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MANUAL DE INSTALAÇÃO,
OPERAÇÃO E MANUTENÇÃO

FULGURIS – HR

Bateria Chumbo Ácida Regulada por válvula – Série HR


Edição Março/2019

ÍNDICE

1. PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS ................................................................... 3


2. DESCRIÇÃO .......................................................................................... 3
3. NORMAS DE REFERÊNCIA.......................................................................... 4
4. CARACTERÍSTICAS DO PROJETO ................................................................. 4
5. CARACTERÍSTICAS ELÉTRICAS ................................................................... 5
6. CARACTERÍSTICAS DIMENSIONAIS (Elementos) ...............................................8
7. DESENHOS E DIMENSÕES DE ESTANTES ....................................................... 9
8. CURVAS E TABELAS ............................................................................... 13
9. DESEMPENHO E CARACTERÍSTICAS .............................................................20
10. CARACTERÍSTICAS DE VIDA ................................................................... 25
11. AVALANCHE TÉRMICA ...........................................................................26
12. CARREGADORES ..................................................................................26
13. CORRENTE DE RIPPLE ...........................................................................26
14. MÉTODOS DE CARGA ............................................................................26
15. DESCARGA .........................................................................................27
16. TENSÃO DE FLUTUAÇÃO........................................................................27
17. CORREÇÃO DA TENSÃO DE FLUTUAÇÃO EM FUNÇÃO DA TEMPERATURA............. 27
18. TENSÃO DE EQUALIZAÇÃO......................................................................29
19. TENSÃO DE FLUTUAÇÃO EM FUNÇÃO DA TEMPERATURA.................................29
20. BATERIAS EM PARALELO.........................................................................29
21. RECEBIMENTO, ARMAZENAMENTO E INSTALAÇÃO .........................................29
22. OPERAÇÃO .........................................................................................35
23. MANUTENÇÃO .....................................................................................36
24. INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES.............................................................38
25. REGISTROS .........................................................................................39

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Edição Março/2019

BATERIAS ESTACIONÁRIAS
CHUMBO-ÁCIDAS
REGULADAS POR VÁLVULA

SÉRIE HR
MANUAL DE INSTALAÇÃO, OPERAÇÃO E MANUTENÇÃO

Produto de última geração a bateria de média descarga Fulguris Série HR Regulada por
Válvula, produzida pelo maior fabricante nacional de acumuladores, foi
desenvolvida para operar sem manutenção, sendo projetada para uma vida útil superior a
10 anos. Especialmente idealizada em resposta a crescente demanda no fornecimento
de energia para Sistemas de Telecomunicações, Iluminação de Emergência, Sistemas de
alarme contra incêndios, etc.

1. PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS

Capacidades nominais: 75 a 2500 Ah C10 a 1,75 V/elem. à 25ºC. Faixa de


temperatura de operação 0 à 35ºC. (Temp. ideal de operação: 25 ± 2°C)
Excelente desempenho em médias descargas
Baixíssimo desprendimento de gases. (possibilita a instalação no mesmo ambiente com
equipamentos eletrônicos).
Baixíssima auto descarga.
Não requer adição de água (livre de manutenção)
Normalmente se não requer carga de equalização. (Atenção! Depois de longos períodos
sem carga ou com sub tensão pode ser necessário 2,40Vpe por 72h)
A prova de vazamento e derrame, instalação na posição horizontal.
Pode ser utilizada próxima e/ou em conjunto com os mais sensíveis equipamentos
eletrônicos.

2. DESCRIÇÃO

Bateria Fulguris - Série HR, Chumbo-Ácida Estacionária, Regulada por Válvula com
eletrólito absorvido no separador (AGM), composta por elementos singelos de 2V
quando destinados ao fornecimento ininterrupto de energia em corrente contínua para
telecomunicações e outras aplicações críticas que exigem alta performance e
confiabilidade.

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Edição Março/2019

3. NORMAS DE REFERÊNCIA

3.1 Resolução Anatel 570 – Norma para Certificação e Homologação de Acumuladores


Chumbo-Ácidos Estacionários Regulados por Válvula.

3.2 NBR 14204 - Acumulador Chumbo-Ácido Estacionário Regulado por Válvula -


Especificação.

3.3 NBR 14205 - Acumulador Chumbo-Ácido Estacionário Regulado por Válvula - Ensaios.

3.4 NBR 14206 - Acumulador Chumbo-Ácido Estacionário Regulado por Válvula -


Terminologia.

3.5 UL-94 - Underwriters Laboratories Standard - Test for flammability of Plastics


Materials for parts in devices and appliance vertical Burnning Test classifying
Materials 84 V-0, 84 V-1 ou 94 V-2

4. CARACTERÍSTICAS DE PROJETO

Características gerais e capacidades de acordo com Resolução Anatel 570 – Norma para
Certificação e Homologação de Acumuladores Chumbo-Ácido Estacionários Regulados
por Válvula.

Vasos e Tampas em ABS, Flame Retardant-V0, alto impacto na cor cinza claro,
colados, a prova de vazamentos e estanques a explosão.

Placas positivas e negativas com grades em liga de chumbo com cálcio e estanho.

Separadores em mantas de microfibras de vidro com excelente resistência a oxidação


em altas temperaturas, retém o eletrólito impedindo curto circuitos.

Polos de segurança (Safety Post) fabricado com liga de chumbo-estanho à prova de


corrosão podendo ser com inserto de liga de cobre ou com parafuso insertado ao polo,
bucha em EPDM para a vedação de polo/tampa

Válvula de segurança com pressão de abertura igual a 160mbar e de fechamento igual


a 80mbar com pastilha porosa anti-explosão,

Livre de manutenção, não requer água durante toda a vida útil.

Interligações e Terminais
Interligações entre elementos, fabricadas com cobre maleável totalmente isolados e
projetados para conexão aparafusada com os polos das baterias HR. Terminais da
interligação dimensionados para resistir a corrente máxima de curto circuito até
atuação dos elementos de proteção dos sistemas de energia.
Parafusos ou porcas em aço inoxidável com roscas em polegadas em conformidade
com os padrões internacionais de normalizações.

Eletrólito
Ácido sulfúrico diluído com densidade 1,28 Kg/l à 25ºC, absorvido no separador.
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Edição Março/2019

5. CARACTERÍSTICAS ELÉTRICAS

5.1. TABELA DE CAPACIDADES EM Ah ATÉ TENSÃO FINAL 1,75Vpe a 25ºC

Capacidade em Ah até tensão final de 1,75 Vpe a 25°C


Tipo
20 h 10 h 9h 8h 7h 6h 5h 4h 3h 2h 1h
3HR – 75 78 75 73 71 69 67 64 60 56 46 39
4HR – 100 108 100 98 97 92 87 84 81 74 61 52
6HR – 150 158 150 146 142 139 135 128 120 113 92 78
7HR – 200 210 200 195 190 185 180 170 160 150 122 104
8HR – 250 262 250 244 238 231 225 213 200 188 153 130
9HR – 270 286 270 265 260 250 240 230 220 200 165 140
10HR – 300 318 300 293 289 277 266 256 244 222 183 156
11HR – 350 368 350 340 334 322 314 299 280 261 214 182
13HR – 430 420 400 390 385 370 360 345 325 300 244 208
15HR – 450 476 450 440 430 420 405 390 365 339 275 234
16HR – 500 528 500 489 478 462 450 430 404 375 305 260
17HR – 550 580 550 540 530 510 495 470 444 411 336 286
19HR - 640 630 600 590 575 560 540 515 484 450 366 312
15HR – 700 736 700 685 670 650 630 600 564 525 427 364
16HR – 750 788 750 735 722 693 672 645 608 561 458 390
17HR – 800 840 800 785 770 742 720 690 652 600 488 416
18HR – 850 892 850 833 816 784 762 730 692 636 519 442
19HR – 900 946 900 880 864 833 810 775 732 675 549 468
21HR – 1000 1050 1000 981 960 931 900 860 812 750 610 520
23HR – 1100 1156 1100 1080 1064 1022 990 945 892 825 671 572
25HR – 1200 1260 1200 1179 1152 1113 1080 1030 972 900 732 624
26HR – 1250 1312 1250 1224 1200 1155 1122 1070 1012 936 763 650
27HR – 1300 1370 1300 1278 1248 1211 1170 1120 1056 975 793 676
28HR - 1350 1426 1350 1323 1296 1247 1199 1148 1102 999 824 702
29HR – 1400 1470 1400 1368 1344 1302 1260 1200 1136 1050 854 728
31HR - 1500 1580 1500 1467 1440 1393 1350 1290 1216 1125 915 780
32HR – 1750 1840 1750 1710 1680 1624 1572 1505 1416 1311 1068 910
33HR – 2000 2100 2000 1953 1920 1855 1800 1720 1620 1500 1220 1040
35HR - 2250 2360 2250 2196 2160 2086 2022 1925 1824 1629 1373 1170
37HR – 2500 2620 2500 2439 2400 2317 2250 2140 2020 1809 1525 1300

