Dilacerada
Esquartejada
Imagens assistidas
Recados de uma cidade
Convulsão social
Rio
Precisa do brio
Esquecido no interior das almas
De seus cidadãos

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HOJE

Hoje
Dia triste
Incansável dia
Interminável
Indesejável
Pode ser
Será
Haverá
Dúvidas
De hoje até amanhã.

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CAMINHO

Este caminho vai até o rio


Passa pela praça
Onde houve graça
De um palhaço sem calça
A padaria sempre está cheia
Chateia
São os interessados na vida alheia
Não medem esforços para acharem defeitos
Creia
Credo
A escola é uma vista lastimável
Abandonada
O lugar da plena ignorância
Já não faz nada
A descida é longa

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Caminhões apostam corridas as vistas das
autoridades
Improbidades
Falsidades
Ao chegar ao rio
Fim do caminho
Início de um outro
Talvez

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VENHA

Venha conferir esta natureza


A tua espera
Nesta terra magnífica
Tranqüila
Quem pode fica
Fica a espera
Do ar
No lar
Vem jantar
Agora é preciso ter consciência
Paciência e tolerância
O nosso mundo precisa
Desta natureza com seus rios
Árvores e flores
Doces da terra
Agarra e enterra

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Toda forma de opressão
Que algum dia seres humanos
Pela obsessão
Corrupção
Fizeram
Eram de outro lugar
Vieram de regiões distantes
Neste instante
Precisamos
Vamos mudar este nosso planeta
Caneta na mão
Para escrevermos o nosso futuro
O nosso destino
Somente com esta natureza

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DE NOVO

De novo
Ih! De novo!
Ah este povo
Habitantes das profundezas
Não há grandezas
Apenas grandes pobrezas
De espírito
Insaciável e incansável
É desprezível
Menosprezível
Atitudes nefastas
Devastas
A vida de pessoas
Inocentes e carentes
Decadentes
De novo

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A doença atingirá
Golpeará
Dilacerará
A carne humana em seus dentes
Estão cientes
Das mortes
Serão acometidas pelos interesses
Desses
Dizem serem da política
Pré-histórica
São na verdade homicidas
Genocidas
De novo NÃO!

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U

U
Letra do bico
Beiço
Som fechado
Encaixado
Fico
Bico fechado
Calado
Calçado
U ao contrário
Ferradura
No aviário
Não há


Do seu U

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NÃO SEI AINDA

Não sei
Ainda
Ainda
Não sei
Sei
Ainda não
Ainda
Sei não.

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DEZEMBRO

Mês de festa alegria


Imagina
Onde temos oportunidade e felicidade
De um simples gesto
Fraterno
Causar mudança e conquistar confiança
Às vezes nem é de nossa familiaridade
Apenas se faz necessário e de fato
Agir no sentido de estar grato
Pelo nascimento e crescimento
De um sentimento
Pode ser
Seja
Deseja
Quem possa estar sensível
Acessível

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A toda felicidade proporcionada
Criada
Da alegria da luz!

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EM NATAL

É um estado de espírito
Alegria e felicidade confundem-se
Somente a idade faz ver
A importância de ser crítico
Presentes apenas disfarçam o ocorrido
Sem perdão
Não se faz natal
A fraternidade ensina
Abomina
Práticas de separação e exclusão
Social
Racial
Diferenças existem
Divergências fazem evoluir
O respeito faz unir a todos numa classe
Não é de posse

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Mas aposse
Quem é fraternal
No natal
Em natal.

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MAIS UM DIA

Passou mais um dia...


Ah este dia...
Foi bom e gostoso
Delicioso
Passou mais um desafio
De dar calafrios
Na cidade de rio
Foi-se mais um dia
Irradiante dia
De todo frescor deste dia
Numa cidade de rio e quente
Inesquecível dia
Que adia
O crepúsculo tardio
Sonoro
Enfim...

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Passou o dia...

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“Tá” na hora
O cara!

Faça-se enxergar
Tolos
Medíocres
Indesejáveis oportunistas
Não é preciso ser banal!
Calem-se

Veja
E não esteja
Não seja
Mais um...

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NATAL SEM PERSEGUIÇÃO

No tempo da esperança e a reconciliação


Evidente não precisar de perseguição
Nefasto
Natal é tempo de rever conceitos
Nascimento e renascimento
Todo ano comemoramos ansiosos
Ato de mudar os preconceitos
Transformando-os
Em algo sensível e compreensível
Para ser algo correto e digno
Pondo às margens tudo
Todos
Daqueles incrédulos
Perseguidores das almas humanas
Mantenedores dos atuais campos de
concentração

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Ainda não perceberam o natal
Manifestar
Para cessar toda perseguição
Repúdio aos incrédulos
Lobos vestidos de ovelhas
Pastores falsos
O natal é para todos
Sofredores
Pecadores
Para mudarem os atos indignos
Em dignos

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MOLEQUE

Danado
Moleque malvado
Andas a mentir
Persuadir
Seu futuro é incerto
Certo
Algum dia irás se arrepender
De vender
Os pertences roubados
Adulterados
Da vida mudável
Invejável
Se fosse a realidade de sua vida
Privada
Dignidade
Honestidade

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A escola vale menos
Venenos
A vender na rua
Nua
De verdade
Felicidade
Ah! Moleque danado!
A nado
Chegou em casa
Sua mãe não mora mais na casa
Seu pai deitou-se na calçada de casa
Seu irmão não fica em casa
Ah! Moleque danado!
Cansado
Apanha todo dia
Da vadia
No condomínio
Não tem domínio

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De seus atos escrupulosos
Valorosos
Seria melhor
E não pior
Se tivesse os valores
Dores
Da arte da ingenuidade
E a felicidade
De morar na cidade
Da dignidade.

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SEGUNDA

Segunda cedo madruga


Dia difícil
Preguiça demasia
Solução impossível
Começo da rotina
Início do transtorno
Malgrado
Segunda do primeiro
Começo
O consolo é a cesta
Sexta
Palavras indicam
Criticam
Negam
O direito de mudar
O destino de ser segunda

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JOVEM NATAL

Começo de uma nova vida


Natal Jovem
Esperança de mudança
Festança
Não poderá tardar e nem retardar
A revolução prevista e revista
Nas escolas
Ruas
Cidades
Comunidades
É evidente
A hora é essa
Pressa
Para modificar uma vida
Um destino

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Ainda não nasceu
Mas vai
Tudo indica ser no vigésimo quinto
Dia
Dezembro
Jovem Natal Jovem
Misericórdia
Concórdia
Conversão
Revolução
Dos costumes inoportunos e desagradáveis
Desejáveis
Ser crítico independente
Iluminado pela luz
No caminho escuro
Agora claro
Nasceu Natal!

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CORRE

Corre
Tem de ser rápido
Correria
Entedia
Arruma e desarruma
Puma
Durma
Vasculha
Olha a hulha
Pões fogo
Churrasco
Frasco
Temperos dentro
Corre!
Amanhã é segunda
Ih!...

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ENCAIXAR

Vamos encaixar o caixa dois


Não há motivo para acreditar
Quem não é transparente e somente
Na tela da tevê.

A televisão passa imagens


Mas o responsável é quem fala
Acreditar sem duvidar
É muita ingenuidade credulidade

Nas empresas na política


Onde você quiser
Dignidade e honestidade andam juntas
Então vamos lá

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Encaixar o caixa dois
Fiscalizar o caixa um
Para termos mais impostos
Investimentos sociais

Fiscalizar significa ter justiça


Para quem trabalha duro e é do bem
Impedir a corrupção
Tem de ser a meta de todos

Encaixar, encaixar, encaixar


O caixa dois
Desprezar, desprezar, desprezar
Os safados e corruptos.

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SACODE

Sacode a poeira das suas calças


Levante as sandálias deste chão
É hora de divertir balançar
O esqueleto até o dia raiar

Sacode o bumbum
Sacode os ombrinhos
Balança, balança
Sacode e sacode

A poeira tá levantando
A garganta tá secando
É hora de tomar
Tomar uma...
Ah!...

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Vem gostosa para cá
Vem!
Vem gostosa para cá
Vem!

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DESPREZO

Um dos males do mundo


Das comunidades
Rejeitar sem ter compaixão
Humilhar
Maltratar
Na frente de onde for
Causar na vítima a culpa de sua existência
Falir
Como ser humano
Contaminar outros no mesmo sentimento
O coletivo é mais eficaz
Destrói sem dar chances
O desprezo veio para ficar
Só aceita
Quem não conhece o significado da vida

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CHUVA

Cai sem parar


Nesta segunda de Dezembro
Forte e audaz
Leva as folhas das árvores expostas ao chão
Leve também este sentimento
De tristeza
De angústia
De sofrimento
Mas deixe
A alegria
A felicidade
A piedade
Para comemorar
Mais um dia de existência

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CAI FORA

Cai fora
Sai fora
Desta bosta

Corrupção maldita
Indignidade sem fim
Hipócrita culpado
Seu ladrão descarado

Cai fora
Estes caras não são dignos
Da tua atenção
São vagabundos incontestáveis
E dizem serem trabalhadores

Cai fora

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Antes que seja tarde demais
Mudar o destino
E não entrar nesta fossa
Da bosta que lá está!

