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doi: http://dx.doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v100i3p204-211 Rev Med (São Paulo). 2021 maio-jun.

;100(3):204-11

Levantamento de sintomas depressivos e ansiosos entre estudantes de medicina


de uma universidade brasileira

Survey of depressive and anxious symptoms among medical students


at a brazilian university

Yasmin de Souza Cardoso1, Lucas Victor de Lima2, Lucas Rodrigues Miranda3,


Sanmer Jhaffer Santos Ferreira4, Adriana Assis Carvalho5

Cardoso YS, Lima LV, Miranda LR, Ferreira SJS, Carvalho AA.. Levantamento de sintomas depressivos e ansiosos entre estudantes de
medicina de uma universidade brasileira / Survey of depressive and anxious symptoms among medical students at a brazilian university.
Rev Med (São Paulo). 2021 maio-jun.;100(3):204-11.

RESUMO: O curso de medicina tem sido apontado como fator de ABSTRACT: The Medical School has been identified as a risk
risco para o desenvolvimento de sintomas depressivos e ansiosos factor for the development of depressive and anxious symptoms
nos estudantes. O objetivo foi estimar a prevalência de sintomas in students. The aim of this study was to estimate the prevalence
depressivos e ansiosos em acadêmicos de medicina em uma of depressive and anxious symptoms in medical students in a
universidade pública. Trata-se de um estudo descritivo, realizado public university. This is a descriptive study, carried out at the
com estudantes de uma universidade pública. Foram utilizados federal university with undergraduate students of Medical School.
questionário sociodemográfico, Inventário de Depressão de Beck The sociodemographic questionnaire, the Beck Depression
e Inventário de Ansiedade de Beck. Participaram 33 estudantes Inventory and the Beck Anxiety Inventory were used. The study
com idade entre 20 e 25 anos de idade, maioria do sexo feminino, included 33 students aged between 20 and 25 years old, most of
solteiros e que não moram com a família. A maioria participa de them female, single and living distant from their families. Most
alguma atividade de lazer. A prevalência de sintomas depressivos participate in some leisure activity. The prevalence of depressive
foi de 27,3% e de ansiedade foi de 54,48%. Encontramos maior symptoms was 27.3% and anxiety was 54.48. We found a greater
relação de sintomas de depressão e ansiedade no sexo feminino, relationship of depression and anxiety in female, living distant
nos que moram longe da família e usam a internet/redes sociais. from family and use of internet/social media. Playing musical
Tocar instrumentos musicais, praticar atividade física, leitura instruments, practicing physical activity, non-mandatory reading
extracurricular, ir ao cinema foram apontados como fatores and watching movies were identified as protective factors. This
de proteção. Esse estudo mostrou que sintomas de depressão e study showed symptoms of depression and anxiety are common
ansiedade são comuns nos estudantes de medicina e os fatores de among undergraduate medical students and protective and risk
proteção e de risco precisam ser considerados durante a graduação. factors need to be considered during graduation.

Palavras-chave: Depressão; Ansiedade; Estudantes de medicina; Keywords: Depression; Anxiety; Students, medical; Protective
Fatores de proteção; Fatores de risco. factors; Risk factors.

1. Universidade Federal de Jataí, Unidade Acadêmica Especial de Ciências da Saúde, https://orcid.org/0000-0002-0443-707X. E-mail: yasmincardoso@
discente.ufg.br.
2. Universidade Federal de Jataí, Unidade Acadêmica Especial de Ciências da Saúde, https://orcid.org/0000-0001-9060-1915. E-mail: lucasvictor@
discente.ufg.br.
3. Universidade Federal de Jataí, Unidade Acadêmica Especial de Ciências da Saúde, https://orcid.org/0000-0002-2304-9742. E-mail: miranda@
discente.ufg.br.
4. Universidade Federal de Jataí, Unidade Acadêmica Especial de Ciências da Saúde, https://orcid.org/0000-0003-0427-9339. E-mail: medsanmer@
gmail.com.
5. Universidade Federal de Jataí, Unidade Acadêmica Especial de Ciências da Saúde, http://orcid.org/0000-0001-9863-8608. E-mail: adriana.assis@ufg.br.
Endereço para correspondência: Adriana A. Carvalho. BR 364, km 195, nº 3800. Jataí, Goiás, Brasil. CEP: 75801-615.