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Edição Março/2019

5.2. TABELA DE CAPACIDADES EM Ah ATÉ TENSÃO FINAL 1,80Vpe a 25ºC

Capacidade em Ah até tensão final de 1,80 Vpe a 25°C


Tipo
20 h 10 h 9h 8h 7h 6h 5h 4h 3h 2h 1h
3HR – 75 76 74 71 70 68 65 62 59 54 45 38
4HR – 100 106 98 96 95 91 85 82 80 72 60 51
6HR – 150 155 147 143 140 136 132 125 118 110 90 76
7HR – 200 206 196 191 187 181 176 167 157 147 120 102
8HR – 250 257 245 239 233 226 221 208 196 184 150 127
9HR – 270 280 265 259 255 245 235 225 216 196 161 138
10HR – 300 312 294 288 283 272 261 250 239 218 179 153
11HR – 350 361 343 333 328 316 308 293 274 256 209 178
13HR – 430 412 392 382 377 363 353 338 319 294 239 204
15HR – 450 466 441 431 422 412 397 382 358 332 269 229
16HR – 500 517 490 479 469 453 441 421 396 368 299 255
17HR – 550 568 539 529 520 500 485 461 435 403 329 280
19HR - 640 617 588 579 564 549 529 505 474 441 359 306
15HR – 700 721 686 671 657 637 617 588 553 515 418 357
16HR – 750 772 735 721 707 679 659 632 596 550 448 382
17HR – 800 823 784 769 755 727 706 676 639 588 478 408
18HR – 850 874 833 817 800 768 747 715 678 623 508 433
19HR – 900 927 882 863 847 816 794 760 717 662 538 459
21HR – 1000 998 950 932 912 884 855 817 771 713 580 494
23HR – 1100 1098 1045 1026 1011 971 941 898 847 784 637 543
25HR – 1200 1197 1140 1120 1094 1057 1026 979 923 855 695 593
26HR – 1250 1246 1188 1163 1140 1097 1066 1017 961 889 724 618
27HR – 1300 1302 1235 1214 1186 1150 1112 1064 1003 926 753 642
28HR - 1350 1354 1283 1257 1231 1185 1139 1090 1047 949 782 667
29HR – 1400 1397 1330 1300 1277 1237 1197 1140 1079 998 811 692
31HR - 1500 1501 1425 1394 1368 1323 1283 1226 1155 1069 869 741
32HR – 1750 1748 1663 1625 1596 1543 1493 1430 1345 1245 1014 865
33HR – 2000 1995 1900 1855 1824 1762 1710 1634 1539 1425 1159 988
35HR - 2250 2242 2138 2086 2052 1982 1921 1829 1733 1548 1304 1112
37HR – 2500 2489 2375 2317 2280 2201 2138 2033 1919 1719 1449 1235

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Edição Março/2019

5.3. TABELA DE CAPACIDADES EM Ah ATÉ TENSÃO FINAL 1,85Vpe a 25ºC

Capacidade em Ah até tensão final de 1,85 Vpe a 25°C


Tipo
20 h 10 h 9h 8h 7h 6h 5h 4h 3h 2h 1h
3HR – 75 75 72 70 68 67 64 61 58 53 44 37
4HR – 100 104 96 94 93 89 84 81 78 71 59 50
6HR – 150 152 144 140 137 133 130 122 115 108 88 75
7HR – 200 202 192 188 183 177 173 163 154 144 117 100
8HR – 250 252 240 234 228 222 216 204 192 180 147 125
9HR – 270 275 259 254 250 240 230 221 211 192 158 135
10HR – 300 305 288 282 277 266 256 245 234 213 176 150
11HR – 350 353 336 327 321 309 301 287 269 251 205 175
13HR – 430 403 384 374 370 356 346 331 312 288 234 200
15HR – 450 457 432 423 413 403 389 375 351 326 264 225
16HR – 500 507 480 469 459 444 432 413 388 360 293 250
17HR – 550 557 528 519 509 490 475 451 426 395 322 275
19HR - 640 605 576 567 552 538 519 495 465 432 352 300
15HR – 700 707 672 658 644 625 605 576 542 504 410 350
16HR – 750 757 720 706 693 666 645 619 584 539 439 375
17HR – 800 807 768 754 740 713 691 663 626 576 469 400
18HR – 850 857 816 800 784 753 732 701 665 611 498 424
19HR – 900 909 864 845 830 800 778 744 703 648 527 449
21HR – 1000 948 903 885 866 840 812 776 733 677 551 469
23HR – 1100 1043 993 975 960 922 893 853 805 745 606 516
25HR – 1200 1137 1083 1064 1040 1004 975 930 877 812 661 563
26HR – 1250 1184 1128 1105 1083 1042 1013 966 913 845 688 587
27HR – 1300 1236 1173 1153 1126 1093 1056 1011 953 880 716 610
28HR - 1350 1287 1218 1194 1170 1126 1082 1036 994 902 743 634
29HR – 1400 1327 1264 1235 1213 1175 1137 1083 1025 948 771 657
31HR - 1500 1426 1354 1324 1300 1257 1218 1164 1097 1015 826 704
32HR – 1750 1661 1579 1543 1516 1466 1419 1358 1278 1183 963 821
33HR – 2000 1895 1805 1763 1733 1674 1625 1552 1462 1354 1101 939
35HR - 2250 2130 2031 1982 1949 1883 1825 1737 1646 1470 1239 1056
37HR – 2500 2365 2256 2201 2166 2091 2031 1931 1823 1633 1376 1173

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Edição Março/2019

6.0. CARACTERÍSTICAS DIMENSIONAIS

Vasos 3HR-75 à 21HR-1000 Vasos 23HR-1100 à 37HR-2500

Tipo Capacidade C L A1 A Peso Kg


3HR-75 75 9
4HR-100 100 10
6HR-150 150 13
7HR-200 200 16
103 355 370
8HR-250 250 19
9HR-270 270 19
10HR-300 300 21
11HR-350 350 22,5
13HR-430 430 124 26,5
15HR-450 450 32
16HR-500 500 145 471 486 34
206
17HR-550 550 36
19HR-640 640 166 37
15HR-700 700 145 646 661 44
16HR-750 750 51
17HR-800 800 166 471 486 54
18HR-850 850 59
19HR-900 900 62
145
21HR-1000 1000 65
23HR-1100 1100 70
25HR-1200 1200 75
26HR-1250 1250 191 80
27HR-1300 1300 646 661 85
28HR-1350 1350 90
210
29HR-1400 1400 95
233
31HR-1500 1500 104
32HR-1750 1750 120
275
33HR-2000 2000 134
35HR-2250 2250 137
360 612 628
37HR-2500 2500 140

A1 = Altura até a superfície da tampa. A = Altura até os pólos.


Tolerâncias: Dimensões: ± 2% ou ± 5mm – Pesos: ± 4%.

