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UNIJUÍ – UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO ESTADO


DO RIO GRANDE DO SUL

DCEEng – DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS EXATAS E


ENGENHARIAS CURSO DE ENGENHARIA ELÉTRICA

EVERTON CÉSAR DOS SANTOS COSTA

DIRETRIZES E CRITÉRIOS DE PROJETOS DE REDES AÉREAS DE


DISTRIBUIÇÃO URBANAS

Ijuí,
2013
2

EVERTON CÉSAR DOS SANTOS COSTA

DIRETRIZES E CRITÉRIOS DE PROJETOS DE REDES AÉREAS DE


DISTRIBUIÇÃO URBANAS

Trabalho de conclusão de curso


elaborado a Coordenação do Curso de
Engenharia Elétrica da Universidade
Regional do Noroeste do Estado do Rio
Grande do Sul – UNIJUÍ, como pré-
requisito parcial para obtenção do título
de Engenheiro Eletricista.

Orientador: MOISÉS MACHADO SANTOS

Ijuí (RS)
2013
3

DIRETRIZES E CRITÉRIOS DE PROJETOS DE REDES AÉREAS DE


DISTRIBUIÇÃO URBANAS

EVERTON CÉSAR DOS SANTOS COSTA

Trabalho de conclusão de curso elaborado a Coordenação do Curso de


Engenharia Elétrica da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande
do Sul – UNIJUÍ, como pré-requisito parcial para obtenção do título de Engenheiro
Eletricista.

Banca Examinadora:

_________________________________________
Prof. Moises Machado Santos

_________________________________________
Prof. Eliseu Kotlinski

Conceito:_________________________________

Ijuí ______ de ___________________ de ________


4

Dedicatória

Dedico este trabalho a toda minha família e amigos.


A meus avós em especial (Zilmar Cabral dos Santos e Rosa Sousa dos
Santos)in memorian.
Ao amigo e colega de trabalho e aula Felipe Tamiozzo in memorian.
5

AGRADECIMENTOS

Agradeço ao meu pai Astrogildo Zimmermann Costa e sua esposa Anilda


Costa, e minha mãe Cleusa Cabral dos Santos e seu esposo Adelar Holweg pelo
constante apoio, compreensão e a interminável paciência que tiveram comigo
durante a realização deste curso. Considero que seus exemplos de vida me guiaram
pelo caminho correto, sendo de suma importância para eu chegar até este momento.
A minhas irmãs Tatiane e Clarissa pelo carinho, incentivo e apoio em todos
os momentos.
A minha esposa, Lia Geovana Sala Costa pelo seu amor e carinho.
Aos colegas e ex-colegas por todo companheirismo e apoio durante o
período acadêmico, colegas que por muitas vezes foram peças fundamentais na
persistência e coragem para enfrentar as dificuldades do Curso de Engenharia
Elétrica.
Ao meu orientador e amigo Moisés Machado Santos, meu agradecimento
pelo apoio e orientação.
A todos os colegas de trabalho do DEMEI que sempre estiveram dispostos
há facilitar o tempo para realização desse trabalho.
6

RESUMO

O presente trabalho tem por objetivo realizar uma pesquisa comparativa


acerca das normas adotadas pelas concessionárias na elaboração de projetos de
redes elétricas de distribuição. Avaliar as similaridades e particularidades entre as
diretrizes e critérios adotados por distribuidoras de diferentes regiões do País,
considerando os critérios e diretrizes relacionados ao levantamento de dados,
determinação da demanda, configuração e traçado da rede, dimensionamento
elétrico, dimensionamento mecânico. Para fins de comparação foi elaborado um
projeto baseado em cada uma das normas, para uma região do município de Ijuí.
Palavras-Chave:
Concessionárias de energia – redes elétricas de distribuição.
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ABSTRACT

This paper aims to conduct a comparative research on the standards


adopted by utilities in drafting of electrical distribution networks. Evaluate similarities
and particularities between the guidelines and criteria adopted by distributors from
different regions of the country, considering the criteria and guidelines related to data
collection, determination of demand, configuration and design of the network,
electrical design, mechanical design. For comparison purposes a design based on
each standard for a region of the municipality of Ijuí was prepared.
Keywords:
Power utilities - electrical distribution networks.
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LISTA DE ILUSTRAÇÕES

Figura 1:Áreas de abrangência das concessionárias de distribuição de energia


elétrica ....................................................................................................................... 13
Figura 2:Organograma de estimativa das demandas individuais ................... 23
Figura 3:Sistema radial simples ...................................................................... 33
Figura 4:Sistema radial com recurso .............................................................. 34
Figura 5:Padrões típicos de redes secundárias .............................................. 35
Figura 6:Locais recomendados para o traçado das redes no arruamento ...... 37
Figura 7: Cálculo de quedas de tensão nos trechos da rede secundária ....... 46
Figura 8: Visão geral da interface gráfica do software AERD ......................... 49
Figura 9: Croqui retirado Google Maps. .......................................................... 50
Figura 10: Planta construtiva I ........................................................................ 52
Figura 11: Planta construtiva II ....................................................................... 53
Figura 12: Planilha cálculo de queda de tensão ............................................. 55
Figura 13: Simulação de esforços no poste 01 ............................................... 57
Figura 14: Poste indicado ............................................................................... 57
Figura 15:Simulação de esforços no poste 02 ................................................ 58
Figura 16:Poste indicado ................................................................................ 58
Figura 17:Simulação de esforços no poste 06 ................................................ 59
Figura 18:Poste indicado ................................................................................ 59
Figura 19: Simulação de esforços no poste 27 ............................................... 60
Figura 20: Poste indicado ............................................................................... 60
Figura 21: Tabela de montagem rede primária e secundária ......................... 61
Figura 22: Chaves manobradas e sequencia de fase nas conexões. ............. 62
Figura 23: Diagrama unifilar e área de trabalho .............................................. 63
9

LISTAS DE TABELAS

Tabela 1:fatores de demanda para cargas especiais ..................................... 24


Tabela 2:Faixas de consumo para loteamentos não edificados ..................... 25
Tabela 3:Faixas de consumo para loteamentos edificados ............................ 25
Tabela 4: Faixas de consumo ......................................................................... 29
Tabela 5 : Demanda diversificada por faixa de consumo(kVA) ...................... 29
Tabela 6: Demanda diversificada por consumidor .......................................... 32
Tabela 7 : Vão básico entre postes................................................................. 40
Tabela 8: Limite de Carregamento dos Condutores ....................................... 43
Tabela 9: Bitolas padronizadas e correntes máximas de condutores ............. 43
Tabela 10: Capacidade de Condução de Corrente dos Condutores
Multiplexados de Alumínio, Isolamento XLPE (90°C) ................................................ 44
Tabela 11: Limites de queda de tensão utilizados pelas concessionárias ...... 45
Tabela 12: Potência de transformadores ........................................................ 47
Tabela 13: Potência de transformadores em reformas, extensões e novas
cargas........................................................................................................................ 47
Tabela 14: Demanda de Transformadores ..................................................... 56
Tabela 15: Características dos condutores de alumínio (CEEE, 2010) .......... 71
Tabela 16: Coeficientes de queda de tensão para condutores de alumínio
multiplexados (CEEE, 2010) ..................................................................................... 71
10

LISTA DE ABREVIATURAS

AL Alimentador
ANEEL Agência Nacional De Energia Elétrica
RIC Regulamento De Instalações Consumidoras
AT Alta Tensão
BT Baixa Tensão
ABRADEE Associação Brasileira De Distribuidoras De Energia Elétrica
CA Cabo De Alumínio Sem Alma De Aço
CAA Cabo De Alumínio Com Alma De Aço
Cu Cabo De Cobre
CEEE Companhia Estadual De Energia Elétrica
RGE Rio Grande Energia
AES-sul American Electrical Systems - Rio Grande do Sul
CEB Companhia Energética De Brasília
CELG Centrais Elétricas De Goiás
NTD Norma Técnica De Distribuição
ABNT Associação Brasileira De Normas Técnicas
DEMEI Departamento Municipal De Energia Elétrica De Ijuí
RDU’s Redes De Distribuição Urbanas
Km Quilômetros
EUC’s Edifícios de uso coletivo
Uc’s Unidade Consumidora
Kva Quilo Volts Amperes
Kwh Quilo Watts Hora
m Metros
M1 Meio Beco Simples
N1 Normal Simples
AERD Análise de Esforços em Redes de Distribuição
AWG American wire gauge
A Ampéres
PRODIST Procedimentos de Distribuição
daN DecaNewton
kN QuiloNewton
11

SUMÁRIO

INTRODUÇÃO ............................................................................................... 13

CAPÍTULO 1. PROJETOS DE REDES DE DISTRIBUIÇÃO URBANAS


(RDU’S) E DADOS PRELIMINARES........................................................................ 16

1.1. ETAPAS DE ELABORAÇÃO DE PROJETOS ...................................... 17


1.2. LEVANTAMENTO DE DADOS PRELIMINARES .................................. 18
1.2.1. DADOS DE CONSUMO E DEMANDA ........................... .............19

CAPÍTULO 2. CÁLCULO DA DEMANDA ...................................................... 21

2.1. CRITÉRIOS PROPOSTOS PELA CEEE .............................................. 21


2.2. CRITÉRIOS PROPOSTO PELA RGE .................................................. 23
2.3. CRITÉRIOS PROPOSTO PELA AES-SUL ........................................... 26
2.4. CRITÉRIOS PROPOSTO PELA CEB ................................................... 28
2.5. CRITÉRIOS PROPOSTO PELA CELG ................................................ 31