Sem dignidade não se vive


Sem honestidade não se vive
Sem lealdade não se vive
Sem piedade não se vive
Quem não percebe isto
Tem de cair fora

Cai fora
Sai fora
Seu corrupto

Cai fora
Sai fora

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Seu ladrão de almas

Cai fora!

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MINHA VIOLA

Chora viola desesperada


Sem consolo e nem descanso
Cantando as amarguras da vida
Os lamentos sem fins de uma vida
Destinada a andar pelas vastas pastagens
Vagando pelo mundo afora
Onde há quem chore as suas dores
Através de cordas de aço

Clamor por uma vida melhor


Quase sempre pede em seus tinidos
De almas sofridas
De pessoas indefinidas em sua existência
Pavor e medo sempre andam juntos
Onde não há respeito pelo próximo
Somente a viola para clamar

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Justiça esquecida
Polícia enfraquecida

Desta viola nada escapa


Remorso de quem viveu uma vida enganada
Das mentiras contadas
De quem não contém seus escrúpulos sórdidos
Somente a viola para mostrar a verdade
Dignidade
Revolucionária sempre
Mas insuficiente para mudar as ações
Das populações
Relegadas a viverem às margens da
humanidade
Condenadas pela ignorância
Desprezo
Dos considerados onipotentes
Serão os decadentes

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AVIÃO

Avião
Balão
Talão
Cão
Capetão
Ah! Danadão
Caladão
Tu és cidadão?

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ALEGRIA

A alegria de viver
Cantar sorrir
Pular descontrair
Dançar e divertir

O galo cantou
Vamos levantar
Dançar ao toque da música
Na batida da ginga
Cuíca e o tambor!

Alegria, alegria
Sebastião e José
Padroeiros de cidades
Santos de todas as idades!

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Acorda já é a hora
Pule da cama e vem pra fora
Gritar a liberdade
Da dignidade da alegria!

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DIA DE PROTESTO

É o dia de protesto
Manifesto
Liberdade de opinar
Criticar
Sem menosprezar
Falar o que pensa
Movido pela reflexão sem dispensa
Xingar não é considerável
Argumento é tolerável
Indispensável
Sugestão para as comunidades faz-se
necessário
Pressagio
É através do protesto
Contesto
Armas não serão necessárias

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Ouvir
Agir
Armas de uma sociedade democrática
Sensata
Tolerância é um estado de espírito
Do ser crítico
Protesta
Contesta
Testa as várias possibilidades
Com habilidades
Manifesta
Seus mais íntimos sentimentos
Envolvimentos
No dia de Protesto!

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QUERIDA

Tenho tanta saudade


Daquele tempo que havia liberdade
Nus nadávamos no rio
Nus agraciávamos uns aos outros
Querida
Tua voz tímida
Intimida
Quem não fosse do seu agrado

Querida!
Vivemos uma vida
De partilha
Intensa e viva vida

Gostosa era a paçoca


Da tia Doca

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Deitar à tarde na beira do rio
Lançar o fio
Não pescava
Mas brincava
Assistindo ao pôr do sol
Embaixo do lençol
Quantas aventuras
Maturas

Mas um dia chegou ao fim


Foi naquela tempestade
Comunicou-me enfim
Estava namorando um tal de...

Querida
Vivemos uma vida
Querida
Sinto tristeza na partida

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Querida
Vou embora com a Dada

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EU QUERO UM NATAL

Preciso de um Natal
Paz e alegria
Seja o tema deste dia
A luz e a esperança
Fiquem na perseverança
Da crença
Quando a festança
Passar
Ficar
A ousadia
De poder mudar
A tristeza para a alegria
A nudeza de espírito
Para o conflito
Fraternal humano
Neste ano.

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MANDA

Manda
Estou esperando
Quero responder
Antes dos outros
Para competir
Desvendar
Curiosidade
Determinação
Não me importo ganhar
Mas pontuar
Ainda não chegou
Manda

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QUERO ESCREVER

Escrever
Quero
Necessidade
Sim
É
Idéias
Sobram-me
Espaço
Quero
Dizer
A você
Tudo
Sempre
Quando
Quem sabe
Cartas

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Contos
Poesias
Novelas
Romances
Crônicas
Espelhos das almas
De vidas humanas
Sacrificadas pela intolerância
Sem vergonhas
Omissor de verdades
Só escrevendo
Para relatar a vida vivida
Dos anônimos
Heróis
Da luta pela justiça
Quero escrever!

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ANO NOVO

Está chegando
Gritando
Ano novo
A alegria de mudar
Ou de ter a oportunidade
Felicidade
Para quem chega no ano novo
Novo
Inspirado por idéias
Ideais
Batalhas cotidianas
Sobrevivência
Ano novo

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AI

Ai
Chato
Pato
Gato
Galo
Falo
Calo
Todo sentimento de revolta
Tolo
Bolo
Abóbora
Embora?
Só se for o ódio
Ai

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FELIZ NATAL

Já é Natal
Tempo de mudanças
Misericórdia
É tradição pedir perdão
Para se ter o ano todo de provocações
São
Todos sem exceções
Aderem as mudanças sem as cometer
Outra vez
Cientes de ter
Rezam três
Padre nosso

Feliz Natal
Momento para as crianças
Acordarem ao novo dia

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Recebendo dos adultos o pão
Simbolizando a esperança as nações
Vão
Dêem as saudações
Para neste Natal ser
De vez
Faz carecer
Preciso rezar três
Ave Maria e Padre Nosso

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É

É
Como é
Qual é
Vai ser é
Quem sabe é
O que é
Tem de ter é
É
Como é

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A RUA

Foi na rua em frente a minha casa


Vi tu passares por mim
Sem ao menos um olhar
Seja de desprezo ou de orgulho
Ao menos daria para suspirar
Relembrar os momentos de felicidade

E agora
Vou ter de ir embora
Pela rua deserta e arenosa
Sentindo a fricção do vento em meu rosto
Já tão arranhado por ti
E por essa areia venenosa
Areias...

Provoca-me

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Dilacera-me
Devora-me
Já não tenho carne para sofrer
Apenas crer
Um dia tudo mudará
E cairá
Sobre a tua cabeça
A ruína construída
Destrutiva

Mas a rua continua lá


Nua
As folhas não caem mais ao vento
O sol não esquenta mais o caminho
Antes desejado
Cobiçado
Agora calado
Escalado

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No sôo sumo
Inaudível aos seres humanos

A rua
Fratura
Ruptura
Compactua
As diferenças tua

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NÃO SEI.

Não sei
Não preciso sempre saber
Crer
Ver as coisas como são
Seu cão
Danado arredio
Lírio
Mudar os rumos de uma vida
Não sei se é possível
Mudar a vida por um rumo
Não sei se será possível
Incrível
Não sei daquilo
Não sei ver aquilo
Quando tu passas
Sinto gosto de uva passas

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Já passou
Não sei se vou
Não sei se estou
Não sei se gostou
Não sei!

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AO AMANHECER.

Este dia amanheceu


Formoso e glorioso
Dia que faleceu
A esperança mantinha o gozo
Vitoriosa
Da luta vindoura e majestosa
Quem pudera lutar ao lado
Dos grandes heróis fictícios
É fato o fardo
Do fracasso não antes almejado
Desejado
Pelos malfadados
Déspotas
Neste amanhecer cinzento
Com tanto vento
Ouvi alguém dizendo

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Crendo
Na volta e na revolta
Perdem-se as datas do tempo
Devendo
E vendo
Injustiças aguçadas
Disparadas
Pela arma da inveja
Almeja
Cruel e nefasta
Vida devastada
Arrastada
Quando entardecer
Depois deste amanhecer.

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PEÃO.

A vida de um peão
Não é fácil
Levanta logo cedo
E vai tratar a boiada

No amanhecer do dia
Já no pasto
Montado a cavalo
Vistoria o gado

Tem de olhar direito


Curar as bicheiras
Concertar cercas
Contar as cabeças

Vida de peão não é fácil

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Mas garante a carne no prato
Nem sempre são valorizados
Mas são profissionais importantes

Tem de enfrentar todas as intempéries


Seja do clima
Seja do gado
Seja do patrão

Peão é um grande laçador


Caçador
Trabalha dia e noite
Domingos e feriados.

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VIDA.

A vida deste lugar


Depende dos cuidados dados
Das almas bondosas e sãs
Do pecado abrangente
Não está ciente
Onde as florestas crescem
As folhas verdes multiplicam
O oxigênio é forte
Filtra as impurezas
A maldade e a dor não têm vez
A vida deste lugar
Depende dos cuidados almejados
Da consciência e vivência
Tolerância
Paciência
Os rios precisam de vida

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Cuidar significa vida
A pesca não pode ser indiscriminada
A mata ciliar tem de ser preservada
Viva a vida.
Nesta vida
Ela é curta
Então preserve a vida!

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MENTTIRAS.

Mentiras são contadas


Denotadas
Espalhadas
Ninguém as seguram
Precisamos delas
Sem elas
Não suportaríamos a nossa realidade
Onde há pouca solidariedade
A fofoca vem à frente da fraternidade
Comunidades de mentiras
Artificiais
Fingem terem credo
Vão à igreja contar mentiras
Não vivem os evangelhos
Pois pensam enganar...
A quem?

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A quem?
É preciso ter consciência
Vivência
A tolerância se constrói
Somente onde não há
Mentiras malditas
Hipócritas
Fétidas
As mentiras são
Sob juramento dizem falar à verdade
Nos tribunais
Os fatos revelam e constatam
Foram ditas mentiras
Mas até quando?
Por quanto?
Valem as mentiras!
A quem querem enganar!
A quem querem maltratar!