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Edição Março/2019

7. DESENHOS E DIMENSÕES DE ESTANTES

7.1. Desenhos de estantes para 24 elementos

CONFIGURAÇÃO “X” CONFIGURAÇÃO “Y”

CONFIGURAÇÃO “Z”

9
Edição Março/2019

7.2. Dimensões de estantes para 24 elementos

ESTANTE SOBREPOSTA 6 NIVEIS PARA 24 ELEMENTOS


Dimensões (mm) Peso Total
Tipo Configuração
C P A (Kg)
3HR – 75 264
4HR – 100 288
6HR – 150 360
7HR – 200 456
540 500
8HR – 250 528
9HR – 270 532
10HR – 300 576
11HR – 350 643
13HR – 430 650 787
15HR – 450 1700 862 X
620
16HR – 500 911
17HR – 550 958
700
15HR – 700 1158
19HR - 900 800 1590
21HR - 1000 1662
19HR - 640 1059
16HR – 750 1323
800 620
17HR – 800 1395
18HR – 850 1515
23HR – 1100 1847
25HR – 1200 1967
26HR – 1250 880 2087
27HR – 1300 2207
28HR – 1350 2327 Y
29HR – 1400 800 1934 2470
1100
31HR - 1500 2686
32HR – 1750 3100
1240
33HR – 2000 3436
35HR - 2250 3546
1600 Z
37HR - 2500 3618

Outras configurações conforme projeto aprovado pelo cliente

10
Edição Março/2019

7.3. Desenhos de estantes para 60 elementos


CONFIGURAÇÃO “X”

CONFIGURAÇÃO “Y”

CONFIGURAÇÃO “Z”

11
Edição Março/2019

7.4. Dimensões de estantes para 60 elementos

ESTANTE SOBREPOSTA 6 NIVEIS PARA 60 ELEMENTOS


Dimensões (mm)
Tipo Peso Total (Kg) Configuração
C P A
3HR – 75 610
4HR – 100 670
6HR – 150 850
7HR – 200 1085
1220 500
8HR – 250 1265
9HR – 270 1275
10HR – 300 1385
11HR – 350 1700 1475
13HR – 430 1435 1864
15HR – 450 2073 X
620
16HR – 500 2193
17HR – 550 2243
1650
15HR – 700 2835
19HR - 900 800 3915
21HR - 1000 4110
19HR - 640 2593
16HR – 750 3260
1850 620
17HR – 800 3433
18HR – 850 3735
23HR – 1100 4450
25HR – 1200 4754
26HR – 1250 2100 5047
27HR – 1300 1684 5065
28HR – 1350 5646 Y
29HR – 1400 800 6030
2550
31HR - 1500 6545
32HR – 1750 7540
2950
33HR – 2000 8385
35HR - 2250 8790
3800 Z
37HR - 2500 8970

Outras configurações conforme projeto aprovado pelo cliente

12
Edição Março/2019

8. CURVAS E TABELAS - Referidas a 25ºC

8.1. Valores médios de K para elementos HR, com tempo de 0 a 60 minutos

13
Edição Março/2019

8.2. Valores médios de K para elementos HR, com tempo de 60 a 600 minutos

14
Edição Março/2019

8.3. Valores médios de K para elementos HR, com tempo de 60 a 1200 minutos

minutos

15
15
Edição Março/2019

8.4. Curva característica de carga com tensão constante de 2,27Vpe após


descarga de 80% C10 com limitação inicial em 0,2 x C10 (A)
NEWPOWER

8.5. Curva de Carga x Tensão de carga e corrente – Baterias VRLA - HR

16
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Edição Março/2019

8.6. Curva de Características de Descarga – Baterias VRLA - HR

8.7. Estado de Carga

O estado de carga de uma bateria pode ser determinado aproximadamente medindo-se a


tensão em circuito aberto após a carga, observando-se um repouso mínimo de 20 horas.

ESTADO DE CARGA (%) TENSÃO EM CIRCUITO ABERTO (V)


100 2,13
70 2,09
50 2,06
20 2,02

17
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Edição Março/2019

8.8. Variação da Corrente de Flutuação em função do tempo de operação do


Acumulador

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Edição Março/2019

8.9. Tabela de correção da capacidade em função da temperatura para baterias VRLA

CORREÇÃO DA CAPACIDADE EM FUNÇÃO


NEWPOWER DA TEMPERATURA PARA BATERIA VRLA

TEMPERATURA 3 HORAS 5 HORAS 8 HORAS 10 HORAS 20 HORAS


INICIAL °C
95% 100% 95% 100% 95% 100% 95% 100% 95% 100%

10 2h20' 2h28' 3h54' 4h6' 6h14' 6h34' 7h47' 8h12' 15h35' 16h24'

11 2h23' 2h30' 3h59' 4h10' 6h21' 6h41' 7h56' 8h21' 15h52' 16h42'

12 2h25' 2h33' 4h2' 4h15' 6h28' 6h48' 8h4' 8h30' 16h9' 17h

13 2h28' 2h36' 4h7' 4h20' 6h34' 6h55' 8h13' 8h39' 16h26' 17h18'

14 2h30' 2h38' 4h11' 4h24' 6h41' 7h2' 8h22' 8h48' 16h43' 17h36'

15 2h32' 2h40' 4h14' 4h27' 6h46' 7h7' 8h27' 8h54' 16h55' 17h48'

16 2h35' 2h43' 4h18" 4h32' 6h53' 7h14' 8h39' 9h3' 17h12' 18h6'

17 2h37' 2h45' 4h21' 4h35' 6h57' 7h19' 8h41' 9h9' 17h23' 18h18'

18 2h39' 2h48' 4h25' 4h39' 7h4' 7h26' 8h50' 9h18' 17h40' 18h36'

19 2h41' 2h50' 4h28' 4h42' 7h8' 7h31' 8h56' 9h24' 17h52' 18h48'

20 2h43' 2h52' 4h31' 4h46' 7h13' 7h36' 9h2' 9h30' 18h3' 19h

21 2h45' 2h53' 4h34' 4h48' 7h18' 7h41' 9h7' 9h36' 18h14' 19h12'

22 2h46' 2h55' 4h37' 4h52' 7h22' 7h46' 9h13' 9h42' 18h26' 19h24'

23 2h48' 2h57' 4h40' 4h54' 7h27' 7h50' 9h18' 9h48' 18h37' 19h36'

24 2h50' 2h59' 4h43' 4h58' 7h31' 7h55' 9h24' 9h54' 18h48' 19h48'

25 2h52' 3h 4h45' 5h 7h36' 8h 9h30' 10h 19h 20h

26 2h53' 3h2' 4h48' 5h3' 7h40' 8h5' 9h36' 10h6' 19h11' 20h12'

27 2h55' 3h3' 4h51' 5h6' 7h45' 8h9' 9h41' 10h12' 19h23' 20h24'

28 2h56' 3h4' 4h53' 5h8' 7h47' 8h12' 9h44' 10h15' 19h28' 20h30'

29 2h57' 3h5' 4h54' 5h9' 7h50' 8h14' 9h47' 10h18' 19h34' 20h36'

30 2h58' 3h7' 4h57' 5h12' 7h54' 8h19' 9h53' 10h24' 19h45' 20h48'

31 2h59' 3h8' 4h59' 5h14' 7h56' 8h22' 9h56' 10h27' 19h51' 20h54'

32 3h 3h9' 5h 5h15' 7h59' 8h24' 9h59' 10h30' 19h57' 21h

33 3h1' 3h11' 5h2' 5h18' 8h3' 8h28' 10h4' 10h36' 20h8' 21h12'

34 3h2' 3h12' 5h4' 5h20' 8h6' 8h31' 10h7' 10h39' 20h14' 21h18'

35 3h3' 3h13' 5h5' 5h21' 8h8' 8h33' 10h10' 10h42' 20h20' 21h24'

TAB-156 15/10/98 REV. A

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Edição Março/2019

9. DESEMPENHO E CARACTERÍSTICAS

9.1. Vida útil

Maior que 10 anos a 25ºC em regime flutuação até capacidade 80% C10

9.2. Valores de Tensão

· Nominal para elementos chumbo-ácidos regulados por válvula tipo HR é de 2,0V sendo
fornecidos nas capacidades de 75 a 2500 Ah C10
· Tensão em circuito aberto “referencial” = 2,13 V/ elemento.
· Tensão critica = 2,19 V/ elemento.
· Flutuação / Recarga a 2,27 V ± 1% por elemento a 25ºC.
· No início da vida é natural que a bateria em flutuação tenha uma dispersão de tensão
normalmente sita entre 2,15 e 2,30 V/elemento sendo que após estabilizado o ciclo de
O2 nos elementos, esta fique dentro do especificado, que é 2,27 ± 1% V/ elemento.

