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NORMA 

REGULAMENTAR DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE VOO LIVRE ­ ABVL / 
CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE VOO LIVRE ­ CBVL 

CAPÍTULO I  
DISPOSIÇÕES INICIAIS 

Artigo  1º ­ A presente norma regulamenta a prática desportiva do voo em Asa Delta e 
Parapente  no  Brasil,  segundo  o  §1º  do  artigo  1º,  combinado  com  o  artigo  16º  da Lei  nº 
9615 de  24  de  Março de 1998, que instituiu as normas gerais sobre o desporto,  sendo as 
demais  normas  aeronáuticas  nacionais  e  internacionais  subsidiárias  a  esta  naquilo  em 
que não a contradiz. 

Artigo   2º  ­  O  cumprimento  desta  Norma  Regulamentar  se  aplica  a  todos  os  alunos, 
praticantes, instrutores, escolas, sítios de voo,  clubes, federações, ligas de competidores, 
associações,  empresas  promotoras  de  eventos   ou  qualquer  pessoa  física   ou  jurídica 
direta  ou  indiretamente  envolvida  com  a  prática   do  Parapente  e  Asa  Delta  em  âmbito 
Nacional. 
 
Artigo  3º  ­  O  cumprimento  desta  Norma  Regulamentar  é  pautado  no  CÓDIGO  DE 
CONDUTA E ÉTICA da ABVL / CBVL que passa a integrar esta norma.

 
CAPÍTULO II 
DOS REQUISITOS PARA A PRÁTICA DESPORTIVA 

Artigo   4º  ­  A  idade  mínima  para  a   prática  de  Voo  Livre  é  de  18  anos,  sendo  que,  os 
menores  entre  16   e  18  anos  poderão  praticar  o  esporte  mediante  autorização expressa 
dos pais ou responsáveis legais. 

Artigo   5º  ­  O  Aluno  ou  Praticante,  quando  da  matricula  em  um   curso  básico  ou  das 
solicitações de  mudança  de  nível,  deverá  apresentar atestado  médico de aptidão  física e 
mental  que comprove  sua capacidade para a prática da  atividade esportiva, sendo aceito 
o exame para Carteira Nacional de Habilitação – CNH válida. 

Artigo  6º ­ Os Praticantes deverão portar obrigatoriamente os seguintes documentos: 

I  ­  Habilitação  Desportiva  válida,  com  Nível  adequado  ao  equipamento  que o  praticante 
deseja utilizar conforme as normas EN 962 e/ou LTF; 
II ­  Comprovação de estar  em  dia com as obrigações perante seus  Clubes / Associações 
Locais, Federações Estaduais e ABVL. 
 
§1º: As habilitações da ABVL têm a validade de 01 (um) ano, iniciando­se no dia 01 de 
Janeiro e terminando no dia 31 de Dezembro, independente da data da emissão.  
 
§2º: A inadimplência com a anuidade associativa da ABVL acarreta na suspensão da 
homologação e no impedimento de decolar nas rampas administradas pelos Clubes e/ou 
Associações filadas à mesma. Seu restabelecimento estará sujeito ao cumprimento 
integral das exigências desta Norma Regulamentar e ao pagamento integral das 
anuidades em débito. 

Artigo  7º ­ Os equipamentos mínimos obrigatórios para prática desportiva são: 

I ­ Asa ou parapente em perfeito estado de conservação, adequado ao Nível do piloto; 
II ­ Paraquedas de emergência; 
III ­ Capacete; 
IV ­ Rádio Comunicador; 

§1º ­ É dever e responsabilidade do piloto voar com equipamento em adequado estado de 
conservação  e  compatível  com  seu  nível técnico  conforme  as  normas  EN 962  e/ou  LTF. 
Os  clubes,  associações  e  Federações  tem  o  poder  de  proibir  o  uso  de  equipamentos 
inadequados  ao  nível  do  piloto  ou  que  visualmente  apresentem  mau  estado  de 
conservação, exigindo do praticante o laudo de manutenção. 
 
§2º ­ Os fabricantes de equipamentos e seus representantes são responsáveis por prestar 
assessoria  técnica  e  fornecer  manutenção  nos  termos  do  Código  de  Defesa   do 
Consumidor. 
 
§3º  ­  É  recomendado  que  todo  piloto ao  iniciar  no  voo possua  também  um  equipamento 
de GPS para auxiliá­lo na segurança, navegação e registro de seus voos. 
 
 
CAPÍTULO III 
DO ORDENAMENTO 

SEÇÃO I 
Das Entidades  Estaduais 

Artigo   8º  ­  Cabe  às  Entidades  Estaduais,  Federações  e  ou  Associações  Estaduais, 
reconhecidas pela ABVL / CBVL, entre outras atividades: 
I ­ Congregar Clubes e Associações do seu Estado; 
II ­ Fomentar a prática do Parapente e Asa Delta; 
III  ­  Fiscalizar  clubes,  escolas,  sítios  de  vôo,  empresas  promotoras  de  eventos  ou 
qualquer  pessoa  direta  ou  indiretamente  envolvida  com  a  prática  do  Parapente  e  Asa 
Delta em seu Estado, nos termos da presente Norma Regulamentar; 
IV ­ Promover eventos; 
V ­ Promover seminários, cursos e treinamentos; 
VI ­ Manutenção das normas de segurança e administrativas; 
VII ­ Aplicar e fiscalizar o cumprimento das penas impostas aos praticantes infratores; 
VIII ­ Promover campeonatos estaduais; 
IX ­ Homologar rankings estaduais; 
X ­ Homologar recordes estaduais. 
XI ­ Fiscalizar as operações realizadas na sua área de atuação e o fiel cumprimento das 
determinações contidas nesta Norma Regulamentar; 
XII ­  Comunicar à ABVL / CBVL  qualquer  infração  cometida  contra  as  determinações  
contidas  nesta Norma Regulamentar  

SEÇÃO II 
Dos Clubes e Associações 

Artigo 9º  ­  O  Clube/Associação  local  tem  o  objetivo específico  para  promover  o 
Parapente e Asa Delta em um ou mais sítios de voo, cabendo a eles: 

I ­ Zelar pelo registro e conservação do sítio de voo, área de decolagem, pouso e espaço 
aéreo,  junto às autoridades civis e aeronáuticas; 
II ­ Orientar os praticantes a respeito das suas prerrogativas e obrigações; 
III ­ Realizar eventos que sigam as disposições contidas nesta Norma Regulamentar; 
IV ­ Impedir a decolagem de praticantes que não satisfaçam às determinações contidas 
nesta Norma Regulamentar; 
V ­ Acatar as decisões da ABVL / CBVL e fazer cumprir fielmente suas decisões 
proferidas; 
VI ­ Fiscalizar as operações realizadas em seu sítio de voo e o fiel cumprimento das 
determinações contidas nesta Norma Regulamentar; 
VII ­   Comunicar à ABVL  /  CBVL qualquer   infração  cometida  contra  as  determinações  
contidas  nesta Norma Regulamentar. 

SEÇÃO III  
Das Escolas 

Artigo   10º ­  A  Escola  é  uma  entidade de caráter empresarial com a finalidade específica 


de  introduzir  e   formar  alunos  para  voos de  Parapente  e/ou  Asa  Delta, através  de  um  ou 
mais instrutores Avançados ou Masters homologados pela ABVL / CBVL. 

SEÇÃO IV 
Das Ligas de Competição 

Artigo  11º ­ As Ligas de Competidores reconhecidas pela ABVL / CBVL, com organização 
e funcionamento autônomo  na forma que  trata  os  artigos  16º  e 20º da  Lei 9615 de 24 de 
março de 1998, tem as seguintes atribuições CONSULTIVAS: 

I­ Regulamento competitivo dos Campeonatos Brasileiros de Asa Delta e Parapente; 
II­ Calendário do Campeonato Brasileiro de Asa Delta e Parapente; 
III­ Edital das etapas do Campeonato Brasileiro de Asa Delta e Parapente; 
IV­ Formação da Equipe Brasileira; 
V­ Segurança nas etapas dos Campeonatos Brasileiros de Asa Delta e Parapente." 
CAPÍTULO IV 
DA PRÁTICA DO VOO LIVRE NAS MODALIDADES ASA DELTA E PARAPENTE 
 
SEÇÃO I 
Dos Delegados ABVL/CBVL, suas funções, requisitos e prerrogativas. 

Artigo   12º ­  O Delegado  ABVL/CBVL tem  o  compromisso  de  zelar  pela  manutenção  das 
políticas de segurança e de Gestão da ABVL / CBVL, garantindo  a aplicação desta Norma 
Regulamentar  e  do  código  de  conduta  e  ética junto  às  Federações e Clubes aos  quais é  
afiliado,  atuando  como  representante  da  ABVL  /  CBVL  na  região  administrada  pela 
federação ao qual é associado. 
 
I ­ DOS REQUISITOS 
 
a) Ser habilitado como piloto Nível 3 ou acima; 
b) Ter participado de um ENPI; 
c) Não ter sido penalizado pelo Conselho Técnico por infração grave nos últimos 2 anos; 
d) Ser aprovado por unanimidade pelo Conselho Técnico da ABVL / CBVL; 
e) Ser aprovado por unanimidade pela Diretoria Técnica da ABVL / CBVL; 
 
II ­ DAS PRERROGATIVAS: 
 
a)  Realizar  funções  determinadas  pela  ABVL  /   CBVL  referentes  a  homologações, 
punições  e  cumprimento  desta Norma Regulamentar  bem  como  do  Código de Conduta e 
Ética da ABVL / CBVL; 
 
Parágrafo  único:  A ABVL /  CBVL pode  a  qualquer momento  e  independente  da situação, 
através  da  decisão  de  sua  diretoria  juntamente  com  seu  conselho  técnico,  revogar  a 
homologação de Delegado ABVL / CBVL. 
 
 
CAPÍTULO V 
DA PRÁTICA DO VOO LIVRE NA MODALIDADE PARAPENTE 
 
SEÇÃO I 
Dos Níveis de Habilitação, Requisitos e Prerrogativas 

Artigo  13º ­ O sistema de nivelamento de pilotos para a prática do PARAPENTE em todo 
Brasil, seus requisitos e prerrogativas estão assim ordenados: 

Artigo  14º ­ Aluno em instrução:  
 
I ­ DOS REQUISITOS: 
 
a)  Matricular­se  em  curso  de  instrução  ministrado  exclusivamente  por  instrutores 
avançados ou Masters homologados pela ABVL /  CBVL; 
b)  Ao  se  matricular  no  curso  básico  de  instrução  de  Parapente,  realizar  registro  no  
sistema da ABVL / CBVL como “Aluno em Instrução”; 

c)  Após  o  registro,  ler  e  aceitar  digitalmente  o  TERMO  DE  RESPONSABILIDADE  e  o 


PROGRAMA  DE CURSO  BÁSICO,  sendo estes, pré­requisitos para posterior emissão da 
Habilitação PILOTO NÍVEL 1.  
O  aceite  do  aluno  e  do  instrutor  se  dará   eletronicamente  mediante  login  e  senha  no 
sistema ABVL / CBVL. 

II ­ DAS PRERROGATIVAS: 

a)  Executar  treinamentos  e  voos  exclusivamente  sob  orientação  de  seu  Instrutor 
avançado  ABVL  /  CBVL  e  monitor  homologado  (quando  houver),  em   local  e  horário 
condizentes, utilizando somente equipamentos homologados para este nível. 

§1º  ­  Entende­se  por  equipamento  para  iniciante  (velame  e  selete),  aqueles  indicados 
pelo  fabricante  expressamente no manual  do  equipamento  como adequados para uso de 
escolas/alunos  e/ou  pilotos  recém­formados  e  certificado conforme  Norma  EN  962  e/  ou 
Norma LTF. 