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A quem querem iludir!
A quem querem persuadir!
Chega de mentiras!

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DOMINGO.

Neste domingo
Dia festivo
Alegre e incentivo
A mudar o humor
De horror
Tolera algumas falhas
Faz parte do dia incomum
Gargalhadas
Comum
É e será
Terá
Verá
Será
O alcance da mente
Mente
Sente

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Vente sobre tudo
O calor é o escudo
Embaraçado domingo.

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FESTA.

Anima
Dança
Cansa
Transa
É festa
Nesta data
Catalogada e empolgada
Apologia empregada
Disfarçada
Desmascarada
Escancarada
Camarada
Capitalista
Lista a fachada
Da festa pagã
Religiosa sem a pureza

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De estar sã
Dureza
Surpresa
Indefesa festa

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INDECÊNCIA.

A indecência fez a decadência


Nenhum império ou fortaleza sobreviveu
Faleceram pela arrogância
Intolerância
No mundo do ódio
O ópio é o comandante
De um exército fumegante
Com futuro incerto
Decadente
No mundo da paz
O amor é o comandante
A tolerância mobiliza pessoas durante
Antes e depois do diálogo certo
Alucinante
Talvez haja tempo
Poderá haver alguma chance

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O sentimento move o desejo de ser limpo
A escolha está ao alcance
De quem queira mudar a indecência
Dê o seu lance.

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LUTAR.

Lutar pra quê!


Lutar com quê!
Nem sempre podemos fazer
Aquilo que se passa em nossas mentes
A justiça é cega e demorada
Quando chega é tarde demais
Lutar no ar
Lutar na terra
Lutar pra quê?
Os objetivos movem as ideologias
Elas existem mas precisam de força
Almejada e alcançada
Na luta contra quem?
Contra o quê?
Lutar pra destruir é burrice
Lutar pra confundir é tolice

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Lutar pra separar é desagregação social
A essência é sempre o comprometimento
harmonioso
Comunitário e social
Lutar é compreensivo quando é feito
Por argumentos
Diálogos
Pra melhorar a civilização humana
Sem destruição
Sem corrupção
Lutar pela dignidade humana
Com determinação
Com empolgação
Lutar!

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ATRASADO.

Atrasado estou
Sei
Estou atrasado
É motivo justo
Fui à feira
Na beira da praça
É pública
Não parece
Carece de cuidados
Administração irresponsável
Deixou-a estragar
Admirável seria
A honestidade ser uma virtude
Teria de mudar a atitude
Vil
Das pessoas poderosas

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Desonrosas
Mas atrasado estou
Estou atrasado
Não há mais tempo para mudanças
Agora só resta
Lastimar a festa
Da bagunça eterna

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CHUVA DE SÁBADO.

Cai chuva
Está difícil
Neste calor quase infernal
Banal
O ar fresco anima
Entusiasma
Revigora
Mas a chuva ainda não veio
Creio
Ainda poderá refrescar
Este calor infernal
Banal
As atitudes de um administração
Corrupta
Inocentada pelo Estado
Comprometido

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Tem sido
Horrível
Somente a chuva de sábado
E com a enxurrada de barro
Para soterrar
Refrescar

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PÁSCOA.

Renascimento
Ressurreição
Páscoa do perdão
Da reconciliação
É um tempo único
Onde a dor comove
Remove
As frustrações
Decepções
Criam-se novas aspirações
Para um novo mundo
Do velho mundo
Imundo
Quem não sensibiliza
E realiza
A paz almejada

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A renovada vida
De uma Páscoa
Comove e ecoa
A vida renovada e boa

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ESPERANDO.

Esperando
Estou esperando
Ando esperando
Canso
Estou esperando
Ando ansioso
Estou esperando
Até quando?

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ILUSÕES.

Ilusões
Desilusões
Dúvidas cruéis
Dívidas impagáveis
Criadas pela dificuldade
De ver a verdade implícita
Na política
Polícia
Trabalho
Consumo exagerado
Desqualificado
Predicado
Aliás
Pecado
Fado
Fardo

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Ilusões de um caminho
Onde vinho
Embebeda
A ressaca do dia
Compromete o desenvolvimento
Deste dia
Entedia
Das conseqüências
Das ilusões.

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VENTOS.

Ventos
Ventos
Ventos sopram a todo instante
Constante
Não páram
Parecem enfurecidos
Enlouquecidos
Talvez haja esta relação
Pode ser improvável
Desconsiderado
Os fatos mostram
Demonstram
Causam estragos
Destelham casas
Empoeiram cidades
Refrescam do calor de um dia quente

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Ventos
Sem eles as chuvas seriam mortais
Ventos
Fatais
Ventos
Necessários aos velejos
Desejos
Incontroláveis
Ventos

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SEXTA BRASILEIRA.

Sexta brasileira
Repertório de músicas
Poesias
Histórias
Contadas
Cantadas
Divulgadas
Interpretadas
A você
Para você

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RIO.

Rio
Calor intenso e bravio
Imagens fatídicas
De comunidades em guerra
Pela terra escondida
Coberta por concreto e asfalto
Assalto
Das vidas inocentes
Condenadas injustamente
Sem julgamento
De uma violência incontida
Sociedade dividida
Partida
Corrupção
Choro
De música a dança

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Lágrimas das vidas perdidas
Cedidas
Aos vilões do tráfico
Tolerados
Cumprem necessidades de alguns
Aclamação pela paz desejada
Não alcançada
Dilacerada
Esquartejada
Imagens assistidas
Recados de uma cidade
Convulsão social
Rio
Precisa do brio
Esquecido no interior das almas
De seus cidadãos

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HOJE.

Hoje
Dia triste
Incansável dia
Interminável
Indesejável
Pode ser
Será
Haverá
Dúvidas
De hoje até amanhã.

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CAMINHO.

Este caminho vai até o rio


Passa pela praça
Onde houve graça
De um palhaço sem calça
A padaria sempre está cheia
Chateia
São os interessados na vida alheia
Não medem esforços para acharem defeitos
Creia
Credo
A escola é uma vista lastimável
Abandonada
O lugar da plena ignorância
Já não faz nada
A descida é longa

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Caminhões apostam corridas as vistas das
autoridades
Improbidades
Falsidades
Ao chegar ao rio
Fim do caminho
Início de um outro
Talvez

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VENHA.

Venha conferir esta natureza


A tua espera
Nesta terra magnífica
Tranqüila
Quem pode fica
Fica a espera
Do ar
No lar
Vem jantar
Agora é preciso ter consciência
Paciência e tolerância
O nosso mundo precisa
Desta natureza com seus rios
Árvores e flores
Doces da terra
Agarra e enterra

www.marcelotorca.com 123
Toda forma de opressão
Que algum dia seres humanos
Pela obsessão
Corrupção
Fizeram
Eram de outro lugar
Vieram de regiões distantes
Neste instante
Precisamos
Vamos mudar este nosso planeta
Caneta na mão
Para escrevermos o nosso futuro
O nosso destino
Somente com esta natureza

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DE NOVO.

De novo
Ih! De novo!
Ah este povo
Habitantes das profundezas
Não há grandezas
Apenas grandes pobrezas
De espírito
Insaciável e incansável
É desprezível
Menosprezível
Atitudes nefastas
Devastas
A vida de pessoas
Inocentes e carentes
Decadentes
De novo

www.marcelotorca.com 125
A doença atingirá
Golpeará
Dilacerará
A carne humana em seus dentes
Estão cientes
Das mortes
Serão acometidas pelos interesses
Desses
Dizem serem da política
Pré-histórica
São na verdade homicidas
Genocidas
De novo NÃO!

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VIOLÃO.

Aço
Nylon
Aço
Nylon
Não sou palhaço
Estardalhaço
Caço
Faço
Não
Linha sintética
Não
É
Linha sintética
É
Nylon

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NÃO SEI AINDA.

Não sei
Ainda
Ainda
Não sei
Sei
Ainda não
Ainda
Sei não.

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Dezembro.

Mês de festa alegria


Imagina
Onde temos oportunidade e felicidade
De um simples gesto
Fraterno
Causar mudança e conquistar confiança
Às vezes nem é de nossa familiaridade
Apenas se faz necessário e de fato
Agir no sentido de estar grato
Pelo nascimento e crescimento
De um sentimento
Pode ser
Seja
Deseja
Quem possa estar sensível
Acessível

www.marcelotorca.com 129
A toda felicidade proporcionada
Criada
Da alegria da luz!

www.marcelotorca.com 130
Em Natal.

É um estado de espírito
Alegria e felicidade confundem-se
Somente a idade faz ver
A importância de ser crítico
Presentes apenas disfarçam o ocorrido
Sem perdão
Não se faz natal
A fraternidade ensina
Abomina
Práticas de separação e exclusão
Social
Racial
Diferenças existem
Divergências fazem evoluir
O respeito faz unir a todos numa classe
Não é de posse

www.marcelotorca.com 131
Mas aposse
Quem é fraternal
No natal
Em natal.

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Mais Um Dia.

Passou mais um dia...


Ah este dia...
Foi bom e gostoso
Delicioso
Passou mais um desafio
De dar calafrios
Na cidade de rio
Foi-se mais um dia
Irradiante dia
De todo frescor deste dia
Numa cidade de rio e quente
Inesquecível dia
Que adia
O crepúsculo tardio
Sonoro
Enfim...

www.marcelotorca.com 133
Passou o dia...

www.marcelotorca.com 134
Vê.