CAPÍTULO 3- CONFIGURAÇÕES DE REDE E ESCOLHA DO TRAÇADO . 33

3.1. CONFIGURAÇÕES BÁSICAS DE REDES PRIMÁRIAS ...................... 33


3.2. CONFIGURAÇÕES TÍPICAS DE REDES SECUNDÁRIAS .................. 34
3.3. ESCOLHA DO TRAÇADO .................................................................... 35

CAPÍTULO 4 – LOCAÇÃO DE POSTES E TRANSFORMADORES E


EQUIPAMENTOS ..................................................................................................... 39

4.1. LOCAÇÃO DE POSTES ....................................................................... 39


4.2. LOCAÇÃO DE TRANSFORMADORES ................................................ 41
4.3. LOCAÇÃO DE EQUIPAMENTOS ......................................................... 41

CAPÍTULO 5. DIMENSIONAMENTO ELÉTRICO E MECÂNICO .................. 42

5.1. DIMENSIONAMENTO DOS CONDUTORES ....................................... 42


5.1.1. CRITÉRIO DA CAPACIDADE DE CONDUÇÃO DE CORRENTE........42
12

5.1.2. CRITÉRIO DA QUEDA DE TENSÃO ................................. .........44


5.2. DIMENSIONAMENTO DOS TRANSFORMADORES ........................... 46
5.3. DIMENSIONAMENTO MECÂNICO ...................................................... 48

CAPÍTULO 6. ESTUDO DE CASO ................................................................ 50

6.1. DETERMINAÇÃO DA DEMANDA ....................................................... 51


6.3. ESCOLHA DO TRAÇADO ................................................................... 51
6.4. LOCAÇÃO DE POSTES E TRANSFORMADORES ............................. 54
6.5. DIMENSIONAMENTO ELÉTRICO ....................................................... 54
6.6. CÁLCULO MECÂNICO ........................................................................ 56
6.5. SISTEMA DE ATERRAMENTO ............................................................ 61
6.6. ORÇAMENTO DA OBRA...................................................................... 64

CAPÍTULO 7. CONSIDERAÇÕES FINAIS .................................................... 67

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .............................................................. 69

ANEXOS ......................................................................................................... 71

ANEXO A – COEFICIENTES DE QUEDA DE TENSÃO EM CONDUTORES ................ 71


13

INTRODUÇÃO

Atualmente, existem 64 concessionárias e 126 permissionárias (outorga


dada às cooperativas de eletrificação rural para prestação do serviço público de
distribuição) ao longo do território nacional
(http://www.aneel.gov.br/aplicacoes/atlas/download.htm). As distribuidoras
(concessionárias e permissionárias) são responsáveis pelo acesso de mais de 68,6
milhões de unidades consumidoras, além do acesso a pequenos e médios
geradores (http://www.aneel.gov.br/aplicacoes/atlas/download.htm).
Figura 1:Áreas de abrangência das concessionárias de distribuição de energia
elétrica

FONTE: AGÊNCIA NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA - ANEEL.


Superintendência de Concessão e Autorização de Transmissão e Distribuição. 2004.
14

Cada concessionária e permissionária é responsável por uma área de


atendimento (área de concessão), cujas características territoriais são as mais
variadas. Na Figura 01, ilustra-se o mapa de concessões de distribuição de energia
elétrica no Brasil com algumas das principais concessionárias.
A diversidade territorial é uma das características marcantes do Brasil,
sobretudo do ponto de vista socioambiental e socioeconômico. Tanto aspectos
climáticos (temperatura, unidade) como econômicos (renda per-capita, índice de
desenvolvimento) variam, significativamente, entre as diversas regiões do País. Essa
diversidade tem impacto direto nas características da infraestrutura presente em
cada região, em especial nos sistemas elétricos de distribuição.
Como consequência, observa-se que cada concessionária de distribuição de
energia elétrica tem suas próprias normas de construção de redes de elétricas. Em
geral, os critérios adotados pela concessionária têm como base as normativas da
Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e da Associação Brasileira das
Distribuidoras de Energia (ABRADE). Entretanto, cada uma dessas normas
apresentam suas particularidades influenciadas pelas características locais.
Basicamente, o escopo dessas normas técnicas de construção de redes
elétricas de distribuição estabelecem os critérios básicos para dimensionamento,
projeto e seccionamento de circuitos primários e secundários, dimensionamento de
iluminação pública, instalação de postes e estruturas (SCHRENK, 2012).
Diante da diversidade de normas técnicas de construção de redes elétricas
de distribuição, este trabalho tem por objetivo realizar uma pesquisa sobre normas
de elaboração dos projetos de redes aéreas de distribuição de energia elétrica,
utilizadas por concessionárias de distribuição de energia elétrica. As Normas
pesquisadas foram:
 NORMA TÉCNICA DISTRIBUIÇÃO CEEE - ELABORAÇÃO DE
PROJETOS DE REDES AÉREAS DE DISTRIBUIÇÃO URBANAS,
 NORMA TÉCNICA DISTRIBUIÇÃO RGE - PADRÃO DE PROJETOS,
 NORMA TÉCNICA DISTRIBUIÇÃO AES SUL - PROJETO DE REDE
AÉREA DE DISTRIBUIÇÃO,
 NORMA TÉCNICA DISTRIBUIÇÃO CEB - CRITÉRIOS PARA
PROJETOS DE REDES AÉREAS URBANAS CONVENCIONAIS.
15

 NORMA TÉCNICA DISTRIBUIÇÃO CELG - CRITÉRIOS DE


PROJETOS DE REDES DE DISTRIBUIÇÃO AÉREAS URBANAS,
A partir dessa pesquisa, objetiva-se delinear aspectos que são comuns
entre as normas, bem como recomendar critérios e diretrizes que se mostram mais
aplicáveis às concessionárias da região do noroeste do estado do Rio Grande do
Sul. Esses critérios são aplicados em estudo de caso relativo a um projeto de
ampliação de rede de distribuição da concessionária DEMEI - Departamento
Municipal de Energia Elétrica de Ijuí. Os resultados obtidos são apresentados e
discutidos ao final do trabalho.
O presente estudo se encontra estruturado em 7 capítulos. O primeiro
capítulo traz algumas definições quanto aos tipos e critérios para elaboração de
projetos, o levantamento de dados de carga, localização e definição do tipo de
unidade consumidora. O segundo capítulo apresenta os critérios e métodos
utilizados para a determinação das demandas da rede com base no levantamento
de cargas ou ainda através de processos de medição.
O terceiro capítulo traz algumas recomendações que devem ser observadas
no momento da escolha do traçado da rede e, também, algumas informações sobre
as configurações típicas das redes de distribuição urbanas (RDU’s). No quarto
capítulo são abordados os critérios para a locação de postes, equipamentos e
transformadores. O quinto capítulo trata do dimensionamento elétrico dos
condutores, transformadores e dimensionamento mecânico dos postes com as
tabelas de montagens. O sexto capítulo apresenta um estudo de aplicação dos
critérios e diretrizes abordados na elaboração de um projeto de rede aérea de
distribuição no município de Ijuí. Por fim, O sétimo capítulo é dedicado a apresentar
as principais conclusões e recomendações para trabalhos futuros.
16

CAPÍTULO 1. PROJETOS DE REDES DE DISTRIBUIÇÃO


URBANAS (RDU’S) E DADOS PRELIMINARES

As redes de distribuição urbanas estão constantemente sujeitas a


modificações em suas estruturas conforme as necessidades das áreas por elas
atendidas. A grande diversidade das características de consumo dos clientes
urbanos torna indispensável à existência de normas e procedimentos que fixem os
padrões mínimos necessários para a construção e manutenção das estruturas
destinadas ao fornecimento de energia elétrica.
Normalmente, os projetos elétricos de redes de distribuições são
classificados como (CEB, 2002):
 Projetos de redes novas: Projetos destinados ao atendimento de
novas localidades e/ou de novos loteamentos, que não disponham de energia
elétrica.
 Projetos de Extensão: Projetos que impliquem no prolongamento de
redes existentes, cuja finalidade é o atendimento a consumidores específicos
(prolongamento das estruturas existentes).
 Projetos de Reformas: Projetos para substituição parcial ou total de
rede existente, por motivo de segurança, obsoletismo, condições críticas da
qualidade de serviço, saturação ou adequação das instalações ao meio ambiente.
 Projetos de Melhoramentos de Rede: Projetos a serem executados
em redes existentes e destinados a propiciar: a ampliação da capacidade de
transporte de energia, para atendimento ao crescimento vegetativo de carga
localizada; o melhoramento das condições operativas e dos níveis de qualidade de
fornecimento; a regularização das condições operativas, de segurança e
padronização.
 Projetos de Modificação ou solicitação de consumidores: Projetos
específicos para atendimento a consumidores ou para adequação às exigências
urbanas e, realizados sem o aumento da projeção das redes aéreas existentes.
17

1.1. Etapas de Elaboração de Projetos


Para elaboração dos projetos de redes de distribuição devemos obter dados
e informações necessários à sua elaboração (CELG, 2008):
Dados preliminares: Compreende as definições sobre simbologia, mapas
e plantas necessárias ao projeto, tipos de projetos, projetos já existentes, e
planejamento básico sobre ponto de alimentação das cargas e condições locais;
Determinação da demanda: Procedimentos e definições necessárias para
a coleta de dados de carga e determinação da demanda de acordo com o tipo de
projeto desenvolvido;
Configuração e traçado da rede: Consiste em determinar o tipo de
configuração e a localização das estruturas de sustentação da rede tendo em vista
certos critérios técnico-econômicos que viabilizam a manutenção e operação do
sistema elétrico;
Dimensionamento elétrico: Nesta etapa, são determinadas as potências
nominais dos transformadores de distribuição e as seções dos condutores que
compõem os circuitos das redes primárias e secundárias. O dimensionamento da
rede deve ser feito observando-se a queda de tensão máxima permitida, perdas e
capacidade térmica dos condutores;
Dimensionamento mecânico: Para o cálculo da resultante dos esforços
atuantes sobre estruturas em derivação, fim de linha, em deflexão e mudança de
número ou seção dos condutores deve-se utilizar a planilha de cálculo mecânico
próprio da concessionária.
Todos os projetos devem ter as seguintes informações na sua apresentação:
a) memorial técnico descritivo;
b) planta construtiva;
c) planta chave (quando necessário);
d) diagrama unifilar da rede primária;
e) diagrama unifilar e cálculo elétrico da rede secundária;
f) relação de materiais e orçamento;
g) relatório de execução de obras;
h) diagrama unifilar com chaves a serem manobradas para desenergizar o
local de trabalho;
i) desenho de detalhes complementares do projeto.
18