§2º  ­  O  monitor  homologado  pelo  instrutor  ABVL  /  CBVL  responsável  pelo  curso  só 
poderá realizar operações de decolagem e pouso desde que o Instrutor esteja presente. 

III ­ DO PREENCHIMENTO DA HABILITAÇÃO: ALUNO EM INSTRUÇÃO – Voo sob 
Supervisão. 

Artigo 15º ­ PILOTO NÍVEL 1:  
 
I ­ DOS REQUISITOS: 
 
a)  Estar em dia  com  a  taxa  associativa da  ABVL/CBVL,  mediante o pagamento de boleto 
gerado pelo sistema ABVL /  CBVL para esse fim;  
b) Ser cadastrado no sistema como Aluno em Instrução há pelo menos 3 meses; 
c)  Receber  e  aceitar,  via  on­line  mediante  login  e  senha,  A  DECLARAÇÃO  DE 
CONCLUSÃO  DO  CURSO  BÁSICO  fornecida  por  instrutor  avançado  homologado  pela 
ABVL /  CBVL, declarando que realizou  o treinamento previsto nesta Norma Regulamentar 
e que esta apto à pratica esportiva. 
d)  Ratificar  o  TERMO  DE  RESPONSABILIDADE  e  o  PROGRAMA  DE  CURSO 
CONCLUÍDO  devidamente  assinados  pelo  Aluno  e Instrutor  Avançado homologado pela 
ABVL / CBVL, com aceite eletrônico do Instrutor e aluno mediante login e senha. 
e)  Ser  aprovado  em  Prova Teórica  Nível 1 da  ABVL  obtendo  80%  (oitenta  por cento)  de 
aproveitamento; 
f) Ter realizado 20  voos assistidos pelo Instrutor. É sugerido que a comprovação dos voos 
se dê via GPS, baixados no site oficial da ABVL / CBVL, conforme Programa Básico desta 
Norma,  visando principalmente o acúmulo  de horas de voo  do  piloto bem como a criação 
de seu histórico esportivo no sistema;  
g) Ser aprovado em Exame Prático Nível 1 estabelecido por esta norma; 

§1º  ­  A aprovação  prática  e  teórica  será  supervisionada  pelos  homologadores da  ABVL  / 


CBVL e/ou pelas Federações Estaduais. 

§2º ­ É recomendado que o piloto faça o SIV específico para o seu nível com o objetivo de 
complementar sua formação básica. 

II ­ DAS PRERROGATIVAS: 

a)  Executar voos solo  atendendo às restrições gerais e limitações impostas ao piloto Nível 


1  previstas  nesta  Norma  Regulamentar,  utilizando  somente  equipamentos  homologados 
para iniciantes; 
b) Voar rebocado desde que sob a devida orientação de um instrutor homologado pela 
ABVL / CBVL para tal. 

Parágrafo  único   ­  Entende­se  por  equipamento  para  iniciante,  aqueles  indicados 


expressamente pelo fabricante no manual do equipamento como para uso de alunos e/ ou 
pilotos recém­formados e certificado na norma EN 962 ou norma LTF. 

III ­ DO PREENCHIMENTO DA HABILITAÇÃO: Piloto Nível 1 – Não Habilitado Voo Duplo 
 
 
Artigo  16º ­ PILOTO NÍVEL 2 
 
I ­ DOS REQUISITOS: 
 
a) Pagar a taxa de solicitação de mudança de nível mediante o pagamento de boleto 
gerado pelo sistema ABVL /  CBVL para esse fim; 
b)  Ser  habilitado piloto nível 1 há  mais  de  1 ano,  com  no mínimo 50 (cinquenta) horas de 
voo  comprovadas  no  site  da  ABVL  /  CBVL  (COM  GPS)  e  ter  voado  no  mínimo  em  5 
(cinco) diferentes sítios de voo. 
 
§1º ­  Todos  os  tracklogs  serão submetidos à análise técnica, inclusive para verificação da 
questão  de invasão de espaço aéreo. Os voos irregulares não serão considerados válidos 
para efeito de cumprimento das exigências desta Norma. 
 
§2º  ­  A  comprovação  de  que  o  piloto  realizou  voos  em  diferentes sítios  de voo,  se  dará 
automaticamente  através  do  tracklog  do  seu  GPS,  assim  como  o  número  de  horas 
voadas. 
 
c)  Ser  liberado  para  a  mudança  de  nível,  por  um  instrutor  avançado  credenciado  pela 
ABVL / CBVL, via On Line com aceite eletrônico do Instrutor,  mediante log in e senha. 
d)  Não  ter  sido  condenado  pelo  Conselho  Superior  por  infração  grave  no  período  de  1 
(um) ano.  

Parágrafo  único  ­ É  recomendado  que  o piloto faça o SIV específico para o seu nível com 


o objetivo de complementar sua formação básica. 

II ­ DAS PRERROGATIVAS: 

a)  Executar  voos  solo   atendendo  as  restrições  gerais  e  limitações  impostas  ao  Nível  2 
previstas  nesta  Norma  Regulamentar e com equipamentos  homologados  para  iniciante  e 
intermediário; 
b) Voar rebocado; 
c) Participar de competições dentro da sua categoria. 

Parágrafo  único   ­  É   vedada  a  utilização  de  equipamentos  de  alta   performance  e 


competição EN 962 (classe D), norma LTF (classe 2­3 e 3, protótipos ou de competição) 

III ­DO PREENCHIMENTO DA HABILITAÇÃO: Piloto Nível 2 – Não Habilitado Voo Duplo 
 
 
 
Artigo  17º ­ PILOTO NÍVEL 3 
 
I ­ DOS REQUISITOS: 
 
a) Pagar a taxa de solicitação de mudança de nível mediante o pagamento de boleto 
gerado pelo sistema ABVL / CBVL para esse fim; 
b) Ser habilitado como Piloto Nível 2 há mais de 2 (dois) anos; 
c) Ter realizado no mínimo 100(cem) horas de voo comprovadas no site da ABVL/CBVL;  
d)  Ter  voado  em  no  mínimo  10  (dez)  diferentes  sítios  de  voo  reconhecidos  pela 
ABVL/CBVL; 
e)  Ter  realizado  300km  em  voos  acima  de  40  (quarenta)  quilômetros  (distância  OLC)  , 
sendo pelo menos 2 (dois) destes dentro de um evento ou competição oficial homologada 
pela ABVL / CBVL; 
 
§1º ­  Todos  os  tracklogs  serão submetidos à análise técnica, inclusive para verificação da 
questão  de invasão de espaço aéreo. Os voos irregulares não serão considerados válidos 
para efeito de cumprimento das exigências desta Norma. 
 
§2º  ­  São  consideradas  competições  oficiais,  todas  aquelas  que  constarem  como 
HOMOLOGADAS  no  calendário  oficial  de  eventos   da  ABVL  /  CBVL.  Somente  estas 
contarão para o currículo do piloto para homologações e mudanças de nível. 
Todos  as  etapas  do  Campeonato  Brasileiro   e  Estaduais são  competições  homologadas, 
bem como eventos isolados que cumprirem os requisitos e solicitarem esta homologação. 
 
f)  Ser  liberado  para  a  mudança  de  nível,  por   um  instrutor  avançado  credenciado  pela 
ABVL / CBVL, via On Line com aceite eletrônico do Instrutor,  mediante login e senha; 
g)  Concluir  um  ENPI  (Encontro  Nacional  de  Pilotos  e  Instrutores)  da  ABVL  /  CBVL,  no 
Programa  específico  para  a  mudança  de  nível  ou  homologação  que  está  pleiteando, 
dentro de seu prazo de validade; 
h) Não ter sido condenado pelo Conselho Superior por infração grave nos últimos 2 anos. 
 
§1º ­ É recomendado que o piloto faça o SIV específico para o seu nível com o objetivo de 
complementar sua formação básica. 

II ­ DAS PRERROGATIVAS: 

a) Executar  voos  solo  atendendo  às  restrições  gerais  previstas  nesta  Norma 
Regulamentar para este nível; 
b) Voar rebocado; 
c) Participar de competições nacionais e internacionais; 
d) Apto a ser cadastrado como Monitor por um Instrutor Avançado ABVL / CBVL. 

III  ­  DO  PREENCHIMENTO  DA  HABILITAÇÃO:  Nível  3  –  Não  Habilitado  Voo  Duplo  + 
Homologações conquistadas 
 
Artigo 18º ­ PILOTO NÍVEL 4 
 
I ­ DOS REQUISITOS: 
 
a) Pagar a taxa de solicitação de mudança de nível mediante o pagamento de boleto 
gerado pelo sistema ABVL / CBVL para esse fim; 
b) Ser habilitado como Piloto Nivel 3 há mais de 2 (dois) anos; 
c) Ter realizado 300 (trezentas) horas de voo comprovadas no site da ABVL;  
d)  Ter  realizado 1.500Km de Cross Country (distância OLC)  com no mínimo 40 (quarenta) 
quilômetros  por  voo,  sendo  que  pelo menos 3 voos  deverão  ser  acima  de 100km em  10 
(dez) diferentes sítios de voo reconhecidos pela ABVL / CBVL; 
e)  Ter  realizado,  em  competições  oficiais  homologadas  pela  ABVL  /  CBVL,  500 
(quinhentos)  quilômetros de  voo  (distância OLC),  com no  mínimo,  30 (Trinta) quilômetros 
por voo; 
f)  Concluir  um  ENPI  (Encontro  Nacional de  Pilotos  e  Instrutores)  da  ABVL,  no  Programa 
específico  para  a  mudança de nível  ou  homologação  que  está  pleiteando,  dentro de seu 
prazo de validade; 
g) Não ter sido condenado pelo Conselho Superior por infração grave nos últimos 2 anos;  
h)  Ser  aprovado  em  check  prático  realizado  em  curso  SIV  (simulação  de  incidentes  de 
voo)  credenciado  pela  ABVL,  especifico  para  o  seu  nível,  em  um  prazo  máximo  de  180 
dias do pedido de mudança de nível; 
§1º  ­  Os  tracklogs  serão  submetidos  à  análise  técnica,  inclusive  para  verificação  da 
questão  de invasão de espaço aéreo. Os vôos irregulares não serão considerados válidos 
para efeito de cumprimento das exigências desta Norma. 

§2º  ­  A  comprovação  de  que  o  piloto  realizou  voos  em  diferentes sítios  de voo,  se  dará 
automaticamente  através  do  tracklog  do  seu  GPS,  assim  como  o  número  de  horas 
voadas e sua quilometragem. 
 
§3º  ­  São  consideradas  competições  oficiais,  todas  aquelas  que  constarem  como 
HOMOLOGADAS  no  calendário  oficial  de  eventos   da  ABVL  /  CBVL.  Somente  estas 
contarão para o currículo do piloto para homologações e mudanças de nível. 
Todos  as  etapas  do  Campeonato  Brasileiro   e  Estaduais são  competições  homologadas, 
bem como eventos isolados que cumprirem os requisitos e solicitarem esta homologação. 
 