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Cardoso YS, et al.. Levantamento de sintomas depressivos e ansiosos entre estudantes de medicina

INTRODUÇÃO buscado identificar os fatores de proteção e fatores de


risco nessa população. Morar com os pais é um fator de

É de conhecimento científico que ser acadêmico


de medicina é um fator de risco para o
desenvolvimento de sintomas depressivos e de ansiedade1-4.
proteção4,22-24 bem como ter qualidade de sono e praticar
atividade física23,25, envolvimento em atividades de lazer20
e ter bom relacionamento interpessoal com a família,
A depressão e a ansiedade são desordens psicológicas de amigos e vínculo amoroso23,26. Como fatores de risco
causa multifatorial que estão entre os problemas de saúde foram destacados o fato de ser do sexo feminino, cursar
pública mais prevalentes nas últimas décadas, afetando o primeiro ano de medicina20,23, o uso de drogas ilícitas4,
significativamente a qualidade de vida da população morar sozinho27,28.
e gerando gastos para os sistemas de saúde5. Entre os Reconhecendo que o curso de medicina é um fator
principais fatores responsáveis por tal fato estão a carga preponderante para o desenvolvimento de sintomas de
horária excessiva da grade curricular, visto que o curso ansiedade e depressão, é importante que os gestores das
de medicina possui a maior carga horária no país quando instituições de ensino superior criem estratégias para
comparado com os demais cursos de graduação6-8. traçar o perfil dos alunos com maior risco de desenvolver
Além da carga horária, é o curso mais concorrido desordens psíquicas desde o primeiro ano do curso. De
na maioria das universidades brasileiras, gerando alta posse a estes dados deve-se pensar em estratégias de
competitividade entre os alunos antes do ingresso na intervenção precoce afim de preservar e/ou proteger a saúde
faculdade. Entretanto, tal competitividade perdura após mental destes estudantes29.
a inserção na vida acadêmica, tornando o ambiente
universitário desfavorável para um bom estado de saúde OBJETIVO
mental2,9,10. Soma-se a isso o fato de que muitos desses
estudantes acabam emigrando de suas cidades de origem Este estudo teve o objetivo de estimar a prevalência
para cursá-lo sem a companhia dos familiares, tornando-se de sintomas depressivos e ansiosos em acadêmicos de
responsáveis por afazeres domésticos, muitas vezes, pela medicina em uma universidade pública, buscando identificar
primeira vez8,11-13. fatores de risco e de proteção para o desenvolvimento
Apesar de a depressão nos acadêmicos de medicina dessas desordens.
ser um problema recorrente no Brasil, pesquisas do mundo
todo revelaram que esse é um problema global 2,14-16. MÉTODO
Estudos demonstraram uma prevalência de depressão de
28%, 27,2% e 29,5%, respectivamente, entre os estudantes Trata-se de um estudo transversal, descritivo,
de medicina em todo o mundo, sugerindo que esta é realizado na Universidade Federal de Jataí entre os dias
uma população de alto risco para o desenvolvimento de 22 a 30 de janeiro de 2018. Participaram todos os alunos,
depressão2,16,17. Estudos sobre ansiedade em acadêmicos de ambos os sexos, que ingressaram no segundo semestre
de medicina também são recorrentes sugerindo maior de 2017.
probabilidade de desenvolvimento de sintomas ansiosos A coleta de dados foi realizada por meio
quando comparados com estudantes de outros cursos6,18. de questionários autoaplicáveis (questionário
Estudos realizados com estudantes de medicina de sociodemográfico, Inventário de Depressão de Beck
Recife e no interior da região sudeste do Brasil avaliaram o e Inventário de Ansiedade de Beck) entregues aos
nível de sintomas de depressão e ansiedade em acadêmicos participantes pela pesquisadora durante a aula de Psicologia
que estavam no ciclo clínico, visto que consideram ser o Médica. O tempo cedido pela professora responsável
período em que o aluno tem contato com o paciente e que, durante a sua aula foi o suficiente para a entrega dos
por isso, apresentam maior chance de vivenciar situações questionários aos participantes, bem como para que estes
estressantes como a exposição à rotina hospitalar e, respondessem, garantindo a totalidade de respondentes.
consequentemente, com dilemas de vida e morte4,19. No O questionário sociodemográfico conteve questões
entanto, estudos realizados no Rio Grande do Norte, no para caracterizar o perfil dos participantes como sexo,
Rio Grande do Sul e na Noruega constataram que alunos idade, estado civil, renda, com quem mora, atividades de
do primeiro ano experienciaram uma soma de fatores que lazer. Para avaliar o nível de depressão, foi utilizado o
poderiam influenciar o surgimento de sintomas depressivos Inventário de Depressão de Beck30 traduzido e validado
e ansiosos, como: concorrência do próprio vestibular, no Brasil31. Contém 21 questões com quatro afirmativas
suas próprias expectativas bem como de seus familiares, a sobre como a pessoa se sentiu na última semana. Cada
necessidade de adaptação ao mundo acadêmico6,20,21. Em alternativa recebe uma pontuação que varia de 0 a 3, sendo
um destes estudos foi encontrada uma prevalência maior zero ausência de sintomas depressivos e três a presença de
de sintomas nas turmas de primeiro ano (30,8%) quando sintomas mais intensos. O ponto de corte varia de acordo
comparado com as turmas de sexto ano (9,4%)20. com o tipo de amostra e do objetivo do estudo30. Quando
Diante deste cenário, estudiosos da área tem a amostra não é diagnosticada, o escore recomendado é:

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acima de 15 para identificar disforia e acima de 20 para instrumento musical, sair com os amigos, internet e redes
detectar depressão30. sociais, sair para bares e festas, outro, nenhum).
O Inventário de Ansiedade de Beck foi utilizado A investigação estatística foi efetuada com o
para avaliar o nível de ansiedade32. Contem 21 questões software EPI-InfoTM versão 7.2 para Windows e o
sobre o quanto os sintomas de ansiedade incomodaram a Microsoft Excel (2019). Realizaram-se análises descritivas
pessoa na última semana, possui 4 alternativas variando a partir da média e frequência dos dados coletados
de 0 (absolutamente nenhum sintoma) a 3 (sintomas que apresentados em tabelas e gráficos de distribuição.
dificilmente pode suportar). O escore total varia entre 0
e 63, sendo o nível de ansiedade classificada como nível
RESULTADOS
mínimo (entre 0 e 10), nível leve (entre 11 e 19), nível
moderado (entre 20 e 30) e nível grave (entre 31 e 63)33.
Na análise dos dados, foram utilizados as seguintes Participaram do estudo 33 estudantes, com idade
variáveis: sexo (masculino, feminino), idade (menos de média de 21,5 e desvio padrão de 5,4, onde a idade mínima
20 anos, entre 20 e 25 anos, entre 26 e 31 anos, entre 32 e foi de 18 anos e a idade máxima de 41 anos. A maioria
37 anos, mais de 38 anos), estado civil (solteiro, casado, é do sexo feminino, possui entre 20 e 25 anos de idade,
outro), mora com (pais, amigos/colegas, cônjuge, sozinho, solteiro e moram sozinhos. Quanto a atividade de lazer, a
outro), frequência que está com a família (toda semana, toda maioria está envolvida em alguma atividade, seja sair com
quinzena, todo mês, a cada dois meses, outro), atividades os amigos, ficar na internet/redes sociais ou ouvir música,
de lazer (leitura não obrigatória, ir ao cinema, praticar apenas um respondente não pratica nenhuma atividade de
esportes, assistir programa na TV, ouvir música, tocar lazer (Tabela 1).
Tabela 1: Perfil sociodemográfico dos estudantes da turma VII, 2018
Variável Frequência Percentual
Sexo:
Masculino 15 45,5
Feminino 18 54,5
Idade
Menos de 20 anos 14 42,42
Entre 20 e 25 anos 16 48,48
Entre 26 e 31 anos 02 6,06
Entre 32 e 37 anos 00 00
Mais de 38 anos 01 3,03
Estado Civil:
Solteiro 31 93,93
Casado 2 6,06
Outro 0 0
Mora com:
Pais 6 18,2
Amigos/colegas 7 21,2
Cônjuge 1 3,03
Sozinho 19 57,57
Outro 0 0
Frequência que está com a família:
Toda semana 8 24,2
Toda quinzena 4 12,1
Todo mês 8 24,2
A cada dois meses 8 24,2
Outro 5 15,3
Atividades de lazer:
Leitura não obrigatória 14 42,42
Ir ao cinema 11 33,33
Praticar esportes 12 36,36
Assistir programa na TV 05 15,15
Ouvir música 20 60,60
Tocar instrumento musical 05 15,15
Sair com os amigos 23 69,69
Internet e redes sociais 20 60,60
Sair para bares e festas 09 27,27
Outro (cozinhar, namorar, jogos virtuais) 03 9,09
Nenhum 1 3,03
Fonte: dados da pesquisa.