9.3. Operação sobre condição climática desfavorável e vida útil em função da


temperatura do elemento.

A temperatura média ambiente recomendada para a operação do acumulador deve estar


entre 20 e 25ºC.
A temperatura de operação não deveria exceder os 35°C num período maior que 8 horas.
A temperatura média anual máxima do elemento em condições de flutuação não deve ser
superior a 25ºC. Acima deste valor ocorre redução da vida útil projetada (ver gráfico
abaixo). Se a temperatura de operação exceder 35°C, contate a Fulguris para receber
recomendações especificas para este tipo de operação.
Aconselha-se que o equipamento opere em salas com climatização e que o retificador
trabalhe com nível único de carga. É importante recarregar a bateria imediatamente após
cada descarga.

Vida útil em função da temperatura do elemento


Obs.: Vida útil esperada maior que 10 anos @ 25°C em flutuação conforme item 9.1
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Edição Março/2019

9.4. Perda da Capacidade em função do tempo de operação

O gráfico acima mostra a variação da capacidade ao longo da vida útil da bateria,


em condições normais de operação.

9.5. Auto Descarga

O valor percentual da auto descarga em elementos HR é menor que 3% ao mês quando


armazenados a 25ºC.
Temperaturas mais elevadas aceleram a auto descarga e, p o r t a n t o , o
armazenamento por longos períodos e temperaturas elevadas devem ser evitados.

9.6. Emissão de Gases

Em condições normais de operação ou em circuito aberto, baterias do tipo reguladas por


válvula liberam pequenas quantidades de hidrogênio. Sob falha ou condições de sobrecarga
extrema (acima da capacidade de recombinação do elemento), elas podem produzir
hidrogênio a uma taxa máxima de 1,27 x 10-7 m3/s por ampère por elemento a 25º C e
pressão-padrão do ambiente. Temperaturas altas em ambientes com baterias também
resultam em incremento da produção do gás hidrogênio.
O local de instalação deve permitir a troca de ar, a fim de prevenir a possibilidade de
acúmulo de hidrogênio, limitando-o em menos de 3,8% do volume total da área/gabinete da
bateria. Em níveis superiores a 3,8% de concentração, o ambiente torna-se potencialmente
explosivo. Cuidados especiais quanto à ventilação devem ser tomados em instalações de
baterias dentro de gabinetes.
Equipamentos próximos que possuam contatos sujeitos a centelhamento devem ser
posicionados de tal modo que se evitem aquelas áreas onde bolsas de hidrogênio possam vir
a se formar.

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Edição Março/2019

9.7. Medidas Ohmicas Internas e Corrente de Curto-Circuito

Resistência Corrente de Curto


Tipo Interna – Ri ( ) Circuito – Icc (A)
3 HR 75 0,0025 800
4 HR 100 0,0019 1063
6 HR 150 0,0012 1595
7 HR 200 0,0009 2168
8 HR 250 0,0008 2500
9 HR 270 0,0007 2700
10 HR 300 0,0006 3109
11 HR 350 0,0006 3509
13 HR 430 0,0005 4047
15 HR 450 0,0005 4147
16 HR 500 0,0004 4785
17 HR 550 0,0004 4720
19 HR 640 0,0004 5147
15 HR 700 0,0004 5260
16 HR 750 0,0004 5423
17 HR 800 0,0003 6060
18 HR 850 0,0003 6061
19 HR 900 0,0003 6300
21 HR 1000 0,0003 6699
23 HR 1100 0,0003 7140
25 HR 1200 0,0003 7300
26 HR 1250 0,0003 7337
27 HR 1300 0,0003 7850
28 HR 1350 0,0003 7900
29 HR 1400 0,0003 7900
31 HR 1500 0,0003 7974
32 HR 1750 0,0002 9250
33 HR 2000 0,0002 10526
35 HR 2250 0,0001 11840
35 HR 2500 0,0001 13160

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Edição Março/2019

9.8. Reações Químicas e Princípios de funcionamento

As principais reações químicas que ocorrem em baterias chumbo-ácidas, pode ser


demonstrada pelas seguintes fórmulas.

Na descarga o dióxido de chumbo na placa positiva e o chumbo metálico esponjoso na


placa negativa reagem com o eletrólito e gradualmente se transformam em sulfato de
chumbo, enquanto a densidade do eletrólito diminui.

Ao contrário, quando a bateria é recarregada, o material ativo positivo e negativo que


fora transformado gradualmente em sulfato de chumbo reverte para dióxido de chumbo e
chumbo metálico esponjoso respectivamente, enquanto a densidade do eletrólito
aumenta, liberando o eletrólito absorvido pelo material ativo.

Quando a carga da bateria se aproxima do estágio final, a maior parte da corrente


elétrica de carga é consumida como a decomposição da água por eletrólise, resultando
na geração de gás oxigênio da placa positiva e hidrogênio da placa negativa.

O gás produzido desprenderá da bateria ocasionando redução volume de eletrólito,


requerendo que periodicamente a água desta seja reposta, no caso de baterias ventiladas.
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Edição Março/2019

Entretanto, as baterias VRLA utilizam o ciclo interno do o xigênio , co m


recomb inaç ão de gases, características de retenção do eletrólito no separador
(AGM) e da matéria ativa negativa, a qual é muito ativa na maioria das condições e reage
rapidamente com oxigênio, o que significa inibir a diminuição do eletrólito eliminando-se
a necessidade de reposição da água.

O processo de recarga do começo até o final do estágio é idêntico às baterias


convencionais do tipo ventiladas, conforme demonstrado na Figura. “A”.

Após o estágio final de carga ou sob condições de sobrecarga a energia de carga é


consumida para decomposição eletrolítica da água e produção de oxigênio na placa
positiva o qual reage com o chumbo metálico na placa negativa e o ácido sulfúrico no
eletrólito, parte deste retorna a placa negativa na condição de descarga, eliminando-se
assim a geração de hidrogênio da placa negativa.

A parte da placa negativa que retornará na condição de descarga através da reação com
oxigênio é ainda revertida para o chumbo esponjoso originado pela carga subsequente.
Assim a placa negativa estabelece um equilíbrio entre a quantidade que retorna ao
chumbo esponjoso pela carga e a quantidade deste que retorna ao sulfato de chumbo
através de absorção do gás gerado na placa positiva fazendo com que torne possível a
condição de regulada por válvula.

A reação química que ocorre após o final do estágio de carga ou sob a condição de
sobrecarga esta demonstrada na formula e figura “B”.

a) Reação na placa positiva (geração de oxigênio)

1) 2 H2O O2 + 4H+ +4e

migrado da superfície da placa negativa

b) Reação na placa negativa

2) (Reação química do chumbo esponjoso com oxigênio)

2 Pb + O2 PbO

3) (Reação química do PbO com eletrólito)

2 PbO + 2 H2SO4 2 PbSO4 + 2H2O


(para reação (1))

4) Reação do PbSO4

2 PbSO4 + 4H+ + 4 e 2 Pb + 2 H2SO4

(para reação (2))

(para reação (3))

Reação total na placa negativa

O2 + 4H+ + 4e 2 H2O

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Edição Março/2019

10. CARACTERÍSTICAS DE VIDA

Operando a temperatura recomendada que entre 20 e 25ºC e sob ótimas condições de


flutuação, a expectativa de vida em serviço é superior a 10 anos.