II ­ DAS PRERROGATIVAS: 
a) Executar  voos  solo  atendendo  às  restrições  gerais  previstas  nesta  Norma 
Regulamentar; 
b) Voar Rebocado; 
c) Participar de competições nacionais e internacionais; 
d) Representar oficialmente a Equipe Brasileira em competições Classe 1 da FAI; 
e) Apto a requerer habilitação de Instrutor (observar requisitos); 

III ­ DO PREENCHIMENTO DA HABILITAÇÃO: Nível 4 + Homologações Conquistadas 

 
Artigo  19º ­ PILOTO NÍVEL 5 

I ­ DOS REQUISITOS: 

a) Pagar a taxa de solicitação de mudança de nível mediante o pagamento de boleto 
gerado pelo sistema ABVL / CBVL para esse fim; 
b) Ser piloto Nível 4 há pelo menos 5 anos; 
c) Apresentar  carta  de  indicação  de  pelo  menos  3  pilotos  Nível  5  devidamente 
homologados pela  ABVL / CBVL; 

§1º ­ Para requerer o Nível 5, o piloto deverá cumprir pelo menos 3 dos itens abaixo: 
 
d) Ter pelo menos 3 voos acima de 250 km (OLC) comprovados no site da ABVL/CBVL; 
e) Ter participado de campeonatos FAI classe I, representando a equipe Brasileira; 
f) Ter conquistado individualmente colocação representativa (até 5º posição) em etapa do 
campeonato PWC; 
g) Ter conquistado título Brasileiro, continental ou mundial de voo livre (Open); 
h) Ter conquistado recorde nacional reconhecido pela ABVL/CBVL; 
i) Ter conquistado recorde mundial reconhecido pela FAI; 
j) Ser homologado Instrutor Master da ABVL/CBVL; 
k) Ter administrado como Presidente Federações Estaduais ou a ABVL/CBVL; 
l) Ministrar Oficialmente cursos teóricos nos ENPIs; 
m) Ter participado de mais de 5 etapas do PWC voando pelo Brasil. 

§2º ­ A comprovação de que o piloto realizou a quilometragem necessária se dará 
exclusivamente através do tracklog do seu GPS. 
 
§3º ­ O pedido deverá ser aprovado pelo Conselho da ABVL/CBVL sem restrição. 
 
 
II ­ DAS PRERROGATIVAS: 

a)  Executar  voos  solo  atendendo  as  restrições  gerais  prevista  nesta  Norma 
Regulamentar; 
b) Voar rebocado; 
c) Participar de competições nacionais e internacionais; 
d) Representar oficialmente a Equipe Brasileira em competições Classe 1 da FAI; 
e) Apto a requerer homologação de Instrutor (observar requisitos). 
f) Apto a emitir carta de indicação para solicitação de mudança para Nível 5 

III ­ DO PREENCHIMENTO DA HABILITAÇÃO: Nível 5 + Homologações Conquistadas 

SEÇÃO II 
Das Homologações de Instrutor de Parapente, Seus Requisitos e Prerrogativas 

Artigo 20º ­ Os requisitos e prerrogativas para o sistema de homologações de instrutores 
para o ensino do PARAPENTE em todo Brasil estão assim ordenadas: 
 
Artigo 21º ­ MONITOR 
 
I ­ DOS REQUISITOS:  
 
a)  Pagar a taxa  de homologação  como  Monitor, mediante o pagamento de boleto gerado 
pelo sistema ABVL/CBVL para esse fim; 
b) Ser habilitado como piloto Nível 3; 
C) Não ter sido condenado pelo Conselho Superior por infração grave nos últimos 12  
meses. 
 
 
II ­ DAS PRERROGATIVAS: 
 
a) Ser cadastrado como MONITOR por um INSTRUTOR AVANÇADO homologado pela 
ABVL/CBVL; 
 
§1º – Cada Instrutor Avançado poderá cadastrar até 3 Monitores simultâneos; 
§2º – Cada Monitor poderá ser registrado por apenas 1 (um) Instrutor Avançado; 
§3º – A Monitoria para ser considerada completa, terá um prazo mínimo de 1 ano e o 
acompanhamento na formação completa de no mínimo 3 alunos; 
 
b) É terminantemente PROIBIDO ao MONITOR, dar INSTRUÇÃO sem a presença do 
instrutor, caracterizando FALTA GRAVE passível de punição pelo Conselho; 
c) Monitores QUE JÁ TENHAM CONCLUÍDO O PERÍODO DE MONITORIA DE UM ANO, 
poderão ACOMPANHAR EXERCÍCIOS DE SOLO JÁ ENSINADOS PELO INSTRUTOR 
aos respectivos alunos, sem a presença do Instrutor, desde que autorizado pelo 
mesmo. 
d) Caso haja conivência por parte do Instrutor, caracterizará FALTA GRAVE passível de 
punição pelo Conselho a AMBOS, INSTRUTOR e MONITOR; 
 
Parágrafo  Único  ­  A  ABVL/CBVL  poderá  suspender,  anular ou cassar a homologação de 
MONITOR E  INSTRUTOR caso  o  piloto  venha  a  desobedecer  as normas descritas nesta 
Norma  Regulamentar   ou  caso  seja  condenado  pelo  Conselho  Técnico   da  ABVL  por 
infração grave. 

III ­  DO  PREENCHIMENTO   DA  HABILITAÇÃO:  Nível   3  ­ Monitor  “Nome  do Instrutor” – 


Não homologado voo duplo  
 
 
Artigo 22º ­ INSTRUTOR VOO DUPLO 
 
I ­ DOS REQUISITOS: 
 
a)  Pagar  a  taxa  de  solicitação  de  Homologação  de  Instrutor  Voo  Duplo,  mediante  o 
pagamento de boleto gerado pelo sistema ABVL/CBVL para esse fim; 
b) Ser habilitado como piloto Nível 4; 
c) Ter realizado 500 (quinhentas) horas de voo comprovadas no site da ABVL/CBVL;  
d)  Concluir um  ENPI  (Encontro Nacional  de Pilotos  e Instrutores) da ABVL, no Programa 
específico para a homologação que está pleiteando, dentro de seu prazo de validade; 
e)  Ter  sido aprovado  em um curso de INSTRUTOR VOO DUPLO por um instrutor Master 
homologado pela ABVL/CBVL;  
f) Não ter sido penalizado pelo Conselho Técnico por infração nos últimos 2 anos. 

II ­ DAS PRERROGATIVAS: 

a)  Realizar  Voo  Duplo  Instrucional  em  equipamento  homologado  para  esta  finalidade, 
respeitando  as   regras  básicas  para  a  operação  neste  tipo  de  equipamento,  sendo 
VEDADA a FORMAÇÃO DE ALUNOS OU PILOTO DE QUALQUER NÍVEL. 
 
§1º ­  A ABVL/CBVL poderá suspender, anular  ou cassar a homologação de INSTRUTOR 
VOO  DUPLO  caso  o  piloto  venha  a  desobedecer  as  normas  descritas  nesta  Norma 
Regulamentar ou caso o piloto seja condenado pelo Conselho Técnico por infração grave. 
§2º  ­  Para  manutenção  e  renovação  da  sua  homologação  como  Instrutor  Voo  Duplo,  o 
piloto  deverá  estar  em  dia  com  suas  obrigações  perante  a  ABVL/CBVL  e  entidades 
filiadas  (clubes,  associações  e  federações)  e  obrigatoriamente,  realizar  uma  reciclagem 
num ENPI da ABVL a cada 2 anos, a contar da última edição em que participou. 
 
§3º ­  Os  instrutores  voo duplo  homologados  pela  ABVL/CBVL,  estarão  sujeitos a normas 
técnicas  adicionais,  específicas  de  cada sítio  de  voo (Clubes/Associações  e  ou entidade 
Estadual),  de  acordo  com  as  características  particulares  a  cada  sitio,  sendo  que   estas 
normas  adicionais,  jamais  poderão  infringir  os  requisitos  básicos  descritos  nesta  Norma 
Regulamentar; 

§4º  ­  Os  Pilotos  homologados   INSTRUTOR  VOO  DUPLO,  somente  poderão  utilizar 
equipamentos  homologados especificamente  para  a prática do voo duplo, obedecendo às 
suas especificações conforme especificado no Artigo 43​ º​
, item III, desta norma; 
 
§5º ­  Os  equipamentos  deverão possuir  laudo de vistoria realizado a cada 150 horas ou a 
cada 2 anos (o que primeiro ocorrer). 

III ­ PREENCHIMENTO DA HABILITAÇÃO: “Nível do Piloto” ­ Instrutor Voo Duplo 

Artigo 23º ­ INSTRUTOR AVANÇADO 
 
I ­ DOS REQUISITOS: 

a)  Pagar a taxa  de homologação  de Instrutor Avançado, mediante o pagamento de boleto 


gerado pelo sistema ABVL/CBVL para esse fim; 
b) Ser habilitado como piloto Nível 4 ou superior; 
c) Concluir estágio como MONITOR; 
d)  Concluir  um  ENPI  (Encontro  Nacional  de  Pilotos  e  Instrutores)  da  ABVL/CBVL,  com 
certificado  específico  para  a mudança de  nível  ou  homologação  que está  pleiteando,  em 
prazo não superior a 18 meses; 
e)  Ter  sido  aprovado  em  um  curso  de  INSTRUTOR  AVANÇADO  realizado homologado 
pela ABVL/CBVL;  
f) Ser aprovado  em check  prático  realizado  em um curso SIV (simulação de incidentes de 
vôo)  credenciado  pela  ABVL/CBVL,  específico  para  Instrutor  Avançado,   no  prazo  não 
superior a 180 dias do pedido de alteração de nível; 
g)  Ser  aprovado  em  Prova  Teórica  Instrutor  Avançado  da  ABVL/CBVL  obtendo  80% 
(oitenta por cento) de aproveitamento; 
h) Não ter sido penalizado pelo Conselho Técnico por infração nos últimos 2 anos. 
i) Ter pelo menos 5 anos de Voo. 

II ­ DAS PRERROGATIVAS: 

a) Ministrar curso básico de Parapente; 
b) Emitir declarações de mudanças de nível para pilotos nível 1, nível 2 e nível 3; 
c) Cadastrar até 3 Monitores simultâneos; 

§1º  ­  Para  manutenção  e  renovação  da  sua  homologação  como  Instrutor  Avançado,  o 
piloto  deverá  estar  em  dia  com  suas  obrigações  perante  a  ABVL/CBVL  e  entidades 
filiadas  (clubes,  associações  e  federações)  e  obrigatoriamente,  realizar  uma  reciclagem 
num ENPI da ABVL/CBVL a cada 2 anos, a contar da última edição em que participou. 

§2º  ­  Os  instrutores  Avançados  homologados  pela  ABVL,  estarão  sujeitos  a  normas 
técnicas  adicionais,  específicas  de  cada  Federação  Estadual,  de  acordo  com  as 
características  particulares  a  cada  região,  sendo  que  estas  normas  adicionais,  jamais 
poderão infringir os requisitos básicos descritos nesta Norma Regulamentar. 

§3º  ­  A  ABVL/CBVL  poderá  suspender,  anular  ou  cassar  a  homologação  de  Instrutor 
Avançado  caso  o   piloto  venha  a  desobedecer  as  normas  descritas  nesta  Norma 
Regulamentar ou caso o piloto seja condenado pelo Conselho Técnico por infração grave. 

III  ­ PREENCHIMENTO  DA  HABILITAÇÃO: “Nível  do  Piloto” ­ Instrutor Avançado ­  * Voo 


Duplo  

Parágrafo  único:  Voo  Duplo,  XC,  SIV,  são  homologações  que  o  instrutor poderá ou  não 
ter  em  sua  habilitação,  mediante  cursos  de  homologações  específicas  fornecidos  por 
Instrutores Master da ABVL/CBVL. 