“Tá” na hora
O cara!

Faça-se enxergar
Tolos
Medíocres
Indesejáveis oportunistas
Não é preciso ser banal!
Calem-se

Veja
E não esteja
Não seja
Mais um...

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Natal sem Perseguição.

No tempo da esperança e a reconciliação


Evidente não precisar de perseguição
Nefasto
Natal é tempo de rever conceitos
Nascimento e renascimento
Todo ano comemoramos ansiosos
Ato de mudar os preconceitos
Transformando-os
Em algo sensível e compreensível
Para ser algo correto e digno
Pondo às margens tudo
Todos
Daqueles incrédulos
Perseguidores das almas humanas
Mantenedores dos atuais campos de
concentração

www.marcelotorca.com 136
Ainda não perceberam o natal
Manifestar
Para cessar toda perseguição
Repúdio aos incrédulos
Lobos vestidos de ovelhas
Pastores falsos
O natal é para todos
Sofredores
Pecadores
Para mudarem os atos indignos
Em dignos

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Segunda.

Segunda cedo madruga


Dia difícil
Preguiça demasia
Solução impossível
Começo da rotina
Início do transtorno
Malgrado
Segunda do primeiro
Começo
O consolo é a cesta
Sexta
Palavras indicam
Criticam
Negam
O direito de mudar
O destino de ser segunda

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Jovem Natal

Começo de uma nova vida


Natal Jovem
Esperança de mudança
Festança
Não poderá tardar e nem retardar
A revolução prevista e revista
Nas escolas
Ruas
Cidades
Comunidades
É evidente
A hora é essa
Pressa
Para modificar uma vida
Um destino

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Ainda não nasceu
Mas vai
Tudo indica ser no vigésimo quinto
Dia
Dezembro
Jovem Natal Jovem
Misericórdia
Concórdia
Conversão
Revolução
Dos costumes inoportunos e desagradáveis
Desejáveis
Ser crítico independente
Iluminado pela luz
No caminho escuro
Agora claro
Nasceu Natal!

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Corre

Corre
Tem de ser rápido
Correria
Entedia
Arruma e desarruma
Puma
Durma
Vasculha
Olha a hulha
Pões fogo
Churrasco
Frasco
Temperos dentro
Corre!
Amanhã é segunda
Ih!...

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Sacode.

Sacode a poeira das suas calças


Levante as sandálias deste chão
É hora de divertir balançar
O esqueleto até o dia raiar

Sacode o bumbum
Sacode os ombrinhos
Balança, balança
Sacode e sacode

A poeira tá levantando
A garganta tá secando
É hora de tomar
Tomar uma...
Ah!...

www.marcelotorca.com 142
Vem gostosa para cá
Vem!
Vem gostosa para cá
Vem!

www.marcelotorca.com 143
Leite.

Leite
Toma

Leite

Leite
Ri
Eu beiro
No leito
Entre nós
Caco está
Locar
Leite?
Apenas
Tomas

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Francisco.

Vô que partiu
Saudade imensa
Era já o tempo
Foi em Dezembro
Lutador
Conselheiro
Corinthians ganhou antes de ir
Foi a despedida
Da última torcida
Manipulou remédios
Enganou a morte para tantos
Sua honra a glória
Esperto
Roubou o coração de uma moça
Nunca devolveu
Deixou-a viúva

www.marcelotorca.com 145
Mais duas vidas
Venceu

www.marcelotorca.com 146
Desprezo.

Um dos males do mundo


Das comunidades
Rejeitar sem ter compaixão
Humilhar
Maltratar
Na frente de onde for
Causar na vítima a culpa de sua existência
Falir
Como ser humano
Contaminar outros no mesmo sentimento
O coletivo é mais eficaz
Destrói sem dar chances
O desprezo veio para ficar
Só aceita
Quem não conhece o significado da vida

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Chuva.

Cai sem parar


Nesta segunda de Dezembro
Forte e audaz
Leva as folhas das árvores expostas ao chão
Leve também este sentimento
De tristeza
De angústia
De sofrimento
Mas deixe
A alegria
A felicidade
A piedade
Para comemorar
Mais um dia de existência

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Avião.

Avião
Balão
Talão
Cão
Capetão
Ah! Danadão
Caladão
Tu és cidadão?

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Alegria.

A alegria de viver
Cantar sorrir
Pular descontrair
Dançar e divertir

O galo cantou
Vamos levantar
Dançar ao toque da música
Na batida da ginga
Cuíca e o tambor!

Alegria, alegria
Sebastião e José
Padroeiros de cidades
Santos de todas as idades!

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Acorda já é a hora
Pule da cama e vem pra fora
Gritar a liberdade
Da dignidade da alegria!

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Querida.

Tenho tanta saudade


Daquele tempo que havia liberdade
Nus nadávamos no rio
Nus agraciávamos uns aos outros
Querida
Tua voz tímida
Intimida
Quem não fosse do seu agrado

Querida!
Vivemos uma vida
De partilha
Intensa e viva vida

Gostosa era a paçoca


Da tia Doca

www.marcelotorca.com 152
Deitar à tarde na beira do rio
Lançar o fio
Não pescava
Mas brincava
Assistindo ao pôr do sol
Embaixo do lençol
Quantas aventuras
Maturas

Mas um dia chegou ao fim


Foi naquela tempestade
Comunicou-me enfim
Estava namorando um tal de...

Querida
Vivemos uma vida
Querida
Sinto tristeza na partida

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Querida
Vou embora com a Dada

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Eu Quero Um Natal.

Preciso de um Natal
Paz e alegria
Seja o tema deste dia
A luz e a esperança
Fiquem na perseverança
Da crença
Quando a festança
Passar
Ficar
A ousadia
De poder mudar
A tristeza para a alegria
A nudeza de espírito
Para o conflito
Fraternal humano
Neste ano.

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Manda

Manda
Estou esperando
Quero responder
Antes dos outros
Para competir
Desvendar
Curiosidade
Determinação
Não me importo ganhar
Mas pontuar
Ainda não chegou
Manda

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Quero Escrever.

Escrever
Quero
Necessidade
Sim
É
Idéias
Sobram-me
Espaço
Quero
Dizer
A você
Tudo
Sempre
Quando
Quem sabe
Cartas

www.marcelotorca.com 157
Contos
Poesias
Novelas
Romances
Crônicas
Espelhos das almas
De vidas humanas
Sacrificadas pela intolerância
Sem vergonhas
Omissor de verdades
Só escrevendo
Para relatar a vida vivida
Dos anônimos
Heróis
Da luta pela justiça
Quero escrever!

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Ano Novo.

Está chegando
Gritando
Ano novo
A alegria de mudar
Ou de ter a oportunidade
Felicidade
Para quem chega no ano novo
Novo
Inspirado por idéias
Ideais
Batalhas cotidianas
Sobrevivência
Ano novo

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Ai.

Ai
Chato
Pato
Gato
Galo
Falo
Calo
Todo sentimento de revolta
Tolo
Bolo
Abóbora
Embora?
Só se for o ódio
Ai

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Feliz Natal.

Já é Natal
Tempo de mudanças
Misericórdia
É tradição pedir perdão
Para se ter o ano todo de provocações
São
Todos sem exceções
Aderem as mudanças sem as cometer
Outra vez
Cientes de ter
Rezam três
Padre nosso

Feliz Natal
Momento para as crianças
Acordarem ao novo dia

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Recebendo dos adultos o pão
Simbolizando a esperança as nações
Vão
Dêem as saudações
Para neste Natal ser
De vez
Faz carecer
Preciso rezar três
Ave Maria e Padre Nosso

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É.

É
Como é
Qual é
Vai ser é
Quem sabe é
O que é
Tem de ter é
É
Como é

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A Rua.

Foi na rua em frente a minha casa


Vi tu passares por mim
Sem ao menos um olhar
Seja de desprezo ou de orgulho
Ao menos daria para suspirar
Relembrar os momentos de felicidade

E agora
Vou ter de ir embora
Pela rua deserta e arenosa
Sentindo a fricção do vento em meu rosto
Já tão arranhado por ti
E por essa areia venenosa
Areias...

Provoca-me

www.marcelotorca.com 164
Dilacera-me
Devora-me
Já não tenho carne para sofrer
Apenas crer
Um dia tudo mudará
E cairá
Sobre a tua cabeça
A ruína construída
Destrutiva

Mas a rua continua lá


Nua
As folhas não caem mais ao vento
O sol não esquenta mais o caminho
Antes desejado
Cobiçado
Agora calado
Escalado

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No sôo sumo
Inaudível aos seres humanos

A rua
Fratura
Ruptura
Compactua
As diferenças tua

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Chego ao Fim.

Enfim chego ao fim


Destas poesias em dezembro
Alegres
Tristes
Interessantes
Decadentes
Frustradas
Deprimidas
Saudosas
Maldosas
Agradáveis
Desagradáveis
Natalinas
Cotidianas
Inventadas
Catalogadas

www.marcelotorca.com 167
Óbvias
Desvias
Os olhares mais ímpetos
Da vontade
Sanidade
Vaidade
Caridade
Piedade
A Deus
Aos homens
As mulheres
As crianças
Faça a esperança
Dança
Música
De Marcelo Torca.