1.2. Levantamento de Dados Preliminares


Antes de iniciar um projeto, deve-se verificar a localização do projeto em
questão, se o mesmo está dentro da área de concessão da concessionária, a
existência de planejamento e projetos anteriormente elaborados e ainda não
executados, abrangidos pela área em estudo. No caso de existirem, estes devem
servir de base ao projeto em desenvolvimento.
Também é necessário levar-se em consideração os planos de outras áreas
e/ou órgãos governamentais para o local, como por exemplo: loteamentos
planejados, abertura de novas vias públicas, previsões de construção de pontes,
viadutos, entre outros.
Quanto ao ponto de alimentação da rede, é importante que sejam avaliadas
as consequências do aumento de carga nos alimentadores da rede tronco quanto ao
carregamento, manobras e níveis de tensão.
Na elaboração dos projetos devem ser utilizados alguns critérios:
Simbologias: Definida por norma específica (complementar);
Mapeamento: As atribuições iniciais do projeto são feitas a partir do
levantamento (junto à concessionária ou à prefeitura) de mapas e plantas
atualizados da área de abrangência da rede. É necessária a obtenção de dados
informativos sobre a existência de: (CEB, 2002)
 Logradouros, estradas e ferrovias;
 Túneis, pontes, viadutos e passarelas;
 Acidentes topográficos acentuados que possam influenciar na
determinação do traçado da rede;
 Localização de redes de água, esgoto e outras;
No caso de projetos de reformas ou extensões, as informações técnicas
sobre as estruturas já existentes também devem ser levantadas e mapeadas.
19

Escalas (CEB, 2002):


a) Os projetos construtivos devem ser desenhados a partir de mapas
precisos, na escala 1:1000 e convenientemente “amarrados” aos arruamentos,
edificações ou pontos que facilitem a atualização dos cadastros.
b) Os projetos com áreas superiores a 1 km² e as plantas-chaves para o
caso de mais de 02 plantas construtivas, devem ser desenhadas na escala 1:5000,
de modo a dar uma visão de conjunto e facilitar a execução dos trabalhos.
c) Excepcionalmente, poderão ser utilizadas plantas na escala de 1:2000
para a apresentação de orçamentos preliminares de projetos.

1.2.1. Dados De Consumo E Demanda

Para o posterior cálculo de demanda, devem ser levantadas algumas


informações e dados dos consumidores que serão atendidos pela rede (no caso de
rede nova e extensões) ou consumidores já existentes (reformas e melhorias). As
concessionárias utilizam procedimentos semelhantes para efetuar esse
levantamento, conforme o tipo de projeto a ser realizado, pode ser feito em campo
ou a partir de dados da concessionária.
Consumidores Urbanos Ligados em Tensão Primária
Os consumidores devem ser localizados e anotados em planta com os
seguintes dados (CEB, 2002):
 Natureza da atividade: residência, edifício de uso coletivo, hospital,
indústria, comércio, escola, etc.;
 Horário de funcionamento com indicação do período de carga máxima
e sazonalidade;
 Carga total ligada ou demanda medida e capacidade instalada;
 Previsão de novas cargas com fornecimento em tensão primária ou
acréscimo da carga já instalada;
Consumidores atendidos em tensão secundária
No caso de consumidores já existentes, devem-se obter os dados de
cadastro e de consumo junto às concessionárias bem como a identificação de
20

cargas especiais quando houver. Quando se tratar de consumidores novos, as


informações necessárias dependem do tipo de unidade consumidora conforme os
itens seguintes:
 Edifícios de uso coletivo (EUC’s)
 Poste ao qual o edifício será ligado;
 Número de apartamentos, salas ou lojas;
 Área individual dos apartamentos, salas ou lojas;
 Área e carga instalada de serviço.
 Unidades consumidoras residenciais e não residenciais
 Poste ao qual o consumidor será ligado;
 Carga instalada e regimes de funcionamento;
 Área construída;
A partir desses dados é calculada a demanda de cada unidade consumidora
que servirá de base para a determinação da demanda da rede secundária, dos
transformadores de distribuição e posteriormente da rede primária.
 Consumidores especiais
São considerados como cargas especiais os aparelhos que provocam
flutuação de tensão na rede secundária.
Os seguintes aparelhos caracterizam consumidores com cargas especiais:
 Máquina de solda transformadora;
 Aparelho de galvanização;
 Fornos elétricos;
 Aparelho de Raios-X.
Para os consumidores especiais, localizá-los em planta anotando o horário
de funcionamento e a carga total instalada.
21

CAPÍTULO 2. CÁLCULO DA DEMANDA

No sistema de distribuição são previstos, pelas normas técnicas de


distribuição, dois processos para a determinação da demanda de redes: processo
por medição e processo estimativo. O processo mais adequado para a determinação
da demanda das unidades consumidoras depende do tipo de projeto em questão,
cada concessionária apresenta uma metodologia para encontrar a demanda. O
processo por medição é geralmente aplicado nos casos de reformas e extensões de
redes, enquanto que o processo estimativo normalmente aplica-se a redes novas ou
também em projetos de extensão.

2.1. Critérios propostos pela CEEE

A metodologia proposta pela CEEE-D varia conforme os tipos de projetos,


de loteamentos, de condomínios horizontais, de regularização fundiária e interesse
social, de reformas de rede e de extensão de rede.
Para projetos de loteamentos a demanda e definida através da classe
econômica do terreno dos consumidores, nobres, médias e pobres. Os demais
casos que não se enquadram nas classes definidas, deve ser considerado o RIC-BT
CEEE-D ou em comum acordo com a CEEE-D.
 Classe AA - Zonas nobres, altíssima valorização - 4,5 kVA por lote;
 Classe A - Zonas nobres, alta valorização - 3,5 kVA por lote;
 Classe M - Zonas nobres, média valorização - 2,5 kVA por lote;
 Classe B/C – Zonas médias e pobres, médias e baixas valorização -
2,0 kVA por lote.
Em projetos de condomínios horizontais deve ser considerado uma
demanda mínima diversificada de 4,5 kVA independentemente do local do
condomínio. Em casos especiais, para condomínios com terrenos não maiores que
300 m², considera-se 2,5kVA como demanda diversificada por terreno. Também
deve ser previsto uma carga mínima de 160kW por poste das vias internas, quando
esta carga não for prevista no condomínio.
22

Os projetos de regularização fundiária deve-se, seguir os mesmos critérios


adotados para loteamentos considerando uma demanda mínima de 2,5kVA para
cada lote vazio.
Para projetos de reformas de redes a demanda deve ser obtida a partir do
levantamento de carga instalada, ou através do consumo (kWh) obtido dos dados de
faturamento. A demanda mínima a ser considerada de uma unidade consumidora
trifásica deve ser de 3,5kVA.
Os consumidores devem ser classificados em categorias, residenciais, não
residenciais (comerciais), força e especiais.
Os consumidores de força e especiais deve ser usado instruções e normas
para liberação de aparelhos de solda, galvanização e raios-X em redes secundárias,
também pode ser usado a equação [2.1] a seguir:

c
D= [2.1]
730∗FC ∗FP

D= demanda (kVA)
C= maior consumo mensal nos últimos 12 meses (kWh)
FC= fator de carga
FP= fator de potência

Para consumidores residenciais e comerciais deve ser usado a equação


[2.2] a seguir:
𝐷𝑒𝑚𝑎𝑛𝑑𝑎 = 0.035 + 0.006 ∗ 𝑐𝑜𝑛𝑠𝑢𝑚𝑜 𝑘𝑊ℎ [2.2]

Nos projetos de extensões de redes existentes, a demanda deve ser obtida


conforme o item 3.1.4, para consumidores residenciais e comerciais o consumo
deve ser estimado por semelhança do consumo dos consumidores existentes. Em
terrenos baldios, considerar uma demanda mínima equivalente ao consumo de 300
kWh.
23

2.2. Critérios proposto pela RGE

O cálculo de demanda, pode variar para as diversas situações


apresentadas, a metodologia utilizada pela RGE para definir a demanda dos
consumidores, algumas das principais situações de projeto em que o processo
estimativo é aplicável, bem como os respectivos métodos de cálculo de demanda,
baseando-se no organograma da Figura 02 (RGE, 2009).

Figura 2:Organograma de estimativa das demandas individuais

ESTIMATIVA DE DEMANDA

UC Existente Reformas ou UC Não Existente Redes Novas ou Extensões


Extensões

Edifícios de Uso Consumidor


Carga Normal
Coletivo Residencial

Método A Método C Método E

Consumidor Não
Carga Especial Loteamentos
Residencial

Método B Método D Método F

Fonte: RGE (2009)

Método A: Este método é indicado para o cálculo das demandas individuais


de unidades consumidoras residenciais, comerciais ou industriais que não possuam
nenhuma carga que possa causar flutuação de tensão na rede. A demanda máxima
24

é calculada em função do maior consumo registrado no ano anterior, obtido pelos


dados de faturamento da unidade consumidora, através da Equação [2.3] a seguir.
c
D= [2.3]
730 ∗ FC ∗ FP

Onde:
D: é a demanda máxima estimada da unidade consumidora em (kVA)
C: é o maior consumo registrado durante os últimos 12 meses em (kWh)
Fc: é o fator de carga típico definido pela concessionária
Fp: é o fator de potência

Método B: Este método é indicado para o cálculo de demanda de unidades


consumidoras que apresentam cargas de característica especial, tais como
máquinas de solda, aparelhos de Raio-X e processos de galvanização. Esses tipos
de aparelhos podem causar flutuações na tensão da rede e, por isso devem ser
analisados individualmente. Para a estimativa de demanda, adotam-se fatores de
demanda que devem ser aplicados às potências nominais de cada um dos
aparelhos (RGE, 2009).