 
Artigo  24º ­ INSTRUTOR MASTER 
 
I ­ DOS REQUISITOS: 
 
a)  Pagar  a  taxa  de  solicitação  de  mudança  de  nível  mediante  o  pagamento  de  boleto 
gerado pelo sistema ABVL/CBVL para esse fim; 
b) Ter no mínimo 10 anos de voo comprovados; 
c) Ser habilitado como piloto Nível 4; 
d) Ser homologado como Instrutor Avançado há mais de 5 anos; 
e) Ter formado pelo menos 50 alunos; 
f)  Apresentar  certificado  de  participação  em  um  ENPI  (Encontro  Nacional  de  Pilotos  e 
Instrutores)  da  ABVL/CBVL,  com  certificado  específico   para  a  mudança  de  nível  ou 
homologação que está pleiteando, em prazo não superior a 18 meses; 
g) Não ter sido penalizado pelo Conselho Técnico por infração nos últimos 2 anos; 
h) Ser aprovado pelo Conselho Técnico da ABVL/CBVL. 

II ­ DAS PRERROGATIVAS: 
 
a) Ministrar curso básico de Parapente; 
b) Emitir declarações de mudanças de nível para pilotos nível 1, nível 2, nível 3;  
c)  Ministrar  cursos  aos  quais  tenha  e  especialização  e  homologação,  tais  como:  Voo 
Duplo, SIV, XC, reboque, Acro, competição, formação de instrutores de voo duplo; 
d)  Homologar  cursos  aos  quais  tenha  especialização  tais  como:  Voo  Duplo,  SIV,  XC, 
reboque, Acro, competição, formação de instrutores de voo duplo; 

§1º ­  Para manutenção da sua  homologação  como Instrutor  Master, o piloto deverá estar 


em  dia  com  suas  obrigações  perante  a  ABVL/CBVL  e  entidades  filiadas  (clubes, 
associações  e  federações)  e  obrigatoriamente,  realizar  uma  reciclagem  num  ENPI  da 
ABVL/CBVL a cada 2 anos, a contar da última edição em que participou. 

§2º  ­  Os   instrutores   Masters   homologados   pela  ABVL/CBVL,   estarão   sujeitos   a  
normas  técnicas  adicionais,  específicas  de  cada  Federação Estadual,  de  acordo  com  as 
características  particulares  a  cada  região,  sendo  que  estas  normas  adicionais,  jamais 
poderão infringir os requisitos básicos descritos nesta Norma Regulamentar. 

§3º  ­  A  ABVL/CBVL  poderá  suspender,  anular  ou  cassar  a  homologação  de  Instrutor 
Master  caso  o   piloto  venha  a  desobedecer  as  normas  descritas  nesta  Norma 
Regulamentar ou caso o piloto seja condenado pelo Conselho Técnico por infração grave. 

III  ­  PREENCHIMENTO  DA  HABILITAÇÃO:  “Nível  do  Piloto”  ­  Instrutor  Master  ­  *  Voo 
Duplo ­ XC ­ SIV 
 
§4º  ­  Voo  Duplo,  XC,  SIV,  são  homologações  que  o  instrutor poderá ou  não  ter em  sua 
habilitação 
 
CAPÍTULO VI 
DA PRÁTICA DO VOO LIVRE NA MODALIDADE ASA DELTA 

SEÇÃO I 
Dos Níveis de Habilitação, Requisitos e Prerrogativas 

Artigo  25º ­ O sistema de nivelamento de pilotos para a prática do ASA DELTA em todo 
Brasil, seus requisitos e prerrogativas estão assim ordenados: 

Artigo  26º ­ ALUNO EM INSTRUÇÃO:  
 
I ­ DOS REQUISITOS: 
 
a) Matricular­se em curso de instrução ministrado exclusivamente por instrutores 
avançados ou Masters homologados pela ABVL/CBVL; 
b) Ao se matricular no curso básico de instrução de Asa Delta, realizar registro no sistema 
da ABVL/CBVL como “Aluno em Instrução”; 
c) Após o registro, ler e aceitar digitalmente o TERMO DE RESPONSABILIDADE e o 
PROGRAMA DE CURSO BÁSICO, sendo estes, pré­requisitos para posterior emissão da 
Habilitação PILOTO NIVEL 1.  
O  aceite  do  aluno  e  do  instrutor  se  dará   eletronicamente  mediante  login  e  senha  no 
sistema ABVL/CBVL. 
 

II ­ DAS PRERROGATIVAS: 
 
a) Executar treinamentos e voos exclusivamente sob orientação de seu Instrutor 
avançado ABVL/CBVL ou Monitor homologado (quando houver), em local e horário 
condizentes, utilizando somente equipamentos homologados para este nível. 

§1º  ­  Entende­se  por  equipamento  para  iniciante,  aqueles  indicados  pelo   fabricante 
expressamente  no   manual   do   equipamento   como  adequados   para  uso   de   escolas/ 
alunos e/ou pilotos recém­formados. 

§2º ­  O  monitor homologado pelo  instrutor ABVL/CBVL  responsável pelo curso só poderá 


realizar  treinamentos  e  operações  de  decolagem  e  pouso  desde  que  o  Instrutor  esteja 
presente. 

III  ­  PREENCHIMENTO  DA  HABILITAÇÃO:  ALUNO  EM  INSTRUÇÃO  –  Voo  sob 
Supervisão 
 
 
Artigo  27º ­ PILOTO NÍVEL 1 

I­ DOS REQUISITOS: 
 
a) Pagar a taxa associativa da ABVL/CBVL mediante o pagamento de boleto gerado pelo 
sistema ABVL/CBVL para esse fim;  
b) Ser cadastrado no sistema como Aluno em Instrução há pelo menos 3 meses; 
c)  Receber  e  Aceitar,  via  on­line  mediante  login  e  senha,  A  DECLARAÇÃO  DE 
CONCLUSÃO  DO  CURSO  BÁSICO  fornecida  por  instrutor  avançado  homologado  pela 
ABVL/CBVL,  declarando  que  realizou  o  treinamento previsto nesta  Norma  Regulamentar 
e que esta apto à pratica esportiva. 
d)  Ratificar  o  TERMO  DE  RESPONSABILIDADE  e  o  PROGRAMA  DE  CURSO 
CONCLUÍDO  devidamente  assinados  pelo  Aluno  e Instrutor  Avançado homologado pela 
ABVL / CBVL, com aceite eletrônico do Instrutor e aluno mediante login e senha. 
e)  Ser  aprovado  em  Prova Teórica  Nível 1 da  ABVL  obtendo  80%  (oitenta  por cento)  de 
aproveitamento; 
f) Ter realizado 20  voos assistidos pelo Instrutor. É sugerido que a comprovação dos voos 
se dê via  GPS,  baixados  no  site  oficial  da ABVL/CBVL, conforme Programa Básico desta 
Norma,  visando principalmente o acúmulo  de horas de voo  do  piloto bem como a criação 
de seu histórico esportivo no sistema;  
g) Ser aprovado em Exame Prático Nível 1 estabelecido por esta norma; 

§1º  ­  A  aprovação  prática  e  teórica,  será  supervisionada   pelos  homologadores  da 


ABVL/CBVL e/ou pelas Federações Estaduais. 
II ­ DAS PRERROGATIVAS: 
 
a)  Executar voos solo  atendendo as restrições gerais e limitações impostas ao piloto Nível 
1  previstas  nesta  Norma  Regulamentar,  utilizando  somente  equipamentos  homologados 
para iniciantes; 
b) Voar rebocado desde que sob a devida orientação de um instrutor homologado pela 
ABVL/CBVL para tal. 

Parágrafo  único   ­  Entende­se  por  equipamento  para  iniciante,  aqueles  indicados 


expressamente pelo fabricante no manual do equipamento como para uso de alunos e/ ou 
pilotos recém­formados. 

III ­ PREENCHIMENTO DA HABILITAÇÃO: Piloto Nível 1 – Não Habilitado Voo Duplo 
 
 
Artigo  28º ­ PILOTO NÍVEL 2 
 
I ­ DOS REQUISITOS: 
 
a) Pagar a taxa de solicitação de mudança de nível mediante a pagamento de boleto 
gerado pelo sistema ABVL / CBVL para esse fim; 
b) Ser habilitado  piloto nível  1  há  mais de 1 ano, com  no mínimo 50 (cinquenta) horas de 
voo comprovadas no site da  ABVL  / CBVL  (COM  GPS)  em  ter  voado no mínimo em 5 
(cinco) diferentes sítios de voo. 

§1º  ­  Todos  os  tracklogs  serão  submetidos  à  análise técnica  para verificação  da questão 


de  invasão  de  espaço  aéreo.  Os  voos  irregulares  não  serão  considerados  válidos  para 
efeito de cumprimento das exigências desta Norma. 

§2º  ­  A  comprovação  de  que  o  piloto  realizou  voos  em  diferentes sítios  de voo,  se  dará 
automaticamente  através  do  tracklog  do  seu  GPS,  assim  como  o  número  de  horas 
voadas. 
 
c)  Ser  liberado  para  a  mudança  de  nível,  por  um  instrutor  avançado  credenciado  pela 
ABVL/CBVL, via On Line com aceite eletrônico do Instrutor,  mediante log in e senha . 
 
d)  Não  ter  sido  condenado  pelo  Conselho  Superior  por  infração  grave  no  período  de  1 
(um) ano.  

II ­ DAS PRERROGATIVAS: 
a)  Executar  voos  solo   atendendo  as  restrições  gerais  e  limitações  impostas  ao  Nível  2 
previstas  nesta  Norma  Regulamentar e com equipamentos  homologados  para  iniciante  e 
intermediário; 
b) Voar rebocado dentro das restrições previstas para seu nível; 
c) Participar de competições dentro da sua categoria. 

Paragrafo  único   ­  É   vedada  a  utilização  de  equipamentos  de  alta   performance  e 


competição para este nível. 

III ­ PREENCHIMENTO DA HABILITAÇÃO: Piloto Nível 2 – Não Habilitado Voo Duplo 
 
 
 
Artigo  29º ­ PILOTO NÍVEL 3 
 
I ­ DOS REQUISITOS: 
 
a) Pagar a taxa de solicitação de mudança de nível mediante a pagamento de boleto 
gerado pelo sistema ABVL / CBVL para esse fim; 
b) Ser habilitado como praticante Nível 2 há mais de 2 (dois) anos; 
c) Ter realizado no mínimo 100 (cem) horas de voo comprovadas no site da ABVL /CBVL 
d) Ter realizado voos em pelo menos 10 (dez) diferentes sítios de voo reconhecidos pela 
ABVL/CBVL; 
e)  Ter  realizado  300km  em  voos  acima  de  40  (quarenta)  quilômetros  (distancia  OLC), 
sendo pelo menos 2 (dois) destes dentro de um evento ou competição oficial homologada 
pela ABVL/CBVL. 
 
§1º ­  Todos  os  tracklogs  serão submetidos à análise técnica, inclusive para verificação da 
questão  de invasão de espaço aéreo. Os voos irregulares não serão considerados válidos 
para efeito de cumprimento das exigências desta Norma. 
 
§2º  ­  São  consideradas  competições  oficiais,  todas  aquelas  que  constarem  como 
HOMOLOGADAS  no  calendário  oficial  de  eventos   da  ABVL  /  CBVL.  Somente  estas 
contarão para o currículo do piloto para homologações e mudanças de nível. 
Todos  as  etapas  do  Campeonato  Brasileiro   e  Estaduais são  competições  homologadas, 
bem como eventos isolados que cumprirem os requisitos e solicitarem esta homologação. 
 
f)  Ser  liberado  para  a  mudança  de  nível,  por   um  instrutor  avançado  credenciado  pela 
ABVL/CBVL, via On Line com aceite eletrônico do Instrutor,  mediante login e senha. 
 
g)  Concluir  um  ENPI  (Encontro  Nacional  de  Pilotos  e  Instrutores)  da  ABVL  /  CBVL,  no 
Programa  específico  para  a  mudança  de  nível  ou  homologação  que  está  pleiteando, 
dentro de seu prazo de validade; 

e) Não ter sido condenado pelo Conselho Superior por infração grave nos últimos 2 anos  

 
II ­  DAS PRERROGATIVAS: 

a)  Executar  voos  solo  atendendo  as  restrições  gerais  prevista  nesta  Norma 
Regulamentar para este nível; 
b) Voar rebocado dentro das restrições previstas para seu nível; 
c) Participar de competições nacionais e internacionais classe 2; 
d) Apto a ser cadastrado como Monitor por um instrutor Avançado da ABVL/CBVL. 
e) Voar sem restrições de equipamento; 
f) Apto a requerer habilitação instrutor (observar requisitos). 