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O BOI.

Lá vem o boi
Mugindo como só ele
Será que está alegre
Ou será que a vaca está no cio
Ele se contenta com pouco
Só precisa de comida sombra e água
E se possível for uma vaca para dar prazer
Não se importa de trabalhar pesado
Não se importa de tomar sereno
Todo dia que é requisitado
Está ali
Para atender com todo préstimo

Mas se no final do mês


O dinheiro não é suficiente
Mugi mais forte

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Para alguém colocar mais ração
Mas é apenas
Para não morrer de fome
Pois um boi que anda
Pode votar
E manter o sistema
De botar ração
Assim o boi
Não morre de fome
Mas também não sai
Do cercado onde vive
Até que um dia
Chega o dia de ir para o abate
Ele viveu apenas
O que alguém permitiu
E quando não foi mais útil
Apenas o descartaram
Pois afinal de contas

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Tem mais assalariados por aí
Que passam fome
Mas não lutam pela independência
Pois não conseguem compreender
A importância que tem
De ser livre
Boi
Boi
Boi!

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SINTO MUITO.

Sinto muito meu bem


Por eu não ser educado
As coisas entre nós não andam bem
Nada bem

Sinto tanto quanto espanto


Ao ver o que poderia acontecer
Sinto pouco desejo
De fazer acontecer

Sinto como sinto


Muito com muito
Cuidado com o que sinto
Sinto muito sinto meu bem

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PAULICEANDO.

Estou pauliceando
Estou ali ceando
Estou pauliceando
Estou ali ceando

É uma cidade
Do estado de São Paulo
Um fenômeno acontece
Com quem ali aparece
A pessoa roda
Roda duas vezes sem parar
Depois dá um pulo
Pula pulga pulo o pulo

Estou pauliceando
Estou ali ceando

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Com a morena e a loira
Evitando a cachorra

É quase lá no fim
Onde as águas comem as terras
Tem muita mulher bonita
E muito homem feio
Também tem os Sem Terra
E os grandes fazendeiros
É como o bem e o mal
Morando na mesma cidade

Estou pauliceando
Estou ali ceando
Estou morando aqui
Estou morando ali
Estou pescando
Lá estou churrasqueando cá

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Estou pauliceando
Estou ali ceando
Estou pauliceando
Estou ali ceando

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IMAGEM.

Vi
Quase ri
De ti
Quando te vi
De ver ti
Mento ci
Mento cola aí
Não descola ali
Mas ali
Não te vi
Pois foi ali
Que te vi

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FLORES

As flores exalam perfumes


Dos quais aspiramos
Sem ter como impedir
Aspiramos tudo que ela nos dá
Em seu cheiro e beleza
Mas também seus espinhos
E a dor
Se pudermos impedir o sofrimento
Que vem com a dor
Talvez não conheceríamos
A beleza que com a flor
Com um simples ato talvez poderíamos
Impedir muitas coisas
Mas a curiosidade maior
Que a própria sensatez

www.marcelotorca.com 177
Se as flores exalam perfumes
Não é para tornar a vida melhor
Mas para sobreviver
A atração de ver
Faz acontecer
E as flores se multiplicam
De acordo com o seu agrado
Se não existem flores fedidas
Não é por uma simples coincidência
Mas a evidência
De que o agrado
Faz viver

Cada flor com seu perfume


Tem um lugar para viver
Seja em maior número
Seja em menor número
Sempre tem a quem agrada

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Se somos flores
E cada um com seu perfume
Temos a quem agradar
Temos aonde viver
Temos a dor
Será que
Temos?...

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NA BARRANCA

Na barranca onde tudo escorre


Vai tudo que percorre
Até não se poder
Ir adiante
Foi na barranca que um dia
Vim com você minha cria
E passamos
Dias felizes
Mas é na barranca onde tudo escorre
Não escorre só a água
Que leva a alma
E escorre
Mas foi sim
Na barranca onde tudo escorre
Que eu vi escorregar
E não queria

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A minha cria
Despencar
E hoje a barranca que tudo escorre
Que levou e não devia
Ficou a mágoa
E uma dor
A dor que nem mesmo a barranca
Consegue levar

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A FESTA

A festa está começando


Temos tudo p’ra animar
Então vamos pular
Vamos dançar
E agitar até o verão passar

É a festa de gente animada


É a festa de gente camarada
É a festa de gente sofrida
É a festa de gente que grita!

A festa vai continuando


Com o seu pula-pula e bebe-bebe
Entre vários rodopios
Entre vários assobios
Vamos tocando

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É a festa de gente que trabalha
É a festa de gente que batalha
É a festa de gente sindicalizada
É a festa de gente camarada

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ARO PROG

Aro prog
Babatemo crog
Gróte taleutimos
Tefé gicuxeé
Bravratremo irtir
Bricrotru vlablatla
Aro prog
Aro prog
Mado novre
Treiuióéirte freageiupró
Tretra tritro tru
Prog aro prog
Pra pré pri pro pru
Aro prog grope
Aro prog

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A CIDADE

A cidade estava dormindo


Quando ele chegou de mansinho
Colocou todos a trabalhar
Cada um em uma missão diária
Ela necessitava crescer
Precisava comer para produzir
Sem o incentivo dele ninguém poderia acordar
Mas sem a comida dela ninguém poderia andar

Na cidade tudo estava calmo


Não havia manifestações
Embora nem todos pudessem alimentar
Seu organismo
Seu espírito
Seu otimismo
Era a melhor cidade

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Pro quê?
É uma pergunta difícil de responder
Mas era a melhor cidade

Enfim ele foi embora


Com ele não foi somente o dia
Mas também
A oportunidade de ter a chance
De poder mudar algo
De alterar um destino
De mudar as perspectivas
De toda uma cidade

Talvez
No próximo dia
Ele poderá trazer novas
Esperanças
Alternativas

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Ou talvez
Se pensasse mais em tomar atitudes
Não precisaria achar triste
A noite chegar na cidade

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O CARTEIRO

O carteiro anda e anda


Não se cansa
Pois sempre anda
Tem de entregar
Todas as entregas
No lugar
Que está escrito para entregar
Anda!
Anda!
Mas não pode correr
Não sei porque
Anda!
Anda!
Entrega!
Entrega!
Descansa

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Descansar?
O correio é um ser humano?

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ATÉ QUANDO?

Até quando
Eu vou ter de esperar
A sua boa vontade
Que na tarde
Tarde há de chegar

Será que terei de tomar


Minhas providências
Será que terei de ficar
Sufocado nas evidências
De sua incompetência

Até quando
Ficarei sentado
Aguardando com paciência
Na ausência de ciência

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A sua ciência de vida

Por que algumas pessoas podem


Ter dinheiro, carro, terreno
Se eu trabalho e sou trabalhador
Com a dor do meu trabalho
Não consigo ter dinheiro, carro, terreno

Até quando
Terei de esperar
Até quando?

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BATEU!

Ba bateu
Ba bateu
Bateu a palma da mão
Bateu a palma do pé
E depois não parou
Mais de pé
Sempre a sacolejar
Todas as evidências
Para não ficar
Na cadência
Na decadência

Ba
Teu!
Ba
Teu!

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Ba bateu
Ba bateu
Bateu nos ante braços
Bateu no peito
E depois não parou
De rodopiar
Foi de frente
Foi de trás
Para depois não parar de pular

Ba
Teu!
Ba
Teu!

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FALAR

Nem sempre falar é bom


Mas deveria ser
Falar o que pensa
Falar o que sente
Pode ser incompreendido quem fala

Se todo ser humano pensa


Por que não pode falar?
Falar faz parte da vida de um ser humano
Ou será que ser humano
É se reprimir?

Falar é necessário
É transmitir o que pensa
Falar é necessário
É integração social

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Mas também pode ser
Reinar

Falar com responsabilidade


Sem discriminar ou reprimir
Falar com sinceridade
Permitindo o diálogo
É importante
Mas quem é que fala mais?

Quem torce fala


Quem teme fala
Quem reprime fala
Quem é oprimido fala
Quem ama fala
Quem dialoga fala
Mas o importante
É falar com o ser humano

www.marcelotorca.com 195
Respeitando como tal
E lutando contra os preconceitos da fala
Contra as arbitrariedades da fala
Falar é importante

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VIAGEM

Andei até
Busquei até
Critiquei até
Deleguei até
Entrei até
Funguei até
Galopei até
Hotelei até
Ignorei até
Jejuei até
Leiloei até
Mamei até
Neguei até
Optei até
Paguei até
Quilombei até

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Roubei até
Situei até
Tentei até
Ultrapassei até
Vinguei até
Xinguei até
Zanguei até

www.marcelotorca.com 198
NÃO ACREDITO

Não acredito nas pessoas


Que dizem fazer boas ações
Sem nada quererem em troca
As relações humanas
Estão baseadas na troca
E toda troca
Precede-se ações

Não acredito na igualdade


Só poderemos ser iguais
Quando pudermos realizar
Atos comuns aos mortais
Sem para isso precisar
Descriminar qualquer um
Pelas idéias e vida social
Que todos hão de levar

www.marcelotorca.com 199
Não acredito
Simplesmente não acredito
Qualquer diferença
Faz-se desacreditar

Não acredito num mundo melhor


Sem resolver as injustiças comuns
Não haverá realização
De atos nos mundos
Para dar início aos fins
De toda forma indesejável
Aos seres comuns

Não acredito
Na possibilidade
De com a idade
Aumentarmos a prosperidade

www.marcelotorca.com 200
Sem considerar
Qualquer existência humana
Comum
Igualitária e capacitada
Para termos uma sociedade
No Acre tenho Dito!