Tabela 1:fatores de demanda para cargas especiais


Aparelho Potência FD
Solda a arco e 1° maior 1,00
galvanização 2° maior 0,70
3° maior 0,40
Soma dos demais 0,30
Solda a resistência Maior 1
Soma dos demais 0,60
Raio-X Maior 1
Soma dos demais 0,70
Fonte: RGE (2009)

Método C: Este método é aplicado em edifícios de uso coletivo e segue o


mesmo procedimento adotado pelo Regulamento de Instalações Consumidoras de
Baixa Tensão (RIC-BT) da concessionária. Exemplificando para o caso de um prédio
25

de múltiplas unidades de uso residencial, são consideradas as somas das


demandas dos apartamentos devidamente diversificadas e das áreas de serviço de
condomínio com os fatores de demanda pertinentes (RGE, 2009).

Método D: Aplicado no caso de projetos envolvendo loteamentos edificados


ou não. Neste método, são estimadas as faixas de consumo médio de energia em
função da área dos lotes ou das edificações, como mostra a Tabela 2 e a Tabela 3.
A partir das estimativas de consumo é aplicado o Método A para determinação das
demandas individuais (RGE, 2009).
Tabela 2:Faixas de consumo para loteamentos não edificados
Tipo de loteamento Consumo - kWh
Popular 150
Demais 400

Tabela 3:Faixas de consumo para loteamentos edificados


Área construída Consumo - kWh
Até 50 m² 150
> 50 m² 400
Fonte: RGE (2009)

Método E: É aplicado às unidades consumidoras não residenciais, sendo


necessária a determinação das parcelas de demanda de acordo com a carga
instalada, conforme a Equação [2.4] a seguir (RGE, 2009).
𝐷𝑒𝑚 = 𝐷𝑖𝑙 + 𝐷𝑎𝑞 + 1,2 ∗ 𝐷𝑎𝑐 + 𝐷𝑚 [2.4]

Onde:
Dem é a demanda máxima estimada da unidade consumidora em (kVA)
Dil é a demanda de iluminação e tomadas em (kVA)
Daq é a demanda de aparelhos de aquecimento em (kVA)
Dac é a demanda de aparelhos de ar condicionado em (kVA)
Dm é a demanda de motores em (kVA)
26

Método F: É aplicado às unidades consumidoras residenciais de acordo


com o tipo de ligação. No caso de residências com ligação trifásica, a demanda é
calculada de acordo com o Método E. Em residências com ligação monofásica ou
bifásica, deve-se atribuir as seguintes estimativas de consumo para posterior
aplicação ao Método A:
 Lotes edificados: 400 kWh para cada unidade consumidora;
 Lotes não edificados: 400 kWh para cada 12m ou fração da testada
dos terrenos (RGE, 2009).

2.3. Critérios proposto pela AES-SUL


A metodologia usada pela AES-SUL determina que em projetos de reformas
de rede existente a demanda seja obtida através do consumo (kWh) dos dados do
faturamento.
Os consumidores são classificados em quatro categorias:
 Consumidores residenciais - com cargas de iluminação,
eletrodomésticos, chuveiro elétrico e bomba d’água até 3/4 cv;
 Consumidores não residenciais - são os consumidores
comerciais, de prestação de serviços e poderes públicos com cargas de
iluminação e/ou aparelhos elétricos com, no máximo, 3,5 cv;
 Consumidores de força motriz – com cargas de iluminação e
aparelhos elétricos acima de 3,5 cv;
 Consumidores especiais – consumidores cujas cargas ocasionam
flutuação de tensão na rede tais como: aparelhos de raio - X, de solda, de
galvanização e fornos elétricos.
A estimativa da demanda dos consumidores residenciais deve ser feita com
base nos valores individuais da demanda diversificada em função dos consumos
mensal. Para os novos consumidores deve ser considerado o valor da demanda
média calculada do circuito. O valor a ser utilizado é aquele correspondente ao
maior consumo mensal dos últimos 12 meses.
A estimativa da demanda dos consumidores não residenciais e de
força deverá ser calculado a partir dos dados do faturamento, obtida no
programa de cálculo de queda de tensão. Também, poderá ser estimada a
demanda dos consumidores através do levantamento detalhado da carga
27

instalada conforme indicado no Regulamento de Instalações Consumidoras de


Baixa Tensão (RIC BT).
Nas extensões de rede, desdobramento do circuito e aumento de carga, a
demanda a ser utilizada para os atuais consumidores, lotes não edificados e
novos consumidores residenciais, em função do tipo de instalação e característica
da área (classe A, B ou C).

Devem ser adotados no mínimo os seguintes valores de demanda:


a) 2,0kVA por lote para loteamento Classe A;
b) 1,5kVA por lote para loteamento Classe B;
c) 1,0kVA por lote para loteamento Classe C.
Descrição do tipo de loteamento:
Classe A - localizado em zonas com terrenos de alta valorização, área
igual ou maior do que 300m² e que possuirão todos os serviços de
infraestrutura, tais como: calçamento, redes de água e esgoto, iluminação
pública, praças;
Classe B - localizado em zonas com terrenos de média valorização, área
igual ou superior a 300m²;
Classe C - localizado em zonas com terrenos de baixa valorização, tendo
área não superior a 300m².
Para consumidores não residenciais, novos e pedido aumento de carga,
consumidores novos trifásicos residenciais com disjuntor superior a 40 A, o valor
da demanda deve ser obtido a partir do RIC-BT.
As extensões de rede para atendimento de no máximo dois
consumidores monofásicos não há necessidade de solicitar o carregamento do
transformador para a apresentação do projeto.
Em todos os casos de loteamento, deve ser previsto uma carga de 170W
por poste, para iluminação pública com comando individual, quando a carga não
for definida pela prefeitura.
28

2.4. Critérios proposto pela CEB

A metodologia utilizada pela CEB, divide a determinação dos valores de


demanda, em função de várias situações de projetos. Os projetos de reformas de
redes, podem ser feitos utilizando dados de medição da demanda ou uma estimativa
da demanda, já os projetos de extensão de rede e ligações novas deve ser adotado
uma estimativa da demanda.
Para projetos de reformas de redes primárias o processo por medição, a
demanda será obtida diretamente através das medições simultâneas de seu tronco e
ramais, observando-se sempre a coincidência com as demandas das ligações
existentes em AT. As medições devem ser efetuadas com a rede operando em sua
configuração normal, em dia de carga típica, por um período mínimo de 24 horas e,
sempre que possível pelo período de 01(uma) semana. Deve-se fazer uma
comparação dos resultados das medições, com as respectivas cargas instaladas,
poderão ser obtidos fatores de demanda típicos, que poderão ser utilizados como
recurso na determinação de demandas, por estimativa.
Para redes secundárias a determinação das demandas, para efeito de
dimensionamento, deve-se ser baseada em medições de uma amostragem de
transformadores (em geral de 30 a 50%) da área em estudo que, em função do
número de consumidores, determinarão o kVA médio. As medições devem ser
realizadas em períodos de máxima demanda. Para projetos de loteamentos, adotar
os seguintes valores mínimos de demanda diversificada:
a) 1,5kVA por lote para loteamento Classe A;
b) 1,0kVA por lote para loteamento Classe B;
c) 0,5kVA por lote para loteamento Classe C.
sendo:
Classe A - quando localizado em zonas nobres, de alta valorização, com
lotes de área igual ou superior a 300 m² e que dispõe de toda a infraestrutura básica.
Classe B - quando localizado em zonas de classe média, com lotes de área
igual ou superior a 300 m², de média valorização, podendo ter serviços de
infraestrutura básica.
29

Classe B - quando localizado em zonas de baixa renda, de baixa


valorização, com lotes de área não superior a 300 m² e podendo não ter serviços de
infraestrutura básica.
Para projetos de reformas de rede e projetos de ligações novas, pelo
processo estimativo, a demanda será atribuído valores individuais de demanda
diversificada em kVA, correlacionando o número e a classe dos consumidores no
circuito, separando-as em 04 tipos: Baixo, Médio, Alto e Altíssimo, conforme tabela 4
e5.
Tabela 4: Faixas de consumo
Faixa De Consumo Mensal
Baixo De 0 a 75 kWh
Médio De 76 a 150 kWh
Alto De 151 a 300 kWh
Altíssimo Acima de 300 kWh
Fonte : Relatório CODI-3.2.21.02.0 (SCEI.08.01)

Tabela 5 : Demanda diversificada por faixa de consumo(kVA)


Numero de Baixo Médio Alto Altíssimo
consumidores no
circuito
01 a05 0,35 0,70 1,38 4,62
06 a 10 0,33 0,62 1,28 4,04
11 a 15 0,31 0,54 1,17 3,47
16 a 20 0,29 0,49 1,07 2,90
21 a 25 0,28 0,45 0,97 2,50
26 a 30 0,27 0,42 0,87 2,13
31 a 40 0,26 0,39 0,78 1,75
Acima de 40 0,25 0,36 0,71 1,39
Fonte : Relatório CODI-3.2.21.02.0 (SCEI.08.01)