III ­ PREENCHIMENTO DA HABILITAÇÃO: Nível 3 – Não Habilitado Voo Duplo 
 
 
Artigo  30º ­ PILOTO NÍVEL 4 
 
I­ DOS REQUISITOS: 
 
a) Pagar a taxa de solicitação de mudança de nível mediante a pagamento de boleto 
gerado pelo sistema ABVL / CBVL para esse fim; 
b) Ser habilitado como praticante Nível 3 há pelo menos 2 (dois) anos; 
c) Ter realizado 300 (trezentas) horas de voo comprovadas no site da ABVL/CBVL; 
d)  Ter  realizado  2.000Km  de  Cross  Country  (distância  OLC)   com  no  mínimo  50 
(cinquenta)  quilômetros  por  voo,  sendo  que  pelo  menos  3  voos  deverão  ser  acima  de 
100km em 10 (dez) diferentes sítios de voo reconhecidos pela ABVL/CBVL; 
 
e)  Ter  realizado,  em  competições  oficiais  homologadas  pela  ABVL/CBVL,  1.000(mil) 
quilômetros de voo (distância OLC), com no mínimo, 50 (cinquenta) quilômetros por voo; 
 
f)  Concluir  um  ENPI  (Encontro  Nacional de  Pilotos  e  Instrutores)  da  ABVL,  no  Programa 
específico  para  a  mudança de nível  ou  homologação  que  está  pleiteando,  dentro de seu 
prazo de validade; 
 
g) Não ter sido condenado pelo Conselho Superior por infração grave nos últimos 2 anos;  

§1º  ­  Os  tracklogs  serão  submetidos  à  análise  técnica,  inclusive  para  verificação  da 
questão  de invasão de espaço aéreo. Os vôos irregulares não serão considerados válidos 
para efeito de cumprimento das exigências desta Norma. 

§2º  ­  A  comprovação  de  que  o  piloto  realizou  voos  em  diferentes sítios  de voo,  se  dará 
automaticamente  através  do  tracklog  do  seu  GPS,  assim  como  o  número  de  horas 
voadas e sua quilometragem. 
 
§3º  ­  São  consideradas  competições  oficiais,  todas  aquelas  que  constarem  como 
HOMOLOGADAS  no  calendário  oficial  de  eventos   da  ABVL/CBVL.  Somente  estas 
contarão para o currículo do piloto para homologações e mudanças de nível. 
Todos  as  etapas  do  Campeonato  Brasileiro   e  Estaduais são  competições  homologadas, 
bem como eventos isolados que cumprirem os requisitos e solicitarem esta homologação. 
II ­ DAS PRERROGATIVAS: 

a)  Executar  voos  solo  atendendo  as  restrições  gerais  prevista  nesta  Norma 
Regulamentar; 
b) Voar Rebocado; 
c) Participar de competições nacionais e internacionais; 
d) Representar oficialmente a Equipe Brasileira em competições Classe 1 da FAI; 
e) Apto a requerer habilitação de Instrutor (observar requisitos); 

III ­ PREENCHIMENTO DA HABILITAÇÃO: Nível 4 + Homologações Conquistadas 
 
 
Artigo  31º ­ PILOTO NÍVEL 5 
 
I ­ DOS REQUISITOS: 
 
a) Pagar a taxa de solicitação de mudança de nível mediante a pagamento de boleto 
gerado pelo sistema ABVL / CBVL para esse fim; 
b) Ser piloto Nivel 4 a pelo menos 5 anos; 
c)  Apresentar  carta  de  indicação  de  pelo  menos  3  pilotos  Nível  5  devidamente 
homologados pela ABVL/CBVL; 

§1º ­ Para requerer o Nível 5, o piloto deverá cumprir pelo menos 3 dos ítens abaixo: 

a) Ter pelo menos 3 voos acima de 250 km OLC comprovados no site da ABVL/CVLB 
b) Ter participado de campeonatos FAI classe I, representando a equipe Brasileira 
c) Ter conquistado título Brasileiro, continental ou mundial classe 1 da FAI de voo livre.  
d) Ter conquistado recorde nacional reconhecido pela ABVL/CVLB 
e) Ter conquistado recorde mundial reconhecido pela FAI 
f) Ser homologado Instrutor Master da ABVL/CBVL; 
g) Ter administrado como presidente Federações Estaduais ou a ABVL.  
h) Ter ministrado oficialmente cursos nos ENPIs da ABVL 

§2º ­ A comprovação de que o piloto realizou a quilometragem necessária se dará 
exclusivamente através do tracklog do seu GPS. 

§3º ­ O pedido deverá ser aprovado pelo Conselho da ABVL/CBVL sem restrição. 

II ­ DAS PRERROGATIVAS: 

a)  Executar  vôos  solo  atendendo  as  restrições  gerais  prevista  nesta  Norma 
Regulamentar; 
b) Voar rebocado; 
c) Participar de competições nacionais e internacionais; 
d) Representar oficialmente a Equipe Brasileira em competições Classe 1 da FAI; 
e) Apto a requerer habilitação de Instrutor (observar requisitos); 
f) Apto a emitir carta de indicação para solicitação de mudança para nível 5; 

III ­ PREENCHIMENTO DA HABILITAÇÃO: Nível 5 + Homologações Conquistadas 

SEÇÃO II  
Das Homologações de Instrutor de ASA DELTA e Seus Requisitos 

Artigo  32º ­ os requisitos e prerrogativas para o sistema de homologações de instrutores 
para o ensino do ASA DELTA em todo Brasil esta assim ordenada: 

Artigo  33º ­ MONITOR 
 
I ­ DOS REQUISITOS: 

a) Pagar a taxa de homologação como Monitor, mediante  a  pagamento  de  boleto gerado 


pelo sistema ABVL / CBVL para esse fim; 
b)  Ser habilitado como piloto Nível 3; 
c) Não ter sido condenado pelo Conselho Superior por infração grave nos últimos 12  
meses. 

II ­ DAS PRERROGATIVAS: 

a) Ser cadastrado como MONITOR por um INSTRUTOR AVANÇADO homologado pela 
ABVL/CBVL; 
 
§1º – Cada Instrutor Avançado poderá cadastrar até 3 Monitores simultâneos; 
§2º – Cada Monitor poderá ser registrado por apenas 1 (um) Instrutor Avançado; 
§3º – A Monitoria para ser considerada completa, terá um prazo mínimo de 1 ano e o 
acompanhamento na formação completa de no mínimo 3 alunos; 
 
b) É terminantemente PROIBIDO ao MONITOR, dar INSTRUÇÃO sem a presença do 
instrutor, caracterizando FALTA GRAVE passível de punição pelo Conselho; 
c) Monitores QUE JÁ TENHAM CONCLUÍDO O PERÍODO DE MONITORIA DE UM ANO, 
poderão ACOMPANHAR EXERCÍCIOS DE SOLO JÁ ENSINADOS PELO INSTRUTOR 
aos respectivos alunos, sem a presença do Instrutor, desde que autorizado pelo mesmo. 
d) Caso haja conivência por parte do Instrutor, caracterizará FALTA GRAVE passível de 
punição pelo Conselho a AMBOS, INSTRUTOR e MONITOR; 

Parágrafo  Único  ­  A  ABVL/CBVL  poderá  suspender,  anular ou cassar a homologação de 


MONITOR E  INSTRUTOR caso  o  piloto  venha  a  desobedecer  as normas descritas nesta 
Norma  Regulamentar   ou  caso  seja  condenado  pelo  Conselho  Técnico   da  ABVL  por 
infração grave. 
III   ­  DO PREENCHIMENTO   DA HABILITAÇÃO:  Nível  3 ­ Monitor   “Nome  do Instrutor” 
– Não homologado voo duplo  
 
Artigo  34º ­ INSTRUTOR VOO DUPLO 
 
I ­ DOS REQUISITOS: 

a)  Pagar  a  taxa  de  solicitação  de  Homologação  de  Instrutor  Voo  Duplo,  mediante  a 
pagamento de boleto gerado pelo sistema ABVL / CBVL para esse fim;; 
b) Ser habilitado como piloto Nível 4; 
c) Ter realizado 500 (quinhentas) horas de voo comprovadas no site da ABVL/CBVL;  
d)  Concluir um  ENPI  (Encontro Nacional  de Pilotos  e Instrutores) da ABVL, no Programa 
específico para a homologação que está pleiteando, dentro de seu prazo de validade; 
e)  Ter  sido aprovado  em um curso de INSTRUTOR VOO DUPLO por um instrutor Master 
homologado pela ABVL/CBVL;  
f) Não ter sido penalizado pelo Conselho Técnico por infração nos últimos 2 anos. 

II ­ DAS PRERROGATIVAS: 

a)  Realizar  voo  duplo  em  equipamento homologado para esta  finalidade, respeitando  as 


regras  básicas  para  a  operação  neste  tipo  de  equipamento,  sendo  VEDADA  a 
FORMAÇÃO DE ALUNOS OU PILOTO DE QUALQUER NIVEL. 

§1º ­  A ABVL/CBVL poderá suspender, anular  ou cassar a homologação de INSTRUTOR 


VOO  DUPLO  caso  o  piloto  venha  a  desobedecer  as  normas  descritas  nesta  Norma 
Regulamentar ou caso o piloto seja condenado pelo Conselho Técnico por infração grave. 

§2º  ­  Para  manutenção  e  renovação  da  sua  homologação  como  Instrutor  Voo  Duplo,  o 
piloto  deverá  estar  em  dia  com  suas  obrigações  perante  a  ABVL/CBVL  e  entidades 
filiadas  (clubes,  associações  e  federações)  e  obrigatoriamente,  realizar  uma  reciclagem 
num ENPI da ABVL a cada 2 anos, a contar da última edição em que participou. 
 
§3º ­  Os  instrutores  voo duplo  homologados  pela  ABVL/CBVL,  estarão  sujeitos a normas 
técnicas  adicionais,  específicas  de  cada sítio  de  voo (Clubes/Associações  e  ou entidade 
Estadual),  de  acordo  com  as  características  particulares  a  cada  sitio,  sendo  que   estas 
normas  adicionais,  jamais  poderão  infringir  os  requisitos  básicos  descritos  nesta  Norma 
Regulamentar; 

§4º  ­  Os  instrutores  –  Voo  Duplo,  somente  poderão  utilizar  equipamentos  homologados 
especificamente  para  a  prática  do  voo  duplo,  obedecendo  às  suas  especificações  com 
reserva igualmente especificado para voo duplo; 
 
§5º ­  Os  equipamentos  deverão possuir  laudo de vistoria realizado a cada 150 horas ou a 
cada 2 anos (o que primeiro ocorrer). 
III ­ PREENCHIMENTO DA HABILITAÇÃO: “Nível do Piloto” ­ Instrutor Voo Duplo 

Artigo  35º ­ INSTRUTOR AVANÇADO 
 
I ­ DOS REQUISITOS: 

a)  Pagar a taxa  de homologação  de Instrutor Avançado, mediante a pagamento de boleto 


gerado pelo sistema ABVL / CBVL para esse fim; 
b) Ser habilitado como piloto Nível 3 ou superior; 
c) Concluir estágio como MONITOR; 
d)  Concluir  um  ENPI  (Encontro  Nacional  de  Pilotos  e  Instrutores)  da  ABVL/CVLB,  com 
certificado  específico  para  a  mudança  de   nível  ou  homologação  que está  pleiteando,  há 
pelo menos 18 meses; 
e) Ter sido aprovado em um curso de INSTRUTOR AVANÇADO homologado pela ABVL; 
f) Não ter sido penalizado pelo Conselho Técnico por infração nos últimos 2 anos. 
h) Ter pelo menos 5 anos de voo. 

