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UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA

INSTITUTO DE BIOLOGIA
Engenharia Ambiental

Nathalia Carvalho Arantes – 11411EAB018

NOMENCLATURA BOTÂNICA

1) Cayaponia tayuya (Vell.) Cogn. pertenece às Curcubitaceae, mesma familia das abóboras! Mas nem
sempre esta especie recebeu este nome. Veja abaixo:

Cayaponia tayuya (Vell.) Cogn. In DC., Monogr. Phan. 3: 1881


Bryonia tayuya Vell. In Fl. Flum. X. Tab. 89, 1831
Trianosperma tayuya Mart. In Syst. Mat. Med. 80. 1843

Considerando esta espécie e os nomes apresentados:

a) Qual é o basônimo (ou basinônimo)? Bryonia tayuya Vell. In Fl. Flum. X. Tab. 89, 1831

b) Por que o nome válido não é o mais antigo?

Porque o nome válido deve ser sempre o mais atual de acordo com livros e nomenclatura
atualizada.

c) O que significa quando se fala que dois nomes são sinônimos? Qual (is) o(s) sinônimo(s)?

São os outros nomes científicos da espécie que não correspondem ao mais antigo.

d) Qual o significado do nome “Vell”. Entre parênteses no nome válido?

É o nome do autor que designou o epíteto específico.

e) Se você, revisando coleções e literaturas antigas em Paris, encontrasse a descrição de uma


“Bryonia scandens” publicada por Lamarck, em 1803, correspondendo à mesma espécie que
“Cayaponia tayuya”, que modificações deveriam ser realizadas na nomenclatura dessa espécie?

Cayaponia scandens (Lamarck) Arantes, N. 2021.

2) Durante o estudo de revisão do gênero Amaryllis, RAVENA (1890) encontrou os seguintes materiais
nos diversos herbários estudados:
− MG, Serra do Cipó, Km 120, arbusto crescendo entre pedras no campo. Flores brancas.
02/12/1880, J. Semir 921 (UEC, SP, SPF, R, RB).
− MG, Serra do Cipó, Km 120, arbusto crescendo no campo. Flores brancas. 10/11/1979, J.R.
Pirani et al. 423 (SPF, UEC).
− MG, Serra do Cipó, 22/01/1881, M.G.Sajo 225 (SP, SPF).

RAVENA observou que os três materiais acima pertenciam à mesma espécie de Amaryllis,
constituindo uma nova espécie a ser descrita, denominada A. album.
Responda:
a) Quais seriam os procedimentos adequados para estabelecer e validar esta nova espécie?
Holótipo, descrição morfológica, diagnose em latim e depois publicar em revista científica
indexada.

b) RAVENA (1890) designou o material J. Semir 921, depositado no herbário UEC, como
holótipo. A que correspondem o restante das duplicatas e outros materiais citados na descrição
original?
Isótipos.

c) Em relação à espécie, caso ocorram os seguintes eventos, que procedimentos nomenclaturais


devem ser tomados:
- O material J. Semir 921 (UEC) foi perdido.
Lectótipo a partir de um dos isótipos.

- Todas as exsicatas referentes a J. Semir foram perdidas.


Lectótipo a partir de um dos isótipos.

- Todas as exsicatas citadas na descrição original foram perdidas.


Neótipo a partir de um dos isótipos.

- Se RAVENA não designou nenhum dos materiais citados na descrição original como sendo o
tipo (ou holótipo), qual seria o procedimento correto para tipificar a espécie?
Realizar uma publicação atualizada especificando e tipificando a espécie citando o material.

d) Supondo que DUTILH (1990), ao estudar o gênero Amaryllis, considerou que a espécie em
questão pertencia ao gênero Hippeastrum, que procedimentos nomenclaturais deveriam ser
tomados? Caso exista uma espécie denominada Hippeastrum album, anteriormente descrita,
qual o procedimento a ser realizado?

Criar um novo epíteto específico, como por exemplo: Hippeastrum alum DUTILH (1990).