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O PAPEL DO PROFESSOR NA MEDIAÇÃO DO CURRICULO ESCOLAR

RESUMO

Este artigo investiga a ação do professor enquanto mediador do currículo escolar nas
suas multidimensões. Essa mediação objetiva que os alunos aprendam os saberes
escolares em interação com a cultura, com a moralidade e com as emoções e não
apenas passado na perspectiva da educação bancária. É dessa forma, que o professor
transformará sua sala de aula em um espaço que proponha um diálogo com o senso
crítico e forme o aluno para atuar como sujeito consciente em meio à sociedade. Desse
modo, os objetivos desta pesquisa são: a) pesquisar as concepções de currículo; b)
refletir a relação entre o currículo prescrito e o currículo oculto; c) investigar o papel
do professor na mediação do currículo escolar. Este artigo irá refletir sobre a
importância do papel mediador do professor no currículo escolar e da consciência de
que ensinar não é transferir, mas é desenvolver criticamente o saber escola.

Palavras-Chave: Currículo; professor mediador; educando.

1. Introdução

O currículo escolar contém as experiências de aprendizagens implementadas pelas


instituições escolares e que deverão ser vivenciadas pelos estudantes. Estão nele
englobados os objetivos e os conteúdos que deverão ser abordados no processo de
ensino-aprendizagem, a metodologia e a avaliação utilizada para os diferentes níveis de
ensino.
Nessa perspectiva, a função da teoria curricular é compreender e descrever
fenômenos da prática curricular. É através da teoria que teremos a compreensão do
objeto e intenções de um determinado grupo social. Temos como teorias do currículo as
teorias tradicionais, críticas, pós-críticas e ainda existe por entrelinhas o currículo
oculto. Em virtude das diferentes perspectivas, a escola deve discutir qual currículo ela
quer adotar para se chegar ao objetivo desejado. Essa escolha deve ser pensada a partir
da concepção do seu Projeto Político Pedagógico, esse deve fundamentar a prática
teórica da instituição e as inquietudes dos alunos. (MOREIRA, 1990)
Como refere Tomaz Tadeu (1999), o currículo trás também uma questão de poder,
pois na medida em que as teorias buscam dizer o que o currículo deve ser, preocupadas
com as conexões entre saber, identidade e poder, estão diretamente envolvidas com essa
questão. Selecionar, privilegiar ou destacar um tipo de conhecimento, uma identidade
ou subjetividade como sendo a ideal, são formas de exercer o poder através do
currículo. Logo, as teorias do currículo estão ativamente envolvidas na atividade de
garantir o consenso, obtendo hegemonia.
A educação deve ir além de ações centradas no desenvolvimento
cognitivo, intelectual e moral, devendo, portanto, integrar aspectos subjetivos, objetivos,
culturais, políticos e de afeto, que são indissociáveis numa educação integral.
  Segundo Paulo Freire (1968), educar é um ato político. Nessa visão, a leitura do
mundo precede a leitura da palavra, ou seja, este educar não está engessado no currículo
formal, mas, ultrapassa para uma relação das dimensões que envolvem a educação, e,
consequentemente, a práxis pedagógica. 
A educação é uma produção humana que ocorre nas relações sociais de seus
membros, logo estas ações são carregadas de valores e crenças. Desse modo, o homem
também se educa através do exemplo do outro e de seus próprios interesses bem como
através da cultura. Assim, entendemos que o papel de um educador deve ser possuir
uma reflexão crítica baseada no reconhecimento dos valores que ultrapassa o currículo
prescrito, comprometendo-se às dimensões políticas, culturais, históricas, morais e
ambientais.
Neste sentido, este estudo tem o objetivo de investigar qual o papel do professor na
mediação do currículo escolar em suas multidimensões na acepção pedagógica do
currículo prescrito e currículo oculto.