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Cardoso YS, et al.. Levantamento de sintomas depressivos e ansiosos entre estudantes de medicina

A distribuição de sintomas de depressão está (9,1%).


organizada na Tabela 2. Em relação ao sexo, os nossos A distribuição de sintomas de ansiedade está
resultados apontaram uma prevalência maior de disforia no organizada na Tabela 3. O predomínio de sintomas de
sexo feminino (9,1%) e depressão grave no sexo masculino ansiedade moderada foi encontrado no sexo feminino.
Tabela 2. Distribuição de sintomas depressivos de acordo com o sexo.
Sexo Feminino Sexo Masculino Total

Depressão 2 (6.1%) 3 (9.1%) 5 (15.2%)

Disforia 3 (9.1%) 1 (3%) 4 (12.1%)

Normal 10 (30.3%) 14 (42.4%) 24 (72.7%)


Fonte: dados da pesquisa.

Tabela 3. Distribuição de sintomas de ansiedade de acordo com o sexo.


Sexo Feminino Sexo Masculino Total

Ansiedade grave 1 (3%) 1 (3%) 2 (6.1%)

Ansiedade moderada 5 (15.2%)2 2 (6.1%) 7 (21.2%)

Ansiedade leve 5 (15.2%) 4 (12.1%) 9 (27.3%)

Ansiedade mínima 4 (12.1%) 11 (33.3%) 15 (45.5%)


Fonte: dados da pesquisa.

A frequência de depressão, disforia e ansiedade, em bar/festa; tocar instrumento musical. Em contrapartida,


respectivamente, foi menor entre os indivíduos que aqueles que saem com os amigos, usam a internet/redes
tocavam instrumentos musicais, seguido por prática de sociais apresentaram maiores níveis de depressão, disforia
atividade física; leitura não obrigatória, ir ao cinema e ir e ansiedade (Figura 1).

Fonte: dados da pesquisa.

Figura 1. Distribuição de sintomas de depressão e ansiedade por atividades de lazer

DISCUSSÃO apresentaram algum nível de sintomatologia, 21,2% com


ansiedade moderada e 6,1% com ansiedade grave.
No presente trabalho, 27,3% dos alunos tiveram Resultados similares foram encontrados nos
algum nível de sintoma depressivo, sendo que 15,2% com estudantes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte
sinais de depressão grave e 12,1% com sintomas de disforia. em que 28% possuíam sintomas depressivos, destes 12,8%
Em relação a ansiedade, 54,48% dos nossos estudantes apresentavam sinais de depressão grave e 35,9% sintomas