A extensão da vida em flutuação é influenciada por descargas frequentes, descargas


profundas, tensão de flutuação e serviços envolvidos e principalmente temperatura.

Assim a carga deverá ser sempre realizada à tensão de flutuação de 2,27 Vpe ±1%.

10.1. Curva de Ciclagem x Profundidade de descarga “D.O.D” baterias HR

10.1. Curva de Efeito da Temperatura sobre a vida útil esperada em flutuação


à 25°C - baterias HR

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Edição Março/2019

11. AVALANCHE TÉRMICA

Este fenômeno pode ocorrer durante uma carga com tensão constante ou até mesmo em
flutuação nas seguintes condições: tensão de carga ou de flutuação ajustada em
excessivos valores, baterias velhas ou em estado de degradação, quando a bateria
apresenta vários elementos em curto-circuito, temperatura excessiva ou falta de
ventilação/ condicionamento do ar.
Pode ocorrer quando houver um aumento anormal de temperatura, a resistência interna
da bateria cai e a cor rente de carga aumenta. O aumento da cor rente conduz para mais
um aumento de temperatura, que por sua vez diminui a resistência interna e novamente
aumenta a cor rente, uma verdadeira avalanche térmica.
Para evitar-se a ocorrência de avalanche Térmica deve-se garantir que as seguintes
condições de operação não sejam ultrapassadas.

CORRENTE DE
TENSÃO TEMPERATURA
FLUTUAÇÃO (mA)
2,27V/elem.+ 1% Menor que 50mA/100Ah Máxima 35ºC

A aplicação de tensões mais elevadas à bateria, como equalização, deve ser somente
realizada sob supervisão com controle da temperatura.

12. CARREGADORES

Para proporcionar máxima vida útil às baterias reguladas a válvula, devem ser utilizados
carregadores de tensão constante e limitação de corrente (limitada a 20% da capacidade
nominal C10). É recomendável o uso de carregadores com dispositivos de ajuste da tensão
de flutuação com a temperatura.

13. CORRENTE DE RIPPLE

Níveis inaceitáveis de corrente de ripple a partir do carregador ou da carga podem causar


danos à bateria. É recomendável que se limite a componente CA (corrente alternada) de
tensão (ripple) até 1% (RMS) da tensão de flutuação e em corrente à 5 A (RMS) para cada
100 Ah da capacidade nominal (C10). Valores superiores podem reduzir a vida útil da
bateria.

14. MÉTODOS DE CARGA

BATERIA NOVA

Carregar a bateria com tensão constante de 2,27 Vpe a 20 – 25 °C com corrente limitada
a no máximo 0,2 x C10 por um período mínimo de 120 horas.
Se houver necessidade de carregar a bateria em menor tempo pode-se aplicar uma tensão
de 2,35 Vpe à 20 - 25°C com corrente limitada a no máximo 0,2 x C10. O tempo
necessário para se alcançar a plena carga dependerá do estado inicial de carga da
bateria. Considera-se uma bateria plenamente carregada quando a corrente de carga não
variar mais do que 5% durante um período de 2 horas com três leituras consecutivas
inicial, 1h e 2h. Após a carga, a bateria deve voltar ao regime de carga com a tensão de
flutuação compatível com a temperatura de operação dos elementos.

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Edição Março/2019

15. DESCARGA

DESCARGA PROFUNDA ACIDENTAL

Quando uma bateria é completamente descarregada, todo o ácido sulfúrico é consumido


e o eletrólito resulta quase que somente em água. A sulfatação é máxima, aumentando
consideravelmente a resistência interna do elemento.
Toda descarga que remove mais que 80% da capacidade da bateria deve ser considerada
uma descarga profunda.
A bateria deve então ser imediatamente recar regada com tensão de flutuação constante
(ajustada à temperatura do elemento) e com corrente limitada a 0,2 x C10. Como a
resistência interna é alta no início, é necessária uma carga mínima de 120 horas. Após
este procedimento, recomendamos que um teste de capacidade seja efetuado.

IMPORTANTE

A descarga profunda deve ser terminantemente evitada, pois provocará a deterioração


prematura da bateria e a redução da expectativa de vida da mesma. É recomendável que
o sistema de energia da bateria tenha sistema de proteção e desconexão da bateria
quando a tensão atingir 1,75V por elemento (LVD).

16. TENSÕES DE FLUTUAÇÃO

As baterias HR foram projetadas para uma vida de mais de 10 anos quando operadas com
a tensão de flutuação de 2,27 Volts ±1% por elemento (VPE) a 20 / 25ºC e corrente
limitada 0,2 x C10. O carregador deve ser capaz de manter a tensão do sistema dentro de
± 1% do valor desejado. A corrente de flutuação de uma bateria plenamente carregada
deve estar na faixa de 50mA para cada 100 Ah em C10, nesta faixa de temperatura. A
tensão de flutuação varia com a temperatura conforme a tabela indicada no item 8.3.

IMPORTANTE

 Utilizar preferencialmente o método de carga de flutuação para evitar qualquer


tipo de sobrecarga acidental que poderá danificar a bateria.
 Outro método de carga diferente de carga de flutuação deverá ser supervisionado.
 Em qualquer situação, desligue imediatamente a carga se a temperatura do
elemento atingir 45°C.
 Fontes que possuem sensor de recarga automática com tensão diferente da de
flutuação devem ter este sensor desligado quando utilizados com baterias
reguladas por válvula.

17. CORREÇÃO DA TENSÃO DE FLUTUAÇÃO EM FUNÇÃO DA TEMPERATURA

A tensão de carga deve ser 2,27 V/elemento a 25ºC. Entretanto, quando a temperatura
média ambiente aumenta, a tensão de carga deve ser reduzida para prevenir
sobrecargas.
Assim, recomenda-se o fator de compensação de 3mV/°C/elemento referido a 25ºC
considerando-se como ponto central 2,27V.

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Edição Março/2019

17.1. Curva de compensação da tensão de flutuação em função da


temperatura – Baterias VRLA AGM - HR

A temperatura deverá ser medida sempre no meio do vaso, e preferencialmente no


elemento do meio do conjunto para cima, ou sendo com sensor fixado no pólo negativo
(figura “C”).

FIG. “ C ”

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Edição Março/2019

18. TENSÃO DE EQUALIZAÇÃO

A equalização é uma carga aplicada com tensão mais alta do que a de flutuação. Seu
propósito é compensar quaisquer irregularidades que possam ter ocorrido, ou regularizar
as diferenças de tensão entre os elementos individuais num banco. Recomenda-se esse
tipo de carga caso algum elemento apresente tensão inferior a 2,19 V (devidamente
corrigida com a temperatura). Esta deverá ser realizada com tensão constante de 2,35
Vpe durante 72 horas, com corrente inicial limitada a 0,2 x C10, sempre mediante
supervisão e desconectada do consumidor. Manter registros atualizados.

19. TENSÃO DE FLUTUAÇÃO EM FUNÇÃO DA TEMPERATURA DE OPERAÇÃO

A tensão de flutuação deve ser ajustada conforme tabela abaixo:

Temperatura °C V por elemento


10 2,31
15 2,30
20 2,28
25 2,27
30 2,25
35 2,24

A temperatura do elemento deve ser medida na sua superfície com o auxílio de um


termômetro de contato em cerca de 5% do número total de elementos da bateria. A
média aritmética das medições deve ser considerada como temperatura do elemento,
que ajustará a tensão de flutuação.
Equipamentos que permitem o ajuste automático da tensão de flutuação com a
temperatura são recomendáveis.
A falta de ajuste da tensão de flutuação pode trazer algumas consequências como:
Baixa tensão de flutuação: Recarga insuficiente e sulfatação irreversível;
Alta tensão de flutuação: Aumento do volume dos gases emitidos; corrosão prematura da
grade positiva; aumento da corrente de flutuação; avalanche térmica (Thermal Runaway)
e consumo de água do eletrólito, o que podem diminuir a vida útil da bateria.

