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Advogada - OAB/RN 8.

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EXCELENTÍSSIMA SENHORA DOUTORA JUÍZA FEDERAL DA 9ª


VARA DA CIDADE DE CAICÓ, ESTADO DO RIO GRANDE DO
NORTE,

Processo FÍSICO nº 0000224-58.2009.4.05.8402

MARCIO ARAUJO SOUZA, brasileiro, casado, militar, inscrito


no CPF sob o nº 916.538.274-91, portador do RG nº 043462314-6/Exército
Brasileiro, nascido aos 31/03/1975, filho de José Alves de Souza e Maria Araújo
de Souza, residente e domiciliado na Rua Natanael Rodrigues de Carvalho, 233,
Maria Terceira, CEP: 59360-000, Parelhas/RN, por intermédio de sua advogada
e bastante procuradora (procuração em anexo), com escritório profissional
situado na Av. Mauro Medeiros, 26-I, Centro, CEP: 59360-000, Parelhas/RN,
onde recebe notificações e intimações, vem mui respeitosamente à presença de
Vossa Excelência requerer A EXPEDIÇÃO DE NOVO OFÍCIO
REQUISITÓRIO PARA O EXMO. PRESIDENTE DO TRIBUNAL
REGIONAL DA 5ª REGIÃO, com vistas ao recebimento de Precatório
Requisitório cancelado em decorrência dos meandros da Lei nº 13.463, de 6 de
julho de 2017, o que o faz nos seguintes termos:

1. Tratou-se a sobredita ação de medida judicial proposta por MÁRCIO DE


ARAÚJO DE SOUZA em face da UNIÃO FEDERAL, por meio da qual
pleiteou, na condição de militar reformado do Exército do Brasil, lhe
fossem pagos os proventos do Posto Superior ao em que se deu a reforma,
com o pagamento atualizado dos retroativos desde 19/11/2006;

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Fone (84) 9 9912-4140 – e-mail: francimara@gmail.com
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2. O trâmite se deu de 2009 a 2012, culminando com a procedência e a


expedição de ofício requisitório, que por sua vez gerou o Precatório nº
PRC98427-RN (extrato anexo)1;

3. Conforme se percebe no extrato anexo do Precatório acima mencionado,


referido pagamento passou por algumas intercorrências até o pagamento
no ano de 2014. Posteriormente, foi gerado pagamento complementar
decorrente substituição da TR/IPCAe, que quedou disponibilizado para
saque, entre 13/10/2015 e 05/12/2017. No entanto, por desconhecimento
de tal fato, o Autor quedou inerte;

4. Pois bem, com o advento da Lei nº 13.463/17, tornou-se possível o


cancelamento de um RPV ou Precatório que, no período de dois anos, não
viesse a ser sacado por seu titular. Para tanto, vejamos o que dispõe o
referido diploma em seu artigo 2º:

Art. 2o Ficam cancelados os precatórios e as


RPV federais expedidos e cujos valores não
tenham sido levantados pelo credor e estejam
depositados há mais de dois anos em instituição
financeira oficial.

5. Ademais, ela leciona que deve ser dada ciência do cancelamento de que
trata o caput (do art. 2º) deste artigo ao Presidente do Tribunal respectivo.
Este comunicaria o fato ao juízo da execução, que notificaria o credor.

6. Este procedimento em verdade não aconteceu da forma estabelecida pela


lei. As instituições financeiras – BB e CEF – simplesmente começaram a
cancelar os requisitórios e precatórios que não foram sacados há mais de
dois anos, senão vejamos o que o próprio TRF-5ª esclareceu:

O TRF5 noticia que o cancelamento dos


precatórios e requisições de pequeno valor foi
realizado diretamente pelas instituições
financeiras depositárias sem intervenção
administrativa dos presidentes dos Tribunais a
1
Disponível no seguinte link web: http://www4.trf5.jus.br/processo/0376145-28.2012.4.05.0000
Consulta em 07/12/18, às 14:59h

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quem coube tão somente comunicar às varas de


origem acerca dos cancelamentos efetivados,
permitindo, quando solicitada pelo credor, uma
nova expedição da ordem judicial de
pagamento, uma vez que a atuação da
Presidência é meramente administrativa2.

7. Este descaso também acometeu o Requerente, que jamais foi notificado


acerca do iminente cancelamento de seus créditos. A bem da verdade, só
tomou conhecimento deste após consulta motivada por conversa informal
com esta causídica acerca do tema em questão. Quando realizada a
consulta, deparou-se o Autor com o fato de que seu crédito estava
cancelado desde 11/12/2015;

8. Desta feita, e com escopo no art. 3º, e seu parágrafo único, da Lei nº
13.463/17, é a presente para requerer de V. Excelência:

a. A expedição, ao Presidente do TRF da 5ª Região, de novo ofício


requisitório no valor principal de R$ 14.650,58 (valor
devolvido), acrescido de toda a remuneração do período
decorrido após ter sido efetivado o cancelamento;

b. Igualmente, e em razão do mesmo permissivo legal, pugna o


Requerente seja mantida a mesma ordem cronológica do
Precatório anterior;

c. A extensão, ao presente feito, dos benefícios da Gratuidade


Judiciária concedidos no âmbito do processo originário.

Termos em que, pede deferimento.

Parelhas/RN, 06 de dezembro de 2018.

Francimara Alves dos Santos Molina


Advogada – OAB/RN 8.950

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Extraído do PEDIDO DE PROVIDÊNCIAS – 0007612-23.2017.2.00.0000 junto ao CNJ, proposto pela Federação
de Sindicatos de Trabalhadores das Universidades Brasileiras (FASUBRA).

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