II ­ DAS PRERROGATIVAS: 

a) Ministrar curso básico de Asa Delta; 
b) Emitir declarações de mudanças de nível para pilotos nível 1, nível 2 e nível 3; 
c) Cadastrar até 3 monitores simultâneos; 

§1º  ­  Para  manutenção  da  sua  homologação  como  Instrutor  Avançado,  o  piloto  deverá 
estar  em  dia  com  suas  obrigações  perante  a  ABVL  e  entidades  filiadas  (clubes, 
associações  e  federações)  e  obrigatoriamente,  realizar  uma  reciclagem  num  ENPI 
(Encontro  Nacional  de  Pilotos  e  Instrutores)  da  ABVL  a cada 2  anos, a  contar  da última 
edição em que participou. 

§2º  ­  Os  instrutores  Avançados  homologados  pela  ABVL,  estarão  sujeitos  a  normas 
técnicas  adicionais,  específicas  de  cada  Federação  Estadual,  de  acordo  com  as 
características  particulares  a  cada  região,  sendo  que  estas  normas  adicionais,  jamais 
poderão infringir os requisitos básicos descritos nesta Norma Regulamentar. 

§3º ­  A ABVL poderá  suspender, anular  ou cassar  a homologação de Instrutor Avançado 


caso  o   piloto  venha  a  desobedecer  as  normas descritas nesta Norma Regulamentar  ou 
caso o piloto seja condenado pelo Conselho Técnico por infração grave. 

III ­ PREENCHIMENTO DA HABILITAÇÃO: “Nível do Piloto” ­ Instrutor Avançado 
­ Voo Duplo ­ XC ­ SIV 
 
Parágrafo  único:  Voo  Duplo, XC,  Reboque, são homologações que  o  instrutor  poderá ou 
não ter  em sua  habilitação,  mediante  cursos de homologações específicas fornecidos por 
Instrutores Master da ABVL/CBVL. 
 
 
Artigo 36º ­ INSTRUTOR MASTER 
 
I ­ DOS REQUISITOS: 

a)  Pagar  a  taxa  de  homologação  de  Instrutor  Master,  mediante  a  pagamento  de  boleto 
gerado pelo sistema ABVL / CBVL para esse fim; 
b) Ter no mínimo 10 anos de voo comprovados; 
c) Ser habilitado como piloto Nível 4; 
d) Ser homologado como Instrutor Avançado há mais de 5 anos; 
e) Ter formado pelo menos 50 alunos. 
f)  Apresentar  certificado  de  participação  em  um  ENPI  (Encontro  Nacional  de  Pilotos  e 
Instrutores)  da  ABVL/CBVL,  com  certificado  específico   para  a  mudança  de  nível  ou 
homologação que está pleiteando, há pelo menos 18 meses; 
h) Não ter sido penalizado pelo Conselho Técnico por infração nos últimos 2 anos; 
i) Ser aprovado pelo Conselho Técnico da ABVL/CBVL. 

II­ DAS PRERROGATIVAS: 

a) Ministrar curso de Asa Delta; 
b)  Emitir  declarações  de  mudanças  de nível para pilotos nível 1, nível 2, nível 3 e nível 4; 
c)  Ministrar  cursos  aos  quais  tenha  e  especialização  e  homologação,  tais  como:  Voo 
Duplo, XC, reboque, competição, formação de instrutores de voo duplo; 
d)   Homologar   cursos   aos   quais   tenha   especialização   tais   como:   Voo   Duplo,   XC, 
reboque, competição, formação de instrutores de voo duplo; 

§1º ­    Para manutenção da sua homologação como Instrutor Master, o piloto deverá estar 
em  dia  com  suas  obrigações  perante  a  ABVL/CVLB  e  entidades  filiadas  (clubes, 
associações  e  federações)  e  obrigatoriamente,  realizar  uma  reciclagem  num  ENPI 
(encontro  Nacional  de  Pilotos  e  Instrtores)  da  ABVL  a  cada  2  anos,  a  contar  da  última 
edição em que participou. 

§2º   ­       Os   instrutores   Masters  homologados   pela  ABVL,   estarão   sujeitos  a  normas 


técnicas  adicionais,  específicas  de  cada  Federação  Estadual,  de  acordo  com  as 
características  particulares  a  cada  região,  sendo  que  estas  normas  adicionais,  jamais 
poderão infringir os requisitos básicos descritos nesta Norma Regulamentar. 

§3º  ­  A  ABVL/CVLB  poderá  suspender,  anular  ou  cassar  a  homologação  de  Instrutor 
Master  caso  o   piloto  venha  a  desobedecer  as  normas  descritas  nesta  Norma 
Regulamentar ou caso o piloto seja condenado pelo Conselho Técnico por infração grave. 
III  ­  PREENCHIMENTO  DA  HABILITAÇÃO:  “Nível  do  Piloto”  ­  Instrutor  Master  ­  *  Voo 
Duplo ­ XC ­ SIV 
 
Parágrafo  único:  Voo  Duplo, XC,  Reboque, são homologações que  o  instrutor  poderá ou 
não ter  em sua  habilitação,  mediante  cursos de homologações específicas fornecidos por 
Instrutores Master da ABVL/CBVL. 

 
 
CAPÍTULO VI 
NORMAS DE INSTRUÇÃO PARA O PILOTO ALUNO E PROGRAMA MÍNIMO 
OBRIGATÓRIO DO CURSO BÁSICO 

Artigo   37º ­  O presente capítulo  regulamenta as responsabilidades, obrigatoriedades  e a 


instrução mínima que o aluno deverá receber durante o seu curso básico de formação. 

SEÇÃO I 
Na Modalidade  PARAPENTE 
 
 Artigo  38º ­ RESPONSABILIDADE DO INSTRUTOR: 
 
I­ O instrutor é responsável pela correta instrução e segurança do aluno durante o período 
de aprendizado, bem como  pela observação dos procedimentos de  segurança, limitações 
técnicas e demais regras determinadas por esta Norma Regulamentar. 

II­  É reservado  ao Instrutor o  direito  de punir  ou  desligar  o  aluno  em caso de Indisciplina, 


Negligencia  das  normas  de  segurança,  Abandono  de  Curso  e  ou atos  que caracterizem 
irresponsabilidade que coloquem em risco o aluno ou terceiros sem justificativas. 

Artigo  39º ­ EQUIPAMENTOS DE USO OBRIGATÓRIO NO DECORRER DO CURSO: 

I­  Parapente  adequado  para  uso de  escolas/alunos, certificado conforme  Norma  EN 962 


e/ou Norma LTF. 
II­ Paraquedas de emergência 
III­ Capacete rígido, preferencialmente integral (com queixeira); IV­ Rádio de comunicação 
(aluno, instrutor e monitor); 
V­ Calçado fechado (de preferência botas). 
VI­ GPS 

Artigo  40º ­ DURAÇÃO DO CURSO BÁSICO DE PARAPENTE: 

I­  O  curso  básico  de  parapente  deverá  ter  a  carga  horária  mínima  de  64  horas de aula 
prática  e de 10  horas de  aulas teóricas. Observando­se a média de 04  (Quatro) horas por 
dia, sendo dezesseis dias de treino, ou oito finais de semana, ou dois meses. 
Artigo  41º ­ PROGRAMA TEÓRICO DO CURSO BÁSICO DE PARAPENTE: 

I­ Noções básicas de meteorologia: 

a) Reconhecimento de nuvens básicas; 
b) Reconhecimento de nuvens perigosas para o voo, como o cumulusnimbus; 
c)   Reconhecimento   de   velocidades   de   ventos   seguras   para   o   voo   e   de   ventos 
turbulentos. 

II ­ Conhecimento de aerologia: 

a) Reconhecimento de direções básicas de vento; 
b) Análise do escoamento do ar pelo relevo e que consequências traz para o voo; 
c) Conhecimento do gradiente de vento; 
d) Reconhecimento de regiões onde possa existir vento canalizado (Venturi); 
e) Reconhecimento das condições de voo através da observação de outros Parapentes, 
asas, pássaros, fumaça, birutas, árvores etc; 
f) Reconhecimento de zonas de contraste térmico e eventuais turbulências; 
g) Análise das condições de decolagem e plano de voo, de acordo com o vento e relevo; 
h)  Reconhecimento  das  áreas  seguras  para  pouso,  de  acordo  com  as  condições 
meteorológicas e aerológicas do local. 

III ­ Conhecimentos básicos de aerodinâmica: 

a) Efeito aerodinâmico; 
b) Arrasto; 
c) Stall; 
d) Ângulo de ataque; 
e) Sustentação. 

IV ­ Conhecimento das regras de tráfego: 

a) Sentido de giro em térmicas; 
b) Mão e contramão durante o voo e lift; 
c) Formas de aproximação e prioridade no pouso. 

V ­ Entendimento Teórico de manobras e de como recuperar corretamente: 

a) Stall B; 
b) Pêndulo frontal; 
c) Pêndulo lateral; 
d) Colapso assimétrico; 
e) Colapso frontal; 
f) Full estol; 
g) Espiral; 
h) Parachutagem; 
i) Abertura de reserva; 
j) Gravata; 
k) Colapsos encadeados ou sucessivos. 
l) ­ Negativas 

VI ­ Conhecimento das homologações do mercado: 

a) DHV; 
b) ACPUL. 
c) LTF/EN 

VII ­ Noções básicas do equipamento: 

a) O velame e suas partes; 
b) A selete; 
c) O paraquedas de emergência; 
d) Noções de manutenção dos equipamentos de voo; 
e) Noção sobre a utilidade dos equipamentos eletrônicos (GPS, variômetro e rádio). 

VIII – Noções de primeiros socorros: 

a) Abordagem ao acidentado; 
b) Técnicas de reanimação respiratória e cardiorrespiratória; 
c) Fraturas e técnicas de imobilizações; 
d) Hemorragias e técnicas de estancamentos; 
e) Movimentação e transporte de acidentados. 
f) Comunicação adequada à equipe de resgate. 

IX ­ Legislação e organizações relacionadas ao voo livre: 

a) A regulação do voo livre pela ANAC; 
b) A hierarquia das entidades, sendo: clubes e associações locais, Federação Estadual e 
Confederação Nacional (Processo de Transição da ABVL) 
c) O papel de cada entidade. 
d) A Norma Regulamentar 
e) Legislação do Turismo de Aventura 

X ­ Etiqueta no voo livre: 
a) A proteção ao meio ambiente; 
b) O respeito aos moradores locais nos sítios de voo; 
c) Regras de boa convivência com os companheiros de voo e seus familiares. 

Artigo  42º ­ PROGRAMA PRÁTICO DO CURSO BÁSICO DE PARAPENTE: 

I ­ Ao final do curso o piloto deverá estar apto a executar os seguintes requisitos: 
a) Demonstrar posicionamento pré­voo correto do piloto em relação a vela de acordo com 
o paraglider em questão. 