20. BATERIAS EM PARALELO

A fim de aumentar-se a capacidade total da Bateria é permitido interligar-se em paralelo


até no máximo 4 bancos de baterias.
Esta deve ser realizada nos polos finais de cada grupo de bateria, devendo-se atentar
para que cada ramificação tenha seus condutores com a mesma resistência elétrica.

21. RECEBIMENTO, ARMAZENAMENTO E INSTALAÇÃO

21.1. Recebimento

As baterias são fornecidas plenamente carregadas.


Por favor observe todas recomendações antes da instalação.
Para o local do armazenamento, providencie uma boa ventilação e conserve a bateria
longe de faíscas e fogo aberto, sempre abrigadas do sol e da chuva / umidade.

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Ao recebê-las, inspecione as embalagens verificando se não houve qualquer dano durante


o transporte, e quando removê-la tome cuidado para não causar nenhum dano a bateria.
Realize a desembalagem no lugar próximo ao local de instalação da bateria, nunca
manuseie os elementos pelos polos terminais, a imposição de força nos polos poderá
corromper a vedação do elemento com dano irreversível a bateria.
Após desembalada, verifique a quantidade de acessórios e seu estado.

21.2. Armazenamento antes da Instalação

Os elementos devem ser armazenados em local coberto, limpo, nivelado, seco,


ventilado, fresco e sem incidência direta de raios solares. As temperaturas
recomendadas para a armazenagem das baterias podem variar de 18 a 32ºC. As baterias
são fornecidas carregadas e o tempo de armazenagem é limitado, em função da
temperatura ambiente, deve ser no máximo 5 meses à 25°C como referência.

IMPORTANTE

Excedendo-se período ou temperatura estipulados, deve-se realizar reforços de carga


periódicos enquanto as baterias permanecem armazenadas.
Deve-se estabelecer prazo máximo para armazenamentos e número máximo de reforços
de carga que não afetem a vida útil do acumulador.

21.3. Tabela de tempo máximo de armazenagem para Baterias - HR

Temperatura Tempo
40°C 2,0 meses
30°C 3,8 meses
25°C 5,0 meses
20°C 6,5 meses
10°C 12,0 meses

21.4. Local de Instalação

Antes de iniciar a instalação, certifique-se que:

 O piso esteja limpo e seco;


 Os equipamentos de ventilação estão instalados e funcionando;
 Os racks para a fiação e os cabos estão instalados;
 Os retificadores estão instalados e funcionando;
 Todos os materiais e ferramentas disponíveis para a instalação da bateria estão
disponíveis;

A instalação começa com a montagem da estante (nivelamento e aperto dos parafusos). A


seguir os elementos da bateria são inseridos na estante de acordo ao desenho de
montagem. Os elementos devem ser colocados horizontalmente na estante com os polos
acessíveis na frente da estante.
Os elementos devem ser colocados na estante de maneira que as placas fiquem num plano
perpendicular à superfície de apoio. Isto se obtém verificando que o polo positivo está
acima ou abaixo do polo negativo. O polo positivo e o polo negativo não podem ficar na

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Edição Março/2019
mesma altura na tampa do elemento, o que caracterizar ia que o plano das placas está
paralelo ao plano de apoio na estante. (Ver exemplo na figura abaixo)

A concentração de massa por m² de piso é bastante elevada, portanto, deve-se verificar a


resistência do piso quanto à distribuição da carga. Os elementos de uma bateria não devem
apresentar variação de temperatura maior que 5ºC em operação. Se as baterias forem
instaladas próximas a uma fonte de calor ou expostas a luz solar direta, devem-se
providenciar escudos ou persianas para manter as diferenças de temperatura dentro da
faixa permitida. A fila superior de uma bateria montada em uma estante de vários níveis
tem a tendência a apresentar maiores temperaturas que a(s) fila(s) inferiores. Quando
necessário use ventiladores ou outros meios de ventilação para minimizar a variação de
temperatura. A ventilação também deve garantir que o limite perigoso máximo 2,0% de
hidrogênio (mistura explosiva) não seja atingido. Cada bateria apresenta seu próprio
esquema de interligação. Assegure-se que as polaridades dos elementos estão coincidindo
com as dos desenhos.

21.5. Montagem das Estantes para os elementos HR


TARUGO PLÁSTICO - 4

1 - CAVALETE

2 - LONGARINA

3 - TIRA DE REFORÇO

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Componentes da Estante:

1) Cavaletes (cantoneiras de aço de abas iguais);


2) Longarinas (perfis de cantoneiras ou perfis retangulares de aço);
3) Tiras de Reforço (chapas de aço);
4) Tarugo plástico.

As estantes são construídas em estruturas de aço carbono, soldadas eletricamente,


compostas dos componentes acima, além dos pés isoladores de porcelana e dos
conjuntos de parafusos, porcas e arruelas, para fixação dos referidos componentes. A
pintura é epóxi anti-ácida na cor definida e solicitada no projeto, aplicada
eletrostaticamente.

Recomenda-se conferir a lista de materiais da estante antes do início da montagem.


Quando iniciar a montagem das estantes, verificar o nivelamento do piso. Inicie a
montagem com os cavaletes (já com os pés previamente fixados), fixando-os através das
tiras de reforço e, em seguida, apoie as longarinas sobre os cavaletes, aplicando em
todos os parafusos um aperto suficiente para sua montagem. Nivele e confira as
dimensões da estante através do desenho de montagem e em seguida aplique o torque
adequado conforme instruções do Manual de Operação e Instalação.

Com relação aos gabinetes, os mesmos serão sempre fornecidos já montados. O esquema
de ligação deverá obedecer aos projetos previamente aprovados pelo cliente.

21.6. Interligação Elétrica

As superfícies de contato dos polos são limpas, caso ocorra a aderência de sujeiras a estas
superfícies, limpe suavemente com uma escova não metálica ou um pano.
Dano irreversível pode ocorrer se um contato for mal executado, o montador deve garantir
que todas as superfícies de contato estejam perfeitamente limpas (Em caso de dúvida
limpe todos os polos das baterias).
O próximo passo é a interligação dos elementos, para isto deve-se retrair as capas isolantes
de borracha dos terminais de cada uma das interligações fornecidas, em seguida aparafusar
as interligações a cada polo dos elementos “sempre seguindo o esquema de ligação do
banco de bateria apresentado”.
Cuidado especial deve ser tomado para não provocar um curto-circuito nesta fase da
montagem. Para a interligação de elementos com dois ou mais pares de polos, com dois ou
mais cabos por elemento aumenta-se o risco de encostar ao terminal de um cabo já ligado
de mesma polaridade.
A baixa resistência interna destes elementos faz com que correntes de curtos-circuitos
muito altas possam ser estabelecidas, ocasionando danos ao produto. Instale todas as
interligações de forma a permitir um alinhamento correto.
Uma vez alinhadas todas as interligações aperte os parafusos com torquímetro aferido e
calibrado com o torque de acordo com a tabela abaixo:

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Polo com parafuso insertado Polo com inserto de latão

Tipo de Polo Tipo de conexão Torque (Nm)


Com parafuso insertado (macho) Porca 5/16” 10 a 12
Com inserto de latão (fêmea) Parafuso 5/16” 18 a 20

21.7. Acesso para manutenção

É recomendado deixar na frente da bateria um corredor de no mínimo 90 cm para permitir


os serviços e manutenções necessárias.

21.8. Desenho de montagem

Verifique o desenho esquemático enviado pela Fulguris junto com cada remessa de
baterias. Em caso de dúvidas ou não encontrá-lo, entre em contato com o departamento de
Assistência Técnica para obter uma cópia. Mencione o número do pedido que está marcado
na embalagem (este dado ajudará a obter um desenho correto).