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moderado6. No estudo realizado com os estudantes da maior níveis de depressão, ansiedade e estresse39.
Universidade Federal do Amapá, 45,7% apresentaram Segundo um estudo transversal com acadêmicos de
algum grau de depressão (21,2% com depressão leve medicina o desenvolvimento de ansiedade também pode
a moderada, 17,8% com depressão moderada a grave, estar relacionado com o fato de morar longe da família49, o
6,6% com depressão grave)4. A prevalência de sintomas que condiz com nossos achados em que 60% dos estudantes
depressivos nesse público também foi encontrada no com ansiedade moderada a grave moravam sozinhos.
trabalho realizado nas Faculdades Integradas de Patos no Um trabalho realizado com estudantes de medicina na
Rio Grande do Norte, encontrando uma prevalência de China também encontrou relações entre residir sozinho
52,8% de alunos do curso de medicina com algum nível e a presença de sintomas psicológicos como ansiedade e
de depressão, sendo 39,1% com depressão leve, 12,3% depressão46.
com depressão moderada e 1,4% com depressão grave7. O estudante que mora longe dos pais, precisa,
Segundo uma meta-análise, há 28% de prevalência global necessariamente, gerir o seu próprio tempo (lazer, estudo,
de sintomas depressivos entre estudantes de medicina17. descanso). Aqueles que moram sozinho ainda precisam
Segundo dados da literatura, de maneira geral, fazer as atividades domésticas (preparar as refeições,
pessoas do sexo feminino têm quase duas vezes mais lavar e passar roupas, limpar e organizar a casa, ir ao
probabilidade de desenvolverem transtorno depressivo supermercado), além de administrar o pagamento das
maior ao longo da vida em relação às do sexo masculino14,34-38. contas de água, luz e internet. Morar perto dos pais facilita
Na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, a vida do estudante porque a maioria destas atividades
10,8% dos estudantes apresentaram sinais de ansiedade fazem parte da rotina de seus genitores24,42,44. Ter os pais
moderada e 1% com sinais de ansiedade severa6. Os alunos por perto também significa ter pessoas de confiança as
do curso de medicina da Faculdade Pernambucana de Saúde quais o estudante poderá encontrar amparo nos momentos
apresentaram sintomas depressivos (24,9%) e sintomas de dificuldades50-53.
ansiosos (34,3%)4 e no Nordeste do Brasil os alunos Essa nova adaptação sem suporte social aumenta,
apresentaram uma prevalência de depressão e ansiedade significantemente, o consumo de álcool, cigarros
em 25,9%23. e drogas 42,53 . Já que os encontros sociais entre os
Assim como na depressão, entre o total de estudantes universitários facilitam o acesso a estes produtos53,54. Essa
que apresentaram sinais de ansiedade moderada (21.2%) informação pode justificar o motivo pelo qual sair com os
ou grave (6.1%), a maioria é do sexo feminino14,17,39,40. Ser amigos foi considerado, no nosso estudo, como fator de
do sexo feminino aumenta em 50% a chance de apresentar risco para o desenvolvimento de transtorno mental.
ansiedade quando comparado ao sexo masculino41,42. Sabe- Diversos estudos elucidaram a importância da
se que o desenvolvimento do cérebro e estabelecimento atividade de lazer e da atividade física na redução da
das vias neurais ocorre sob a influência de fatores ansiedade e depressão, além do controle da hipertensão
característicos de cada sexo biológico determinados, por arterial, úlceras duodenais, doenças cornonarianas7,43 o que
exemplo, por hormônios sexuais, aspectos genéticos e confirma os nossos achados.
questões sociais ligadas ao sexo, como discriminação e Sabe-se que, através de estudos da fisiologia
sobrecarga de trabalho. Porém, é preciso mais estudos do exercício, atividades físicas acarretam aumento da
para maior esclarecimento das diferenças da resposta de temperatura corporal, oxigenação do córtex cerebral,
cada sexo a fatores que propiciam o desenvolvimento de aumento da liberação de substâncias responsáveis
desordens afetivas6,41. Cabe ressaltar que as mulheres pelo bem-estar e outros mecanismos fisiológicos que
são mais conscientes dos seus sentimentos e, portanto, corroboram para prevenção e redução do estresse, sintomas
expressam mais do que os homens10,34,40 podendo justificar depressivos e ansiedade. Por isso, exercícios físicos são
os resultados de prevalência de transtornos emocionais no indicados concomitantemente ao tratamento farmacológico
sexo feminino. de desordens psicológicas em determinados casos5,23.
No Brasil é comum os estudantes saírem de Os alunos que conhecem os benefícios da atividade
casa para prosseguir os estudos42,43. O presente estudo física e seu impacto positivo na saúde física e mental
identificou que moram sozinhos 80% dos estudantes que pontuaram a dificuldade em conciliar essa prática com os
apresentaram depressão e 25% daqueles com disforia, afazeres acadêmicos25. Alguns gostam de ouvir música
sugerindo que morar sozinho pode ser um fator que como uma estratégia para lidar com o estresse. Outros
propicia o desenvolvimento desses transtornos, estudos assumiram que, quando estão cansados e sobrecarregados,
confirmaram esse achado 8,42,44,45,46 . Outros estudos reconhecem o comportamento de risco na busca das
apontaram o fato de morar com amigos como um fator atividades de lazer, buscando a ingestão de bebida alcóolica
elevado de suscetibilidade a desenvolvimento de distúrbios e uso de drogas ilícitas como válvula de escape. Este dado
de humor47,48. Por outro lado, os alunos que não saíram da pode justificar os nossos achados sobre os alunos que saem
casa da família tiveram menores níveis de ansiedade e, que, com os amigos apresentarem maiores níveis de depressão,
os alunos que moravam com outros colegas apresentaram disforia e ansiedade8.