2. Referencial teórico

2.1 Concepções de currículo

Os primeiros estudos sobre o currículo como campo especializado nasceram


nos Estados Unidos em 1918 com o livro “The curriculum” de Bobbit, que lançou as
bases da teoria tradicional. Bobbitt e Tyler buscavam, através desta teoria, igualar o
sistema educacional ao sistema industrial. Assim, o currículo era estruturado nas idéias
de organização, desenvolvimento e eficiência, com a intenção de responder por meio de
organização do sistema escolar e de seus currículos, às mudanças culturais, econômicas
e políticas que acontecia no país. Ele foi considerado o elemento central, na instituição
escolar, capaz de contribuir significativamente para que os objetivos previstos fossem
alcançados, as experiências planejadas ocorressem e os alunos aprendessem os
conhecimentos considerados necessários à sua formação como membros de uma dada
sociedade.
Tal como uma indústria, Bobbitt queria que o sistema educacional fosse capaz de especificar
precisamente que resultados pretendia obter, que pudesse estabelecer métodos para obtê-los de forma
precisa e formas de mensuração que permitissem saber com precisão se eles foram realmente alcançados.
(Tomaz Tadeu, 1999. (p 22,23))

O currículo passou a ser debatido principalmente na década de 1920 e 1930,


pelos precursores da Escola Nova, como precursor Anísio Teixeira, que trouxe
inovações sobre o currículo, na perspectiva de organizá-lo priorizando as necessidades
das crianças. Havia uma busca notória de romper com o currículo tradicional, que
visava um ensino para a reprodução de conteúdos e transmissão de conhecimentos já
sistematizados e acumulados pela humanidade. Segundo Romanowski (2007): “O
professor é visto como mediador para promover essa aprendizagem. O aluno é o centro
do processo escolar; o professor é um facilitador, artista ou profissional clínico que deve
empregar sua sabedoria, experiência e criatividade para agir na promoção das condições
do desenvolvimento, para a aprendizagem dos seus alunos”.
Segundo Moreira (1990), as disciplinas escolares foram entendidas como
ferramentas para o alcance de determinados fins, capacitando os indivíduos a viver em
sociedade.
Na década de 1960, o tecnicismo passou a vigorar no Brasil, a partir do golpe
militar, tendo grande repercussão no meio educacional. Com a chegada da maquinaria
nas fábricas, o país se viu necessitado de ter mão de obra qualificada para executar os
trabalhos fabris. Assim, para conseguir formar mão de obra qualificada era necessário,
segundo Mello (1982), introduzir na escola uma forma de treinar os sujeitos para
executarem as tarefas necessárias à produção, para o desenvolvimento propriamente do
capital, ou seja, a ciência e a tecnologia estavam a serviço do capital, é preciso ter o
controle do trabalho, do modo de produção. O currículo então passa a ser técnico,
fazendo-se capaz de qualificar os indivíduos para o mercado de trabalho.
Para Romanowski (2007), o professor, nesse momento, é treinado para
desempenhar a sua função, a de treinar seus alunos, sem desenvolver, portanto, a
reflexão, destacando a valorização da técnica aplicada ao ensino que enfatiza a atividade
instrumental do professor.
A partir da década de 80 a influência de pensadores americanos diminui e o
currículo, através de pensadores como Paulo Freire e Anísio Teixeira, passa a ser visto
de outra forma intensificando o debate teórico sobre os problemas curriculares,
surgindo, assim, com mais velocidade em todo Brasil, uma literatura pedagógica mais
progressista que buscava transformar o ensino tecnicista que era desenvolvido desde a
década de 1960 em ensino e aprendizagem mais críticos, formando sujeitos autônomos,
capazes de intervir na realidade existente e transformá-la.
As discussões sobre o currículo necessariamente abordam, com maior ou menor
ênfase, os conhecimentos escolares, os procedimentos e as relações sociais que
conformam o cenário pedagógico, as transformações que desejamos efetuar nos alunos,
os valores que desejamos inculcar e as identidades que pretendemos construir. Em
outras palavras, discussões sobre conhecimento, verdade, poder e identidade marcam,
invariavelmente, as teorizações sobre questões curriculares. (SILVA, 1999).
O currículo já foi compreendido como um texto, que segundo Fávero (1991),
independe de sua extensão toda e qualquer passagem escrita ou falada que forma um
todo significativo. O entendimento do currículo como um texto estende-se a tudo que se
escreve sobre os elementos da prática pedagógica, assim como a tudo o que se faz para
desenvolvê-los nas salas de aulas. Ou seja, nessa concepção, incluem-se tanto os
conteúdos como as vivências que o materializam.
O currículo é visto como o coração da escola, pois se encontra no espaço em que
todos os educadores agem, tornando-os assim, nos diferentes níveis do processo
educacional, responsáveis por sua elaboração.
Compreende-se, então, currículo como as experiências escolares que se
desdobram em torno do conhecimento, em meio a relações sociais, e que contribuem
para a construção das identidades dos estudantes. Currículo corresponde, assim, ao
conjunto de intenções pedagógicas planejadas, construídas e desenvolvidas com
propósitos educativos, bem como as relações subjetivas e culturais que são tecidas no
cotidiano escolar.