21.9. Check List (Leituras de Tensão Individual e Total) antes da Instalação

Garanta que as polaridades dos elementos estão corretas fazendo-se a medição da tensão
total da bateria, com os elementos interligados, sem estar conectado ao carregador, que
deve apresentar um valor próximo ao número de elementos x 2,10.

Após essa medição, faça e registre em formulário próprio, as medições individuais de cada
elemento.
Anote e registre as temperaturas do ambiente e do elemento, através do termômetro de
contato.
Registre as informações sobre os resultados da aceitação final.
Quaisquer irregularidades devem ser comunicadas através de formulário próprio ao
fabricante.

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21.10. Tabela de Cabos por Tipos de Elementos

LIGAÇÃO ENTRE NÍVEIS LIGAÇÃO ENTRE FILAS


BATERIA TIPO QTDE / SEÇÃO (S) / COMPR. (C) QTDE / SEÇÃO (S) / COMPR.(C)
3HR – 75 1 X 25 X 160 1 X 25 X 123
4HR – 100 1 X 25 X 160 1 X 25 X 123
6HR – 150 1 X 25 X 160 1 X 25 X 123
7HR – 200 1 X 25 X 160 1 X 25 X 123
8HR – 250 1 X 25 X 160 1 X 25 X 123
9HR – 270 1 X 25 X 160 1 X 25 X 123
10HR – 300 1 X 25 X 160 1 X 25 X 123
11HR – 350 1 X 35 X 160 1 X 35 X 123
13HR – 430 1 X 35 X 160 1 X 35 X 145
15HR – 450 1 X 50 X 160 1 X 50 X 160
16HR – 500 1 X 50 X 160 1 X 50 X 160
17HR – 550 1 X 50 X 160 1 X 50 X 160
15HR – 700 1 X 70 X 160 1 X 70 X 160
19HR - 900 1 X 95 X 160 1 X 95 X 160
21HR - 1000 1 X 95 X 160 1 X 95 X 160
19HR - 640 1 X 70 X 160 1 X 70 X 200
16HR – 750 1 X 70 X 160 1 X 70 X 200
17HR – 800 1 X 95 X 160 1 X 95 X 200
18HR – 850 1 X 95 X 160 1 X 95 X 200
23HR – 1100 2 X 50 X 200 2 X 50 X 200
25HR – 1200 2 X 50 X 200 2 X 50 X 233
26HR – 1250 2 X 50 X 200 2 X 50 X 233
27HR – 1300 2 X 70 X 200 2 X 70 X 233
28HR – 1350 2 X 70 X 200 2 X 70 X 233
29HR – 1400 2 X 70 X 200 2 X 70 X 253
31HR - 1500 2 X 70 X 200 2 X 70 X 278
32HR – 1750 2 X 95 X 200 2 X 95 X 300
33HR – 2000 2 X 95 X 200 2 X 95 X 300
35HR - 2250 2 X 120 X 200 2 X 120 X 420
37HR - 2500 2 X 120 X 200 2 X 120 X 420




 
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22. OPERAÇÃO

22.1. Condições Ambientais de Operação

Baterias HR podem ser utilizadas à temperatura de 0 a 35ºC, porém utilização na faixa


entre 20 e 25ºC é a mais recomendada para uma vida útil prolongada.

22.2. Carga de Flutuação

A tensão de carga em flutuação deve ser mantida em um valor que compense as perdas
por auto descarga a fim de manter a bateria sempre plenamente carregada e em
condições de fornecer a energia desejada.
Assim recomenda-se para baterias HR a tensão de 2,27V ± 1% por elemento referida a
temperatura de 25°C.
Recarga após descarga deve ser realizada também com tensão de flutuação de 2,27 ± 1%
V/elemento.
Conforme demonstrado na curva do item 8.5 o tempo de recarga varia em função da
profundidade de descarga, corrente inicial e temperatura.
Sendo a bateria recarregada a tensão de 2,27V por elemento, a eficiência de
recombinação do gás será mantida próxima de 100% o é que extremamente benéfico
para a vida útil da mesma.

22.3. Carga de Equalização

As baterias Fulguris HR normalmente não requerem cargas de equalização por terem


pequena auto descarga resultando numa variação mínima de tensão entre elementos no
banco, sendo a tensão de flutuação suficiente para manter a bateria na condição de
plena carga. Somente em situações extremas após descargas profundas, como período de
inatividade ou estocagem sem recarga adequada, as baterias HR poderão requerer uma
carga de equalização, entre em contato com a Fulguris nesses casos.

22.4. Avaliação de Capacidade (Conforme ABNT NBR 14205)

A bateria deverá estar plenamente carregada.


O teste de capacidade preferencialmente deve ser efetuado em regime de 10 horas
(C10) até a tensão final de 1,75V/elemento referido a 25°C.
A bateria deverá estar em repouso, desconectada do retificador e qualquer consumidor
no mínimo há 4 horas e no máximo há 24 horas.
Durante a descarga, deverão ser registrados os valores de corrente constante, tensão e
temperatura em formulário adequado.
A capacidade obtida em Ah, deverá ser corrigida para a temperatura de 25°C, conforme
tabela do item 8.9, sendo que esta, dentro dos prazos estabelecidos no certificado de
garantia não poderá ser inferior a 100% da capacidade nominal da bateria, quando nova e
menor ou igual a 80% indica final de vida.
Fórmula de correção conforme ABNT NBR 14205

C25 = Ct / [ 1 + K(T – 25)]

Onde: C25 é a capacidade corrigida para 25°C


Ct é capacidade na temperatura T °C
K é o coeficiente de temperatura para a capacidade = 0,006
T é a temperatura dos elementos expressa em graus Celsius.
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23. MANUTENÇÃO

Para prevenir a possibilidade de problemas inspecione regularmente a bateria conforme


quadro abaixo, anotando e armazenando todos os dados e parâmetros medidos:

23.1. Inspeção Mensal

Medidas no caso
O que inspecionar Método Especif. de irregularidades
Tensão de Ajustar a tensão
Avaliar
Tensão total em flutuação x de flutuação x
tensão total
flutuação número de número de
com
elementos elementos
voltímetro

23.2.Inspeção Semestral

Medidas no caso de
O que inspecionar Método Especif.
irregularidades
Tensão total da
Avaliar a tensão total
bateria deve ser :
da bateria com Ajuste o valor de
Tensão total em Tensão de
voltímetro classe de tensão se estiver fora
flutuação flutuação x
precisão melhor que do especificado
número de
0,5%
elementos
Se algum elemento
Avaliar a tensão
apresentar
individual do elemento
Tensão individual por Dentro da faixa distorções maiores
com voltímetro classe
elemento em 2,27 1% que o valor
de precisão melhor que
flutuação V/elemento permissível deverá
0,5%
à 25°C ser reparado ou
substituído
Se houver
vazamento de
Verifique se há eletrólito procure
vazamento ou verificar a causa.
algum dano no vaso e Havendo trincas no
tampa vaso ou tampa deve-
se substituir o
Visual
elemento
Verifique se há Realize a limpeza,
pontos de ferrugem na faça o tratamento de
estante, nos parafusos prevenção contra
dos conectores e ferrugem, pintando ou
terminais. retocando onde
necessário.
Reaperte conforme
Verifique porcas e
Interligações torque indicado no
parafusos
item instalação
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Edição Março/2019

23.3. Anormalidades, Causas e Correções

Anormalidades Causas Prováveis Correções

Tensão total em flutuação Ajuste indevido da Realizar uma carga de equalização


fora da faixa de tolerância tensão de flutuação do conforme recomendado pelo
indicada pelo fabricante carregador fabricante

Realizar uma carga de


Tensão individual por elemento
Desequalização equalização conforme
em flutuação fora da faixa de
tolerância indicada pelo dos elementos recomendado pelo
fabricante fabricante
Desajuste da tensão
de flutuação em
Tensão de Flutuação de função da
temperatura ambiente Realizar uma carga de equalização
algum elemento estiver no
Curto interno ou individual
seu valor crítico Contatar o fabricante
sulfatação do
elemento