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É RÁPIDO!

Rápido
Mais que rápido
Rápido

Tem que ser rápido


Se não for rápido
Não é rápido

Mais rápido
Totalmente rápido
Rápido

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EGORIA

Se não trabalhar
Tem desemprego
Desemprego tem
Miséria
Se não querer trabalhar
É preguiçoso
Mas se não há emprego?
Há desorganização

Todo emprego é uma função social


Ninguém fica sem ele
E só com ele
Podemos viver em harmonia social

É preciso mudar a organização


Para ter o emprego

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Emprego é ter o que fazer
Com tantas terras
Não faltaria a ninguém
Ter o que fazer

Todo emprego é uma maneira


De distribuir as riquezas
Riquezas essas
Que permitirão vivermos
Na harmonia social

Desemprego gera miséria


Miséria é a destruição
Do ser humano como um todo
Distribuir gera emprego
Emprego é a fortificação
Da sociedade através do ser humano

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DANÇAR

Dancei toda noite


No baile do norte
Não conseguia parar
Devido ao mal estar
A minha parceira
Gostava de roseira
Antes da dança
Fez o chá com uma canja
Com o remelexo
Só sobrava o cheiro
E aí foi até o final do baile
Achando que era vontade
Mas na verdade
Era o medo de ficar verde
O braço que portava a pulseira
Que tinha comprado em Pedreira

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Na barraca do seu Pereira
Não acaba aí
Pois quando saí
Fui por aí
Ao voltar
Chicago
Acabou.

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COMUNISTAR

Comunistar
Comunistar
Comunistar

Está na hora
De conquistar
O que temos em comum
Está na hora
De igualar
Os nossos bens comuns
Está na hora de homogeneizar
A nossa velha sociedade
Está na hora
De viver
Mais em comunismo

www.marcelotorca.com 207
Comunistar
É a conquista do comunismo
Comunistar
É viver sem grandes riquezas
Comunistar
É viver bem para todos

Não é possível mais suportar


O nosso desequilíbrio social
Enquanto uns passam bem
Outros passam fome
Num país tão grande
Somente a má distribuição de rendas
É que explica esse fato

Comunistar
É a conquista do comunismo
Comunistar

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É a conquista da sociedade
Comunistar
É a valorização da vida
Comunistar
É a distribuição de rendas
Comunistar
É onde todos podem ter vida digna
Comunistar!

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LIBERDADE

Liberdade de expressão
Liberdade de idéias
Liberdade de pensamento
Liberdade política

Democracia sem liberdade


É ditadura
Uma democracia
Só se constrói com liberdade

Opinar sem medo


Criticar com responsabilidade
Agir com bom senso
Viver numa ideologia

É a liberdade democrática

www.marcelotorca.com 210
A liberdade responsável
Liberdade

Poder escolher
O caminho a seguir
Poder escolher
Os rumos que iremos seguir

É a liberdade democrática
A liberdade responsável
Liberdade consciente
De quem ouve fala
Dialoga

Toda liberdade tem o seu limite


E o limite é a liberdade do próximo
Se não aprendermos a respeitar
Que liberdade teremos?

www.marcelotorca.com 211
Liberdade democrática
Para vivermos em paz
Liberdade sem opressão
É a ideal
Liberdade!

www.marcelotorca.com 212
RECICLAGEM

O importante é reciclar
Reciclar plástico, papel
O importante é reciclar
Para economizar
Se o papel vem da árvore
Para que derrubar mais uma
O importante é reciclar
Se o plástico vem do petróleo
Para que retirar mais
O importante é reciclar
Se o papel é jogado na rua
Vira poluição
Se o plástico é jogado na rua
Vira poluição
O importante é reciclar
Fazer papel reciclável não é difícil

www.marcelotorca.com 213
Tem que ajuntar
Não jogar papel no chão
É importante
Recolher o papel
É importante
O plástico demora para decompor
Na terra
Por isso é importante reciclar
Mas para reciclar
Tem que ajuntar
Ajuntar para reciclar
O importante é reciclar
Ajuntar para reciclar
O importante é reciclar
Nem tudo é lixo
E se não aprendermos a reciclar
Nós é que seremos o lixo
Por isso

www.marcelotorca.com 214
O importante é reciclar
Mas tem que ajuntar
O importante é reciclar
Nem tudo é lixo
O importante é reciclar
Eu não quero ser lixo
O importante é reciclar
Reciclagem

www.marcelotorca.com 215
QUERO MEU ESPAÇO

Preciso de espaço para viver


Um ser humano tem necessidades
Das quais precisam ser respeitadas
Espaço para morar
Espaço para estudar
Espaço para alimentar
Espaço para pensar
Espaço para divulgar

Mesmo quando todas as forças


Atuam no sentido contrário
Mesmo quando é inevitável a derrota
Quero meu espaço
Espaço para se agrupar
Espaço para discordar
Espaço para apresentar

www.marcelotorca.com 216
Novas formas de se organizar

Espaço físico e mental


Espaço real e virtual
Espaço sem preconceitos
Espaço que não é sideral
Espaço

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TERRA

Terra para plantar


Terra para morar
Terra para pisar
Terra aterrar

Toda terra está em função


De todo ser humano
Onde somente terá função
Se todo ser humano
A utilizar numa plantação

A comida que sai


Tem que ser plantada
A comida que se come
Tem que ser cultivada
A comida que mata

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Tem que ser compartilhada

Só teremos progresso com a divisão


Seja na plantação
Seja na produção
Seja, seja, seja...
Seja como você quiser

Todo ato de querer parte de um ato


Ato de pensar em ato
Acho que todo ato
acho
Que se pensar em partilha
Teremos o ato do ato de progredir

Terra de inocentes
Terra de condenados

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Terra de plantar
Terra de apanhar
Terra de progredir
Sem egoísmos
Dividimos
Produzimos
Na terra

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O VELHO REINADO

Olha aí gente!
O velho reinado quer voltar
Não podemos deixar

Chega de corrupção
Pois estamos cansados de apanhar
Está na hora de aplicar corretamente
O nosso dinheiro
E o velho reinado que saiu
Só roubou o que não devia

Chega, chega, chega!


Chega de corrupção
Já apanhamos muito
E está na hora de arrumar
Arruma a casa aí

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E mostre p’ra eles o que é
Governar com responsabilidade
E com bom senso

Sai fora!
O velho reinado
Está na hora de se tocar
A sua má administração
Só nos levou para o buraco
Temos uma dívida tremenda
Mas não temos a possibilidade de pagar
Pois as obras não realizadas só nos sufocaram

www.marcelotorca.com 222
MUDAR

Mudar
Mudar
Mal dá
Será?

Em tudo que fazemos


Temos uma
Mudança
Onde fazemos
E vemos vermes
Teremos uma
Mudança
Mudança pequena ou grande
Mudança grotesca ou singela
Mudança
É

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Mudança
Mudança é necessário
Quando aquilo que devia ir bem vai mal
Quando não temos mais o que fazer
Para melhorar
Temos um estado de
Mudança

Para mudar
O presente
O presente
Mudança
Para termos o futuro
Garantido
Mudança
Mudar é pouco
É necessário algo mais
Algo mais abrangente

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Mudança
Ah! Ah! Ah!

Mudança
Para sempre
Termos opções
Inovações
Declarações
Invenções
Sensações
Novas de um novo
Talvez
Estar social
Ah! Ah! Ah!
Mudança
Ceda
Eiros
Mudem já

www.marcelotorca.com 225
Muda já!

www.marcelotorca.com 226
NO RANCHO

No rancho, no acalanto onde balanço


O descanso almejado e alcançado
Quando cansado de plantar, arar
Cultivar, molhar...
É no aconchego deste rancho
Que pouso este meu corpo
Tombo na rede presa a parede

Ao ver o rio que pariu


Toda vida da Paulista
Está na lista dos grandes feitores
Dos produtores, criadores e incentivadores
Daqueles que pescaram em suas águas
Para ver e viver a vida vivida
Presenciada pela vista daquele rancho
Que um dia alguém viu

www.marcelotorca.com 227
Estando no rancho
Canso de ver a vida passando
E criando, recriando
Ando pelas margens
Caçou-o da coragem de quem tem
Sem me preocupar
Procuro cantar
No anoitecer que precede o raiar
De um outro dia no rancho

www.marcelotorca.com 228
ORGANIZANDO

Reunir e manifestar
Todo o sentimento interno
É chegada a hora
De lutar, embora
Sem termos a orientação
De que e do que

Sociedade, comunidade
É com a idade
Que aprendemos a organizar
Propostas e debates
É na cidade
Que iremos aproveitar
As pessoas cidadãs
Que tenham visão coletiva
E pensem num bem estar

www.marcelotorca.com 229
Aos cidadãos e com
Cidadãos irá se organizar
O que chamamos de comunidade

www.marcelotorca.com 230
ANALFABETO

O analfabeto passou por aqui


Sabe ler e escrever
Mas não entende o que lê
Qual é a utilização da leitura?
Num mundo de tecnologias
Não é bastante saber manusear
Uma caneta
Se não sabe teclar

Convivo com analfabetos


Mas não julgam-se como tal
Se o poder de conceituar
Pertence aos alfabetizados
Então, quem são?