2.2 O currículo prescrito e o currículo oculto


O currículo prescrito, também chamado como currículo, formal, explícito e
oficial, prevê os conteúdos que vão ser trabalhados nas disciplinas e tem por função
oferecer ao país uma base comum de educação como citada na LDB 9394/96.

“Art. 26. Os currículos do ensino fundamental e médio devem ter uma base nacional comum, a ser
complementada, em cada sistema de ensino e estabelecimento escolar, por uma parte diversificada,
exigida pelas características regionais e locais da sociedade, da cultura, da economia e da clientela.”
(LDB 9394/96.)

Nota-se, então, que o currículo prescrito não é planejado pela comunidade escolar
ou a partir de uma concepção a atender as diversidades e representar a materialização da
proposta pedagógica institucional.Na verdade é um conjunto de suposições fieis e
convenções que regulamentam de forma similar o papel de repassar “uma cultura” com
um único currículo para todo território nacional.
Logo, o currículo prescrito se limita a convenções normativas, ou seja, é tudo aquilo
que é imposto pelo sistema de educação, cumprindo assim as finalidades da lei.
O currículo oculto refere-se ao processo de aprendizagem socializadora ao
currículo escolar formal, que permeia as normas de comportamento social. Almeida e
Albuquerque (2001), fala que “a educação tem como fim integrar o homem e torná-lo
sensível ao enfrentar os desafios da vida e seus complexos ditames”.
Philip Jackson foi o primeiro teórico a valer-se da expressão “currículo oculto”,
fazendo referências às características subjetivas e estruturais do ambiente de aula que
contribuem ou influenciam no processo de educação enquanto socialização tornando
evidente, a co-existência de aprendizagem colateral ao currículo explicito formalmente.
(GONÇALVES, 2002).
Sabe-se que o aprendizado dos educandos no ambiente escolar, não se restringe aos
aspectos formais materializados no currículo institucional ou formal, pois não há
neutralidade no processo de ensino e aprendizagem visto que, o processo educacional é
complexo e diferente em cada organização de ensino que têm seu próprio currículo
oculto a partir de sua contingência (GONÇALVES, 2002).
O currículo oculto desempenha uma dimensão implícita no processo educacional
não mensurável, que fazem parte do cotidiano escolar transmitindo experiências que
reforçam o aprendizado sociocultural, na tríplice inter-relação entre o professor, o aluno
e o saber.
Segundo Libâneo (2004) o currículo oculto é definido como práticas que não estão
prescritas, mas é existente e está presente no planejamento. O currículo oculto se
resume em práticas, atitudes, comportamentos e percepções geradas no meio social e
escolar. O currículo oculto é interpretado pelas influências que afetam a aprendizagem
dos alunos e o trabalho do professor vindas da experiência cultural, dos valores e
significados trazidos pelas pessoas de seu meio social e vivenciado na própria escola e
nas experiências e práticas divididas na escola.
O valor do currículo oculto está em reconhecer que essas percepções e ações
espontâneas influenciam e afetam o processo de ensino e aprendizagem dos alunos e da
pratica do professor. Ele é constituído pelos aspectos do ambiente escolar que,
corrobora de forma implícita e fundamentalmente soma-se aos saberes formais e
aprendizagens referentes a atitudes, comportamentos e valores.
Assim, a instituição escolar não ensina os educandos a apenas ler, escrever,
calcular, compreender um texto e os demais conteúdos, mas estão repletos de assuntos e
práticas não relacionais, que são agentes de socialização e possuem o papel educacional
de produzir mudança social.
Todos os aspectos de um ambiente escolar, que não fazem parte do currículo
prescrito nem real, mas que contribuem para as aprendizagens sociais relevantes, faz
parte do currículo oculto.
A prática do “currículo oculto’ é de fundamental relevância, para amplificar e
aprimorar os processos educacionais, possibilitando a reflexão visando a formação do
papel do educador como mediador e suas responsabilidade pedagógicas.