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Cardoso YS, et al.. Levantamento de sintomas depressivos e ansiosos entre estudantes de medicina

Encontramos uma relação positiva entre uso de participantes restrito a uma determinada turma ocasionando
internet/redes sociais e o desenvolvimento de sintomas de numa amostra reduzida e por ser um estudo descritivo não
depressão e ansiedade. O uso da internet e das redes sociais foi possível fazer uma relação de causa e efeito entre as
pode causar distanciamento social e, consequentemente, variáveis e sintomas depressivos e de ansiedade.
agravar os aspectos de saúde mental54,55.
O acesso facilitado da internet pelo smartphone CONCLUSÕES
contribui para que as pessoas, de forma em geral, fiquem
conectadas a qualquer momento e, no caso dos estudantes,
Os resultados deste estudo confirmam os achados da
tornou-se uma preferência de utilização para o estudo. Além
literatura em relação a prevalência de sintomas depressivos
de acesso a sites com informações relevantes e científicas,
e de ansiedade em acadêmicos de medicina. Podemos citar
o estudante também tem acesso as redes sociais que podem
que, ser aluno do curso de medicina é um fator de risco para
ser negativas e tóxicas54,55.
o desenvolvimento ou agravamento da saúde mental. Além
O uso das redes sociais tem despertado a preocupação
disso, ser do sexo feminino, morar sozinho ou com amigos
de estudiosos com seus consumidores assíduos que
e o uso da internet/redes sociais também se configuram
acreditam nas postagens, glamourosas, das personalidades
como fatores de risco. Em contrapartida, ouvir música,
influenciadoras. Por vezes, quem frequenta essas redes
fazer leitura não acadêmica e praticar atividade física foram
compartilha momentos da vida da forma que querem,
observados como fator de proteção.
manipulando as imagens com a finalidade de seduzir quem
Sugerimos a realização de um estudo longitudinal
está do outro lado da tela. Um outro fator relacionado ao
com a mesma turma de alunos, desde o seu ingresso
uso das redes sociais está ligado ao tempo dispensado e o
na universidade até o fim do curso para acompanhar o
distanciamento das relações humanas presenciais. Diante
desenvolvimento ou agravamento dos níveis de ansiedade
disso, o individualismo, a busca pelo padrão de beleza ou
e depressão correlacionado com as variáveis (saúde
de consumo veiculado nas mídias sociais, por vezes, pode
mental pregressa, período de graduação, tratamento
levar as pessoas a sentirem ansiedade54,55.
medicamentoso, tratamento não medicamentoso).
Este estudo apresenta limitações como o número de
Participação dos autores: Yasmin de Souza Cardoso: Participou da revisão da literatura, análise e interpretação dos dados e redação
do artigo. Lucas Rodrigues Miranda: Participou da revisão da literatura, análise e interpretação dos dados e redação do artigo. Lucas
Victor de Lima: Participou da revisão da literatura, análise e interpretação dos dados e redação do artigo. Sanmer Jhaffer Santos Ferreira:
Participou da análise e interpretação dos dados e redação do artigo. Adriana Assis Carvalho: Coordenou o projeto que embasou o
desenvolvimento do presente trabalho e revisou a versão final do artigo.

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