Nos projetos de reformas e ligações novas para consumidores não


residenciais podem ser adotados 3 processos pra determinar a demanda, no
primeiro processo a estimativa dos valores de demanda é em função da carga total
30

instalada, ramo de atividade e simultaneidade de utilização dessas cargas, será


calculada através da equação [2.5]:

𝐶𝑙∗𝐹𝑑
𝐷= [2.5]
𝐹𝑝

sendo:
D = Demanda máxima em KVA
Cl = Carga ligada em kW
Fd = Fator de demanda típico
Fp = Fator de potência
No segundo processo a estimativa da demanda, extraída dos dados de
faturamento é calculada através da equação [2.6]:
𝐶
𝐷= [2.6]
730∗𝐹𝑑∗𝐹𝑝

sendo:
D = Demanda máxima em KVA
C = Maior consumo mensal nos últimos 12 meses em kW
Fc = Fator de carga (obtido através de consumidores similares)
Fp = Fator de potência
No terceiro processo a demanda será estimada a partir da corrente nominal
da proteção do consumidor utilizando a equação [2.7]:
𝐷 = 3 ∗ 𝑉 ∗ 𝐼 ∗ 10−2 ∗ 𝐹𝑑 [2.7]
sendo:
D = Demanda máxima em KVA
V = Tensão de fornecimento (Volts)
I = Corrente nominal da proteção do consumidor (Ampères)
Fd = Fator de demanda típico
Para projeto de extensão de rede a demanda deve ser encontrada pelo
processo estimativo. A demanda neste caso será função da carga instalada,
multiplicados por um fator de redução, pré-estabelecido. Este fator de redução será
estimado com base em consumidores já ligados e com as mesmas características.
A demanda deverá ser estimada através da equação [2.8]:

𝐷 = 𝐹𝑟 𝑎 + 𝑏 + 𝑐 + 𝑑 [2.8]
31

Onde:
Fr= Fator de redução
D = Demanda estimada, diversificada, em kVA.
a = Demanda em kVA, das potências para iluminação e tomadas.
b = Demanda em kVA de todos os aparelhos de aquecimento e
condicionamento de ar (chuveiro, aquecedores, fogões,
aquecedores de ar etc.).
c = Demanda em kVA de motores elétricos e máquinas de solda tipo
grupo gerador, conforme indicado abaixo:
 100% da potência em kVA, do maior motor, mais
 80% do 2ªmaior motor, em kVA, mais
 60% do 3ºmaior motor, em kVA, mais
 40% dos demais motores.
d = Demanda em kVA, das máquinas de solda a transformador e
aparelhos de Raio X, conforme indicado abaixo:
 100% da potência em kVA, do maior equipamento, mais
 70% do 2ºmaior equipamento, em kVA, mais
 50% do 3ºmaior equipamento, em kVA, mais
 30% dos demais equipamentos.
Para projetos de extensão de redes primárias a estimativa da demanda será
feita em função da demanda dos transformadores de distribuição, observando-se a
homogeneidade das áreas atendidas e considerando-se a influência das demandas
individuais dos consumidores de AT. Os troncos de alimentadores deve ser
considerado relatórios de acompanhamentos ou medições sempre utilizando a
máxima demanda, e possíveis absorção de futuras cargas.

2.5. Critérios proposto pela CELG

A metodologia proposta pela CELG para determinação dos valores de


demanda esta descrita em função de várias situações possíveis de projetos, sendo
analisados os casos em que existem ou não condições de se efetuar medições.
32

Os critérios adotados pela CELG, são semelhantes aos propostos pela CEB,
alterando apenas os parâmetros utilizados para determinação de demanda para
consumidores residenciais.
A demanda diversificada de cada consumidor residencial deve levar em
conta as diversas classes, conforme a tabela 6 seguir:

Tabela 6: Demanda diversificada por consumidor


Classe Demanda diversificada
kVA /consumidores
A 0,7
B 1,0
C 1,5 a 4,0
Fonte: CELG (2008).

Classe “A": Consumidores com poucas possibilidades de utilização de


aparelhos eletrodomésticos;
Classe “B": Consumidores com média possibilidade de utilização de
aparelhos eletrodomésticos;
Classe “C": Consumidores com possibilidade de utilização
de aparelhos eletrodomésticos com carga significativa (classe média/alta).
Para a determinação da potência do transformador de distribuição deverão
ser adotados os valores de demanda diversificada para o consumidor residencial,
acrescendo ainda 0,16kVA por luminária para a demanda da iluminação pública e
levando-se também em conta as demandas dos outros tipos de consumidores.
33

CAPÍTULO 3- CONFIGURAÇÕES DE REDE E ESCOLHA DO


TRAÇADO

A configuração da rede é definida em função do grau de confiabilidade


desejado. A princípio podem ser utilizadas as configurações "radial simples" e "radial
com recurso", dependendo da importância das cargas ou das localidades a serem
servidas.
A seguir são descritas as principais topologias e arranjos de redes primárias
e secundárias comuns às diversas distribuidoras pesquisas e ainda os critérios
gerais que devem ser observados na escolha do traçado.

3.1. Configurações Básicas de Redes Primárias

Sistema Radial Simples: é caracterizado por um único trajeto para o


fluxo de potência entre a fonte e a carga, sendo o tipo mais simples de alimentação,
como mostra a Figura 3.

Figura 3:Sistema radial simples

Fonte: RGE (2009)

Essa configuração é economicamente viável em áreas de baixa densidade


de carga como no caso de áreas rurais ou zonas urbanas distantes dos grandes
centros de consumo. Em contrapartida, apresenta baixa confiabilidade, pois não
apresenta recursos para manobra de alimentação alternativa.
34

Sistema Radial com Recurso: é caracterizado por apresentar mais de


um trajeto para o fluxo de potência entre a fonte e determinadas cargas. O
direcionamento do fluxo de potência é feito por dispositivos de manobra localizados
em pontos estratégicos, como mostra a Figura4.
Figura 4:Sistema radial com recurso

Fonte: RGE (2009)


Essa configuração é utilizada em áreas que tenham maiores densidades de
cargas ou requeiram um maior grau de confiabilidade como, por exemplo, hospitais,
centros de computação e similares, sendo caracterizada pelos seguintes aspectos
(CEB, 2002):
 Existência de interligações normalmente abertas, entre alimentadores
adjacentes da mesma ou de subestações diferentes;
 É projetado de forma que exista certa reserva de capacidade em cada
circuito, para a absorção de carga de outro circuito na eventualidade de algum
defeito;
 Limita o número de consumidores interrompidos por defeitos e diminui
o tempo de interrupção em relação ao sistema radial simples.

3.2. Configurações Típicas de Redes Secundárias

A configuração da rede secundária normalmente é determinada a partir de


padrões típicos que permitem o atendimento de áreas com diversas características
quanto à densidade de carga. A adoção de um determinado padrão será função da
densidade de carga inicial, da taxa de crescimento e da configuração do arruamento.
35

A Figura 5 mostra os padrões seguidos pelas concessionárias, sempre que


possível, na determinação da configuração de redes secundárias, onde o valor de
“q” usualmente considerado como ideal é de 100m.

Figura 5:Padrões típicos de redes secundárias

Fonte: (CEB, 2002)

Em nenhum caso poderá haver rede secundária com consumidor distante


mais de 250 m do transformador (CEB, 2002). Em cada projeto, individualmente
considerado, torna-se na maioria dos casos, difícil a aplicação de circuitos típicos
caracterizados. Entretanto, essas configurações devem ser gradualmente atendidas
à medida que a integração desses projetos individuais o permitam, o que poderá ser
alcançado através de um planejamento orientado para pequenas extensões.

3.3. Escolha do Traçado

Para a localização do traçado das redes de distribuição urbanas nas áreas


atendidas devem ser respeitados alguns critérios que viabilizam a implantação e
manutenção das estruturas. As normas pesquisadas possuem alguns métodos
semelhantes que são determinados pelas distribuidora, a seguir são elencados os
critérios de acordo com cada segmento de rede.
36

Tronco de alimentadores de redes primárias:


 Utilizar vias com arruamentos já definidos e aprovados, que já
possuam meios-fios implantados;
 Evitar vias com tráfego intenso de veículos se possível;
 Evitar traçados com ângulos e curvas desnecessários;
 Acompanhar a distribuição das cargas (inclusive previsões), de modo a
otimizar os carregamentos;
 Procurar o equilíbrio das demandas entre alimentadores;
 Manter a sequência de fases da subestação;
 Prever a interligação com outros alimentadores para manobras de
emergência através de chaves faca ou religadores.
Ramais de alimentadores de redes primárias:
 Dirigir os ramais em sentido paralelo uns aos outros;
 Orientá-los de maneira a favorecer a expansão prevista para a zona
por eles servida;
 Considerar a posição da fonte de energia de forma a se ter um
caminho mais curto e com menor queda de tensão e perdas;
 Conservar a sequência de fases do tronco alimentador.