2.3 O papel do professor na mediação do currículo escolar

O papel do docente implica em articular conhecimentos gerais e disciplinares com


vistas à aprendizagem de seus alunos, mas o seu papel também está em uma gama de
habilidades que não são engessadas, chamada de mediação. A mediação ocorre nas
nuances do ofício do professor em que, a partir das análises dos fundamentos sociais e
culturais do currículo, encaminha a ação docente no contexto da sala de aula, fazendo a
interpretação e a crítica, produzindo e organizando conhecimentos, identificando e
escolhendo técnicas e métodos pedagógicos para a socialização das experiências de
aprendizagem.
O ensino, segundo Libâneo (1994), tem como função principal garantir o
processo de transmissão e assimilação dos conteúdos do saber escolar e, através desse
processo, o desenvolvimento das capacidades cognoscitivas dos alunos, de maneira que,
o professor planeje, dirija e comande o processo de ensino, tendo em vista estimular e
suscitar a atividade própria dos alunos para a aprendizagem.
Nessa dimensão, o docente além de cumprir o papel de educador e transmissor de
conhecimento, ele deve atuar mutuamente como mediador. Os aspectos que perpassam
o ofício do professor são múltiplos e complexos, inviabilizando qualquer tentativa de
redução da sua ação.
O professor deve levar aos seus educandos o conhecimento, dando a eles a
oportunidade de também procederem como personagens principais na sociedade. A
gestão da sala de aula compreende processos interativos de ensino e de aprendizagem
que superam os limites do currículo formal, dessa maneira, o professor deve manter-se
como ponte entre o estudante e o conhecimento para que o aluno aprenda a “pensar” e a
questionar por si mesmo e não mais receba passivamente as informações como se fosse
um depósito do educador.
Segundo Freire (1979), a ação docente é a base de uma boa formação escolar e
contribui para a construção de uma sociedade pensante. Entretanto, para que isso seja
possível, o docente precisa assumir seu verdadeiro compromisso e encarar o caminho do
aprender a ensinar. Um educador precisa constantemente renovar sua ação docente para,
da melhor forma, fazer-se entender pelos seus alunos.
O entendimento do papel do professor não só como intelectual, mas como
intelectual transformador, cujo argumento está em tornar o pedagógico mais político e o
político mais pedagógico. Giroux (1997) favorece a reflexão sobre os princípios que
estruturam a prática em sala de aula e a análise crítica das condições que organizam as
práticas, ideologias e com materiais de ensino, firmando o professor e aluno na posição
central no processo de aprendizagem.
A atuação do professor como mediador dos conhecimentos educacionais e
escolares procura auxiliar para a formação de uma sociedade realmente pensante. O
docente deve ser um mediador do conhecimento, de forma que os alunos aprendam os
saberes escolares em interação, e não apenas recebam-no passivamente. É assim, que o
educador favorecerá maneiras para que o aluno desenvolva de forma crítica e ativa seus
pensamentos e atitudes perante a sociedade.
O trabalho pedagógico precisa se orientar por uma visão globalizada. Isso exige
que levemos em consideração suas diferentes características, não só em termos de
histórias de vida ou de região geográfica, mas também de classe social, etnia e gênero.
Reconhecer as crianças como seres sociais que implica em não ignorar as diferenças.
(KRAMER, 1989)
É através da problematização e da curiosidade que o conhecimento começa a ser
construído individualmente e socializado através da mediação do professor. A
aprendizagem escolar tem um vínculo direto com o meio social que circunscreve não só
as condições de vida das crianças, mas também a sua relação com a escola e o estudo,
sua percepção e compreensão das matérias. (LIBÂNEO, 1994)
Enfim, o docente que assume o papel de intelectual transformador, assume um
compromisso de realizar sua prática docente em sua totalidade integrada e abrangente,
transpassando, assim, as barreiras formais estáticas do currículo prescrito.

