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Nome Completo: Lucimar Lourenço Gomes RGM: 11.230.

525
Instituição: Cruzeiro do sul Data: 7/05/21
Curso: Pedagogia-licenciatura

1. Disciplina: Estágio Curricular Supervis Nos Anos Iniciais do Ens Fund

ATIVIDADE BNCC 1 - LEITURA E ANÁLISE, E PRODUÇÃO DE TEXTO


SOBRE A COMPETÊNCIA GERAL DE NÚMERO 4

O direito à aprendizagem e ao desenvolvimento, o acesso e a


permanência com sucesso dos adolescentes dos anos finais (6º ao 9º ano) do
ensino fundamental encontram-se materializados na legislação brasileira,
conforme explicitado no Plano Nacional de Educação (PNE), Lei nº 13.005, de
25 de junho de 2014. Ainda assim, os anos finais do ensino fundamental (6º ao
9º ano) revelam-se desafiadores para a educação brasileira, haja vista os
resultados das avaliações nacionais (Censo Escolar, Saeb e Prova Brasil)
relativos aos fenômenos que se relacionam à não aprendizagem, quais sejam:
abandono, reprovação e evasão, o que anuncia um cenário preocupante nos
tempos atuais.

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) elaborou dez competências


gerais que garantem aos estudantes ao longo da Educação Básica o
desenvolvimento delas. É compreendido como competência na BNCC da
seguinte maneira: a mobilização de conhecimentos (conceitos e
procedimentos), habilidades (práticas, cognitivos e sócios e emocionais),
atitudes e valores para resolver demandas complexas da vida cotidiana, do
pleno exercício da cidadania e do mundo do trabalho. (BNCC, 2018, p.8)

Destaca-se, entretanto, que tais recomendações consideram a autonomia


dos entes federados, a diversidade cultural e as desigualdades sociais
questões vinculadas à equidade na educação. Isto, do ponto de vista da BNCC,
configura-se em justificativa para a prática de currículos diferenciados de
acordo com cada sistema, rede e instituição de ensino vigente no país, não
sendo acertada a proposta de um currículo nacional. (BRASIL, 2017). Por este
contexto, tais recomendações são apresentadas a partir de um estudo analítico
e interpretativo de cada competência geral, indicada na BNCC, na tentativa de
contribuir com os debates sobre a organização do currículo e as respectivas
propostas pedagógicas dos sistemas, redes de ensino e das escolas
brasileiras.

Competência 01 - Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente


construídos sobre o mundo físico, social e cultural para entender e explicar a
realidade (fatos, informações, fenômenos e processos linguísticos, culturais,
sociais, econômicos, científicos, tecnológicos e naturais), colaborando para a
construção de uma sociedade solidária (BRASIL, 2017, p. 9, grifo nosso).

Noutro aspecto, o ensino fundamental consubstancia-se na formação


básica do cidadão mediante, dentre outras capacidades, “[...] o fortalecimento
dos vínculos da família, dos laços de solidariedade humana e de tolerância
recíproca em que se assenta a vida social” (LDB, nº 9394/96, Art. 32, Inciso
IV). Esta competência articula-se aos debates da adolescência, uma vez que a
interação com estes conhecimentos deve, necessariamente, ser compreendida
como o exercício da solidariedade, característica própria deste tempo de vida.

Competência 02 - Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à


abordagem própria das ciências, incluindo a investigação, a reflexão, a análise
crítica, a imaginação e a criatividade, para investigar causas, elaborar e testar
hipóteses, formular e resolver problemas e inventar soluções com base nos
conhecimentos das diferentes áreas. (BRASIL, 2017, p. 9, grifo nosso).

Competência 03 - Desenvolver o senso estético para reconhecer,


valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às
mundiais, e também para participar de práticas diversificadas da produção
artístico-cultural.

Competência 4 - Utilizar conhecimentos das linguagens verbal (oral e


escrita) e/ou verbo- -visual (como Libras), corporal, multimodal, artística,
matemática, científica, tecnológica e digital para expressar-se e partilhar
informações, experiências, idéias e sentimentos em diferentes contextos e,
com eles, produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo.

Competência 05 - Utilizar tecnologias digitais de comunicação e


informação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas
do cotidiano (incluindo as escolares) ao se comunicar, acessar e disseminar
informações, produzir conhecimentos e resolver problemas.

Competência 06 - Valorizar a diversidade de saberes e vivências


culturais e apropriar-se de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem
entender as relações próprias do mundo do trabalho e fazer escolhas alinhadas
ao seu projeto de vida pessoal, profissional e social, com liberdade, autonomia,
consciência crítica e responsabilidade.

Competência 07 - Argumentar com base em fatos, dados e informações


confiáveis, para formular, negociar e defender ideias, pontos de vista e
decisões comuns que respeitem e promovam os direitos humanos e a
consciência socioambiental em âmbito local, regional e global, com
posicionamento ético em relação ao cuidado de si mesmo, dos outros e do
planeta.

Competência 08 - Conhecer-se, apreciar- -se e cuidar de sua saúde


física e emocional, reconhecendo suas emoções e as dos outros, com
autocrítica e capacidade para lidar com elas e com a pressão do grupo
(BRASIL, 2017, p. 10, grifo nosso).

Competência 09 - Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos


e a cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro, com
acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais,
seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de
origem, etnia, gênero, orientação sexual, idade, habilidade/necessidade,
convicção religiosa ou de qualquer outra natureza, reconhecendo-se como
parte de uma coletividade com a qual deve se comprometer.
Competência 10 - Agir pessoal e coletivamente com autonomia,
responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, tomando decisões,
com base nos conhecimentos construídos na escola, segundo princípios éticos
democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários. (BRASIL, 2017, p. 10)

O estágio curricular supervisionado se apresentou como uma importante


ferramenta para a construção da identidade profissional, a qual é constituída
em desenvolvimento com a ação. No decorrer das orientações para o estágio
supervisionado, sentimos a necessidade de buscar materiais diversificados,
sobretudo textos e autores que tratassem das narrativas autobiográficas.

As observações e participações possibilitaram um olhar mais atento ao


contexto da sala de aula, onde percebemos momentos particulares do que
estava visível aos nossos olhos, bem como dos dizeres e fazeres expressos
nesse ambiente. Esses momentos permitiram identificar a dificuldade dos
alunos com a leitura e a escrita, realidade confirmada pela professora regente
como um dos entraves para o avanço da aprendizagem de seus alunos.

Era notória a falta de interesse dos alunos pelas atividades propostas.


Muitos deles afirmavam que só freqüentavam as aulas por obrigação e que ao
atingir a maioridade pretendiam abandonar a sala de aula. A experiência
vivenciada contribuiu para um olhar mais atento às singularidades da formação,
demandadas, muitas vezes, pela realização dos estágios, bem como uma
escuta sensível das vozes sociais que constituem o ambiente da sala de aula,
(re) construindo, assim, nossa forma de ver e sentir a docência