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SONHO

Numa dessas noites sonhei


Haviam dizeres
Na lápide que avistei
“Aqui jaz o Poderoso Rio Paraná”
Tamanho susto levei
Não poderei mais nadar
Nas praias doces
Nem poderia avistar
As aves pescando os peixes

Rio Paraná
De águas rebeldes
De praias serenas
Num pôr de Sol se desfez

Haveria explicação

www.marcelotorca.com 232
Para tamanha façanha
Só a poluição
Teria a condição
De impedir o fluxo das águas

www.marcelotorca.com 233
EM CASA

Em minha casa
Onde moro
Em minha terra
Onde trabalho
Já produziu todo o sustento
De várias gerações atrás
Mas hoje
Perdeu seu potencial
Eu gostaria
De vender meus frangos caipiras
Na Inglaterra e França
Os meus tomates
Na Espanha
E minhas abóboras na Argentina
De minha casa
Poderia fazer tudo isso

www.marcelotorca.com 234
De minha terra
Poderia produzir tudo isso
Mas como ultrapassar
As barriras comerciais?
Como vou poder
Ignorar os acordos internacionais?
Eu não sei
Mas sei que preciso comer
Mas sei que preciso trabalhar
Mas sei também
A capacidade de nossa sociedade
O fator negociação
Assim quem sabe
Aqueles que sempre ganharam
Vão perder um pouco
Para quem sempre perdeu
Ganhar um pouco
E assim

www.marcelotorca.com 235
Vou produzir em minha terra
Onde eu moro
Em minha casa
Na terra que há em casa

www.marcelotorca.com 236
GERAÇÃO PERDIDA

Perdeu!
Perdida
Na batida
Geração perdida

Talvez uma década ou mais


Quem é que sabe?
Foi comprometida uma geração
Por interesses econômicos
Por interesses mercadológicos
Por desinteresse de formar e informar
Falharam!
E não tiveram remorso algum
E a geração perdida
Ficou marcada para toda a vida

www.marcelotorca.com 237
Por falta de formação adequada
Por acreditar num passado
Sem se comprometer com o futuro
Pela falta de visão
Profissionais da formação e informação
Fizeram perder!
Perdida, toda vida
Na batida
Na torcida
Geração Perdida

Os discursos demagógicos
A política coronelista
A mídia fraudadora
O jogo de interesses objetivando lucros
Fizeram comprometer
Toda uma geração
Geração Perdida

www.marcelotorca.com 238
Por toda vida
Geração Perdida

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EM ALGUM LUGAR

Em algum lugar
Há uma nova esperança
Para podermos ter
Novas perspectivas
Desse futuro
No hoje
No agora
Nesse momento

A alegria de se divertir
De dançar e namorar
É a mesma que alimenta
O futuro
No hoje
Pois o passado
Ficou para trás

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E não podemos voltar

É preciso
Viver nesse momento
A nova esperança
É fazer das perspectivas
A nova realidade
Nesse algum lugar
Que é
O nosso

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NO RIO

Foi no rio
Onde aprendi a pescar
Também aprendi a amar
Toda essa natureza
Ao redor do meu ser
Foi no rio
No decorrer de sua margem
Eu vi
Vi nascer a nova consciência
Para conservar
Toda a exuberância
Desta natureza

Ter respeito pelo rio


Aquele que abastece
As casas com sua água

www.marcelotorca.com 242
Fornece também um grande alimento
Seus peixes

Mas no rio
Também vi
A irresponsabilidade
De jovens e adultos
Abusando da boa sorte
Na aventura de maioridade
Acabam no fim
Onde deveria ser o começo
O rio não deveria ser o vilão
E sim o grande herói
Por isso é preciso
Compreender o gigante
Para trabalharmos juntos
Compartilhar e superar
As dificuldades

www.marcelotorca.com 243
Para podermos sobreviver

www.marcelotorca.com 244
RECUSAR

É preciso recusar
Toda forma de opressão
Toda oligarquia
Seja partidária
Financeira
Comunitária
Sem eira nem beira
Não há espaço para a opressão

Recusar ao altar
Recusar e acusar
Quem não é digno
E na sua ignorância
Padece de infância

Não ser submisso

www.marcelotorca.com 245
E sim independente
Pensar por si só
Como o nó
Que amarra, aperta

Faz o que tem de fazer


Consciente
Ciente
De uma ação individual
Dentro de uma coletividade

Recusar ao altar
Recusar a individualidade
Recusar a indignidade
Para trabalhar com a coletividade
Sem ignorar
As falhas cometidas

www.marcelotorca.com 246
Recusar, recusar

www.marcelotorca.com 247
RESIDENCIAL RIO PARANÁ

Eu quero ter uma casa


É no residencial
Rio Paraná
Ficar bem perto do rio
Da natureza
Que beleza
E descansar
Lá é o lugar
Onde eu posso ter
Paz e pescaria
Todo dia
Que eu quiser

Somente no residencial
Rio Paraná
Encontrarei o conforto

www.marcelotorca.com 248
Para todo o meu prazer

Rio Paraná

www.marcelotorca.com 249
JOGA

Joga a bola
Bola no lixo
Lixo, lixão, latão
Cata, catalão, latão

No lixo
A comida do sustento
Sustento da vida
Vida não é uma bola
Bola, que bola é essa?

Tudo que não é bom


Vai para o lixo
Do lixo a reciclagem
Sustento a vida do homem
Da mulher, da criança e do neném

www.marcelotorca.com 250
Quem vai ser a bola?
Quem é que vai para o lixo?
Joga!

www.marcelotorca.com 251
ESCRAVO

Quando te conheci
Você era apenas, servente de pedreiro
Mas depois com seu esforço
Fez-se progredir
Agora é o pedreiro

Trabalha embaixo de sol


Embaixo de chuva também
Não se preocupa com o câncer de pele
Nem com outros males
Só interessa trabalhar para garantir
O sustento de sua família

Mas quando os anos passam


Parece não ter evoluído socialmente
Continua morando naquela

www.marcelotorca.com 252
Velha casa de sempre
Até parece não ter havido progresso

Ele não sabe


Mas é um escravo
Ele achou saber
Mas é um escravo
Todo escravo
Tem comida, água, roupa e moradia
Porém não tem
A liberdade

A liberdade de poder escolher


Reivindicar, discutir, dialogar
De ter os direitos respeitados
Cumprindo os deveres
São qualidades de um cidadão
Mas não de um escravo

www.marcelotorca.com 253
Ser cidadão
Não é ser escravo
Ser cidadão
Não é ser escravo

www.marcelotorca.com 254
O CORONEL

O coronel mandou
Mas eu não obedeci
Ninguém manda em mim
A não ser eu mesmo

Ficou bravo
E me ameaçou
Se eu não obedecer
Serei retaliado

Mas sou independente


Não preciso seguir ordens
Ainda mais de um
Coronel ultrapassado

Está ultrapassado

www.marcelotorca.com 255
A forma de se organizar
De maneira tal
Que uma pessoa
Possa mandar e interferir
Na vida de muitas outras

Seja na política
Na igreja
Seja no partido
Ou no clero
Não é mais tolerável
Esse tal coronel

Só os medíocres aceitam
Ser comandados por ele
Pois se negam a pensar
Negam-se o direito
De poder vivenciar

www.marcelotorca.com 256
Uma vida comunitária
Uma vida democrática

Chega de coronéis
Chega de ditadores
Chega de corruptores
Chega!
Chega!

www.marcelotorca.com 257
A LUZ

Quando a luz
Iluminou a noite
Viu-se florescer
A mudança

No comportamento
Individual
Coletivo
A luz influenciou

Mas, só ilumina
As pessoas que querem
Ser menos medíocres
E mais sensíveis

Essa luz nunca se apaga

www.marcelotorca.com 258
Para aqueles que a mantém
Para os outros resta apenas
O escuro

Luz
Ao amanhecer no campo
Ao amanhecer na roça
Ao amanhecer da consciência
É o clarão
Que ilumina os nossos
Caminhos

www.marcelotorca.com 259
LÁ E CÁ

Deste lado de cá
Cá eu venho de lá
Mas não estou do lado de lá
Pois de lá já é cá

Será que algum dia


Alguém irá resolver esse paradigma?
Como cá pode ser lá
E lá pode ser cá?

De lá do interior
Alguém veio cá falar
Falou tanto de lá
Que cá não mais está

É melhor parar por aí

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E juntar esses dois
Pois só assim será possível
Acabar com esse paradigma
Então junta aí
Cala
Eu não quero calar
Cala
Estou aqui mesmo
Cala
“Ah! Já sei, é para fechar a boca”
Cá...
Lá...

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QUANDO TE VI ...