II ­ Demonstrar cheque inicial de pré­voo incluindo: 

a) Cheque de velame verificando o estado geral da vela, tirantes, linhas e ferragens 
sabendo o tempo de manutenção obrigatório destes;​  

b) Cheque de posicionamento de abertura do velame e montagem do conjunto de voo de 
frente para o vento; 
 
c) Cheque ao se equipar, fivelas, mosquetões etc; 
 
d) Cheque de posicionamento correto frente ao velame adaptando­se ao relevo da 
decolagem (inclinação) e as condições de vento; 
 
e)  Cheque  do  método  de  inflagem,  em  função  da  inclinação  do  terreno,  vento, 
equipamento etc. 

III  ­  Dar  análises  verbais das condições locais, trajetória  de  voo,  áreas  a  serem evitadas 


com  relação  ao   fluxo  de  ar  e  obstáculos  a  serem  contornados  além de indicar áreas de 
pouso primárias e secundárias ou seja uma análise completa do local onde irá voar. 

IV  ­  Em  cada  voo  demonstrar  verbalmente  como  será  o  procedimento  de  decolagem 
pretendido  levando­se  em  conta  as  condições  de  decolagem  e  como  procederá  com os 
tirantes dianteiros e freios. 

V ­ Definir verbalmente como os diferentes ventos podem afetar o local de voo em 
questão, considerando: 
a) Direções diferentes de vento; 
b) Velocidades diferentes de vento; 
c) Limitações do espaço aéreo em relação à altura, relevo obstáculos e áreas de pouso. 

VI ­ Demonstrar manuseio correto do parapente na sequência.  
a) Inflagem de costas e de frente; 
b) Cheque do velame; 
c) Correção do avanço da vela juntamente com a correção lateral, garantindo um 
percurso de 35 metros com a vela sobre a cabeça. 
Isto tudo deverá ser feito num plano horizontal, sem deixar a vela cair com ventos que 
podem variar de 0 à 15 km/h. 

VII ­ Decolagem sem ajuda, demonstrando: 

a) Boa inflagem da vela; 
b) Controle (cheque do velame olhando para cima); 
c) Decisão correta do aborto ou continuação da decolagem após efetuar correções que se 
tornarem necessárias ou não; 
d) Corrida decidida; 
e) Transição da corrida para o voo suave; 
f) Acomodação no cinto correta (sem soltar os freios). 

VIII­ Demonstração do domínio da vela e das diferentes velocidades de voo. 

IX ­ Definir verbalmente e praticamente: 
a) A velocidade de menor taxa de queda e a de melhor planeio; 
b) A velocidade máxima e a de estol, neste caso, não demonstrar o estol; 
c)  Variações  confiantes  na  velocidade  de   voo  com aumentos e diminuições  suaves,  voo 
freado  suave  sem  entrar  em  estol  e  um  bom  controle  da  situação,  demonstrando 
familiaridade e antecipação às reações do  parapente dentro dos limites de operação. Não 
deve perder o controle, mantendo sempre a velocidade acima do estol; 
d) Fazer pêndulo lateral e frontal suave; 
e) Fechar orelhas e fazer curva com o corpo; 
f) Provocar um  orelhão  assimétrico, demostrando  controle  da situação, sem deixar girar e 
outro com giro suave; 
g) Fechar as orelhas e acelerar o equipamento; 
h)  Aproximação  correta,  através  do  julgamento  correto  da  velocidade  de  avanço 
horizontal em relação a vertical (taxa de queda); 
i)  Iniciação  e  finalização  de  um  360o  de  maneira  suave,  sem  grandes  pêndulos  e 
variações de velocidade; 
j) Velocidade de voo correta para a aproximação final; 
k) Pouso controlado. 

Artigo  43º ­ PRESCRIÇÕES DIVERSAS: 

I ­ Da Fiscalização: 

a)  Compete  às  Federações  e  aos  Clubes  e  Associações  a  ela  filiados,  fiscalizar  se  as 
escolas de voo obedecem à presente Norma Regulamentar da ABVL e as normas locais; 
 
b)  As  Federações,  Clubes  e  Associações   filiadas  deverão  checar,  in  loco,  se  os  alunos 
estão  cientes  do programa  básico  previsto  na  presente  norma,  podendo para tanto  fazer 
vistorias nos locais de funcionamento dos cursos. 
 
c)  É  facultado  e  recomendado  aos  clubes  e  associações  locais,  o  aprimoramento  dos 
procedimentos  regulamentares  deste  programa  mínimo  de  acordo com  a  particularidade 
de cada sítio de voo, visando sempre a segurança dos pilotos.  
Estes aprimoramentos devem ser complementares e nunca contraditórios a esta norma.  

II ­ Voo solo e 1ª habilitação: 

a) Antes de solar, o aluno deverá realizar ao menos um voo duplo; 
b)  Após  o  voo  solo,  o  aluno  deverá  realizar,  ao  menos,  20  (vinte)  voos  orientados  pelo 
instrutor  em  elevação  com  altitude  maior  que  200m;  ou  20  voos  rebocados  acima  de 
200m; 
c) É sugerido, que  durante os voos orientados,  os alunos sejam destacados, para melhor 
identificação pelos demais pilotos; 
d)  O  aluno  somente  poderá  decolar  em  condições  meteorológicas  comprovadamente 
seguras,  sendo  de  responsabilidade  do  instrutor  a  observância   dos  procedimentos  de 
segurança,  limitações   técnicas   e  regras   determinadas  pelo  clube   local  ou  por   esta 
Norma Regulamentar; 
e)  Os   horários mais indicados  para  alunos  realizarem  seus  voos são de até às 10:00 hrs 
e  após  às  16:00  hrs,  lembrando  que   análise  das  variações  são  de  responsabilidade  do 
instrutor; 
f)  Aluno,  instrutor  e  monitor  deverão  estar  necessariamente  utilizando  rádios 
comunicadores, durante os voos de instrução. 
g)  Após concluído  o  curso, conforme  previsto  na  presente  Norma  Regulamentar,  o  aluno 
deverá ser  encaminhado  pelo  seu  instrutor  para o exame teórico e após aprovado, para o 
exame  prático  a  serem  aplicados  e  supervisionados  pelos  Homologadores  da  ABVL  e 
pela Federação Estadual. 

Parágrafo   único:   É  aconselhável  que  o   aluno  já  tenha  sido   aprovado  na  prova  teórica 
antes do 1o voo solo. 
 
 
III ­ Voo Duplo – Equipamentos Obrigatórios: 

a)  Parapente  adequado  para  Voo Duplo,  certificado conforme Norma EN 962 e/ou Norma 


LTF. 
b) Paraquedas de emergência compatível com carga alar 
c) Capacete rígido, preferencialmente integral (com queixeira); IV­ Rádio de comunicação; 
d) Calçado fechado (de preferência botas). 
e) Bússola, GPS (sugerido) 

SEÇÃO II 
Na Modalidade ASA DELTA  
 
Artigo  44º ­ RESPONSABILIDADE DO INSTRUTOR: 
 
I­ O instrutor é responsável pela correta instrução e segurança do aluno durante o período 
de aprendizado, bem como  pela observação dos procedimentos de  segurança, limitações 
técnicas e demais regras determinadas por esta Norma Regulamentar. 

II­  É reservado  ao Instrutor o  direto  de  punir ou desligar o aluno em caso de  Indisciplina, 


Negligencia  das  normas  de  segurança,  Abandono  de  Curso  e  ou atos  que caracterizem 
irresponsabilidade que coloquem em risco o aluno ou terceiros sem justificativas. 
Artigo  45º ­ EQUIPAMENTOS DE USO OBRIGATÓRIO NO DECORRER DO CURSO: 
I ­ Asa Delta adequado para uso de escolas/alunos. 
II­ Paraquedas de emergência 
III­ Capacete rígido; 
IV­ Rádio de comunicação (aluno, instrutor e monitor); 
V­ Calçado fechado (de preferência botas). 

Artigo  46º ­ DURAÇÃO DO CURSO BÁSICO DE ASA DELTA: 

I  ­  O  curso  básico  de  Asa  Delta  deverá  ter  a  carga horária mínima  de 48 horas de  aula 
prática  e  de  10   horas  de  aulas  teóricas.  Observando­se  a  média  de  três  horas  por  dia, 
serão dezesseis dias de treino, ou oito finais de semana, ou dois meses. 

Artigo  47º ­ PROGRAMA TEÓRICO DO CURSO BÁSICO DE ASA DELTA: 

I ­ Noções básicas de meteorologia: 
a) Reconhecimento de nuvens básicas; 
b) Reconhecimento de nuvens perigosas para o voo, como o cumulusnimbus; 
c)   Reconhecimento   de   velocidades   de   ventos   seguras   para   o   voo   e   de   ventos 
turbulentos (máximo de15 Km/h, para nível I). 

II ­ Conhecimento de aerologia: 
a) Reconhecimento de direções básicas de vento; 
b) Análise do escoamento do ar pelo relevo e que consequências traz para o voo 
c) Conhecimento do gradiente de vento; 
d) Reconhecimento de regiões onde possa existir vento canalizado (Venturi); 
e) Reconhecimento das condições de voo através da observação de outros Parapentes, 
asas, pássaros, fumaça, birutas, árvores etc; 
f) Reconhecimento de zonas de contraste térmico e eventuais turbulências; 
g) Análise das condições de decolagem e plano de voo, de acordo com o vento e relevo; 
h)  Reconhecimento  das  áreas  seguras  para  pouso,  de  acordo  com  as  condições 
meteorológicas e aerológicas do local. 

III ­ Conhecimentos básicos de aerodinâmica: 
a) Efeito aerodinâmico; 
b) Arrasto; 
c) Stall; 
d) Ângulo de ataque; 
e) Sustentação. 

IV ­ Conhecimento das regras de tráfego: 
a) Sentido de giro em térmicas; 
b) Mão e contramão durante o voo e lift; 
c) Formas de aproximação e prioridade no pouso. 

V ­ Entendimento de manobras e de como recuperar corretamente: 
a) Stall; 
b) Espiral 
c) Over Control; 
d) Pré­stall. 

VI ­ Conhecimento das homologações do mercado: 
a) DHV; 
b) USHGPA. 

VII ­ Noções básicas do equipamento: 
a) A asa e suas partes; 
b) O cinto de voo; 
c) O paraquedas de emergência; 
d) Noções de manutenção dos equipamentos de voo; 
e) Noção sobre a utilidade dos equipamentos eletrônicos (GPS, variômetro e rádio). 

VIII ­ Conhecimento de primeiros socorros: 
a) Abordagem ao acidentado; 
b) Técnicas de reanimação respiratória e cardiorrespiratória; 
c) Fraturas e técnicas de imobilizações; 
d) Hemorragias e técnicas de estancamentos; 
e) Movimentação e transporte de acidentados. 
 
 
IX ­ Legislação e organizações relacionadas ao voo livre: 
a) A regulação do voo livre pela ANAC; 
b) A hierarquia das entidades, sendo: clubes e associações locais, Federação Estadual e 
Confederação Nacional (Processo de Transição da ABVL) 
c) O papel de cada entidade.  
d)O espaço aéreo 

X ­ Etiqueta no voo livre: 
a) A proteção ao meio ambiente; 
b) O respeito aos moradores locais nos sítios de voo; 
c) Regras de boa convivência com os companheiros de voo e seus familiares. 

Artigo  48º ­ PROGRAMA PRÁTICO DO CURSO BÁSICO DE ASA DELTA: 

I ­ Ao final do curso o piloto deverá estar apto a executar os seguintes requisitos: 
a) Montagem e desmontagem do equipamento. 

