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Departamento de Letras Vernáculas

Disciplina: Semântica
Professora: Verônica Aragão
Período: 5° Turno: Manhã Semestre: 2020∕2
Nome: Francisca das Chagas da Silva

Iniciação a Semântica por Maria Helena Duarte Marques

O segundo capítulo do Livro Iniciação a Semântica de Maria Helena Duarte Marques


(2001 é denominado Tradição e Evolução dos Estudos Semânticos. Com estrutura
formada por parágrafo o texto é dividido em tópicos. A autora apresenta o fato da
semântica ter sido deixada de lado durante muito tempo, e também o fato de não
haver um reconhecimento, dessa área de estudo como ciência, mas que existe uma
série de propostas para consolidar a semântica como ciência, apresenta diversos
conceitos para semântica, o estudo das significações. Expõe a visão estruturalista e
a gerativista sobre a semântica.

Dentro dos parâmetros para classificar uma área de estudo como científica ou não, a
semântica é considerada pré-científica. Existem registros do estudo dos significados,
dentro das pesquisas sobre a linguagem humana há muito tempo, já no século v
a.C. havia estudos em relação a linguagem.

Com objetivo de compreender, questões como: qual a relação entre as palavras e


as coisas que elas nomeiam? Os estudiosos buscavam entender se as palavras
realmente tinham alguma associação natural com as coisas que elas nomeavam ou
as coisas eram nomeadas por convenção social?

Essas questões fizeram com que surgissem muitos debates e em meio a vários
estudos surgiram duas correntes principais, os analogistas, que observam as
regularidades na linguística tanto na fonética quanto na semântica; e os animalistas,
que verificam as diferenças na forma da língua usando modelos que se
estabeleceriam em termos flexionais e referenciais.

Apesar de vários esforços dos estudiosos gregos, dentro da visão tradicional, havia
uma complexidade enorme para realizar o estudo do campo semântico. Dentro das
diretrizes do tratamento da linguagem havia uma dificuldade enorme para definir as
bases para o estudo do significado, já que as palavras muitas vezes possuem
múltiplos sentidos.

Do fim do século XVIII para o início do século XIX descobriram uma antiga língua
sagrada da índia, chamada sânscrito. Essa descoberta mudou a visão global em
relação a questões linguísticas, nesse período passaram a observar as semelhanças
entre línguas. Essa fase ficou conhecida com a filologia comparada e leva em conta
o estudo mais focado em elementos formais da semântica.

Em 1883 Michel bréal usou pela primeira vez o termo “semântica” para designar a
ciência das significações, ainda que a disciplina fosse abordada com um tom mais
historicista e limitada ao lexical. Foi um início para quebrar a forma mecânica como a
língua era apresentada e demonstrar o interesse em compreender as alterações de
sentidos das palavras.

Do fim do século XIX para o XX incorpora-se ao estudo da semântica questões de


estilística, que foi adicional a outros recursos que eram consideradas importantes
para que houvesse a escolha das palavras corretas no auxílio dos efeitos da
expressão. A preocupação com os aspectos estilísticos buscava interpretar dados
sonoros, gramaticais e semânticos além de evolutivos, afetivos e estéticos, para isso
os estudiosos buscaram observar os estilos de vários povos, de diferentes épocas e
grupos socioculturais de alguns períodos do tempo.

Com as ideias de Ferdinand Saussure (1972) e Leonard Blomfield (1967) ocorre um


grande crescimento da linguística. Dentro das diretrizes estruturalistas, esses
estudos começam a ter perspectivas de esclarecer questões da língua ligadas ao
sistema de signos. Foi Saussure que propôs os termos “significado” e “significante”,
onde significante se refere ao conceito que é evocado na mente de uma pessoa
quando se pronuncia uma palavra e significado e o a coisa que é nomeada por essa
palavra

Na visão gerativista a semântica não era considerada tão importante, podendo


assim estudar a língua deixando de lado o estudo do significado. Mas em certo
momento Katz e Feodor tentam integrar a semântica ao gerativismo, eles
acreditavam que para os falantes o domínio semântico seria em relação a função
interpretativa, uma descrição linguística sem a gramática.
Visto que mesmo tendo sido marginalizada durante anos, a semântica, é de grande
importância para o estudo da língua, e existem várias propostas para a criação e o
reconhecimento dos estudos semânticos como ciência. Percebe-se que há bastante
tempo os estudiosos preocupam-se com as questões dos significados das palavras
e buscam compreender como descrever os sentidos das palavras.

Referências:

MARQUES, M.H.D. Tradição e evolução dos estudos da semântica In: MARQUES,


M.H.D. Iniciação à Semântica.5. ed. Rio de Janeiro: Zahar,2001. p.25-57.

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