Quando te vi
Bem ali
Sentada em frente a sua casa
Na calçada do lado de fora
Quase não acreditei
E sentei junto a ti
Vimos um avião reluzindo em sua asa
Estava alto demais
E o que pensamos não era demais
Mas sim
Algo real e compreensivo
Será, será
Que quando te vi, te vi
Será, será
Que quando te toquei, toquei!

www.marcelotorca.com 262
AS ROSAS

As rosas que florescem em meu quintal


São vermelhas, rosa e quase brancas
Tenho uma variedade de plantas
Mas a rosa é que espeta com tanta facilidade
É como na vida
Existem momentos belos
Mas existem momentos dolorosos
Aqueles que doem
Mais na alma do que na carne
Penso
Tenho de pensar e tentar
Para fazer e refazer
O meu destino
Pois o controlo
Depende mais de mim
Do que alguma coisa imaginária

www.marcelotorca.com 263
As rosas são frágeis
Mas suportam o calor brusco
E as chuvas tempestuosas
Pois aparentam ser frágeis
E nem sempre a aparência
É que faz a realidade
O que temos por dentro
Vale mais do que é mostrado
Sim, temos de pensar
Penso, pensar, pensamento
Entendo, lamento, crescendo
Está a rosa, roseira
E também temos de
Crescer em nossas almas
Como as rosas

www.marcelotorca.com 264
A ORIGEM

A violência está cada vez maior


Quem a produz nem sempre
É aquele que pensamos ser
Tudo começa no interior do ser humano
A falta da eliminação adequada
Da agressividade faz gerar
Tensões sociais insuportáveis
A falta de emprego
Gera falta de perspectiva de futuro
Que só agrava a eliminação da agressividade
Sem emprego ninguém vive
Mas vive sem excesso de agressividade
A concentração de rendas é um mal
Ela cria desequilíbrios sociais
Cria também os miseráveis e escravos
Só a distribuição de rendas

www.marcelotorca.com 265
Vai dar condição de gerar empregos
E dar dignidade as pessoas
A violência parte das pessoas
Mas pode ser controlada
No momento em que ser humano
Não vale mais nada
Temos a explosão de violência generalizada
É dever de cada cidadão
Se manifestar perante essa situação
Só a organização social vai permitir
A distribuição de rendas
A geração de empregos
O controle da agressividade
A atuação eficaz tem de ser realizada
Na origem dos problemas

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MANGA

O meu pé de manga
No meu quintal
Produz frutas e no final
Do mês de outubro
Mas em março
Já está florando
E no mês de agosto
O vento escolhe a gosto
Aquelas que devem ficar
Aquelas que devem cair
É o arrebatamento
Se todas as frutas vingassem
Certamente o pé quebraria
E como só algumas vão pra frente
Essas sim é que são gostosas
A árvore aprendeu

www.marcelotorca.com 267
A produzir bons frutos
Pois assim consegue
Ter descendentes mais vigorosos
É como na nossa vida
Se aprendermos a trabalhar
Direito
Teremos bons frutos
E com esses bons frutos
Iremos conseguir sobreviver

www.marcelotorca.com 268
EU SEI

Eu sei
Você é quer não quer
Saber
Eu sei que sei

Não vou deixar


Abalar a minha
Auto-confiança
Porque eu sei
Que sei

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ALGUMA VEZ

Alguma vez
Será que você
Já se deu conta
Que está na hora

Alguma vez
Algum dia
Do ano que se finda
Será que você...

Ainda é aquele
Babaca

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AS CRIANÇAS

As crianças estão
Na escola, estão
Estudando, estão
Se preparando

Para um futuro
Que virá
Sema ao menos
Dizer

Por mais que se


Prepare, as crianças
Estão...

Despreparadas!

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PASSAGEM

Estou de passagem
Estou de viagem
Caminhando
Pelas estradas
Por um caminho

Eu voltarei algum
Dia estarei de
Volta para aquele
Lugar...

Onde passei de
Passagem!

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PALAVRAS

As palavras são
Apenas uma forma
De comunicação
Podem ser manipuladas
Podem defender alguém
Podem também
Deixar as pessoas amaldiçoadas

Palavras são só palavras


O que valem são os atos
Concretos e objetivos

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INIMIGO DO ESTADO

O inimigo do estado
É aquele que não tem
Prestado
Pelo menos
Uma parte de sua vida
A se dedicar
Aos benefícios coletivos

O inimigo do estado
É aquele que se faz
De coitado
Para receber
As benesses sem para isso
Ter que suar a camisa

São tantos os inimigos

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Alguns se vestem de ternos
Outros pregam a palavra
Do senhor
Tem aqueles
Chamados consumidores
Os assinantes
De pacotes para a violência
Pois assistem tudo de casa
E só sabem aumentar
O muro de suas casas

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CARA DE PAU

Não tenho medo


De procurar emprego
Não tenho medo
De trabalhar
Enfrento qualquer
Parada
Pois eu tenho
Cara de pau

Só não vou
Sujeitar-me
A ter que trabalhar
Naquilo
Onde não há
Dignidade

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Eu tenho
Cara de pau
Para enfrentar
As dificuldades
Dos sujeitos sem
Escrúpulos

Eu tenho cara de pau


Pois sou
Digno daquilo
Que eu faço

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CORAGEM

A coragem está aí
Ela aparece
Quando menos
Espera
Para enfrentar
O mal estar
Causado por aqueles
Que não querem
Trabalhar
Mas fofocar
Da vida alheia

Coragem
Está na hora
De expulsar
Os fofoqueiros

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SEM JEITO

Você, deixa-me
Sem jeito
Quando te vejo
Daquele jeito
Querendo-me

Quando abre as pernas


E arrebita o peito pra frente
Deixa-me quente

Você, deixa-me
Sem jeito

Sem jeito
De começar

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JET ESQUI

Eu tenho um
Jet esqui
Para brincar
E divertir
Nas águas
Do Rio Paraná

Já dei fininhas
Em banhistas
Mas quando fiz
Isso perto da ponte
Vi estrelinhas
E nunca mais vi
Meu jet esqui

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Jet esqui
Para correr
Em liberdade
Nas águas do Rio Paraná

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NATAL

Natal
É uma nova esperança
É o tempo de refletir
É o momento de fazer de novo
De recomeçar

Quando Cristo nasceu


Trouxe uma nova
Forma de agir
Baseada no amor e no perdão

Todos os anos somos


Convidados a refletir
A amar o próximo
A deixar de lado os preconceitos
E ser um ser humano melhor

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Natal
Amor e perdão
Perdão amor natal

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CARNAVAL

É no carnaval
Carnaval de Paulicéia
Onde a festa acontece
Acontece o mês inteiro

A animação é total
Ao som do trio elétrico
Debaixo da lua
Ao lado das águas
A noite virá
O dia virá
E ainda tem gente
Querendo virar

No remelexo
No sacolejo

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Eu danço no carnaval
Melo, saco, não aleijo
Porque eu danço no carnaval

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ONDA

Vem lá de lá
A onda que vai
De onde para onde
Vai eu não sei

Tem dias dela subir


Tem dias dela descer
Vai depender do vento
Aquele que sopra

Sopra o sopro
Sopro de onda
Onde movimenta
A menta da onda

Para cima

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Para baixo
No movimento de onda

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DIGA

Diga a verdade
Meu pirata
Quem é que te furou o olho?
Quem é que te cortou a perna?
Quem é que te discriminou?

Se sobra só uma alternativa


A de viver nas margens
Ser rotulado e desprezado
É essa então
A alternativa seguida

Para dizer a verdade


É melhor mentir

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SER FELIZ

Quero dançar
A noite toda
Até o dia amanhecer
Neste carnaval

Espantar os males
Ficar feliz
Dançando e pulando
No carnaval que diz

Feliz, feliz
Seja feliz
Na alegria da música
E na euforia da dança

A madrugada é longa

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E gostosa
Para dançar
E cantar

Feliz, feliz
Seja feliz
Dançando em grupos
Cantando com amigos

Carnaval
Naval
Feliz carnaval
Naval feliz
Carnaval feliz

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BOTA

Bota fora
Toda a raiva
Bota fora
Toda a agressividade
Bota...
Fora

Bota fora
Toda a tristeza
Bota fora
Todo o constrangimento
Bota fora
Toda a imoralidade
Bota fora
Bota...

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Ovo com pão é gostoso
Pode ser cozido
Ou feito em chapa
Mas a bota
Fica bem o pé

Bota fora
Bota, bota, bota...
Fora

Fora toda a incompreensão


Bota
Fora toda a sem-vergonhice
Bota...
Fora
Bota...
Fora
Bota...

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JORGE FOI DANÇAR

Jorge foi dançar


Uma dança agitada
Sacolejava tudo
Com uma pitada sensual
Sinto com o cinto

Na agitação
Tudo sacolejava
Mas a dança com o cinto
Não estava dando certo
E no rala e rola da dança
Sinto o cinto caiu
E mostrou
Mostrou...

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A sacolejo sensual
Balançava sem o cinto
Sinto como balançava
E Jorge dançou

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EM CRISTO

Em Cristo estou
É o caminho da verdade
Ele me conquistou
Pois mostrou ser grande na piedade

Foi ele o enviado


Foi ele o predestinado
Foi ele o indicado

O amor está em Cristo


Assim como a paz
Se os nossos corações
Estiverem elevados a Ele
Encontraremos o caminho

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Na Esperança

Desde criança
Já pensava em ter prosperidade
Mas antes de tudo era necessário
Acreditar na esperança

A esperança é Cristo
Cristo é a esperança
Para quem nele crê
Para quem age como Ele

Amar o próximo
Tarefa difícil
Mas é um grande ensinamento
Para quem Nele crê

João batizou Cristo

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Com a água
Era o início para a jornada
A água purifica
A água lava
E isso era o que ele queria mostrar

Para viver uma vida digna


Sem sofrimentos
Primeiro é preciso crer
Na palavra
Na água
No João
Para poder acreditar
Nele.

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