II ­ Demonstrar cheque inicial de pré­voo incluindo: 
a)Cheque da asa (cabos, talas, esticadores, pinos e travas) 
b)Cheque do cinto (alça do reserva, fechamento das perneiras e etc..) 
c)Engate do piloto a asa (mosquetões, hang­loop) 
III  ­  Dar  análises  verbais das condições locais, trajetória  de  voo,  áreas  a  serem evitadas 
com  relação  ao   fluxo  de  ar  e  obstáculos  a  serem  contornados  além de indicar áreas de 
pouso primárias e secundárias ou seja uma análise completa do local onde irá voar. 

IV  ­  Em  cada  voo  demonstrar  verbalmente  como  será  o  procedimento  de  decolagem 
pretendido  levando­se  em  conta  as  condições  de  decolagem  e  como  procederá  com os 
comandos. 

V ­ Definir verbalmente como os diferentes ventos podem afetar o local de voo em 
questão, considerando: 
a) Direções diferentes de vento; 
b) Velocidades diferentes de vento; 
c) Limitações do espaço aéreo em relação à altura, relevo obstáculos e áreas de pouso. 

VI ­ Decolagem sem ajuda, demonstrando: 
a) Bom nivelameto; 
b) Posicionamento correto quanto ao ângulo de ataque; 
c) Corrida decidida;​
 
d) Transição da corrida para o voo suave; 
e) Acomodação correta no cinto. 

VII ­ Demonstração do domínio da asa em diferentes velocidades de voo. 

VIII ­ Demonstrar praticamente: 
a) Correta velocidade de voo nas retas e curvas; 
b)  Aproximação  correta,  através  do  julgamento  correto  da  velocidade  de  avanço 
horizontal em relação a vertical (taxa de queda); 
c)  Iniciação  e  finalização  de  um  360o  de  maneira  suave,  sem  grandes  variações  de 
velocidade; 
d) Velocidade de voo correta para a aproximação final; 
e) Pouso controlado. 

Artigo  49º ­ PRESCRIÇÕES DIVERSAS: 

I­ Fiscalização: 

a)  Compete  às  Federações  e  aos  Clubes  e  Associações  a  ela  filiados  fiscalizar  se  as 
escolas de voo obedecem a presente Norma Regulamentar; 
b)  As  Federações,  Clubes  e  Associações   filiadas  deverão  checar,  in  loco,  se  os  alunos 
estão  cientes  do  programa  básico  previsto  na  presente  Norma  Regulamentar,  podendo 
para tanto fazer vistorias nos locais de funcionamento dos cursos. 

II­ Voo solo e 1ª habilitação: 
a) É sugerido que antes de solar, o aluno realize ao menos um voo duplo; 
b)  Após  o  voo  solo  o  aluno  deverá  realizar,  ao  menos,  10  (dez)  voos  orientados  pelo 
instrutor em elevação com altitude maior que 100m; 
c)  Durante  os  voos  orientados,  os  alunos  deverão  voar  com  uma  fita  na  cor  vermelha, 
com  1,5m  de  comprimento,   atada  no  King  Post,  para  melhor  identificação pelos  demais 
pilotos que lhes darão prioridade no tráfego aéreo e durante o pouso; 
d)  O  aluno  somente  poderá  decolar  em  condições  meteorológicas  comprovadamente 
seguras,  sendo  de  responsabilidade  do  instrutor  a  observância   dos  procedimentos  de 
segurança,  limitações   técnicas   e  regras   determinadas  pelo  clube   local  ou  por   esta 
Norma Regulamentar; 
e)  Os horários  indicados  para  alunos  realizarem seus voos são: até às 11h e  após às 16h 
f)  Aluno,  instrutor  e  monitor  deverão  estar  necessariamente  utilizando  rádios 
comunicadores, durante os voos de instrução. 
g)  Após concluído  o  curso, conforme previsto nesta  Norma Regulamentar, o aluno  deverá 
ser  encaminhado  pelo seu  instrutor  para  o exame teórico e após aprovado, para o exame 
prático a serem aplicados pela Federação Estadual. 

Parágrafo   único:   É  aconselhável  que  o   aluno  já  tenha  sido   aprovado  na  prova  teórica 
antes do 1o voo solo. 

CAPÍTULO VII 
RESTRIÇÕES OPERACIONAIS E NORMAS DE SEGURANÇA 

Artigo  50º   ­   Este   capítulo   dispõe   sobre   as   restrições   operacionais   e   normas   de 
segurança para a prática de  voo  livre em asa delta  e  parapente  no  Brasil  e  determina as 
penas a que ficam sujeitos os infratores desse Regulamento. 

Artigo 51º ­ Áreas Restritas: 

I  ­ É  proibido  decolar ou sobrevoar áreas que  sejam  restritas, proibidas ou interditadas, a 


menos que o praticante obtenha permissão prévia do órgão administrativo responsável. 

Artigo 52º ­ Outras Restrições: 

I ­ Nenhum praticante pode programar pousos e decolagens em locais: 
a) Onde exponha ao risco pessoas ou bens. 
b) Expressamente proibidos por seus proprietários ou responsáveis. 

Artigo 53º ­ Procedimentos inseguros ou perigosos: 
 
I­  É  de  responsabilidade  do  clube  local  determinar os limites de velocidade  e  direção de 
ventos  para  operação  segura  levando  em  conta  os  fatores  aerológicos  específicos  do 
local, bem como informar os pilotos destes limites. 
II­  É  de  competência  do  clube  local,  associação  estadual  ou  nacional,  julgar  casos  que 
criem situação de risco para o próprio piloto ou terceiros. 

III­ O  Diretor  Técnico  da  ABVL poderá estabelecer  limites de segurança  específicos  para 


determinados sítios de voo. 

Parágrafo   único:   A  infração  a  estes  limites  de  segurança, sujeita  o  infrator a punição a 


ser aplicada pelo Conselho Técnico e Órgãos da Justiça Desportiva da ABVL. 

Artigo 54º ­ Regras de Tráfego: 

I­  O  praticante  operando  um  Parapente  ou  uma  asa  delta  deve  manter  constante 
vigilância  do  espaço  aéreo  de  modo  a  evitar  quaisquer  incidentes  envolvendo  outras 
aeronaves ou equipamentos aerodesportivos. 

II­  O  praticante  conduzindo  um  Parapente  ou  uma  asa  delta,  não  pode  operá­lo  de 
maneira  que   possa  criar  riscos  de  colisão  com  qualquer  aeronave,  equipamentos 
aerodesportivos, pessoas, bens móveis ou imóveis de terceiros. 

III­   O   sentido   do   giro   na  térmica  é  determinado   pelo   primeiro   praticante  a   girá­la, 
devendo  os  demais obedecer tal  sentido, independentemente  da altura em  que entrarem 
na  térmica,  salvo  determinação  específica  feita  em  competições,  onde  este  será 
determinado pelo juiz do evento. 

IV­  O  praticante  de  baixo  tem  a  preferência  na  térmica  se  estiver  em  ascensão  mais 
rápida  que  o  de  cima,  devendo  este  dar  passagem  ao  que  está  subindo, mesmo  se  for 
necessário abandonar a térmica. 

V­ A direção do desvio entre os que estiverem se aproximando de frente será sempre à 
direita de cada praticante. 

VI­ O praticante que tiver um obstáculo a sua direita tem a preferência na passagem. 

Artigo 55º ­ Prioridade no Pouso: 

I­ Em primeiro lugar ­ Praticantes que estiverem em menor altura; 
II­ Em segundo lugar ­ Asa Delta; 
III­ Em terceiro lugar – Parapente; 

Artigo 56º ­ Comportamento do Praticante: 

I  ­  O  praticante  ou  aluno  que  demonstrar  em  sítio  de  vôo  comportamento  agressivo, 
indecoroso  ou  não  condizente  com  o  esporte,  estará  sujeito  a  punição  aplicada  pela 
Diretoria  Técnica  da  ABVL, Conselho  Técnico  de  cada modalidade  ou  Órgãos da Justiça 
Desportiva. 

Artigo 57º ­ Pouso em Rampa: 
 
I  ­ Os  clubes  e  associações  locais, poderão  a  seu  critério, restringir parcial  ou totalmente  
pousos  em  suas  rampas,  levando­se  em  consideração  as  particularidades  técnicas  das 
suas rampas. 

CAPÍTULO VIII 
DAS COMPETIÇÕES E SUA ORGANIZAÇÃO 

Artigo   58º  ­   Considera­se  campeonato  de  Parapente   e  Asa  Delta  qualquer competição 
de nível local,  estadual  ou  nacional, com  provas válidas disputadas pelos sócios da ABVL 
com Habilitação válida, adimplentes com a anuidade associativa. 

Artigo 59º  ­  A  organização  das  competições  está  a  cargo  e  fiscalização  de  cada  nível 
organizacional ou por elas autorizado: 
I­ Competições locais/municipais – Clubes e ou Associações; 
II­ Competições Estaduais ou Regionais – Federações Estaduais; 
III­ Competições nacionais e internacionais FAI 1 ou 2 no país ­ ABVL. 

Artigo 60º ­  Os Campeonatos Brasileiros de Parapente e asa delta são compostos por 
Etapas escolhidas por concorrência segundo Editais da ABVL. 

Artigo 61º  ­   Anualmente,  até  o  final  do  primeiro  semestre,  a  ABVL,  para  a  formação de 
seu  Calendário  Esportivo  do  próximo  ano, publicará Edital com as regras  gerais para os 
interessados em organizar uma Etapa do Nacional. 

Artigo  62º  ­  Na  organização  dos  campeonatos  nacionais,  será  credenciado  um 
responsável  legal  (pessoa  física,  pessoa  jurídica  do  ramo  esportivo,  clube ou federação 
de voo, instituições aerodesportivas ou prefeitura), que se comprometerá em conseguir as 
necessidades  financeiras,  de  infraestrutura,  segurança,  premiação,  promoção  entre 
outras,  para  a  sua  realização,  elencadas  nas  Regras  Gerais  para  Organizadores  de 
Etapas do Nacional. 

Artigo 63º ­ Dos Regulamentos: 
I  ­  A  elaboração  do  regulamento  das  competições  nacionais  está  delegado  a  Liga  de 
Competidores  de  cada  modalidade,  sob  posterior  análise  da  Diretoria  Técnica  ABVL  da 
modalidade. 
 
CAPÍTULO XI 
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS 
Artigo  64º  ­  Os  casos  omissos,  controversos  e  as  dúvidas  surgidas  na  aplicação  dessa 
Norma  Regulamentar,  serão  solucionadas  por   deliberação  da  Diretoria  da  ABVL,  em 
qualquer  de  suas  reuniões,  por  maioria  dos  membros  presentes,  “ad  referendum”  da 
primeira Assembléia Geral subsequente. 

A presente Norma Regulamentar foi aprovada pelas Comissões Técnicas no dia 31 de 
Maio de 2015 e entra em vigor na data de sua aprovação. 

Francisco Luiz Magalhães dos Santos 
Presidente da ABVL 
 
PARTICIPARAM DA ELABORAÇÃO DESTA NORMA REGULAMENTAR  
DIRETOR TÉCNICO ASA DELTA: Glauco Pinto 
CONSELHO  TÉCNICO ASA  DELTA:  Beto Schmitz, Cid Maestrini, Konrad Heilman, 
Geraldo Nobre, Henrique Frasson, Marcelo Andrei e David Brito 

DIRETOR TÉCNICO PARAPENTE: André Fleury 
 
CONSELHO  TÉCNICO  PARAPENTE:  Milton  Vilela  Gonçalves,  Rodolpho   Cavallini  e 
Marcelo Araripe. 
 
 
 

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