Circuitos secundários:
 Os circuitos secundários devem ser do tipo radial;
 Prever futuras modificações e interligações, sem a necessidade de
complementação de fases ou de trechos;
 Evitar a existência de vão vazio entre dois circuitos adjacentes;
 Todos os circuitos secundários devem ser interligados através do
condutor neutro e aterrados.
 Quando possível, o traçado da rede deve ocupar as faces norte e oeste
dos logradouros afim de disponibilizar melhores condições para a arborização, como
mostra a Figura 6.
37

Figura 6:Locais recomendados para o traçado das redes no arruamento

Fonte: AES Sul (2012)


As redes de distribuição devem ter afastamentos mínimos em relação as
fachadas de prédios e construções existentes, não é permitido de forma alguma
passar redes sobre qualquer espécie de obras existentes, ou que podem ser
construídas.
Para que não surjam problemas durante a construção e a necessidade de
modificações no projeto original, sempre que possível, a posição dos postes deverá
estar de acordo com as observações previamente levantadas em campo e
devidamente assinaladas em projeto.
Na norma da AES-SUL também são determinados mais alguns critérios
importantes que devem ser obedecidos na escolha do traçado:
 Deverá ser previsto, no projeto, em redes urbanas, o uso de
estruturas tipo M, visando evitar futuros deslocamentos por questões de
segurança, salvo as estruturas do tipo 3 e 4. Essas devem ser
preferencialmente do tipo “N3” e “N4”.
38

 O eixo da rede deve passar o mais próximo possível dos centros de


carga;
 O traçado, sempre que possível, deve ser de fácil acesso, visando
maior facilidade de construção, operação e manutenção; evitar, sempre que
possível os traçados através de matos, pântanos áreas de preservação ambiental e
culturas em geral;
 Utilizar, quando houver, as faixas de domínio de rodovias;
 Evitar deflexões em excesso.
39

CAPÍTULO 4 – LOCAÇÃO DE POSTES E TRANSFORMADORES


E EQUIPAMENTOS

Uma vez determinados os traçados das redes primárias e secundárias e


definidos os centros de carga, devera ser locados em planta os postes necessários à
sustentação da rede de distribuição.
Para que não surjam problemas durante a construção e a necessidade de
modificações no projeto original, sempre que possível, a posição dos postes deverá
estar de acordo com as observações previamente levantadas em campo e
devidamente assinaladas em projeto.
Para definição do local de instalação de postes, transformadores e
equipamentos deve ser considerado alguns critérios estipulados pelas
concessionárias.

4.1. Locação de Postes


Na locação de postes os critérios comuns estabelecidos a todas as
concessionárias pesquisadas são descritos a seguir:
 localizar a posteação no mesmo lado das diversas ruas e em
alinhamento com redes elétricas existentes;
 quando necessário, em vias públicas com largura inferior a 25 metros,
pode ser projetada posteação em ambos os lados da rua, desde que tecnicamente
justificado;
 locar os postes nas divisas dos terrenos, quando isto não for possível,
locar no centro das testadas;
 não locar postes em frente a entradas de residências, garagens,
estacionamentos, lojas e guias rebaixadas em postos de gasolina;
 evitar a locação de postes em frente a anúncios luminosos, marquises
e sacadas;
 locar postes no centro de vias públicas somente quando houver
canteiro central, cujas dimensões permitam inscrever um círculo com diâmetro de 1
metro com centro no eixo do poste e cuja altura dos meios-fios seja no mínimo de 15
centímetros;
40

 evitar a locação de postes em centro de cruzamentos de ruas e


avenidas mas, quando necessário, deve existir canteiro cujas dimensões permitam
inscrever um círculo com 2 metros de diâmetro, com centro no eixo do poste e com
proteção de aço;
 evitar interferência com alinhamento de galerias pluviais e esgotos;
 nas esquinas, nenhum poste pode estar a menos de 1 metro do
alinhamento da testada dos terrenos;
 nas derivações de rede secundária, a rede pode derivar num lado da
esquina, observando-se que os condutores não podem cruzar sobre terrenos de
terceiros;
 a diferença entre dois vãos adjacentes não pode ser maior que 1/3 do
maior vão;
 os vãos da rede secundária devem ser escolhidos de modo que o
ramal de ligação não seja maior do que 30 metros e que o número máximo de
derivações de ramais de ligação permitido por poste seja de 4 ligações para cada
lado da rua.
O vão básico entre postes varia entre as concessionárias, como podemos
observar na tabela 7.
Tabela 7 : Vão básico entre postes.
CONCESSIONÁRIA REDE SECUNDÁRIA OU REDE PRIMÁRIA
MISTA (metros) (metros)
CEEE 35 m 70 m
RGE 30 a 40 m 60 a 80 m
AES-SUL 35 m 70 m
CEB 30 a 40 m 60 a 80 m
CELG 30 a 40 m 60 a 80 m

Com relação aos comprimentos recomendados, as distribuidoras adotam


alguns postes que poderão ser aplicados:
 ramal secundário (desvio)= poste7m;
 rede secundária + iluminação + telecomunicações: poste 9m;
 Rede primária: poste 11m;
 Equipamentos e circuitos primários (alimentadores): poste 12m;
 Circuito duplo de rede primária: poste 13 m;
41

Para casos especiais, como arranjos que envolvem derivações,


cruzamentos ou travessias, bem como quando necessário assegurar os
afastamentos mínimos entre condutores e solo e evitar enforcamento de estruturas,
poderão ser empregados postes de comprimentos superiores;

4.2. Locação de Transformadores


Na locação de transformadores a RGE e a CELG determinam que seja
seguido os seguintes critérios :
 posicionar no centro de carga ou próximo às cargas concentradas,
principalmente as que ocasionam flutuação de tensão;
 não locar no ponto de derivações de ramais primários e secundários;
 afastamento mínimo nas esquinas de 10 metros;
Quanto a locação de transformadores a AES-SUL,CEB e CEEE definem
que estes não devem estar mais de 250 metros do consumidor mais afastado do
transformador.

4.3. Locação de Equipamentos

Para locação de equipamentos as distribuidoras determinam os seguintes


critérios:
 Posicionar em local de fácil acesso, buscando facilitar manobras
necessárias;
 Não locar em deflexões da rede, com instalação de estai de âncora;
 Afastamento mínimo nas esquinas de 15 metros;
 Não locar em postes que possuem outros equipamentos.
 Não devem ser instaladas mais de 3 chaves fusíveis em série no
mesmo alimentador.
42

CAPÍTULO 5. DIMENSIONAMENTO ELÉTRICO E MECÂNICO

Nesta etapa de projeto, os condutores dos circuitos primários e secundários


e os transformadores de distribuição são dimensionados de acordo com as
estimativas de demanda calculadas anteriormente.
Para a determinação das bitolas dos condutores e da potência nominal dos
transformadores a serem empregados é necessária a aplicação de alguns critérios
técnicos que visam o bom desempenho da rede em relação às características de
carga previstas.
No caso de haver previsão de ampliação da rede projetada, a carga
prevista deve ser incluída no cálculo elétrico.
A seguir são descritos os critérios utilizados pelas concessionárias para
dimensionamento desses elementos do sistema.

5.1. Dimensionamento dos Condutores

Para a determinação da bitola dos cabos dos circuitos primários e


secundários as distribuidoras adotam basicamente os critérios técnicos da
capacidade de condução de corrente e da queda de tensão máxima nos condutores.
Em projetos novos ou de reforma de rede, as concessionárias (CEEE, RGE,
AES-SUL e CEB) definem que devem ser empregados preferencialmente
condutores multiplexados de alumínio isolamento XLPE(90°C), 0,6-1,0 kV para a
redes secundárias.

5.1.1. Critério da Capacidade de Condução de Corrente

Este critério consiste basicamente em atribuir limites de carregamento


máximos às bitolas padronizadas de condutores de modo a garantir condições
operacionais seguras. Esses limites são definidos em um percentual da corrente
43

máxima admissível pelo condutor. Os percentuais adotados pelas concessionárias


são descritos na tabela 8, a seguir:
Tabela 8: Limite de Carregamento dos Condutores
Concessionárias Baixa tensão (BT) Média tensão (MT)
CEEE-D 80% 80%
RGE 70% 70%
AES-SUL 80% 60%
CEB 60% 50% a 60%
CELG 60% 50% a 60%

A Tabela 9 relaciona as bitolas padronizadas de condutores de alumínio


(CA) e condutores de alumínio com alma (CAA) tipicamente utilizada em RDU’s com
as respectivas correntes máximas admissíveis (SCHRENK, 2012).
Tabela 9: Bitolas padronizadas e correntes máximas de condutores
Rede convencional
Bitola – AWG Corrente máxima – A
CA CAA
4 - 114
2 152 150
1/0 202 198
4/0 313 295
336,4 418 -
477 518 -
Fonte: RGE (2009)

A Tabela 10 relaciona as bitolas padronizadas de condutores de


multiplexados de alumínio, isolamento XLPE (90°C), tipicamente utilizados em
RDU’s com as respectivas correntes máximas admissíveis (CEEE-D, 2010).
44

Tabela 10: Capacidade de Condução de Corrente dos Condutores


Multiplexados de Alumínio, Isolamento XLPE (90°C)
Tipo de condutor Corrente (A)
Temperatura ambiente
30° C 40° C
Q-50 141 122
Q-70 181 157
Q-95 226 196
Q-120 265 229
Fonte: CEEE-D

Com base na demanda e na corrente prevista para cada um dos circuitos,


inicialmente é definida a menor bitola padronizada que atenda as necessidades do
circuito, respeitando-se o limite de carregamento definido. A bitola pré-definida serve
de base para aplicação do critério das quedas de tensão. Deve-se usar a equação
[5.1] para determinar a corrente no trecho:

𝑫𝒆𝒎
𝑰= [𝟓. 𝟏]
𝑽𝒏 ∗ 𝟑

I é a corrente calculada no trecho


𝑫𝒆𝒎 é a demanda calculada no trecho (kVA)
𝑽𝒏 é a tensão de linha no trecho(kV)

5.1.2. Critério da Queda de Tensão

Este procedimento consiste em verificar, através de cálculos detalhados, os


níveis de queda de tensão percentuais em cada trecho da rede onde há distribuição
de energia pelos ramais de ligação ou ramais primários.
A tabela 11 mostra os limites máximos de queda de tensão utilizados pelas
concessionárias para os pontos mais desfavoráveis das redes primárias e
secundárias, ou seja, os pontos mais distantes em relação à fonte.
45

Tabela 11: Limites de queda de tensão utilizados pelas concessionárias


Concessionárias Baixa tensão (BT) Média tensão (MT)
Redes novas Reformas Extensão Todos os casos
CEEE-D 3,5 % 5% 5% 7%
RGE 3,1% 5,6% 4,3% 5,5%
AES-SUL 3,5% 5% 5% 7%
CEB 3% 5% 5% 7%
CELG 3% 5% 5% 7%

A avaliação desses parâmetros é feita através do cálculo de um coeficiente


que expressa o percentual unitário de queda de tensão por unidade de demanda e
comprimento. Esse coeficiente é determinado para cada uma das bitolas
padronizadas conforme o Anexo A.
A partir desses coeficientes são calculadas as quedas de tensão em cada
trecho do circuito a partir dos valores de demanda e das distâncias entre pontos
estratégicos da rede de distribuição (SCHRENK, 2012).
Para definir a queda de tensão as concessionárias utilizam a equação [5.2] a
seguir:
𝑙
∆𝑣 = 𝑑𝑒𝑚 ∗ ∗𝑔 [5.2]
100
Onde:
∆𝑣 = queda de tensão;
𝑑𝑒𝑚 = demanda acumulada no final do trecho;
𝑙 = distancia entre os trechos;
𝑔 = coeficiente do condutor.