Temperatura do ambiente Corrigir a Tensão de Flutuação


de operação for Verificar a causa
conforme recomendado pelo
diferente de 25º C fabricante

Temperatura de um ou mais Proximidade do


elemento a alguma Eliminar influências externas de
elementos, em regime de temperatura
flutuação, diferir mais que fonte externa de calor
Elemento em Contatar o fabricante
3º C dos demais
Avalanche Térmica

Conexões ou terminais Limpar as conexões e os terminais


Se as leituras de Dar o torque adequado
resistências ôhmicas frouxos
Envelhecimento Realizar teste de capacidade
excederem em 20% os Contatar o fabricante
valores de instalação natural

Verifique se há algum
Se for verificado vazamento dano no vaso ou
Contatar o fabricante
de eletrólito tampa
Verifique sinais de
danos na vedação dos
pólos

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23.4. Instrumentos e Ferramentas para Manutenção

Para a manutenção da bateria devem estar disponíveis no mínimo:

a) Multímetro com classe de precisão de 1% e resolução melhor ou igual a 0,01V;


b) Termômetro para a medição da temperatura ambiente;
c) Termômetro de contato para a medição da temperatura dos elementos;
d) Torquímetro;
e) Chaves com cabos isolados;
f) Carga resistiva compatível com a tensão e a corrente de descarga utilizadas no ensaio
de capacidade;
g) Derivador (shunt) com milivoltímetro;
h) Cronômetro.

23.5. Equipamentos de Proteção

Para a manutenção da bateria o técnico de baterias deve, além de cumprir com


os requisitos específicos de segurança do local (apresentação de instrução de segurança
e saúde ocupacional e treinamento operacional através de integração), utilizar no mínimo
os seguintes equipamentos de proteção individual (EPI):

a) Óculos de Segurança;
b) Luvas;
c) Avental.

Como tópicos a serem seguidos, além das orientações já citadas acima, consultar, como
itens de requisitos de segurança, os itens: Item 21.4 “ Local de Instalação”, item 21.6 “
Interligação Elétrica” e item 23.4 “Instrumentos e Ferramentas para Manutenção”.

24. INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES

As Válvulas da bateria não devem ser retiradas sob nenhuma hipótese.


Não deve ser adicionada água a bateria.
Tensão de flutuação e carga 2,27 V/elemento.
Capacidade nominal C10 (regime de 10 horas) até 1,75V.

No final da vida útil desta Bateria, o usuário deverá entrega-la


ao fabricante para procedimentos de destinação
ambientalmente corretos.
(Resolução CONAMA n.º 401, art. 6º)
Para maiores informações de como devolver sua bateria usada,
acesse: www.fulguris.com.br ou telefone (11) 2413-5600
Risco à saúde humana: Contato com os componentes internos desta bateria, pode causar danos
severos à saúde humana.
Riscos ao meio ambiente: A destinação final inadequada pode poluir água e solo.
Composição básica: Chumbo, ácido sulfúrico diluído e plástico.

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Edição Março/2019

25. REGISTROS

25.1. REGISTROS DE ARMAZENAGEM, INSTALAÇÃO E ATIVAÇÃO

Descrição da bateria ...........................................................................


Capacidade.......................................................................................
OP .................................................................................................
I. Descrição das condições de estocagem das baterias

Período (meses) Temperatura Média (°C) Relatório de Comprovação

II. Registros de inspeção inicial e instalação das baterias

 Inspeção visual das baterias / interligações / Porcas e parafusos


 Tipo de estante ............................ Nº Desenho ...............................

Torque de aperto da Tensão do elemento


N° do elemento interligação (em aberto) Temperatura

III. Registros de ativação.

 Ajustar ventilação de acordo com a temperatura inicial dos elementos


 Tensão do banco de bateria ..................Vdc
 Ripple I (RMS) ...................................(< 5A / 100Ah)
 Ripple de tensão.................................(< 1%)
 Temperatura .....................................(°C)
 Tabela de tensão por elemento (n° do elem. e tensão)

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25.2. COMUNICADO DA PRIMEIRA INSPEÇÃO PERIÓDICA


CLIENTE _______________________________________ TEL. CONTATO __________________
LOCAL DE INSTALAÇÃO __________________________ CIDADE/ESTADO ________________
PI/OP (*) _____________ DATA FAB. (*) ____/____/____ DATA INSTALAÇÃO ____/____/____
BATERIA TIPO : ______________ QTDE DE ELEMENTOS _________________

 LOCAL DE INSTALAÇÃO

TIPO DE INSTALAÇÃO :

Sala Exclusiva Sala conjunta c/equip. Container Outros

Sala Climatizada : SIM NÃO


Temperatura média ambiente : _________ °C

Temperaturas ambientes e de elementos :

Variação da temperatura ao longo do dia : Min _____°C Max. ______°C


Variação da temperatura estimada ao longo do ano : Min _____°C Max. ______°C
Variação entre o elemento mais quente e mais frio após uma semana de flutuação : _____°C

Há alguma fonte de calor próxima à bateria ? SIM NÃO

 EQUIPAMENTO DE CARGA

Fonte de CC: _____________ Ac/retificadores de ___________ A Chaveada ? SIM NÃO


Fabricante : ___________________________________ Há quanto tempo está em uso ? _____ meses
Possui ajuste automático de tensão de flutuação em função da temperatura do elemento ?
SIM NÃO
Ripple máx. ____________ pico à pico regulação estática ± _______%
Limitação de corrente ________%
Perfil de consumo (CC): Constante Variável

 MONTAGEM

Torque aplicado nos parafusos _____ Nm

Baterias em paralelo : SIM NÃO Quantas baterias ? ______________

 APÓS UMA SEMANA DA INSTALAÇÃO

TENSÃO DE FLUTUAÇÃO – BATERIA


Elem. nº Tensão Elem. nº Tensão Elem. nº Tensão Elem. nº Tensão Elem. nº Tensão
01 07 13 19 25
02 08 14 20 26
03 09 15 21 27
04 10 16 22 28
05 11 17 23 29
06 12 18 24 30

Houve descarga da bateria durante a semana? SIM NÃO

40
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25.3. COMUNICADO DA PRIMEIRA INSPEÇÃO PERIÓDICA

Tensão total da bateria : ................................................................................................................. V


Corrente de Flutuação :................................................................................................................... A
Tensão média por elemento :.......................................................................................................... V
Máxima variação de tensão entre elementos :................................................................................ V

Temperatura dos elementos Piloto : (Medida na Superfície da tampa)

Elemento nº. Temperatura ºC

Resultado Teste Capacidade (quando realizado) .................................................................................%


Nº do primeiro elemento a atingir a tensão final de descarga ..............................................................
Tensão média final de descarga ........................................................................................................... V
Tensão mais alta no final de descarga ..................................................................................................V

 INFORMAÇÕES SOBRE O PESSOAL RESPONSÁVEL PELA INSTALAÇÃO

Empresa Contratada : SIM NÃO Nome da Empresa : _______________

Nome do Responsável pela Instalação : _______________________________________________

Nome do Representante do Cliente : __________________________________________________

 OBSERVAÇÕES GERAIS: (Relate os fatos importantes ocorridos durante a instalação)

________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________

IMPORTANTE:

O preenchimento deste comunicado é muito importante, para avaliação do desempenho


qualidade dos serviços e equipamentos. Será passível de perda da garantia do produto não
apresentação de todos os registros adequadamente preenchidos conforme especificado neste
manual.
Portanto, este comunicado juntamente com outros documentos referentes à instalação
e/ou ativação, deverão ser encaminhados à:

NEWPOWER Sistemas de Energia S.A.


Av.: Santos Dumont nº 3164 – CEP: 07220-000 – Cumbica - Guarulhos - SP.
Tel: (011) 2413–5646 www.fulguris.com.br

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