CONCLUSÃO

Através das pesquisas realizadas, compreendemos a instituição escolar como um


espaço de produção de conhecimento onde os alunos fazem parte diretamente do
processo de aprendizagem, e não apenas de transmissão de conhecimento. Sabemos que
o cotidiano escolar une-se entre o pensar do professor e a ação que ele irá tomar para
atingir seu objetivo. Não há apenas um movimento: o do pensar para a ação, mas sim
movimentos ininterruptos de realidade dos desafios do cotidiano envolvidos pela
subjetividade.
Não é papel do professor simplesmente transmitir conhecimentos e informações,
mas sim, observar e a partir das percepções das realidades dos alunos, que na maioria
das vezes são distintas, fazer uma análise crítica e uma sistematização dessas
percepções, transformando o aluno em sujeito do seu conhecimento.
Desta forma, o professor tem a responsabilidade de auxiliar os alunos nos
processos de significação dos conteúdos, e não de fazê-los decorar.
A reflexão feita por Candau (1996) é bem colocada, pois considera que o
desenvolvimento do processo do ensino e aprendizagem são fundamentais a
consideração das multidimensões (dimensões humanas, técnica e político-social,
aspectos explícitos e implícitos, objetivos e subjetivos).
O professor mediador, logo, não transmite um conteúdo, mas estimula o valor da
significação do mesmo, tornando-o individual para cada realidade que existe na sala de
aula. Desta forma, os alunos estarão efetivamente participando do processo educativo,
ampliando sua posição de receptores de conhecimentos e informações para sujeitos
ativos, pensantes e produtores de conhecimento. Ele se mostra como agente causador da
autonomia e da reflexão, por meio de diálogos, de questionamentos e de observações
feitas sobre o conteúdo proposto.
A partir da contextualização teórica, esta pesquisa permitiu verificar que a
interação professor e aluno exerce a função de meio para que haja a prática e o
desenvolvimento do currículo prescrito e do currículo oculto, com toda complexidade e
subjetividade, levando a considerar que não há neutralidade no ambiente aonde a
aprendizagem vai além do conteúdo exposto pelo docente. Ele ultrapassa os muros
escolares e chega ao meio social, cultural e afetivo de cada aluno de maneira diferente e
pessoal.
No momento em que o professor busca estabelecer um vínculo de confiança entre ele e
seus alunos, ele consegue, utilizando o currículo oculto, levar uma pedagogia
culturalmente significativa, fazendo assim os alunos se tornarem mais participativos na
construção da aprendizagem e também de fazê-los compreender que são capazes de
produzir um saber significativo, independente do contexto social em que estão
inseridos.
Paulo Freire (1968) apresente a ideia de que o docente e o aluno sejam agentes
dialógicos de um mesmo processo no qual o ensino e a aprendizagem caminham de
braços dados considerando a complexidade da educação.
É função, então, do professor buscar fazer uma mediação sem pensar apenas no
conteúdo do currículo prescrito, mas precisa fazer uma relação desse currículo com o
aluno, utilizando criatividade e seu potencial pedagógico, fazendo com que o aluno sinta
essa relação e se sinta parte desse processo de ensino-aprendizagem. Sabendo que
dentro da sala de aula, existem alunos com realidades distintas, é muito importante que
o professor saiba lhe dar com diferentes tipos de realidade, e, fazendo uso da afetividade
e do respeito, favorecerá a produção de novos conhecimentos, como a prática
humanizada, por exemplo.
Desta forma, o papel do professor na mediação do currículo escolar é
compreender o sujeito da educação como um ser completo, integral, e individual,
possibilitando, assim, uma forma de transpor conteúdos de maneira que favoreça o
aprendizado significativo do educando para a vida que ultrapassa o ambiente escolar.

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