A Figura 7 mostra um exemplo de rede secundária com os respectivos


trechos analisados cujos valores de queda de tensão foram calculados de acordo
com a planilha.
46

Figura 7: Cálculo de quedas de tensão nos trechos da rede secundária

Fonte: CEB

5.2. Dimensionamento dos Transformadores

Para a determinação da potência nominal dos transformadores de


distribuição as concessionárias baseiam-se na demanda diversificada calculada para
os circuitos secundários da rede. Atribuindo um carregamento máximo em relação à
potência nominal de forma a minimizar os custos de investimentos, substituição e
perdas, dentro do horizonte do projeto. Os transformadores são dimensionados para
atender a evolução das cargas previstas no mínimo de 5 anos subsequentes.
47

Em projetos de redes urbanas são previstos transformadores trifásicos, em


geral, com as potências nominais padronizadas de 30kVA, 45 kVA, 75 kVA, 112,5
kVA, 150kVA e 225kVA. O uso de transformadores com potências nominais acima
de 150kVA será para o atendimento exclusivo de edifícios de uso coletivo.
De modo geral, define-se que os circuitos de baixa tensão devem ser de
pequena dimensão, buscando conseguir atender esses circuitos com
transformadores de menor potência (75 kVA). Os transformadores de maior porte
devem ser evitados de serem utilizados, devido seus altos custos para manutenção
e a dificuldade para uma futura obra de ampliação de carga.
A CEEE-D define as potências dos transformadores para loteamentos,
condomínios horizontais e assemelhados, conforme o estabelecido na tabela 12:
Tabela 12: Potência de transformadores
Demanda do circuito(kVA) Potência do transformador (kVA)
- até 50 45
51 até 80 75
81 até 120 112,5
121 até 160 150
Fonte: CEEE
Já as demais concessionárias (RGE, AES-SUL, CEB e CELG), utilizam a
demanda diversificada máxima calculada para definir a potência dos
transformadores conforme a tabela 13:
Tabela 13: Potência de transformadores em reformas, extensões e novas
cargas.
Demanda do circuito (kVA) Potência do transformador (kVA)
- até 30 30
31 até 45 45
46 até 75 75
76 até 112,5 112,5
112,6 até 150 150
151 até 225 225
226 até 250 300
Fonte: AES-SUL.
48

5.3. Dimensionamento Mecânico

O dimensionamento mecânico consiste na determinação dos esforços


resultantes que serão aplicados nos postes e na identificação dos meios necessários
para absorvê-los. O esforço resultante é obtido através da composição dos esforços
dos condutores, produzidas pela aplicação das trações de projeto que atuam no
poste em todas as direções, transferidas do poste.
No dimensionamento mecânico dos condutores devem ser consideradas as
características dos condutores, as forças aplicadas aos condutores, as variações de
temperatura e as forças dos ventos. Na maioria das concessionárias se utilizam dois
métodos: método de transferência de esforço para o topo do poste e o método do
diagrama de momentos.
O método de transferência de esforço para o topo do poste consiste em
transferir os esforços atuantes à uma distância x do topo do poste, geralmente 20
cm, a fim de determinar o esforço total aplicado, dimensionando-o segundo a sua
capacidade de resistência nominal. Este método deve ser aplicado apenas quando
as forças estiverem em um mesmo sentido e/ou mesmo plano horizontal
(MARCHIORO, 2012).
O método do diagrama de momentos é utilizado quando são aplicados ao
poste forças não coplanares em sentidos diferentes, ocasionando um momento fletor
nos mesmos. Os momentos fletores aplicados ao poste do tipo duplo T são gerados
através das trações dos condutores e estais. O momento resistente do poste precisa
ser obrigatoriamente inferior ao momento fletor aplicado do mesmo, deve ser feita
essa análise para suas duas faces (MARCHIORO, 2012).
Para elaboração de projetos o DEMEI utiliza o software Análise de Esforços
em Redes de Distribuição (AERD), desenvolvido em (MARCHIORO, 2012), para
dimensionamento mecânicos de condutores e postes. Este software utiliza
simultaneamente o método de transferência de esforço e o método do diagrama de
momentos. . Na Figura 8 é apresentada uma visão geral do software. Este possui
funcionalidades para análise do comportamento mecânicos dos condutores e
esforços atuantes em postes. Desta forma, o programa dimensiona o poste e gera a
49

tabela de tração de montagem da rede, para que estes dados possam ser
incorporados ao projeto (MARCHIORO, 2012).
Figura 8: Visão geral da interface gráfica do software AERD

Fonte :DEMEI
50

CAPÍTULO 6. ESTUDO DE CASO

Para fins de aplicação e análise dos critérios e diretrizes abordados,


apresenta-se neste capítulo um estudo de caso referente à elaboração de um
projeto de ampliação envolvendo redes de baixa e média tensão do sistema de
distribuição do Departamento Municipal de Energia - DEMEI.
O projeto em questão tem por finalidade a interligação da rede de MT
buscando facilitar futuras manobras de transferência de carga entre alimentadores.
Na Figura 9 apresenta-se a área de abrangência do projeto.

Figura 9: Croqui retirado Google Maps.

Fonte: www.google.com.br/maps

Na etapa de inicial, realizou-se o levantamento a campo da rede existente,


onde se verificaram tipos de estruturas, características de condutores,
transformadores, ramais, divisas de terrenos, distância entre postes, largura de rua e
51

passeio. Nessa análise inicial, constatou-se a importância da substituição de alguns


postes que se encontram em péssimas condições e a adequação da rede de baixa
tensão. Verificou-se, também, a arborização existente.

6.1. Determinação Da Demanda

Para a determinação da demanda do transformador existente no local,


adotou-se o método A (conforme item 2.2 Critério adotado pela RGE), usando dados
de consumo retirados do E2 comercial (software utilizado pela concessionária) nos
últimos 12 meses. Para este calculo foi utilizado a equação [6.1]:
c
D= [5.1]
730 ∗ FC ∗ FP
Onde:
D: é a demanda máxima estimada da unidade consumidora em (kVA)
C: é o maior consumo registrado durante os últimos 12 meses em (kWh)
Fc: é o fator de carga típico definido pela concessionária
Fp: é o fator de potência

Foi encontrado uma demanda total de 82,89 kVA.

6.3. Escolha Do Traçado

Quanto à configuração da rede primária, após a ampliação proposta ela


passara a ser radial com recurso, já a rede secundária não foi possível utilizar nem
um dos padrões típicos adotados pelas concessionárias, mas é importante ressaltar
que nenhum consumidor estará a mais de 250 m do transformador. O traçado
escolhido é ilustrado nas Figuras 10 e 11.
Figura 10: Planta construtiva I
52

F
Figura 11: Planta construtiva II
53

Fonte :DEMEI
54

6.4. Locação de Postes e Transformadores

A localização dos postes foi usada às distâncias máximas de 40 metros


entre postes adotados pelas distribuidoras para redes mistas (MT e BT) e 20 metros
para a mínima distância entre postes pelo motivo de ter feito um desvio, para evitar
que a rede ficasse passando por cima de um terreno de consumidor. Quanto a altura
dos postes foi utilizado 11metros para postes com a rede primária passante e 12
metros para fazer o cruzamento com a rede da Rua dos Coroados e derivação na
Rua Guilherme Tim.

6.5. Dimensionamento Elétrico

O dimensionamento elétrico foi elaborado utilizando os critérios adotados


pelas concessionárias pesquisadas, capacidade de condução de corrente dos
condutores e queda de tensão no consumidor mais distante do transformador.
Utilizando as demandas já calculadas anteriormente (item 8,2), foi encontrado uma
corrente máxima de 125,94 A no barramento do transformador, sendo o cabo de
alumínio nu 1/0 AWG na configuração 3# 1/0(1/0) CA suficiente para a determinada
corrente, pois sua capacidade é de 202 A. Para o calculo da queda de tensão foi
utilizado a planilha elaborada pelo DEMEI, que é semelhante as planilhas utilizadas
pelas outras concessionárias, na figura 16 podemos observar que a queda de
tensão máxima encontrada é de 1,73%. Ficando abaixo dos limites adotados pelas
demais concessionárias, 5% para reformas ou extensão de redes secundárias.
55

Figura 12: Planilha cálculo de queda de tensão

Fonte: DEMEI.

A potencia do transformador existente de 112,5 kVA ao compararmos o


carregamento máximo conforme a demanda calculada é 82,89 kVA e utilizando um
fator de crescimento para 5 anos de 1,276 resultara em uma demanda futura(após 5
anos) de 105,77 kVA utilizando os dados da tabela 15 podemos concluir que ele
atendera a carga existente no local pelo tempo de 8 anos com um fator de
crescimento de 5%.
56

Tabela 14: Demanda de Transformadores


Demanda do circuito (kVA) Potência do transformador (kVA)
- até 30 30
31 até 45 45
46 até 75 75
76 até 112,5 112,5
112,6 até 150 150
151 até 225 225
226 até 250 300

Fonte: AES-SUL.

6.6. Cálculo Mecânico

Para o dimensionamento mecânico dos postes e gerar as tabelas de


montagens da rede distribuição foi baseado na utilização do software AESD.
Buscou-se evitar a utilização de estais de ancoragem por conta dos riscos de
acidentes e abalroamento.
Foi verificado a resistência necessária dos postes que possuirão
entroncamento (final de rede) nos pontos 1, 2, 6 e 31, para os demais foi utilizado
postes com resistência de 400 daN. A seguir apresentam-se os resultados obtidos.
57

Figura 13: Simulação de esforços no poste 01

Fonte: DEMEI

Após verificação dos esforços resultantes no ponto 01, conforme figura13, o


software indicou um poste de 11 metros de comprimento e 1000 daN de resistência
conforme figura14.
Figura 14: Poste indicado

Fonte: DEMEI
58

Figura 15:Simulação de esforços no poste 02

Fonte: DEMEI

Após verificação dos esforços resultantes no ponto 02, conforme figura 15, o
software indicou um poste de 12 metros de comprimento e 1000 daN de resistência
conforme figura16.
Figura 16:Poste indicado

Fonte: DEMEI
59

Figura 17:Simulação de esforços no poste 06

Fonte: DEMEI
Após verificação dos esforços resultantes no ponto 06, conforme figura 17, o
software indicou um poste de 11 metros de comprimento e 200 daN de resistência
conforme figura 18, para esse caso foi utilizado um poste de 11 metros e 400 daN de
resistência, para esse caso foi utilizado um poste de 11 metros e 400 daN de
resistência.
Figura 18:Poste indicado

Fonte: DEMEI
60

Figura 19: Simulação de esforços no poste 27

Fonte: DEMEI
Após verificação dos esforços resultantes no ponto 27, conforme figura 19, o
software indicou um poste de 12 metros de comprimento e 400 daN de resistência
conforme figura 20.
Figura 20: Poste indicado

Fonte: DEMEI
Para gerar as tabelas do calculo de flecha e tração de montagem da rede, foi
utilizado os dados dos cabos 2/0 para rede primária já prevista no programa e para
gerar as tabelas para o cabo quadruplex 50 mm² na baixa tensão foi utilizado os
dados da tabela de montagem conforme figura 21.
61

Figura 21: Tabela de montagem rede primária e secundária

Fonte: DEMEI

6.5. Sistema de Aterramento

Para o sistema de aterramento o condutor neutro de todos os circuitos


secundários deve ser interligado e aterrado, no ponto de interligamento com os
circuitos adjacentes. Todo o fim de rede secundária deve ser aterrado através de
uma haste de aterramento. Os aterramentos dos neutros das redes secundárias, dos
para-raios e das carcaças dos equipamentos, devem ser feitos com um fio de cobre
nu, seção 6AWG, todos os pontos a efetuar o aterramento foram elencados na
planta construtiva (item 6.3).
Já para realização dos trabalhos foram elaborados diagramas unifilares da
rede de distribuição contendo as chaves a serem manobradas, conforme a figura 22
e os pontos para instalação de aterramentos temporários, figura 23, visando a
proteção dos trabalhadores.
62

Figura 22: Chaves manobradas e sequencia de fase nas conexões.

Fonte: DEMEI
63

Figura 23: Diagrama unifilar e área de trabalho

Fonte: DEMEI
64

6.6. Orçamento da Obra

Para elaboração do orçamento foi utilizado o software E2 ADM, para


apresentar a relação dos materiais. O relatório possui a descrição e especificação de
todos os materiais e as quantidades a serem empregadas e retiradas da rede de
distribuição.
65
66
67

CAPÍTULO 7. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Este trabalho abordou as principais diretrizes e critérios utilizados em de


projetos de redes aéreas de distribuição de energia elétrica. Foram reunidas as
principais informações referentes à elaboração de um projeto de redes aéreas de
distribuição de energia elétrica, numa sequencia que apresenta como são
constituídos os projetos.
Através do estudo realizado com as bibliografias analisadas no decorrer do
trabalho verifica-se a importância de todos os itens abordados na elaboração de um
projeto. A utilização desses parâmetros para elaboração dos projetos garantirá uma
maior segurança, continuidade e confiabilidade no sistema de distribuição e poderá
evitar que sejam necessários novos investimentos em um mesmo local em um
horizonte próximo.
Entre os critérios utilizados para a elaboração dos projetos pode-se destacar
que a maioria dos critérios adotados pelas concessionárias são semelhantes. Os
critérios que possuem algumas divergências são os critérios adotados para calculo
da demanda, classificação dos consumidores quanto a sua classe de consumo e o
dimensionamento elétrico dos condutores.
Para critério da classificação da classe dos consumidores e definir a
demanda individual dos consumidores foi adotado os métodos utilizados pela RGE,
pois esses métodos estão bem detalhados, e utilizam critérios semelhantes aos já
adotados no RIC-BT DEMEI para o cálculo de demanda na aprovação de projetos
de novos consumidores. Outro fator que deve ser levado em consideração é que os
perfis de seus consumidores são semelhantes aos dos consumidores do DEMEI.
Para o dimensionamento elétrico deve ser adotados os limites utilizados
pela CEEE-D para queda de tensão (3,5% para redes novas, 5% para reformas e
extensão de redes secundárias e 7% para todos os casos de redes primárias) e
para carregamento dos condutores ( 80% para todos os casos). Porque esses
limites ficam de acordo com o módulo 8 do PRODIST, no que diz respeito a níveis
de tensão.
68

Outro aspecto de suma importância que deve ser observado na elaboração


de um projeto é o ambiental, associados principalmente à arborização urbana.
Apresentou um estudo de caso considerando os critérios comuns as diversas
distribuidoras, os critérios definidos anteriormente e o dimensionamento mecânico
utilizado pelo DEMEI.

Sugestões de trabalhos futuros:


 Estudo comparativo dos aspectos financeiros, de segurança e de
continuidade utilizando os critérios e diretrizes estabelecidos pelas
concessionárias pesquisadas.
 Validação dos critérios de estimativa de demanda, utilizando medições;
 Estudo de diretrizes e critérios elaboração de projetos de redes
subterrâneas;
 Análise de critérios econômicos para critérios elaboração de projetos
de redes de distribuição, considerando aspectos remuneração tarifária.
 Estudo da possibilidade e viabilidade de adotar a topologia anel para
vários transformadores, utilizada por algumas concessionárias em redes
subterrâneas nos grandes centros.
69

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas, NBR 15688: Redes de


distribuição aéreas de energia elétrica com condutores nus, Rio de Janeiro, 2009.
ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas, NBR 5440:
Transformadores para Redes Aéreas de Distribuição – Padronização, Rio de
Janeiro, 1989.
ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas, NBR 8159: Ferragens
eletrotécnicas para redes aéreas, urbanas e rurais de distribuição de energia elétrica
- Formatos, dimensões e tolerâncias - Padronização, Rio de Janeiro, 1984.
ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas, NBR 5460: Sistemas
elétricos de potência, Rio de Janeiro, 1992.
ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas, NBR 5456: Eletricidade
geral – Terminologia, Rio de Janeiro, 2010.
AES SUL. NTD 002: Projeto de Rede Aérea de Distribuição. AES
Sul,2012.86.
CEEE. NTD- 00.001: Elaboração de projetos de redes aéreas de distribuição
urbanas. Companhia Estadual de Energia Elétrica, 2010. 29 p.
CEB. NTD- 1.02: Critérios para projetos de redes aéreas urbanas
convencionais. Companhia Energética de Brasília, 2002. 97 p.
CELG. NTD 08: Critérios de projetos de redes de distribuição aéreas
urbanas.Centrais elétricas de Goias S/A, 2008.101 p.
DEMEI- Departamento Municipal de Energia de Ijuí, Publicações,
Disponível em: <http://www.demei.com.br/publicacao-1358-DEMEI.fire> Acesso em:
maio de 2013.
FRANCISQUINI, Aislan Antônio, Estimação de curvas de carga em
pontos de consumo e em transformadores de distribuição, 2006, 94 f,
Dissertação (Mestrado em Engenharia Elétrica), Universidade Estadual Paulista, Ilha
Solteira, São Paulo.
FRANCO, John F, et al. Um método heurístico eficiente para a seleção
ótima e o recondutoramento de alimentadores primários em sistemas de
70

distribuição de energia elétrica, XVIII Congresso Brasileiro de


Automática,Bonito,2010.Disponívelem:<www.labplan.ufsc.br/congressos/CBA2010/A
rtigos/66271_1.pdf > Acesso em: setembro de 2011.
SCHRENK, Fernando Weirich, Projetos de redes aéreas de distribuição
urbanas, 2012, RELATÓRIO DE ESTÁGIO CURRICULAR.
MARCHIORO, ALISON FERNANDO, DESENVOLVIMENTO DE UMA
FERRAMENTA COMPUTACIONAL PARA ANÁLISE E DIMENSIONAMENTO
MECÂNICO DE POSTES EM REDES AÉREAS DE DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA,
2012, trabalho de conclusão de curso, UNIJUI.
71

ANEXOS

ANEXO A – Coeficientes De Queda De Tensão Em Condutores

Tabela 15: Características dos condutores de alumínio (CEEE, 2010)

Tabela 16: Coeficientes de queda de tensão para condutores de alumínio


multiplexados (CEEE, 2010)

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